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COLÉGIO TRILÍNGUE INOVAÇÃO

FORMAÇÃO E EVOLUÇÃO DO UNIVERSO

Trabalho de Física apresentado em


cumprimento às exigências do
professor Paulo Sergio Dietrich.
Turma: 2º ano do Ensino Médio.

Vitória Helena Almeida Schettini Ribeiro

Chapecó, 06 de maio de 2014.


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1 INTRODUÇÃO

O presente trabalho visa a uma breve análise de alguns assuntos científicos na


área de astronomia. O objetivo da pesquisa é um levantamento de dados sobre a
formação do universo e levar um pouco mais de conhecimento astronômico para o
público leigo, sobre a formação do universo, das complexas estruturas do espaço
sideral, a elaboração do sistema solar e o processo evolutivo de grupos de estrelas,
além de salientar fundamentos de astronomia, sobre os primórdios do espaço-tempo
e da própria civilização, entre outros. É notável a importância do trabalho, devido às
informações sobre a origem da Terra e do próprio homem, já que isso remete à
importância da astronomia, que é uma área pouco conhecida pela sociedade. Para
realizá-la, foi necessário seguir os seguintes passos: pesquisa bibliográfica e na
Internet sobre o assunto, tradução para as línguas inglesa e espanhola, formatação
no Word e Power Point e, finalmente, apresentação do trabalho em formato físico e
digital.

2 DESENVOLVIMENTO

2.1 COMPREENSÃO DO UNIVERSO

Ribeiro (2014), cita que o homem começou a questionar a sua existência e


origem, desde a Pré-História. Os primeiros vestígios desses questionamentos foram
encontrados por astrônomos e arqueólogos, datados com mais de 50 mil anos. As
evidências são agrupamentos de pedras, que representavam objetos astronômicos,
como o aglomerado aberto Plêiades (M45), e as constelações da Ursa Maior e
Menor. Também foram localizados evidências do início do estudo do movimento dos
planetas, e da Lua.
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Na China, em 1054 a.C., astrônomos chineses observaram uma explosão


muito brilhante, a supernova do Caranguejo (M41, NGC 1952, SN 1054, Taurus A).
No Egito, as Pirâmides de Gizé foram construídas em posição referente às Três
Marias – Alnilam (Epsilom Orionis), Alnitak (Zeta Orionis) e Mintaka (Delta Orionis) –
no Cinturão de Órion. Além disso, o calendário utilizado pelos egípcios na época era
o solar, que marcava o início das estações do ano e épocas de plantio e colheita. Os
astrônomos gregos se dedicaram ao estudo sobre como a Terra estava posicionada
no sistema solar (modelo geocêntrico) e elaboraram a Esfera Celeste, o globo onde
estão as estrelas (constelações).
Na Idade Média, o astrônomo Nicolau Copérnico quebrou os paradigmas da
época, com o inovador modelo heliocêntrico. Sir Isaac Newton formulou a Teoria da
Gravitação, Galileu Galilei inventou o telescópio e descobriu as luas galileanas. O
astrônomo e físico alemão Johannes Kepler (com base nos dados de Tycho Brahe),
elaborou as Leis de Kepler, as leis de dinâmica planetária e estelar, bases da
Mecânica Celeste.

2.1.1 BIG BANG

De acordo com Alves et al. (2014), o universo foi criado numa explosão
chamada de Big Bang, a qual toda matéria estaria concentrada em um único ponto,
muito pequeno e com altíssima densidade. Por motivos desconhecidos, esse ponto
quente e denso se desfez, e uma forte onda de choque rompeu-o, liberando todas
as partículas que formam desde os minúsculos átomos às maiores estrelas.
Para Saraiva, Müller e Filho (2014), Cosmologia é uma área da Astronomia,
que estuda o universo como um conjunto, idade, tamanho, forma e evolução. O
Princípio Cosmológico diz que o universo é homogêneo e isotrópico. Homogêneo
significa que tem uma densidade média e igual em todo o cosmos. Isotropia exprime
que o universo tem um aspecto semelhante em todo ele.
O Tempo de Planck é a primeira fase do Big Bang e durou um nanosegundo.
A temperatura era cerca de 1032K e as forças fundamentais estavam unidas em uma
só, em uma força conhecida como GUT (sigla em inglês que significa Teoria de
Grande Unificação). Quando o universo tinha 10-35 segundos, a temperatura era
1028K e a força nuclear forte se separou da eletrofraca, assim, o universo ficou
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dominado por três forças: gravidade, força nuclear forte e eletrofraca.


A Teoria da Inflação prediz que a liberação da força nuclear forte das outras
liberou muita energia, capaz de fazer o universo expandir rapidamente, do tamanho
de um núcleo atômico para a dimensão do sistema solar. Nesse estágio, 10-10
segundos já haviam se passado e a temperatura era de 1015K, então a força fraca se
separou da eletromagnética.
Aos 10-43 segundos, a gravidade já havia se separado das outras, à
temperatura de 1028K, e começou a dar forma ao universo. No tempo de 10-7
segundos o grau de agitação das moléculas em 1014K, os quarks (primeiras
partículas existentes) se combinaram para formar os prótons, nêutrons e suas
antipartículas. Essa fase ficou conhecida como era hadrônica (era das partículas
pesadas) e a seguinte como era leptônica (era das partículas pesadas). Com um
segundo de idade, o universo tinha a temperatura abaixo de 10 10K.
A próxima era ficou conhecida como Nucleossíntese Primordial, que ocorreu
três minutos após a explosão do Big Bang, e foi necessária para formar os primeiros
elementos leves – hidrogênio, hélio e lítio. Com intensas colisões de fótons, o
universo ainda estava opaco.
A era da Recombinação, aconteceu 380.000 anos após a explosão e fez com
que a temperatura baixasse para 3.000 K. Nessa era, os elétrons se combinaram
com os núcleos atômicos, tornando o universo transparente, e ele passou por uma
fase de desacoplamento (dominado de radiação) para um dominado de matéria.
Estudos mostram que as primeiras estrelas e galáxias se formaram 100 milhões de
anos após a explosão. 380 mil anos posteriores à explosão, o universo era opaco e
transparente. O que ocorreu foi à constituição de uma névoa opaca de elétrons, que
diminuiu a velocidade dos átomos.
Posteriormente, a nébula se dissipou, fazendo com que os átomos pudessem
ser formados. Seguidamente, o plasma se neutralizou, tornando o universo
transparente, pois os fótons não interagem diretamente com matéria eletricamente
neutra.
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2.1.2 HISTÓRICO

De acordo com Andreolla (2014), até o início do século XIV, tinha-se a crença
de que o universo se limitava ao sistema solar, com a Terra ao centro (sistema
geocêntrico), o sol e outros planetas a orbitando, e com elementos fixos, as estrelas.
Com o avanço da astronomia, comprovou-se que a tese estava incorreta. Até 1923,
cientistas acreditavam que o universo se limitava apenas a Via Láctea, e não que ele
era composto por outras galáxias. Assim, chamavam-na de “universo-ilha”. Essa,
ideia, então foi quebrada graças às observações feitas pelo astrônomo americano
Edwin Powell Hubble, que ele usou o moderno telescópio no Monte Wilson, em Los
Angeles (EUA) de 2,5 metros. Hubble observou que nuvens gigantes chamadas de
nebulosas difusas, eram na verdade galáxias muito distantes.
Além disso, calculando o brilho de uma estrela variável cefeída, na galáxia de
Andrômeda (M31), Hubble concluiu que a estrela estava fora da Via Láctea, e que o
universo estava se expandindo. Assim, Edwin acabou com o conceito da teoria do
universo estacionário, onde dizia que o universo é estático e eterno, ou seja, não se
expande. Hubble comprovou a ideia proposta por Albert Einstein, em 1916, na
Teoria Geral da Relatividade, que dizia que o universo se expandia. O inovador da
astronomia (Hubble) teorizou suas observações e propôs que as galáxias se
afastam uma da outra com velocidade proporcionais à distância, ou seja, quanto
mais distante, maior a velocidade de afastamento. Matematicamente, a Lei de
Hubble (como ficou conhecida) é descrita como v = H . d, onde v é a velocidade de
afastamento, H a constante de Hubble e d é a distância da galáxia até Terra.
Como resultado, Hubble descobriu a primeira evidência da expansão do
universo, que havia sido prevista pelo russo Alexander Alexandrovitch Friedmann,
em artigos publicados entre os anos 1922 e 1927. Em 1927, o cosmólogo belga,
padre e engenheiro civil Georges-Henri Édouard Lamaître, propôs a teoria do átomo
primordial, que partiu-se em vários fragmentos, para criar os átomos, a matéria, a
radiação e o tempo. A primeira pessoa a sugerir o termo “Big Bang” foi o astrônomo
inglês Fred Hoyle. Albert Einstein previu, na Teoria Geral da Relatividade, a famosa
constante cosmológica, que atua como uma força contrária à força de expansão do
universo, Os radioastrônomos Arno Allan Penzias e Robert Wilson Woodrow, em
1964, quando trabalhavam para a Companhia Telefônica Bell, identificaram um forte
ruído captado pelo radiotelescópio em New Jersey, nos EUA, que estava
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provocando uma forte interferência nas ligações interurbanas. Arno e Robert


analisaram tal ruído durante dois anos, e havia fezes de pombo na antena, então
pensaram que era essa a causa do ruído. Limparam o cocô, mas aquele estranho
barulho continuou. O ruído era a radiação de fundo de microondas (ou radiação
cósmica de fundo) – radiação emitida 380 mil anos depois do Big Bang, com 2726 K
de temperatura, que a matéria passou de um estado neutro de plasma (ionizado)
para os átomos neutros - e isso lhes garantiu o prêmio Nobel de 1978. No ano de
1965, Robert Henry Dick, Phillip James Edourd Peebles, Peter G. Roll e David T.
Wilkinson, publicaram a interpretação do excesso de emissão, como sendo a
detecção da radiação remanescente do Big Bang. Esse sinal eletromagnético é
proveniente das regiões mais distantes do universo. No último século, a astronomia
mudou muito, com a ajuda dos grandes telescópios, como Monte Wilson e Palomar,
o Telescópio Espacial Hubble e os satélites COBE (Cosmic Background Explorer) e
WMAP (Wilkinson Microwave Anytrop Probe).
O Explorador 66 (ou COBE) foi lançado em 1989, com a missão de detectar a
radiação de fundo de microondas e constatar a idade do universo. O satélite enviou
a primeira imagem 3D do universo, que foi chamada de “Face de Deus”. Em 2001, a
NASA impulsionou o satélite WMAP (Wilkinson Microwave Anysotrop Probe), cijo
objetivo é estudar as diferenças de temperatura e densidade dos remanescentes do
Big Bang. O WMAP despachou os dados para a Terra, imagens muito nítidas da
radiação cósmica de fundo, que mostrava as diferenças de densidade e
temperatura. Regiões azuis e verdes eram mais frias e com pouca densidade,
indicando pouca aglomeração de massa. Também havia locais com cores entre o
vermelho e o amarelo, apontando alta temperatura e locais com muita massa, onde
se formaram as galáxias e estrelas. Os locais menos densos são chamados de
vazios cósmicos.

2.2. GALÁXIAS

Segundo Saraiva et al. (2013), galáxia é um sistema complexo e maciço que


contém bilhões de estrelas, planetas, remanescentes estelares e gás interestelar,
que são ligados gravitacionalmente. Análises feitas pelo Telescópio Espacial Hubble
(NASA), mostraram que existem cerca de 400 bilhões de galáxias no universo
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observável. Descobriu-se que quem dá forma às galáxias é a gravidade, como


também as faz expandir. Além disso, há outras formas de partículas que influenciam
na forma e expansão delas: matéria e energia escuras. O que mantém a estrutura
das galáxias unidas, além da gravidade, é a matéria escura, que funciona como uma
espécie de cola e o que faz as galáxias se afastarem umas das outras é a energia
escura, que foi descoberta em 1998.
As partes da galáxia são: bojo, núcleo e disco. O disco rodeia o núcleo, onde
está a maioria das estrelas; o núcleo é o centro da galáxia e o bojo circunda o
núcleo. O halo é a região mais externa, vasta e pouco iluminada que cerca toda a
galáxia, é composto por gases quentes e possivelmente matéria escura.
Simulações feitas em computador mostram que as primeiras galáxias
nasceram no ambiente caótico após o Big Bang, a qual estrelas grandes e massivas
nasciam pela acumulação do gás primordial, e iniciavam a fusão nuclear de
hidrogênio puro em hélio. Essas estrelas, por terem muita massa, explodiam em
hipernovas, explosões estelares que dão origem aos buracos negros. Assim como
haviam muitas estrelas grandes, elas explodiam e formavam muitos buracos negros,
que foram se juntando, formando buracos maiores. Com o tempo e a forte gravidade
desses estranhos locais, nasciam estrelas em volta e gás o orbitavam, formando as
galáxias com buracos negros supermassivos em seus centros.
Na Via Láctea, foram encontradas evidências de um buraco negro desse tipo.
A astrônoma americana Andrea Ghez e sua equipe usavam o grande telescópio
Keck no Havaí, entre os anos de 1995 e 2010. Ela observou o centro movimentado
da Via Láctea, no qual as estrelas giravam muito rápido. Descobriu isso através de
uma espécie de stop-motion das estrelas centrais, que tirava uma foto e depois outra
e comparava o movimento individual de cada uma das estrelas.

2.2.1. DESCOBERTAS GALÁCTICAS

Segundo Andreolla (2010), desde o século XVIII, astrônomos em vários locais


do mundo observavam os céus utilizando o telescópio antigo que Galileu Galilei
havia inventado. Com esses telescópios primitivos, eles olhavam várias galáxias,
mas não sabiam que eram elas porque as imagens eram muito ruins, de certa forma,
e os objetos contidos nelas foram chamados de “nebulosas”. Conforme a tecnologia
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ia avançando, as imagens dos céus também melhoravam. Assim, a partir do começo


do século XX, mais de 15000 objetos já tinham sido catalogados e descritos,
entretanto alguns não eram nebulosas, mas sim galáxias. O maior problema dos
astrônomos era a distância entre a Terra e as tais nebulosas.
No entanto, em 1923, o astrônomo americano Edwin Powell Hubble
solucionou o enigma das distâncias, usando o telescópio Monte Wilson, em Los
Angeles (EUA), de 2,5 metros. Hubble observou que as nuvens gigantes chamadas
de nebulosas difusas eram, na verdade, galáxias muito distantes. Ele provou isso
por meio da observação de uma estrela variável Cefeida, na galáxia de Andrômeda
(M31). Com base no período de luminosidade, ele determinou a distância entre a
galáxia M31 e a Via Láctea, que é cerca de 2.900,000 anos-luz, e criou a Lei de
Hubble.
Em 1930, o astrônomo suíço Fritz Zwicky, também usando o observatório de
Monte Wilson, provou que a massa das galáxias é 100 vezes maior do que todas as
estrelas da galáxias somadas. Então, propôs que havia certa massa extra, que ele
nomeou de matéria escura, pois não irradia luz e é invisível. As partículas de matéria
escura interagem muito pouco e têm a densidade pequena, tornando a detecção um
problema.
Atualmente, a maior galáxia conhecida é a galáxia lenticular IC 1011, no
aglomerado Abell 2029. 100 milhões de anos depois do Big Bang, formaram-se as
primeiras estrelas. Em um bilhão de anos seguintes, desenvolveram-se as primeiras
galáxias. A Via Láctea se constituiu há cerca de 12 bilhõess de anos.

2.2.2 CLASSIFICAÇÃO DE HUBBLE

Saraiva et al. (2013), indica ainda, que através das observações, Hubble,
além descobrir a distância da galáxia vizinha da Via Láctea e provar que as
nebulosas eram galáxias, Edwin também classificou-as pela sua forma. A
classificação é denominada Classificação de Hubble.
De forma geral, as galáxias são classificadas em espirais, elípticas
irregulares. As galáxias espirais são chamadas de S, têm uma população estelar
tanto jovem quanto velha e são subdividas em espirais barradas (SB). As espirais
são formadas por núcleo, disco, halo e os braços espirais, e são subdivididas com
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base nos critérios do tamanho do núcleo, grau de desenvolvimento dos braços


espirais e tamanho do núcleo comparado com o disco. Hubble ainda subdividiu as
espirais em Sa (núcleo maior com braços pequenos e bem enrolados), Sb (com
núcleo e braços intermediários) e Sc (núcleo maior, braços grandes e mais abertos).
Também há uma outra divisão dentro das espirais, chamada de lenticular, ou
S0, onde são caracterizadas por ter núcleo, disco, halo, mas não possuem
aparência espiral. A junção das galáxias espirais e lenticulares formam as discoidais.
Outra subdivisão é as espirais barradas (SB), cuja principal característica é uma
“barra” atravessando o núcleo galáctico. Outra característica importante é que os
braços espirais partem das extremidades da barra. Essa classificação é novamente
dividida em SBO, SBa, SBb e SBc. Na divisão das espirais barradas, os
aglomerados abertos se formam nos braços e os globulares no halo.
Outra divisão interessante são as elípticas (E), que apresentam uma forma
esférica ou esferoidal, têm pouco gás, pouca poeira e poucas estrelas jovens, são
subdivididas em E0 a E7, de acordo com grau de achatamento dos braços. A última
classificação feita por Hubble foi para galáxias que não possuem uma forma nem
espiral nem elípitica, elas são chamadas de Irregulares (I). A forma desse tipo de
galáxia é, obviamente, irregular e caótica. Isso se deve ao fato de que a formação
estelar no interior delas é mal distribuída, e a população de estrelas são de jovens e
velhas. Bons exemplos desse tipo são as duas galáxias-satélite da Via Láctea, a
Grande Nuvem de Magalhães e a Pequena Nuvem de Magalhães. A Grande Nuvem
tem o aglomerado de gás chamado de 30 Doradus ou Nebulosa da Tarântula, onde
se formam estrelas supergigantes azuis, como uma das maiores estrelas
conhecidas, a RMC136a1. A Pequena Nuvem é mais alongada e menos massiva do
que a Grande Nuvem.

2.2.3 FORMAÇÃO E EVOLUÇÃO DAS GALÁXIAS

Hoje, acredita-se que as galáxias se formaram ao mesmo tempo, através da


flutuação da densidade depois do Big Bang, que permitiu que o gás se aglomerasse
e formasse nuvens. No entanto, até o momento os astrônomos não entraram em um
consenso sobre como foram criadas as galáxias. Teoricamente, existem dois
modelos que poderiam explicar a formação das galáxias: o modelo monolítico e
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modelo hierárquico.
O modelo monolítico tem como a principal característica, a qual exprime que
as galáxias foram originadas de nuvens individuais e a classificação futura é
estabelecida por dois critérios: a taxa de formação estelar na nuvem molecular e a
quantidade de rotação (momentum angular). Uma nuvem com baixa rotação
formava estrelas de uma vez só, o que resultava em uma galáxia elíptica, com
pouco gás para formar novas estrelas. Já uma de rotação alta originava poucas
estrelas no início, e parte do gás se depositva num disco, como consequência da
rotação nebular. Nesse sentido, o resultado era uma galáxia espiral, com gás
suficiente para continuar com a formação estelar por bilhões de anos.
O modelo hierárquico explicava que nuvens de gás em contração, davam
origem a sistemas discoidais com poucas interações entre si, criando uma galáxia
espiral. Nuvens com interações frequentes criavam galáxias elípticas, já que as
nuvens de gás precisam de alguma interação para se contrair e formar uma estrela.

2.3.4 AGLOMERADOS DE GALÁXIAS

Em conformidade com Bergmann (2014), aglomerados galácticos são grupos


de galáxias unidas pela forte gravidade de cada uma delas. Quando o universo
nasceu, a matéria não foi distribuída aleatoriamente. Assim, formaram-se os vazios
cósmicos entre os aglomerados. Eles também apresentam estruturas e movimentos
complicados. Nesses locais, as galáxias são encontradas umas próximas das
outras, devido à gravidade, que mantém o gás intra-aglomerado muito quente, com
milhões de graus.
Esse gás emite ondas de raio-X, que podem ser captadas pelo Observatório
de raios-X Chandra (NASA). A Teoria Geral da Relatividade, de Albert Einstein
(1915), diz que objetos massivos curvam a luz quando passam por eles, um
fenômeno conhecido como lente gravitacional. O grau de deformação da luz
causada por um aglomerado depende de sua massa total, de tal forma que através
da medida do grau, pode-se medir, com precisão, a massa do grupo de galáxias. Há
uma matéria extra, postulada por Fritz Zwicky em meados do século XX, que ele
chamou de matéria escura, já que não reflete a luz.
A Via Láctea está no aglomerado chamado Grupo Local, no qual contém
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aproximadamente 30 galáxias. O grupo Local está no superaglomerado de Virgem.


Os aglomerados são classificados em ricos (quando há mais de 100 galáxias), e
pobres (quando há menos de 100). O catálogo usado para nomeá-los é o Catálogo
de Abell, feito em 1958 e completado em 1970, por George Ogden Abell e Ronald P.
Olowin.
As galáxias centrais dominantes (cD) ocupam o centro dos grupos galácticos,
são galáxias elípticas gigantes e têm grande quantidade de estrelas e aglomerados
globulares.
Os superaglomerados são as maiores estruturas conhecidas no universo.
Essas estruturas são grupos de galáxias de aglomerados de galáxias e têm o
padrão de formar uma espécie de teia cósmica tridimensional, com muitos
filamentos. O maior superaglomerado conhecido atualmente é o Great Wall (”Grande
Parede”) e o de Perseus-Pisces.

2.3 AGLOMERADOS ESTELARES

De acordo com Ortiz (2014), a definição de aglomerado de estrelas é que elas


são ligadas gravitacionalmente, sendo que podem ter de centenas a milhares de
estrelas. Basicamente, os aglomerados estelares são classificados em dois tipos:
aglomerados abertos e globulares.
Os grupos estelares abertos são caracterizados por terem forma irregular, por
se formarem no plano das galáxias e possuírem estrelas jovens, em maioria de cor
azulada. Esses aglomerados são muito jovens em termos astronômicos, com idade
estimada entre 1 milhão e 500 milhões de anos, pois as estrelas foram criadas mais
ou menos ao mesmo tempo. Além disso, são muito poderosas e liberam uma
radiação que aquece o material redundante, gerando uma nebulosa de emissão.
São exemplos desses aglomerados: Pleíades (M45), Hyades, Wasterland 1, Caixa
de Joias, NGC 3606, NGC 2264 e M67.
Os aglomerados globulares são muito diferentes dos abertos, já que tem
forma esférica, são criados no halo das galáxias e as estrelas contidas neles são
velhas, massivas, e de cores que vão no amarelo ao vermelho no espectro. Nesse
sentido, estima-se que tenham entre 1 bilhão e 10 bilhões de anos e possuem a cor
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mais amarelada. Exemplos deste tipo de aglomerado: Omega Centauri, 47 Tucanae,


M15 e M71.

2.4 SISTEMA SOLAR

O sistema solar é um sistema planetário composto por uma estrela chamada


Sol e oito planetas, classificados como interiores e exteriores, corpos menores
nomeados asteroides, outros brilhantes denominados cometas, e ainda corpos
rochosos chamados planetas-anões.

2.4.1 FORMAÇÃO

Segundo Ortiz (2014), a teoria mais aceita para formação do sistema foi
proposta por Pierre Simon Laplace, em 1796, que foi chamada de Nebulosa Solar
Primitiva (NSP). Tal teoria explica que o sol e os planetas foram formados a partir de
uma nebulosa, uma nuvem de gás muito fria composta principalmente por
hidrogênio, hélio, silicatos e com pequenas quantidades de metais. Essa nebulosa
era muito grande e acredita-se que o fator que desencadeou o colapso da nuvem foi
uma onda de choque de uma supernova - uma explosão estelar muito poderosa –
fez com que a grande nuvem molecular modificasse sua forma óbvia de nuvem para
um disco, devido à gravidade que atraia o gás nebular.
Essa nebulosa além de ter dado origem ao sistema solar, formou outras
estrelas por meio da divisão da nebulosa, os Glóbulos de Bolk. Além disso,
conforme a nuvem ia se tornando um disco, o protosol estava agregando matéria em
si, até conseguir uma quantidade considerável de hidrogênio e, aumentando sua
temperatura no núcleo solar. Gradativamente, a temperatura subia e na faixa dos 15
milhões de graus Celsius, foi suficiente para iniciar a fusão nuclear e converter
hidrogênio em hélio. Assim, nascia uma nova estrela e foi o que estabilizou o sol na
fase de Sequência Principal e a fusão nuclear é o que continua o mantendo nessa
etapa.
Enquanto o sol estava jovem, o disco protoplanetário ainda o orbitava, com as
sementes para formar os planetas e demais corpos. Esse disco era composto por
partículas muito pequenas, os átomos de hidrogênio, hélio e elementos mais
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pesados, como oxigênio, nitrogênio e carbono. A atração gravitacional dos átomos


maiores puxou os menores, resultando num processo chamado de nucleação, que
formava grãos. Colisões desses grãos originaram grãos cada vez maiores, que por
sua vez, formaram corpos rochosos. Agora, o processo se chamava acreção e os
protoplanetas se constituíam de gás e poeira.
Os grandes objetos formados eram rochosos e, consequentemente, tinham
uma gravidade mais forte, que vencia o atrito interno e os tornava esféricos. Nesse
sentido, conclui-se que todos os planetas se formaram da mesma maneira, mas o
que se questiona é porque os planetas internos são diferentes dos externos. A
resposta está na temperatura, distância e densidade dos materiais. Os planetas
chamados de internos, telúricos, ou terrestres; Mercúrio, Vênus, Terra e Marte
formaram-se perto do sol, na linha de rocha, o que indica onde estavam os átomos
mais pesados, como ferro e níquel, e, ainda, eles se formaram mais devagar do que
os planetas externos.
Isso fez com que eles tivessem um núcleo feito de metais pesados, capazes
de promover a convecção e produzir um campo magnético, que os protege até hoje
contra as perigosas tempestades solares (ejeções de massa coronal). Já os
planetas externos (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno), elaboraram-se na chamada
linha de gelo, onde a temperatura é cerca de -375 ºC, os compostos água (H20),
metano (CH4), e amônia (NH3) são abundantes e a temperatura é fria o bastante
para congelá-los. Acredita-se que os planetas gasosos agregaram muito dos
compostos congelados e ficaram esféricos, tendo, assim, um dito núcleo planetário.
Mas depois dessa acreção, os gigantes do sistema solar, com sua forte gravidade,
atraíram todo o gás da linha de neve, formando uma densa e profunda atmosfera
exterior. Júpiter sugou a maior parte do gás, depois Saturno, Urano e Netuno
aprisionaram o restante do gás deixado por Júpiter.
Milhões de planetesimais ainda preenchiam o espaço entre Marte e Júpiter, o
chamado Cinturão dos Asteroides, onde a gravidade jupiteriana impedia os
planetesimais de formar um novo planeta. Em vez disso, Júpiter os arremessava
para o interior do sistema solar. Em outro ponto da parte externa, Urano e Netuno
trocaram de lugar em suas órbitas, sendo que Urano estava mais longe do sol do
que hoje e Netuno o inverso disso. Essa troca orbital promoveu um verdadeiro caos
no Cinturão de Kuiper, fazendo com que os asteroides mergulhassem no sistema
solar interno. Esse episódio ficou conhecido como bombardeamento profundo. No
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entanto, aqueles asteroides tinha na sua composição muita água, que impactaram a
Terra e trouxeram a água para os oceanos terrestres.

2.4.2 SOL

Pullen e Cardoso (2009) citam que o Sol é a estrela central do sistema, a qual
com sua forte gravidade, não deixa os planetas saiam de suas órbitas, porque sua
gravidade de 240 m/s2 não permite. Há, ainda, forção de repulsão, que é igual a
força de atração. Então, duas forças iguais se anulam e se tornam quebradas,
explicando o porque dos planetas não saírem flutuando por aí. Ele é uma estrela de
Sequência Principal, ou seja, está realizando a fusão nuclear normalmente e indica
que ainda há muito hidrogênio no seu interior. Além disso, as principais informações
a respeito do Sol são que ele tem uma vida estimada de 12 bilhões de anos, compõe
cerca 99,85% da massa total do sistema solar, não faz parte de nenhuma
constelação, e ainda é considerado uma anã laranja, de tipo espectral G2V. A fonte
de energia do Sol é o hidrogênio - o elemento mais abundante do universo – e é ele
com quem realiza as reações nucleares. A cada segundo, o Sol converte 700
milhões de toneladas de hidrogênio em 695 milhões de toneladas de hélio. Assim, o
sol se mantém no chamado equilíbrio hidrostático, ou seja, quando a força liberada
pela fusão nuclear é igual à força da gravidade (que tenta esmagá-lo), como a 3ª lei
de Newton diz.
Além disso, o Sol é dividido em camadas; internas e externas. As camadas
externas se subdividem em zona convectiva, zona radiativa e núcleo. O núcleo é a
camada mais interna e é onde as reações nucleares acontecem. A zona radiativa é
uma camada intermediária, a qual a energia é transportada por radiação, e na zona
convectiva ocorre a transferência de energia por convecção. As camadas externas
são subdividas em fotosfera, cromosfera e coroa. A fotosfera é a camada visível a
olho nu e a temperatura lá é de aproximadamente 5500 ºC. A cromosfera é um
contorno avermelhada visível durante um eclipse solar e a coroa é o halo visível
durante um eclipse solar.
O estudo do Sol se iniciou quando Galileu Galilei usou um telescópio muito
simples e primitivo, mas foi capaz descobrir e observar as manchas solares, uma
das formas de atividade solar mais interessantes. Ao longo de mais de 400 anos, a
astronomia evoluiu muito e, hoje, os astrônomos são capazes de estudar a dinâmica
15

solar por meio de modernas sondas, como o Observatório Solar e Heliosférico


(SOHO, da NASA/ESA), o Hinode, STEREO, entre outras. Uma inovadora técnica
de estudo é a sismologia solar, que acompanha as oscilações do plasma à
superfície do sol, assim revelando seu interior.
O Sol tem um período em que suas atividades se tornam mais ou menos
intensas, o ciclo solar, que ocorre num tempo médio de 11 anos. Essas atividades
são as manchas, os flares, as proeminências, as ejeções de massa coronal e o
vento solar. As manchas acontecem em regiões ativas, onde as linhas do campo
magnético se prendem ao plasma solar, bloqueando a convecção, e além disso, os
flares são o mais violento fenômeno energético do Sol. As proeminências são
projeções do campo magnético, e quando elas se soltam passam a chamar-se de
proeminências eruptivas.
As ejeções de massa coronal acontecem quando as linhas do campo
magnético fecham-se sobre si, criando uma bolha. Quando ela é liberada ao espaço,
arrasta com ela o plasma solar. A última atividade solar conhecida é o vento solar,
um jato contínuo de partículas carregadas, provenientes da coroa solar. Esse vento
se estende até a heliopausa, onde se encontra com o vento de outras estrelas, bem
além da órbita de Plutão.

2.4.3 PLANETAS

Gregorio-Hetem e Pereira (p. 9, 2000) afirmam que os planetas do sistema


solar orbitam o sol em órbitas elípticas e não circulares, como antigamente se
pensava. Quem propôs tal ideia foi o astrônomo alemão Johannes Kepler, que
publicou nas leis conhecidas como Leis de Kepler. A primeira que lei diz: “A órbita de
cada planeta é uma elipse, com o Sol situado em um dos focos”. Os planetas são
classificados em dois grupos, os internos e externos. Os internos, também
chamados de interiores, telúricos, rochosos ou terrestres são referentes aos quatro
planetas mais próximos do sol, Mercúrio, Vênus, Terra e Marte, que se formaram na
chamada de linha de rocha. Os planetas externos, também denominados exteriores,
jupiterianos, jovianos ou gigantes gasosos, referem-se aos outros quatros planetas
mais distantes do Sol, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, onde foram criados na linha
de gelo.
16

2.4.3.1 MERCÚRIO

Segundo Faria (2014), Mercúrio é o 8º planeta em escala de tamanho, é o 1º


em distância e possui uma gravidade de 3,7m/s2. Devido à influência do sol, o
planeta tem a maior amplitude térmica (variação de temperatura) do sistema solar,
que a temperatura varia entre -137ºC, na face oposta ao Sol, e 427ºC, na face
voltada ao sol. Em Mercúrio não há atmosfera, apenas uma camada fina de hélio,
que se acredita que seja oriunda do próprio sol. O nome do planeta provém de um
mensageiro romano com asas nos pés, muito veloz, e, na mitologia grega, é
equivalente a Hermes.
De acordo com Ribeiro (2014), em 1973, a sonda Mariner chegou a 705
quilômetros além de Mercúrio, e detectou um campo magnético 1% mais forte do
que o terrestre, provando que Mercúrio tem um núcleo de rocha fundida, que
executa convecção e produz correntes elétricas, gerando o campo magnético.
Em 1991, houve especulações sobre a existência de água em Mercúrio, após
um suposto brilho ter sido evidenciado no polo norte do planeta. Houve
pesquisadores que propuseram que o brilho era de um asteroide congelado, já que
no polo norte mercuriano, o sol não bate em nenhuma época do ano, por causa da
obliquidade de 0,1º de Mercúrio. O planeta mais próximo do Sol não tem luas.

2.4.3.2 VÊNUS

De acordo com Ribeiro (2014), Vênus é o 2º planeta em distância, 6º em


tamanho e tem uma gravidade de 8,87m/s2. Esse planeta pode ser visto brilhando no
pôr do sol, e, devido a isso, Vênus foi apelidado de estrela d’Alva. Vênus gira em
torno do seu eixo, em direção oposta à dos outros planetas. O nome foi dado em
homenagem à deusa romana da beleza e do amor, que na cultura grega, é
correspondente à Afrodite.
Alguns astrônomos consideram Vênus o planeta irmão da Terra, devido à
densidade, massa, dimensão e volume semelhantes. No entanto, as características
parecidas vão até ai. A atmosfera venusiana é muito diferente da Terra, sendo
composta por dióxido de carbono e, em razão disso, o 2 o planeta mais próximo do
Sol sofre um constante efeito estufa. O que acontece é que o calor irradiado pelo sol
entra na atmosfera de Vênus e fica aprisionado (o CO 2 funciona como uma espécie
17

de “cobertor”), isso faz com que o planeta venusiano seja o planeta mais quente do
sistema solar, mais até do que o próprio Mercúrio. Há indícios de que lá chove ácido
sulfúrico (H2SO4).
Acredita-se que a fonte de todo o gás carbônico são os vulcões, já que Vênus
é muito ativo geologicamente, com a superfície mais ou menos lisa, estimada entre
300 e 500 milhões de anos. A superfície também tem grandes cadeias montanhosas
e planícies. As missões que visitaram o planeta rochoso foram a Pioneer (1978), as
soviéticas Venera 15 e 16 (1983 - 1984) e a Magalhães da NASA (1990 – 1994).
Vênus não tem satélites naturais, como Mercúrio.

2.4.3.3 TERRA

Ribeiro (p. 1, 2014), afirma que a Terra é o 3º planeta em ordem de distância


do Sol, e tem uma gravidade de 9,78 m/s2, sendo o 5º em tamanho. Atualmente, é o
único local do universo onde se abriga e conhece vida. Por meio de estudos,
astrônomos do mundo inteiro concluíram que a Terra está no meio da chamada
zona habitável do sistema solar – uma região ao redor do sol ou qualquer outra
estrela, em que a radiação e o calor emitidos pelo astro-rei são capazes de sustentar
a vida e manter a água líquida na superfície. O planeta azul está a uma distância
consideravelmente perfeita do sol, não muito quente ou muito fria.
A Terra é muito dinâmica e muda o tempo inteiro, com o vulcanismo,
movimento das placas tectônicas, alterações climáticas, etc. Devido a isso, os
geólogos dividiram a Terra em várias camadas, as internas e externas. As internas
são a parte quente e fluída, já as externas são nada mais do que a atmosfera
terrestre.

2.4.3.3.1 LUA

Segundo Kaminski (2012), a Lua é o único satélite natural da Terra, sendo


seu volume 49 vezes menor do que o terrestre, e por isso, a gravidade lunar é cerca
de 1/6 da terrestre. A teoria mais aceita sobre a formação lunar é a Teoria do Big
Splash. A teoria explica que, durante dado momento da formação da Terra e do
restante dos planetas, haviam dois planetas - Júpiter e Theia – que cada vez que
eles passavam entre si nas respectivas órbitas, o primeiro sempre impulsionava o
18

segundo para o sistema solar interno. No instante em que Theia entrou no sistema
solar interno, chocou-se de raspão com a Terra, fragmentando-se e destruindo cerca
de 10% da crosta terrestre. O material incandescente ejetado, deu origem a um anel
brilhoso e avermelhado em volta da Terra, que tinha blocos com bastante gravidade,
aglutinando-se com os outros pedaços, e tais blocos formaram a Lua.
Em 20 de julho de 1969, a missão Apollo 11 (NASA), pousou na Lua e foi um
marco histórico para a humanidade. Os astronautas estadunidenses Neil Armstrong,
Michael Collins e Edwin E. ”Buzz” Aldrin Jr, foram às pessoas que pisaram na Lua,
sendo que Neil foi o primeiro dos três. Eles trouxeram à Terra cerca de 35
quilogramas de amostra rochosa lunar.
Em relação à civilização humana, a Lua é um fator influente, como na
alteração do clima, na estabilidade da órbita terrestre e nas forças de maré. As
últimas citadas acontecem quando, cada vez que a Lua orbita a Terra, a gravidade
lunar atrai a água dos oceanos provocando mudanças nos efeitos de maré
marítimos.

2.4.3.4 MARTE

Ribeiro (2014) entende que Marte é o 4º planeta em distância, o 7º em


tamanho e tem uma gravidade de 3,77m/s2. O planeta recebeu a denominação do
deus romano da guerra, equivalente a Ares na mitologia grega. Marte também é
chamado de planeta vermelho, devido à coloração típica de ferrugem da superfície.
Ele já foi cogitado como um dos locais do sistema solar em que possa haver água.
Após várias observações, astrônomos chegaram à conclusão de que Marte é auto-
esterilizante, ou seja, a radiação ultravioleta oriunda do sol, combinada com a secura
do solo e com a natureza oxidante do local, não permite que a vida cresça ali.
A atmosfera do planeta vermelho é composta por dióxido de carbono,
nitrogênio, oxigênio, monóxido de carbono, água, nêonio, criptônio, xenônio e
ozônio. Há evidências de água congelada nos polos, junto com CO2. Além disso, os
cientistas sabem que houve grandes rios de água passando por Marte, devido às
marcas de canais na superfície. Na superfície também há o maior vulcão do sistema
solar, o Monte Olimpo, três vezes maior do que o Monte Everest, refere que o
planeta já teve foi geologicamente ativo, com vulcões e indicando também que já
teve uma magnetosfera. A temperatura média de Marte é de -63ºC.
19

Marte possui dois satélites, Phobos e Deimos, ambos asteroides capturados


(também chamados de asteroides errantes). O planeta não tem campo magnético.
Os cientistas acreditam que a causa do desaparecimento dele é, teoricamente, uma
colisão que Marte sofreu com um cometa muito grande, atingindo o núcleo fundido e
o desativando. Nesse sentido, se não há um núcleo pastoso de ferro ou níquel, a
convecção cessa, e sem convecção, não há corrente elétrica capaz de produzir um
campo magnético. Sem a magnetosfera, Marte foi atingido pelas fortes tempestades
solares, a água superficial foi evaporada por elas, se é que a água existiu. As
principais missões que passaram por Marte foram as sondas Viking 1 e 2, Mariner 3,
4, 5 e 7, Mars Global Surveyror, Mars Exploration Rover 1 e 2 , Mars
Reconnaissance Orbiter, Opportunity, Spirit e a Curiosity.

2.4.3.5 JÚPITER

De acordo com Ortiz (2014), Júpiter é o maior planeta do sistema solar (1º em
tamanho), o 4º em distância e com uma gravidade de 29,79m/s 2. Há vários séculos
ele é muito observado, por ser muito brilhante à noite. Os romanos deram esse
nome do maior dos deuses romanos – Júpiter – que na mitologia grega é
equivalente a Zeus devido ao seu imenso tamanho.
Em 1610, o astrônomo italiano Galileu Galilei foi o primeiro a apontar o
telescópio para Júpiter. Ele se surpreendeu porque viu outras quatro “luzes” ao lado
do gigante. As “luzes” eram o que mais tarde iriam se chamar de lua galileanas – Io,
Europa, Ganímedes e Calisto.Hodiernamente, sabe-se que Júpiter é 11 vezes maior
que a Terra e com uma massa 300 vezes maior, e, ainda, que a massa jupiteriana é
2,5 maior do que todos os outros planetas juntos
Acredita-se que Júpiter é composto, em boa parte, por hidrogênio e hélio,
lembrando a composição do sol. Também apresenta traços de metano, amônia e
etano. As camadas jupiterianas são divididas em três: externa, intermediária e
interna. A externa é feita de hidrogênio molecular. A intermediária é composta por
hidrogênio metálico, que por ciclos de convecção, produz o maior e mais forte
campo magnético do sistema solar. A última camada é a interna, feita de material
rochoso. O planeta tem fortes ventos e tempestades, como a Grande Mancha
Vermelha - descoberta por Robert Hook no século XVII - uma tempestade observada
há mais de 300 anos e que tem o tamanho do planeta Terra.
20

Júpiter tem 66 luas confirmadas, sendo as mais conhecidas as luas de


Galileu. Io é a lua mais próxima do gigante gasoso e vulcanicamente mais ativa do
sistema solar, com erupções que podem atingir 300 km de altura. Devido à intensa
atividade vulcânica, a superfície de Io está sempre lisa e constantemente sendo
renovada, o que indica uma superfície nova. Europa é a segunda lua mais próxima
de Júpiter e tem uma superfície gelada e com poucas crateras e rachaduras,
indicando atividade recente. Esses indícios apontam que a lua tem um oceano
líquido no interior. Ganímedes é a terceira lua galileana mais próxima de Júpiter e a
maior lua do sistema solar, sendo maior até que Mercúrio. A superfície é cheia de
crateras, que aponta superfície antiga. Além disso, Ganímedes tem seu próprio
campo magnético. A última e mais afastada das luas de Galileu é Calisto, que tem a
superfície mais velha e cheia de crateras do sistema solar.
Além de Saturno, Júpiter também possui anéis, que foram descobertos em
1979. No entanto, os anéis são muito finos e tênues, não como os anéis de gelo
saturnianos que refletem a luz solar. Os anéis jupiterianos são formados de
partículas de poeira, oriundo de meteoroides esmagados pelas quatros luas
interiores de Júpiter – Métis, Adrástea, Tebe e Amalteis. As principais sondas que
visitaram Júpiter foram as Pioneer 10 e 11 (1972 e 1973), Voyager 1 e 2 (1977),
Galileo (1984) e a Cassini (1997).

2.4.3.6 SATURNO

Reis (2009) aponta que Saturno é 5º planeta mais distante do sol, o 2º em


tamanho e tem gravidade de 10,44m/s2. Na antiguidade, ele já era observado como
um dos cinco planetas visíveis a olho nu, por civilizações como gregos e romanos,
tanto que seu nome foi dado em homenagem ao deus romano Saturno, que era
correspondente na mitologia grega a Cronos, o pai de Zeus (Júpiter). Os anéis de
Saturno eram vistos por vários astrônomos, como Galileu Galilei e Christian
Huygens, que, fizeram vários desenhos dos anéis, ilustrando-os. Apontando o
telescópio aos céus em direção do gigante gasoso, Huygens descobriu a primeira
lua saturniana, chamada Titã. Em 1665, Giovanni Cassini descobriu uma falha nos
anéis e a denominou como Divisão de Cassini. Ele ainda descobriu outras quatro
luas saturnianas – Jápeto, Reia, Dione e Tetis.
Uma missão conjunta entre a NASA (Administração Nacional de Aeronáutica
21

e Espaço) e a ESA (Agência Espacial Europeia) foi lançada em 14 de outubro de


1997, para chegar a Saturno, observá-lo e desvendar mistérios que ainda não
haviam sido solucionados. A sonda Cassini-Huygens começou a orbitar Saturno em
1 de julho de 2004, revelando maravilhosas fotos de Saturno, dos anéis, e
curiosamente, em 2009, ela capturou uma imagem de uma lua saturniana –
Encélado – jorrando água pela superfície, por meio de fendas. Tal notícia, intrigou
astrônomos em todo o globo, indicando que há locais com água no sistema solar,
além da Terra e não apenas Encélado, mas também Marte e Europa (lua
jupiteriana). A sonda também já detectou auroras nos polos de Saturno, indicando
que o planeta possui um campo magnético.
Saturno contém uma atmosfera totalmente gasosa, feita principalmente de
hidrogênio e hélio. O manto é constituído de água, amônia e gelos de metano. Outra
camada mais interna possui inteiramente hidrogênio molecular, e a camada próxima
ao núcleo é formada por hidrogênio metálico, que é a resposta do porquê a
magnetosfera saturniana é tão forte e grande, que é produzida por convecção. O
núcleo de Saturno é composto por rochas.
Os anéis saturnianos são nomeados em ordem de descoberta, desde o anel
A ao F. Além disso, os anéis, na verdade, são inteiramente blocos de gelo, que
continuamente se chocam e se separam, e orbitando Saturno a uma velocidade
muito alta. A teoria proposta pelo astrônomo e matemático francês Édouard Roche
no século XIX, explica como os anéis foram formados a partir da colisão forte entre
um asteroide ou um cometa – essencialmente grandes – com um satélite saturniano
na época de sua formação. A partir da desintegração da lua – feita principalmente de
gelo – o material remanescente entrou em órbita de Saturno, que foi capaz de
desintegra-lo. Por confirmação de pesquisas, hoje se sabe que Saturno possui 61
luas. Um dos satélites mais interessantes de Saturno é Titã - a segunda maior lua do
sistema solar – e a única a ter uma atmosfera densa, composta de metano e
acetileno, que cria uma neblina azul e lagos de metano na superfície.

2.4.3.7 URANO

De acordo com Ortiz (2014), Urano é o 7º planeta mais distante do sol, 4º em


escala de tamanho, tem uma gravidade de 8,69m/s2 e foi descoberto em 1761 por
William Herschel. O nome foi dado em homenagem ao deus grego dos céus, Urano,
22

pai de Cronos (Saturno) e avô de Zeus (Júpiter). Uma característica marcante de


Urano é sua inclinação do eixo, 98º, que faz com que ele tenha um de seus polos
iluminado e outro não. Ele é o planeta mais frio do sistema solar.
A atmosfera de Urano é composta de 83% de hidrogênio, 15% de hélio e 2%
de metano. O metano está no topo das nuvens, absorvendo a luz solar, e dando a
característica azul para o planeta. Urano também tem ventos fortes, que sopram de
40 a 160 km/h. Assim como os outros gigantes gasosos, possui anéis, porém muito
finos pois, tem pouca poeira. Nove dos onze anéis foram descobertos em 1977,
unindo-se a outros dois encontrados pela Voyager 2.
Urano tem 27 satélites, dos quais os maiores – Titania e Oberon – foram
descobertas Herschel em 1787. Umbriel e Ariel, outras duas luas, foram descobertas
em 1851 por William Lassel. Outro satélite curioso é Miranda, descoberto em 1948,
que apresenta uma grande cratera, resultado de uma forte colisão. Assim como os
outros planetas, Urano possui um campo magnético, feito por convecção do gelo no
núcleo, produzindo correntes elétricas como um dínamo, protegendo o planeta das
terríveis tempestades solares.

2.4.3.8 NETUNO

Segundo Ortiz (2014), Netuno é o 8º planeta em distância e tem uma


gravidade de 11,75m/s2. O planeta gigante foi descoberto devido às perturbações
gravitacionais em Urano. Ele foi observado primeiramente por Johann Gottfried
Galle, Urbain Le Verrier, Heinrich Louis d'Arrest e John Couch Adams, em 1846. A
atmosfera netuniana é constituída por 85% de hidrogênio, 13% de hélio e 2% de
metano. Não há pressão necessária em Netuno, para transformar hidrogênio
molecular em metálico. A região mais alta da atmosfera apresenta muito metano, o
que dá a cor azul ao planeta, assim como em Urano. A região abaixo do metano
apresenta traços de rocha fundida, água, amônia líquida e metano. A última camada
é uma mistura de vários compostos e gases – hidrogênio, hélio, água, e metano.
Netuno é um dos quatro gigantes gasosos, por isso também há na sua
superfície grandes tempestades e fortes ventos. Uma dessas tempestades é a
Grande Mancha Escura, semelhante à Grande Mancha Vermelha em Júpiter.
O planeta azul-esverdeado possui 13 luas conhecidas, entre elas Tritão,
maior e mais curiosa de todas. Curiosa porque Tritão orbita Netuno em sentido anti-
23

horário, e não em sentido horário como as outras luas do sistema solar. A razão
disso é que Tritão é designado como um satélite retrógrado, ou seja, não foi formado
com o planeta e, sim, capturado de uma região chamada de Cinturão de Kuiper.
Outra informação interessante acerca da lua é que ela é composta por gelo, que
reflete a luz solar. E ainda, Tritão produz gêiseres de nitrogênio, causado pelas
forças da maré netunianas, da mesma forma que Éncelado (Saturno) produz
gêiseres de gelo.
Netuno tem um campo magnético, que foi detectado em 1989 pela sonda
Voyager II. Porém, a detecção indicou que a magnetosfera não passa pelo centro do
planeta, mas, sim, pela camada superior dele. Acredita-se que ele seja produzido
por correntes elétricas que passam pelo gelo, que funciona como um dínamo. A
sonda Voyager também detectou anéis em Netuno. No entanto, na primeira
observação ela observou apenas meios arcos, que não completavam um círculo,
como um anel deveria fazer. Isso aconteceu devido à presença de mais material em
um ponto do que no outro. A aproximação da sonda provou que havia os anéis,
porém muito finos. Os anéis netunianos foram observados diretamente anos
seguintes, após a ocultação de uma estrela.

2.4.4 SATÉLITES NATURAIS

Segundo Saraiva e Filho (2014, p. 2), satélite naturais ou luas são corpos
celestes que orbitam um planeta ou um corpo menor. No sistema solar, há 176 luas
conhecidas. As maiores luas do sistema solar são Ganímedes (Júpiter) e Titan
(Saturno) e são maiores que Mercúrio. Quando uma lua orbita o sentido de rotação
do planeta, indica que ela se formou com ele. Já, quando ela orbita em sentido
contrário, é chamada de retrógrada, e o satélite é resultado de uma colisão ou é um
objeto capturado. São retrógrados 50 das 63 luas de Júpiter, 29 das 61 de Saturno,
8 das 27 de Urano e 4 das 13 de Netuno. Em Júpiter e Saturno, essas luas
retrógradas, em vez de os orbitar em um disco, giram em torno formando um halo
(anel de luz). As luas necessitam estar em uma distância considerável de um
planeta, senão a gravidade dele a destrói. Um bom exemplo disso são as luas
jupiterianas, que em sua formação eram muitas, mas a forte gravidade dos planetas
as jogou umas contra as outras, fazendo-as colidir e gerando, assim, um caos no
sistema solar externo.
24

Em Júpiter, as luas sofrem com a força de maré, uma espécie de força de


atrito, que proporciona aumento da temperatura interna da lua, cada vez que
passam umas pelas outras. O que isso acarreta nas luas é que, por exemplo, em Io,
torna a lua totalmente ativa geologicamente, fazendo com que ela seja o lugar com
mais vulcanismo no Sistema Solar. Em Europa, a crosta fina e lisa de gelo sugere
que abaixo tenha um enorme oceano de água líquida, como na Terra. O processo
de formação lunar foi finalmente desvendado em 2003, quando o astronauta
americano Dan Petit (NASA) realizou experiências no espaço com grão de sal, uma
sacola plástica e água. O sal, em vez de ficar espalhado pela sacola, começou-se a
se aglutinar, provando que os planetas e demais corpos formaram-se da mesma
forma.
A nomenclatura dos satélites se origina da mitologia greco-romana, mas
também se usa as mitologias Viking, Esquimó, Gaulesa, Celta, Irlandesa e
Havaiana. Apenas Urano é uma exceção, pois os nomes são referentes a
personagens da literatura de William Shakespeare e a poesia inglesa de Alexander
Pope.

2.4.5 CORPOS MENORES

Volzke e Teixeira (2010) indicam que no sistema solar, além de haver o sol e
os planetas, há também corpos rochosos pequenos, que são tecnicamente
denominados corpos menores. Na 26ª Assembleia Geral da União Astronômica
Internacional, realizada em 24 de agosto de 2006, em Praga, na República Tcheca,
foi decidido o seguinte parâmetro: “Todos os demais objetos (a maioria dos
asteroides, maioria dos transnetunianos, cometas e demais pequenos corpos),
excetos os satélites que orbitam o Sol, devem ser denominados como corpos
menores do sistema solar”. Nesse sentido, os corpos menores são os asteroides e
cometas. Recentemente, foi descoberto que asteroides também podem ter luas,
como Ida, de 800 metros de comprimento.

2.4.5.1 PLANETAS-ANÕES

De acordo com Volzke e Teixeira (2010), em 18 de fevereiro de 1930, o


astrônomo estadunidense Clyde Tombaugh, utilizando o Observatório Persival
25

Lowell no deserto do Arizona, descobriu o “planeta” Plutão e confirmando a teoria de


Lowell, de que havia algum corpo celeste perturbando a orbitando Netuno. O nome
do novo astro foi sugerido por uma menina britânica de 11 anos, Venetia Burney. Tal
denominação seria em homenagem ao deus romano das profundezas, e além disso,
levavam as iniciais do nome de Lowell na palavra. Em 1978, o norte-americano J.
Christy descobriu que Plutão tem um satélite – Caronte – nome referente ao
barqueiro que transportava os mortos através do rio no mundo subterrâneo.
Posteriormente, várias descobertas ocorreram, entre elas a existência do Cinturão
de Kuiper.
No entanto, a descoberta de outros corpos no Cinturão de Kuiper, inclusive
maiores do que Plutão (como Éris e Sedna), fez com que seu status de planeta
fosse revisto por astrônomos de todo o mundo. Então, em 24 de agosto de 2006, em
Praga, na República Tcheca, foi definido que o seguinte critério: “Planeta é um
corpo celeste que (a) está em órbita ao redor de Sol, (b) tem um massa suficiente
para que sua autogravidade supere as forças de rigidez do corpo, mantendo-o em
equilíbrio hidrostático com um formato quase-esférico, (c) não tenha limpado a
região ao longo de sua órbita, e (d) não é um satélite”. Nesse sentido, Plutão foi
rebaixado da categoria de 9º planeta do sistema solar para um planeta-anão.
Atualmente, os demais objetos que são classificados assim são Éris (com a lua
Dysmonia), Plutão (com os satélites Nix, Hydra, Caronte, P4 e P5), Sedna, Orcus
(com a lua Vanth), 2007 OR10, Quaoar (com a lua Weywot). Sedna foi descoberta
em 14 de novembro de 2003, e surpreendeu o astrônomo Michael Brown (seu
descobridor), pela órbita muito excêntrica e alongada.
Em 2015, Plutão será visitado pela missão New Horizons (NASA), que foi
lançada em 2005. Plutão, Haumea, Makemake e Éris são chamados de plutoides,
porque estão na órbita superior a de Netuno.
De acordo com Pulici (2014), em 27 de março de 2014, um novo planeta foi
descoberto nos confins do sistema solar, na Nuvem de Oort, e foi nomeado 2012
VP113. O objeto foi descoberto por Chadwick Trujillo e Scott Sheppard, (Carnegie
Institute for Science), utilizando o Observatório Gemini no Havaí, Observatório de
Las Campanas no Chile. A órbita do planeta-anão varia entre 80 UA (periélio) e 452
UA (afélio). Acredita-se que ele seja formado de gelo e tenha cerca de 450 km de
diâmetro.
26

2.4.5.2 ASTEROIDES

De acordo com Ribeiro (2014, p. 1), em 1801, o monge italiano Giuseppe


Piazi afirmou ter encontrado um planeta. Tal objeto orbitava o sol, e situava-se entre
a órbita de Marte e Júpiter. Piazi chamou o “planeta” de Ceres-Ferdinando, em
homenagem à deusa protetora da Silícia e o rei Ferdinando. No entanto, após a
descoberta, Giuseppe morreu e não conseguiu mais encontrar a localização de
Ceres, deixando o enigma para outros especialistas desvendarem. Então, coube a
tarefa a Carl Gauss, um matemático e física conceituado da época, descobrir onde
estava Ceres. Com base nos dados observacionais de Piazi e com calcúlos, Gauss
achou Ceres.
Assim, em 1802, havia 8 planetas. Em 1807, descobriu-se outro “planeta”,
Vesta, e, em 1866, já eram cerca de 60 planetas conhecidos entre Marte e Júpiter.
Logo, percebeu-se que não eram planetas, mas sim asteroides, corpos pequenos
estavam no chamado Cinturão dos Asteroides. Asteroide significa “objeto com
aparência estelar”, e são classificados em carbonáceos (C), siliciosos (S) e metálicos
ou rochosos-ferrosos (M). O carbonáceos é os asteroides escuros e orbitam a parte
externa do cinturão. Já os metálicos são claros e orbitam a parte interna do cinturão.
Cerca de 75% dos objetos do Cinturão de Asteroides são carbonáceos, 30% são
metálicos e 5% são siliciosos. Existe uma classificação externa, chamada de
Asteroides Troianos, esses objetos foram desviados do cinturão pela gravidade de
Júpiter, e estão na órbita dele, em pontos estáveis de Lagrange. Cerca de 1600
objetos nessas condições são catalogados assim. Um asteroide chamado
Shoemaker Levy 9, chocou-se contra Júpiter em 1994, devido à forças da maré e a
forte gravidade jupiteriana, que ocasionou em 20 pedaços de 1 quilômetro, e que se
tivessem se chocado com a Terra, as consequências seriam desastrosas.
Os principais asteroides do Cinturão são Ceres, Varuna, Pallas, Vesta, Juno,
Hebe, Eros e Apolo. Quanto maior o asteroide, mais fácil de detectar o objeto, e os
corpos menores são mais difíceis, e são quem oferecem mais perigo de colidir com a
Terra. Na metade do século XX, astrônomos como o irlandês K. Edgeworth (1949), o
holandês G. Kuiper (1951) e o uruguaio Fernandez (1980), estavam argumentando
sobre a existência de um outro cinturão de asteroides, além da órbita de Netuno. Em
agosto de 1992, D. Jewitt e J. Luu descobriram um objeto atrás da órbita de Netuno.
Hoje, sabe-se que mais 1000 asteroides estão nessa região, atualmente
27

denominada de Cinturão de Kuiper. Os grandes objetos que orbitam nesse cinturão


– planetas anões são nomeados Objetos Trans-netunianos (TNO).

2.4.5.3 COMETAS

Segundo Cunha (2014, p. 32), cometa é um corpo celeste constituído por gelo
e está em movimento no espaço. Os cometas são divididos em três partes: núcleo,
coma e cauda. O núcleo tem forma irregular e é uma junção de gelo e impurezas. O
principal componente do núcleo são água, metano, amônia e dióxido de carbono. O
coma é uma “nuvem” de gás e poeira que tem uma forma esférica, é também a
matéria que o cometa perde enquanto se aproxima do sol. A cauda são
prolongamentos do coma na direção oposta do sol e são classificados em dois tipo.
O tipo I é gás ionizado que é empurrado pelo vento solar. E mais reta, estreita e
estruturada. O tipo II são grãos empurrados pela pressão. Ela é encurvada e mais
larga.
Em 1950, o astrônomo Jan H. Oort,estudou as órbitas dos cometas. Com
isso, percebeu que eles vinham muito além da órbita netuniana. Com essa
conclusão, ele propôs uma nuvem hipotética – que leva o nome dele – de que lá
havia cometas adormecidos, e alguma coisa perturbava essa “hibernada”,
acordando-os e os enviando para o sistema solar interno. A Nuvem de Oort teria 100
mil UA de raio e envolveria todo o sistema solar. Hoje não se sabe se a nuvem
existe realmente, devido ao local ser muito escuro e os objetos lá existentes não
refletirem a luz do sol, devido à longa distância.
O corpo que poderia perturbar os cometas foi deduzido por John Matese e
Patrick Whitman, da Universidade de Louisiana, em 1999, foi chamado de Tyche. O
corpo seria um planeta com cinco vezes a massa de Júpiter, e sua composição seria
totalmente gasosa. Também pela longa distância, não se sabe se a existência de
Tyche é verdadeira. Se por acaso fosse, ele teria que ser classificado e aprovado na
categoria de planeta pela União Astrônomica Internacional (IAU), e os astrônomos
teriam que estudar se o planeta foi capturado pela gravidade do sol, ou seja, teria
sido formado em outro sistema planetário mas de alguma maneira foi expulso da
órbita, ou se ele foi formado há 4,5 bilhões de anos, a idade do sistema solar.
28

2.4.5.3 METEOROS

De acordo com Hidetake e Clemente (2009), meteoide, meteoro e meteorito


são corpos diferentes. O primeiro é quando o pequeno bloco rochoso está no
espaço. O segundo, quando o meteoroide entra na atmosfera terrestre e o terceiro, é
o resto do meteoro que não foi totalmente destruído pela atmosfera da Terra. Em
2006, a União Astronômica Internacional, definiu um meteoroide como “um corpo
sólido que se desloca no espaço interplanetário de tamanho consideravelmente
menor que asteroide e significantemente maior do que um átomo”.
Os meteoroides emitem rastros no céu, que é feito do aquecimento e
luminescência, que depende da velocidade e composição química do objeto. Eles
são derivados de ejeções de cometas perto do sol, da colisão entre dois asteroides,
ou, ainda, podem ser fragmentos do resto da criação do sistema solar. São
classificados em sideritos (ferrosos), que são compostos quase que 100% de ferro e
níquel; em siderólitos (ferroso-rochosos), que são misturas de material rochoso e
metálico e aerólitos (rochosos), feitos de materiais rochosos.
O maior meteoroide encontrado pela humanidade foi o Hola West, descoberto
na Namíbia, tem 2,7 metros de comprimento por 2,4 metros de largura e um peso de
59 toneladas. No Brasil, é a Pedra de Bedengó, que caiu no sertão da Bahia em
1784, e atualmente está exposto no Museu Nacional, no Rio de Janeiro (RJ) desde
1888.

2.4.6 FIM DO SISTEMA SOLAR

De acordo com Percy (p. 11, 2014), indica que o sistema solar acabará
seguindo a evolução do sol. O sol, atualmente, está na Sequência Principal (a fase
das estrelas que elas queimam hidrogênio em hélio), e, aproximadamente, em cinco
bilhões de anos, ele acaba com o combustível. Com o término do hidrogênio, o sol
se expandirá para a fase de gigante vermelha, onde engolirão Mercúrio, e Vênus, os
dois primeiros planetas a orbitarem o sol. No entanto, até o momento não há teorias
conclusivas se a Terra será evaporada ou não. O sol, que antes nutriu toda sua cria
planetária, evoluirá de uma gigante vermelha, para uma nebulosa planetária, uma
nuvem de detritos cósmicos que ele lançou no espaço, através do vento solar. O
29

centro da nebulosa é o núcleo moribundo e opaco do antigo sol, chamada de anã


branca, composta principalmente de carbono e oxigênio, os últimos elementos
formados no sol. A anã branca terá menos de 1,44M☉, senão ela explodirá, pois
ultrapassará o lime de Chandrasekhar. Em relação aos demais planetas,
provavelmente não serão afetados, porque não estarão no raio da gigante vermelha.

2.5 TEORIAS COSMOLÓGICAS DO FIM DO UNIVERSO

De acordo com Ortolan (p. 19, 2013), recentes pesquisas na área da


Cosmologia, baseadas em supernovas distantes e na radiação cósmica de fundo,
mostram que o universo continuará a se expandir, gerando assim, distâncias cada
vez maiores entre os aglomerados de galáxias. Mesmo com observações,
cosmólogos não conseguem determinar a curvatura espacial do universo, que
poderia ser aberta (curvatura espacial negativa), fechada (curva espacial positiva),
ou ainda plana. Segundo pesquisas, se a densidade do universo for maior que a
densidade crítica, a intensidade da força gravitacional freará o universo da expansão
e ele colapsará sobre si mesmo, e sem qualquer força de repulsão. No entanto, se
ela for menor que a densidade crítica, culminará no avolumamento contínuo e a
força gravitacional não seria capaz de pará-lo. Depois, a taxa de formação estelar irá
diminuir gradativamente, pois o gás responsável será esgotado e então será deixado
para trás apenas buracos negros, que se fundirão para formar buracos negros
maiores, eles são decompostos à medida que emitem a radiação Hawking.
Existem quatro teorias sobre o fim do univers. São elas: Big Crunch, Big
Freeze, Big Rip e o Big Bounce. A primeira teoria diz que o universo irá se contrair
ao máximo, levando ao reverso do Big Bang, como a retração de toda a matéria do
universo. O que ocorreria seria o colapso de toda a matéria do universo ao estado
de singularidade, o ponto em que o Big Bang teria começado, em um local afastado
do espaço. O Big Freeze (também chamado de Morte Térmica do Universo) é uma
tese baseada nos estudos atuais da expansão do universo. Essa expansão
culminaria, além da extinção da formação estelar, num gradativo e intenso
decaimento da temperatura universal, e um estado de entropia máximo. A terceira
tese é o Big Rip e significa Grande Ruptura. Ela explica que, com a expansão
contínua, o universo se desintegraria. Aconteceria, na seguinte cronologia: cerca de
60 milhões de anos antes do fim, a gravidade seria fraca demais para controlar a Via
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Láctea e as demais galáxias individuais; aproximadamente três meses antes da


ruptura, o sistema solar seria totalmente separado; nos últimos minutos antes do fim,
os planetas e estrelas seriam destruídos e segundos antes do rompimento final, os
átomos seriam aniquilados. A última teoria – o Big Bounce – é uma espécie de
união entre a ideia do Big Bang e do Big Crunch. Ela consiste no universo ciclíco, no
qual o Big Bang (explode) e evolui para o Big Crunch (contração para o estado
inicial), sempre gerando uma espécie de período.

3 CONCLUSÃO

Por meio desta pesquisa, foi possível compreender como o universo foi
formado com o Big Bang e, com a expansão dele, evoluiu para complexas estruturas
como as primeiras estrelas, que foram formadas 100 milhões de anos após o Big
Bang, posteriormente as galáxias, e dentro delas, os aglomerados estelares. Com a
união de várias galáxias, se formaram os aglomerados e galácticos, e, após, os
superaglomerados, que são as maiores estruturas do universo. Dentre as galáxias,
está a Via Láctea, onde está o sistema solar e, dentro dele, a Terra. Além disso, a
pesquisa foi importante para entender como ocorreu a criação de tudo, mas também
o início do planeta Terra.
Assim, com teorias opostas, A ciência e a religião sempre estiveram em
desacordo. Em momentos da história, a Igreja Católica não aceitava as inovadoras
ideias científicas, sendo contrárias ao tradicional ideal teocêntrico. A teoria do Big
Bang não é aceita pela Igreja, já que é contrária à ideia do Criacionismo, ou seja, a
evolução e sua criação que tiveram iniciativa divina, portanto, sem a participação da
ciência. Gênesis, o primeiro livro da Bíblia, lembra isso.
No entanto, com o estudo, a ciência demonstrou, ao longo dos tempos, que a
influência no próprio tempo, evolui-se para o entender do funcionamento do universo
e o quão somos pequenos nesta vastidão cósmica.
31

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