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Aula 11
DIREITO CIVIL
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MAGISTRATURA ESTADU
Teoria e Questões
Aula 11 - Prof. Pauli

AULA 11
CONTRATOS EM ESPÉCIE

Sumário 1
Considerações Iniciais . . .. .. . .. . .. . .. .. . .. . .. . .. . .. .. . .. . .. . .. . .. .. . .. . .. .. . .. . .. .. . .. . .. . .. . .. .. . .. . 3
DIREITO DOS CONTRATOS .. . .. . .. .. . .. . .. . .. . .. .. . .. . .. . .. . .. .. . .. . .. . .. . .. .. .. . .. . .. . .. . .. .. . .. . 3
3.2. Espécies contratuais .. . ...... .. ... ........ . .. .. . ...... ........... .. . ....... ...... .. . ........ .. . 3
7. PRESTAÇÃO DE SERVIÇO .. .. ... .. ...... . .. .. . ...... .. .. . ...... .. . .. ........... .. . ........ .. . 3
8. EMPREITADA . . ... ... .. .. . .. . ... .. ... .. . ..... . .. . .. ... ... .. . .. .. .. . ...... .. . .... . ... .. . ... .. ... .. . 5
9. DEPÓSITO ... .. . .......... . .. . ... .. ... .. . ..... . .. . .. ... ... .. .. . .. .. . ...... .. . .... . ... .. . ... .. ... .. . 9
10. MANDATO . .. . .......... . .. .... ..... .. ...... . .. ... ...... .. ..... .. ....... .. ......... .. . ........ . 14
11. SEGURO . ... .. . ... ....... . .. . ... ..... .. . ..... . .. . .. ... ... .... . .. .. . ...... .. . ..... ... .. . ..... ... . 20
11.1. Seguro de dano .. .. . .. . .. . .. .. . .. . .. . .. . .. .. . .. . .. . .. . .. .. . .. . .. . .. .. . .. .. . .. . .. . .. . .. .. . . 24
11.2. Seguro de pessoas . .. . .. . .. .. . .. . .. . .. . .. .. . .. . .. . .. . .. .. . .. . .. . .. . .. .. .. . .. . .. . .. . .. .. . . 26
12. FIANÇA ..... .. . .......... . .. .... ..... .. ...... . .. ... ...... .... . .. .. ....... .. ......... .. . ........ . 29
13. COMISSÃO .. . ... ..... .. . .. . ... .. ... .. . ..... . .. . .. ... ... .. . .. .. .. . ...... .. . ..... ... .. . ... .. ... . 35
14. AGÊNCIA E DISTRIBUIÇÃO .. . .. . .. . .. . .. .. . .. . ... .. .. . .. . .. . .. . .. . .. .. . .. . .. .. . .. . .... . . 37
15. CORRETAGEM .. ... .... . .. . ... .. .. . .. . ... .. . .. . .. ... ... .. . .. .. . .. ... .. . .. . .. ... ... .. . ... ..... . 39
16. TRANSPORTE ...... .... . .. .... .. ... .. ...... . .. ... ...... .. ..... ......... .. ... ...... .. . ......... 40
16.1. Transporte de pessoas . .. ... .. . ..... . .. .. . ... ... .. .. . . .. ... .. . .. . ....... ... .. . ..... ... . 40
16.2. Transporte de coisas . .. . .. .. . .. . .. . .. . .. .. . .. . .. . .. . .. .. . .. . .. . .. . .. .. .. . .. . .. . .. .. . .. . . 42
17. CONSTITUIÇÃO DE RENDA . .. .. . ..... . .. .. . ... ... .. .. . .. . ... .. . .. . ....... . .. .. . ... .. ... . 44
18. JOGO E APOSTA .. .. .. . .. . ... .. ... .. . ..... . .. .. . ... ... .. . .. .. . ... ..... .. . .. .. . ... .. . ... .. ... . 45
19. TRANSAÇÃO . ...... .... . .. .... .. ... .. ...... . .. ... ...... .. ..... .. ....... .. ... ...... .. . ........ . 47
20. COMPROMISSO ... .... . .. . ... .. ... .. . ..... . .. .. . ... ... .. . .. .. . ... ..... .. . .. .. . ... .. . ... .. ... . 49
Legislação pertinente ... .. .. . .. . ... .. .. . .. . ..... . .. .. . ...... .. . .. .. . ... ..... .. . .. ... ... .. . ..... ... . 49
Jurisprudência e Súmulas Correlatas ...... . .. .. . ...... .. ..... .... .. . .. ........ . .. ............ 50
Questões .. . .. . .. .. . .. . .. . .. .. . .. . .. . .. . .. . .. .. . .. . .. . .. .. . .. .. . .. . .. . .. . .. .. . .. . .. . .. .. . .. . .. . .. . .. .. . . 56
Questões sem comentários .. . .. .. . .. . .. . .. . .. .. . .. . .. . .. .. . .. . .. . .. . .. . .. .. . .. .. . .. . .. .. . .. . . 56

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Gabaritos ... .. ... .. . .. . ..... .. . .. . ... .. ... .. . ..... . .. .. . ... .. ..... . .. .. . ...... .. . ..... ... .. . ..... ... . 81
Questões com comentários ... .. ... ........ . .. .. . ...... ........... .. . ............. .. . ........ . 87
Resumo . . .. . ..... ... .. . .......... . .. . ... .. . .. .. . ..... . .. .... . .. . ..... . .. . .. ...... .. . ..... ... .. . ... .. .. 135
Considerações Finais . ... .... . .. . ... .. ... .. . ..... . .. . .. ... ... .. . .. .. . ........ .. . .. .. . ... .. . ... .. .. 147

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AULA 11 - CONTRATOS EM ESPÉCIE II

Na aula passada, continuamos com o tema dos contratos, tratando da primeira


parte das espécies de contratos, que envolvem os contratos que orbitam em
torno da transferência de propriedade e posse, de maneira ampla. Agora, em
continuidade às espécies contratuais, vamos tratar dos demais contratos
regulados pelo CC/2002, finalizando a matéria.
Lembrando que nas últimas provas das Magistraturas tivemos um
número significativo de questões sobre as espécies contratuais. Ainda
assim, a maior parte das questões de contratos aparece na parte da Teoria Geral,
lembro mais uma vez.

IIIII

7. PRESTAÇÃO DE SERVIÇO
O Código civil, segundo o a r . 593, regula a prestação de
serviços residual, ou seja, o trabalho avulso feito por
pessoa física ou jurídica e o trabalho dos profissionais
liberais, desde que não regidos por legislação trabalhista
ou especial.
Desde que respeitados os pressupostos e requisitos para os negócios jurídicos,
qualquer espécie de serviço pode ser objeto do contrato de prestação de serviço,
nos termos do a r . 594 do CC/2002. Essa espécie de contrato é bilateral, não-
solene, onerosa, pessoal e por tempo determinado. Vejamos.
Se escrito o contrato, mas qualquer das partes não souber ler nem escrever, o
instrumento poderá ser assinado a rogo e subscrito por duas testemunhas. Veja-
se que mesmo que não haja retribuição prevista, ela será fixada por
arbitramento, segundo o costume do lugar, o tempo de serviço e sua
qualidade, prevê o a r . 596
Pessoal porque, estabelece o a r . 605, nem aquele a quem os serviços são
prestados pode transferir a outrem o direito aos serviços ajustados, nem
o prestador de serviços, sem consentimento da outra parte, pode dar
substituto que os preste. Em geral, sem previsão expressa em contrário ou
não sendo costumeiro, o pagamento ocorrerá depois da prestação do serviço, na
dicção do art. 597 do CC/2002.

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O prazo limite para a prestação é de 4 anos, mesmo


que o contrato tenha por causa o pagamento de
dívida de quem o presta, ou se destine à execução de
certa e determinada obra-I se ultrapassar, dar-se-á
por findo contrato, mesmo que não con cIuído o servi`ço
Se não houver prazo estipulado, nem se podendo inferir da
natureza do contrato, ou do costume do lugar, qualquer das
partes, a seu arbítrio, mediante prévio aviso, pode resolver
o contrato, de acordo com o art. 599 do CC/2002. Esse
aviso se dará, segundo o parágrafo '
urtico, com
antecedência de

Se a retribuição se houver fixado por tempo de um mês, ou mais

Se a contra prestação se tiver ajustado por semana, ou quinzena

Quando se tenha contratado por menos de 7 dias

Não se conta, nesse prazo, no entanto, o tempo em que o prestador de serviço,


por culpa sua, deixou de servir, a teor do art. 600.

77
A prestação de serviços englobará todos os serviços
. . que o prestador habitualmente satisfaz, salvo se tiver
Curiosidade sido serviço contratado para certo e determinado
trabalho, por previsão do art. 601 do CC/2002. Neste caso,
o prestador não se pode ausentar ou se exonerar, sem justa causa, antes de
preenchido o tempo, ou concluída a obra, segundo o art. 602. Se o fizer, terá
direito à retribuição vencida, mas responderá por perdas e danos, consoante
regra do parágrafo único.
Ao contrário, se o prestador for despedido sem justa causa, a outra parte
será obrigada a pagar-lhe por inteiro a retribuição vencida, mais a
metade pelo restante do tempo, conforme regra do art. 603 do cc/2002
Se terminado o contrato, despedido sem justa causa, ou havendo outro motivo
justo para deixar o serviço, o prestador de serviço tem direito a exigir da outra
parte a declaração de que o contrato está indo.
Em regra, o prestador de serviço deve ser habilitado para exercer o ofício. Porém,
se não possuir título de habilitação ou não satisfizer requisitos outros
estabelecidos em lei, não pode 0 prestador cobrar a retribuição
normalmente correspondente ao trabalho executado. De qualquer forma,
se o serviço beneficiar a outra parte, o juiz deve atribuir a quem o prestou uma
compensação razoável, desde que tenha agido com boa-fé.

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Atente, porém, porque caso a proibição da prestação de ou.,


serviço resultar de lei de ordem pública, não se aplica peladinha!
a segunda parte do raciocínio anterior, deixa claro o
parágrafo único do art. 606. Assim, se alguém que não é formado em medicina
realiza uma cirurgia, ainda que de boa-fé, não pode ser retribuído nem mesmo
judicialmente, já que há proibição legal para o exercício desse ofício.
A extinção desse contrato se dá, segundo o art. 607, por

oIlllII oiulo

De modo a evitar que os prestadores de serviços, obrigados a realizar dada


prestação, fossem "aliciados" por terceiros, trazendo prejuízos ao tomador de
serviços, o a r . 608 estabelece que aquele que aliciar pessoas obrigadas em
contrato escrito a prestar serviço a outrem pagará ao tomador primário
a importância que ao prestador de serviço, pelo ajuste desfeito,
houvesse de caber durante 2 anos. Veja que quem paga 7?
a indenização não é o prestador de serviço aliciado, mas o
Curiosidade
aliciador, terceiro, a despeito de não ter ele entabulado
relação contratual com o prejudicado.
E, por fim, o CC/2002 prevê regra específica de prestação de serviço agrícola-
Segundo o a r . 609, mesmo a alienação do prédio agrícola, onde a prestação dos
serviços se opera, não importa a rescisão do contrato, salvo ao prestador opção
entre continuá-lo com o adquirente da propriedade ou com o primitivo
contratante.

s. EMPREITADA
A empreitada é o contrato por meio do qual o empreiteiro, segundo Silvio
RodNgues:
................. ................. ................. ................. ................. ................. ................. ................. .................
§ Se- compromete a executar determinada obra, pessoalmente ou por terceiros, em troca-de l
_ certa remuneração fixa a ser paga pelo outro contraente - dono da obra -, de acordo com
i instruções deste e sem relação de subordinação. i

É um contrato bilateral, oneroso, não solene e impessoal. Neste último caso,


pode se tornar personalíssimo por força de contrato, quando o ajuste for
feito em consideração às qualidades pessoais do empreiteiro, segundo o
a r . 626. Do contrário, não o é, já que mesmo com a morte do empreiteiro ou do
dono da obra ele não se extingue.
o CC/2002 estabelece duas espécies de empreitada, no art. 610

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O empreiteiro contribui apenas com seu trabalho

O empreiteiro contribui com mão-de-obra e materiais.


Tem de estar expressamente prevista ou decorrer da lei (§10)
Quando o empreiteiro realiza o projeto, não se presume que se obrigou a
executá-Io ou fiscalizá-Io (§2°)

* Esclarecendo
A diferença maior entre as duas hipóteses está na
diferença de tratamento dos riscos
Segundo o a r . 611, os riscos pelos materiais correm por conta do
empreiteiro, até a entrega da obra E a exceção, novamente, fica por conta
do dono da obra em mora, cujos riscos correm por si, então. Na sequência, o art.
612 do CC/2002 estabelece que todos os riscos da coisa correm por conta
do dono da obra, exceto aqueles em que o empreiteiro teve culpa
Por fim, o a r . 613 estabelece que se houver perecimento da coisa antes da
entrega, sem culpa de qualquer das partes, o
empreiteiro de lavor perderá o direito à retribuição,
exceto se provar que o perecimento ocorreu por
problema nos materiais fornecidos pelo dono da obra
e que em tempo reclamara contra a sua quantidade ou qualidade.
Pode-se, ainda, classificar a empreitada em :

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•O preço e a retribuição são estipulados para a obra inteira, sem se


considerar o racionamento da atividade, ou seja, é uma
empreitada global. Se se permitir variação do preço, será uma
empreitada global relativa, se não, será uma empreitada global
absoluta

• Fixa-seo preço de acordo com as etapas realizadas. Ou seja, a


empreitada é racionada em relação á obra toda e, por isso, a
remuneraçao e proporcional ao trabalho executado, em etapas

• Cláusulaque permite a alteração do preço em consequência da


variação dos materiais e/ou da mão-de-obra

IIOI-I

Há um limite de preço que não pode ser ultrapassado pelo


empreiteiro

•O empreiteiro realiza o trabalho por certo preço pré-estabelecido,


ficando responsável por fornecer os materiais e a mão-de-obra,
cujos valores são reembolsados pelo dono, com margem de lucro
àquele

1 - Obrigações do empreiteiro
A principal obrigação do empreiteiro é entregar a coisa no tempo e na forma
acertados. Caso o empreiteiro não cumpra as obrigações do contrato, fica
sujeito à obrigação de reparar o prejuízo, conforme regra geral (art. 389 do
CC/2002).
Por isso, se suspensa a execução da empreitada sem justa causa,
responde o empreiteiro por perdas e danos, nos termos do a r . 624 do
CC/2002. Ele, porém, poderá suspender a obra, segundo os incisos do a r . 625:
I - por culpa do dono, ou por motivo de força maior,
II - quando, no decorrer dos ser/iços, se manifestarem dificuidades imprevisíveis de
execução, resultantes de causas geológicas ou hidricas, ou outras semelhantes, de modo
que torne a empreitada excessivamente onerosa, e o dono da obra se opuser ao reajuste
do preço inerente ao projeto por ele elaborado, observados os preços,
III - se as modificações exigidas pelo dono da obra, por seu vulto e natureza, forem
desproporcionais ao projeto aprovado, ainda que o dono se disponha a arcar com o
acréscimo de preço.

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Responde o empreiteiro pelos materiais que recebeu, se por imperícia ou


negligência os inutilizar. Ademais, se o empreiteiro não atende às
especificações contratadas, o dono da obra tem duas alternativas

Art. 615
olfloin

• Art. 616
Na empreitada de edifícios e outras construções
consideráveis, o empreiteiro de materiais e execução
(empreitada mista) responderá pela solidez e
segurança do trabalho, em razão dos materiais como
do solo, durante o prazo de 5 anos, segundo o a r . 618
do CC/2002. O prazo para a reclamação é decadencial, ao dono da obra em
relação ao empreiteiro, de 180 dias, após o aparecimento do vício ou defeito,
consoante leciona o parágrafo único.
Em regra, salvo estipulação em contrário, os riscos da obra são assumidos
pelo empreiteiro que se incumbir de executar uma obra, segundo plano
aceito por quem a encomendou, mesmo que feitas modificações no
projeto, na dicção do a r . 619 do CC/2002. O empreiteiro só pode exigir
acréscimo no preço do dono da obra se forem feitas modificações no
projeto a ser implementado, por meio de instruções por escrito do dono da obra
e, no caso de não haver autorização escrita, se esse presente às obras verificou
a alteração no projeto e não protestou, sendo a ausência de protesto considerada
uma aceitação tácita do dono da obra, conforme estabelece o parágrafo único
desse artigo.
Ao contrário, se ocorrer diminuição no preço do material ou da mão-de
. ou., . obra superior a 10% do preço global convencionado,
I . .
.pegadinhal pudera este ser revisto, a pedido do dono da obra, para
que se lhe assegure a diferença apurada, por força do art.
620.

2 - Obrigações do dono da obra


A principal obrigação do dono da obra é efetuar o pagamento do preço. Assim,
se a obra constar de partes distintas, ou for de natureza das que se determinam
por medida, o empreiteiro terá direito a que também se verifique por medida, ou
segundo as partes em que se dividir, podendo exigir o pagamento na proporção
da obra executada, nos termos do art. 614 do CC/2002.
Neste caso, segundo o § 10, tudo o que se pagou presume-se verificado pelo
dono da obra, se, em 30 dias, a contar da medição, não forem denunciados os
vícios ou defeitos por ele ou por quem estiver incumbido da sua fiscalização,
consoante dispõe o § 2°.

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o dono da obra tem obrigação de receber a coisa, não


podendo recusar injustificada mente o seu
recebimento ( a r . 615). Caso O dono da obra recuse o
recebimento da coisa sem motivo, ele será tido como em
mora, ficando responsável pelos efeitos decorrentes da mora. Poderá, porém,
rejeitá-Ia, se o empreiteiro se afastou das instruções recebidas e dos planos
dados, ou das regras técnicas em trabalhos de tal natureza
o dono da obra também não pode, sem anuência de
seu autor, introduzir modificações no projeto por ele
aprovado, ainda que a execução seja confiada a
terceiros. Essa noção guarda estreita ligação com a
proteção conferida pelo a r . 70, inc. X da Lei 9.610/1998, a Lei de Direitos
Autorais, aos projetos de engenharia, arquitetura e paisagismo. Pode o autor,
inclusive, repudiar a autoria de projeto arquitetônico alterado sem o seu
consentimento durante a execução ou após a conclusão da construção, permite
o a r . 26 dessa Lei. As exceções à impossibilidade de alteração do projeto
na execução são duas:

Se a execução da obra for confiada a terceiros, a


orá,
responsabilidade do autor do projeto respectivo, peladinha!
desde que não assuma a direção ou fiscalização
daquela, ficará limitada aos danos resultantes da solidez e segurança do
trabalho em razão dos materiais e/ou do solo, nos edifícios ou outras construções
consideráveis.
E, por fim, ainda que o dono da obra possa suspendê-Ia quando o quiser,
fica obrigado a pagar ao empreiteiro as despesas e lucros relativos aos
serviços já feitos, mais indenização razoável f calculada em função do que
ele teria ganho, se concluída a obra.

9. DEPÓSITO
O a r . 627 do CC estabelece que o depositário recebe um objeto móvel, para
guardar, até que o depositante o reclame.
Qual é a principal diferença entre 0 contrato de
depósito e o contrato de comodato? Primeiro, o
depósito tem por objeto apenas bens móveis
infungíveis, ao passo que o comodato pode ter por

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objeto bens móveis e imóveis, desde que infungíveis. Além disso, o


depositário não pode utilizar a coisa depositada ou repassar o depósito
a terceiros, a não ser que tenha expressa autorização do depositante
( a r . 640), sob pena de arcar com as perdas e danos. Mesmo que confie o
bem a terceiros, o depositário original responde por culpa.
São duas espécies de depósito reguladas pelo Código Civil, o voluntário e o
necessário. Vejamos a primeira hipótese.

1 - Depósito voluntário
Ajustado única e exclusivamente em razão da vontade das partes, ele é
classificado como um contrato real, solene e gratuito ou oneroso. De acordo com
o art. 628 do cc/2002, em regra, o contrato de depósito ??
é gratuito e, nesse caso, entende-se que ele é intuito
personae, pois tem por base a confiança que o Curiosidade
depositante tem no depositário.
Deixa claro o a r . 646 que o depósito voluntário se prova por escrito. Se o
depósito for oneroso e a retribuição do depositário não constar de lei ou da
vontade, será determinada pelos usos do lugar, e, na falta destes, por
arbitramento. O depositário tem diversas obrigações. Vejamos as que estão
contidas no Código:

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• É a obrigação inerente e principal do contrato de depósito.


• O depositário poderá devolver a coisa ou depositá-Ia judicialmente, se o
depositante se recusar a recebê-la, quando, por motivo plausível, não
puder continuar a guardá-Ia (art. 635)

.• O depositário é obrigado a conservar a coisa como se sua fosse (art. 629)


Ele, no entanto, não responde pela deterioração ou perda do bem em caso
de força maior, cabendo-lhe, porém, a prova, sob pena de reparar o
prejuízo do depositante ( a r . 642)

. Caso receba outra em seu lugar, deve esta entregar ao depositante (art.
636)
• Se seu herdeiro alienar a coisa, de boa-fé, deve colaborar na anão de
reivindicação movida pelo depositante em face do adquirente, inclusive
restituindo a este o valor recebido (art. 637)

•O depositário deve devolver o bem ao depositante quando solicitado,


independentemente do prazo inicialmente ajustado entre as partes e no
estado em que foi recebida, acompanhada dos frutos e acrescidos (arts.
629, 630 e 633)
• Não pode compensar as dívidas da obrigação com a coisa ( a r . 638)
• Pode, porém, reter a coisa, até que o pagamento lhe seja dado (art. 644)
Se o depósito se entregou fechado, colado, selado, ou lacrado, nesse mesmo
estado se manterá. Assim, deve o depositário entregar a coisa no estado em que
a recebeu. Por outro lado, se a coisa houver sido depositada no interesse
de terceiro, e o depositário tiver sido cientificado deste fato pelo
A depositante, não pode o depositário exonerar-se do
Esclarecendo depósito restituindo a coisa ao depositante, sem o
consentimento do terceiro
Se o depositário tiver motivo razoável para suspeitar que a coisa foi dolosa mente
obtida, expondo ao juiz fundamento da suspeita, requererá que se recolha o
objeto ao Depósito Público, prevê o a r . 634. Pode ainda o 7?

depositário requerer depósito judicial da coisa, Curiosidade


quando, por motivo plausível, não a possa guardar, e
o depositante não queira recebê-Ia
Haverá Depósito Público ainda na hipótese do a r . 641, quando o depositário se
tornar incapaz. Nesse caso, a pessoa que lhe assumir a administração dos bens
deve diligenciar imediatamente a restituição da coisa depositada ao depositante
e, não querendo ou não podendo ele recebê-Ia, ela será recolhida ao Depósito
Público, ou, alternativamente, será promovida a nomeação de outro depositário.

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O depositário não responde pelos casos de força maior, estabelece o a r . 642.


Mas, para que lhe valha a escusa, terá de provar a situação. Quando ele, por
força maior, perde a coisa depositada e recebe outra em seu lugar, é obrigado a
entregar a coisa subi-rogada ao depositante, e ceder-lhe as anões que no caso
tiver contra o terceiro responsável pela restituição da coisa perdida.
Ademais, sendo dois ou mais depositantes de coisa divisível, o depositário só
entregará a cada um a respectiva parte, salvo se houver entre eles solidariedade.
Assim, a coisa é entregue por cota-parte aos
depositantes, se divisível; e entregue toda a qualquer
deles, se indivisível, ou se divisível, for solidário o
depósito.
Já ao depositante cabem outras obrigações que não
ESSA CAI
decorrem da natureza do contrato de depósito em si, mas rã prova!
das obrigações subsidiárias:

oiclololauo

Caso o depositante não pague as despesas, o art. 644 permite ao depositário


reter o depósito até que se lhe pague a retribuição devida, o líquido valor das
despesas e ou dos prejuízos, se houver, provando imediatamente esses prejuízos
ou essas despesas. Se não conseguir as provar, ou forem ilíquidas, o depositário
poderá exigir caução idónea do depositante ou, na falta desta, a remoção da coisa
para o Depósito Público, até que se liquidem.
Há uma hipótese de depósito irregular, qual seja, no depósito de coisas fungíveis.
Nesse caso, prevê o art. 645, quando o depositário se obrigar a restituir
objetos do mesmo género, qualidade e quantidade,
regula-se o depósito pelas regras do mútuo. Essa '°..il, °'"^~ •
*f
peqadmha!
modalidade de depósito é ainda regulada por lei especial, o
Decreto 1.102/1903.
Resumida mente, trata-se do depósito de coisas fungíveis nos armazéns
?? gerais, que são os estabelecimentos destinados à
guarda e à conservação de mercadorias neles
"~*. Curiosidade depositadas por terceiros e à emissão de títulos
especiais. Esses armazéns são bastante comuns nas zonas portuárias, em
portos secos e terminais ferroviários.
Nesse contrato emite-se o conhecimento de depósito, representativo da
mercadoria, com livre circulação por endosso. A transferência do conhecimento
de depósito transfere a propriedade da coisa depositada. É também possível
emitir o warrant, que se une ao conhecimento, mas é dele separável, à vontade
do depositante. O warrant funciona como título constitutivo de direito real de
penhor sobre a coisa dada em depósito.

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2 - Depósito necessário
O depósito necessário ocorre em três hipóteses

na ui:uI=u IL1nas

Neste último caso, segundo o parágrafo único, os hostee d eiras res pendem,
.. ou.,
inclusive, por furto e roubo, sejam el es praticados
peladinha! pelos funcionários, sejam eles praticados por
terceiros, admitidos no estabelecimento, exceto se
provarem que não podiam os atos ser evitados I na dicção do a r . 650
As regras aplicáveis ao depósito voluntário aplicam-se subsidiaria mente
aos necessários I por força do art. 648 e seu parágrafo T?
único. E, ao contrario do depósito voluntario que se
presume gratuito, o depósito necessário presume-se Curiosidade
oneroso (art. 651) e, no caso das bagagens (art. 649), a remuneração se inclui
no preço da hospedagem.

HORA DE I

¡pratlcar!
2008 - CESPE - PGE/PI - Procurador do Estado
Ainda acerca dos contratos, assinale a opção correta.
A O pacto de retrovenda é uma cláusula acessória aposta no contrato de
compra e venda de imóvel, que consiste no direito que se reserva o vendedor
de resolver o contrato, recuperando a coisa, desde que pague ao comprador
o preço original, monetariamente corrigido, as despesas por ele suportadas
e o valor equivalente às benfeitorias necessárias, bem como as benfeitorias
úteis e voluptuárias expressamente consentidas, na forma escrita.
B Na rança, o garantidor se responsabiliza por assegurar o cumprimento da
prestação prometida pelo devedor. Por isso, o garantidor não pode, para se
eximir da obrigação, alegar que o devedor tem bens suficientes para saldar
a divida por ele garantida.
C Pelo contrato de depósito voluntário, o depositário recebe um objeto móvel
ou imóvel para guardá-lo ou conservá-lo, até que o depositante o reclame;
enquanto não for pedida a restituição da coisa, essa se incorpora ao
património do depositário. Em caso de inadimplemento da obrigação por
parte do depositário, o contrato resolve-se em perdas e danos.
D No contrato de empreitada de mão-de-obra, por se tratar de obrigação de
meio, o empreiteiro tem o direito de exigir do proprietário que, uma vez
concluída a obra nos termos contratuais, ele a aceite, pois, nesse tipo de
empreitada, todos os riscos correm por conta do dono.

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E O direito do promissório comprador à adjudicação compulsória não se


condiciona ao registro do compromisso de compra e venda no cartório de
imóveis; mas, se o contrato particular for devidamente registrado, confere
ao promitente comprador direito real de propriedade
comentários
alternativa A está correta. conforme estabelece o art. 505: "O vendedor d
cisa imóvel pode reservar-se o direito de recobrá-Ia no prazo máximo d
decadência de três anos, restituindo o preço recebido e reembolsando a
espesas do comprador, inclusive as que, durante o período de resgate, s
fetuaram com a sua autorização escrita, ou para a realização de benfeitoria
iecessárias".
alternativa B está incorrera. como veremos adiante
alternativa C está incorrera. A primeira parte está correta, segundo o ar
27: "Pelo contrato de depósito recebe o depositário um objeto móvel, par
uardar, até que o depositante o reclame". A segunda parte, porém, est
f o r r e t a , pois o depositário não se torna proprietários dos bens recebidos e
epósito, como se pode observar no a r . 638: "Salvo os casos previstos nos arts
33 e 634, não poderá o depositário furtar-se à restituição do depósito, alegand
ão pertencer a coisa ao depositante, ou opondo compensação, exceto se noutr
epósito se fundar
alternativa D está incorrera, como veremos à frente, igualmente
alternativa E está incorrera, na forma do art. 1.417: "Mediante promessa d
ompra e venda em que se não pactuou arrependimento, celebrada po
instrumento público ou particular, e registrada no Cartório de Registro d
móveis, adquire o promitente comprador direito real ã aquisição do imóvel

10. MANDATO
Mandato é o contrato por meio do qual uma pessoa
(mandatário) recebe poderes de outra (mandante),
para, em nome e por conta desta, praticar atos ou
administrar interesses, consoante estipula o art. 653
O mandato voluntário é regido pelas normas do Código Civil, enquanto o mandato
judicial regula-se pela lei processual e, supletivamente, pela legislação civil.
O mandato é contrato não solene, pois, embora a lei ou.,
determine que a procuração é o instrumento do peladinha!
mandato, é possível o mandato tácito e o verbal, como
se vê no a r . 656. Entretanto, tal regra é mitigada pelo a r . 657 do CC/2002, que
dispõe que o mandato deverá seguir a forma prescrita em lei quando o ato
exigir solenidade. Sua aceitação, igualmente, pode ser tácita, resultando-se da
execução, nos termos do art. 659.
Curiosamente, ainda quando se outorgue mandato ou.,
por instrumento público, pode substabelecer-se peladinha!
mediante instrumento particular f por permissão do art

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655. O substabelecimento é o ato unilateral pelo qual o mandatário transfere ao


substabelecido os poderes que lhe foram anteriormente dados pelo mandante.
Ele é igualmente, em regra, gratuito, mas quando tem por objeto a realização de
atos que o mandatário realiza profissionalmente é oneroso, segundo o art. 658
do CC/2002, como é o caso, por exemplo, o caso dos advogados. Esse mandato
não se presume gratuito, pois ele é um instrumento para que o advogado possa
defender os interesses de seu cliente e exercer seu ofício.
O mandato pode ser especial a um ou mais negócios, ou geral a todos os do
mandante. Para efetuar determinados atos, como alienar ou transigir, o art. 661,
em seus parágrafos, exige que a procuração contenha poderes expressos, e não
apenas de administração em geral:
§ 1o Para alienar, hipotecar, transigir, ou praticar outros quaisquer atos que exorbitem da
administração ordinária, depende a procuração de poderes especiais e expressos.
§ 2o O poder de transigir não importa o de armar compromisso.

Portanto, deve-se verificar a procuração e os poderes que foram outorgados para


não correr o risco de que o contrato seja ineficaz em relação ao mandante. Veja
que o art. 662 prevê que os atos praticados por quem não tenha poderes
suficientes são ineficazes em relação àquele em cujo nome foram
praticados, salvo se este os ratificar, na forma do parágrafo único
Não é nulo ou anulável o mandato, nesses casos, mas um,
INEFICAZ! A ratificação, por sua vez, tem de ser peladinha!
expressa ou resultar de ato inequívoco (pagar, por
exemplo). Feita a ratificação, ela retroage à data do ato.
Qualquer pessoa capaz é apta a dar procuração mediante instrumento particular,
que vale desde que tenha a assinatura do outorgante. Nos instrumentos
particulares escritos, deve-se indicar o lugar onde foi passado, a qualificação do
outorgante e do outorgado, a data, o objetivo da outorga, a designação e a
extensão dos poderes conferidos.
Aquele que negocia com o mandatário pode exigir que a procuração traga
a firma reconhecida, de modo a dar mais segurança ao negócio. E,
curiosamente, estabelece o art. 666 que o menor relativamente incapaz
(maior de 16 e menor de 18 anos, não emancipado)
pode ser mandatário, mas o mandante não tem anão
contra ele senão de conformidade com as regras gerais,
aplicáveis às obrigações contraídas por menores.
Quais são as obrigações do mandatário Vejamos

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.
III

O mandatário deve a t a r dentro dos limites outorgados ( a r . 663), se agir


em nome próprio, não obriga o mandante, ainda que o negócio seja de

. conta do mandante
O mandatário que exceder os poderes será considerado mero gestor de

. negócios, enquanto O mandante lhe não ratificar os atos ( a r . 665)


Se a contra parte souber que o mandatário está extrapolando os limites do
mandato, porém, nada pode fazer contra o mandatário ( a r . 673), salvo
se prometeu ratificação do mandante ou se responsabilizou pessoalmente
• O mandatário tem o direito de reter, do objeto da operação, o quanto
baste para pagamento das despesas ( a r . 664)

. O mandatário é responsável pelos prejuízos causados ao mandante,


quando eles resultarem de culpa (art. 667)
• Cabe ao mandatário provar que não houve culpa para evitar a
responsabilização pelos prejuízos sofridos pelo mandante (§§10, 2° e 40)

. O mandatário é obrigado a prestar contas de sua gerência ao mandante

. (art. 668)
O mandatário é obrigado transferir ao mandante todas as vantagens

. obtidas nos negócios (art. 668)


O mandatário não pode compensar os prejuízos a que deu causa com os

. proveitos que tenha conseguido ( a r . 669)


Se o fizer, terá de pagar juros, desde o momento em que abusou (art.
670)

• Inclusive após extinção do mandato por morte, interdição ou mudança de


estado do mandante, para concluir negócio já iniciado ou até ser
substituído, para impedir que o mandante sofra prejuízo (art. 674)

Se, a despeito da proibição do mandante, o mandatário se fizer substituir na


execução do mandato, responderá ao mandante pelos prejuízos
ocorridos sob a gerência do terceiro, embora provenientes de caso
fortuito. A exceção fica por conta, como de hábito, da prova de que o caso teria
sobrevindo, ainda que não tivesse havido substabelecimento. Ao contrário,
havendo poderes de substabelecer, os danos causados pelo substabelecido só
serão imputáveis ao mandatário, se ele tiver agido com culpa na escolha do
substabelecido ou nas instruções dadas a ele.
Por fim, sendo omissa a procuração quanto ao
substabelecimento, o procurador será responsável se
o substabelecido proceder culposa mente.
Se o mandatário, tendo créditos do mandante, comprar, em nome próprio, algo
que deveria comprar para o mandante, por ter sido expressamente designado no
mandato, o mandante terá a ç o para obrigar o mandatário à entrega da coisa

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comprada. O objetivo é claro: evitar que o mandatário usurpe do direito que lhe
foi conferido e granjeie vantagens para si, violando o objetivo do contrato.
Além disso, se forem nomeados dois ou mais os mandatários no mesmo
instrumento, qualquer deles poderá exercer os
poderes outorgados, se não forem expressamente
declarados conjuntos, nem especificamente
designados para atos diferentes, ou subordinados a
atos sucessivos. Se os mandatários forem declarados conjuntos, não terá
eficácia o ato praticado sem interferência de todos, salvo havendo ratificação,
que retroagirá à data do ato.
E, por outro lado, quais são as obrigações do mandante? Vejamos:

..Desde que nos limites previstos na procuração (arts. 675 e 678)


Se O mandatário contrariar as instruções do mandante, mas não exceder
os limites do mandato, o mandante ficará obrigado a cumprir as
obrigações perante terceiros (art. 679)
• Nesse caso, terá anão de perdas e danos contra O mandatário pela
inobservância das instruções (art. 679)

. Ou reembolsá-Io pelas despesas efetuadas (arts. 675 e 676), cabendo


juros pelas somas adiantadas pelo mandatário, para a execução do
mandato, desde a data do desembolso

Caso O mandato seja oneroso (art. 676)

• Pelos prejuízos que venha a sofrer em cumprimento ao mandato, desde


que não resultem de culpa do mandatário ou de excesso de poderes

Se 0 mandato for outorgado por duas ou mais


pessoas, e para negócio comum, cada uma ficará
solidariamente responsável ao mandatário por todos
os compromissos e efeitos do mandato, salvo direito
regressivo, pelas quantias que pagar, contra os outros mandantes, prevê o art.
680. Até ser reembolsado pelo que gastou no desempenho do encargo, O
mandatário tem sobre a coisa de que tenha a posse em virtude do mandato
direito de retenção.
Segundo os incisos do a r . 682 do CC/2002, cessa o mandato
I - peta revogação ou pela renúncia,
II - pela morte ou interdição de uma das partes,
III - pela mudança de estado que inabilite o mandante a conferir os poderes, ou o
mandatário para os exercer;
IV - pelo término do prazo ou peta conclusão do negócio.

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No caso de morte do mandante, permanecem válidos,


ESSA ou
r ã prova!
em relação aos contratantes de boa-fé, os atos com
estes ajustados em nome do mandante pelo
mandatário, enquanto este ignorar a morte daquele
ou a extinção do mandato, por qualquer outra causa, consoante regra do a r .
689. É uma regra lógica, pois o mandatário não teria como saber da morte do
mandante e não seria adequado ou justo que ambos, de boa-fé, sofressem
consequências negativas por isso.
Já no caso de morte do mandatário, e ainda pendente negócio a ele cometido,
seus herdeiros, tendo ciência do mandato, avisarão o mandante, de acordo com
o a r . 690. Os herdeiros, nesse caso, devem limitar-se às medidas conservatórias,
ou continuar os negócios pendentes que se não possam demorar sem perigo,
regulando-se os seus serviços dentro desse limite, pelas mesmas normas a que
os do mandatário estão sujeitos.
No entanto, a revogação do mandato em causa própria
77
é ineficaz, na dicção do art. 685, ficando O mandatário
dispensado de prestar contas, e podendo transferir para si ICuriosidade
os bens móveis ou imóveis objeto do mandato, obedecidas
as formalidades legais.
o mandato pode conter cláusula de irrevogabilidade,
que, se revogada pelo mandante, originará
indenização por perdas e danos, na dicção do a r . 683
Entretanto, é ineficaz o mandato se for condição de um negócio bilateral, ou tiver
sido estipulada no exclusivo interesse do mandatário, segundo O art. 684 do
CC/2002.
A revogação do mandato, notificada somente ao
mandatário, não se pode opor aos terceiros que,
ignorando-a , de boa-fé com ele trataram; de qualquer
forma, o mandante mantém contra o mandatário as
anões cabíveis, eventualmente. Ainda assim, é irrevogável o mandato que
contenha poderes de cumprimento ou confirmação de negócios já realizados, aos
quais ele se ache vinculado, consoante estabelece o art. 686, parágrafo único.
Quanto o mandante nomeia outro mandatário, comunicando a nomeação a este,
considera-se revogado, desde já, o mandato anterior, expressamente determina
o art. 687. Contrariamente, se o mandatário renunciar ao mandato, deve
comunicar imediatamente ao mandante, mas, se a renúncia lhe
prejudicar, seja pela inoportunidade, seja pela falta de tempo de se
prover substituto, será ele indenizado pelo mandatário, salvo se este
provar que não podia continuar no mandato sem prejuízo considerável, e que não
lhe era dado substabelecer.

Resumindo
Extinção do mandato

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oIlloII

HORA DE
¡praticar!
2011 2 COPS/UEL - PGE/PR - Procurador do Estado
Assinale a alternativa incorrera:
a) o chamado "contrato consigo mesmo" é anulável, salvo se ele for
permitido pela lei ou pelo representado,
b) se a procuração for dada por instrumento público, os poderes podem ser
substabelecidos por instrumento particular,
c) a revogação do mandato pode ser desmotivada,
d ) a revogação do mandato "em causa própria " é ineficaz,
e) o mandatário pode compensar os prejuízos a que deu causa com os
proveitos que tenha alcançado para o mandante.
Comentários
A está correta, consoante regra do a r . 117: "Salvo se o permiti
a lei ou o representado, é anulável o negócio jurídico que o representante, no se
nteresse ou por conta de outrem, celebrar consigo mesmo
itiv está correta, por previsão expressa do art. 655: "Ainda quand
e outorgue mandato por instrumento público, pode substabelecer-se mediant
instrumento particular"
ilternativa c está correta, na forma do ar 682, inc. I, que não exig
motivação para a revogação.
está correta, de acordo com o art 685: "Conferido o mandai
om a cláusula "em causa própria", a sua revogação não terá eficácia. nem s
xtinguirá pela morte de qualquer das partes, ficando o mandatário dispensad
e prestar contas, e podendo transferir para si os bens móveis ou imóveis objet
o mandato, obedecidas as formalidades legais"
alternativa E está incorrera, segundo a Iiteralidade do a r . 669: "O mandatári
ão pode compensar os prejuízos a que deu causa com os proveitos que, po
urro lado, tenha granjeado ao seu constituinte"

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11. SEGURO
O seguro é uma das espécies contratuais mais ricas, mas regulado pelo Código
Civil apenas genericamente, sendo que diversas leis esparsas regulam
minuciosamente cada tipo de seguro em específico. As regras do CC/2002, no
entanto, se aplicam subsidiaria mente às normas das leis próprias, antevê o a r .
777.
Ele é expressivo na seara empresarial, eis que somente sociedades anónimas
ou cooperativas podem celebrá-Io no polo do segurador, segundo o art
757, parágrafo único, do CC/2002. Os agentes autorizados do segurador,
notada mente seus corretores, presumem-se seus representantes para todos os
atos relativos aos contratos que agenciarem, não deixa margem para dúvida o
art. 775.
Seu conceito está presente no a r . 757
Pelo contrato de seguro, o segurador se obriga, mediante o pagamento do prémio, a garantir
interesse legítimo do segurado, relativo a pessoa ou a coisa, contra riscos predeterminados.
o contrato de seguro é aleatório. A existência
intrínseca do risco é elemento central desse contrato,
pois, segundo o art. 773 do cc/2002, o segurador
QUE, ao tempo do contrato I sabe estar passado o risco
de que o segurado se pretende cobrir, e, não obstante, expede a apólice,
pagará em dobro o prémio estipulado
Da mesma forma, pela retirada do elemento aleatório, que é nuclear a essa
modalidade contratual, será nulo o contrato para garantia de risco
proveniente de ato doloso do segurado, do beneficiário, ou de
representante de um ou de outro. Do contrário, está-se diante de verdadeira
cláusula potestativa, igualmente inválida na seara contratual. Não obstante o fato
de se não ter verificado o risco assegurado, não se exime o segurado de pagar o
prémio, aduz o art. 764. A Álea, portanto, é elemento intrínseco e bilateral, tanto
para o segurador quanto para o segurado.
Igualmente, trata-se de contrato oneroso e solene. Nesse
sentido, os arts. 758 e 759 estipulam que deve ser feito •
~äp°adinha!
.
na modalidade escrita. Prova-se-o pela apólice, pelo
bilhete do seguro ou por documento comprobatório do
pagamento do respectivo prémio. A emissão da apólice deve ser precedida de
proposta escrita com a declaração dos elementos essenciais do interesse a ser
garantido e do risco, sempre.
Pode o contrato de seguro ser prorrogado
tacitamente, desde que se tenha expressa cláusula
contratual; nesses casos, prorroga-se o contrato pelo
mesmo prazo. No entanto, segundo o a r . 774, a
recondução tácita não pode operar mais de uma vez. O art. 760 estabelece que
a apólice, que é o instrumento do seguro, tem por requisitos:

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A apólice ou O bilhete de seguro serão nominativos, à ordem ou ao portador, e mencionarão


os riscos assumidos, o início e o fim de sua validade, o limite da garantia e o prémio devido,
e, quando for o caso, o nome do segurado e o do beneficiário.
São obrigações do segurado

. A declaração falsa ou omissão de informações pode levar o segurador a


fixar prémio diverso do que fixaria ou até mesmo a aceitar seguro que
normalmente não aceitaria se tivesse acesso a todas as informações (art.
766). Nesse caso, perde o segurado a garantia, mas ainda deve pagar o

. prémio devido
O segurado deve agir em boa-fé (art. 765). É o caso, por exemplo, de
segurado de plano de saúde que omite informações sobre seu histórico de

. doenças.
Nesse caso, se a inexatidão ou omissão nas declarações não resultar de
má-fé do segurado, o segurador terá direito a resolver o contrato, ou a
cobrar, mesmo após o sinistro, a diferença do prémio

IIlllII

• Se estiver em mora, inclusive, o segurado perde O direito à indenização


( a r . 763), se o sinistro ocorrer antes da purgação da mora

. Se o segurado comporta-se de forma diferente da usual, resultando num


aumento dos riscos, ele está "alterando unilateralmente" o contrato,
sujeitando o segurador a riscos distintos dos previstos no momento da

. celebração do contrato
Isso ocorre, por exemplo, com segurado que retira dispositivo de
segurança do veículo, ou de segurado que passa a fazer escalada em

. montanhas de alto desempenho e risco, num seguro de vida


Nesses casos, perde a cobertura ( a r . 768)
• Curiosamente, porém, a diminuição do risco no curso do contrato não
acarreta a redução do prémio estipulado, salvo disposição em contrário ou
se a redução do risco for substancial (art. 770)
• Se houver agravarão do risco sem culpa do segurado, pode o segurador
dar-lhe ciência, por escrito, da resolução do contrato, desde que faça nos
15 dias seguintes à ciência do agravamento ( a r . 769, §1°). Nesse caso, a
resolução só será eficaz 30dias após a notificação, devendo ser restituída
pelo segurador a diferença do premia

. Quando qualquer fato que possa aumentar o risco do bem sob pena de

. perder o direito à garantia, se silenciou de má-fé ( a r . 769)


Sob pena de perder o direito à indenização, o segurado deve informar o
sinistro ao segurador, logo que o saiba, tomando providências para
minorar as consequências ( a r . 771)

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São obrigações do segurador


A obrigação principal é pagar ao segurado os prejuízos decorrentes de
sinistro sobre o bem segurado, em regra, em dinheiro,
como estabelece o a r . 776. Esse pagamento deve ser feito
com correrão monetária e juros moratórios, caso o
pagamento se faça em atraso, conforme regra do art.
772.
Se o objeto segurado puder ser objeto de salvamento, posteriormente à
verificação do sinistro, como ocorre com os veículos auto motores, o art. 771,
parágrafo único determina que correm à conta do segurador, até o limite
fixado no contrato, as despesas de salvamento consequente ao sinistro
No caso de seguro à conta de outrem, há uma triangulação da relação securitária.
De um prisma, há a relação entre o segurador e o estipulante, que estabelece o
seguro, a relação entre o segurador e o segurado, beneficiário, que
eventualmente receberá o benefício, e a relação entre o segurador, beneficiário,
e o estipulante. Nesse tipo de contrato, o segurador pode opor ao segurado
quaisquer defesas que tenha contra 0 estipulante, por
descumprimento das normas de conclusão do
_ contrato, ou de pagamento do prémio. Assim, se o
estipulante não adimpliu, tendo ficado a cargo dele o pagamento do prémio, não
receberá o beneficiário o benefício.
Em caso de assunção de risco em cosseguro, a apólice deve indicar o segurador
que administrará o contrato e representará os demais, para todos os seus efeitos,
prevê o art. 761.
A apólice do seguro pode ser classificada de maneiras
ESSA CAI
distintas, a depender de sua titularidade e da forma na prova!
como os riscos serão cobertos durante a vigência do
contrato

nini:

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O-OII

III

IIIOIIIIÍIIIIO

I› Já o contrato de seguro em si é classificado pela


s na prova!
ESSILCM doutrina em diversas modalidades. Lembre-se, porém,
que O seguro é um só, as classificações servem apenas para
agrupar características comuns de cada "modalidade".
Vejamos as principais:

alo_o

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Os seguros de danos compreendem os seguros marítimos, terrestres e


aeronáuticas, cobrindo acontecimentos danosos, como cobertura contra fogo,
inundações, tempestades, transportes, acidentes. Já os seguros de pessoas
compreendem os que garantem a pessoa do segurado contra os riscos à sua
integridade física e psíquica. Cada espécie obedece a regramento diferente,
sendo que nos seguros de danos há uma indenização f no caso de o
sinistro vir a ocorrer, e nos seguros de pessoas não A
há indenização propriamente dita, mas o pagamento Esclarecendo
de um benefício a quem se designar. Vejamos cada um deles

11.1. Seguro de dano


O seguro de dano ou de coisas abrange os prejuízos sofridos por um indivíduo
em sua esfera patrimonial I caracterizando-se pelo pagamento de uma
indenização. Nesse contrato, o risco do seguro compreende não apenas os
prejuízos da perda da coisa em si, mas também todos
os prejuízos resultantes ou consequentes, como OS
estragos ocasionados para evitar o sinistro, minorar o
dano, ou salvar a coisa
o seguro pode ser total ou parcial, quando o segurador se obriga por
valor inferior ao efetivo valor da coisa segurada; em havendo sinistro, o
segurador só responde proporcionalmente pelo valor pelo qual se
obrigou, sendo que o restante do prejuízo é arcado pelo próprio segurado,
conforme regra prevista no a r . 783.
Em qualquer caso, porém, a garantia não pode 77

extrapolar o valor do próprio bem, por força dos arts Curiosidade


778 e 781. No caso dos automóveis, pode-se estipular
indenização em valor superior ao da Tabela FIPE, mas isso não excepciona essa

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previsão, já que a tabela FIPE, não necessariamente, corresponde ao valor efetivo


do bem, mas apenas uma estimativa mercadológica corrente.
Assim, nada impede que o segurado estabelece seguro sobre 50% do valor do
bem e, posteriormente, pretenda estabelecer novo seguro, para segurar os
mesmos riscos sobre os outros 50% do bem. Nesse caso, o segurado, na
vigência de um contrato, deve previamente comunicar sua intenção por
escrito ao primeiro segurador, indicando a soma pela qual pretende
segurar-se, a fim de se comprovar a obediência ao limite legal
supramencionado.
A transferência do contrato a terceiro com a alienação ou c e s s o do interesse
segurado é possível, segundo o art. 785, salvo disposição contratual em
contrário. Se a apólice for nominativa, a transferência
só produz efeitos em relação ao segurador mediante
aviso escrito assinado pelo cedente e pelo
cessionário. Em havendo apólice securitária à ordem, o
seguro só se transfere por endosso em preto, datado e assinado pelo endossante
e pelo endossatário, conforme as normas de Direito Empresarial.
De modo a manter a aleatoriedade do contrato, o a r . 784 I .
own.,
exclui da garantia o sinistro provocado por vício w pegadinhal
intrínseco da coisa segurada, não declarado pelo
segurado. Vício intrínseco é todo defeito próprio da coisa, que se não encontra
normalmente em outras da mesma espécie.
o segurador ainda se subi-roga nos direitos do
segurado, nos casos de sinistro, contra o causador do
dano, consoante o art. 786, pelo que o segurado não pode
diminuir ou extinguir os direitos dos segurados, segundo o §2°. É por isso que o
§ 2 ° do a r . 787 impede o segurado de reconhecer, confessar, transigir ou
indemnizar o prejudicado, sem a anuência do segurador. Não cabe a sub-
rogação, porém, se o dano foi causado pelo cônjuge
OPA,
do segurado, seus descendentes ou ascendentes, peladinha!
consanguíneos ou afins, salvo no caso de dolo dessas
pessoas
No seguro de coisas transportadas, a vigência da garantia começa no momento
em que são pelo transportador recebidas, e cessa com a sua entrega ao
destinatário. No seguro obrigatório, a indenização por sinistro será paga
pelo segurador diretamente ao terceiro prejudicado. Segundo o art. 788,
parágrafo único, o segurador não pode opor exceção de contrato não cumprido
pelo segurado, sem promover a citação dele para integrar o contraditório, se for
demandado em anão direta pela vítima do dano.
Já no seguro de responsabilidade civil, o segurador garante o pagamento de
perdas e danos devidos pelo segurado a terceiro, esclarece o art. 787. Por isso,
tão logo saiba das consequências de seu ato, suscetível de acarretar a
responsabilidade incluída na garantia, o segurador deve comunicar o fato ao
segurador. Igualmente, se a vítima manejar anão contra ele, o segurado
deve dar ciência da lide ao segurador, imediatamente, prevê o §3°

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Nesse caso, se o segurado não pode reconhecer sua responsabilidade, confessar


a anão, transigir com o terceiro prejudicado nem o indemnizar diretamente, sem
anuência expressa do segurador.
Excepcionalmente, ainda que contra risco segurado, pode o próprio segurado ser
chamado a indemnizar, ao fim e ao cabo. Isso ocorrerá quando o segurador for
insolvente, nesse caso, prevê O §40 que subsistirá a responsabilidade do
segurado perante o terceiro, a despeito da existência do seguro
Não à toa, a legislação especial exige, em regra, capital social elevado para a
criação de uma seguradora. Desde mudanças ocorridas na Superintendência de
Seguros Privados - SUSEP, nos anos 1990, o capital social mínimo das
seguradoras teve sua metodologia de cálculo enormemente alterada e tornada
bem mais complexa.
Com a redação dada pela Lei Complementar 126/2007 ao inc. VI do a r . 32 do
Decreto-Lei 73/1966, passou-se à alçada da SUSEP delimitar o capital social das
seguradoras e das resseguradoras em todo o país. O DL 73/1966 é
regulamentado pelos Decretos 60.459/1967 e 61.867/1967, basicamente, e por
numerosos outros Decretos posteriores.
A partir da LC 126/2002, regulou-se o mercado do resseguro (operação
de transferência de riscos de uma cedente para um ressegurador) e da
retrocessão (operação de transferência de riscos de resseguro de
resseguradores para resseguradores ou de resseguradores para sociedades
seguradoras locais), abrindo-se o mercado securitário para as companhias
estrangeiras.

11.2. Seguro de pessoas


As espécies mais importantes são o seguro de vida e o seguro de acidentes
pessoais. Segundo o art. 760, parágrafo único, nessa modalidade de seguro, a
apólice ou o bilhete não podem ser ao portador.
o seguro de vida prevê o pagamento de uma quantia, se verificado um
evento previsto, ao próprio segurado ou a terceiro, de uma só vez ou em
prestações periódicas, feito sobre a vida do próprio segurado ou sobre a
vida de outrem. Quando não é o próprio segurado a estipular o seguro, nesse
caso, exige-se que o proponente declare o interesse na preservação da vida do
segurado, segundo o a r . 790 do CC/2002. Presume-se o interesse quando o
segurado é cônjuge, ascendente ou descendente do proponente, até prova em
contrário.
No seguro de vida há uma exceção à vedação de
cobertura do risco por vários seguros. Pode o
Pcggãdiflhã! segurado fazer quantos seguros quiser, inclusive
podendo ser feito em diferentes valores, consoante
regra do art. 789. Assim, no seguro de vida não há avaliação de dano (já que o
segurado está morto), sendo que o benefício deve ser pago integralmente,
inexistindo reduções ou regra proporcional.

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o segurado pode escolher livremente o beneficiário, mesmo que seja o


companheiro de quem está de fato separado, prevê o a r . 793. Inclusive, pode
ele substituir o beneficiário a qualquer tempo, por ato entre vivos ou
causa mortis, salvo se tiver renunciado a tal possibilidade, nos termos do a r .
791. No entanto, o segurador que não for cientificado oportunamente da
substituição, fica desobrigado, pagando o capital segurado ao antigo beneficiário.
Se não indicar ninguém ou se a indicação que fizer não for válida, porém,
o capital segurado será pago por metade ao cônjuge não separado
judicialmente, e o restante aos herdeiros do segurado, obedecida a ordem
da vocação hereditária, na forma do art. 792 do CC/2002. Excepcionalmente, na
falta dessas pessoas, serão beneficiários os que provarem que a morte do
segurado os privou dos meios necessários à subsistência.
No seguro de vida para o caso de morte, é lícito estipular-se um prazo de
carência, durante o qual o segurador não responde pela ocorrência do
sinistro, por aplicação do art. 797. Nesse caso, o segurador é obrigado a
devolver ao beneficiário O montante da reserva técnica já formada.
A hipótese de suicídio tem regulação específica no a r . 798 do CC/2002, pois o
beneficiário não tem direito ao capital estipulado quando o segurado se
suicida nos primeiros dois anos de vigência inicial do contrato, ou da sua
recondução depois de suspenso. Essa é a única hipótese de exclusão do
benefício no seguro de vida em caso de suicídio, sendo nulas as demais cláusulas
que excluem o pagamento do capital por suicídio do segurado.
Porém, segundo o Enunciado n° 187 da III Jornada de
Direito Civil, esses dois anos são presunção relativa de Jurisprudência
premeditação do suicida. Por isso, quando há prova em
contrário da ausência de premeditação, o beneficiário faz jus ao recebimento do
capital.
De modo a proteger o espírito e o objetivo do contrato de seguro, o a r . 794 deixa
claro que no seguro de vida ou de acidentes pessoais para 0 caso de
morte, o capital estipulado não está sujeito às dívidas
liiâwproval do segurado, nem se considera herança para todos os
efeitos de direito. Por isso, é igualmente nula no seguro
de pessoa qualquer transação para pagamento reduzido do capital segurado.

HORA DE I

lpratlcar!

2015 - FCC - TJ/RR - Juiz Substituto


A respeito de contratos de seguro, considere as seguintes assertivas:
I. Nos seguros de dano, a garantia prometida não pode ultrapassar o valor
do interesse segurado no momento da contratação e a indenização não pode
ultrapassar o valor do interesse segurado no momento do sinistro.

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II. Nos seguros de pessoas, o capital segurado é livremente estipulado pelo


proponente, que pode contratar mais de um seguro sobre O mesmo
interesse, com o mesmo ou diversos seguradores.
III. Salvo disposição em contrário, não se admite a transferência do contrato
de seguro de dano a terceiro com a alienação ou cessão do interesse
segurado.
IV. No seguro de vida, só podem augurar como beneficiárias pessoas que
estejam sob a dependência económica do segurado, exceto se se tratar de
cônjuge ou companheiro.
V. No seguro de vida ou de acidentes pessoais para o caso de morte, o capital
estipulado, para o caso de morte, não está sujeito às dividas do segurado,
nem se considera herança.
Está correto o que se afirma APENAS em
a. III, IV e v.
b. I.. III e IV.
c. II, III e v.
d. I, H, e V.
e. I, III e v.
omentários
está correto, de acordo com o a r . 778: "Nos seguros de dano
arar tia prometida não pode ultrapassar o valor do interesse segurado n
emento da conclusão do contrato, sob pena do disposto no art. 766, e se
rejuízo da a ç o penal que no caso couber
tem I está correto, de acordo com o art. 789: "Nos seguros de pessoas
apitai segurado é livremente estipulado pelo proponente, que pode contrata
ais de um seguro sobre o mesmo interesse. com o mesmo ou diverso
eguradores
item III está ir correto, na forma do art 785: "Salvo disposição em contrário
dmite-se a transferência do contrato a terceiro com a alienação ou cessão d
nteresse segurado
item IV está ir correto, pois o estabelecimento do beneficiário é livre. Ademais
a forma do art 792: "Na falta de indicação da pessoa ou beneficiário, ou se po
ualquer motivo não prevalecer a que for feita, o capital segurado será pago po
etade ao cônjuge não separado judicialmente e o restante aos herdeiros d
egurado, obedecida a ordem da vocação hereditária", ou seja, outros herdeiro
indo podem ser beneficiários
ten está correto, de acordo com o art. 794: "No seguro de vida ou d
cidentes pessoais para o caso de morte o capital estipulado não está sujeito à
vidas do segurado, nem se considera herança para todos os efeitos de direito
lotá correta, portanto.

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O prémio do seguro de vida pode ser conveniado por prazo limitado ou por toda
a vida do segurado. Segundo o parágrafo único do a r . 796, no seguro individual,
o segurador não tem direito de anão para cobrar o prémio vencido, pois
a falta de adimplemento acarreta, conforme se estipular, a resolução do
contrato, com a restituição da reserva já formada, ou a redução do
capital garantido proporcionalmente ao prémio pago ??
Trata-se de curiosa situação na qual a Lei retira da
Curiosidade
parte a pretensão processual, eis que se lhe dá outros *"
meios para evitar o prejuízo
Lembra-se da regra de que o segurado não podia aumentar os riscos para si
mesmo, sob pena de perder o benefício, em caso de sinistro? Pois bem, no seguro
de pessoas essa regra é um tanto peculiar, pois estamos nós expostos a uma
gama enorme de riscos, que, de regra, sequer pode ser bem mensurada e, às
vezes, mesmo que adequada mente levados em conta, não podem esses riscos
ser afastados, por uma miríade de peculiaridades práticas.
Nesse espírito, O a r . 799 esclarece que o segurador não pode eximir-se do
pagamento do seguro, ainda que da apólice conste a restrição, se a morte
ou a incapacidade do segurado provier da utilização de meio de
transporte mais arriscado, da prestação de serviço
militar, da prática de esporte, ou de atos de
humanidade em au x alio de outrem
De maneira igualmente excepcional, nos seguros de
OPA,
pessoas, o segurador não pode subi-rogar-se nos peladinha!
direitos e anões do segurado, ou do beneficiário,
contra o causador do sinistro. Assim, numa tentativa de homicídio, não pode
o segurador se subi-rogar nos direitos e anões que tenho contra aquele que tentou
me matar.
O seguro de pessoas pode ser estipulado por pessoa natural ou jurídica em
proveito de grupo que a ela se vincule. O estipulante não representa o segurador
perante O grupo segurado, e é O único responsável, para com o segurador, pelo
cumprimento de todas as obrigações contratuais. Qualquer modificação da
apólice vigente depende da anuência expressa de segurados que representem
três quartos do grupo.
E, por fim, o art. 802 estabelece que as todas as regras
anteriores não valem para a garantia do reembolso de um
despesas hospitalares ou de tratamento mé dica, nem
o custeio das despesas de luto e de funeral do
segurado.

12. FIANÇA
Como vimos anteriormente, a fiança é uma obrigação de garantia da modalidade
pessoal ou fidejussória. Ou seja, terceiro alheio à relação jurídica obrigacional
principal responde pelo devedor principal, como estabelece O a r . 818 do
CC/2002.

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A fiança é, portanto, contrato acessório, que visa assegurar o cumprimento de


outra obrigação, objeto do contrato principal. Por aplicação da regra de que o
"acessório segue a sorte do principal", o art. 824 torna claro
"
que as obrigaçoes "'
nulas nao "
sao suscetíveis de fiança,
exceto se a nulidade resultar apenas d e incapacidade
pessoal do devedor
O parágrafo único estabelece uma conexão com O a r . 588 do CC/2002, que
vimos anteriormente, lembra? Ele estabelece que o mútuo feito a menor, em
regra, não pode ser reavido. O art. 589 estabelecia as exceções, situações nas
quais o mútuo poderia ser recobrado.
O art. 824, por sua vez, estabelece que se a obrigação for nula, a fiança
é nula. Porém, se a obrigação for nula por incapacidade pessoal do
devedor, a fiança subsiste. É a exceção.
O parágrafo único do a r . 824, então, estabelece a exceção da exceção,
voltando à regra geral. Se houver um mútuo, que é
um., . nulo, porque feito a menor, a fiança será igualmente
peladinha! nula. No entanto, se o mútuo se encaixar nos casos do
a r . 589, a fiança é válida

pResumindo

Fiança
NULA

Fiança
VALIDA

• Fiança
NULA

Fiança
VÁLIDA

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Ela pode ser contratada no mesmo contrato da obrigação principal ou em contrato


em separado, mas sem perder seu caráter acessório. Por ser acessória, a
fiança não pode ser mais onerosa que a dívida principal. Se isto ocorrer,
a fiança não será nula I apenas será reduzida ate o montante da obrigação
principal, por força do art. 823. Se for ilimitada a fiança
compreende e todos os acessórios da dívida principal r
inclusive as despesas judiciais, desde a citação do
fiador
Ela constitui um dos poucos casos previstos no CC/2002 de
contrato solene. A lei impõe forma escrita para a
validade da fiança, por previsão expressa do a r . 819. Via
de regra, é um contrato gratuito, e, por isso, jamais
admite interpretação extensiva, mas o fiador pode receber remuneração em
troca da garantia, como ocorre na fiança bancária, na qual o banco garante a
obrigação em troca de um percentual sobre o montante garantido.
Como se trata de reforço à garantia do credor, pode-se, a teor do a r . 820,
estipular a fiança ainda que sem consentimento do devedor ou contra a sua
'
vontade. Igualmente, as dividas futuras podem ser objeto de fiança , mas
Ar

neste caso o fiador será demandado apenas após a Iiquidaçao da


obrigação, segundo o art. 821 do CC/2002
Ainda no intuito de proteger o credor, o art. 825 lhe permite aceitá-Io a seu
critério. Por isso, ele não pode ser obrigado a aceitá-lo se não for pessoa idónea,
domiciliada no município onde tenha de prestar a fiança, e não possua bens
suficientes para cumprir a obrigação. Igualmente, no caso de o fiador se tornar
insolvente ou incapaz, poderá o credor exigir que seja substituído, a teor do art.
826 do CC/2002.
Existem três relações distintas no contrato de fiança
uma entre o credor e o devedor afiançado, outra
entre fiador e credor e outra entre fiador e devedor
afiançado. O credor tem o direito de exigir do fiador o
pagamento da dívida garantida, mas há limitações

• Em outras palavras, o fiador pode exigir que, até a contestação da lide,


seja primeiramente executado o devedor

Para se valer desse benefício, o fiador deverá indicar bens do devedor,


localizados no mesmo município e que estejam livres e desembaraçados,
que sejam suficientes para pagar a dívida, nos termos do a r . 827 e seu
parágrafo único. O fiador não tem direito ao benefício de ordem se, segundo o
a r . 828, incisos, do CC/2002 :
I - se ele o renunciou expressamente,
II - se se obrigou como principal pagador, ou devedor solidário,
III - se o devedor for insolvente, ou falido.

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Conforme O art. 839, se for invocado o benefício da


excussäo e o devedor, retardando-se a execução, cair
em insolvência, fica exonerado 0 fiador que o invocou,
se provar que os bens por ele indicados eram , ao
tempo da penhora, suficientes para a solução da dívida afiançada

• Em outras palavras, o fiador pode exigir que no caso de pluralidade de


fiadores, seja obrigado a arcar com apenas sua cota-parte da dívida

Havendo mais de um fiador, a presunção legal é a de


que são solidariamente responsáveis pela dívida
Presente, portanto, no art. 829, mais uma situação legal de
solidariedade. A lei permite, porém, que cada fiador
reserve apenas uma parte da dívida como de sua responsabilidade, por
aplicação do art. 830 do CC/2002.
A relação entre o fiador e o devedor só passará a existir se o fiador é obrigado a
efetuar o pagamento da dívida, passando, assim, a ter o direito de exigir do
devedor o reembolso do valor por ele, acrescido de juros, perdas e danos que
pagar ao credor e perdas e danos que vier a sofrer em razão da fiança (aplicando-
se o disposto nos arts. 832 e 833). Curiosamente, os juros cobrados pelo fiador
do afiançado serão os juros convencionados na obrigação principal, apenas se
não houver estipulação é que serão cobrados juros de mora nos limites da lei.
Então, o fiador que pagar integralmente a dívida fica subi-rogado nos
direitos do credor. Como ocorria nas obrigações solidárias passivas, ele
só poderá demandar a cada um dos outros fiadores pela respectiva
quota, segundo o a r . 831 do CC/2002. Novamente, seguindo a mesma lógica
das obrigações solidárias, a parte do fiador insolvente distribuir-se-á pelos
outros, pela regra do parágrafo único.
O a r . 834 ainda estabelece uma garantia ao fiador, pois
quando o credor, sem justa causa , demorar a
execução iniciada contra o devedor, pudera o fiador
.
promover-lhe o andamento, protegendo, assim, seu
património.
Se a fiança for feita sem prazo determinado, o fiador
pode exonerar-se dela a qualquer tempo, desde que
notifique o credor, ficando responsável pelos 60 dias
seguintes à notificação, como exige o art. 835
Atenção para não confundir com a fiança Iocatícia . H um
imobiliária urbana, que tem regras peculiares!!! peladinha!
Segundo o a r . 12, §2° da Lei 8.245/1991, o fiador fica
responsável pelos 120 dias seguintes à notificação no caso de subi-rogação da
locação por morte, separação de fato, separação judicial, divórcio ou dissolução
da união estável do locatário, bem como nos casos de prorrogação da locação
por prazo indeterminado, segundo o a r . 40, inc. X da mesma lei.

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Resumindo
o fiador ainda fica responsável quando se exonera? Por quanto tempo?

Locação comum: em caso de fiança por prazo indeterminado


Nesse caso, o fiador pode exonerar-se a qualquer tempo, desde
que notifique o credor
Art. 835 do CC/2002

• Locação imobiliária (comercial ou residencial): em caso sub-


rogação por morte, separação, divórcio ou dissolução de união
estável do locatário, independentemente de a rança se dar em
contrato por prazo determinado ou não. Nesse caso, o fiador pode
exonerar-se contados 30 dias da notificação pelo locador
• Art. 12, §20 da Lei 8.245/1991
• Locação imobiliária (comercial ou residencial): em caso de
prorrogação da locação, tornando-se por prazo indeterminado.
Nesse caso, o fiador deve notificar o locador de sua intenção de
desoneração
• Art. 40, inc. X da Lei 8.245/1991

Apesar de ser intuito personae, a obrigação do fiador


transmite-se aos herdeiros, nos limites das forças da
herança e no tempo limite até a morte do fiador I da
dicção do a r . 836. Porém, extingue-se a fiança
relativamente ao fiador, mesmo que tenha sido ela
prestada solidariamente, conforme o a r . 838
se, sem consentimento seu, o credor conceder moratória ao devedor,
II - se, por fato do credor, for impossível a subi-rogação nos seus direitos e preferências,
III - se o credor, em pagamento da dívida, aceitar amigaveimente do devedor objeto diverso
do que este era obrigado a lhe dar, ainda que depois venha a perdê-Io por evicção.

HORA DE
ipratlcar!
.

2012 - FCC - PGE/SP - Procurador do Estado


No contrato de rança,
(A) é nula cláusula de renúncia ao benefício de ordem.
(B) o dador tem legitimidade para dar andamento à execução iniciada e
abandonada, sem justa causa, pelo credor.

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(C) havendo pluralidade de dadores, cada qual responde pela parte que
proporcionalmente lhe couber no pagamento, exceto se expressamente
pactuada a solidariedade.
(D) a responsabilidade dos herdeiros do dador se limita ao tempo decorrido
até a abertura de inventário ou arrolamento, e não pode ultrapassar as
forças da herança.
(E) o dador pode se exonerar desde que notifique o credor, ficando
responsável por todos os efeitos da rança durante noventa dias a contar da
comunicação.
comentários
alternativa A está incorrera, na forma do art. 828, inc. I: Não aproveita est
enefício ao fiador se ele o renunciou expressamente
rnativ está correta, de acordo com o art. 834: "Quando o credor, se
usta causa, demorar a execução iniciada contra o devedor, poderá o fiado
remover-lhe o andamento
alternativa C está incorrera, conforme o art. 829: "A fiança conjuntament
restada a um só débito por mais de uma pessoa importa o compromisso d
olidariedade entre elas. se declarada mente não se resewarem o benefício d
Iivisão"
alternativa D está incorrera, segundo o a r . 836: "A obrigação do fiador pass
os herdeiros, mas a responsabilidade da fiança se limita ao tempo decorrido at
morte do fiador e não pode ultrapassar as forças da herança
alternativa E está incorrera, conforme o a r . 835: "O fiador poderá exonerar
e da fiança que tiver assinado sem limitação de tempo, sempre que lhe convier
icando obrigado por todos os efeitos da fiança, durante sessenta dias após
otificação do credor
Por fim, segundo o a r . 837, o fiador pode opor ao credor as exceções que lhe
forem pessoais e as extintivas da obrigação que competem ao devedor principal,
se não provierem simplesmente de incapacidade pessoal, salvo o caso do mútuo
feito a pessoa menor, como vimos. Isso é altamente relevante porque o art. 306
estabelece que o pagamento feito pelo fiador, com
desconhecimento ou oposição do afiançado, não
obriga a reembolsar aquele que pagou, se o afiançado
tinha meios para ilidir a anão

HORA DE
¡praticar!

2015 - FCC - TJ/PI - Juiz Estadual Substituto


Carlos é locatário de imóvel, em contrato celebrado com Romero no polo de
locador. Rodolfo é o dador das obrigações loca tícias, renunciando ao
benefício de ordem. Carlos não pagou o alugue, porque é credor de Romero
em razão de outro contrato, sendo essa dívida superior ao valor dos alugueis
não pagos. Nesse caso,

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a. o dador recupera O benefício de ordem a que renunciou, e pode exigir que


a dívida seja em primeiro lugar cobrada do avançado, e não poderá pagar a
divida com desconhecimento ou oposição do avançado, pois se O cozer
perderá o direito de reembolso.
b. o dador terá de ajuizar anão de consignação em pagamento, para livrar-
se da mora, alegando dúvida acerca da titularidade do crédito.
c. em anão de cobrança movida por Romero, Rodolfo não pode alegar
compensação, mas se ele pagar os alugueis, com o conhecimento de Carlos,
terá direito ao reembolso.
d. em anão de cobrança movida por Romero, Rodolfo pode alegar
compensação, mas se ele pagar os alugueis, com desconhecimento ou
oposição de Carlos, o avançado não está obrigado a reembolsá-lo.
e. ao dador é irrelevante a possibilidade de compensação, porque só o
devedor pode compensar com o credor o que este lhe dever, por isso, se
demandado, Rodolfo terá de pagar a divida, exceto se houver oposição do
afiançado.
omentários
alternativa A está incorrera, na forma do a r . 828, inc. I: "Não aproveita est
enefício ao fiador se ele o renunciou expressamente". Não há "renascimento
o benefício portanto
alternativa B está incorrera, já que não há dúvida sobre a titularidade d
édito decorrente da locação, no caso
alternativa C está incorrera, segundo o a r . 371: "O devedor somente pod
ompensar com o credor o que este lhe dever, mas o fiador pode compensar su
vida com a de seu credor ao afiançado
está correta, de acordo com o art. 306: "O pagamento feito po
erceiro com desconhecimento ou oposição do devedor, não obriga a reembolsa
quele que pagou, se o devedor tinha meios para ilidir a a ç o
alternativa E está incorrera. conforme o art. 306 citado na alternativa D
feri

13. COMISSÃO
No contrato de comissão, o comissário não representa
o comitente nos negócios. Ele adquire ou vende bens
à conta do comitente, mas contrata em nome próprio,
e não em nome da empresa a que presta colaboração,
segundo o a r . 693 do CC/2002. Por isso, o comissário fica diretamente
obrigado para com as pessoas com quem contratar, sem que estas
tenham anão contra o comitente, nem este contra elas I salvo se o
comissário ceder seus direitos a qualquer das partes.

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Assim, presume-se O contrato oneroso e, não sendo estipulada a remuneração


devida ao comissário, o a r . 701 aduz que será ela arbitrada segundo os usos
correntes no lugar.
Em regra, o comissário não responde pela insolvência
das pessoas com quem tratar, segundo o a r . 697. Isso
porque, como ele não representa o comissário, mas compra
e venda os bens à sua conta, recebendo uma comissão. No
entanto, há duas exceções
CIO

Art. 697

• Art. 698

A cláusula de credere objetiva tornar o comissário não apenas responsável pelo


cumprimento das obrigações de quem com ele contrata, mas torná-lo
solidariamente responsável. Assim, o comissário assume os riscos do negócio. É
a exala dicção do a r . 698:
Se do contrato de comissão constar a cláusula de credere, responderá o comissário
solidariamente com as pessoas com que houver tratado em nome do comitente, caso em
que, salvo estipulação em contrário, o comissário tem direito a remuneração mais elevada,
para compensar o ónus assumido

Quais são as obrigações do comissário?

I Deve o comissário agir de conformidade com as ordens do


comitente. Na falta, não podendo pedi-las a tempo, deve
proceder segundo OS usos em casos semelhantes
I

I orsluo

Não apenas para evitar prejuízo, mas também para proporcionar


Iicro razoável que se esperaria do negócio

. Responde o comissário, salvo força maior, por anão ou omissão

. que cause prejuízo


Responde pelas consequências da dilação e pela ausência de

. ciência ao comitente dos prazos dados e de quem é o beneficiário


Juros, pela mora na entrega dos valores pertencentes ao
comitente

I Se houver instruções ou se não for usual


l Presume-se que pode dilatar em conformidade com os usos, se
não houver instruções contrárias do comitente

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Segundo O art. 695, parágrafo único, justificam-se os atos do comissário, se


deles houver resultado vantagem para o comitente, e ainda no caso em
que, não admitindo demora a realização do negócio, 0 comissário agiu
de acordo com os usos.
Quais são as obrigações do comi tente?

Em caso de morte ou de força maior que impossibilite a conclusão


do negócio, deve o comissário ser remunerado proporcionalmente
Mesmo que tenha dado causa à dispensa, tem direito à
remuneração. Pode o comi tente, porém, compensar os prejuízos

A qualqeur tempo, pode alterar as instruções ao comissário, o que


inclui os negócios pendentes, mas deve informá-Io da alteração

.. Em caso de dispensa sem justa causa, pelas perdas e danos


Juros, se o comissário tiver adiantado valores para cumprimento

. de suas instruções
O comissário tem direito de retenção sobre os valores e bens em
seu poder até que seja reembolsado pelas despesas,
remunreações e indenizações

o crédito do comissário, relativo a comissões e despesas feitas, goza de


privilégio geral, no caso de falência ou insolvência do comitente, ressalva
o a r . 707. No mais, aplicam-se à comissão, no que couber, as regras sobre
mandato.

14. AGÊNCIA E DISTRIBUIÇÃO


O a r . 710 do CC/2002 traz o conceito do contrato de agência, que pode se somar
ao contrato de distribuição:
Pelo contrato de agência, uma pessoa assume, em carácter não eventual
e sem vínculos de dependência, a obrigação de promover, à conta de
ESSACAI
na prova! outra, mediante retribuição, a realização de certos negócios, em zona
determinada, caracterizando-se a distribuição quando o agente tiver à
sua disposição a coisa a ser negociada.
Ou seja, a representação comercial ou agência se verifica quando o fornecedor
não comando o processo de angariamento da clientela, mas o agente,
autonomamente, organiza sua própria empresa e a dirige, sem interferência do
empresário representado. Assim, o representante
comercial ou agente faz da intermediação de negócios
alheios sua profissão, não praticando a compra e
venda de mercadorias do representado, mas apenas
prestando um serviço tendente a promover a compra
e venda

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Pode, ainda, o proponente conferir poderes ao agente para que este o represente
na conclusão dos contratos. É possível a fusão, assim, de três contratos distintos :
(i) agência - promoção de negócios alheios, (ii) distribuição - disposição das
coisas negociadas, (iii) representação.
A rigor, aplica-se a legislação especial ao contrato de agência, nos termos do art.
721 do CC/2002. O contrato de representação comercial autónoma é disciplinado
especificamente pela Lei 4.886/1965, a Lei dos Representantes Comerciais
Autónomos. Ademais, aplicam-se, subsidiaria mente, as regras do mandato e da
comissão aos contratos de agência e distribuição.
O contrato pode ser apenas de agência (ou seja, de "angariação" de clientela),
mais restrito, ou também de distribuição, mais amplo. Pelo a r . 710, a
distribuição não é a revenda feita pelo agente, pois ele não compra a mercadoria
do empresário, mas apenas capta a clientela.
Eventualmente, o
agente pode distribuir as
mercadorias, mas, neste caso, ele age apenas como
depositário da mercadoria, de maneira que, ao concluir um
contrato de compra e venda e promover a entrega da
mercadoria ao adquirente, ele não age em nome próprio, mas em nome e por
conta da empresa que representa. Assim, ao invés de aluar como vendedor alua
como mandatário do vendedor, podendo, inclusive, ter poderes de representação,
segundo o parágrafo único desse artigo.
o agente, porém, não é mandatário, pois os negócios agenciados são
retransmitidos ao proponente e são por este aceitos ou não e, se aceitos,
por ele consumados, e não pelo agente. Entretanto, nada impede que
eventualmente a representação também confira outros poderes ao agente, para
que este pratique atos próprios de um mandatário, aplicando-se, também, as
regras próprias do mandato mercantil (721 do CC/2002).
No desempenho de sua atividade, o agente, deve agir com toda diligência,
atendo-se às instruções recebidas do proponente, segundo estabelece o art. 712.
,
Nesse sentido, todas as despesas com 0 contrato salvo estipulação em
contrário, ficam a cargo do agente ou distribuidor, por aplicação do art
713.
Por isso, em regra, o proponente não pode constituir, ao mesmo tempo,
mais de um agente, na mesma zona, com idêntica incumbência I segundo
o art. 711, de modo a salvaguardar os negócios do representante comercial.
Igualmente, o agente ou distribuidor terá direito à
remuneração correspondente aos negócios concluídos
dentro de sua zona, ainda que sem a sua interferência,
por força do a r . 714 do CC/2002.
Ainda em relação à remuneração, o art. 716 estabelece que ela será devida ao
agente também quando o negócio deixar de ser realizado por fato imputável ao
proponente. Do mesmo modo, o representante comercial tem direito à
indenização se o proponente, sem justa causa, cessar o atendimento das

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propostas ou reduzi-Io tanto que se torna antieconõmica a continuação


do contrato , consoante regra do art. 715 do CC/2002.
Em relação à extinção, mesmo que dispensado por justa causa, terá o
agente direito a ser remunerado pelos serviços úteis prestados ao
proponente, na dicção do art. 717. Se a dispensa se der sem culpa do agente,
ele tem direito à remuneração até então devida, inclusive sobre os negócios
pendentes, além das indenizações previstas na Lei 4.886/1965, por disposição
expressa do a r . 718 do CC/2002.
Ao contrário, se o representante comercial não puder continuar o trabalho
por motivo de força maior, terá direito à remuneração correspondente
aos serviços realizados, conforme regra do a r . 719
De qualquer forma, se a agência for estipulada por
tempo indeterminado, qualquer das partes poderá ESSA CM
resolvê-Ia, mediante aviso prévio de 90 dias, desde r ã prova!
que transcorrido prazo compatível com a natureza e o
vulto do investimento, mediante arbitramento judicial, em caso de divergência
entre as partes, por aplicação do art. 720 e seu parágrafo único.

15. CORRETAGEM
A corretagem passou a ser regulada genericamente pelo CC/2002, tal qual
ocorreu com o contrato de agência e distribuição, sem que, do mesmo modo,
fosse excluída a legislação especial, por força do a r . 729, que remete à Lei
6.530/1978, Lei do Corretor de Imóveis.
Segundo Orlando Gomes :
................. ................. ................. ................. ................. ................. ................. ................. .................
| A corretagem consiste a atividade de corretor em aproximar pessoas que desejam contratar,
pondo-as
................. em....contato.
............. ................. ................. ................. .................
Tal atividade será feita mediante aconselhamento e informação na
conclusão de contrato, além de procurar o corretor conciliar os interesses das
pessoas que aproxima, segundo previsão do art. 722 do CC/2002.
A corretagem é contrato oneroso, pois, segundo a regra do a art. 724, a
remuneração do corretor, se não estiver fixada em lei,
nem ajustada entre as partes, será arbitrada segundo
a natureza do negócio e os usos locais. Igualmente, é
contrato não-solene, podendo ser mesmo verbal.
A corretagem pode ser exercida ocasionalmente, e não apenas
habitualmente (diferença em relação ao contrato de agência ou representação)
Além disso, pode ser feita para os mais diversos contratos, à exceção aos
contratos que devem ser praticados desinteressada mente (no caso dos contratos
benéficos/gratuitos).
Há também limitações legais para a corretagem de determinados contratos, que
será feita exclusivamente por determinados profissionais, nos casos previstos em
lei. Por exemplo, a corretagem feita por Corretora de Ações em Bolsa depende
de autorização da CVM, segundo a Lei 6.385/1976.

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Em regra, segundo o a r . 723 e seu parágrafo único, cabe ao corretor prestar


ao cliente, espontaneamente, de maneira diligente e prudente, todas as
informações sobre o andamento do negócio, além de
ESSA CAI
prestar esclarecimentos sobre a segurança, o risco e nó prova!
quaisquer outros fatores que possam influenciar no
resultado do negócio I sob pena de responder por perdas e danos
Por outro lado, a remuneração do corretor é devida,
inclusive, se o negócio não se finaliza por
arrependimento de uma das partes I na dicção do ar
725. Ele a receberá, ainda, mesmo quando dispensado e
o negócio se realizar posteriormente, como fruto da
sua mediação I conforme estabelece o a r . 727
Não se deve remuneração ao corretor se o negócio foi iniciado e concluído
diretamente entre as partes, ou se, mesmo havendo corretagem com
exclusividade, estabelecida por escrito, for comprovada sua inércia ou ociosidade,
consoante regra do art. 726 do CC/2002. Se o negócio se concluir com a
intermediação de mais de um corretor, a remuneração será paga a todos em
partes iguais, salvo ajuste em contrário.

16. TRANSPORTE
O contrato de transporte é aquele pelo qual alguém se obriga, mediante
retribuição, a transportar, de um lugar para outro, pessoas ou coisas (art
730 do CC/2002). Se houver alguma regulamentação específica, como no caso
de taxistas ou transporte escolar de menores, valem as regras administrativas,
aplicando-se subsidiaria mente o CC/2002, segundo o art. 731.
Nos contratos de transporte cumulativo, cada transportador se obriga a cumprir
o contrato relativamente ao respectivo percurso, respondendo pelos danos nele
causados a pessoas e coisas. o dano, resultante do atraso ou da interrupção
da viagem, será determinado em razão da totalidade
do percurso. Se houver substituição de algum dos
transportadores no decorrer do percurso, a
responsabilidade solidária estende-se ao substituto
Daí, bipartem-se duas espécies de contratos de transporte, um relativo ao
transporte de pessoas e outro relativo ao transporte de coisas, bens.

16.1. Transporte de pessoas


As regras do transporte de pessoas não se aplicam ao
transporte gratuito, por amizade ou cortesia I segundo
dispõe o a r . 736, como na carena, por exemplo. Cuidado,
pois o parágrafo único deixa claro que a mera gratuidade
não tem o condão de afastar o regramento do Código,
pois não se considera gratuito o transporte quando, embora feito sem
remuneração, o transportador auferir vantagens indiretas.

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Salvo motivo de força maior , o transportador responde pelos danos


causados às pessoas transportadas e suas bagagens, salvo motivo de
força maior, segundo o art. 734 do CC/2002. Veja-se que esse artigo ainda veda
que qualquer cláusula excludente da responsabilidade seja inserida no contrato,
sob pena de nulidade.
Como, nesse caso, ficaria difícil ao transportador se responsabilizar por bagagens
de algo valor, ele pode transportador exigir a
declaração do valor da bagagem a fim de fixar o limite ¡p°ëqadinha!
da indenização, nos termos do parágrafo único. Isso é
comum, por exemplo, no transporte rodoviário interestadual de passageiros.
O transportador ainda é responsável por danos . I
om,
causados por culpa de terceiro. Nesse caso, aplicando- .. pegadinhal
se o art. 735, ele terá apenas anão regressiva contra o
terceiro, sem que isso prejudique o passageiro. Porém, se o prejuízo sofrido
pela pessoa transportada for atribuível à transgressão de normas e instruções
regulamentares, o juiz vai reduzir equitativamente a indenização, na medida em
que a vítima houver concorrido para a ocorrência do dano, esclarece o art. 738,
parágrafo único.
Ele se obriga, ademais, a cumprir os horários e itinerários previstos, salvo motivo
de força maior (art. 737), e mesmo que se interrompa a viagem por
qualquer motivo alheio à vontade do transportador,
ainda que em consequência de evento imprevisível,
fica ele obrigado a concluir o transporte contratado
em outro veículo da mesma categoria, ou, com a anuência do passageiro,
por modalidade diferente, à sua custa, correndo também por sua conta as
despesas de estada e alimentação do usuário, durante a espera de novo
transporte ( a r . 741 do CC/2002)
Ele não pode recusar passageiros, salvo se as condições de higiene ou de saúde
do interessado o justificarem, segundo o art. 739. Não à toa, a pessoa
transportada deve sujeitar-se às normas estabelecidas pelo transportador,
constantes no bilhete ou afixadas à vista dos usuários, abstendo-se de quaisquer
atos que causem incómodo ou prejuízo aos passageiros, danifiquem o veículo, ou
dificultem ou impeçam a execução normal do serviço.
Por outro lado, como as bagagens são recebidas pelo
transportador a título de depósito, ele pode, uma vez
executado o transporte, reter a bagagem de
passageiro e outros objetos pessoais deste, para
garantir-se do pagamento do valor da passagem que não tiver sido feito
no início ou durante 0 percurso I segundo a regra do art. 742 do CC/2002
Por outro lado, o passageiro tem direito a rescindir o contrato de
transporte antes de iniciada a viagem. Nesse caso, é devida a restituição
do valor da passagem, desde que feita a comunicação ao transportador
em tempo de ser renegociada

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Por exemplo, relativamente ao transporte rodoviário, a Resolução 4.282/2014 da


ANTT prevê, no inc. X do seu Anexo Único, o reembolso da passagem, desde que
a desistência seja comunicada com até 3h de antecedência da viagem. A mesma
regra vale para o transporte ferroviário, mas com adiantamento de 6h, segundo
o art. 24, §1° da mesma Resolução. Em ambos os casos, deve o transportado
observar os horários de abertura e fechamento dos guichês de venda .
Ainda se faculta ao passageiro desistir do transporte,
mesmo depois de iniciada a viagem, sendo-lhe devida p°êlqadinha!
a restituição do valor correspondente ao trecho não
utilizado, desde que provado que outra pessoa haja sido transportada
em seu lugar. O art. 17 da Resolução 4.282/2014 da ANTT, porém, tem
disposição inversa, aplicável aos casos das paradas rodoviárias obrigatórias:
Se, em qualquer das paradas obrigatórias, o passageiro interromper sua viagem por
iniciativa própria, nenhum reembolso será devido pela transportadora.

Ao contrário, não terá direito ao reembolso do valor da passagem o usuário que


deixar de embarcar. Mais uma vez, a exceção fica por om,
conta da prova de que outra pessoa foi transportada peladinha!
em seu lugar, caso em que lhe será restituído o valor
do bilhete não utilizado
Faculta-se, em qualquer desses casos, ao
transportador reter até 5% da importância a ser
restituída ao passageiro, a título de multa
compensatória e de custos de comissão, prevê o §3° do
art. 740 do CC/2002. Essa mesma regra é trazida pela Resolução da ANTT

16.2. Transporte de coisas


Já no caso do transporte de coisas, o dono deve caracterizar a coisa,
inclusive detalhadamente (natureza, valor, peso, quantidade e o mais que for
necessário para que não se confunda com outras, pela previsão do a r . 743),
indicando-se o destinatário, ao menos pelo nome e endereço.
Isso porque, se houver dúvida acerca de quem seja o destinatário, o
transportador deve depositar a mercadoria em juízo, se não lhe for possível obter
instruções do remetente, na dicção do a r . 755. Se a demora puder ocasionar a
deterioração da coisa, o transportador deve vendê-la, depositando o saldo em
]UlZO.

Caso haja informação inexata ou falsa descrição no


documento, o transportador será indenizado pelo
prejuízo que sofrer, segundo o art. 745 do cc/2002
o prazo decadencial para essa anão é de 120 dias,
contados do ato.
Ao recebê-Ia, o transportador emitirá a aceitação (art.
744). Ela é importante porque limita a
responsabilidade do transportador ao valor constante
do conhecimento ( a r . 750), que começa no momento em

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que ele recebe a coisa e termina quando é entregue ao destinatário, ou


depositada em juízo, se aquele não for encontrado.
No entanto, ele poderá recusar a coisa cuja embalagem seja inadequada, bem
como a que possa pôr em risco a saúde das pessoas, ou danificar o veículo ( a r .
746). Ele, inclusive, não apenas poderá, como deverá obrigatoriamente recusar
a coisa cujo transporte ou comercialização não sejam permitidos, ou que não
tenham a documentação legalmente exigida, por força do art. 747 do CC/2002.
Aceitando-a, consoante regra do art. 749, ele conduzirá a coisa ao seu destino,
tomando todas as cautelas necessárias. Porém, não é obrigado a dar aviso ao
destinatário no desembarque ou a lhe entregar no domicílio, salvo disposição em
contrário, segundo a norma do art. 752.
Entregues as mercadorias, deve aquele que as receber conferi-las e
apresentar as reclamações que tiver, imediatamente. Segundo o disposto
no art. 754 do CC/2002. A exceção fica por conta do parágrafo único desse artigo,
que estabelece que no caso de avaria não perceptível à
ová,
primeira vista, o destinatário conserva a anão contra peladinha!
o transportador, desde que denuncie o dano em 10
dias a contar da entrega.

HORA DE I

¡pratlcar!

2015 - FCC - MPE/PB - Auditor de Contas Públicas


A respeito do contrato de transporte, considere:
I. O transportador responde pelos danos causados às pessoas transportadas
e suas bagagens, salvo motivo de força maior, ou, então, se tal
responsabilidade tiver sido excluída por cláusula contratual.
II. A responsabilidade contratual do transportador por acidente com
passageiro não é elidida por culpa de terceiro, contra o qual tem anão
regressiva,
III. Não se subordina às normas do contrato de transporte o feito
gratuitamente, por amizade ou cortesia.
Está correto o que se afirma APENAS em
a. I e II.
b. II e III.
C. I e III.
d. II e I.
comentários
item I está ir correto, na forma do a r . 734: "O transportador nd lo
anos causados às pessoas transportadas e suas bagagens, salvo m otivo de fora
maior, sendo nula qualquer cláusula excludente da responsabilidad

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a
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§§Eorreto, de acordo com o a r . 735: "A responsabilidade contratua


o transportador por acidente com o passageiro não é elidida por culpa d
erceiro, contra o qual tem anão regressiva"
está correto, de acordo com o art. 736: "Não se subordina às norma
o contrato de transporte o feito gratuitamente, por amizade ou cortesia
_ está correta, portanto.
Talqualmente no transporte de pessoas, até a entrega da
coisa, pode o remetente desistir do transporte e pedi
Ia de volta, ou ordenar seja entregue a outro
destinatário, pagando, em ambos os casos, os
acréscimos de despesa decorrentes da contraordem, mais as perdas e danos
que houver.
Conforme o art. 753, se o transporte não puder ser feito ou sofrer longa
interrupção, o transportador deve solicitar instruções ao remetente.
Nesse meio tempo, ele deve zelar pela coisa, por cujo perecimento ou
deterioração responde, salvo força maior. Se perdurar o impedimento, sem
motivo imputável ao transportador e sem manifestação do remetente, pode ele
depositar a coisa em juízo, ou vendê-la, depositando o valor em juízo. Ao
contrário, se o impedimento for responsabilidade do transportador, este poderá
depositar a coisa, por sua conta e risco, mas só poderá vendê-Ia se perecível.
Em ambos os casos, o transportador deve informar o remetente da efetivação do
depósito ou da venda. No entanto, como essas medidas importam em custos e
riscos, pode o transportador manter a coisa depositada em seus próprios
armazéns. Nesse caso, continuará a responder pela sua guarda e
"'
conservação, sendo-lhe devida, porém, uma remuneraçao '
pela custodia f
a qual poderá ser contratualmente ajustada ou se
Á
Esclarecendo conformará aos usos adorados em cada sistema de
transporte, esclarece o art. 753, §4°.
No caso de transporte cumulativo, todos os transportadores respondem
solidariamente pelo dano causado perante o remetente. Ressalva-se a apuração
final da responsabilidade entre eles, de modo que o ressarcimento recaia, por
inteiro, ou proporcionalmente, naquele ou naqueles em cujo percurso houver
ocorrido o dano.
Por fim, o transporte pode ter também contrato acessório de depósito. Consoante
regra do art. 751, a coisa, depositada ou guardada nos armazéns do
transportador, em virtude de contrato de transporte, rege-se, no que couber,
pelas disposições relativas a depósito.

17. CONSTITUIÇÃO DE RENDA


Esse contrato ocorre quando uma pessoa se obriga para com outra a uma
prestação periódica, a título gratuito ou oneroso, neste caso com bens
móveis ou imóveis I segundo os arts. 803 e 804 do CC/2002

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No primeiro caso, a renda pode, por ato do instituidor, ficar isenta de todas as
execuções pendentes e futuras, conforme regra do art. 813. Essa isenção de
pleno direito em favor dos montepios e pensões alimenticias. Já no segundo, se
oneroso, o credor pode exigir que o rendeiro lhe preste garantia real ou pessoal,
nos termos do art. 805 do CC/2002.
Esse contrato é solene, pois exige não apenas forma
escrita, mas que seja feito por escritura pública (art.
807)
O contrato de constituição de renda será feito a prazo certo, ou por vida,
podendo ultrapassar a vida do devedor, mas não a do credor, seja ele O
contratante, seja terceiro, por força do a r . 806. No entanto, é nula a constituição
de renda em favor de pessoa já falecida, ou que, nos 30 dias seguintes, vier a
falecer de moléstia que já sofria, quando foi celebrado o contrato.
De acordo com o a r . 809, os bens dados em compensação da renda caem, desde
a tradição, no domínio da pessoa que por aquela se obrigou. Se o rendeiro deixar
de cumprir a obrigação estipulada, poderá o credor da renda acioná-lo, tanto para
que lhe pague as prestações atrasadas como para que lhe dê garantias das
futuras, sob pena de rescisão do contrato.
O credor adquire O direito à renda dia a dia, se a prestação não houver de ser
paga adiantada, no começo de cada um dos períodos prefixos. Prevê o art. 812
que quando a renda for constituída em benefício de
duas ou mais pessoas, sem determinação da parte de
cada uma, entende-se que os seus direitos são iguais,
e, salvo estipulação diversa, não adquirirão os sobrevives
direito à parte dos que morrerem.

18. JOGO E APOSTA


Consoante lição de Pontes de Miranda, as dívidas
decorrentes de jogo são classificadas como
obrigações mutiladas, eis que possuem todos os
elementos e características de quaisquer obrigações,
exceto a pretensão ("e×igibilidade processual ") f ou seja, não são elas passíveis
de a ç o processual.
Essa regra, porém, não se aplica de maneira inconsequente. Lembra da distinção
entre os jogos que fizemos na aula de Direito das Obrigações? Os jogos podiam
ser classificados como: (i) lícitos, (ii) ilícitos, (iii) tolerados. A mutilação da
obrigação ocorre nos casos de dívidas oriundas de jogo ilícito (art. 814,
caput) e tolerado (art. 814, §2°)
Mas, se civilmente falando, não há distinção entre o A
jogo ilícito e o tolerado, por que a doutrina faz essa Esclarecendo
diferenciação? Porque relativamente ao jogo, não
apenas a legislação civil é relevante, mas também a legislação penal. Os
jogos tolerados, como o troco ou o pôquer, apesar de não atraírem a aplicação

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civil, não atraem também a aplicação da lei penal. Os jogos ilícitos, ao contrário,
além de não atraírem a aplicação da lei civil, atraem a aplicação da lei penal.
Nesse sentido, os arts. 50 a 58 do Decreto-Lei 3.688/1941 - Lei de
Contravenções Penais, trazem, entre as contravenções relativas à política de
costumes, punições variadas para a exploração de jogos, mesmo que oriundos
do estrangeiro, o que tem especial relevância atualmente, em vista das
possibilidades ofertadas pelos jogos on lime.
Nessa seara, há grande debate a respeito acerca da licitude, ilicitude ou tolerância
de variadas modalidades de jogos, em especial jogos que alcançaram mais fama
recentemente, como algumas modalidades de pôquer, notada mente o Texas
Hold'em. No entanto, a questão maior cinge-se ao Direito Penal, sendo
irrelevante aqui e na sua prova.
As exceções à "ilegalidade" dos jogos estão presentes
§§ 2° e 3° do a r . 814, que constituem os jogos e
apostas legalmente permitidos e os prémios
oferecidos ou prometidos para o vencedor em
competição de natureza esportiva, intelectual ou artística
Têm regulação diversa, porém, os chamados contratos diferenciais, que são, nas
palavras de Orlando Gomes, os
................. ................. ................. ................. ................. ................. ................. ................. .................
i
Contratos de vendas pelos quais as partes não se propõem realmente a entregar a i
i
mercadoria, o título, ou o valor, e a pagar o preço, mas, tão-só, à liquidação pela diferença ;
........o
entre ......preço
... .....estipulado
............ ........e
.....a
.... cotação do bem vendido no dia do vencimento.
Se o preço sobe, o comprador ganha, pois o vendedor é obrigado a pagar
lhe a diferença; ao contrário, se o preço desce, ganha o vendedor,
fazendo jus à diferença. O CC/2002, em seu a r . 816, excluiu-os do regime do
contrato de jogo, pela importância prática que têm no mercado de valores
futuros.
Entretanto, ainda assim, os contratos de jogo e
aposta, tolerados ou ilícitos, apesar da mutilação da
pretensão processual, têm determinados efeitos,
como, p.ex., aquela constante no art. 814 do
CC/2002:
As dívidas de jogo ou de aposta não obrigam a pagamento; mas não se pode recobrar a
quantia, que voluntariamente se pagou, salvo se foi ganha por dolo, ou se o pendente é
menor ou interdito.

Essa regra vale, inclusive, para qualquer contrato que encubra ou envolva
reconhecimento, nevação ou fiança de dívida de jogo, ou seja, não adianta se
tentar "encobrir" negócio jurídico que tenha a mesma
eficácia daqueles mutilados pela lei. A nulidade resultante ová,

não pode ser oposta ao terceiro de boa-fé, não peladinha!


obstante
A lei, inclusive, mutila a pretensão daqueles que emprestam a terceiro
para que este jogue, conforme a regra do art. 815.

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19. TRANSAÇÃO
A transação é o acordo por meio do qual pessoas
mutuamente obrigadas podem prevenir ou terminar
litígios por meio de concessões mútuas, segundo o ar
840 do CC/2002. A transação, porém, é limitada em relação
ao objeto, não se podendo fazê-Ia senão quanto a
direitos patrimoniais de carácter privado ( a r . 841), ou seja, o Poder Público
fica bastante restrito quanto à possibilidade de transação.
Para tornar a transação mais efetiva, pode-se nela estabelecer pena
convencional, cujo limite é o limite geral aplicável à pena convencional (ar
w
847). De qualquer forma, se qualquer das cláusulas da
transação for nula, a própria transação será nula, Curiosidade
segundo estabelece o art. 848 do CC/2002. Porém, se a
transação versar diversos direitos, independentes entre si, o fato de não
prevalecer em relação a um não prejudicará os demais, ou seja, se se caulificar a
transação sobre determinado direito, a transação sobre os demais subsiste.
Mas, quando uma transação será nula? Segundo os arts. 849 e 850, a transacção
só se anula quando houver:

Porém, veja que o parágrafo único excepciona essa regra,


om,
estabelecendo que a transação não se anula por erro de peladinha!
direito a respeito das questões que foram objeto de
controvérsia entre as partes
A forma da transação é livre, exigindo-se, porém, forma
pública quando a lei o exige ou quando recair sobre ová,
peladinha!
direitos contestados em juízo. Neste último caso,
dispensar-se-á a escritura pública, fazendo-se a transação por instrumento
particular, desde que as partes assinem o acordo e ele seja homologado pelo juiz,
na forma do art. 842.
Não se exige homologação judicial da transação realizada
extrajudicial mente I por instrumento público ou particular, já que a transação

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é contrato não solene. Se se transacionar quanto a direitos contestados


judicialmente, a forma pública é exigida, mas a homologação judicial continua
desnecessária. Permitida, mas não exigida, já que a homologação apenas
empresta valor processual à transação, como esclarece Venosa, dotando a
transação extrajudicial de caráter executório.
Tal qual a quitação, a transação interpreta-se restritivamente, e por ela não
se transmitem, apenas se declaram ou reconhecem direitos (art. 843). Por isso,
a transação não aproveita, nem prejudica senão aos que nela intervierem,
ainda que diga respeito a coisa indivisível, por aplicação da regra do a r . 844.
Esse dispositivo legal ainda apresenta uma série de consequências à transação,
nos §§:

Se a transação envolver bens objeto de litígio, há de atentar


para um detalhe. Se uma das partes renunciar à coisa
objeto da transação ou se pela transação receber uma
coisa, e ocorrer a evicção em relação a ela, a
obrigação que deu origem à transação não revive No
entanto, ao e v i t o cabe o direito de reclamar perdas e danos, para que não haja
enriquecimento sem causa da contra parte, conforme a lição do art. 845.
Há, por fim, uma regra que exige sua atenção sobre a transação. De regra, a
transação concernente a obrigações resultantes de
delito não extingue a anão penal pública, conforme
estabelece o art. 846 do cc/2002. No entanto, essa
regra não se aplica no caso da transação penal
firmada nos casos de crimes de menor potencial ofensivo, firmada no
Juizado Especial Criminal, com a participação do MP e chancela judicial. Do
contrário, o próprio instituto da transação penal seria esvaziado completamente.

HORA DE I

¡pratlcar!

2010 - FCC - PGE/AM - Procurador do Estado


Transação é
(A) modo de extinção de obrigações, pelo qual uma obrigação anterior é
substituída por outra obrigação da mesma natureza, entre as mesmas
partes, e é anulável em razão de qualquer vício de consentimento.
(B) contrato consensual, que tem força de coisa julgada, não permitindo ao
que se sentir prejudicado o ajuizamento de anão anulatório, mas apenas se
lhe faculta a anão rescisório.

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(C) modo de extinção das obrigações, que substitui o pagamento, de


natureza extracontratual, só podendo ser anulada por erro de direito.
(D) contrato real que previne ou termina litígio mediante concessões
mútuas, tendo, necessariamente, de ser homologada pelo Juiz.
(E) contrato pelo qual os interessados previnem ou terminam litígio
mediante concessões mútuas, e só se anula por dolo, coação, ou erro
essencial quanto à pessoa OU coisa controversa.
comentários
alternativa A está incorrera. na forma do art. 840: "E lícito aos interessado
reve rirem ou terminarem o litígio mediante concessões mútuas". A alternativ
ratou da nevação ainda que um tanto equivocada mente
alternativa B está incorrera, conforme o a r . 848: "Sendo nula qualquer da
láusulas da transação nula será esta
alternativa c está incorrera, igualmente segundo o art. 840, supracitado, j
ue a transação não constitui substituição de pagamento
alternativa D está incorrera, já que a transação não tem natureza real, ma
ontratual
está correta, de acordo com o a r . 849: "A transação só se anui
or dolo, coação ou erro essencial quanto à pessoa OU coisa controversa

20. COMPROMISSO
O último contrato regido textualmente pelo CC/2002 é o compromisso. Somente
se admite compromisso, judicial ou extrajudicial, para resolver litígios
entre pessoas que podem contratar, exige o a r . 851. Pode-se inserir em
contrato cláusula compromissório, para resolver divergências mediante juízo
arbitral, como permite o a r . 853. Nesse caso, a arbitragem segue as normas da
legislação especial, que, atualmente, é a Lei 9.307/1996, a Lei da Arbitragem,
com extensas modificações feitas pelo CPC/2015 e pela Lei 13.129/2015.
Por fim, em que pese a aparente liberdade trazida pelo a r . 851, o a r . 852 deixa
claro que nem todo litígio pode ser resolvido por compromisso, mesmo se
realizado por pessoas com plena capacidade e legitimidade
contratual. Não se permite compromisso para solução ou.,
de questões de estado, de direito pessoal de família e peladinha!
de outras que não tenham carácter estritamente
patrimonial

No que tange aos temas que tratamos hoje, como são muitos os dispositivos
legais específicos inseridos no próprio CC/2002, não acho que vale a pena trazer
mais dispositivos legais para além daqueles que já inseri no próprio corpo do

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texto. Acho que vale mais a pena refazer a bateria de exercícios, se você tiver
tempo.

Ainda que seja irregular, em determinadas situações, a aquisição de mais de um


imóvel financiado pelo SFH na mesma localidade, a seguradora não pode usar
esse argumento para não efetuar o pagamento do seguro :
................. ................. ................. ................. ................. ................. ................. ................. ................. 'I

STJ Súmula 31 18/10/1991


A aquisição, pelo segurado, de mais de um imóvel financiado pelo sistema financeiro da
habitação, situados na mesma localidade, não exime a seguradora da obrigação de
pagamento
................. dos
..........seguros.
....... ................. ................. ................. ................. ................. ................. .................

Para escusar-se do pagamento do seguro de vida em caso de suicídio, a


seguradora deve demonstrar a má-fe' do segurado I já que se presume sua
boa-fé:
r ................. ................. ................. ................. ................. ................. ................. ................. ................. 'I
I
STJ Súmula 61 20/10/1992 I

O seguro
................. de .vida
.............cobre
... ......o....suicídio
....... .......não
..........premeditado.
................. ................. ................. ................. .................

Igualmente, o STF já havia sumulado o tema há tempos, com uma redação um


pouco diferente e ainda mais abrangente:
r ................. .................- -.................- -.................- -.................- -................. -|

ST'F súmula'105
h
I
Salvo se tiver havido premeditação, o suicídio do segurado no período contratual de carência
não exime o segurador do pagamento do seguro.

No entanto, a ocorrência do suicídio antes do prazo bienal legal exime Í


por si sóI a seguradora do dever de indemnizar, sendo despicienda a
comprovação da premeditação por parte do segurado. Isso porque se adorou
critério objetivo (temporal) e não subjetivo (premeditação), para a exclusão da
indenização nesses casos:
i AGRAVO ÍNTERNONO REcuRso ESPECIAL. seGuRo OE É/IDA. REnovAçÃo sucEssiVA E
. DO CONTRATO. MATÉRIA QUE NÃO SE INSERE NA CAUSA DE PEDIR DA AÇAO. FLAGRANTE
Í INOVAÇAO RECURSAL. SUICIDIO DO SEGURADO DENTRO DO PRAZO DE DOIS ANOS DO r
i INICIO DA VIGENCIA DO SEGURO. INEXISTENCIA DE COBERTURA DO RISCO. E
i
DESNECESSIDADE DE COMPROVAÇAO DA PREMEDITAÇAO DO SUICIDIO. o Superior
i
Tribunal de Justiça armou entendimento de q u e o a r . 798, do CC, adorou critério objetivo
i
temporal para determinar a cobertura relativa ao suicídio do segurado, afastando o
i critério subjetivo da premeditação (Aglnt no REsp 1587990 / PR, Rel. Ministro PAULO DE i
TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA TURMA, julgado em 16 / 02/2017, DJe 01 / 03/2017).

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No transporte de mercadorias por via marítima, o reconhecimento do


direito à indenização independe de vistoria no caso de falta daquelas
|- ................. ................. ................. ................. ................. ................. ................. ................. ................. -|

i STJ Súmula 109 i


I
I
|

O reconhecimento do direito a indenização, por falta de mercadoria transportada via


I
I
I
|.

.iI I

i
marítima,
................. independe
................. de
.......vistoria.
.......... ................. ................. ................. ................. ................. .................

Por razões de lógica sistémica, O transporte de cortesia não gera


indenização, em regra, exceto no caso de dolo ou culpa grave do
transportador:
................. ................. ................. ................. ................. ................. ................. ................. ................. 'I
I I
STJ Súmula 145 17/11/1995
.I No transporte desinteressado, de simples cortesia, o transportador só será civilmente i
I

responsável
................. .por
..........danos
...... ....causados
............. .....ao
........transportado
.... ................. quando
................. incorrer
.................em ..dolo
............ou
... culpa
.......grave.
..........

A Simula 194 atualmente deve ser relida à luz do CC/2002, cujo prazo
prescricional geral é de 10 anos
................. ................. ................. ................. ................. ................. ................. ................. ................. 'I

STJ Súmula 194 03/10/1997


Prescreve em vinte anos a anão para obter, do construtor, indenização por defeitos da obra .

Esta Súmula objetiva evitar que a seguradora se escuse ao pagamento do seguro


em caso de alegação de prescrição, caso demore a dar a negativa ao segurado:
I'

i STJ Súmula 229 08/10/ 1999 .


I
|.

i I

i
O pedido do pagamento de indenização à seguradora suspende o prazo de prescrição até I
I
|.
I

que o segurado tenha ciência da decisão.

Por questões de paridade de armas processuais, o fiador deve participar da


lide para poder ser executado pelo julgado
1

STJ Súmula 268 29/05/2002


.I O dador que não integrou a relação processual na anão de despejo não responde pela i
I

execução do julgado.

Apesar de não termos tratado dos contratos de previdência privada, vale anotar
algumas regras sumuladas pelo STJ a respeito do tem:
. STJ Simula 289 13/05/2004 1
Í A restituição das parcelas pagas a plano de previdência privada deve ser objeto de correrão E
plena, por índice que recomponha a efetiva desvalorização da moeda.

i.
šfi súmu'la'290 13}0'5/2004

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r - - .................- - .................- - .................. . .................L ' .................- - ..................t . ' ..................- - .................- - - ...................' ~ ' 1
A A:

i
Nos planos de previdencia privada, nao cabe ao beneficlarlo a devoluçao da contrlbulçao z
i
efetuada
.................pelo.....patrocinador.
............ ................. ................. ................. ................. ................. ................. .................

|- ................. ................. ................. ................. ................. ................. ................. ................. ................. 'I

STJ Simula 291 13/05/2004


i
i
A anão de cobrança de parcelas de complementação de aposentadoria pela previdência
i privada
..............prescreve
... .................em ..cinco
...............anos.
................. ................. ................. ................. ................. ................. i

Essa Súmula é interessante e foge um pouco àquilo que se imagina, já que a


ausência de outorga uxória parece levar à ineficácia parcial da fiança. O STJ, no
entanto, fixou entendimento diferente, estabelecendo que a fiança sem
autorização do outro cônjuge implica em ineficácia total da garantia
................. ................. ................. ................. ................. .................
STJ Súmula 332 13/03/2008
i i
Í.
A rança prestada sem autorização de um dos cônjuges implica a ineficácia total da garantia. J.

No entanto, essa Súmula é inaplicável nos casos de união estável, ou seja, não
se exige consentimento do companheiro para a fiança em prazo superior
ao decenal
DIREITO CIVIL-CONSTITUCIONAL. DIREITO DE FAMÍLIA. CONTRATO DE LOCAÇÃO.
i
FIANÇA. FIADORA QUE CONVIVIA EM UNIAO ESTAVEL. INEXISTENCIA DE OUTORGA E
UXORIA. DISPENSA. VALIDADE DA GARANTIA. INAPLICABILIDADE DA SUMULA n. 332/STJ.
i i
. Desse modo, não é nula nem anulável a rança prestada por dador convivente em união .
_ estável sem a outorga uxória do outro companheiro. Não incidência da Súmula n. 332/STJ
i à união estável (REsp 1299866/ DF, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMAO, QUARTA TURMA, i
1
julgado em 25/02/2014, DJe 21 / 03/2014). .

O simples fato de o cônjuge assinar, no contrato de locação, como


testemunha, não é capaz de suprir a falta da outorga, pelo que a
ineficácia atinge a garantia toda
r

AUSENCIA DE AUTORIZAÇAO EXPRESSA QUANTO AOS TERMOS DA FIANÇA PRESTADA POR ê


.
I
i
CONJUGE. ASSINATURA LANÇADA NO CONTRATO DE LOCAÇÃO NA QUALIDADE DE E
i
TESTEMUNHA INSTRUMENTARIA. IMPOSSIBILIDADE DE PRESUMIR A OUTORGA UXORIA. .
i SUMULA 332/STJ. A rança deve ser interpretada restritivamente, de maneira que sempre
estará limitada aos encargos expressa e inequivocamente assumidos pelo dador. A i
1
i
.
I assinatura do cônjuge, na qualidade de mera testemunha instrumental do contrato de ê
. locação, não é capaz de suprir essa exigência (REsp 1185982/PE, Rel. Ministra NANCY
I
ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 14 / 12/2010, DJe 02/02/2011).

Se a locação se prorroga por prazo indeterminado, e, junto com ela, a


fiança, a outorga uxória é desnecessária, num caso ou no outro, caso não se
tenha postulado pelo consentimento do cônjuge justamente porque não se
alegava ele casado. Veda-se, portanto, o comportamento contraditório (ventre
contra actuam proprium) e a alegação da própria torpeza (nemo auditor
proporiam turpitudínem allegans) :

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r ................. .................
................. ................. ................. ................. ................. ................. ................. 1

I
LOCAÇÃO PRORROGAÇÃO POR PRAZO INDETERMINADO. FIANÇA. CONTRATO ê
i
ACESSORIO. PREVISAO CONTRATUAL ATE A ENTREGA DAS CHAVES. RESPONSABILIDADE -
i
DO FIADOR. PRECEDENTE DA TERCEIRA SEÇAO. OUTORGA UXORIA. LEGITIMIDADE u

i
RESTRITA AO CONJUGE NAO CONTRATANTE. PRECEDENTES. Prorrogada a locação por
i
prazo indeterminado, remanesce o contrato de fiança, dado a seu caráter acessório. Porém, i
I
I
a partir daí, faculta-se ao garantidor a possibilidade de denunciar o contrato, conforme sua à
i
conveniência ( a r . 835, NCC). No tocante à alegada inexistência de outorga uxória, a par
i
da circunstância de que o dador, por ocasião do contrato, estava qualificado como i
I
I
divorciado, a jurisprudência desta Corte orienta-se no sentido de que ao cônjuge que deu à
i
causa à nulidade descabe alegá-la. Precedentes de ambas as Turmas da Terceira Senão
i
(AgRg no Ag 1134564/RJ, Rel. Ministro JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, julgado em
02/03/2010,
................. ...DJe
...........29/03/2010).
... ................. ................. ................. ................. ................. ................. .................

A cláusula de fiança fixada em contrato no qual se prevê expressamente


sua prorrogação automática em caso de prorrogação do contrato
principal é válida
................. ................. ................. ................. ................. ................. ................. ................. .................
FIANÇA. CONTRATO BANCARIO. CARACTERIZA-SE POR SER, EM REGRA, CATIVO E DE
. LONGA DURAÇAO, PRORROGANDO-SE SUCESSIVAMENTE. FIANÇA PREVENDO L

:
I
I
CLARAMENTE SUA PRORROGAÇAO, CASO OCORRA A DA AVENÇA PRINCIPAL.
i INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA. INEXISTÊNCIA. APLICAÇÃO DA MESMA EXEGESE
i
PACIFICADA
39 DA LEI DO
NO AMBITO
INOUILINATO
DO STJ
PELA
- ANTES
LEI n.
MESMO
12.112/2009
DA NOVA REDAÇAO CONFERIDA AO ART. .
- NO TOCANTE A ADMISSAO DA
l
I
:
I
I
I
i I
I

i PRORROGAÇÃO DA FIANÇA EM CONTRATO DE LOCAÇÃO, QUANDO EXPRESSAMENTE


I
:
I
I
I

. PREVISTA NA PACTUAÇAO ACESSORIA. FIADORES QUE, DURANTE O PRAZO DE


I
I
L
I

i
PRORROGAÇAO CONTRATUAL, NAO PROMOVERAM NOTIFICAÇAO RESILITORIA, NOS i
i
MOLDES DO DISPOSTO NO ART. 835 DO CC. PRETENSAO DE EXONERAÇAO DA FIANÇA. I
i

. INVIABILIDADE (REsp 1253411/CE, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMAO, SEGUNDA SEÇAO, i
julgado
..............em
... 24....../..06/2015,
......... .........DJe
........ 04/08/2015).
................. ................. ................. ................. ................. ................. .i.

Em não havendo previsão expressa, considera-se que o contrato de seguro


cobre também os danos morais
'I

STJ Súmula 402 24/11/2009

i
O contrato de seguro por danos pessoais compreende os danos morais, salvo cláusula
I
expressa de exclusão. I:
Õ

O STJ entende que a mera transmissão informal do veículo a terceiros não


pode eximir a seguradora do pagamento da indenização, salvo se houver
agravamento do risco, comprovado:
'I

.I
STJ Simula 465 25/10/2010
i
I
I
. Ressalvada a hipótese de efetivo agravamento do risco, a seguradora não se exime do dever I
I
I I
I I
I I
de indemnizar em razão da transferência do veículo sem a sua prévia comunicação.

De modo a evitar mais lides, em havendo denunciação da lide, a seguradora


pode ser já condenada na mesma anão. Atente, porém, que essa regra sofre
mitigações em se tratando de lide junto ao JEC, já que lá inexiste denunciação :
t êú 5úmu:1a:537 152025/2015: : :: 33 3: 33 3 3: 1

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r ................. ................. ................. ................. ................. ................. ................. ................. ................. 1
Em anão de reparação de danos, a seguradora denunciada, se aceitar a denunciação ou
I
à
i
contestar o pedido do autor, pode ser condenada, direta e solidariamente junto com o ê
i
segurado,
................. ao...pagamento
.............. .........da
........indenização
................. devida
.................à vítima,
.................nos...limites
.............. contratados
................. na
......apólice.
...........

Eis uma das mais controversas Súmulas do STJ, a respeito da penhorabilidade


do bem de família do fiador
................. ................. ................. ................. ................. ................. ................. ................. ................. 'I

STJ Súmula 549 19/10/2015


É válida
...............a
.. penhora
................. de ..bem
.............de
.. família
.................pertencente
................. .a....dador
............ de ............ ....de
.....contrato ........locação.
..... ................. .i.

Atente, porém, porque o próprio STJ não estende a penhorabilidade do bem


de família ao fiador, relativamente ao imóvel do afiançado, no caso de
subi-rogação daquele da dívida deste com o credor Iocatício
................. ................. ................. ................. ................. .................
LOCAÇAO. FIADOR QUE PAGA A DIVIDA AO LOCADOR. SUBI-ROGAÇAO LEGAL. EXECUÇAO
i
i
CONTRA o LOCATARIO-AFIANÇADO. BEM DE FAMILIA. PENHORA. IMPOSSIBILIDADE :
i
LEGAL. O dador que paga integralmente a dívida a qual se obrigou, oca subi-rogado nos
i
direitos e garantias do locador-credor. Entretanto, não há como estender-lhe o privilégio da
i
penhorabilidade do bem de família em relação ao locatário-afiançado, taxativamente
i
i
previsto no dispositivo mencionado, visto que nem mesmo o locador o dispunha (REsp E
I
255.663/SP, Rel. Ministro EDSON VIDIGAL, QUINTA TURMA, julgado em 29 / 06/2000, DJ I
Í.
28 / 08/2000, p. 125). J.

A Simula 187 do STF acabou se transformando em um dos artigos do CC/2002


sobre o contrato de transporte :
STF Súmula 187
|
I
I

A responsabilidade contratual do transportador, pelo acidente com o passageiro, não é


|
I
I
|.
i I
.I
elidida por culpa de terceiro, contra o qual tem anão regressiva . .

O elastecimento de contrato de prestação de serviços por mais de 4 anos


desconfigura-o, tornando-o contrato de trabalho por prazo indeterminado
r 'I
I I
STF Súmula 195
1
I
I

Contrato de trabalho para obra certa, ou de prazo determinado, transforma-se em contrato


I
I
I
n

I
i.
de prazo indeterminado, quando prorrogado por mais de quatro anos. .i.

Em caso de dano a terceiror respondem proprietário e empreiteiro,


solidariamente, pelos danos causados
.I
i CIVIL. DANO AO IMOVEL VIZINHO. RESPONSABILIDADE SOLIDARIA DO PROPRIETARIO DA
Q
I.

II
OBRA E DO EMPREITEIRO. O proprietário da obra responde solidariamente com o I
I
|.
I
I

g empreiteiro, pelos danos causados a terceiro (AgRg no REsp 473.107/MG, Rel. Ministro i
I
I

HUMBERTO GOMES DE BARROS, TERCEIRA TURMA, julgado em 26 / 10/2006, DJ


i I
i.
18 / 12/2006, p. 361). .i.

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Em caso de morte do mandatário, a obrigação de prestar contas não se


transmite aos herdeiros
................. ................. ................. ................. ................. ................. ................. ................. .................
RECURSO ESPECIAL - AÇAO DE PRESTAÇAO DE CONTAS - MORTE DO MANDATARIO . I
I

i TRANSMISSAO DA OBRIGAÇAO AO ESPOLIO INVIABILIDADE - AÇAO DE CUNHO I


I
I

PERSONALISSIMO - EXTINÇAO DA AÇAO SEM o JULGAMENTO DO MERITO MANUTENCAO


I
I
I
I
I

- NECESSIDADE - ARTS. 1323 E 1324 DO cc/ 1916 - AUSENCIA DE PREQUESTIONAMENTO


I
I
II
I

- INCIDENCIA DO ENUNCIADO n. 211 DA SUMULA/STJ - RECURSO ESPECIAL IMPROVIDO


(REsp 1055819/SP, Rel. Ministro MASSAMI UYEDA, TERCEIRA TURMA, julgado em I

16 /..03/2010,
............... ...DJe
...........07/04/2010).
... ................. ................. ................. ................. ................. ................. ................. _ _ _

Se o jogo foi permitido de modo precário mesmo que pelo Poder Í

JudiciárioI' sua modalidade é de jogo meramente tolerado, e não de jogo


legalmente permitido, pelo que se trata de legítima obrigação natural, conforme
tratado pela doutrina. Por isso, inexigível em caso de inadimplemento
: ................. ................. ................. .................
RECURSO ESPECIAL. CIVIL. DÍVIDA DE JOGO. CASA DE BINGOS. FUNCIONAMENTO COM
AMPARO EM LIMINARES. PAGAMENTO MEDIANTE CHEQUE. DISTINÇÃO ENTRE JOGO
................. ................. ................. ................. .................

i I

i
PROIBIDO, LEGALMENTE PERMITIDO E TOLERADO. EXIGIBILIDADE APENAS NO CASO DE
i
JOGO LEGALMENTE PERMITIDO, CONFORME PREVISTO NO ART. 815, § 20 DO CODIGO
i CIVIL. Distinção entre jogo proibido, tolerado e legalmente permitido, somente sendo g
. exigíveis as dívidas de jogo nessa última hipótese. Caráter precário da liminar que autorizou
i
o funcionamento da casa de bingos, não se equiparando aos jogos legalmente autorizados. i

Inexigibilidade da obrigação, na espécie, tratando-se de mera obrigação natural (REsp


i
1406487/SP, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA TURMA, julgado em
1
i

04 /..08/2015,
............... ...DJe
...........13/08/2015).
... ................. ................. ................. ................. ................. ................. .................

o fato de terceiro é considerado, no contrato de transporte, fortuito


externo, que afasta a responsabilidade civil da empresa de transporte
coletivo
r
I
................. ................. ................. 'I
I
.I RESPONSABILIDADE CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. EMPRESA DE TRANSPORTE coLErIvo. i

i
RESPONSABILIDADE OBJETIVA AFASTADA. CASO FORTUITO EXTERNO. SÚMULAS n. 7 E i
I

I 83 DO STJ. Afasta-se a responsabilidade da empresa de transporte coletivo quando o dano I


I
I

.II I
é causado por fato de terceiro que representa caso fortuito externo, sendo estranho à I
i

atividade transportadora (STJ - AgRg no AREsp: 97872 SP 2011/0232039-2, Relator:


Ministro JOAO OTAVIO DE NORONHA, Data de Julgamento: 06/02/2014, T3 - TERCEIRA
TURMA, Data de Publicação: DJe 17/02/2014).

Ao contrário, problemas técnicos são considerados fortuito interno,


próprio da atividade, pelo que se mantém o dever de indemnizar
r

AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL


CIVIL.RESPONSABILIDADE CIVIL. TRANSPORTE AEREO. PROBLEMAS TECNICOS.FORTUITO =
u
I
i

I
INTERNO. RISCO DA ATIVIDADE. VALOR DA INDENIZAÇAO.MODERAÇAO. REVISAO. i
i
SUMULA N. 7/STJ. 1. A ocorrência de problemas técnicos não é considerada hipótese de
i
caso fortuito ou de força maior, mas sim fato inerente aos próprios riscos da atividade
I
i
empresarial de transporte aéreo (fortuito interno), não sendo possível, pois, afastar a i
i
responsabilidade da empresa de aviação e, consequentemente, o dever de indemnizar (STJ - i
i
AgRo no Ag: 1310356 RJ 2010/0091553-0, Relator: Ministro Jogão OTAVIO DE NORONHA, i
I
i
Data de Julgamento: 14 / 04/2011, T4 - QUARTA TURMA, Data de Publicação: DJe É
i
04 / 05/2011).

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DIREITO CIVIL
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o transportador responde apenas pelos danos resultantes de fatos


conexos ao serviço, não se responsabilizando pelos demais danos
................. ................. ................. ................. ................. .................
i CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. TRANSPORTE COLETIVO DE PASSAGEIROS. O i
. transportador só responde pelos danos resultantes de fatos conexos com o serviço que
Ê presta. (STJ - REsp: 468900 RJ 2002/0129872-9, Relator: Ministro ARI PARGENDLER, Data E
i
de Julgamento: 20 / 02/2003, T3 - TERCEIRA TURMA, Data de Publicação: DJ 31 / 03/2003 p. i
i 222RJADCOAS vol. 45 p. 102). _ _ I

Questões sem comentários

As questões abaixo foram tratadas ao longo da aula. Na sequência, estão


elas sem comentários, secas, para você acompanhar. Adiante, estarão os
gabaritos dessas questões e, ao final, os comentários

Bloco I

2015 - FCC - TJ/P I - Juiz Estadual Substituto


Carlos é locatário de imóvel, em contrato celebrado com Romero no polo de
locador. Rodolfo é o dador das obrigações loca ticias, renunciando ao
benefício de ordem. Carlos não pagou o alugue, porque é credor de Romero
em razão de outro contrato, sendo essa dívida superior ao valor dos alugueis
não pagos. Nesse caso,
a. o dador recupera o benefício de ordem a que renunciou, e pode exigir que
a dívida seja em primeiro lugar cobrada do avançado, e não poderá pagar a
dívida com desconhecimento ou oposição do avançado, pois se o cozer
perderá o direito de reembolso.
b. o dador terá de ajuizar anão de consignação em pagamento, para livrar-
se da mora, alegando dúvida acerca da titularidade do crédito.

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DIREITO CIVIL
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Teoria e Questões
Aula 11 - Prof. Pauli

c. em anão de cobrança movida por Romero, Rodolfo não pode alegar


compensação, mas se ele pagar os alugueis, com o conhecimento de Carlos,
terá direito ao reembolso.
d. em anão de cobrança movida por Romero, Rodolfo pode alegar
compensação, mas se ele pagar os alugueis, com desconhecimento ou
oposição de Carlos, o avançado não está obrigado a reembolsá-lo.
e. ao dador é irrelevante a possibilidade de compensação, porque só o
devedor pode compensar com o credor o que este lhe dever, por isso, se
demandado, Rodolfo terá de pagar a dívida, exceto se houver oposição do
avançado.

2015 - FCC - TJ/RR - Juiz Estadual Substituto


A respeito de contratos de seguro, considere as seguintes assertivas:
I. Nos seguros de dano, a garantia prometida não pode ultrapassar o valor
do interesse segurado no momento da contratação e a indenização não pode
ultrapassar o valor do interesse segurado no momento do sinistro.
II. Nos seguros de pessoas, o capital segurado é livremente estipulado pelo
proponente, que pode contratar mais de um seguro sobre o mesmo
interesse, com o mesmo ou diversos seguradores.
III. Salvo disposição em contrário, não se admite a transferência do contrato
de seguro de dano a terceiro com a alienação ou cessão do interesse
segurado.
IV. No seguro de vida, só podem augurar como beneficiárias pessoas que
estejam sob a dependência económica do segurado, exceto se se tratar de
cônjuge ou companheiro.
V. No seguro de vida ou de acidentes pessoais para o caso de morte, o capital
estipulado, para o caso de morte, não está sujeito às dividas do segurado,
nem se considera herança.
Está correto o que se afirma APENAS em
a. III, IV e v.
b. I, III e IV.
c. II, III e v.
d. I, II, e V.
e. I, III e V.

2012 - FCC - PGE/SP - Procurador do Estado


No contrato de rança,

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Aula 11 - Prof. Pauli

(A) é nula cláusula de renúncia ao benefício de ordem.


(B) o dador tem legitimidade para dar andamento à execução iniciada e
abandonada, sem justa causa, pelo credor.
(C) havendo pluralidade de dadores, cada qual responde pela parte que
proporcionalmente lhe couber no pagamento, exceto se expressamente
pactuada a solidariedade.
(D) a responsabilidade dos herdeiros do dador se limita ao tempo decorrido
até a abertura de inventário ou arrolamento, e não pode ultrapassar as
forças da herança.
(E) o dador pode se exonerar desde que notifique o credor, ficando
responsável por todos os efeitos da rança durante noventa dias a contar da
comunicação.

2011 - COPS/UEL - PGE/PR - Procurador do Estado


Assinale a alternativa incorrera:
a) o chamado "contrato consigo mesmo" é anulável, salvo se ele for
permitido pela lei ou pelo representado,
b) se a procuração for dada por instrumento público, os poderes podem ser
substabelecidos por instrumento particular,
c) a revogação do mandato pode ser desmotivada,
d ) a revogação do mandato "em causa própria" é ineficaz,
e) o mandatário pode compensar os prejuiäos a que deu causa com os
proveitos que tenha alcançado para o mandante.

2008 - CESPE - PGE/PI - Procurador do Estado


Ainda acerca dos contratos, assinale a opção correta.
A O pacto de retrovenda é uma cláusula acessória aposta no contrato de
compra e venda de imóvel, que consiste no direito que se reserva o vendedor
de resolver o contrato, recuperando a coisa, desde que pague ao comprador
o preço original, monetariamente corrigido, as despesas por ele suportadas
e o valor equivalente às benfeitorias necessárias, bem como as benfeitorias
úteis e voluptuárias expressamente consentidas, na forma escrita.
B Na rança, o garantidor se responsabiliza por assegurar o cumprimento da
prestação prometida pelo devedor. Por isso, o garantidor não pode, para se
eximir da obrigação, alegar que o devedor tem bens suficientes para saldar
a dívida por ele garantida.

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DIREITO CIVIL
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Aula 11 - Prof. Pauli

C Pelo contrato de depósito voluntário, o depositário recebe um objeto móvel


ou imóvel para guardá-lo ou conservá-lo, até que O depositante o reclame,
enquanto não for pedida a restituição da coisa, essa se incorpora ao
património do depositário. Em caso de inadimplemento da obrigação por
parte do depositário, o contrato resolve-se em perdas e danos.
D No contrato de empreitada de mão-de-obra, por se tratar de obrigação de
meio, o empreiteiro tem o direito de exigir do proprietário que, uma vez
concluída a obra nos termos contratuais, ele a aceite, pois, nesse tipo de
empreitada, todos os riscos correm por conta do dono.
E O direito do promissório comprador á adjudicação compulsória não se
condiciona ao registro do compromisso de compra e venda no cartório de
imóveis, mas, se o contrato particular for devidamente registrado, confere
ao promitente comprador direito real de propriedade.

Bloco II

2015 - FCC - MPE/PB - Auditor de Contas Públicas


A respeito do contrato de transporte, considere:
I. O transportador responde pelos danos causados às pessoas transportadas
e suas bagagens, salvo motivo de força maior, ou, então, se tal
responsabilidade tiver sido excluída por cláusula contratual.
II. A responsabilidade contratual do transportador por acidente com
passageiro não é elidida por culpa de terceiro, contra o qual tem anão
regressiva,
III. Não se subordina às normas do contrato de transporte o feito
gratuitamente, por amizade ou cortesia.
Está correto o que se afirma APENAS em
a. I e II.
b. II e III.
c. I e III.
d. II e I.

2010 - FCC - PGE/AM - Procurador do Estado


Transação é

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DIREITO CIVIL
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Aula 11 - Prof. Pauli

(A) modo de extinção de obrigações, pelo qual uma obrigação anterior é


substituída por outra obrigação da mesma natureza, entre as mesmas
partes, e é anulável em razão de qualquer vício de consentimento.
(B) contrato consensual, que tem força de coisa julgada, não permitindo ao
que se sentir prejudicado o ajuiza mente de anão anulatório, mas apenas se
lhe faculta a anão rescisório.
(C) modo de extinção das obrigações, que substitui o pagamento, de
natureza extracontratual, só podendo ser anulada por erro de direito.
(D) contrato real que previne ou termina litígio mediante concessões
mútuas, tendo, necessariamente, de ser homologada pelo Juiz.
(E) contrato pelo qual os interessados previnem ou terminam litígio
mediante concessões mútuas, e só se anula por dolo, coação, ou erro
essencial quanto à pessoa ou coisa controversa.

As questões abaixo, agora sem comentários, não estão contidas na aula.


Elas orbitam em torno das questões acima e, por isso, apresentam
comentários não tão detalhados quanto as questões anteriores. É pra
você treinar! Adiante, seguem os gabaritos e, ao fim, os comentários

Bloco I

1. 2016 - TRF 4a REGIÃO 2


TRF 4a REGIÃO - Juiz Federal Substituto
Dadas as assertivas abaixo, assinale a alternativa correta.
I. O simples atraso no pagamento de prestação do prémio do seguro importa
desfazimento automático do contrato, dispensada a prévia constituição do
contratante em mora, contanto que previsto no instrumento contratual.
II. O que define a responsabilidade pelo pagamento das obrigações
condominiais não é o registro do compromisso de compra e venda, mas a
relação juridica material com o imóvel, representada pela missão na posse
pelo promissório comprador e pela ciência inequívoca do condominio acerca
do negócio.
III. A ocorrência do suicídio antes do prazo bienal previsto na lei civil não
exime, por si só, a seguradora do dever de indemnizar, sendo imprescindível
a comprovação da premeditação por parte do segurado, ónus que recai sobre
a seguradora.

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Aula 11 - Prof. Pauli

IV. O contrato de compra e venda, uma vez armado em observância aos


pressupostos de existência e aos requisitos de validade do negócio juridico,
implica transferência imediata da propriedade da coisa que tem por objeto.
a) Estão incorreras apenas as assertivas I e III.
b) Estão incorreras apenas as assertivas I e IV.
c) Estão incorreras apenas as assertivas II e IV.
d ) Estão incorreras apenas as assertivas I, III e IV.
e) Nenhuma assertiva está correta.

2. 2016 - TRF 3a REGIÃO 2


TRF 3a REGIÃO - Juiz Federal Substituto
Sobre os contratos em espécie, assinale a alternativa correta :
a) O contrato de seguro por danos pessoais não compreende os danos
morais, devendo haver cláusula expressa com tal previsão de cobertura.
b) A cláusula especial de venda sobre documentos transforma o negócio de
compra, de modo que a transferência documentário faz as vezes da tradição
real.
c) São elementos essenciais categoriais da compra e venda o preço, a coisa
e a tradição.
d ) A locação por tempo determinado cessa de pleno direito indo O prazo
estipulado, mediante no tificação ou aviso prévio obrigatório.

3. 2016 TRT 28 REGIÃO


z 2
TRT 23 REGIÃO (SP) - Juiz do Trabalho
Substituto
Com relação aos contratos em espécie, assinale a alternativa correta:
a) Não podem ser objeto de compra e venda, ou cessão de crédito,
envolvendo os respectivos servidores públicos, os bens da pessoa juridica a
que servirem, salvo se adquiridos por meio de regular hasta pública.
b) Firmado contrato de empreitada de obra certa, os serviços e os materiais
pertinentes presumem-se incluídos, salvo se o contrário dispuserem os
contratantes.
c) O doador pode rixar prazo para o aceite do donatário, presumindo-se o
aceite se o donatário não o declarar no prazo dado, salvo se a doação for
sujeita a encargo.
d ) O herdeiro do depositário, que de boa-fé vendeu a coisa depositada, é
obrigado a restituir ao depositante o preço recebido, mais perdas e danos.

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e) Os ato praticados por quem não tenha mandato, ou o tenha sem poderes
suficientes, são nulos em relação àquele em cujo nome foram praticados.

4. 2016 - FUNDATEC - PGM/Porto Alegre (RS) Procurador


Municipal
Sobre o contrato de empreitada, é correto afirmar que.'
A) Na empreitada de lavor, só há uma forma de laxação da remuneração:
por medição.
B) A partir da entrega da obra, O empreiteiro dá garantia legal, pelo prazo
irredutivel de cinco anos, por todo e qualquer risco que possa sofrer a obra
pronta.
C) Na empreitada mista, os riscos dos bens empregados na obra são
transferidos no momento da contratação da empreitada.
D) A chamada empreitada meramente de lavor é regulada pelo contrato de
prestação de serviço (Código Civil, Art. 593 a 609) ou pela Consolidação das
Leis do Trabalho, já que não se trata de verdadeira e própria empreitada.
E) Se o empreiteiro fornece os materiais, correm por sua conta os riscos
destes materiais até a entrega da obra, salvo em caso de modo do dono da
obra em recebe-la.

5. 2016 - FCC - PGE/MA - Procurador do Estado


Fábio locou imóvel residencial para Cláudio. Luiz avançou o contrato, embora
contra a vontade de Cláudio e em valor inferior ao da obrigação principal,
renunciado ao benefício de ordem. Tal contrato é
(A) inválido, pois, embora a rança possa ser estipulada contra a vontade do
devedor, e em valor inferior ao da obrigação principal, é nula a renúncia ao
benefício de ordem, tendo em vista que a rança não pode receber
interpretação extensiva.
(B) válido, pois a rança pode ser estipulada mesmo contra a vontade do
devedor e em valor inferior ao da obrigação principal, e havendo renunciado
ao benefício de ordem, Luiz terá direito de exigir sejam excutidos, antes dos
seus, os bens do devedor.
(C) inválido, pois a rança, assim como qualquer contrato, não pode ser
estipulada contra a vontade de uma das partes.
(D) inválido, pois, embora a fiança possa ser estipulada contra a vontade do
devedor, deve necessariamente compreender o valor integral da obrigação
principal.

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(E) válido, pois a rança pode ser estipulada mesmo contra a vontade do
devedor e em valor inferior ao da obrigação principal, mas havendo
renunciado ao benefício de ordem, Luiz não terá direito de exigir sejam
excutidos, antes dos seus, os bens do devedor.

6. 2015 - VUNESP - TJ/SP - Juiz Estadual Substituto


Em tema de outorga marital ou uxória, é correto afirmar que
(A) é válida a fiança prestada durante união estável sem anuência do
companheiro, conforme entendimento do Superior Tribunal de Justiça.
(B) o fiador tem legitimidade para arguir a in validade da garantia fidejussória
independentemente de tal consentimento.
(C) a assinatura do cônjuge, na qualidade de testemunha instrumental do
contrato, supre a outorga exigida na garantia fidejussória, conforme o
entendimento do Superior Tribunal de Justiça.
(D) é exigível em todos os regimes de bens, e sua ausencia implica ineficácia
total do contrato.

7. 2015 - CESPE - AGU - Advogado da União


No mandato outorgado por mandante capaz, são válidos os atos praticados
por mandatário com dezesseis anos de idade, ainda que não emancipado,
desde que não sejam excedidos os limites do mandato.

8. 2014 - FCC - DPE/CE - Defensor Público Estadual


André, casado no regime da comunhão parcial de bens com Priscila, obrigou-
se, como dador, a garantir contrato de locação. Contudo, ao celebrar o
contrato, não contou com a anuência de Priscila. De acordo com Simula do
Superior Tribunal de Justiça, a rança prestada por André é
(A) parcialmente ineficaz, somente não atingindo os bens particulares de
Priscila.
(B) parcialmente ineficaz, somente não atingindo os bens adquiridos na
constância do casamento.
(C) totalmente eficaz.
(D) juridicamente inexistente.
(E) totalmente ineficaz.

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9. 2013 - CESPE - BACEN - Procurador


Assinale a opção correta a respeito da rança:
A) O benefício de ordem é direito garantido legalmente ao dador,
considerando-se não escrita cláusula de renúncia.
B) Não extingue a fiança o fato de o credor aceitar, em pagamento da dívida,
dação em pagamento feita pelo devedor, se este viera perder o objeto pela
evicção.
C) Independentemente do regime de bens do casamento, será anulável e
ineficaz a fiança prestada pelo cônjuge sem o consentimento do outro.
D) Ainda que a consequência da rança seja onerosa, dada a garantia da
dívida à custa do património do dador, a solidariedade entre os dadores se
presume.
E) A obrigação de pagar a divida do devedor não se transmite aos herdeiros,
que não são obrigados a afiançar dívidas alheias.

10. 2012 - CESPE - AGU - Advogado da União


O objeto do contrato de prestação de serviço pode ser tanto uma atividade
material quanto intelectual, sendo necessário, para que o contrato seja
válido, o estabelecimento de determinação específica da natureza da
atividade.

11. 2012 - FCC - DPE/PR - Defensor Público Estadual


Sobre o Direito Contratual, é correto afirmar:
(A) O locatário deverá ser indenizado pelas benfeitoras úteis realizadas no
imóvel locado, ainda que não expressamente autorizadas pelo locador, tendo
em vista ser inválida a cláusula que dispõe sobre a renúncia a indenização
destas obras, nos termos da jurisprudência maioritária.
(B) A sustarão da compra e venda, por culpa do adquirente, após a
pactuarão de a r a s confirmatórias, dá ensejo ao desfazimento do negócio
com a retenção do sinal, permitindo, ainda, que O vendedor requeira
indenização suplementar se provar a ocorrência de prejuíZo maior que o
valor das arras.
(C) A rança prestada por pessoa flsíca em contrato de locação armado por
seu irmão, sem autorização de sua esposa, é eficaz apenas com relação ao
dador.

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DIREITO CIVIL
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(D) Com relação à dívida pessoal, O proprietário do imóvel poderá opor a


impenhorabilidade da sua vaga de garagem, devidamente registrada, na
condição de bem de familia.
(E) A empresa X, ao prever e cobrar antecipadamente o Valor Residual
Garantido (VRG) do contrato de arrendamento mercantil armado por pessoa
flsica, acaba transformando a pactuarão em compra e venda a prestação.

12. 2012 É
FCC - * DPE/PR - Defensor Público Estadual
É correto afirmar:
(C) É cabível a recusa do pagamento da indenização acidentaria civil baseada
na falta de pagamento do prémio do seguro obrigatório de Danos Pessoais
Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT).

13. 2012 - FCC - DPE/SP - Defensor Público Estadual


Maria Aparecida, viúva, apresentando os primeiros sintomas de Alzheimer,
mas ainda no domino pleno de suas faculdades mentais, temendo a
iminente perda de sua capacidade civil, outorga instrumento de mandato
com poderes especiais e expressos para sua única ilha, autorizando-a a
alienar seu único bem imóvel para custear seu futuro tratamento. Durante
as tratativas iniciais para alienação do imóvel, sem assunção formal de
quaisquer obrigações, sobrevém a interdição da primeira, nomeando-se
curadora pessoa diversa da mandatária e reconhecendo-se, por perícia
médica, que a incapacidade ocorrera em data superveniente à outorga do
mandato. Nesse caso,
(A) não será possivel a outorga da escritura pela mandatária, uma vez que
a incapacidade do mandante faz cessar o contrato de mandato.
(B) será possivel a outorga da escritura pela mandatária, uma vez que a lei
autoriza auto cura tela antecipada.
(C) será possível a outorga, pois trata-se de conclusão de ato juridico
iniciado, havendo perigo na demora.
(D) será possível a conclusão do negócio pela própria mandante, uma vez
que o mandato que contém poderes de cumprimento ou confirmação de
negócios encetados, aos quais se ache vinculado, é irrevogável.
(E) não será possivel a conclusão do negócio pela mandatária, já que após
a interdição somente o curador nomeado poderia praticar tal ato,
independente de autorização judicial.

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14. 2009 - CESPE - AGU - Advogado da União


É válida cláusula inserida em contrato de seguro na qual se estipule que a
pretensão do segurado contra o segurador prescreva em dois anos, desde
que haja formalização do ato por instrumento público.

15. 2009 - CESPE - BACEN - Procurador


Diante da necessidade de transferir sua residência para outra cidade, Maura,
menor púbere, resolveu conferir a sua tia, Antónia, judicialmente
reconhecida como pródiga, poderes para que esta pleiteasse em juíZo
determinado direito. Para isso, Maura, devidamente assistida por seus pais,
e mediante instrumento particular, outorgou poderes a Antónia, que, por
não ser advogada, substabeleceu esses poderes a profissional habilitado.
Considerando essa situação hipotética, assinale a opção correta :
A) É inválido o negócio realizado entre Maura e Antónia, porque, sendo a
primeira menor, esse negócio deveria ter sido objeto de instrumento público.
B) Não é válido o mandato porque o pródigo, assim como o falido, não é
capaz de exercer mandato.
C) Na situação descrita, é válido o negócio realizado pelas partes, pois
obedeceu ao necessário não só quanto à forma, como quanto ao suprimento
da capacidade da mandante.
D) É inválido o negócio porque, diante de um mandato judicial, seria
necessário que Antônia tivesse capacidade postulatória para que o
substabelecimento se tornasse viável.
E) Seria inválido o negócio se Antônia fosse também menor púbere, já que
este não pode ser mandatário.

16. 2009 - CESPE - BACEN - Procurador


Assinale a opção correta quanto aos contratos regulados no Código Civil:
A) Não existe comodato, mas contrato atípico, na situação em que empresa
distribuidora de derivados de petróleo ceda a outrem o uso de determinados
equipamentos que serão utilizados na revenda de seus produtos.
B) O contrato de mútuo é essencialmente gratuito, de modo que, mesmo se
tratando de empréstimo de dinheiro, o silêncio das partes impedirá a
cobrança de juros.
C) Não desnatura o contrato de depósito o fato de o depositário ser
contratado para transportar a coisa de um lugar a outro e tê-la consigo até
que o depositante a reclame no prazo máximo estipulado.

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DIREITO CIVIL
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Aula 11 - Prof. Pauli

D) A rança, como contrato acessório que é, admite ser feita em valor


inferior, igual ou superior à obrigação principal garantida.
E) Apesar de a doação ter na aceitação um ato indispensável a seu
aperfeiçoamento, essa aceitação poderá ser até mesmo acta, se o donatário
for absolutamente incapaz e a doação for pura.

17. 2009 - CESPE - DPE/PI - Defensor Público Estadual


De acordo com as regras concernentes ao seguro automotivo, assinale a
opção correta.
A. A indenização pelo sinistro não pode gerar nenhum proveito ao segurado.
B. Se a esposa do segurado causar sinistro por culpa, o segurador pode sub -
rogar-se, nos limites da indenização paga.
C. O contrato celebrado não pode ser transferido a terceiro que venha a
adquirir o veículo.
D. O seguro de um bem poderá ser contratado por valor superior ao seu
valor atual, mas isso implicará aumento no valor do prémio.
E. O atraso no pagamento de prestação do prémio importa em desfazimento
automático do contrato, de acordo com a jurisprudência do STJ.

18. 2002/2003 - ESAF - PGFN - Procurador da Fazenda Nacional


Se o depositário não conseguir provar suficientemente as despesas e os
prejuízos, ou se o valor deles for ilíquido, deverá:
a) exigir caução idónea do depositante.
b) reembolsar ex lege o depositante.
c) pagar ex contracto as benfeitorias.
d ) apurar, primeiramente, a liquidez do ressarcimento.
e) requerer, em primeiro lugar, a remoção da coisa para o depósito público.

19. 2002 - ESAF - PGM/Fortaleza (CE) - Procurador do Município


O depósito de mercadorias nos armazéns gerais é o:
a) judicial
b) ordinário
c) irregular

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DIREITO CIVIL
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d) regular
e)IegaI

20. 2002 - ESAF - PGM/Fortaleza (CE) - Procurador do Município


Assinale a opção correta.
a) O direito de resilição unilateral é transmissível causa mortis aos herdeiros
do dono da obra, mas não se estende aos credores.
b) A falência do empreiteiro não provocará a cessação do contrato de
empreitada.
c) A empreitada por preço máximo opera-se quando o empreiteiro se obriga
a realizar o trabalho, ficando sob sua responsabilidade o fornecimento dos
materiais e o pagamento da mão-de-obra, mediante o reembolso do
dispendido, acrescido do lucro assegurado.
d) A empreitada por preço de custo não é compatível com a empreitada por
medida.
e) A gratuidade da prestação de serviço pode ser presumida, se o contrato
for omisso quanto à remuneração.

21. 2002 - ESAF - PGM/Fortaleza (CE) - Procurador do Município


A apólice onde estiver prevista a substituição da coisa segurada, fazendo-se
o seguro por uma soma global, como se verifica em relação a mercadorias
armazenadas, é a :
a) simples
b) plúrima
c) específica
d) flutuante
e) aberta

Bloco II

1. 2016 - TRF 4a REGIÃO 2


TRF 4a REGIÃO - Juiz Federal Substituto
Assinale a alternativa INCORRETA.

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DIREITO CIVIL
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a) Conferido o mandato com a cláusula "em causa própria", a sua revogação


não terá eficácia, e ele não se extinguirá pela morte de qualquer das partes,
ficando o mandatário dispensado de prestar contas e podendo transferir para
si os bens móveis ou imóveis objeto do mandato, obedecidas as formalidades
legais.
b) O contrato de comissão tem por objeto a aquisição ou a venda de bens
pelo comissário, em seu próprio nome, à conta do comitente. Nessa espécie
contratual, o comissário oca diretamente obrigado para com as pessoas com
quem contratar, sem que estas tenham anão contra o comitente, nem este
contra elas, salvo se o comissário ceder seus direitos a qualquer das partes.
c) Se uma prestação não for divisível e houver dois ou mais devedores, cada
um será obrigado pela divida toda. O devedor, que paga a divida, sub-roga-
se no direito do credor em relação aos outros coobrigados.
d ) Não cumprida a obrigação, responde o devedor por perdas e danos, mais
juros e atualização monetária segundo indices oficiais regularmente
estabelecidos e honorários de advogado.
e) O transportador responde pelos danos causados às pessoas transportadas
e às suas bagagens, salvo motivo de força maior e expressa cláusula de não
indemnizar.

2. 2016 - FAURGS - TJ/RS - Juiz Estadual Substituto


Sobre as várias espécies de contratos típicos, é INCORRETO afirmar que
a) a garantia, no seguro de dano, como expressão do principio indenitário,
é limitada, no máximo, ao valor do interesse.
b) a obrigação de incolumidade assumida pelo transportador implica a
responsabilidade objetiva pela interrupção da execução contratual.
c) todos terão direito à remuneração, quando concluído o negócio com a
intermediação de mais de um corretor.
d ) a doação de ascendentes a descendentes é inválida se não houver a
anuência dos demais herdeiros.
e) pode o comissário reter bens do comitente que estejam em seu poder,
como garantia para o recebimento de comissões devidas e reembolso de
despesas efetuadas.

3. 2016 - CESPE - TJ/AM - Juiz Estadual Substituto


A respeito dos contratos regidos pelo Código Civil, assinale a opção correta

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DIREITO CIVIL
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Aula 11 - Prof. Pauli

a) No contrato de transporte de pessoas, a responsabilidade do


transportador pelo acidente com o passageiro será afastada quando for
comprovada culpa exclusiva de terceiro.
b) Se o suicido do segurado ocorrer dentro do prazo dos dois primeiros anos
de vigência do contrato de seguro de vida, seus beneficiários não terão
direito a indenização, ainda que não premeditado o suicídio, mas o segurador
será obrigado a devolver o montante da reserva técnica já formada.
c) No silêncio do contrato, o empreiteiro contratado deve contribuir para
execução da obra com seu trabalho e com os materiais necessários á sua
conclusão.
d ) Na venda ad corpus, o imóvel é alienado com especificação de sua área,
de modo que, na falta de correspondência entre a área mencionada e a
efetiva área adquirida, poderá o comprador reclamar a resolução do contrato
ou o abatimento proporcional do preço.
e) O pacto de retrovenda é condição resolutivo expressa que permite ao
credor reaver, a qualquer tempo, o imóvel alienado, desde que restitua ao
adquirente O preço recebido, acrescido de todas as despesas por ele
realizadas.

4. 2016 - CONSULPLAN - * TJ/MG - Titular de Serviços de Notas e de


Registros - Remoção
São efeitos civis do jogo tolerado e proibido, EXCETO:
a) ln exigivel O mútuo contraído no ato de jogar para pagar dívida de jogo.
b) A invalidade de dívida de jogo não é oponível a terceiro de boa-fé.
c) A soma entregue a terceiro para ser paga ao ganhador não pode ser
exigida.
d ) A inexigibilidade da dívida de jogo não atinge contrato que tenha por
objeto encobrir ou reconhecer a obrigação.

5. 2016 - ESAF - ANAC - Especialista em Regulação de Aviação Civil


No que concerne aos contratos, é correto afirmar:
a) no contrato de transporte de pessoas, o transportador responde por danos
causados às pessoas transportadas e suas bagagens, sendo abusiva cláusula
que fixe o limite da indenização.
b) o comodato é um empréstimo de coisas fungíveis, o qual se perfaz com a
tradição do objeto, transferindo -se o domino da coisa emprestada ao
comendatário.

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DIREITO CIVIL
_
MAGISTRATURA ESTADU
Teoria e Questões
Aula 11 - Prof. Pauli

c) independentemente do regime de casamento, são vedadas a compra e a


venda de bens entre os cônjuges, a em de evitar lesão a direito de terceiros.
d ) faz-se necessária a prova da ocorrência de prejuízo com a inexecução do
contrato ou inadimplemento da obrigação, a fim de que a pena convencional
tenha efeito pleno fure.
e) o direito de retrato é cessivel e transmissível a herdeiros e legatários.

6. 2015 - CESPE - TRF 5a REGIÃO - Juiz Federal Substituto


A respeito da transação, do mandato, da empreitada, da prestação de
serviço e do pagamento indevido, assinale a opção correta.
a. Ainda que o empreiteiro forneça os materiais para a execução de
determinada obra, a responsabilidade pelos danos causados nos prédios
vizinhos será solidária com o proprietário da obra.
b. A nulidade de uma cláusula constante de transação realizada para dirimir
dúvida não contamina todo o ato.
c. É considerada não escrita a cláusula pela qual o mandatário assume a
obrigação de não renunciar ao mandato.
d. O contrato de prestação de serviços celebrado por tempo superior ao
permitido em lei deve ter sua nulidade decretada com efeitos ex nunc.
e. Para dar ensejo à repetição do ir débito, o erro pode ser de fato ou de
direito, mas não pode ser grosseiro.

7. 2015 - FCC - TRT 6 a REGIÃO (PE) - Juiz do Trabalho Substituto


A transação:
a. é interpretada restritivamente, mas por ela transmitem-se, declaram-se
e reconhecem-se direitos.
b. será admitida quanto a direitos de qualquer natureza, desde que as partes
sejam maiores e capazes.
c. só se anula por dolo, coação ou erro essencial quanto à pessoa ou coisa
controversa, não se anulando por erro de direito a respeito das questões que
foram objeto de controvérsia entre as partes.
d. concernente a obrigações resultantes de delito, extinguirá a anão penal
de qualquer natureza.
e. não desobrigará o dador, salvo cláusula expressa nesse sentido, se for
concluída entre o credor e o devedor.

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DIREITO CIVIL
_MAGISTRATURA ESTADU
Teoria e Questões
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8. 2015 TRT 8a REGIÃO


2
TRT 83 REGIÃO (PA e AP) Juiz do
Trabalho Substituto
Sobre OS contratos no Código Civil Brasileiro, é CORRETO afirmar que:
a) A oferta ao público não pode ser revogada em razão do princípio da
publicidade.
b) Nos contratos de execução continuada, diferida e instantânea, se a
prestação de uma das partes se tornar excessivamente onerosa, com
extrema vantagem para a outra, em virtude de acontecimentos
extraordinários e imprevisíveis, poderá o devedor pedir a resolução do
contrato, sendo que os efeitos da sentença que a decretar retroagirão à data
do evento.
c) Aquele que aliciar pessoas obrigadas em contrato verbal a prestar serviço
a outrem pagará a este a importância que ao prestador de serviço, pelo
ajuste desfeito, houvesse de caber durante dois anos.
d ) Embora ciente da morte, interdição ou mudança de estado do mandante,
deve o mandatário concluir o negócio já começado, se houver perigo na
demora.
e) O contrato de transação prevalecerá, ainda que nula uma de suas
cláusulas, pois admite nulidade parcial.

9. 2015 - FCC - MPE/PB - Auditor de Contas Públicas


A respeito do contrato de transporte, considere:
I. O transportador responde pelos danos causados às pessoas transportadas
e suas bagagens, salvo motivo de força maior, ou, então, se tal
responsabilidade tiver sido excluída por cláusula contratual.
II. A responsabilidade contratual do transportador por acidente com
passageiro não é elidida por culpa de terceiro, contra o qual tem anão
regressiva,
III. Não se subordina às normas do contrato de transporte o feito
gratuitamente, por amizade ou cortesia.
Está correto o que se afirma APENAS em
a. I e II.
b. II e III.
c. I e III.
d. II e I.

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DIREITO CIVIL
_ MAGISTRATURA ESTADU
Teoria e Questões
Aula 11 - Prof. Paulo I

10. 2015 - CESPE - TRE/MT - Analista Judiciário - Área Judiciária


Em relação aos contratos, assinale a opção correta a luz da jurisprudência
do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
a. É licita a cláusula armada em contrato de mútuo que prevê expressamente
a prorrogação automática da rança prestada no caso de haver a extensão
da vigência do contrato principal.
b. O direito de exigir a prestação de contas do mandatário não se transmite
aos herdeiros do mandante, pois tal dever está vinculado à vigência do
contrato, que se extingue com a morte do mandante.
c. O aluguei fixado de modo unilateral pelo comandante em razão de mora do
comendatário na restituição do imóvel emprestado tem natureza de
indenização pela ocupação indevida da coisa.
d. Na hipótese em que o vicio oculto só puder ser conhecido mais tarde, o
adquirente de bem móvel terá o prazo de trinta dias, a partir da ciência do
defeito, para exercer o direito de obter a redibição ou abatimento no preço,
mesmo que o conhecimento do vício ocorra após o prazo de cento e oitenta
dias da aquisição do bem.
e. A dívida de jogo armada em casa de bingo é exigível na hipótese de o
funcionamento da casa ter sido autorizado pelo Poder Judiciário.

11. 2015 - CESPE - TCE/RN - Assessor Técnico Jurídico


Acerca da prescrição, do negócio jurídico, das obrigações e dos contratos,
julgue o item subsequente.
Não se transmitem direitos por meio da transação, a qual, se referir-se a
coisa indivisível, só aproveita aos que nela intervierem.

12. 2015 - IBFC - SAEB/BA - Analista de Registro de Comércio


Assinale a alternativa correta com base nos fundamentos normativos do
código civil brasileiro sobre o contrato de comissão.
a) O comissário sempre responde pela insolvência das pessoas com quem
tratar.
b) Presume-se o comissário autorizado a conceder dilação do prazo para
pagamento, na conformidade dos usos do lugar onde se realizar o negócio,
se não houver instruções diversas do comitente.
c) O crédito do comissário, relativo a comissões e despesas feitas, não goza
de qualquer privilégio no caso de falência do comitente.
d ) O contrato de comissão tem por objeto a aquisição ou a venda de bens
pelo comissário, em seu próprio nome e à sua conta.

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DIREITO CIVIL
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| e) Não estipulada a remuneração do comissário, esta não será devida.

13. 2014 2
VUNESP - TJ/SP 2
Juiz Estadual Substituto
Assinale a opção incorrera.
a) O transportador não pode ser responsabilizado pelos danos decorrentes
de fatos de terceiros que possam ser caracterizados como fortuito externo.
b) O transportador só responde pelos danos resultantes de fatos conexos
com o serviço que presta.
c) O reconhecimento do direito a indenização, por falta de mercadoria
transportada por via marítima, independe de vistoria.
d ) Na atividade empresarial de transporte aéreo, a ocorrência de problemas
técnicos é considerada hipótese de caso fortuito ou força maior a afastar a
responsabilidade da empresa de aviação.

14. 2014 - VUNESP - TJ/PA - Juiz Estadual Substituto


Assinale a alternativa correta.
a) O direito à adjudicação compulsória se condiciona ao registro do
compromisso de compra e venda no cartório de imóveis.
b) A hipoteca armada entre a construtora e o agente financeiro tem eficácia
perante os adquirentes do imóvel.
c) Ainda que o negócio juridico de compra e venda de imóvel não se
concretize em razão do inadimplemento do comprador, é devida comissão
de corretagem.
d ) Não é possível a resilição do compromisso de compra e venda por
iniciativa do promitente comprador por não ter mais as condições
económicas de suportar o pagamento das prestações.
e) O compromisso de compra e venda não é titulo hábil a fundamentar
usucapião ordinária.

15. 2014 - FCC - PGM/Cuiabá (MT) - Procurador Municipal


Renato contratou André para transporta-lo onerosamente, de carro, de
Cuiabá a Sorriso. No contrato, as partes estabeleceram que, em caso de
acidente causado por terceiro André não teria o dever de indemnizar Renato.
No trajeto, um caminhão conduzido negligentemente abalroou o veículo que
transportava Renato, causando-lhe danos. Renato

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DIREITO CIVIL
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a. poderá pedir indenização contra André, pois a cláusula excludente de


responsabilidade é nula e a culpa de terceiro não afasta a responsabilidade
do transportador, que possui anão de regresso contra o causador do dano.
b. não poderá pedir indenização contra André, pois a responsabilidade do
transportador é subjetiva.
c. não poderá pedir indenização contra André, pois a responsabilidade do
transportador é afastada em caso de culpa de terceiro.
d. não poderá pedir indenização contra André, pois pactuou cláusula
excludente de responsabilidade.
e. poderá pedir indenização contra André, pois a cláusula excludente de
responsabilidade é nula e a culpa de terceiro não afasta a responsabilidade
do transportador nem lhe confere anão de regresso contra o causador do
dano.

16. 2014 - VUNESP PGM/São José do Rio Preto (SP)


Procurador Municipal
Pelo contrato de , uma pessoa, não ligada a outra em virtude
de mandato, de prestação de serviços ou qualquer outra relação de
dependência, obriga-se a obter para a segunda um ou mais negócios,
conforme as instruções recebidas.
De acordo com a redação do Código Civil, completa correta rente a lacuna
â) corretagem
b) agência
c) comissão
cl) compromisso
e) constituição de renda

17. 2014 - FUNDEP - DPE/MG - Defensor Público Estadual


Sobre contratos, assinale a alternativa INCORRETA.
A) O dador poderá exonerar-se da fiança que tiver assinado sem limitação
de tempo por meio da notificação resilitória, ficando obrigado, porém, por
todos os efeitos durante sessenta dias após ciência do credor.
B) Se o segurado cozer declarações inexatas ou omitir circunstâncias que
possam intuir na aceitação da proposta ou na taxa do prémio, perderá o
direito à garantia, além de arcar obrigado ao prémio vencido.
C) O passageiro tem direito a desistir do transporte, mesmo depois de
iniciada a viagem, sendo-lhe devida a restituição do valor correspondente ao

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DIREITO CIVIL
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trecho não utilizado, desde que prove que outra pessoa tenha sido
transportada em seu lugar.
D) A compra ou cessão de crédito realizada por servidor público de bens ou
direitos da pessoa juridica a que servir, mesmo que em hasta pública, pode
ser anulada por qualquer interessado.

18. 2014 FCC - TRT 16a REGIÃO (MA)


2
Oficial de Justiça
Avaliador Federal
A respeito da transacção, considere:
I. Em regra, se for concluída entre o credor e o devedor, desobrigará o fiador.
II. Se for concluída entre um dos credores solidários e o devedor, extinguirá
a obrigação deste para com os outros credores.
III. A nulidade de qualquer de suas cláusulas não implicará em nulidade da
transação.
IV. Se for concluída entre um dos devedores solidários e seu credor,
extinguirá a dívida em relação aos codevedores.
Está correto o que se afirma APENAS em
a. I, II e IV.
b. II e Iv.
c. I e III.
d. II, III e IV.
e. I, II e III.

19. 2014 - FGV - TJ/ GO - Analista Judiciário - Área Judiciária


Eduardo, pedreiro, ao atravessar a rua quando seguia para o trabalho, foi
atropelado por um veículo, que empreendeu fuga sem que fosse identificado.
Ao ser socorrido, Eduardo apresentava dores nas costas, com fratura
exposta na perna direita. Pessoas da localidade, com intuito de ajudá-lo,
pararam um ónibus da empresa Transportar S/A, que fazia o itinerário que
passava pela localidade, e solicitaram que o motorista levasse Eduardo para
o Hospital Público que ficava localizado no caminho que o coletivo seguiria.
O motorista, contudo, recusou-se a transporta-lo. Nesse caso:
a) há obrigação do transportador de aceitar o passageiro, podendo ser
responsabilizado civilmente em caso de recusa,
b) há obrigação do transportador de aceitar o passageiro, exceto se a lotação
estiver esgotada;

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DIREITO CIVIL
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c) há obrigação do transportador de aceitar o passageiro, justamente em


virtude do seu estado de saúde, decorrente do atropelamento,
d ) não há obrigação, em hipótese alguma, de o transportador aceitar o
passageiro,

e) não há obrigação do transportador de aceitar o passageiro, em virtude do


seu estado de saúde, decorrente do atropelamento.

20. 2014 É
CESGRANRIO 2
FINEP - Analista Jurídico
Na denominada teoria geral dos contratos, o jogo e a aposta são
considerados contratos
a) comutativos
b) certificados
c) aleatórios
d ) gratuitos
e) contraprestacionais

21. 2014 - VUNESP - SPA/URBANISMO - Analista Administrativo


Assinale a alternativa correta acerca do contrato de transporte, de acordo
com as disposições constantes do Código Civil de 2002.
a) Não se admite que o transportador extra declaração do valor da bagagem
para uns de rixar o limite da indenização.
b) O usuário que deixar de embarcar não terá direito ao reembolso do valor
da passagem, ainda que outra pessoa seja transportada em seu lugar.
c) Em caso de interrupção da viagem, o transportador é obrigado a concluir
o transporte contratado, salvo se a interrupção se deu por evento
imprevisível.
d ) Em regra, a culpa de terceiro não exonera o transportador da
responsabilidade decorrente de acidente com passageiros.
e) O transportador não possui direito de retenção da bagagem de passageiro
em caso de não pagamento do valor da passagem, ressalvada sua
prerrogativa de cobrança.

| 22. 2013 - CESPE - TRF i a REGIÃO - Juiz Federal Substituto

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DIREITO CIVIL
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A respeito da transação, da empreitada, do mandato, da doação e da


prestação de serviços, assinale a opção correta.
a) De acordo com o Código Civil, o contrato de prestação de serviço não
anda em razão da morte de uma das partes.
b) Para a revogação da doação por ingratidão, exige-se que os atos
praticados, além de se revestirem objetivamente dessa característica, sejam
graves.
c) A transação realizada por instrumento público no curso do processo só
valerá após a homologação do juiz.
d ) Na empreitada global, o dono da obra será responsabilizado se provada a
sua culpa quanto a danos causados a prédio vizinho.
e) É válida a constituição de mandatário, por instrumento particular, para
renunciar à herança do mandante.

23. 2013 - CESPE - MPE/RO - Promotor de Justiça Substituto


No que se refere aos contratos, assinale a opção correta.
a) O objeto do contrato de comissão, regulado como típico no Código Civil,
são negócios determinados, negociando o comissário em nome do
comitente, o qual será parte do negócio ajustado com o terceiro.
b) Em se tratando de contrato de agência, a coisa a ser negociada oca a
disposição do agente, a quem cabe promover negócios do agenciado em
zona determinada, mediante retribuição, em carácter não eventual e sem
vínculo de dependência.
c) O mandante tem o dever de satisfazer as obrigações assumidas pelo
mandatário, considerando-se os poderes a ele conferidos pelo contrato
celebrado, ainda que o mandatário tenha desatendido a alguma instrução.
d ) Em caso de morte do proponente de obrigação não personalíssima séria
e consciente, os herdeiros não estarão obrigados em relação às
consequências do ato praticado.
e) A resolução unilateral do contrato é um direito de ambas as partes em
caso de inadimplemento, de forma que o adimplemento substancial por parte
do devedor não obsta o exercício de tal faculdade pelo credor

24. 2013
_ NC/UFPR Q
COPEL - Advogado
Com fundamento no Direito Civil brasileiro, assinale a alternativa correta.
a) Se o dador se tornar insolvente ou incapaz, poderá o credor exigir que
seja substituído

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DIREITO CIVIL
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MAGISTRATURA ESTADU
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b) É defeso às partes, por cláusula expressa, excluir a responsabilidade pela


evicção.
c) As dividas de jogo ou de aposta, por serem exemplos de obrigação
natural, não obrigam a pagamento. No entanto, nunca se pode recobrar a
quantia voluntariamente paga.
d ) Nos contratos de adesão, cláusulas contraditórias são consideradas nulas.
e) Sendo lícito às partes estipular contratos atipicos, pode ser objeto de
contrato a herança de pessoa viva.

25. 2013 - FUNCAB - ANS - Vários Cargos - Direito


A propósito do contrato de corretagem, é correto afirmar que:
a) é contrato bilateral, oneroso, aleatório, consensual e inominada.
b) o corretor torna-se um representante ou mandatário do comitente.
c) a remuneração do corretor, se não estiver enxada em lei, nem ajustada
entre as partes, será arbitrada segundo a natureza do negócio e os usos
locais.
d ) se exige a forma escrita.
e) é personalíssimo (intuito personae).

26. 2012 - FCC - PGM/João Pessoa (PB) - Procurador Municipal


Marta ajustou com Aurélio, corretor de imóveis, a corretagem com
exclusividade, na venda de uma casa localizada no Município de João Pessoa.
Posteriormente, Marta conheceu, na ela de uma agência bancária, Roberta,
que se interessou em comprar a referida casa. Assim, foi iniciado e concluído
o negócio diretamente entre Marta e Roberta. Neste caso, de acordo com o
Código Civil brasileiro, em regra, Aurélio
a. terá direito à 50% da remuneração relativa a corretagem ajustada na
exclusividade.
b. não terá direito a qualquer remuneração ou indenização.
c. terá direito à remuneração integral relativa a corretagem ajustada na
exclusividade.
d. terá direito à 30% da remuneração relativa a corretagem ajustada na
exclusividade.
e. terá direito apenas ao ressarcimento de despesas devidamente
comprovadas até o limite da corretagem ajustada na exclusividade.

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DIREITO CIVIL
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MAGISTRATURA ESTADU
Teoria e Questões
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27. 2012 - FEPESE - DPE/SC - Defensor Público Estadual


Pelo contrato de transporte uma empresa se obriga, mediante retribuição, a
transportar, de um lugar para outro, pessoas ou coisas.
No que se refere aos danos causados às pessoas transportadas, o
transportador responde pelos danos:
a) Salvo fato resultante de força maior.
b) Salvo se elidida por culpa de terceiro.
c) Salvo se o passageiro não pagou a passagem.
d ) Salvo se o transporte era exclusivo de mercadoria.
e) Salvo cláusula excludente da responsabilidade.

28. 2012
_ FCC - DPE/PR - Defensor Público Estadual
É correto afirmar:
(A) Pessoa que, por simples cortesia, transportava seu colega na saída do
trabalho, vindo a colidir seu veiculo com caminhão, por culpa leve, causando
grave lesão no colega transportado, será civilmente responsável por estes
danos.
(B) O contrato de empréstimo somente poderá ser revisado pela teoria da
imprevisão se houver desproporção da prestação derivada de motivo
imprevisível ocorrido no momento funcional da relação contratual.
(C) O promitente comprador do imóvel, pertencente a proprietário registra,
não terá direito à adjudicação compulsória se o compromisso de compra e
venda não estiver registrado no cartório de imóveis, ainda que o contrato
esteja devidamente quitado.
(D) O contratante, que contrata alguém para a troca de telhas de sua casa,
não tem de garantir a segurança do contratado, exceto se tal dever estiver
expresso no pacto armado.
(E) Contrato de locação de imóvel, expressamente firmado para exploração
de jogo ilegal, é tido como inexistente, em razão da ilicitude do objeto.

29. 2010 - FCC - PGE/AM - Procurador do Estado


Transação é
(A) modo de extinção de obrigações, pelo qual uma obrigação anterior é
substituída por outra obrigação da mesma natureza, entre as mesmas
partes, e é anulável em razão de qualquer vício de consentimento.

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DIREITO CIVIL
_ MAGISTRATURA ESTADU
Teoria e Questões
Aula 11 - Prof. Pauli

(B) contrato consensual, que tem força de coisa julgada, não permitindo ao
que se sentir prejudicado o ajuizamento de anão anulatório, mas apenas se
lhe faculta a anão rescisório.
(C) modo de extinção das obrigações, que substitui o pagamento, de
natureza extracontratual, só podendo ser anulada por erro de direito.
(D) contrato real que previne ou termina litígio mediante concessões
mútuas, tendo, necessariamente, de ser homologada pelo Juiz.
(E) contrato pelo qual os interessados previnem ou terminam litígio
mediante concessões mútuas, e só se anula por dolo, coação, ou erro
essencial quanto à pessoa ou coisa controversa.

30. 2004 - CESPE - AGU - Advogado da União


O contrato de corretagem de venda de imóvel é considerado como
aperfeiçoado quando o negócio imobiliário se concretiza. Assim, celebrado o
negócio entre vendedor e comprador mediante o pagamento do sinal e
princípio de pagamento, com cláusula vedatória de arrependimento, termina
o serviço de intermediação prestado pela corretora, sendo devida a
comissão respectiva, que não pode ser afastada sob o argumento de que
o comprador, a quem fora atribuído o ónus da corretagem, desistiu da
aquisição, celebrando distrato com o vendedor.

Gabaritos

Gabaritos das questões com comentários ao longo da aula

Bloco I

2015 - FCC - TJ/PI - Juiz Estadual Substituto


D

2015 - FCC - TJ/RR - Juiz Estadual Substituto


D

2012 - FCC - PGE/SP - Procurador do Estado


B

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DIREITO CIVIL
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Aula 11 - Prof. Pauli

2011 - COPS/UEL - PGE/PR - Procurador do Estado


E

2008 - CESPE - PGE/PI - Procurador do Estado


A

Bloco II

2015 - FCC - MPE/PB - Auditor de Contas Públicas


B

2010 - FCC - PGE/AM - Procurador do Estado


E

Gabaritos das questões sem comentários ao longo da aula-

Bloco I

1. 2016 - TRF 4a REGIÃO - TRF 4a REGIÃO - Juiz Federal Substituto


D

2. 2016 2
TRF 3a REGIÃO K
TRF 3a REGIÃO 2
Juiz Federal Substituto
B

3. 2016 TRT 2a REGIÃO


2 Z
TRT ia REGIÃO (SP) 2
Juiz do Trabalho
Substituto
C

4. 2016 - FUNDATEC - PGM/porto Alegre (RS) - Procurador Municipal


ANULADA (todas incorreras)

5. 2016 - FCC - PGE/MA - Procurador do Estado


E

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6. 2015 - VUNESP - TJ/SP - Juiz Estadual Substituto


A

7. 2015 - CESPE - AGU - Advogado da União


C

8. 2014 - FCC - DPE/CE - Defensor Público Estadual


E

9. 2013 - CESPE - BACEN - Procurador


D

10. 2012 - CESPE - AGU - Advogado da União


E

11. 2012 - FCC - DPE/PR - Defensor Público Estadual


B

12. 2012 - FCC - DPE/PR - Defensor Público Estadual


E

13. 2012 - Fcc - DPE/SP - Defensor Público Estadual


A

14. 2009 - CESPE - AGU - Advogado da União


E

15. 2009 - CESPE - BACEN - Procurador


C

16. 2009 - CESPE - BACEN - Procurador


E

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17. 2009 2
CESPE 2 DP E/ PI _ Defensor Público Estadual
A

18. 2002/2003 - ESAF - PGFN - Procurador da Fazenda Nacional


A

19. 2002 - ESAF - PGM/Fortaleza (CE) - Procurador do Município


C

20. 2002 - ESAF - PGM/Fortaleza (CE) - Procurador do Município


A

21. 2002 - ESAF - PGM/Fortaleza (CE) - Procurador do Município


D

Bloco II

1. 2016 - TRF 4a REGIÃO 2


TRF 4a REGIÃO - Juiz Federal Substituto
E

2. 2016 - FAURGS - TJ/RS - Juiz Estadual Substituto


D

3. 2016 - CESPE - TJ/AM - Juiz Estadual Substituto


B

4. 2016
_
CONSULPLAN - TJ/MG - Titular de Serviços de Notas e de
Registros - Remoção
D

5. 2016 - ESAF - ANAC - Especialista em Regulação de Aviação Civil


E

6. 2015 - CESPE 2
TRF 5a REGIÃO 2
Juiz Federal Substituto

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MAGISTRATURA ESTADU
Teoria e Questões
Aula 11 - Prof. Pauli

7. 2015 - FCC - TRT 6a REGIÃO (PE) - Juiz do Trabalho Substituto


C

s. 2015 - TRT 8a REGIÃO TRT 8a REGIÃO (PA e AP) - Juiz do


Trabalho Substituto
D

9. 2015 - FCC - MPE/PB - Auditor de Contas Públicas


B

10. 2015 - CESPE - TRE/MT - Analista Judiciário - Área Judiciária


A

11. 2015 - CESPE - TCE/RN - Assessor Técnico Jurídico


E

12. 2015 - IBFC - SAEB/BA - Analista de Registro de Comércio


B

13. 2014 - VUNESP - TJ/SP - Juiz Estadual Substituto


D

14. 2014 2
VUNESP 2 TJ /P A 2
Juiz de Direito Substituto
C

15. 2014 - FCC - PGM/cuiabá (MT) - Procurador Municipal


A

16. 2014 VUNESP PGM/São José do Rio Preto (SP)


Procurador Municipal
A

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DIREITO CIVIL
_
MAGISTRATURA ESTADU
Teoria e Questões
Aula 11 - Prof. Paulo I

17. 2014 2
FUNDEP 2 DP E/M G _ Defensor Público Estadual
D

18. 2014 2
FCC 2
TRT 16a REGIÃO (MA)
_ Oficial de Justiça
Avafiador
A

19. 2014 - FGV - TJ/GO - Analista Judiciário - Área Judiciária


E

20. 2014
_ CESGRANRIO
_ FINEP _ Analista Jurídico
C

21. 2014 - VUNESP - SPA-URBANISMO - Analista Administrativo


D

22. 2013 - CESPE - TRF ia REGIÃO - Juiz Federal Substituto


B

23. 2013 - CESPE - MPE/RO - Promotor de Justiça Substituto


C

24. 2013 - NC-UFPR - COPEL - Advogado


A

25. 2013 - FUNCAB - ANS - Vários Cargos - Direito


C

26. 2012 - FCC - PGM/João Pessoa (PB) - Procurador Municipal


C

27. 2012 - FEPESE - DPE/SC - Defensor Público Estadual


A

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DIREITO CIVIL
_
MAGISTRATURA ESTADU
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Aula 11 - Prof. Paulo I

28. 2012 2
Fcc 2 DP E/ PR 2
Defensor Público Estadual
B

29. 2010 - Fcc - PGE/AM - Procurador do Estado


E

30. 2004 - CESPE - AGU - Advogado da União


C

Questões com comentários

Aqui, as questões que foram comentadas ao longo da aula, com


comentários

Bloco I

2015 - FCC - TJ/PI - Juiz Estadual Substituto


Carlos é locatário de imóvel, em contrato celebrado com Romero no polo de
locador. Rodolfo é o dador das obrigações locaticias, renunciando ao
benefício de ordem. Carlos não pagou o alugue, porque é credor de Romero
em razão de outro contrato, sendo essa divida superior ao valor dos alugueis
não pagos. Nesse caso,
a. o dador recupera o benefício de ordem a que renunciou, e pode exigir que
a dívida seja em primeiro lugar cobrada do avançado, e não poderá pagar a
divida com desconhecimento ou oposição do avançado, pois se o cozer
perderá o direito de reembolso.
b. o dador terá de ajuizar anão de consignação em pagamento, para livrar-
se da mora, alegando dúvida acerca da titularidade do crédito.
c. em anão de cobrança movida por Romero, Rodolfo não pode alegar
compensação, mas se ele pagar os alugueis, com o conhecimento de Carlos,
terá direito ao reembolso.
d. em anão de cobrança movida por Romero, Rodolfo pode alegar
compensação, mas se ele pagar os alugueis, com desconhecimento ou
oposição de Carlos, o avançado não está obrigado a reembolsá-lo.

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Teoria e Questões
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e. ao dador é irrelevante a possibilidade de compensação, porque só o


devedor pode compensar com o credor o que este lhe dever, por isso, se
demandado, Rodolfo terá de pagar a dívida, exceto se houver oposição do
avançado
comentários
alternativa A está incorrera, na forma do art. 828, inc. I: "Não aproveita est
enefício ao fiador se ele o renunciou expressamente". Não há "renascimento
o benefício, portanto
alternativa B está incorrera, já que não há dúvida sobre a titularidade d
édito decorrente da locação, no caso
alternativa C está incorrera, segundo o art. 371: "O devedor somente pod
ompensar com o credor o que este lhe dever, mas o fiador pode compensar su
ávida com a de seu credor ao afiançado
lternativ está correta, de acordo com o art. 306: "O pagamento feito po
erceiro, com desconhecimento ou oposição do devedor, não obriga a reembolsa
quele que pagou se o devedor tinha meios para ilidir a a ç o
alternativa E está incorrera. conforme o a r . 306 citado na alternativa D
anterior.

2015 - FCC - TJ/RR - Juiz Estadual Substituto


A respeito de contratos de seguro, considere as seguintes assertivas:
I. Nos seguros de dano, a garantia prometida não pode ultrapassar o valor
do interesse segurado no momento da contratação e a indenização não pode
ultrapassar o valor do interesse segurado no momento do sinistro.
II. Nos seguros de pessoas, o capital segurado é livremente estipulado pelo
proponente, que pode contratar mais de um seguro sobre o mesmo
interesse, com o mesmo OU diversos seguradores.
III. Salvo disposição em contrário, não se admite a transferência do contrato
de seguro de dano a terceiro com a alienação ou cessão do interesse
segurado.
IV. No seguro de vida, só podem augurar como beneficiárias pessoas que
estejam sob a dependência económica do segurado, exceto se se tratar de
cônjuge ou companheiro.
V. No seguro de vida ou de acidentes pessoais para o caso de morte, o capital
estipulado, para o caso de morte, não está sujeito às dividas do segurado,
nem se considera herança.
Está correto o que se afirma APENAS em
a. IU, IV e v.
b. I, III e IV.

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Teoria e Questões
Aula 11 - Prof. Pauli

c. II, III e V.
d. I, H, e V.
E. I, HI e V.

omentários
está corre O. e acor o com o a OS seguros oe nano
arar tia prometida não pode ultrapassar o valor do interesse segurado n
emento da conclusão do contrato, sob pena do disposto no a r . 766, e se
rejuízo da a ç o penal que no caso couber
tem I: está correto, de acordo com o art. 789: "Nos seguros de pessoas
apitai segurado é livremente estipulado pelo proponente, que pode contrata
ais de um seguro sobre o mesmo interesse, com o mesmo ou diverso
eguradores
item III está ir correto, na forma do art. 785: "Salvo disposição em contrário
omite-se a transferência do contrato a terceiro com a alienação ou cessão d
nteresse segurado
item IV está ir correto, pois o estabelecimento do beneficiário é livre. Ademais
a forma do art. 792: "Na falta de indicação da pessoa ou beneficiário, ou se po
ualquer motivo não prevalecer a que for feita, o capital segurado será pago po
etade ao cônjuge não separado judicialmente, e o restante aos herdeiros d
egurado, obedecida a ordem da vocação hereditária", ou seja, outros herdeiro
indo podem ser beneficiários
tem \i está correto, de acordo com o art. 794: "No seguro de vida ou d
cidentes pessoais para O caso de morte, o capital estipulado não está sujeito à
vidas do segurado, nem se considera herança para todos os efeitos de direito
está correta, portanto

2012 - FCC - PGE/SP - Procurador do Estado


No contrato de rança,
(A) é nula cláusula de renúncia ao benefício de ordem.
(B) o dador tem legitimidade para dar andamento à execução iniciada e
abandonada, sem justa causa, pelo credor.
(C) havendo pluralidade de dadores, cada qual responde pela parte que
proporcionalmente lhe couber no pagamento, exceto se expressamente
pactuada a solidariedade.
(D) a responsabilidade dos herdeiros do dador se limita ao tempo decorrido
até a abertura de inventário ou arrolamento, e não pode ultrapassar as
forças da herança.

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Teoria e Questões
Aula 11 - Prof. Pauli

(E) o dador pode se exonerar desde que notifique O credor, ficando


responsável por nodos os efeitos da rança durante no ventar dias a contar da
oomuníoação.
omentários
alternativa A está incorrera, na forma do art. 828, inc. I: Não aproveita est
enefício ao fiador se ele o renunciou expressamente
está correta, de acordo com o a r . 834: "Quando o credor, se
usta causa, demorar a execução iniciada contra o devedor, poderá o fiado
remover-lhe o andamento
alternativa C está incorrera, conforme o art. 829: "A fiança conjuntament
restada a um só débito por mais de uma pessoa importa o compromisso d
olidariedade entre elas. se declarada mente não se resewarem o benefício d
¡vlsao

alternativa D está incorrera, segundo o a r . 836: "A obrigação do fiador pass


os herdeiros, mas a responsabilidade da fiança se limita ao tempo decorrido at
morte do fiador, e não pode ultrapassar as forças da herança
alternativa E está incorrera, conforme o a r . 835: "O fiador poderá exonerar
e da fiança que tiver assinado sem limitação de tempo, sempre que lhe convier
icando obrigado por todos os efeitos da fiança, durante sessenta dias após
ça red

2011 - COPS/UEL - PGE/PR - Procurador do Estado


Assinale a alternativa incorrera:
a) o chamado "contrato consigo mesmo" é anulável, salvo se ele for
permitido pela lei ou pelo representado,
b) se a procuração for dada por instrumento público, os poderes podem ser
substabelecidos por instrumento particular,
c) a revogação do mandato pode ser desmotivada,
d ) a revogação do mandato "em causa própria" é ineficaz,
e) o mandatário pode compensar os prejuizos a que deu causa com os
proveitos que tenha alcançado para o mandante.
omentários
rnë está correta, consoante regra do art. 117: "Salvo se o permiti
lei ou o representado é anulável o negócio jurídico que o representante, no se
¡temesse ou por conta de outrem, celebrar consigo mesmo

está correta, por previsão expressa do art. 655: "Ainda quand


e outorgue mandato por instrumento público, pode substabelecer-se mediant
istrumento partícula

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Teoria e Questões
Aula 11 - Prof. Paulo H M

' e s t á correta, na forma do a r . 682, inc. I, que não exige


motivação para a revogação.
Iternativa I está correta, de acordo com o art. 685: "Conferido o mandai
om a cláusula "em causa própria", a sua revogação não terá eficácia, nem s
xtinguirá pela morte de qualquer das partes, ficando o mandatário dispensad
e prestar contas, e podendo transferir para si os bens móveis ou imóveis objet
o mandato, obedecidas as formalidades legais"
alternativa E está incorrera, segundo a Iiteralidade do a r . 669: "O mandatári
ão pode compensar os prejuízos a que deu causa .Dm po
urro lado, tenha granjeado ao seu constituinte"

2008 - CESPE - PGE/PI - Procurador do Estado


Ainda acerca dos contratos, assinale a opção correta.
A O pacto de metrovenda é uma cláusula acessória aposta no contrato de
compra e venda de imóvel, que consiste no direito que se reserva o vendedor
de resolver o contrato, recuperando a coisa, desde que pague ao comprador
o preço original, monetariamente corrigido, as despesas por ele suportadas
e o valor equivalente às benfeitorias necessárias, bem como as benfeitorias
úteis e voluptuárias expressamente consentidas, na forma escrita.
B Na rança, o garantidor se responsabiliza por assegurar o cumprimento da
prestação prometida pelo devedor. Por isso, o garantidor não pode, para se
eximir da obrigação, alegar que o devedor tem bens suficientes para saldar
a dívida por ele garantida.
C Pelo contrato de depósito voluntário, o depositário recebe um objeto móvel
ou imóvel para guardá-lo ou conservá-fo, até que o depositante o reclame,
enquanto não for pedida a restituição da coisa, essa se incorpora ao
património do depositário. Em caso de inadimplemento da obrigação por
parte do depositário, o contrato resolve-se em perdas e danos.
D No contrato de empreitada de mão-de-obra, por se tratar de obrigação de
meio, o empreiteiro tem o direito de exigir do proprietário que, uma vez
concluída a obra nos termos contratuais, ele a aceite, pois, nesse tipo de
empreitada, todos os riscos correm por conta do dono.
E O direito do promissório comprador ã adjudicação compulsória não se
condiciona ao registro do compromisso de compra e venda no cartório de
imóveis, mas, se o contrato particular for devidamente registrado, confere
ao promitente comprador direito real de propriedade.
Comentários
lã[ef[la[IVa f' está correta, pelas razões que vimos já em aula anterior
alternativa B está incorrera, como veremos mais adiante, na forma do art
27: "O fiador demandado pelo pagamento da dívida tem direito a exigir até
ontestaçia.da lide, qnasejam.nnmââaâââúe
`
cura dniai.be nidadfiued

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DIREITO CIVIL
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Teoria e Questões
Aula 11 - Prof. Paulo H M

HÍÍÉHHHHFestá incorrera. também por razões que vimos Já em aul


interior
alternativa D está incorrera. na forma do a r . 615: "Concluída a obra d
corda com o ajuste, ou o costume do lugar, o dono é obrigado a recebê-Ia
oderá porém, rejeitá-Ia, se o empreiteiro se afastou das instruções recebidas
os planos dados, ou das regras técnicas em trabalhos de tal natureza
alternativa E está incorrera. mais uma vez. Dor razões aue vimos iá em aul
anterior

Bloco II

2015 - FCC - MPE/PB - Auditor de Contas Públicas


A respeito do contrato de transporte, considere:
I. O transportador responde pelos danos causados às pessoas transportadas
e suas bagagens, salvo motivo de força maior, ou, então, se tal
responsabilidade tiver sido excluída por cláusula contratual.
II. A responsabilidade contratual do transportador por acidente com
passageiro não é elidida por culpa de terceiro, contra o qual tem anão
regressiva,
III. Não se subordina às normas do contrato de transporte o feito
gratuitamente, por amizade ou cortesia.
Está correto o que se afirma APENAS em
a. I e II.
b. II e III.
c. I e III.
d. II e I.
comentários
item I está ir correto, na forma do a r . 734: "O transportador responde pelo
anos causados às pessoas transportadas e suas bagagens, salvo motivo de fora
aior, sendo nula qualquer cláusula excludente da responsabilidade
está correto, de acordo com o art. 735: "A responsabilidade contratua
o transportador por acidente com o passageiro não é elidida por culpa d
erceiro, contra o qual tem anão regressiva
está correto. de acordo com o a r . 736: "Não se subordina às norma
o contrato de transporte o feito gratuitamente or amizade ou cortesia
al está correta, portanto

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DIREITO CIVIL
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Teoria e Questões
Aula 11 - Prof. Pauli

2010 - FCC - PGE/AM - Procurador do Estado


Transação é
(A) modo de extinção de obrigações, pelo qual uma obrigação anterior é
substituída por outra obrigação da mesma natureza, entre as mesmas
partes, e é anulável em razão de qualquer vício de consentimento.
(B) contrato consensual, que tem força de coisa julgada, não permitindo ao
que se sentir prejudicado o ajuizamento de anão anulatório, mas apenas se
lhe faculta a anão rescisório.
(C) modo de extinção das obrigações, que substitui o pagamento, de
natureza extracontratual, só podendo ser anulada por erro de direito.
(D) contrato real que previne ou termina litígio mediante concessões
mútuas, tendo, necessariamente, de ser homologada pelo Juiz.
(E) contrato pelo qual os interessados previnem ou terminam litígio
mediante concessões mútuas, e só se anula por dolo, coação, ou erro
essencial quanto à pessoa ou coisa controversa.
comentários
alternativa A está incorrera. na forma do art. 840: "E lícito aos interessado
reve rirem ou terminarem o litígio mediante concessões mútuas". A alternativ
ratou da nevação ainda que um tanto equivocada mente
alternativa B está incorrera, conforme o a r . 848: "Sendo nula qualquer da
láusulas da transação nula será esta
alternativa C está incorrera, igualmente segundo o art. 840, supracitado, j
ue a transação não constitui substituição de pagamento
alternativa D está incorrera, já que a transação não tem natureza real, ma
ontratual
está correta, de acordo com o a r . 849: "A transação só se anui
or dolo, coação ou erro essencial quanto à pessoa OU coisa controversa

Aqui, as questões que não foram tratadas ao longo da aula, com


comentários

Bloco I

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DIREITO CIVIL
_MAGISTRATURA ESTADU
Teoria e Questões
Aula 11 - Prof. Paulo I

1. 2016 - TRF 4a REGIÃO


_ TRF 4a REGIÃO - Juiz Federal Substituto
Dadas as assertivas abaixo, assinale a alternativa correta.
I. O simples atraso no pagamento de prestação do prémio do seguro importa
desfazimento automático do contrato, dispensada a prévia constituição do
contratante em mora, contanto que previsto no instrumento contratual.
II. O que define a responsabilidade pelo pagamento das obrigações
condominiais não é o registro do compromisso de compra e venda, mas a
relação juridica material com o imóvel, representada pela missão na posse
pelo promissório comprador e pela ciência inequívoca do condomínio acerca
do negócio.
III. A ocorrência do suicido antes do prazo bienal previsto na lei civil não
exime, por si só, a seguradora do dever de indemnizar, sendo imprescindível
a comprovação da premeditação por parte do segurado, ónus que recai sobre
a seguradora.
IV. O contrato de compra e venda, uma vez armado em observância aos
pressupostos de existência e aos requisitos de validade do negócio jurídico,
implica transferência imediata da propriedade da coisa que tem por objeto.
a) Estão incorreras apenas as assertivas I e III.
b) Estão incorreras apenas as assertivas I e IV.
c) Estão incorreras apenas as assertivas II e IV.
d) Estão incorreras apenas as assertivas I, III e IV.
e) Nenhuma assertiva está correta.
comentários
item I está ir correto. conforme entendimento do STJ: "O mero atraso n
agamento de prestação do prémio do seguro não importa em desfaziment
utomático do contrato, para o que se exige, ao menos, a prévia constituição e
ora do contratante pela seguradora, mediante interpelação (26 Senão, REsp n
16.552/SP, Rel Min. Aldir Passarinho Junior, por maioria, DJU de 12.04.2004)
item II está correto, de acordo com o repetitivo já julgado pela Corte: "a)
ue define a responsabilidade pelo pagamento das obrigações condominiai
ão é o registro do compromisso de compra e venda, mas a relação jurídic
aterial com o imóvel, representada pela imissão na posse pelo promissári
omprador e pela ciência inequívoca do condomínio acerca da transação. b
avendo compromisso de compra e venda não levado a registro
esponsabilidade pelas despesas de condomínio pode recair tanto sobre
remitente vendedor quanto sobre o promissório comprador, dependendo da
ircunstâncias de cada caso concreto. c) Se ficar comprovado: (i) que
romissário comprador se imitira na posse, e (ii) O condomínio teve ciênci
equívoca da transação, afasta-se a legitimidade passiva do promitent
endedor para responder por despesas condominiais relativas a período e
ue a posse foi exercida pelo promissório comprador- REsp 1345331/Rs, Rel

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DIREITO CIVIL MAGISTRATURA ESTADU
Teoria e Questões
Aula 11 Prof. Paulo H M

inistTeles!S FELIPE SALOMÃO, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 08/04/2015, DJ


0/04/2015)"
item III está ir correto, mais uma vez segundo o STJ: "AGRAVO INTERN
O RECURSO ESPECIAL. SEGURO DE VIDA. RENOVAÇAO SUCESSIVA D
ONTRATO. MATÉRIA 0UE NÃO SE INSERE NA CAUSA DE PEDIR DA AÇAO
LAGRANTE INOVAÇÃO RECURSAL SUICIDIO DO SEGURADO DENTRO D
RAZO DE DOIS ANOS DO INÍCIO DA VIGENCIA DO SEGURO. INEXISTENCI
E COBERTURA DO RISCO. DESNECESSIDADE DE COMPROVAÇAO D
REMEDiTAÇÃO DO SUICÍDIO. O Superior Tribunal de Justiça firmo
ntendimento de que O a r . 798, do CC, adorou critério objetivo temporal par
eterminar a cobertura relativa ao suicídio do segurado, afastando O critéri
ubjetivo da premeditação (Aglnt no REsp 1587990/PR, Rel. Ministro PAULO D
ARSO SANSEVERINO, TERCEIRA TURMA julgado em 16/02/2017, DJ
)1/03/2017)"
item IV está ir correto, eis que é com a tradição que se transfere a propriedade
ermitindo-se, inclusive, a compra de coisa futura
alternativa D é a correta, portanto

2. 2016 - TRF 3a REGIÃO 2


TRF 3a REGIÃO - * Juiz Federal Substituto
Sobre os contratos em espécie, assinale a alternativa correta :
a) O contrato de seguro por danos pessoais não compreende os danos
morais, devendo haver cláusula expressa com tal previsão de cobertura.
b) A cláusula especial de venda sobre documentos transforma o negócio de
compra, de modo que a transferência documentário faz as vezes da tradição
real.
c) São elementos essenciais categoriais da compra e venda o preço, a coisa
e a tradição.
d ) A locação por tempo determinado cessa de pleno direito indo o prazo
estipulado, mediante notificação ou aviso prévio obrigatório.
comentários
alternativa A está incorrera, segundo a Súmula 402 do STJ: "O contrato
eguro por danos pessoais compreende os danos morais, salvo cláusula express
ie exclusão"
alternativa B está correta. conforme o art. 522: "Na venda sobre documentos
tradição da coisa é substituída pela entrega do seu título representativo e do
urros documentos exigidos pelo contrato ou, no silêncio deste, pelos usos
alternativa C está incorrera, na Iiteralidade da parte final do art. 482
ompra e venda quando pura, considerar-se-á obrigatória e perfeita, desde qu
s partes acordarem no objeto e no preço

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DIREITO CIVIL
_
MAGISTRATURA ESTADU
Teoria e Questões
Aula 11 - Prof. Paulo H M

alteH!H!FD está incorrera, na dicção do art. 573. "A locação por temp
:Ieterminado cessa de pleno direito findo o prazo estipulado, independentement
de notificação ou avis

3. 2016 TRT 2 a REGIÃO


- *
Q
TRT 2 a REGIÃO (SP) 2
Juiz do Trabalho
Substituto
Com relação aos contratos em espécie, assinale a alternativa correta:
a) Não podem ser objeto de compra e venda, ou cessão de crédito,
envolvendo os respectivos servidores públicos, os bens da pessoa jurídica a
que servirem, salvo se adquiridos por meio de regular hasta pública.
b) Firmado contrato de empreitada de obra certa, os serviços e os materiais
pertinentes presumem-se incluídos, salvo se o contrário dispuserem os
contratantes.
c) O doador pode rixar prazo para o aceite do donatário, presumindo-se o
aceite se o donatário não o declarar no prazo dado, salvo se a doação for
sujeita a encargo.
d ) O herdeiro do depositário, que de boa-fé vendeu a coisa depositada, é
obrigado a restituir ao depositante o preço recebido, mais perdas e danos.
e) Os atos praticados por quem não tenha mandato, ou o tenha sem poderes
suficientes, são nulos em relação àquele em cujo nome foram praticados.
Comentários
alternativa A está incorrera, conforme o art. 497, inc. II: "Sob pena
ulidade, não podem ser comprados, ainda que em hasta pública, pelo
ervidores públicos, em geral, os bens ou direitos da pessoa jurídica a
ervirem, ou que estejam sob sua administração direta ou indireta"
alternativa B está incorrera, de acordo com o art. 610, §1°: "A obrigação
ornecer os materiais não se presume, resulta da lei ou da vontade das partes
alternativa C está correta, na Iiteralidade do a r . 539: "O doador pode fixa
azo ao donatário, para declarar se aceita ou não á liberalidade. Desde que
o n t á r i o , ciente do prazo, não faça, dentro dele, a declaração, entender-se
1ue aceitou, se a doação não for sujeita a encargo"
alternativa D está incorrera, pois não se mencionam as perdas e danos
rt. 637 e a restituição do preço se dá ao comprador ("O herdeiro do depositário
ue de boa-fé vendeu a coisa depositada, é obrigado a assistir o depositante
eivindicação, e a restituir ao comprador o preço recebido")
alternativa E está incorrera, segundo o a r . 662: "Os atos praticados por que
'ião tenha mandato, ou o tenha sem poderes suficientes, são ineficazes
elação àquele em cujo nome foram praticados, salvo se este os ratificar"

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DIREITO CIVIL
_ MAGISTRATURA ESTADU
Teoria e Questões
Aula 11 - Prof. Pauli

4. 2016
_
FUNDATEC Q PGM/Porto Alegre (RS) Procurador
Municipal
Sobre o contrato de empreitada, é correto afirmar que:
A) Na empreitada de favor, só há uma forma de laxação da remuneração:
por medição.
B) A partir da entrega da obra, o empreiteiro dá garantia legal, pelo prazo
irredutível de cinco anos, por todo e qualquer risco que possa sofrer a obra
pronta.
C) Na empreitada mista, os riscos dos bens empregados na obra são
transferidos no momento da contratação da empreitada.
D) A chamada empreitada meramente de lavor é regulada pelo contrato de
prestação de serviço (Código Civil, Art. 593 a 609) ou pela Consolidação das
Leis do Trabalho, já que não se trata de verdadeira e própria empreitada.
E ) Se o empreiteiro fornece os materiais, correm por sua conta os riscos
destes materiais até a entrega da obra, salvo em caso de modo do dono da
obra em recebe-la.
Comentários
alternativa A está incorrera, conforme a leitura do a r . 614 ("Se a obra consta
e partes distintas, ou for de natureza das que se determinam por medida,
empreiteiro terá direito a que também se verifique por medida, ou segundo a
artes em que se dividir, podendo exigir o pagamento na proporção da obr
xecutada"), que permite que o empreiteiro tenha direito à contra prestação qu
ambém se verifique por medida, ou seja, não só
alternativa B está incorrera, dado que o art. 618 ("Nos contratos d
empreitada de edifícios ou outras construções consideráveis, o empreiteiro d
aterrais e execução responderá, durante o prazo irredutível de cinco anos, pel
olidez e segurança do trabalho, assim em razão dos materiais, como do solo
imita expressamente as situações nas quais a garantia vale
alternativa C está incorrera, já que os riscos são abrangidos até a entrega d
bra, como prevê o a r . 611: "Quando o empreiteiro fornece os materiais, corre
or sua conta os riscos até o momento da entrega da obra, a contento de que
encomendou, se este não estiver em mora de receber. Mas se estiver, por su
anta correrão OS riscos"
\\
alternativa D está incorrera, pela interpretação literal do a r . 610
empreiteiro de uma obra pode contribuir para ela só com seu trabalho ou co
Ie e os materiais"
alternativa E está incorrera. Estava correta, segundo o gaba rito preliminar
ua correrão viria da dicção do a r . 611 do CC/2002, supracitado. Ocorre, porém
ue há um erro no item, que prevê, na parte final, que os riscos da empreitad
o r e m por conta do empreiteiro até a entrega da obra, "salvo em caso de mod
o dono da obra em recebê-Ia". Ao que parece, a pretensão do examinador er

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er dit alleewuemleaso de MORA do dono da obra em recebê-la". No entanto "'


isse. E MODO, em sentido técnico-jurídico rigoroso, é o equivalente a ENCARGO
Ou seja, lida de maneira d i e t a , a questão diria algo assim: "Correm os risco
pelo empreiteiro, salvo no caso do encargo do dono da obra". Como apontei, a
l"inal a banca acabou anulando a alternativ

5. 2016 - FCC - PGE/MA - Procurador do Estado


Fábio locou imóvel residencial para Cláudio. Luiz avançou o contrato, embora
contra a vontade de Cláudio e em valor inferior ao da obrigação principal,
renunciado ao benefício de ordem. Tal contrato é
(A) inválido, pois, embora a rança possa ser estipulada contra a vontade do
devedor, e em valor inferior ao da obrigação principal, é nula a renúncia ao
beneficio de ordem, tendo em vista que a rança não pode receber
interpretação extensiva.
(B) válido, pois a rança pode ser estipulada mesmo contra a vontade do
devedor e em valor inferior ao da obrigação principal, e havendo renunciado
ao benefício de ordem, Luiz terá direito de exigir sejam excutidos, antes dos
seus, os bens do devedor.
(C) inválido, pois a rança, assim como qualquer contrato, não pode ser
estipulada contra a vontade de uma das partes.
(D) inválido, pois, embora a rança possa ser estipulada contra a vontade do
devedor, deve necessariamente compreender o valor integral da obrigação
principal.
(E) válido, pois a rança pode ser estipulada mesmo contra a vontade do
devedor e em valor inferior ao da obrigação principal, mas havendo
renunciado ao benefício de ordem, Luiz não terá direito de exigir sejam
excutidos, antes dos seus, os bens do devedor.
Comentários
alternativa A está incorrera, de acordo com o art. 828, inc. I: "Não aprovei
ste benefício ao fiador se ele o renunciou expressamente
alternativa B está incorrera, eis que a regra do art. 827 ("O fiador demandad
elo pagamento da dívida tem direito a exigir, até a contestação da lide, qu
ejam primeiro executados os bens do devedor"), só poderia ser levantada as
benefício não tivesse sido renunciado pelo devedor
alternativa C está incorrera, conforme estabelece o a r . 820: "Pode-s
stipular a rança, ainda que sem consentimento do devedor ou contra a su
ontade"
alternativa D está incorrera, na forma do art. 823: "A fiança pode ser de valo
inferior ao da obrigação principal e contraída em condições menos onerosas, e
ando exceder o valor da dívida, ou for mais onerosa que ela, não valerá sena
té ao ite da obrigação afiançada"

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alteH!"!!!5tá correta, pela conjunção dos arts. 823, 827 e 828, inc. I
Éupramencionados.

6. 2015 - VUNESP - TJ/SP - Juiz Estadual Substituto


Em tema de outorga marital ou uxória, é correto afirmar que
(A) é válida a fiança prestada durante união estável sem anuência do
companheiro, conforme entendimento do Superior Tribunal de Justiça.
(B) o fiador tem legitimidade para arguir a in validade da garantia fidejussória
independentemente de tal consentimento.
(C) a assinatura do cônjuge, na qualidade de testemunha instrumental do
contrato, supre a outorga exigida na garantia fidejussória, conforme o
entendimento do Superior Tribunal de Justiça.
(D) é exigível em todos os regimes de bens, e sua ausencia implica ineficácia
total do contrato.
omentários
alternativa A está correta, conforme jurisprudência do STJ: DIREITO CIVIL
ONSTITUCIONAL. DIREITO DE FAMILIA. CONTRATO DE LOCAÇAO. FIANÇA
IADORA QUE CONVIVIA EM UNIAO ESTAVEL. INEXISTENCIA DE OUTORG
XORIA. DISPENSA. VALIDADE DA GARANTIA. INAPLICABILIDADE DA SUMU
332/STJ (REsp 1299866/DF)
alternativa B está incorrera, segundo o julgado a seguir: LOCAÇAO
RORROGAÇAO POR PRAZO INDETERMINADO. FIANÇA. OUTORGA UXORIA
EGITIMIDADE RESTRITA AO CONJUGE NAO CONTRATANTE (AgRg no A
134564/RJ)
alternativa C está incorrera, segundo o entendimento pacificado na corte
USENCIA DE AUTORIZAÇAO EXPRESSA QUANTO AOS TERMOS DA FIANÇ
RESTADA POR CONJUGE. ASSINATURA LANÇADA NO CONTRATO DE LOCAÇA
A QUALIDADE DE TESTEMUNHA INSTRUMENTARIA. IMPOSSIBILIDADE D
RESUMIR A OUTORGA UXORIA. SUMULA 332/STJ (REsp 1185982/PE)
alternativa D está incorrera. nos termos do a r . 1.647, inc. III: "Ressalvado
isposto no art. 1.648, nenhum dos cônjuges pode, sem autorização do outro
ga

7. 2015 - CESPE - AGU - Advogado da União


No mandato outorgado por mandante capaz, são válidos os atos praticados
por mandatário com dezesseis anos de idade, ainda que não emancipado,
desde que não sejam excedidos os limites do mandato.
Comentári

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› itemEEEEUHEIo, pela regra de um artigo que tem um número bem sugestivo,l


exclusive, O a r . 666 "O maior de dezesseis e menor de dezoito anos não
emancipado pode ser mandatário, mas o mandante não tem anão contra el
enão de conformidade com as regras gerais, aplicáveis às obrigações contraídas
or menores

8. 2014 - FCC - DPE/CE - Defensor Público Estadual


André, casado no regime da comunhão parcial de bens com Priscila, obrigou-
se, como dador, a garantir contrato de locação. Contudo, ao celebrar o
contrato, não contou com a anuência de Priscila. De acordo com Simula do
Superior Tribunal de Justiça, a rança prestada por André é
(A) parcialmente ineficaz, somente não atingindo os bens particulares de
Priscila.
(B) parcialmente ineficaz, somente não atingindo os bens adquiridos na
constância do casamento.
(C) totalmente eficaz.
(D) juridicamente inexistente.
(E) totalmente ineficaz.
Comentários
alternativa A está incorrera, pela razão mencionada na alternativa E
alternativa B está incorrera, também pela razão mencionada na alternativa E
alternativa C está incorrera, também pela razão mencionada na alternativa E
alternativa D está incorrera, também pela razão mencionada na alternativ

alternativa E está correta, na forma da Súmula 332 do STJ: "A fiança prestad
' n n

jugos ` ` '
garantia

9. 2013 - CESPE - BACEN - Procurador


Assinale a opção correta a respeito da rança:
A) O benefício de ordem é direito garantido legalmente ao dador,
considerando-se não escrita cláusula de renúncia.
B) Não extingue a fiança o fato de o credor aceitar, em pagamento da divida,
dação em pagamento feita pelo devedor, se este viera perder o objeto pela
evicção.
C) Independentemente do regime de bens do casamento, será anulável e
ineficaz a fiança prestada pelo cônjuge sem o consentimento do outro.

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D) Ainda que a consequência da rança seja onerosa, dada a garantia da


dívida à custa do património do dador, a solidariedade entre os dadores se
presume.
E) A obrigação de pagar a divida do devedor não se transmite aos herdeiros,
que não são obrigados a afiançar dividas alheias.
Comentários
alternativa A está incorrera, consoante regra do art. 828 inc. I
proveito este benefício (de ordem) ao fiador se ele o renunciou expressamente
alternativa B está incorrera, de acordo com o art. 838, inc III: "O fiador
indo que solidário, ficará desobrigado se o credor, em pagamento da dívida
ceifar amigavelmente do devedor objeto diverso do que este era obrigado a Ih
dar, ainda que depois venha a perdê-Io por evicção".
alternativa C está incorrera, pela regra do art. 1.647, inc. III Ressalvado
isposto no art. 1.648, nenhum dos cônjuges pode, sem autorização do outro
xceto no regime da separação absoluta prestar fiança ou aval"
alternativa D está correta, na forma do art. 829: "A fiança conjuntament
Jrestada a um só débito por mais de uma pessoa importa o compromisso d
olidariedade entre elas, se declarada mente não se resewarem o benefício d
livisão"
alternativa E está incorrera, conforme o art. 836: "A obrigação do fiador pass
os herdeiros, mas a responsabilidade da fiança se limita ao tempo decorrido at
morte do dador, e não pode ultrapassar as forças da herança"

10. 2012 - CESPE - AGU - Advogado da União


O objeto do contrato de prestação de serviço pode ser tanto uma atividade
material quanto intelectual, sendo necessário, para que o contrato seja
válido, o estabelecimento de determinação especifica da natureza da
atividade.
Comentários
item está ir correto , eis que nem o art. 593 nem os subsequentes exigem ta I
specificação, que decorre da própria natureza do serviço prestado.l

11. 2012 - FCC - DPE/PR - Defensor Público Estadual


Sobre O Direito Contratual, é correto afirmar:
(A) O locatário deverá ser indenizado pelas benfeitoria úteis realizadas no
imóvel locado, ainda que não expressamente autorizadas pelo locador, tendo
em vista ser inválida a cláusula que dispõe sobre a renúncia a indenização
destas obras, nos termos da jurisprudência maioritária.

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(B) A sustarão da compra e venda, por culpa do adquirente, após a

__
pactuarão de a r a s confirmatórias, dá ensejo ao desfazimento do negócio
com a retenção do sinal, permitindo, ainda, que o vendedor requeira
indenização suplementar se provar a ocorrência de prejuizo maior que o
valor das arras.
(C) A rança prestada por pessoa flsica em contrato de locação armado por
seu irmão, sem autorização de sua esposa, é eficaz apenas com relação ao
dador.
(D) Com relação à dívida pessoal, O proprietário do imóvel poderá opor a
impenhorabilidade da sua vaga de garagem, devidamente registrada, na
condição de bem de familia.
(E) A empresa X, ao prever e cobrar antecipadamente o Valor Residual
Garantido (VRG) do contrato de arrendamento mercantil armado por pessoa
flsica, acaba transformando a pactuarão em compra e venda a prestação.
comentários
alternativa A está incorrera, no entendimento fixado na Súmula 335 do STJ
Nos contratos de locação, é válida a cláusula de renúncia à indenização da
enfeitarias e ao direito de retenção"
alternativa B está correta, pela conjugação do a r . 419 ("A parte inocent
ode pedir indenização suplementar, se provar maior prejuízo, valendo as arra
omo taxa mínima. Pode, também, a parte inocente exigir a execução
ontrato, com as perdas e danos, valendo as a r a s como o mínimo
ndenização") com o a r . 420 ("Se no contrato for estipulado o direito
rrependimento ( a r a s penitenciais) para qualquer das partes, as a r a s ou sina
erro função unicamente indenizatória. Neste caso, quem as deu perdê-las-á
benefício da outra parte, e quem as recebeu devolve-las-á, mais o equivalente
Em ambos os casos não haverá direito a indenização suplementar")
alternativa C está incorrera, por aplicação do art. 1.647, inc. III: "Ressalvad
disposto no a r . 1.648 (autorização judicial), nenhum dos cônjuges pode, se
autorização do outro, exceto no regime da separação absoluta prestar fiança ‹
val"
alternativa D está incorrera, por aplicação da Súmula 449 do STJ: "A vaga
_,aragem que possui matrícula própria no registro de imóveis não constitui be
de família para efeito de penhora"
alternativa E está incorrera, dado o cancelamento da Súmula 263 do STJ,
ssim dispunha: "A cobrança antecipada do valor residual (VRG) descaracteriz
contrato de arrendamento mercantil, transformando-o em compra e venda
Jrestação"

12. 2012 - FCC - DPE/PR - Defensor Público Estadual


É correto a r m a r :

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(C) É cabível a recusa do pagamento da indenização acidentaria civil baseada


na falta de pagamento do prémio do seguro obrigatório de Danos Pessoais
Causados por Veiculos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT).
Zomentários
item está ir correto, segundo o entendimento fixado na Simula 257 do STJ
A falta de pagamento do prémio do seguro obrigatório de Danos Pessoai
usados por Veículos Automotores de Vias Terrestres DPVAT não é motiv
ara a recusa do pagamento da indenizaçã

13. 2012 - FCC - DPE/SP - Defensor Público Estadual


Maria Aparecida, viúva, apresentando os primeiros sintomas de Alzheimer,
mas ainda no domínio pleno de suas faculdades mentais, temendo a
iminente perda de sua capacidade civil, outorga instrumento de mandato
com poderes especiais e expressos para sua única ilha, autorizando-a a
alienar seu único bem imóvel para custear seu futuro tratamento. Durante
as tratativas iniciais para alienação do imóvel, sem assunção formal de
quaisquer obrigações, sobrevém a interdição da primeira, nomeando-se
curadora pessoa diversa da mandatária e reconhecendo-se, por perícia
médica, que a incapacidade ocorrera em data superveniente à outorga do
mandato. Nesse caso,
(A) não será possivel a outorga da escritura pela mandatária, uma vez que
a incapacidade do mandante faz cessar o contrato de mandato.
(B) será possivel a outorga da escritura pela mandatária, uma vez que a lei
autoriza auto cura tela antecipada.
(C) será possivel a outorga, pois trata-se de conclusão de ato juridico
iniciado, havendo perigo na demora.
(D) será possivel a conclusão do negócio pela própria mandante, uma vez
que o mandato que contém poderes de cumprimento ou confirmação de
negócios encetados, aos quais se ache vinculado, é irrevogável.
(E) não será possivel a conclusão do negócio pela mandatária, já que após
a interdição somente o curador nomeado poderia praticar tal ato,
independente de autorização judicial.
comentários
alternativa A está correta, na forma do a r . 682. inc. III: "Cessa o manda
ela mudança de estado que inabilite o mandante a conferir os poderes, ou
mandatário para os exercer".
alternativa B está incorrera, já que não já qualquer previsão legal permitind
spécie de auto curatela
alternativa c está incorrera, pelas mesmas razões previstas na alternativa A
upramencionada

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alteH!H!!¶Íestá incorrera, pois no caso não se trata de mandato co


Cláusula de irrevogabilidade mas de incapacitação do mandante.
alternativa E está incorrera. Quase correta. No entanto, haverá necessidad
autorização judicial.

14. 2009 - CESPE - AGU - Advogado da União


É válida cláusula inserida em contrato de seguro na qual se estipule que a
pretensão do segurado contra o segurador prescreva em dois anos, desde
que haja formalização do ato por instrumento público.
Zomentários
item está ir correto, eis que, como dito, o seguro atrai a aplicação do CDC po
e tratar de típico contrato empresarial (segurador sempre é pessoa jurídic
egularmente instituída para tal fim), pelo que a inserção de redução do praz
rescricional feriria as normas de ordem pública do CDC Igualmente, o art. 19
claro ao dispor sobre o assun " praz escriba na
Iterados por acordo das partes"

15. 2009 - CESPE - BACEN - Procurador


Diante da necessidade de transferir sua residência para outra cidade, Maura,
menor púbere, resolveu conferir a sua tia, Antónia, judicialmente
reconhecida como pródiga, poderes para que esta pleiteasse em juízo
determinado direito. Para isso, Maura, devidamente assistida por seus pais,
e mediante instrumento particular, outorgou poderes a Antônia, que, por
não ser advogada, substabeleceu esses poderes a profissional habilitado.
Considerando essa situação hipotética, assinale a opção correta :
A) É inválido o negócio realizado entre Maura e Antónia, porque, sendo a
primeira menor, esse negócio deveria ter sido objeto de instrumento público.
B) Não é válido o mandato porque o pródigo, assim como o falido, não é
capaz de exercer mandato.
C) Na situação descrita, é válido o negócio realizado pelas partes, pois
obedeceu ao necessário não só quanto à forma, como quanto ao suprimento
da capacidade da mandante.
D) É inválido o negócio porque, diante de um mandato judicial, seria
necessário que Antônia tivesse capacidade postulatório para que o
substabelecimento se tornasse viável.
E) Seria inválido O negócio se Antónia fosse também menor púbere, já que
este não pode ser mandatário.
Iiomentáriog

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alteflflflfiäflflštá incorrera, na forma do art. 654: "Todas as pessoas capaz


ão aptas para dar procuração mediante instrumento particular, que valerá desd
ue tenha a assinatura do outorgante
alternativa B está incorrera, eis que o art. 40, inc. IV limita a incapacitaçã
o pródigo a determinados atos, notada mente de natureza patrimonial e, n
aso, não há impacto patrimonial que poderia causar prejuízo a Maura
alternativa C está correta, pelas razões expostas nas demais alternativas
alternativa D está incorrera. inclusive misturando conceitos variados. d
a f i r a confusa
alternativa E está incorrera, porque, se Antónia fosse menor púbere, poderi
raticar tal ato, mas também necessitaria da assistência de seus representante
egas

16. 2009 - CESPE - BACEN - Procurador


Assinale a opção correta quanto aos contratos regulados no Código Civil:
A) Não existe comodato, mas contrato atípico, na situação em que empresa
distribuidora de derivados de petróleo ceda a outrem o uso de determinados
equipamentos que serão utilizados na revenda de seus produtos.
B) O contrato de mútuo é essencialmente gratuito, de modo que, mesmo se
tratando de empréstimo de dinheiro, o silêncio das partes impedirá a
cobrança de juros.
C) Não desnatura o contrato de depósito o fato de o depositário ser
contratado para transportar a coisa de um lugar a outro e tê-la consigo até
que o depositante a reclame no prazo máximo estipulado.
D) A rança, como contrato acessório que é, admite ser feita em valor
inferior, igual ou superior á obrigação principal garantida.
E) Apesar de a doação ter na aceitação um ato indispensável a seu
aperfeiçoamento, essa aceitação poderá ser até mesmo acta, se o donatário
for absolutamente incapaz e a doação for pura.
Comentários
alternativa A está incorrera, na forma do art. 579: "O comodato é
préstimo gratuito de coisas não fungíveis. Perfaz-se com a tradição do objeto
alternativa B está incorrera, já que a gratuidade é elemento essencial d
omodato, não existindo tal requisito no comodato ("Art. 586. O mútuo é
empréstimo de coisas fungíveis. O mutuário é obrigado a restituir ao mutuante
ue dele recebeu em coisa do mesmo género, qualidade e quantidade.")
alternativa C está incorrera, pela aplicação do a r . 751 ("A coisa, depositad
guardados i i fi nsportador,.âa.ii¡â..¡ú.
ma zé f i ido ud contrato d

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ransp , no que couber, pelas disposições relativas a depósito")


ue nesse caso, haverá um contrato de transporte e de depósito
alternativa D está incorrera, de acordo com o a r . 823: "A fiança pode ser d
alou inferior ao da obrigação principal e contraída em condições menos onerosas
'
I quando exceder o valor da dívida, ou for mais onerosa que ela, não valer
enão até ao limite da obrigação afiançada
alternativa E está correta, consoante regra do art. 543: "Se o donatário fo
bsolutamente incapaz, dispensa-se a aceitação, desde que se trate de doaçã
irra

17. 2009 - CESPE - DPE/PI - Defensor Público Estadual


De acordo com as regras concernentes ao seguro automotivo, assinale a
opção correta.
A. A indenização pelo sinistro não pode gerar nenhum proveito ao segurado.
B. Se a esposa do segurado causar sinistro por culpa, o segurador pode sub-
rogar-se, nos limites da indenização paga.
C. O contrato celebrado não pode ser transferido a terceiro que venha a
adquirir o veiculo.
D. O seguro de um bem poderá ser contratado por valor superior ao seu
valor atual, mas isso implicará aumento no valor do prémio.
E. O atraso no pagamento de prestação do prémio importa em desfazimento
automático do contrato, de acordo com a jurisprudência do STJ.
comentários
alternativa A está correta, de acordo com o art. 781: "A indenização não pod
Ultrapassar o valor do interesse segurado no momento do sinistro, e, em hipótes
Iguana, o limite máximo da garantia fixado na apólice, salvo em caso de mor
do segurador".
alternativa B está incorrera, conforme a r . 786, § 10: "Salvo dolo, a sub
ogação não tem lugar se o dano foi causado pelo cônjuge do segurado, seu
escendentes ou ascendentes, consanguíneos ou afins
alternativa C está incorrera, na regra do art. 785: "Salvo disposição e
ontário, admite se a transferência do contrato a terceiro com a alienação o
essão do interesse segurado
alternativa D está incorrera, consoante regula o art. 778: "Nos seguros d
ano, a garantia prometida não pode ultrapassar o valor do interesse segurad
o momento da conclusão do contrato, sob pena do disposto no art. 766, e se
rejuízo da anão penal que no caso couber
alternativa E está incorrera. conforme entendimento do STJ: "O mero a t a s
o pagamento de prestação do prémio do seguro não importa em desfaziment

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utomemana! ontrato, para o que se exige, ao menos, a prévia constituição en


nora do contratante pela seguradora, mediante interpelação ( z a Senão, REsp I
16.552/SP, Rel. Min. Aldir Passarinho Junkjaor maioria, DJU de 12.04.2004)

18. 2002/2003 - ESAF - PGFN - Procurador da Fazenda Nacional


Se o depositário não conseguir provar suficientemente as despesas e os
prejuízos, ou se o valor deles for ilíquido, deverá:
a) exigir caução idónea do depositante.
b) reembolsar ex lege o depositante.
c) pagar ex contracto as benfeitorias.
d ) apurar, primeiramente, a liquidez do ressarcimento.
e) requerer, em primeiro lugar, a remoção da coisa para o depósito público.
comentários
alternativa A está correta, na forma do art. 644, parágrafo único: "Se essa
vidas, despesas ou prejuízos não forem provados suficientemente, ou for
líquidos, o depositário poderá exigir caução idónea do depositante ou, na fali
esta a remoção da coisa para o Depósito Público, até que se liquidem
alternativa B está incorrera, conforme a dicção do mesmo art. 644, parágraf
nico supracitado

alternativa C está incorrera, até porque, pela dicção do art. 627, o depósit
o l a se a bens móveis, pelo que benfeitorias nessa classe de bens é algo m i
comum
alternativa D está incorrera, e faria sentido pelas regras do CPC, mas a regi
specífica supracitado afasta esse entendimento
alternativa E está incorrera, eis que, conforme a parte final desse dispositivo
Çã0..aQ..cI.ep0âit‹á1ri0 É subâidiáriâ ânfinââ

19. 2002 - ESAF - PGM/Fortaleza (CE) - Procurador do Município


O depósito de mercadorias nos armazéns gerais é
a) judicial
b) ordinário
c) irregular
d) regular
e)legaI
comentários

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alteH!HI!¶!!.tá incorrera. sendo esta modalidade a determinada em virtud


e decisão judicial
alternativa B está incorrera, pois o depósito regular é voltado para ben
fungíveis, o que não é o caso de mercadorias depositadas nos armazéns gerais
alternativa C está correta, porque no depósito de mercadorias nos armazém
erais a devolução dessas mercadorias, bens fungíveis, se dá em quantidade
ualidade e género equivalentes, e não aos bens em si, exatamente aquele
ntregues. E o caso dos warrants, depósitos feitos nos armazéns gerais
alternativa D está incorrera, já que O depósito regular é sinónimo de depósit
rdinário
alternativa E está incorrera, dado que o depósito legal é aquele previsto
brigatório em e na I

20. 2002 - ESAF - PGM/Fortaleza (CE) - Procurador do Município


Assinale a opção correta.
a) O direito de resiliçäo unilateral é transmissível causa mortis aos herdeiros
do dono da obra, mas não se estende aos credores.
b) A falência do empreiteiro não provocará a cessação do contrato de
empreitada.
c) A empreitada por preço máximo opera-se quando o empreiteiro se obriga
a realizar o trabalho, ficando sob sua responsabilidade o fornecimento dos
materiais e o pagamento da mão-de-obra, mediante o reembolso do
dispendido, acrescido do lucro assegurado.
d) A empreitada por preço de custo não é compatível com a empreitada por
medida.
e) A gratuidade da prestação de serviço pode ser presumida, se o contrato
for omisso quanto à remuneração.
comentários
alternativa A está correta, pela aplicação conjunta dos arts. 626 ("Não s
xtingue o contrato de empreitada pela morte de qualquer das partes, salvo s
justado em consideração às qualidades pessoais do empreiteiro") e 62
"Mesmo após iniciada a construção, pode o dono da obra suspendê-la, desd
ue pague ao empreiteiro as despesas e lucros relativos aos serviços já feitos
ais indenização razoável, calculada em função do que ele teria ganho, s
oncluída a obra"
alternativa B está incorrera, segundo a doutrina, permitindo-se a cessação d
acto no caso de insolvência de qualquer das partes, para se evitar
gravamento do prejuízo à outra

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alteH!HI!E!!5 tá incorrera, eis que essa modalidade estabelece um teta


alou da obra
alternativa D está incorrera, já que não há incompatibilidade entre
empreitada a preço de custo (preço pré-estabelecido quanto a materiais e mã
e obra) e por medida (pagamento proporcional ao trabalho realizado)
alternativa E está incorrera, segundo o a r . 596: "Não se tendo estipulado
em chegado a acordo as partes, fixar-se-á por arbitramento a retribuicão
egundo o costume do lugar, o tempo de serviço e sua qualidad

21. 2002 - ESAF - PGM/Fortaleza (CE) - Procurador do Município


A apólice onde estiver prevista a substituição da coisa segurada, fazendo-se
o seguro por uma soma global, como se verifica em relação a mercadorias
armazenadas, é a :
a) simples
b) plúrima
c) específica
d) flutuante
e) aberta
Comentários
alternativa A está incorrera, dado que a apólice simples é a comum, geral
alternativa B está incorrera, porque a apólice plúrima importa na cobertor
:le riscos variados ao segurador.
alternativa C está incorrera, sendo esta modalidade inversa ao seguro d
apólice aberta, visto abaixo, visando a proteção específica dos bens.
alternativa D está correta, eis que a apólice flutuante se prevê para os caso
de alteração ou substituição do objeto segurado, assim o seguro é feito por um
oma global
alternativa E está incorrera, pois nessa modalidade o segurador reembolsa a
egurado as importâncias que que este pagou aos proprietários da caro
danificada. Nesse caso, se faz uma única apólice para proteger todos o
embarques por determinado período de tempo, especificando de forma genéric
os riscos cobertos, sem detalhar as características de cada embarque. Ess
etalhamento é feito em momento futuro, por meio da averbação, que deve se
ntregue após as viagens, sob pena de perder a indenização (REsp 1.318.021).

Bloco II

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DIREITO CIVIL
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Teoria e Questões
Aula 11 - Prof. Pauli

1. 2016 z
TRF 4a REGIÃO
_ TRF 4 a REGIÃO 2
Juiz Federal Substituto
Assinale a alternativa INCORRETA.
a) Conferido O mandato com a cláusula "em causa própria", a sua revogação
não terá eficácia, e ele não se extinguirá pela morte de qualquer das partes,
ficando o mandatário dispensado de prestar contas e podendo transferir para
si os bens móveis ou imóveis objeto do mandato, obedecidas as formalidades
legais.
b) O contrato de comissão tem por objeto a aquisição ou a venda de bens
pelo comissário, em seu próprio nome, ã conta do comitente. Nessa espécie
contratual, o comissário oca diretamente obrigado para com as pessoas com
quem contratar, sem que estas tenham anão contra o comitente, nem este
contra elas, salvo se o comissário ceder seus direitos a qualquer das partes.
c) Se uma prestação não for divisível e houver dois ou mais devedores, cada
um será obrigado pela dívida toda. O devedor, que paga a divida, sub-roga-
se no direito do credor em relação aos outros coobrigados.
d ) Não cumprida a obrigação, responde o devedor por perdas e danos, mais
juros e atualização monetária segundo indices oficiais regularmente
estabelecidos e honorários de advogado.
e) O transportador responde pelos danos causados às pessoas transportadas
e às suas bagagens, salvo motivo de força maior e expressa cláusula de não
indemnizar.
comentários
alternativa A está correta. na Iiteralidade do art. 685: "Conferido O mandai
om a cláusula em causa própria", a sua revogação não terá eficácia, nem s
xtinguirá pela morte de qualquer das partes, ficando o mandatário dispensad
e prestar contas e podendo transferir para si os bens móveis ou imóveis objet
o mandato, obedecidas as formalidades legais
alternativa B está correta, pela combinação do art. 693 ("O contrato d
omissão tem por objeto a aquisição ou a venda de bens pelo comissário, em se
róprio nome, à conta do comi tente") com o a r . 694 ("O comissário fic
iretamente obrigado para com as pessoas com quem contratar, sem que esta
e r a m a ç o contra o comi tente. nem este contra elas. salvo se o comissári
eder seus direitos a qualquer das partes")
alternativa C está correta, segundo o art. 259, caput ("Se, havendo dois o
ais devedores. a prestação não for divisível, cada um será obrigado pela dívid
oda") e parágrafo único ("O devedor, que paga a dívida, subi-roga-se no direit
O credor em relação aos outros coobrigados")

alternativa D está correta, de acordo com o art. 389: "Não cumprida


brigarão, responde o devedor por perdas e danos, mais juros e atualizaçã
onetária segund dic ficiai gu estabelecid onorarlo
dvogado"

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alteH!H!!!!!:tá incorrera, conforme o a r . 734: "O transportador respond


elos danos causados às pessoas transportadas e suas bagagens, salvo motiv
de força maior, sendo nula qualquer cláusula excludente da responsabilidades

2. 2016 - FAURGS - TJ/RS - Juiz Estadual Substituto


Sobre as várias espécies de contratos típicos, é INCORRETO afirmar que
a) a garantia, no seguro de dano, como expressão do princípio indenitário,
é limitada, no máximo, ao valor do interesse.
b) a obrigação de incolumidade assumida pelo transportador implica a
responsabilidade objetiva pela interrupção da execução contratual.
c) todos terão direito à remuneração, quando concluido o negócio com a
intermediação de mais de um corretor.
d ) a doação de ascendentes a descendentes é inválida se não houver a
anuência dos demais herdeiros.
e) pode o comissário reter bens do comitente que estejam em seu poder,
como garantia para o recebimento de comissões devidas e reembolso de
despesas efetuadas.
Comentários
alternativa A está correta, como se extrai do art. 778: "Nos seguros de dano
garantia prometida não pode ultrapassar o valor do interesse segurado n
emento da conclusão do contrato, sob pena do disposto no a r . 766, e se
rejuízo da a ç o penal que no caso couber
alternativa B está correta, dado que o art. 734 ("O transportador respond
elos danos causados às pessoas transportadas e suas bagagens, salvo motiv
e força maior, sendo nula qualquer cláusula excludente da responsabilidade
xclui a responsabilidade do transportador apenas no caso de força maior
alternativa C está correta, segundo o art. 728: "Se o negócio se concluir co
intermediação de mais de um corretor, a remuneração será paga a todos e
artes iguais salvo ajuste em contrário
alternativa D está incorrera, dada a previsão do a r . 496: "E anulável a vend
e ascendente a descendente, salvo se os outros descendentes e o cônjuge d
lienante expressamente houverem consentido
alternativa E está correta, conforme o art. 708: "Para reembolso das despesa
eiras, bem como para recebimento das comissões devidas, tem o comissári
ireito d
omissão

l3. 2016 - CESPE - TJ/AM - Juiz Estadual Substituto

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A respeito dos contratos regidos pelo Código Civil, assinale a opção correta.
a) No contrato de transporte de pessoas, a responsabilidade do
transportador pelo acidente com o passageiro será afastada quando for
comprovada culpa exclusiva de terceiro.
b) Se o suicido do segurado ocorrer dentro do prazo dos dois primeiros anos
de vigência do contrato de seguro de vida, seus beneficiários não terão
direito a indenização, ainda que não premeditado o suicido, mas o segurador
será obrigado a devolver o montante da reserva técnica já formada.
c) No silêncio do contrato, o empreiteiro contratado deve contribuir para
execução da obra com seu trabalho e com os materiais necessários à sua
conclusão.
d ) Na venda ad corpus, o imóvel é alienado com especificação de sua área,
de modo que, na falta de correspondência entre a área mencionada e a
efetiva área adquirida, poderá o comprador reclamar a resolução do contrato
ou o abatimento proporcional do preço.
e) O pacto de retrovenda é condição resolutivo expressa que permite ao
credor reaver, a qualquer tempo, o imóvel alienado, desde que restitua ao
adquirente o preço recebido, acrescido de todas as despesas por ele
realizadas.
omentários
alternativa A está incorrera, dado que o art. 734 ("O transportador respond
elos danos causados às pessoas transportadas e suas bagagens, salvo motiv
e força maior, sendo nula qualquer cláusula excludente da responsabilidade
xclui a responsabilidade do transportador apenas no caso de força maior
alternativa B está correta, segundo a jurisprudência ( "AGRAVO INTERN
O RECURSO ESPECIAL. SEGURO DE VIDA. RENOVAÇAO SUCESSIVA D
ONTRATO MATERIA QUE NAO SE INSERE NA CAUSA DE PEDIR DA AÇAO
LAGRANTE INOVAÇAO RECURSAL. SUICIDIO DO SEGURADO DENTRO D
RAZO DE DOIS ANOS DO INICIO DA VIGENCIA DO SEGURO. INEXISTENCI
E COBERTURA DO RISCO. DESNECESSIDADE DE COMPROVAÇAO D
REMEDITAÇAO DO SUICIDIO. O Superior Tribunal de Justiça firmo
ntendimento de que O a r . 798, do CC, adorou critério objetivo temporal par
terminar a cobertura relativa ao suicídio do segurado, afastando O critéri
ubjetivo da premeditação (Aglnt no REsp 1587990/PR, Rel. Ministro PAULO D
ARSO SANSEVERINO, TERCEIRA TURMA, julgado em 16/02/2017, DJ
1/03/2017) bem como do art. 797, parágrafo único: "No caso deste artigo
egurador é obrigado a devolver ao beneficiário o montante da reserva técnica j
orada
alternativa C está incorrera, de acordo com o art. 610, §1°: "A obrigação d
ornecer os materiais não se presume, resulta da lei ou da vontade das partes
alternativa D está incorrera. tratando-se o caso mencionado de venda a
censurar

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altefl!HU!!!§tá incorrera, conforme prevê o art. 505: "O vendedor de cais


móvel pode reservar-se o direito de recobrá-Ia no prazo máximo de decadênci
e três anos, restituindo o preço recebido e reembolsando as despesas
omprador, inclusive as que, durante o período de resgate, se efetuaram com
ua autorização escrita, ou para a realização de benfeitorias necessárias"

4. 2016 CONSULPLAN - TJ/MG


2
- Titular de Serviços de Notas e de
Registres - Remoção
São efeitos civis do jogo tolerado e proibido, EXCETO:
a) ln exigivel o mútuo contraído no ato de jogar para pagar divida de jogo.
b) A invalidade de divida de jogo não é oponivel a terceiro de boa-fé.
c) A soma entregue a terceiro para ser paga ao ganhador não pode ser
exigida.
d ) A inexigibilidade da divida de jogo não atinge contrato que tenha por
objeto encobrir ou reconhecer a obrigação.
Zomentários
alternativa A está incorrera, conforme o art. 815: "Não se pode exigi
eembolso do que se emprestou para jogo ou aposta, no ato de apostar ou jogar
alternativa B está incorrera, segundo a parte final do art. 814, §1°: "Estende
e esta disposição a qualquer contrato que encubra ou envolva reconhecimento
ovação ou fiança de dívida de jogo, mas a nulidade resultante não pode se
posta ao terceiro de boa-fé
alternativa C está incorrera, consoante a regra do caput do a r . 815, indicad
nteriormente.
a Iternativa D e
upramencionado

5. 2016 - ESAF - ANAC - Especialista em Regulação de Aviação Civil


No que concerne aos contratos, é correto afirmar:
a) no contrato de transporte de pessoas, o transportador responde por danos
causados às pessoas transportadas e suas bagagens, sendo abusiva cláusula
que fixe o limite da indenização.
b) o comodato é um empréstimo de coisas fungiveis, o qual se perfaz com a
tradição do objeto, transferindo -se o domino da coisa emprestada ao
comendatário.
c) independentemente do regime de casamento, são vedadas a compra e a
venda de bens entre os cônjuges, a em de evitar lesão a direito de terceiros.

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d ) faz-se necessária a prova da ocorrência de prejuízo com a inexecução do


contrato ou inadimplemento da obrigação, a fim de que a pena convencional
tenha efeito p i n o i r e .
e) o direito de retrato é cessível e transmissivei a herdeiros e lega tários.
comentários
alternativa A está incorrera, de acordo com o a r . 734, parágrafo único
cito ao transportador exigir a declaração do valor da bagagem a fim de fixar
imite da indenização
alternativa B está incorrera, segundo o art. 579: "O comodato é o empréstimo
ratuito de coisas não fungíveis. Perfaz-se com a tradição do objeto
alternativa C está incorrera, como se extrai do art. 496 ("E anulável a vend
e ascendente a descendente, salvo se os outros descendentes e o cônjuge d
lienante expressamente houverem consentido"), parágrafo único: "Em ambo
s casos, dispensa se o consentimento do cônjuge se o regime de bens for o d
eparação obrigatória
alternativa D está incorrera, já que o art. 408 ("Incorre de pleno direito
evedor na cláusula penal, desde que, culposa mente, deixe de cumprir
brigarão ou se constitua em mora") não exige a comprovação de prejuízo
plicando-se a cláusula penal ipso jure
alternativa E está correta. na literalidade do a r . 507: "O direito de retrato
ue é cessível e transmissível a herdeiros e legatários, poderá ser exercido contr
terceiro adquirente

6. 2015 - CESPE - TRF 5a REGIÃO - Juiz Federal Substituto


A respeito da transação, do mandato, da empreitada, da prestação de
serviço e do pagamento indevido, assinale a opção correta.
a. Ainda que o empreiteiro forneça os materiais para a execução de
determinada obra, a responsabilidade pelos danos causados nos prédios
vizinhos será solidária com o proprietário da obra.
b. A nulidade de uma cláusula constante de transação realizada para dirimir
dúvida não contamina todo o ato.
c. É considerada não escrita a cláusula pela qual o mandatário assume a
obrigação de não renunciar ao mandato.
d. O contrato de prestação de serviços celebrado por tempo superior ao
permitido em lei deve ter sua nulidade decretada com efeitos ex nunc.
e. Para dar ensejo à repetição do ir débito, o erro pode ser de fato ou de
direito, mas não pode ser grosseiro.
comentários

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a t e HERE!!!stá correta, de acordo com o STJ: "CIVIL DANO AO IMÓVE


IZINHO. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DO PROPRIETÁRIO DA OBRA E D
:EMPREITEIRO. O proprietário da obra responde solidariamente com
empreiteiro, pelos danos causados a terceiro (AgRg no REsp 473.107/MG, Rel
4inistro HUMBERTO GOMES DE BARROS, TERCEIRA TURMA, julgado en
6/10/2006, DJ 18/12/2006, p. 361)"
alternativa B está incorrera, segundo o art. 848: "Sendo nula qualquer da
láusulas da transação, nula será esta"
alternativa C está incorrera, como se extrai do a r . 683: "Quando o mandai
ontiver a cláusula de irrevogabilidade e o mandante o revogar, pagará perdas
anos
alternativa D está incorrera, conforme entendimento da Súmula 195 do STJ
Contrato de trabalho para obra certa, ou de prazo determinado, transforma-s
m contrato de prazo indeterminado, quando prorrogado por mais de quatr
nos"
alternativa E está incorrera, já que, pela soma dos arts. 876 ("Todo aquel
ue recebeu o que lhe não era devido fica obrigado a restituir, obrigação qu
ncumbe àquele que recebe dívida condicional antes de cumprida a condição")
77 ("Àquele que voluntariamente pagou o indevido incumbe a prova de tê-
eito por erro"), não se exige qualificação do erro, mas, meramente, que el
xisto. Trata-se de vedação ao enriquecimento sem causa que permite
petição do pago por erro, de maneira simples

7. 2015 - FCC - TRT 6 a REGIÃO (PE) - Juiz do Trabalho Substituto


A transação:
a. é interpretada restritivamente, mas por ela transmitem-se, declaram-se
e reconhecem-se direitos.
b. será admitida quanto a direitos de qualquer natureza, desde que as partes
sejam maiores e capazes.
C. só se anula por dolo, coação ou erro essencial quanto à pessoa ou coisa
controversa, não se anulando por erro de direito a respeito das questões que
foram objeto de controvérsia entre as partes.
d. concernente a obrigações resultantes de delito, extinguirá a anão penal
de qualquer natureza.
e. não desobrigará o dador, salvo cláusula expressa nesse sentido, se for
concluída entre o credor e o devedor.
comentários
alternativa A está incorrera, pela parte final do a r . 843: "A transaçãcl
nterpreta-se restritivamente, e por ela não se transmitem, apenas se declara
DU reconhecem direitos"

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BÍÍEHEH'a E!!!tá
incorrera, pela literalidade do a r . 841: "Só quanto a direito
matrimoniais de caráter privado se permite a transação".
alternativa C está correta, na literalidade do art. 849: "A transação só se anui
por dolo, coação, ou erro essencial quanto à pessoa ou coisa controversa"
alternativa D está incorrera, evidentemente, como esclarece o art. 846 "
transação concernente a obrigações resultantes de delito não extingue a aço
:›enol pública"
entanto, em se tratando das regras da Lei 9.099/1995, a Lei dos Juizado
O
speciais Cíveis e Criminais, permite-se ao MP a apresentação de proposta d
omposição de danos (transação penal) para a extinção da anão penal d
"iatureza pública, em contrariedade ao que prevê o CC/2002. Por isso, pelá
eneralidade do enunciado ("A transação..."), essa questão poderia se
onsiderada correta
alternativa E está incorrera, conforme o a r . 844, §1°: "Se for concluída entr
I credor e o devedor, desobrigará o fiador".

s. 2015 TRT 8a REGIÃO


2
TRT 83 REGIÃO (PA e AP) Juiz do
Trabalho Substituto
Sobre OS contratos no Código Civil Brasileiro, é CORRETO afirmar que:
a) A oferta ao público não pode ser revogada em razão do princípio da
publicidade.
b) Nos contratos de execução continuada, diferida e instantânea, se a
prestação de uma das partes se tornar excessivamente onerosa, com
extrema vantagem para a outra, em virtude de acontecimentos
extraordinários e imprevisíveis, poderá o devedor pedir a resolução do
contrato, sendo que os efeitos da sentença que a decretar retroagirão à data
do evento.
c) Aquele que aliciar pessoas obrigadas em contrato verbal a prestar serviço
a outrem pagará a este a importância que ao prestador de serviço, pelo
ajuste desfeito, houvesse de caber durante dois anos.
d ) Embora ciente da morte, interdição ou mudança de estado do mandante,
deve o mandatário concluir o negócio já começado, se houver perigo na
demora.
e) O contrato de transação prevalecerá, ainda que nula uma de suas
cláusulas, pois admite nulidade parcial.
ímentários
alternativa A está incorrera. conforme o a r . 429, parágrafo único: "Pod
vogar-se a oferta pela mesma via de sua divulgação, desde que ressalvada est
acuidade na oferta realizad

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aIteH!HU!¶'e tá incorrera, porque a teoria da onerosidade excessiva ‹


naplicável aos contratos de execução instantânea, por absolut á
ncompatibilidade
alternativa C está incorrera, consoante o a r . 608: "Aquele que aliciar pessoa
brigadas em contrato escrito a prestar serviço a outrem pagará a este
importância que ao prestador de serviço, pelo ajuste desfeito, houvesse de cabe
orante dois anos"
alternativa D está correta, na Iiteralidade do a r . 674: "Embora ciente d
sorte, interdição ou mudança de estado do mandante, deve o mandatário
oncluir o negócio já começado, se houver perigo na demora"
alternativa E está incorrera, segundo o a r . 848: "Sendo nula qualquer da
láusulas da transação, nula será esta"

9. 2015 - FCC - MPE/PB - Auditor de Contas Públicas


A respeito do contrato de transporte, considere:
I. O transportador responde pelos danos causados às pessoas transportadas
e suas bagagens, salvo motivo de força maior, ou, então, se tal
responsabilidade tiver sido excluída por cláusula contratual.
II. A responsabilidade contratual do transportador por acidente com
passageiro não é elidida por culpa de terceiro, contra o qual tem anão
regressiva,
III. Não se subordina às normas do contrato de transporte o feito
gratuitamente, por amizade ou cortesia.
Está correto o que se afirma APENAS em
a. I e II.
b. II e III.
c. I e III.
d. II e I.
omentários
item I está ir correto, na forma do a r . 734: "O transportador responde pelo
:anos causados às pessoas transportadas e suas bagagens, salvo motivo de fora õl
maior, sendo nula qualquer cláusula excludente da responsabilidade".
› item II está correto, de acordo com o art. 735: "A responsabilidade contratua
do transportador por acidente com o passageiro não é elidida por culpa d
l:erceiro, contra o qual tem anão regressiva"
item III está correto, de acordo com o a r . 736: "Não se subordina às norma
:lo contrato de transporte o feito gratuitamente, por amizade ou cortesia"
alternativa B está correta, portanto

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10. 2015 - CESPE - TRE/MT - Analista Judiciário - Área Judiciária


Em relação aos contratos, assinale a opção correta à luz da jurisprudência
do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
a. É lícita a cláusula armada em contrato de mútuo que prevê expressamente
a prorrogação automática da rança prestada no caso de haver a extensão
da vigência do contrato principal.
b. O direito de exigir a prestação de contas do mandatário não se transmite
aos herdeiros do mandante, pois tal dever está vinculado à vigência do
contrato, que se extingue com a morte do mandante.
c. O aluguei fixado de modo unilateral pelo comandante em razão de mora do
comendatário na restituição do imóvel emprestado tem natureza de
indenização pela ocupação indevida da coisa.
d. Na hipótese em que o vício oculto só puder ser conhecido mais tarde, o
adquirente de bem móvel terá o prazo de trinta dias, a partir da ciência do
defeito, para exercer o direito de obter a redibição ou abatimento no preço,
mesmo que o conhecimento do vício ocorra após o prazo de cento e oitenta
dias da aquisição do bem.
e. A dívida de jogo armada em casa de bingo ê exigível na hipótese de o
funcionamento da casa ter sido autorizado pelo Poder Judiciário.
comentários
alternativa A está correta, segundo o seguinte julgado: "FIANÇA. CONTRAT
ANCARIO CARACTERIZA-SE POR SER. EM REGRA. CATIVO E DE LONG
)URAÇÃO, PRORROGANDO-SE SUCESSIVAMENTE. FIANÇA PREVEND
LARAMENTE SUA PRORROGAÇAO, CASO OCORRA A DA AVENÇA PRINCIPAL
NTERPRETAÇÃO EXTENSIVA. INEXISTENCIA. APLICAÇAO DA MESMA EXEGES
ACIFICADA NO AMBITO DO STJ - ANTES MESMO DA NOVA REDAÇA
ONFERIDA AO ART. 39 DA LEI DO INQUILINATO PELA LEI n. 12.112/2009
o TOCANTE À ADMISSAO DA PRORROGAÇAO DA FIANÇA EM CONTRATO D
OCAÇÃO, QUANDO EXPRESSAMENTE PREVISTA NA PACTUAÇAO ACESSORIA
IADORES QUE DURANTE O PRAZO DE PRORROGAÇAO CONTRATUAL, NA
ROMOVERAM NOTIFICAÇAO RESILITORIA, NOS MOLDES DO DISPOSTO N
RT. 835 DO CC PRETENSAO DE EXONERAÇAO DA FIANÇA. INVIABILIDAD
REsp 1253411/CE Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMAO, SEGUNDA SEÇAO
delgado em 24/06/2015 DJe 04/08/2015)
alternativa B está incorrera. conforme o entendimento da Corte: "RECURS
SPECIAL - AÇAO DE PRESTAÇAO DE CONTAS - MORTE DO MANDATARIO
RANSMiSSÃO DA OBRIGAÇAO AO ESPOLIO - INVIABILIDADE - AÇAO DE CUNH
ERSONALÍSSIMO EXTINÇAO DA AÇAO SEM o JULGAMENTO DO MERITO
4ANUTENÇÃO - NECESSIDADE - ARTS. 1323 E 1324 DO CC/1916 - AUSENCI
E PREQUESTIONAMENTO-NCIDÊNCIA D-ENUNC1ADC_ 21- D

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ÚMU mmT ECURSO ESPECIAL IMPROVIDO (REsp 1055819/SP, Rel. Ministr


ASSAMI UYEDA, TERCEIRA TURMA, julgado em 16/03/2010, DJe 07/04/2010)
alternativa C está incorrera tratando-se de aluguei-pena, cuja característic
penalidade, e não indenização
alternativa D está incorrera pois, consoante se depreende do art. 445, § 1
Quando o vício, por sua natureza só puder ser conhecido mais tarde, o praz
untar-se-á do momento em que dele tiver ciência, até o prazo máximo de cent
oitenta dias, em se tratando de bens móveis, e de um ano, para os imóveis")
orne o prazo de 30 dias previsto no caput a partir do conhecimento do vício, nó
bstante, esse vício deve ocorrer em até 180 dias da transmissão do bem móvel
alternativa E está incorrera na interpretação dada pelo STJ: "RECURS
SPECIAL. CIVIL. DÍVIDA DE JOGO. CASA DE BINGOS. FUNCIONAMENTO CO
MPARO EM LIMINARES. PAGAMENTO MEDIANTE CHEOUE. DISTINÇAO ENTR
OGO PROIBIDO, LEGALMENTE PERMITIDO E TOLERADO. EXIGIBILIDAD
PENAS NO CASO DE JOGO LEGALMENTE PERMITIDO. CONFORME PREVISTO N
RT. 815, § 2° DO CÓDIGO CIVIL. Distinção entre jogo proibido, tolerado
egalmente permitido, somente sendo exigíveis as dívidas de jogo nessa última
ipótese. Caráter precário da liminar que autorizou o funcionamento da casa d
bingos, não se equiparando aos jogos legalmente autorizados. ln exigibilidade d
brigarão, na espécie, tratando-se de mera obrigação natural (REsp 1406487/SP
el. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO. TERCEIRA TURMA. iuloado e
4/08/2015, DJe 13/08/2015)'

11. 2015 - CESPE - TCE/RN - Assessor Técnico Jurídico


Acerca da prescrição, do negócio jurídico, das obrigações e dos contratos,
julgue o item subsequente.
Não se transmitem direitos por meio da transação, a qual, se referir-se a
coisa indivisível, só aproveita aos que nela intervierem.
comentários
item está ir correto, pois o art. 844 ("A transação não aproveita, ne
rejudica senão aos que nela intervierem, ainda que diga respeito a cais
ndivisíve 1ão limit a_não-aproveitamento às obrigações indivisíveis

12. 2015 - IBFC - SAEB/BA - Analista de Registro de Comércio


Assinale a alternativa correta com base nos fundamentos normativos do
código civil brasileiro sobre o contrato de comissão.
a) O comissário sempre responde pela insolvência das pessoas com quem
tratar.

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b) Presume-se o comissário autorizado a conceder dilação do prazo para


pagamento, na conformidade dos usos do lugar onde se realizar o negócio,
se não houver instruções diversas do comitente.
c) O crédito do comissário, relativo a comissões e despesas feitas, não goza
de qualquer privilégio no caso de falência do comitente.
d ) O contrato de comissão tem por objeto a aquisição ou a venda de bens
pelo comissário, em seu próprio nome e à sua conta.
e) Não estipulada a remuneração do comissário, esta não será devida.
omentários
alternativa esta incorrera, segundo o a comissario na r e p o r
ela insolvência das pessoas com quem tratar, exceto em caso de culpa e no d
rtigo seguinte
alternativa B está correta. na literalidade do a r . 699: "Presume-se
omissário autorizado a conceder dilação do prazo para pagamento, n
onformidade dos usos do lugar onde se realizar o negócio, se não houve
nstruções diversas do comitente
alternativa C está incorrera. conforme o a r . 707: "O crédito do comissário
elativo a comissões e despesas feitas, goza de privilégio geral, no caso d
alência ou insolvência do comitente
alternativa D está incorrera, dada a parte final do art. 693: "O contrato d
omissão tem por objeto a aquisição ou a venda de bens pelo comissário, em se
róprio nome à conta do comi tente
alternativa E está incorrera, pela previsão do a r . 701: "Não estipulada
emunera ão devida ao comissário. será ela arbitrada secundo os usos corrente
no lugar"

13. 2014 - VUNESP - TJ/SP - Juiz Estadual Substituto


Assinale a opção incorrera.
a) O transportador não pode ser responsabilizado pelos danos decorrentes
de fatos de terceiros que possam ser caracterizados como fortuito externo.
b) O transportador só responde pelos danos resultantes de fatos conexos
com o serviço que presta .
c) O reconhecimento do direito a indenização, por falta de mercadoria
transportada por via marítima, independe de vistoria.
d ) Na atividade empresarial de transporte aéreo, a ocorrência de problemas
técnicos é considerada hipótese de caso fortuito ou força maior a afastar a
responsabilidade da empresa de aviação.
Comentários

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Teoria e Questões
Aula 11 - Prof. Paulo H M

alteE!HU!¶¡está correta, conforme o STJ: "RESPONSABILIDADE CIVIL


\GRAVO REGIMENTAL. EMPRESA DE TRANSPORTE COLETIVO
KESPONSABILIDADE OBJETIVA AFASTADA. CASO FORTUITO EXTERNO
SÚMULAS N. 7 E 83 DO STJ. Afasta-se a responsabilidade da empresa d
ransporte coletivo quando o dano é causado por fato de terceiro que represent
aso fortuito externo, sendo estranho à atividade transportadora (STJ - AgRo n
REsp: 97872 SP 2011/0232039-2, Relator Ministro JOAO OTAVIO D
\lORONHA, Data de Julgamento: 06/02/2014, T3 - TERCEIRA TURMA. Data d
ublicação: DJe 17/02/2014)"
alternativa B
está correta, de acordo com a Corte CIVIL
{ESPONSABILIDADE CIVIL. TRANSPORTE COLETIVO DE PASSAGEIROS
ransportador só responde pelos danos resultantes de fatos conexos com
erviço que presta. (STJ - REsp: 468900 RJ 2002/0129872-9, Relator: Ministr
RI PARGENDLER, Data de Julgamento: 20/02/2003 T3 - TERCEIRA TURMA
ata de Publicação: DJ 31/03/2003 p. 222RJADCOAS vol. 45 p. 102)
alternativa C está correta, na dicção da Súmula 109 do STJ
econhecimento do direito a indenização, por falta de mercadoria transportad
ia marítima, independe de vistoria"
alternativa D está incorrera, segundo o STJ: "AGRAVO REGIMENTAL N
GRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL.RESPONSABILIDADE CIVIL
RANSPORTE AÉREO. PROBLEMAS TÉCNICOS.FORTUITO INTERNO. RISCO D
TIVIDADE. VALOR DA 1NDEN1ZAçÃO.MODERAçAO REVISAO. SUMULA N
/STJ. 1. A ocorrência de problemas técnicos não é considerada hipótese de as
ortuito ou de força maior, mas sim fato inerente aos próprios riscos da atividad
empresarial de transporte aéreo (fortuito interno) não sendo possível, pois
fastar a responsabilidade da empresa de aviação e, consequentemente, o deve
e indemnizar (STJ - AgRg no Ag: 1310356 RJ 2010/0091553-0, Relator: Ministr
oro OTÁVIO DE NORONHA, Data de Julgamento 14/04/2011, T4 - QUART
TURMA, Data de Publicação: DJe 04/05/2011)l

14. 2014 - VUNESP - TJ/PA - Juiz Estadual Substituto


Assinale a alternativa correta.
a) O direito à adjudicação compulsória se condiciona ao registro do
compromisso de compra e venda no cartório de imóveis.
b) A hipoteca armada entre a construtora e o agente financeiro tem eficácia
perante os adquirentes do imóvel.
c) Ainda que o negócio jurídico de compra e venda de imóvel não se
concretize em razão do inadimplemento do comprador, é devida comissão
de corretagem.
d ) Não é possivel a resilição do compromisso de compra e venda por
iniciativa do promitente comprador por não ter mais as condições
económicas de suportar o pagamento das prestações.

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Teoria e Questões
Aula 11 - Prof. Pauli

e) O compromisso de compra e venda não é titulo hábil a fiindamentar


usuoapião ordinária.
omentários
alternativa A e? a incorrera segurá o a sumuia !39' STJ: "OI ireito
djudicação compulsória não se condiciona ao registro do compromisso
ompra e venda no cartório de imóveis "
alternativa B está incorrera, por aplicação da Súmula 308 do STJ: "A hipotec
i r a d a entre a construtora e o agente financeiro, anterior ou posterior
elebração da promessa de compra e venda, não tem eficácia perante
dquirentes do imóvel"
alternativa C está correta, pela previsão do art. 725: "A remuneração é devid
o corretor uma vez que tenha conseguido o resultado previsto no contrato
ediação, ou ainda que este não se efetive em virtude de arrependimento da
artes"
alternativa D está incorrera, conforme o STJ: "PROMESSA DE VENDA
OMPRA. RESILIÇÃO. DENÚNCIA PELO COMPROMiSSÁRiO COMPRADOR
ACE DA INSUPORTABILIDADE NO PAGAMENTO DAS PRESTAÇOES
ESTiTUiÇÃO. O compromissório comprador que deixa de cumprir o contrato
ace da insuportabilidade da obrigação assumida tem o direito de promover aço
fim de receber a restituição das importâncias pagas (EREsp 59.870/SP Rel
inistro BARROS MONTEIRO, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 10/04/2002
9/12/2002, p. 281)"
alternativa E está incorrera, de acordo com a jurisprudência CIVIL
ROCESSUAL. AÇÃO REiViNDiCATORiA. ALEGAÇÃO DE USUCAPIA
inSTRUMENTO PARTICULAR DE COMPROMISSO DE COMPRA E VENDA JUST
ITULO. SÚMULA n. 84-STJ. POSSE. SOMA. PERÍODO NECESSARIO
RESCRIÇÃO AQUISITIVA ATINGIDO. Ainda que não passível de registro
urisprudência do STJ reconhece como justo título hábil a demonstrar a posse
instrumento particular de compromisso de compra e venda. Aplicação
rientação preconizada na Súmula n. 84 (REsp 171.204/GO, Rel. Ministro ALDI
ASSARINHO JUNIOR, QUARTA TURMA, julgado em 26/06/2003, DJ 01/03/2004
186)".

15. 2014 - FCC - PGM/Cuiabá (MT) - Procurador Municipal


Renato contratou André para transporta-lo onerosamente, de carro, de
Cuiabá a Sorriso. No contrato, as partes estabeleceram que, em caso de
acidente causado por terceiro André não teria o dever de indemnizar Renato.
No trajeto, um caminhão conduzido negligentemente abalroou o veiculo que
transportava Renato, causando-lhe danos. Renato
a. poderá pedir indenização contra André, pois a cláusula excludente de
responsabilidade é nula e a culpa de terceiro não afasta a responsabilidade
do transportador, que possui anão de regresso contra o causador do dano.

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MAGISTRATURA ESTADU
Teoria e Questões
Aula 11 - Prof. Pauli

b. não poderá pedir indenização contra André, pois a responsabilidade do


transportador é subjetiva.
C. não poderá pedir indenização contra André, pois a responsabilidade do
transportador é afastada em caso de culpa de terceiro.
d. não poderá pedir indenização contra André, pois pactuou cláusula
excludente de responsabilidade.
e. poderá pedir indenização contra André, pois a cláusula excludente de
responsabilidade é nula e a culpa de terceiro não afasta a responsabilidade
do transportador nem lhe confere anão de regresso contra o causador do
dano.
comentários
alternativa A está correta, na Iiteralidade da parte final do a r . 734
ransportador responde pelos danos causados às pessoas transportadas e sua
bagagens, salvo motivo de força maior, sendo nula qualquer cláusula excludent
:la responsabilidade".
s alternativas B, C, D e E estão incorreras, consequentemente.

16. 2014 VUNESP


z
PGM/São José do Rio Preto (SP)
Procurador Municipal
Pelo contrato de , uma pessoa, não ligada a outra em virtude
de mandato, de prestação de serviços ou qualquer outra relação de
dependência, obriga-se a obter para a segunda um ou mais negócios,
conforme as instruções recebidas.
De acordo com a redação do Código Civil, completa correta rente a lacuna
8) corretagem
b) agência
c) comissão
d ) compromisso
e) constituição de renda
comentários
\
alternativa A está correta, na Iiteralidade do art. 722 "Pelo contrato de
orretagem, uma pessoa, não ligada a outra em virtude de mandato, d
Drestação de serviços ou por qualquer relação de dependência, obriga-se a obre
para a segunda um ou mais negócios, conforme as instruções recebidas".
s alternativas B, c, D e E estão incorreras, consequentemente.

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Teoria e Questões
Aula 11 - Prof. Paulo I

17. 2014 - FUNDEP - DPE/MG - Defensor Público Estadual


Sobre contratos, assinale a alternativa INCORRETA.
A) O dador poderá exonerar-se da fiança que tiver assinado sem limitação
de tempo por meio da notificação resilitória, ficando obrigado, porém, por
todos os efeitos durante sessenta dias após ciência do credor.
B) Se o segurado cozer declarações inexatas ou omitir circunstâncias que
possam intuir na aceitação da proposta ou na taxa do prémio, perderá o
direito à garantia, além de arcar obrigado ao prémio vencido.
C) O passageiro tem direito a desistir do transporte, mesmo depois de
iniciada a viagem, sendo-lhe devida a restituição do valor correspondente ao
trecho não utilizado, desde que prove que outra pessoa tenha sido
transportada em seu lugar.
D) A compra ou cessão de crédito realizada por servidor público de bens ou
direitos da pessoa juridica a que servir, mesmo que em hasta pública, pode
ser anulada por qualquer interessado.
comentários
alternativa A está correta, na forma do a r . 835: "O fiador poderá exonerar
e da fiança que tiver assinado sem limitação de tempo, sempre que lhe convier
icando obrigado por todos os efeitos da fiança, durante sessenta dias após
otificação do credor
alternativa B está correta, de acordo com o art. 766: "Se o segurado, por s
u por seu representante, fizer declarações inexatas ou omitir circunstâncias qu
assam influir na aceitação da proposta ou na taxa do prémio, perderá o direi
garantia, além de ficar obrigado ao prémio vencido
alternativa C está correta, consoante regra do art. 740: "O passageiro te
ireito a rescindir o contrato de transporte antes de iniciada a viagem, sendo-Ih
evida a restituição do valor da passagem, desde que feita a comunicação a
ransportador em tempo de ser renegociada
alternativa D está incorrera elas razões vistas em aula anterior 'á ue nest
aso há nulidade

18. 2014
_
FCC 2
TRT 16a REGIÃO (MA) Oficial de Justiça
Avaliador Federal
A respeito da transacção, considere:
I. Em regra, se for concluída entre o credor e o devedor, desobrigará o dador.
II. Se for concluída entre um dos credores solidários e o devedor, extinguirá
a obrigação deste para com os outros credores.
III. A nulidade de qualquer de suas cláusulas não implicará em nulidade da
transação.

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DIREITO CIVIL
_
MAGISTRATURA ESTADU
Teoria e Questões
Aula 11 - Prof. Pauli

IV. Se for concluída entre um dos devedores solidários e seu credor,


extinguirá a dívida em relação aos codevedores.
Está correto o que se afirma APENAS em
a. I, II e IV.
b. II e Iv.
c. I e III.
d. II, III e Iv.
e. I, II e III.
Zomentários
item I está correto, segundo O a r . 884, §1°: "Se for concluída entre o credor
z o devedor, desobrigará o fiador".
item II está correto, conforme o a r . 884, § 20: "Se entre um dos credores'
solidários e o devedor, extingue a obrigação deste para com os outros credores"
item III está ir correto, de acordo com o a r . 848: "Sendo nula qualquer da
láusulas da transação, nula será esta"
item IV está correto, consoante o art. 884, §3°: "Se entre um dos devedores'
solidários e seu credor, extingue a dívida em relação aos codevedores".
L a é a correta, portante

19. 2014 - FGV - TJ/GO - Analista Judiciário - Área Judiciária


Eduardo, pedreiro, ao atravessar a rua quando seguia para o trabalho, foi
atropelado por um veículo, que empreendeu fuga sem que fosse identificado.
Ao ser socorrido, Eduardo apresentava dores nas costas, com fratura
exposta na perna direita. Pessoas da localidade, com intuito de ajudá-lo,
pararam um ónibus da empresa Transportar S/A, que fazia o itinerário que
passava pela localidade, e solicitaram que o motorista levasse Eduardo para
o Hospital Público que ficava localizado no caminho que o coletivo seguiria.
O motorista, contudo, recusou-se a transportá-lo. Nesse caso:
a) há obrigação do transportador de aceitar o passageiro, podendo ser
responsabilizado civilmente em caso de recusa,
b) há obrigação do transportador de aceitar o passageiro, exceto se a lotação
estiver esgotada,
c) há obrigação do transportador de aceitar o passageiro, justamente em
virtude do seu estado de saúde, decorrente do atropelamento,
d ) não há obrigação, em hipótese alguma, de o transportador aceitar o
passageiro,

e) não há obrigação do transportador de aceitar o passageiro, em virtude do


seu estado de saúde, decorrente do atropelamento.

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Teoria e Questões
Aula 11 - Prof. Paulo
*ii
omentáriu
s alternativas A, B e C estão incorreras, dada a exclusão da obrigação trazid
elo a r . 739, visto adiante.
alternativa D está incorrera, porque, em regra, o transportador não pod
acusar passageiros, como prevê o art. 739, citado abaixo.
alternativa E está correta, pela Iiteralidade do art. 739: "O transportador nó
ode recusar passageiros, salvo OS casos previstos nos regulamentos, ou se a
:ndições de higiene ou de saúde do interessado O justificarem"

20. 2014 2
CESGRANRIO 2
FINEP 2
Analista Jurídico
Na denominada teoria geral dos contratos, o jogo e a aposta são
considerados contratos
a) comutativos
b) certificados
c) aleatórios
d ) gratuitos
e) contraprestacionais
Comentários
alternativa A está incorrera, porque nos contratos comutativos há certeza d
ontraprestação, o que inexiste no jogo e na aposta
alternativa B está incorrera, inexistindo essa classificação na teoria gera
ontratual
alternativa c está correta, já que o elemento Álea (sorte) é central nesse tip
e pacto
alternativa D está incorrera, pois os jogos são onerosos
alternativa E está incorrera, mais uma vez, inexistindo essa classificação n
eoria geral contratua

21. 2014 É
VUNESP - * SPA/URBANISMO - Analista Administrativo
Assinale a alternativa correta acerca do contrato de transporte, de acordo
com as disposições constantes do Código Civil de 2002.
a) Não se admite que o transportador extra declaração do valor da bagagem
para uns de rixar o limite da indenização.
b) O usuário que deixar de embarcar não terá direito ao reembolso do valor
da passagem, ainda que outra pessoa seja transportada em seu lugar.

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Aula 11 - Prof. Pauli

c) Em caso de interrupção da viagem, o transportador é obrigado a concluir


o transporte contratado, salvo se a interrupção se deu por evento
imprevisível.
d ) Em regra, a culpa de terceiro não exonera o transportador da
responsabilidade decorrente de acidente com passageiros.
e) O transportador não possui direito de retenção da bagagem de passageiro
em caso de não pagamento do valor da passagem, ressalvada sua
prerrogativa de cobrança.
ímentários
alternativa A está incorrera segundo o a r . 734, parágrafo único: "E lícito a
ransportador exigir a declaração do valor da bagagem a fim de fixar o limite d
ndenização"
alternativa B está incorrera conforme o a r . 740, §2°: "Não terá direito a
eembolso do valor da passagem o usuário que deixar de embarcar, salvo s
rovado que outra pessoa foi transportada em seu lugar, caso em que lhe ser
estituído o valor do bilhete não utilizado
alternativa C está incorrera na dicção do a r . 741: "Interrompendo-se
iagem por qualquer motivo alheio à vontade do transportador, ainda que e
onseqüência de evento imprevisível fica ele obrigado a concluir o transpor
ontratado em outro veículo da mesma categoria, ou, com a anuência d
assageiro, por modalidade diferente, à sua custa, correndo também por su
anta as despesas de estada e alimentação do usuário, durante a espera de no
ransporte"
alternativa D está correta na literalidade do art. 734: "O transportado
esponde pelos danos causados às pessoas transportadas e suas bagagens, sal
otivo de forca maior, sendo nula qualquer cláusula excludente d
esponsabilidade"
alternativa E está incorrera, de acordo com o art. 742: "O transportador, um
executado o transporte, tem direito de retenção sobre a bagagem d
assageiro e outros objetos pessoais deste, para garantir-se do pagamento
alo da passagem que não tiver sido feito no início ou durante o percurso

22. 2013 - CESPE - TRF 1 a REGIÃO - Juiz Federal Substituto


A respeito da transação, da empreitada, do mandato, da doação e da
prestação de serviços, assinale a opção correta.
a De acordo com o Códi o Civil I o contrato de resta ão de servi o não
anda em razoo da morte de uma das partes.
b) Para a revogação da doação por ingratidão, exige-se que os atos
praticados, além de se revestirem objetivamente dessa característica, sejam
graves.

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c) A transação realizada por instrumento público no curso do processo só


valerá após a homologação do juiz.
d ) Na empreitada global, o dono da obra será responsabilizado se provada a
sua culpa quanto a danos causados a prédio vizinho.
e) É válida a constituição de mandatário, por instrumento particular, para
renunciar à herança do mandante.
Comentários
alternativa A está incorrera, conforme o art. 607: "O contrato de prestaçã
e serviço acaba com a morte de qualquer das partes. Termina, ainda, pel
scoamento do prazo, pela conclusão da obra, pela rescisão do contrato mediant
viso prévio, por inadimplemento de qualquer das partes ou pela impossibilidad
a continuação do contrato, motivada por força maior
alternativa B está correta, segundo o STJ: "REVOGAÇAO DE DOAÇAO. ATO
E INGRATIDÃO. Para a revogação da doação por ingratidão, exige-se que o
tos praticados, além de graves, revistam se objetivamente dessa característica
tos tidos, no sentido pessoal comum da parte, como caracterizadores d
ngratidão, não se revelam aptos a qualificar-se juridicamente como tais, seja po
ão serem unilaterais ante a funda dissensão recíproca, seja por não ser
orados da característica de especial gravidade injurioso, exigida pelos termo
xpressos do Código Civil, que pressupõem que a ingratidão seja exteriorizad
or atos marcada mente graves, como os enumerados nos incisos dos arts. 118
o Código Civil de 1916 e 557 do Código Civil de 2002 (atentado contra a vida
rime de homicídio doloso, ofensa física, injúria grave ou calúnia, recusa d
limentos - sempre contra o doador destacando-se, aliás, expressamente
u n t o à exigência de que a injúria, seja grave, o que também se estende, po
implícito à calúnia, inciso III dos dispositivos anotados) (REsp 1350464/SP, Rel
inistro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, julgado em 26/02/2013, DJ
L1/03/2013)".
alternativa C está incorrera, pois, pela interpretação literal dada ao a r . 84
A transação ar-se-á por escritura pública, nas obrigações em que a lei o exige
u por instrumento particular, nas em que ela o admite, se recair sobre direito
ontestados em juízo, será feita por escritura pública, ou por termo nos autos
ssinado pelos transigentes e homologado pelo juiz"), a homologação judicial s
necessária quando realizada por termo nos autos
alternativa D está incorrera, pois de acordo com o STJ ("CIVIL. DANO A
MÓVEL VIZINHO. RESPONSABILIDADE SOLIDARIA DO PROPRIETARIO DA OB
DO EMPREITEIRO. O proprietário da obra responde solidariamente com
empreiteiro, pelos danos causados a terceiro (AgRg no REsp 473.107/MG, Rel
linistro HUMBERTO GOMES DE BARROS, TERCEIRA TURMA, julgado e
6/10/2006, DJ 18/12/2006, p. 361) ), o dono da obra responde solidariament
om o empreiteiro e a responsabilidade por danos causados a vizinhos po
lançamento de objetos ou ruína do edifício é, a teor dos arts. 937 e 938 d
CC/29102, eti ep ui po

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Teoria e Questões
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indo , ionável a alternativa pois, se provada a culpa do dono d


bra, ele responde, obviamente ainda que não se precise perquirir sobre su
ulpa. Se lança objeto, dolosa mente no vizinho, é evidente que terá de indemnizar
despeito de o vizinho sequer precisar provar que o dano foi culposo
alternativa E está incorrera, eis que o art. 1.806 ("A renúncia da herança dev
onstar expressamente de instrumento público ou termo judicial") exige que
anúncio seja feita sob forma pública, pelo que o mandato deve seguir ess
›rma, a teor do a r . 657: "A outorga do mandato está sujeita à forma exiqid
por lei para o ato a ser praticado Não se admite mandato verbal quando o at
Heva ser celebrado por escrito'l

23. 2013 - CESPE - MPE/RO - Promotor de Justiça Substituto


No que se refere aos contratos, assinale a opção correta.
a) O objeto do contrato de comissão, regulado como típico no Código Civil,
são negócios determinados, negociando o comissário em nome do
comitente, o qual será parte do negócio ajustado com o terceiro.
b) Em se tratando de contrato de agência, a coisa a ser negociada oca à
disposição do agente, a quem cabe promover negócios do agenciado em
zona determinada, mediante retribuição, em carácter não eventual e sem
vínculo de dependência.
c) O mandante tem o dever de satisfazer as obrigações assumidas pelo
mandatário, considerando-se os poderes a ele conferidos pelo contrato
celebrado, ainda que o mandatário tenha desatendido a alguma instrução.
d ) Em caso de morte do proponente de obrigação não personalissima séria
e consciente, os herdeiros não estarão obrigados em relação às
consequências do ato praticado.
e) A resolução unilateral do contrato ê um direito de ambas as partes em
caso de inadimplemento, de forma que o adimplemento substancial por parte
do devedor não obsta o exercício de tal faculdade pelo credor
ímentários
alternativa A está incorrera, pela previsão do a r . 694 O comissário fic
iretamente obrigado para com as pessoas com quem contratar sem que esta
e r a m a ç o contra o comi tente, nem este contra elas, salvo se o comissari
eder seus direitos a qualquer das partes"
alternativa B está incorrera, pois, segundo o a r . 710 ("Pelo contrato d
gência, uma pessoa assume, em caráter não eventual e sem vínculos d
ependência, a obrigação de promover, à conta de outra, mediante retribuição
realização de certos negócios, em zona determinada, caracterizando-se
istribuição quando o agente tiver à sua disposição a coisa a ser negociada")
isponibilidade dos bens ao agente caracteriza a distribuição

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alteH!H!!É stá correta, conforme se extrai do art. 679: "Ainda que ‹


mandatário contrarie as instruções do mandante, se não exceder os limites d
mandato, ficará o mandante obrigado para com aqueles com quem o se
rocurador contratou, mas terá contra este a ç o pelas perdas e danos resultante
a inobservância das instruções"
alternativa D está incorrera, já que se a obrigação é impessoal, transmite-s
os herdeiros, sendo intransmissível a proposta se realizada em relação
ontrato personalíssimo, como a prestação de serviços, como é possível s
interpretar da previsão geral do art. 427: "A proposta de contrato obriga
roponente, se o contrário não resultar dos termos dela, da natureza do negócio
u das circunstâncias do caso"
alternativa E está incorrera, pois é a base da teoria do adimplement
ubstancial a vedação à resolução unilateral do contrato em caso de cumpriment
róximo da satisfação do credor

24. 2013 2 NC /UF PR _ COPEL - Advogado


Com fundamento no Direito Civil brasileiro, assinale a alternativa correta.
a) Se o dador se tornar insolvente ou incapaz, poderá o credor exigir que
seja substituído.
b) É defeso às partes, por cláusula expressa, excluir a responsabilidade pela
evicção.
c) As dívidas de jogo ou de aposta, por serem exemplos de obrigação
natural, não obrigam a pagamento. No entanto, nunca se pode recobrar a
quantia voluntariamente paga.
d ) Nos contratos de adesão, cláusulas contraditórias são consideradas nulas.
e) Sendo lícito às partes estipular contratos atlpicos, pode ser objeto de
contrato a herança de pessoa viva.
Comentários
alternativa A está correta, na literalidade do a r . 826: "Se o fiador se torna
resolvente ou incapaz, poderá O credor exigir que seja substituído"
alternativa B está incorrera, de acordo com o a r . 448: "Podem as partes, pc
Cláusula expressa, reforçar, diminuir ou excluir a responsabilidade pela evicção'
alternativa C está incorrera, pela exceção prevista na parte final do a r . 814
§20: "O preceito contido neste artigo tem aplicação, ainda que se trate de jog
ião proibido, só se excetuando os jogos e apostas legalmente permitidos".
alternativa D está incorrera, dada a previsão do art. 423: "Quando houver n
ontrato de adesão cláusulas ambíguas ou contraditórias, dever-se-á adorar
nterpretação mais favorável ao aderente"

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alteH!H!!!! tá incorrera, conforme o art. 426: "Não pode ser objeto d


Éontrato a herança de pessoa viva"

25. 2013 - FUNCAB - ANS - Vários Cargos - Direito


A propósito do contrato de corretagem, é correto afirmar que:
a) é contrato bilateral, oneroso, aleatório, consensual e inominada.
b) o corretor torna-se um representante ou mandatário do comitente.
c) a remuneração do corretor, se não estiver enxada em lei, nem ajustada
entre as partes, será arbitrada segundo a natureza do negócio e os usos
locais.
d ) se exige a forma escrita.
e) é personalissimo (intuito personae).
omentários
alternativa A está incorrera, já que o contrato de corretagem é nominado
alternativa B está incorrera, pela previsão do a r . 722: "Pelo contrato d
orretagem, uma pessoa, não ligada a outra em virtude de mandato, d
prestação de serviços ou por qualquer relação de dependência, obriga-se a obre
ara a segunda um ou mais negócios, conforme as instruções recebidas
alternativa C está correta, conforme o art. 724: "A remuneração do corretor
e não estiver fixada em lei, nem ajustada entre as partes, será arbitrad
egundo a natureza do negócio e os usos locais
alternativa D está incorrera, pois a corretagem é contrato consensual, não s
xigindo solenidade como se extrai do art. 722
alternativa E está incorrera, já que, como se denota facilmente da prática d
orretagem, ela é em regra estabelecida com pessoa jurídica, permitindo-se se
xarcícia HQ/ nassaas naturais diversas

26. 2012 - FCC - PGM/João Pessoa (PB) - Procurador Municipal


Marta ajustou com Aurélio, corretor de imóveis, a corretagem com
exclusividade, na venda de uma casa localizada no Município de João Pessoa.
Posteriormente, Marta conheceu, na ela de uma agência bancária, Roberta,
que se interessou em comprar a referida casa. Assim, foi iniciado e concluido
o negócio diretamente entre Marta e Roberta. Neste caso, de acordo com o
Código Civil brasileiro, em regra, Aurélio
a. terá direito à 50% da remuneração relativa a corretagem ajustada na
exclusividade.
b. não terá direito a qualquer remuneração ou indenização.

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c. terá direito à remuneração integra! relativa a corretagem ajustada na


exclusividade.
d. terá direito à 30% da remuneração relativa a corretagem ajustada na
exclusividade.
e. terá direito apenas ao ressarcimento de despesas devidamente
comprovadas até o limite da corretagem ajustada na exclusividade.
omentários
alternativa A está incorrera, inexistindo meação da remuneração e
ecorrência da aplicação das normas do CC/2002
alternativa B está incorrera, pois o exercício não menciona inércia o
ciosidade do corretor, exigidas para o afastamento do pagamento
alternativa C está correta. na Iiteralidade do art. 726: "Iniciado e concluído
egócio diretamente entre as partes, nenhuma remuneração será devida a
orretor, mas se, por escrito, for ajustada a corretagem com exclusividade, ter
corretor direito à remuneração integral, ainda que realizado o negócio sem
ua mediação salvo se comprovada sua inércia ou ociosidade
alternativa D está incorrera, pelas mesmas razões apontadas anteriorment
a alternativa
alternativa E está incorrera. não mencionado a regra do a r . 726 essa
espesas

27. 2012 - FEPESE - DPE/SC - Defensor Público Estadual


Pelo contrato de transporte uma empresa se obriga, mediante retribuição, a
transportar, de um lugar para outro, pessoas ou coisas.
No que se refere aos danos causados às pessoas transportadas, o
transportador responde pelos danos:
a) Salvo fato resultante de força maior.
b) Salvo se elidida por culpa de terceiro.
c) Salvo se o passageiro não pagou a passagem.
d ) Salvo se O transporte era exclusivo de mercadoria.
e) Salvo cláusula excludente da responsabilidade.
entários
alternativa A está correta, na forma do art. 734: "O transportador respond
elos danos causados às pessoas transportadas e suas bagagens, salvo motiv
e força maior, sendo nula qualquer cláusula excludente da responsabilidade
alternativa B está incorrera, segundo o art. 735: "A responsabilidad
ontratual do transportador por acidente com o passageiro não é elidida por culp
guaumarãQ..l;s=›gress`u

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alteH!HU!E!!: tá incorrera, por aplicação do art. 736, parágrafo único: "Nã


e considera gratuito o transporte quando, embora feito sem remuneração
ransportador auferir vantagens indiretas"
alternativa D está incorrera, dada a regra contida no art. 750
esponsabilidade do transportador, limitada ao valor constante do conhecimento
omeça no momento em que ele, ou seus prepostos, recebem a coisa, termin
1uando é entregue ao destinatário, ou depositada em juízo, se aquele não fo
=-ncontrado"
alternativa E está 1 =~ta . IUE
lula essa disposição.

28. 2012 - FCC - DPE/PR - Defensor Público Estadual


É correto afirmar:
(A) Pessoa que, por simples cortesia, transportava seu colega na saída do
trabalho, vindo a colidir seu veículo com caminhão, por culpa leve, causando
grave lesão no colega transportado, será civilmente responsável por estes
danos.
(B) O contrato de empréstimo somente poderá ser revisado pela teoria da
imprevisão se houver desproporção da prestação derivada de motivo
imprevisível ocorrido no momento funcional da relação contratual.
(C) O promitente comprador do imóvel, pertencente a proprietário registrai,
não terá direito à adjudicação compulsória se o compromisso de compra e
venda não estiver registrado no cartório de imóveis, ainda que o contrato
esteja devidamente quitado.
(D) O contratante, que contrata alguém para a troca de telhas de sua casa,
não tem de garantir a segurança do contratado, exceto se tal dever estiver
expresso no pacto armado.
(E) Contrato de locação de imóvel, expressamente firmado para exploração
de jogo ilegal, é tido como inexistente, em razão da ilicitude do objeto.
comentários
alternativa A está incorrera, por aplicação da Simula 145 do STJ: "N
'ansporte desinteressado de simples cortesia, o transportador só ser
ivilmente responsável por danos causados ao transportado quando incorrer e
olo ou culpa grave
alternativa B está correta, eis que é na fase funcional (execução do pacto
ue a excessiva onerosidade deve se manifestar, oriunda de situaçã
previsível.
alternativa C está incorrera, aceitando a jurisprudência a adjudicação d
móvel mesmo quando contato não há, apenas o termo de quitação da última
parcela do bem.

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aflzémäuwv está incorrera, segundo o gaba rito oficial, ainda que se]
xtremamente controvertida. Sua justificativa? O princípio da boa-fé objetiv
ue, a partir dos deveres laterais de conduta, notada mente no caso
reformação, cuidado e proteção, ensejariam que o contratante garantisse ou a
erros exigisse do contratado, mínimas condições de segurança no desempenh
o objeto do contrato
alternativa E está incorrera, dado que a invalidação pela ilicitude do objeto
nulidade, não a inexistência, eis que objeto há, existe, portante

29. 2010 - FCC - PGE/AM - Procurador do Estado


Transação é
(A) modo de extinção de obrigações, pelo qual uma obrigação anterior é
substituída por outra obrigação da mesma natureza, entre as mesmas
partes, e é anulável em razão de qualquer vício de consentimento.
(B) contrato consensual, que tem força de coisa julgada, não permitindo ao
que se sentir prejudicado o ajuizamento de anão anula tório, mas apenas se
lhe faculta a anão rescisório.
(C) modo de extinção das obrigações, que substitui o pagamento, de
natureza extracontratual, só podendo ser anulada por erro de direito.
(D) contrato real que previne ou termina litígio mediante concessões
mútuas, tendo, necessariamente, de ser homologada pelo Juiz.
(E) contrato pelo qual os interessados previnem ou terminam litígio
mediante concessões mútuas, e só se anula por dolo, coação, ou erro
essencial quanto à pessoa ou coisa controversa.
comentários
alternativa A está incorrera. na forma do art. 840: "E lícito aos interessado
reve rirem ou terminarem o litígio mediante concessões mútuas". A alternativ
ratou da nevação, ainda que um tanto equivocada mente
alternativa B está incorrera, conforme o a r . 848: "Sendo nula qualquer da
Iáusulas da transação nula será esta
alternativa C está incorrera, igualmente segundo o art. 840, supracitado, j
ue a transação não constitui substituição de pagamento
alternativa D está incorrera, já que a transação não tem natureza real, ma
ontratual
alternativa E está correta, de acordo com o a r . 849: "A transação só se anui
or dolo, coação, ou erro essencial quanto à pessoa ou coisa controversa

| 30. 2004 - CESPE - AGU - Advogado da União

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O contrato de corretagem de venda de imóvel é considerado como


aperfeiçoado quando o negócio imobiliário se concretiza. Assim, celebrado o
negócio entre vendedor e comprador mediante o pagamento do sinal e
principio de pagamento, com cláusula vedatória de arrependimento, termina
o serviço de intermediação prestado pela corretora, sendo devida a
comissão respectiva, que não pode ser afastada sob O argumento de que
o comprador, a quem fora atribuído o ónus da corretagem, desistiu da
aquisição, celebrando distrato com o vendedor.
comentários
item está correto, na forma do art. 725: " A remuneração é devida ao correto
. I a vez que tenha conseguido o resultado previsto no contrato de mediação .I
indo que este não se efetive em virtude de arrependimento das partes".

O aviso prévio, na prestação de serviços, se dará com antecedência de.

Se a retribuição se houver fixado por tempo de um mês, ou mais

Se a contra prestação se tiver ajustado por semana, ou quinzena

Quando se tenha contratado por menos de 7 dias

A extinção da prestação de serviços se dá

oiuoin oiulo

O CC/2002 estabelece duas espécies de empreitada

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O empreiteiro contribui apenas com seu trabalho

. O empreiteiro contribui com mão-de-obra e materiais.


I Tem de estar expressamente prevista ou decorrer da lei (§1°)
• Quando o empreiteiro realiza o projeto, não se presume que se obrigou a
executá-Io ou fiscalizá-Io (§2°)

Pode-se, ainda, classificar a empreitada em

•O preço e a retribuição são estipulados para a obra inteira, sem se


considerar o racionamento da atividade, ou seja, é uma
empreitada global. Se se permitir variação do preço, será uma
empreitada global relativa, se não, será uma empreitada global
absoluta

I•
I

Fixa-se O preço de acordo com as etapas realizadas. Ou seja, a


empreitada é racionada em relação á obra toda e, por isso, a
remuneração é proporcional ao trabalho executado, em etapas

• Cláusula que permite a alteração do preço em consequência da


variação dos materiais e/ou da mão-de-obra

uniu

Há um limite de preço que não pode ser ultrapassado pelo


empreiteiro

•O empreiteiro realiza o trabalho por certo preço pré-estabelecido,


ficando responsável por fornecer os materiais e a mão-de-obra,
cujos valores são reembolsados pelo dono, com margem de lucro
àquele

Se o empreiteiro não atende às especificações contratadas, o dono da


obra tem duas alternativas

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Art. 615

.
oIlloII

Art. 616

As exceções à impossibilidade de alteração do projeto na execução da


empreitada são duas

Quais são as obrigações do depositário?

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• É a obrigação inerente e principal do contrato de depósito.


• O depositário poderá devolver a coisa ou depositá-Ia judicialmente, se o
depositante se recusar a recebê-la, quando, por motivo plausível, não
puder continuar a guardá-Ia (art. 635)

.• O depositário é obrigado a conservar a coisa como se sua fosse (art. 629)


Ele, no entanto, não responde pela deterioração ou perda do bem em caso
de força maior, cabendo-lhe, porém, a prova, sob pena de reparar o
prejuízo do depositante ( a r . 642)

. Caso receba outra em seu lugar, deve esta entregar ao depositante (art.
636)
• Se seu herdeiro alienar a coisa, de boa-fé, deve colaborar na anão de
reivindicação movida pelo depositante em face do adquirente, inclusive
restituindo a este o valor recebido (art. 637)

•O depositário deve devolver o bem ao depositante quando solicitado,


independentemente do prazo inicialmente ajustado entre as partes e no
estado em que foi recebida, acompanhada dos frutos e acrescidos (arts.
629, 630 e 633)

.
• Não pode compensar as dívidas da obrigação com a coisa ( a r . 638)
Pode, porém, reter a coisa, até que o pagamento lhe seja dado (art. 644)

Quais são as obrigações do depositante?

oiuoiulauo

O depósito necessário ocorre em três hipóteses

na 11fi 11311 na ola:

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Quais são as obrigações do mandatário?

. O mandatário deve a t a r dentro dos limites outorgados (art. 663), se agir


em nome próprio, não obriga o mandante, ainda que o negócio seja de

. conta do mandante
O mandatário que exceder os poderes será considerado mero gestor de

. negócios, enquanto o mandante lhe não ratificar os atos ( a r . 665)


Se a contra parte souber que o mandatário está extrapolando os limites do
mandato, porém, nada pode fazer contra o mandatário ( a r . 673), salvo

. se prometeu ratificação do mandante ou se responsabilizou pessoalmente


O mandatário tem o direito de reter, do objeto da operação, o quanto
baste para pagamento das despesas ( a r . 664)

. O mandatário é responsável pelos prejuízos causados ao mandante,

. quando eles resultarem de culpa (art. 667)


Cabe ao mandatário provar que não houve culpa para evitar a
responsabilização pelos prejuízos sofridos pelo mandante (§§1°, 2° e 40)

. O mandatário é obrigado a prestar contas de sua gerência ao mandante

. (art. 668)
O mandatário é obrigado transferir ao mandante todas as vantagens
obtidas nos negócios (art. 668)
• O mandatário não pode compensar os prejuízos a que deu causa com os
proveitos que tenha conseguido ( a r . 669)
• Se o fizer, terá de pagar juros, desde o momento em que abusou (art.
670)

. Inclusive após extinção do mandato por morte, interdição ou mudança de


estado do mandante, para concluir negócio já iniciado ou até ser
substituído, para impedir que o mandante sofra prejuízo (art. 674)

Quais são as obrigações do mandante?

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..
III

Desde que nos limites previstos na procuração (arts. 675 e 678)


Se o mandatário contrariar as instruções do mandante, mas não exceder
os limites do mandato, O mandante ficará obrigado a cumprir as

. obrigações perante terceiros (art. 679)


Nesse caso, terá anão de perdas e danos contra o mandatário pela
inobservância das instruções (art. 679)

. Ou reembolsá-Io pelas despesas efetuadas (arts. 675 e 676), cabendo


juros pelas somas adiantadas pelo mandatário, para a execução do
mandato, desde a data do desembolso

Caso o mandato seja oneroso ( a r . 676)

. Pelos prejuízos que venha a sofrer em cumprimento ao mandato, desde


que não resultem de culpa do mandatário ou de excesso de poderes

Extinção do mandato

Quais são obrigações do segurado?

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. A declaração falsa ou omissão de informações pode levar o segurador a


fixar prémio diverso do que fixaria ou até mesmo a aceitar seguro que
normalmente não aceitaria se tivesse acesso a todas as informações (art.
766). Nesse caso, perde o segurado a garantia, mas ainda deve pagar o

. prémio devido
O segurado deve agir em boa-fé (art. 765). É o caso, por exemplo, de
segurado de plano de saúde que omite informações sobre seu histórico de

. doenças.
Nesse caso, se a inexatidão ou omissão nas declarações não resultar de
má-fé do segurado, o segurador terá direito a resolver o contrato, ou a
cobrar, mesmo após o sinistro, a diferença do prémio

oluloin

• Se estiver em mora, inclusive, O segurado perde o direito à indenização


( a r . 763), se o sinistro ocorrer antes da purgação da mora

• Se o segurado comporta-se de forma diferente da usual, resultando num


aumento dos riscos, ele está "alterando unilateralmente" o contrato,
sujeitando o segurador a riscos distintos dos previstos no momento da

. celebração do contrato
Isso ocorre, por exemplo, com segurado que retira dispositivo de
segurança do veículo, ou de segurado que passa a fazer escalada em

..montanhas de alto desempenho e risco, num seguro de vida


Nesses casos, perde a cobertura ( a r . 768)
Curiosamente, porém, a diminuição do risco no curso do contrato não
acarreta a redução do prémio estipulado, salvo disposição em contrário ou
se a redução do risco for substancial (art. 770)
• Se houver agravarão do risco sem culpa do segurado, pode o segurador
dar-lhe ciência, por escrito, da resolução do contrato, desde que faça nos
15 dias seguintes à ciência do agravamento ( a r . 769, §1°). Nesse caso, a
resolução só será eficaz 30dias após a notificação, devendo ser restituída
pelo segurador a diferença do premia

• Quando qualquer fato que possa aumentar o risco do bem sob pena de

. perder o direito à garantia, se silenciou de má-fé ( a r . 769)


Sob pena de perder o direito à indenização, o segurado deve informar o
sinistro ao segurador, logo que o saiba, tomando providências para
minorar as consequências ( a r . 771)

Quais são as classificações da apólice do seguro?

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IIO

nini:

I - I I I

III

I_lOlllIÍIIllO

Quais são as classificações do contrato de seguro?

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alo-o

Illllll

A fiança é nula ou é válida?

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Fiança
NULA

. Fiança
VALIDA

Fiança
NULA

Fiança
VALIDA

Quais são os benefícios que o fiador pode alegar?

. Em outras palavras, o fiador pode exigir que, até a contestação


seja primeiramente executado o devedor
da lide,

. Em outras palavras, o fiador pode exigir que no caso de pluralidade


fiadores, seja obrigado a arcar com apenas sua cota-parte da dívida
de

O fiador ainda fica responsável quando se exonera? Por quanto tempo?

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Locação comum: em caso de fiança por prazo indeterminado


Nesse caso, o fiador pode exonerar-se a qualquer tempo, desde
que notifique o credor
Art. 835 do CC/2002

• Locação imobiliária (comercial ou residencial): em caso sub-


rogação por morte, separação, divórcio ou dissolução de união
estável do locatário, independentemente de a rança se dar em
contrato por prazo determinado ou não. Nesse caso, o fiador pode
exonerar-se contados 30 dias da notificação pelo locador
• Art. 12, §20 da Lei 8.245/1991
• Locação imobiliária (comercial ou residencial): em caso de
prorrogação da locação, tornando-se por prazo indeterminado.
Nesse caso, o fiador deve notificar o locador de sua intenção de
desoneração
• Art. 40, inc. X da Lei 8.245/1991

Quando o comissário responde pela insolvência das pessoas com quem


tratar?
cuido

Art. 697

. Art. 698

Quais são as obrigações do comissário?

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I Deve o comissário agir de conformidade com as ordens do


comitente. Na falta, não podendo pedi-las a tempo, deve
proceder segundo os usos em casos semelhantes
I

I union

Não apenas para evitar prejuízo, mas também para proporcionar


Iicro razoável que se esperaria do negócio

. Responde o comissário, salvo força maior, por anão ou omissão

. que cause prejuízo


Responde pelas consequências da dilação e pela ausência de

. ciência ao comitente dos prazos dados e de quem é o beneficiário


Juros, pela mora na entrega dos valores pertencentes ao
comitente

I l Se houver instruções ou se não for usual


I Presume-se que pode dilatar em conformidade com os usos, se
não houver instruções contrárias do comitente

Quais são as obrigações do comitente?

Ii
. Em caso de morte ou de força maior que impossibilite a conclusão

. do negócio, deve o comissário ser remunerado proporcionalmente


Mesmo que tenha dado causa à dispensa, tem direito à
remuneração. Pode o comi tente, porém, compensar os prejuizos

I A qualqeur tempo, pode alterar as instruções ao comissário, o que


inclui os negócios pendentes, mas deve informá-Io da alteração

.. Em caso de dispensa sem justa causa, pelas perdas e danos


Juros, se o comissário tiver adiantado valores para cumprimento

. de suas instruções
O comissário tem direito de retenção sobre os valores e bens em
seu poder até que seja reembolsado pelas despesas,
remunreações e indenizações

Quando se anula a transação?

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Aula 11 - Prof. Paul

Quais são as consequências à transação?

Chegamos ao final desta aula. Vimos a segunda parte das espécies de contratos
que podem aparecer na sua prova. Com isso, na aula que vem, daremos início à
Responsabilidade Civil.
Quaisquer dúvidas, sugestões ou críticas entrem em contato conosco. Estou
disponível no fórum no Curso, por e-mail e, inclusive, pelo Facebook.
Aguardo vocês na próxima aula. Até lá!

Paulo H M Sousa

N prof.paulosousa@yahoo.com.br

https://www.facebook.com/prof.paulohmsousa

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Fórum de Dúvidas do Portal do Aluno

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