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Já alguma vez ouviu falar em constelação para mulheres?

Provavelmente já escutou falar sobre


constelação sistêmica familiar. A constelação para mulheres segue o mesmo conceito
terapêutico, mas é adaptado e indicado para mulheres. No entanto, nem todos entendem a razão
para adaptar conceitos para grupos de pessoas diferentes. Neste artigo, trazemos alguma clareza a
respeito disso.

Por que adaptar a constelação para mulheres?


Todos sabemos que as mulheres por anos sofreram caladas sobre suas feridas emocionais. Muitas
vezes uma mulher age assim porque se sentiu obrigada. Esse senso de responsabilidade, por sua
vez, pode vir de si mesma ou pela sociedade. Isso porque a mulher é obrigada a executar
diversos papeis sociais em simultâneo. Para além disso, esses papéis devem ser sempre
realizados na perfeição, o que aumenta a pressão.
No entanto, faz poucos anos que começamos a nos questionar e a exteriorizar o peso e o impacto
emocional de todos esses fatores. Nesse contexto, agora refletimos sobre quanto esse tipo de
pressão pode custar para nossas emoções. O quanto deve ser prejudicial para uma pessoa tentar
ser a mulher maravilha? Não é assim que deveríamos chamar aquela que trabalha, é mãe, é esposa,
e cuida da casa?
Por um lado, esses conceitos e essa imagem da mulher tem buscado se reconstruir. No entanto, a
verdade é que a realidade ainda não é tão simples e nem tão ideal para as mulheres.
Por muito tempo, guardamos emoções enquanto reprimimos outras e acabamos nos forçando
a atingir o máximo de perfeição em tudo aquilo que nos foi proposto a fazer enquanto
mulheres. Pensando nisso, em que momento a mulher busca se conhecer, se aceitar ou se curar em
suas emoções? Será que em algum momento somos ensinados a gerir nossas emoções?

Constelação familiar e conceitos aproveitáveis para a mulher


Bert Hellinger, o filósofo criador deste processo terapêutico, já considerava todas as questões
discutidas acima em suas observações com relação à sensibilidade e às emoções. Neste
contexto, o autor sempre ressaltou a importância de conhecermos nossas emoções como algo
fundamental para a nossa saúde mental, física e emocional.
Ademais, ressalta a importância das relações familiares como explicação de nossos medos, traumas
e anseios. Assim sendo, é importante ver que nossas relações familiares já começam com uma
relação tão primária quanto aquela entre mãe e filho. A mãe é a mulher que vai ter um papel
fundamental na gestão das primeiras emoções do ser humano.
Nesse contexto, seu papel é diferente do paterno. Por essa razão, relações com mulheres carregam
algumas particularidades.

Constelação sistêmica
Para que você possa entender melhor o que estamos falando, vamos explicar primeiramente, o que é
uma constelação sistêmica. Depois disso, falaremos das constelação para mulheres.
A constelação sistêmica é um método terapêutico que possibilita o estudo das energias e das
emoções que vamos acumulando de forma consciente ou inconsciente. Nesse contexto, essa noção
e compreensão nos permite compreender de que forma estes fatores influenciam nossas vidas.
Assim, se torna possível compreender também os aspetos negativos que prejudicam a nossa vida e
eliminá-los. Hellinger, o psicoterapeuta alemão que desenvolveu este método, percebeu que grande
parte das vivências familiares são decisivas para a nossa saúde e equilíbrio emocional.
Desta forma, vemos que aquilo que vivemos em nosso seio familiar, desde a menor infância, os
moldam e influenciam nossos comportamentos e atitudes ao longo de toda a nossa vida.
Assim, são as nossas heranças emocionais que trazem tanto aspetos positivos quanto negativos
em nossas vidas. São exemplos as doenças, traumas, medos, entre tantos outros. Nesse contexto, a
constelação sistêmica permite justamente encontrar e entender em que momentos esses aspetos
foram causados e o porquê.
Dessa forma, é necessário compreender o que nos leva a sentir determinada emoção e o que nos
leva a agir de determinada forma. Só assim é que podemos solucionar o problema.

Constelação para mulheres


A constelação para a mulher segue então o mesmo princípio mas busca dar resposta as questões tão
comuns ao sentimento e às emoções femininas. São exemplos:

• Dificuldades em viver relacionamentos afetivos saudáveis,

• Repetição dos padrões masculinos,

• Sentimento de raiva não assumida em relação à própria mãe,

• Dilema entre profissão e maternidade,

• Dificuldades em assumir a liderança através da autoconfiança,

• Experiência de assédios ou abortos,

• Raiva e ódio inconsciente em relação ao sexo masculino que trazem


problemas de relacionamento.
Estes são os principais problemas vivenciados pelas mulheres, embora também possam ocorrer
muitos outros. A constelação para as mulheres se apresenta como um método terapêutico
muito interessante na resolução destas questões emocionais. Toda mulher concordaria que são
problemas que podem impedir a alegria e a qualidade de vida da mulher.
Assim, as constelações para mulheres vão permitir que a mulher se veja de uma forma mais
ampla e consciente. Dessa forma, poderão viver se livrando dos conceitos limitantes e patriarcais
das nossas sociedades.

Método
O método consiste então em criar um grupo de mulheres que vão tratar juntas de suas emoções,
através das dinâmicas terapêuticas das constelações. Trata-se e geral de um grupo de mulheres que
vão incidir a sessão sobre um determinado assunto que é comum a todas.
Desta forma, é possível vivenciar e experienciar as situações que causam os medos, os temores
e as reações emocionais que atrapalham a vida ou os relacionamentos diários.
As sessões podem variar na duração, assim como na quantidade de participantes. Os temas também
variam em cada sessão de acordo com a necessidade e foco de cada pessoa. Um dos aspetos mais
relevantes dessas sessões sistêmicas são a conexão com a ancestralidade e com a sabedoria do
feminino que habita dentro de cada uma.
Essa relação energética e amorosa sobre o que somos dentro de nós, sobre aquilo que carregamos
das relações, vai permitir o florescimento pessoal. Isso enquanto a mulher permitir a aceitação de si
mesma em todos os seus aspetos.

Em resumo…
As constelações para mulheres trazem uma forma de terapia alternativa em forma de grupo e de
troca de experiências e de vivências. Nesse contexto, preza-se por uma conexão feminina entre
as diferentes participantes da sessão. Assim sendo, se estabelece uma energia de mudança e de
conhecimento da essência do ser feminino.
Dessa forma, trata-se de uma jornada rumo ao resgate de si mesma e ao empoderamento do que
realmente é ser mulher. Isso nos seus mais diversos papéis e na aceitação desse todo com leveza
e sem culpas.
É uma experiência importante, onde as mulheres podem se sentir mais à vontade para expressarem
suas emoções. Além disso, a sessão de constelação é um espaço para que elas exporem aquilo
que sentem. Tudo através da afinidade dos problemas vividos, que são tão semelhantes.
Nesse contexto, cada vez mais as mulheres estão buscando se reencontrar dentro de si mesmas e de
se estabelecerem como um todo nas sociedades. Assim, buscam se livrar das amarras culturais e
sociais, que por tantos anos têm limitado a força e a capacidade da mulher.
A constelação para mulheres pode ter uma importante contribuição nesse processo de busca e de
autoconhecimento. Até mesmo a longo prazo, a constelação pode ajudar estas mulheres a se
tornarem mais seguras e confiantes. Assim sendo, podem transparecer essa essência dentro de seu
seio familiar. Isso quer enquanto mães, quer enquanto esposas ou irmãs.
Nesse contexto, o que importa é permitir um empoderamento equilibrado, saudável e pleno.
O que é depressão pós-parto? Quais as origens, sintomas e tratamentos? Para a Constelação
Familiar, a experiência da gravidez que se finda e a trajetória familiar vivenciada pela mãe podem
influenciar a maneira como a mulher vê a maternidade, o filho e a si mesma.

Depressão pós-parto: conceito, significado e causas


Durante a gravidez, é comum que a mulher tenha variações de humor devido a uma gama de
hormônios que se fazem presentes no desenvolvimento do bebê. Porém, em alguns casos, depois do
nascimento da criança, esse processo se intensifica ao ponto de incapacitá-la de exercer as funções
mais simples do dia a dia.
A depressão pós-parto, um transtorno de ordem psicológica, que manifesta os seus sintomas um
pouco antes ou após o nascimento do bebê (até 12 meses depois), pode trazer sérios problemas à
saúde da mãe e do bebê, cuja a trajetória se inicia e e demanda proteção.
Ainda considerada um tabu na sociedade, a depressão pós-parto acomete, em média, 2 milhões de
mulheres por ano. Ela é causada pelas mudanças hormonais, privação de sono e/ou problemas
emocionais que ocorrem no período da gravidez.

Os sintomas da depressão pós-parto


Para o diagnóstico do problema, não é necessário nenhum tipo de exame laboratorial ou de imagem,
podendo ser diagnosticado pela própria pessoa ou por pessoas próximas. Para isso é necessário que
se conheça apenas os sintomas, tais como:
• sentimentos de inutilidade;
• perda do apetite;
• apatia;
• pensamentos que envolvam vontade de ferir-se ou ferir o bebê etc.

Em alguns casos, esses sintomas da depressão pós-parto podem aparecer até um ano depois do
parto.

O risco do não desenvolvimento do vínculo entre mãe e bebê nessa difícil fase
Em razão dos próprios sintomas, há uma perda na qualidade de vida da mãe, do filho e das pessoas
que se relacionam com eles. Há também o risco de maus tratos ao bebê, suicídio, risco de não
desenvolver um vínculo seguro entre a mãe e o filho e etc.

Buscando ajuda médica


É de suma importância procurar um atendimento rapidamente após a suspeita desse quadro, pois
quanto mais cedo dar início ao tratamento, melhor será a chance de uma melhora rápida e total. Os
especialistas que podem diagnosticar uma depressão pós-parto são:
• Psicólogo;
• Psiquiatra;
• Endocrinologista;
• Ginecologista e Obstetra.

Tratamentos convencionais para a depressão pós-parto


Existem três formas de tratamento mais convencionais para esse caso:
• medicamentoso:é recomendado antidepressivos e, são, normalmente, utilizados durante
pelo menos seis meses;
• psicoterápico: a terapia cognitivo-comportamental ajuda a tomar conta da maneira como a
pessoa se sente e pensa;
• a reposição hormonal: pode ajudar a neutralizar a queda rápida nos níveis de estrogênio
que acompanha o parto, aliviando os sintomas de depressão pós-parto em algumas mulheres.
Entretanto, ainda não é comprovado que a terapia hormonal possa prevenir ou tratar a depressão
pós-parto. Tal como acontece com os antidepressivos, é importante pesar os riscos e benefícios
potenciais do tratamento com terapia hormonal.
A constelação no tratamento da depressão pós-parto
Atualmente, a técnica de Constelação Familiar e Sistêmica vem ganhando espaço em diversas
áreas e mostrando eficiência em casos de emaranhamento em algum sistema.
Para a teoria desta técnica, os conflitos emocionais, de relacionamentos e até dores, são resultado de
confusões nos sistemas familiares, que ocorrem quando incorporamos em nossa vida o destino de
outra pessoa viva ou que já viveu no passado.
O objetivo é que a cena criada durante uma constelação ajude o paciente a visualizar as origens
dos conflitos e, assim, ele consiga encontrar as respostas aos problemas que causam conflitos.

A depressão pós-parto e os acontecimentos traumáticos do passado


Sendo assim, a técnica pode ser utilizada com muita eficiência e sem riscos potenciais para o caso
de depressão pós-parto, identificando algum fato ou visão de mundo mal trabalhado na infância, que
pode ter influenciado no aparecimento e desenvolvimento do problema.
Por exemplo, uma mulher diagnosticada com depressão pós-parto procura a Constelação Familiar e
conta para o constelador que a mãe sofreu um aborto, devido a complicações durante a gestação.

Uma tentativa de compensar um dano sofrido


Neste caso, houve uma exclusão de um membro da família (a irmã). Dessa forma, existirá nesse
grupo uma necessidade irresistível de compensação. Isso significa que a injustiça acometida na
irmã, será sofrida, posteriormente, por alguém da família para que a ordem seja restaurada no
grupo.
Neste caso, a paciente pode estar no processo de compensar o dano sofrido e, assim, não se sentir
merecedora de ter um filho e/ou de gerar uma vida. Desta forma, a Constelação agiria trazendo luz a
esses emaranhamentos, dando a oportunidade da paciente trazer esse processo para sua consciência
e deixando de assumir para si a dor que ocorreu entre a mãe e a irmã.

Conclusão
Assim, a depressão pós-parto é tratada na Constelação Familiar e Sistêmica levando em conta todo
o estado emocional em que a mãe pode estar. Esse transtorno decorre do emaranhamento e da
tentativa de reequilibrar o sistema familiar, sofrendo no lugar de outro membro da família.
Assim, a depressão pós-parto passa a não ser mais um problema na relação da mãe com o bebê e
com os outros familiares, envolve todo o sistema de pessoas.