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3 galinhas dos ovos nanceiros de ouro

que você não pode matar


By Guilherme, www.valoresreais.com
Agosto 27º, 2017

Uma das maneiras mais poderosas de pensar é através de metáforas.


Metáforas nos ajudam a raciocinar através de conceitos mais simples,
facilitando o entendimento de diversos temas – inclusive na área nanceira.

Quem nunca ouviu falar das galinhas dos ovos de ouro?

Não venda essas ações, elas são uma galinha dos ovos de ouro!
Você vai vender esse negócio, como você vai sobreviver? Pense duas vezes
antes de vendê-lo, ele é uma galinha dos ovos de ouro!
Por quê você vai vender esse terreno? Ele pode ser uma galinha dos ovos de
ouro no futuro!

Você já captou a ideia que está por trás essa metáfora. Ter uma galinha dos
ovos de ouro é como ter uma fonte de riqueza permanente. Uma fonte que
gera frutos. Um verdadeiro “pé de dinheiro“.

O importante não é apenas ter a galinha em si, mas sim ter uma galinha com
capacidade de produzir bons ovos. São os ovos que irão te sustentar.
Adaptando a metáfora para o campo nanceiro, são os frutos nanceiros
produzidos por essa fonte de renda que irão te sustentar.

O objetivo do texto de hoje é didático. É mostrar para você 3 galinhas de


ovos nanceiros que você não pode matar, pois elas serão fundamentais
para custear, total ou parcialmente, sua aposentadoria no futuro.
Aposentadoria pelo INSS para quem não tem a
contribuição previdenciária descontada na fonte
Pera lá, que negócio é esse? Colocar a aposentadoria do INSS como sendo a galinha
dos ovos de ouro?

De fato, o INSS está longe, muito longe, de ser uma galinha dos ovos de
ouro. Os benefícios de aposentadoria estão limitados ao valor máximo, hoje,
28 de agosto de 2017, de R$ 5.531,31. Ninguém que esteja aposentado pelo
Regime Geral de Previdência Social ganha mais do que isso. E, para muitos,
isso é insu ciente.

No RPPS (Regime Próprio de Previdência Social), o valor máximo dos


benefícios é o teto do funcionalismo público federal, ou seja, o subsídio de
Ministro do STF (R$ 33 mil brutos), mas isso apenas para quem entrou no
serviço público até 2003.

Quem ingressa hoje no serviço público – na verdade, quem ingressou desde


2013, está com o benefício previdenciário no RPPS limitado também ao teto
do INSS – se quiser receber mais, terá que ingressar no RPC (Regime de
Previdência Complementar), que, no caso da União, é administrado pelo
Funpresp.

Ou seja, servidores públicos da União, na prática, contam com dois sistemas


de aposentadoria: um obrigatório, pago pelo RPPS, limitado ao teto do
RGPS; e outro facultativo, pago pelo RPC (Funpresp – fundo de pensão
fechado), que tem como principais atrativos o fato de haver uma
contrapartida da União (a cada real pago pelo servidor, outro real é aportado
pela União, mas que, no nal das contas, por conta das taxas de
carregamento e de outras despesas, cada real aportado pelo servidor acaba
virando R$ 1,40 na reserva individual, em vez de R$ 2); zero de taxa de
administração; e possibilidade de dedução da contribuição paga pelo
servidor na declaração do IRPF, como se fosse uma previdência do tipo
PGBL (isso é uma vantagem sobre a contribuição previdenciária de 11% dos
servidores que estão no regime antigo, pois esse valor não pode ser
deduzido do IRPF).

Se as aposentadorias pagas pelo INSS são assim tão ruins, com valores tão
limitados e notoriamente insu cientes para boa parte das pessoas, por quê
então colocá-las como sendo uma galinha dos “ovos de ouro”?

Embora os ovos não sejam realmente de ouro – as quantias são bastante


limitadas – a galinha em si tem dois atrativos que não podem ser
desconsiderados. Esse alerta é mais dirigido para quem não contribui ou
nunca contribuiu para o INSS, e não tem, portanto, a contribuição
previdenciária retida na fonte – caso dos pro ssionais liberais e dos
autônomos, por exemplo.

Primeiro, trata-se do regime previdenciário com o pacote mais completo de


benefícios. Se você investe, visando a aposentadoria, num PGBL/VGBL, ou
mesmo em ações, Tesouro Direto, fundos imobiliários etc., ainda que
obtenha rendimentos extraordinários, esses investimentos no mercado
nanceiro nunca irão pagar pensão por morte, auxílio-doença, e auxílio-
doença, só para car em alguns exemplos de benefícios que são pagos pelo
INSS.

O que os investimentos aplicados no mercado nanceiro te proporcionam,


isso sim, é uma reserva de capital acumulada numa conta individual, que
pode ou não ser utilizada para cobrir eventos de morte do titular, de doenças
(e consequente afastamento do trabalho, com consequente provável perda
de renda), de invalidez etc., reserva de capital essa que pode ou não ser
su ciente para cobrir esses mesmos eventos.

Já os “investimentos” (não é bem esse o termo correto, mas facilita para


efeitos de aprendizagem) em pagamentos de contribuições previdenciárias
no INSS garantem esses benefícios adicionais, desde que cumpridos,
obviamente, os demais requisitos estabelecidos em lei, tais como carência,
idade etc.

Exemplo: imagine que Paulo e João comecem a trabalhar no mesmo


escritório como autônomos, e ganhem cada um R$ 1 mil. Paulo investe R$
200 no Tesouro Direto. Já João usa os mesmos R$ 200 para pagar o INSS.

Após um ano de trabalho, ambos cam doentes e precisam parar de


trabalhar. Vão car afastados 2 meses do trabalho. João vai receber do INSS,
durante o tempo em que car afastado, o auxílio-doença, já que pagou a
contribuição previdenciária e preenche os demais requisitos previstos em
lei. Já Paulo, que usou o dinheiro para investir no mercado nanceiro, não
terá direito ao auxílio-doença, pois não estava sequer liado ao INSS: ele vai
ter que se virar com o que tiver acumulado de reservas nanceiras.

É claro que a situação ideal é ter sobras no orçamento doméstico para


investir no mercado nanceiro e pagar o INSS. Deixar de contribuir ao INSS
é um risco, que pode fazer falta caso aconteça algum imprevisto.

Não vou entrar no mérito das discussões sobre o dé cit da Previdência, do


achatamento do valor dos benefícios previdenciários, do estereótipo da
imagens de longas las se formando no posto do INSS etc., pois são
impertinentes ao tema em questão. O que eu pretendo ressaltar aqui é que o
dinheiro pago a título de contribuição previdenciária garante a possibilidade
de receber um direito que inexiste quando se investe o mesmo dinheiro no
mercado nanceiro. Ainda que você olhe torto – e com razão – para a
aposentadoria do INSS, no mínimo, você deve pensar nele como um plano B,
C ou D.

Além disso, e eis aqui o segundo motivo para prestar atenção nos
investimentos em contribuições previdenciárias como um plano B de
investimentos, a aposentadoria paga pelo INSS é de caráter vitalício. Ou
seja, trata-se de uma fonte permanente de renda passiva, não importa se você
irá viver somente até os 67 anos, ou se irá viver até os 127 anos.
Em suma, no INSS você tem assegurado um benefício de nido (regime BD),
ao contrário dos investimentos tradicionais no mercado nanceiro, como
PGBL/VBGL, ou mesmo Tesouro Direto, ações e fundos imobiliários, em
que você tem uma contribuição (aporte) de nido (regime CD), mas não
sabe, de antemão, qual será o valor do benefício, o que só será feito quando
chegar a hora de se aposentar.

Quem contribuir para o INSS (pagando a contribuição previdenciária, que


pode chegar a até R$ 608,44) garante o recebimento de uma aposentadoria,
que, dependendo do tempo de contribuição, idade e outras variáveis, pode
chegar inclusive no teto, que, nos valores de hoje, é de R$ 5.531,31 (estou
desconsiderando, aqui, para facilitar o entendimento, as variáveis
decorrentes da aplicação do fator previdenciário, que podem diminuir o
valor do benefício a ser recebido).

Quando você investe os mesmos R$ 608,44 no mercado nanceiro, você não


sabe de antemão quanto vai acumular no futuro, pois tudo dependerá da
rentabilidade dos investimentos e da forma como você irá administrar esses
recursos para garantir uma renda mensal (juros) sem prejudicar o principal
(o capital acumulado).

Quer queira, quer não, somente esse fato – recebimento de um benefício


de nido – adiciona um importante fator de segurança na constituição de sua
aposentadoria, ainda que essa segurança esteja muito relativizada hoje em
dia, por conta do histórico governamental de sempre mudar para pior as
regras para a concessão das aposentadorias e o cálculo dos respectivos
proventos.

Lembre-se sempre – e acho que vocês já estão carecas de saber disso – que o
valor da aposentadoria do INSS sempre deve ser complementado com uma
estratégia de acumulação de patrimônio por meio de outros ativos geradores
de renda, a m de tornar sua velhice mais confortável e menos propensa a
depender dos outros. Em setembro de 2014 eu escrevi um artigo detalhando
8 desses ativos – link aqui.
Querem um exemplo real de pessoa que adotou esse tipo de estratégia!?

Tá na mão: Vitório. No artigo que tive o prazer de escrever em outubro de


2015, eu dei alguns detalhes da inesquecível conversa que tive com ele:

Vitório foi uma pessoa muito preocupada com sua aposentadoria:


além de contribuir para o INSS, pagava também a contribuição para
o plano de previdência de sua empresa. O resultado é que ele agora
desfruta do dinheiro acumulado de duas aposentadorias: a
aposentadoria dos cofres do INSS, da qual ele disse que recebia cerca
de R$ 2,4 mil líquidos; e a aposentadoria do fundo de pensão. Ele me
disse que certamente não conseguiria ter o padrão de vida que tem
hoje se não tivesse feito o planejamento para ter uma segunda
aposentadoria, e aqui reside a mensagem mais importantes do artigo
de hoje: faça seu próprio plano de aposentadoria nanceira.

O ideal, portanto, é fazer como o Vitório, ou seja, trabalhar os investimentos


no mínimo em duas frentes de batalha. É preciso lutar para conseguir a
independência nanceira, se possível antes da idade mínima para
aposentadoria segundo o regime público (60 anos de idade, pelas regras
atuais), e, por via das dúvidas (questão de segurança), continuar
contribuindo para o INSS a m de ter direito ao recebimento de uma
segunda aposentadoria, pelo INSS.

Vale lembrar, a propósito, que o teto dos benefícios pagos pelo INSS
também são reajustados ano a ano e, embora os reajustes sejam sempre
irrisórios – na maioria das vezes somente acompanhando a variação da
in ação (seria uma espécie de Tesouro IPCA que paga somente in ação e
nada de juros reais) – eles constituem uma garantia a mais de que pelo menos
o valor nominal não irá car parado no tempo, com todas as ressalvas que
se deve ter ao ler o termo “garantia”.

Por exemplo, 10 anos atrás, o teto da aposentadoria pelo INSS era de R$


2.894,28. Hoje, esse valor é quase o dobro (R$ 5.531,31), e, fazendo um
exercício de futurologia, supondo que daqui a 10 anos o reajuste cresça na
mesma proporção, o valor máximo da aposentadoria irá chegar, em 2027,
aos R$ 11 mil.

Pagar INSS é um meio, sim, de diversi car seus investimentos, e de diluir os


riscos quanto ao futuro, principalmente o risco de o mercado nanceiro não
te entregar aquilo que você esperava dele, ou o risco de você não conseguir
administrar bem suas reservas nanceiras de modo a gerar o valor de renda
passiva que você esperava conquistar. Ainda que o INSS seja uma galinha
que produza ovos de proteína inferior (= menos dinheiro), ainda assim são
ovos nanceiros.

E, embora saiba que o desejo de muitos leitores e investidores é conseguir


um patrimônio nanceiro de tal monta que o faça independer
completamente do INSS, cautela e caldo de galinha, ou melhor, cautela e a
galinha do INSS ;-), nunca são demais.

Os aluguéis, dividendos e juros do mercado


nanceiro
O mercado nanceiro oferece uma vasta gama de produtos capazes de se
transformar numa excelente galinha reprodutora de bons ovos nanceiros.
Fundos imobiliários bem consolidados, ações pagadoras de dividendos,
títulos do Tesouro Direto que pagam semestralmente cupons de juros…
todos são ótimas formas de gerar renda extra através de seus frutos:
aluguéis, dividendos, juros.
O importante é escolher boas galinhas (= pesquisando e estudando muito),
nutri-las para fazê-las engordar (= aportar com consistência e regularidade),
e vigiar para que elas não virem um problema na sua granja, ou seja, que
quebrem, deixem de lucrar ou aconteça algum problema que as impeça de
produzir os ovos de dinheiro.

O mercado, portanto, oferece à disposição do público produtos capazes de


gerar renda passiva de forma a complementar a renda da aposentadoria.
Mas por quê as pessoas em geral não conseguem aproveitar todo esse
potencial a seu favor?

Uma coisa muito comum que eu vejo acontecer nesse mercado é o giro de
patrimônio. Em geral, as pessoas ou não têm paciência para esperar as
galinhas crescerem e produzirem os ovos com mais qualidade, ou fazem
investimentos sem ter um plano adequado para sua utilização, o que denota
evidente falta de educação nanceira.

No primeiro caso, a falta de paciência é perceptível principalmente em


ativos que requerem um certo tempo de maturação antes de produzirem os
resultados almejados, tais como as ações e fundos imobiliários.

Um dos grandes problemas do investidor em ações é comprar na alta,


aportar sem regularidade, comprar empresas erradas, e vender
precipitadamente, antes de elas começarem a produzir os resultados que se
esperam.

As ações re etem o resultado das empresas no mundo real, e é óbvio que a


evolução nas vendas, nas receitas, nos lucros, não ocorre da noite para o
dia, sendo o produto de dias, semanas, meses e até anos de espera.

Quem dá “tempo ao tempo”, é paciente, é disciplinado, tem foco no longo


prazo, acaba inevitavelmente colhendo os frutos do exercício dessas
virtudes. A paciência colhe os seus frutos, e prova viva disso é o fato de,
semana passada, o Ibovespa nalmente ter fechado um pregão acima dos 70
mil pontos, fato que não ocorria desde 2011. Não se sabe se isso é
temporário ou passageiro, ninguém sabe, mas é uma prova de que paciência
é uma virtude que precisa ser exercitada principalmente quando se trata de
investimentos em ações.

Fazer resgates de investimentos com o timing totalmente errado ou com


objetivos incompatíveis com o tipo de investimento é outro problema típico
do investidor sem uma boa base de educação nanceira. Atire o primeiro
ovo quem nunca ouviu a história de alguém que queria resgatar o dinheiro
investido num PGBL com tributação regressiva de nitiva após menos de,
digamos, 5 anos de investimentos, para comprar um carro? Ou quem
começou a investir na Bolsa lá nos idos de 2008, quando ela estava nos 73
mil pontos, em Vale e Petro, com o objetivo declarado de investir para o
longo prazo, mas se assustou com o primeiro circuit breaker da Bolsa, e
nunca mais voltou para a Bolsa de Valores? Ou do sujeito que, após ler que o
Tesouro IPCA rendeu mais de 50% num determinado ano, concentrou todos
os seus investimentos nesse papel e, à medida que a taxa do papel foi
aumentando, o preço de mercado foi diminuindo, provocando
desvalorizações da ordem de mais de 30%, e não aguentou a rentabilidade
negativa de curto prazo, e liquidou tudo com prejuízo?

Qualquer pessoa tem condições de criar boas galinhas reprodutoras de bons


ovos de ouro – a nal, o mercado nanceiro é público, acessível a todos a um
clique de distância – e, assim, formar uma poupança boa, parruda e robusta
para a aposentadoria.

Boas galinhas existem aos montes no mercado nanceiro. As pessoas às


vezes até conseguem pegá-las – comprando ações do Itaú a R$ 21 (olhem
quanto tá hoje, deem uma pesquisada no Google usando o termo ITUB4),
Tesouro IPCA pagando mais de 7% a.a. mais in ação, fundos imobiliários
com yield superior a 1% a.m. – mas, depois de algum tempo, não aguentam a
pressão e vendem. Isso mesmo: vendem. E, com isso, transferem essas
galinhas para a granja dos afortunados: para aqueles que compram com a
intenção de manter, sabendo que podem gerar bons ovos nanceiros
durante mais de 1, 2 ou 3 décadas.

O córtex pré-frontal de seu cérebro


A maior galinha dos ovos de ouro está dentro de você: é o seu cérebro, mais
precisamente o córtex pré-frontal (PFC). De acordo com a Wikipedia:

Esta região cerebral está relacionada ao planejamento de


comportamentos e pensamentos complexos, expressão da
personalidade, tomadas de decisões e modulação de comportamento
social.[1] A atividade básica dessa região é resultado de pensamentos
e ações em acordo com metas internas.[2]

É através do PFC que você trabalha, e é por meio do trabalho que você gera
dinheiro. Cuidar bem do seu cérebro, pensando em meios e modos de
explorar seu potencial ao máximo, é a chave do sucesso. Não existe fonte
mais poderosa de renda do que ele.

Todas as grandes invenções da Humanidade passaram pelo PFC. E você tem


dentro de si um exemplar totalmente único, individual e irreplicável.

Você sabe qual é o problema?

Se você já é leitor antigo e assíduo do blog, provavelmente já tem a resposta


na cabeça: o mundo está cheio de armadilhas para que você não desenvolva
todo o seu potencial de explorar seu cérebro.
O mundo quer que você se distraia, que você seja um viciado em distrações.
Mensagens de Whatspp a cada 5 minutos piscando na home de seu
smartphone, noti cações push de novos emails, SMSs, novas fotos e textos
publicados nas redes sociais… a lista é imensa.

Você só produz trabalho de valor se você conseguir se concentrar, mas se


nem no ambiente de trabalho você consegue se livrar da porcaria das redes sociais,
vai ser em casa que você vai conseguir fazer isso?

E, com isso tudo, você ca desestimulado a produzir coisas de valor que


gerem resultados duradouros, simplesmente porque, quando há um
intervalo de tempo propício para tal… você já está estafado. Cansado
mentalmente. Esgotado sicamente. Desestruturado emocionalmente. Não
dá.

A solução, por óbvio, passa necessariamente por uma reestruturação em seu


estilo de vida, que envolve mudança de hábitos, de rotinas, e foco em
implementação de ações e comportamentos capazes de produzir um estado
que o faça sair da zona de conforto, o que envolve, sem dúvida, a busca de
novas metas e objetivos.

Uma das melhores maneiras de usar o PFC é através da aprendizagem


contínua. E aí eu pergunto: qual foi a última vez que você leu um livro da
sua área de pro ssão? Se você é do comércio, quantos livros sobre vendas
leu nos últimos 12 meses? Se você é advogado, quantos livros jurídicos leu
no decorrer do último ano? Se você é engenheiro civil, quantos cursos fez
sobre sua pro ssão nos últimos 3 anos? Se você é médico, sabe quais serão
as novas tendências da sua área de pro ssão para os próximos 30 anos?

É claro que quilometragem de leitura e de aprendizagem não garante, só por


si, sucesso pro ssional. Porém, é inegável que, quanto mais você aprende,
mais você aumenta as chances de você obtê-lo. Portanto, na dúvida entre
estudar e não estudar, eu, se fosse você, estudaria. Ainda que fosse só por
precaução. 😉
Mas aprender dentro da própria pro ssão não é su ciente. Para ter galinhas
de ovos nanceiros de ouro é preciso, também, estudar sobre nanças.
Quantos blogs sobre nanças você lê por semana? Quais conhecimentos
novos adquiriu sobre investimentos de 2016 pra cá? Que coisas você só veio
a saber agora em 2017?

A curiosidade é o motor do aprendizado, e o aprendizado é o motor para a


evolução da espécie humana.

Veja o que a mãe de Bill Gates disse sobre ele quando era garoto:

“Quando esperávamos seu nascimento, já sabíamos que se nascesse


homem o nome seria “Bill Gates III”. Mas a avó e a bisavó materna
dele acharam que causaria muita confusão ter dois Bills na mesma
casa. Como amantes inveteradas das cartas, elas sugeriram que o
chamássemos de “Trey”, que nos Estados Unidos, como qualquer
jogador sabe, refere-se à carta de número 3. (…) Quando menino,
Trey provavelmente leu mais livros que os outros garotos, e com
frequência nos surpreendia com ideias sobre como achava que o
mundo funcionava – ou imaginava que poderia funcionar (destacou-
se)”.

Agora, leiam um trecho da mega resenha que z sobre a biogra a de Warren


Bu ett:
“Aos 8 anos, para aprimorar suas habilidades em se relacionar com
as pessoas, uma vez que ele era um garoto tímido que não se dava
muito bem com as garotas (embora gostasse de se relacionar com
amigos mais velhos, sempre), Bu ett leu um livro cujo título lhe
tinha seduzido: Como fazer amigos e in uenciar pessoas, de Dale
Carnegie. Aos 8 anos.

Como seu pai tinha uma pequena corretora de valores, Bu ett


gostava de car no escritório do pai, lendo, aos 9 anos de idade, a
coluna “The Trader“, da revista Barron´s, e todos os livros da
estante.”

No documentário Becoming Warren Bu ett, ele próprio con rma que gostava
de car no escritório do pai dele lendo cada livro e que, em pouco tempo, já
tinha lido todos os livros.
Representação artística dessa peculiar fase da vida de Bu ett. Observe a
quantidade de livros que ele já tinha devorado quando possuía menos de 10 anos de
vida.

Voltemos de 1939 para 2017. Vejam o que Bill Gates publicou no Instagram
no mesmo dia em que esse artigo começou a ser escrito:
Vejam a parte em destaque: “meu entusiasmo para aprender continua o mesmo”.

……………………

Por ocasião do aniversário de 7 anos do blog, eu narrei 7 coisas novas que


aprendi em cada um dos anos em que o blog girou ao redor da Terra. Vale a
pena dar uma conferida – post aqui – a m de que você mesmo pense sobre
coisas novas que aprendeu no decorrer dos últimos 7 anos – e o que você
espera aprender de novo nos próximos 365 dias.

Conclusão
Quem não gostaria de ter uma fonte permanente de riqueza? Todos
queremos tê-la.

Contudo, ter ativos geradores de renda não envolve apenas a criação,


manutenção e aperfeiçoamento de um plano estratégico de investimentos.

Ela envolve, além disso, que você dedique um tempo para re etir sobre uma
possível necessidade de investimento numa contrapartida previdenciária
ao trabalho que você presta, principalmente se você pode, atualmente, se
dar ao luxo de ignorar completamente o INSS e não pagar contribuição
previdenciária.

Não se discute, aqui, sobre quão ruim seja o sistema previdenciário atual (e
de fato é, para a maioria das pessoas, e cará ainda pior quando a Reforma
da Previdência for aprovada), mas sim sobre adicionar um elemento extra
de segurança à sua vida, enquanto você tem condições de gerar dinheiro por
meio de sua capacidade ativa para o trabalho.

Como eu já disse diversas outras vezes aqui no blog, eu ouço há mais de 10


anos a coluna diária de nanças pessoais do Mauro Halfeld na CBN, e uma
das coisas mais recorrentes que eu ouço, nesse tempo todo, são os casos de
ouvintes situados na chamada meia idade (pessoas entre 40 e 50 anos) que
começam agora a se preocupar com a aposentadoria, sem nunca terem
contribuído sequer para o INSS. Alguns desses ouvintes formaram reservas
nanceiras individualmente (normalmente na renda xa, e imóveis de
aluguel) – esses estão em uma situação um pouco melhor – mas outros não
formaram reserva nanceira alguma, sendo que os únicos bens de maior
valor em seu patrimônio são um carro (passivo) e uma casa própria (que
também não é ativo, já que não gera renda).

Quando eu ouço comentários de pessoas com esse per l, eu tento me


colocar na situação delas, e imagino quão desesperador deve ser a situação de
você ter, digamos, 51 anos de idade, 30 anos de trabalho, zero de
contribuição previdenciária para o INSS, e zero de reservas nanceiras, zero
no Tesouro Direto, zero em investimentos no banco, zero em ações, e zero
em fundos imobiliários. Já imaginou? Isso é muito mais comum do que se
imagina, nesse nosso Brasil tão imenso em termos territoriais e tão carente
de educação nanceira.

Se você não tem um plano A, que pelo menos tenha um plano B. Daqui a 30
anos, você voltará a esse especí co texto para me agradecer por ter lido tal
re exão. 😉

Finalmente, estudar, estudar e estudar. O desenvolvimento de novas


habilidades começa no cérebro, está ao seu alcance, e não depende de mais
ninguém. Você é o mais interessado na evolução de sua própria vida.

A vida passa num instante. Hoje, você é jovem, trabalha, tem energia. Pode
se dar ao luxo de gastar seu tempo livre montando uma poderosa estratégia
de investimentos. Quando menos se der conta, já estará avistando a
aposentadoria na linha do horizonte, e talvez se perguntará: por quê eu não
investi nisso antes? Por quê eu não estudei mais antes? Por quê eu não trabalhei
mais antes? Por quê eu não arrisquei mais antes, quando eu tinha todo o tempo do
mundo para esperar? Por quê eu não controlei melhor meus gastos? Onde eu
estava com a cabeça gastando tanto dinheiro com ____ e com ____?
“Se nunca economizarmos dinheiro, sempre seremos pobres, não importa
quanto dinheiro possamos estar ganhando” – Richard Koch

A educação nanceira te dá as bases para se precaver quanto ao futuro e ao


mesmo tempo aproveitando bem o momento presente.

Portanto, aproveite que você está terminando de ler esse artigo, e já aja em
busca de meios de investir mais e melhor, se precaver quanto ao futuro, e de
ter mais serventia às outras pessoas por meio daquilo que você se
especializou em fazer tão bem. Galinhas dos ovos de ouro, pés de dinheiro,
não importa o nome: tudo começa dentro de você. Mãos à obra!

Créditos da imagem: Free Digital Photos