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EIXO II - DIREITOS HUMANOS E DIREITOS DA PESSOA IDOSA, A

IMPORTÂNCIA E O PAPEL DA EDUCAÇÃO E DA PARTICIPAÇÃO SOCIAL


E POLÍTICA, CONSCIENTIZAÇÃO E INSTRUMENTALIZAÇÃO EM
ESPAÇOS DE LUTA , CASO DOS CONSELHOS DE DIREITOS
Profª. Célia Maria Ferreira Cordeiro
Professora Universitária (UFBA)

1 Introdução : Direitos Humanos, significado na atualidade


Muito se fala sobre os direitos fundamentais da pessoa humana, porém é preciso explicar
em que consistem tais direitos, porque são essenciais e em que se baseiam para serem
considerados fundamentais.
Os direitos humanos são princípios ou valores que permitem a uma pessoa afirmar a sua
condição humana e participar plenamente da vida em sociedade.
Aplicam -se a todos os homens e servem para proteger as pessoas de tudo que possa negar
a sua condição humana. Eles aparecem como um instrumento de proteção do sujeito
contra qualquer tipo de violência.
Afirma-se que eles têm um valor universal devendo ser reconhecidos e respeitados por
todos os homens, em todos os tempos e sociedades. Servem para assegurar ao homem o
exercício da liberdade, a preservação da dignidade e a proteção da sua existência.
Trata-se dos direitos que tornam os homens iguais e são essenciais à conquista de uma
vida digna. Eles existem para zelar, proteger ou promover a humanidade.
Na última década, a legislação brasileira tem sofrido profundas transformações com
consideráveis reflexos no trabalho dos operadores do Direito.
Nesse quadro de modificações, surgem novas demandas e instrumentais teóricos e
metodológicos, necessários para a concretização de ações na área específica.
As novas tutelas estatais e as novas organizações da sociedade civil estão reguladas por
preceitos normativos que instituem regimes jurídicos diferenciados para a sua
operacionalização.
Trata-se de regulações jurídico-estatais antes inexistentes que compreendem novos
conteúdos e normas cuja aplicação demanda o exercício de uma racionalidade distinta da
vigente no âmbito das disciplinas tradicionais integrantes da formação jurídica, ainda que
possuam o mesmo fundamento constitucional.
O impacto de tais transformações se refletem sobre as tutelas jurídicas deferidas pelo
Estado e em consequência, sobre o trabalho dos profissionais do Direito.
Nesse sentido, pretende -se oferecer reflexões que auxiliem na habilitação do operador
do Direito para uma atuação competente, responsiva e propositiva em face dessa
realidade em permanente e acelerada mudança.

2 A importância, o significado e o papel social da EDUCAÇÃO como fator de


conscientização e instrumentalização da participação social e política na sociedade
democrática e de direitos
As reflexões sobre Educação em Direitos Humanos estão centradas nos mecanismos de
mudança de atitudes e práticas na consolidação do processo democrático
A instituição da EDH como política pública implica na efetivação de uma cultura de
respeito aos direitos humanos realçando as práticas sociais embasadas nas ações e
representações de profissionais e das lideranças populares que atuam na área de Direitos
Humanos na sociedade civil e no âmbito público.
Nos últimos anos a questão tem sido uma das mais frequentes no debate político As
reflexões reúnem uma balanceada mistura entre saberes científico e popular buscando a
mudança de atitude na consolidação do processo democrático de cidadania.
O homem enquanto ser social necessita interagir com os seus semelhantes, através de
atividades humanas onde se processam as relações sociais. Tais relações podem gerar
conflitos de interesses sujeitos à regulamentação ou ordenação por atos jurídicos para a
garantia da ordem e da paz cuja materialização se revela na representação de segmentos
da sociedade civil organizada e de órgãos governamentais instituídos e institucionalizados
como uma nova estratégia de reordenamento das relações na esfera pública.
Nesse espaço contraditório em que se processam as relações sociais busca-se respostas
no âmbito sócio jurídico para articular normas e procedimentos que se configuram em
direitos e deveres no impasse entre a ordem social e a jurídica.
Os direitos humanos são processos que inauguram conquistas de dignidade humana o que
impõe o trabalho com a realidade a partir de uma concepção de valores que reconheça as
identidades culturais numa ótica de transformação social que rompe com a lógica formal
tão difundida entre os operadores do direito.
A institucionalização dos Direitos Humanos a sua inserção no texto constitucional
permite inferir um complexo de expectativas reais de comportamento efetivadas no
contexto social.
Para acionar a efetividade dos direitos e sua garantia deve-se a partir da proclamação dos
direitos . Faz-se necessário contextualizá-los e reinterpretá-los de acordo com as
identidades sociais e culturais específicas para responder aos paradigmas da
modernidade.
Lamentavelmente, as mudanças ocorridas com o processo de globalização enfraquecem
o papel do Estado. A única regra que o conduz é aquela que o mercado impõe política e
juridicamente, embora o Estado seja ainda o responsável pela promoção efetiva dos
direitos humanos e defesa dos interesses sociais.
A ineficácia de Políticas Públicas na América Latina que venham de encontro aos anseios
sociais encontra-se estampada na demarcação de fronteiras socioculturais que descartam
as possibilidades de um reordenamento das relações sociais.
Diuturnamente observa-se nos meios de comunicação o desrespeito aos mais elementares
direitos fundamentais.
Em países marcados pelas desigualdades sociais e pelas condições restritas de
acessibilidade aos direitos, esse espaço é questionável e burocratizado, marcado pelo
descaso político em relação às reivindicações de igualdade e qualidade do atendimento
a direitos universais dos segmentos populares.
Tal obstacularização atrofia a articulação entra a sociedade civil e os órgãos
governamentais.
A proposta de EDH se desenvolve na perspectiva de reconhecer a validade das fontes que
produzem as normas do ordenamento a partir dos fatores culturais pela via da educação
em suas variadas modalidades.
A globalização e a mundialização das atividades humanas definem a transfiguração de
diretrizes e demandas para a política educacional em vigência.
A sociedade planetária aponta para uma educação, também planetária, cujas diretrizes são
validadas na dimensão transnacional e transcultural.
A educação se posiciona como centro do desenvolvimento tanto das pessoas, quanto das
comunidades, ressaltando o seu caráter básico de desenvolvimento de talentos e de
potencialidades, na dimensão ética e solidária.
O respeito aos direitos e às liberdades fundamentais do ser humano são componentes
essenciais do processo educativo, onde a solidariedade e o respeito ao outro se constituem
em estratégias privilegiadas na significação dos saberes, da cultura dos povos, na
emancipação das pessoas e, numa evolução constante do exercício do aprender a ser, nesta
sociedade, marcada por profundas transformações.
O direito à educação, assegurado pela universalização do acesso de todos os cidadãos ao
conhecimento disponível, é considerado como âncora para a construção de uma cultura
de paz e, para a formação de mentes verdadeiramente democráticas e, ainda, como ação
preventiva de saúde mental, onde também a educação continuada e permanente ganha um
realce crescente.
Torna-se evidente, pela sua reafirmação, o postulado da educação continuada, em
resposta a própria necessidade humana de completude.
A revolução técnico- científica, a evolução dos processos de informação e comunicação,
a sociedade da informação, o uso extensivo dos meios de comunicação e das práticas
telemáticas, a disponibilização da informação em redes de alta velocidade, e a própria
necessidade de transformá-las em conhecimento pelo processo educativo sistemático
reinterpretam as competências pedagógicas e ampliam os seus espectros instrumentais, e
possibilidades das práticas educativas, concretizadas, tanto na formalidade, quanto na
informalidade.no sentido da significação de conteúdos fundamentais, para o exercício do
ser e do conviver, privilegiando a construção dos valores, das atitudes e das opiniões e
julgamentos. na expressão maior dos significados educativos, e no desenvolvimento de
uma consciência coletiva concretizada, pelos processos educacionais em e para os direitos
humanos.
A educação para a transformação é uma metodologia que responde aos desafios do
mundo contemporâneo. Ela propõe um novo olhar sobre o processo de ensino-
aprendizagem, com a perspectiva de favorecer a construção de conhecimentos e o
desenvolvimento de valores, atitudes e habilidades. Uma nova forma de ensinar e
aprender que permitem ao educando compreender e se colocar de forma crítica e
competente, no contexto histórico em que vivemos, denominado de Sociedade da
Informação.
A Educação nesses termos envolve os educandos na elaboração e disseminação de
resultados gerados na produção e apropriação do conhecimento, com conteúdo sócio
educativo e contribui, para que, dêem sentido às informações que recebem.
A idéia é fazer com que os educandos se tornem cidadãos mais pró-ativos e
empoderados diante de um mundo em constante transformação. Tem sua origem nos
marcos teórico-metodológicos definidos, a partir dos campos da , Educação e da
Participação Social e Política.
São estudos, que envolvem a recepção e produção de processos alternativos que
delimitam a gestão de políticas públicas.
No campo da Educação, o construtivismo, o sócio-interacionismo e a pedagogia crítica
inspiram e fundamentam essa prática e ainda as novas formas de ação social definidas
pela participação em redes e práticas voltadas para o exercício e a concretização de uma
sociedade de direitos, e, verdadeiramente democrática, onde as liberdades individuais e
os direitos sociais sejam garantidos e eficazes.
Também as transformações do mundo do trabalho e da organização do Estado colocam
a informação e o conhecimento numa posição relevante e, como fator precípuo nas
questões da empregabilidade, diante das condições concretas do trabalho e dos saberes
práticos dele decorrente, e do modelo de estado racionalizador da economia, que os
propósitos neoliberais fizeram substituir o estado benfeitor, que cobria como dever os
direitos do cidadão, dando lugar às agências de regulação e a terceirização e
publicização dos serviços, incluindo até as políticas básicas e universais.
Na mesma medida em que estes postulados e posicionamentos são concretizados, o
caminho aponta para o empoderamento e fortalecimento da sociedade, na sua
capacidade de organização e de conquista de respostas no exercício de procedimentos
e medidas de controle e representação social,caso dos Conselhos de Direitos também, e
por outro lado, podendo significar a própria omissão do Estado, motivada pela
ineficiência de atuação e/ou pela insuficiência dos recursos disponíveis em função da
grandeza e magnitude dos problemas a enfrentar.
Diante deste quadro o papel dos processos educativos se ampliam e se enriquecem na
ressignificação dos conteúdos, e dos saberes, nas abordagens transdisciplinares, no uso
das práticas telemáticas e dos avanços da comunicação; na interpretação das
competências, e dos saberes práticos e dos renovados desafios da organização do
trabalho, na consideração dos aspectos subjetivos na educação, cobrindo a significação
das vivências do domínio afetivo e relacional, da inteligência emocional, e das
inteligências múltiplas.
Assim, os processos educativos dimensionados, a partir dos sistemas abertos, passam a
se reestruturar em verdadeiras comunidades educativas, ampliando as possibilidades e
os espaços educativos. Os saberes passam a apresentar características de maior
dinamicidade, as competências a serem desenvolvidas são transfiguradas numa nova
base de destrezas e habilidades pedagógicas demandadas para o educador, onde
fortemente se destacam as competências pessoais, além das competências cognitivas e
conceituais e das competências tecnológicas.
Em contraposição a esta evolução, vivenciamos um contexto de violência, marcado
pelas evidências de uma constante guerra civil, de um permanente estado de sítio e de
perigo constante. As drogas e seus efeitos, aos assaltos, os homicídios, os crimes
hediondos, os sequestros, a prostituição, os crimes ambientais fazem parte do nosso
cotidiano, determinando comportamentos sociais distintos daqueles, culturalmente
compreendidos e aceitos, demandando preocupações e tentativas de construção de uma
cultura de paz e de formação de mentes, verdadeiramente democráticas e solidárias.
Estas constatações apontam para a necessidade e emergência de uma revolução
atitudinal e ser empreendida pela educação, sendo explicitada na convivência de
processos participativos, de construção colaborativa, de respeito aos direitos e
liberdades individuais, de compreensão e prática dos compromissos sociais, da
construção dos valores, da ética e do exercício da cidadania.
Neste processo, somam-se às referências intelectuais, a validação de experiências
práticas e dos conteúdos factuais, procedimentais e atitudinais.
Focos teóricos relevantes na atualidade apontam para novas percepções da ciência
política (HARDT E NEGRI 2005) relativas aos conceitos de Império, de Guerra
Global, de uma nova concepção de Soberania não mais atrelada pura, e, simplesmente,
aos espaços geográficos, de Multidão, de Democracia, e da Democracia da Multidão,
da Biopolítica e do Biopoder revelando a antevisão da utopia de que possivelmente
viveremos num mundo mais justo e numa sociedade igualitária.
Em contraste com a burguesia e todas as outras formações de classe limitadas e
exclusivas, a Multidão é capaz de formar a sociedade de maneira autônoma. A
Multidão, os coletivos em suas diferenças e identidades, exercita uma rede organizada,
racional e criativa de comunicação e construção de conhecimento e de transformação
social. Na sua inteligência artificial e de enxame exercitam a resistência e, uma
verdadeira revolução para a transformação social. A produção biopolítica cria bens
imateriais, idéias, conhecimento, formas de comunicação, relações sociais e formas de
vida concretas, numa evolução natural das formas de resistência em direção à
democracia absoluta. Os conhecimentos científicos são produzidos em amplas redes
coletivas. O campo produtivo da comunicação deixa absolutamente claro que a
“inovação” sempre ocorre, necessariamente, em comum. Podemos entender a
capacidade decisória da “Multidão” em analogia ao desenvolvimento colaborativo dos
programas de computador, e as inovações de movimento, em favor do código fonte
aberto, onde todos trabalham em cooperação. Sua inovação em redes torna, hoje, a
democracia possível. A emergência da democracia é uma guerra contra a guerra de
modo pacífico e conciliatório. Este projeto político da “Multidão” precisa encontrar
uma maneira de enfrentar as condições da nossa realidade contemporânea.
A crise de representação e a corrupção das formas de democracia são uma condição
planetária se expressando em mais variados contextos e muito presentemente na
realidade brasileira contemporânea. A crise global da democracia afeta todas as formas
de governo do mundo. O planeta é um corpo doente, e a crise global da democracia, um
sintoma de corrupção e desordem.
Apesar de tudo isso, nunca antes, a sede de liberdade e democracia foi tão disseminada.
Este mundo de raiva e amor é o verdadeiro alicerce sobre o qual repousa o poder
constituinte da “Multidão”. Uma tão radical transformação do mundo, para que permita
que as singularidades se expressem livremente, não é um sonho utópico e distante, está
sentada nos desdobramentos da nossa realidade social concreta.
O poder constituinte da “Multidão” vem amadurecendo e se tornando capaz, através
de suas redes de comunicação e cooperação, através de sua produção do comum, de
sustentar uma sociedade democrática alternativa própria.
O arco atira a flecha para uma nova temporalidade. Quando o amor é concebido
politicamente, essa criação de uma nova humanidade é o supremo ato de amor. Com o
tempo, algum evento haverá de nos projetar para esse futuro vivo.
Será este um verdadeiro ato de amor político.
Nesse processo de aprendizagem, o conhecimento, o saber, é fruto da ação coletiva,
intersubjetiva mediada por artefatos. A experiência concreta e compartilhada entre os
indivíduos é que é valorizada. A construção do conhecimento deixa de ser uma ação
interna ao sujeito e passa a ser vista como uma produção coletiva e social. Mas, a
construção do conhecimento é perpassada, também, por relações de poder. O ato de
conhecer leva em conta a dialética das relações de poder existentes na sociedade, a relação
entre opressores e oprimidos, entre dominantes e dominados.
Nessa perspectiva, educar implica permitir que os sujeitos da aprendizagem se apropriem
de suas próprias histórias culturais e transformem suas condições de vida e, portanto, a
sociedade. Ou seja, torna os educandos mais informados e críticos e aptos a fazerem
escolhas e a agirem em prol da democracia e da justiça social.
A educação é entendida como a construção e implementação de um projeto de vida
pessoal e coletivo, que parte das demandas relevantes no contexto social e cultural.
Essa metodologia adota como princípios fundamentais: a integralidade, a observação,a
crítica, a experimentação, a qualidade, a interatividade e produção colaborativa, a
inclusão, a motivação, a afetividade e cooperação, a criatividade, o protagonismo e a
intencionalidade, a contextualização, o sentido e o significado.
A participação ativa de educadores e educandos na produção coletiva e colaborativa de
um projeto para concretização de propósitos favorece o desenvolvimento integral do
educando, uma vez que trabalha, simultaneamente, com a dimensão do aprender, do fazer,
do ser e do conviver.
Também permite ao educador superar desafios inerentes à incorporação de novas práticas
docentes. Os espaços de promoção, de defesa e de luta para garantia e conquista dos
direitos e a importância os processos educacionais conferem à Escola o papel e espaço
privilegiado para a concretização das práticas da educação em e para os Direitos
Humanos.
Mas não menos relevantes aos procedimentos de educação informal realizados em ações
específicas e no seio das práticas sociais.
Além da educação comunitária no sentido genérico se expressam como categoria
privilegiada a qualificação dos agentes sociais especialmente dos representantes da
sociedade civil para o exercício dos processos de participação na gestão e concretização
das políticas públicas da área social procedidas pelos Conselhos Gestores paritários.
Diante do exposto, a preocupação com a qualidade, eficiência e eficácia da participação
efetiva de todos os integrantes dos Conselhos Sociais se destaca como alvo fundamental
de atuação no Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa. E ainda porque essa
representação se faz por elementos que integram a categoria em sua expressiva
representação onde os processos sistemáticos e assistemáticos de educação possam se
fazer e irem se fazendo no sentido da conquista crescente da conscientização e
instrumentalização de uma prática cada vez mais qualitativa e eficaz .
Esse é o caminho, e o rico espaço da luta e da conquista social.

3 Considerações finais
A evolução das conquistas dos movimentos populares e da sociedade civil organizada
tem sido alvo de intensos debates. Ainda hoje existem questões que precisam ser
equacionadas no sentido de proporcionar aos Conselhos Gestores paritários condições
para exercerem papel de interventores nas ações governamentais.
Essas questões permeiam seu desempenho, dificultando ou favorecendo o
desenvolvimento de suas funções. Portanto, algumas questões cruciais precisam ser
resolvidas para que os Conselhos sejam efetivos e possam atingir os seus objetivos de
constituição de espaço de controle democrático.
Para esse mister haverá que assegurar-se :
-a definição clara e objetiva da sua autonomia decisória.
-o amparo jurídico para as suas deliberações,
-a superação e ou resistência à tendência da dominação governamental em dividir o poder
com a sociedade,
-o reconhecimento dos Conselhos como instância legítima de exercício do controle social.
Essa nova dinâmica de relacionamento do Estado com a Sociedade poderá garantir a
participação paritária tanto na formação como na concretização das políticas públicas.
Assim, os referidos Conselhos podem ser compreendidos como agentes potenciais para a
efetivação da democracia participativa exercitando as suas prerrogativas para deliberar,
controlar e fiscalizar como instância legítima para a concretização das políticas públicas.

REFERÊNCIAS

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