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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO

CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E NATURAIS


DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS

Disciplina: Antropologia da Saúde


Semestre: 2019/01
Professoras: Patricia P. Pavesi e Neiva Vasconcellos
Nome do autor do relatório: Paulo Sergio Brandão
Título da Palestra: Violência contra a mulher
Nome das Palestrantes: Brunela Vicenzi (Direito – UFES); Francieli Maraboti
(Enfermagem – UFES); Mariana Zuaneti (Educação Física – UFES) e Neiva
Viegas (FIOCRUZ).
Local: Auditório do IC II – CCNH/UFES.
Data: 26/062019

RELATÓRIO.

INTRODUÇÃO.

Com o tema “Violência contra a mulher” o curso de antropologia da saúde


possibilitou aos alunos participarem da apresentação de diferentes recortes de
pesquisa em torno de tema tão urgente e providencial, considerando os graves
acontecimentos que tem ferido de morte muitas mulheres em nosso Estado,
apontado como um dos que mais praticam feminicidio. As explanações dos
palestrantes, bem como as intervenções dos participantes, possibilitaram
discussões acerca de questões que denotam o quanto ainda temos que
avançar para superar essa realidade que impõe desafio aos diversos campos
do conhecimento que pesquisam o tema, e também ao poder público com suas
instituições e a sociedade como um todo.

Tratar do tema violência contra a mulher no âmbito das aulas de antropologia


da saúde é possibilitar o acesso a discussão e como consequência a
formulação de conceitos, acerca das possibilidades humanas de enfrentar e
superar os desafios decorrentes das suas dimensões sociais que nos são
passados por meio das crenças e práticas em nosso cotidiano. É com isso
descortinar, por meio desse conhecimento e das diversas trocas de saberes
como essas formas de violência acontecem e impactam nos relacionamentos,
bem como suas implicações no campo psicológico, social, e para a estrutura
biológica, que pode decorrer em diversas formas de doenças.
Desenvolvimento.

O Estado do Espirito Santo é considerado um dos mais violentos na pratica de


violência contra a mulher. A apresentação da Profª. Drª. Mariana Zuaneti do
Departamento de Educação Física da Universidade Federal do Espírito Santo –
UFES, fala do lugar de quem pesquisa o futebol, como uma relação de poder
que impõe sobre a mulher uma serie de violências. Por isso, é importante tratar
da violência de gênero no futebol. O foco do estudo se dá a partir do lugar das
torcedoras, por que futebol e mulher perfaz uma historia de interdições,
proibições e violências que precisam ser discutidos e debatidos.

O Estado Espírito Santo é considerado um dos Estados mais violentos quando


se trata de violência contra mulher. O espaço do estádio, da arquibancada é
um espaço genuinamente masculino, ou seja, segundo a pesquisadora de uma
masculinidade hegemônica, agressiva e viril.

A atuação das mulheres nos grupos de homens organizados em torcidas


presentes nestes espaços, de alguma forma coloca essa masculinidade em,
devido a forma como se relacionam com outras torcedoras de grupos até então
considerados adversários.

O futebol feminino é resultado de uma construção, com suporte e apoio da


mídia, de um ideal do que é ser atleta. A partir desta construção é definido um
padrão ideal que deve ser seguido, muito pela imposição colocada e imputada
as mulheres que praticam futebol. Esse padrão se dá por meio do que se
configurou ser um corpo ideal. E é por meio do seu corpo que as mulheres são
avaliadas e julgadas. Ora por que são bonitas ou porque não são bonitas.
Segundo a pesquisadora a mulher já sofre violência de diversas formas, mas
falar da mulher enquanto torcida é uma questão mais sensível ainda.

A pesquisa tem o nome de “Mulheres da arquibancada”. E isso remete a


torcidas organizadas. E quando a gente fala em torcida, o que vem na mente
são cenas de briga, confronto e violência. A torcida no ponto de vista de quem
realiza o futebol é o sujeito da violência. Contudo, segundo a pesquisadora
existem diversas violências que acontecem no espaço do estádio de futebol. A
própria elitização do futebol com a elevação dos preços dos ingressos nos
estádios, o que impede as massas de terem acesso ao futebol e outras tantas
que levam a pesquisadora a concluir que todas as violências da sociedade se
expressam no futebol.

Diante deste cenário que se descortina podemos nos perguntar quem é o


torcedor e por que ele se envolve em conflitos violentos. A pesquisa aponta
que os torcedores são conhecidos como grupos violentos de pessoas e essa
seria sua identidade, ou seja, ser violento. Mas eles também são os sujeitos
que fazem a festa nos estádios de futebol. As torcidas são consideradas
animadas, vibrantes. São elas que fazem as comemorações do futebol. São os
corpos que fazem a festa e ao mesmo tempo fazem a violência. Que corpo é
esse? É um corpo não normativo, um corpo que expressa uma lógica própria
que o caracteriza e define como sendo um torcedor legitimo. Segundo os
pesquisadores esses corpos se chamam corpos que aguentam. Eles aguentam
cantar o tempo todo. Aguentam uma briga. Esse é um corpo que expressa uma
masculinidade hegemônica, agressiva e viril. Para os torcedores a briga é
momento de grande excitação e faz parte dos seus rituais. Neste contexto
desta masculinidade qual é o lugar das torcedoras? Então frente a essa
demarcação masculina da construção simbólica do que é ser um torcedor é
importante perguntar que lugar tem as torcedoras na arquibancada? Pra
começo de conversa as mulheres não conseguem ir sozinhas ao estádio
devido ao assédio e as violências que sofrem da polícia e dos torcedores.
Acompanhadas ou fazendo parte das torcidas organizadas conseguem
amenizar o desafio que é estar presente nas arquibancadas dos estádios de
futebol. Para fazer parte elas têm que provar que são torcedoras mesmo,
mostrando que detém conhecimento sobre fartos históricos relacionados ao
futebol. Caso não consigam provar, são vistas como mulheres que estão lá trás
de homens.

Além do mais elas têm que ter conhecimento sobre várias informações do
futebol, tem que conhecer os códigos próprios do futebol e ter conhecimento
histórico dos fatos que aconteceram no futebol. Diante disso as mulheres
começaram a se organizar em rede de torcedoras para definir que espaço a
mulher teria entre os torcedores. Sendo a masculina agressiva e viril que define
a identidade do que é ser um torcedor. E que isso é algo rigoroso a ponto
deles, por exemplo, tratarem um outro torcedor de time rival como um
adversário, a ponto de não pode sentar ao seu lado.

As ações das mulheres das arquibancadas começaram a mudar bagunçar esse


estado de coisas com a disputa deste espaço. E isso que elas estão propondo
é um rompimento com essa hegemonia masculina. A postura das mulheres,
enquanto torcedoras tencionam com esse padrão do que se define como
torcedor autentico, uma vez que elas conversam com mulheres de outras
torcidas e definem um espaço comum de participação das mulheres no estádio.
Espaço que permita a mulher ir com a roupa que quiserem, tirarem selfie e
marcarem as amigas e cantarem do jeito que quiserem.

Elas lutam para ter esse direito de serem conhecidas como torcedoras e se
diferenciarem da masculinidade hegemônica, viril e agressiva. A ação delas é
uma resistência ao modelo de confronto. Elas fazem uma bagunça nesse
ambiente considerado masculino. Elas ensinam para os torcedores e dão uma
lição sobre o que é ser torcedor e cidadão. Além de romper essa fronteira que
separa as torcidas, elas desenvolvem pautas. E uma delas é contra o assédio
no estádio.
Por isso que a luta delas é para implantar a Delegacia da Mulher em todos os
estádios. A partir disso é possível construir uma política que identifique dentro
desse ambiente totalmente masculinizada, bem marcado como agressivo, viril
uma identidade cidadão das mulheres.

A apresentação da Profª. Drª. Francieli Maraboti do Departamento de


Enfermagem da Universidade Federal do Espírito Santo – UFES, traz o tema
da violência e as implicações na saúde da mulher. O foco é o impacto da
violência para saúde da mulher. Quando se fala de violência contra mulher no
âmbito da saúde pode-se destacar algumas categorias, a saber: violência;
lesão; dano e morte. Por mais que essas categorias fação parte de todos os
ciclos da vida de uma pessoa, a diferença entre homens e mulheres é que a
mulher sofre mais violência se comparada aos homens. Elas estão em maior
evidência para viver esse processo de violência.

Essa violência acontece com mais frequência com o parceiro íntimo. As


mulheres revelam que tem medo da agressão física, maus-tratos e controle de
comportamento por parte de seus parceiros. Essas violências podem ser
visíveis, do tipo de violência que saem mais na mídia. São as decorrentes das
agressão física. Mas também podem ocorrer outras violências imperceptíveis,
que ficam mais difíceis de serem percebidas ou até classificadas pelas próprias
mulheres.

O atlas da violência 2018 aponta que houve aumento de homicídio de mulheres


negras, se comparado com mulheres brancas no país. No Espírito Santo isso
se torna mais visível. Ela entrevistou mais de mil mulheres em 2014. E nessa
entrevista foi detectada a violência psicológica, física e sexual. As
consequências são os danos físico, mental e reprodutivo sexual, com danos
para saúde física da mulher. As consequências são diretamente vistas no rosto
com o olho endêmico, hematomas e lesões na mandíbula.

O rosto é mais atingido por que marca a mulher e impede ela sair de casa, de
se relacionar por causa da lesão. Além disso, tem danos para saúde
reprodutiva e sexual, infecções sexuais que podem levar ao aborto e a gravidez
indesejada. Existem casos em que o marido não deixa a companheira usar
contraceptivo e camisinha, o que pode gerar gravidez indesejada com risco a
saúde em parto prematuro com fetos de baixo peso ao nascer.

Teve casos em que o marido quebrou o braço da mulher e quase a fez perder
o bebê. A violência acontecia desde quando ele não deixava a mulher
participar do pré-natal e nem mesmo usar camisinha para se prevenir. Nestes
casos a mulher fica em casa e pode adquirir depressão pós-parto, ansiedade e
sofrimento psicológico que pode culminar em uso de medicamento controlado
para dormir, de substâncias psicoativas e até em ação suicida. Se observarmos
o contexto social e histórico o fenômeno da violência no contexto da saúde é
um fenômeno novo. Para superar essa realidade é preciso trabalhar de modo
especial na promoção de uma cultura de paz. Bem como fazer com que os
serviços de saúde cheguem até essas mulheres. Todos devem fazer o agravo
notificado obrigatório. Todo município recebe a notificação da violência. Mas
como a violência é um fenômeno multifocal é preciso que diferentes recursos e
órgãos atuem em rede para enfrenta-lo. Essa rede tem vários setores
envolvidos na sua composição. É uma rede estruturada para atender as
mulheres que vai desde a notificação, proteção jurídica, assistência social e
outros.

A apresentação da Profª. Drª. Brunela Vicenzi do Departamento de Direito da


Universidade Federal do Espírito Santo – UFES, aborda o tema da violência
contra a mulher no dia a dia. No entanto ela faz uma distinção entre violência
virtual e analógica. A analógica está em nosso cotidiano. É aquela que vemos
todos os dias na TV. Já a virtual pode é referente a tipos de violências que
acontece usando os recursos das mídias digitais.

A Lei Maria da Penha é como uma política pública para mulher. É nos
relacionamentos afetivos que acontecem os índices mais altos de violência,
que pode chegar aos feminicídio. Esses atos de violência podem acontecer em
qualquer momento, dentro ou fora do relacionamento afetivo. A violência contra
mulher negra aumentou muito nos últimos anos. A lei Maria da Penha é a
terceira melhor lei do mundo na área de combate à violência contra às
mulheres. A lei também abrange as mulheres que vivem com outras mulheres.
Mas ela é só para relacionamentos afetivos.

Mas ela não abrange a área digital, como a violência virtual contra a mulher.
Com relação a crime de internet a Lei Maria da Penha ainda não é atual. A lei
não me dá as medidas rápidas e eficazes para atuar em casos como o caso
Neymar, por exemplo. No caso virtual medidas protetivas da Lei não resolvem
o caso Neymar. E nem a lei Carolina Dieckmann se aplica ao mesmo caso. Em
2018 foi promulgado uma nova lei 13718/2018, que tipifica os crimes de
importunação sexual e de divulgação de cena de estupro, tornar pública
incondicionada a natureza da ação penal dos crimes contra a liberdade sexual
e dos crimes sexuais contra vulnerável. A lei foi feita no apagar das luzes do
governo Temer.

Existe uma página chamada Safer Net, de uma ONG brasileira que denuncia e
ensina a denunciar casos de violência contra mulher. O que está por trás disso
tudo também é o discurso de ódio e incitação ao crime. E o pior que está por
trás dessa coisa dos crimes virtuais, do ódio é a degradação da vítima.

Por que as leis não pegam no Brasil? Quando a gente fala sobre isso, o que é
muito comum acontecer, das leis não pegarem, a gente descobre que a lei
Maria da Penha pegou de fato. As pesquisas apontam que 98% das pessoas
conhecem a Lei Maria da Penha. E a própria Maria da Penha em pessoa é um
marco. Ela sofreu violência durante 23 anos. Mas existem desafios ainda a
serem superados. Muitas mulheres tem medo de comunicar ou falar por
vergonha ou medo. Só 10% das mulheres procuram as delegacias
especializadas. Precisamos estruturar a rede de proteção e apoio as mulheres
vitimas de violência.

A apresentação da Profª. Neiva Viegas da FIOCRUZ e que está ministrando a


aula de Antropologia da Saúde no Departamento de Ciências Sociais da
Universidade Federal do Espírito Santo – UFES traz como tema a violência
contra a mulher e os desdobramentos da denuncia. A pesquisa se deu porque
todo o processo de Agressão a mulher termina na denúncia. A análise dos
desdobramentos da denúncia busca identificar as inscrições nas redes e
identificar todo o caminho percorrido no processo de denúncia.

Ao denunciar as mulheres entram na rede e percorrem um trajeto que pode


passar pelo Ministério Púbico, saúde e outros órgãos. Como as mulheres
chegam a rede para o seu primeiro contato é na delegacia. Isso acontece para
pedir informação ou até mesmo desabafar. Existe uma rede aberta e as
mulheres podem entrar por onde tiverem mais facilidade. Mas muitas tem medo
de ir a delegacia. Existem aquelas que vão para casa de abrigo devido ao risco
de morte. Elas fazem boletim de ocorrência e vão para casa abrigo com medo.
Teve casos que o traficante foi na casa abrigo na captura da mulher. Nestes
casos elas ficam sem lugar para se protegerem.

Como as pessoas viam a violência contra mulher nas instituições? Em alguns


casos, devido a dedicação dos funcionários, existe um olhar diferenciado para
com as mulheres que sofrem violência. Essas microredes dentro das
instituições e a forma como cada funcionário trata essa questão da violência da
mulher varia de uma instituição para outra. Dentro das instituições tem
aspectos negativos e positivos como a escassez de recursos financeiros, e
apoio para dar continuidade a politica de proteção nos casos em que a mulher
não estiver mais na casa abrigo. A mulher vai delegacia em alguns casos, mas
não quer criminalizar o marido e podem até retirar a denuncia. Em alguns
casos devido ao risco de denunciar preferem mentir e falar que esta tudo bem.
caso não ficou mulher no caso do agressor denúncia caluniosa também existe
quer dizer mulher aqui depois dos casos a segunda fala para o motor não
publicidade para não comprometer a Lei Maria da Penha mas vendemos
caluniosa que a mulher Aproveita a situação e eu não sirvo para o passeio
medida protetiva e não foi atendido e foi embora logo depois a violência pode
ser intrafamiliar não sei da família a maioria delas algumas acham que gostam
do passeio e acho que eles vão mudar de comportamento violência sexual
contra as doenças discriminação iniciada na infância alguns casos
especificados em casa do irmão dentro de casa então familiar Tem um cárcere
privado e****** violência patrimonial você conhece violências as ameaças que
acontece com a família também tem que ser escondido da família violência.

As ameaças acontecem a família e Geralmente as mulheres esconde da


família violência, mas as mulheres sabiam que ficar violento estava sofrendo na
hora da pesquisa algumas vezes são tapa o puxão de cabelo existe a
culpabilização relação à denúncia e violência a mãe comprava filha que retirava
uma denúncia delegacia por dó ou pena do agressor.

Principais pontos destacados:

1) A violência e a relação íntima: Das quatros apresentações, três


mostraram que a violência é decorrente da relação íntima. E a figura
masculina é o agressor. Mas em um dos casos pode ser outro membro
da família, como um irmão. Mas em todos os casos relatados onde
ocorre a violência, seja intrafamiliar ou em ambiente externo, é a figura
masculina que pratica a violência contra a mulher. A exceção fica para a
análise do futebol em grandes estádios. A autora relatou que o futebol
reproduz os diversos tipos de violência praticados na sociedade. E como
exemplo fala que a elitização por meio da elevação do preço dos
ingressos é uma das formas de violência contra a população, que não
pode pagar para acessar um esporte considerado popular;
2) O homem é um agressor potencial: Uma constatação forte que ficou
bem presente na fala da pesquisadora do direito é o fato do homem já
ser considerado um potencial agressor, só pelo fato de ser homem;
3) Lei Maria da Penha e outras. Apesar de ser uma politica pública
conforme foi dito pela pesquisadora do direito. Do ponto de vista legal
ela precisa ser revista para alcançar os crimes virtuais, vide o caso
Neymar. A constatação que há lacunas e brechas nas leis existentes e
entre elas foi citado a lei Carolina Dickman. O crime de violência contra
a mulher ganham novos contornos que não as leis atuais não abarcam;
4) Rede de apoio: Em relação a rede de apoio e enfrentamento a violência
contra a mulher, não existem redes bem estruturadas que dêem conta
de acompanhar o drama que a mulher sofre a ponto de dar respostas e
amenizar a situação. A maioria dos serviços funcionam de forma
precária ou com ações pontuais e desconexas;
5) Investimento financeiro: É nulo ou inexistente o investimento financeiro
orçamentário em politicas públicas para enfrentar o drama da violência
contra a mulher;
6) A mulher negra sofre mais violência e inclusive também feminicidio;
7) O uso de armas de fogo: O acesso liberado as armas vai aumentar o
numero de crimes violentos contra a mulher, inclusive feminicidio;
8) Formas de resistência: Por necessidade, por iniciativa própria as
mulheres estão criando formas de resistir ao assedio e prevenir a
violência, como o caso dos estádios;
9) Gastos com publicidade: O investimento em publicidade e divulgação
de ações vazias de sentido consomem milhões dos cofres públicos;
10) As ações não conseguem evitar o feminicídio: Apesar de serem
grave e alarmante os problemas em torno da violência contra a mulher,
as ações só conseguem ter êxito quando são feitas chegar após a morte
da mesma apesar da mulher falar e nada é feito antes para evitar os
crimes;
11) Crimes mais bárbaros: A impressão que temos é que os crimes estão
ficando mais bárbaros e cada vez mais os casos acontecem com
requintes de crueldade;
12) Masculinidade agressiva: A masculinidade agressiva e viril se impõe
em alguns espaços;
13) Dono do corpo da mulher: O corpo é por excelência o elemento que
provoca e gera a ira e a violência do homem contra a mulher;
14) A mulher tem que provar que sabe, que domina determinado tema,
assunto para ser aceita ou fazer parte de espaços masculinizados;