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VICTORIA MILAN – AD2024 ♥ 2019

EDUCAÇÃO E SAÚDE
ÁREA 1

AULA 1: PROCESSO DE APRENDIZAGEM


Por: escrita; leitura; praticando; palestras
Priorizar: diversificação de estratégias
Considerar: o conhecimento prévio do aprendiz sobre o assunto a ser aprendido;
significação da aprendizagem (reflexão)

AULA 2: MODELOS PEDAGÓGICOS e MODELOS EPISTEMOLÓGICOS


Cada modelo pedagógico é sustentado por uma epistemologia.
Epistemologia: significa ciência, conhecimento. É o estudo científico dos problemas
relacionados com a crença e o conhecimento, sua natureza e limitações.
 Pedagogia diretiva  centrada no professor // epist.: EMPIRISMO
 Pedagogia não-diretiva  centrada no aluno // epist.: APRIORISMO
 Pedagogia relacional  relações entre professor, aluno/sujeito e objeto de
conhecimento // epist.: CONSTRUTIVISMO

2.1 Pedagogia diretiva:


relações hierárquicas: professor fala e o aluno escuta; professor dita e o aluno copia;
professor decide o que fazer e o aluno executa; professor ensina e o aluno aprende
mito do conhecimento: professor acredita que o conhecimento(conteúdo) e a
capacidade de conhecer(estrutura), é transmitido para o aluno
ensino e aprendizagem como polos dicotômicos: o professor jamais aprenderá e o
aluno jamais ensinará. Ensino e aprendizagem não são polos complementares.
epistemologia EMPIRISTA/ Behaviorista:
aluno = tabula rasa: o indivíduo, ao nascer, nada tem em termos de conhecimento; o
sujeito e seu conhecimento é totalmente determinado pelo mundo do objeto ou meio físico
e/ou social (a partir da experiência). Quem representa este mundo, na sala de aula, é, por
excelência, o professor.
a experiência é algo que se impõe por si mesma
aprendizagem = modificação do comportamento

sujeito = elemento conhecedor/centro do conhecimento


objeto = tudo o que o sujeito não é; mundo onde ele
está mergulhado: meio físico e/ou social

concepção de “conhecimento depositado” – de “educação bancária”: REPRODUÇÃO


do autoritarismo, da coação, da heteronomia, da subserviência, do silêncio, da morte da
crítica, da criatividade da curiosidade  leva o aprendiz a uma adaptação passiva ao meio, a
ser alguém que não acredita em sua capacidade de pensar e agir.
futuro = reprodução pura e simples do passado
aprendiz bem recebido pelo mercado de trabalho  sabe silenciar, mesmo discordando
perante a autoridade, não reivindica coisa alguma, a submete-se sem reclamar.

2.2 Pedagogia não diretiva:


pretende enfrentar o autoritarismo do modelo anterior
aluno tem capacidade de abstração e de organização autossuficientes - traz um
saber, que precisa ser trazido à consciência, organizado;

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aluno aprende por si mesmo (Laissez-faire)


professor é um “mero” facilitador, interferindo o menos possível: Ele pode, no
máximo, auxiliar a aprendizagem do aluno, despertando o conhecimento que já existe nele.
Ensinar prejudica o aluno. Existe uma renúncia à intervenção no processo de aprendizagem do
aluno
epistemologia APRIORISTA/ Gestalt:
o aluno possui uma capacidade interna inata (saber de nascença): humano nasce com
o conhecimento já programado na sua herança genética. Basta um mínimo de exercício
para que se desenvolva o conhecimento. A interferência do meio - físico ou social - deve
ser reduzida ao mínimo.

supervalorização da percepção e da motivação


“aprendizagem julga-se autossuficiente e o ensino é proibido de interferir”: polo do
ensino é desautorizado e o da aprendizagem é tornado absoluto prejuízo para ambos os
polos
TEORIA DA CARÊNCIA CULTURAL para garantir a interpretação de que:
marginalização econômico-social = “déficit” cognitivo
ser humano dotado de um “saber da nascença” x ser humano desprovido de saber (deficitário)

2.3 Pedagogia relacional:


professor e aluno trazem sua bagagem: tudo o que o aluno construiu até hoje em
sua vida serve de PATAMAR para continuar a construir um novo conhecimento
esgota-se a exploração do material específico: o professor dirige um determinado
número de perguntas, explorando, sistematicamente, diferentes aspectos problemáticos a que
o material dá lugar.
aluno só aprenderá alguma coisa, isto é, construirá algum conhecimento novo, se ele
agir e problematizar a sua ação. Há duas condições necessárias para que algum conhecimento
novo seja construído:
a) ASSIMILAÇÃO: que o aluno aja sobre o material que o professor presume que
tenha sigo de cognitivamente interessante/significativo para o aluno;
b) ACOMODAÇÃO: que o aluno responda para si mesmo às perturbações
provocadas pela assimilação deste material  REFLEXÃO
epistemologia CONSTRUTIVISMO/ Piaget + Interacionismo de Vygotsky:
não se pode exagerar a importância da bagagem hereditária nem a importância do
meio social
aprendizagem como construção: conhecimento se constrói na interação do sujeito
com o objeto - o sujeito age sobre o objeto e sofre ação do objeto;
conhecimento  surge da ação
ensino e aprendizagem como polos complementares: professor ensina e aprende o
que seu aluno já construiu até o momento (condição prévia das aprendizagens futuras) e o
aluno aprende o que o professor tem a ensinar (conteúdos da cultura formalizada, por
exemplo e ensina tudo que já construiu até o momento);
NÃO REPRODUÇÃO do passado pelo passado, mas debruça-se reflexivamente sobre o
passado para construir o futuro.

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RESUMO:

Obs.: Não se desmonta um modelo pedagógico arcaico, somente pela crítica sociológica, por mais
importante que seja esta. A desmontagem de um modelo pedagógico só pode ser realizada
completamente pela CRÍTICA EPISTEMOLÓGICA (insubstituível para a superação de práticas
pedagógicas fixistas, reprodutivistas e conservadoras – empiristas e aprioristas, por exemplo). Dessa
forma, a formação docente precisa incluir a crítica epistemológica.

AULA 3: EDUCAÇÃO EM SAÚDE E SUAS VERSÕES NA HISTÓRIA BRASILEIRA


 Higienismo ações educativas no campo da saúde = transmissão de conhecimentos de
alguém detentor do saber científico para alguém “sem conhecimento”
 Educação Sanitária (desconsidera o saber popular)

 Educação em Saúde: desenvolver nas pessoas o senso de responsabilidade por


sua própria saúde e pela saúde da comunidade à qual pertencem. Comunicação
dialógica.

3.1 Higienismo
final do século XIX - início do século XX: a abolição da escravatura, a saída dos
trabalhadores e suas famílias do campo para cidades carentes de infraestrutura, o
desenvolvimento do comércio e da indústria, a chegada dos imigrantes europeus
crescimento urbano desordenado (RJ e SP)  condições sanitárias ameaçadoras e os
surtos epidêmicos
classes dirigentes  soluções rápidas para as doenças que começavam a ameaçar a força
de trabalho  políticas de saúde da Primeira República consideradas como estratégias das
classes dominantes relacionadas à dinâmica CAPITALISTA
Em 1870 (descoberta de patógenos como agentes causadores de enfermidades)  a fase
Higienista enfatizou a concepção biológica da doença  BASTAVA ELIMINAR O CAUSADOR =
SAÚDE
Predominava uma educação de saúde controladora, baseada na teoria tradicional que
explicava o surgimento das doenças de forma bastante simplista.
Considerava o povo incapaz de maiores entendimentos.

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POUCAS atividades educativas relacionadas à saúde eram de caráter NORMATIVO:


instruções a serem seguidas, sem a oportunidade da participação popular, sendo
principalmente na base de transmissão de informações.
folhetos escritos x maioria da população analfabeta
Objetivo das atividades educativas: fazer com que as pessoas aceitassem as intervenções
do Estado e se sujeitassem às imperiosas leis da Higiene. Exemplo: Revolta da Vacina e a
gestão de Oswaldo Cruz (1903-1909) – educação em segundo plano
1920/21  a infância – e sua entrada na escola – era apontada como o momento ideal
para a criação de hábitos que possibilitariam a “higienização” dos indivíduos (higiene
individual, alimentar e mental)  via simples memorização de versos que obviamente não tem
o poder de favorecer a saúde.
Ao considerar que a maior incidência de doenças e mortalidade infantil ocorria na classe
trabalhadora pela falta de cuidados pessoais (devido à ignorância desta população)  os
higienistas negavam a diferença de recursos necessários à preservação da saúde em
decorrência da diferença entre classes sociais

3.2 Educação sanitária


período de 1916 a 1942: foco no controle das doenças tropicais c/ métodos de
tratamento de baixo custo
Para os sanitaristas  nada mais eficaz do que a PROPAGANDA e a EDUCAÇÃO
SANITÁRIA como ação profilática contra uma doença transmissível  resultaram na redução
do “poder de polícia” na saúde e na reforma dos serviços de saúde pública de SP
O primeiro Pelotão de Saúde em uma escola estadual + Criação do Ministério da Educação
e Saúde – década de 30 + Inspetoria de Educação Sanitária e os Centros de Saúde de SP 
finalidade de promover “uma consciência sanitária” adquirida por meio da transmissão de
conhecimentos sobre higiene e a cooperação em campanhas profiláticas
febre amarela  prejudicava a construção das ferrovias. Ações educativas restringiram-
se a programas e serviços destinados à margem do jogo político, continuando a priorizar o
combate a doenças infecto-contagiosas.

“Centro de Saúde = APARELHAGEM na qual o indivíduo = “sanitariamente ignorante” e


potencialmente doente  entraria no CENTRO e apareceria saudável do outro lado.”
Estado Novo (1937)  extintos os Centros de Saúde e criados os Institutos de
Aposentadorias e Pensões para atender aos trabalhadores do setor produtivo.

A primeira grande transformação de mentalidade nas atividades da educação sanitária 


1942 o SESP reconheceu a educação sanitária como atividade básica de seus planos de
trabalho, atribuindo aos diversos profissionais de saúde, a responsabilidade educativa, junto
à comunidade em geral; começou a preparar as professoras da rede pública de ensino como
agentes educacionais de saúde.
criação da OMS (1945)  o conceito de saúde como o estado de mais completo bem-
estar e não simplesmente ausência de doença.

A educação sanitária baseava-se na concepção de que o indivíduo tinha que aprender a


cuidar de sua saúde, vista como ausência de doença. A educação era entendida como um
repasse de conhecimentos de saúde, seguindo a educação tradicional e a educação
“bancária”/de memorização/sem reflexão.

3.3 Educação em saúde


A mudança de nomenclatura = a mudanças nos paradigmas da prática educativa da
época.

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Objetivo da educação em saúde: não é o de informar para a saúde mas de transformar


saberes existentes.
prática educativa  desenvolvimento da autonomia e da responsabilidade dos indivíduos
no cuidado com a saúde, não pela imposição de um saber técnico-científico detido pelo
profissional de saúde mas pelo desenvolvimento da compreensão da situação de saúde.
(práticas educativas sejam emancipatórias)
A estratégia valorizada por este modelo  COMUNICAÇÃO DIALÓGICA  construção de
um saber sobre o processo saúde-doença-cuidado que capacite os indivíduos a decidirem
quais as estratégias mais apropriadas para promover, manter e recuperar sua saúde.
Centros de atenção básica com um contexto privilegiado para desenvolvimento de
práticas educativas em saúde  maior proximidade com a população e a ênfase nas ações
preventivas e promocionais.
PRINCÍPIO DA INTEGRALIDADE: a abordagem do profissional de saúde não se deve
restringir à assistência curativa, e sim buscar dimensionar fatores de risco à saúde e, por
conseguinte, à execução de ações preventivas e de promoção, a exemplo da educação em
saúde (permeia todos os níveis de prevenção, além de estar presente nas ações de
recuperação e tratamento).

Obs.: A despeito de uma nova concepção de educação em saúde emancipadora, as atividades


educativas ainda têm caráter higienista, imperativo e de transmissão vertical de
conhecimentos.

RESUMO:

HIGIENISMO SANITARISMO EDUCAÇÃO EM SAÚDE


Criação do Ministério da Educação e
Saúde
Associação entre saúde e educação; Programa de saúde da família (1990)
Criação de manicômios e leprosários
professores como agentes de saúde e
profissionais da saúde com tarefas
educativas
Educação em saúde = Autonomia do
Educação higiênica = em segundo Educação sanitária = medida profilática
indivíduo (emancipação)
plano  aceitação às campanhas
Educação: autoritária, instrutiva e
Educação: autoritária e instrutiva 
normativa  folhetins de repasse de Educação: relacional, via comunicação
repasse de conhecimento  redução
conhecimento  polícia sanitária dialógica
da ação de Polícia do Estado
(vacinação compulsória)
Ênfase na CONCEPÇÃO BIOLÓGICA
DA DOENÇA  eliminar o agente Ênfase na profilaxia de doenças,
Ênfase psicossocial da doença
etiológico principalmente, infectocontagiosas

Reforma dos serviços sanitários


Culpabilização do enfermo Crítica aos currículos das faculdades
médicas
Propagandas e campanhas
Imediatismo
Participação e controle social
Acesso aos trabalhadores de carteira
Desconsidera diferença de recursos
assinada
para diferentes classes sociais PRINCIPIO DA INTEGRALIDADE do
profissional da saúde

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AULA 4: DESENVOLVIMENTO DO APRENDIZ


 Pegagogia  crianças
 Andragogia  adultos
 Gerogogia  terceira idade

4.1 Influências contextuais sobre aprendizagem


 Influências normativas da própria idade: relacionados à idade cronológica e similares
em um grupo etário em particular
 Influências normativas da própria história: comuns a pessoas de uma determinada
geração  expostas a circunstância históricas similares
 Influências não normativas: circunstâncias únicas e singulares que causam viradas na
vida de uma pessoa (Ex.: acidentes; ganhar na loteria)

4.2 Fases da aprendizagem


 Dependência: do bebê e da criança pequena que dependem totalmente dos pais do
ponto de vista físico, emocional e intelectual. Estacionados nesse estágio quando =
MANIPULAÇÃO; dificuldade de OUVIR; INSEGURANÇA; ausência de
RESPONSABILIDADE
 Independência: habilidade de cuidar de si mesma, física, intelectual e
emocionalmente. Faz suas próprias escolhas e assume responsabilidades
 Interdependência: amadurecimento  autoconfiança, senso de autoestima,
capacidade de dar e receber, respeito ao próximo

APRENDIZ = importante fonte de dados sobre sua saúde

O momento de ensino é quando o aprendiz está mais receptivo a uma situação de ensino.

4.3.1 Aprendiz: PRIMEIRA INFÂNCIA


Idade aproximada: do nascimento aos 2 anos
Estágio cognitivo: SENSORIOMOTOR
Estágio psicossocial: confiança x desconfiança (1º ano de vida)
autonomia x vergonha (1º - 2º ano de vida)
Características gerais: dependente do ambiente
precisa de segurança
explora o self e o ambiente
curiosidade natural
Estratégias de ensino: orientar o ensino para quem toma conta da criança
usar a repetição e a imitação da informação

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estimulação multissensorial
fornecer segurança e conforto físico e emocinal
permitir brincadeira e viabilizar manipulação de objetos
Intervenções do profissional de saúde:
ser receptivo ao envolvimento ativo
forjar alianças
encorajar a proximidade física
fornecer informações detalhadas aos pais
responder a perguntas e dúvidas
pedir informações sobre capacidades/limitações, gostos e aversões
da criança

4.3.2 Aprendiz: SEGUNDA INFÂNCIA


Idade aproximada: 3-5 anos
Estágio cognitivo: PRÉ-OPERATÓRIO
Estágio psicossocial: iniciativa x culpa
Características gerais: egocêntrica
pensamento pré-causal, concreto, literal
acredita que a doença é punitiva e autoinflingida
noção de tempo limitada
não consegue generalizar
pensamento animístico (objetos possuem vida e características
humanas) e imaginação ativa (propenso a ter medos)  brincar como principal ocupação
centramento (o foco está em UMA CARACTERÍSTICA do objeto)
ansiedade de separação
motivado pela curiosidade
Estratégias de ensino: usar abordagem calorosa e calma
usar a repetição de informações
permitir a manipulação de objetos e equipamentos
dar explicação durante o cuidado, de modo simples e breve
reafirmar que não se deve culpar o self
encorajar questões que revelem percepções e sentimentos
proporcionar um ambiente seguro e aconchegante
usar reforço positivo
usar desenhos, histórias simples, terapia de jogos (com fantoches e
bonecos)
estimular sentidos: visual, auditivo, tátil e motor
Intervenções do profissional de saúde: IDEM AO ANTERIOR

4.3.3 Aprendiz: TERCEIRA INFÂNCIA


Idade aproximada: 6-11 anos
Estágio cognitivo: operatório concreto
Estágio psicossocial: diligência/perseverança x inferioridade (exigência pessoal muito alta)
Características gerais: mais realista e objetiva  quer informações concretas
compreende causa e efeito
raciocínio dedutivo/indutivo
capaz de comparar objetos e fatos
índices variáveis de crescimento físico
compreende a seriedade e a consequência das ações
foco centrado no sujeito
orientação imediatista

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Estratégias de ensino:
encorajar a independência e a participação ativa
ser honesto e tranquilizar medos
usar explicações lógicas e usar analogias para tornar processos invisíveis mais reais
dar tempo para perguntas
estabelecer modelos
relacionar cuidado com a experiência de outras crianças: comparar procedimentos
manter o foco centrado no sujeito
usar terapia de jogos
proporcionar atividades em grupo
usar desenhos, modelos, bonecos, pintura, gravações de áudio e vídeo
Intervenções do profissional de saúde: IDEM AO ANTERIOR

4.3.4 Aprendiz: ADOLESCÊNCIA


Idade aproximada: 12-19 anos
Estágio cognitivo: operações formais
Estágio psicossocial:
identidade (construída nas fases anteriores) x confusão de identidade (papel social)
Características gerais: pensamento abstrato e hipotético
consegue construir sobre a aprendizagem prévia
raciocina pela lógica e entende os princípios científicos
orientação futurista
motivado pelo desejo de aceitação social
os grupos de iguais e de amigos são importantes
preocupação pessoal intensa, aparência extremamente importante
sente-se invulnerável/invencível/imune às leis naturas (fábula
pessoal)
Estratégias de ensino: estabelecer confiança, autenticidade
conhecer a rotina do adolescente
discutir medos e dúvidas
identificar foco do controle
incluir o paciente em um plano de cuidado
empregar amigos e colegas para apoio e influência
negociar mudanças
concentrar-se nos detalhes
tornar informações significativas para a vida
assegurar sigilo e privacidade
usar audiovisuais, dramatização, contratos, material de leitura
providenciar experimentação e flexibilidade
Intervenções do profissional de saúde:
investigar apoio emocional e financeiro
estabelecer metas e expectativas
investigar níveis de estresse
respeitar os valores e regras pessoais
estabelecer responsabilidades nas funções e nos relacionamentos
envolver-se no ensino individual, sem a presença dos pais mas com o
consentimento do adolescente, informar a família sobre o conteúdo abordado

4.3.5 Aprendiz: JOVEM ADULTO


Idade aproximada: 20-40 anos
Estágio cognitivo: operações formais
Estágio psicossocial: intimidade x isolamento (consolidação de identidade)

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Características gerais: autônomo e autodirigido


usa experiências pessoais p/ melhorar/interferir na aprendizagem
motivação intrínseca
capaz de analisar criticamente e tomar decisões sobre papéis
sociais ocupacionais e pessoais
aprendiz buscando desenvolvimento de competências
Estratégias de ensino: concentra-se no problema
avançar sobre experiências significativas
foco na aplicação IMEDIATA
encorajar a participação ativa
permitir o estabelecimento de um ritmo próprio, autodirecionado
reconhecer seu papel social
ensinar por meio de dramatização e atividades práticas
Intervenções do profissional de saúde:
investigar o sistema de apoio emocional, financeiro e físico
investigar o nível de envolvimento motivacional
identificas os obstáculos e estressores potenciais

4.3.6 Aprendiz: MEIA-IDADE


Idade aproximada: 41-64 anos
Estágio cognitivo: operações formais
Estágio psicossocial: generatividade x estagnação (preocupação com o que gerou e com o
que foi gerado)
Características gerais: senso de self bem desenvolvido
preocupado com mudanças físicas
no auge da carreira  questiona conquistas e sucessos
busca estilos de vida alternativos  reexamina metas e valores 
deseja modificar aspectos insatisfatórios da vida
reflete sobre suas contribuições para a família e sociedade
confia em suas habilidades
Estratégias de ensino:
focar na manutenção da independência e o restabelecimento da vida aos padrões
normais
investigar experiências de aprendizagem passadas, positivas e negativas
investigar fontes potencias de tensão devido a questões da crise da meia-idade
fornecer informação que coincida com as preocupações e problemas da vida
Intervenções do profissional de saúde: IDEM AO ANTERIOR

4.3.7 Aprendiz: TERCEIRA-IDADE


Idade aproximada: 41-64 anos
Estágio cognitivo: operações formais
Estágio psicossocial: integridade do ego (sensação de dever cumprido) x desespero (não
há mais tempo para realizações)
Características gerais: mudanças psicossociais
decréscimo do comportamento de risco
aprendizagem seletiva  intimidado pela aprendizagem formal
MUDANÇAS COGNITIVAS
habilidade diminuída de pensamento abstrato e processamento de informação
memória de curto prazo diminuída
tempo de reação aumentando
ansiedade aumentada
persistência de estímulos (pós-imagem)

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concentra-se nas experiências passadas da vida


DEFICIÊNCIAS SENSORIOMOTORAS
perda de acuidade auditiva
perda de acuidade visual – hipermetropia (necessita de óculos para ler);
percepção de profundidade dimunuída; cristalino torna-se opaco (problemas com luz
refletida); tamanho diminuído da pupila (adaptação visual ao escuro diminuída)
fadiga/níveis de energia diminuídos
Estratégias de ensino: usar exemplos concretos + usar analogias para explicar conceitos
abstratos
construir sobre experiências vividas
tornar a informação relevante e significativa para a vida diária
apresentar um conceito de cada vez + dar explicações breves
dar tempo para o processamento/resposta ritmo lento
usar repetição e reforço de informação  estabelecer um plano
de revisão (usar uma ou várias dicas)
evitar testes escritos, se necessário: usar letras grandes bem
espaçadas + usar fundo branco e caracteres pretos
fornecer iluminação suficiente + evitar luz refletida
usar recursos visuais para complementar a instrução verbal
minimizar distrações
empregar intercâmbio verbal e treinamento
falar devagar e c/ clareza + usar tom grave + evitar falar alto
encorajar o envolvimento ativo
garantir ambiente acessível e seguro

AULA 5: INTERAÇÃO E TRABALHO EM EQUIPE

Interação é quando ocorre o envolvimento de duas ou mais pessoas empenhadas em


trabalhar juntas.
AÇÃO DE UMA PROVOCA UMA REAÇÃO NA OUTRA.
A interação é entendida como construção de consensos, em relação a objetivos e
resultados a serem alcançados pelo conjunto dos profissionais. Por meio dessa prática
comunicativa, os profissionais constroem e executam um projeto comum pertinente às
necessidades de saúde dos usuários.

A totalidade das ações demandadas no campo da saúde não pode se realizar pela da
ação isolada de um único agente  necessidade de trabalhos especializados, seja no
interior de uma mesma área profissional ou na relação interprofissional
Ao estudar o trabalho em equipe é importante conhecer:
 como cada profissional conjuga seu trabalho no âmbito individual e coletivo
 identificar evidências de articulação das ações desenvolvidas pelos diferentes
profissionais.

articulação refere-se à consideração de conexões e interfaces existentes entre as


intervenções técnicas peculiares de cada área profissional.

Representações excessivas de HIERARQUIA entre profissionais e não profissionais


(nível superior e nível médio de educação, médico e enfermeiro) podem gerar: ausência de
responsabilidade coletiva do trabalho e baixo grau de interação entre as categorias
profissionais  prejudicando o tratamento global dos pacientes.

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