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ELOGIOS AO LIVRO “A FORÇA DE SER MULHER”

“Lisa lançou com toda a força um desafio que não pode mais ser ignorado
pela igreja. Chegou a hora das mulheres se levantarem e tomarem seu lugar
ao lado dos homens em prol dos propósitos do Reino... Precisamos celebrar
e abraçar as diferenças, ao invés de tentar eliminá-las. Este livro ajudará a
libertar as mulheres das muitas imposições e limitações que as impedem de
perceber o potencial que Deus lhes deu. Não consegui parar de ler o livro.”
- Chris Caine, autora e diretora da Equip and Empower Ministries

“Lisa Bevere quer ajudar as mulheres a alcançarem seu potencial, a


valorizarem seu papel e a descobrirem o plano de Deus para suas vidas. A
mensagem que ela nos transmite neste livro trará libertação e confiança,
e ajudará mulheres de todas as idades a tomarem passos positivos pela
integridade. Que alegria ler este livro! Com ele me dei conta de que
nunca é tarde demais para lutar com as armas de uma mulher.”
- Betty Robison, co-apresentadora do programa LIFE Today

“Onde estão as filhas sem medo que estão prontas para usar sua força e
lutar como mulheres? Nas páginas deste livro, esta pergunta é respondida de
uma maneira profunda, todavia simples. Lisa desafia as ‘Déboras’ do mundo
a assumirem uma posição, a despertarem para o potencial que existe dentro
delas e a receberem a verdade da palavra de Deus. Com doçura, Lisa exorta
as mulheres a deixar de lado suas armas carnais e lançar mão de suas armas
espirituais, usando-as como instrumento de transformação. Prepare-se para
a mudança radical que está prestes a acontecer dentro de seu coração.”
- Nancy Alcorn, presidente e fundadora do Mercy Ministries of America

“As mulheres são magníficas e Lisa fez um excelente trabalho para


retratá-las como tal! É uma leitura imprescindível para todas nós que
buscamos cumprir o propósito para o qual fomos criadas. Somos as filhas
amadas do Rei e temos um papel incrível a cumprir aqui neste planeta.
Com seu estilo particular e surpreendente, Lisa nos lança o desafio de
amarmos intensamente, crescermos em força, superarmos obstáculos e
reconhecermos nossa própria beleza. Um livro realmente poderoso. Não
compre um só... Leve um também para uma amiga!”
- Holly Wagner, autora de GodChicks,When It Pours He Reigns
Lisa Bevere

A Força de Ser
Mulher
Descobrindo o poder da alma feminina

1ª Edição

Rio de Janeiro, 2008


Diretor © 2006 Lisa Bevere
Lester Bello Copyright desta edição
Hachette Book Group USA
Autora
Lisa Bevere Todos os direitos autorais
desta obra estão reservados
Título Original
Fight Like a Girl 1ª Edição Agosto de 2008

Tradução
Idiomas e Cia, por Vânia Carvalho

Revisão
Idiomas e Cia, por Leclerc Victer

Design capa (Adaptação) Av. das Américas, 7899 - Bloco 02 - Sl 603


Ronald Machado Barra da Tijuca - Rio de Janeiro/RJ - Brasil
contato@bellopublicacoes.com
Impressão e Acabamento www.bellopublicacoes.com.br
Gráfica e Editora Del Rey

Bevere, Lisa
B571 A força de ser mulher / Lisa Bevere; tradução
de Idiomas e Cia. – Belo Horizonte: Bello
Publicações, 2008.
240p.
Título original: Fight like a girl
ISBN: 978-85-61721-12-1

1. Mulheres – Vida cristã. I. Título.

CDD: 248.843
CDU: 231.11

Na tradução, foram utilizadas diferentes versões da Bíblia a fim de oferecer ao leitor a idéia
original da autora em cada trecho.
Em alguns casos indicados, optou-se pela tradução direta dos versículos para que fosse man-
tida a fidelidade.

Versões utilizadas:
NVI – Nova Versão Internacional, 2000, Editora Vida.
ARA – João Ferreira de Almeida, revista e atualizada, 1997,Vida Nova.
ARC – João Ferreira de Almeida, revista e corrigida, 1995, SBB.
The Amplified Bible, Expanded Edition (AMP) -  adaptada
The New King James Version (KJV) - adaptada
New Living Translation (NLT)  – adaptada
Ao meu marido John, que sempre incentivou minha vida e minhas
paixões. Obrigada por me encorajar a perseguir a verdade – a nunca
ficar satisfeita com nada menos do que a verdade. Amo você mais
do que nunca, e agradeço a Deus por você ser o cavaleiro da minha
vida. Aos meus quatro filhos, Addison, Austin, Alec e Arden: vocês
me inspiram muito mais do que imaginam. Cada um de vocês é um
presente do céu. Que suas vidas sejam cheias de honra! À minha
querida Viking Jacque: você e outras filhas como você são a razão
pela qual escrevo. Que você possa chegar muito longe, e que derro-
te o inimigo. Debby, você foi uma fonte inesgotável de apoio, uma
das minhas melhores amigas. A todas as belas mulheres que desejam
apenas desempenhar bem o papel de ser mulher. Que possamos
recuperar por inteiro tudo o que foi perdido.
Í nd i ce

Capítulo Um:Você briga como uma mulher! 11


Capítulo Dois: Mas e se eu não gosto das mulheres? 24
Capítulo Três: Mas eu não sou um homem 39
Capítulo Quatro: Encontrando o ponto central 53
Capítulo Cinco:Você é o cara! 70
Capítulo Seis: Quando as mulheres atacarão? 85
Capítulo Sete: Lutando com sabedoria 103
Capítulo Oito: Experimentando Favor e Glória 121
Capítulo Nove: O que é o poder do amor? 133
Capítulo Dez: Dois com um só coração 151
Capítulo Onze: A luta pela beleza 173
Capítulo Doze: Imperfeita, porém autêntica 188
Capítulo Treze: Lutando com acessórios 206
Capítulo Quatorze: Lutando com influência 217
Capítulo Quinze: O poder do momento 234
Capítulo Dezesseis:Você está sendo observada! 247
Notas 263
A Força de Ser
Mulher
CAPÍTULO 1

Você briga como uma mulher!

Ei, você briga como uma mulher! Normalmente, essa frase é usada
como ofensa. Seja como for, se por um homem falando com outro
homem, se por um homem falando com uma mulher, ou mesmo
por uma mulher se referindo a um homem, essa frase jamais será
considerada um elogio. E sabe por quê? Porque ela sempre surge
como resposta a um golpe fraco, ou até mesmo a uma ofensa banal.
Sendo assim, por que eu estaria incentivando alguém a brigar como
uma mulher? Em primeiro lugar, porque aquilo que é um insulto
para homens ou meninos não precisa soar da mesma forma para as
mulheres. Mulheres deveriam agir e lutar como mulheres, mas, por
alguma razão muito estranha, a maioria de nós preferiria ouvir que
somos fortes como os homens ou que lutamos como os homens.
Será que isso se deve ao fato das mulheres terem desenvolvido o
hábito de lutar sempre de uma forma “suja”?

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A força de ser mulher

Antes de começarmos, não quero que você pense que sou um


tipo de dondoca dengosa, defendendo a tese de que devemos usar
chicotes com fitas cor-de-rosa nas pessoas. Não, esta não sou eu.
Gosto de surfar, esquiar e caçar (nesta ordem). Moro com cinco
homens e viajo por muitos países, na maioria das vezes, sozinha. Sou
uma sobrevivente do câncer, sou mãe e sou esposa, mas primeiro
fui filha. Não estou defendendo a idéia de que devemos adotar um
pensamento simplista, nem que devemos fingir ser aquilo que não
somos. Mas acho que precisamos questionar este ponto: por que
é uma ofensa quando relacionamos os conceitos “força”, “luta” e
“mulher”? Ou melhor, quero que as meninas e senhoras conside-
rem um elogio se alguém lhes disser que lutam como mulheres.
De fato, é bem possível que tenhamos esquecido o que signi-
fica a expressão “a força de ser mulher”. Há tempos, tentamos ser
fortes como os homens e lutar como os homens, e quando isso
não funciona, usamos o artifício do golpe baixo ou, até mesmo,
trapaceamos!
Algumas de nós simplesmente se escondem das tempestades e
conflitos que nos rodeiam, imaginando que ao agir assim estão sen-
do femininas e se portando como
convém às moças. Outras esque-
Como deveria ser a luta ceram algo fundamental; aquilo
de uma mulher, se travada que é considerado fraqueza para
da maneira correta? um gênero, freqüentemente é o
ponto forte do outro. Então pen-
se comigo. Ser forte da maneira como os homens são não deveria
ser sempre considerado errado para uma mulher?
Um rapaz ganha o respeito de seus colegas quando luta como
homem. Ele é considerado valente e forte quando luta por aquilo
que é importante para os homens. É admirado por enfrentar gran-
dalhões, proteger as crianças menores e defender a honra e o nome
de sua família. Mas quando um rapaz não age da maneira certa, os
outros zombam dele e os apelidos começam a surgir: “Maricas”,

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Você briga como uma mulher!

“Garotinho da mamãe!” Com certeza, o rapaz escutará todas essas


ofensas se não alcançar o padrão de homem que se espera dele. Tal
dinâmica não muda com a idade; um homem que luta e reage como
mulher é considerado fraco ou efeminado. Adultos e meninos de-
veriam sempre lutar com a força e a capacidade inata aos homens.
Eles são fisicamente mais fortes e, portanto, sabem que esta é a sua
vantagem quando há uma luta ou conflito.
Agora, se isso é verdade, o que é a força de uma mulher? Diversas
questões e conflitos incitam o homem à ira. O que deveria então
instigar uma mulher? E como deveria ser a luta de uma mulher, se
travada da maneira correta?

Mulheres e batalhas
Antes de nos aprofundarmos e respondermos a esta pergunta,
talvez você esteja questionando se as mulheres realmente deveriam
se envolver em lutas ou conflitos. Para responder, precisamos voltar
à intenção original ou a razão por trás de nossa criação. Inicialmen-
te, as mulheres não foram formadas para a batalha, mas para nutrir
a vida e os relacionamentos. Talvez seja por isso que não lidamos
bem com o conflito. E sendo isso também uma verdade, será que
para uma mulher é errado lutar? Não. Pelo menos, não mais errado
do que é para o homem. Nenhum dos dois foi inicialmente cria-
do para a destruição; ambos foram formados para a multiplicação,
para a ordem, para cuidar e desenvolver. E chegará o dia em que as
armas serão deixadas de lado em benefício deste mandato divino.
A Bíblia diz que as espadas serão convertidas em arados (ver Isaías
2.4). Então, tanto homens como mulheres voltarão às suas posições
originais, para um relacionamento dinâmico sobre a face da Terra.
Contudo, enquanto isso não acontece, neste exato momento, há um
problema, um inimigo e uma batalha.

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A força de ser mulher

Esta responsabilidade e privilégio absolutos eram de Adão e


Eva. A Terra e tudo o que nela havia lhes foram confiados. Eles
possuíam todos os recursos necessários para gerar o crescimento e
manter a ordem, a fim de que todo o ser vivo prosperasse. Com a
queda do homem, tudo mudou: o domínio se tornou servidão, a
multiplicação se transformou em divisão e a ordem se tornou em
caos. O florescer deu lugar à deterioração, pois cresceram espinhos
e cardos nas plantas e árvores frutíferas. As sementes que geravam
vida passaram a lutar por espaço num solo emaranhado com ervas
daninhas e uma vegetação rasteira morta. E antes que essa confusão
se instalasse sobre a face da Terra, o último a ser criado acabou se
tornando o primeiro em conflito. Assim, com o cenário montado, a
batalha estava prestes a começar.
 
Porei inimizade entre você e a mulher.
(Gênesis 3:15 NVI)

Para compreender melhor tanto a magnitude como a propor-


ção desta luta, precisamos primeiro definir o conceito de inimizade.
Quando lia esta passagem, costumava substituir inimizade pela pala-
vra ódio. O problema nessa substituição era que, embora os significa-
dos fossem semelhantes, o termo não expressava o sentido mais pro-
fundo de inimizade. O Dicionário Bíblico de Unger define inimi-
zade como: “ódio de raiz profunda” e “hostilidade irreconciliável”1.
Não confunda inimizade com o termo diferenças irreconciliáveis, que
estamos tão acostumados a ouvir nos processos de divórcio.Trata-se
de “hostilidades irreconciliáveis.” Estamos falando de um ódio tão
profundo, que está destinado não apenas a existir eternamente, mas
também a se aprofundar e se expandir indefinidamente. Para en-
tender isso numa linguagem matemática, imagine um ponto único
de onde saem duas retas ou setas. Uma segue para o oeste e a outra
para o leste. As duas viajam em direções opostas sem a menor pos-
sibilidade de jamais se encontrarem. Estas setas não seguem a curva

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Você briga como uma mulher!

do nosso globo, mas viajam pela linha reta do tempo. Isso significa
que a polaridade das hostilidades perpétuas aumentam com o passar
dos anos, já que ambas se expandem e se multiplicam em alcance e
extensão. Geração após geração, a hostilidade cresce.
Inimizade é uma palavra tão intensa que só é usada oito vezes na
Bíblia. Após sua primeira aparição no livro de Gênesis, a inimizade
abre seus negros braços para cercar e atormentar a semente da mu-
lher.Vemos sua influência se estender no livro do Apocalipse.

O dragão irou-se contra a mulher e saiu para guerrear contra o


restante da sua descendência, os que obedecem aos mandamen-
tos de Deus e se mantêm fiéis ao testemunho de Jesus.
(Apocalipse 12:17 NVI)

Quem trava esta guerra sem fim contra Eva, suas filhas e cada
vida humana que passa pelo seu ventre? Uma serpente, o príncipe
das potestades do ar. A guerra iniciada por uma serpente astuta ago-
ra abrange o grande dragão e todos os seus seguidores (veja Gênesis
3:15; João 8:44). No jardim, a serpente manejou habilidosamente
sua arma do engano e roubou com eficácia o domínio da terra dos
dois que eram um.
Para vencer, o inimigo teve que dividir e conquistar. Ele realizou
esta tarefa recrutando o apoio da mulher. Para fazer com que Adão
perdesse sua posição, foi preciso mais do que enganá-lo. Satanás
usou o poder da influência feminina. Sem a influência dela, é bem
possível que o homem não tivesse se submetido ao conselho da
serpente. Ele se rendeu à voz de sua esposa. Observou-a enquanto
comia, e como aparentemente nada mudou, estendeu a mão e rece-
beu o fruto de sua esposa.

Tomou do seu fruto, comeu-o e o deu a seu marido, que comeu


também.
(Gênesis 3:6, NVI)

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A força de ser mulher

No alvorecer da criação, acredito que a beleza e o poder de in-


fluência de Eva eram tão profundos, que provavelmente chegavam
a ser irresistíveis. O mundo perfeito com a mulher perfeita tinha
o adversário perfeito. Adão não tinha sido avisado instruído para
guardar e proteger a árvore?
Por que será que a magnífica Eva, mãe de todos os viventes,
usou sua habilidade para convencer Adão em detrimento de ambos?
Acredito que podemos assumir neste ponto: ela não sabia que o
estava conduzindo para fora do caminho. Eva obviamente pensava
que tinha aconselhado bem o seu marido. Mas nunca somos sábias
de verdade quando nos movemos para fora da sabedoria divina. O
que o tentador ofereceu ao casal para que voluntariamente arris-
cassem tanto?

Quando a mulher viu que a árvore parecia agradável ao pala-


dar, era atraente aos olhos e, além disso, desejável para dela se
obter discernimento...
(Gênesis 3:6 NVI)

Tenho certeza que muitas árvores neste jardim eram boas para
comer e agradáveis aos olhos. Mas uma árvore cujo fruto tinha o
poder de elevar alguém à posição de Deus, era outra coisa. Eva
achou que ali havia algo a mais; mais do que já recebera. Acho
assombroso ver a mulher desejando uma coisa que não deveria pos-
suir (ser igual a Deus), enquanto, durante o processo, vai perdendo
algo que já possuía (o potencial de possuir sabedoria). Além disso, a
serpente apelou para um desejo que Adão e Eva tinham: ser como
Deus, e viver além da esfera de influência e autoridade divinas.Tan-
to o homem como a mulher buscaram uma posição que não lhes
cabia. E por isso, só muitas eras depois, a semente de Eva, Jesus,
reverteria esta insensatez.

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Você briga como uma mulher!

Embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era
algo a que devia apegar-se.
(Filipenses 2:6, NVI)

Adão e Eva foram, de fato, criados à imagem de Deus, mas não


eram iguais a ele. O termo “imagem” aponta para um reflexo, e
não para uma representação completa. Com uma retórica sedutora,
a serpente enganou o casal, e os fez pensar que estavam recebendo
algo, quando, na realidade, estavam perdendo. O inimigo não trouxe
luz; pelo contrário, a serpente obscureceu o entendimento, mas eles
acharam que aquilo era sabedoria. A serpente não buscava amizade,
nem queria ajudá-los – na verdade, o inimigo queria tomar seu
poder e lugar. Tendo ele mesmo já perdido a sua posição, precisava
agora da posição deles. De fato, com muita freqüência vemos que
quando a voz do engano fala, esquecemos quem somos e quem
verdadeiramente são os nossos aliados.

Perda de propósito, perda de lugar


Freqüentemente, perdemos o que possuímos porque falhamos
em nos lembrar por que tal coisa nos foi dada. Adão e Eva esque-
ceram o propósito e perderam o lugar. Eles sabiam que tinham sido
criados para exercer o domínio,
mas esqueceram o porquê disso. Freqüentemente,
Tentando agarrar o que fora per- perdemos o que possuímos
dido, passaram então a fazer mau porque falhamos em nos
uso de suas forças. Usaram o do- lembrar por que tal coisa
mínio contra suas próprias vidas,
nos foi dada.
ao invés de usá-lo para o benefí-
cio. E assim, a queda do homem
originou a batalha entre os sexos. Foi aí que a luta começou.
Será que aprendemos alguma coisa após todos esses anos de so-
frimento? Quantos pais perderam o coração de seus filhos porque

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A força de ser mulher

esqueceram a razão pela qual os tiveram? Jamais foi para controlá-


los, mas para prover um ambiente em que pudessem desabrochar
e crescer. Quantos casais perderam seus casamentos porque esque-
ceram a razão pela qual ficaram juntos? Lutam um contra o outro
ao invés de lutar pelo amor que os uniu. Será que lutamos uns
contra os outros e tentamos tomar o lugar e as posições das pes-
soas porque perdemos as nossas de vista? Todos perdemos quando
tiramos dos outros o que eles não deveriam entregar. Por que não
nos contentamos em permanecer na autoridade e posição que nos
foram confiadas?
A posição do homem não está à disposição para ser tomada, e, da
mesma forma, não cabe a ele passá-la para outro.
O lugar da mulher não está à disposição para ser tomado pelo
homem, nem cabe a ela entregá-lo. Os dois devem permanecer jun-
tos em seus respectivos papéis. O que nos foi dado para guardarmos,
não deveríamos entregar a ninguém. O homem e a mulher abriram
mão do que lhes foi confiado: proteger e cuidar do Jardim do Éden.
Passamos todo este tempo tentando encontrar nosso caminho de
volta ao Éden, o paraíso de Deus, onde sua criação resplandece
novamente. Este jardim exuberante foi-se há muito tempo, embora
as sementes de verdade e de princípio permaneçam. Ansiamos pela
restauração do nosso paraíso perdido, um vislumbre do novo jardim
que um dia finalmente se realizará plenamente. No Espírito, Jesus
Cristo, a semente de Eva, garantiu esta vitória por nós.

Este lhe ferirá a cabeça, e você lhe ferirá o calcanhar.


(Gênesis 3:15 NVI)

Onde se encontra então a restituição? Onde está a evidência da


derrota do nosso inimigo? Quando veremos a escuridão esmagada
e o fim da opressão? Quando os filhos de Eva começarão a viver
na vitória alcançada pela sua semente? Acredito que começaremos

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Você briga como uma mulher!

a ver uma reviravolta ao paramos de fazer mau uso do nosso poder


e autoridade. O que aconteceria se as mulheres usassem sua força
e poderes de visão e influência para sarar e nutrir? E se os homens
usassem seu poder e força para a verdade e a justiça? E se os homens
lutassem como homens? E se as mulheres estivessem munidas de sua
plena força para lutarem como
mulheres? Todos venceríamos.
Aquilo que foi perdido
Os homens ganhariam o
está sendo restaurado.
respeito que perderam e as mu-
lheres recuperariam o poder do
amor. Saiba que aquilo que foi
perdido está sendo restaurado. A maneira como as coisas estão hoje
se renderá à maneira como deveriam ser.Venha comigo ao lugar da
verdade. Mulheres, permitam que essas palavras falem com vocês,
e sintam-se novamente livres para serem tudo aquilo que foram
criadas para ser.

O Senhor anuncia a vitória, e uma multidão de mulheres


anuncia as boas novas. Reis inimigos e seus exércitos fogem às
pressas, enquanto as mulheres de Israel repartem os despojos.
(Salmo 68:11-12, Adaptação da
versão inglesa da NLT Bible)

Deus declara a vitória e já é hora das filhas proclamarem com


alegria a verdade do que foi alcançado. Este triunfo é grande de-
mais para uma só voz. Precisamos de muitas vozes que clamem que
se fossem uma. A mentira foi longe demais, mas a verdade é mais
poderosa. Se apenas declararmos a verdade, reis e exércitos inimigos
fugirão. Na sua partida, restauraremos as riquezas e os tesouros que
há muito tempo se perderam.

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A força de ser mulher

Totalmente livre, totalmente de Deus


Foi para a liberdade que Cristo nos libertou.
(Gálatas 5:1 NVI)

Quando o assunto é liberdade, Deus é tudo. Liberdade é uma


ótima idéia para ele. Ele quer você totalmente livre para que seja
totalmente dele. Com o passar dos anos, aprendi a acreditar que
Deus na verdade gosta de nos colocar em posições e circunstâncias
com potencial suficiente para desafiar as áreas cativas de nossa vida.
Creio que ele se agrada quando vê seus filhos sendo compelidos a
circunstâncias que estão fora da zona de conforto e controle.Talvez,
se tentar observar de acordo com a perspectiva divina, isso não seja
muito diferente de quando vejo meus filhos pularem e atravessarem
as ondas.
É importante que você entenda uma coisa: eu costumava ser
uma pessoa bastante medrosa. Até mesmo escrever um livro que su-
gerisse conflito teria me assustado. Mas um dia chegou o momento
em que o meu desejo de estar a salvo foi superado pelo meu desejo
de ser uma pessoa livre. Será que já chegamos lá? Isso aconteceu
comigo quando vi meus temores ecoarem nos meus filhos. Não sei
se teria mudado se fosse apenas por mim. Teria sido bem mais fácil,
em muitos sentidos, apenas ter permanecido escondida...
Vou contar uma história para que você entenda melhor. Quan-
do estava na escola secundária, me mandaram escolher entre duas
matérias complementares: falar em público ou debate. Era para que
eu pudesse me formar. Só que nada me assustava mais do que aqui-
lo. Tinha um medo terrível de ficar na frente das pessoas. Aos cinco
anos, perdi uma vista devido a um tipo de câncer chamado reti-
noblastoma. Da noite para o dia, a vida que eu conhecia mudou.
Deixei de ser uma menina confiante e sociável para me transfor-
mar numa pessoa quieta e introvertida. Achava que as pessoas não

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Você briga como uma mulher!

me viam mais. Observava quando tentavam decidir para que olho


deveriam olhar enquanto falavam comigo. Na escola, os elogios se
transformaram em apelidos. Era chamada de “zarolha” e “ciclope”.
Criei uma imagem de durona para tentar agir como se essas palavras
não me atingissem. Ignorava os comentários e mantinha a minha
postura até chegar em casa; então chorava inconsolavelmente em
meu quarto. Por que eu não podia ser como todo o mundo?
Agora tinha de ficar diante de meus colegas de classe e fazer uma
palestra. Debate não era uma opção. Não passava pela minha cabeça
como eu poderia vencer um argumento na frente de outras pessoas.
Suportei as primeiras semanas das aulas, até que chegou a hora das
palestras. Eu estava preparada, mas isso não importava. Quando che-
gou a hora, travei – eu não conseguia falar. A professora me deixou
sair da sala de aula e começar de novo, mas eu não conseguia. Olha-
va para meus colegas e não saía nada. Então pedi licença e corri para
a sala do orientador. Expliquei que era impossível fazer uma palestra
de sucesso. Como eu poderia tirar um C, ou mesmo um A ou um
B? Afinal de contas, eu estava em desvantagem! Meu conselheiro foi
surpreendentemente compreensivo. Ele me fez algumas perguntas,
do tipo: “Você está planejando fazer algo na vida que lhe requeira
falar em público?” De modo algum! Garanti que não tinha a menor
intenção de falar para um grupo maior do que duas pessoas para o
resto da minha vida.
“Então vamos fazer uma coisa. Escolha outra área dentro da Lin-
guagem e retiraremos o requerimento das aulas de falar em públi-
co.” Mal podia acreditar no que estava ouvindo.
Então, ali naquele momento, me inscrevi num curso de Kurt
Vonnegut (um importante escritor americano).
Como o orientador foi tão compreensivo, mencionei outra aula
que era um grande problema: datilografia. Era praticamente impos-
sível para mim bater mais do que vinte e cinco palavras por minuto.
Defendi meu caso e ele escutou pacientemente.

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A força de ser mulher

“Acho que podemos suspender a datilografia também. Sempre


haverá a opção de poder pagar alguém para datilografar seus traba-
lhos na faculdade.”
Estava exultante! Saí dali sentindo como se um peso gigante
tivesse sido retirado dos meus ombros. Juntei minhas coisas na sala
de aula de palestras e apresentei o bilhete ao meu novo professor,
avisando-o que entraria para a aula de Vonnegut. A datilografia se
transformou em hora de estudos na biblioteca. A vida era boa. Mas
Deus no céu devia estar rindo. Só consigo imaginar ele se virando
para os anjos e dizendo: “Pobre Lisa. Vamos lhe dar uma folga. En-
tendo que ela está assustada demais para falar na frente de seus doze
colegas.Vamos esperar e lhe dar um bom susto, transformando isso
em centenas, e depois em milhares de pessoas. Além disso, jogare-
mos uma TV no meio para forçá-la até o limite. Ela não quer datilo-
grafar, pois é difícil demais para ela... Tudo bem, ela pode descansar
por agora, porque vai passar o resto da vida digitando.
As duas matérias que não quis fazer na escola secundária são
as duas coisas que faço regularmente hoje em dia. Como podem
ver, orientadores, professores e muitas organizações podem con-
cordar com você quanto a ser deficiente e não ter condições.
Mas Deus, jamais.
Ele adora lhe dar a oportunidade de enfrentar seus temores, por-
que quando você os enfrenta, se torna uma pessoa corajosa. Onde
estão as filhas corajosas que estão prontas para descobrir toda a sua
força e lutar como mulheres? Ao virar as páginas deste livro, abra
o coração. Acredite que você é uma dessas vozes, uma dessas filhas
do Deus Altíssimo, que aprenderá a lutar como mulher. É hora de
retomarmos tudo da serpente, de calçarmos nossos saltos altos e
esmagarmos a sua cabeça.

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Você briga como uma mulher!

Pai Celeste,
Quero andar em luz e em verdade. Quero me revelar e
me tornar a mulher que o Senhor criou. Perdoe-me por per-
manecer escondida, atrás da fachada de um homem. Acredito
que no final há mais poder na minha revelação como mulher.
Espírito Santo, faça a tua vontade na minha vida. Quero
lutar minhas batalhas da maneira mais poderosa. Não me
retirarei com medo, mas declararei com ousadia que lutarei
contra tudo que se opuser a minha honra, ao meu Senhor e à
minha família. Amém.

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