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BIOLOGIA VEGETAL, AGRICULTURA E AMBIENTE

Prática

Análise Química de Alimentos para Animais

Humidade Azotados
Compostos Lípidicos
Alimento Orgânicos Fibras - Hidratos de
Carbono Estruruturais
Matéria Seca
Compostos
Nutrientes
Inorgânicos

Os animais têm diferentes necessidades energéticas.


Os ruminantes conseguem degradar os "açúcares" presentes nas pastagens
enquanto os não ruminantes não "têm as enzimas necessárias a esse processo".
Os tratos digestivos são diferentes de animal para animal.
Determinação do valor nutritivo dos alimentos pode ser efectuada por vários
métodos:

i. análise química do alimento


ii. análise in vitro da digestibilidade dos alimentos
iii. ensaios de digestibilidade in vivo
iv. ensaios de performance

Tipos de alimentos mais comuns utilizados em alimentação animal

Alimentos grosseiros (Forragens)


Alimentos Ricos em fibras(p.e. Fenos, Palhas, Silagens).
Alimentos Concentrados
Alimentos pobres em fibra e ricos em nutrientes.
i. Energéticos: grãos de cereais, subprodutos industriais, melaços, polpas...
ii. Proteicos: bagaços de oleaginosas, produtos de origem animal...
Alimentos Minerais e Vitamínicos
Alimentos utilizados para corrigir deficiências em minerais (p.e. carbonato de
cálcio, fosfato bicálcico, sal...) ou em vitaminas

Amostragem
Por mais rigorosa que seja a análise química, se a amostra não for representativa
do alimento, o seu valor real é muito reduzido.

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Amostragem correcta implica:
i. A constituição de sub-amostras num número tão elevado quanto maior for a
variabilidade do alimento.
ii. Para ser representativas as sub-amostras devem ser colhida aleatoriamente de
diferentes partes do alimento.
Exemplos de Precauções:
Pastagens - recolher, em várias posições aleatoriamente, a biomassa
correspondente a uma área de 1m2.
Fenos/Palhas - recolher várias sub-amostras de vários fardos tendo o cuidado de
não incluir preferencialmente caules, espigas ou folhas.
Silagens - Recolher amostras de várias posições do silo. Evitar zonas expostas ao
ar.
Grãos e Alimentos concentrados - as sub-amostras devem ser recolhidas com
sondas apropriadas em várias localizações.

As amostras devem ser recolhidas para sacos de plástico limpos que devem ser
fechados e conter o mínimo de ar
Enviar amostras o mais rapidamente possível para o laboratório.
Se isso não for possível o envio imediato para laboratório, secar previamente,
principalmente forragens frescas, ou congelar, principalmente silagens.
As amostras devem ser acompanhada por uma descrição pormenorizada do tipo
de alimento, das suas características sensoriais, local e data de colheita, tipo de
análises requeridas.
Recepção das amostras no Laboratório
1. Identificação das amostras.
2. Secagem prévia de alimentos com elevados teores de humidade ( ± 60 ºC) -
permite moer e conservar.
3. Moenda - reduzir tamanho partícula e homogeneizar.
4. Armazenar convenientemente.

Sistema Analítico de Weende


Divide os alimentos em seis componentes:
i. Humidade
ii. Cinzas
iii. Gordura Bruta
iv. Fibra Bruta
v. Proteína Bruta
vi. Extractivos Não Azotados

Matéria Seca
Importância: comparação do valor nutritivo dos alimentos não pode ser feita na
matéria fresca, pois a % de humidade varia de alimento para alimento e com o tempo.
Determinação: Pesar a amostra num recipiente devidamente lavado, seco e
pesado (cadinho metálico). Secar amostra em estufa regulada para 105ºC durante 24

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horas ou até atingir peso constante. Pesar o recipiente mais amostra e determinar o
peso da amostra seca por diferença.

MS (%) = (peso da amostra seca / peso da amostra fresca)x100


Humidade (%) = 100 - MS (%

Temperatura e Tempo são variáveis com o tipo de alimento.

No caso das silagens a secagem em estufa não é recomendável pois conduzirá à


libertação de constituintes voláteis como o azoto (NH3) e os ácidos gordos voláteis,
portanto utiliza-se o método de destilação de Bidwell.
Cinzas Totais
Importância: Indica valor total dos minerais.
Determinação: Incinerar a amostra em mufla a 500-600ºC, em cadinhos de
porcelana.

Cinzas (% na MS)= (peso da cinza / peso da amostra seca) x100


Matéria orgânica (% na MS) = 100 - cinzas (%)
Gordura Bruta
Determinação: extracção da amostra seca em éter de petróleo durante 6 ou
mais horas. Efectuada em extractor de Soxhlet. Secar amostra após extracção.

Gordura bruta (% MS) = (peso da gordura / peso seco da amostra ) x 100

Fracção GB contém outros componentes para além das gorduras e ácidos gordos
(p.e. ceras, pigmentos, vitaminas lipossolúveis).
Fibra Bruta
Determinação: Ferver, consecutivamente, a amostra numa solução ácida diluída
e numa solução básica diluída. Filtrar para recuperar resíduo e incinerar

Fibra bruta (% MS) = ([Peso antes de incinerar-peso após incinerar ] / peso seco
da amostra) x 100

Método bastante demorado e exigente.


Não é muito reprodutível.
Algumas fracções da fibra, principalmente hemiceluloses e lenhina, são
parcialmente solubilizadas e arrastadas, de forma que a fracção FB é sub-avaliada.
Proteína Bruta
Importância: a proteína é um componente fundamental da vida. É o constituinte
mais caro dos alimentos para animais.
Determinação (método de Kjeldahl): amostra seca digerida em H2SO4
concentrado, convertendo todo o N em (NH4)2SO4. Neutralização com NaOH e
destilação para recolha de N na forma de NH4+ . Titulação com solução ácida permite
determinar quantidade de N.

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Proteína Bruta = peso de N x 6.25
(As proteínas contêm, em média, 16% N - 100/16=6.25)
Proteína Bruta (% MS) = (peso da PB / peso da amostra seca) x 100

Método indirecto, em que se assume que todo o N é proteico.


Não mede o azoto dos nitratos.
Não distingue o azoto de proteínas de alta qualidade do azoto inorgânico
normalmente barato (p.e. ureia).
Bom método para ruminantes mas menos bom para monogástricos que só
utilizam azoto na forma proteica.
Extractivos Não Azotados
Determinação:
Extractivos não azotados (% MS) = 100 - ( %H2O + %cinzas + % GB + %FB + %PB)

Método indirecto.
Estimativa da quantidade de amido e hidratos de carbono solúveis.
Contém outras fracções, como sejam lenhina e hemicelulose.
Maiores erros nas forragens.
Todos os erros cometidos nos outros doseamentos vão acumular-se nos ENA.
Comentário Geral
O Sistema Analítico de Weende é um excelente método para a determinação de
grandes grupos químicos referentes à composição dos alimentos. Apesar de antigo,
ainda hoje é muito usado. É barato e não exige pessoal especializado; boa
repetibilidade; não é um método satisfatório para definir e quantificar a fracção
fibrosa do alimento e consequentemente a fracção ENA.

Esquema Analítico de Van Soest


Método de extracção por detergentes.
Permite fraccionar e quantificar de forma mais precisa a fracção fibrosa das
forragens (constituintes da parede celular vegetal).
Sequencial.

NDF (Fibra detergente neutro)


Determinação: a amostra é fervida durante 1 hora numa solução detergente
neutra. O processamento permite extrair todos os componentes solúveis, sendo o
resíduo o NDF (fibra bruta).
Doseia: Celulose, Hemicelulose, Lenhina, Sílica (em algumas forragens).

ADF (fibra de detergente ácido)


Determinação: O resíduo NDF ou a amostra é fervida durante 1h numa solução
detergente ácida (pH ácido). Permite a extracção das hemiceluloses ou das
hemiceluloses e constituintes solúveis no caso de análise não sequencial. O resíduo é o
ADF (celulose e lenhina).
Doseia: Celulose, Lenhina, Sílica (em algumas forragens).

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ADL (Lenhina detergente ácido)
Determinação: O ADF é tratado durante 3 horas numa solução de 72% H2SO4.
Conduz à extracção da celulose, sendo o resíduo o ADL (lenhina).
Doseia: Lenhina, Sílica (em algumas forragens - gramíneas), quantificar cinzas
para dosear lenhina.
Comentário Geral
% NDF - % ADF = % Hemicelulose
% ADF - % ADL = % Celulose
% ADL - % Sílica = % Lenhina

Nota: Correcção para a sílica somente necessária para gramíneas sendo


dispensável em leguminosas (< 1% sílica).

Alimentos Fibrosos para Animais


Fibra – grande parte dos animais não consegue degradar.
Parede Celular Vegetal – confere rigidez e protecção à célula. Os seus principais
constituintes são a celulose, hemicelulose (grupo muito diversificado de
polissacarideos) e lenhina.
Dois tipos de Alimentos:
Grosseiros ou Fibrosos: alto teor em fibra.
Concentrados: baixo teor em fibra, alto teor em energia digerível.

Lenhina – não é degradável, visto que só poderá ser por enzimas na acção do
oxigénio, enzimas aeróbias, o que não é compatível com o funcionamento do sistema
digestivo, onde apenas podem actuar enzimas anaeróbias.

Grão de milho – Amido


Ligações β14 – Polímero direito (amido)
Ligações α14 – Molécula desorganizada (celulose)

Forragem – A planta é cortada para conservação.


Pastagem – O animal ingere directamente no local.
Silagem – Alimentos conservados (métodos de conservação).

Quantas espécies de plantas são utilizadas para alimentação animal?


As mais importantes – 30 a 50
Todas as espécies – 200 a 300

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Família das Gramíneas
Cereais
Utiliza-se a semente apenas. É chamada de grão porque tem grande quantidade
de substâncias de reserva.
Forrageiras
As sementes são apenas células germinais.

Família das Leguminosas


Têm vagem e elevado teor em proteínas, como tal são muito importantes para
equilibrar o nível de proteínas na alimentação.
Estabelecem uma relação simbiótica com umas bactérias que mobilizam o azoto
atmosférico para a planta em troca de energia e nutrientes.
Como muitas das bactérias presentes nesta relação simbiótica dizponibilizam o
azoto não só para a planta, mas também para os solos, as leguminosas são utilizadas
em pluriculturas, onde ao co-sociarem com gramíneas, permitem ao agricultor a
dispensa de adubos azotados.
Porque é que todas as proteaginosas são leguminosas?
São ricas em proteínas e o azoto é o principal componente das proteínas – no
grupo Amina, intercalados por carbonos nas cadeias laterais (lisina e arginina).

É difícil obter azoto do solo (plantas) e, portanto, do ponto de vista da selecção


natural as plantas que precisam de pouco azoto é que têm vantagem. Como tal, são
seleccionadas espécies com pouca proteína.
No que toca às leguminosas, a selecção natural não exerce qualquer pressão,
tendo em conta a relação de simbiose que mantêm.

Dois grandes grupos de Gramíneas:


Gramíneas Forrageiras e Cereais

Ciclo de vida: germinam, crescem, dão semente e morrem.


Vivaz ou perene – ciclo de vida superior a um ano.
Anual – ciclo de vida inferior a uma ano – acompanha o ciclo das chuvas.
i. Precoces
ii. Tardias

Plantas anuais são utilizadas em plantações perenes e são culturas de sequeiro.


Produzem sementes duras, envolvidas por uma capa de cortiça (aproximadamente)
que impede a entrada de água até à sua quebra, germinando ao longo dos anos. Muito
usuais no clima mediterrâneo.
Culturas de regadio são usadas em plantações temporárias e são plantas vivazes.
Regadas no período da Primavera/Verão na zona mediterrânica.

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Distinção das Diferentes Gramíneas e Leguminosas

Zonas de inserção de folha no caule

Inflorescências
Espigas – os órgãos florais aderem directamente no caule.
Panículas – os órgãos florais aderem ao caule através do pedúnculo.

As espigas têm várias espiguetas, com várias flores, que dão grão.

Gluma – membrana externa


Glumeola – membrana interna. Contêm a arista – prolongamento da glumeola,
forma de defesa física da planta.

Cereais
Gluma desenvolvida
Trigo – liso na base do caule
Triticale – peludo na base do caule

Gluma rudimentar
Centeio – glumeola espiculada
Cevada – glumeola lisa

Aveia – panículas

Gramíneas Forrageiras
Carriço - Florescências em forma de espiga. Flores muito pequenas.
i. Phalaris aquatica
ii. Phalaris arrundinacea

Panasco – Dactylis glomerata – Parecido com o carriço. Panículas.

Azevém
i. Lolium perene – Espiguetas sem arista
ii. Lolium multiflorum – Espiguetas com arista

Leguminosas

Trifolium – todos os trevos têm


uma folha com três folíolos inseridos no Medicagos (Luzerna)
mesmo pecíolo.

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Lupinus (Tremocilha) – vários Ornithopus (Serradela) – pares de
folíolos inseridos no mesmo pecíolo. folíolos inseridos em diferentes zonas e
um folíolo terminal.

Vicia (Ervilhaca) – gavinhas para a


planta se fixar (visto ser uma
trepadeira). Pares de folíolos inseridos
em diferentes zonas.

Bisserrula – vagem em dupla


serra.

Identificação das Principais Espécies de Gramíneas e


Leguminosas Forrageiras da Flora Portuguesa

Plantas em C4
Fixam muito menos O2. Fazem a fixação do carbono por compostos com quatro
carbonos e levam-no para as células que contêm rubisco (estas células vão estar em
contacto com a atmosfera) para produzir oxaloacetato.
Época de cultivo – Seca
Cereais ou gramíneas – Primavera/Verão
Culturas de Regadio – a humidade provém fundamentalmente da rega. No
entanto, em climas tropicais há chuva nos meses quentes, o que as torna numa cultura
de sequeiro.

Plantas em C3
Época de cultivo – Chuvosa
Cereais ou gramíneas – Outono/Inverno
Culturas de Sequeiro – a humidade provém das chuvas da época.

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Gramíneas
Cereais
Produção de Grão e por vezes de biomassa.

Sorgo ou Erva do Sudão – Sorghum


Planta em determinadas condições é tóxica para os animais. Grande quantidade
de biomassa 20/30 toneladas por hectar/ano. Planta vivaz, cultura de regadio.
Planta em C4 que não é utilizada para produzir grão (para animais) apesar de ser
um cereal. É utilizada para a produção de biomassa. No entanto, esta biomassa pode
trazer problemas, porque quando é a planta é jovem tem uma grande quantidade de
ácido cianídrico e, como tal, só pode ser consumido por ruminantes, pois no rúmen
destes animais existem bactérias que conseguem degradar essa ácido, impedindo a
sua absorção. A degradação deste ácido tem limites e por isso não se devem colher
sogros muito jovens, com uma concentração exagerada de ácido cianídrico.

Milho – Zea mays


Em 50% dos casos serve para produzir grão. 50% da biomassa é utilizada para
produzir e conservar em silagem. Produz 10 a 15 toneladas de grão de milho por
hectar. Matéria seca por hectar de forragem – 30 a 40 toneladas. Planta vivaz, cultura
de regadio.
Silagem de milho é importante para as vacas leiteiras (no caso nacional, no
Minho que é onde se produzem vacas). Quando não há vacas para alimentar, o milho é
produzido para a apanha de grão.

Aveia – Avena sativa


Boa aptidão para produção de biomassa visto ter uma grande quantidade de
caules e folhas. Planta anual, cultura de sequeiro, planta de Outono/Inverno.

(Aveião – Avena strigosa – não é um cereal.)

Centeio – Secale cereale


Planta de Outono/Inverno com afinidade para as temperaturas baixas. Cultivado
na Beira Alta e Trás-os-Montes. Tem uma baixa produção de biomassa pois tem muito
poucas folhas. Planta anual, cultura de sequeiro.

Trigo – Triticum aestivum


Produção de grão. Após colheita do grão, a biomassa restante, a subcultura, é
utilizada para a fabricação da palha de trigo. Planta anual, cultura de sequeiro, planta
de Outono/Inverno.

Cevada – Hordeum vulgare


Produção de grão. Subcultura aproveitada para a produção de palha de cevada.
Planta anual, cultura de sequeiro, planta de Outono/Inverno.

Triticale - Triticosecale
Híbrido que resulta do cruzamento do trigo com o centeio.

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Forrageiras
Produção de biomassa.

Azevém permanente – Lolium perene - Planta vivaz.


Azevém italiano – Lolium multiflorum - Planta anual.
São usados tanto para pastagens como para forragens.

Panasco – Dactylis glomerata

Carriço das cearas – Phalaris aquatica

Festuca alta – Festuca arrundinacea


Planta vivaz. Resiste a altas temperaturas. É cultivada no Sul Europeu.

Timóteo – Phleum pratense


Gramínea de montanha. Resiste a temperaturas muito baixas.

Bromos – Bromus catharticus

Carrajó – Plantago lanceolata

Leguminosas
Família muito diversificada, são plantas herbáceas, isto é, não produzem tronco.
Portugal é um bom local para a plantação de leguminosas herbáceas.
A leguminosa mais cultivada em todo o mundo é a luzerna, mas em Portugal só
em poucos sítios é que existe, visto ter afinidade para solos de pH alcalino e no nosso
país a maior parte dos solos tem um pH ácido.

Luzerna – Medicago sativa

Trevagem escudelada – Medicago scutellata

Trevagem truncada – Medicago truncatula

Trevagem vulgar – Medicago polimorpha

Medicago arabica

Medicago lupulina

A vagem dos Medicagos é muito enrolada e o exterior mantém uns picos que
permitem a dispersão pelos pêlos dos animais.

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Ervilhaca vilosa - Vicia villosa
Pobre em lenhina e, portanto, tem um esqueleto pouco estruturado. Ricas em
proteínas e pobres em fibras. Usualmente cultivada com a Aveia.

Ervilhaca – Vicia sativa

Tremocilha – Lupinus luteus


Proteaginosa. Maior afinidade com solos ácidos e arenosos. Sendo uma
proteaginosa, produz grão que é utilizado na alimentação animal. Pode tornar-se
tóxica em certas situações. Flor amarela.

Tremocilha azul – Lupinus angustifolius


Proteaginosa. Afinidade para solos mais alcalinos. Grão utilizado na alimentação
animal. Torna-se tóxico em certas situações. Flor azul.

Tremoço – Lupinus albus


Proteaginosa com o principal objectivo de produzir grão. Flor branca.

Trevo encarnado – Trifolium incarnatum – Planta anual

Trevo resupinatum – Trifolium resupinatum sp. resupinatum

Trevo subterrâneo – Trifolium subterraneum


Planta anual. Tem este nome, pois enterra as suas sementes.

Trevo vesiculoso – Trifolium vesiculosum – Planta anual

Trevo balanço – Trifolium michelianum


Planta anual. Não é usual no nosso país, no entanto, foi cá introduzido e produz
uma grande quantidade de biomassa.

Trevo violeta – Trifolium pratense


Planta vivaz. Tem propagação seminal.

Trevo morango – Trifolium fragiferum – Planta vivaz.

Trevo branco – Trifolium repens


Planta vivaz. Faz um clone de si mesmo.

Os Trifoliums são muito importantes porque preferem solos ácidos que no nosso
país estão em grande maioria.

Serradela vulgar – Ornithopus sativus


Afinidade para solos ácidos

Serradela compressa – Ornithopus compressus


Afinidade para solos ácidos.

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Bisserrula – Biserrula pelecinus

Saber identificar e conhecer as Plantas Tóxicas para os


diferentes animais

Acção anti-nutritiva – afecta o sistema digestivo.


Nas zonas urbanas, o cão e o gato também podem apresentar efeitos típicos
desta toxicidade, ao ingerirem plantas ornamentais.
As plantas, pelos processos evolutivos, armazenam produtos secundários do
metabolismo, tornando-se tóxicas.

Substâncias Tóxicas
Efeitos directos na saúde do animal.
Efeitos predominantemente agudos.

Substâncias Anti-nutricionais
Afectam o valor alimentar dos nutrientes.
Interagem com outros constituintes da dieta.

Esta diferença pode incidir apenas na concentração de molécula prejudicial,


podendo uma planta considerada anti-nutricional passar a tóxica quando ingerida em
excesso.

Exemplos
Cicuta maior – Corium maculatum →SUBSTÂNCIA TÓXICA
Grande concentração de alcalóides.
Acção idêntica à da nicotina.
i. Midríase
ii. Fraqueza
iii. Imobilidade
iv. Pulso inicialmente lento e depois muito rápido
v. Depressão respiratória
Afecta: Equinos, Ovinos, Bovinos, Suínos e Patos.

Tremoço – Lupinus spp →SUBSTÂNCIA ANTI-NUTRITIVA


Presença de alcalóides.
i. Inaptência
ii. Dispneia
iii. Patologia do SN
iv. Paragem respiratória
v. Toxicidade crónica (lupinose) com lesões hepáticas
Afecta: Bovinos, Ovinos e Equinos.

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Na maior parte das vezes é considerado uma substância anti-nutricional, no
entanto, quando ingerido em excesso pode ter efeitos de uma substância tóxica.

As plantas tóxicas/com substâncias tóxicas normalmente sinalizam a sua


toxicidade: cor garrida, sabor amargo e cheiro intenso.

Principais Famílias de Substâncias tóxicas e anti-nutricionais


Alcalóides
Têm efeito anti-nutricional em baixa quantidade, tóxico em elevada quantidade.
i. Indolizidinas
ii. Piperidinas
iii. Diterpenóides
iv. Piridinas
v. Pirrolizidinas
vi. Quinolizidinas
vii. Esteróides
viii. Tropanos
ix. Triptaminas
x. Metilxantinas
xi. Opiáceos
Álcoois e Cetonas

Hidratos de Carbono
Anti-nutricionais (perturbam a digestão).
Contêm β glucanos (β1,3; β1,4) e Arabinoxilanos

Os β glucanos têm polímeros solúveis que se dissolvem tornando o conteúdo


digestivo viscoso, impedindo as enzimas de actuar em todo o substrato, o que torna a
absorção de nutrientes insuficiente.
Os monogástricos são mais afectados, porque as bactérias presentes no rúmen
degradam rápida e eficazmente todo o substrato. Para contrariar o efeito negativo nos
monogástricos, são adicionadas enzimas aos alimentos (aditivos) que começam logo a
degradação do substrato.
Agentes Quelantes
Tóxicos

Nitritos e Nitratos – podem afectar os Humanos.


Mais tóxicos.
O abuso em adubo conduz a uma grande acumulação de azoto nos solos, este
chega aos lençóis de água em forma de nitritos/nitratos.
Os nitritos (versão reduzida dos nitratos) são muito tóxicos porque contêm
metahemoglobina que também fixa oxigénio, competindo , portanto, com a
hemoglobina.
a. Mundaça do ritmo respiratório
b. Asfixia

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Existem nas águas e em algumas plantas (aquelas que absorvem muito azoto e o
acumulam).

Oxaloacetato – precipitação de cálcio e magnésio.


Menos tóxico.
a. Hipocalcémia
b. Descálcios renais
Glicósidos
Tóxicos
Actuam fundamentalmente ao nível do sistema nervoso.

i. Calcinogénicos
ii. Carboxiatractilósidos
iii. Cardíacos
iv. Furocumarinas
v. Glucosinolatos
vi. Nitroglicósidos
vii. Ranunculinas
viii. Vicina e Convicina
ix. Cumarinas – perturba o metabolismo da vitamina K, actuando sobre a
corrente sanguínea, podendo levar a hemorragia.
x. Saponinas – são "sabões" que afectam muito os ruminantes. Quando
chegam ao rúmen formam muita espuma, que se acumula sob a forma de
gás, o que leva ao rúmen a parar o seu desempenho, podendo levar à
morte do animal – Timpanismo (luzerna).
xi. Fitoestrogéneos – afecta o sistema endócrino dos animais, especialmente
as fêmeas, que podem ficar estéreis (trevo subterrâneo).
xii. Cianogénicos – o cianeto afecta as cadeias transportadoras de electrões,
pois ligam-se aos citócromos das cadeias de ATP, diminuindo a
concentração do mesmo (sorgo).
Lípidos

Metais Pesados
Tóxicos
Compostos Fenólicos
Tóxicos e Anti-nutricionais
Proteínas e Aminoácidos
Tóxicos e Anti-nutricionais

i. Lectinas
ii. Lactonas sesquiterpenas
iii. Aminoácidos
iv. Resinas
v. Inibidores de proteases – inibem as proteases, o que impede a
degradação da proteína (tripsina – protease do duodeno).

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vi. Alergenos (tiaminase) – a tiaminase degrada a tiamina (vitamina B). Na
doença de Beribéri dá-se a transformação de oxaloacetato em piruvato
impedindo o ciclo de Krebs (glucose não é oxidada). Alguns fetos nesta
tiaminase também são ricos em substâncias cancerígenas para os
animais.
Substâncias Fotossensíveis
Tóxicos – Porfirinas

Problemas de Diagnóstico
Sintomas pouco específicos → Dificulta o diagnóstico.
Primeiros sintomas sós e manifestam num estado avançado de intoxicação →
Torna difícil o tratamento.
Morte súbita → Detectado o problema na necrópsia.
Difícil identificação das plantas tóxicas → Grande quantidade e variedade de
pasto.
Falta de sensibilidade para o problema → Os produtores não sabem o que se
deve ou não dar aos animais para comer.

Efeitos Tóxicos nos animais


i. Hepáticos
ii. Renais
iii. Cardíacos
iv. Neurológicos
v. Teratogénicos
vi. Patologias reprodutivas
vii. Patologias comportamentais

Ruminantes vs. Monogástricos


Os Ruminantes são menos sensíveis à acção dos compostos, pela presença de
microorganismos degradantes no rúmen. No entanto, as plantas podem actuar de
diferentes formas, tendo em conta as diferenças mosfológicas e funcionais nos
aparelhos digestivos. Logo, podemos ter efeitos distintos para a mesma substância.
Exemplo
Pteridium aquilinum (Glicósido cianogénico, tiaminase, factor anti-tiamina e
factores causadores de anemia aplástica, hematúria e tumores)
Ruminantes:
Hematúria enzoótica bovina
Bovinos – corrimentos mucosos nasais e bucais, síndrome entérico nos adultos e
laríngeo nos jovens, anemia aplástica, hematúria crónica e neoplasia de bexiga e
mucosa instestinal.
Ovinos – síndrome hemorrágico; atrofia progressiva da retina e
poliencefalomalácia.
Monogástricos:
Sintomas de deficiência em tiamina

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Sintomas no SN: incoordenação motora, andar cambaleante, tremores
musculares, decúbito, espasmos clónicos e opistótomus.

Condições que afectam a toxicidade


i. Condições climatéricas
ii. Características da planta
iii. Selecção e Melhoramento de plantas
iv. Processamento das plantas
a. Fenos e Silagens
b. Tratamentos tecnológicos

A toxicidade pode não provir da planta em si: o centeio não contém substâncias
tóxicas, mas pode ser afectado por fungos que são tóxicos – cravagem do centeio.

Medidas de Prevenção
i. Gestão da pastagem
a. Composição vegetal
b. Espécie(s) animal(ais)
c. Encabeçamento
d. Condições ambientais adversas
e. Controlo das plantas tóxicas
ii. Aprovisionamento de alimentos

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Principais plantas tóxicas em Portugal
Nome Científico Nome Comum Princípio tóxico: Efeitos tóxicos:
incoordenação motora, urémia; edema perirrenal;
Amaranthus
Bredo oxalatos e nitratos nefrose tóxica
retroflexus
(bovinos e suínos)
Astragalus acumuladoras de selénio; sintomatologia nervosa (ex: incoordenação motora)
Alfavaca
lusitanicus alcalóides (bovinos ovinos, suínos e equinos)
Chenopodium aborto, sangue cor de chocolate, hipocalcémia
Catassol oxalatos e nitratos
album (ovinos)
acção semelhante à da nicotina, depressão
aborto, sangue cor de
Conium respiratória, fraqueza, imobilidade, pulso lento e
Cicuta-maior chocolate, hipocalcémia
maculatum depois rápido
(ovinos)
(bovinos ovinos, suínos, patos e equinos)
sintomatologia nervosa parassimpática (ex:
Datura alcalóides do grupo das
Figueira-do-inferno incoordenação motora)
stramonium atropinas
(bovinos ovinos, suínos, equinos e aves)
convulsões, tremores musculares, incoordenação
Digitalis sp. Dedaleira glicósidos cardioactivos motora, alteração da frequência e ritmo cardíaco
(ruminantes e equinos)
deficiência em tiamina nos equinos; diminuição de
Equisetum Cavalinha-dos- tiaminase, palustrina e
peso e produção de leite acompanhados de diarreias
arvense campos sílica
nos ruminantes.
hemorragias (ovinos); a coumarina liga-se à vitamina
Ferula communis anafrecha dicoumarol
K, dificultando a coagulação.
Hypericum fotossensibilização primária, infeccções oculares,
hipericão hipericina
perforatum cegueira, hiperirritação e prurido generalizado
sintomatologia nervosa; toxicidade crónica (lupinose)
Tremoços/tremocilh
Lupinus sp. alcalóides associada à contaminação com o fungo Phomopsis
as
leptostromiformis
anemia hemorrágica; hemorragias em todo o
organismo. A coumarina liga-se à vitamina K
Mellilotus sp. Anafa coumarina
dificultando a coagulação.
(bovinos, ovinos, equinos e suínos)
glicósidos do tipo vómitos, convulsões, diarreia e cólicas (bovinos,
Nerium oleander Loendro
digitoxina ovinos e equinos)
álcoois acetilénicos de
cadeia longa. As raízes, que
Embude, Arrebenta- aparecem depois das morte súbita, convulsões (principalmente
Oenanthe crocata
bois cheias, são muito tóxicas. monogástricos)
Utilizado ilegalmente na
pesca.
leva à morte em doses
elevadas. Dores abdominais, nauseas e
Oxalis pes-caprae Erva-pata oxalato
vómitos. Hipocalcémias por imobilização do cálcio.
Cálculos renais
sintomas de deficiência de tiamina, sintomatologia
Pteridium glicósidos cianogénicos,
Feto nervosa, principalmente em monogástricos.
aquilinum tiaminase
Hematúria enzoótica bovina
febre do leite (ovinos); hemorragias e patologias GI,
Rumex acetosa Azedas oxalato
renais e hepáticas (bovinos)
jacobina e outros sintomatologia nervosa, sonolência, cólicas.
Senecio jacobaea Tasna, Tasneirinha
alcalóides Toxicidade aguda
ataxia, incontinência distócias (bovinos, ovinos e
Sorgo e Erva-do- glicósidos cianogénicos
Sorghum sp. equinos)
eudão

Por Inês Félix e Inês Marcelino Página 17


Fenos e Palhas

As forragens são conservadas mantendo a maior parte do seu valor nutritivo,


neste caso porque são desidratadas – 15% de H2O.
No caso das silagens a sua conservação é eficaz porque as bactérias e fungos
fazem a decomposição e oxidação e, portanto, são armazenadas em pH tóxico para os
vários microorganismos.

Fenação, Palha e Ensilagem → Métodos de conservação mais importantes.

A conservação dos alimentos é importante para assegurar alimento aos animais


em épocas de carência e também em épocas de grande produção, em que o excesso
de alimento é conservado e não deitado fora.

Diferenças entre Palhas e Fenos

Palha – De uma forma genérica tem menos nutrientes e, normalmente, são


fabricados a partir de cereais, sendo um subproduto das culturas após debulha, logo
não contém grão.

Feno – Fabricados a partir de culturas próprias para produzir, sendo a planta em


si alvo de fenação, logo contém grão.

O objectivo da planta é produzir grão (semente) e depois morre , portanto a


planta é cortada após a produção do grão, quando todas as reservas nutritivas, ou
quase todas, da planta foram "enviadas" para o grão, ou gastas na sua formação.
Sendo o alimento de baixo valor nutritivo, visto que resta apenas o "esqueleto" da
planta, e o grão, que é retirado antes da formação da palha (alimento fibroso).

Fenação

Quando é que se deve cortar as pastagens para a produção de feno?

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O que é que acontece em climas mediterrânicos?
Floração entre Março e Abril. No clima mediterrâneo durante este período há
uma instabilidade climática, onde durante uma semana há dias chuvosos e outros
soalheiros. Como para a formação de um bom feno é necessário, no mínimo, sete dias
de bom tempo para secar completamente (cinco/quatro dias para seca + enfardar)., o
corte das culturas, para a produção de feno, vai ser tardio, evitando as chuvas
primaveris.

A secagem do feno é feita ao ar livre, sendo a planta, depois de cortada, deixada


no campo para secar. Quando secas artificialmente dão pelo nome de Forragens
Desidratadas – Desidratação Artificial/Química em estufa aquecida e ventilada.

O feno, tal como a silagem, tem um valor nutritivo menor que a pastagem em si,
pois existem perdas nutritivas a dois níveis:
Químicos: as células continuam o metabolismo sem reposição de nutrientes. A
oxidação também vai acontecer.
Mecânicos: sabendo que as zonas mais jovens da planta são as folhas, que
também contêm mais células, e sendo zonas mais frágeis, vão facilmente separar-se do
resto da planta, diminuindo assim o seu valor nutritivo.

Para que estas perdas nutritivas sejam menores é importante a realização de


uma rápida secagem. Quando esta não é eficaz, a cultura pode ser infectada por
fungos que produzem toxinas (micotoxinas) que são nefastas para os animais.

Qualidade de Fenos e Palhas


Bom Feno
Muitas folhas
15% de Humidade
Fase de corte – mais próxima da floração possível
Cor verde – secagem rápida, planta cortada ainda viva
Aroma agradável (erva dos campos)
Pouca ou nenhuma infestação
Boa Palha
Amarela
Caules ainda com alguns grãos (debulhadora mal afinada)
Cheiro agradável
Razão caules/folhas razoável

Razão
Cor Cheiro
Caule/Folhas
Palha Boa Amarela Bom +/-
Palha Má Castanha Bafio +/-
Feno Muito Bom Verde Muito Bom +
Feno Bom Amarelo Bom +/-
Feno Mau Castanho Bafio +/-

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As palhas são menos contaminadas porque são apanhadas e debulhadas mais
tarde, o que significa que a época meteorológica instável já acabou.

Silagens

As silagens conservam-se porque o pH (abaixo de quatro) é muito baixo, sendo o


ambiente hostil para os microorganismos.

Corta forragens – corta e recorta as forragens.

Fases
1ª Utilização e Esgotamento de O2
Fase aeróbia – após o corte a cultura é levada para os silos e prensada de modo a
retirar o máximo de O2, no entanto há sempre O2 que fica entre as plantas cortadas e
recortadas, assim as bactérias aeróbias actuam, aumentando a temperatura dentro
dos silos.
2ªFermentação Acética
A quantidade de O2 existente é gasta e começam a actuar as bactérias
anaeróbias. Numa primeira fase o pH desce um pouco sendo as bactérias acéticas a
actuar.
3ª Fermentação Láctica
Num asegunda fase o pH baixa drasticamente com a produção de ácido láctico,
com um poder ácido mais forte. A partir do pH=4 os Lactobacillus baixam a
produtividade e a partir do pH=1,8 a vida bacteriana "desaparece".

Valor nutritivo da Silagem


Uma silagem deve ter 60-75% de humidade (durante o período de floração ou
produção de grão).
É necessário garantir a anaerobiose e a existência de muitos açucares solúveis
(garantindo a existência de substrato para as bactérias).
Forragens com muita humidade têm poucos açucares solúveis.

Ensilar uma Silagem


Forragem muito jovem
Muita humidade, ricas em proteínas, poucos açucares. Fechar o silo com muito
pouco ar, impedindo as bactérias aeróbias de actuar. Começa então a fermentação
acética, onde há gasto de substrato.
São consideradas silagens frias, visto não haver produção de calor. Este tipo de
silagem, normalmente, é contaminada com Clostridium que começa a transformar o
ácido láctico em ácido butírico que tem um poder ácido bem mais fraco e degrada
proteínas, tornando o alimento mais pobre.

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Forragem velha
Pouca água, menos proteínas, bastantes açucares. A compactação é deficiente e
fica muito ar no silo. A temperatura vai aumentar muito, por acção das bactérias
aeróbias, o que leva à caramelização dos açucares, tornando-os indisponíveis. Com o
abaixamento de substrato disponível só ocorre fermentação acética.

pH Cor Cheiro
Silagem Quente 4,5 a 5 Castanha Caramelizado
Silagem Boa <4 Verde amarelado Avinagrado
Silagem Fria 4,5 a 5,5 Verde escuro Intenso amoníaco

O milho é óptimo para ensilar:


Grão leitoso
Melhor fase de corte.
Grão pastoso
Grão vítreo

Silagem Ácido láctico Ácido butírico Ácido acético


Acética 34 2 97
Láctica 102 1 36
Butílica 1 35 24

A influência dos tratamentos e aditivos na fermentação e


degradação das proteínas

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