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ções sobre a natureza e a evolução da doença, sobre como lidar com eventuais comportamentos inadequados ou mesmo agressivos, além de adaptações e modificações necessárias no ambiente e programas de ativi- dades específicas para os pacientes, são exemplos de tais medidas. A participação de outros profissionais de saúde, particularmente aqueles que trabalham no campo da reabilitação, é de grande importância.

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O cuidador tem um papel fundamental no tratamento e no suporte

diário, contínuo, aos pacientes. É comum na experiência clínica se ob-

servar que indivíduos com Doença de Alzheimer que têm cuidadores melhor preparados e com uma atitude mais positiva frente à doença, costumam exibir um curso clínico menos desfavorável.

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A sobrecarga física e psicológica dos cuidadores, sobretudo dos fa-

miliares, é muito expressiva e aumenta ainda mais nas fases avançadas da doença, em que a dependência vai se tornando cada vez maior. Além disso, diversos estudos, e também a prática clínica, revelam que os familiares/cuidadores têm freqüência aumentada de insônia e de- pressão, o que reforça a necessidade de uma atenção especial dirigida a eles pelo médico.

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A Doença de Alzheimer acarreta degeneração de sinapses (cone-

xão entre os neurônios) e perda neuronal em áreas cerebrais específi- cas, que resultam nos diferentes sintomas característicos já menciona- dos. O neurologista, por conhecer profundamente a anatomia e os prin- cípios do funcionamento cerebral, bem como por receber treinamento específico em sua formação para o exame destas funções, é sem dúvida um profissional em situação privilegiada para o diagnóstico e tratamen-

to desta doença.

um profissional em situação privilegiada para o diagnóstico e tratamen- to desta doença. www.abneuro.org Apoio:

www.abneuro.org

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A Doença de Alzheimer é a mais freqüente doença neurodegenerativa

na espécie humana. Trata-se de uma doença que acarreta alterações do fun- cionamento cognitivo (memória, linguagem, planejamento, habilidades vi- suais-espaciais) e muitas vezes também do comportamento (apatia, agita- ção, agressividade, delírios, entre outros), que limitam progressivamente a pessoa nas suas atividades da vida diária, sejam profissionais, sociais, de lazer ou mesmo domésticas e de autocuidado. O quadro clínico descrito ca- racteriza o que em Medicina é denominado “demência”.

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As causas da Doença de Alzheimer não são conhecidas. Sabe-se que em

uma minoria dos casos (menos de 2% do total) ela pode ter origem genéti- ca, com história familial, condicionando início mais precoce dos sintomas (antes dos 60 anos). A maioria dos casos, no entanto, corresponde à chama- da forma esporádica da doença, em que ou não há história familial ou esta é apenas ocasional, não configurando uma transmissão genética. Muitas vezes os sintomas da doença, especialmente nas fases iniciais, são considerados como próprios do envelhecimento, o que em muitos casos retarda o diagnóstico e o início do tratamento.

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Na grande maioria dos casos o primeiro sintoma é a perda de memória para fatos recentes. É importante salientar que esta perda de memória deve representar um declínio em relação ao funcionamento anterior e que tam- bém deve ser de intensidade suficiente para interferir com o desempenho do indivíduo em suas atividades diárias. Ou seja, uma perda de memória leve e ocasional não deve ser valorizada da mesma forma. Além das alterações de memória, outros sintomas comuns são dificul- dades para encontrar palavras, dificuldades de planejamento, desorienta- ção no tempo e no espaço. Alterações do comportamento também são fre- qüentes e vão se tornando mais intensas com a progressão da doença, desde apatia e depressão até delírios (idéias fantasiosas), alucinações, agi- tação e agressividade.

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Dezenas de doenças podem acarretar quadro clínico de demência e fa- zem parte do diagnóstico diferencial da Doença de Alzheimer. A avaliação clínica cuidadosa apoiada por exames complementares, como tomografia com- putadorizada ou ressonância magnética do cérebro e testes laboratoriais, per- mitem fazer o diagnóstico adequado na maior parte dos casos.

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Não há, até o momento, nenhum método que isoladamente permita o diagnóstico de Doença de Alzheimer com absoluta precisão. Avanços substanci- ais têm ocorrido nesta área, com alguns exames mais específicos e promissores em fase de pesquisa. No entanto, o diagnóstico ainda é feito pela identificação de quadro clínico característico e pela exclusão de outras causas de demência, por meio dos exames complementares já citados (laboratoriais e de imagem). Quando é seguido o roteiro diagnóstico apropriado, baseado em reco- mendações e consensos internacionais e também nacionais, a identificação da doença fica em torno de 85% nas fases iniciais, aumentando de forma expressiva com o acompanhamento do paciente. Alguns casos, no entanto, podem apresentar manifestações clínicas atípicas ou, em fases muito iniciais, oferecer maiores dificuldades para sua correta identificação, necessitando de avaliação mais especializada.

necessitando de avaliação mais especializada. ExisteExisteExisteExisteExiste

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Não existe, até o momento, nenhuma forma de prevenção absoluta da doença. Infelizmente, quanto maior a longevidade ou a sobrevida de uma pessoa, maior o risco de desenvolver a Doença de Alzheimer. No entanto, sabe-se que hábitos saudáveis de vida, como alimentação adequada, in- cluindo consumo regular de peixes, frutas, cereais, e baixa ingestão de ali- mentos gordurosos, atividade física regular (como caminhadas) e também atividade intelectual variada (como leitura, jogos) reduzem o risco de apare- cimento da doença. É importante salientar também o impacto positivo ofere- cido pelo adequado controle de fatores de risco vascular.

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Embora a Doença de Alzheimer não seja curável, ela é tratável. Muitas pessoas não têm esta informação ou não reconhecem os benefícios dos me-

dicamentos aprovados para o seu tratamento, que podem ajudar no controle de alguns sintomas. Alguns destes remédios são inclusive disponibilizados pelo Ministério da Saúde de forma gratuita.

O tratamento da Doença de Alzheimer inclui intervenções farmacológi-

cas (medicamentosas) e não-farmacológicas. Dentre as primeiras, há dois grupos de medicamentos: o primeiro representado por compostos que atuam aumentando os níveis do neurotransmissor acetilcolina no cérebro, e o se- gundo, por uma outra medicação que age sobre o neurotransmissor

glutamato. Do primeiro grupo fazem parte donepezil, galantamina e rivastigmina, todos indicados para o tratamento das fases inicial e interme- diária (correspondendo à sintomatologia leve a moderada) da doença. O segundo grupo é representado pela memantina, aprovada para o tratamen- to das fases intermediária e avançada da doença (correspondendo à sintomatologia moderada a grave).

É importante ressaltar que estas medicações têm efeito sintomático e

eficácia modesta, embora beneficiando uma parcela significativa dos pa-

cientes. Como podem ter efeitos colaterais, o tratamento deve ser iniciado sempre com doses baixas, que serão aumentadas gradativamente, procedi- mento este que deve ser acompanhado por um médico.

O tratamento não-medicamentoso da Doença de Alzheimer é dirigido não

apenas ao paciente, como também aos seus familiares e cuidadores. Orienta-