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Metabolismo da Bilirrubina

Lys Barreira e Ridel Campos


Disciplina: BIOQUÍMICA CELULAR E METABÓLICA
Biossíntese de Porfirinas

O QUE É PORFIRINA?
• São tetrapirróis cíclicos conjugados com metais.
• Os quatro anéis heterocíclicos (I,II,III,IV) estão ligados
entre si por grupos de meteno (-CH=), denominados
α, β, γ, δ.
• São pigmentos de cor púrpura, devido ao carácter
aromático do ciclo.
GRUPO HEME
• Protoporfirina de ferro: encontra-se em proteínas como a
hemoglobina, a mioglobina, a catalase e os citocromos.
• Na hemoglobina e na mioglobina, o íon Fe2+ tem a função de ligar uma molécula de O2,
possibilitando o seu transporte na corrente sanguínea.
• Na catalase, o ferro catalisa a dismutação do peróxido de hidrogénio.
• Em proteínas como os citocromos, o grupo heme serve como meio de transporte eletrônico
entre proteínas, recebendo um ou dois elétrons de uma proteína e transferindo-os para outra.
Biossíntese do Heme
Biossíntese do Grupo Heme

• Defeitos genéticos na
biossíntese de porfirinas
podem levar ao acúmulo de
intermediários da via,
causando várias doenças
humanas conhecidas
coletivamente como porfirias.

Fluxograma com exemplos de porfirias. Fonte: (Nelson, D. L., 2013. p.


906)
Degradação do Grupo Heme

SÍNTESE DE BILIRRUBINA
• Direta e Indireta
• 2 destinos
• Proteção das células contra dano
oxidativo e na regulação de certas
funções celulares
• Antioxidante mais abundante nos
tecidos dos mamíferos e no soro
• Três isoenzimas da hemeoxigenase:
HO-1 , HO-2 e HO-3
Degradação do Grupo Heme

• Reação colorimétrica
• Presente em machucados
Degradação do Grupo Heme

Bilirrubina não
Bilirrubina conjugada (indireta)
conjugada (direta)

Monoglicuronato de bilirrubina
β-glicuronidase
Estercobilinogênio
Urina → Mesobilinogênio
urobilinogênio
Oxidação

Mesobilina
Urobilina
Hiperbilirrubinemia
PREDOMINANTEMENTE NÃO CONJUGADA (INDIRETA)
• Causas:
– Icterícia fisiológica do recém nascido
– Icterícia hemolítica
– Síndrome de Crigler-Najjar
– Síndrome de Gilbert
HIPERBILIRRUBINEMIA PREDOMINANTEMENTE
CONJUGADA (DIRETA)
• Causas:
• Disfunção hepatocelular aguda ou crônica causada por:
– Infecção
– Inflamação sem infecção
– Síndromes colestáticas hereditárias (Síndrome de Dubin-Johnson)
• Doenças que interferem no fluxo biliar para o intestino:
– Colestases intra-hepáticas
– Obstrução extra-hepática
– Doença infiltrativa difusa
– Doenças que interferem no fluxo biliar
Dosagem Laboratorial de Bilirribunia

APLICAÇÃO CLÍNICA
• Tem aplicação no diagnóstico e acompanhamento das icterícias.
• As causas mais comuns de aumento da bilirrubina direta são as doenças hepatocelulares e as
obstruções das vias biliares.
• Valores altos de bilirrubina indireta ocorrem nas seguintes situações:
• Nas diversas causas de hemólise;
• Quando há uma diminuição no transporte da bilirrubina por ação de medicamentos e
anticorpos;
• Por defeito na captação da bilirrubina (deficiência ou bloqueio das lingandinas).
• Por defeito na conjugação da bilirrubina (icterícia fisiológica do recém-nascido, doença de
Gilbert, etc).
Metabolismo da Bilirrubina
Dosagem Laboratorial de Bilirribunia

DETERMINAÇÃO DE BILIRRUBINAS DIRETA


• Método: Diazotização
Jendrassik e Grof (BDI) – “melhor método”

• Material: Soro ou Plasma (heparina ou EDTA)


Analito é estável no soro por 4 dias a 2 – 8 oC

• Paciente: Não é necessário jejum!

• Interferentes:
• Concentrações de triglicerídeos a partir de 1000mg/dl
• A presença de hemoglobina (amostra hemolisada) em
qualquer concentração interfere no resultado
Dosagem Laboratorial de Bilirribunia
DETERMINAÇÃO DE BILIRRUBINAS TOTAL
• Método: Diazotização
Jendrassik e Grof (BDI) – “melhor método”

• Material: Soro ou Plasma (heparina ou EDTA)


Analito é estável no soro por 4 dias a 2 – 8 oC

• Paciente: Não é necessário jejum!

• Interferentes:
• Triglicerídeos > 170mg/dL (↓ BT);
• Hemoglobina > 30mg/dL (↑BT).
• Jejum super prolongado, exercício físico intenso, tempo de garroteamento prolongado,
uso de medicamentos, história prévia de cirurgias e transfusões (elevação de BT),
fotossensibilidade, medicamentos (redução da BT).
DOSAGEM LABORATORIAL DE BILIRRIBUNIA

Bilirrubina + Ácido sulfanílico diazotado

Azobilirrubina

Materiais Necessários
1. Banho-Maria mantido a temperatura
constante
2. Fotomêtro capaz de medir com exatidão
a absorbância entre 530nm e 550nm
3. Pipetas para medir amostras e reagentes
4. Cronomêtro
5. Calibrador
Dosagem Laboratorial de Bilirribunia

• VALORES DE REFERÊNCIA

*BI = BT - BD
Dosagem Laboratorial de Bilirribunia

DOSAGEM NA URINA: BILIRRUBINA E UROBILINOGÊNIO

Referências: Bilirrubinúria (BI): NEGATIVA

• Bilirrubina Indireta urinária→ Reagente de Fouchet (método quantitativo).


BI é precipitada pelo cloreto de bário a 10% em papel filtro e oxidada por gotas de
cloreto férrico originando a biliverdina (produto de cor verde), cuja intensidade de
sua coloração será diretamente proporcional à concentração de bilirrubina na urina.

• Fitas reagentes → bilirrubina reage com um sal de diazônio, em meio ácido,


formando um produto de coloração rosa.

• Referência: Urobilibinênio: 0,5-3,4mg/dia ou < 1mg/dL

• Urobilinogênio urinário → O urobilinogênio reage com p-


dimetilaminobenzaldeído (reagente de Erlich) em meio ácido, formando produto
de cor vermelho-cereja.
REFERÊNCIAS

• Labtest: Dados de Arquivo


• Nelson, D. L., Cox, M. M.; Princípios de Bioquímica de Lehninger – 6ª edição, Porto Alegre, 2013.
• Sociedad Española de Bioquímica Clínica y Patología Molecular,Base de Datos de Variación
Biológica. Disponível em:http://www.seqc.es/article/ar ticleview/330/1/170 (acesso em
06/2019).
• Tietz. Textbook of Clinical Chemistry, Burtis CA.; Ashwood ER. eds, 2ª edição, Philadelphia: WB.
Saunders Co, 1994.
• Vasconcellos, L. S. Metabolismo das Bilirrubinas e Diagnóstico Diferencial das Icterícias - Minas
Gerais, 2007
OBRIGADO
OBRIGADA