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PROTÓTIPO DE UM APARELHO ELETRÔNICO PARA ARMAZENAR E

DISPONIBILIZAR MEDICAMENTOS

1
Esdras Menezes, Reynaldo de Oliveira e Scarlate Alves
2
Jurandir Barbosa

RESUMO

1.INTRODUÇÃO

Segundo a Secretaria da Saúde (2019) ​a Hipertensão Arterial, o Diabetes, Cânceres


e as Doenças Respiratórias Crônicas representam as principais Doenças Crônicas
não Transmissíveis. Consideradas silenciosas, por se desenvolver ao longo da vida,
e responsáveis por 72% óbitos no Brasil. Segundo Ministério da Saúde
aproximadamente 57,4 milhões de pessoas possui pelo menos uma doença crônica
não transmissível (DCNT) no país. ​Com essas informações é possível perceber que
a quantidade de pessoas com doenças crônicas não transmissíveis é de grande
quantidade e consequentemente esses indivíduos precisam se medicar para ter
uma saúde melhor.

No que diz respeito às pessoas que tomam fármacos prescrito, principalmente


idosos, uma das dificuldades está na adesão à medicação em relação ao tratamento
contínuo, e isto está situado a diversos fatores; deixarem de ingerir a medicação
pelo esquecimento dos horários, o atrasamento por incompreensão da leitura da
prescrição e ingestão errônea, pela quantidade de remédios que o indivíduo tem que
tomar diariamente. Isso acaba afetando o tratamento e pode causar graves impactos
colaterais, sendo capaz de levar até à morte.

1
Discentes do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas do Instituto Federal da Bahia (IFBA) –
Campus Eunápolis.
2
Orientador - Professor do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas do Instituto Federal da
Bahia (IFBA)
Neste contexto, o trabalho apresenta um protótipo que tem como função monitorar
de modo automatizado, quais fármacos precisam ser ingeridos em cada hora do dia,
além de controlar a constância a quais estão sendo tomados. Deseja-se com isso
uma redução na ineficiência do tratamento causado pelo mau gerenciamento dos
medicamentos nas residências.

2.OBJETIVOS

2.1 Objetivo Geral

Desenvolver um protótipo eletrônico com a finalidade de automatizar a utilização de


fármacos (em cápsulas ou comprimidos) nos horários específicos, para facilitar o
controle dos mesmos e proporcionar a coleta de dados para acompanhamento
posterior por profissionais da saúde. O dispositivo será intuitivo, para que qualquer
pessoa possa manuseá-lo e também sendo de baixo custo.

2.2 Objetivos Específicos

● Investigar o atual mercado, objetivando constatar as carências, a fim de


desenvolver um protótipo eletrônico dispensador de comprimidos;

● Elaborar um dispositivo que seja capaz de satisfazer a precisão do cliente;

● C
​ riar um dispensador com alarme para alertar o usuário a realizar a

ingestão dos medicamentos e/ou providenciamento deles.

​3. REFERENCIAL TEÓRICO

​3.1 Adesão ao tratamento medicamentoso, uso de medicamentos e memória.

No que diz respeito a adesão, Cramer et al (2008) vem dizer que refere ao
procedimento de conduzir-se de acordo com as recomendações determinadas pelo
cuidador, em respeito ao tempo, a dosagem e a periodicidade da tomada de uma
certa medicação. Por consequência, a adesão é a razão fundamental no tratamento,
já que possibilita que as recomendações estabelecidas pelo profissional sejam
efetivamente postas em prática e consequentemente a finalidade da intervenção
terapêutica seja atingida, tendo assim a melhoria do paciente. No momento de uma
terapia que emprega fármacos, o médico ao ministrar certo medicamento,
encontra-se meramente começando um provável tratamento, mas para que essa
intervenção dê certo, é importante que o paciente faça a utilização de forma correta
do mesmo, seguindo as especificações impostas para que seja alcançado os
resultados esperados (MOURÃO, 2010).

Os fármacos são prescritos para impedir maiores problemas na saúde de um


indivíduo ou retrocesso de alguma doença, portanto pressupõe-se que o não uso de
remédios e capaz de aumentar um agravamento. Desta forma, analisando os
medicamentos como condição de se precaver contra problemas futuros de saúde,
caso um paciente pare de tomar os remédios receitados, ele se torna mais propício a
desenvolver complicações (MOURÃO, 2010).

Muitas vezes o sujeito não ingere os medicamentos de forma correta por


esquecimento, a memória é a parte fundamental disso. Negreiro (2007) vem dizer
que o esquecimento de determinadas coisas é uma condição, para dissipar partes
que por vários motivos não se faz importante, o único problema é quando essa
perda de memória afeta na adesão de medicamentos.

Com o envelhecimento isso aumenta, pois:

o sistema nervoso apresenta alterações como a redução no número de


neurônios, redução na velocidade de condução nervosa, redução da
intensidade dos reflexos, restrição das respostas motoras, do poder de
reações, da capacidade de coordenações e também perda de memória
recente​ (IARGAS, 2017, p.31).

​Além disso não podemos deixar de falar que não é somente os idosos que
esquecem de se automedicar, ​com isso o nosso trabalho não objetiva a só um
público específico, mas todos que tenha essa perda de memória ao ato de se
medicar.
Seguindo esse pensamento de buscar proporcionar a adesão, algumas técnicas
podem ser empregadas na perspectiva de se conseguir ampliar as chances de uma
pessoa ser mais aderente ao ato de se medicar

3.2. RECURSOS PARA AUXÍLIO NA ADESÃO DE MEDICAMENTO

Pacientes que necessitam ingerir vários medicamentos durante o dia


simultaneamente ou em doses separadas podem vir a encontrar problemas no
resultado ou na adesão ao tratamento. Um serviço para organizar e dispensar esses
remédios, sejam eles prescritos ou não prescritos, auxiliaria nas dificuldades
encontradas na organização e disponibilização dos comprimidos.

Existem no mercado organizadores de comprimidos (porta-comprimidos, ​pill boxes,


pill cases, pill organizers)​ que são caixas que contém compartimentos para
armazenar doses fracionadas de medicamentos, onde podem ser organizados de
forma horária, diária, semanal ou mensal.

Esses organizadores têm como princípio evitar os erros ao se tomar os comprimidos


e ajudar na adesão ao tratamento, uma vez que auxiliam os pacientes a lembrar de
tomar a medicação (CASSYANO J. CORRER, MICHEL F. OTUKI, 2013).

Existe no Brasil organizadores diários e semanais, mas não existem modelos


semanais. Existem também porta-comprimidos simples para somente o transporte
dos medicamentos fracionados. Alguns desses organizadores nacionais dispõe de
sistema de alarme embutidos, onde é possível a programação de horários. Já em
outros países existe uma gama mais diversificada, com uma maior abrangência de
tempo e dispensação automática dos comprimidos (CASSYANO J. CORRER,
MICHEL F. OTUKI, 2013).

2.4.1 GMS Med e-lert

O GMS Med e-lert, representado pela Figura 3, é um produto desenvolvido para


armazenar medicamentos, na forma de comprimidos. O horário que cada
medicamento deve ser tomado é programado no próprio aparelho. Ao chegar o
momento de ingerir algum medicamento, o aparelho emite um alarme até que
alguém aperte o botão, assim o compartimento é aberto e o usuário deve pegar os
comprimidos [28].

Figura 3 – GSM MED e-lert

Fonte: www.ebay.com

As principais características deste produto são:

• Aciona o alarme por até 30 minutos;

• Possui 28 compartimentos;

• Cada compartimento comporta até 18 comprimidos do tamanho de uma aspirina;

• Suporta até 6 alarmes por dia;

• Possui chave de travamento, para que o idoso não tenha acesso a todos os
medicamentos armazenados dentro do aparelho;

• No acionamento do alarme, os medicamentos são evidenciados. Então o usuário


deve segurar o dispositivo e colocá-lo de “cabeça para baixo” para que os
medicamentos caiam na mão do usuário.

• Funciona com 4 pilhas AA;


• Preço: R$ 330,00 + R$ 85,00 de frete (fonte: www.ebay.com). Além disso, o GMS
Med e-lert possui algumas restrições que podem ser listadas a seguir:

• É necessário segurar todo o dispositivo e balançá-lo para que caia os


medicamentos. Essa ação pode ser difícil para muitos idosos que não têm força e
destreza suficientes para carregar um certo peso;

• É possível que, ao tentar tirar os medicamentos do compartimento destacado, os


remédios caiam no chão, o que dificulta ainda mais o processo;

• Preço bastante elevado.

2.4.2 Philips Medication Dispensing Service

O Philips Medication Dispenser Service é um serviço prestado pela empresa Philips


que inclui o aparelho Automatic Pill Dispenser. Tem o funcionamento similar ao GMS
Med e-lert, porém os medicamentos são armazenados dentro de pequenos copos e
estes são liberados nos horários corretos, após o usuário apertar um botão. O
aparelho, representado pela Figura 4, é conectado diretamente com atendentes da
empresa, sendo possível contatá-los a qualquer momento. Todas as atividades
referentes a medicamentos tomados, ou não (quando não é pressionado o botão),
são registradas no banco de dados da Philips [29].

Figura 4 - Automatic Pill Dispenser


Fonte: www.lifeline.philips.com

As principais características deste produto são:

• Comunicação com centro de health care da Philips e registro dos medicamentos


tomados e não tomados (quando o botão vermelho não é pressionado dentro de 90
minutos);

• Comporta até 60 copos de medicamentos;

• Suporta até 6 alarmes por dia;

• Aciona o alarme por até 90 minutos;

• Alarme para medicamentos não tomados anteriormente;

• Funciona com bateria recarregável e/ou ligado à energia;

• Cabine é trancada para o usuário não ter acesso aos medicamentos dentro do
aparelho;

• Preço: U$ 99,00 de instalação + U$ 59,95 mensais. Equivalente a R$ 320,76 + R$


194,00 mensais – Cotação em 08/01/2018 (fonte:www.lifeline.philips.com).

No funcionamento do produto, os medicamentos são colocados em copos. Ao


chegar no horário selecionado, é disparado o alarme e o copo só é liberado quando
o usuário pressionar um botão vermelho (localizado na parte frontal do aparelho). A
desvantagem desse produto é o seu preço bastante elevado. Após apresentadas as
características dos produtos disponíveis no mercado, a seguir serão detalhadas as
tecnologias utilizadas no desenvolvimento do protótipo.

4. DESCRIÇÃO DO DISPOSITIVO

5 . METODOLOGIA PREVISTA
6. RESULTADOS ESPERADOS

7.CONCLUSÃO

8.REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

https://saude.to.gov.br/vigilancia-em-saude/doencas-transmissiveis-e-nao-tran
smissiveis-/dant/doencas-cronicas-nao-transmissiveis/

http://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/45711-comeca-pesquisa-para-
saber-como-esta-a-saude-do-brasileiro

http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2236-6407201000
0100007

Cramer, J. A., Roy, A., Burrell, A., Fairchild, C. J., Fuldeore, M. J., Ollendorf, D. A., &
Wong, P. K. (2008). Medication compliance and persistence: terminology and
definitions. Value in Health 2(1), 44-47.

IARGAS, Thiago. HOFFMANN, Vinicius. DESENVOLVIMENTO DE UM


DISPENSADOR ELETRÔNICO DE COMPRIMIDOS PARA AUXILIAR IDOSOS NO
USO DE MEDICAMENTOS, 2017.

MOURÃO, Carlos Alberto. SOUZA, André. ADESÃO AO USO DE


MEDICAMENTOS: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES, Estudos Interdisciplinares em
Psicologia, Londrina, v. 1, n. 1, p. 96-107, jun. 2010

NEGREIROS, T. C. G. M. A nova velhice: uma visão multidisciplinar. 2° Ed. Rio de


Janeiro: Revinter, 2007.

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