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Poder Legislativo: Órgãos internos das Casas Legislativas. A Mesa e sua composição. O
Plenário e sua composição. Comissões Parlamentares Permanentes e Temporárias.
Comissões Parlamentares de Inquérito. ................................................................................... 1
Mandato Parlamentar (federal, estadual e municipal). ....................................................... 14
Iniciativa no processo legislativo: Executivo, Legislativo, Judiciário. Iniciativa popular.
Iniciativa reservada................................................................................................................. 15
O processo de emendas: espécies, titularidade, objeto, conteúdo, natureza e momento.
Proposições legislativas: espécies e diferenças. Fases da elaboração legislativa. Incidentes no
processo legislativo. Da Sanção. Do Veto. Da Promulgação. Da Publicação. Decreto
Legislativo. ............................................................................................................................. 19
Lei Complementar nº 95/1998 (técnica legislativa). ............................................................ 31
Constituição Federal (Título IV, Capítulo I) e...................................................................... 41
Constituição do Estado do Amapá (Título V, Capítulo I)..................................................... 41
Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Estado do Amapá- Resolução nº 91, de
26.04.2006 (Títulos II, V, VII e VIII)......................................................................................... 51

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Apostila gerada especialmente para: Beatriz de Jesus de Oliveira Barros 028.993.602-05
Poder Legislativo: Órgãos internos das Casas Legislativas. A Mesa e sua
composição. O Plenário e sua composição. Comissões Parlamentares
Permanentes e Temporárias. Comissões Parlamentares de Inquérito.

PODER LEGISLATIVO

A função típica do Poder Legislativo é elaborar leis de normas gerais e abstratas, a ser seguida por
todos. Além disso, compete a ele também fiscalizar financeira e administrativamente os atos do Poder
Executivo.
Cabe destacar ainda que o Poder Legislativo, de modo atípico, também exerce funções de administrar
(ao prover cargos da sua estrutura ou atuar o poder de polícia, p. ex.) e de julgar (o Senado processa e
julga, por crimes de responsabilidade, o Presidente da República e o Vice-Presidente da República)
Vamos analisar os dispositivos constitucionais.

CAPÍTULO I
DO PODER LEGISLATIVO
SEÇÃO I
DO CONGRESSO NACIONAL

Art. 44. O Poder Legislativo é exercido pelo Congresso Nacional, que se compõe da Câmara dos
Deputados e do Senado Federal.
Parágrafo único. Cada legislatura terá a duração de quatro anos.
O Poder Legislativo federal tem estrutura bicameral, ou seja, é composto por duas casas, a Câmara
dos Deputados (composta por representantes do povo) e o Senado Federal (representa os Estados
membros e o Distrito Federal).
Nas demais esferas, a estrutura do Poder Legislativo é unicameral, pois exercido por apenas uma
Casa legislativa, por exemplo nos Estados é exercido pelas Assembleias Legislativas; no Distrito Federal,
pela Câmara Legislativa; nos Município, pelas Câmaras Municipais.
A legislatura citada no parágrafo único, corresponde ao período de quatro anos durante o qual o
parlamentar desempenha as atribuições do mandato.
Os deputados federais, estaduais e distritais, bem como os vereadores, exercem por quatro anos seus
mandatos. Deste modo, são eleitos para uma legislatura. Já os senadores têm mandato de oito anos.
Logo, são eleitos para duas legislaturas.
O STF1, entende que a constituição consagra o princípio da unidade legislativa segundo o qual, uma
vez encerrada a legislatura, pelo transcurso do período de quatro anos, encerram-se automaticamente
os processos e trabalhos realizados durante sua vigência (MS24458, de 21/2/2003). Com isso, as
Comissões Parlamentares de Inquérito instauradas em dada legislatura automaticamente são extintas ao
se atingir seu termo final. Do mesmo modo, os projetos de lei em trâmite na Casa devem ser arquivados
ao final da legislatura, salvo aqueles especificamente ressalvados no regimento interno da Casa, que não
são afetados pelo transcurso do quadriênio legislativo.
Entretanto, o princípio em apreço não impede a instauração de processo administrativo-disciplinar,
com vistas à cassação do mandato parlamentar, em virtude de falta de decoro parlamentar praticada na
legislatura anterior. Desse modo, estará sujeito a processo disciplinar, do qual poderá resultar a perda do
mandato atual, aquele que já era titular de mandato na legislatura antecedente e nela se conduziu de
forma contrária ao decoro parlamentar.

Art. 45. A Câmara dos Deputados compõe-se de representantes do povo, eleitos, pelo sistema
proporcional, em cada Estado, em cada Território e no Distrito Federal.
No sistema proporcional o que acontece é que o número de candidatos eleitos em uma unidade
federativa será proporcional ao contingente populacional da unidade, de forma que as unidades que tem
mais população tenham maior número de representantes na Câmara dos Deputados, por isso sistema
proporcional.
O que é interessante comentar é que para a determinação dos candidatos eleitos não é levado em
conta somente os votos que o candidato teve, mas também a votação da legenda a que ele está
vinculado, por ex. partido, coligações; podemos dizer então que no sistema proporcional prepondera a
votação global.

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MOTTA, Silvio. Direito Constitucional. 2018

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O sistema proporcional é diferente do majoritário, adotado por nossa Lei Maior, usado para os
senadores e chefes do executivo, que veremos mais adiante.

§ 1º - O número total de Deputados, bem como a representação por Estado e pelo Distrito Federal,
será estabelecido por lei complementar, proporcionalmente à população, procedendo-se aos ajustes
necessários, no ano anterior às eleições, para que nenhuma daquelas unidades da Federação tenha
menos de oito ou mais de setenta Deputados. (Vide Lei Complementar nº 78, de 1993)
§ 2º - Cada Território elegerá quatro Deputados.
Certa parte da doutrina critica esses dispositivos por acreditar que a Constituição não adota o critério
da proporcionalidade puro, pelo qual todos os votos têm idêntico valor.
Um exemplo para facilitar o entendimento, existe um Estado com 28 milhões habitantes, elegendo 70
deputados, que é o valor máximo, então proporcionalmente temos nesse Estado o valor de 400 mil
habitantes para 1 representante, entretanto outro Estado que tenha 1 milhão de habitantes, que irá eleger
8 deputados, que é o valor mínimo, terá 125 mil habitantes elegendo 1 representante, quer dizer que a
população do Estado menos populoso terá maior poder de voto.

Art. 46. O Senado Federal compõe-se de representantes dos Estados e do Distrito Federal, eleitos
segundo o princípio majoritário.
O sistema adotado para a escolha dos senadores é o sistema majoritário, que independe de qualquer
quociente eleitoral ou partidário.
Nesse sistema o que interessa na realidade é qual candidato teve mais votos. Para essa eleição o
adotado é o sistema majoritário puro, onde terá apenas um turno.
§ 1º - Cada Estado e o Distrito Federal elegerão três Senadores, com mandato de oito anos.
Aqui o legislador preferiu contemplar o princípio do equilíbrio federativo, onde os Estados e o Distrito
Federal terão a mesma quantidade de representantes na casa, desconsiderando o contingente
populacional, como dos deputados.
§ 2º - A representação de cada Estado e do Distrito Federal será renovada de quatro em quatro anos,
alternadamente, por um e dois terços.
Prosseguindo2 na análise do art. 46 da CR, o seu § 2 o prescreve que a representação de cada Estado
e do Distrito Federal será renovada de quatro em quatro anos, alternadamente, por um e dois terços.
Desse modo, como cada Estado e o DF elegem três senadores, se numa eleição forem eleitos dois
senadores, na próxima haverá apenas a escolha de um, que substituirá um dos atuais titulares do cargo.
Na eleição subsequente, serão escolhidos novamente dois senadores, que substituirão dois dos atuais
titulares do mandato, permanecendo o terceiro, eleito na eleição imediatamente anterior, e assim
sucessivamente.
§ 3º - Cada Senador será eleito com dois suplentes.

Art. 47. Salvo disposição constitucional em contrário, as deliberações (votação) de cada Casa e de
suas Comissões serão tomadas por maioria dos votos (maioria simples), presente a maioria absoluta de
seus membros.
Este dispositivo abarca o quórum3 para votação legislativa. Que pode apresentar:
A maioria relativa é o primeiro número acima da metade dos presentes à sessão; a maioria absoluta,
por sua vez, é o primeiro número acima da metade do total de membros da Casa, estejam eles presentes
ou não à sessão. Já a maioria simples é um número variável, pois depende do número de presentes à
sessão, bem como das abstenções, se ocorrerem. Por fim, a maioria fracionária, que corresponde a um
percentual dos membros da Casa legislativa (três quintos, dois terços).

Questões

01. (Chapecó/SC - Procurador Municipal - IOBV) Em relação à organização dos Poderes da União,
mais precisamente do Poder Legislativo, assinale a alternativa que está incorreta:
(A) O Congresso Nacional é formado pela Câmara dos Deputados e o Senado Federal.
(B) Cada senador será eleito com três suplentes.
(C) Cada Estado e o Distrito Federal elegerão três Senadores, com mandato de oito anos.
(D) Autorizar referendo e convocar plebiscito é da competência exclusiva do Congresso Nacional.

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MOTTA, Silvio. Direito Constitucional. 2018
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Quórum nada mais é do que o número mínimo de pessoas presentes para a realização do processo de votação de alguma medida administrativa ou legislativa.

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02. (SEGEP/MA - Agente Penitenciário - FUNCAB) Sobre o Poder Legislativo, é correto afirmar que:
(A) a Mesa do Congresso Nacional será presidida pelo Presidente da Câmara dos Deputados,
ocupados os demais cargos, sucessivamente, pelos titulares de cargos equivalentes na Câmara dos
Deputados e Senado Federal.
(B) a Câmara dos Deputados é formada por representantes de entidades da federação, eleitos pelo
sistema eleitoral proporcional, ao passo que o Senado Federal é formado por representantes do povo,
eleitos pelo sistema eleitoral majoritário.
(C) a Câmara dos Deputados compõe-se de representantes do povo, eleitos segundo o princípio
majoritário.
(D) o Senado Federal compõe-se de representantes dos Estados e do Distrito Federal, eleitos segundo
o princípio majoritário.
(E) as deliberações de cada Casa e de suas Comissões serão tomadas por maioria absoluta dos votos,
presente a minoria de seus membros, salvo disposição constitucional em contrário.

03. (SEGEP/MA - Agente Penitenciário - FUNCAB) Segundo a Constituição da República Federativa


Brasileira de 1988, a legislatura compreende o período de:
(A) 4 anos.
(B) 5 anos.
(C) 1 ano.
(D) 3 anos.
(E) 2 anos.

04. (TRE/PI - Técnico Judiciário - CESPE) A respeito do Poder Legislativo, assinale a opção correta.
(A) O mandato dos senadores é de quatro anos.
(B) O quórum de votação de proposta em cada casa do Congresso Nacional e em suas comissões é
de maioria simples de votos, ao passo que o quórum de instalação das sessões é de maioria absoluta de
seus membros.
(C) Compete ao Senado autorizar, por dois terços de seus membros, a instauração de processo contra
o presidente e o vice-presidente da República.
(D) Compete privativamente à Câmara dos Deputados processar e julgar o presidente e o vice-
presidente da República em casos de crimes de responsabilidade.
(E) É vedado ao Poder Legislativo exercer as funções de administrar e de julgar, sob pena de violação
da separação dos poderes.

Gabarito

01.B / 02.D / 03.A / 04.B

Comentários

01. Resposta: B
Dispõe o art. 46, § 3º, da CF/88: “Cada Senador será eleito com dois suplentes”.

02. Resposta: D
Prevê o art. 46, caput, da CF/88: “O Senado Federal compõe-se de representantes dos Estados e do
Distrito Federal, eleitos segundo o princípio majoritário”.

03. Resposta: A
Disciplina o art. 44, parágrafo único, da CF/88: “Cada legislatura terá a duração de quatro anos”.

04. Resposta: B
Dispõe o art. 47, da CF/88: “Salvo disposição constitucional em contrário, as deliberações de cada
Casa e de suas Comissões serão tomadas por maioria dos votos, presente a maioria absoluta de seus
membros”.

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SEÇÃO II
DAS ATRIBUIÇÕES DO CONGRESSO NACIONAL

Competência não Exclusiva


Art. 48. Cabe ao Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da República, não exigida esta
para o especificado nos arts. 49, 51 e 52, dispor sobre todas as matérias de competência da União,
especialmente sobre:
De acordo com o caput deste artigo, mais precisamente em “com a sanção do Presidente da
República”, podemos observar que não estamos diante uma competência integralmente exercida pelo
congresso nacional, mas também com a participação do presidente para que o mesmo aplique o veto ou
a sanção.
A participação do congresso é a seguinte, uma vez apresentado o projeto de lei, poderá alterá-lo,
mediante a apresentação de emendas, bem como para, ao final das deliberações, aprová-lo ou rejeitá-lo,
pelo Plenário ou por uma de suas Comissões.
Vejamos em quais situações, que são exemplificativas e não taxativas:
I - sistema tributário, arrecadação e distribuição de rendas;
II - plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamento anual, operações de crédito, dívida pública e
emissões de curso forçado;
III - fixação e modificação do efetivo das Forças Armadas;
IV - planos e programas nacionais, regionais e setoriais de desenvolvimento;
V - limites do território nacional, espaço aéreo e marítimo e bens do domínio da União;
VI - incorporação, subdivisão ou desmembramento de áreas de Territórios ou Estados, ouvidas as
respectivas Assembleias Legislativas;
VII - transferência temporária da sede do Governo Federal;
VIII - concessão de anistia;
IX - organização administrativa, judiciária, do Ministério Público e da Defensoria Pública da União e
dos Territórios e organização judiciária e do Ministério Público do Distrito Federal;
X - criação, transformação e extinção de cargos, empregos e funções públicas, observado o que
estabelece o art. 84, VI, b;
XI - criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública;
XII - telecomunicações e radiodifusão;
XIII - matéria financeira, cambial e monetária, instituições financeiras e suas operações;
XIV - moeda, seus limites de emissão, e montante da dívida mobiliária federal.
XV - fixação do subsídio dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, observado o que dispõem os arts.
39, § 4º; 150, II; 153, III; e 153, § 2º, I.

Fazendo complemento aos comentários do caput, cabe destacar o que são, comissões, plenário e
mesa diretora:
Mesa diretora: órgão responsável pelas questões meramente administrativas e pela condução dos
trabalhos legislativos que se desenvolvem em cada Casa. A mesa do Congresso Nacional é presidida
pelo Presidente do Senado Federal. Os membros da mesa são eleitos para mandato de 02 anos, vedada
a recondução para o mesmo cargo no período subsequente, dentro de uma mesma legislatura. Essa
proibição de recondução não é aplicável obrigatoriamente para os outros entes, salvo se eles o previrem
em suas leis fundamentais.
Os demais cargos serão exercidos, alternadamente, pelos ocupantes de cargos equivalentes na
Câmara dos Deputados e no Senado Federal (art. 57, § 5º).
Comissões: são órgãos colegiados que subsidiam os trabalhos das Casas por meio do estudo, análise
e emissão de pareceres sobre os projetos em trâmite. Elas também auxiliam as deliberações plenárias,
realizam audiências públicas convocam Ministros de Estado para prestar informações pertinentes,
solicitam depoimento de qualquer autoridade ou cidadão. As comissões podem ser permanentes,
perpetuando-se pelas legislaturas, ou temporárias, criadas por prazo certo e para fim específico.
As Comissões podem discutir e votar projeto de lei que dispense, na forma regimental, a competência
do Plenário. Trata-se do chamado procedimento legislativo abreviado, ou deliberação conclusiva. Abre-
se, porém, a possibilidade de 1/10 dos membros da Casa provocar a atuação do Plenário, por meio de
recurso, a fim de que seja o projeto afetado à apreciação deste órgão. É possível, portanto, que um projeto
de lei seja aprovado sem jamais ter sido apreciado pelo Plenário, quer da Câmara, quer do Senado.
c) Plenário: é o órgão de deliberação máxima da Casa Legislativa, composto por todos os
parlamentares que a integram. Assim, tanto a Câmara quanto o Senado têm seu Plenário.

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Competência Exclusiva

Estamos diante de um dispositivo pelo qual traz um rol exaustivo e de competência exclusiva do
Congresso Nacional. Essas atividades que veremos no artigo 49, são exercidas por meio de decreto
legislativo.
Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional:
I - resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais que acarretem encargos ou
compromissos gravosos ao patrimônio nacional;
II - autorizar o Presidente da República a declarar guerra, a celebrar a paz, a permitir que forças
estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente, ressalvados os
casos previstos em lei complementar;
III - autorizar o Presidente e o Vice-Presidente da República a se ausentarem do País, quando a
ausência exceder a quinze dias;
IV - aprovar o estado de defesa e a intervenção federal, autorizar o estado de sítio, ou suspender
qualquer uma dessas medidas;
V - sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites
de delegação legislativa;
Este inciso (V) trata de um mecanismo especial instituído pela Constituição para conter eventuais
excessos normativos do Presidente da República na edição de decretos executivos ou de leis delegadas,
em desrespeito à competência do Congresso Nacional. Lembrando que os efeitos do veto são ex nunc,
não retroagem.
VI - mudar temporariamente sua sede;
VII - fixar idêntico subsídio para os Deputados Federais e os Senadores, observado o que dispõem os
arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I;
VIII - fixar os subsídios do Presidente e do Vice-Presidente da República e dos Ministros de Estado,
observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I;
IX - julgar anualmente as contas prestadas pelo Presidente da República e apreciar os relatórios sobre
a execução dos planos de governo;
X - fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qualquer de suas Casas, os atos do Poder Executivo,
incluídos os da administração indireta;
Segundo o inciso X, o poder de fiscalizar e controlar os atos do poder executivo é atribuído, portanto,
ao Congresso Nacional, ao Senado Federal ou à Câmara dos Deputados e não a cada um de seus
integrantes individualmente considerados, seja ele senador ou deputado. Em âmbito estadual, por
conseguinte, este poder é atribuído exclusivamente à Assembleia Legislativa e jamais a um deputado
estadual.
XI - zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos outros
Poderes;
XII - apreciar os atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e televisão;
XIII - escolher dois terços dos membros do Tribunal de Contas da União;
XIV - aprovar iniciativas do Poder Executivo referentes a atividades nucleares;
XV - autorizar referendo e convocar plebiscito;
XVI - autorizar, em terras indígenas, a exploração e o aproveitamento de recursos hídricos e a pesquisa
e lavra de riquezas minerais;
XVII - aprovar, previamente, a alienação ou concessão de terras públicas com área superior a dois mil
e quinhentos hectares.

Art. 50. A Câmara dos Deputados e o Senado Federal, ou qualquer de suas Comissões, poderão
convocar Ministro de Estado ou quaisquer titulares de órgãos diretamente subordinados à Presidência da
República para prestarem, pessoalmente, informações sobre assunto previamente determinado,
importando crime de responsabilidade a ausência sem justificação adequada.
Analisando o caput fica evidente o poder convocatório do Plenário das Casas legislativas federais, bem
como de suas Comissões, para que os Ministro de Estado ou quaisquer titulares de órgãos diretamente
subordinados à Presidência da República prestem, pessoalmente, informações sobre assunto
previamente determinado, configurando portanto mais um instrumento fiscalizatório do Poder Legislativo.
§ 1º - Os Ministros de Estado poderão comparecer ao Senado Federal, à Câmara dos Deputados, ou
a qualquer de suas Comissões, por sua iniciativa e mediante entendimentos com a Mesa respectiva, para
expor assunto de relevância de seu Ministério.
O parágrafo afirma que ao invés de convocação, poderá ocorrer um comparecimento espontâneo.

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§ 2º - As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal poderão encaminhar pedidos escritos
de informações a Ministros de Estado ou a qualquer das pessoas referidas no caput deste artigo,
importando em crime de responsabilidade a recusa, ou o não - atendimento, no prazo de trinta dias, bem
como a prestação de informações falsas.
Neste, é um pedido escrito de informações, a ser respondido também por escrito, caracterizando crime
de responsabilidade a simples recusa, o não atendimento no prazo de trinta dias ou a prestação de
informações falsa.
Questões

01. (MPE/PE - Analista Ministerial - FCC/2018) É da competência exclusiva do Congresso Nacional


(A) julgar anualmente as contas prestadas pelo Presidente da República e apreciar os relatórios sobre
a execução dos planos de governo.
(B) aprovar, por maioria absoluta e por voto secreto, a exoneração, de ofício, do Procurador-Geral da
República antes do término de seu mandato.
(C) autorizar, por dois terços de seus membros, a instauração de processo contra o Presidente e o
Vice-Presidente da República e os Ministros de Estado.
(D) avaliar periodicamente a funcionalidade do Sistema Tributário Nacional, em sua estrutura e seus
componentes, e o desempenho das administrações tributárias da União, dos Estados e do Distrito Federal
e dos Municípios.
(E) aprovar previamente, por voto secreto, após arguição em sessão secreta, a escolha dos chefes de
missão diplomática de caráter permanente.

02. (PC/RS - Escrivão e de Inspetor de Polícia - FUNDATEC/2018) Assinale a alternativa que


corresponde à competência exclusiva do Congresso Nacional.
(A) Aprovar o estado de defesa e a intervenção federal, autorizar o estado de sítio, ou suspender
qualquer uma dessas medidas.
(B) Dispor sobre o plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamento anual, operações de crédito,
dívida pública e emissões de curso forçado.
(C) Concessão de anistia.
(D) Aprovar previamente, por voto secreto, após arguição pública, a escolha de: a) Magistrados, nos
casos estabelecidos na Constituição; b) Ministros do Tribunal de Contas da União indicados pelo
Presidente da República; c) Governador de Território; d) Presidente e diretores do Banco Central; e)
Procurador-Geral da República; f) titulares de outros cargos que a lei determinar.
(E) Incorporação, subdivisão ou desmembramento de áreas de Territórios ou Estados, ouvidas as
respectivas Assembleias Legislativas.

Gabarito

01.A / 02.A

Comentários

01.Resposta: A
Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional:
IX - julgar anualmente as contas prestadas pelo Presidente da República e apreciar os relatórios sobre
a execução dos planos de governo;

02. Resposta: A
Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional:
IV – aprovar o estado de defesa e a intervenção federal, autorizar o estado de sítio, ou suspender
qualquer uma dessas medidas;

Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados4 é composta por representantes do povo, eleitos pelo sistema proporcional,
em cada Estado, Território e no Distrito Federal, sendo que o número de deputados será estabelecido por
lei complementar, proporcionalmente à população, nos termos do art. 45, § 1 CF. A duração do mandato

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BAHIA, Flávia. Direito Constitucional. 2018.

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dos Deputados será de 4 (quatro) anos, e segundo o art. 45, § 2°, cada Território elegerá 4 (quatro)
Deputados.

A seguir vamos analisar o dispositivo constitucional.

SEÇÃO III
DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Art. 51. Compete privativamente à Câmara dos Deputados: (As atribuições a seguir são exercidas
mediante resolução, importante registrar que o termo privativamente daria uma errônea interpretação de
que seria possível a delegação das atividades pela Câmara dos Deputados, mas isso não poderá ocorrer,
então, para que nenhuma banca organizadora tente confundi-los (em relação que a câmara poderá ou
não delegar as atribuições do art. 51), melhor entendermos que “privativamente” neste caso seria
“exclusivamente”, já que não se pode delegar. Mas falando em banca, o questionamento mais corriqueiro
é: “compete privativamente à Câmara dos Deputados” e depois vem as alternativas).
Essa mesma interpretação cabe para o artigo 52.
I - autorizar, por dois terços de seus membros, a instauração de processo contra o Presidente e o Vice-
Presidente da República e os Ministros de Estado;
Fazendo uma análise no inciso I, estamos diante do juízo de admissibilidade realizada pela câmara
dos deputados, já que a Casa tem que autorizar a instauração de processo contra o Presidente e o Vice-
Presidente da República e os Ministros de Estado.
Para nossa querida Suprema Corte (STF), somente haverá autorização para instauração de processo
contra os Ministros de Estado, quando os crimes praticados pelos mesmos envolvam funções praticadas
também pelo presidente da república.
II - proceder à tomada de contas do Presidente da República, quando não apresentadas ao Congresso
Nacional dentro de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa;
Foi conferido a Câmara a competência de exigir a apresentação das contas anuais pelo presidente
para que haja um julgamento, quando não apresentadas ao Congresso Nacional no prazo do inciso.
O julgamento é competência do congresso e está lá no artigo 48, inc. IX da CF.
III - elaborar seu regimento interno;
IV - dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção dos
cargos, empregos e funções de seus serviços, e a iniciativa de lei para fixação da respectiva remuneração,
observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias;
Quando fala em iniciativa de lei para fixação da respectiva remuneração, está falando em outras
palavras que a Câmara tem apenas a iniciativa de lei quanto a matéria, onde poderá inegavelmente vir a
ser alterada pelo Senado ou vetada pelo presidente.
V - eleger membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII.

Questões

01. (AL/RS - Técnico Legislativo - FUNDATEC/2018) Considerando as competências constitucionais


do Poder Legislativo, assinale a alternativa que indica competência privativa da Câmara dos Deputados.
(A) Suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva
do Supremo Tribunal Federal.
(B) Processar e julgar o Presidente da República nos crimes de responsabilidade, bem como os
Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica nos crimes da mesma
natureza conexos com aqueles.
(C) Aprovar previamente, por voto secreto, após arguição em sessão secreta, a escolha dos chefes de
missão diplomática de caráter permanente.
(D) Julgar anualmente as contas prestadas pelo Presidente da República e apreciar os relatórios sobre
a execução dos planos de governo.
(E) Proceder à tomada de contas do Presidente da República, quando não apresentadas ao Congresso
Nacional dentro de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa.

02. (SETRABES - Contador - UERR/2018) Considerando o que dispõe a Constituição Federal acerca
do Poder Legislativo, compete privativamente à Câmara dos Deputados autorizar:
(A) Por maioria simples de seus membros, a instauração de processo contra o Presidente da
República.
(B) Por um terço de seus membros, a instauração de processo contra o Vice-Presidente da República.

Apostila gerada especialmente para: Beatriz de Jesus de Oliveira Barros 028.993.602-05


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(C) Por três quintos de seus membros, a instauração de processo contra Ministro de Estado.
(D) Por dois terços de seus membros, a instauração de processo contra o Presidente da República.
(E) Por dois quintos de seus membros, a instauração de processo contra o Vice-Presidente da
República.

Gabarito

01. E / 02. D

Comentários

01. Resposta: E
Art. 51. Compete privativamente à Câmara dos Deputados:
II - proceder à tomada de contas do Presidente da República, quando não apresentadas ao Congresso
Nacional dentro de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa.

02. Resposta: D
Art. 51. Compete privativamente à Câmara dos Deputados:
I - autorizar, por dois terços de seus membros, a instauração de processo contra o Presidente e o Vice-
Presidente da República e os Ministros de Estado;

Senado Federal

O Senado Federal é composto por três representantes de cada Estado e do Distrito Federal, eleitos
pelo sistema majoritário simples (ou seja, sem segundo turno), já que há somente um único turno de
votação.
O mandato dos senadores é de oito anos (logo, por duas legislaturas), permitidas reeleições
sucessivas. A representação é uniforme em nome do chamado "equilíbrio federativo", vale lembrar que o
Território não elege Senador.
Cada Senador terá dois suplentes, sendo a composição do Senado Federal renovada de quatro em
quatro anos, por um e dois terços de seus membros.
Para se candidatar a senador, deve cumprir os seguintes requisitos:
a) ser brasileiro nato ou naturalizado (Atenção! Para ocupar o cargo de presidência do senado, é
exigido ser brasileiro NATO);
b) ter mais de 35 anos;
c) ter pleno exercício dos direitos políticos;
d) alistamento eleitoral;
e) domicílio eleitoral na circunscrição e
f) filiação partidária.

Vamos analisar os dispositivos constitucionais.

SEÇÃO IV
DO SENADO FEDERAL

Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal: (Essas matérias serão reguladas por Resolução,
a qual será promulgada pelo Presidente da Mesa, salvo a iniciativa de lei para a fixação da remuneração
de seus servidores, evidentemente).
I - processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República nos crimes de responsabilidade,
bem como os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica nos
crimes da mesma natureza conexos com aqueles;
Assim, vê-se que os Ministros de Estado e os Comandantes das Forças Armadas somente serão
julgados pelo Senado Federal se praticarem crime conexo com os do Presidente ou Vice. Caso contrário,
serão julgados pelo STF (Supremo Tribunal Federal), sem necessidade de autorização.

II - processar e julgar os Ministros do Supremo Tribunal Federal, os membros do Conselho Nacional


de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, o Procurador-Geral da República e o Advogado-
Geral da União nos crimes de responsabilidade;

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Nos casos dos incisos I e II, será o presidente do supremo tribunal federal que presidirá a sessão; a
condenação se dará pelo voto de 2/3 dos membros do senado, sendo a condenação limitada à perda do
mandato e inabilitação para exercício de função pública por 8 anos, sem prejuízo das demais sanções
judiciais cabíveis.

III - aprovar previamente, por voto secreto, após arguição pública, a escolha de:
Essas aprovações revelam atos administrativos compostos, no qual o ato principal é praticado pelo
Presidente da República e o ato homologatório (aprovação) é praticado pelo Senado Federal.
a) Magistrados, nos casos estabelecidos nesta Constituição;
b) Ministros do Tribunal de Contas da União indicados pelo Presidente da República;
c) Governador de Território;
d) Presidente e diretores do banco central;
e) Procurador-Geral da República;
f) titulares de outros cargos que a lei determinar;
Essa disposição é importante, pois a Constituição confere à lei a possibilidade de determinar a
submissão da escolha dos titulares de determinados cargos à aprovação do Senado, como ocorre com
algumas agências reguladoras.

IV - aprovar previamente, por voto secreto, após arguição em sessão secreta, a escolha dos chefes de
missão diplomática de caráter permanente;
V - autorizar operações externas de natureza financeira, de interesse da União, dos Estados, do Distrito
Federal, dos Territórios e dos Municípios;
VI - fixar, por proposta do Presidente da República, limites globais para o montante da dívida
consolidada da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
VII - dispor sobre limites globais e condições para as operações de crédito externo e interno da União,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, de suas autarquias e demais entidades controladas
pelo Poder Público federal;
VIII - dispor sobre limites e condições para a concessão de garantia da União em operações de crédito
externo e interno;
IX - estabelecer limites globais e condições para o montante da dívida mobiliária dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios;
X - suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva
do Supremo Tribunal Federal;
Essa suspensão ocorre quando o Supremo declara inconstitucional determinada lei no controle difuso,
por recurso extraordinário.
XI - aprovar, por maioria absoluta e por voto secreto, a exoneração, de ofício, do Procurador-Geral da
República antes do término de seu mandato;
XII - elaborar seu regimento interno;
XIII - dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção dos
cargos, empregos e funções de seus serviços, e a iniciativa de lei para fixação da respectiva remuneração,
observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias;
XIV - eleger membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII.
XV - avaliar periodicamente a funcionalidade do Sistema Tributário Nacional, em sua estrutura e seus
componentes, e o desempenho das administrações tributárias da União, dos Estados e do Distrito Federal
e dos Municípios.
Parágrafo único. Nos casos previstos nos incisos I e II, funcionará como Presidente o do Supremo
Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos do
Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública,
sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis.
Se o ato também caracterizar ilícito civil ou penal caberá a instauração do respectivo processo judicial,
daí podendo decorrer a aplicação de outras sanções.

Questões

01. (TJ/CE - Titular de Serviços de Notas e de Registros - IESES/2018) O Senado Federal compõe-
se de representantes dos Estados e do Distrito Federal, eleitos segundo o princípio majoritário. Segundo
a CF/88 cada Estado e o Distrito Federal elegerão:
(A) 2 (dois) senadores.
(B) 4 (quatro) senadores.

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(C) 3 (três) senadores.
(D) 5 (cinco) senadores.

02. (SANEAGO/GO - Advogado - CS/UFG/2018) Nos termos da Constituição da República Federativa


do Brasil de 1988, compete privativamente ao Senado Federal:
(A) proceder à tomada de contas do Presidente da República, quando não apresentadas ao Congresso
Nacional dentro de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa, encaminhando ao Tribunal de
Contas da União pedido de abertura de investigação.
(B) autorizar, por um terço de seus membros, a instauração de processo contra o Presidente e o Vice-
Presidente da República, os Ministros de Estado, Procurador-Geral da República e o Advogado Geral da
União.
(C) autorizar o Presidente e o Vice-Presidente da República, os Ministros de Estado e o Procurador-
Geral da República a se ausentarem do País, quando a ausência exceder a vinte dias.
(D) dispor sobre limites globais e condições para as operações de crédito externo e interno da União,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, de suas autarquias e demais entidades controladas
pelo Poder Público Federal.

Gabarito

01.C / 02.D

Comentários

01. Resposta: C
Segundo Art. 46. § 1º - Cada Estado e o Distrito Federal elegerão três Senadores, com mandato de
oito anos.

02. Resposta: D
A luz do Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal:
VII - dispor sobre limites globais e condições para as operações de crédito externo e interno da União,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, de suas autarquias e demais entidades controladas
pelo Poder Público federal.

Das comissões

José Afonso da Silva define as comissões parlamentares como "organismos constituídos em cada
Câmara, composto de número geralmente restrito de membros, encarregados de estudar e examinar as
proposições legislativas e apresentar pareceres".

Texto Constitucional pertinente ao tema:

SEÇÃO VII
DAS COMISSÕES

Art. 58. O Congresso Nacional e suas Casas terão comissões permanentes e temporárias, constituídas
na forma e com as atribuições previstas no respectivo regimento ou no ato de que resultar sua criação.
As comissões permanentes assim mencionadas no caput, são aquelas que permanecem nas
passagens de legislatura, tendo suas atribuições previstas no Regimento Interno a que fazem parte.
Já as comissões temporárias têm suas atribuições definidas no ato de que resultar sua criação. Então
assim que criadas são designadas suas atribuições, que tem como finalidade a apuração de algum fato
por um período determinado.
§ 1º - Na constituição das Mesas e de cada Comissão, é assegurada, tanto quanto possível, a
representação proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares que participam da respectiva Casa.
§ 2º - às comissões, em razão da matéria de sua competência, cabe: (a seguir iremos ver as
competências passíveis de serem atribuídas as comissões)
I - discutir e votar projeto de lei que dispensar, na forma do regimento, a competência do Plenário,
salvo se houver recurso de um décimo dos membros da Casa;
Estamos diante do poder terminativo ou mais conhecido como conclusivo, que tem como prerrogativa
dar pareceres e votar em projetos de lei.

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Em regra, as comissões não votam em projetos, somente o fará se houver previsão no Regimento
Interno da Casa, que após votados irão diretamente para a sanção ou veto do presidente da república,
sem passar pela análise do Plenário.
Todavia, o que poderá ocorrer é que contra a decisão da Comissão. Caberá recurso realizado de pelo
menos 10% dos membros da Casa, que passará a ter decisão, substituindo se for o caso a decisão tida
pela Comissão.
II - realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil;
III - convocar Ministros de Estado para prestar informações sobre assuntos inerentes a suas
atribuições; (competência convocatória para aplicação do artigo 50 da CF.)
IV - receber petições, reclamações, representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou
omissões das autoridades ou entidades públicas;
V - solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão;
VI - apreciar programas de obras, planos nacionais, regionais e setoriais de desenvolvimento e sobre
eles emitir parecer.
§ 3º - As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de investigação próprios das
autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas, serão criadas pela
Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em conjunto ou separadamente, mediante requerimento
de um terço de seus membros, para a apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas
conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade
civil ou criminal dos infratores.
§ 4º - Durante o recesso, haverá uma Comissão representativa do Congresso Nacional, eleita por suas
Casas na última sessão ordinária do período legislativo, com atribuições definidas no regimento comum,
cuja composição reproduzirá, quanto possível, a proporcionalidade da representação partidária.
Os §§3º e §4º, dispõem sobre a Comissão Parlamentares de Inquérito (CPI) que estudaremos a seguir.

Comissões Parlamentares de Inquérito - CPI

As Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI), têm um papel de grande importância no que tange à
fiscalização de atividades de interesse público, possuem natureza investigatória.
Essas Comissões foram adotadas na Câmara dos Deputados, a partir da Constituição de 1934, com
a aplicação subsidiária do Processo Penal Comum. Posteriormente, também foi instituída no Senado
Federal.
O objetivo da CPI, é apurar um fato determinado. Não se admite, assim, a criação de CPIs para a
investigação de situações genéricas, de incerta delimitação, como seria, por exemplo, a criação de uma
Comissão de Inquérito para investigar “todas as irregularidades do Poder Judiciário federal”.

Criação
Sua criação depende de:
a) Requerimento de 1/3 dos membros da Casa ou das Casas, se mista;
b) Indicação de fato determinado a ser objeto de investigação;
O fato pode ser singular ou múltiplo, marcado por um ponto comum. Tudo o que disser respeito, direta
ou indiretamente, ao fato determinado que ensejou a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito pode
ser investigado.
Para o STF, "não está impedida de investigar fatos que se ligam, intimamente, com o fato principal".
(Em relação a CPI).
c) Fixação de um prazo certo para a conclusão dos trabalhos. Esse prazo é impróprio, já que poderá,
justificadamente, ser dilatado, desde que não perpasse uma legislatura.

Poderes de Investigação
De acordo com a CF/88, elas possuem poderes próprios de autoridades judiciais. Porém, estes
poderes são limitados, há coisas que elas não podem fazer em função da reserva de jurisdição.
Elas não poderão investigar fatos que dizem respeito estritamente à competência de outros membros
da federação, além de não poderem questionar atos de natureza jurisdicional.

Segundo MOTTA5, pode a CPI:


- Requisitar aos órgãos públicos documentos e informações necessárias para a investigação;

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MOTTA, Silvio. Direito Constitucional. 2018.

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- Determinar a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico das pessoas sujeitas à investigação (mas
não a interceptação telefônica, como veremos logo a seguir): importante ressaltar que o STF decidiu que
CPI instaurada em âmbito estadual tem poder para determinar a quebra do sigilo bancário mesmo quando
a entidade financeira atingida integra a esfera federal, como, por exemplo, o Banco Central (ACO n 730,
de 22/09/2004);
- Convocar quaisquer pessoas, inclusive Ministros de Estado, para depor sobre fatos relacionados ao
objeto da investigação, as quais poderão, mediante o recurso à força policial, até mesmo serem
conduzidas coercitivamente ao local do depoimento, quando se negarem a comparecer sem justificativa
plausível. De se destacar que segundo o STF, pode a CPI se valer da polícia judiciária para localizar
testemunha cujo endereço seja desconhecido, a fim de poder formalizar sua convocação;
- Determinar buscas e apreensões de documentos, respeitada a inviolabilidade domiciliar;
- Apurar negócios realizados entre particulares, desde que de qualquer forma relacionados com o
objeto da investigação;
- Determinar diligencias e realizar perícias e exames necessários à apuração dos fatos, podendo
utilizar-se de todos meios probatórios admitidos em Direito;
- Convocar magistrados para depor sobre fatos praticados na função de administrador público, que
não se relacionem com a função jurisdicional.

Direitos dos Depoentes


São assegurados aos depoentes o direito de:
a) Permanecer calados durante o interrogatório, mesmo na condição de testemunhas;
b) Negar-se a responder perguntas para proteger o sigilo profissional;
c) Negar-se a responder perguntas que se incriminem;
d) Ser assistidos por advogado em seus depoimentos, de forma ativa. Isso quer dizer que eles podem
consultar o advogado sobre como responder a alguma pergunta;
e) Recorrer ao Poder Judiciário se entenderem que seus direitos estão sendo violados.
Os depoentes não têm direito ao contraditório em uma CPI.

Restrições
Não cabe à CPI:
a) Determinar qualquer espécie de prisão, salvo em flagrante;
b) Determinar medidas cautelares de ordem penal ou civil;
c) Determinar a busca e apreensão de documentos domiciliar;
d) Autorizar interceptações telefônicas;
e) Anular atos do Poder Executivo;
f) Decretar a indisponibilidade de bens.

De acordo com o STF, as CPIs não poderão conferir publicidade indevida a dados sigilosos obtidos no
curso das investigações.
A investigação parlamentar, por mais graves que sejam os fatos pesquisados pela Comissão
legislativa, não pode desviar-se dos limites traçados pela Constituição nem transgredir as garantias, que,
decorrentes do sistema normativo, foram atribuídas à generalidade das pessoas, físicas e/ou jurídicas.
A unilateralidade do procedimento de investigação parlamentar não confere, à CPI, o poder de agir
arbitrariamente em relação ao indiciado e às testemunhas, negando-lhes, abusivamente, determinados
direitos e certas garantias que derivam do texto constitucional ou de preceitos inscritos em diplomas
legais.
No contexto do sistema constitucional brasileiro, a unilateralidade da investigação parlamentar, não
tem o condão de abolir os direitos, de derrogar as garantias, de suprimir as liberdades ou de conferir, à
autoridade pública (investida, ou não, de mandato eletivo), poderes absolutos na produção da prova e na
pesquisa dos fatos.
A exigência de respeito aos princípios consagrados em nosso sistema constitucional não frustra nem
impede o exercício pleno, por qualquer CPI, dos poderes investigatórios de que se acha investida.
O ordenamento positivo brasileiro garante, às pessoas em geral, qualquer que seja a instância de
Poder, o direito de fazer-se assistir, tecnicamente, por Advogado, a quem incumbe, com apoio no Estatuto
da Advocacia, comparecer às reuniões da CPI, sendo-lhe lícito reclamar, verbalmente ou por escrito,
contra a inobservância de preceitos constitucionais, legais ou regimentais, notadamente nos casos em
que o comportamento arbitrário do órgão de investigação parlamentar vulnere as garantias básicas
daquele - indiciado ou testemunha - que constituiu, para a sua defesa, esse profissional do Direito.

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A função de investigar não pode resumir-se a uma sucessão de abusos nem deve reduzir-se a atos
que importem em violação de direitos ou que impliquem desrespeito a garantias estabelecidas na
Constituição e nas leis. O inquérito parlamentar, por isso mesmo, não pode transformar-se em instrumento
de prepotência nem se converter em meio de transgressão ao regime da lei.

Controle Judicial da CPI


A Comissão está vinculada à Casa Legislativa em que surge, e os seus atos são imputáveis a essa
mesma Casa. Isso traz consequências relevantes, do ponto de vista da competência jurisdicional para
apreciar os seus atos.
Uma CPI, no âmbito do Congresso Nacional sujeita-se ao controle judicial, por meio de habeas corpus
ou de mandado de segurança, diretamente pelo Supremo Tribunal Federal. O mandado de segurança
deve apontar como autoridade coatora o presidente da CPI.
Vale lembrar que os excessos da Comissão Parlamentar de Inquérito, serão controlados pelo STF,
cabendo também a suprema corte, julgar os mandados de segurança e habeas corpus.

Silêncio na CPI
De acordo com posicionamento do STF, o Ministro Celso de Mello, entende o tema da seguinte forma:
"O privilégio contra a autoincriminação - que é plenamente invocável perante as Comissões
Parlamentares de Inquérito - traduz direito público subjetivo assegurado a qualquer pessoa, que, na
condição de testemunha, de indiciado ou de réu, deva prestar depoimento perante órgãos do Poder
Legislativo, do Poder Executivo ou do Poder Judiciário. O exercício do direito de permanecer em silêncio
não autoriza os órgãos estatais a dispensarem qualquer tratamento que implique restrição à esfera
jurídica daquele que regularmente invocou essa prerrogativa fundamental. Precedentes. O direito ao
silêncio - enquanto poder jurídico reconhecido a qualquer pessoa relativamente a perguntas cujas
respostas possam incriminá-la (nemo tenetur se detegere) - impede, quando concretamente exercido,
que aquele que o invocou venha, por tal especifica razão, a ser preso, ou ameaçado de prisão, pelos
agentes ou pelas autoridades do Estado(...). (HC 79.812, Rei. Min. Celso de Mello, DJ 16/02/01)”

Questões

01. (AL/GO - Procurador - IADES/2019) Conforme disposto na Constituição Federal de 1988, o


Congresso Nacional e as respectivas Casas terão comissões permanentes constituídas na forma e com
as atribuições previstas no próprio regimento ou no ato de que resultar a respectiva criação. A respeito
de tais comissões permanentes, assinale a alternativa correta.
(A) A Constituição Federal confere às comissões permanentes iniciativa privativa para apresentação
de projetos de lei acerca de determinadas matérias.
(B) Às comissões permanentes cabe, independentemente da matéria da respectiva competência,
solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão.
(C) As deliberações das comissões permanentes, salvo disposição constitucional em contrário, serão
tomadas por maioria dos votos, presentes, no mínimo, um terço dos respectivos membros.
(D) Embora seja assegurada, tanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos ou dos
blocos parlamentares na constituição de cada comissão, tal garantia não se aplica na constituição das
Mesas das Casas do Congresso Nacional.
(E) A Constituição Federal atribuiu ao Regimento Interno de cada Casa do Congresso Nacional a
possibilidade de prever situações excepcionais nas quais não se aplica o princípio da reserva de plenário,
permitindo a discussão e a votação, em caráter final, de projetos de lei nas comissões, salvo se houver
recurso de um décimo dos membros da respectiva Casa..

02. (TCM/BA - Auditor Estadual de Controle Externo - CESPE/2018) As comissões parlamentares


de inquérito
(A) podem promover diretamente a responsabilidade civil dos infratores, mas não a criminal.
(B) têm poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, vedada a previsão de outros
poderes nos regimentos das casas parlamentares.
(C) devem remeter suas conclusões ao Ministério Público se for necessário responsabilizar penal ou
civilmente os infratores.
(D) podem ser instituídas pelo Senado Federal ou pela Câmara dos Deputados, mas não pelas duas
casas conjuntamente.
(E) têm poderes para decretar a quebra de sigilo fiscal, mas não bancário.

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03. (DPE/MA - Defensor Público - FCC/2018) São características das comissões parlamentares de
inquérito, no âmbito federal:
(A) temporariedade; criação por requerimento de pelo menos um terço do total de membros da Casa;
poder de requerer a audiência de Ministros de Estado.
(B) função atípica do Estado; não necessitar de objeto de investigação definido, podendo iniciar com
diligências para delimitá-lo; poder de requerer a audiência de Deputados e Senadores, mas não de
Ministros, exceto se autorizado pelo Presidente da República.
(C) investigar fatos relacionados às atribuições fiscalizatórias da Casa; poder requerer audiência de
autoridades municipais; não possuir prazo definido para conclusão dos trabalhos.
(D) não possuir prazo definido para a conclusão dos trabalhos; criação por requerimento de pelo menos
um terço do total de membros da Casa; poder de requerer a audiência de Ministros de Estado.
(E) criação por requerimento de pelo menos metade mais um do total de membros da Casa;
temporariedade; poder de requerer a audiência de Deputados e Senadores, mas não de Ministros, exceto
se autorizado pelo Presidente da República.

Gabarito

01.E / 02.C / 03.A

Comentários

01.Resposta: E
Art. 58, § 2º - às comissões, em razão da matéria de sua competência, cabe:
I - discutir e votar projeto de lei que dispensar, na forma do regimento, a competência do Plenário,
salvo se houver recurso de um décimo dos membros da Casa;

02. Resposta: C
Artigo 58, § 3º As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de investigação próprios
das autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas, serão criadas
pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em conjunto ou separadamente, mediante
requerimento de um terço de seus membros, para a apuração de fato determinado e por prazo certo,
sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a
responsabilidade civil ou criminal dos infratores.

03.Resposta: A
Artigo 58, § 3º As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de investigação próprios
das autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas, serão criadas
pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em conjunto ou separadamente, mediante
requerimento de um terço de seus membros, para a apuração de fato determinado e por prazo certo
(temporariedade), sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que
promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores.
Segundo a doutrina, cabe a CPI, convocar quaisquer pessoas, inclusive Ministros de Estado, para
depor sobre fatos relacionados ao objeto da investigação, as quais poderão, mediante o recurso à força
policial, até mesmo serem conduzidas coercitivamente ao local do depoimento, quando se negarem a
comparecer sem justificativa plausível.

Mandato Parlamentar (federal, estadual e municipal).

Prezado(a), cabe destacar que este assunto fora estudado anteriormente neste mesmo material.

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Iniciativa no processo legislativo: Executivo, Legislativo, Judiciário. Iniciativa
popular. Iniciativa reservada.

INICIATIVA NO PROCESSO LEGISLATIVO

O processo legislativo6 constitui um conjunto de regras procedimentais, previstas na Constituição, para


a elaboração das espécies normativas que estão relacionadas no seu art. 59. Este artigo foi
regulamentado pela Lei Complementar 95/1998, que dispõe sobre a elaboração, a redação, a alteração
e a consolidação das leis.
As regras do processo legislativo devem ser estritamente observadas sob pena de
inconstitucionalidade formal. O controle desse processo pode ocorrer de forma repressiva, ou seja, após
já constituída a lei, mas também de forma prévia, ou preventiva, antes que seja inserida no ordenamento
jurídico. O controle repressivo é realizado pelo Poder Judiciário. O preventivo é realizado tanto pelas
Comissões de Constituição e Justiça das Casas parlamentares, quanto pelo Poder Executivo, por meio
do veto presidencial.

Fase de iniciativa do processo legislativo

O processo legislativo é dividido em 3 fases: a fase de iniciativa, a fase constitutiva e a fase


complementar. A fase de iniciativa, também chamada de fase deflagradora, iniciadora ou instauradora, é
por onde o processo legislativo se inicia. A fase constitutiva se desenrola na discussão e votação do
projeto de lei, seguida da sanção ou veto presidencial. A última fase, a complementar, inclui a
promulgação e a publicação.
O caput do art. 61 da Constituição traz o que a doutrina chama de iniciativa geral de lei. Ele atribui a
competência para a iniciativa de leis ordinárias e complementares, nos casos previstos na Constituição,
às seguintes pessoas e órgãos:

Na iniciativa concorrente, a competência para deflagrar o processo legislativo é atribuída a mais de


uma pessoa ou órgão. A competência atribuída a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos
Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, do art. 61, é exemplo de iniciativa concorrente.
A iniciativa para projeto de Emenda Constitucional também é concorrrente, conforme se depreende do
art. 60 e seus incisos.

Na chamada iniciativa conjunta, por sua vez, presume-se uma consenso de vontades, ou seja, a
Constituição delega competência para mais de uma pessoa ou órgão deflagrarem, conjuntamente, o
processo legislativo. Exemplo desse tipo de iniciativa era a referente à lei que fixa o subsídio dos Ministros
do Supremo Tribunal Federal, correspondente ao teto salarial do funcionalismo público.

A Emenda Constitucional nº 19/1998 estabeleceu que essa iniciativa era conjunta entre o Presidente
da República, os Presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado e dos Ministros do STF. No entanto,
mais tarde, a Emenda Constitucional nº 41/2003 alterou a regra, determinando que a lei agora é de
iniciativa exclusiva da Corte Constitucional, conforme art. 96, II, “b”, reproduzido a seguir:

Art. 96. Compete privativamente:


II – ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores e aos Tribunais de Justiça propor ao Poder
Legislativo respectivo, observado o disposto no art. 169:
b) a criação e a extinção de cargos e a remuneração dos seus serviços auxiliares e dos juízos que lhes
forem vinculados, bem como a fixação do subsídio de seus membros e dos juízes, inclusive dos tribunais
inferiores, onde houver;

O teto do funcionalismo está estabelecido na Constituição no art. 37, XI. Conforme § 11 deste artigo,
não estão computados neste limite as parcelas de caráter indenizatório previstas em lei. Além disso, o §
9º determina que tal limite aplica-se às empresas públicas e às sociedades de economia mista, e suas
subsidiárias, que recebem recursos da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios para
pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral.

6
https://bit.ly/2jWf7OX

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Ainda no mesmo artigo, o § 12 faculta aos Estados e ao Distrito Federal fixar, em seu âmbito, mediante
emenda às suas Constituições e Lei Orgânica, como limite único do funcionalismo, o subsídio mensal dos
Desembargadores do respectivo Tribunal de Justiça. Esse limite não pode ultrapassar 90,25% do subsídio
mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. Essa regra, porém, não se aplica aos subsídios dos
Deputados Estaduais e Distritais e dos Vereadores.
Voltando à fase de iniciativa do processo legislativo, outra classificação, não muito utilizada, divide-a
em iniciativa parlamentar e extraparlamentar. A iniciativa parlamentar refere-se à prerrogativa
constitucional conferida a todos os membros do Congresso Nacional para iniciarem processo de lei. A
iniciativa extraparlamentar, por sua vez, refere-se à prerrogativa conferida aos demais legitimados fora
do parlamento, quais sejam, o Presidente da República, aos Tribunais Superiores, os Ministérios Públicos
e os cidadãos.

Iniciativa privativa ou Reservada

A iniciativa privativa também é conhecida como iniciativa reservada ou exclusiva. Nela, somente
determinada pessoa ou órgão, de forma exclusiva, pode deflagrar o processo legislativo, sob pena de
vício de inconstitucionalidade formal de iniciativa. Esse tipo de iniciativa também é indelegável.
Dentro das iniciativas privativas, temos primeiramente as leis de iniciativa privativa do Presidente da
República, arroladas no § 1º do art. 61, abaixo reproduzido:

§ 1º São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que:


I – fixem ou modifiquem os efetivos das Forças Armadas;
II – disponham sobre:
a) criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento
de sua remuneração;
b) organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária, serviços públicos e pessoal
da administração dos Territórios;
c) servidores públicos da União e Territórios, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade
e aposentadoria;
d) organização do Ministério Público e da Defensoria Pública da União, bem como normas gerais para
a organização do Ministério Público e da Defensoria Pública dos Estados, do Distrito Federal e dos
Territórios;
e) criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública, observado o disposto no art.
84, VI;
f) militares das Forças Armadas, seu regime jurídico, provimento de cargos, promoções, estabilidade,
remuneração, reforma e transferência para a reserva.

Quanto às leis de iniciativa privativa de Governadores e Prefeitos, estas devem seguir o modelo
federal, respeitando o princípio da simetria e a separação de poderes.

São de iniciativa privativa do Judiciário as leis sobre matérias de seus exclusivo interesse, relacionadas
no art. 96, II, da Constituição. A iniciativa exclusiva de lei complementar que dispõe sobre o Estatuto do
Magistratura é privativa do STF, como diz o art. 93, caput.
Em relação aos Tribunais de Contas, conforme art. 73, eles exercem, no que couber, as mesmas
atribuições previstas no art. 96. Logo, é de iniciativa privativa desses Tribunais, por exemplo, propor ao
legislativo projetos de lei para a alteração do número de membros, a criação e a extinção de cargos, a
remuneração dos seus serviços auxiliares e a fixação do subsídio de seus membros.
Há também matérias cuja iniciativa de lei regulamentadora é privativa da Câmara dos Deputados e do
Senado, como, por exemplo, o disposto no art. 51, IV e art. 52, XIII. Conforme esses dispositivos, cabe
privativamente à Câmara e ao Senado a iniciativa de lei para fixação da remuneração dos seus
respectivos cargos, empregos e funções de seus serviços, observados os parâmetros estabelecidos na
lei de diretrizes orçamentárias.

Lembrando que, em nenhuma hipótese acima mencionada, a sanção presidencial pode convalidar
vício de iniciativa, sendo este vício formal insanável.

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Jurisprudência quanto à iniciativa privativa

O Supremo Tribunal Federal, em várias ocasiões, já foi chamado a se manifestar quanto à


interpretação de dispositivos constitucionais estabelecendo a iniciativa privativa.
Primeiramente, quanto à competência privativa do Presidente da República para iniciativa de lei sobre
criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de
sua remuneração (art. 61, § 1º, II, “a”), ela está limitada ao âmbito federal.
Além disso, matéria de iniciativa privativa do Presidente da República pode ser tratada por Emenda
Constitucional. Lembrando que iniciativa para a apresentação de PEC é concorrente.
No processo legislativo, a iniciativa de lei sobre a organização do Ministério Público é de competência
concorrente entre o Presidente da República e o Procurador-Geral da República

Procuradoria-Geral da República
Quanto à sua iniciativa privativa de lei sobre matéria tributária (art. 61, § 1º, II, “a”), esta refere-se
somente a lei aplicável aos Territórios Federais. No âmbito da União, Estados, Distrito Federal e
Municípios, a iniciativa de lei sobre matéria tributária é concorrente entre o chefe do executivo e os
membros do legislativo.
Em relação à iniciativa para projeto de lei complementar sobre a organização do Ministério Público (art.
61, § 1º, II, “d”), esta é concorrente entre o Presidente da República e o Procurador-Geral da República,
em observância ao que diz o art. 128, § 5º. Portanto, somente as normas gerais são de iniciativa privativa
do Presidente da República.
Em relação aos Ministérios Públicos estaduais, por simetria, a competência é concorrente entre o
Governador do Estado e o Procurador-Geral de Justiça. Lembrando que o MPDFT é ramo do Ministério
Público da União. Logo, a lei sobre sua organização é de iniciativa do Presidente da República e do PGR.
Em relação aos Ministérios Públicos juntos aos Tribunais de Contas, estes são ministérios especiais que
não integram o Ministério Público. Portanto, a competência para iniciativa de lei sobre sua organização é
da própria Corte de Contas.
As regras de competências para a iniciativa privativa dispostas na Constituição Federal não se aplicam
às normas originárias das Constituições Estaduais e da Lei Orgânica do Distrito Federal. Elas são
decorrentes do poder constituinte derivado que se manifesta de modo inicial e elabora a Constituição pela
primeira vez. A partir daí, passa-se a se aplicar as regras de iniciativa, uma vez que a modificação dessas
Constituições agora é resultado do chamado poder constituinte derivado revisional.
A competência para iniciar o processo legislativo de matérias pertinentes ao Plano Plurianual, às
Diretrizes Orçamentárias e aos Orçamentos Anuais, estabelecida no art. 165, I, II e III, e também privativa
do Poder Executivo, na figura do Presidente da República.
O legitimado exclusivo para iniciar processo legislativo em determinada matéria não pode ser obrigado
a deflagrá-lo, já que, segundo o STF, a discricionariedade quanto ao momento de apresentação do projeto
de lei é inerente à competência privativa, salvo prazo fixado na Constituição. Apesar disso, essa
característica não impede, quando couber, o ajuizamento de ação de inconstitucionalidade por omissão.
Finalmente, em relação à apresentação de emendas parlamentares à projeto de lei de iniciativa
privativa, ela pode ocorrer desde que tenha pertinência temática com o projeto original e não acarrete
aumento de despesas. Logo, sob essas condições, mesmo em projetos de lei de iniciativa privativa do
Presidente da República, é possível emendas. Lembrando que emendas sem pertinência temática com
o projeto original não é convalidada por sanção presidencial.
O aumento de despesas por meio de emenda é excepcionalmente admitido em projetos de lei
orçamentária, de iniciativa privativa do Executivo, quando compatível com o plano plurianual e a lei de
diretrizes orçamentárias; quando indicarem a origem dos recursos adicionais necessários, admitidos
somente os relativos a anulação de despesas; ou quando estiverem relacionadas a erros, omissões ou
dispositivos do texto do projeto de própria lei (art. 166, § 3º, da Constituição).

Iniciativa popular

Conforme art. 14 da Constituição, a soberania popular será exercida, dentre outras formas, mediante
a iniciativa popular. Dessa forma, conforme regras do art. 61, § 2º, o eleitorado pode deflagrar o processo
legislativo de lei complementar ou ordinária.
Para isso, o projeto de lei deve ser subscrito por no mínimo 1% dos eleitores de todo o país, distribuídos
por no mínimo 5 Estados-membros, sendo que cada Estado deve conter pelo menos 0,3% desses
eleitores.

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A iniciativa popular é uma forma de exercício direto de poder pelo povo, sem intermédio de seus
representantes eleitos. Porém, esse exercício limita-se à iniciativa de lei, uma vez que o parlamento ainda
pode rejeitar ou emendar o projeto, bem como o Presidente da República pode vetá-lo.
A Lei 9.709/1998, que regulamenta a iniciativa popular, determina que o projeto de lei deve tratar
apenas de um assunto, de forma a facilitar a sua compreensão e a coleta de assinaturas. Além disso,
esse projeto não pode ser rejeitado por vício de forma. A Câmara dos Deputados, a Casa iniciadora, se
for necessário, deve providenciar a correção de eventuais impropriedades técnicas e erros de redação.
Dado o rigor procedimental, além do fator numérico, consequência do tamanho do eleitorado nacional,
foram poucas as leis de iniciativa popular aprovadas no país. Parte delas acabaram sendo encampadas
por parlamentares, que assinaram e apresentaram o projeto de lei em seu nome. Dessa forma, o instituto
tem servido mais como instrumento de pressão para que o Congresso Nacional priorize determinadas
matérias.

Glória Perez, motivada pelo homicídio da filha, participou ativamente da iniciativa popular do processo
legislativo para alteração da lei de crimes hediondos
Glória Perez

Como exemplo, podemos citar a Lei 8.920/98, que modificou a Lei de Crimes Hediondos, iniciativa
encabeçada pela autora de novelas Glória Perez por ocasião do homicídio de sua filha, mas que acabou
tendo seu projeto formalmente encaminhado ao parlamento pelo Presidente da República na época.
Outro exemplo mais recente foi a Lei da Ficha Limpa, embora não tenha sido exclusivamente de iniciativa
popular, já que se originou de projeto elaborado pelo Executivo.

Algumas medidas tem sido tomadas para facilitar a iniciativa popular, como a criação de comissões
participativas na Câmara dos Deputados e no Senado, voltadas para colher sugestões de iniciativa
legislativa por associações e órgãos de classe, sindicatos e outros organizações da sociedade civil.
Questão ainda não pacificada é a possibilidade de iniciativa popular para projeto de Emenda
Constitucional. Embora a Constituição não a admita expressamente, parte da doutrina, levando em
consideração interpretação sistemática de seus dispositivos, aceita essa possibilidade. Várias
Constituições Estaduais contam com essa previsão, inclusive, permitindo iniciativa popular de projeto de
Emenda Constitucional estadual.
Em regra, não se admite iniciativa popular de projeto de lei que seja de iniciativa privativa de outros
titulares, apenas quando se trata de matéria de iniciativa concorrente. Porém, o STF já admitiu essa
possibilidade em matéria privativa do Presidente da República.
Quanto às espécies normativas que admitem iniciativa popular, admite-se apenas para leis
complementares e ordinárias, com ressalva quanto às emendas constitucionais, conforme já mencionado.
Não é possível iniciativa popular para projeto de lei delegada, medida provisória, decreto legislativo ou
resolução.

O art. 27, § 4º, da Constituição, determina que lei disporá sobre a iniciativa popular no processo
legislativo dos Estados. Já o art. 29, XIII, diz que a iniciativa popular de projetos de lei de interesse
específico do Município, da cidade ou de bairros, se dará através da manifestação de, pelo menos, 5%
eleitorado.

Princípio da irrepetibilidade
Em regra, quando um projeto de lei sobre determinada matéria é rejeitado pelo parlamento, novo
projeto sobre o mesmo assunto não poderá ser apresentado até a sessão legislativa seguinte. Esse é o
princípio da irrepetibilidade.
Porém, conforme art. 67, essa matéria poderá ser objeto de novo projeto de lei na mesma sessão
legislativa se proposta pela maioria absoluta de qualquer das Casas do Congresso Nacional.
O referido artigo não limita o número de vezes em que o projeto poderá se reapresentado,
estabelecendo apenas o requisito do quorum. Logo, em tese, a maioria absoluta do parlamento poderá
reapresentar projeto com matéria rejeitada repetidas vezes, na mesma sessão legislativa.
Quanto à matéria de iniciativa privativa, não se aplica a regra do art. 67. Logo, em relação a elas, pode-
se dizer que o princípio da irrepetibilidade é absoluto.
Em respeito à separação de poderes, matéria de projeto de lei rejeitado pelo parlamento não poderá,
na mesma sessão legislativa, ser matéria de medida provisória.

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Questões

01.(TJ/PI - Técnico Judiciário - FCC ) O processo legislativo NÃO compreende a elaboração de


a) medidas provisórias.
b) leis complementares.
c) leis delegadas.
d) portarias.
e) resoluções.

02. (PC/ES – Delegado de Polícia - CESPE) A iniciativa para elaboração de leis complementares e
ordinárias constitui exemplo da denominada iniciativa concorrente.
( ) Certo ( ) Errado

Gabarito

01.D / 02.Certo

Comentários

01.Resposta: D
O processo legislativo compreende a elaboração das espécies normativas do art. 59, da Constituição,
dentre as quais não se incluem as portarias.

02.Resposta: Certo
Conforme art. 61, caput, segundo o qual a iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a
qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso
Nacional, ao Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao
Procurador-Geral da República e aos cidadãos.

O processo de emendas: espécies, titularidade, objeto, conteúdo, natureza e


momento. Proposições legislativas: espécies e diferenças. Fases da elaboração
legislativa. Incidentes no processo legislativo. Da Sanção. Do Veto. Da
Promulgação. Da Publicação. Decreto Legislativo.

PROCESSO DE EMENDAS

A revisão, a reforma e a emenda são formas de atuação do poder constituinte reformador.


Em nosso país, a Constituição Federal trouxe em seu texto duas formas de realizar o poder reformador,
ou a competência reformadora. A primeira delas é a Emenda, descrita no artigo 60 da Lei maior. A
segunda vem descrita no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, recebendo a denominação de
revisão.
O art. 60 da Constituição Federal dispõe poderá ser emendada mediante proposta:
- De um terço (1/3), no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal;
- Do Presidente da República;
- De mais da metade das Assembleias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se,
cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros (maioria absoluta quanto ao número de
Assembleias e maioria simples quanto aos seus membros).
A proposta de Emenda Constitucional é discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em
dois turnos em cada uma, considerando-se aprovada se obtiver, em todos esses turnos (quatro no total),
três quintos (3/5) dos votos favoráveis dos respectivos membros (e não apenas dos presentes à sessão).
A Emenda Constitucional aprovada será promulgada (terá sua existência atestada) pelas mesas
diretoras da Câmara e do Senado Federal. As emendas constitucionais não estão sujeitas à sanção ou
promulgação pelo Presidente da República.
A matéria constante de proposta de Emenda Constitucional que for rejeitada ou havida por prejudicada
não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa – ordinariamente fixada entre 02 de
fevereiro e 22 de dezembro de cada ano. Não é aplicada à Emenda Constitucional rejeitada ou tida por
prejudicada, portanto, a regra prevista no art. 67 da Constituição Federal (que autoriza a reapresentação,

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na mesma sessão legislativa, de proposta de lei relativa à matéria rejeitada, desde que assinada por mais
da metade de todos os membros de alguma das Casas).
Importante lembrar que a Constituição Federal não pode ser emendada na vigência de Intervenção
Federal, Estado de Defesa e Estado de Sítio (limitações circunstanciais).
Não será objeto de deliberação a proposta tendente a abolir a forma federativa dos Estados; o voto
direto, secreto, universal e periódico; a separação dos Poderes; e os direitos e garantias individuais.

Competência Reformadora e Seus Limites

Diferentemente do que ocorre com o Poder Constituinte Originário, não existe duvidas doutrinárias
quanto a pertinência de cláusulas limitativas do exercício do Poder Reformador, uma vez que o mesmo é
um poder instituído, portanto, está sujeito a limitações de forma e de conteúdo.
O Direito positivo contém varias espécies de limitação ao Poder Constituinte de reforma, todos eles
previstos pelo próprio ordenamento e podem ser distinguidos por diversas categorias, tendo por base a
via de penetração no sistema constitucional.
Uma primeira categoria é dos limites internos, também chamados de endógenos ou autônomos, que
provém da própria constituição e que estabelece limites instransponíveis à derivação constituinte.
Esses limites se subdividem-se em limites processuais e limites materiais (também chamados de
limites substanciais) , os primeiros são aqueles, cujo próprio nome indica, que se referem a precaução
adjetiva ou tramitação que se deve cumprir quanto ao procedimento de reforma, já os segundos se
referem as limitações de conteúdo material frequentemente conhecido como “cláusulas pétreas”, já que
contem a parte proibida da reforma.
Já os limites exógenos ou heterônomos, podem ser os pactos federais que conduzem a uma limitação
do órgão constituinte enquanto a forma de estado que visa estabelecer, a supremacia federal que impõe
limites ao Poder Constituinte decorrente e os tratados internacionais, quer em tempo de guerra ou em
tempo de paz.
Estes limites impostos pelo Poder Constituinte Originário ao poder de reforma, visa evitar a ruptura da
ordem jurídica do Estado e todas as suas limitações devem embutir-se de idêntico espírito.

Competência Reformadora na Constituição Brasileira de 1988.

A constituição brasileira prevê em seu texto duas formas de se realizar a competência reformadora, ou
o poder reformador. A primeira delas é a Emenda Constitucional prevista no artigo 60, da Magna Carta
de 1988. A segunda encontra-se descrita no artigo 3.º do Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias, com o nome de Revisão.

1 Limites procedimentais (formais) da Emenda e da Revisão


Os limites formais também chamados de procedimentais devem obedecer os seguintes preceitos:
a) Iniciativa do Presidente da República ou a um terço, no mínimo, de Deputados Federais ou um terço
de senadores, ou ainda, por mais de metade das Assembleias Legislativas estaduais.
b) a proposta deve ser discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos de
votação, discutida e aprovada em um turno volta a ser discutida e votada em outro, considerando-se
aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros.
O doutrinador Michel Temer, leciona que “este procedimento deve ser rigorosamente obedecido sob
pena de inconstitucionalidade em razão de desobediência à forma.”
Após votada e aprovada a emenda é promulgada pelo Congresso Nacional e recebe um numero,
cumpre salientar que não há sanção presidencial nem veto.
Ainda importante ressaltar que quando a proposta houver sido rejeitada ou havida por prejudicada,
não poderá ser ela renovada na mesma sessão legislativa.
No tocante a revisão, o art.3.º do Ato das Disposições Constitucionais transitórias previa um
procedimento diferenciado para a alteração da constituição, que iniciar-se-ia após cinco anos , contados
da promulgação da Constituição, pelo voto da maioria absoluta dos membros do Congresso Nacional, em
sessão unicameral. Assim, em 1993, a revisão constitucional foi feita, encerrando-se com a promulgação
de seis emendas constitucionais de revisão em 07 de junho de 1994, dessa forma, inadmissível, no Brasil,
o procedimento de revisão.
Assim, a nossa Constituição somente poderá ser alterada por meio de Emendas Constitucionais.

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2 Limites circunstanciais
A Constituição Federal de 1988, no artigo 60, §1.º dispõe sobre a proibição de tramitação de emendas
constitucionais na vigência de intervenção federal, estado de defesa ou de estado de sitio, visando
garantir a tranquilidade social.

3. Limites temporais
No que se refere a revisão constitucional, já extinta em nosso país, previa que o limite temporal para
que a mesma corresse seria de cinco anos, a contar da data da publicação da Carta de 1988. Assim,
poderia o poder de reforma, apenas ampliar esse tempo, mas jamais reduzi-lo. Como visto, os limites
temporais foram devidamente observado, pois foi feita a revisão constitucional em 1993, resultando na
edição de seis emendas constitucionais revisoras.
No tocante as Emendas Constitucionais em nosso país não há limites temporais, podendo ser editadas
a qualquer tempo.

4. Limites materiais: Cláusulas pétreas


Dispõe o artigo 60, §4, da Constituição Federal que:
“Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:
I- a forma federativa de Estado;
II- o voto direto, secreto, universal e periódico;
III- a separação dos poderes;
IV- os direitos e garantias individuais.”
Primeiramente, devemos ter em mente que o supracitado artigo impede a deliberação de proposta de
emenda tendente a abolir determinados princípios, o que significa dizer que a proibição visa impedir a
extinção de determinados pontos dos incisos supramencionados, visando a preservação de certos
princípios, quais sejam:
a) Forma federativa do Estado
Não poderá ser objeto de emenda uma proposta tendente a abolir a forma federativa de Estado, ou
seja, o modo de ser federal do Estado Brasileiro criado pela Constituição de 1988. Essa proibição desde
a Constituição de 1891 está presente no direito pátrio, com exceção apenas do período teoricamente
vigente da Constituição de 1937, vedando a transformação do Estado brasileiro em Estado Unitário.
b) Voto direto, secreto, universal e periódico
A escolha de representantes políticos diretamente pelo povo está assegurada, impedindo eleições
indiretas. O constituinte também garantiu o voto secreto, entendido como elemento fundamental do
sistema democrático e cristalizou o universo dos indivíduos que entendeu aptos a participarem do
processo eleitoral. Já a periodicidade dos mandatos é a conseqüência da característica periódica do voto,
não autorizando qualquer modificação nos cargos políticos que o constituinte previu como suscetíveis de
eleição em hereditários ou vitalício.
Essa cláusula pétrea do sufrágio universal, direto, secreto e periódico é a expressão do princípio
democrático. Não estava prevista no direito brasileiro anterior.
c) a separação dos poderes
Consagra-se como necessário e insuprimíveis quaisquer dos três poderes do Estado brasileiro, ou
seja, o poder executivo, legislativo e o judiciário, “reservando-se em favor de cada poder as atribuições
inerentes à sua função básica”. Assim, a emenda que suprima, restrinja a independência de qualquer dos
poderes como previsto pelo constituinte originário seria imprópria.
d) os direitos e garantias individuais
No tocante aos direitos e garantias individuais, mudanças que minimizem a sua proteção não são
admissíveis. Não se permite através desta cláusula que o constituinte reformador suprima o rol das
liberdades públicas.
“Esses direitos e garantias individuais protegidos são os enumerados no art. 5.º da Constituição e em
outros dispositivos da Carta.”.
Para a doutrina, existe polêmica, quanto a extensão dos direitos e garantias individuais abrangidos
pela cláusula pétrea.
Ferreira Filho nos ensina que: “Em primeiro lugar ao pé da letra, o texto, cuja óbvia intenção é proteger
os direitos fundamentais, exclui da garantia os direitos sociais (e nem se fale dos direitos de
solidariedade). Parece isto absurdo. Porque proteger uma espécie de direitos fundamentais mais do que
outra? Assim, deve-se entender que o legislador disse menos do que queria e, portanto, os direitos sociais
estão incluídos na proibição. Afinal, na interpretação – já ensinavam os romanos- há de prevalecer o
espírito, não a letra”.

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Para nós, os direitos e garantias fundamentais, abrangidos pela cláusula pétrea, seriam além dos
limites do art. 5.º abrangendo os direitos sociais descrito na Constituição Federal, do artigo 6.º ao 11 da
CF, além de outros direitos previsto em toda Carta de 1988.

Processo legislativo
O processo legislativo, compreende o conjunto de atos observados na proposta e na elaboração de
emendas à Constituição, leis complementares, leis ordinárias, leis delegadas, decretos legislativos,
resoluções e medidas provisórias.
Para Moraes7 o termo processo legislativo, “pode ser compreendido num duplo sentido, jurídico e
sociológico. Juridicamente, consiste no conjunto coordenado de disposições que disciplinam o
procedimento a ser obedecido pelos órgãos competentes na produção de leis e atos normativos que
derivam diretamente da própria constituição, enquanto sociologicamente podemos defini-lo como o
conjunto de fatores reais que impulsionam e direcionam os legisladores a exercitarem suas tarefas”.

Princípios Gerais do Processo Legislativo.

O processo legislativo pode ser entendido como o conjunto de atos preordenados (iniciativa, emenda,
votação, sanção ou veto, promulgação e publicação), praticados pelos órgãos competentes, cujo objetivo
é criar normas do Direito. A doutrina atual apresenta alguns princípios gerais que regem o processo e que
lhe dão características.
Mas, afinal, o que são princípios? Princípios são precisamente a síntese dos valores mais relevantes
de um determinado sistema jurídico. No caso do processo legislativo, os princípios são verdadeiros
alicerces para a elaboração das normas jurídicas e servem de esteio para a interpretação e integração
das normas constitucionais e regimentais que o disciplinam.
Esses princípios, entretanto, tratam do aspecto dinâmico do processo legislativo, chamado
procedimento legislativo, no qual ocorrem as fases de elaboração da norma jurídica.
De acordo com José Afonso da Silva, os mais importantes princípios do processo legislativo são:
a) o da publicidade;
b) o da oralidade;
c) o da separação da discussão e votação;
d) o da unidade da legislatura;
e) o do exame prévio dos projetos por comissões parlamentares.

Princípio da Publicidade refere-se à necessidade de as deliberações das Casas Legislativas serem


públicas. Sobre essa publicidade, podemos observá-la sob três aspectos:
1º) possibilidade efetiva de o público poder assistir às deliberações das Câmaras;
2º) disponibilidade ao público em geral de atas das sessões e reuniões aprovadas pela própria Câmara
e suas comissões;
3º) publicação pela imprensa de resumos ou extratos de suas atas e da livre informação do ocorrido
em suas sessões e reuniões.

No Brasil, a publicidade oficial dos atos legislativos no âmbito federal realiza-se por meio do Diário do
Congresso Nacional, do Diário da Câmara dos Deputados e do Diário do Senado Federal.
Também dão publicidade dos atos e dos trabalhos das duas Casas do Congresso Nacional as
emissoras TV Câmara e TV Senado, os jornais da Câmara e do Senado, as rádios Câmara e Senado, as
agências de notícias das duas Casas, além das informações constantes nos sítios eletrônicos da Câmara
dos Deputados (www.camara.gov.br) e do Senado Federal (www.senado.gov.br).
Outra forma de se ter acesso aos trabalhos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal ocorre
pela franquia ao público das sessões das duas Casas e das reuniões de suas comissões. Além do mais,
tanto a Câmara quanto o Senado possuem comitê de imprensa, que permite livre acesso aos repórteres
a tudo que acontece no interior do Congresso.
No entanto, esse princípio encontra algumas exceções, consubstanciadas na existência de sessões
secretas, cujas atas são guardadas em sigilo. Há ainda nos Regimentos a possibilidade de se realizarem
reuniões de comissões reservadas ou secretas.

7
MORAES, Alexandre de. Direito Constitucional. 33ª Edição. 2018.

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Princípio da Oralidade prescreve que os debates concernentes ao processo legislativo ocorram de
viva voz, tanto na discussão quanto na votação. Todavia, existem alguns casos em que as votações
ocorrem por meio de painel eletrônico e outras em que as votações são secretas.
De forma excepcional, permite-se que os discursos sejam simplesmente enviados à publicação sem
terem sido pronunciados.

Princípio da Separação da Discussão e da Votação diz respeito ao fato de a votação só se iniciar


após encerrada a discussão de uma proposição. Uma vez finalizada esta, não mais se pode discutir a
matéria durante sua votação. Observe que tanto o encaminhamento de votação como a declaração de
voto não violam esse princípio, uma vez que não se volta a discutir a matéria.

Princípio da unidade da legislatura assegura a atuação de cada legislatura sem vincular com a
precedente. Esse princípio, também chamado de princípio da independência da legislatura, aplica-se à
Câmara dos Deputados e às demais Casas Legislativas dos Estados, Distrito Federal e Municípios.
No entanto, cumpre salientar que, no Senado Federal, a renovação alternada de um e dois terços de
seus membros e o mandato de oito anos dos Senadores não permite uma distinção nítida entre as
legislaturas (CF, art. 46 §§ 1º, in fine, e 2º).
Esse princípio tem por escopo permitir que cada legislatura seja una e independente das demais,
iniciando-se a tarefa de cada Congresso sem relação com os trabalhos da legislatura anterior. Entretanto,
esse não é um preceito absoluto, uma vez que nem todas as proposições pendentes de uma legislatura
são arquivadas ao final dela.

Princípio do Exame Prévio do Projeto por Comissões Parlamentares tem por objetivo definir a
necessidade de, em regra, os projetos passarem por comissões de caráter técnico-legislativo ou
especializado a fim de que sejam apreciados previamente à deliberação do Plenário das Casas
Legislativas. As comissões estudam as matérias relativas aos projetos, emitindo pareceres sobre sua
constitucionalidade, juridicidade, adequação financeira, orçamentária, e sobre o mérito.
Em regra, esses pareceres são, posteriormente, discutidos e votados em Plenário. A exceção são os
projetos apreciados com poder conclusivo das comissões que, salvo recurso interposto para deliberação
em Plenário da Casa, são apreciados exclusivamente pelas comissões.

Procedimentos

Existem três espécies de procedimentos legislativo, três modos diferentes para a elaboração de atos
legislativos:
a) Ordinário ou Comum: Destinados à elaboração de leis ordinárias, mas em linhas gerais podemos
considerar aplicável também a leis complementares. Esse processo compreende os seguintes conjuntos
de atos:
- Iniciativa - A iniciativa8 não é propriamente um ato de processo legislativo, mas, antes, o seu
deflagramento. Através da iniciativa ficam estabelecidos alguns requisitos essenciais à tramitação da
proposta, tais como: o rito, o quórum, as votações e os procedimentos legislativos pertinentes àquela
proposta.
Quando se fala em iniciativa, podemos separá-las em parlamentar ou extraparlamentar. A parlamentar
é a outorgada por qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do
Congresso Nacional. Já a extraparlamentar é conferida aos ao Presidente da República, ao Supremo
Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-Geral da República, aos cidadãos e os
Tribunais de Justiça (apesar de não estar listado no artigo 61 CF, também compete a iniciativa
extraparlamentar, ex. art. 96 inc. II, da CF/88).
Segundo a doutrina podemos classificar a iniciativa sendo:
- Geral: quando se outorga a determinada autoridade, órgão ou grupo de indivíduos, a competência
para apresentar projetos de lei sobre assuntos indeterminados;
- Restrita: a iniciativa restrita é quando determinada autoridade, órgão ou grupo de indivíduos tem
competência para apresentar projetos de lei sobre assuntos determinados, indicados na CF/88.
Importante destacar que se a matéria for tida de competência restrita, não poderá a iniciativa geral querer
disciplinar o assunto (ex. Art. 96, inc. II da CF);
- Reservada: Quando certo órgão ou autoridade poderá disciplinar certas matérias, ex. art.61 §1º;

8
MOTTA, Silvio. Direito Constitucional. 2018.

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23
- Concorrente: Aqui a iniciativa poderá ser de um órgão e de uma autoridade, isso acontece quando
deparamos sobre assunto de matéria legislativa onde a iniciativa concorre entre o presidente da república
e dos membros do congresso;
- Popular: A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto
de lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco
Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles.

- Emendas - proposições apresentadas por parlamentares visando alterações no projeto de lei;


As emendas podem ser Supressivas, aditivas, modificativas, substitutivas e aglutinativas (aglutinativas
quando resultas fusão de outras emendas).
Importante demonstrar que tem as subemendas, que é uma emenda apresentada em outra emenda.

- Deliberação -envolve três etapas distintas: discussão; votação; e aprovação ou rejeição;


- Discussão: é o debate realizado dentro da Casa Legislativa, para apreciação das propostas. Quanto
mais tempo realizar este debate, uso da argumentação, boa técnica de redação legislativa maior as
probabilidades de um texto mais robusto que traga melhor segurança legislativa.

- Sanção e veto - São atos exclusivos do chefe do Executivo. A sanção poderá ser expressa ou tácita,
mas o veto somente expresso. A sanção e o veto devem ser realizados no prazo de 15 dias úteis,
contados do recebimento do projeto lei, sempre fundamentados.
A sanção é a aprovação de um projeto de lei que já fora previamente aprovado pela Câmara ou pelo
Senado.
O veto consiste na manifestação de discordância emitida pelo chefe do Executivo, contrário a um
projeto de lei. Ocorrendo em duas circunstâncias:
1) projeto de lei contrário ao interesse público: conhecido como veto político (veto político: se dá em
razão do interesse público, ex. uma lei que vai contra a economia do país);
2) projeto de lei inconstitucional: denominado veto jurídico (veto jurídico: se dá por questões de
ilegalidade ou inconstitucionalidade).
Deve o veto ser motivado pelo Chefe do Executivo, sendo sempre expresso e nunca tácito. Há
possibilidade de ser total ou parcial, abrangendo sempre texto integral de artigo, de parágrafo, de inciso
ou de alínea. O presidente da república terá 48 horas para apresentação das razões do veto.
- Promulgação -é o ato pelo qual se atesta a existência de uma lei; esta já existe antes de ser
promulgada, mas seus efeitos dependem de posterior promulgação e publicação; e
- Publicação - é a comunicação feita a todos, por ex. pelo Diário Oficial, da existência de uma nova
lei, assim como de seu conteúdo.

b) Sumário: Destinado à elaboração de projetos de lei de sua iniciativa em regime de urgência. O art.
64 da Constituição, em seus §§ 1º a 4º, regula procedimento sumário que segue o formato do processo
legislativo ordinário, com a diferença de que se sujeita a prazos constitucionalmente fixados para a
deliberação e votação pelas Casas do Congresso Nacional.
Uma vez apresentada a solicitação por esse procedimento, a Câmara e o senado terão 45 dias,
respectivamente, para fazer apreciação do projeto. Veja primeiro a Câmara depois o Senado. Em alguns
casos caberá o sobrestamento exceto nos casos em que haverá prazo constitucional fixado.
Depois do Senado analisar e aprovar sem alterações, o projeto é enviado ao Presidente da república,
que vetará ou sancionará. Se por ventura o Senado rejeitar o projeto, este será arquivado, respeitando o
princípio da irrepetibilidade9.
Quanto ao prazo do procedimento sumário dificilmente terá o prazo de 100 dias como grande parte da
doutrina entende. Já que estamos sujeitos a recesso legislativo, prazo de 15 dias úteis que o presidente
terá para vetar ou sancionar (em se tratando de lei ordinária), a remessa de 5 dias úteis de remessa de
uma Casa para outra, enfim são muitos prazos para que ao final conclua exatamente 100 dias.

c) Especial: Aplica-se este procedimento as espécies normativas que cujo processo de produção seja
diferente do processo legislativo ordinário.
Destina-se à elaboração e outras normas, como emendas à Constituição, leis delegadas, medidas
provisórias, decretos legislativos, resoluções e leis financeiras (lei do plano plurianual, lei de diretrizes
orçamentárias, lei de orçamento anual e de abertura de créditos adicionais).

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Visa preservar o parlamento de ter que novamente rever posicionamentos já tomados em votações durante o processo legislativo.

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Texto Constitucional sobre o assunto

Seção VIII
DO PROCESSO LEGISLATIVO
Subseção I
Disposição Geral

Objeto do Processo Legislativo (as bancas organizadoras/doutrinadores, entendem também sendo,


espécies normativas).
Art. 59. O processo legislativo compreende a elaboração de:
I - emendas à Constituição;
As emendas à CF/88, são as únicas ferramentas na atualidade previstos na Lei Maior que podem
realizar alterações na Constituição.
No próximo artigo (60), iremos estudar de forma mais individualizada, já que fora destinada uma
subseção especialmente para regulamentar a matéria.
II - leis complementares;
É um ato normativo primários onde as possibilidades de aplicação ficam taxadas na constituição. Outro
ponto importante que já fora cobrado pelas bancas organizadoras, fala que sua tramitação quando
presente na esfera Federal é bicameral ficando sujeitas ao veto ou sanção do presidente.
III - leis ordinárias;
As leis ordinárias são atos normativos pelo qual a constituição quando quer menciona-las usa o
seguinte termo “lei” para regular certa matéria, ou para se criar obrigações de fazer ou não fazer. A maior
diferença que existe entre a lei complementar é o fato de sua aprovação exigir apenas a maioria relativa
e a lei complementar serão aprovadas por maioria absoluta.
IV - leis delegadas;
As leis delegadas são atos editados pelo presidente da república quando existe expressa delegação
de competência do Congresso Nacional. Essa delegação é tida pela doutrina como “externa corporis”,
pelo qual o Congresso irá delimitar os termos/limites para sua edição.
V - medidas provisórias;
Quando surgir eventual situações de relevância e urgência, o presidente da república, editará um ato
normativo de nome medida provisória. Depois de editada já começam a vigorar, devendo ser
imediatamente levadas para apreciações das Casas do congresso.
O prazo de vigência é de 60 dias, podendo ser prorrogadas, uma vez por igual período.
A prorrogação é automática porque o Presidente da República não pode retirar a medida provisória do
Congresso Nacional. Poderá, sim, editar uma nova medida provisória que suspenda os efeitos da
primeira, cabendo ao Congresso Nacional deliberar pela conversão em lei de uma delas e regulamentar
as relações jurídicas decorrentes das normas rejeitadas.
VI - decretos legislativos;
Os decretos legislativos, são atos normativos editados exclusivamente pelo Congresso Nacional,
tramitando pelas duas Casas, porém não ficam sujeitas ao veto ou sanção do presidente da república.
Não deve ser confundido com os antigos decretos-leis, nem com os decretos expedidos pelo Poder
Executivo.
VII - resoluções.
De acordo com Motta, são atos normativos editados pelo Congresso Nacional, na hipótese do art. 68,
§2º, pela Câmara dos Deputados, nas matérias do art. 51, e pelo Senado Federal, nas matérias do art.52
e do art. 155, § 2º, IV e V, e art. 152, IV, todos da Constituição. Tramitam exclusivamente nas respectivas
Casas, não se sujeitando à sanção do Presidente da República. Para sua aprovação basta maioria
relativa.
Parágrafo único. Lei complementar disporá sobre a elaboração, redação, alteração e consolidação das
leis.

Decreto Legislativo

O conceito10 de decreto legislativo corresponde à forma em que as matérias de competência exclusiva


do Congresso Nacional são regulamentadas.
Nesse sentido, o artigo 49 da Constituição Federal de 1988 dispõe acerca da competência exclusiva
do Congresso Nacional.

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Destaca-se que o procedimento dos decretos legislativos não se encontra presente na Carta Magna,
de modo que também caberá ao Congresso Nacional, por meio de seu regulamento interno, tratar de
seus pormenores.
Vale dizer ainda que, por se tratar de matéria exclusiva do Poder Legislativo, na elaboração e
aprovação dos decretos legislativos não há participação do Poder Executivo, a quem não caberá seu veto
ou sanção.

Para que Serve um Decreto Legislativo?


Os decretos legislativos possuem mesma força da lei ordinária e podem ser de iniciativa de qualquer
comissão da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal, casas que juntas compõem o Congresso
Nacional.
Quanto à sua aprovação, essa caberá ao presidente do Senado Federal, posto que também presidente
do Congresso Nacional.
Faz-se necessária também sua instrução, discussão e votação tanto na Câmara dos Deputados quanto
no Senado Federal, considerando, pois, o bicameralismo federal.
Os efeitos advindos da promulgação dos decretos legislativos são sentidos externamente ao
Congresso Nacional.

SUBSEÇÃO II
DA EMENDA À CONSTITUIÇÃO

As emendas constitucionais são realizada pelo poder constituinte derivado reformador e se pensarmos
na Emenda Constitucional enquanto proposta, a mesma é considerada um ato infraconstitucional sem
qualquer normatividade, porém após sua aprovação, ingressa no ordenamento jurídico com mesma
hierarquia de uma norma constitucional originária.

Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:


A iniciativa poderá ocorrer nos incisos I, II e III.
I - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal;
II - do Presidente da República;
III - de mais da metade das Assembleias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se,
cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros.
§ 1º - A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado de defesa
ou de estado de sítio. (Hipóteses em que a Constituição não poderá ser emendada).
§ 2º - A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos,
considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros.
(Votação)
§ 3º - A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado
Federal, com o respectivo número de ordem. (Promulgação da emenda)
§ 4º - Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: (São cláusulas pétreas
expressas, não podem ser alteradas).
I - a forma federativa de Estado;
II - o voto direto, secreto, universal e periódico;
III - a separação dos Poderes;
IV - os direitos e garantias individuais.
§ 5º - A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser
objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa.
Neste parágrafo fica presente a nuança temporal acerca da emenda, vamos pensar o seguinte
exemplo, uma proposta rejeitada em 2012, não poderá ser apresentada no mesmo ano e sim somente
no ano de 2013.

SUBSEÇÃO III
DAS LEIS

Art. 61. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da
Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da República, ao
Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos,
na forma e nos casos previstos nesta Constituição. (Iniciativa)
§ 1º - São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que:

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I - fixem ou modifiquem os efetivos das Forças Armadas;
II - disponham sobre:
a) criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento
de sua remuneração;
b) organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária, serviços públicos e pessoal
da administração dos Territórios;
c) servidores públicos da União e Territórios, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade
e aposentadoria;
d) organização do Ministério Público e da Defensoria Pública da União, bem como normas gerais para
a organização do Ministério Público e da Defensoria Pública dos Estados, do Distrito Federal e dos
Territórios;
e) criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública, observado o disposto no art.
84, VI
f) militares das Forças Armadas, seu regime jurídico, provimento de cargos, promoções, estabilidade,
remuneração, reforma e transferência para a reserva
§ 2º - A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de
lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco
Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles.
Em especial ao dispositivo (art. 61, §1º), tem que haver certa observância dos entes federados, por
ser apresentar como a manifesta aplicação do princípio da separação dos poderes, assim, manter certa
cautela para não ferir esta garantia constitucional.
Como de costume das bancas organizadoras, elas tentam nos confundir quando o assunto é lei
ordinária e lei complementar, quando pode uma ou outra. Atenção.
Pode uma matéria de lei complementar ser tratada por lei ordinária? Não. Não e não. Se uma lei
ordinária tratar de matéria de lei complementar, esta lei será tida como formalmente inconstitucional.
Pode uma matéria de lei ordinária ser tratada por lei complementar? Sim, isso é perfeitamente
possível. Em uma situação desta ocorre o seguinte, esta lei será formalmente complementar, porém,
materialmente ordinária. Isso permite que por ex. uma lei complementar seja alterada por uma lei
ordinária.

Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas
provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional.
§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria: (Vedações)
I - relativa a:
a) nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos e direito eleitoral;
b) direito penal, processual penal e processual civil;
c) organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a garantia de seus membros;
d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e suplementares,
ressalvado o previsto no art. 167, § 3º;
II - que vise a detenção ou sequestro de bens, de poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro;
III - reservada a lei complementar;
IV - já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e pendente de sanção ou veto
do Presidente da República
§ 2º Medida provisória que implique instituição ou majoração de impostos, exceto os previstos nos arts.
153, I, II, IV, V, e 154, II, só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido convertida
em lei até o último dia daquele em que foi editada.
§ 3º As medidas provisórias, ressalvado o disposto nos §§ 11 e 12 perderão eficácia, desde a edição,
se não forem convertidas em lei no prazo de sessenta dias, prorrogável, nos termos do § 7º, uma vez por
igual período, devendo o Congresso Nacional disciplinar, por decreto legislativo, as relações jurídicas
delas decorrentes. (Prazos)
§ 4º O prazo a que se refere o § 3º contar-se-á da publicação da medida provisória, suspendendo-se
durante os períodos de recesso do Congresso Nacional. (Prazos)
§ 5º A deliberação de cada uma das Casas do Congresso Nacional sobre o mérito das medidas
provisórias dependerá de juízo prévio sobre o atendimento de seus pressupostos constitucionais.
§ 6º Se a medida provisória não for apreciada em até quarenta e cinco dias contados de sua
publicação, entrará em regime de urgência, subsequentemente, em cada uma das Casas do Congresso
Nacional, ficando sobrestadas, até que se ultime a votação, todas as demais deliberações legislativas da
Casa em que estiver tramitando. (Trancamento de pauta)

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§ 7º Prorrogar-se-á uma única vez por igual período a vigência de medida provisória que, no prazo de
sessenta dias, contado de sua publicação, não tiver a sua votação encerrada nas duas Casas do
Congresso Nacional. (Prazos)
§ 8º As medidas provisórias terão sua votação iniciada na Câmara dos Deputados. (Casa iniciadora)
§ 9º Caberá à comissão mista de Deputados e Senadores examinar as medidas provisórias e sobre
elas emitir parecer, antes de serem apreciadas, em sessão separada, pelo plenário de cada uma das
Casas do Congresso Nacional.
§ 10. É vedada a reedição, na mesma sessão legislativa, de medida provisória que tenha sido rejeitada
ou que tenha perdido sua eficácia por decurso de prazo. (Reedição)
§ 11. Não editado o decreto legislativo a que se refere o § 3º até sessenta dias após a rejeição ou
perda de eficácia de medida provisória, as relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados
durante sua vigência conservar-se-ão por ela regidas. (Rejeição tácita ou expressa)
§ 12. Aprovado projeto de lei de conversão alterando o texto original da medida provisória, esta manter-
se-á integralmente em vigor até que seja sancionado ou vetado o projeto. (Aprovação com ou sem
alterações).

Resumindo o Procedimento da medida provisória:


a) Casa iniciadora: art. 62 §8º;
b) Prazos: art. 62 §3º, §4º e §7º;
c) Trancamento de pauta: art. 62 §6°;
d) Aprovação com ou sem alterações: art. 62 § 12;
e) Rejeição tácita ou expressa: art. 62 § 11;
f) Reedição: art. 62 § 10.

Art. 63. Não será admitido aumento da despesa prevista:


I - nos projetos de iniciativa exclusiva do Presidente da República, ressalvado o disposto no art. 166,
§ 3º e § 4º;
II - nos projetos sobre organização dos serviços administrativos da Câmara dos Deputados, do Senado
Federal, dos Tribunais Federais e do Ministério Público.

Art. 64. A discussão e votação dos projetos de lei de iniciativa do Presidente da República, do Supremo
Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores terão início na Câmara dos Deputados.
§ 1º - O Presidente da República poderá solicitar urgência para apreciação de projetos de sua iniciativa.
§ 2º Se, no caso do § 1º, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal não se manifestarem sobre a
proposição, cada qual sucessivamente, em até quarenta e cinco dias, sobrestar-se-ão todas as demais
deliberações legislativas da respectiva Casa, com exceção das que tenham prazo constitucional
determinado, até que se ultime a votação.
§ 3º - A apreciação das emendas do Senado Federal pela Câmara dos Deputados far-se-á no prazo
de dez dias, observado quanto ao mais o disposto no parágrafo anterior.
§ 4º - Os prazos do § 2º não correm nos períodos de recesso do Congresso Nacional, nem se aplicam
aos projetos de código.

Art. 65. O projeto de lei aprovado por uma Casa será revisto pela outra, em um só turno de discussão
e votação, e enviado à sanção ou promulgação, se a Casa revisora o aprovar, ou arquivado, se o rejeitar.
Parágrafo único. Sendo o projeto emendado, voltará à Casa iniciadora.

Art. 66. A Casa na qual tenha sido concluída a votação enviará o projeto de lei ao Presidente da
República, que, aquiescendo, o sancionará.
§ 1º - Se o Presidente da República considerar o projeto, no todo ou em parte, inconstitucional ou
contrário ao interesse público, vetá-lo-á total ou parcialmente, no prazo de quinze dias úteis, contados da
data do recebimento, e comunicará, dentro de quarenta e oito horas, ao Presidente do Senado Federal
os motivos do veto.
§ 2º - O veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo, de parágrafo, de inciso ou de alínea.
§ 3º - Decorrido o prazo de quinze dias, o silêncio do Presidente da República importará sanção.
§ 4º O veto será apreciado em sessão conjunta, dentro de trinta dias a contar de seu recebimento, só
podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Deputados e Senadores.
§ 5º - Se o veto não for mantido, será o projeto enviado, para promulgação, ao Presidente da República.
§ 6º Esgotado sem deliberação o prazo estabelecido no § 4º, o veto será colocado na ordem do dia da
sessão imediata, sobrestadas as demais proposições, até sua votação final.

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§ 7º - Se a lei não for promulgada dentro de quarenta e oito horas pelo Presidente da República, nos
casos dos § 3º e § 5º, o Presidente do Senado a promulgará, e, se este não o fizer em igual prazo, caberá
ao Vice-Presidente do Senado fazê-lo.

Art. 67. A matéria constante de projeto de lei rejeitado somente poderá constituir objeto de novo projeto,
na mesma sessão legislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos membros de qualquer das
Casas do Congresso Nacional.

Art. 68. As leis delegadas serão elaboradas pelo Presidente da República, que deverá solicitar a
delegação ao Congresso Nacional.
§ 1º - Não serão objeto de delegação os atos de competência exclusiva do Congresso Nacional, os de
competência privativa da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal, a matéria reservada à lei
complementar, nem a legislação sobre:
I - organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a garantia de seus membros;
II - nacionalidade, cidadania, direitos individuais, políticos e eleitorais;
III - planos plurianuais, diretrizes orçamentárias e orçamentos.
§ 2º - A delegação ao Presidente da República terá a forma de resolução do Congresso Nacional, que
especificará seu conteúdo e os termos de seu exercício.
§ 3º - Se a resolução determinar a apreciação do projeto pelo Congresso Nacional, este a fará em
votação única, vedada qualquer emenda.

Art. 69. As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta.

Questões

01. (Câmara de Nova Odessa/SP - Assistente Legislativo - VUNESP/2018) Considerando que o


processo legislativo federal, previsto na Constituição Federal de 1988, estabelece normas de observância
obrigatória pelo processo legislativo de quaisquer entes federativos, é correto afirmar que a iniciativa da
lei municipal será privativa do Prefeito Municipal se a lei versar sobre
(A) o Código de Obras e Edificações e lei que discipline o uso do solo e as formas de ocupação urbana.
(B) o Código Tributário do Município e o Código Municipal de Obras e Edificações.
(C) criação de cargos, funções ou empregos públicos na Administração Direta e Autárquica ou
aumento de sua remuneração.
(D) a Lei de Zoneamento Urbano, o Plano Diretor e o Código Sanitário.
(E) o Código Ambiental do Município e lei municipal que regula o Imposto Sobre Serviços de Qualquer
Natureza (ISSQN).

02. (Petrobras - Advogado Júnior - CESGRANRIO/2018) No processo legislativo brasileiro, o veto a


um projeto de lei é
(A) qualificado e absoluto
(B) tácito e relativo
(C) tácito e absoluto
(D) expresso e relativo
(E) expresso e absoluto

03. (Câmara de Bandeirantes/SC - Auxiliar Legislativo - Alternative Concursos) Conforme prevê


a Constituição Federal no art. 59 o processo legislativo compreende a elaboração de:
Indique a opção INCORRETA:
(A) Emendas à Constituição.
(B) Leis Complementares.
(C) Leis Ordinárias.
(D) Mandados de Seguranças.
(E) Medidas Provisórias.

04. (Prefeitura de Quixadá/CE - Assistente Jurídico - Serctam) Considerando as normas


constitucionais sobre processo legislativo, é correto afirmar:
(A) A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: de mais da metade das Assembleias
Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria absoluta de
seus membros.

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(B) A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado
Federal.
(C) A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação ao Senado Federal de projeto de lei
subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados,
com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles.
(D) Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias,
com força de lei, sobre matéria penal.
(E) As medidas provisórias terão sua votação iniciada no Senado Federal.

05. (Prefeitura de Alumínio/SP - Procurador Jurídico - VUNESP) É permitida a edição de medida


provisória sobre matéria
(A) relativa a abertura de crédito extraordinário para atendimento a despesas imprevisíveis e urgentes.
(B) relativa a direito processual civil.
(C) reservada a lei complementar
(D) já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e pendente de sanção ou veto
do Presidente da República.
(E) relativa a partidos políticos.

06. (TCE/PA - Conhecimentos Básicos - Cargos diversos - CESPE) Considerando as disposições


constitucionais sobre o Poder Legislativo e o processo legislativo, julgue o item a seguir.
As medidas provisórias vigoram pelo prazo improrrogável de sessenta dias e devem ser votadas em
sessão conjunta da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
( ) Certo ( ) Errado

Gabarito

01.C / 02.D / 03.D / 04.B / 05.A / 06.Errado

Comentários

01. Resposta: C
O art. 61 da CF diz as atividades de iniciativa do Presidente da República, e não do Prefeito, vejamos:
“A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara
dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da República, ao Supremo
Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos, na forma
e nos casos previstos nesta Constituição.
§ 1º São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que:
I - fixem ou modifiquem os efetivos das Forças Armadas;
II - disponham sobre:
a) criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou
aumento de sua remuneração;

02. Resposta: D
Deve o veto ser motivado pelo Chefe do Executivo, sendo sempre expresso e nunca tácito.
Art. 57. O Congresso Nacional reunir-se-á, anualmente, na Capital Federal, de 2 de fevereiro a 17 de
julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 50, de 2006)
[...]
§ 3º Além de outros casos previstos nesta Constituição, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal
reunir-se-ão em sessão conjunta para:
[...]
IV - conhecer do veto e sobre ele deliberar

03. Resposta: D
O processo legislativo não é utilizado para elaboração de mandado de segurança, sendo este um
instrumento jurídico que visa resguardar direito líquido e certo, não amparado por Habeas Corpus ou por
Habeas Data, que foi negado, ou mesmo ameaçado, por autoridade pública ou no exercício de atribuições
do poder público.

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04. Resposta: B
Dispõe o art. 60, §3º, da CF/88: “A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara
dos Deputados e do Senado Federal, com o respectivo número de ordem”.

05. Resposta: A
Prevê o art. 62 da CF/88: Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar
medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional. Além
disso, as demais alternativas mencionam matérias que são vedadas serem tratadas por medida provisória
(art. 62, §1º).

06. Resposta: Errado


O prazo da medida provisória não é improrrogável. É o que dispõe o art. 62, §3º, da CF/88: As medidas
provisórias, ressalvado o disposto nos §§ 11 e 12 perderão eficácia, desde a edição, se não forem
convertidas em lei no prazo de sessenta dias, prorrogável, nos termos do § 7º, uma vez por igual período,
devendo o Congresso Nacional disciplinar, por decreto legislativo, as relações jurídicas delas decorrentes.

Lei Complementar nº 95/1998 (técnica legislativa).

A Lei Complementar nº 95, de 26 de fevereiro de 1998, foi instituída com a finalidade de atender a
determinação contida no parágrafo único do artigo 59 da Constituição Federal sobre a necessidade de
edição de uma lei complementar que tratasse sobre a elaboração, a alteração, a redação e a consolidação
das leis, visando, deste modo, estabelecer diretrizes para a organização do ordenamento jurídico.
Neste contexto, editada a Lei Complementar nº 95, ela possui dois eixos complementares: o que
disciplina as normas técnicas para a feitura das leis e a proposta de que as leis devam estar organizadas
em Códigos, no que seria a Consolidação das Leis Federais Brasileiras.
O conceito de que as leis pertencem a um ordenamento jurídico é importante por indicar que as leis
adentram em uma estrutura já existente. E, por isso, devem observar as diretrizes propostas que
legitimam essas inovações criadas pelo processo legislativo.

Técnica legislativa: é o conjunto de preceitos visando à adaptação da lei escrita à sua finalidade
específica, que é a direção das ações humanas, em conformidade com a organização jurídica da
sociedade. (F. Geny)
É por meio da técnica legislativa que busca-se melhorar o Direito do ponto de vista de sua qualidade
técnica de sua coerência e de sua compreensão.

Competência legislativa: A Constituição Federal traz a competência de cada ente, sobre cada
matéria.

Art. 22, CF – competência legislativa privativa da União


Art. 23, CF – competência legislativa comum da União, Estados, Distrito Federal e Municípios (leis
complementares – forma de cooperação)
Art. 24, CF - competência legislativa concorrente – União dita normas gerais. Estados podem
suplementá-las

Estilo de Redação de um texto normativo:


- Usar frases impositivas
- construir as orações na ordem direta, evitando adjetivações dispensáveis buscar a uniformidade do
tempo verbal (preferência tempo presente ou futuro simples do presente)
- Observar regras de pontuação
- articular a linguagem, técnica ou comum, de modo a ensejar perfeita compreensão do objetivo da lei
- evitar o emprego de expressão ou palavra que possibilite duplo sentido ao texto
- usar apenas siglas consagradas pelo uso, observado o princípio de que a primeira referência no texto
seja acompanhada de explicitação de seu significado
- grafar por extenso quaisquer referências a números e percentuais, exceto data, número de lei e nos
casos em que houver prejuízo para a compreensão do texto

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31
- indicar, expressamente, o dispositivo objeto de remissão, preterindo o uso das expressões "anterior",
"seguinte" ou equivalentes

Cláusulas Justificativas e Cláusula de Execução ou mandado de cumprimento


Clausulas justificativas são as razões que o levaram a autoridade a editar o ato. O seu emprego é
usual apenas para os atos do Poder Executivo.
São causas de justificativa:
a) Considerandos
São justificativas utilizadas pela autoridade quando o ato legislativo for de grande importância para a
nação; quando o ato legislativo trouxer grandes reformas para o seio da sociedade e também, quando
provocar um grande impacto na opinião pública.

b) Exposição de Motivos
Trata-se de justificativa típica de codificações, elaborada pelos autores do anteprojeto de código, cuja
finalidade é expor as fontes inspiradoras da nova legislação, os princípios e teorias que o orientam entre
outras influências.

Ordem de Execução ou Mandado de Cumprimento - é a parte que encerra o preâmbulo e corresponde


a uma fórmula imperativa, que determina o cumprimento do ato legislativo elaborado.
São espécies de Ordem de Execução:
a)”Decreta”, “Resolve”, “Determina” = fórmulas usadas geralmente em atos legislativos do emanados
do Poder Executivo;
b)”Faço saber...” e “O Congresso Nacional decreta e seu sanciono...” = fórmulas empregadas
geralmente nas leis.

A lei é estruturada em três partes básicas:


- parte preliminar
- parte normativa
- parte final

Vamos estudá-las uma a uma.

A parte preliminar compreende a epígrafe, a ementa, o preâmbulo, o enunciado do objeto e a indicação


do âmbito de aplicação das disposições normativas.
A parte normativa é o texto das normas, o conteúdo substantivo relacionadas com a matéria regulada.
Já a parte final compreende as disposições pertinentes às medidas necessárias à implementação das
normas de conteúdo substantivo, as disposições transitórias, se for o caso, a cláusula de vigência e a
cláusula de revogação, quando couber.

Se estudamos sobre técnica legislativa temos que ver os significados de epígrafe, ementa, preâmbulo,
artigo, inciso, alíneas e item.

A epígrafe revela a categoria normativa da disposição e sua localização no tempo.


Por ementa entendemos que o resumo da lei.
O preâmbulo indicará o órgão ou instituição competente para a prática do ato e sua base legal.
Artigo nada mais é que a unidade básica de articulação do texto normativo. Em sentido legal, quer
dizer parte, juntura, articulação de assuntos de um ato legislativo. Muitas vezes é indicado pela
abreviatura “art.”, seguida de numeração ordinal até o nono e cardinal a partir deste.
Os artigos desdobram-se em parágrafos ou em incisos; os parágrafos em incisos, os incisos em alíneas
e as alíneas em itens.
Parágrafo é a imediata subdivisão do artigo, ou disposição acessória do trecho onde figura. Sua função
é explicar, restringir ou modificar a disposição principal (caput = cabeça do artigo) do artigo, ao qual se
liga intimamente. Podemos representar graficamente o parágrafo com o seguinte símbolo §. Havendo um
único parágrafo o denominamos de “parágrafo único”, nesse caso não usamos símbolo, ou seja, deve ser
escrito por extenso.
O inciso é um elemento discriminativo do artigo ou do parágrafo. É representado por algarismos
romanos, sendo particularmente útil para grandes enumerações.
A alínea é empregada para desdobrar incisos. É representada por letras minúsculas.
O item constitui desdobramento da alínea. É grafado com algarismos arábicos.

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Estruturação lógica

Num texto legal observa-se que o primeiro artigo do texto indicará o objeto da lei e o respectivo âmbito
de aplicação, observados os seguintes princípios:
– excetuadas as codificações, cada lei tratará de um único objeto;
– a lei não conterá matéria estranha a seu objeto ou a este não vinculada por afinidade, pertinência ou
conexão;
– o âmbito de aplicação da lei será estabelecido de forma tão específica quanto o possibilite o
conhecimento técnico ou científico da área respectiva;
– o mesmo assunto não poderá ser disciplinado por mais de uma lei, exceto quando a subsequente se
destine a complementar lei considerada básica, vinculando-se a esta por remissão expressa.

O corpo da lei contém a matéria legislativa propriamente dita -- as disposições que inovam na ordem
jurídica.
Sobre o prazo de vigência da lei devemos esclarecer que será indicada de forma expressa e de modo
a contemplar prazo razoável para que dela se tenha amplo conhecimento.
Se uma lei tem cláusula de vigência ela também poderá ter uma cláusula de revogação. Ela deverá
enumerar, expressamente, as leis ou disposições legais revogadas.

No final de uma lei sempre notamos a indicação dos seguintes escritos:


“Brasília, 18 de novembro de 2003; 182º da Independência e 115º da República”

Esse escrito é o que denominamos fecho da lei e consiste em referenciar dois acontecimentos
importantes da História brasileira: a declaração da independência e a proclamação da República.

Assim como todo documento a lei se finda com a assinatura e referenda. A assinatura é de suma
importância, pois dá validade ao ato legislativo. A assinatura aposta será a do Chefe de Estado.

Num texto normativo notamos ainda a existência de anexos. Normalmente estão inseridos ao final. Os
anexos geralmente consistem em tabelas, gráficos, fórmulas matemáticas, etc.

Vigência
A vigência da lei será indicada de forma expressa e de modo a contemplar prazo razoável para que
dela se tenha amplo conhecimento.
A cláusula "entra em vigor na data de sua publicação" é reservada às leis de pequena repercussão.
A contagem do prazo para entrada em vigor das leis que estabeleçam período de vacância far-se-á
com a inclusão da data da publicação e do último dia do prazo, entrando em vigor no dia subsequente à
sua consumação integral.
As leis que estabeleçam período de vacância deverão utilizar a cláusula “esta lei entra em vigor após
decorridos (o número de) dias de sua publicação oficial”.
Vacatio legis: intervalo entre a publicação e a vigência (produção dos efeitos) da lei. Durante a vacatio
legis continuam em vigor as normas anteriores.
Ex: Art. 19. Esta Lei Complementar entra em vigor no prazo de noventa dias, a partir da data de sua
publicação.

Cláusula de Revogação
A cláusula de revogação deverá enumerar, expressamente, as leis ou disposições legais revogadas.
É vedada a cláusula de revogação genérica: “Revogam-se as disposições em contrário”.

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Assinatura e Referenda
A assinatura do Chefe de Estado é requerida para a validade do ato legislativo.
Este também deve ser referendado pelo Ministro de Estado a cuja área esteja afeita a matéria (CF, art.
87, parágrafo único, I), o qual passa a ser corresponsável por sua execução e observância.

Vejamos o que dispõe a norma:

LEI COMPLEMENTAR Nº 95, DE 26 DE FEVEREIRO DE 199811

Dispõe sobre a elaboração, a redação, a alteração e a consolidação das leis, conforme determina o
parágrafo único do art. 59 da Constituição Federal, e estabelece normas para a consolidação dos atos
normativos que menciona.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a


seguinte Lei Complementar:

CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1o A elaboração, a redação, a alteração e a consolidação das leis obedecerão ao disposto nesta
Lei Complementar.
Parágrafo único. As disposições desta Lei Complementar aplicam-se, ainda, às medidas provisórias e
demais atos normativos referidos no art. 59 da Constituição Federal, bem como, no que couber, aos
decretos e aos demais atos de regulamentação expedidos por órgãos do Poder Executivo.

Art. 2o (VETADO)
§ 1o (VETADO)
§ 2o Na numeração das leis serão observados, ainda, os seguintes critérios:
I - as emendas à Constituição Federal terão sua numeração iniciada a partir da promulgação da
Constituição;
II - as leis complementares, as leis ordinárias e as leis delegadas terão numeração sequencial em
continuidade às séries iniciadas em 1946.

CAPÍTULO II
DAS TÉCNICAS DE ELABORAÇÃO, REDAÇÃO E ALTERAÇÃO DAS LEIS
Seção I
Da Estruturação das Leis

Art. 3º A lei será estruturada em três partes básicas:


I - parte preliminar, compreendendo a epígrafe, a ementa, o preâmbulo, o enunciado do objeto e a
indicação do âmbito de aplicação das disposições normativas;
II - parte normativa, compreendendo o texto das normas de conteúdo substantivo relacionadas com a
matéria regulada;
III - parte final, compreendendo as disposições pertinentes às medidas necessárias à implementação
das normas de conteúdo substantivo, às disposições transitórias, se for o caso, a cláusula de vigência e
a cláusula de revogação, quando couber.

Art. 4º A epígrafe, grafada em caracteres maiúsculos, propiciará identificação numérica singular à lei e
será formada pelo título designativo da espécie normativa, pelo número respectivo e pelo ano de
promulgação.

Art. 5º A ementa será grafada por meio de caracteres que a realcem e explicitará, de modo conciso e
sob a forma de título, o objeto da lei.

Art. 6º O preâmbulo indicará o órgão ou instituição competente para a prática do ato e sua base legal.

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Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/Lcp95.htm acesso em 19.08.2019

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Art. 7º O primeiro artigo do texto indicará o objeto da lei e o respectivo âmbito de aplicação, observados
os seguintes princípios:
I - excetuadas as codificações, cada lei tratará de um único objeto;
II - a lei não conterá matéria estranha a seu objeto ou a este não vinculada por afinidade, pertinência
ou conexão;
III - o âmbito de aplicação da lei será estabelecido de forma tão específica quanto o possibilite o
conhecimento técnico ou científico da área respectiva;
IV - o mesmo assunto não poderá ser disciplinado por mais de uma lei, exceto quando a subsequente
se destine a complementar lei considerada básica, vinculando-se a esta por remissão expressa.

Art. 8º A vigência da lei será indicada de forma expressa e de modo a contemplar prazo razoável para
que dela se tenha amplo conhecimento, reservada a cláusula "entra em vigor na data de sua publicação"
para as leis de pequena repercussão.
§ 1º A contagem do prazo para entrada em vigor das leis que estabeleçam período de vacância far-
se-á com a inclusão da data da publicação e do último dia do prazo, entrando em vigor no dia subsequente
à sua consumação integral.
§ 2º As leis que estabeleçam período de vacância deverão utilizar a cláusula ‘esta lei entra em vigor
após decorridos (o número de) dias de sua publicação oficial’

Art. 9º A cláusula de revogação deverá enumerar, expressamente, as leis ou disposições legais


revogadas.
Parágrafo único. (VETADO)

Seção II
Da Articulação e da Redação das Leis

Art. 10. Os textos legais serão articulados com observância dos seguintes princípios:
I - a unidade básica de articulação será o artigo, indicado pela abreviatura "Art.", seguida de numeração
ordinal até o nono e cardinal a partir deste;
II - os artigos desdobrar-se-ão em parágrafos ou em incisos; os parágrafos em incisos, os incisos em
alíneas e as alíneas em itens;
III - os parágrafos serão representados pelo sinal gráfico "§", seguido de numeração ordinal até o nono
e cardinal a partir deste, utilizando-se, quando existente apenas um, a expressão "parágrafo único" por
extenso;
IV - os incisos serão representados por algarismos romanos, as alíneas por letras minúsculas e os
itens por algarismos arábicos;
V - o agrupamento de artigos poderá constituir Subseções; o de Subseções, a Seção; o de Seções, o
Capítulo; o de Capítulos, o Título; o de Títulos, o Livro e o de Livros, a Parte;
VI - os Capítulos, Títulos, Livros e Partes serão grafados em letras maiúsculas e identificados por
algarismos romanos, podendo estas últimas desdobrar-se em Parte Geral e Parte Especial ou ser
subdivididas em partes expressas em numeral ordinal, por extenso;
VII - as Subseções e Seções serão identificadas em algarismos romanos, grafadas em letras
minúsculas e postas em negrito ou caracteres que as coloquem em realce;
VIII - a composição prevista no inciso V poderá também compreender agrupamentos em Disposições
Preliminares, Gerais, Finais ou Transitórias, conforme necessário.

Art. 11. As disposições normativas serão redigidas com clareza, precisão e ordem lógica, observadas,
para esse propósito, as seguintes normas:
I - para a obtenção de clareza:
a) usar as palavras e as expressões em seu sentido comum, salvo quando a norma versar sobre
assunto técnico, hipótese em que se empregará a nomenclatura própria da área em que se esteja
legislando;
b) usar frases curtas e concisas;
c) construir as orações na ordem direta, evitando preciosismo, neologismo e adjetivações
dispensáveis;
d) buscar a uniformidade do tempo verbal em todo o texto das normas legais, dando preferência ao
tempo presente ou ao futuro simples do presente;
e) usar os recursos de pontuação de forma judiciosa, evitando os abusos de caráter estilístico;
II - para a obtenção de precisão:

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a) articular a linguagem, técnica ou comum, de modo a ensejar perfeita compreensão do objetivo da
lei e a permitir que seu texto evidencie com clareza o conteúdo e o alcance que o legislador pretende dar
à norma;
b) expressar a ideia, quando repetida no texto, por meio das mesmas palavras, evitando o emprego
de sinonímia com propósito meramente estilístico;
c) evitar o emprego de expressão ou palavra que confira duplo sentido ao texto;
d) escolher termos que tenham o mesmo sentido e significado na maior parte do território nacional,
evitando o uso de expressões locais ou regionais;
e) usar apenas siglas consagradas pelo uso, observado o princípio de que a primeira referência no
texto seja acompanhada de explicitação de seu significado;
f) grafar por extenso quaisquer referências a números e percentuais, exceto data, número de lei e nos
casos em que houver prejuízo para a compreensão do texto;
g) indicar, expressamente o dispositivo objeto de remissão, em vez de usar as expressões ‘anterior’,
‘seguinte’ ou equivalentes;
III - para a obtenção de ordem lógica:
a) reunir sob as categorias de agregação - subseção, seção, capítulo, título e livro - apenas as
disposições relacionadas com o objeto da lei;
b) restringir o conteúdo de cada artigo da lei a um único assunto ou princípio;
c) expressar por meio dos parágrafos os aspectos complementares à norma enunciada no caput do
artigo e as exceções à regra por este estabelecida;
d) promover as discriminações e enumerações por meio dos incisos, alíneas e itens.

Seção III
Da Alteração das Leis

Art. 12. A alteração da lei será feita:


I - mediante reprodução integral em novo texto, quando se tratar de alteração considerável;
II – mediante revogação parcial;
III - nos demais casos, por meio de substituição, no próprio texto, do dispositivo alterado, ou acréscimo
de dispositivo novo, observadas as seguintes regras:
a) revogado;
b) é vedada, mesmo quando recomendável, qualquer renumeração de artigos e de unidades
superiores ao artigo, referidas no inciso V do art. 10, devendo ser utilizado o mesmo número do artigo ou
unidade imediatamente anterior, seguido de letras maiúsculas, em ordem alfabética, tantas quantas forem
suficientes para identificar os acréscimos;
c) é vedado o aproveitamento do número de dispositivo revogado, vetado, declarado inconstitucional
pelo Supremo Tribunal Federal ou de execução suspensa pelo Senado Federal em face de decisão do
Supremo Tribunal Federal, devendo a lei alterada manter essa indicação, seguida da expressão
‘revogado’, ‘vetado’, ‘declarado inconstitucional, em controle concentrado, pelo Supremo Tribunal
Federal’, ou ‘execução suspensa pelo Senado Federal, na forma do art. 52, X, da Constituição Federal’;
d) é admissível a reordenação interna das unidades em que se desdobra o artigo, identificando-se o
artigo assim modificado por alteração de redação, supressão ou acréscimo com as letras ‘NR’ maiúsculas,
entre parênteses, uma única vez ao seu final, obedecidas, quando for o caso, as prescrições da alínea
“c”.
Parágrafo único. O termo ‘dispositivo’ mencionado nesta Lei refere-se a artigos, parágrafos, incisos,
alíneas ou itens.

CAPÍTULO III
DA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS E OUTROS ATOS NORMATIVOS
Seção I
Da Consolidação das Leis

Art. 13. As leis federais serão reunidas em codificações e consolidações, integradas por volumes
contendo matérias conexas ou afins, constituindo em seu todo a Consolidação da Legislação Federal.
§ 1º A consolidação consistirá na integração de todas as leis pertinentes a determinada matéria num
único diploma legal, revogando-se formalmente as leis incorporadas à consolidação, sem modificação do
alcance nem interrupção da força normativa dos dispositivos consolidados.
§ 2º Preservando-se o conteúdo normativo original dos dispositivos consolidados, poderão ser feitas
as seguintes alterações nos projetos de lei de consolidação:

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I – introdução de novas divisões do texto legal base;
II – diferente colocação e numeração dos artigos consolidados;
III – fusão de disposições repetitivas ou de valor normativo idêntico;
IV – atualização da denominação de órgãos e entidades da administração pública;
V – atualização de termos antiquados e modos de escrita ultrapassados;
VI – atualização do valor de penas pecuniárias, com base em indexação padrão;
VII – eliminação de ambiguidades decorrentes do mau uso do vernáculo;
VIII – homogeneização terminológica do texto;
IX – supressão de dispositivos declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal, observada,
no que couber, a suspensão pelo Senado Federal de execução de dispositivos, na forma do art. 52, X, da
Constituição Federal;
X – indicação de dispositivos não recepcionados pela Constituição Federal;
XI – declaração expressa de revogação de dispositivos implicitamente revogados por leis posteriores.
§ 3º As providências a que se referem os incisos IX, X e XI do § 2º deverão ser expressa e
fundadamente justificadas, com indicação precisa das fontes de informação que lhes serviram de base.

Art. 14. Para a consolidação de que trata o art. 13 serão observados os seguintes procedimentos:
I – O Poder Executivo ou o Poder Legislativo procederá ao levantamento da legislação federal em vigor
e formulará projeto de lei de consolidação de normas que tratem da mesma matéria ou de assuntos a ela
vinculados, com a indicação precisa dos diplomas legais expressa ou implicitamente revogados;
II – a apreciação dos projetos de lei de consolidação pelo Poder Legislativo será feita na forma do
Regimento Interno de cada uma de suas Casas, em procedimento simplificado, visando a dar celeridade
aos trabalhos;
III – Revogado.
§ 1º Não serão objeto de consolidação as medidas provisórias ainda não convertidas em lei.
§ 2º A Mesa Diretora do Congresso Nacional, de qualquer de suas Casas e qualquer membro ou
Comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional poderá formular
projeto de lei de consolidação.
§ 3º Observado o disposto no inciso II do caput, será também admitido projeto de lei de consolidação
destinado exclusivamente à:
I – declaração de revogação de leis e dispositivos implicitamente revogados ou cuja eficácia ou
validade encontre-se completamente prejudicada;
II – inclusão de dispositivos ou diplomas esparsos em leis preexistentes, revogando-se as disposições
assim consolidadas nos mesmos termos do § 1º do art. 13.
§ 4º (VETADO)

Art. 15. Na primeira sessão legislativa de cada legislatura, a Mesa do Congresso Nacional promoverá
a atualização da Consolidação das Leis Federais Brasileiras, incorporando às coletâneas que a integram
as emendas constitucionais, leis, decretos legislativos e resoluções promulgadas durante a legislatura
imediatamente anterior, ordenados e indexados sistematicamente.

Seção II
Da Consolidação de Outros Atos Normativos

Art. 16. Os órgãos diretamente subordinados à Presidência da República e os Ministérios, assim como
as entidades da administração indireta, adotarão, em prazo estabelecido em decreto, as providências
necessárias para, observado, no que couber, o procedimento a que se refere o art. 14, ser efetuada a
triagem, o exame e a consolidação dos decretos de conteúdo normativo e geral e demais atos normativos
inferiores em vigor, vinculados às respectivas áreas de competência, remetendo os textos consolidados
à Presidência da República, que os examinará e reunirá em coletâneas, para posterior publicação.

Art. 17. O Poder Executivo, até cento e oitenta dias do início do primeiro ano do mandato presidencial,
promoverá a atualização das coletâneas a que se refere o artigo anterior, incorporando aos textos que as
integram os decretos e atos de conteúdo normativo e geral editados no último quadriênio.

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CAPÍTULO IV
DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 18. Eventual inexatidão formal de norma elaborada mediante processo legislativo regular não
constitui escusa válida para o seu descumprimento.

Art. 18 - A (VETADO)

Art. 19. Esta Lei Complementar entra em vigor no prazo de noventa dias, a partir da data de sua
publicação.

Brasília, 26 de fevereiro de 1998; 177º da Independência e 110º da República.

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

Questões

01. (Prefeitura de Várzea Paulista/SP - Procurador Jurídico - VUNESP/2016) Assinale a alternativa


correta, de acordo com as disposições da Lei Complementar n°95/98.
(A) As leis ordinárias terão numeração sequencial, reiniciando-se a numeração no começo de cada
ano civil.
(B) As técnicas de elaboração, redação e alteração das leis aplicam-se também aos atos de
regulamentação expedidos por órgãos do Poder Executivo, no que couber.
(C) A codificação consiste na integração de todas as leis pertinentes a determinada matéria em um
único diploma legal.
(D) Na alteração de leis, é vedada a reorganização interna das unidades em que se desdobra o artigo.
(E) As disposições transitórias integram a parte normativa da lei.

02. (Prefeitura de São Lourenço/MG - Auxiliar de Secretaria - FUNDEP - Gestão de


Concursos/2016) A respeito da vigência e da revogação das leis, conforme dispositivos da Lei
Complementar Nº 95/1998, assinale a alternativa INCORRETA.
(A) A cláusula “entra em vigor na data de sua publicação” é reservada para as leis de grande
repercussão.
(B) A cláusula de revogação deverá enumerar, expressamente, as leis ou disposições legais
revogadas.
(C) A contagem do prazo para entrada em vigor das leis que estabeleçam período de vacância far-se-
á com a inclusão da data da publicação e do último dia do prazo, entrando em vigor no dia subsequente
à sua consumação integral.
(D) As leis que estabeleçam período de vacância deverão utilizar a cláusula “esta lei entra em vigor
após decorridos (o número de) dias de sua publicação oficial”.

03. (Prefeitura de São Lourenço/MG - Auxiliar de Secretaria - FUNDEP - Gestão de


Concursos/2016) Sobre os princípios a serem observados na articulação dos textos legais, conforme
dispositivos da Lei Complementar Nº 95/1998, assinale a alternativa CORRETA.
(A) A numeração dos parágrafos, independentemente de sua quantidade no texto legal, será sempre
cardinal.
(B) A unidade básica de articulação será o artigo, indicado pela abreviatura “Art.”, seguida de
numeração ordinal até o nono e cardinal a partir deste.
(C) Os artigos desdobrar-se-ão unicamente em incisos; sendo os incisos desdobrados em parágrafos
e os parágrafos, em alíneas.
(D) Os incisos serão representados por algarismos arábicos, as alíneas, por letras maiúsculas e os
itens, por algarismos romanos.

04. (Câmara Municipal de Descalvado/SP - Assistente de Comunicação - VUNESP/2015) Segundo


a LC n° 95/98,
(A) a numeração do artigo é arábica até o art. 9, depois, emprega-se o algarismo romano.
(B) as alíneas são desdobramentos dos itens.
(C) com propósito estilístico, o redator da lei deve usar sinônimos para evitar repetição de palavras no
mesmo período.

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(D) parágrafo é a imediata divisão do artigo. É a disposição secundária que explica, modifica ou
restringe a regra principal expressa no caput do artigo.
(E) os artigos podem ser desdobrados em um encadeamento assim disposto: Parágrafos ou Alíneas;
Incisos ou Itens.

05. (Câmara Municipal de Descalvado/SP - Assistente de Comunicação - VUNESP/2015) A LC n°


95/98 afirma que “embora o legislador disponha de margem relativamente ampla de discricionariedade
para eleger os critérios de sistematização da lei, não pode subsistir dúvida de que esses critérios devem
guardar adequação com a matéria”. Considerando as regras básicas de sistematização, é correto afirmar
que
(A) matérias que guardem afinidade subjetiva devem ser tratadas em um mesmo contexto.
(B) os procedimentos devem ser disciplinados segundo o contexto em que surgiram.
(C) a sistemática da lei deve ser concebida de modo a permitir que ela forneça resposta à questão
legislativa a ser disciplinada e não a qualquer outra indagação.
(D) deve-se guardar fidelidade básica com o sistema eleito, mas os critérios devem ser misturados
quando, a juízo do legislador, facilitar o entendimento do leigo.
(E) institutos diversos devem ser tratados separadamente.

06. (Prefeitura de Balneário Camboriú/SC - Analista Legislativo - FEPESE/2015) É correto afirmar


sobre a elaboração, a redação, a alteração e a consolidação das leis.
(A) Os assuntos de mesmo teor deverão estar previstos em mais de uma lei.
(B) As codificações devem versar sobre um único objeto.
(C) A previsão de consolidação das leis impõe que a lei deverá reunir matérias diversas no mesmo
texto.
(D) A lei é geral, impessoal e abstrata, sendo desnecessária a previsão específica do seu âmbito de
aplicação.
(E) O primeiro artigo do texto da lei indicará o objeto da lei e o respectivo âmbito de aplicação.

07. (TCM/SP - Agente de Fiscalização – Biblioteconomia - FGV/2015) Segundo a Lei Complementar


nº 95, de 26/02/1998, a lei deve ser estruturada em três partes: parte preliminar, parte normativa e parte
final. A parte normativa:
(A) compreende o texto das normas de conteúdo substantivo relacionadas com a matéria regulada;
(B) indica o órgão ou instituição competente para a prática do ato e sua base legal;
(C) sintetiza o conteúdo da lei, a fim de permitir, de modo imediato, o conhecimento da matéria
legislada;
(D) compreende a epígrafe, a ementa, o preâmbulo, o enunciado do objeto e a indicação do âmbito de
aplicação;
(E) determina a data em que a norma entra em vigor e indica o objeto da lei.

08. (AL/PE - Analista Legislativo - FCC) A Lei Complementar nº 95/1998 dispõe sobre a elaboração,
a redação, a alteração e a consolidação das leis, conforme determina o parágrafo único do artigo 59 da
Constituição Federal. Nos termos desta Lei Complementar, a unidade básica de articulação dos textos
legais denomina-se
(A) Comando.
(B) Artigo.
(C) Inciso.
(D) Alínea.
(E) Item.

09. (AL/PE - Analista Legislativo - FCC) O artigo 13, §1º, da Lei Complementar nº 95/1998 dispõe
que a consolidação consistirá na integração de todas as leis pertinentes a determinada matéria num único
diploma legal, revogando-se formalmente as leis incorporadas à consolidação, sem modificação do
alcance nem interrupção da força normativa dos dispositivos consolidados. É regra atinente a essa
consolidação de leis que a
(A) homogeneização terminológica do texto deve ser expressa e fundadamente justificada.
(B) formulação do projeto de lei é de competência exclusiva do Poder Legislativo.
(C) medida provisória, convertida ou não em lei, não pode ser objeto de consolidação.
(D) diferente colocação e numeração de artigos consolidados é vedada.
(E) apreciação do projeto de lei pelo Poder Legislativo será mediante procedimento simplificado.

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10. (Prefeitura de Goianésia/GO - Procurador do Município - CS-UFG) Ao tratar da estruturação
das leis, a Lei Complementar n. 95/1998 dispõe que a lei será estruturada em três partes básicas:
preliminar, normativa e final. Na parte preliminar, a epígrafe, grafada em caracteres maiúsculos, propiciará
identificação numérica singular à lei e
(A) será formada pelo título designativo da espécie normativa, pelo número respectivo e pelo ano de
promulgação.
(B) será grafada por meio de caracteres que a realcem e explicitará, de modo conciso e sob a forma
de título, o objeto da lei.
(C) indicará o órgão ou a instituição competente para a prática do ato e sua base legal.
(D) indicará o objeto da lei e o respectivo âmbito de aplicação.

Respostas

01. Resposta: B
É o que dispõe o parágrafo único, do art. 1º, da LC nº 95/1998: “As disposições desta Lei
Complementar aplicam-se, ainda, às medidas provisórias e demais atos normativos referidos no art. 59
da Constituição Federal, bem como, no que couber, aos decretos e aos demais atos de regulamentação
expedidos por órgãos do Poder Executivo”.

02. Resposta: A
Prevê o art. 8º, da LC nº 95/1998: “A vigência da lei será indicada de forma expressa e de modo a
contemplar prazo razoável para que dela se tenha amplo conhecimento, reservada a cláusula "entra em
vigor na data de sua publicação" para as leis de pequena repercussão”.

03. Resposta: B
Dispõe o art. 10, I, da LC nº 95/1998. Os textos legais serão articulados com observância dos seguintes
princípios:
I - a unidade básica de articulação será o artigo, indicado pela abreviatura "Art.", seguida de numeração
ordinal até o nono e cardinal a partir deste; (...)

04. Resposta: “D”


Art. 10, inciso II, c.c. art. 11, da Lei Complementar nº 95/98.

05. Resposta: “E”


Observando o que dispõe o art. 7º, da Lei Complementar nº 95/98, vislumbra-se que institutos diversos
que ser tratados separadamente, não contendo a lei matéria estranha a seu objeto ou a este não vinculada
por afinidade, pertinência ou conexão.

06. Resposta: “E”


Art. 7º, caput, da Lei Complementar nº 95/98.

07. Resposta: “A”


Art. 3º, II, da Lei Complementar nº 95/98:
(...)
II - parte normativa, compreendendo o texto das normas de conteúdo substantivo relacionadas com a
matéria regulada.

08. Resposta: “B”


Art. 10. Os textos legais serão articulados com observância dos seguintes princípios:
I - a unidade básica de articulação será o artigo, indicado pela abreviatura "Art.", seguida de numeração
ordinal até o nono e cardinal a partir deste.

09. Resposta: “E”


Art. 14. Para a consolidação de que trata o art. 13 serão observados os seguintes procedimentos:
(...)
II – a apreciação dos projetos de lei de consolidação pelo Poder Legislativo será feita na forma do
Regimento Interno de cada uma de suas Casas, em procedimento simplificado, visando a dar celeridade
aos trabalhos.

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10. Resposta: “A”
Art. 4º, da Lei Complementar nº 95/98: “A epígrafe, grafada em caracteres maiúsculos, propiciará
identificação numérica singular à lei e será formada pelo título designativo da espécie normativa, pelo
número respectivo e pelo ano de promulgação”.

Constituição Federal (Título IV, Capítulo I) e

Prezado(a), este assunto fora estudado anteriormente neste mesmo material.

Constituição do Estado do Amapá (Título V, Capítulo I).

TÍTULO V
Da Organização dos Poderes do Estado

CAPÍTULO I
Do Poder Legislativo

SEÇÃO I
Da Assembleia Legislativa

Art. 91. O Poder Legislativo é exercido pela Assembleia Legislativa, constituída de Deputados
Estaduais representantes do povo, eleitos pelo sistema proporcional, através do voto direto e secreto para
uma legislatura de quatro anos.
Parágrafo único. O número de Deputados Estaduais corresponderá ao triplo da representação do
Estado na Câmara Federal e, atingindo o número de trinta e seis, será acrescido de tantos quantos forem
os Deputados Federais acima de doze.

Art. 92. A Assembleia Legislativa funcionará em sessões públicas, presentes pelos menos um quarto
de seus membros. (redação dada pela Emenda Constitucional nº 39, de 11.09.2007)
§ 1º Salvo disposição constitucional em contrário, as deliberações da Assembleia Legislativa e de suas
Comissões serão tomadas por maioria de votos, presente a maioria absoluta de seus membros.
§ 2º O voto será público, salvo nos seguintes casos:
a) no julgamento de Deputado ou do Governador;
b) na eleição dos membros da Mesa e de seus substitutos;
c) na aprovação prévia de conselheiros do Tribunal de Contas indicados pelo Governador;
d) na deliberação sobre prisão de Deputado em flagrante de crime inafiançável e na autorização, ou
não, para a respectiva formação de culpa;
e) na deliberação para destituição de Procurador-Geral de Justiça;
f) na deliberação sobre vetos do Poder Executivo.

Art. 93. Ao Poder Legislativo é assegurada autonomia administrativa e financeira e sua proposta
orçamentária será elaborada dentro dos limites a serem fixados pela lei de diretrizes orçamentárias.

SEÇÃO II
Das Atribuições da Assembleia Legislativa

Art. 94. Compete à Assembleia Legislativa, com sanção do Governador do Estado, não exigida esta
para o especificado no art. 95 desta Constituição, dispor sobre todas as matérias de competência do
Estado, especialmente sobre:
I - sistema tributário estadual, instituição de impostos, taxas, contribuição de melhoria e contribuição
social;
II - plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamento anual, operações de crédito a qualquer título
e dívida pública;
III - planos e programas estaduais, regionais e setoriais de desenvolvimento;
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IV - criação, transformação e extinção de cargos, empregos e funções públicas e fixação de alteração
dos respectivos vencimentos, salários ou vantagens;
V - fixação e modificação do efetivo da Polícia Militar;
VI - criação, estruturação e atribuições das Secretárias e órgãos da administração pública estadual,
direta e indireta, autárquica e fundacional;
VII - criação, incorporação, fusão e desmembramento de Municípios;
VIII - bens de domínio do Estado e normas gerais sobre alienação, concessão, cessão, permuta,
arrendamento e aquisição dos mesmos;
IX - organização administrativa e judiciária do Ministério Público, da Procuradoria-Geral do Estado, e
da Defensoria Pública; (redação dada pela Emenda Constitucional nº 22, de 18.01.2001)
X - proteção, recuperação e incentivo à preservação do meio ambiente;
XI - limites do território estadual, bens do domínio do Estado e proteção do patrimônio público;
XII - matéria de legislação concorrente, na forma do art. 24 da Constituição Federal;
XIII - fixação dos subsídios dos membros do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos servidores
auxiliares, observado o que dispõe os art. 42, XI e 47, § 4º, desta Constituição e 150, II, 152, III e 153, §
2º, I, da Constituição Federal;
XIV - normas de direito financeiro;
XV - normas de privatização de empresa estatal de qualquer espécie;
XVI - disciplinar a restrição à participação em concorrências públicas e ao acesso a benefícios e a
créditos oficiais de responsável por atos de degradação ao meio ambiente;

Art. 95. Compete privativamente à Assembleia Legislativa: I - eleger sua Mesa e constituir suas
comissões;
I - eleger os membros da Mesa Diretora, com mandato de dois anos, permitida a reeleição e constituir
suas comissões. (redação dada pela Emenda Constitucional nº 31, de 07.05.2003)
II - Dispor através de Lei, sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou
extinção dos cargos, empregos e funções de seus serviços, e a iniciativa de lei para a fixação da
respectiva remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
III - elaborar seu Regimento Interno;
IV - dar posse ao governador e ao Vice-Governador eleitos, conhecer de suas renúncias, conceder ao
Governador licença para interromper o exercício de suas funções, ausentar-se do Estado por mais de
quinze dias ou afastar-se do País;
V - apreciar os relatórios do Governador do Estado sobre execução dos planos de Governo;
VI - julgar anualmente, as contas do Governador e, se este não as prestar até sessenta dias da abertura
da sessão legislativa, eleger Comissão para tomá-las, determinando providência para a punição dos
culpados;
VII - fiscalizar e controlar, diretamente, os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração
indireta;
VIII - suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão
definitiva do Tribunal de Justiça do Estado ou instância superior;
IX - sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do Poder regulamentar ou dos limites
de delegação legislativa;
X - convocar Secretários de Estado para prestarem informações, pessoalmente, no prazo de trinta
dias, sobre assuntos de suas pastas, previamente determinados, importando em crime de
responsabilidade a ausência sem justificação adequada;
XI - processar e julgar:
a) o Governador e o Vice-Governador do Estado nos crimes de responsabilidade, bem como os
Secretários de Estado nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles; (incluída pela Emenda
Constitucional nº 35, de 21.03.2006)
b) o Procurador Geral de Justiça e o Procurador-Geral do Estado nos crimes de responsabilidade.
(incluída pela Emenda Constitucional nº 35, de 21.03.2006)
XII - fixar através de lei específica, os subsídios:
a) do Governador, do Vice-Governador e dos Secretários de Estado, observado o que dispõe os art.
42, XI e 47, § 4º, desta Constituição, e 150, II, 152, II, e 153, § 2º, I da Constituição Federal.
b) dos deputados estaduais, observado o que dispõe os art. 42, XI, e 47, § 4º desta Constituição, e os
art. 150, II, 152, II e 153, § 2º, I da Constituição Federal.
XIII - autorizar referendo e convocar l, na forma da lei;
XIV - declarar a perda de mandato de Deputado;
XV - apreciar e deliberar os vetos do Governador do Estado;

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XVI - aprovar, por maioria absoluta e voto secreto, a destituição do Procurador-Geral de Justiça;
XVII - julgar, anualmente, as contas do Tribunal de Contas do Estado, aplicando-se, quando for o caso,
o previsto no inciso VI deste artigo;
XVIII - mudar temporariamente sua sede;
XIX - solicitar ao Governador do Estado, na forma do Regimento Interno, informações sobre atos de
sua competência privativa;
XX - Aprovar convênios, acordos ou contratos com os Governos federal, estaduais ou municipais e
com entidades de direito público ou privado, de que resultem para o Estado quaisquer encargos não
estabelecidos na lei orçamentária;
XXI - apreciar, trimestralmente os relatórios das atividades do Tribunal de Contas do Estado;
XXII - elaborar o seu Regimento Interno;
XXIII - solicitar, pelo voto da maioria absoluta de seus membros, intervenção federal no Estado, quando
houver coação ou impedimento do livre exercício do Poder Legislativo;
XXIV - aprovar, após arguição, pela maioria de seus membros, os nomes dos Procuradores Gerais de
Justiça, dos presidentes de fundações estaduais, agências de fomento, sociedades de economia mista e
empresas públicas.
XXV - convocar o Procurador-Geral de justiça, o Procurador-Geral do Estado e o Defensor Público
Geral, para prestarem informações sobre assuntos previamente determinados, no prazo de 30 dias,
sujeitando-se estes às penas da lei, na ausência sem justificativa;
XXVI - requisitar informações dos Secretários de Estados e do Procurador-Geral de justiça sobre
assuntos relacionados com suas pastas ou instituições, importando crime de responsabilidade a recusa
ou não atendimento, no prazo de trinta dias, e o fornecimento de informações falsas;
XXVII - zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa de
outros Poderes;
XXVIII - escolher dois terços dos membros do Tribunal de Contas do Estado, após arguição em sessão
pública;
XXIX - aprovar, previamente, em escrutínio secreto, após arguição em sessão pública, a escolha dos
titulares dos cargos de conselheiro do Tribunal de Conta indicados pelo Governador do Estado;
XXX - avaliar periodicamente a funcionalidade do Sistema Tributário Estadual, em sua estrutura e seus
componentes e o desempenho da administração tributária do Estado.

SEÇÃO III
Dos Direitos e Deveres dos Deputados

Art. 96. Os Deputados são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e
votos.
§ 1º Os Deputados, desde a expedição do diploma, serão submetidos a julgamento perante o Tribunal
de Justiça do Estado do Amapá.
§ 2º Desde a expedição do Diploma, os Deputados não poderão ser presos, salvo em flagrante de
crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Assembleia
Legislativa, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão.
§ 3º Recebida a denúncia contra Deputado, por crime ocorrido após a diplomação, o Tribunal de Justiça
dará ciência à Assembleia Legislativa, que, por iniciativa de partido político nela representado e pelo voto
da maioria de seus membros, poderá, até a decisão final, sustar o andamento da ação.
§ 4º O pedido de sustação será apreciado pela Assembleia Legislativa no prazo improrrogável de
quarenta e cinco dias do seu recebimento pela Mesa Diretora.
§ 5º A sustação do processo suspende a prescrição enquanto durar o mandato.
§ 6º Os Deputados não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em
razão do exercício do mandato, nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam
informações.
§ 7º A incorporação às Forças Armadas de Deputados, embora militares e ainda que em tempo de
guerra, dependerá de prévia licença da Assembleia Legislativa.
§ 8º As imunidades de Deputados subsistirão durante o estado de sítio, só podendo ser suspensas
mediante o voto de dois terços dos membros da Assembleia Legislativa, nos casos de atos praticados
fora do recinto da Assembleia, que sejam incompatíveis com a execução da medida.

Art. 97. Os Deputados não poderão:


I - desde a expedição de diploma:

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a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública,
sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público, salvo quando o contrato
obedecer a cláusulas uniformes;
b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os de que sejam demissíveis
ad nutum, nas entidades constantes da alínea anterior.
II - desde a posse:
a) ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato
com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada;
b) ocupar cargo ou função desde que sejam demissíveis ad nutum, nas entidades referidas no inciso
I, alínea a;
c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso I, alínea
a;
d) ser titulares de mais de um cargo ou mandato público eletivo.

Art. 98. Perderá o mandato o Deputado:


I - que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior;
II - cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar;
III - que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias, salvo
licença ou missão autorizada pela Assembleia;
IV - que perder ou tiver suspensos os direitos políticos;
V - quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos na constituição Federal;
VI - que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado.
§ 1º Além de outros casos a serem definidos no regimento Interno, considerar-se-á incompatível com
o decoro parlamentar o abuso das prerrogativas asseguradas ao Deputado, ou a percepção, no exercício
do cargo, de vantagens indevidas, e o envolvimento em crimes definidos como hediondos e a tráfico ilícito
de entorpecentes e drogas afins.
§ 2º Nos casos dos incisos I, II e VI, a perda de mandato será decidida pela Assembleia Legislativa
por maioria absoluta, mediante provocação da Mesa ou de partido politico representado na Assembleia
assegurada ampla defesa. (redação dada pela Emenda Constitucional nº 56, de 03.05.2017)
§ 3º Nos casos dos incisos III, IV e V, a perda será declarada pela Mesa, de ofício ou mediante
provocação de qualquer de seus membros, ou de partido político representado na Assembleia Legislativa,
assegurada ampla defesa.
§ 4º A renúncia de parlamentar submetido a processo que vise ou possa levar à perda do mandato,
nos termos deste artigo, terá seus efeitos suspensos até as deliberações finais de que tratam os §§ 2º e
3º.

Art. 99. Não perderá o mandato o Deputado:


I - investido no cargo de Ministro de Estado, Governador de Território, Secretário de Estado, Secretário
de Prefeitura Municipal ou chefe de missão diplomática temporária;
II - licenciado pela Assembleia Legislativa por motivo de doença, ou para tratar, sem remuneração, de
interesse particular, desde que, neste caso, o afastamento não ultrapasse cento e vinte dias por sessão
legislativa.
§ 1º O suplente será convocado nos casos de vaga decorrente da investidura em funções previstas
neste artigo ou de licença superior a cento e vinte dias.
§ 2º Ocorrendo vaga e não havendo suplente, far-se-á eleição para preenchê-la, se faltarem mais de
quinze meses para o término do mandato.
§ 3º Na hipótese de inciso I, o Deputado poderá optar pela remuneração do mandato.

SEÇÃO IV
Das Reuniões

Art. 100. A Assembleia Legislativa reunir-se-á, anualmente, na capital do Estado, de 02 de fevereiro a


30 de junho e de 1º de agosto a 22 de dezembro. (redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, de
27.05.2008)
§ 1º As reuniões marcadas para essas datas serão transferidas para o primeiro dia útil subsequente,
quando recaírem em sábados, domingos ou feriados.
§ 2º A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto de lei de diretrizes
orçamentárias, exceto no caso previsto no § 12 do Art. 175. (redação dada pela Emenda Constitucional
nº 30, de 29.04.2003)

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§ 3º A Assembleia Legislativa reunir-se-á, em Sessão Preparatória, a partir de 1º de fevereiro, no
primeiro ano de Legislatura, para a posse de seus membros e eleição da Mesa Diretora, para mandato
de dois anos, permitida a reeleição. (redação dada pela Emenda Constitucional nº 31, de 07.05.2003)
§ 4º A convocação extraordinária da Assembleia Legislativa far-se-á:
I - pelo seu Presidente, para o compromisso e a posse do Governador e Vice-Governador do Estado,
bem assim em caso de intervenção federal;
II - pelo seu Presidente, a requerimento da maioria de seus membros ou pelo Governador do Estado,
em caso de urgência ou interesse público relevante, em todas as hipóteses deste inciso com a aprovação
da maioria absoluta dos seus membros.
§ 5º Na sessão legislativa extraordinária, a Assembleia Legislativa somente deliberará sobre matéria
para qual foi convocada, vedado o pagamento de parcela indenizatória, em razão da convocação.

SEÇÃO V
Das Comissões

Art. 101. A Assembleia Legislativa terá comissões permanentes e temporárias, na forma e com as
atribuições previstas nesta Constituição, no seu regimento interno ou no ato de regular sua criação.
§ 1º Na constituição da Mesa e de cada Comissão, é assegurada, tanto quanto possível, a
representação proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares que participam da Assembleia.
§ 2º Às Comissões, em razão de sua competência, cabe:
I - discutir e votar projetos de lei que dispensar, na forma do Regimento Interno, a competência do
plenário, salvo se houver, por decisão deste, requerimento de um quinto dos membros da Assembleia
Legislativa;
II - convocar Secretários de Estado ou dirigentes de órgãos estaduais, para prestarem informações
inerentes às suas atribuições, no prazo de trinta dias, sujeitando-se pelo não comparecimento sem
justificativa adequada, ao julgamento da Assembleia por crime de responsabilidade;
III - realizar audiência públicas com entidade da sociedade civil;
IV - receber petições, reclamações, representações ou queixas de qualquer pessoa, contra atos ou
omissões das autoridades ou entidades públicas ou prestadoras de serviços públicos;
V - solicitar o depoimento de qualquer autoridade ou cidadão;
VI - fiscalizar e apreciar programas de obras, planos estaduais, regionais e setoriais de
desenvolvimento e, sobre eles, emitir parecer;
VII - acompanhar a execução orçamentária do Poder Executivo;
VIII - realizar audiências públicas dentro e fora da sede do Poder Legislativo.
§ 3º Às Comissões Parlamentares de Inquérito, que terão poderes de investigação próprios das
autoridades judiciais, além de outros previstos no Regimento Interno, serão criadas mediante
requerimento de um terço dos membros da Assembleia Legislativa, para apuração de fato determinado e
por prazo certo, sendo suas conclusões, quando for o caso, encaminhadas ao Ministério Público para que
se promova a responsabilidade civil e criminal dos infratores.
§ 4º A omissão de informações às Comissões Parlamentares de Inquérito, inclusive as que envolvam
sigilo, ou a prestação de informações falsas constitui crime de responsabilidade.
§ 5º Durante o recesso, salvo convocação extraordinária, haverá uma comissão representativa da
Assembleia Legislativa eleita na última sessão ordinária do período legislativo, com atribuições definidas
no Regimento Interno, não podendo deliberar sobre emendas à Constituição e projetos de lei, cuja
composição reproduzirá tanto quanto possível, a proporcionalidade da representação dos partidos ou
blocos parlamentares.

SEÇÃO VI
Do Processo Legislativo

SUBSEÇÃO I
Das Disposições Gerais

Art. 102. O processo legislativo compreende a elaboração de:


I - emendas à Constituição;
II - leis complementares;
III - leis ordinárias;
IV - leis delegadas;
V - decretos legislativos;

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VI - resoluções.
Parágrafo único. Lei complementar disporá sobre a elaboração, alteração e consolidação das leis.

SUBSEÇÃO II
Das Emendas à Constituição

Art. 103. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: I - de um terço, no mínimo, dos
Deputados Estaduais;
II - do Governador do Estado;
III - de mais da metade das Câmaras Municipais do Estado, manifestando-se, cada uma delas, pela
maioria relativa de seus membros;
IV - de cidadãos, mediante iniciativa popular assinada, no mínimo, por um por cento dos eleitores do
Estado;
§ 1º A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal no Estado, estado
de defesa ou estado de sítio.
§ 2º A proposta será discutida e votada em dois turnos, considerando- se aprovada se obtiver, em
ambos, três quintos dos votos dos membros da Assembleia Legislativa.
§ 3º A emenda à Constituição será promulgada pela Mesa da Assembleia Legislativa.
§ 4º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:
I - o princípio federativo;
II - a separação dos Poderes;
III - os direitos e garantias individuais;
IV - o voto direto, secreto, universal e periódico.
§ 5º A matéria constante da proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não poderá ser
objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa.

SUBSEÇÃO III
Das Leis

Art. 104. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da
Assembleia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Procurador-Geral de Justiça
e aos cidadãos nos casos e na forma prevista nesta Constituição.
Parágrafo único. São de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre:
I - a organização, o regime jurídico dos servidores militares e a fixação ou modificação dos efetivos da
Polícia Militar;
II - criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta, autárquica e fundacional
do Estado ou aumento de sua remuneração;
III - servidores públicos do Estado, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e
aposentadoria de civis, reforma e transferência de militares para a inatividade;
IV - organização da Procuradoria-Geral do Estado, da Defensoria Pública e do Ministério Público
estadual;
V - criação, estruturação e atribuições das Secretarias de Estado e órgãos da administração pública
estadual;
VI - plano plurianual, diretrizes orçamentárias e orçamento anual;
VII - criação e extinção de sociedade de economia mista e empresa pública, e suas subsidiárias.

Art. 105. Não será admitido aumento da despesa prevista:


I- nos projetos de iniciativa exclusiva do Governador do Estado, ressalvado o disposto no art. 176, §§
3º e 4º, desta Constituição;
II - nos projetos sobre organização dos serviços administrativos da Assembleia Legislativa, dos
Tribunais e do Ministério Público.

Art. 106. O Governador do Estado poderá solicitar urgência, a qualquer tempo, para apreciação de
projetos de sua iniciativa.
§ 1º Solicitado e justificado o pedido de urgência na mensagem enviada à Assembleia Legislativa, se
esta não se manifestar em até quarenta e cinco dias sobre a proposição, será está incluída na ordem do
dia, sobrestando-se a deliberação quanto aos demais assuntos, para que se última a votação.
§ 2º O prazo estabelecido no parágrafo anterior não ocorre nos períodos de recesso da Assembleia
Legislativa, nem se aplica aos projetos de código.

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Art. 107. Concluída a votação e aprovação do projeto de lei na forma regimental, será ele enviado ao
Governador do Estado que, aquiescendo, o sancionará.
§ 1º Se o Governador do Estado considerar o projeto, no todo ou em parte, inconstitucional ou contrário
ao interesse público, vetá-lo-á total ou parcialmente, no prazo de quinze dias úteis, contados da data do
recebimento, e comunicará, dentro de quarenta e oito horas, ao Presidente da Assembleia Legislativa, os
motivos do veto.
§ 2º O veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo, de parágrafo, de inciso ou de alínea.
§ 3º Sendo negada a sanção, as razões do veto serão comunicadas ao Presidente da Assembleia
Legislativa.
§ 4º Decorrido o prazo de quinze dias, o silêncio do Governador do Estado, importará sanção.
§ 5º A Assembleia Legislativa deliberará sobre o veto em uma única discussão e votação, no prazo de
trinta dias de seu recebimento, só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Deputados,
em escrutínio secreto.
§ 6º Esgotado, sem deliberação, o prazo estabelecido no § 5º, o veto será colocado na Ordem do Dia
da sessão imediata, sobrestadas as demais proposições até sua votação final.
§ 7º Se o veto não for mantido, será o projeto enviado para promulgação, ao Governador do Estado.
§ 8º Se a lei não for promulgada dentro de quarenta e oito horas pelo Governador do Estado, nos
casos dos §§ 4º e 7º, o Presidente da Assembleia Legislativa a promulgará, e, se este, não o fizer em
igual prazo, caberá ao Vice- Presidente fazê-lo.
§ 9º A matéria constante do projeto de lei rejeitado somente poderá constituir objeto de novo projeto,
na mesma sessão legislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos Deputados.

Art. 108. As leis delegadas serão elaboradas pelo Governador do Estado, que deverá solicitar a
delegação à Assembleia Legislativa.
§ 1º Não serão objeto de delegação os atos de competência exclusiva da Assembleia Legislativa, a
matéria reservada à lei complementar, nem a legislação sobre planos plurianuais, diretrizes orçamentárias
e orçamentos.
§ 2º A delegação ao Governador do Estado terá forma de resolução da Assembleia Legislativa, que
especificará seu conteúdo e os termos do seu exercício.
§ 3º Se a resolução determinar a apreciação do projeto pela Assembleia Legislativa, esta a fará em
votação única, vedada qualquer emenda.

Art. 109. Além de outros casos previstos nesta Constituição serão complementares as leis que
dispuserem sobre:
I - organização e divisão judiciária;
II - organização do Ministério Público, da Procuradoria-Geral do Estado, da Defensoria Pública e da
Polícia Militar; (redação dada pela Emenda Constitucional nº 22, de 18.01.2001)
III - atribuições de Vice-Governador do Estado;
IV - organização do sistema estadual de educação; V - código de proteção ao meio ambiente.
Parágrafo único. As leis complementares terão numeração distinta da numeração das leis ordinárias.
Parágrafo único. As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta e terão numeração
distinta da numeração das leis ordinárias.

SUBSEÇÃO IV
Da Iniciativa Popular

Art. 110. A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Assembleia Legislativa de projeto
de lei, subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado estadual, distribuído pelo menos por cinco
Municípios, com um mínimo de dois por cento dos eleitores de cada um deles, e de proposta de emenda
à Constituição na forma do inciso IV do art. 103.
Parágrafo único. Os projetos de lei apresentados através de iniciativa popular terão inscrição prioritária
na ordem do dia, no prazo máximo de quarenta e cinco dias, garantindo-se a sua defesa em plenário por
um dos cidadãos subscritores, na forma do Regimento Interno da Assembleia Legislativa.

SEÇÃO VII
Da Fiscalização Contábil, Financeira e Orçamentária

Art. 111. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional, e patrimonial do Estado e dos
órgãos e entidades da administração pública direta e indireta e de qualquer das entidades constituídas

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ou mantidas pelo Estado, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e
renúncias de receitas, será exercida pela Assembleia Legislativa, mediante controle externo e pelo
sistema de controle interno de cada Poder.
§ 1º O controle externo, a cargo da Assembleia Legislativa, será exercido com auxílio do Tribunal de
Contas do Estado.
§ 2º Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada que utilize, arrecade, guarde,
gerencie ou administre dinheiro, bens e valores públicos ou pelos quais o Estado responda, ou que, em
nome deste, assuma obrigações de natureza pecuniária.

Art. 112. O controle externo, a cargo da Assembleia Legislativa, será exercido com o auxílio do Tribunal
de Contas do Estado, ao qual compete:
I - apreciar as contas prestadas anualmente pelo Governador do Estado, mediante parecer prévio que
deverá ser elaborado em sessenta dias, a contar de seu recebimento;
II - apreciar as contas dos Prefeitos e julgar as contas da Mesa Diretora das Câmaras Municipais,
dentro do exercício em que forem prestadas;
III - julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores da
administração direta e indireta, incluídas as fundações e as sociedades instituídas e mantidas pelo Poder
Público estadual ou municipal e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra
irregularidade de que resulte prejuízo ao erário;
IV - apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer título, na
administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público,
excetuadas as nomeações para cargos de provimento em comissão, bem como a das concessões de
aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento
legal do ato concessório;
V - realizar, por iniciativa própria, da Assembleia Legislativa, de Comissão técnica ou de inquérito,
inspeções e auditorias de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, nas
unidades administrativas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, e demais entidades referidas
no inciso III;
VI - fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pelo Estado a Municípios, mediante
convênio, acordo, ajuste ou qualquer outro instrumento congênere, e das subvenções a qualquer entidade
de direito privado;
VII - prestar as informações solicitadas pelos Poderes Legislativos estadual e municipal ou por
qualquer de suas Comissões, sobre a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e
patrimonial e sobre resultados de auditoria e inspeções realizadas;
VIII - aplicar, aos responsáveis pela prática de ilegalidade de despesa, irregularidade de contas, atraso
no envio de prestações de contas ou descumprimento de suas decisões, as sanções previstas em lei,
que estabelecerá, dentre outras cominações, multa proporcional ao dano causado ao erário;
IX - fiscalizar as contas de empresas ou consórcios interestaduais e intermunicipais de cujo capital
social participe o Estado ou Município, conforme o caso, de forma direta ou indireta, nos termos de acordo,
convênio ou ato constitutivo;
X - assinalar prazo, quando constatada a ilegalidade ou irregularidade para que o órgão ou entidade
adote as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, sustando, caso não atendido, a execução
do ato impugnado, comunicando o fato, conforme o caso, à Assembleia Legislativa ou à Câmara
Municipal;
XI - representar ao Poder competente sobre irregularidade ou abusos apurados;
XII - propor, em caso de irregularidade comprovada, a sustação de contrato, à Assembleia Legislativa
ou às Câmaras Municipais, que solicitarão, de imediato, respectivamente, ao Poder Executivo estadual
ou Municipal, conforme o caso, as medidas cabíveis;
XIV - comunicar à Assembleia Legislativa ou a Câmara Municipal, para fins de direito, a falta de
remessa, dentro do prazo legal, das contas anuais do governo estadual e das Prefeituras Municipais;
XV - examinar as demonstrações contábeis e financeiras constantes de balancetes mensais,
determinando as regularizações necessárias, na forma que a lei estabelecer;
XVI - negar a aplicação de lei ou ato normativo considerado inconstitucional ou ilegal que tenha ou
possa vir a ter reflexo no erário estadual ou municipal, incumbindo-lhe, de imediato, justificar a ilegalidade
ou propor à Assembleia Legislativa, às Câmaras Municipais ou ao Ministério Público, a arguição de
inconstitucionalidade;
XVII - homologar os cálculos das cotas do ICMS devidas aos
Municípios;

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XVIII - editar acórdãos, atos, resoluções e pareceres prévios, no âmbito de suas atribuições e
competências, para o completo desempenho do controle externo, os quais deverão ser cumpridos pelas
administrações estadual e municipais, sob pena de responsabilidade, bem como para o seu regular
funcionamento;
XIX - elaborar sua proposta orçamentária dentro dos limites estipulados na lei de diretrizes
orçamentárias, desvinculada do orçamento da Assembleia Legislativa.
§ 1º No caso de contrato, o ato de sustação será adotado diretamente pela Assembleia Legislativa ou
pelas Câmaras Municipais que solicitarão, de imediato, ao Poder Executivo as medidas cabíveis.
§ 2º Se a Assembleia Legislativa ou o Poder Executivo, no prazo de noventa dias, não efetivar as
medidas previstas no parágrafo anterior, o Tribunal decidirá a respeito.
§ 3º As decisões do Tribunal de que resulte imputação de débito ou multa terão eficácia de título
executivo.
§ 4º O Tribunal encaminhará à Assembleia Legislativa, trimestralmente e anualmente, relatório de suas
atividades.
§ 5º Compete, ainda, ao Tribunal de Contas: (incluído pela Emenda Constitucional nº 20, 12.12.2000)
I – eleger seus órgãos diretivos 30 (trinta) dias antes do término dos respectivos mandatos, assim o
Presidente e o Vice-Presidente, que serão sempre de dois anos, contados do dia 1º de março logo
seguinte ao mandato extinto. A Corregedoria será exercida pelo Vice-Presidente; (incluído pela Emenda
Constitucional nº 20, 12.12.2000)
II – elaborar seu Regimento Interno, com observância às normas desta Constituição, às leis e às
normas de processo e garantias das partes, onde deverão ficar dispostas as matérias atinentes à
competência e funcionamento de seus órgãos administrativos, assim também a organização de sua
secretária, câmaras e serviços internos. (incluído pela Emenda Constitucional nº 20, 12.12.2000)

Art. 113. O Tribunal de Contas do Estado, integrado por sete Conselheiros, tem sede na capital do
Estado, autonomia funcional, administrativa e financeira, quadro próprio de pessoal e jurisdição em todo
o território estadual, exercendo, no que couber, as atribuições do art. 96 da Constituição Federal. (redação
dada pela Emenda Constitucional nº 37, de 04.06.2007)
§ 1º Os Conselheiros do Tribunal de Contas serão nomeados dentre os brasileiros que satisfaçam os
seguintes requisitos:
I - mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade;
II - idoneidade moral e reputação ilibada;
III - notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de administração
pública;
IV - mais de dez anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional que exija os
conhecimentos mencionados no inciso anterior.
§ 2º Os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado serão escolhidos. (redação dada pela Emenda
Constitucional nº 5, de 1996)
I - um terço pelo Governador do Estado, com aprovação da Assembleia Legislativa, sendo dois
alternadamente dentre auditores e membros do Ministério Público junto ao Tribunal, indicados em lista
tríplice pelo Tribunal, segundo os critérios de antiguidade e merecimento;
II - dois terços pela Assembleia Legislativa.
§ 3º Os Conselheiros do Tribunal de Contas terão as mesmas garantias, prerrogativas, impedimentos,
vencimentos e vantagens dos Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado, aplicando-se-lhes,
quanto à aposentadoria e pensão, as normas constantes do art. 40 da Constituição Federal.
§ 4º Os Conselheiros, nas suas faltas e impedimentos serão substituídos pelos auditores. (redação
dada pela Emenda Constitucional nº 5, de 1996)
§ 5º O auditor, quando em substituição a Conselheiro, terá as mesmas garantias e impedimentos do
titular e, quando no exercício das demais atribuições, as de juiz de direito da mais elevada entrância do
Estado. (redação dada pela Emenda Constitucional nº 5, de 1996)
§ 6º Os auditores do Tribunal de Contas serão nomeados após concurso público de provas ou de
provas e títulos, observada a classificação, cumpridos, ainda, os seguintes requisitos: (redação dada pela
Emenda Constitucional nº 5, de 1996)
I - título de curso superior em direito, ciências contábeis, econômicas ou administrativas;
II - idoneidade moral e reputação ilibada.
§ 7º O auditor somente poderá aposentar-se com as vantagens do cargo, quando o tiver exercido
efetivamente, no Tribunal de Contas, por mais de cinco anos. (redação dada pela Emenda Constitucional
nº 5, de 1996)

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§ 8º Os conselheiros elegerão o Presidente, o 1º e o 2º Vice- Presidentes do Tribunal de Contas, para
mandato de dois anos, permitida a reeleição.
§ 9º Considerar-se-á eleita a chapa que obtiver a maioria de votos. (redação dada pela Emenda
Constitucional nº 27, de 09.09.2002)
§ 10 Cabendo a escolha de Conselheiro à Assembleia Legislativa, caso o Chefe do Poder Executivo
não efetive a nomeação do candidato indicado nas quarenta e oito horas que se seguirem ao recebimento
da comunicação, o mesmo será investido automaticamente no cargo. (incluído pela Emenda
Constitucional nº 2, de 1995)

Art. 114. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de
controle interno com a finalidade de:
I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos programas de
governo e dos orçamentos do Estado;
I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos programas de
governo e dos orçamentos do Estado e dos Municípios;
II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia das gestões orçamentária,
financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração estadual, bem como da aplicação de
recursos públicos por entidade de direito privado;
II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da gestão
orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades das administrações estadual e municipal,
bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado;
III - exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, e dos direitos e haveres do Estado;
III - exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres
do Estado e dos Municípios;
IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.
§ 1º Os responsáveis pelo controle interno darão ciência ao Chefe do Poder a que estiverem
subordinados, e este ao Tribunal de Contas do Estado, sob pena de responsabilidade solidária, de
qualquer irregularidade ou ilegalidade de que tiverem conhecimento.
§ 1º Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou
ilegalidade, dela darão ciência ao Tribunal de Contas da União, sob pena de responsabilidade solidária.
§ 2º Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para, na forma da lei,
denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas do Estado.

SEÇÃO VIII
Da Procuradoria da Assembleia Legislativa

Art. 115. A Procuradoria da Assembleia compete exercer a representação judicial do Poder Legislativo
nas ações em que este for parte, ativa ou passiva, sem prejuízo das atribuições da Procuradoria-Geral
do Estado.
Parágrafo único. Resolução de inciativa da Mesa da Assembleia Legislativa, observando os princípios
e regras pertinentes à Constituição Federal e a esta Constituição, disciplinará sua competência e disporá
sobre o ingresso na classe inicial, mediante concurso de provas ou de provas e títulos.
Parágrafo único. Lei, de iniciativa da Assembleia Legislativa, disciplinará sua competência e o ingresso
na classe inicial da carreira, que para todos os fins integra a Advocacia Pública do Estado do Amapá,
mediante concurso de provas ou de provas e títulos.

Questões

01. Segundo dispõe a Constituição do Amapá, julgue o item a seguir:


O processo legislativo compreende a elaboração de resoluções.
( ) Certo ( ) Errado

02. Segundo dispõe a Constituição do Amapá, julgue o item a seguir:


Perderá o mandato o Deputado, investido no cargo de Ministro de Estado, Governador de Território,
Secretário de Estado, Secretário de Prefeitura Municipal ou chefe de missão diplomática temporária;

( ) Certo ( ) Errado

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Gabarito

01.Certo / 02.Errado

Comentários

01.Resposta: Certo
Art. 102. O processo legislativo compreende a elaboração de:
VI - resoluções.

02.Resposta: Errado
Art. 99. Não perderá o mandato o Deputado:
I - investido no cargo de Ministro de Estado, Governador de Território, Secretário de Estado, Secretário
de Prefeitura Municipal ou chefe de missão diplomática temporária;

Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Estado do Amapá- Resolução


nº 91, de 26.04.2006 (Títulos II, V, VII e VIII).

Prezado (a) candidato (a) o Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Estado do Amapá-
Resolução nº 91, de 26.04.2006, será abordado na íntegra na matéria de Noções de Direito
Administrativo e de Administração Pública

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