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TÓPICO 5: OS POVOS INDÍGENAS: DIVERSIDADE E MIGRAÇÕES

Habilidades: 1. Analisar e compreender as especificidades e complexidade dos povos indígenas brasileiros à época de sua "descoberta" pelos europeus:
origens, movimentos migratórios e diversidade linguístico - cultural
2. Diferenciar as principais "nações" indígenas brasileiras, especialmente as mineiras: Pataxó, Xacriabá, Krenak e Maxacali
O termo tupinambá significa "o mais antigo" e se refere a uma grande nação de
índios, da qual faziam parte, os tamoios, os tupiniquins, os carijós, os potiguaras,
os tabajaras, os caetés, os aimoré, os goitacá, aricobés etc.
Eles dominavam o litoral brasileiro e possuíam língua comum, que teve sua
gramática organizada pelos jesuítas e que ficou conhecida como o tupi, os
tupinambás fizeram parte da Confederação dos Tamoios, cujo objetivo era lutar
contra os portugueses. Apesar de terem raízes comuns, lutavam também entre si,
em guerras sangrentas, em que os prisioneiros capturados eram devorados em
rituais antropofágicos. Atualmente, existem 4 núcleos de índios Tupinambás no
litoral da Bahia, 3 864 indígenas, a aldeia Patiburi, em Belmonte, 199 índios e os
Tupinambás da Serra do Padeiro, com mais ou menos 1000 indígenas – esse grupo
se negou a virar escravo nos engenhos e se abrigou no mato por isso foi chamado
de "Tupinambá do Mato". Hoje, lutam pela homologação de suas terras, já demarcadas
pela Fundação Nacional do Índio. A maioria dos tupinambás localizava-se na Baía
da Guanabara e em Cabo Frio, onde fabricavam o gecay, mistura de sal e pimenta
que vendiam aos franceses, com os quais se aliaram quando estes estabeleceram
a colônia da França Antártica na Baía de Guanabara.
As tentativas de escravização dos índios para servirem nos engenhos de cana-de-
açúcar no núcleo vicentino levaram à união das tribos tupinambás numa
confederação sob o comando de Cunhambebe chamada de "Confederação dos
Tamoios",com grande poderio de guerra. Ajudaram os franceses quando os
portugueses os atacaram no RJ. Isto levou ao extermínio dos tupinambás que
1 moravam na Baía da Guanabara. Os que conseguiram se salvar se embrenharam
Fonte: FAUSTO, Carlos. Fragmentos da história e cultura tupinambá nos matos e se misturaram com os colonos em Ubatuba, gerando a atual
Sabemos que a cultura indígena sofreu uma série de população caiçara e a população cabocla do Vale do Paraíba Paulista e
modificações ao longo do tempo e do espaço. E que os Fluminense. Estácio de Sá expulsou os franceses e os tamoios, encerrando o
povos indígenas à época do “descobrimento" possuíam conflito. Após isso, os portugueses chegaram a conclusão de que era difícil
características específicas conforme a tribo e a região escravizar indígenas e decidiram importar escravos africanos.
Os guaranis, antes do contato com os europeus, não conheciam a escrita, eram caçadores e agricultores seminômades. Alguns grupos
praticavam antropofagia. Eram conhecidos como carijós. No sul e do sudeste do Brasil, foram os primeiros a serem contatadas pelos
europeus. O termo guarani, que significa guerreiro e passou a ser empregado, quando as tribos já estavam esfaceladas por mais de 100anos
de exploração colonial, para designar os índios que viviam em aldeamentos e falavam o tupi-guarani. Os cronistas dos prelúdios do período
colonial denominaram guaranis todas as populações que partilhavam de uma mesma língua, semelhante à língua falada pelos índios tupis do
litoral. Agindo como soldados, os jesuítas tinham o objetivo de converter os “selvagens” e obrigá-los a mudar seu estilo de vida e aceitar a
religião católica como única forma de salvação. A antiga e intensa política de ocupação dizimou a população indígena. Todavia, os
remanescentes desta etnia ainda mantém fortes indícios de unidade linguística e cultural. As populações guaranis contemporâneas vivem em
pequenas reservas, acampamentos à beira de rodovias ou habitam, ainda, espaços geograficamente isolados.

Os guaranis foram para o sul Os


Os mapas 2 e 3 são explicação da expansão indígena. tupinambás desceram pelo rio
O mapa 2 mostra a o movimento migratório na época do Amazonas, expandindo-se, pela
descobrimento, onde os tupinambás se separaram dos guaranis. faixa costeira.
O mapa3 mostra que da Amazônia saíram dois movimentos
migratórios de orientações diversas:
Área de ocupação tupinambá. XVI
Rota migração tupinambá Área de ocupação guarani. XVI
2 3 Rota migração guarani
ATIVIDADES: 7- O que era o gecay e o que os índios faziam com ele?
1- Escreva, com base nas informações contidas no mapa1- – os 8- Que acontecimento teve como conseqüência o extermínio de grande
nomes das diferentes nações indígenas parte dos tupinambás?
2- O que significa tupinambá, que tribos faziam parte dessa nação 9- O que aconteceu com alguns dos tupinambás que escaparam de
e onde viviam antes da chegada dos europeus? morrer no conflito com os portugueses?
3- O que significa guarani, como viviam antes da chegada dos 10- Quem acabou com o conflito de tamoios e a que conclusão os
europeus e como ficaram chamados por eles? portugueses chegaram depois disso?
4- O que os tupinambás e os guaranis têm em comum? 11- O que é antropofagia?
5- Qual era o objetivo dos jesuítas, no Brasil? 12- Escreva um pequeno texto descrevendo as possíveis explicações
6- O que foi a confederação de Tamoios e qual seu objetivo? para a expansão das nações indígenas ao longo do território.
Aspectos da cultura indígena 3- A mapa reproduz a distribuição das terras
indígenas ao longo do território brasileiro,
que está dividido em 5 grande regiões. Com
base no mapa identifique

(rosa) as duas regiões com maior


concentração de terras indígenas

(verde) as duas regiões com menor


concentração.

4- Compare esse mapa com o mapa 1. Com


base nos mapas, responda se houve
deslocamento populacional ao longo dos
séculos. E se houve, por quais motivos esse
deslocamento ocorreu?

Fonte: http://www.ibge.gov.br/ibgeteen/mapas/imagens/terras_indigenas_gde.gif

Diversidade cultural dos povos indígenas no Brasil.

Família Arara da Região Norte(1)

Crianças Maxakali. Norte de Minas (2)


6- Numere as diferenças entre os dois grupos
indígenas acima?
mapa apresenta um mapeamento das tribos indígenas com base no tronco lingüístico. ( ) vive relativamente isolados
Observe as diversas populações indígenas existentes no território brasileiro. Fonte: ( )mantêm as tradições culturais de seus
http://www.unicamp.br/iel/cedae/indiomap.gif antepassados
( ) sobrevivem da caça, pesca, coleta e
5- Identifique no mapa os grupos indígenas ao lado agricultura incipiente
Faça uma na tribo maxakali ( ) maior contato e integração com outros
povos
Faça uma na tribo Arara ( ) fala português
6- Escreva um pequeno texto sobre a diversidade cultural e territorial das ( ) veste-se com a maioria da população e
populações indígenas no Brasil atual. realiza comercio como qualquer outro povo.
TÓPICO 5: OS POVOS INDÍGENAS: DIVERSIDADE E MIGRAÇÕES
Hab: Analisar e compreender o longo processo de conquista do norte e nordeste do território mineiro, em pleno século XIX
Diferenciar as principais ‘nações’ indígenas brasileiras, especialmente as reconhecidas como mineiras
Durante o período áureo da extração do ouro e dos diamantes em Minas, interessou à Metrópole a manutenção da ocupação indígena das
regiões do vale do rio Doce e do rio Mucuri. Essa ocupação e a conservação da floresta, que cobria as regiões, serviam de barreiras naturais
e dificultavam o descaminho do ouro. Com a decadência da extração do ouro e das pedras preciosas, o interesse da metrópole se deslocou
para a conquista e expansão de áreas para a colonização.
Os grupos remanescentes de indígenas existentes hoje em Minas Gerais foram, em sua maioria, aqueles que sobreviveram ao processo de
conquista do território, empreendido no século XIX.
ATIVIDADES
1- Em que momento histórico interessou aos portugueses a permanência dos índios na terra? Por quê?
2- A partir de que momento histórico não era mais interessante para os portugueses a permanência dos índios na terra? O que os
portugueses fizeram então?

TEXTO 2:
Pedro Maria Xavier de Ataíde e Mello, do Meu Conselho, Governador e Capitão General da Capitania de Minas Geraes, Amigo. Eu o Príncipe
Regente* vos Envio muito saudar. Sendo-Me presentes as graves queixas que da Capitania de Minas Geraes tem subido á Minha Real
Presença sobre as invasões, que diariamente estão praticando os Índios Botecudos, Antropophagos em diversas, e muito distantes partes da
mesma Capitania, particularmente sobre as margens do Rio Doce, e rios, que no mesmo desagoão, e onde não só devastão todas as
Fazendas sitas naquellas visinhanças, e tem até forçado muitos Proprietários a abandonallas com grave prejuízo seu, e da Minha Real Coroa,
mas passão a praticar as mais horríveis, e atrozes scenas da barbara antropophagia, ora assassinando os Portuguezes, e os Índios mansos
por meio de feridas, de que sorvem depois o sangue, ora dilacerando os corpos, e comendo os seus tristes restos; tendo-se verificado na
Minha Real Presença a inutilidade de todos os meios humanos, pelos quaes Tenho Mandado que se tente a sua civilização, e os reduzillos a
Aldear-se, e a gozarem dos bens permanentes de huma Sociedade pacifica, e doce debaixo das justas, e humanas Leis, que regem os Meus
Povos; e até havendo-se demonstrado, quão pouco últil era o sistema de Guerra defensivo, que contra elles Tenho Mandado seguir, visto que
os Pontos de defeza em huma tão grande, e extensa linha não apoiam bastar a cobrir o Paiz: Sou Servido por estes, e outros justos motivos,
que ora fazem suspender os effeitos de Humanidade, que com elles Tinha Mandado praticar, Ordenar-vos em primeiro lugar: Que desde o
momento, em que receberdes esta Minha Carta Régia, deveis considerar como principiada contra estes Índios Antropophagos huma Guerra
Offensiva*, que continuareis sempre em todos os annos nas Estações secas, e que não terá fim, senão quando tiverdes a felicidade de vos
senhorear das suas Habitações, e de os capacitar da Superioridade das Minhas Reaes Armasde maneira tal, que movidos do justo terror das
mesmas eles peção a Paz, e sugeitando-se ao doce jugo das Leis, e promettendo viver em Sociedade, possão vir a ser Vassallos úteis, como
já o são as immensas Variedades de Índios, que nestes Meus vastos Estados do Brasil se achão aldeados, e gozão da felicidade, que he
consequencia necessária do Estado Social (...) Carta Régia ao Governador e Capitão General da Capitania de Minas Gerais sobre a guerra aos índios
Botecudos. In: CUNHA, Manuela Carneiro da (org.). Legislação indigenista no século XIX. São Paulo: Edusp, 1992. p. 56-57 .
INTERPRETAÇÃO DE DOCUMENTO HISTÓRICO 9- Reúna-se com seus colegas em grupo para
1- O que é carta régia? debater e responder as seguintes questões a
2- Quem escreveu a carta acima? partir da leitura dos textos.
3- Para quem a carta foi escrita? 1) Qual a imagem que o príncipe regente tinha dos
4- Qual é o assunto principal da carta? indígenas brasileiros?
5- Em que lugar se encontrava a pessoa que recebeu a carta e em que lugar 2) O quê ele pretendia que fosse com eles realizado?
estava o rei? 3) O quê era a civilização segundo a compreensão do
6- De acordo com o texto, que tribo indígena era antropófaga e o que é Príncipe? Como ela poderia ser alcançada?
antropofagia? 4) O quê significava para o Príncipe regente levar a paz
7- Na carta o rei diz que tem tentado de tudo para civilizar os índios sem com para os indígenas?
isso conseguir resultados, portanto que ordem dá ao capitão geral das 5) Quais são os grupos indígenas mencionados na carta?
capitanias de Minas Gerais? 6) Quais os motivos são listados para se decretar guerra a
8- Sobre o texto coloque V ou F esses indígenas?
( ) Existe imensas variedades de etnias indígenas no Brasil.
( ) Os botocudos invadiam as capitanias e comiam carne humana dos
portugueses e dos índios que já tinham sido “civilizados”
( ) Muitos fazendeiros abandonaram suas fazendas fugindo dos índios que
praticavam a antropofagia.
( ) O rei mandou fazer uma guerra ofensiva para que os índios botocudos
ficassem com tanto medo que pedissem a paz
TEXTO 3:
Sob D. João VI as terras conquistadas em ‘guerra justa’ declarada pela Coroa, eram tidas por terras devolutas. A guerra justa, instituição
que data das Cruzadas, é usada do século XVI ao início do XVIII no Brasil para dar fundamento à escravização de índios livres. No século XIX
é um arcaísmo. Ao ser invocada nessa época, faz ressurgir a escravidão indígena: os índios conquistados ficavam escravos. Mas introduz
também, um novo título sobre as terras dos índios, algo que não era tratado nos séculos anteriores. Nunca se havia declarado devolutas as
terras de índios conquistados: a novidade é significativa. Nessas terras, favorecia-se o estabelecimento de colonos: as terras deveriam ser
dadas a soldados, a fazendeiros (...). Muito depois da conquista do rio Doce [região de Minas Gerais] e dos índios botocudos [de Minas
Gerais] terem sido aldeados*, ainda se concediam sesmarias em seus territórios. CUNHA, Manuela Carneiro da. Prólogo. In: CUNHA, Manuela
Carneiro da (org.). Legislação indigenista no século XIX. São Paulo: Comissão pró-índio de São Paulo/ Edusp, 1992. p. 13-14.
ATIVIDADES
1- Complete os conceitos abaixo com as palavras destacadas no texto de forma que fique correto.
_______________era a concessão de terras no Brasil, dada pelo governo português com o intuito de desenvolver a agricultura. Representava
a exploração econômica da terra, tendo fundamentado a organização social e do trabalho, assim como o latifúndio monocultor e escravagista.
____________________era a justificativa que os fazendeiros do açúcar tinham para continuar escravizando os índios, porque a escravidão
indígena havia sido proibida pela coroa e pela igreja. Então eles justificavam se os índios atacassem as fazendas podiam ser escravizados.
________________são terrenos públicos, ou seja, propriedades públicas que nunca pertenceram a um particular, mesmo estando ocupadas.

2- A quem o texto se refere quando fala “declarada pela Coroa”?


3- Porque os fazendeiros faziam a guerra justa?
4- Por que a terra dos índios passou a ser chamada de terra devoluta?
5- De que lugar do Brasil eram os índios botocudos?
TÓPICO 5: OS POVOS INDÍGENAS: DIVERSIDADE E MIGRAÇÕES
Em pleno século XXI a grande maioria dos brasileiros ignora a imensa diversidade de povos indígenas que vivem no país.
Estima-se que, na época da chegada dos europeus, fossem mais de 1.000 povos, somando entre 2 e 4 milhões de pessoas.
Atualmente encontramos no território brasileiro 238 povos, falantes de mais de 180 línguas diferentes.
Os povos indígenas somam, segundo o Censo IBGE 2010, 896.917 pessoas. Destes, 324.834 vivem em cidades e 572.083 em
áreas rurais, o que corresponde aproximadamente a 0,47% da população total do país. A maior parte dessa população distribui-
se por aldeias, situadas no interior de 679 Terras Indígenas, de norte a sul do território nacional.
Falar, hoje, em povos indígenas no Brasil significa reconhecer, basicamente, seis coisas:
- Nestas terras colonizadas por portugueses, onde viria a se formar um país chamado Brasil, já havia populações humanas que
ocupavam territórios específicos;
- Não sabemos exatamente de onde vieram; dizemos que são "originárias" ou "nativas" porque estavam por aqui antes da
ocupação européia;
- Certos grupos de pessoas que vivem atualmente no território brasileiro estão historicamente vinculados a esses primeiros
povos;
- Os índios que estão hoje no Brasil têm uma longa história, que começou a se diferenciar daquela da civilização ocidental ainda
na chamada "pré-história" (com fluxos migratórios do "Velho Mundo" para a América ocorridos há dezenas de milhares de
anos); a história "deles" voltou a se aproximar da "nossa" há cerca de, apenas, 500 anos (com a chegada dos portugueses);
- Como todo grupo humano, os povos indígenas têm culturas que resultam da história de relações que se dão entre os próprios
homens e entre estes e o meio ambiente; uma história que, no seu caso, foi (e continua sendo) drasticamente alterada pela
realidade da colonização;
- A divisão territorial em países (Brasil, Venezuela, Bolívia etc.) não coincide, necessariamente, com a ocupação indígena do
espaço; em muitos casos, os povos que hoje vivem em uma região de fronteiras internacionais já ocupavam essa área antes da
criação das divisões entre os países.
- A expressão genérica povos indígenas refere-se a grupos humanos espalhados por todo o mundo, e que são bastante
diferentes entre si. É apenas o uso corrente da linguagem que faz com que, em nosso país e em outros, fale-se em povos
indígenas, ao passo que, na Austrália, a forma genérica para designá-los seja aborígines.
Indígena ou aborígine, como ensina o dicionário, quer dizer "originário de determinado país, região ou localidade; nativo". Aliás,
nativos e autóctones são outras expressões usadas, ao redor do mundo, para denominar esses povos.
O que todos os povos indígenas têm em comum? Antes de tudo, o fato de cada qual se identificar como uma coletividade
específica, distinta de outras com as quais convive e, principalmente, do conjunto da sociedade nacional na qual está inserida.
5- Por que se diz que a realidade dos
indígenas foi drasticamente alterada pela
realidade da colonização

6- O que significa a expressão genérica


“povos indígenas”?

7- O que significa a expressão genérica


aborígene?

8- De acordo com o dicionário, o que


significa indígena ou aborígene?

9- De acordo com o texto, que expressões


são usadas para denominar os indígenas e
os aborígenes?

10- O que todos os povos indígenas têm em


comum?

11 - Sobre o texto coloque V ou F.


( ) Quando os portugueses chegaram aqui,
já havia populações humanas que
ocupavam o território
( ) Os índios são chamados de "nativos"
porque estavam por aqui antes da ocupação
1- O que a imagem acima tem em comum com o texto.
européia;
( ) Acredita-se que os índios que estão hoje
2- O que o autor do texto quis dizer com a frase “Em pleno século XXI a grande
no Brasil vieram de fluxos migratórios do
maioria dos brasileiros ignora a diversidade de povos indígenas que vivem no
"Velho Mundo" para a América
Brasil ”?
( ) A divisão territorial em países não
coincide com a ocupação indígena do
3- O que o texto diz sobre a população indígena, antes da chegada dos
espaço; em muitos casos, os povos vivem
portugueses?
em uma região de fronteiras internacionais
pois, já ocupavam essa área antes da
4- De acordo com o IBGE, como é a população indígena hoje?
criação das divisões entre os países.
Eram mais de cem os grupos indígenas que viviam em Minas Gerais, antes da chegada dos europeus. Ao longo dos anos, eles
foram dizimados pelo homem branco, que os escravizava, matava, ocupava suas terras e lhes transmitia doenças.
População quase em extinção, os índios de Minas Gerais estão reduzidos a cinco grupos mais numerosos: Xacriabá, Krenak,
Maxacali, Pataxó e Pankararu e outros menores: Aranã, Mukuriñ, Pataxó hã-hã-hãe, Atu-Awá-Arachá, Caxixó, Puris e Xukuru-
Kariri. Eles pertencem ao tronco lingüístico Macro-Jê e são aproximadamente dez mil índios. A maior concentração é dos
Xacriabá, pouco mais de 6.000 índios.
Esses grupos, que ainda sobrevivem em algumas reservas, continuam a praticar seus cultos e atividades primitivas, ainda
preservam usos e costumes, mas são pobres e doentes, habitam choças, sofrem pressão de fazendeiros e recebem pouca
assistência do governo e da sociedade.
Os Carijós, foram chamados de índios escravos pelos colonizadores porque foram muitas as tentativas de escravizá-los nos
engenhos de açúcar, hoje não existem mais em MG.
Os Krenak moram em Resplendor, foram chamados de 'Botocudos' pelos portugueses, em referência aos adornos usados nas
orelhas e nos lábios. Foram os últimos a negociar com o governo a 'pacificação' e 'civilização'.
Os Aranã foram aldeados pelos missionários capuchinhos, foram vítimas de epidemias que dizimaram a população. Alguns
sobreviventes vivem hoje em Martinho Campos (fazenda Criciúma)
Os Caxixó somam cerca de 100 indivíduos na comunidade do Capão do Zezinho.
Os Maxakali enfatizam sua "resistência cultural" - a permanência da sua língua própria e o uso restrito do português apenas
para as situações do contato interétnico; têm uma intensa vida ritual e se recusam a se inserirem na lógica da produção
capitalista mesmo tendo mais de duzentos anos de contato com o homem branco. Por "preservar" sua língua e tradições
"originais", os Maxakali são símbolos de resistência indígena em Minas Gerais. Apesar disso esse grupo indígena é chamado
de "grupo problema", por causa do alto grau de conflito e violência internos, alcoolismo e precárias condições alimentares e de
saúde que esse povo enfrenta. Atualmente os Maxakali vivem em quatro áreas, as aldeias de Água Boa,Santa Helena; aldeia
de Pradinho e Cachoeira, Bertópolis; aldeia Verde, Ladainha e no distrito de Topázio, em Teófilo Otoni.
As etnias Pataxó, Pataxó hã-hã-hãe, Xukuru-Kariri São oriundos do Nordeste.
Os Pankararu se espalharam por vários estados este êxodo aconteceu por causa da construção da hidrelétrica de Itaparica no
Rio São Francisco, da seca e dos conflitos pela terra.
Os Pataxós vivem em Carmésia /MG, são aproximadamente 300 pessoas. Há um grupo que vive em Itapecerica e Araçuaí.
Conhecidos pelo seu semi-nomadismo, a chegada dos Pataxós em Minas é consequência de dois fatos históricos: o primeiro,
quando ocorre o 'Fogo de 51' (ação violenta da polícia baiana que desarticulou as aldeias, dispersando os índios, como forma
de promover a 'ocupação civilizada' na região de Porto Seguro); o segundo foi a transformação de seu território em parque
nacional – o Parque Nacional do Monte Pascoal.
O Povo Xukuru-Kariri é oriundo da região de Palmeiras dos Índios, em Alagoas. Após conflitos de terras e mortes, algumas
famílias se mudaram para Minas Gerais.
Os Pataxó Hãhãhãe Hoje, um pequeno grupo vive no município de Teófilo Otoni, Minas Gerais.
Os Xacriabá A partir de 1969, o desenvolvimento de projetos agrícolas na região atraiu grupos empresariais e fazendeiros,
que invadiram as terras dos Xakriabás . Nos anos 1980 lideres indígenas são assassinados, hoje vivem no município de São
João das Missões, Norte de Minas. Depois de receberem título de posse de suas terras, viveram em paz com os camponeses.
Os Catú-awa-arachás vivem em Araxá, organizados na Associação Andaiá.
Na região metropolitana de Belo Horizonte, vivem diversas famílias de grupos étnicos distintos, Aranãs, Xakriabás, Caxixó,
pataxó, Pataxó hã-hã-hãe, entre outros. Estes grupos migraram para o centro urbano em busca de uma qualidade de vida
melhor, já que muitos perderam o território ao longo da história de ocupação das áreas indígenas.
1- De acordo com o texto, porque o número de indígenas diminuiu em MG?
2- Quais são os grupos indígenas mais numerosos de MG?
3- Que grupo indígena tem a maior população em MG?
4- Como é a vida da maioria dos grupos indígenas que sobreviveram á exploração colonial?
5- Que grupo indígena foi chamado de botocudos? Por quê?
6- Que grupo indígena foi chamado de índio escravo? Por quê? Por não existem mais em MG?
7- O que significa a “resistência cultural” dos Maxakalis?
8- Porque os Maxakalis são chamados de grupo problema?
9-Porque os Pataxós vieram para MG?
10- Cite algumas causas que aparecem no texto que fazem com que os índios migrem?
11- Porque as terras dos xacriabás foram invadidas?
12- Porque, hoje os xacriabás vivem em paz com os camponeses?
13- Porque os índios foram para cidades?
14- Sabemos que as etnias indígenas são diferentes, diante disso observe as etnias abaixo e de uma característica de cada?

Índios Carijós Índia Pataxó Índia Xacriabá


ATIVIDADES:
1- Contorne cada legenda de uma cor e identifique a tribo indígena no mapa.
2- O povo indígena mais numeroso de MG, vivem no norte de Minas. Que povo é esse?
3- Que povo indígena vive mais próximo da sua cidade?

ÍNDIOS BRASILEIROS E AS MUDANÇAS QUE SOFRERAM DURANTE A COLONIZAÇÃO


O índio que sempre esteve em harmonia com o meio ambiente sofreu muito com a chegada do homem branco. Ele saiu do isolamento em
que vivia, esse convívio trouxe novos costumes o que descaracterizou e muito a sua cultura, O contingente populacional indígena era em
torno de 2 a 5 milhões na época do descobrimento do Brasil. Atualmente de acordo com dado fornecidos pela FUNAI ( Fundação Nacional do
Índio ), essa população está reduzida a 220 mil habitantes concentrados principalmente nas regiões norte e centro-oeste do país.
A colonização brasileira no início se concentrou no litoral tendo como primeiro contato os índios tupi, esses índios ensinaram aos portugueses
o cultivo da mandioca e a utilização de vários utensílios. O contato com o homem branco introduziu na cultura indígena o uso da arma de
fogo, criação de galinhas, bois e porcos.
Os índios brasileiros vivem em aldeias independentes. Cada aldeia tem seu chefe que conduz as migrações, determina as atividades diárias,
lidera os índios em caso de guerra, procura manter as tradições e é também responsável pelo contato com outras aldeias e com o homem
branco.
Normalmente os índios brasileiros não acreditam na existência de um Deus supremo e sim numa série de figuras mitológicas que teriam
criado os animais, as plantas e os costumes. Para os índios a arte não está separada da vida cotidiana e nem é uma atividade individual. A
pintura corporal pode ser um enfeite, pode distinguir os grupos da sociedade ou indicar o estado de guerra na aldeia. A cor vermelha é
extraída do urucum, o azul do jenipapo e o branco do calcário. Além dos desenhos no corpo, a pintura é usada nos trabalhos de cestaria e
cerâmica. A arte plumária em geral é destinada a enfeites utilizados durante a realização de ritos e como adornos na vida diária.

ATIVIDADES
1- O que significa FUNAI
2- Em que regiões do Brasil está concentrada a maioria da
população indígena hoje?
3- Quando os portugueses chegaram aqui no Brasil, onde
morava a maioria da população indígena?
4- Com que população indígena os portugueses tiveram o
primeiro contato
5- Qual é o papel dos chefes indígenas nas aldeias?
6- Para que serve a pintura corporal indígena?
7- Coloque V ou F
( ) Os índios brasileiros não acreditam na existência de um
deus
( ) O contato com o homem branco introduziu na cultura
indígena o uso da arma de fogo, criação de galinhas, bois e
porcos.
( )
( ) Os índios sempre viveram em harmonia com o meio
ambiente
( ) O homem branco instituiu novos costumes e
descaracterizou muito da cultura indígena