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Capitulo 4 A RERUM NOVARUM E SUA ATUALIZACAO, NO CONTEXTO HISTORICO ‘A. RERUMNOVARUM: CONDIGAO DOS OPERARIOS 1.0 Surgimento da Rerum Novarum ‘A eneicica Rerum Novarum fo promulgada pelo Papa Lego Xillem 1S de mao de 1891. Ela fo10 porto aoe forte para o marco inl da Dovtrna Social da lero. Na citagio abaixe parcabe-se que 2 encilica retrata 2 condicao dos opersrios no momento da revoluco industrial, sus stuagio de infortinio © de riséra merecia, “0 século passa dest, sem as substtuir por oka agua, a corpreges ones, que eram para eles uma protege: 0s principior © 9 sentimento ‘eligioso desoporecerom des lise das institu piblcas e, assim, pouc a pouco os trobahadores "soadosesem defso, sito como decorrer do tempo, entregues dec de senhors desumanose cobigo de ume concoménca desenfeada. Asura oraz veo egrever cinda mais © mel. Condenede ‘muitas vezes pelo julgamento da igre, ndo tem ‘eixade de se praticad seb outa ferme por homens Gros de gendncl ensciéve big. A tude te deve ocrescetarse © mangpsl do trbalho © dee papas de créito, que se zamaram 0 quia de wm pequeno ndmera de rces © de opulentos, que Impdem um jugo ques sri mens mula de proletéron "A perurbogéo em todas os clases da socedode ume odisa e Insuporcvelserideo para todos et cidadéos, porta abertaa todo ives, todos ot ‘escontentamentos, a todas ar discérdes 0 tlento ea habiidadeprvados dos seus extiuloe , como conseqléncio necessiio, oF riquezae fstancadas na sua forte, enfim em lugar desse Iauolode tdo sonhade, © ualdede no nudez, no indigncioenamiséia"™ 2.Alertado Papaao Estado Leto Xill em sua encilicaslerta para as duns ver consecinciss idoolipcas sungidas neste séeulo:oliberalsmo caplalsa, qe exakaaliberdade ae prego de uma imensa iiguicade social © 0 Coletvsmo socilista que reivindica 2 igualdade 20 procodeum sacrifcisintleriveldalberdade. Dante do liberaksie captalitae do coletivimo sodilsts, que impeciram o desonvalimento soc, Leto Xill exige a intervencio do Estado, come responsive pela promecio do bern comum de modo 2 garancir 05 legos drekos dor mais fracs: “autoridade piblica deve tomar ac medidas necessériae para garantr 2 sshacio e defender os intereses da dasseoperdra Sela ltr aisto, viola estriajustica que quer quaacada um seja dado que Iheédevide (© Governo excta para os governados e no Vee ‘versa ao Estado cabe‘proteger as comunidades © pores ‘© bem comum é pois o bem de todos. © Papa proocupade com esse "todos" insite em chamar 0 Esado a sua resporsabildade: "os direitos dos ‘operirias devem ser ragiosamente respeitados #0 Estado dove assegurilor a” todos or cidadios, provenindo vingando a sua viotagio, Tedava, na protesio dos dirttos pariculares, deve preocuparse de mansira especial, com os fracos Indigents. A classe ica faz de suas riquezat uma expécie de baluareee tem menosnecessdade detutsla pubis. A classe indgente, 20 contririo, sem riquezas que & pnkamacoberta das ijusuea, conta principalmente coma proteriodo Estado, Que o Estados faa. pol, 0b um partcuarime ule, a providénela, des ‘wabalhgdores, ue em geral pertncem & classe mais rey (© Papa revindeava a realzacio de ura politica socal que segundo a enccica sera a iberdade de ongunizacio das associagéas © dos sindcates dos Propriosoperirios. 2. ADoutrina Socialna Visioda dda Doutrina Escoldstica ‘A Doutrna Escoisica&0 resume das doutrinas twolégie-flosseas dominantes na dade méda ‘aracteriadas sobretude pelo problema ds rlagso centres Sears. Em Santo Toms de Aquino vemos a sintese da doutrina patritieae anno dar enciclicae soca Por melo do seu tratado sobre a justiea podemos istinguir das cimensées:comutaivaedatrbtva, Pela justica comutatva deine 0 dreita de urna pessoa em regio & ober, pel justo sara, pelo Justo prego e pal lucro justo. Esta justicn& que regula as relacées das pessous entre si Eo direito dat pessoas que jé posiuem algo e podem levar os ‘excedentes ao mercado. Obrigaa cada um a dar aos ‘outros © que has & devido, soja um bom material come 0 sll justo, sa um bem exprtual, comma 2 fama ea reputagio. A fla contra a justia comuraiva implica dever moraldaresttulco. ‘Alustiga cstruia const om dtribuir os bens 0s membros da conviniade, nfo na media dquo que sferecem a0 mercado, seu trabalho ou suas mercadoras, mas conforme 3s necesidades de cada remnbro dasociedade, tanham ou néo alge aoferocer fem ‘roca. Els define © direto de cada pessoa em Felacdo 20 conjinto dos que possuem bens io necessris. E Incumbéncia de todes 0s que $80 investidos de una autoridade @ 0 obriga a detibuir fos Gnus e as vaneagens da vida socal, epundo os imérteseas compoténcat ‘Acima cas justcas fl mencionads encontrase a [usta gara, que vis o bem comum, cada um no Ambo de suas posibiidades, permitindo a todos os membros da sociedade a ating nivels de. vide ‘compativels com sus dgnidade. Ea "6 a norma que rogula a sociedade humana ea vida comum™, € chamada também, por Santo Toms de Aquino, come |ustigs egal, uma vex que 6 por interméi dal queo bem comumsereaizanumasocledade. “Todo homem vive um sspecto socal que o tora submetide i juslea. Um lei & just ou insta, ra medida em que ou promove 0 bem comum ou & ‘compromete ‘A porgunca: "se a alguém & permite possur alguma’ coisa como propria”, 0 Doutor da lea ‘esponde com a seguinteestingio: se so chama de propriedade a facucade de aéminsvar os bens, facultos procurand, ou de dlspensar, fecultos dlspensond, & perme alguém possuiralgira coisa ome prépri, se se fala do Uso, ox bans s80 comurs 2 aquele que os possul dve cedé-los aos que dees (Os bons sto dour, mas si para todos. Uma vez satisfeas as suas necessdades, © propietrio dave aos damals os bers que sobram, conforme a ecessidace dos ours. Tudo que sobre (upérfiuo) ‘a pertence 20 propristiri, Santo Tomée define como supériluo tudo aque que excede 20 \ordaderamentanecessiro, "Nesialinha de pensamencoajustca commutatva é tencarads como um dirita de propriedade,sabendoo proprietiri quero pode usar parasimesmo or bens préprios de que no necessita, porque estes Pertencem aos pobres (usta distributha). Segundo Santo Toms de Aquino’ faculdade de seminstra geri licto que ohomem possun coisas come préprias; quanto 0 us, ndo deve o homem ter as coisas exteriores como’ prépriss, mas como ‘comuns, 2 saber, de maneiva a cominicl-ts com faclidade, 3. ADoutrina Social da Igreja ina Epoca Moderna Contextoséeio-poltico eurapeude silo XIX" [No século XIX encontramos um desineresse acentuado dos catdicos ricos@ nfuentes pela classe mais empabrecid. A classe operiria# 0 povo eram Cconsderados pela burguesia catdica ou no, uma ‘casse inferior que doveria ser mandda em suae miserivsiscondigees, © proletarade no se dferenciava muita da antiga escravidio", A soldariedade e 2 fraternidade fevanglica nfo ram ascumidse na vivencia a Durguesa cardia, que néo se dlgnava em avalon 2 condigdes desumanas de wabalho, habtaio, sade © leducacio do povoem geral Dante deste contoxto, surge na Franga, ‘Alemanha e Balgca © Movimento Socal Cristo, que ferecia 20s eatdlicos a possbildade de reagéo frente Alndustrilzactoe 5 suas consoquéncis soci, que teraavioagie permanente dosdlretes humans, Deseavolveram-se nesse periodo 38 lusées do progresso som limites edo’ bem estar universal erados pelas descobertas técnicas @ cintiicas, © ‘mal-estar socal aumentou eo prolearado, que erat ima das injustigas e exploracdes, foi guido, pelo socialism, uma revo. Aburguesiarecorre, eno, Algrejapara umanova paz soca Na Franca creeu 2 miséria do prletariado eos Tec Fo ats Akar Cm, $9 anima oy ea Sctrgwn newer un aarp Se, le para si, detrardo 20 eperirio unicamente 0 bastante para ressurar ¢ reproduzir sume forgas ‘Aprogoava-e que, por ft lei econémica, pertencia aospatrées acimilir todo. capital aque amesmalet condenava © acorrentarg of operirios & perpésun pobreza. vida miserival Ebem verdad queas obras hem sempre estavam de scordo com semehantes ‘monstruosdads dos chamadosprinlpos libersis de Manchester ro se pode, contido, negar que pars ‘as tendia com passa cartelroe constant 9 regime fecondmico e social Por iso, nfo pare admirar que estas opines arrénear @ estes postuiados falsos fossem energicamente aracados, nio x6 poraqueles quem privavam edieteratiral de adguiie melhor forma.” (© Estado abcicava coda vex mais de sua fungdo espectfiea de governar para 0. bem coma transformande-se em Estado empresirial © pateralsea 3.Solusio Sugerida sto grove desordem leva o socledode & ruin, se igo selhedéprontoe efcazremédio."" Segundo © Pontifce *s cura 26 serd perfeta ‘quando 2 estas clasies opostas se substiuirem ‘organismos bem constinides, ordane ou profssoes, {queagrupem os iniviuos segundo as fungSes socials ‘que desempanham. Assim ‘como. ar relagdes de Vzinhanca dio origem aos municipios, assim os que ‘ecercam a mesina profisso ou arte io, pela prépria. natureza, impelides a formar assocagées ou corpo se, rt qua mut gam ess ori rociadada ivi" Segundo Santo Toms de Aquino" a ordem é 2 unidade das mutes partes, © corpo socal 26 serd cordenado se ecorrer um vineule comur que una nan 6 todas as membros constiuves,vsando aviade combinada de patrées e operirios que exercem © mesmo ofcio,tndando aeslorgoeombinaco, (© modelo proposto por Pio XI para a “restauracio da orem soca" fou conheeide come corporativismo cristo, ratzva-e de uma adaptacio dos corpos intermodiros brealidade da sociedade Industrial moderna. ‘A estrutura corporatistasugerida por Plo XI baseava-se_na_lre_astociacio-dos_membros, inclundo a iberdade de paripacio ea lberdade de sutoregulamentarso. Nao subrtulaossinleatose 2s organizagées de dass, polsa sua existénciageranceo cqulie de forcas deneradascorporagaes. Para maior entencinento convém asclarecer que corporagio € a seo de construir um corpo, € 2 ‘organizagio para a defesa dos interesses de uma profistio © rgulamentacio de seu exerccio, ere So sndicato, enquanco € uma organiza vertical no sentide que reine membrosde todos osniveis uma masmaprofisto. (© ssndiestes, porém, slo associgSes prof sionals que tém por objetvo a defesa dos intereses dos que oxercem umamesma atividade, un expoente da luta pela justia social, pelos justos direitos dos homens) do trabalno segundo 2s sins verses profissdes, ta que deve ser compreendida como un tempenho normal da pessoas em prot do justo bom, Prim & importante que 05 sicleat no seam Vineuladosa pandas polos, |Jéa orgaizagio do classes 6 a ag80 de eri um sistema estivel de relagSes entre dve'sos elementos, ‘apaz do desempentar determinada fungzo ou produzirdeterminado eek, bom friar impertincia de fungio mediadera dos corpes intermedirio,fundados no principio da Sulbsilriedade, que & no pasar para urea sociedade ‘maior © mais elvada 0 que tociedades menores © inferiores podemeonsegui. *. Einusto subtraircos indviduos que eles podem efetwar come pipe itive e espaidad, para anfer 3 cletidede, do meamo mode pasa para lume socledade. maior e mcs elevoda 0 que secieddes menares fries peda conse, & lume injustic, um grove danoe perturbagae do boa cordem social O fim returl a saiedade « do sue cdo € conduvar os seus membros. nde destu-los rem absonéos" ‘Deke, pois, « euoridade piblica an culdato de associogbes inferior equeles negclo de menor Importéncla, que @ absorveriam demasiodamente: Doderd entéo desempenhar mols Ine, enégica © sfieazmente o que bo ele compete porque sé e09 ede faze: dig gion ure repimi,conforme os ‘esas eo necersidade requlram, Persuodorese todos 0 que gvemam: quanto mais pereta order hierérquica teinar ence o& vie apremicées, segundo este principle do fungdo "supletna” dos Poderes piblios, tanto maior inlvéncia utoridee terdo estes, tanto mate feliz lsonjcro ‘erégestade danacéo*” 4. OsEscritosde Sao Tiago. Sao Pedro Sio Tiago valorza a misricéraa® e wta da acepgio de pessoas come um grave transgressio" © coloci-so ra linha proftica da delesa dos pobres, ‘camando pelosalirio rete”, ee ‘io Pedro valorza a Justiga eo Bam que & 0 reto agi dante de Dour" Se 6 corto que, para a defesa doses direitos, ax sodiedades damocrisas.aceitam © principio da organizacio sndeal. por outa lado, elas nam sempre ‘estioabertas paraotexerciio domes.” "No mutacéa industil, que exige uma adeptacto dpa ecanstone, queles que ite aencontrorse lesados torner-te-o-mais numerosos ©. mois desfovorecidos para fazerem ouvir a prio ax A catencao da lgreja voltae para extes novos "pabres*~ ides, inaptas para a vide social, ou vetos ou segregedes per vrs cousos «para rao enconto dels, ludélos a defender hes olugere Aignidade mums seciedode endurecida. pelo competi pela fascinago da xa." ‘Asdscriinagoes em ransodaraga, daorigem da cor dacuitura, do sexo ou da religio geram moras vlumas de justia Considerando ograndenimere detrabahadores cerigrados, em que a condigéo de stranger thes toma muito dif toda revindcagio soci, bora sua real particpacio no esforgo econémico co pals ‘que os acolho, tomas urgente 8 cragdo de “um lestatuto que reconhega um dirita & emigracio © favoraga a sus inecgragio © thes feclte a propria. [promogio profesional elhes perma oacesso ama habitat deconee, em que possam vir a junarse- Ihes,seforocaso assuas amas.” Urge crlacia de posts de trabalho pars evitara vida de miséra ou de parasktsm, assegurando assstinca 2 famlla e condigées para uma. si ‘expansio. 25, Os maios de comunieagio social aio ‘chamadosa prestar um bom servigo 20 bem camum ‘encorajando @ auslando todos na defera dos valores fundamentals da pessoa e da convivéncla human, fevitando a difuséo de tudo aqullo que vi ating © patrimério comum dos valores onde se funda 0 rogresso cilbemerdenado, 26. O meio ambiente - © homem jé 9 tora vitlma da degrataczo do melo ambiente, podendo criar para o dla de amanhi, um ambiente global Insuporvel, 3.Os Cristios Frente aos Problemas Diante ds problemas apontados cima os crstios precisa rofl, sob 0 Impulto do Evangeho, Sesenvolver a doutrna social da lgreja com uma vontade desintaressaca de carve com uma especial atenclo 20s mals pobras, vsanéo a Istaurao de uma aor sta quanto repartico dor bens (© cristio deve agi respetando as iberdades individuas as famils 80s grupes subsidrios,com 0 ‘objetivo de atngir 0 bem auténtico e completa do hhomem,intervinde sempre com ura preocupagio de Justia e de devotamento a0 bem comum, sem subtralr aos indviduose 2s grupos intermediros © ‘campo proprio das suas stidades « responsa- Dilidades. (© poder politico dave desvincularse de Interesses particuaraseresponsabilzr-se pelo bem de todos 0s homens, ultrapassando. fronairas rnacionas. A pellica& uma maneira exigent, embora ao sela nea, de vver 0 compromisso cristio. 2 servco dos outros. No campo police of crstior ‘chamadosa essa axercicio devo dar um tertamunhe pessoal ecoltvo daseriedade desuafé, por melo de Lumservico elas edesintaeszadoaas homens 4.Agi0 Social © papel da Igri no campo socal é levar os cristios a descoberta da verdad #20 discarnimenta do caminho a sure entrar em acia para a dfesio dafercadaEvangeho, "Foe, ras do que runca, a Palava de Deus nfo poder sor anunciada © ouva senso na media em {que ea for acompanhada dotestemunia da poder do Espirito Santo, que opera na agio dos crstios a0 servgo dos ses macs, ustamente nos pontos onde seograsuaeistineeoseuituro.” aw ee 27 nto 60 sanuétio, orto, osserficlo, mato service 20 préximo, © axercico do dicito © de justia, Solideiedade (misereérda e compaixio), 0 dom da prépriavids! ILLS. Jesus no apreserta uma propesta concreta acerea do sistema de producio ¢ disebuigio dos bens (questio econéenia), mae diz claramente que o Reino de Deus é mudanga da condigio dos pobres e ameasa & posggo dos cos & poderosos";eiclarece que ainstaurago do rein de Deus relaciona-se com 2 organizacto do povo e dat suas necesidadiashisicas através da reorganzassoda Aistrbuicko dos bens prodvzios, apartiha” L118. Jess no enfrancoudiretamente. a questo politica, nZo erganlzou nenhury movimento Felsionadlo com a toma © 0 exercio do poder, massuaagio vem uma dimensio policaevidente, sia condenagio por motwvospoltices, vem conimio" Jesus tove a coragem de denunclar os poderosos, 0: Drviégios eiicados sobre 0 defraudamanto doe necesstados,chama Herodes, Rel, deraposa™ 1.11.7. Aatalhe de Jesus marea sua miksio do Profeta, que uta, sobre, para desmascararc peso 4a ideclogia raligiosa que apisions a= consciéneles hurranae Suatarefsé + judaros homens sesentiremlvres; + desatarsihes as amarras da conseéncia ‘primis: + ajudar of homens 2 eaminharem com oF prépriospés,verem com os proprics ols & fescutarem coms proprios vidos" esalenslor, quebrarogrihes a3 cade de opressio inrojetada no. interior a coneciéncado oprimide”. Jesus & livre em face das inteulgbes que nit se estinam mais 4 viéa do povo, mas que sf0 instrumentos de morte nis mos dor que detim © poder”. Por iso Jesis sofrau a condenacio, ji no Suportavam sia presenga, pols significa para os poderosos uraameara a ardem estabeleida”. Daf ‘Sstara opressor resolve agi contra Jesus: resolve mati. Em siotese, na estrutirasécio-poliicaregisa se sau tompo, erur vive num pal pobre ccupado pelos romanos:ne mio de.um pove de mentaidade fechada, que ella aqueles qu nfo eram jeu na presenca de casts: sacerdotes,saduceus,freeun, feserbas, levitas, cobradores de impostos, enim, lentrericosepobres, 1.1.2.Jesuscompassveesolidério CCompadecer-se do pove fot sempre uma avtude de jesus que ropercuta na vida dae pessoas fem gestos coneretos. Na parabola contada por Jesus fem Le 10, 29-37, © Bom Samaritano express em estos sua compaldo.€ 2 ainude perfeta da quem, ama 2 Deus amando © préximo, Ele soldarizou-so nao 36 afetivamente com o asatado, mas também efetivamente Em Mec 6.34 diz que Jesus ‘desembarcando « vendo uma grande mulkidio, teva compaido", © mesmo se repece rasegunda multpliagio™. Em Le 713, quando ale dosereve a rsturralgko do fio da ‘viva de Naim, "Jesus vendo-a, compadieceu se" ereaizovo milagre. Na Encicica "Solitude Rei Saco", n° 38, Jaio Paulo ll nos diz que a Solidsriedade *ndo & um sentimento de compaixto vaga ou de entamecimento superficial pelos males sfrdos por tantas pessoas préximas ou dstantes, Polo contri, Teme © perseverante dese ‘empenhar pelo bem comum’. Jesus nfo #6 teve ‘compalxio, mas sua compaixéo seguiu-se um agr fem favor da mul au de alguém = héuma tomada de posigio, uma desoldaredade, (Oraszo compassvoesoliiriadelesusreflete na glo social da fre de hoje, conforme a Carta do Ppa Jodo Pau, Ecclesia in América, tens 58 @ 82, ‘quando arma que'Alrejana América dave encarnar as suas iia pastorais a solcaredade da grea universal pelos pobres e pelos marginalzados de toca ‘espéce. Sua posicio dave compreender a asiténca a promocio, a Ebertacio e a acohida fratera. O objetivo da lgrela & que nfo hajanenhum ‘marginalizado'(rpositio73), ‘A recordacio dot cpituioscinzas da histria da América relaivos 4 pti da eseravdio outs situagdes de cscriminacso socal, nfo deve deixar de suscitar um sincere deseo de conversio que leve Feconcllacio « 4 comunho,. "Em verdsde ey vos deciro: todas as vezes que faests Iso a um destes meus mos mais pequenines fo mim mesmo qu fester" Hhetees See Beis Capitulo 5 DESENVOLVIMENTO SOCIO-POLITICO E A CONSTRUGAO DA PAZ ‘A. MATERETMAGISTRA: DESENVOLVIMENTO SOCI0-POLITICO Lr Acnciica Mater et Magia fl promulgada pelo Papaloso XXIl 20s 15 demaio de 1961 “Hee Mesira de todos os pores, greja Universal [Pifandode pr Jesus Crist, «fim de quotas, indo ro seu seo e no seu omer, através dos séculos, encantrem plenitude de ida mais elevoda e penhor sequrdesobogao. "A Ipreja nd0 deixa de provcparse com os exgéncias do vida cotana des homens, no 86 r0 ‘que diz respite oo sustanto es condigbes de vido, ‘mos também no que se refer 9 prosperidade © civlzagéo em seus mips aspectes, dentro do condcinalsmo das vrs épaces” "Nao fo s6 com polawas que o Divino Redentor emonstrou esse cidade provu-oualmente com os exemples dosuavide, multpicondo, wrias ze, pr mlapres, © po que hava de socar a fame da ‘multidéo queo sega” 2,PerspectivadaEncieica © centro de parspectva da Encicics & untio através da supressio dos dasequiibrios« atenacio Sos contrasts "Por este motive, comemorande de forma solene a encicica leonina, comprazemo-nos em aproveltar a ocasito para repetire prcior pontos de doutrna fexpostos pelos nosss pradecesrores, 620 mesmo tamp fazer uma exporgto desenvolvia do persamento da lgrea, relative aos novos © mais Imporantes problemas do momento. "Ariqueze ecardmicade um povon depend ido cburcénce global des bens, mas também, © mois inde, do rele efcaz dtrnigo deles segundo 6 Justga, pora toner possivel a meltaria do extado pessoal dos membros da soiedede € este 0 fim verdodeire da ecaremianecoral™ ‘presenta as Texigéneias do bem comum no plana nacional * dar emprego 20 maior nimero possvel de trabalhadores fevitar que se constituam categorias privegiadas, masmo entre trabalhadores ‘manter uma jusa proporgéo entre salirios © resos + tormaracessvels bens e servigos de iteresse geralso maior nimera de cieaios, + elimina ou reduzi os desaquifrios entre os setores da agreutura, da incitria © dos servigos: realizar © equilbrio entre a expansio econémica eo desenvolvimento dos serigos piblicos essen + adaptar, na media do posse, at etrutura produtvas aos progresos eae clnlase das tenieas, + moderar © teor de vida malhorado da sgeracio presente, tendo a inengio de Preparar ‘um port melhor ae garages fururas* 3.Superacio dos Contrastes ‘A cencicica spresensa os melos de superagéo dot + entrepatroeseoperitos: + entreas seas agricole industria: + entrecssetores pibicose privados; + entre regises favorecidas @ regises subdesenvohidae, (© Papa considera legtima & sspragio dos ‘rabalhadores em parceparemazvamente ma via is fu ne vide piblice, embora o modaliade desso participacdo depend do grav de moturisede do agéo.aquepertencem, este possibidede de portcparna vi pabica treme, pessoas, novasevestos compos de ace {ecunda Assim um mols Fequente contacto dilogo entre fncionrios cidodéos propatcone équeles tum confecimento mais exato. dos exgéncios ‘objetias do bert comum, Alem dio 0 sucederse des titulres nos poderes pblicos impedes 0 fenvelhecimento e ossequrestes 2 renovegs, de ‘ecordocomeevolucaasecal” 4. Apelos da Encilica A torceira parte de encieea & dedicads 20 lestudo das rlacdes entre as comunidades potas, que devem ser fundadas sobre 2 base dtica da verdade, da justga, do respelco 3s minorias, da solidariedade operante, apelando para 0 ‘desarmamento, para fim da escaada nuclear e para ‘© senso de responsblidade pars com os paises subdesenvoldos ‘Norte lo erat e pea jst, os ates Internacionais desenvolvem-se em uma soliariedode dinarica através de mil formas de olaboragéo econimice, soci, politica, cultural, sont, desportna, quel &0 panorama exuberant ‘qu nos ofereceoépoca ata. Cumpre tr presente, @ este propésia, que 0 pader publi ndo foi consti pare encarar os sion dentro des ffentets nacional, mes para tutelar, anes de tudo, bem comum necional. Ora, este for parte Integrnte do bem comum de toda 0 fafa humor" “Enon igcinete daleto constatar coma, em ‘stor ecnamicaerte mas deservoes, se fatrearem’ indo se faricom goteicos xmaeniosGartom-s nia sos erames de ‘eersor meters enero expt hparese ‘ven nada lees oe cots te respects poles. enquoro as nogees crecem do aide Indpensere arr desert core esociat."* ‘As nagdes economicamante desenvolidas, 20 ‘auslarem as mais pobres, devem reepoiar 20 régime as carsraristicas de cada povo © a5 suas ‘ancartaistradeses soca, abstondo-ze de qualquer pretensio de dominio, Procedendo assim poderd dar ‘uma contibuigio procisa para a formacio de uma ‘comunidade mundial des poves, em que todos c= ‘membros sjam consciantes dos seus direitos © dos sous daveresetrabalem em igaldade de condigbes paraarealaacio dabemcomum universal.” 5.Principios| Na quarts parte ecupase das roles das pessoas e das nacbes com a comunidade mundial, Tomentando a hstfeincin da atal arguizagio da utoridade para asaguraro bem comum universal © Insist ra urgéncia dese insti, por acardo comm, roves pedares pilot mundais para atsar no respelto 3 dignidade das pessoas, a0 principio da subsidlariedade & Declaragao Universal dos Dretos Humanes "Deste modo, nonhume comnidede peltico se encontro hoje em condigdes de zelor commenietemente por seus pedpriosinteresses e de sufeientemente desenioverse.fochondo-se em si ‘mesma Prguant,o nivel de sua prasperidadee de seu deseneavimento um reflex e ume campenente done de prosperdodee deseralemento des outes ‘comunidades plas" "Compo 0 bem comum de cada cormnidade politica assim tomb o bem comurm universal ndo pode set ‘determined sen tendo em conta opeso0 humen. Por isso, eam molt razo,devem os poderes pablcas de comunidade mundiol considerar objetivo undamentaloreconheciment, orespeite, aturloe ‘a promogén dos dats do pessoa humane, com 30 ‘rete, quando for 0 caso, ou cri, no plano ‘mundial condgses em ques torne mais vidvel ao poderespabicos de cade comunidede paca exercer ‘asprépiesfungsesespeccas"* "Come os relogies entre os indvdoos, fics, lorgonzegs incemédis ¢ os peders publics des respecties comunidades. palticas devem estar reguledosemaderaes, ne plano nacional segundo 0 rnc de subsidiaiedade, css também, @ az do ‘mesmo pincpio, deren dcplina-se as elagSes dos dere plas de cad comunidae pallica com 9 oderespubicas da comunidade mundi” "Os pdera piles de comunidade mundial no tm a Sat 3. 2.AAlianca Alanga &0 ato au efeito de aliarse, & um aut, tum acordo, um pacta, O concelto de alanga em hbrico & berth; que signfica a exatincla de seguranga nas relagbes, Numa alanga deve haver reciprocidade: ex: alanca entre Labo e ac alanca ‘enire onatas o Dav, que exige de Dav misericdia parncom nates sus descendénci hesed), -Adllanga deveser deambos ot ados totalmente lvre, os ajustes da alana podem ecorrer, mas imbuidos de sholon (paz, unidade, harmon, prosneridade etc). alana & de ariteriitado © eterno" deunito sldariedade, ‘As princpaisalangas de lsrzelcom av: + na alianca com Noé, Deus faz um pacto pperene e eterno com o ser humano com todos os viventes, tendo como sinaloarco- + nalianga com Abrio, Deus promete que asia sescendéncia seré malor que o nimero das estrelas no clu", conquanto que ele ande em Sua presencaesejaintegro."Porquearei detio pai de ura muldio de poves"”, "tu, porém, guardards a mina slanca, 8 eta postridace ras geracées fuuras™, A allanga leva-o & ‘comunhio © & amizade com Deus” Israel torra-se opovede avé Este 0 sou Deus", por melo da alae surge uma estreta comonhio entre Deus @ 0 homem ("= "serés 0 meu pov): + a alanga do Sina iiiatva parte do Deus para com © pavo, por intrmédio de Molsés, conde Ele promete ajuda ea sabacio”, a Sua habitagio no meio do povo no santuirio”, ‘oamer,abéngio ex mulpicagio daviéa e dos bens _materias”, e Javé impoe condigbes que foram codiiadas nos mandarantos preserigbet" No contexzo da Alangs a recipracdade do sou cumprimento se dari, sobretudo, na justiga aquele ‘que 6 exclude ou prejudiade socialmence™. Quando © povo israel quabrava 2 sua alanga corn Deus, ainda assim, Deus a mantnhe medante 2 sun misericérda®, Na linguagem bibliea © maior nunca rompesaliangacomomener: Deus chama 9 seu povo 2 vver 2 fidelidade da alianga_ na reciprecidade, pols Deus é pastor, Vinhatiro, espeso. Assim a alanga& vista como uma Felagio de amor". O amor de Deus" exige amor de 12 Caen fee a ie EBA seu pov") e trarh uma mudanga de coragto, que converters na Nova Alana (lianga eterna)". A Blanca eterna seré ura alianga de paz” todos serBo Insiuides dretamente por Deut” No Capitulo 42 do profeta Islas o autor fala do Servo de Senhor que revel a rmatura da allanca dvina com tacos 0: povor, porque o Serve @ liz daz nagBes e, por meio Dele, 2 salvacio ce jvé chegard 430% confine da terra". A nova allanga ser rind no sanguede Crisopelasuamoreexpiatsra 3.Alustica "Jota vem do lati justia, © dever maral do dar a cada um © que the & devdo. E a base insubstiuvel de todo 0 relacionamenco no 86 das essoas entre, como entre as persons © 0 Estado, @ ‘dos Estados entra [No Antigo Testamento podemos ver Justicn como: fidldade aos precetos de Devs, procedendo segundo dreto ea equidade”” Fonte de vida» gléria da part de Dou, “ojusto quesesaha"" + exercicio dae virus (emperang, prune, fortaleza, justice): + sansdade"; + agir moral (modo de agir, conduta, ‘omportrmento, costumes) -si0 normas gue ‘erientam ehomem parse seu fim” Robatsyio epatsisadstenaeae Sie © DESENVOLVIMENTO SOLIDARIO DA HUMANIDADE ‘A. POPULORUM PROGRESSIO. 1. Histérico ‘A encilica Populum Progresso foi prom pelo Papa Paulo Vi em 26 cle margo de 1967, «toma osiclo em face do problema do subdesen Vvolvimento, [Nesta enciclica hi uma Wenifeagio do Sumo Pontice.com os povos desfavorecdos, o que ova a lntarpolar 2 conscénca das nagdes présperas. No Introdugio da. citada encicica revrata-se a questio socal que abrangeomundo nero ‘eje-se que a lgreia segue com atencio aqueles que se esforcam por afatar afore, a misria 25 doengas endémicas,aignorancl; que procuram uma Partcpasso mals ampla nos fruts da evilzacSo, uma ‘alorizacio mais atva das suas qualidades humanas {que se orientam com decisio. para seu pleno desenvolvimento, "Depais do I ConetoEcuménico do Vaticano, ume Fenorade conscientzosdo dos exigincias de rmensogem evanglic trax a lea oobrigag dese or 2 sevigo des homens, fora. of ojudar @ saprofindarem todos os dmentder de t80 prove Drebleme e para os convencer do ugéncia de uma 2¢¢0 soliva neste vrr deceive do histéra da humana." (0 Pape comoca todo catlico'as engaar na uta contra. 0 subdeservolvimento por meio de agio lorgaizada que visa 0 desenvolvimento integral do homem 6 desenvelvimento solidirio. da humanidada” 'A mensagem evanglica de Jesus deve tomar-se ‘nal dstinvo do cristo atic, pos, aso cone © erstianismo seria rrecanhecivel cso 3 Igrea nfo levasse 20 mundo dos pobres, 20. mundo subdeservalido,asua mentagemde solidariadads, 2. Pontos Fundamentals da Enciciea 2.1 Tomada de conslénea enero da tomada de conscincla depara-ecom: I. as aspiragdes do homem ée ser Ibert da misria, de encontrar com mals seguranga. Subsisténcia, sade, um empregoestivel ter maior partiipacio. naz responrabiidades, excluinde ‘qualquer “opresséo e stuario que ofendam a slgnidade humana; tar malor instrugfo; realizar, conhecer epossurmas,paraser mais 2, a colonizacio e 0 colonialismo - multat poténeas colonzadaras se deixram evar muitas vezas pelo proprio Interesse, pelo poder ot! pela lia, 0 particem deirram, em alguns casos, ua Shugo econdmica wderavel, apenas gaa, ritas vyezer a rendimento a monceulturasujeta 2 vvaragSas de precobruscaseconsidersvai' 3.0 desequilibri crescante - 0 desequibrio aumenta quando alguns produzem em excesso ‘énaros alimentos, que fkama outros, tendo estes {limos suas mportagdes incor. 4. © choque das civllzagées - 0 choque & gerado entre at cvilzagdat © at novidades a {vizacio industrial. O conto das geragSesagrava- fe:com um dlema: ou guardar istitiges © crengas ativicas, mas renunear 20 progresto, ou abrir bs téenicas eevilzagées vind de for, ratrseitar,com astracigoes do passado,todasasuariquezahumana 2.2. Meio de Contrbuigio Algol faz ura adlise da reaidade apontando imeios para ec homam ou grupo de homens porsa contribuir para o crescimento integral (ecanémico e humana) ¢o desenvolvimento dos pales. Dentre © Pontos abordados,aencicliea cia: | vocagio ao erescimento - "Nos designios de {elto para aumentara producto ro om, anal ra de ser, senso colocado 20 servigo da pessoa, Deve reduzir desigualdades, combater discriminacées, loerar © homem da servi torné-lo cpa de, por proprio, sero agente responsive do seu bem estar material,” progresto. morale derenvolvimento ‘spiritual... Economia @ técnica rio tém sencido, sand em funcio do homer, ao qual devem servic" 42. allbetizagio ~"A fome de insrucio no & menos deprimente que = forme de alimentos! um analfabeco 6 um esprito subalimentad. Saber ler e ‘escrevar adquii uma formacto proisional,ganhar ‘onfianca ems mesmo e descobrir que pode avancer "43. femila =O homem 28 & homem quando intogrado 0 seu melo social, onde a fain ddeserpenta um paps de primeira ordem.. Porée, 2 farnfia natura, monogimica @ estivel - cal como’ dsgnio de Deus a concebeu (Me 19, 6), ¢ @ ceistanismo a santiieou - deve contiuar a sor esse “lugar de encontro de varias geragies, que reciprocamente se adam a aeancar uma sabedara tmais plana, «a conclar os direeos pessoas corm ‘utrasenigncis ca vide socal {44 demografa- "Um crescimento demogrtica acelerado ver, com demasada fraquéncia, razer ‘ova dfcldadas a0 problema do desenvolvimento: (© volume da populacdo aumenta muito mais rapidamence que of recursos diponics, o erase lua stuagdo que pareceno ter sida Surge, pr sso, 1 grande tontacéo de refroar 0 cresciments demogrfico por mos radiens.. ‘aos pals que compete determinar, com pleno conheciments de causa, © nimero de filhos, assumindo a responsablidade perante Deus, perante eles préprios, perantestihos que inascerame perantea Comunidade & que pertencem, de acorda com 2s ‘exigéncias da sua coneciéncia frmada segundo 2 et de Deus avtentcamenta interprtada e sustentad pela confianca nal." 4.5 orpanzagées profsionais-"Searazione ser dstas organzacées 6 promover os interesses dos seus membros, toma-se grande a sua response bildade perante a tarefa educativa que elas podem 46. plurals legtime - "Toda a agio social Implicauma doutrina, mas crisfongo pede admicra {que implque uma flosofiamataraista esta que nio espelte 2 orientacio relijoss da vida para o seu ‘lomo ion nemaliberdade a dlgnidade tana"; “27. promogio cutural -"Além de organizacéex profissionais, funcionam também instulgées Cultural, culo papel nao &de menos valor para bom ito do desenvolvimento... Numerator paices, obras em bens materals, mas rcos em sabedori podem trazer-aos outros inapreciivel contig 48. tentagio materasta ~ "O espirto, male liverto da ereravidio das cols, pode fecimante clevar-se 20 culta e cantemplagio 0 Criador No fentanto,'s eiiizac atl, nfo pelo que tem de lessencial mas pel fto de estar muito igada com as realidades terresres,torna muitas vezes mas dif 0 acessoa Deus! Naquio quetheséprepasto, os povos tem via de desenvoWvinento devem saber escolher: criicare elimina os flsos bens que levaram a uma imimuigéo do ideal humano, e acelar os valores verdadeiros © bendficos, para ot deserwo Juntamente com os us, segundo aprépria indole”. 5. para um desenvolvimento solidério da hhumanidade-"ohomem deve encontrar ohemem, as nagées devem encontrarse corn irs ira, como fos de Deus. Nasta compreensio e amizade rouas, nesta comunhio sagrada, everos comesar também a wabalhar juntos para canerur © futuro comum dahumanidade.”: 5.1. Fraternidade dos povos - este dover apresenta-sesob um triple aspect:-"o do dever de solidariedsde:- 0 do dever de jusicn soci ~ 9 do ever de carkdade universal” 5.2.assstncia aos fracosmedlantea lta contra, fome, 20 dever de sobdariedade, colocando © que & supérflue dos pases rics servigo do paises pobres ‘5.3, eqdade nas relagées comerciais -evitando que 0s pobres quem mais pobres eos ices cada vex 6.A\caridade universal requer: 6.1, acohimento -& um dever de solderiadade humana e de caridad crit, onda se comuniea @ ‘exemplo de uma vidas, a estima da caridade erst autintieaeeficazeoaproco dosbens expr 16.2. que nossos jovens, 20 buscar paises mals esonvolvides pare aprender acénea, a competénela cea cultura no peream aestina des valores expiriaals {que so patriménio precoto nas cilizacées de onde Seeriginaram (63.acolhimentos ss trabalhadores emigrados: 64. que ninguém fque indlferente & sorte dos rmiserives, tormentades pea ignoréncia e vidmas ds mast ee 35 (sprincipais documentos socials so: ‘Rerum Novarum (RN) laborada pelo Papa Leto Xillem 15.05.1691 ¢ abordaos sguintes temas: 1. aquestzo social eo sodalsme; 2. aquestio social area: 3. aquestio social eo Estado; 4, aquestio social ea agi conjuntadepatréese operrios. (Quadragesimo Anno (QA) Elaborada pelo Papa Pio Xler 15.05.1931, tendo ‘como tema a restauragio © 0 aperfeigoamento da fordam socal em conformidade com ale evangélca, bordand ox sguintespontos: |. benefcioe da enccica Rerum Novara; 2 autoridade da lgroja na questéo social © ‘econériea: 3. novels madancas desde a Enecea de Leo xi LaSolennité (LS) Radiomensagern proferita na. solenidade de Peneecasts pelo Papa Pio Xll.em 1941, tendo como temas princpas 1. trabalho eo capita 2. apropriedade privada; 3. edesenvolvimenco, ‘Mater et Magistra (MM) Eaborada pelo Papa joo XXill em 15.05.1961 & abordaos soguintestemas: |. ensinamentos da encciea "Rerum Novarun © alguns aspects do magistério de Plo XI e Plo xi; 2, aclaragdes ¢ amplagbes dos ensinamentos da Rerum Nevarum; 3. novosaspectosdaquestio soca 4. renovasio das relagdes de convicénca na verdad, najusicaenoamor, Pacemin Teris(PT) laborada pelo Papa Jodo XXII em 1.041963 © shords of sepuintes temas |. ordementreossereshumanos; 2. relagdes entre or seres humane eos poderes ‘lblico noseio das comunidades poltcat; 3. relagbes das comunidades pola 4 relagdes entre os seres hummanot e as comunidades polticas com a comunidade mundial 5. dretrizespastoais (08 Canna Fp ACCBRA Goudium et spes (GS) Ehiboreda pelo Conclio Vaticano Il, promulgada ‘em Remnaem07.12.1965, tendo como corte: |. avidsecondmico-social 2. avidada comunidad poles: 3. a soldaredade ca Igref com © género humane “4, aautonomiadarealiae temporal 5. eusodebensmateriis, 6. conceitade bem comum. sm Progressio (PP) Elaborada pelo Papa Paulo VI em 26.03.1967 aborda osseguintas temas |. paraodesenvolmento negra doom 2 para um desenvolvimento selldirlo de humanidade. ctogesima Advenies (OA) E uma Cara Apostélica, que fol elaborada pelo Papa Paulo Viem 14.05.1971 © aborda es saguntas |. novosproblemas soca 2. aspiragdes fundamentals correntes dias; 3. oseristios perante estas novos problemas: 4. ospalodacio, Laborem Exercens (LE) Eliborada plo Papa oso Paulo Il en 14.09.1961 ‘eabordacs segunces temas: |. otrabalhoeohorner; 2, © confito ene trabalho © 0 capital na fase sual daiseérias 3. dirotosdeshorens do trabalho; 4, elementos para uma espitualidade do tra- bao. Sollicitudo Rei Sociale (SRS) Elaborada peo Papa foto Paulo Il em 30.12.1987 ‘cabordaosseguintestemas: Lnovidede dacncicica Populorum Progresso: 2 panorama domunde contemnporanee, 2 edesenvolimentohumane autéiico! 4.uimaleitara teolbgcados problemasmodernos; 5 algumas rientagées particulares, CCentesimus Annus (CA) Elaborada pelo Papa Jodo Paulo Il em 01.05.1991, ‘eabordaosseguntestemas tras caractersticas da Rerum Norarum 2, ramos clsasnovas da hoje: 3. ono 1989; 4. apropriedade prvade eo destinouniversaldos respeito pels cretos humanos (Decleragio dos Direitos Humaros pela ONU); sumeneo da conviegio. de uma incerde- pendénciaentreos povos eemconsequénciaa nacessidade de uma soldariedade (os homens dio-se conta de que estio ligados por um ‘destina cornu): renincia 20 proprio egoismo e a conscncia de que 0 esforgo e a aplcaczo de todos nos leva a foicidade a qual todo homem asia, respeitopeavide proocupacio pal paz que é alge de todos ou io deninguém. respetorigoroso pela justia: preocupacso ecolégiea (tomada de conseléneadosrecurscsnatrasclspontvels), lnspiacio na f religosa por parce de muitos ‘estadisras, economistas, sindiealistas, "A liberdade para a qual "Cristo nos ibertox* (66 GIS, 1 esimus-nos a convertar-nas em servos de todos. Assim, © procasso do desenvolvimento edalbectagio concretia-te a prétcadasolsredad, ou sea, do amor e 1 service 20 préximo, parscuarmente aos ‘mais pobres: "onde fakam a verdad © o amar, © procasso de ibertaio leva morte de uma Tiperdade que teré perdido toda a base de poo set sc dt 37 LISTA DE ABREVIATURAS AA ApostolcanActuesatem Catec, Cateciemo dare Catlca CA Centesinus Annus CL rises Lait (sobre a vocagéo e miso dos eigen lgreja eno mundo. (CBdige do Direto Candrico CConstulgio Dogmética Dei erbur Consetuigio DogméticaLumam Gent DecretoAdGenter Documentos da Conferénca Nacional dos BisposdoBrasi Ds! DoutrinaSocaldatgria GS GaudumetSpes US LaSolennicd LE Laborem Exercens LG Lumen Gentium MM Materet Mogisvre OA Octogesme Advenies ONY. Orginizacio das Nagbes Unidas PT Pacamin Tes PP Populum Progresso. QA. Quachogesine Arno Rimi Redemptoris Missio (sobre a validade permanente de mandatomissionério) Capitulo 7 O TRABALHO HUMANO: LABOREM EXERCENS |. Histérica ‘Acnciclca Laborem Exercens fo eserita pelo Papa Joo Pade ldtaca de 14 de setembrode 1981, Com, festa encileao Papa comemora 0 99" anversrio da Rerum Novorum, de Leto Xl, chamado por ele Sumo Pontiee da Questdo Social. A tese central esta enciclica a primazia do wabalho sobre capital, ‘que se funda na dignidada da pesson humana que ‘ealizapelo trabalho. Ressalta 6 Papa Jofo Paulo Il que 0 trabalho humane 4 a chave essenclal da questio social para tornar a vida hurana mais humana e, 6 0 trabalho, Jeglemaa propriedade Palo trabalho, @ homem humaniza a natureza, realza-se em sin dimensio familar © como construtor de ums pétriae de uma culture, © desaio bisico € submeter 0 trabalho 20 homem e nio 0 hhomem ae trabalho. (Or homens e as mulheres a0 ganharem © sustenta para se para as suas familias, exercem 35. sins aivdades de maneiraa bem seria sociedade, tim razio para considerar seu trabalho um prolongamento da obra do Crador, um servigo 20s fous mor e uma contribuiglo.pastoa! para a realizaciodo plano providencialde Deusrahistria "Os fils devem reconhecer @ natureza intima de todos 0% rotra, 0 seu volo © 2 suo ordenogso ora 0 lira de Deus, © devem ojudarse ‘mutuomente, mesmo otrovés dat ativdades Propiament seculres, o procure Ivor ua vido ‘mais sone, pare que ssi « mundo sea impre ‘gnado do espito de Cristo atnja mals efiea- ‘mente o seu fin, na justig, ne crdadee ne pe. Por consegulte, com @ suo competéncia nos rmatérasprofence par sua ativdede intineeca- mente eleada pela grace de Créto, cantibuam cam tods os sues frgas pare que os bens criados sejam vlozades pelo treba hurane, pala téenicoepelacuture. dehermeniacomosfinsque thes dey 0 Grd segundo @iluminacéo de Seu Verba 2.Jesuse0 Trabalho Humane Jesus no 56 proclamava, mas sobretudo puna am priticacomas obras o *Evangelho" que lhe tinha sido confade, pois aquele que © proclamava era ale préprio homem do trabalho, do trabalho artesanal ‘como José de Nazar’. No fo ela, orventura, que disse "Mou Pai 6 0 agricuter.”, transpondo ‘de slivers maneras para o sou ensino aquela verdade fundamental sobre o trabalho que ji se encontra ‘express em toda tradigio do Ancgo Tesamento, a