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CONTABILIDADE ANALÍTICA

FINANÇAS (LABORAL E PÓS-LABORAL)

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

2011/2012
Contabilidade Analítica

1º BLOCO DE EXERCÍCIOS

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Contabilidade Analítica

Exercício 1: Sociedade Pereira, Fernandes & Lambert, Lda.1

A Sociedade Pereira, Fernandes & Lambert, Lda., possui uma casa comercial com
duas secções: livraria e papelaria.
No final do exercício apuraram-se os seguintes valores, em euros:

RUBRICAS TOTAL LIVRARIA PAPELARIA

Compras no período 232 000 118 000 114 000


Fornecimento e Serviços Externos 18 450 11 520 6 930
Gastos de financiamento 2 950 1 370 1 580
Gastos com o pessoal 23 900 13 750 10 150
Depreciações do período 1 200 650 550
Existências
- no início do período 8 400 6 000 2 400
- no final do período 8 600 6 400 2 200
Outros gastos operacionais 400 300 100
Vendas do período 317 300 139 000 178 300
Activo fixo tangível líquido 85 500
Activo corrente 226 600
Dívidas a terceiros 195 500

PEDIDOS:
1. Apure o resultado global do período.
2. Elabore a Demonstração dos Resultados por Naturezas.
3. Determine o valor do capital próprio da empresa.
4. Calcule os resultados parciais das duas secções da empresa.
5. Calcule os valores da rentabilidade global das vendas e das rentabilidades parciais
das secções da empresa.
6. Que consequências poderá ter o encerramento de uma das secções?

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Adaptado de: LOUSÃ, Aires; PEREIRA, Paula Aires e LAMBERT, Raul, “Técnicas de Organização
Empresarial - Bloco II”, Porto Editora, 1994, págs. 321-322
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Contabilidade Analítica

Exercício 2: Sociedade Morais & Silva, Lda.2

A Sociedade Morais & Silva, Lda. utiliza, para além de uma contabilidade financeira,
uma contabilidade analítica simplificada que lhe permite calcular o resultado do ramo
de confeitaria e de bar que explora.
No final do exercício apuraram-se os seguintes valores, em euros:

RUBRICAS Confeitaria Bar


Compras de mercadorias 325 000 335 000
Fornecimentos e Serviços Externos 9 000 9 500
Gastos com o pessoal 56 000 78 500
Outros gastos operacionais 1 500 1 250
Gastos de financiamento 500 250
Depreciações do período 11 500 3 500
Existências iniciais de mercadorias 7 500 2 500
Existências finais de mercadorias 9 000 2 000
Vendas do período 476 000 452 500

PEDIDOS:
1. Determine o resultado global obtido pela empresa no período.
2. Determine o resultado de cada um dos ramos da actividade empresarial.
3. Determine a rentabilidade global das vendas e de cada um dos ramos de actividade.

2
Adaptado de LOUSÃ, Aires; PEREIRA, Paula Aires e LAMBERT, Raul, “Técnicas de Organização
Empresarial - Bloco II”, Porto Editora, 1994, págs. 322-323
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Contabilidade Analítica

Exercício 3: Sociedade Fernandes, Pereira & Guimarães, Lda.3

A Sociedade Fernandes, Pereira & Guimarães, Lda., fabrica três espécies de máquinas
de calcular. No exercício findo fabricou e vendeu 2 000 máquinas de Calc por 30 €
cada, 6 000 máquinas Mult por 37,5 € cada e 4 000 máquinas Div por 60 € cada.
Durante o período, suportaram-se os seguintes custos com a fabricação destes três
produtos:
· Matérias-primas consumidas:
- 22 500 € para fabricar as máquinas Calc
- 120 000 € para fabricar as máquinas Mult
- 150 000 € para fabricar as máquinas Div
· Gastos com o pessoal:
- 4 000 horas de mão-de-obra a 4,5 € /hora, para fabricar as máquinas Calc
- 10 000 horas de mão-de-obra a 4,5 € /hora, para fabricar as máquinas Mult
- 6 000 horas de mão-de-obra a 4,5 € /hora, para fabricar as máquinas Div
· A produção destas máquinas implica os seguintes custos com depreciações:
- Para a produção das máquinas Calc ............ 7 500 €
- Para a produção das máquinas Mult ..........12 000 €
- Para a produção das máquinas Div ............18 000 €
· Os restantes gastos da empresa devem ser assim repartidos:
- Para as máquinas Calc ............ 3 000 €
- Para as máquinas Mult ..........13 500 €
- Para as máquinas Div ............15 000 €

PEDIDOS:
1. Calcular o resultado global da empresa no período.
2. Calcular o preço de custo e os resultados obtidos com a fabricação de cada um dos
produtos.

3. Determinar as margens brutas de venda unitárias com as quais a empresa trabalha.

3
Adaptado de LOUSÃ et al. (1994).
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Contabilidade Analítica

2º BLOCO DE EXERCÍCIOS

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Contabilidade Analítica

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Exercício 4: Sociedade Industrial Quimi-Silva

A Sociedade Industrial Quimi-Silva produz um determinado produto químico. No mês


de Julho de N apuraram-se os seguintes elementos:
Compras de matérias-primas (total de facturas) 14 000€
Gastos de compra 1 375€
Descontos comerciais obtidos nas matérias 250€
Salário dos operários fabris 3 500€
Encargos sociais referentes a salários 700€
Ordenados dos encarregados fabris 1 000€
Encargos sociais referentes aos ordenados dos encarregados fabris 200€
Depreciação do edifício e equipamentos fabris (quota mensal) 1 500€
Electricidade e água (dos serviços fabris) 400€
Ordenados da Administração 1 500€
Ordenados do pessoal de Escritório 600€
Encargos sociais referentes aos ordenados do pessoal de escritório
e da Administração 1 200€
Vendas 34 000€
Descontos comerciais concedidos nas vendas 700€
Gastos de venda (comissão dos vendedores) 1 100€

Existência Inicial Existência Final


Matérias-primas 34 000€ 31 000€
Matérias subsidiárias 4 000€ 3 400€
Fuel-oil (250kg a 10€/kg) 2 500€ (190kg a 10€/kg) 1 900€
Produtos fabricados 10 500€ 9 000€
Produtos em curso de fabrico 1 000€

PEDIDO:
Elabore a Demonstração dos Resultados por Naturezas e a Demonstração dos
Resultados por Funções de Julho de N.

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Adaptado de CAIADO, António Campos Pires, “Contabilidade Analítica - Um Instrumento para a
Gestão”, 3ª edição, Rei dos Livros, 1994, pág. 35
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Contabilidade Analítica

Exercício 5: Empresa Limas, Lda.

A Empresa Limas, Lda. dedica-se à produção e comercialização do produto Y.


Os dados referentes a Janeiro de N foram os seguintes (em euros):

Custo das matérias-primas consumidas 6 000


Mão-de-obra Directa 4 000
Gastos Gerais de Fabrico 500
Custos Não Industriais:
Distribuição 1 000
Administração 1 600
Financeiros 400
Vendas:
Unidades vendidas 2 500
Preço de venda unitário 7
Produtos Acabados (unidades):
Existência Inicial 0
Produção 3 200
Existência Final 700
Produtos em Vias de Fabrico (PVF):
Existência Inicial 0
Existência Final:
Matérias-primas 100
MOD + GGF 60

PEDIDOS:
a) Custo Primo do mês
b) Custo de Transformação do mês
c) Custo de Transformação dos Produtos Acabados
d) Custo Industrial do mês
e) Custo Industrial dos Produtos Acabados
f) Custo Industrial dos Produtos em Vias de Fabrico
g) Custo Industrial dos Produtos Vendidos
h) Custo Complexivo ou Completo
i) Custo Unitário Completo
j) Resultado Bruto Total e Unitário
k) Resultado Líquido Total e Unitário

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Contabilidade Analítica

Exercício 6: Sociedade Large, Lda.

A Sociedade Large, Lda. dedica-se à fabricação dos produtos A e B através das fases
1 e 2, respectivamente, mediante a utilização da matéria prima X para o produto A e
da matéria prima Y para o produto B.
· No começo do exercício as existências eram as seguintes:
- M.P X: 500 Kgs a 0,1 €/Kg
- M.P Y: 30 Kgs a 1 €/Kg
- Produto terminado A: 80 unidades a 5,03 €/unidade.
- Produto terminado B: 10 unidades a 2 €/unidade.
· Não existem produtos em curso nem no começo nem no fim do exercício.
· As compras de M. P durante o exercício foram:
- M.P X:
300 kgs a 0,28 €
400 kgs a 0,2 €
500 kgs a 0,35 €
300 kgs a 0,18 €
- M.P Y:
20 kgs a 0,9 €
35 kgs a 0,75 €
40 kgs a 0,55 €
15 kgs a 1,1 €
40 kgs a 0,88 €

Durante o exercício verificaram-se os seguintes custos (em euros):


TOTAL FASE 1 FASE 2
Mão de Obra Directa 2 383 2 103,45 279,55
Manutenção 297,88 171,5 126,38
Mat. Subsidiárias 1 191,5 1 121,5 70
Gastos Gerais Diversos 595,75 501,55 94,2
Depreciações 1 489,38 1 322 167,38

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Contabilidade Analítica

As vendas foram as seguintes:


- Produto A: 905 unidades a 7,5 € cada
- Produto B: 125 unidades a 8,88 € cada

As existências finais de matérias primas foram de 200 kgs de matéria prima X (no
valor total de 35 €) e 100 kgs de matéria prima Y (no valor total de 82,5 €).
No final do período não havia existências de produtos acabados.

PEDIDOS:
a) Consumo de materiais por unidade produzida
b) Custo de transformação por unidade produzida
c) Custo de produção por unidade produzida
d) Custo unitário da produção acabada
e) Custo da produção vendida
f) Margem bruta unitária
g) Resultados por produtos e resultado global

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Contabilidade Analítica

Exercício 7: Sociedade Trigal

A Trigal, sociedade de farinhas alimentares, emprega no fabrico do produto “Trigal”


farinha (que é misturada com cacau moído) e açúcar, segundo proporções
estabelecidas.
O ciclo de produção traduz-se numa primeira operação de torrefacção da farinha,
seguindo-se a mistura de dois outros produtos.
Em relação ao mês de Dezembro dispõe-se da seguinte informação:

Referentes ao mês:
Compras de farinha de trigo 5 000 kgs a 0,75 €/kg
Compras de cacau 1 800 kgs a 6 €/kg
Compras de açúcar 1 200 kgs a 0,85 €/kg
Salários dos operários da fábrica 30 000 €
Encargos sociais referentes a salários dos operários 18 000 €
Ordenados do pessoal directivo da fábrica 9 000 €
Encargos sociais com o pessoal directivo da fábrica 5 400 €
Ordenados com o pessoal de escritório 16 000 €
Encargos sociais do pessoal de escritório 9 600 €
Ordenados e encargos da administração 9 000 €
Depreciações do edifício e equipamentos da fábrica 6 250 €
Ordenados e comissões dos agentes vendedores 8 000 €
Vendas 9 000 kgs a 17,5 €/kg
Descontos comerciais concedidos nas vendas 3 600 €
Energia eléctrica da fábrica 8 000 €
Outros gastos gerais de fabrico 14 900 €

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Contabilidade Analítica

Existências no início do mês:


Farinha de trigo 1 000 kgs a 0,7 €/kg
Cacau 200 kgs a 5,5 €/kg
Açúcar 100 kgs a 0,83 €/kg
Matérias Subsidiárias 4 000 €
Produtos Acabados 2 000 kgs a 10,5 € /kg

Existências no final do mês:


Farinha de trigo 700 kgs
Cacau 1 100 kgs
Açúcar 100 kgs
Produtos Acabados 1 000 kgs

Produtos em vias de fabrico no final do mês:


Matérias Primas 6 892,5 €
Mão-de-Obra Directa 5 852,5 €
Gastos Gerais de Fabrico 5 647,5 €

Produção Acabada 8 000 kgs

A empresa utiliza o critério do FIFO na movimentação da saída de existências.

Pedidos:

a) Custo primo do mês f) Custo industrial dos produtos


acabados
b) Custo primo dos produtos acabados g) Custo industrial dos produtos
vendidos
c) Custo de transformação do mês h) Custo complexivo
d) Custo de transformação dos PVF i) Custo complexivo unitário
e) Custo de transformação dos produtos j) Resultado bruto e líquido
acabados

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Contabilidade Analítica

3º BLOCO DE EXERCÍCIOS

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Contabilidade Analítica

Exercício 8: Empresa Lote

A Empresa Lote tem as seguintes existências em armazém:


lote 1 ⇒ 200 unidades a 0,1 € cada
lote 2 ⇒ 150 unidades a 0,11 € cada
lote 3 ⇒ 200 unidades a 0,12 € cada
Venderam-se 250 unidades desta mercadoria. O funcionário do armazém informou
que saíram 50 unidades do lote 1; 50 unidades do lote 2 e 150 unidades do lote 3.

PEDIDO:
a) Elabore a ficha de armazém, sabendo que a empresa utiliza o critério
valorimétrico do custo específico diário.
b) Determine qual o custo das existências vendidas.
c) Como preencheria a ficha de armazém se utilizasse o mesmo critério mas
mensalmente?

Exercício 9: Empresa Variedade

Em armazém existiam 200 unidades da mercadoria XY ao custo unitário de 0,1 €.


No dia 3 do corrente mês venderam-se 50 unidades do produto XY.
No dia 7 compraram-se 150 unidades ao preço de 0,11 € cada.
No dia 13 venderam-se 50 unidades.
No dia 15 venderam-se mais 50 unidades.
No dia 20 compraram-se 200 unidades a 0,12 € cada.
No último dia do mês venderam-se 150 unidades.

PEDIDO:

a) Registe os acontecimentos na ficha de armazém, utilizando as fórmulas de custeio


do do custo médio ponderado e do FIFO, diário e mensal.
b) Calcule o custo das existências vendidas.
c) Valorize as existências finais.

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Contabilidade Analítica

Custo médio ponderado

⇒ Diário
Data Designação Entradas Saídas Existências

Qt Preço Valor Qt Preço Valor Qt Preço Valor

⇒ Mensal
Data Designação Quantidades Custo Valores

Entradas Saídas Existências médio Débitos Créditos Saldo

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Contabilidade Analítica

FIFO
⇒ Diário
Data Designação Entradas Saídas Existências

Qt Preço Valor Qt Preço Valor Qt Preço Valor

⇒ Mensal
Data Designação Quantidades Custo Valores

Entradas Saídas Existências médio Débitos Créditos Saldo

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Contabilidade Analítica

Exercício 10: Sociedade ENE, Lda.5

A Sociedade ENE, Lda., comercializa a mercadoria “Erre”. Relativamente ao mês de


Março de N, são conhecidos os seguintes elementos:

Data Descrição Entradas Saídas Existências

Qt. Valor Qt. Valor Qt. Valor


(em euros) (em euros) (em euros)

2/3 Exist. Inicial ___ ___ ___ ___ 1 200 12 000

5/3 Compra 3 200 33 600 ___ ___ 4 400 45 600

9/3 Venda ___ ___ 1 500 ? 2 900 ?

18/3 Compra 1 500 ? ___ ___ 4 400 45 450

20/3 Venda ___ ___ 3 300 ? 1 100 ?

26/3 Quebra (roubo) ___ ___ 20 ? 1 080 ?

Sabendo que a empresa utiliza como fórmula de custeio das saídas de mercadorias o
FIFO, pretende-se:

a) Elabore a ficha de armazém.


b) Determine o resultado bruto das vendas, sabendo que a empresa durante o período
em causa praticou um preço de venda de 15 € por unidade e que concedeu um
desconto comercial de 5% sobre a venda de 9/3.

5
ISCTE, Exercício 1988/89
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Contabilidade Analítica

⇒ Ficha de armazém

Data Designação Entradas Saídas Existências

Qt Preço Valor Qt Preço Valor Qt Preço Valor

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Contabilidade Analítica

Exercício 11: Empresa EME, Lda.6

A Empresa EME, Lda. comercializa a mercadoria M sujeita a IVA à taxa de 23%. É


praticada uma margem de 20% sobre o preço de venda processando-se o movimento
contabilístico em sistema de inventário permanente.
Durante o mês de Setembro, recolheram-se os seguintes dados (em euros):

Data Descrição Entradas Saídas


Qt. Valor Qt. Valor

3 Compra a F12 420 4 200 ___ ___

12 Venda a C14 ___ ___ 650 6 000

19 Venda a C16 ___ ___ 150 1 500

22 Devolução de C14 20 200 ___ ___

27 Quebra acidental ___ ___ 140 1 400

Sabendo que em 1/9 existia em armazém um lote de 500 unidades de M a que


correspondia um custo de 4 500 €, pretende-se:

a) Identifique a fórmula de custeio utilizada pela empresa.


b) Determine o valor das vendas líquidas, o CMVMC e o resultado bruto das vendas.
c) Refira quais as implicações, quer nos resultados, quer no balanço, que resultariam
da utilização de uma fórmula de custeio diferente da adoptada.

6
Adaptado de ISG, Exame, 1986/87
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Contabilidade Analítica

⇒ Ficha de armazém

Data Designação Entradas Saídas Existências

Qt Preço Valor Qt Preço Valor Qt Preço Valor

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Contabilidade Analítica

Exercício 12: Empresa SEILA, SA7

A Empresa SEILA, SA comercializa dois produtos X e Y em regime de inventário


permanente, ambos isentos de IVA. Supondo os seguintes dados referentes ao mês de
Janeiro de N.

PRODUTO X
Preço unitário Quantidade
· Existência Inicial 35 € 1 000
· Venda 65 € 1 000
· Compra 40 € 900
· Desc. financeiros obtidos na compra anterior: 5%
· Devolução de compras 100
· Venda 62,5 € 200
· Quebras anormais 50

PRODUTO Y
Preço unitário Quantidade
· Compras 50 € 800
· Devolução de compras 50
· Vendas 60 € 1 000
· Devolução de vendas 100
· Desc. comerciais na venda: 3% sobre 900
unidades
· Quebras normais 10
· Existência Final 340

· O valor da existências finais de X + Y = 39 000 €


· O valor da existências iniciais de X + Y = 55 000 €

PEDIDOS:
1 - Elabore a ficha de armazém do produto X.
2 - Indique, justificando, qual a fórmula de custeio utilizada no produto Y e elabore a
respectiva ficha de armazém.
3 - Determine o resultado bruto das vendas para o produto Y.

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ISCTE, Teste, 1988/1989
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Contabilidade Analítica

Ficha de armazém – Produto X

Data Designação Entradas Saídas Existências

Qt Preço Valor Qt Preço Valor Qt Preço Valor

Ficha de armazém – Produto Y

Data Designação Entradas Saídas Existências

Qt Preço Valor Qt Preço Valor Qt Preço Valor

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Contabilidade Analítica

Exercício 13: Empresa XPTO, SA8

Com base no quadro seguinte (valores em euros), a empresa XPTO, SA, chegou à
conclusão que o critério FIFO lhe proporciona um resultado bruto das vendas igual a
4 275 €:

Custo
Data Descrição Qt. unitário

1/1 Existência Inicial 10 600

7/1 Compra 8 500

10/1 Compra 20 ?

11/1 Devolução de compras 3 500


(referente ao dia 7/1)

20/1 Compra 12 700

Sabendo que:

1 - No dia 8 a empresa vendeu 8 unidades a 500 € cada;


2 - No dia 25 a empresa vendeu 12 unidades a 1 000 € cada.

Pressuposto: admita que a empresa no dia 8 já tinha conhecimento que no dia 11 iria
ser feita uma devolução.

PEDIDOS:
a) Determine o custo unitário da compra efectuada no dia 10.
b) Elabore a ficha de armazém utilizando o critério do custo médio ponderado.

8
Adaptado de ISE, Teste, 1987/88
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Contabilidade Analítica

Ficha de armazém

Data Designação Entradas Saídas Existências

Qt Preço Valor Qt Preço Valor Qt Preço Valor

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Contabilidade Analítica

Exercício 14: Empresa Mão Perfeita, Lda.

Da contabilidade retiraram-se os seguintes elementos sobre os encargos com a mão-


de-obra:

- Salários Brutos (Ilíquidos) 650 000 € ao mês


- Encargos mensais:
Taxa social única 23,75%
Seguro de acidentes no trabalho 0,5%
Senhas de refeição por mês de trabalho 33 600 €
- Diversos (fixos para a totalidade de meses de trabalho) 121 150 €
- Meses de produção 11
- Horas de trabalho (mês) 145 189 horas

Calcule o valor dos encargos mensais a imputar, a respectiva taxa teórica e o custo
horário.

Exercício 15: Empresa Taxada, Lda.

Da contabilidade retiraram-se os seguintes elementos sobre os encargos com a mão-


de-obra:

- Salários Brutos (Ilíquidos) 487 440 € em 12 meses de trabalho


- Encargos (anuais)
Subsídio de férias 40 000 €
Subsídio de natal 40 600 €
Taxa social 134 909,5 €
Seguro de acidentes de trabalho 5 680,4 €
Senhas de refeição 41 580 €
Diversos 5 322,1 €
- Meses de produção 12
- Horas de trabalho (mês) 20 370 horas

Calcule o valor dos encargos mensais a imputar, a respectiva taxa teórica e o custo
horário.
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Contabilidade Analítica

Exercício 16: Empresa Del, Lda.

Admita que um empregado da empresa Del, Lda. tem um vencimento mensal


conforme o seguinte recibo:

Vencimento bruto 500 €


Seg. Social 11% 55 €
IRS 5% 25 €
Total a receber 420 €

Considere ainda que:


• Os encargos obrigatórios da Entidade Patronal ascendem a 25% (Segurança
Social e Seguro Obrigatório);
• O empregado trabalha 40 horas por semana;
• O empregado tem 4 semanas de férias por ano (período em que a empresa
encerra para férias);
• Durante o ano há 7 feriados, 5 dos quais coincidem com dias úteis.

Perante este cenário, diga qual o custo hora anual que se deve considerar como custo
deste empregado para efeitos de cálculo do custo de produção.

Exercício 17: Empresa Doris, Lda.

Os seguintes dados foram retirados da conta “Gastos com o pessoal”, da contabilidade


da empresa Doris, Lda.:
Total das remunerações anuais (14 meses) 539 000 €
Encargos sociais patronais (23,75%) X1
Seguro de trabalho (1,25%) X2
Subsídio de alimentação (4 440 € média por mês) X3
Creche 21 175 €
Refeitório 33 935 €
Fundo de pensões de reforma X4
Total 804 650 €

Sabendo que a empresa trabalha 11 meses ao ano e que as horas anuais trabalhadas
foram de 169 400 h, responda às seguintes questões:
a) Qual o valor das incógnitas?
b) Qual o valor dos encargos mensais a imputar?
c) Qual a taxa teórica dos encargos?
d) Qual o custo horário?
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Contabilidade Analítica

Exercício 18: Empresa Carol, Lda.

Considere os seguintes dados da empresa Carol, Lda. (valores em euros):

Caso 1 Caso 2 Caso 3 Caso 4

1. Stock de produtos acabados em 1 Jan. 25 000 20 000 39 000 G

2. Consumos de matérias primas 40 000 30 000 18 000 25 000

3. Mão de obra directa 65 000 55 000 40 000 30 000

4. Gastos gerais de fabrico 35 000 D 65 000 35 000

5. Compras de matérias primas 45 000 35 000 40 000 40 000

6. Vendas 210 000 159 000 E 200 000

7. Custo industrial dos produtos vendidos A 110 000 140 000 75 000

8. Stock de produtos acabados em 31 Jan. B 26 500 F 38 000

9. Lucro bruto 56 500 C 50 000 125 000

10. Produtos em vias de fabrico em 1 Jan. --- 4 000 6 500 10 000

11. Produtos em vias de fabrico em 31 Jan. --- 15 000 1 500 12 500

PEDIDO: Calcule, justificando para cada caso, o valor das respectivas incógnitas.

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Contabilidade Analítica

Exercício 19: Empresa Leão, Lda.

Considere os seguintes dados recolhidos na contabilidade da empresa Leão, Lda. em


31 de Março do ano N:

Compras de matérias primas no período 800 €


Matérias Primas em 1 de Março 80 €
Os GGF representam 40% dos Custos de Transformação
Os custos primários ou primos representam 70% dos custos do mês
Mão de Obra Directa 900 €
Custo dos produtos disponíveis para venda 2 250 €
Produtos Acabados em 1 de Março 150 €
Produtos em Vias de Fabrico em 1 de Março 170 €
Vendas 2 500 €
O lucro bruto sobre as vendas líquidas é de 20%

PEDIDO: Calcule em 31 de Março do ano N o valor dos stocks de:


· Produtos Acabados
· Produtos em Vias de Fabrico
· Matéria-prima

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Contabilidade Analítica

Exercício 20: Empresa Alvalade XXI, Lda.

Da contabilidade da empresa Alvalade XXI, Lda. extraíram-se os seguintes dados (em


euros):

Existências finais:
Matérias-primas 11 000
Produtos Acabados 35 000
Produtos em Vias de Fabrico 5 000
Compras de matérias-primas 30 000
MOD 40 000
Gastos de Transformação 100 000
Custos da Produção Acabada 130 000
Gastos de Distribuição 10 000
Gastos Administrativos 15 000
Gastos de Financiamento 10 000
Resultados antes de imposto 15 000

Sabe-se que a empresa alcançou um resultado antes de impostos de 10% das vendas e
que os GGF são de igual montante ao custo primo.

Determine:
1. O valor das existências iniciais de matérias-primas.
2. O valor das existências iniciais de Produtos Acabados.
3. O valor das existências iniciais de Produtos em Curso.

29
Contabilidade Analítica

Exercício 21: Empresa Bom Viver


A empresa Bom Viver, produz o produto Z, e da sua contabilidade retiraram-se as
seguintes informações:

Matéria Prima Z Quantidade Custo unitário Valor Total


Existência Inicial 20 100 € 2 000 €
Compras 200 105 € 21 000 €
Existência Final 50 ? ?

Matéria Prima X Quantidade Custo unitário Valor Total


Existência Inicial 150 90 € 13 500 €
Compras 500 100 € 50 000 €
Existência Final 100 ? ?

 Existências Iniciais de Produtos Acabados: 1 000 unidades a 31 € cada.


 O critério valorimétrico é o FIFO.
 Os custos com a MOD totalizaram 15 000 €.
 Os custos com os GGF totalizaram 7 250 €.
 Os gastos Administrativos foram de 3 000 € e de Distribuição de 2 500 €.
 No início do mês existia um determinado número de unidades em curso de fabrico,
cujo valor total era de 750 €, assim repartidos: 500 € de Matérias Primas, 150 € de
MOD e 100 € de GGF.
 A produção foi de 3 000 unidades.
 No fim do mês, existia um determinado número de unidades em curso de fabrico,
cujo valor total era de 1 550 €, assim repartidos: 1 050 € de Matérias Primas, 250 €
de MOD e 250 € de GGF.
 Foram vendidas 2 000 unidades a 50 € cada.
Determine:
1. O valor do custo primo dos produtos acabados.
2. O valor do custo de transformação dos produtos acabados.
3. O valor do custo industrial dos produtos acabados.
4. O valor do custo industrial dos produtos vendidos.
5. O resultado antes de imposto.

30
Contabilidade Analítica

4º BLOCO DE EXERCÍCIOS

31
Contabilidade Analítica

Exercício 22: Companhia NOVA II

No decurso do mês de Setembro de N a Companhia NOVA II, que está dividida em


três departamentos de produção (A, B, C) e dois departamentos de serviços (Sl, S2),
apresentava os seguintes montantes de gastos indirectos de fabrico (em Euros):

Ordenados de Contramestres e Outros 165 000


Custos Suplementares de Mão de Obra 15 000
Depreciações de Máquinas 250 000
Energia 12 500
Renda da Fábrica 28 300
Seguro do Edifício Fabril 2 830

O resumo de alguns registos da companhia é o seguinte:

DEPARTAMENTO CUSTOS HORAS HORAS ÁREA


M.O.D M.O.D TRABALHADAS (m2)
(Euros)
A 100 000 4 000 1 900 400
B 150 000 5 000 1 500 240
C 150 000 3 000 800 720
S1 400 40
S2 400 15

BASES DE RATEIO DOS GGF'S:

Ordenados de Contramestres e Outros HORAS M.O.D.


Custos Suplementares de Mão de Obra HORAS M.O.D
Depreciações de Máquinas HORAS TRABALHADAS
Energia HORAS TRABALHADAS
Renda da Fábrica ÁREA OCUPADA
Seguro do Edifício da Fabrica ÁREA OCUPADA

O departamento S1 serve os departamentos de produção na base do custo da M.O.D.


O departamento S2 serve os departamentos B (60%) e C (40%).

PEDIDO: Elaboração de um mapa de distribuição dos gastos, segundo as indicações


do problema.

32
Contabilidade Analítica

REPARTIÇÃO DOS CUSTOS PELAS SECÇÕES


Secções Auxiliares Secções Principais
S1 S2 A B C
Rep. Primária
Ordenados
Custos Suplem.
Depreciações
Energia
Renda
Seguros

Total Rep. Primária


Reembolsos

S1

S2
Total Reembolsos

Custo Global

33
Contabilidade Analítica

Exercício 23: Companhia NOVA III

A companhia NOVA III encontra-se dividida em quatro departamentos de produção:


Laminagem, Corte, Montagem e Pintura.
Dispõe ainda de três departamentos de serviços: Manutenção, Compras e Controle.
Os gastos gerais de fabrico realmente ocorridos são acumulados nas contas de GGF's
departamentais. No fim do mês de Janeiro, os totais acumulados nessas contas eram
os seguintes:

DEPARTAMENTOS GGF'S (Euros)


Laminagem 1 300
Corte 350
Montagem 400
Pintura 100
Manutenção 200
Compras 500
Controle 400

Os GGF dos departamentos de serviços são distribuídos para os demais departamentos


do seguinte modo:

MANUTENÇÃO =======> DEPARTAMENTO CONTROLE


=======> DEPARTAMENTOS PRODUÇÃO

CONTROLE =======> DEPARTAMENTOS PRODUÇÃO

COMPRAS =======> DEPARTAMENTOS PRODUÇÃO

... e de acordo com as seguintes bases de rateio:

MANUTENÇÃO ........ Área em m2 de cada departamento


CONTROLE ................N.º empregados de cada departamento
COMPRAS ..................Valor de requisições de materiais feitas pelo armazém

34
Contabilidade Analítica

A Secção de Estatística e Análise elaborou o seguinte quadro para base de distribuição


dos GGF´s:

2 N.º REQUISIÇÕES
DEPARTAMENTOS ÁREA (m ) EMPREGADOS (Euros)
Laminagem 4 000 600 30 000
Corte 2 500 400 5 000
Montagem 1 500 560 1 000
Pintura 800 560 14 000
Manutenção 800 80 ----
Compras 200 20 ----
Controle 1 200 10 ----

Uma vez distribuídos os GGF de cada um dos departamentos para os demais, não se
fazem mais débitos a esse departamento.

PEDIDOS:

1) Folha de trabalho com toda a distribuição dos gastos gerais de fabrico segundo as
indicações do problema.

2) A empresa fabrica um só produto, tendo produzido no período em referência,


25 000 unidades. Por cada unidade a empresa paga 0,25 € de M.O.D. Calcule qual o
custo de produção unitário.

REPARTIÇÃO DOS CUSTOS PELAS SECÇÕES


Secções Auxiliares Secções Principais
Manut. Compras Controle Laminag. Corte Montag. Pintura Total
Rep. Primária
Reembolsos
Manutenção
Compras
Controle
Total Reembolsos
Custo Global

35
Contabilidade Analítica

Exercício 24: Empresa DATA, Lda.


A empresa DATA, Lda. está dividida em cinco departamentos, sendo três de produção
(A, B, C) e dois de serviços (Sl e S2). A Contabilidade apresenta no fim de um
determinado período, os seguintes montantes de GGF´s (em Euros):

1 - Ordenados de engenheiros e outros 1 712 500


2 - Depreciações de móveis e utensílios 54 000
3 - Depreciações de máquinas 253 000
4 - Renda da fábrica 28 300
5 - Quebras de stocks 5 000
6 - Energia eléctrica 12 635

As bases de rateio correspondentes são as seguintes:

1 - N° de empregados
2 - Valor dos móveis e utensílios
3 - Valor das máquinas
4 - Área ocupada
5 - Directamente ao departamento C
6 - Potência instalada

DADOS ESTATÍSTICOS:

DEP. N° VALOR VALOR ÁREA (m2) POTÊNCIA


EMPREGADOS MÓV+UTEN MÁQUINAS (kws)
(Euros) (Euros)
A 50 25 000 100 000 400 1 250
B 25 75 000 225 000 240 1 150
C 35 50 000 300 000 720 750
Sl 15 100 000 7 500 40 100
S2 12 200 000 ----- 15 75

O departamento Sl divide a sua actividade de acordo com a seguinte proporção:

DEPARTAMENTO A 30%
DEPARTAMENTO B 60%
DEPARTAMENTO S2 10%

O departamento S2 divide a sua actividade de acordo com a seguinte proporção:

DEPARTAMENTO C 100%

PEDIDO: Elabore o quadro de distribuição completo de GGF´s.

36
Contabilidade Analítica

REPARTIÇÃO DOS GASTOS PELAS SECÇÕES


Secções Secções Auxiliares Secções Principais
Gastos S1 S2 A B C
Rep. Primária
Ordenados
Deprec. Mov. Utens.
Deprec. Máq.
Renda Fábrica
Quebras Stocks
Energia Eléctrica

Total Rep. Primária

Reembolsos

S1

S2

Total Reembolsos

Custo Global

37
Contabilidade Analítica

Exercício 25: Empresa São Pedro Industriais


Os saldos do Razão Auxiliar de GGF's da empresa "São Pedro Industriais" para o
semestre terminado em Junho de N são apresentados a seguir (em Euros):

MÃO DE OBRA INDIRECTA 246 788


RENDA DA FÁBRICA 12 000
SEGURO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS 21 600
SEGURO DE ACIDENTES DE TRABALHO 12 896
SUPERVISÃO 32 240
ORDENADOS DO ESCRITÓRIO DA FÁBRICA 29 837
MANUTENÇÃO E CONSERTOS DE MÁQUINAS 162 000
DEPRECIAÇÃO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS 221 400
COMBUSTÍVEL 15 900
ELECTRICIDADE 36 000
MATERIAIS DE CONSUMO UTILIZADOS 19 344
ENCARGOS SOCIAIS 51 584
MATERIAIS DE ESCRITÓRIO DA FÁBRICA 6 448
DESPESAS DIVERSAS DA FÁBRICA 64 480
TOTAL 932 517

As operações de fabrico são feitas em três departamentos de produção (A, B, C) com


auxílio de dois departamentos de serviços (Sl, S2).
Outros dados de interesse são os seguintes:

Bases de Departamentos
Rateio A B C S1 S2 TOTAL

Área da fábrica (m2) 5 500 10 000 5 000 2 000 7 500 30 000

N.º de empregados 10 50 20 4 25 109

N.º de horas de MOD 10 400 50 000 26 346 4 160 26 000 116 906

N.º de horas máquina ---- 35 560 20 447 560 5 840 62 407

Ordenados + Salários (Euros) 47 250 380 500 142 000 49 875 186 375 806 000

Custo máq. + Equip. (Euros) 60 000 3 400 000 1 260 000 120 000 560 000 5 400 000

Taxa de depreciação/ano 20% 8% 8% 10% 10% -----

38
Contabilidade Analítica

Os GGF's serão distribuídos aos departamentos da seguinte forma:

· à base da área do piso da fábrica:


Renda da fábrica
Combustível
1/4 Electricidade

· à base dos ordenados e salários:


Seguro de acidentes de trabalho
Supervisão
Materiais de consumo utilizados
Encargos sociais
Materiais de escritório da fábrica
Despesas diversas da fábrica

· à base do investimento em máquinas e equipamentos:


Seguro de máquinas e equipamentos
Manutenção e conserto de máquinas
3/4 Electricidade
Depreciação de máquinas e equipamentos

Os gastos do pessoal de escritório da fábrica e 21 499 € da Mão de Obra Indirecta são


atribuídos ao Departamento S2. O saldo restante da Mão de Obra Indirecta é atribuído ao
Departamento S1.

As despesas do Departamento S1 devem ser distribuídas na proporção de 1/10 ao


Departamento S2 e o saldo restante a todos os demais departamentos à base de horas
máquina.

As despesas do Departamento S2 devem ser distribuídas aos Departamentos A, B e C à


base de horas de mão de obra.

PEDIDO:
Com base nos dados acima mencionados, elaborar um quadro mostrando como os GGF's
são distribuídos pelos três departamentos de produção.

39
Contabilidade Analítica

REPARTIÇÃO DOS CUSTOS PELAS SECÇÕES


Secções Auxiliares Secções Principais
S1 S2 A B C
Rep. Primária
MOI
Renda
Seguro Máq. e Equip
Seguro Acid. Trab.
Supervisão
Ordenados
Manutenção
Depreciação
Combustível
Electricidade
Materiais Consumo
Encargos Sociais
Materiais Escritório
Despesas Diversas

Total Rep. Primária


Rep. Secundária

S1

S2
Total Rep. Secund.

Custo Global

40
Contabilidade Analítica

Exercício 26: Empresa Lar, Lda.


A empresa de aparelhos domésticos Lar, Lda. apresentava os seguintes valores na
conta “Gastos Gerais de Fabrico”, em 31 de Janeiro de N (em euros):
Mão-de-Obra Indirecta 300 000
Depreciação de Máquinas e Equipamentos 30 000
Depreciação de Móveis e Utensílios 3 000
Seguro de Máquinas e Equipamentos 6000
Seguro de Móveis e Utensílios 600
Seguro de Existências 10 000
Renda da Fábrica 2 000
TOTAL 351 600

As bases para o rateio dos GGF’s aos departamentos são as seguintes:


Mão-de-Obra Indirecta Número de empregados
Depreciação de Máquinas e Equipamentos Valor das máquinas e equipamentos
Depreciação de Móveis e Utensílios Valor dos móveis e utensílios
Seguro de Máquinas e Equipamentos Valor das máquinas e equipamentos
Seguro de Móveis e Utensílios Valor dos móveis e utensílios
Seguro de Existências Directamente ao departamento ALFA
Renda da Fábrica Área ocupada

DADOS ESTATÍSTICOS:
Departamento N.º de Valor das Máq. Valor Móveis Área Ocupada
Empregados e Equipamento e Utensílios (m2)

ALFA 300 2 000 000 € --- 400


BETA 180 1 000 000 € --- 240
SERVIÇO X 90 --- 600 000 € 120
SERVIÇO Y 30 --- 400 000 € 40

O Departamento de Serviços X trabalha para os restantes departamentos conforme as


seguintes percentagens calculadas com base no número de horas de mão-de-obra:
SERV. Y 10%
ALFA 60%
BETA 30%
41
Contabilidade Analítica

O Departamento de Serviços Y trabalha para os outros departamentos conforme as


seguintes percentagens calculadas com base no número de horas de mão-de-obra:
SERV. X 20%
ALFA 50%
BETA 30%
Quanto aos Gastos Gerais de Fabrico imputados, obtiveram-se as seguintes
informações:
1) Os GGF são imputados aos departamentos de produção a uma taxa de 200% sobre
a Mão-de-Obra Directa debitada a cada um deles nesse mesmo período.
2) Mão-de-Obra Directa debitada durante o mês aos departamentos de produção:
ALFA 110 000 €
BETA 65 000 €

PEDIDOS:
1) Mapa de repartição dos Gastos Indirectos de Fabrico.
2) Custos de transformação dos departamentos de produção.

REPARTIÇÃO DOS CUSTOS PELAS SECÇÕES


Secções Auxiliares Secções Principais
X Y Alfa Beta Total
Rep. Primária
MOI
Depreciação Máq.
Depreciação Móveis
Seguro Máquinas
Seguro Móveis
Seguro Existências
Renda
Total Rep. Primária
Rep. Secundária
X
Y
Total Rep. Secund.
Custo Global

42
Contabilidade Analítica

Exercício 27: Empresa Agriliz


1 - A empresa “Agriliz” fabrica e vende, em sacos de 50 Kgs, dois tipos de adubos:
a) FOZFALIZ a 160 €/ saco
b) AMONALIZ a 180 €/ saco

2 - A empresa está dividida nos seguintes centros de custos:


a) CENTROS PRINCIPAIS
a1) de produção:
· Trituração
· Mistura
· Embalagem
a2) de distribuição:
· Armazém de expedição
· Escritório comercial
b) CENTROS AUXILIARES
· Administração
· Conservação
· Centro de Vapor

3 - No mês de Março de N, a Contabilidade Analítica registou os seguintes factos:

a) Movimentos de existências de matérias primas:


EXISTÊNCIAS INICIAIS COMPRAS DO MÊS
Matéria A (1 400 kgs) 700 € (5 100 kgs) 2 550 €
Matéria B (1 000 kgs) 960 € (2 000 kgs) 1 980 €
Matéria C (200 kgs) 96 € (400 kgs) 216 €

CONSUMOS
FOZFALIZ AMONALIZ
Matéria A 3 000 kgs 600 kgs
Matéria B 1 000 kgs 1 000 kgs
Matéria C ---- 500 kgs

A empresa utiliza o critério valorimétrico do custo médio ponderado.

43
Contabilidade Analítica

b) O peso da produção obtida é igual ao peso das matérias primas incorporadas, visto
não existirem produtos em vias de fabrico, nem no início nem no fim do mês.

c) O mapa de repartição dos custos de transformação apresenta a seguinte


distribuição primária (em euros):

Trituração 3170
Mistura 4030
Embalagem 2010
Armazém de expedição 850
Escritório comercial 580
Administração 2000
Conservação 410
Central de Vapor 580
TOTAL 13 630

d) A repartição secundária faz-se através das seguintes bases de rateio:

· Secção Administrativa 25% a cada secção produtiva e 12,5% a cada secção de


distribuição
9
· Conservação Trituração 150 H
Mistura 300 H
Embalagem 150 H
Central de Vapor 200 H
10
· Central de Vapor Trituração 200 kgs
Mistura 300 kgs
Embalagem 400 kgs
Conservação 100 kgs

9
Os custos desta secção são repartidos de acordo com o tempo dispendido pelas equipas de
conservação em cada secção.
10
Os custos da Central de Vapor são repartidos de acordo com os kgs de vapor fornecidos às várias
secções.
44
Contabilidade Analítica

e) As unidades de obra foram as seguintes e imputam-se aos produtos conforme se


indica:

UNIDADES DE OBRA IMPUTADOS A:


Natureza Total FOSFALIZ AMONALIZ
Trituração Horas/Máq. 1 300 h 800 h 500 h
Mistura Horas/Máq. 1 200 h 800 h 400 h
Embalagem Horas/Máq. 1 200 h 700 h 500 h

- Armazém de expedição: natureza das unidades de obra - sacos vendidos.


- Escritório comercial: natureza das unidades de obra - valor das vendas.

f) As vendas foram de:

FOSFALIZ 70 sacos
AMONALIZ 30 sacos

g) Existiram ainda 500 € de Custos Administrativos e 500 € de Custos Financeiros.

PEDIDOS:
1 - Mapa de repartição dos gastos de transformação pelas secções.
2 - Determinação do custo de produção total e unitário dos produtos.
3 - Demonstração dos Resultados do mês por produtos.

45
Contabilidade Analítica

Quadro de repartição dos custos de transformação

Secções Auxiliares Secções Principais Total

1. Custos directos

2. Reembolsos

Total Reemb.

3. Custo Global

Unidades de obra

Custo unitário

46
Contabilidade Analítica

Custo Unitário dos Produtos

FOSFALIZ AMONALIZ TOTAL


Matéria-prima

C. transformação

Custo Total
Produção
Custo Unitário

Demonstração dos Resultados por Produtos

FOSFALIZ AMONALIZ TOTAL

47
Contabilidade Analítica

Exercício 28: Empresa LAB, Lda.

A empresa Lab, Lda. dedica-se à produção de dois produtos: Produto 1 e Produto 2.


A função da produção encontra-se actualmente dividida, para efeitos de custeio, em
cinco secções (ver quadro seguinte). Durante o mês de Janeiro de N, as secções
registaram os seguintes gastos gerais de fabrico:

Gastos (euros) Tratamento Corte Montagem Serviços Refeitório


Gerais
GGF fixos 200 000 290 000 300 000 50 000 50 000
GGF variáveis 232 800 249 400 492 000 61 300 84 500
GGF Totais 432 800 539 400 792 000 111 300 134 500

O quadro seguinte foi preparado para auxiliar a imputação dos GGF pelas secções:
Área N.º Horas de Horas de
(m2) Empregados MOD Trabalho
Tratamento 500 2 164 000 300 000
Corte 1 000 3 336 000 460 000
Montagem 2 500 16 2 400 000 2 600 000
Serviços Gerais 120 3 400 000
Refeitório 500 3 350 000
Os coeficientes de rateio estabelecidos são os seguintes:
Tratamento Horas de repouso
Corte Kgs de matéria-prima
consumida
Montagem Horas de MOD
Serviços Gerais Horas de trabalho de cada
secção
Refeitório Horas de MOD
No referido mês a actividade das secções principais foi a seguinte:
“Unidades de Obra” Produto 1 Produto 2
Tratamento Horas de repouso 300 600
Corte Kgs de matéria-prima 15 000 000 15 000 000
consumida
Montagem Horas de MOD 1 000 000 1 400 000

O Produto 1 consumiu uma matéria-prima nacional ao preço de 0,2 €/kg e o produto 2


uma matéria-prima de importação ao preço de 0,5 €/kg.

48
Contabilidade Analítica

Sabe-se ainda que o custo horário da MOD foi de 0,6 € (incluindo os encargos de
50%). Sabe-se que aproximadamente 45% dos custos com a MOD são imputados ao
produto 1 e o restante ao produto 2.

Os Gastos de Administração foram de 2 100 000 €, os de Distribuição 300 000 € e os


de Financiamento 250 000 €.

Durante o mês de Janeiro a empresa produziu e vendeu 661 500 unidades do produto 1
ao preço de 10 € cada e 480 975 unidades do produto 2 ao preço de 32 € cada.

PEDIDOS:
a) Elabore o quadro de repartição dos GGF.
b) Determine o custo unitário de cada produto.
c) Elabore a Demonstração dos Resultados por Produtos.

REPARTIÇÃO DOS CUSTOS PELAS SECÇÕES


Secções Auxiliares Secções Principais
Serv. Gerais Refeit. Tratam. Corte Montag.
Rep. Primária

Rep. Secundária

Serviços Gerais

Refeitório
Total Rep. Secund.

Custo Global
Unidades de Obra
Custo Unitário

49
Contabilidade Analítica

CUSTO UNITÁRIO DOS PRODUTOS

Produto 1 Produto 2 TOTAL


Matéria-prima

MOD

GGF

Custo Industrial
EIPVF
(EFPVF)
CIPA
Unidades produzidas
CIPA Unitário

DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS POR PRODUTOS


Produto 1 Produto 2 TOTAL

50
Contabilidade Analítica

Exercício 29: Empresa Mobilex, SA

A empresa Mobilex, SA recupera móveis antigos em duas secções principais (A e B)


e numa secção auxiliar de carpintaria. A secção A recebe os móveis preparando-os
para que estes possam ser transferidos para a secção B, na qual deverão ser
envernizados e/ou pintados.
A empresa trabalha todos os meses do ano, não encerrando para férias do pessoal.

Durante o mês de Dezembro de N apurou os seguintes dados:


1 - O valor das matérias-primas (verniz e cores) consumidas, neste mês, foi de
10100€.

2 - O valor das matérias subsidiárias consumidas, neste mês, foi de 40 000 €.

3 - Mão-de-obra directa: 19 600 € correspondentes a 9 800 horas de trabalho no mês.

4 - O valor de aquisição das máquinas fabris e equipamento diverso da empresa é:


(Euros) Máquinas Fabris Equipamento diverso
Carpintaria ---- 60 000
Secção A 120 000 ----
Secção B 60 000 ----

A taxa de depreciação das máquinas fabris é de 10% e a do equipamento diverso é de 12%.

5 - A empresa tem um seguro de incêndio para as máquinas fabris que é calculado


com base numa taxa mensal de 0,5% sobre o valor de aquisição dos mesmos.

6 - A actividade das secções, no mês de Dezembro, está sintetizada no seguinte quadro:


Horas Actividade Requisições
de MOD das secções de matérias subsidiárias (Kgs)
Carpintaria 100 200 Horas 120
Máquina
Secção A 5 000 500 Horas 1 920
Homem
Secção B 4 700 500 Horas 1 960
Máquina

51
Contabilidade Analítica

7 - Os outros gastos gerais de fabrico foram, no ano findo, de 75.000 €, sendo


repartidos de forma igual pelas secções principais.

8 - A secção auxiliar tem como base de imputação as horas máquina, tendo trabalhado
um total de 110 horas para a secção A e 90 horas para a secção B.

9 - Nem no início nem no fim do mês de Dezembro existia qualquer produção em


curso.

10 - O preço médio cobrado pela recuperação de cada mesa foi de 80 €, enquanto que
pela recuperação de cada armário foi de 150 €.

11 - A empresa Mobilex recuperou, no mês de Dezembro, 700 mesas e 500 armários,


para os quais consumiu os seguintes inputs:

Mesas Armários
Verniz 2 000 € 6 000 €
Cores 792,50 € 1 307,50 €
Secção A 200 Hh 300 Hh
Secção B 150 Hm 350 Hm

12 - Os custos administrativos representaram em Dezembro um total de 1 000 € e os


financeiros 500 €. Cada móvel restaurado tem um custo de transporte, a cargo da
empresa, no valor de 30 €.

PEDIDOS:
a) Preencher os quadros anexos, referentes à repartição primária, secundária e
determinação do custo de recuperação.
b) Elabore a demonstração dos resultados por produtos.

52
Contabilidade Analítica

Gastos das Secções:


Designação Carpintaria Secção A Secção B Total
1. Gastos Directos ou Comuns
MOD

Mat. Subsidiárias

Depreciações

Seguros

Outros Gastos

Total Rep. Primária


2. Reembolsos
Carpintaria

Total Rep. Secundária


Custo Global

Unidades de Obra
Custo Unitário

Gastos da Recuperação:
Designação Mesas Armários Total
1. Custos com Materiais
2. Gastos de Transformação
Da Secção A
Da Secção B
3. Custo Total da Recuperação
Unidades Recuperadas
Custo Unitário

Demonstração dos Resultados por Produtos:


Designação Mesas Armários Total
1. Vendas
2. Custo Industrial “PV”
3. Margem Bruta
4. Custos Distribuição
5.Custos Administrativos
6. Custos Financeiros
7. Resultados antes de impostos

53
Contabilidade Analítica

Exercício 30: Empresa Musical

A Empresa Musical fabrica dois tipos de cornetas: Tipo A e Tipo B. Algumas dessas
cornetas são inteiramente de plástico e outras levam uma peça de latão, em torno da
qual é moldado o plástico. Estas últimas exigem, então, um trabalho adicional de
perfuração.

A empresa tem três tipos de centros de custo:


Centro 1 - Moldagem
Centro 2 - Perfuração
Centro 3 - Serviços Gerais

Um estudo sobre as operações do mês de Outubro de N revelou o seguinte:

Centro 1 Centro 2 Centro 3


MOD 10 000 € 30 000 € ----
GGF 20 000 € 15 000 € 4 000 €
Consumo de Matérias:
Plástico 2 400 litros ---- ----
Latão ---- 300 quilos ----

Os gastos do centro de serviços gerais são distribuídos pelos centros de produção na


base do valor da MOD de cada centro.

O critério estabelecido para distribuir os GGF dos centros de produção pelos dois
produtos foi: Horas de MOD.

Foram produzidas 3 000 cornetas Tipo A e cada uma delas foi fabricada com o
consumo de:
Centro de Moldagem - 15 minutos de MOD
Centro de Perfuração - 20 minutos de MOD

54
Contabilidade Analítica

Foram produzidas 4 500 cornetas do Tipo B e cada uma delas foi fabricada com o
consumo de:
Centro de Moldagem - 10 minutos de MOD

De acordo com o Departamento Financeiro, as taxas salariais pagas aos operários


(MOD) por centro são as seguintes:

Moldagem Perfuração
Cornetas Tipo A 16 € por hora 49,5 € por hora
Cornetas Tipo B 6 € por hora ----

A lista de materiais de cada produto revela o seguinte:

Moldagem Perfuração
Cornetas Tipo A 0,5 litros de plástico por 0,1 quilos de latão por
unidade unidade
Cornetas Tipo B 0,2 litros de plástico por ----
unidade

A contabilidade informou que os custos dos materiais foram os seguintes:


Plástico - 10 € por litro
Latão - 6 € por quilo

PEDIDO:
Calcule o custo industrial para cada tipo de corneta.

55
Contabilidade Analítica

REPARTIÇÃO DOS CUSTOS PELAS SECÇÕES


Secção Auxiliar Secções Principais
Serv. Gerais Moldagem Perfuração Total
Rep. Primária

Rep. Secundária

Serviços Gerais
Total Rep. Secund.

Custo Global
Unidades de Obra
Custo Unitário

Custo Unitário dos Produtos

Cornetas A Cornetas B
Matéria-prima
Moldagem
Perfuração
MOD
Moldagem
Perfuração
GGF
Moldagem
Perfuração
Custo Industrial
Unidades Produzidas
Custo Unitário

56
Contabilidade Analítica

Exercício 31: Empresa Simplex

A Empresa SIMPLEX incorreu durante o mês de Dezembro de N nos seguintes Gastos


Gerias de Fabrico (em euros):

Materiais indirectos 6 000


Mão-de-obra indirecta 8 000
Depreciações de edifícios 3 000
Depreciações de equipamentos 6 000
Combustível da fábrica 2 000
Seguro dos edifícios 500

DADOS ESTATÍSTICOS:

Departamento Área m2 Horas/máq. Horas/MOI N.º %


Empregados
Produção A 600 600 500 80 40
Produção B 300 1 400 300 60 60
Serviços X 50 100 20
Serviços Y 50 100 10

Os GGF serão distribuídos aos departamentos da seguinte forma:

· À base da área do piso:


Depreciação dos Edifícios
Seguro dos Edifícios

· À base de horas máquinas:


Materiais Indirectos
Depreciação de Equipamentos
Combustível

· À base de horas de MOI:


Mão-de-Obra Indirecta

Os GGF dos departamentos de serviços são distribuídos da seguinte forma:

Serviços X na base do n.º de empregados


Serviços Y na base das percentagens indicadas no quadro

PEDIDO:
Elabore um quadro mostrando como os GGF são distribuídos aos departamentos.

57
Contabilidade Analítica

REPARTIÇÃO DOS CUSTOS PELAS SECÇÕES


Secção Auxiliar Secções Principais
X Y A B Total
Rep. Primária
Materiais Indirectos
MOI
Depreciações Edif.
Depreciações Equip.
Combustível
Seguro Edifícios
Total Rep. Primária
Rep. Secundária

Y
Total Rep. Secund.

Custo Global

58
Contabilidade Analítica

Exercício 32: Empresa Nortear, Lda.

A empresa Nortear, Lda. dedica-se à produção de dois produtos: o produto Zerto e o


produto Terto.
No mês de Março de 2003 extraíram-se as seguintes informações da Contabilidade:

1 – As existências eram as seguintes:


Existências Iniciais Existências Finais
Matéria Prima Nacional 1 000 Kgs a € 5,00 cada 500 Kgs a € 5,00 cada
Matéria Prima Importada 500 Kgs a € 50,00 cada 1 000 Kgs a € 55,00 cada
Produto Acabado Zerto 200 unidades a € 200,00 cada 500 unidades
Produto Acabado Terto 500 unidades a € 300,00 cada 100 unidades
Produtos em Vias de Fabrico 100 unidades no valor de 200 unidades no valor de
Zerto € 100,00 cada € 150,00 cada

2 – O critério valorimétrico é o mesmo para todas as matérias e produtos acabados.

3 – Para efeitos contabilísticos, esta empresa está organizada em secções, sendo que,
duas destas são secções auxiliares.

4 – Os consumos de matérias-primas foram os seguintes:


Produto Zerto 10 000 Kgs da matéria prima nacional
Produto Terto 1 000 Kgs da matéria prima importada

5 – O custo horário da MOD foi de € 10,00 (incluindo os encargos de 60 %). Foram


imputadas 7 000 horas de MOD ao produto Zerto.

6 – Durante o mês de Março de 2003, as secções registaram os seguintes custos


comuns e directos:

Gastos (Euros) S1 S2 S3 S4 S5 Total


Fornecimentos de 42 000 10 000 70 000 5 000 15 000 142 000
Serviços
Mão-de-Obra 40 000 25 000 50 000 15 000 12 000 142 000
indirecta
Depreciações 30 000 18 000 30 000 8 000 22 000 108 000
Outros gastos 13 000 22 000 51 250 10 750 11 000 108 000
operacionais
Total de custos 125 000 75 000 201 250 38 750 60 000 500 000

59
Contabilidade Analítica

7 – O quadro seguinte foi preparado para auxiliar a imputação dos custos directos e
comuns das secções:
Área (m 2) N.º de Horas de Horas
empregados MOD máquina
S1 50 30 4 000 200
S2 100 28 3 500 350
S3 250 31 4 250 250
S4 50 6 400
S5 50 5 300
Total 500 100 11 750 1 500

8 – A secção S1 dedicou 300 horas de repouso ao produto Zerto e 475 ao produto


Terto.
A secção S2 tem como unidade de obra os Kgs de matéria-prima consumidos,
enquanto que a secção S3 reparte os seus custos pelos produtos em função do valor da
MOD.
A secção S5 reparte os seus custos para todas as outras secções em função das horas
máquina, enquanto que a secção S4 reparte os seus custos pelas secções principais em
função das horas de MOD.

9 – Durante o mês de Março a empresa produziu 2 000 unidades do produto Zerto e


1 000 unidades do produto Terto.

10 – O preço de venda unitário do produto Zerto foi de € 300,00 e do produto Terto de


€ 550,00.

11 – Os custos não industriais são imputados em função do valor das vendas, sendo os
seguintes:

Custos (Euros) Distribuição Administração Financeiros


Fornecimentos de serviços 75 000 8 400 ---
Mão de obra 100 000 15 000 ---
Depreciações 65 000 10 000 ---
Financeiros --- --- 64 000
Outros gastos operacionais 16 000 5 000 ---
Total 256 000 38 400 64 000

PEDIDOS:
1. Diga justificando qual o critério valorimétrico utilizado pela empresa.
2. Determine, através dos quadros que lhe são fornecidos, o custo unitário dos
produtos.
3. Elabore a demonstração dos resultados por funções e por produtos.

60
Contabilidade Analítica

QUADRO 1

REPARTIÇÃO DOS CUSTOS PELAS SECÇÕES


Secções Auxiliares Secções Principais

Custos directos e
comuns

Total Rep. Primária


Reembolsos

Total Reembolsos
Custo Global
Unidades de Obra
Custo Unitário

QUADRO 2

Matéria Prima Nacional


Quantidades Preço Unitário Valor global
Existência inicial

Compras

Consumo ZERTO

Existência final

61
Contabilidade Analítica

QUADRO 3

Matéria Prima Importada

Quantidades Preço Unitário Valor global


Existência inicial

Compras

Consumos TERTO

Existência final

QUADRO 4

Custo de produção

Produto Zerto Produto Terto TOTAL


Consumos de MP:
Matéria Prima Nacional
Matéria Prima Importada
MOD

GGF

Custo Industrial Total


EIPVF
EFPVF

CIPA
Produção

CIPA Unitário

62
Contabilidade Analítica

QUADRO 5

Produto Zerto
Quantidades Preço Unitário Valor global
Existência inicial

Produção

Saídas

Existência final

QUADRO 6

Produto Terto
Quantidades Preço Unitário Valor global
Existência inicial

Produção

Saídas

Existência final

QUADRO 7

Demonstração dos Resultados


Produto Zerto Produto Terto TOTAL

63
Contabilidade Analítica

Exercício 33: Empresa “Light”


A empresa “Light” dedica-se à produção de candeeiros, cujo processo de fabrico se
realiza em três fases, no fim das quais os produtos se encontram aptos para venda.
Relativamente ao mês de Janeiro do ano N, conhecem-se os seguintes elementos:

Existências Iniciais de Matérias:


Matéria M - 5000 kgs a 0,75 €
Matéria N - 4000 kgs a 0,60 €
Matéria O – 2 200 kgs a 3,75 €
Compras de Matérias:
Matéria M - 100 kgs a 0,70 €
Matéria N - 200 kgs a 0,55 €
Matéria O - 200 kgs a 3,25 €
Matérias Consumidas:
Matéria M (1ª fase) - 4 000 kgs
Matéria N (2ª fase) - 3 500 kgs
Matéria O (3ª fase) - 2 000 kgs

A empresa utiliza o critério FIFO.

Mão de Obra:
A mão de obra directa utilizada na fabricação de cada candeeiro acabado foi a
seguinte: 1ª fase - 50 minutos; 2ª fase - 40 minutos; 3ª fase - 24 minutos
Por outro lado, do resumo de vencimentos do mês, sabe-se que o montante processado
foi de 5 100 € a que correspondem um total de 6 800 horas. A mão de obra não
aplicada é imputada a “Diferenças de Incorporação”.

Gastos Gerais de Fabrico:


Os ordenados da Direcção Fabril totalizaram 1 100 €, aos quais há que acrescentar os
encargos, que representam 50% dos ordenados.
As depreciações do equipamento previstas para o ano N atingiram 9 150 €, as quais
são periodizadas em função do número de dias de cada mês (ano bissexto).
A repartição dos ordenados da Direcção Fabril e das depreciações pelas fases de
fabrico é a seguinte: 1ª fase - 40%; 2ª fase - 40%; 3ª fase - 20%

64
Contabilidade Analítica

Os outros gastos indirectos de fabrico estão repartidos do seguinte modo:


1ª fase - 1 430 €
2ª fase - 2 180 €
3ª fase - 4 783 €
Gastos comuns - 2 754 €

Os gastos comuns são repartidos pelas fases de fabrico proporcionalmente à mão de


obra directa aplicada.

Produção:
No mês de Janeiro foram iniciadas 3 600 unidades. A produção de mês acabada na 1ª
fase foi de 3 600 unid.; na 2ª fase foi de 3 000 unid. e na 3ª fase foi de 2 800 unid.
No início do mês não havia produtos acabados, nem produtos em vias de fabrico.
No fim do mês, as unidades que ficaram em processo não receberam qualquer
transformação, nem adicionalmente de novas matérias na fase em que se encontram.

Vendas e Custos Comerciais:


A facturação do mês foi a seguinte:
- Distrito de Braga: 800 unidades pelo total de 25 000 €
- Distrito do Porto: 1 000 unidades pelo total de 33 420 €
- Distrito de Aveiro: 600 unidades pelo total de 25 000 €
Os transportes pagos foram:
- Distrito de Braga: 1 400 €
- Distrito do Porto: 1 250 €
- Distrito de Aveiro: 1 000 €
Comissões creditadas a agentes:
- Distrito de Braga: 750 €
- Distrito do Porto: 700 €
- Distrito de Aveiro: 600 €

PEDIDOS:
1) Calcule o custo da produção acabada e da produção em curso no final de cada fase.
2) Elabore a Demonstração dos Resultados por Funções do mês.

65
Contabilidade Analítica

Exercício 34: Empresa FRENPORT


A empresa FRENPORT é uma unidade industrial que produz em série frentes para gavetas –
FRENTES – e portas para armários de cozinha – PORTAS – que exporta ou vende no mercado
nacional a empresas de mobiliário. Para o apuramento dos custos de produção a empresa tem
vindo a afectar a mão de obra directa e as matérias primas directamente aos produtos. Os gastos
gerais de fabrico têm sido imputados através do método das secções.

1. A empresa está organizada internamente da seguinte forma:


 Secções de produção:
- Principais: Preparação, Maquinação, Acabamento
- Auxiliares: Conservação e Gastos Comuns

 Secção de Distribuição e Secção de Administração

2. Dados relativos às existências:


 Existências iniciais:
- Matérias primas
Madeira 150 m3 a 35 000 u.m. / m3
Verniz 400 litros a 580 u.m. / lt
- Produtos Acabados
Frentes 1 500 unidades a 700 u.m. / unidade
Portas 2 000 unidades a 780 u.m. / unidade
- Produtos em Vias de Fabrico
Frentes 39 000 u.m.
Portas 143 500 u.m.

 Não existem existências finais de produtos em vias de fabrico.


 Consumos
Madeira: 0,004 m3 cada Frente e 0,006 m3 cada Porta
Verniz: 1 litro de verniz pinta 25 Frentes
1 litro de verniz pinta 20 Portas
 Compras
Madeira: 100 m3 a 40 000 u.m. / m3
Verniz: 1 200 lts a 540 u.m. / lt
 Produção
Frentes: 10 000 unidades
Portas: 15 000 unidades

66
Contabilidade Analítica

 Vendas
Frentes 9 000 unidades a 1 000 u.m. / unidade
Portas 13 000 unidades a 1 200 u.m. / unidade

3. A empresa utiliza para movimentação das matérias-primas o critério do CUSTO MÉDIO


e para a movimentação dos produtos acabados o critério do FIFO.

4. O custo horário da MOD foi de 500 u.m. (incluindo os encargos de 50%). Foram imputadas
7000 horas da MOD às Portas.

5. As secções registaram os seguintes custos directos e comuns das secções (valores em


u.m.):

Gastos
Conserv. Comuns Preparação Maquinação Acabamento Administ. Distrib.
MOI 300 000 250 000 700 000 1 500 000 500 000 150 000 400 000
Outros custos 150 000 130 000 410 000 865 000 370 000 144 000 280 000

A MOI não tem ainda incluído os encargos com remunerações. A taxa estimada é igual à da
MOD.

6. O quadro seguinte foi preparado para auxiliar a imputação dos custos directos e comuns
das secções:

Horas de MOD Horas Máquina


Preparação 4 000 200
Maquinação 3 500 350
Acabamento 4 250 250
Conservação 300
Gastos Comuns 400
Total 11 750 1 500

7. Os gastos das secções principais imputam-se aos produtos da seguinte forma:

Frentes Portas Total


Preparação 62 Hm 138 Hm 200 Hm
Maquinação 140 Hm 210 Hm 350 Hm
Acabamento 138 Hh 112 Hh 250 Hh

67
Contabilidade Analítica

8. Os gastos das secções auxiliares são assim repartidos:


 Secção de Conservação: em função das horas máquina
 Secção de Gastos Comuns: em função das horas de MOD

9. Secções não industriais:


 Os custos da secção de distribuição distribuem-se em função das quantidades
vendidas;
 Os custos administrativos são repartidos em função do valor das vendas.

PEDIDO:
Preenchimento dos seguintes quadros:

QUADRO 1: REPARTIÇÃO DOS CUSTOS PELAS SECÇÕES

Conservação Gastos Preparação Maquinação Acabamento Adm. Distrib.


Comuns
Repartição
Primária

Σ DE CUSTOS
Reembolsos

Conservação

Gastos Comuns
Total
Reembolsos

Custo Global
Unidades de
Obra
Custo Unitário

68
Contabilidade Analítica

QUADRO 2: ARMAZÉM DE MADEIRA – CUSTO MÉDIO PONDERADO


Quantidades Preço Unitário Valor global
Existência Inicial

Compras

Consumos p/ Frentes

Consumos p/ Portas

Existência final

QUADRO 3: ARMAZÉM DE VERNIZ – CUSTO MÉDIO PONDERADO


Quantidades Preço Unitário Valor global
Existência Inicial

Compras

Consumos p/ Frentes

Consumos p/ Portas

Existência final

QUADRO 4: CUSTO DE PRODUÇÃO


FRENTES PORTAS TOTAL
Consumos de MP:
Madeira
Verniz
Mão-de-obra Directa
Gastos Gerais de Fabrico:
Preparação
Maquinação
Acabamento
Custo Industrial Total
EI PVF
EF PVF
CIPA
Produção
CIPA Unitário

69
Contabilidade Analítica

QUADRO 5: ARMAZÉM DE FRENTES – FIFO


Quantidades Preço Unitário Valor global
Existência Inicial

Produção

CIPV

Existência final

QUADRO 6: ARMAZÉM DE PORTAS – FIFO


Quantidades Preço Unitário Valor global
Existência Inicial

Produção

CIPV

Existência final

QUADRO 7: DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS


FRENTES PORTAS TOTAL
Vendas

CIPV

Margem Bruta

Custos Distribuição

Custos Administrativos

RAI

70
Contabilidade Analítica

5º BLOCO DE EXERCÍCIOS

71
Contabilidade Analítica

Exercício 35: Empresa Oliveira, Lda.


Relativamente à Empresa Oliveira, Lda. dispõe-se da seguinte informação (em euros):
Custos Fixos Custos Total
Variáveis
Custos de Produção
Fornecimentos e Serviços Externos 660 2 320 2 980
Gastos com o pessoal 3 680 920 4 600
Depreciações do período 990 ---- 990
Outros gastos operacionais 35 ---- 35
5 365 3 240 8 605
Custos de Distribuição
Fornecimentos e Serviços Externos 180 480 660
Gastos com o pessoal 736 184 920
Depreciações do período 180 ---- 180
1 096 664 1 760
Custos da Administração
Fornecimentos e Serviços Externos 250 ---- 250
Gastos com o pessoal 460 ---- 460
Depreciações do período 130 ---- 130
Outros gastos operacionais 95 ---- 95
935 ---- 935
Gastos de Financiamento 490 ---- 490
Outros Gastos e Perdas (Extraord.) 1 200 ---- 1 200

A produção do mês foi de 10 000 unidades do produto A e de 6 400 unidades do


produto B.
Admite-se que a empresa adopta o custeio variável real e como critério valorimétrico
o FIFO.

Unidades Valores
Existências Iniciais:
Produtos acabados – Produto A 12 000 0,48 €/unidade
Produtos acabados – Produto B 8 000 0,38 €/unidade

Produto A Produto B
Vendas 16 000 a 1 € cada 10 000 a 0,9 € cada

Produto A Produto B Total


Custos Variáveis (em euros)
Fornecimentos e Serviços Externos 1 800 520 2 320
Gastos com o pessoal 640 280 920
Consumos de matérias primas 2 400 1 600 4 000
Consumos de matérias subsidiárias 120 160 280

PEDIDOS:
a) Determine o custo de produção unitário dos produtos A e B.
b) Elabore a Demonstração dos Resultados por Funções.

72
Contabilidade Analítica

Exercício 36: Empresa Minho, Lda.

Da Empresa Minho, Lda. são conhecidos os seguintes dados:

(unidades) Janeiro Fevereiro Março Abril


Existência Inicial ---- ---- 300 100
Unidades 1 500 1 600 1 200 1 300
Fabricadas
Unidades Vendidas 1 500 1 300 1 400 1 400
Existência Final ---- 300 100 ----

· O preço de venda é de 10 € por unidade vendida.

· Custo variável de fabrico:


O valor das matérias consumidas é de 2 € por unidade fabricada.
O custo da MOD é de 3 € por unidade fabricada.
Os GGF´s são de 1 € por unidade fabricada.

· Os gastos variáveis de Distribuição são de 0,8 € por unidade vendida.

· Os gastos fixos de fabrico são de 1 500 € por mês.

· Os gastos fixos de Distribuição e da Administração são de 2 500 € por mês.

PEDIDOS:

a) Elabore a Demonstração dos Resultados para o mês de Janeiro utilizando o método


do custeio total e calcule o valor da respectiva existência final de produtos acabados.

b) Elabore a Demonstração dos Resultados para o mês de Fevereiro utilizando o


método do custeio total e calcule o valor da respectiva existência final de produtos
acabados.

c) Se na alínea anterior tivesse utilizado o método do custo variável, o resultado


líquido obtido em Fevereiro teria sido igual, superior ou inferior? Justifique a sua
resposta, mas sem efectuar cálculos.

d) Elabore a Demonstração dos Resultados para o mês de Março com base no método
do custeio variável e calcule o valor da respectiva existência final de produtos
acabados.

e) Qual seria o valor do resultado líquido do mês de Abril com base no método do
custeio variável? Justifique a sua resposta, mas sem efectuar cálculos adicionais.

73
Contabilidade Analítica

Exercício 37: Empresa Carneiro

Os directores da Empresa Carneiro, a qual iniciou a sua actividade em 1 de Janeiro de


N, estudaram a seguinte situação (em euros):

N N+1
Vendas 300 000 450 000
Lucros 55 000 35 000

Não compreendendo porque razão a um aumento de 50% no valor das vendas


correspondeu um decréscimo do lucro, pedem explicação ao contabilista da empresa,
o qual apresentou os seguintes dados para análise:

N N+1
Unidades vendidas 20 000 30 000
Unidades produzidas 30 000 20 000
Preço de venda unitário 15 € 15 €
Custo variável por unidade 5€ 5€
GGF´s totais fixos (€) 180 000 180 000
Custos não industriais (€) 25 000 25 000

PEDIDO:

Estabeleça a Demonstração dos Resultados pelo custeio total e pelo custeio variável
e explique o que se passou.

74
Contabilidade Analítica

Exercício 38: Companhia Nortenha de Bebidas

A Companhia Nortenha de Bebidas produz um único produto - Arca Velha.


O seu nível operacional normal é de 18 000 caixas ao ano. Durante o ano N, os dados
operacionais foram os seguintes:

Produção 20 000 caixas


Vendas 16 000 caixas
Preço de venda 30 €
Custo dos materiais por caixa 7€
Custo de mão-de-obra por caixa (variável) 6€
GGF por caixa 4€
GGF fixos 108 000 €
Gastos administrativos fixos 50 000 €
Gastos administrativos variáveis 10% sobre o valor de vendas

De N-1 para N não houve alteração nos custos. Em N+1, os custos de materiais
subiram 10% e os de mão-de-obra 5%. Os restantes custos permaneceram inalterados.
Apesar de se ter verificado um aumento de 4% no preço de venda praticado em N+1,
conseguiram-se vender mais 4 000 caixas.
Entretanto, a produção em N+1 diminuiu em 3 000 caixas.

A empresa utiliza o método FIFO para o custeio das saídas de armazém.

PEDIDO:

Elabore para N e N+1 as Demonstrações dos Resultados pelos métodos de custeio


total e de custeio variável.

75
Contabilidade Analítica

Exercício 39: Empresa Delta

A Empresa Delta dedica-se ao fabrico de limas, tendo uma capacidade de produção de


100 000 limas/ano. Na produção de limas utiliza-se como matéria-prima o aço.

1. Da Contabilidade de N retiraram-se os seguintes elementos:


a) Vendas 38 000 limas a 1 € /unidade
b) Produção 50 000 limas
c) Custos Industriais:
Matéria - Prima 1 000 ton. de aço a 10,2 € /ton.
Custos de Transformação:
Variáveis 9 800 €
Fixos 10 000 €
d) Gastos comerciais e administrativos:
Variáveis 1 400 €
Fixos 800 €
e) Gastos de financiamento (fixos) 300 €

2. A partir destes elementos elaboraram-se as quatro demonstrações dos resultados


que a seguir se apresentam (valores em euros):
Rubricas A B C D
Vendas 38 000 38 000 38 000 38 000
Custo das Vendas (*) 25 200 24 000 22 800 22 900
Resultado Bruto 12 800 14 000 15 200 15 100
Gastos Com. e Administ. 2 200 2 200 2 200 2 200
Resultado Operacional 10 600 11 800 13 000 12 900
Gastos de Financiamento 300 300 300 300
Resultado Corrente 10 300 11 500 12 700 12 600
(*) Inclui os custos industriais não incorporados.

PEDIDOS:
1) Identifique, justificando através de cálculos, quais os sistemas de custeio
subjacentes a estas demonstrações dos resultados, e valorize as existências finais
de limas. N.B: Uma das demonstrações dos resultados não se enquadra em
nenhum dos sistemas de custeio estudados!
2) Justifique as diferenças de resultados registadas.

76
Contabilidade Analítica

Exercício 40: Empresa Eletromax, Lda.

A “Eletromax, Lda.”, é uma empresa que se constituiu no início deste ano e se dedica
à produção de componentes para a indústria electrónica.
Os estudos preparatórios ao seu arranque permitiram prever, para cada um dos
quadrimestres de laboração, os elementos que a seguir se indicam:

1º Q 2º Q 3º Q Ano
Em unidades:
Capacidade de produção 65 000
Produção prevista 15 000 15 000 20 000 50 000
Vendas para o mercado interno 10 000 17 000 20 000 47 000
Em Euros:
Matérias-primas 45 000 45 000 60 000 150 000
Gastos de transformação
Variáveis 22 500 22 500 30 000 75 000
Fixos 60 000 60 000 60 000 180 000
Gastos comerciais e administrativos
Variáveis 10 000 17 000 20 000 47 000
Fixos 6 000 6 000 6 000 18 000
Gastos de financiamento
Variáveis 3 000 5 120 6 000 14 120
Fixos 20 000 20 000 20 000 60 000

Dispõe-se ainda de outras informações:


· O preço de venda previsto é de 12,5 € por unidade.
· A empresa adopta o critério do FIFO na valorização das existências.

PEDIDOS:
1. Elabore as demonstrações dos resultados para cada um dos quadrimestres, no
sistema de custeio total e variável.

2. Explique, através de cálculos adequados, as diferenças de resultados apurados na


alínea anterior.

3. A empresa tem a possibilidade de exportar 5 000 unidades durante o ano em


análise, desde que pratique no mercado externo um preço de venda 20% inferior ao
do mercado interno. Admitindo que os custos variáveis não industriais são
idênticos aos suportados nas vendas para o mercado interno, valerá a pena
exportar?

77
Contabilidade Analítica

Empresa Eletromax

1.º Quadrimestre – SCT


Custos Variáveis Produção

Custos Fixos Armazém de PA

CNI – Comerc. e Adm. CNI – Financ.

Resultados

78
Contabilidade Analítica

2.º Quadrimestre – SCT

Custos Variáveis Produção

Custos Fixos Armazém de PA

CNI – Comerc. e Adm. CNI – Financ.

Resultados

79
Contabilidade Analítica

3.º Quadrimestre – SCT

Custos Variáveis Produção

Custos Fixos Armazém de PA

CNI – Comerc. e Adm. CNI – Financ.

Resultados

80
Contabilidade Analítica

1.º Quadrimestre – SCV

Custos Variáveis Produção

Custos Fixos Armazém de PA

CINI CNI – Comerc. e Adm.

CNI – Financ. Resultados

81
Contabilidade Analítica

2.º Quadrimestre – SCV

Custos Variáveis Produção

Custos Fixos Armazém de PA

CINI CNI – Comerc. e Adm.

CNI – Financ. Resultados

82
Contabilidade Analítica

3.º Quadrimestre – SCV

Custos Variáveis Produção

Custos Fixos Armazém de PA

CINI CNI – Comerc. e Adm.

CNI – Financ. Resultados

83
Contabilidade Analítica

Exercício 41: Sociedade Filmes e Argumentos, Lda.

A sociedade Filmes e Argumentos, Lda. dedica-se ao fabrico de dois tipos de papel,


Figurante e Personagem Principal, a partir da junção de água, papel reciclável, corantes e
outros produtos químicos diversos.
A sociedade adopta o método das secções homogéneas para efeitos do controlo e da
imputação dos custos de transformação.

O processo de fabrico compreende as seguintes secções principais:


 produção do papel a granel, cuja unidade de obra é a Hm (Hora - máquina)
 acondicionamento, onde se procede à colocação em rolos, cuja unidade de obra é a Hh
(Hora - homem).

Existem, ainda, duas secções auxiliares:


 conservação e reparação, cuja unidade de obra é a Hh (Hora - homem)
 serviços comuns, cuja imputação às restantes secções é efectuada em função do valor
respectivo dos custos directos (repartição primária).

Relativamente ao mês de Janeiro de N, verificou-se o seguinte movimento:

Existências iniciais:
Papel reciclável 35 000 kg a € 1,50 / kg
Corantes 2 500 kg a € 2,60 / kg
Produtos químicos diversos 3 000 kg a € 3,10 / kg
Rolos para acondicionamento € 200,00

Compras:
Papel reciclável 15 000 kg a € 1,00 / kg
Corantes 2 500 kg a € 2,50 / kg
Produtos químicos diversos 1 000 kg a € 3,00 / kg
3
Água 200 m a € 0,10 / m3

Existências finais:
Papel reciclável 15 000 kg
Corantes 2 500 kg
Produtos químicos diversos 1 000 kg

Nota: Os consumos de materiais são imputados aos dois produtos em função da produção
acabada do período.

84
Contabilidade Analítica

Produção acabada:
Papel Figurante 156 rolos
Papel Personagem Principal 144 rolos

Existência inicial de produtos acabados e de produtos em vias de fabrico:


Papel Figurante 5 rolos a € 400,00 / rolo
Papel Personagem Principal 5 rolos a € 300,00 / rolo
Produtos em vias de fabrico - Papel Figurante: € 5 979,60
Produtos em vias de fabrico - Papel Personagem Principal: € 0,00

Existência final de produtos acabados e de produtos em vias de fabrico:


Papel Figurante 15 rolos
Papel Personagem Principal 10 rolos
Produto em vias de fabrico - Papel Figurante: € 6 000,00
Produtos em vias de fabrico - Papel Personagem Principal: € 10 899,60

Os gastos de transformação directos atingiram os seguintes valores globais:


SECÇÃO CUSTOS CUSTOS TOTAL
VARIÁVEIS FIXOS
Produção de papel a granel € 33 000,00 € 22 500,00 € 55 500,00
Acondicionamento € 11 100,00 € 6 750,00 € 17 850,00
Conservação e Reparação € 5 500,00 € 2 500,00 € 8 000,00
Serviços Comuns € 3 000,00 € 0,00 € 3 000,00

A empresa utiliza o sistema de custeio racional.

A actividade normal calcula-se em:

PRODUÇÃO A GRANEL ACONDICIONAMENTO CONSERVAÇÃO E


REPARAÇÃO
250 Hm 500 Hh 750 Hh

A actividade real das secções foi a seguinte:


Produção a granel: 200 Hm, sendo 110 Hm para o papel Figurante e 90 Hm para o
papel Personagem Principal
Acondicionamento: 400 Hh, sendo 210 Hh para o papel Figurante e 190Hh para o
papel Personagem Principal
Conservação e reparação: 600 Hh, sendo 240 Hh para a secção produção a granel, 210 Hh
para a secção acondicionamento e 150Hh para a secção serviços
comuns

85
Contabilidade Analítica

Custos não industriais:


Distribuição € 15 025,00
Administrativos € 5 050,00
Financeiros € 4 700,00

O preço de venda unitário é de:


Papel Figurante € 700,00 / rolo
Papel Personagem Principal € 600,00 / rolo

A sociedade utiliza o critério valorimétrico FIFO na determinação do valor dos consumos.

A sociedade estipulou que as diferenças de incorporação são imputadas aos dois produtos
em função das unidades vendidas no período.

PEDIDO:
Preenchimento dos quadros seguintes.

QUADRO 1: REPARTIÇÃO DOS GASTOS PELAS SECÇÕES


Conservação e Serviços Produção a Acondicionamento Total
Reparação Comuns Granel
1. REPARTIÇÃO
PRIMÁRIA

TOTAL REPARTIÇÃO
PRIMÁRIA
2. REPARTIÇÃO
SECUNDÁRIA
CONSERVAÇÃO E
REPARAÇÃO
SERVIÇOS COMUNS
TOTAL REPARTIÇÃO
SECUNDÁRIA
CUSTO GLOBAL
UNIDADES DE OBRA
CUSTO UNITÁRIO

86
Contabilidade Analítica

QUADRO 2: ÁGUA

Quantidades Custo unitário Valor global


Existência inicial

Compras

Consumos para papel


Figurante

Consumos para papel


Personagem Principal

Existência final

QUADRO 3: PAPEL RECICLÁVEL

Quantidades Custo unitário Valor global


Existência inicial

Compras

Consumos para papel


Figurante

Consumos para papel


Personagem Principal

Existência final

QUADRO 4: CORANTES

Quantidades Preço Unitário Valor global


Existência inicial

Compras

Consumos para papel


Figurante

Consumos para papel


Personagem Principal

Existência final

87
Contabilidade Analítica

QUADRO 5: PRODUTOS QUÍMICOS DIVERSOS

Quantidades Custo unitário Valor global


Existência inicial

Compras

Consumos para papel


Figurante

Consumos para papel


Personagem Principal

Existência final

QUADRO 6: CUSTO DE PRODUÇÃO

PAPEL
PAPEL PERSONAGEM TOTAL
FIGURANTE PRINCIPAL
Consumos de materiais:
Água
Papel reciclável
Corantes
Produtos químicos diversos
Rolos para acondicionamento
Gastos de transformação:
Produção a granel
Acondicionamento

Custo industrial total

EIPVF
EFPVF

CIPA

Produção

CIPA unitário rolo

88
Contabilidade Analítica

QUADRO 7: ARMAZÉM DE PAPEL FIGURANTE

Quantidades Custo unitário Valor global


Existência inicial

Produção (CIPA)

Saídas (CIPV)

Existência final

QUADRO 8: ARMAZÉM DE PAPEL PERSONAGEM PRINCIPAL

Quantidades Custo unitário Valor global


Existência inicial

Produção (CIPA)

Saídas (CIPV)

Existência final

QUADRO 9: DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS POR FUNÇÕES E POR


PRODUTOS

PAPEL FIGURANTE PAPEL TOTAL


PERSONAGEM
PRINCIPAL

Nota: Utilize todas as casas decimais.

89
Contabilidade Analítica

6º BLOCO DE EXERCÍCIOS

90
Contabilidade Analítica

Exercício 42: Empresa Zelta, Lda.

A Empresa Zelta, Lda. vendeu no ano findo 20 000 unidades do produto Z a 200 €
cada.
Dos dados registados na contabilidade extraíram-se os seguintes montantes:

Custos Fixos Mensais:


Produção 100 000 €
Administração 60 000 €
Distribuição 35 000 €
Financeiros 5 000 €

Custos Variáveis por Unidade:


Produção 40 €
Distribuição 10 €

Sabe-se ainda que não houve variação de stocks e que a taxa de imposto sobre os
rendimentos a que a empresa está sujeita é de 25%.

PEDIDOS:

a) Calcule o ponto de equilíbrio para este produto no ano findo.

b) Quantas unidades a empresa precisa de vender para obter um resultado antes de


impostos de 135 000 €?

c) Quantas unidades a empresa precisa de vender para obter um resultado depois de


impostos de 101 250 €?

d) Se os custos de aprovisionamento representarem 40% dos custos variáveis e 5%


dos custos fixos, um aumento de 20% nos custos de aprovisionamento aumentaria em
quanto as unidades necessárias para atingir o ponto de equilíbrio?

91
Contabilidade Analítica

Exercício 43: Empresa Siro, Lda.

Em 31 de Dezembro do ano N, a Empresa Siro, Lda. apresentou a seguinte


Demonstração dos Resultados:

Vendas (10 000 unidades) 1 000 000 €


Custos Variáveis:
Matérias Primas 300 000 €
Mão de Obra Directa 200 000 €
Matérias Subsidiárias 40 000 €
Outros Gastos Fabris 15 000 €
Comissões 75 000 €
Custos Fixos:
Depreciações e Amortizações 80 000 €
Ordenados 150 000 €
Outros gastos 40 000 €
Total dos Gastos 900 000 €
Resultado 100 000 €

Sabe-se que a capacidade instalada desta empresa é para a produção de 12 000


unidades e que a empresa trabalha 11 meses ao ano.

Pedidos:

1. Acha que a empresa tem interesse em vender o máximo da sua capacidade


instalada reduzindo o preço de venda para 90 €? Justifique a sua resposta.

2. Suponha que a empresa consegue produzir e vender mais 2 000 unidades do que a
sua capacidade, tendo para isso que recorrer à compra de uma nova máquina no
valor de 80 000 €, que será depreciada pelo método das quotas constantes à taxa de
10%. Determine qual deverá ser o preço de venda a praticar pela empresa de forma
a vender estas novas unidades e sem alterar os resultados.

92
Contabilidade Analítica

Exercício 44: Companhia Epsilone, Lda.

A Companhia Epsilone, Lda. vendeu 100 000 unidades do seu produto a 20 € por
unidade.
Os custos variáveis são de 14 € por unidade, sendo da fabricação 11 € e da
distribuição 3 €. Os custos fixos são incorridos uniformemente no decorrer do ano e
ascendem a 792 000 €, sendo da fabricação 500 000 € e da distribuição 292 000 €.
Não existiam stocks nem iniciais nem finais.

PEDIDOS:
1 - Determine o ponto de equilíbrio para este produto.

2 - Determine o número de unidades que é necessário a empresa vender para


conseguir obter um resultado antes de impostos de 60 000 €.

3 - Determine o número de unidades que é necessário a empresa vender para


conseguir obter um resultado líquido depois de impostos de 112 500 € (considere uma
taxa de IRC de 25%).

4 - Se os custos da mão-de-obra são 50% dos custos variáveis e 20% dos custos fixos,
um aumento de 10% nos salários em quanto aumentaria o número de unidades
necessárias para atingir o ponto de equilíbrio?

93
Contabilidade Analítica

Exercício 45: Hotel Paraíso

O Senhor Carneiro é dono do Hotel Paraíso. Recentemente recebeu uma proposta de


trabalho que lhe permite auferir um ordenado anual de 48 000 €. No entanto, prefere
ser dono do seu próprio negócio.
O Hotel tem 50 quartos disponíveis. Estes são alugados a 40 € por noite. Os custos
variáveis ascendem a 8 € por noite e por quarto alugado. Os custos fixos, por mês, são
os seguintes:
Depreciações 12 000 €
Impostos e Seguros 10 000 €
Manutenção 6 400 €
Água, Luz, etc. 3 600 €

O Senhor Carneiro queixa-se de que, de Abril a Setembro, os negócios são muito


fracos e mostra os seguintes números:
Abril a Setembro Outubro a Março
N.º de quartos a plena capacidade 9 150 9 100
N.º de quartos realmente alugados 5 050 8 700
Vagas 4 100 400

PEDIDOS:

a) Com base nos dados apresentados elabore uma demonstração desdobrada para os
dois períodos, mostrando se o Senhor Carneiro está a ganhar dinheiro ou a perder
dinheiro nesse período.

b) Quantos quartos necessita de alugar por mês para atingir o ponto de equilíbrio?

c) Se o aluguer do quarto fosse reduzido para 33 €, durante o período de Abril a


Setembro, quantos quartos teriam de ser alugados por mês durante este período, para
atingir o ponto de equilíbrio?

d) Suponha que qualquer que seja o preço por quarto, não é possível cobrir os custos
fixos durante o período de Julho e Agosto. Deverá o Hotel permanecer fechado
durante esses meses?

94
Contabilidade Analítica

Exercício 46: Empresa Gomes, Lda.


A previsão de resultados para o ano N+1 da Empresa Gomes, Lda. está representada
no quadro seguinte, em Euros:

Produto A Produto B Produto C TOTAL


Preço de venda unitário 3 3.6 2.4
Valor das Vendas 30 000 28 800 9 600 68 400
Valor dos Custos Variáveis:
Custo Primo 12 000 11 400 3 900 27 300
GGF 6 000 5 400 3 300 14 700
Valor dos Custos Fixos 9 000 8 100 3 000 20 100
Valor dos Resultados 3 000 3 900 (600) 6 300

Responda sucintamente às seguintes questões:

a) Qual o efeito no resultado global e por produto se o produto C deixar de ser


produzido?
Considere, para efeitos de simplificação, que a venda do produto C não influencia as
vendas dos outros produtos, e que os custos fixos serão repartidos na mesma
proporção.

b) Quais as vendas mínimas adicionais do produto B (em unidades) que seriam


necessárias para cobrir gastos de publicidade e propaganda no montante de 2 400 €?

c) O director do produto A pretende uma redução de 10% no preço de venda, para


compensar a valorização do euro. Calcule o aumento das vendas de A que é
necessário realizar para compensar a diminuição no preço de venda.

Exercício 47: Empresa Móveis Rosário, Lda.

A Empresa Móveis Rosário, Lda. dedica-se à produção de secretárias de madeira. A


empresa produz um único modelo de secretárias - Alfa. No último ano a empresa
produziu e vendeu 45 000 secretárias, ao preço de 40 € cada. A margem de cobertura
foi de 30%, com um resultado de 45 000 €, sendo 75% a capacidade utilizada.
Para o ano corrente a empresa tem como objectivo fazer o aproveitamento integral da
capacidade instalada, com a redução de 5% no preço de venda.

Pretende-se que:

1) Determine o ponto de equilíbrio em quantidade e em valor em relação ao último


ano.

2) Determine qual o resultado previsto para o ano corrente.

3) Determine qual o preço que deveria ser praticado pela empresa, no corrente ano, se
o objectivo desta fosse a duplicação dos resultados em relação ao ano anterior.

95
Contabilidade Analítica

Exercício 48: Empresa Faustino, Lda.

A Empresa Faustino, Lda. recebe um pedido do Egipto para fornecimento de 200


unidades de um produto a 300 € cada.
Os custos normais de produção elevam-se a 400 000 €, dos quais 250 000 € são
operacionais e 150 000 € de estrutura.
O volume normal de produção é de 1 000 unidades. O preço de venda é de 500 € cada
unidade.
A produção, para satisfazer o pedido, implica a utilização de horas e turnos
extraordinários que encarecem os custos operacionais em 5% e, por outro lado, haverá
um acréscimo dos custos de estrutura calculado em 1 500 € no total.

Pede-se:

1. O custo unitário total e operacional (variável) para a produção normal.


2. Decisão sobre se deve aceitar ou não a encomenda e quais são as repercussões
nos resultados da empresa.

Exercício 49: Associação de Funcionários

A Associação dos Funcionários do IPCA pretende realizar um curso de Iniciação aos


Computadores, com a duração de 40 horas, para os filhos dos funcionários que
tenham entre 7 e 13 anos.
Para tal, o IPCA cedeu-lhes uma das salas de computadores aos sábados das 17 às 19
horas, cobrando um preço de 100 €.
Para a realização do curso a associação incorrerá ainda, noutros custos, tais como:

Remuneração ao professor 1 050 €


Custo do material a distribuir 2,75 €
Outros custos do curso (fixos) 50 €
Custo de inscrição 1€

PEDIDOS:

1- Sabendo que já estão inscritas 16 crianças, determine qual o preço mínimo a cobrar
pelo curso nestas circunstâncias.

2- Se o preço a cobrar fosse de 51,75 €, quantas é que deveriam ser as inscrições


mínimas?

3- Se a Associação desejasse obter uma margem de contribuição de 80%, quantas é


que deveriam ser as inscrições?

4- Determine qual seria o lucro/prejuízo da associação, sabendo que a capacidade


máxima da sala é de 20 alunos e o preço a cobrar é de 50 €.

96
Contabilidade Analítica

Exercício 50: Companhia Zero

A Companhia Zero teve, recentemente, a seguinte experiência:

Vendas de 10 000 unidades a 200 € cada 2 000 000 €


Custos:
Matérias Primas 200 000 €
Mão de Obra Directa (variável) 400 000 €
Gastos Gerais de Fabrico – fixos 160 000 €
Gastos Gerais de Fabrico - variáveis 600 000 €
Gastos de Distribuição – fixos 180 000 €
Gastos de Distribuição – variáveis 80 000 €
Outros gastos – fixos 200 000 €
Outros gastos – variáveis 120 000 €

Pedidos:

a) Calcule o ponto de equilíbrio da empresa em termos de unidades físicas e valor.

b) Que valor de vendas seria necessário para obter um resultado de 96 000 €.

c) Qual é o ponto de equilíbrio, se a Administração tomar uma decisão que aumente


os custos fixos em 21 200 € e os custos variáveis em 10%.

97
Contabilidade Analítica

Exercício 51: Empresa Solink, Lda.

A Solink, Lda. é uma empresa industrial que produz o produto Z. Os custos unitários
da empresa, para a actividade normal de 20 000 unidades por mês de trabalho, são os
seguintes:

FICHA DO CUSTO PADRÃO


Custos Industriais:
Matérias Primas 4 kgs * 2,5 € = 10 €
Mão-de-Obra Directa (horas extraordinárias) 0.2 h * 60 € = 12 €
Gastos Gerais de Fabrico – Variáveis 0.2 h * 40 € = 8€
Gastos Gerais de Fabrico – Fixos 0.2 h * 25 € = 5€
Custos Não Industriais (Administ. e Distribuição):
Variáveis 15 €
Fixos 9€
Preço de venda unitário 60 €

PEDIDOS:

a) Quais os custos relevantes para fixar o preço normal para o produto Z,


pressupondo que o nível de actividade se mantém?

b) A empresa deseja entrar na exportação, onde o preço é, naturalmente, um factor


importante. Se a primeira encomenda para o mercado externo for de 500 unidades
e tiver as seguintes implicações na estrutura de custos da empresa:
• Os custos variáveis administrativos e de distribuição descem para 7,5 € por
unidade vendida.
• Os custos fixos adicionais ascendem a 2 000 €, referentes às autorizações
administrativas necessárias.
Qual será o preço que permitirá à empresa atingir o ponto de equilíbrio neste
negócio? (sem que o negócio interno seja afectado)

c) A empresa tem em inventário 100 unidades deste produto que restavam do ano
passado. Estas terão de ser vendidas pelos canais normais a preços reduzidos. O
inventário perderá todo o seu valor, a não ser que esta venda seja realizada. Quais
os custos unitários relevantes para estabelecer o preço mínimo de venda?

d) A empresa estabeleceu com o Estado um contrato para um futuro fornecimento


mensal de 500 unidades deste produto. Este contrato estabelece como pagamento
uma taxa fixa de 10 000 € e o reembolso de todos os custos de produção, que
foram estabelecidos como sendo os que a empresa terá com a produção normal.
Determine o impacto deste negócio sobre o Resultado Operacional mensal da
empresa, partindo do princípio que com este contrato a empresa produzirá na sua
actividade normal.

98
Contabilidade Analítica

Exercício 52: Empresa Facor, Lda.


O Gestor da Empresa Facor, Lda. na posse dos resultados do relatório dos auditores
internos, constatou que no último ano a empresa apenas conseguiu cobrir a totalidade
dos seus custos no mês de Dezembro quando atingiu um volume de negócios no
montante de 457 500 €. Após atingir o ponto de equilíbrio, a empresa vendeu mais
37,5 toneladas do produto AA.
Sabe-se que a empresa se dedicou apenas à venda de um único produto, cuja margem
de contribuição e margem de segurança foram respectivamente, no ano passado, de
40% e 4,6875% (*).

PEDIDOS:

a) Determine o ponto de equilíbrio.

b) Determine os resultados obtidos no ano passado.

c) Se a empresa desejar, no corrente ano, alcançar uma margem de segurança de 20%


(*), determine qual deverá ser o volume de negócios?

(*) A margem de segurança foi calculada com base na quantidade vendida.

99
Contabilidade Analítica

Exercício 53: Condomínio

O Victor é Administrador do condomínio do seu prédio. Neste condomínio existem


22 fracções com idêntico valor. Oito destas fracções pertencem a emigrantes, que
estão ausentes todo o ano (excepto no mês de Agosto). Os habitantes de doze dos
condóminos que são habitados regularmente, apenas utilizam os espaços das garagens
entre as 20 e 8 horas. As outras duas fracções pertencem a dois casais de idosos que
usam a garagem regularmente durante o dia.
Após análise da situação, o Victor propôs, em reunião de condomínio, que se
aproveitem os tempos não utilizados nos estacionamentos e se aluguem, tirando
algum rendimento, que seria aplicado no pagamento das despesas correntes do
condomínio e o restante (se existir) seria distribuído pelas fracções aderentes ao
negócio (20 fracções).
Para o referido negócio, serão necessários investimentos iniciais. Para o efeito, o
Victor dirigiu-se a um banco que se dispôs a financiar esses valores, mediante uma
taxa de juro.
O negócio implicaria a abertura ao público do parque, nos dias úteis, das 9 horas às
12h30 m e das 14 h às 19h30 m.

1. A utilização prevista, para 230 dias úteis, do parque (em horas) é a seguinte:

Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total
2 800 2 300 2 500 2 600 2 700 2 800 2 800 Fecho 2 600 1 750 1 750 1 800 26 400
Nota: A média de permanência de cada utilizador do parque é de 2 horas.

2. O preço a cobrar será de 0,5 € por hora completa ou incompleta.

3. Investimentos Iniciais:

Vida útil esperada Valor de aquisição


(€)
Barras de entrada e saída 10 anos 250
Cabina pré-fabricada para o porteiro 20 anos 1 750
Outros investimentos 5 anos 500

4. Despesas correntes do negócio (em euros):

a) Remuneração Bruta Mensal do Porteiro 500


b) Encargos mensais com a remuneração (Segurança
Social; Seguro de Acidentes no Trabalho) 26%
c) Subsídio de alimentação mensal 60
d) Electricidade média mensal 25
e) Custos financeiros mensais 40
f) Seguro anual do edifício 100
g) Custos de manutenção anual 200
h) Custo de licenças anuais 70
i) Custo por cartão de controlo horário 0,1

100
Contabilidade Analítica

PEDIDOS:

a) Tendo em conta apenas os aspectos económicos disponíveis, e partindo do


pressuposto de que a estrutura dos custos se mantém, qual seria o seu voto se
fizesse parte da assembleia de condomínios?

b) Em que mês seriam cobertos todos os custos?

c) Realize um orçamento que mostre a potencialidade máxima do projecto.

d) Qual seria a alteração nos resultados, sabendo que o supermercado do prédio paga
ao condomínio 0,1 € por cada utilizador do parque (isto porque o condomínio pode
fazer com que todos os seus clientes passem em frente ao supermercado)? E qual
seriam as alterações no ponto de equilíbrio?

101
Contabilidade Analítica

7º BLOCO DE EXERCÍCIOS

102
Contabilidade Analítica

Exercício 54: Fábrica de Automáticos

A "Fábrica de Automáticos" utiliza o método de apuramento dos custos por Ordens de


Produção (OP) para contabilizar a produção dos seus diversos tipos de produtos.
Os dados seguintes referem-se às operações do mês de Março:

1 - O valor das existências de materiais, no dia 1 de Março, era de 1 000 € e as Compras do


mês atingiram 6 200 €.

2 – Os custos registados nas Ordens de Produção durante Março foram (em euros):
Ordem de Valor registado Valores registados em Março
produção em 1 de Março
Material MOD GGF Total
801 8 300 300 X1 Y1 1 000
802 6 500 1 500 X2 Y2 5 700
803 6 700 1 200 X3 Y3 3 650
804 200 1 800 X4 Y4 5 300

3 - A taxa de imputação de GGF foi de 250% da MOD aplicada em cada Ordem de Produção.

4 - O saldo da conta GGF reais, em 31 de Março, era de 8 000 €.

5 - As OP 801 e 802 foram acabadas e vendidas, e as OP 803 e 804 continuam em processo de


fabricação em 31 de Março.
OP N.º de Clientes Valor de Vendas
Automáticos
801 25 H. F. 12 300 €
802 50 M. S. 11 800 €
803 60 M. L. ----
804 80 D. P. ----

PEDIDOS:
1 - Determine o valor das incógnitas X1 a X4 e Y1 a Y4.
2 - Calcule o custo total das OP que foram concluídas em Março.
3 - Valorize as existências finais de materiais, de produtos acabados e produtos em vias de
fabrico.

103
Contabilidade Analítica

Fábrica de Automáticos

Armazém de Materiais MOD

GGF OP n.º 801

OP n.º 802 OP n.º 803

OP n.º 804 Armazém de PA

Armazém PVF Diferenças de Incorporação

104
Contabilidade Analítica

Resultados

105
Contabilidade Analítica

Exercício 55: Empresa “Rosquinhas”, SA


A Empresa Rosquinhas, SA, procede à contagem física das existências em cada mês e obtém
o custo das vendas por dedução. Compete-lhe a si organizar um sistema de ordens de
produção que elimine a necessidade dessa contagem física mensal e que forneça no fim do
mês, à Administração, as seguintes informações:
· Registo dos custos por ordens de produção
· Valor das existências de produtos em processo
· Valor das existências de produtos acabados
· Valor das diferenças de imputação
· Demonstração dos Resultados

De acordo com os dados que se seguem, prepare as informações acima exigidas para o mês de
Junho de N, supondo que o sistema solicitado já se encontra instalado.

Dados relativos ao mês de Junho de N:


1 - O stock de materiais no início do mês consistia em 20 000 quilos de material XPTO a
5€/Kg.

2 - O stock de produção em processo consistia na OP n.º 1 que registava os seguintes custos:


Material directo - 11 000 kgs a 5 € 55 000 €
Mão de Obra Directa 2 500 €
Gastos Gerais de Fabrico 5 000 €

3 - Foram comprados 35 000 quilos de XPTO a 5 €/kg.

4 - Requisições de material XPTO durante o mês de Junho:


OP n.º 1 2 000 kgs
OP n.º 2 17 000 kgs
OP n.º 3 12 000 kgs
OP n.º 4 7 000 kgs
5 - Da folha de pagamento do mês de Junho constavam os seguintes custos da mão de obra
directa:
OP n.º 1 40 000 €
OP n.º 2 70 000 €
OP n.º 3 48 000 €
OP n.º 4 51 500 €

6 - Os custos da mão de obra indirecta foram de 84 000 €.

7 - Os custos comerciais foram de 40 000 €.

8 - Durante o mês de Junho a empresa teve também outros gastos indirectos de fabrico no
valor de 340 000 €.

9 - Estavam registados ainda diversos custos da Administração no valor de 35 000 €.

10 - A análise de custos revelou que deveriam ser imputados 2 € de GGF por cada euro de
MOD imputada a cada ordem de produção.

11 - As OP n.º 1 e n.º 2 foram acabadas e vendidas por 620 000 €. A OP n.º 3 também foi
terminada, mas apenas metade foi negociada ao preço de 155 000 €. A OP n.º 4 ainda estava
em processo no fim de Junho.

106
Contabilidade Analítica

Empresa Rosquinhas

Armazém MP – XPTO MOD

GGF OP n.º 1

OP n.º 2 OP n.º 3

OP n.º 4 Armazém PA

107
Contabilidade Analítica

Armazém PVF Diferenças de Incorporação

Custos Comerciais e Administrativos Resultados

108
Contabilidade Analítica

Exercício 56: Empresa Novocorte, Lda.

A Empresa Novocorte, Lda., fabrica nas suas oficinas 3 modelos de fato para homem,
que vende a lojas de pronto a vestir:

FATO BOALÃ - em tecido pura lã a 82 €


FATO GALÃ - em tecido tergal/lã a 65 €
FATO LENIL - em tecido terylene a 50 €

A produção é efectuada por ordens de produção lançadas para reposição das


existências no armazém de produtos fabricados.

O movimento de Janeiro de N foi o seguinte:

1) Saldos de abertura em 1/01/N do Razão Geral e Balancetes na mesma data da


classe 3:
DEVEDORES CREDORES

Caixa 100 € ----


Bancos 2 000 € ----
Clientes 3 000 € ----
Fornecedores ---- 6 000 €
Financiamentos obtidos ---- 10 000 €
Produtos Acabados 2 770 € ----
Produtos em Vias de Fabrico 11 000 € ----
Matérias-primas Sub. e de Consumo 5 760 € ----
Activos fixos tangíveis 18 000 € ----
Depreciações e Amort. Acumuladas ---- 4 000 €
Capital ---- 20 000 €
Resultados Líquidos ---- 2 630 €
TOTAL 42 630 € 42 630 €

BALANCETE DEVEDORES CREDORES

Fatos BOALÃ (30 fatos) 1 860 € ----


Fatos GALÃ (10 fatos) 540 € ----
Fatos LENIL (15 fatos) 370 € ----
TOTAL 2 770 € ----

109
Contabilidade Analítica

BALANCETE DEVEDORES CREDORES

Ord. Fab. 102 (210 fatos BOALÃ) 5 000 € ----


Ord. Fab. 103 (200 fatos GALÃ) 4 000 € ----
Ord. Fab. 104 (100 fatos LENIL) 2 000 € ----
TOTAL 11 000 € ----
BALANCETE DEVEDORES CREDORES

Tecido Pura Lã (350 metros) 2 320 € ----


Tecido Tergal/lã (250 metros) 1 110 € ----
Tecido Terylene (300 metros) 1 270 € ----
Cetim para forros (400 metros) 360 € ----
Materiais diversos 700 € ----
TOTAL 5 760 € ----

Nota: Os materiais diversos (chumaços, botões, linhas, etc.) são considerados custos
indirectos às ordens de produção e, como tal, os seus consumos são incluídos no mapa
de repartição dos gastos por secções.

2) Movimento a débito da conta compras em Janeiro:


Tecido Pura Lã (1 000 metros) 8 480 €
Tecido Tergal/lã (700 metros) 3 640 €
Tecido Terylene (700 metros) 2 730 €
Cetim para forros (700 metros) 740 €
Materiais diversos 900 €
TOTAL 16 490 €

3) Os custos indirectos foram repartidos por secções oferecendo o seguinte quadro de


repartição (Janeiro de N):
Custos por Natureza Secções Auxiliares Secções Principais TOTAL
Conservação Caldeira Produção Distribuição Administração
Materiais Indirectos 100 € 60 € 840 € ---- ---- 1 000 €
Fornecimentos e serviços externos 28 € ---- 4910 € 655 € 877 € 6 470 €
Gastos com pessoal 200 € 40 € 620 € 1 000 € 1 440 € 3 300 €
Gastos financeiros ---- ---- ---- ---- 816 € 816 €
Depreciações do exercício 50 € 50 € 400 € 70 € 30 € 600 €
TOTAIS 378 € 150 € 6 770 € 1 725 € 3 163 € 12 186 €
Fatos
Unidade de Imputação H/H Kgs/vapor h /MOD vendidos 1 % do
CIPV

As prestações das secções auxiliares foram as seguintes:


Conservação = 200 horas, sendo: Caldeira = 3 000 Kgs / vapor, sendo:
40 h para a Caldeira 900 Kgs para a Conservação
120 h para a Produção 2 000 Kgs para a Produção
20 h para a Distribuição 100 Kgs para a Administração
20 h para a Administração

110
Contabilidade Analítica

4) O pessoal fabril directo teve no mês o custo total de 9 000 € (já incluindo encargos
e mensalidades), utilizando-se uma única taxa horária. As horas distribuíram-se da
seguinte forma:
Ord. Fab. 102 3 000 horas
Ord. Fab. 103 2 000 horas
Ord. Fab. 104 1 000 horas
Ord. Fab. 105 3 000 horas
TOTAL 9 000 horas

5) As Vendas (cliente 71) foram as seguintes:


Fatos BOALÃ 18 040 €
Fatos GALÃ 11 050 €
Fatos LENIL 9 700 €
TOTAL 38 790 €

Note-se que em 15% dos fatos LENIL vendidos foi feito um desconto especial de
20%, uma vez que apresentavam um ligeiro defeito de fabrico. O valor de 9 700 € já é
líquido desse desconto.

6) Guias de saída de Armazém para a Produção:


N.º da Ordem de Fabrico Tecidos Cetim

102 (tecido pura lã) 500 metros 300 metros


103 (tecido tergal/lã) 600 metros 200 metros
104 (tecido terylene) 250 metros 100 metros
105 (tecido terylene) 750 metros 200 metros

O critério de valorimetria utilizado é Custo Médio Ponderado.

7) Foram concluídas e deram entrada no armazém as operações de fabrico 102, 103 e


105, esta iniciada no próprio mês e referente a 215 fatos LENIL.

PEDIDOS:
a) Lançamentos em “T” de todo o movimento, com o respectivo apuramento de
resultados.

b) Demonstração dos Resultados por Funções.

111
Contabilidade Analítica

Empresa Novo Corte

Quadro de repartição dos gastos indirectos

Secções Auxiliares Secções Principais Total


Conservação Caldeira Produção Distrib. Administ.
1. Repartição
Primária
2. Repartição --- --- --- --- --- ---
Secundária
Conservação
Caldeira
Total Rep.
Secundária
Custo Global
Unid. Obra --- ---
Custo Unit. --- ---

Armazém MP – Pura Lã Armazém MP – Tergal Lã

Armazém MP – Terylene Armazém MS - Cetim

Armazém MS – Mat. Diversos MOD

112
Contabilidade Analítica

Outros Custos Secção Auxiliar - Conservação

Secção Auxiliar – Caldeira Produção

Distribuição Administração

OP n.º 102 – Boalã OP n.º 103 - Galã

OP n.º 104 – Lenil OP n.º 105 - Lenil

113
Contabilidade Analítica

Armazém PA – Boalã Armazém PA - Galã

Armazém PA – Lenil Armazém PVF

Resultados – Boalã Resultados - Galã

Resultados – Lenil

114
Contabilidade Analítica

Demonstração dos Resultados por Funções

Ordens de Produção
Boalã Galã Lenil Total
Vendas

CIPV

Margem Bruta
CNI
Gastos Distribuição
Gastos Administrativos
Resultado do período

115
Contabilidade Analítica

Exercício 57: Empresa BETA

A Empresa “BETA” dedica-se à construção de determinados conjuntos para a


indústria e à fabricação de peças de diversa natureza para serem incorporadas em
máquinas montadas por empresas suas clientes, dispondo para isso de tecnologia
adequada.
Organicamente, a empresa está dividida nas seguintes secções (centros de custos):
Secção Unidade de Obra/Imputação
Conservação Hh - Horas homem
Serviços Comuns das Oficinas Às secções de Máq. - Ferramentas e Const. - Metálicas
na proporção de 40% e 60%, respectivamente.
Máquinas - Ferramentas Hm - Horas máquina
Construções Metálicas Hh - Horas homem

A empresa utiliza folhas de obra para apuramento do custo industrial das obras.
Na valorização das obras a empresa adopta o sistema de custeio total e o método das
secções homogéneas.
A empresa encerra os seus serviços durante o mês de Agosto, para férias do pessoal.
Durante o mês de Maio verificaram-se os seguintes factos:
a) Compras:
Compraram-se materiais para armazém no montante de 300 000 €.
O stock em 1 de Maio foi valorizado em 20 000 €.

b) Consumos dos Centros de Custos:


Rubricas Conservação Serviços Máq. Const. Serv. Adm. e
Comuns Ferram. Metálicas Distri.
Ordenados 4 000 € 10 000 € 22 000 € 24 000 € 22 000 €
Electricidade 450 € 720 € 2 700 € 4 500 € 720 €
Água --- 1 500 € --- --- 300 €
Materiais 204 € 756,4 € 3 992 € 1 644,4 € 2 152 €
Diversos
Consumos --- --- --- --- 1 360 €
Diversos
Conservação --- 20 Hh 100 Hh 170 Hh 10 Hh

Os encargos sociais estimam-se em 50% dos ordenados.

116
Contabilidade Analítica

O valor do equipamento (em euros) afecto a cada secção e a respectiva taxa anual de
depreciação são os seguintes:
Rubricas Conservação Serviços Máq. Ferram. Const.
Comuns Metálicas
Equipamento 231 000 47 520 1 100 000 1 656 600
Taxa de depreciação 10% 12,5% 10% 10%

c) Consumos das Obras:


Consumos Obra 200 Obra 201 Obra 202 Obra 120 Obra 121
Materiais 8 000 € 10 000 € 5 000 € 3 000 € 18 000 €
Máquinas - 440 Hm 200 Hm 300 Hm 60 Hm ---
Ferramentas
Construções --- 100 Hh 150 Hh --- 1 000 Hh
Metálicas

Em 1 de Maio, a obra n.º 200 apresentava o saldo de 8 000 € e a obra n.º 121
apresentava o saldo de 4 000 €.

d) Vendas:
Foram acabadas e entregues aos clientes as encomendas efectuadas nas obras n.º
200, 201 e 121, cujos preços de factura foram de 58 000 €, 44 000 € e 97 000 €,
respectivamente.

PEDIDOS:
1) Mapa dos Gastos de Transformação do mês de Maio.
2) Demonstração dos Resultados de forma esclarecida para a gestão.
3) Registe as operações do mês no razão esquemático.

117
Contabilidade Analítica

1. Quadro de repartição dos gastos de transformação:


Rubricas Conservação Serviços Máq. Const. Serv. Adm. e Total
Comuns Ferram. Metálicas Comerc.

1. Gastos directos
Ordenados e
Encargos
Electricidade
Água
Mat. Diversos
Depreciações
Cons. Diversos
Total Custos directos
2. Reembolsos
Conservação
Serviços
comuns
Total dos Reembolsos
3. Custo Global
Unidades de obra
4. Custo unitário

2. Quadro de determinação do custo das ordens de produção:

Obra 200 Obra 201 Obra 202 Obra 120 Obra 121 Total
Materiais
Máquinas e
Ferramentas
Construções
Metálicas
Custos do mês
EIPVF
EFPVF
CIPA

3. Demonstração dos resultados por ordens de produção:

Obra 200 Obra 201 Obra 121 Total


Vendas
Custo das vendas
Margem Bruta
Custos não industriais
Resultados antes de imp.

118
Contabilidade Analítica

Empresa Beta

Armazém MP Gastos de Transformação

Secção Auxiliar – Conservação Secção Auxiliar – Serviços Comuns

Máquinas e Ferramentas Construções Metálicas

Serviços Adm. e Comerciais Obra 200

Obra 201 Obra 202

119
Contabilidade Analítica

Obra 120 Obra 121

Armazém PA Armazém PVF

Resultados

120
Contabilidade Analítica

Exercício 58: Empresa Lopes, Lda.

A Empresa Lopes, Lda., dedica-se à produção de um só produto. A produção deste


produto é realizada em duas fases. Na primeira fase a matéria-prima é transformada
num semi-produto, o qual é transferido para a fase seguinte, onde é transformado em
produto final.

1) No último mês verificou-se o seguinte:


Centro A (1ª Fase) Centro B (2ª Fase)
Custos mensais Custos mensais
MP 48 000 €
MOD 32 000 € MOD 40 000 €
GGF 13 000 € GGF 14 600 €
93 000 € 54 600 €
Produção (unidades) Produção (unidades)
Exist. Inicial em 0 Exist. Inicial em 0
Curso Curso
Iniciada 31 700 Iniciada 30 300
Acabada 30 300 Acabada 25 300
Exist. Final em 1 400 (a 50%) Exist. Final em 5 000 (a 40%)
Curso Curso

Calcule o custo industrial dos produtos acabados e o custo industrial dos produtos em
curso, para cada fase.

2) Nos primeiros dois meses do ano o Centro A teve a seguinte actividade:


1º Mês 2º Mês
Custos Custos
55 440 € 52 780 €
Produção (unidades) Produção (unidades)
Exist. Inicial em Curso 0 Exist. Inicial em Curso 2 000
Iniciada 23 000 Iniciada 20 500
Acabada 21 000 Acabada 20 700
Exist. Final em Curso 2 000 (a 50%) Exist. Final em Curso 1 800 (a 1/3)

Calcule o custo industrial dos produtos acabados em cada mês e o custo industrial dos
produtos em curso. Utilize os critérios FIFO e Custo Médio.

121
Contabilidade Analítica

3) Suponha a seguinte situação:

Centro A (1ª Fase)

Custos mensais Grau de acabamento das existências


finais de PVF
MP 24 000 € MP 100%
MOD 11 000 € MOD 50 %
GGF 17 250 € GGF ¾
Total dos custos 52 250 €

Produção (unidades)
Exist. Inicial em Curso 0
Iniciada 30 000
Acabada 25 000
Exist. Final em Curso 5 000

Calcule o custo industrial dos produtos acabados e o custo industrial dos produtos em
curso. Utilize o critério FIFO e do Custo Médio.

122
Contabilidade Analítica

Exercício 59: Empresa “DolceVita”

A Empresa “DolceVita” fabrica três tipos de produtos: CHOCOMALTE, VITAMALTE e


MALTOSPORTE, de acordo com o seguinte processo técnico:

Vitaminização VITAMALTE

Trituração Mistura CHOCOMALTE

Fabricação
de Barras MALTOSPORTE

1 - Nos departamentos, os registos de produção (em quilos) forneceram os seguintes


elementos:
Trituração Mistura Vitami. Barras
Prod. em curso no início do mês ---- ---- ---- 200
% de acabamento ---- ---- ---- 25%
Produção iniciada no mês 15 000 ---- ---- ----
Produção transferida para a fase seguinte 13 500 7 000 ---- ----
Produção acabada ---- 5 000 4 000 1 500
Produção em curso no fim do mês 1 500 1 500 500 1 200
% de acabamento 50% 50% 50% 75%

2 - O custo da produção em curso no início do mês ascendia a 500 €.

3 - Os custos de produção do mês foram os seguintes (em euros):


Trituração Mistura Vitami. Barras
Matérias Primas 8 500 ---- 350 900
Mão de Obra Directa 4 000 7 450 850 1 358
Gastos Gerais de Fabrico 1 750 3 260 925 750

4 - A empresa utiliza o critério FIFO para valorizar a produção acabada e em curso.

PEDIDOS:
1- Determine a produção equivalente em cada departamento.
2- Calcule o custo dos produtos acabados e dos produtos em curso em cada
departamento.

123
Contabilidade Analítica

Empresa Dolce Vita

Armazém MP MOD

GGF Armazém de PVF

Trituração Mistura

Vitaminização Barras

124
Contabilidade Analítica

Armazém PA - Chocomalte Armazém PA - Vitamalte

Armazém PA - Maltosporte

125
Contabilidade Analítica

Exercício 60: Empresa Hoje, Lda.


A Empresa Hoje, Lda., fabrica o produto W obtido a partir das matérias-primas M e N, sendo
laborado na Secção S1. Dispõem-se dos seguintes elementos relativos à fabricação do produto
W durante o mês de Fevereiro do ano N:

RUBRICAS QUANTIDADE % ACAB. VALORES


(euros)
PRODUTOS EM CURSO
- No início do mês 20 000
Matérias-primas
M 100 3 900
N 100 7 900
MOD 60 2 640
GGF 70
Variáveis 1 560
Fixos 1 100
- No final do mês 15 000
Matérias-primas
M 75
N 75
MOD 40
GGF 20
PRODUTOS ACABADOS
- No início do mês 50 000 60 000
- No final do mês 20 000
- Produção acabada 100 000
CUSTOS VARIÁVEIS
Matérias-Primas
M 50 000 13 000
N 50 000 32 625
Salários do pessoal fabril 10 000
(subcontratos)
Salários (horas extraordinárias) 2 220
Facturas da EDP 3 660
Conservação e Reparação 600
Consumo de água 540
Matérias subsidiárias 1 400
CUSTOS FIXOS
Ordenados encarregados fabris 1 000
Depreciações do equip. fabril 18 000
Seguros da fábrica 1 000
VENDAS 169 000

Sobre os salários e ordenados acrescem os encargos sociais à taxa de 50%. Os custos


industriais são totalmente considerados custos do produto W. A empresa adopta o critério
valorimétrico FIFO e o Sistema de Custeio Total.

PEDIDOS:
1) Determinação do custo da produção acabada e dos produtos em vias de fabrico no
final do mês de Fevereiro e do resultado bruto do mês.

2) Responda ao pedido 1 utilizando o Sistema de Custeio Variável, considerando que


as existências iniciais de produtos acabados têm o valor de 50 000 €.

126
Contabilidade Analítica

Exercício 61: Empresa Delco

A Delco fabrica dois modelos de um aparelho, um popular e outro de luxo. As


operações de montagem são idênticas, mas o modelo popular é montado numa caixa
de plástico e o de luxo numa caixa de madeira.
No início do período havia 300 unidades em vias de fabrico do modelo popular, com
uma percentagem de acabamento de 20% em termos de matérias-primas e 30% de
custos de transformação. Durante o período foram recebidos para montagem 4 000
unidades do modelo popular e 3 000 unidades do modelo de luxo. No final do
período ficaram em vias de fabrico 200 unidades do modelo de luxo, com uma
percentagem de acabamento de 50% de matérias-primas e 70% de custos de
transformação.
Os custos incluídos no stock inicial eram de 135 € para a caixa, 450 € para as peças
comuns e 525 € para os custos de transformação.

Os custos do período podem ser resumidos como se segue:


Caixas de plástico 6 360 €
Caixas de madeira 8 700 €
Peças comuns 53 550 €
Custos de transformação 32 175 €

Nota: As peças comuns são consideradas como matéria-prima, deste modo são
repartidas em função das unidades equivalentes da matéria-prima.

Os custos de transformação são repartidos em função das respectivas unidades


equivalentes.

Pretende-se:
O cálculo do custo da produção acabada de cada um dos modelos, valorizando as
existências pelo critério do FIFO e do Custo Médio.

127
Contabilidade Analítica

Exercício 62: Empresa Uni, Lda.

A Empresa Uni, Lda., produz um único produto, através de um processo muito


simples. Os seguintes dados foram retirados dos registos de produção e de custos
e referem-se ao mês de Dezembro de N:

a) Em 1 de Dezembro, havia 6 000 unidades em processo, acabadas a l/3 e


avaliadas ao custo total de 7 200 €.

b) Em 31 de Dezembro, havia 8 000 unidades em processo, acabadas a 3/4 e


avaliadas ao custo total de 22 500 €.

c) Foram acabadas em Dezembro e transferidas para o armazém de produtos


acabados um certo número de unidades avaliadas ao custo total de 44 700 €.

d) A produção equivalente, segundo o critério valorimétrico utilizado em


Dezembro, foi de 16 000 unidades.

PEDIDOS:

1) Qual o valor dos custos debitados ao processo durante o mês de Dezembro?

2) Qual o custo unitário da produção acabada em Dezembro?

3) Identifique o critério valorimétrico utilizado.

4) Calcule o custo da produção acabada e em processo, utilizando um critério


valorimétrico alternativo ao da alínea anterior.

128
Contabilidade Analítica

Exercício 64: Empresa Flores, Lda.

A Empresa Flores, Lda., fabrica os produtos A e B, mediante a transformação das


matérias-primas X e Y na Secção Z.
Dispõe-se da seguinte informação correspondente ao primeiro mês de actividade da
empresa:

Consumos:
7 000 Kgs de X (3 000 Kgs para A e 4 000 Kgs para B) dos 8 000 Kgs que se
tinham comprado a 1,1 €/Kg.

5 000 Kgs de Y (3 000 Kgs para A e 2 000 Kgs para B) dos 6 000 Kgs que se
tinham comprado a 1,4 €/Kg.

Custos de Transformação das Secções (em euros):

Aprovisionamento Secção Z Sec. Aux. 1 Sec. Aux. 2 Sec. Comercial


4 410 16 900 2 520 1 000 11 920

A actividade da Secção Auxiliar 1 foi de 750 horas, tendo dedicado 40% à Secção Z,
40% à Secção Comercial e o restante à Secção Auxiliar 2.

A Secção Auxiliar 2 trabalhou 1 250 horas, as quais dedicou 50% à Secção Z, 20% à
Secção Comercial e o restante à Secção Auxiliar 1.

A Secção Z teve uma actividade de 1 400 Hm (600 Hm destinadas à obtenção do


produto A e as restantes à obtenção do produto B).

Os custos específicos de Aprovisionamento repartem-se em proporção ao valor


monetário das matérias-primas consumidas e os custos da Secção Comercial em
função do valor das vendas.

PRODUÇÃO ACABADA: 4 000 unidades do produto A


6 000 unidades do produto B

PRODUÇÃO EM CURSO: No fim do mês ficaram em curso, na secção Z, 500


unidades do produto B avaliadas em 1 947 €.

VENDAS DO PERÍODO: 3 600 unidades do produto A a 6 €/unidade.


3 000 unidades do produto B a 4 €/unidade.

Critério de Valorimetria das Existências: FIFO

PEDIDOS:

1) Mapa de repartição dos custos de transformação das secções.


2) Cálculo do custo unitário de produção dos produtos A e B.
3) Demonstração dos Resultados do mês por Produtos.

129
Contabilidade Analítica

Mapa de repartição dos custos de transformação:

Secções Auxiliares Secções Principais Total


S1 S2 Aprovis. Secção Z Secção
Comercial
Custos Directos
Reembolsos:
S1
S2
Total Reembolsos
Custo Global
Unidades de obra
Custo unitário

Mapa de determinação do custo dos produtos:

Produto A Produto B Total


Custos do Mês:

Total Custos Mês


EIPVF
EFPVF
CIPA
Produção
Custo unitário
CIPV

Demonstração dos Resultados por Produtos:

Produto A Produto B Total

130
Contabilidade Analítica

Exercício 65: Empresa “GOLD”

A Empresa "GOLD" fabrica cadeados banhados a ouro e cadeados banhados a prata. As


operações de fabricação são realizadas em três centros de produção e num centro de serviços:

1- CENTRO DOS CADEADOS, onde se fabricam todos os cadeados, que são


transferidos para os centros seguintes.

2- CENTRO DO OURO, onde os cadeados provenientes do Centro 1 recebem o


banho de ouro.

3- CENTRO DA PRATA, onde os cadeados provenientes do Centro 1 recebem o


banho de prata.

4- CONTROLO DE QUALIDADE, centro que serve somente os centros 2 e 3, e os


custos nele acumulados são distribuídos na base das unidades que
recebem o banho.

Em N, foram produzidos 10 000 cadeados, entre os quais 2 000 eram banhados a ouro e 8 000
banhados a prata.

A mão-de-obra directa real ascendeu a 300 000 €, dos quais 200 000 € foram aplicados no
Centro dos Cadeados, 30 000 € no Centro do Ouro e o restante no Centro da Prata.

Foram consumidos 8 000 € de materiais directos em cada um dos Centros 2, 3 e 4 e 10 000 €


no Centro 1.

Foram consumidos 2 000 € de materiais indirectos no Centro dos Cadeados, 4 500 € no


Centro do Ouro e 3 500 € no Centro da Prata.

A renda da fábrica totalizou 20 000 € e foi distribuída igualmente pelos quatro centros de
custo.

Todos os outros custos de produção totalizaram 80 000 € e foram distribuídos da seguinte


forma: 30% para o Centro 1; 15% para o Centro 2; 15% para o Centro 3 e 40% para o Centro
4.

PEDIDOS:
Para cada um dos centros de produção principais (Centro do Ouro e Centro da Prata)
calcule:

1) Os GGF's totais e unitários.

2) O custo de transformação total e unitário.

3) O custo de produção total e unitário.

131
Contabilidade Analítica

Exercício 66: Empresa Tamaqua, SA

A Tamaqua, SA, fabrica um único produto em três Departamentos de


Produção.
Os dados do mês são os seguintes:
Departamentos
A B C
· Custos Industriais (em euros):
Materiais 12 250 ---- ----
Mão-de-Obra Directa 14 570 18 655 16 200
GGF 14 100 16 400 9 900
· Outros Dados:
Unidades iniciadas 100 000 90 000 80 000
Unidades completas 90 000 80 000 70 000
Unidades de PVF em 31/05: 8 000 6 000 8 000
· % de acabamento de
inventário:
Materiais 100% ---- ----
Gastos de Transformação 50% 33,33% 25%

PEDIDOS:

1) Considerando que as quebras são normais, calcule a produção equivalente


para cada Departamento, bem como o custo da produção acabada.

2) Considerando que as quebras são anormais, calcule a produção equivalente


para cada Departamento, bem como o custo da produção acabada.

132
Contabilidade Analítica

Exercício 67: Empresa Fabril, SA

A Empresa Fabril, SA, produz o produto Beta. Este produto passa por três processos
sucessivos de transformação. Para o período encerrado em N, a informação disponível
para o processo n.º 3 (processo final) é a seguinte:

· Havia 2 000 unidades em curso, no seguinte estado de fabrico: 80% em termos de


matérias-primas; 50% em termos de MOD e 40% relativamente aos GGF.

· As unidades em curso estavam valorizadas com os seguintes custos (em euros):


Semi produto 6 100
Matérias-primas 1 980
MOD 1 427
GGF 814

· Os custos deste período eram os seguintes (em euros):


Semi produto 39 000
Matérias-primas 29 100
MOD 15 920
GGF 9 950

· Durante o período vieram transferidas do processo anterior 20 000 unidades,


sendo transferidas para armazém de produtos acabados 20 500 unidades.

· No processo n.º 3 detectam-se normalmente 5% de semi-produtos defeituosos. Os


defeitos acima desta percentagem são considerados como anormais e imprevistos.
Todo este desperdício é recuperável, sendo-lhe atribuído um valor de 1 € por cada
unidade. Este custo é deduzido ao semi-produto que vem do processo n.º 2.

· O valor correspondente ao total dos defeituosos foi neste período de 1 500 €. Os


defeituosos anormais detectados encontram-se no seguinte estado: 100% de
matérias-primas; 80% de MOD e 40% de GGF.

PEDIDO:
Calcule o montante do custo total dos produtos acabados, sabendo que o critério
adoptado pela empresa é o FIFO. Faça todos os comentários que considerar
pertinentes em relação às análises teóricas estudadas.

133
Contabilidade Analítica

Exercício 68: Empresa BoaCarne, Lda.

A Empresa BoaCarne, Lda., que se dedica ao abate de suínos, comercializa dois co-
produtos:
- carne (lombadas, pernas, entrecosto, ...)
- enchidos (paio, chouriço, morcela, farinheira)
obtendo ainda vários subprodutos.

Numa 1ª fase (até à desmancha) obtém-se carne de diferentes níveis de qualidade. A


carne de melhor qualidade destina-se à venda e a restante é utilizada na fabricação de
enchidos.
Na 2ª fase produzem-se os enchidos que seguem, após atados, em paletas para o
fumeiro, onde permanecem três dias em cura.

Elementos referentes a Agosto de N:


Custo dos suínos 180 000 €
Matérias diversas incorporadas nos enchidos 4 500 €
Custos de transformação:
1ª fase 108 255 €
2ª fase 13 000 €

Quantidades Preço Venda


Produzidas Vendidas (p/Kg)
Co-produtos
Carne 70 000 Kgs 68 000 Kgs 5,5 €
Enchidos 40 000 Kgs 19 000 Kgs 4,5 €
Subprodutos (1ª fase)
Fígado 4 000 Kgs 3 000 Kgs 1,2 €
Toucinho 4 500 Kgs 4 500 Kgs 0,9 €
Diversos 6 000 Kgs 6 000 Kgs 1€

A venda de co-produtos processa-se directamente na empresa. No entanto, os


subprodutos são vendidos a uma empresa de um concelho limítrofe pelo que a
BoaCarne suportou custos de transporte no montante de 1 485 € (o contrato realizado
pela empresa, com a empresa transportadora, fixa o preço do transporte por kg
transportado).

PEDIDO:
Determine o custo industrial unitário dos produtos, justificando os critérios utilizados.

134
Contabilidade Analítica

Exercício 69: Empresa "CJO"11

A Empresa "CJO" fabrica em regime de produção conjunta os produtos A e C de que obtém o


subproduto X.
Na primeira fase de fabrico, a matéria-prima Ml entra na linha de fabrico 1, da qual saem:
- o produto A e o subproduto X;
- o semi-produto B que segue para a segunda fase.
Na segunda fase adiciona-se a matéria-prima M2 na linha de fabrico 2, obtendo-se o produto
C.
No final, todos os produtos (incluindo o subproduto X) são armazenados, sendo os custos da
armazenagem imputados em função das quantidades produzidas.

Elementos referentes a Fevereiro de N:


Matéria-prima consumida:
Ml 33 000 €
M2 16 875 €
Custos de transformação:
LF1 50 000 €
LF2 20 000 €
Custo de armazenagem dos produtos: 10 400 €

Quantidades Produzidas Quantidades Vendidas Preço Venda (p/ ton.)


A 1 300 1 100 84 €
C 700 700 107 €
X 80 60 20 €

PEDIDOS:
a) Elabore o esquema correspondente ao processo de fabrico.

b) Determine o custo industrial dos produtos A, C e X, utilizando o critério do volume de


vendas no ponto de separação para os produtos principais e o critério do lucro nulo para a
valorização do subproduto.

11
PEREIRA, Carlos Caiano e FRANCO, Victor Seabra, “Contabilidade Analítica - Casos Práticos”, 1ª
Edição, 1994, Pág. 190

135
Contabilidade Analítica

Exercício 70: Empresa Frescura

A Empresa Frescura dedica-se à fabricação dos perfumes A e B, resultando necessariamente


um subproduto C que é a água-de-colónia. O processo de fabrico consiste essencialmente no
seguinte:
- A essência X é tratada na secção I, resultando os três produtos. No entanto, o produto B
sofre ainda um tratamento adicional na secção II, onde lhe é acrescentada a essência Y,
considerando-se então terminado.
- Todos os produtos (A, B e C) são depois embalados e seguem para o armazém.

Relativamente a Maio conhecem-se os seguintes elementos:

1. Consumo de matérias-primas:
X 25 000 €
Y 7 000 €

2. Custos de transformação:
Secção I 8 720 €
Secção II 3 500 €

3. Custos de embalagem:
A 1 239,4 €
B 500 €
C 200 €

4. Produção e Vendas:
Produção Vendas
A 1 250 lt. 1 150 lt. a 22,2 €/lt. = 25 530 €
B 1 200 lt. 1 000 lt. a 25 €/lt. = 25 000 €
C 800 lt. 800 lt. a 5 €/lt. = 4 000 €

5. Custos não industriais:


Distribuição
* Variáveis 2% do volume de vendas
* Fixos 1 230 €
Administrativos 1 780 €
Financeiros 830 €

PEDIDOS:

a) Caracterize o regime de fabrico desta empresa.

b) Utilizando o critério do volume de vendas no ponto de separação, determine o custo


industrial de cada produto.

136
Contabilidade Analítica

Exercício 71: Empresa "TAF, Lda."

A Empresa "TAF, Lda.", fabrica em regime de produção conjunta os produtos A e B, de que


resulta o subproduto X. O processo de fabrico consiste no seguinte:
1. As matérias M e N são transformadas na secção I, da qual resulta um semi-produto que é
sujeito a novas operações de transformação na secção II.

2. Da secção II resultam o produto A, o subproduto X (já no estado final) e o produto B (que


suporta ainda custos específicos industriais).

Da contabilidade do mês de Janeiro retiraram-se os seguintes elementos:

Quantidades Preço de Venda


Produzidas Vendidas (p/ ton.)
A 1 500 1 500 35 €/ton.
B 1 000 1 000 30 €/ton.
X 500 500 7,5 €/ton.

Custos Industriais (Secção II):


Fixos 15 000 €
Variáveis 25 000 €

Específicos (respeitam ao produto B):


Variáveis 5 000 €

Custos Não Industriais:


Custos Comerciais Variáveis: Produto A 5 000 €; Produto B 5 000 €; Subproduto X 1 500 €.

Custos Comerciais Fixos: 3 500 €; Custos Administrativos: 4 200 €; Custos Financeiros:


2 800 €.

PEDIDOS:

1. Determine o custo unitário dos produtos fabricados, pelo sistema de custeio variável, de
acordo com o critério de repartição dos custos conjuntos que julgar mais adequado,
justificando a sua escolha.

2. Apure o resultado mensal líquido.

137
Contabilidade Analítica

Exercício 72: Empresa Bom Funcionamento


A Empresa Bom Funcionamento fabrica em regime de produção conjunta três produtos (A, B
e C) e dois subprodutos (K e Y), consistindo o seu processo produtivo no seguinte: as
matérias primas são introduzidas no Departamento I e após processamento são transferidas
para o Departamento II.
Os desperdícios que ficam no Departamento I são posteriormente retirados e constituem o
Subproduto K.
No Departamento II surgem os produtos conjuntos A, B e C. O produto A fica pronto para
venda, enquanto que os produtos B e C necessitam dum processamento adicional, o qual é
feito no Departamento III (produto B) e no Departamento IV (produto C). O produto B, após
processamento no Departamento III fica pronto para venda. No Departamento IV surgem o
produto C e o subproduto Y.
No ano N, os dados da contabilidade analítica eram os seguintes:
· Número de unidades produzidas:
Produto A 5 000 000
Produto B 4 000
Produto C 100 000
Subproduto K 20 000
Subproduto Y 100 000

· Número de unidades vendidas:


Produto A 3 500 000
Produto B 3 000
Produto C 50 000
Subproduto K 20 000
Subproduto Y 100 000

· Custos de produção (valores em euros):


Departamento I 677 795
Departamento II 337 205
Departamento III 202 250
Departamento IV 178 125

· Custos comerciais (valores em euros):


Produto A 450 000
Produto B 500 000
Produto C 350 000
Subproduto K 5 000
Subproduto Y 1 875

· Custos administrativos e outros – 2 000 000 €

· Preços de venda unitários (valores em euros):


Produto A 0,5
Produto B 450
Produto C 10,75
Subproduto K 1
Subproduto Y 0,05
PEDIDO:
a) Determine o custo dos produtos acabados.

b) Elabore a Demonstração dos Resultados por Funções e por Produtos.

138
Contabilidade Analítica

Exercício 73: Empresa Boa Vida, Lda.

A Empresa Boa Vida, Lda., é uma unidade industrial que produz, em regime de
produção conjunta, três bens:
· O Vida é Bela
· O Boa Sorte
· O Bons Sonhos
O seu processo de fabrico origina dois subprodutos:
· Alfa
· Beta
Todos estes produtos e subprodutos são obtidos através das três matérias-primas:
· MP 1
· MP 2
· MP 3
O processo de fabrico consiste na transformação das matérias-primas MP 1 e MP 2 na
secção principal 1 (SP 1), originando o subproduto Alfa e o semi-produto 1 que segue
para a secção principal 2 (SP 2).
Na secção principal 2 o semi-produto 1 sofre uma transformação dando origem aos
produtos acabados Vida é Bela e Boa Sorte, e obtém-se ainda o subproduto Beta e o
semi-produto 2 que segue para a secção principal 3 (SP 3).
Na secção principal 3 ao semi-produto 2 é adicionada a matéria-prima MP 3, surgindo
o produto acabado Bons Sonhos.
Para além das secções referidas existem ainda duas secções auxiliares: Secção dos
Gastos Comuns (SGC) e da Manutenção (SM).
Relativamente ao mês de Dezembro de N, obtiveram-se os seguintes dados:
· Actividade das secções (custos de transformação):
SP 1 SP 2 SP 3 SGC SM
Custos Directos 50 000 € 40 100 € 30 500 € 10 000 € 7 000 €
Unidades Obra 10 000 Hh 8 000 Hh 6 000 Hh ____ ____

A secção SGC reparte 30% dos seus custos para cada uma das secções SP1 e SM e
20% para cada uma das secções SP2 e SP3.

139
Contabilidade Analítica

A secção SM reparte os seus custos em função das horas máquina. Sabemos que
foram dedicadas 300 hm para a secção SP1 e 350 hm para cada uma das secções SP2
e SP3.

As quantidades das matérias-primas consumidas foram as seguintes:


MP 1 10 000 Kgs a 5 € / Kg
MP 2 4 700 Kgs a 2 € / Kg
MP 3 2 000 Kgs a 2,5 € / Kg

Sabe-se ainda que:


Produtos Unidades Unidades vendidas Preço unitário de venda
produzidas
Vida Bela 5 000 unidades 4 500 unidades 16 €
Boa Sorte 6 000 unidades 5 000 unidades 15 €
Bons Sonhos 9 000 unidades 7 000 unidades 19 €
Alfa 2 ton. 2 ton. 250 € / Ton.
Beta 5 ton. 4 ton. 100 € / Ton.
Não havia produtos em vias de fabrico iniciais nem finais.

A empresa utiliza o critério do Lucro Nulo para valorizar os subprodutos.

PEDIDOS:

1. Elabore o fluxograma (esquema) de produção para esta empresa.


2. Elabore o quadro de repartição primária e secundária dos custos das
secções.
3. Calcule o custo de produção dos três produtos.

140
Contabilidade Analítica

Exercício 74: Empresa BETADIM

No mês de Maio de 2003, na empresa “BETADIM”, o custo dos factores de produção (MP +
MOD + GGF) foram de 60 000 €.
Da produção do mês (que é feita na secção KT) resultou a saída de 1 000 kgs do produto Z e
300 kgs do subproduto K.
O produto Z está pronto a ser vendido, já não acontecendo o mesmo com o subproduto K, que
para ser vendido tem que sofrer um tratamento especial que custa 3 € por Kg, além de que é
necessário ser embalado numa caixa de 10 kgs, cujo preço de custo é de 5 €.
O subproduto é vendido a 20 € por kg e tem como custo de venda uma comissão de 10%
sobre o valor da venda.
Perante o cenário traçado e utilizando o critério valorimétrico que mais se adequa a esta
situação, calcule qual o valor a atribuir ao subproduto, bem como o custo da produção à saída
da secção KT.

141
Contabilidade Analítica

Exercício 75: Empresa Rosleve, Lda.

A Empresa Rosleve, Lda., fabrica, a partir de argila, dois tipos de pratos: rasos e
fundos.
Antes de ser moldada, a argila passa pela fase do TRATAMENTO, onde se procede
à eliminação de impurezas e se obtém a pasta de argila. Nesta fase, a argila perde
cerca de 2% do seu peso.
Na fase da MOLDAGEM a argila é humedecida e, em pedaços de 200gs, é colocada
em pratos rotativos, onde são moldados os pratos. Após a sua moldagem são secos na
fase de SECAGEM, passando de seguida para a COZEDURA, onde são cozidos a
altas temperaturas. De seguida são armazenados até que sejam requisitados pela
DECORAÇÃO para serem acabados através da aplicação de decalcomanias
(matérias subsidiárias). Estas requisições são feitas na medida em que haja mão-de-
obra disponível.
A produção defeituosa representa normalmente 1% da produção acabada (pronta para
venda). Estes pratos defeituosos são vendidos na fábrica, no exercício onde ocorrem,
sem quaisquer encargos adicionais, a 0,2 € cada.
No mês passado registaram-se os seguintes dados:
1- Compras: 500 toneladas de argila a 507,5 €/Ton.
2- Existências iniciais:
• 25 toneladas de argila a 560 €/Ton.
• decalcomanias no valor de 10 850 €
• pratos fundos decorados 10 560 a 0,275 € cada
• pratos rasos sem estarem decorados (brancos) 1 200 a 0,235 € cada*
3- Produção em curso no início do mês:

Centros de custos Pratos rasos Pratos fundos Total


Tratamento ----- ----- 360 €
Secagem 1 188,5 € 610,52 € 1 799,02 €
Decoração 898,76 € 921,8 € 1 820,56 €

4- Consumos:
• 118 toneladas de argila
• Dos consumos de pasta de argila da Moldagem 16% foram para a produção
de pratos fundos
• A Decoração requisitou 300 000 pratos brancos rasos e 181 000 fundos
• 8 970 € de decalcomanias (imputadas como custos indirectos)
5- Produção:
• Pratos brancos
 394 000 pratos rasos
 184 000 pratos fundos

• Pratos decorados (não inclui pratos defeituosos)


 290 000 pratos rasos
 170 000 pratos fundos

142
Contabilidade Analítica

6- Custos com a mão-de-obra directa:

Taxa Horas gastas nos Horas gastas nos Total


horária pratos rasos pratos fundos
Tratamento 4,9 € 2 510 h
Moldagem 4,7 € 2 150 h 1 210 h 3 360 h
Secagem 4,4 € 330 h 170 h 500 h
Cozedura 5,2 € 120 h 50 h 170 h
Decoração 4,2 € 4 900 h 2 600 h 7 500 h

7- Custos indirectos:

Centros de custo Montante Unidades de rateio


Tratamento 4 237,5 € Toneladas de argila
Moldagem 6 720 € Horas de MOD
Secagem 6 000 € Horas de MOD
Cozedura 10 200 € Horas de MOD
Decoração 19 780 € N.º de pratos acabados*
Distribuição 9 020 € N.º de pratos vendidos*
Administração 6 356 € Valor das vendas*
Total 62 313,5 € ---

8- Produção em curso no final do mês:

Centros de custos Pratos rasos Pratos fundos Total


Tratamento ----- ----- 331 €
Secagem 2 000 € 1 800 € 3 800 €
Decoração 450 € 250 € 700 €

9- Vendas:
• 280 000 pratos rasos a 0,4 € cada
• 160 000 pratos fundos a 0,435 € cada
• 3 000 pratos rasos defeituosos
• 1 500 pratos fundos defeituosos

Na valorização das saídas de armazém a empresa utiliza o custo médio ponderado.

* Não inclui produtos defeituosos

PRETENDE-SE:

a) Cálculo do custo de produção dos produtos acabados e valorização das existências


finais.

b) Contabilização em razão esquemático das operações do mês.

c) Demonstração dos Resultados por produtos e por funções.

143
Contabilidade Analítica

Custo da Pasta de Argila

Custos Total
Custos do mês
• Matéria-prima
• MOD
• GIF
Total dos custos do mês
EIPVF
EFPVF
Custo da pasta de argila

Custo dos Pratos Brancos

Custos Pratos Brancos


Rasos Fundos Total
Custo da Pasta de argila
Moldagem --- --- ---
MOD ...........................
GIF ..............................
EIPVF .........................
EFPVF ........................
Total
Secagem --- --- ---
MOD ..........................
GIF .............................
EIPVF .........................
EFPVF ........................
Total
Cozedura --- --- ---
MOD ...........................
GIF ..............................
EIPVF .........................
EFPVF ..................... ..
Total
Total do CISP - pratos brancos
Unidades Produzidas ---
Custo por unidade ---

144
Contabilidade Analítica

Custo dos Pratos Decorados

Custos Pratos decorados


Rasos Fundos Total
Custo pratos em branco ...
Decoração --- --- ---
MOD .............................
Decalcomanias ...............
GIF ................................
EIPVF ...........................
EFPVF .........................
Total – pratos decorados
Custo dos produtos defeituosos
CIPA - Produtos acabados
Unidades acabadas ---
Custo por unidade acabada ---

Demonstração dos Resultados por Produtos

Custos Pratos decorados


Rasos Fundos Total
Vendas
sem defeito

com defeito

Custo das vendas


sem defeito

com defeito

Resultados Brutos
Proveitos Extraordinários
Custos de Distribuição
Custos Administrativos
Custos Extraordinários
Resultados

145
Contabilidade Analítica

Armazém MP Argila Armazém MS Decalcomanias

MOD Custos Indirectos

Tratamento Moldagem

Secagem Cozedura

146
Contabilidade Analítica

Decoração Distribuição

Administração Custos Extraordinários

SP Pratos Rasos Brancos SP Pratos Fundos Brancos

Pratos Decorados Rasos Pratos Decorados Fundos

147
Contabilidade Analítica

Armazém SP Pratos Rasos Brancos Armazém SP Pratos Fundos Brancos

Armaz. PA Pratos Decorados Rasos Armaz. PA Pratos Decorados Fundos

Armazém PVF Armazém Produtos Defeituosos

Resultados

148
Contabilidade Analítica

8º BLOCO DE EXERCÍCIOS

149
Contabilidade Analítica

Exercício 76: Empresa Ortiga, Lda.

A Empresa Ortiga, Lda., utiliza para a sua contabilização o Sistema de Custeio


Padrão.
A produção normal da empresa é de 60 lotes ao mês e cada lote tem 100 unidades do
produto X. Os custos fixos foram orçamentados em 6 750 €, para a produção normal.

O padrão para a fabricação de um lote do produto X foi estabelecido como se segue:

QUANTIDADE PREÇO CUSTO TOTAL


MATERIAIS 300 Kgs 4,5 € 1 350 €
MOD 75 Horas 3,3 € 247,5 €
GGF 75 Horas 3€ 225 €
Total 1 822,5 €

No final do mês verificaram-se as seguintes despesas:

COMPRAS MÃO DE OBRA DIRECTA

Quantidade (Kg) Preço Unitário Número de Horas Custo por Hora


7 300 4,35 € 2 000 3,3 €
7 000 4,65 € 1 200 3,23 €
8 000 4,5 € 850 3,6 €
700 2,85 €

GASTOS INDIRECTOS DE FABRICO


15 660 €

CUSTOS DE DISTRIBUIÇÃO E DE
ADMINISTRAÇÃO
41 100 €

Foram consumidos 17 870 Kgs de materiais.


A produção foi de 58 lotes.
Dos 58 lotes produzidos venderam-se 5 700 unidades a 31,5 € cada.
A empresa utiliza o critério valorimétrico do FIFO.

Pedido:

Cálculo e análise dos desvios de matérias, MOD e GGF.

150
Contabilidade Analítica

Exercício 77: Empresa Padrão


A Empresa Padrão produz o artigo N e adopta o Sistema de Custos Padrão para
controlar as respectivas operações de fabricação. Os Gastos Gerais de Fabrico orçados
para o mês de Novembro ascenderam a 20 000 €, enquanto a produção programada
para o mesmo período, em termos de horas de MOD, foi de 40 000 horas.
A contabilidade de custos preparou, com base nas especificações de Engenharia, nas
informações da Secção de Compras e de Pessoal, a seguinte ficha de custo padrão
para uma unidade do produto N:

FICHA DE CUSTO PADRÃO

MATERIAIS 20 kgs de X a 0,4 €/kg 8€


MOD 10 horas a 1,2 €/hora 12 €
GGF (60% fixos) 10 horas a 0,5 €/hora 5€
Custo padrão unitário 25 €

As seguintes transacções foram realizadas durante o mês de Novembro:


1 - Compra de material a crédito, segundo as facturas dos fornecedores:
100 000 kgs de X a 0,45 €/kg 45 000 €
Materiais Indirectos 6 000 €

2 - Materiais directos e indirectos requisitados para a produção:


91 000 kgs de X a 0,45 €/kg 40 950 €
Materiais Indirectos 4 000 €

3 - Mão-de-Obra segundo as folhas de pagamento:


MOD 43 000 horas a 1,22 €/hora
MOI 5 000 €

4 - Outros pagamentos (GGF):


Rendas 2 000 €
Reparações 1 000 €
Luz e combustível 1 250 €

5 - Produção acabada durante o mês de Novembro: 3 800 unidades

6 - Produtos em processo no fim de Novembro: 200 unidades nos seguintes


estádios de fabricação:
Materiais Directos 100%
MOD e GGF 50%

7 - Vendas de Novembro: 3 500 unidades a 30 € cada.

Pedido:

Cálculo e análise dos desvios de Materiais Directos, de MOD e de GGF.

151
Contabilidade Analítica

Exercício 78: Empresa Chaminé, Lda.

A Empresa Chaminé, Lda., produz o cinzeiro “duas pontas” a partir de uma


combinação de metal e vidro e controla as suas operações de fabrico através de um
Sistema de Custos Padrão.

FICHA DE CUSTO PADRÃO

METAL 2 kgs a 0,45 € por quilo


VIDRO 1 unidade a 0,15 € por unidade
MOD 2/3 da hora a 4,5 € por hora
GGF 2/3 da hora a 2,25 € por hora

O orçamento de GGF para o período é de 13 500 €, correspondendo 60% a custos


fixos. A programação para o período é de 9 000 cinzeiros à qual corresponde 6 000
horas de mão-de-obra directa.

TRANSACÇÕES DO PERÍODO:

1 - Compras de materiais:

20 500 kgs de metal a 0,3 €/kg


12 000 unidades de vidro a 0,14 €/unidade

2 - Requisições de materiais:

18 550 kgs de metal


9 200 unidades de vidro

3 - Folha de pagamentos: 6 250 horas a 4,86 €/hora

4 - Gastos Gerais de Fabrico reais: 13 650 €

5 - Venda a crédito: 8 000 cinzeiros a 6 € cada

6 - Produção do mês: 9 000 cinzeiros

7 - Produtos em curso no final do mês: 500 cinzeiros nos seguintes estádios de


fabricação:
Materiais 100%
MOD 3/5
GGF 3/5

Pedido:

Cálculo e análise dos desvios de Materiais, MOD e GGF.

152
Contabilidade Analítica

Exercício 79: Empresa Fortuna, Lda.

O Departamento II da Empresa Fortuna, Lda., fabrica um produto P obtido a partir


das matérias-primas M1 e M2. A Direcção decidiu, no princípio do ano estabelecer um
controlo orçamental, com custos standard da produção, ao nível deste Departamento.

O Gabinete de Estudos Técnicos estabeleceu os padrões seguintes para a fabricação


de uma unidade do produto P, padrão esse que a Contabilidade Analítica valorizou,
fornecendo a seguinte ficha de custo:

FICHA DE CUSTO PADRÃO


DO PRODUTO P
Matérias Primas Departamentos
Código Quantidade Custo
Mat. Prima (Kgs) Unitário I II TOTAL
M1 2 8€ 16 €
M2 10 1€ 10 €
Total de Matérias Primas 26 €
Mão-de-Obra Directa
Código Quantidade Taxa
da Operação Horas Horária
46 0,4 12 € 4,8 €
54 0,6 12 € 7,2 €
Total da Mão-de-Obra Directa 12 €
Gastos das Secções
Natureza da Nº de Custo por
unid. de obra unid. de Unid. Obra
obra
H. Máquina ---- ---- ----
H. Máquina 2 10,8 € 21,6 €
Total de gastos das secções 21,6 €
Custo Industrial Padrão 59,6 €

O custo standard da unidade de obra do Departamento II foi obtido pelo orçamento


estabelecido para a capacidade normal – 2000 horas máquina - daquele Departamento,
prevendo-se os seguintes gastos:

Gastos Variáveis:
· Força Motriz 3 600 €
· Pessoal Auxiliar 8 000 €
· Gastos Fixos Mensais:
Depreciações das instalações 2 000 €
Depreciações das máquinas 6 400 €
Outros custos fixos 1 600 €

153
Contabilidade Analítica

Uma actividade superior à normal tem como consequência um acréscimo de 10% em


cada rubrica de custos fixos.

2) Os elementos reais registados no final de Janeiro são os seguintes:

Quantidade Valor
· Produção 900 unidades

· Matérias Primas Consumidas:


Matéria Prima M1 1 900 Kgs 15 200 €
Matéria Prima M2 8 900 Kgs 9 078 €

· Custo da Mão-de-Obra referente a cada operação:


Operação 46 360 horas 4 392 €
Operação 54 550 horas 6 710 €

· Actividade efectiva da secção 1 900 horas máquina

· Gastos reais da secção no mês:


Depreciações das instalações 2 000 €
Depreciações das máquinas 6 400 €
Outros custos fixos 1 600 €
Força motriz 3 800 €
Pessoal auxiliar 7 890 €
21 690 €

Pedidos:

Calcule e analise os desvios dos factores de custo.

154
Contabilidade Analítica

Exercício 80: Empresa Pumps, SA

A Empresa Pumps, SA, produz bombas para o corpo de bombeiros e possui um


departamento de contabilidade de custos para controlar e analisar os custos de
produção. No fim de um determinado período, o departamento de contabilidade de
custos apresentou os seguintes dados:

1 - Dados reais:

· Produção 18 800 unidades

· Matérias:

Adquiridas 80 000 kgs a 1,8 €/kg


100 000 kgs a 2 €/kg
Requisitadas 155 600 kgs

· Mão-de-Obra:

Horas reais trabalhadas 38 400 h


Custo médio real 22,5 €/h

· Gastos Gerais de Fabrico:

Variáveis 164 500 €


Fixos 59 500 €

2 - A taxa de Gastos Gerais de Fabrico (GGF’s) é baseada numa actividade normal de


36 000 horas. Os GGF’s orçados são:
GGF’s variáveis 153 000 €
GGF’s fixos 63 000 €

3 - A ficha de Custo Padrão para cada unidade demonstrava o seguinte:


Materiais Directos 6 Kgs a 2 €/kg
Mão-de-Obra Directa 2 Hh a 22 €/Hh
GGF’s 2 Hh a 6 €/Hh

Pedidos:

Sabendo que a empresa utiliza o critério do FIFO, calcule e analise os desvios para:

a) Matérias

b) Mão-de-Obra Directa

c) GGF’s

155
Contabilidade Analítica

Exercício 81: Empresa Solink, Lda.

A Solink, Lda., é uma empresa industrial que produz o produto Zelta. Os custos
unitários da empresa, para a actividade normal de 20 000 unidades por mês de
trabalho, são os seguintes:

FICHA DO CUSTO PADRÃO


Custos Industriais
Matérias-primas 4 kgs * 2,5 € = 10 €
Mão-de-Obra Directa 2h*6€= 12 €
Gastos Gerais de Fabrico – Variáveis 2h*4€= 8€
Gastos Gerais de Fabrico – Fixos 2 h * 2,5 € = 5€
Custos Não Industriais (Administ. e
Distribuição)
Variáveis 15 €
Fixos 9€
Preço de venda unitário 60 €

A empresa tem um sistema de contabilidade devidamente organizado, no qual


utiliza os Custos Padrão.

No último mês a produção da empresa consistiu em 19 500 unidades do produto


Zelta, verificando-se a seguinte situação:
Desvios desfavoráveis:
Desvio do preço dos materiais 7 900 €
Desvio da quantidade dos materiais 2 500 €
Desvio da taxa 19 000 €
Desvio de capacidade 5 000 €
Desvios favoráveis:
Desvio do tempo 6 000 €
Desvio de gasto 13 900 €
Desvio de eficiência 6 500 €
Custos Administrativos e de Distribuição 475 000 €
Preço de venda unitário 60 €

- A variação de stocks do produto acabado, em vias de fabrico e de materiais


directos é nula.

Pretende-se que:

Determine os custos reais dos consumos de Matérias-primas, da Mão-de-Obra Directa


e dos Gastos Gerais de Fabrico.

156
Contabilidade Analítica

Exercício 82: Empresa Alfa, Lda.

A Empresa Alfa, Lda., é especializada na produção e comercialização do produto P1,


que é produzido a partir da matéria-prima A. Em Agosto de 2003 o controller da Alfa,
Lda. reuniu os seguintes elementos para a elaboração do orçamento do último
trimestre do ano de 2003.

1) Previsão dos custos de produção, para uma produção planeada de 7 500


unidades:

Quantidade por Preço por unidade


unidade de P1
Matéria-prima A 24 Kgs 3 €/Kg
Mão-de-Obra Directa 6 Horas 3,75 €/Hora
Gastos Gerais de Fabrico 6 Horas 2,4 €/Hora

2) Os Gastos Gerais de Fabrico foram baseados no seguinte orçamento flexível


(em euros):

80% 90% 100% 110%


HORAS DE MOD 36 000 40 500 45 000 49 500
GGF VARIÁVEIS 54 000 60 750 67 500 74 250
GGF FIXOS 40 500 40 500 40 500 40 500
GGF TOTAIS 94 500 101 250 108 000 114 750

3) A previsão das vendas para o último trimestre de 2003 foi de 7 500 unidades
do produto P1 ao preço de 300 € cada.
4) A previsão dos restantes custos é a seguinte:

Custos Administrativos – 6 000 €


Custos de Distribuição – 3 000 €
Custos Financeiros – 15 000 €
5) Em Janeiro de 2004 verificamos que a actividade da Empresa Alfa Lda.,
durante o último trimestre, foi a seguinte:

Unidades Valor
Vendas 7 830 2 349 000 €
Consumo de mat. prima A 192 410 Kgs 565 200 €
Mão de Obra Directa 46 830 Horas 163 617 €
Gastos Gerais de Fabrico fixos 41 775 €
Gastos Gerais de Fabrico variáveis (*) 70 245 €
Custos Administrativos 6 300 €
Custos de Distribuição 3 600 €
Custos Financeiros 12 000 €
(*) Associados ao número de horas de MOD

157
Contabilidade Analítica

6) Não houve variação de produtos acabados.

7) A existência inicial de produtos em vias de fabrico foi de 80 unidades,


estando acabada em relação às matérias-primas e em 50% em relação aos custos
de transformação. A existência final era de 100 unidades estando acabadas a
100%, em relação às matérias-primas e a 50% em relação aos custos de
transformação.

8) O critério valorimétrico utilizado pela empresa é o FIFO.

Pretende-se que:

1) Calcule e analise os desvios dos Materiais Directos.

2) Calcule e analise os desvios da Mão-de-Obra Directa.

3) Calcule e analise os desvios dos Gastos Gerais de Fabrico.

158
Contabilidade Analítica

Exercício 83: Empresa Silver

A Empresa Silver fabrica um único produto cujo Custo Padrão é o seguinte:

MATERIAIS DIRECTOS 24 Kgs a 3,00 €/Kg


MÃO DE OBRA DIRECTA 6 Hh a 3,25 €/Hh
GASTOS GERAIS DE FABRICO 6 Hh a 0,75 €/Hh

Os gastos indirectos de fabrico foram baseados no seguinte orçamento flexível:

80% 90% 100% 110%


HORAS DE MOD 36 000 40 500 45 000 49 500
GGF VARIÁVEIS (€) 18 000 20 250 22 500 24 750
GGF FIXOS (€) 11 250 11 250 11 250 11 250
GGF TOTAIS (€) 29 250 31 500 33 750 36 000

A produção planeada foi de 7 500 unidades.

DADOS REAIS DO MÊS DE NOVEMBRO:


Compras do mês: 200 000 Kgs a 3,04 €/Kg
Materiais requisitados pela produção: 192 410 Kgs
Mão de Obra Directa: 46 830 horas a 3,30 €/h
Gastos Gerais de Fabrico: 36 340 €
Inventário Inicial de Produtos em Processo:
80 unidades (100% Materiais; 50% Custos de Transformação)
Inventário Final de Produtos em Processo:
100 unidades (100% Materiais; 50% Custos de Transformação)
Produção Iniciada em Novembro: 7 850 unidades
Vendas de Novembro: 7 000 unidades a 100 €/unid.

Critério Valorimétrico: FIFO

Pedido:

Cálculo e análise dos desvios de Materiais, de MOD e de GGF, devidamente


decompostos.

159
Contabilidade Analítica

Exercício 84: Empresa Martins, Lda.

A Empresa de fundição de metais Martins, Lda., programou para a última semana


produzir 2 000 unidades.
A empresa tinha elaborado o seguinte Custo Padrão (calculado para uma produção
semanal de 2 000 unidades):

Materiais: 10 Kgs por unidade a 0,35 €/ Kg


MOD: 4 horas por unidade a 1,22 €/hora
GGF: 3 horas por unidade a 1,25 €/hora

No orçamento semanal de GGF estão incluídos 3 000 € de carácter fixo.


O orçamento semanal de custos administrativos é de 200 €.

Os consumos nessa semana foram:

Materiais: 18 000 Kgs a 0,37 €/ Kg


MOD: 7 600 horas a 1,2 €/hora
GGF: 5 750 horas por um total de 7 762,5 € (inclui
2 750 € de carácter fixo)

As existências iniciais de produção em curso eram de 100 unidades, e o seu nível de


acabamento era o seguinte:

100% de Materiais
80% de MOD
50 % de GGF

As existências finais de produção em curso eram de 200 unidades, e o seu nível de


acabamento era o seguinte:

100% de Materiais
50% de MOD
25 % de GGF

Acabaram-se 1 800 unidades de produtos; destes venderam-se 1 500 unidades a 15 € a


unidade (não havia existências iniciais de produtos acabados).

Os Custos Administrativos dessa semana foram de 800 €.

Critério valorimétrico: FIFO

Pedidos:

1. Calcule a produção equivalente em quantidade e valor.

2. Calcule e analise os desvios de Materiais, MOD e GGF.

160
Contabilidade Analítica

Exercício 85: Empresa Rebeca, Lda.

A Empresa Rebeca, Lda., é especializada na produção e comercialização dos produtos


P1 e P2. A diferença básica entre os dois produtos encontra-se no grau de sofisticação
do processo produtivo de cada um.
Em Setembro de 2002, o Controller da Rebeca reuniu os seguintes elementos para a
elaboração do orçamento para o primeiro trimestre do ano de 2003:

1 - Custos Padrão:

Padrões de produção P1 P2
Materiais Directos 500 gramas 400 gramas
MOD 3 minutos 2 minutos

Preços e custos orçamentados


Materiais Directos 0,7 € / Kg
MOD 6 € / Hh
GGF por hora de MOD 9 € / Hh (*)
(*) Sendo de 3 €/hora a taxa horária variável. Os GGF são imputados em função das
horas de MOD.

2 - Previsão de vendas para o 1º trimestre de 2003:

P1 P2
Unidades (produção normal) 16 500 14 655
Preço médio 18 € 10,8 €

3 - A variação de stocks de Produtos Acabados e de Materiais Directos é nula. O stock


de PVF é considerado irrelevante, no início e no fim do período.

4 - Os custos de estrutura previstos - Administrativos, Comerciais e Financeiros -


totalizaram 13 000 € (sendo 100% fixos).

5 - Suponha que a actividade da Rebeca Lda. durante o primeiro trimestre do ano de


2003 se caracterizou pela forma que os dados seguintes evidenciam:
P1 P2
Unidades vendidas 13 200 19 750
Preço médio 19 € 11 €
Consumo de materiais directos 16 000 Kgs a 0,69 € /Kg
Horas de MOD 1 320 horas a 6 €/ H
Custo total dos GGF 11 906,4 € associados a 1 320 H
Custos não industriais 13 000 €
Variação de stocks 0

Pedido:
Calcule e analise os desvios de Materiais Directos, de MOD e de GGF.

161
Contabilidade Analítica

Exercício 86: Empresa Alfabeto, Lda.

A Empresa Alfabeto, Lda., utiliza um Sistema de Custos Padrão devidamente


organizado.
A empresa dedica-se apenas à fabricação do produto P1.

Relativamente ao último trimestre de N verificou-se o seguinte:

Desvio do preço dos Materiais Directos -1 640 €


Desvio da quantidade dos Materiais Directos 2 000 €
Desvio da taxa da MOD 6 000 €
Desvio do tempo da MOD 0
Desvio de gasto/orçamento de GIF´s -29 400 €
Desvio de capacidade/actividade de GIF´s 25 650 €
Desvio de eficiência de GIF´s 0
Quantidade vendida 16 000
Preço de venda unitário 31 €
Custos Administrativos 52 000 €
Custos de Distribuição 30 500 €
Custos financeiros 9 500 €

- A variação da produção do produto P1 e de materiais directos é nula.

- O custo total padrão por unidade produzida – 17 €

- Os GIF´s são repartidos em função das horas de MOD

Pretende-se que:

1) Determine que quantidade foi produzida, nesse período, e a que custo unitário real.

2) Justifique a diferença entre o custo unitário padrão e o custo unitário real.

3) Elabore a Demonstração dos Resultados Líquidos real.

162
Contabilidade Analítica

Exercício 87: Empresa Cosméticos Belos

A Empresa Cosméticos Belos utiliza o Sistema de Custos Padrão para controlar as


operações de fabricação do seu único produto: Baton.

DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS DO MÊS DE JANEIRO (em euros)

Vendas (5 000 batons) 40 000


Custo Padrão (37 500)
Resultado Bruto Padrão 2 500
Desvios favoráveis:
Desvio de taxa de MOD 670
Desvio de GGF's 1 000 1 670
Desvios desfavoráveis:
Desvio de preço de matérias (120)
Desvio de quantidade de matérias (2 700)
Desvio de eficiência da MOD (300) (3 120)
Resultado Bruto Real 1 050

OUTRAS INFORMAÇÕES:

1) Durante o período (Janeiro do ano N), foram consumidas 1 200 unidades de


matérias. De acordo com os padrões da empresa, essa quantidade devia ser suficiente
para completar (produzir) 6 000 batons.

2) Durante o mês de Janeiro, foram necessárias 30 horas adicionais de MOD, além


das horas -padrão de MOD.

3) Os GGF's padrão são 140% da MOD.

4) O custo padrão das matérias e o custo - padrão de GGF's, somados totalizam 5,5 €
por unidade (por baton).

5) As existências no início e no fim do mês eram nulas.

Pedido:

Com base nas informações anteriores, preencha a seguinte ficha de custo padrão
unitário:

Elementos Quantidade Tempo de Preço unit. Taxa horária Custo padrão


de custo de materiais MOD (Hh) das de MOD unitário
matérias
Materiais ? ********* ? ******** ?
MOD ********* ? ********* ? ?
GGF ********* ********* ********* ******** ?
******** ********* ********* ********* TOTAL ?

163
Contabilidade Analítica

Exercício 88: Empresa Daro, Lda.

A Empresa Daro, Lda., dedica-se à produção de secretárias. Para o controlo da


produção estabeleceu a seguinte ficha do Custo Padrão, com base na actividade
normal de 5 000 horas máquina:

FICHA DO CUSTO PADRÃO PARA UMA SECRETÁRIA


Matéria Prima 6 m2 a 5 € por m2
MOD 3 Hh a 7,5 € por hora
GGF 2 Hm a 5 € por hora

Determinou-se que os custos fixos representavam cerca de 30% do total dos GGF
para uma actividade normal.

DADOS REAIS DO ÚLTIMO MÊS

1. No início do mês existiam 200 secretárias por terminar, com os seguintes graus de
acabamento:

Matéria-prima 100%
MOD 40%
GGF 20%

2. A produção acabada no mês foi de 2 000 secretárias.

3. No final do mês existiam 400 secretárias com os seguintes graus de acabamento:

Matéria-prima 90%
MOD 50%
GGF 30%

4. Devido à falta de matérias-primas, foram adquiridos 20 000 m2, no valor de


105 000 €.

5. As requisições da produção do mês foram de 13 176 m2.

6. Os custos do mês com a MOD foram no valor de 46 724, 8 €, dizendo respeito a


6 148 horas de trabalho.

7. Os GGF ascenderam a 21 750 €, sendo repartidos em função do n.º de horas


máquina, que totalizaram 4 470 h.

8. A empresa utiliza o critério valorimétrico FIFO.

Pedido:

Calcule e analise os desvios de Matérias-primas, de MOD e de GGF.

164
Contabilidade Analítica

Exercício 89: Empresa Dolfalta, Lda.


O Contabilista da Empresa Dolfalta, Lda., elaborou, para uma produção normal de
2000 unidades de P, a seguinte ficha de Custo Padrão unitária (em euros):

Matérias-primas 30
Mão-de-Obra Directa 180
Gastos Gerais de Fabrico 100
Custo por unidade de P 310

Os Gastos Gerais de Fabrico repartem-se em função das unidades produzidas.

Os custos reais do último mês, para uma produção de 1 000 unidades de P, foram os
seguintes (em euros):

Consumos 1 900 Kgs no valor de 38 000


Mão-de-Obra Directa 2 100 Hh no valor de 210 000
Gastos Gerais de Fabrico 1 000 unidades de P no valor de 110 000
Custo Total de P 358 000

Pedidos:

a) O desvio total de Matérias-Primas é:


a1) 8 000 € - Desfavorável
a2) 8 000 € - Favorável
a3) Nulo
a4) Não se pode determinar com estes dados

b) O desvio de preço é:
b1) 8 000 € - Desfavorável
b2) 30 000 € - Desfavorável
b3) 22 000 € - Favorável
b4) Não se pode determinar com estes dados

c) Se o desvio de taxa é favorável, então o desvio de tempo é:


c1) Desfavorável
c2) Favorável
c3) Nulo
c4) Não se pode determinar com estes dados

d) O desvio total de Gastos Gerais de Fabrico é:


d1) 10 000 € - Desfavorável
d2) 100 000 € - Favorável
d3) 100 000 € - Desfavorável
d4) Não se pode determinar com estes dados
e) O desvio de capacidade é:

165
Contabilidade Analítica

e1) Desfavorável
e2) Favorável
e3) Nulo
e4) Não se pode saber com estes dados

f) O desvio de eficiência é:
f1) Desfavorável
f2) Favorável
f3) Nulo
f4) Não se pode saber com estes dados

g) O desvio total de produção é de:


g1) 48 000 € - Desfavorável
g2) 48 000 € - Favorável
g3) 252 000 € - Favorável
g4) Não se pode determinar com estes dados

166
Contabilidade Analítica

9º BLOCO DE EXERCÍCIOS

167
Contabilidade Analítica

Exercício 90: Empresa Rosnave, Lda.

A Empresa Rosnave, Lda. fabrica, a partir da mesma matéria-prima, dois produtos de


transformação muito simples: Produto P1 e Produto P2.
1. O departamento de controlo orçamental elaborou o seguinte resumo de unidades
consumidas de matérias-primas e tempo gasto na produção de uma unidade de P1 e
P2:

P1 P2
Matéria-prima (Kgs) 3 4
Mão-de-obra directa (horas) 2 6

2. O departamento comercial (responsável pelas compras de materiais e vendas de


produtos acabados) informa a gestão central de que no próximo ano X:
2.1 Os preços unitários negociados são os seguintes:

Preço
Matéria-prima (Kg) * € 0,15
P1 € 10,00
P2 € 30,00
* Incluindo custos de transporte.

2.2 O programa de vendas deverá ser o seguinte:

Zona Norte Zona Sul TOTAL


Produto P1 3 400 4 600 8 000
Produto P2 2 600 3 800 6 400

3. Sabe-se o seguinte sobre os custos com o pessoal:


3.1 Estimou-se que o custo horário da mão-de-obra directa seria de € 4,00,
incluindo todos os encargos. A contabilidade considera este custo como
variável.

168
Contabilidade Analítica

3.2 Os custos com a mão-de-obra indirecta prevêem-se em € 3 000,00 anuais,


incluindo todos os encargos. A contabilidade considera este custo como fixo.

3.3 Os custos com o pessoal administrativo prevêem-se em € 9 680,00 anuais,


incluindo todos os encargos.

4. Não está previsto qualquer desinvestimento ao longo do ano X. Os investimentos


previstos limitam-se à aquisição de uma instalação industrial com um custo
orçamentado em € 2 500,00, cuja entrada em serviço está prevista para o início do
mês de Outubro e que implica um custo suplementar anual de € 100,00, não incluindo
o valor das depreciações. O valor das depreciações industriais anuais é de
€3450,00, incluindo o novo investimento. Os outros custos fixos industriais foram
estimados em € 5 638,00.
Para a repartição dos Gastos Gerais de Fabrico a empresa utiliza uma única base de
repartição: as horas de mão-de-obra directa.

5. Os Gastos Gerais de Fabrico variáveis foram estimados em € 0,10 por cada hora de
mão-de-obra directa gasta na fabricação do produto.

6. As existências em 31/12 do ano X-1 eram os seguintes:

Quantidades Preço unitário


Matéria-prima (Kg) 3 800 € 0,15
P1 (unidades) 500 € 8,9
P2 (unidades) 400 € 25,42

7. As existências finais do ano X pretendidas são as seguintes:

Quantidades
Matéria-prima (Kg) 3 900
P1 (unidades) 700
P2 (unidades) 500

169
Contabilidade Analítica

8. A empresa utiliza o FIFO como critério valorimétrico.

9. Os encargos de distribuição, ligados à actividade de vendas, serão em média de 5%


do volume de vendas (sem imposto), onde estão incluídas as comissões dos
vendedores, remunerações dos intermediários, custos de embalagem e expedição e
o custo do serviço pós-venda.

PEDIDOS:
a) Orçamento de vendas
b) Orçamento dos custos de distribuição
c) Programa de produção
d) Programa e orçamento de compras de matérias-primas
e) Orçamento de consumos de matérias-primas
f) Orçamento de custos de produção
g) Demonstração dos Resultados Previsional

170
Contabilidade Analítica

Orçamento de Vendas:

Quantidades Preço Unitário Valor Total


VENDAS P1
Zona Norte
Zona Sul
Total ---

Quantidades Preço Unitário Valor Total


VENDAS P2
Zona Norte
Zona Sul
Total ---

Orçamento dos encargos operacionais de distribuição:

Quantidades Preço Unitário Valor Total


VENDAS P1
Zona Norte
Zona Sul
VENDAS P2 --- --- ---
Zona Norte
Zona Sul
Total --- ---

Programa de Produção:

Produto P1 Quantidades Custo Unitário Valor Total

Existência Inicial
Existência Final
Vendas

Produção

Produto P2 Quantidades Custo Unitário Valor Total

Existência Inicial
Existência Final
Vendas

Produção

171
Contabilidade Analítica

Programa e Orçamento de Aprovisionamento:

Matérias-primas Quantidades Custo Unitário Valor Total

Existência Inicial
Existência Final
Para produção P1

Para produção P2

Compras

Orçamento de Consumos de Matérias-primas:

Matérias-primas Quantidades Custo Unitário Valor Total

Para produção P1
Para produção P2
Total

Orçamento de Produção:

Produto P1 Quantidades Custo Unitário Valor Total

Matéria-prima
Mão-de-obra directa
GGF variáveis
Total --- ---
Quantidade produzida --- ---
Custo unitário variável --- ---
Custo unitário fixo --- ---
Custo unitário total --- ---

Produto P2 Quantidades Custo Unitário Valor Total

Matéria-prima
Mão-de-obra directa
GGF variáveis
Total --- ---
Quantidade produzida --- ---
Custo unitário variável --- ---
Custo unitário fixo --- ---
Custo unitário total --- ---

172
Contabilidade Analítica

Orçamento dos GGF fixos:

GGF Valor Total

MOI
Depreciações
Custo suplementar
Outros
Total
n.º horas MOD
Custo horário fixo

Orçamento de Resultados Previsionais:

Produto 1 Produto 2 Total


Vendas
CIPV
Margem Bruta
Gastos Administrativos
Gastos de Distribuição
Resultado --- ---

173
Contabilidade Analítica

Exercício 91: Empresa Jota, Lda.


A Empresa Jota, Lda. que utiliza o Sistema de Custeio Total, produz os produtos P e
Q a partir das matérias-primas A e B.

Cada unidade de produto fabricada pela empresa requer os seguintes consumos:


1)
Produto P Produto Q
Matéria A 20 unidades 20 unidades
Matéria B 5 unidades 7 unidades
Mão-de-Obra Directa 13 horas 20 horas
2)Os preços previstos para o ano N+1 são os seguintes:
Matéria A € 0,15 por unidade
Matéria B € 0,325 por unidade
Mão-de-Obra Directa € 0,2 por unidade

3) É conhecido o Balanço final do ano N (valores em €):


ACTIVO
Caixa e Bancos 3 000
Clientes 3 125
“Stock” de matérias-primas 2 375
“Stock” de PA 1 810
Terrenos 6 250
Construção e equipamento 47 500
Depreciações acumuladas (9 375)
TOTAL 54 685

PASSIVO
Fornecedores 1 025
Prev. Impostos s/ lucro 625
TOTAL 1 650

CAPITAIS PRÓPRIOS
Capital 43 750
Reservas 9 285
TOTAL 53 035

4) O valor dos “Stocks” diz respeito às seguintes unidades:


Matéria-prima A 5 000 a € 0,15
Matéria-prima B 5 000 a € 0,325
Produto P 100 a € 10
Produto Q 50 a € 16,2

5) Para o ano N+1 foram estabelecidas as seguintes previsões:


5.1) “Stocks” pretendidos (critério de valorimetria: FIFO):
Matéria-prima A 9 000
Matéria-prima B 1 100
Produto P 1 200
Produto Q 60

174
Contabilidade Analítica

5.2) Vendas:
Produto P: 6 000 unidades a € 13,175 cada
Produto Q: 1 100 unidades a € 25 cada

5.3) Os gastos gerais de fabrico montam a € 28 625, incluindo € 3 125


respeitantes ao total das depreciações e € 3 515 de MOI. São imputados
proporcionalmente às horas de mão-de-obra directa;

5.4) Os custos de distribuição estimam-se em € 5 080 sendo € 710 de custos


com o pessoal, e os custos administrativos em € 4 620 sendo € 690 de
custos com o pessoal, repartindo-se os primeiros em função do valor das
vendas e os segundos na proporção de 2/3 e 1/3 para os produtos P e Q
respectivamente;

5.5)No ano N+1, a empresa prevê os seguintes movimentos de tesouraria


(valores em euros):
1º 2º 3º 4º
Trimestre Trimestre Trimestre Trimestre
Recebimentos
Clientes 19 375 22 500 23 750 31 375
Despesas
Matérias-primas 5 500 7 375 7 375 8 525
Outras despesas 3 125 2 500 2 500 3 150
Salários 6 500 6 350 7 800 7 165
Imposto s/lucros 625
Compra de máquinas 35 000
(pronto pagamento)

5.6) A previsão de impostos é de € 6 000;


5.7) A empresa não pretende ter valores, em disponibilidades, superiores a
€5000 (situação preferível), nem inferiores a € 3 000;
5.8) Os empréstimos podem ser realizados em múltiplos de € 50 e têm um juro
trimestral, à taxa anual de 20%. Os empréstimos são obtidos no início do
trimestre e pagos no final;
5.9) A empresa pode realizar depósitos de curto prazo com múltiplos de € 50 à
taxa de 8% ao ano. Os juros são recebidos trimestralmente e os depósitos
são efectuados no final do trimestre.

PRETENDE-SE:

A elaboração dos orçamentos para o ano N+1 e a demonstração dos resultados


previsional.

175
Contabilidade Analítica

Orçamento de vendas:
Quantidades Preço Unitário Valor Total

Produto P
Produto Q
Total

Programa da Produção:
Produto P Quantidades Custo Unitário Valor Total

Existência
Inicial
Existência Final
Vendas

Produção

Produto Q Quantidades Custo Unitário Valor Total

Existência
Inicial
Existência Final
Vendas

Produção

Programa e Orçamento de Compras:


Matéria A Quantidades Custo Unitário Valor Total

Existência Inicial
Existência Final
Consumo para P
Consumo para Q
Compras

Matéria B Quantidades Custo Unitário Valor Total

Existência Inicial
Existência Final
Consumo para P
Consumo para Q
Compras

176
Contabilidade Analítica

Orçamento da MOD:
MOD Quantidades Custo Unitário Valor Total

Para Produto P
Para Produto Q
Total

Orçamento dos GGF:


GGF Quantidades Custo Unitário Valor Total

Para Produto P
Para Produto Q
Total

Orçamento dos Custos de Produção:


Produto P Quantidades Custo Unitário Valor Total

MP A
MP B
MOD
GGF
Total = CIPA

Produto Q Quantidades Custo Unitário Valor Total

MP A
MP B
MOD
GGF
Total = CIPA

Orçamento dos Custos Distribuição:


Quantidades Custo Unitário Valor Total

Para Produto P
Para Produto Q
Total

Orçamento dos Custos Administrativos:


Quantidades Custo Unitário Valor Total

Para Produto P
Para Produto Q
Total

177
Contabilidade Analítica

Orçamento de Tesouraria:

Ano Ano 1º 2º 3º 4º TOTAL


V.
Anterior Corrente Tri. Tri. Tri. Tri. Balanço

1 - RECEBIMENTOS
De Clientes
De outros
TOTAL RECEBIMENTOS
2 - PAGAMENTOS
Compras
Vencimentos
Impostos
Outros
.......
TOTAL PAGAMENTOS
3 - SALDO TRIMESTRAL
4 - SALDOS TRIMESTRAIS
ACUMULADOS

Orçamento Financeiro:

1º Tri. 2º Tri. 3º Tri. 4º Tri. Total


A) ORIGENS DE FUNDOS
1 - Saldo Inicial de Tesouraria
2 - Saldo de Tesouraria Positivo
3 - Recebimentos de Operações
Financeiras
Juros de Aplicações
Financeiras
Empréstimos
Investimentos
Total Origens
B) APLICAÇÕES DE FUNDOS
4 - Disponibilidades Finais
5 - Saldo de Tesouraria Negativo
6 - Pagamentos de Operações
Financeiras
Reembolsos de Empréstimos
Juros de Empréstimos
Investimentos
Total Fundos
C) SITUAÇÃO DOS
EMPRÉSTIMOS

178
Contabilidade Analítica

Demonstração dos Resultados Previsionais:

Produto P Produto Q Total


Vendas
CIPV
Margem Bruta
Proveitos
Financeiros
Gastos de
Distribuição
Gastos
Administrativos
Gastos Financeiros
Resultados antes de
impostos
Previsão de
impostos
Resultado Líquido

179
Contabilidade Analítica

Exercício 92: Empresa Alive, S.A.

1º Caso Prático
A empresa Alive, S.A. fabrica peças para automóveis a partir de ligas especiais de
metal. A empresa utiliza o sistema de custeio total. Os gestores estão a preparar o
Orçamento para N+1. Tendo examinado com cuidado todos os factores relevantes,
esperam o que seguidamente se indica:
· Custos de Fabricação:
Matérias-primas
Material N: € 1,2/kg
Material O: € 2,6/kg

Mão-de-Obra Directa: € 2,05/hora

Gastos Gerais de Fabrico: distribuídos na proporção das horas de Mão-de-Obra


Directa.

· Informações Adicionais Produtos Fabricados


(consumos por unidades) X Y
Material Directo O 12 kgs 12 kgs
Material Directo N 6 kgs 8 kgs

Mão-de-Obra Directa 14 hh 20 hh

Vendas previstas (em unidades) 5 000 1 000


Preço de Venda € 105,4 € 164
Existência Final pretendida 1 100 50
Existência Inicial 100 50

Valor da Existência Inicial € 8 670 € 5 810

Matérias-primas
N O
Existência Inicial 5 000 kgs 5 000 kgs

Existência Final pretendida 6 000 kgs 1 000 kgs

O trabalho em vias de fabrico é considerado negligenciável, por simplificação.

O critério valorimétrico utilizado pela empresa é o FIFO.

180
Contabilidade Analítica

· Os níveis esperados de actividade têm-se os seguintes custos:

Gastos Gerais de Fabrico (€):


Fornecimentos e material diverso 30 000
Mão-de-obra Indirecta 70 000
Custos marginais com pessoal 25 000
Electricidade (parte variável) 8 000
Manutenção (parte variável) 20 000
Depreciações 25 000
Taxa municipal 4 000
Seguros 500
Supervisão (chefias directas) 20 000
Electricidade (parte fixa) 1 000
Manutenção (parte fixa) 4 500
208 000

· Custos Comerciais e Administrativos (€)*:


Comissões de venda 20 000
Publicidade 3 000
Salários de vendedores 10 000
Deslocações de vendedores 5 000
Vencimentos de pessoal de escritório 10 000
Fornecimentos e Serviços 1 000
Vencimentos dos gestores 21 000
Diversos 5 000
75 000

* Repartidos em função das quantidades vendidas.

PRETENDE-SE:

Elaboração do Orçamento de Exploração e da Demonstração dos Resultados para


N+1.
Considere que devem existir os seguintes documentos no Orçamento de Exploração:
1. Orçamento de Vendas
2. Programa de Produção
3. Programa de Necessidades de Matérias-primas
4. Orçamento de Compras de Matérias-primas
5. Orçamento de Mão-de-obra Directa
6. Orçamento de Gastos Gerais de Fabrico
7. Orçamento do Custo de Produção
8. Orçamento de Existências Finais
9. Orçamento do Custo dos Produtos Vendidos
10. Orçamento de Custos Comerciais e Administrativos

181
Contabilidade Analítica

2º Caso Prático
A Empresa Alive, S.A., uma vez elaborada a parte operacional dos seus Orçamentos
para N+1, pretende agora preparar a respectiva parte financeira.
O Balanço em 31 de Dezembro de N considera-se ser o seguinte (valores em euros):
ACTIVO:
Activo não corrente
Activos fixos tangíveis
Terrenos 50 000
Edifícios e Equipamento 380 000
Depreciações - 75 000
305 000 355 000
Activo Corrente
Inventários
Matérias-primas 19 000
Produtos Acabados 14 480 33 480

Clientes 25 000

Caixa e Depósitos Bancários 10 000 35 000


TOTAL DO ACTIVO 423 480

CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO


Capital Próprio
Capital realizado 350 000
Resultados Transitados 52 780
Resultado Líquido do Período 7 500
TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO 410 280

PASSIVO
Passivo corrente
Fornecedores de Matérias 8 200
Estado e Outros Entes Públicos 5 000
TOTAL DO PASSIVO 13 200
TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO 423 480

182
Contabilidade Analítica

Os fluxos monetários esperados são os seguintes e foram deduzidos, em parte dos


orçamentos operacionais:
Trimestres (em euros)
Descrição 1º Trim. 2º Trim. 3º Trim. 4º Trim.
Recebimentos de Clientes 125 000 150 000 160 000 221 000
Pagamentos
de matérias-primas 20 000 35 000 35 000 54 200
de outras despesas 30 000 25 000 25 000 22 000
de vencimentos 85 000 90 000 90 000 104 200
de impostos (ano anterior) 5 000 ------- -------- --------
de uma máquina (*) -------- -------- --------- 20 000
(*) Prevê-se que a máquina de fresar seja encomendada no 2º trimestre, recebida no 3º
e paga no 4º.

A empresa deseja manter um mínimo de € 15 000 de disponibilidades no fim de cada


trimestre. Podem ser obtidos e liquidados empréstimos, em múltiplos de € 500, a uma
taxa de 20% ao ano.
Pretende-se que o prazo dos empréstimos não ultrapasse 4 trimestres. Admita que os
empréstimos são feitos no início de cada trimestre e os reembolsos no fim e que os
juros* são pagos aquando a amortização/liquidação do empréstimo.

Pressupõe-se que a estimativa de imposto sobre os rendimentos para o ano N+1 seja
de € 6 225 e que as depreciações anuais são de € 25 000 (todas respeitantes à
actividade produtiva).

* Repartidos em função das quantidades vendidas.

PRETENDE-SE:
Elaboração dos seguintes orçamentos e documentos previsionais para N+1:
1. Orçamento de Tesouraria
2. Orçamento de Investimentos
3. Orçamento Financeiro
4. Demosntração dos Resultados Previsional

183
Contabilidade Analítica

Orçamento de Vendas:
Quantidades Preço Unitário Valor Total

Produto X
Produto Y
Total

Programa da Produção:
Produto X Quantidades Custo Unitário Valor Total

Existência Inicial
Existência Final
Vendas
Produção

Produto Y Quantidades Custo Unitário Valor Total

Existência Inicial
Existência Final
Vendas
Produção

Programa e Orçamento de Compras:


Matéria N Quantidades Custo Unitário Valor Total

Existência Inicial
Existência Final
Consumo para X
Consumo para Y
Compras

Matéria O Quantidades Custo Unitário Valor Total

Existência Inicial
Existência Final
Consumo para X
Consumo para Y
Compras

184
Contabilidade Analítica

Orçamento da MOD:
MOD Quantidades Custo Unitário Valor Total

Para Produto X
Para Produto Y
Total

Orçamento dos GGF:


GGF Quantidades Custo Unitário Valor Total

Para Produto X
Para Produto Y
Total

Orçamento dos Custos de Produção:


Produto X Quantidades Custo Unitário Valor Total

MP O
MP N
MOD
GGF
Total = CIPA
Produto Y Quantidades Custo Unitário Valor Total

MP O
MP N
MOD
GGF
Total = CIPA

Orçamento dos Custos Comerciais e Administrativos:


Quantidades Custo Unitário Valor Total

Para Produto X
Para Produto Y
Total

185
Contabilidade Analítica

Orçamento de Investimentos:
Preço de Taxa Depreciações do Depreciações
Aquisição Depreciação Exercício Acumuladas
Actuais
Aquisição
Venda
Saldo

Orçamento de Tesouraria:
Ano Ano 1º 2º 3º 4º TOTAL
V.
Anterior Corrente Tri. Tri. Tri. Tri. Balanço

1 - RECEBIMENTOS
De Clientes
De outros
TOTAL RECEBIMENTOS
2 - PAGAMENTOS
Compras
Vencimentos
Impostos
Outros
TOTAL PAGAMENTOS
3 - SALDO TRIMESTRAL
4 - SALDOS TRIM. ACUMUL.

Orçamento Financeiro:
1º Tri. 2º Tri. 3º Tri. 4º Tri. Total
A) ORIGENS DE FUNDOS
1 - Saldo Inicial de Tesouraria
2 - Saldo de Tesouraria Positivo
3 - Recebimentos de Operações Financeiras
Juros de Aplicações Financeiras
Empréstimos
Investimentos
Total Origens
B) APLICAÇÕES DE FUNDOS
4 - Disponibilidades Finais
5 - Saldo de Tesouraria Negativo
6 - Pagamentos de Operações Financeiras
Reembolsos de Empréstimos
Juros de Empréstimos
Investimentos
Total Fundos
C) SITUAÇÃO DOS EMPRÉSTIMOS

186
Contabilidade Analítica

Demonstração dos Resultados Previsionais:


Produto X Produto Y Total
Vendas
CIPV
Margem Bruta
Gastos de Distribuição
Gastos Administrativos
Gastos Financeiros
Resultados antes de
impostos
Previsão de impostos
Resultado Líquido

187
Contabilidade Analítica

10º BLOCO DE EXERCÍCIOS

188
Contabilidade Analítica

Exercício 93: Empresa Finoleve, Lda.

A Empresa Finoleve, Lda. fabrica malas de imitação de couro. As malas de couro têm dois
tamanhos diferentes (pequeno e grande) e duas tonalidades (castanho e preto).
A empresa utiliza o sistema de custeio total e está organizada por secções, utilizando o
método das secções homogéneas.

1. As secções, após a repartição dos custos directos e comuns (repartição primária),


apresentam os seguintes custos (em euros) e ainda outras informações:
Secções auxiliares Secções principais Total
S1 S2 SX SY
Consumos de Mat. Primas ---- ---- 500 700 1 200
Custos Variáveis 240 560 220 190 1 210
Custos Fixos 360 790 570 680 2 400
Total 600 1 350 1 290 1 570 4 810
Outras informações:
N.º de Trabalhadores 3 2 10 14 29
H máq. de programação 250 ---- 250 250 750
Horas Homem 504 336 2 520 2 688 6 048
Produção Acabada Total 1 000 1 500 2 500 sacos
sacos grandes sacos pequenos

2. As bases de repartição dos custos das secções auxiliares (S1 e S2) são, respectivamente, as
horas máquina de programação e o n.º de trabalhadores.

3. Apareceram, como é usual, desperdícios que foram vendidos pelo valor de 210 €, sendo
165 € originárias da Secção SX e 45 € da Secção SY.

4. Sabe-se que na secção SX, dos 1000 sacos grandes produzidos, 200 apresentavam um
defeito anormal sendo que metade destes foram vendidos a 1,5 € cada.

5. Sabe-se ainda que as existências eram as seguintes:


Quantidade Custo unitário (€)
Existências iniciais:
PA – Sacos grandes 100 2
PA – Sacos pequenos 300 1,6
PVF – Sacos pequenos 400 (a 62,5%) 1
Existências finais:
PA - Sacos grandes 50 2
PA – Sacos pequenos 150 1,6
PVF – Sacos pequenos 500 (a 75%) ? (custo médio)

6. As compras de Matérias Primas foram no valor de 1 200 €.

7. Os custos de Distribuição, Administrativos e Financeiros ascenderam a 1 200 €.

8. Na venda dos produtos principais, a empresa pratica uma margem sobre o preço de venda
de 50%.

PEDIDO: Registe numa classe 9 todas as operações do mês, justificando os principais


cálculos efectuados.

189
Contabilidade Analítica

Empresa Finoleve

190
Contabilidade Analítica

191
Contabilidade Analítica

192
Contabilidade Analítica

193
Contabilidade Analítica

Exercício 94: Empresa Verde, Lda.

A Empresa Verde fabrica e vende dois produtos: A e B. Os movimentos do mês de Outubro


de N foram os seguintes:
1) Existências iniciais:
Matérias Primas (4 000 Kgs) 1 600 €
P.V.F. – C. Produção “A” 500 €
P.V.F. – C. Produção “B” 750 €
Produtos Acabados “A” (1 160 Unidades) 1 963,2 €
Produtos Acabados “B” (1 100 Unidades) 1 500 €

2) Compras de Matérias Primas (12 000 Kgs) – 5 280 €

3) Consumos:
Produto A Produto B
Matérias Primas 7 000 Kgs 8 000 Kgs
MOD 4 000 € 3 500 €

4) Os Gastos Indirectos foram os seguintes (já reclassificados por funções):


Produção Distribuição Administração

FSE 5 500 € 2 000 € 1 500 €


C. c/ Pessoal 4 000 € 3 775 € 2 000 €
Depreciações 3 055 € 600 € 280,8 €
C. Financeiros ---- ---- 600 €

5) A repartição dos Gastos Gerais de Fabrico, pelos produtos, é feita em função do Custo
Primo.
A repartição dos Gastos de Distribuição é feita em função das vendas.
A repartição dos Gastos Administrativos é feita em função do Custo Industrial dos Produtos
Vendidos.

6) Os produtos em vias de fabrico no final do mês de Outubro foram avaliados em:


C. Produção - Prod. A 1 319 €
C. Produção - Prod. B 436 €

7) Obtiveram-se no mês as seguintes produções:


Produto A 6 000 unidades
Produto B 8 900 unidades

8) As vendas do mês foram as seguintes:


Produto A 6 500 unidades 20 000 €
Produto B 9 500 unidades 22 500 €

A empresa utiliza o critério valorimétrico Custo Médio Ponderado.

PEDIDOS:

a) Elabore uma classe 9 para esta empresa, utilizando o sistema duplo contabilístico e
registe todos os movimentos do mês.

b) Faça a Demonstração dos Resultados por Funções e por Produtos.

194
Contabilidade Analítica

Empresa Verde

195
Contabilidade Analítica

196
Contabilidade Analítica

Demonstração dos Resultados por Funções e Produtos


Custos Produtos
A B Total
Vendas

CIPV

Margem Bruta
CNI --- --- ---
Custos Distribuição
Custos Administrativos
Resultados

197
Contabilidade Analítica

Exercício 95: Empresa ABC, Lda.

A empresa ABC trabalha por encomenda, desenvolvendo-se o processo produtivo por três
centros de fabrico: A, B e C. Existe ainda um conjunto de custos comuns a todos os centros
que são repartidos proporcionalmente aos custos específicos de cada centro.

DADOS RELATIVOS AOS MESES DE JANEIRO E FEVEREIRO:

1. Matérias – Primas:

Existências Iniciais Compras


500 m a 520 € / m 100 m a 500 €/m (Janeiro)

2. Consumos:
JAN. FEV.
ENC. E-10 50 m ------
ENC. E-11 20 m 40 m
ENC. E-12 5m 15 m

3. Custos de Transformação (em euros):


JAN. FEV.
CENTRO A 17 600 12 760
CENTRO B 22 400 22 400
CENTRO C 29 560 12 840
CUSTOS COMUNS 34 780 12 000

4. Horas de mão-de-obra aplicadas em cada centro:

CENTRO A CENTRO B CENTRO C


JAN. FEV. JAN. FEV. JAN. FEV.
ENC. E-10 600 ----- 400 ----- 476 -----
ENC. E-11 600 113 1 100 1 500 830 880
ENC. E-12 1 000 206 1 000 1 000 172 190

5. Vendas:
JANEIRO ENC. E-10 por 100 000 €
FEVEREIRO ENC. E-11 por 125 000 €

6. Custos não industriais (em euros):


JAN. FEV.
Custos Administrativos 15 000 13 000
Custos Financeiros 8 000 9 000

7. Outras informações:
7.1. Os custos de transformação são imputados às encomendas com base nas horas de mão-de-obra
de cada centro.
7.2. O critério valorimétrico para as saídas de existências é o critério FIFO.
7.3. A encomenda E-12 ainda não está terminada, pelo que passou para o mês seguinte.
7.4. Os custos não industriais são repartidos pelas encomendas em função das horas de mão-de-obra
utilizadas em cada uma delas.

PEDIDOS:
1) Determinação do custo industrial das encomendas acabadas e em curso de fabrico.
2) Demonstração dos Resultados por Funções e por Encomendas.
3) Contabilização das operações internas do mês de Fevereiro de acordo com o sistema de contas duplo
contabilístico.

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Contabilidade Analítica

Empresa ABC

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Contabilidade Analítica

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Contabilidade Analítica

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Contabilidade Analítica

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Contabilidade Analítica

Exercício 96: Empresa Viana, Lda.

A empresa Viana, Lda. dedica-se ao fabrico de dois produtos designados por X e Y. Estes
produtos são obtidos através do seguinte processo produtivo:
- As matérias A e B são inicialmente sujeitas a uma operação de transformação na
Secção 1, obtendo-se um semi-produto que segue automaticamente para a Secção 2,
onde é adicionada a matéria-prima E, sendo obtido o produto X;

- O produto Y recorre unicamente à Secção 3, onde são transformadas as matérias C


e D.

A empresa utiliza para a imputação e controlo dos custos de transformação o método das
secções homogéneas, existindo para além das Secções 1, 2 e 3 já referidas, uma Secção
Auxiliar, uma Secção Comercial e uma Secção Administrativa.

Os custos da Secção Auxiliar são distribuídos pelas três secções principais produtivas em
função dos seus custos directos (ver Mapa de Repartição Secundária).

Os elementos referentes ao mês de Setembro de N são os seguintes:

COMPRAS DE MATÉRIAS:

Matéria A 510 Ton. a 50 € cada


Matéria B 5 000 Litros a 0,34 € cada
Matéria C 210 Ton. a 30 € cada
Matéria D 110 Ton. a 75 € cada
Matéria E 250 Ton. a 15 € cada

EXISTÊNCIAS EXIST. FINAL EXIST. INICIAL


Matéria A 25 Ton. 25 Ton. a 45 € cada
Matéria B 500 Litros ----
Matéria C 10 Ton. 30 Ton. a 35 € cada
Matéria E ---- 40 Ton. a l7,5 € cada

Critério Valorimétrico: FIFO

Mapa de repartição primária dos custos pelas secções (valores em euros)

CUSTOS SEC. SEC. 1 SEC. 2 SEC. 3 SEC. SEC.


AUX. COM. ADM.
VARIÁVEIS:
MOD ---- 12 700 4 800 2 430 ---- ----
GGF 3 750 2 300 600 1 570 ---- ----
NÃO INDUST. ---- ---- ---- ---- 4 420 ----
FIXOS:
GGF 3 250 4 910 1 430 3 600 ---- ----
NÃO INDUST. ---- ---- ---- ---- 2 946 3 800
TOTAL 7 000 19 910 6 830 7 600 7 366 3 800
PRIMÁRIO

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Contabilidade Analítica

Mapa de repartição secundária dos custos pelas secções (valores em euros)

CUSTOS SEC. SEC. 1 SEC. 2 SEC. 3 DIF.


AUX. IMPUT
.
TOTAL PRIMÁRIO
CUSTOS FIXOS ---- ---- ---- ---- 13 190
CUSTOS VARIÁ. 3 750 15 000 5 400 4 000 ----
REEMBOLSOS:
GGF VARIÁ. (3 750) 2 174 746 830 ----
TOTAL 0 17 174 6 146 4 830 13 190
SECUNDÁRIO

PRODUÇÃO DO SEC. 1 SEC. 2 SEC. 3


MÊS (unidades)
INICIADA 5 100 5 100 3 000
ACABADA 5 100 5 000 3 000
EM CURSO ---- 100 ----

EXISTÊNCIAS FINAIS DE PRODUTOS EM CURSO:

100 unidades do produto X, com um grau de acabamento de:


100% em matérias
50% em MOD e GGF

VENDAS DO MÊS:

4 800 unidades do produto X a 17,5 € cada


2 870 unidades do produto Y a 7,5 € cada

CUSTOS NÃO INDUSTRIAIS:

Os custos da secção comercial e da secção administrativa não são repartidos pelos produtos.
Os custos financeiros foram de 1 200 €.

PEDIDOS:

1) Determine o custo industrial da produção acabada e em curso pelo sistema do custeio


variável.

2) Apresente a contabilização, em razão esquemático, de todos os movimentos interno, pelo


sistema de contas duplo contabilístico, com o respectivo apuramento de resultados.

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Contabilidade Analítica

Empresa Viana

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Exercício 97: Empresa Mexicano, Lda.

A Empresa Mexicano, Lda. é uma indústria de calçado que trabalha mediante encomendas
feitas por clientes nacionais. Os sapatos são produzidos através do consumo de três tipos de
materiais: couro, plástico e pele de porco.
O processo de fabrico consiste na transformação do couro e do plástico na Secção Principal
P1, seguindo para a secção P2 onde é incorporada a pele de porco, obtendo-se o produto
acabado.
Para além das secções referidas existe a Secção Administrativa, a Secção Financeira, a Secção
de Distribuição e ainda duas Secções Auxiliares: S1 e S2. Os custos directos das secções e
respectivas repartições secundárias são os seguintes (em euros):

S1 S2 P1 P2 Admini. Distrib. Financ. Total


Directos 1 750 3 600 5 288 6 462 1 250 1 550 310 20 210
Repar. S2 1 080 (3 600) 1 080 1 440 0 0 0 0
Repar. S1 (2 830) --- 1 132 1 698 0 0 0 0
Total 0 0 7 500 9 600 1 250 1 550 310 20 210

A repartição dos custos é efectuada da seguinte forma:


1 - Os consumos das matérias-primas são registados directamente na conta "95 –
Encomendas".
2 - Os custos de transformação (directos e indirectos), de cada secção principal, são
levados à conta “95 – Encomendas” em função do número de horas homem (secção
principal P1) e horas máquina (secção principal P2).
3 - Os custos não industriais são levados directamente à conta “98 – Resultados”.
- Os custos administrativos são repartidos equitativamente pelas encomendas
vendidas.
- Os custos de distribuição e financeiros são repartidos pelas encomendas em função
do valor das vendas.
A empresa utiliza o critério valorimétrico do Custo Médio Ponderado e o Sistema de
Custeio Total.
Relativamente ao mês de Fevereiro de N, conhecem-se os seguintes dados:

1. Em armazém, no início do mês, estavam disponíveis os seguintes bens:


2 2
• Couro 200 m a 7,5 € o m
• Plástico 500 Kgs a 0,75 € o Kg
2 2
• Pele de porco 400 m a 3,375 € o m
• Produtos em vias de fabrico: Encomenda n.º 8 valorizada em 550 €.

2. Compras de materiais:
2 2
• Couro 2 000 m a 10,25 € o m
• Plástico 1 500 Kgs a 0,75 € o Kg
2 2
• Pele de porco 4 000 m a 2,55 € o m

3. As existências finais eram as seguintes:


2
• Couro 400 m
• Plástico 400 Kgs
2
• Pele de porco 800 m
• Produtos em vias de fabrico: Encomenda n.º 10

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Contabilidade Analítica

4. Dos consumos de couro e pele de porco, 50% foram requisitados para a produção da
Encomenda n.º 9 e 50% para a Encomenda n.º 10. O Plástico é apenas necessário para a
fabricação dos produtos da Encomenda n.º 8.

5. A secção P1 trabalhou 1 300 Hh para a produção da Encomenda n.º 9; 700 Hh para a


produção da Encomenda n.º 10 e 1 000 Hh para a produção da Encomenda n.º 8.

6. A secção P2 trabalhou 3 000 Hm para a Encomenda n.º 9 e 1 000 Hm para a Encomenda


n.º 10.

7. A produção acabada do mês foi de:


- 4 000 pares da Encomenda n.º 9, dos quais 214 foram considerados defeituosos. A
empresa considerou que 50% desses defeituosos são considerados anormais.
Todos os produtos defeituosos não têm qualquer valor comercial.
- 2 125 pares da Encomenda n.º 8, não se verificando qualquer produto defeituoso.

8. A Encomenda n.º 8 foi vendida por 6 000 € e a Encomenda n.º 9 por 25 000 €.

PEDIDOS:

1- Contabilize todas as operações do período, pressupondo a utilização do sistema duplo


contabilístico.

2- Elabore a Demonstração dos Resultados por Encomendas.

3 - Indique as alterações na classe 9, bem como, as diferenças de registo que se verificariam


se a empresa utilizasse o sistema de custeio variável.

4 - Pressuponha que no mês anterior a empresa iniciou e concluiu a ENCOMENDA n.º 7,


referente à produção de 1 000 pares de sapatos. Estavam previstos os seguintes custos
para a produção dos 1 000 pares:

MATÉRIA PRIMA - COURO: 200 m2 a 6 € o m2


MATÉRIA PRIMA - PELE: 300 m2 a 3 € o m2
CUSTOS DE TRANSFORMAÇÃO DA SECÇÃO P1: 1 000 horas a 2,5 €/h
CUSTOS DE TRANSFORMAÇÃO DA SECÇÃO P2: 1 300 horas a 2,45 €/h

Os custos reais foram os seguintes:


MATÉRIA PRIMA - COURO: 210 m2 a 6,25 € o m2
MATÉRIA PRIMA - PELE: 300 m2 a 2,9 € o m2
CUSTOS DE TRANSFORMAÇÃO DA SECÇÃO P1: 1 050 horas a 2,5 €/h
CUSTOS DE TRANSFORMAÇÃO DA SECÇÃO P2: 1 290 horas a 2,55 €/h

4.1 - Calcule o desvio global (total e por par de sapatos) nas diferentes matérias-primas e nas
secções de produção, quer em quantidade quer em valor.

4.2 - Como efectuaria estes registos na classe 9 se a empresa utilizasse o sistema de custos
padrão.

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Empresa Mexicano

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