Você está na página 1de 1

Desde sempre, Os aproveitamentos hidroeléctricos dividem-se em duas categorias: os

grandes aproveitamentos e pequenos aproveitamentos hidroeléctricos. Os grandes


aproveitamentos são aqueles que apresentam uma potencia instalada igual ou superior
a 10 MW, sendo todos os outros considerados pequenos aproveitamentos ou centrais
mini-hídricas (CMH).
Desde sempre, As CMH podem dividir-se em 3 subcategorias, segundo recomendação
da Union Internationale de Producteurs et Distributeurs d’Energie Electrique, UNIPEDE.
A potência instalada, que determina a classificação da central hídrica, resulta do
dimensionamento.
A Potência instalada depende de dois factores físicos:
A altura de queda
E o caudal.
No entanto, os equipamentos utilizados não são perfeitos e devido à perdas de cada
equipamento e do processo de conversão de energia, a potência instalada não é
expressa pela equação:

Caudal
É uma característica de cada rio, sendo fundamental para o dimensionamento das CMH.
O caudal representa o volume de água por unidade de área, que atravessa uma secção
para cada segundo.
Não havendo água ou queda útil, a produção de electricidade na CMH é também nula.
O caudal de cada rio depende da dimensão e da pluviosidade na sua bacia hidrográfica.
A permeabilidade dos solos afecta ainda o tempo de escoamento e a qualidade de água
que chega ao leito do rio.
Existem 3 conceitos de caudal relevantes para o dimensionamento de CMH:

Caudal Modular: é o caudal medio anual medido ao longo de vários anos;


Caudal Ecológico: é o caudal não turbinável devido a questões relacionadas com o
ambiente e ecológicas;
Caudal Instalado: é o caudal usado para dimensionar o equipamento e
consequentemente a CMH. É o caudal garantido durante 20 % a 30% do ano e,
comumente, é superior ao modular.