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Inteligência

Emocional
Sobre o curso:

Este curso foi desenvolvido com o objetivo de auxiliar você para que aprenda a perceber e reconhecer
suas emoções e das pessoas à sua volta. Comandando melhor seus sentimentos e entendendo melhor
o ambiente, você será capaz de tomar decisões mais acertadas e ter melhores resultados na vida, em
todas as áreas. Além de criar uma visão de futuro, você ainda conseguirá construir relacionamentos
mais equilibrados e aprimorar sua capacidade de se desenvolver profissionalmente.

Este PDF é parte integrante do curso:

Inteligência Emocional
Desenvolvido por E-LEAD+
Conteúdo Programático:
MÓDULO 1
Inteligência Emocional – desafio real
Qual a função das emoções?
Raiva
Medo
Felicidade
Amor
Surpresa
Repugnância
Tristeza
O que é Inteligência Emocional?
Teste 1

MÓDULO 2
Sequestro emocional ou “explosão”
Ampliando a compreensão da IE
Compreender as próprias emoções
Lidar com as emoções
Motivar-se
Reconhecer as emoções nos outros
Lidar com relacionamentos

MÓDULO 3
É possível ensinar o controle das emoções?
Características das pessoas que não têm IE
Não reconhecem suas fraquezas
Desconfiam das suas próprias emoções
Não enxergam o outro
Não sabem o que querem
São inconstantes
Teste 2 – comparação de resultados

MÓDULO 4
Como exercitar sua inteligência emocional
Conheça-se
Gerencie-se
Motive-se
Conheça as outras pessoas
Gerencie as outras pessoas

Exercício – perguntas essenciais para o desenvolvimento da IE

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MÓDULO I

Inteligência Emocional – desafio real

Imagine que você está tranquilo no seu trabalho e alguém de repente pergunta:

- Quem é o responsável pelos seus resultados?


- Você é bom em aceitar ajuda de outras pessoas?
- Alguma coisa tem te irritado?
- Você se considera uma pessoa com alto ou baixo nível de energia no trabalho?

Diante dessa situação, qual das reações abaixo melhor te descreve?


a) Você começa a pensar que tem algo errado e que vai ser mandado embora
b) Dá uma desculpa e diz que não pode responder porque está muito ocupado
c) Questiona o porquê das perguntas e procura responder caso considere que vale a
pena
d) Responde normalmente como se fosse um bate-papo

Agora que você escolheu, releia as perguntas e também as reações e tente visualizar em cada
uma das reações um perfil emocional. Você consegue?

No tempo em que vivemos, a diversidade é cada vez mais marcante e precisa ser respeitada.
Entretanto, a convivência em sociedade e a necessidade de se criar relações sociais
constantes, seja na comunidade, na família ou no trabalho, acaba exigindo que as pessoas
desenvolvam habilidades emocionais para se manter naquelas relações, encarando os
desafios que elas impõem. E não estamos falando de robôs, com uma programação mental
igual para todos, mas precisamos aprender a decifrar nossas emoções e a lidar com elas.

Neste curso vamos explorar o que são as emoções, para que servem e trazer técnicas que
vão te ajudar nessa jornada de autoconhecimento e mudança de padrão emocional.

Qual a função das emoções?

Daniel Goleman, em seu livro Inteligência Emocional – a teoria revolucionária que redefine o
que é ser inteligente, traz o resultado de um estudo em que os pesquisadores conseguiram
descobrir detalhes fisiológicos que permitem a verificação de como diferentes tipos de
emoções preparam o corpo para diferentes tipos de resposta:

Raiva: quando estamos com raiva, nosso sangue flui para as mãos, tornando mais fácil
por exemplo reagir ao estímulo de dar um golpe com uma arma ou mesmo um soco. Os
batimentos aceleram-se e uma onda de hormônios, com destaque para a adrenalina,
gera uma pulsação, energia suficientemente forte para uma atuação vigorosa.

Medo: quando sentimos medo, o sangue corre para músculos específicos como os das
pernas, por exemplo, facilitando a fuga. O rosto fica pálido, já que o sangue lhe é
subtraído (daí dizer-se que alguém ficou “gélido”). Ao mesmo tempo, o corpo imobiliza-
se, ainda que por um breve momento, talvez para permitir que a pessoa considere a
possibilidade de correr, fugir e se esconder ao invés de reagir. Circuitos existentes nos
centros emocionais do cérebro disparam hormônios que fazem com que o corpo fique
em alerta geral, tornando-o inquieto e pronto para agir. A atenção se fixa na ameaça
imediata para melhor calcular a resposta a ser dada.

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Felicidade: quando estamos felizes, sofremos uma das principais alterações biológicas.
A atividade do centro cerebral é incrementada, o que inibe sentimentos negativos e
favorece o aumento da energia existente, silenciando aqueles que geram pensamentos
de preocupação. Entretanto, não ocorre nenhuma mudança particular na fisiologia, a
não ser uma tranquilidade que faz com que o corpo se recupere rapidamente do
estímulo causado por emoções perturbadoras. Essa configuração dá ao corpo um total
relaxamento, assim como disposição e entusiasmo para a execução de qualquer tarefa
que surja e para seguir em direção a uma grande variedade de metas.

Amor: quando nos envolvemos com alguém e desenvolvemos um sentimento de


afeição e também satisfação sexual acontece a estimulação parassimpática, o que se
constitui no oposto fisiológico que mobiliza para “lutar ou fugir”, que ocorre quando o
sentimento é de medo ou ira (raiva). O padrão parassimpático, chamado de “resposta
de relaxamento”, é um conjunto de reações que percorre todo o corpo, provocando um
estado geral de calma e satisfação, facilitando a cooperação.

Surpresa: quando temos uma surpresa e erguemos as sobrancelhas, essa emoção


proporciona uma varredura visual mais ampla, e também mais luz para a retina. Isso
permite que obtenhamos mais informação sobre um acontecimento que se deu de forma
inesperada, tornando mais fácil perceber exatamente o que está acontecendo e
conceber o melhor plano de ação.

Repugnância: a reação de repugnância é semelhante em todas as pessoas e acontece


quando alguma coisa desagradou ao gosto, ao olfato, ou ao visual, real ou
metaforicamente. Quando isso acontece, retorcemos o lábio e enrugamos o nariz
ligeiramente, numa tentativa intuitiva de tapar as narinas para evitar um odor nocivo ou
para cuspir fora uma comida estragada.

Tristeza: Uma das principais funções da tristeza é a de propiciar um ajustamento a uma


grande perda, como a morte de alguém ou uma decepção. A tristeza acarreta uma perda
de energia e de entusiasmo pelas atividades da vida, em particular por diversões e
prazeres. Quando a tristeza é profunda, aproximando-se da depressão, a velocidade
metabólica do corpo fica reduzida. Esse retraimento introspectivo cria a oportunidade
para que seja lamentada uma perda ou frustração, para captar suas consequências para
a vida e para planejar um recomeço quando a energia retorna.

Os especialistas e estudiosos acreditam que, no processo evolutivo do homem, é


possível que essa perda de energia tenha tido como objetivo manter os seres humanos
vulneráveis em estado de tristeza para que permanecessem perto de casa, onde
estariam em maior segurança.

Na escala evolutiva do ser humano, a mais primitiva raiz era o tronco cerebral,
responsável basicamente pela manutenção do corpo vivo. Do tronco cerebral, surgiram
os centros emocionais e, milhões de anos depois o cérebro pensante, chamado de
“neocórtex”, um grande bulbo de tecidos ondulados que forma as camadas externas.

Veja agora, no esquema a seguir, como se deu essa evolução do nosso cérebro para entender
melhor como as emoções são determinantes para os humanos muito antes da razão:

• A sobrevivência da espécie sempre esteve diretamente ligada ao olfato, mais


precisamente ao lobo olfativo, conjunto de células que absorvem e analisam o
cheiro. Toda entidade viva tem uma assinatura molecular distintiva que o vento

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transporta. Naqueles tempos primitivos, o olfato apresentava-se como um
sentido supremo para a sobrevivência.
• Do lobo olfativo começaram a surgir os centros de emoção, que envolveram todo
o tronco cerebral.
• Com o surgimento dos mamíferos, vieram novas e decisivas camadas,
determinantes para o cérebro emocional, chamadas de sistema límbico ou
limbus, palavra do latim que significa orla.
• Com a evolução, esse sistema foi aperfeiçoando duas poderosas ferramentas:
aprendizagem e memória.
• Há cerca de 100 milhões de anos, o cérebro dos mamíferos deu um grande salto
em termos de crescimento, criando novas camadas de células cerebrais e
formando o neocórtex.

Vamos fazer uma simples comparação para que fique mais clara a evolução que
apresentamos no esquema. Enquanto o homem tem o neocórtex bem maior, com uma
gama maior de reações às emoções, outras espécies têm um neocórtex bem menor,
consequentemente, menor capacidade de reagir. Veja:

Situação 1: Um homem, diante do perigo de um assalto, tem à disposição um grande


repertório de ações que pode por em prática. Ele pode, por exemplo, chamar a polícia,
se esconder, trancar as portas da casa, acionar um sistema de alarme e segurança.

Situação 2: Um gnu, na savana africana, mesmo sabendo que há um perigo na água


pela grande quantidade de crocodilos à espera, salta para a morte na tentativa de sair
do outro lado rio. Ele não consegue articular outras opções em seu cérebro, porque
este é pequeno e limitado.

Entendendo um pouco da evolução do nosso cérebro emocional e como as emoções


funcionam, vem a pergunta: Afinal, o que é a Inteligência Emocional?

A Inteligência Emocional é a nossa capacidade de reconhecer e entender as emoções


em nós mesmos e nos outros e de usar essa conscientização para gerenciar os nossos
comportamentos e relacionamentos.

A notícia boa é que, diferentemente do QI (Quociente Intelectual), que não varia ao longo da
vida da pessoa, o QE (Quociente Emocional) pode ser melhorado ao decorrer da vida. Sabe
por que?

A inteligência emocional é uma habilidade flexível, que pode ser aprendida, mesmo que uns já
nasçam com mais ou menos que os outros. E essa constatação é fundamental porque,
segundo especialistas, a inteligência emocional responde por quase 60% do desempenho
de todas as funções no trabalho e a ela estão associadas diversas outras habilidades
como gerenciamento do tempo, tomada de decisões e comunicação.

Agora, antes de finalizarmos este módulo, realize um primeiro teste no link a seguir e veja
como está sua inteligência emocional: http://www.testeqi.com.br/teste-de-qe

Caso o link não abra diretamente por algum bloqueio interno, copie o link e cole diretamente
na barra de endereços do seu navegador de internet.

Copie e guarde esse resultado para compararmos com outro teste ainda nesse curso, OK?

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MÓDULO 2

Sequestro emocional ou “explosão”

Você se lembra recentemente de alguma situação em que perdeu a cabeça e “explodiu”


com alguém em uma discussão, de forma agressiva e sem controle?

Muitos relatos na apuração de crimes mostram o autor declarando invariavelmente:


“fiquei furioso, perdi a cabeça, eu explodi”.

Sabe por que isso acontece?

Essa explosão é o que chamamos de sequestro emocional. No momento de


desespero ou descontrole, um centro no cérebro límbico proclama uma emergência,
recrutando o resto do cérebro para um plano de ação de urgência. Com isso, há um
disparo instantâneo antes mesmo que o cérebro pensante (neocórtex) consiga ver tudo
e avaliar se aquela reação é mesmo a melhor alternativa. E normalmente, após a ação,
aquele cérebro “possuído” não sabe muito bem o que aconteceu e nem consegue
explicar direito.

Você então se pergunta: mas isso explica então somente as tragédias e crimes
hediondos? Não.

Veja algumas situações corriqueiras que seguem o mesmo padrão:

- A mulher grita com o filho porque ele insistiu em sair sem permissão.

- O passageiro discutiu com o motorista que solicitou pelo aplicativo porque ele estava
indo por um trajeto mais longo.

- O torcedor da seleção brasileira ficou tão emocionado com a vitória na copa do mundo
que teve que ser atendido pelos médicos.

- Um supervisor se descontrolou na fábrica porque os operadores estavam


desperdiçando muito material.

O grande erro das pessoas é achar que somos apenas um cérebro racional, investindo
sempre mais no desenvolvimento dessa racionalidade como forma de melhorar a
solução de problemas.

Estudiosos já constataram que temos dois cérebros, um racional e um emocional, e que


estes se complementam. Para os especialistas, os sentimentos são indispensáveis nas
decisões racionais. Enquanto a vida nos apresenta desafios diversos como a profissão
a seguir, onde investir o dinheiro ou com quem se casar, por exemplo, o aprendizado
emocional é o que nos dá os sinais para novas decisões.

Pare um pouco e pense sobre o que você já aprendeu vivenciando algumas situações
na sua vida:

- Já passou pelo fim de um relacionamento amoroso que era muito importante para você
e foi muito doloroso o término?

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- Já perdeu uma oportunidade profissional que queria muito e investiu muito tempo e
preparação para ela?

- Já perdeu dinheiro em um investimento que não deu certo?

No futuro, quando você se deparar com alguma situação semelhante, as suas emoções
das vivências anteriores irão lhe direcionar para que tome melhores decisões,
eliminando algumas opções e privilegiando outras.

O que temos, portanto, é um quadro diferente do que se tinha até pouco tempo. Antes,
imperava o antagonismo entre razão e emoção. Hoje, o que buscamos aqui, também
neste curso, é que você entenda suas emoções e encontre o equilíbrio inteligente entre
razão e emoção (mente e coração).

Ampliando a compreensão da IE

Tidos como os criadores do conceito Inteligência Emocional nos anos 1990, Peter Salovey e
John D. Mayer afirmam que o indivíduo precisa:

1 - Conhecer as próprias emoções

É a chamada autoconsciência ou capacidade de reconhecer um sentimento quando ele


ocorre. Para os autores citados, a capacidade de controlar os sentimentos é
fundamental para o discernimento e autocompreensão, ao passo em que o contrário, ou
seja, a incapacidade de observar esses mesmos sentimentos nos deixa à deriva. As
pessoas mais seguras acerca de seus próprios sentimentos tomam decisões com mais
facilidade e menos sofrimento.

Veja alguns exemplos de como as pessoas lidam com as emoções e tente se identificar
com algum deles:

- Autoconscientes: são vigilantes com suas emoções e, por isso, autônomas e sabem
bem seus limites. É aquela pessoa que toma as decisões e não fica se lamentando
quando algo não sai exatamente como ela queria.

- Mergulhadas: são aquelas pessoas que ficam presas em suas emoções e reféns delas.
Normalmente não conseguem tomar decisões porque se sentem incapazes. E quando
tomam uma decisão e algo sai errado, prendem-se a esse resultado negativo e não
conseguem seguir em frente.

- Resignadas: são pessoas que até podem ter certa consciência do seu estado
emocional e das necessidades de mudança, mas que não se esforçam tanto para mudar
já que aceitam as coisas como elas se apresentam.

2. Lidar com emoções

Essa é uma aptidão que se desenvolve na autoconsciência. Vamos então examinar


essa capacidade de confortar-se, de livrar-se da ansiedade, tristeza ou irritabilidade que
nos incapacitam?

- Raiva: se você está atravessando a rua, o sinal está verde para você, mas um motorista
resolve avançá-lo e passa muito próximo de você, sua reação imediata é ficar com raiva,
não é mesmo? Normalmente já reagimos com algum xingamento. Já tentou não

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alimentar esse sentimento? Por mais difícil que pareça, reavaliar a situação e tentar
encontrar outras motivações do que a simples “maldade” do outro já ajuda a melhorar a
situação. Raiva alimenta mais raiva. Leia esse depoimento a seguir para entender
melhor o que propõem Salovey e Mayer:

“Um garoto de 13 anos estava furioso em casa porque discordava dos pais e decidiu
que sairia de casa e nunca mais voltaria. Era um lindo dia de sol e enquanto caminhava
pela floresta, a calmaria do lugar o tranquilizou e o fez repensar e voltar para casa com
outra atitude. Depois de mais velho, todas as vezes que se vê em uma situação
conflitante, ele tira um tempo para si, vai caminhar no parque e arejar seus pensamentos
e emoções”.

Já pensou nisso?

- Ansiedade e preocupações excessivas: você é uma pessoa que vive ansiosa e


preocupada? Muitas pessoas sofrem demais porque entram em um ciclo vicioso de
preocupação que gera ansiedade que gera mais preocupação e cria-se um quadro
crônico:
“Será que vou conseguir pagar a escola do meu filho esse ano?”
“Ser que vou conseguir finalizar e entregar esse relatório ainda essa semana para o
gerente?”
“Será que vou conseguir tirar a nota mínima no teste da faculdade?”
“Fiz o exame médico ontem e peguei o resultado hoje. Mesmo antes de levar para o
médico, será que entro no Google e vejo o que significam esses pontinhos? Será que
estou muito doente?”

Para combater essas emoções paralisantes é preciso usar de uma estratégia reversa.
É hora de se perguntar:

“Qual é a real chance desse quadro preocupante acontecer de verdade?”


“Se acontecer, será que vai ser somente desse jeito que estou imaginando ou há outras
alternativas melhores?”
“O que posso fazer de construtivo e positivo para interferir no quadro negativo que estou
criando na mente?”
“Quais pensamentos e emoções posso usar para substituir estes angustiantes?”

- Tristeza e melancolia: há estados de tristeza e melancolia que podem ser úteis porque
te fazem viver um luto ou mesmo desacelerar de uma vida insana e refletir sobre outras
necessidades. Entretanto, quando a pessoa se deixa levar pela tristeza e melancolia
profundas, ela fica paralisada e não consegue tomar nem mesmo as decisões mais
simples. E pior, elas se prendem àquele ciclo de angústia, sempre ruminando os
acontecimentos e reforçando o caráter negativo deles.

Para começar a mudar a sua ideia sobre tristeza, precisamos mudar um pensamento
que se fixou na nossa sociedade, de que chorar diminui a tristeza. Conforme os autores,
essa é uma ideia enganadora porque o choro apenas prolonga a ruminação da
infelicidade. O que os especialistas mais indicam é:
- Ler um bom livro
- Ver TV
- Fazer exercícios aeróbicos que ajudam em um sono de qualidade
- Quebra-cabeça ou outros jogos que exijam mais da mente
- Fazer planos de viagens

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- Saborear pequenos sucessos em projetos que você sabe que consegue fazer com
facilidade
- Criar vínculos afetivos e amorosos com pessoas que trazem uma energia nova para
sua vida.

3. Motivar-se
Um dos pontos mais críticos no controle das emoções é conseguir se motivar diante dos
cenários adversos. Aprender a pôr as emoções a serviço de uma meta é essencial para
centrar a atenção, para a automotivação, o controle e a criatividade. O autocontrole
emocional — saber adiar a satisfação e conter a impulsividade — está por trás de
qualquer tipo de realização. E a capacidade de entrar em estado de “fluxo” possibilita
excepcionais desempenhos. As pessoas que têm essa capacidade tendem a ser mais
produtivas e eficazes em qualquer atividade que exerçam.

Mas você sabe o que é esse estado de fluxo? Ele é uma combinação de concentração
e foco no que se está fazendo, que já elimina preocupações menores, com otimismo e
esperança. E isso é um exercício diário para se aprender a canalizar emoções para um
fim produtivo. A partir de agora, sempre que estiver com dificuldade de se motivar para
alguma coisa, inicie uma tarefa, mesmo que muito simples, mas tente sempre alcançar
o estado máximo de concentração nela. Ao atingir o estado de fluxo, você conseguirá
se desconectar dos pensamentos que estão travando a sua motivação para as demais
atividades que precisa realizar.

4. Reconhecer emoções nos outros

A empatia, outra capacidade que se desenvolve na autoconsciência emocional, é uma


“aptidão pessoal” fundamental. As pessoas empáticas estão mais sintonizadas com os
sutis sinais do mundo externo que indicam o que os outros precisam ou o que querem.
Isso as torna bons profissionais no campo assistencial, no ensino, vendas e
administração.

Você já parou para se perguntar se tem empatia com as pessoas ao seu redor?

Não significa que você irá viver para os outros, mas que precisa desenvolver uma melhor
escuta e uma sensibilidade que lhe permitirá construir relações mais sólidas e
verdadeiras.

5. Lidar com relacionamentos

A arte de se relacionar é, em grande parte, a aptidão de lidar com as emoções dos


outros. São as aptidões que determinam a popularidade, a liderança e a eficiência
interpessoal. As pessoas excelentes nessas aptidões se dão bem em qualquer coisa
que dependa de interagir tranquilamente com os outros; são estrelas sociais. Claro, as
pessoas diferem em suas aptidões em cada um desses campos; alguns de nós
podemos ser bastante hábeis no lidar com a ansiedade, mas temos dificuldade em lidar
com o descontentamento do outro. O lado positivo de tudo isso é que existe solução.
Ao realizar este curso, por exemplo, você está fazendo um exercício importante para se
conhecer melhor e buscar maior controle das suas emoções. E isso certamente
impactará positivamente em seus relacionamentos.

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MÓDULO 3

É possível ensinar o controle das emoções?

Daniel Goleman afirma, em seu livro Inteligência Emocional – a teoria revolucionária que
redefine o que é ser inteligente, que com base em vários experimentos da chamada Ciência
do Eu em escolas públicas americanas, foi possível abordar com as crianças desde muito cedo
questões como raiva, frustração, tristeza e outras emoções que interferem diretamente na
modelagem da personalidade.

Conforme esses estudos, foram identificadas várias vantagens:

1 - AUTOCONSCIÊNCIA EMOCIONAL

• Melhora no reconhecimento e designação das próprias emoções


• Maior capacidade de entender as causas dos sentimentos
• Diferenciar sentimentos e atos

2 - CONTROLE DE EMOÇÕES

• Melhor tolerância à frustração e controle da raiva


• Menos ofensas verbais, brigas e perturbação na sala de aula
• Maior capacidade de expressar adequadamente a raiva, sem brigar
• Menos suspensões e expulsões
• Menos comportamento agressivo ou autodestrutivo
• Mais sentimentos positivos sobre si mesmo, a escola e a família
• Melhor resultado no lidar com a tensão
• Menos solidão e ansiedade social

3 - CANALIZAR PRODUTIVAMENTE AS EMOÇÕES

• Melhora na comunicabilidade
• Maior capacidade de se concentrar na tarefa imediata e prestar atenção
• Menor impulsividade; mais autocontrole
• Melhores notas nas provas

4 - EMPATIA: LER EMOÇÕES

• Maior capacidade de adotar a perspectiva do outro


• Melhor empatia e sensibilidade em relação aos sentimentos dos outros
• Melhora na capacidade de ouvir os outros

5 - LIDAR COM RELACIONAMENTOS

• Maior capacidade de analisar e compreender os relacionamentos


• Melhora na solução de conflitos e negociação de desacordos
• Melhora na solução de problemas em relacionamentos
• Maior envolvimento com os colegas e sociabilização mais fácil
• Maior atenção às necessidades dos outros
• Maior harmonia nos grupos
• Maior partilhamento, cooperação e prestatividade
• Aumento da democracia nos grupos

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Esses estudos mostram que em crianças e adolescentes é possível ensinar a
compreensão das emoções e também o seu controle. E nos adultos, é possível?

O primeiro passo é descobrir ou assumir que não se tem inteligência emocional no nível
desejado para o convívio social e a melhor performance nos desafios cotidianos. Carlos
Aldan, diretor do grupo Kronberg, em entrevista à Revista EXAME, listou algumas
características das pessoas que não tem inteligência emocional. Veja se você tem
alguma incidência nessa lista:

1. Não reconhecem suas fraquezas


De acordo com ele, a onda das “selfies” não é sem razão: os egocêntricos estão à solta.
O problema é que a autoconfiança excessiva muitas vezes não é proporcional à
competência do vaidoso. “Falta a essas pessoas autoconhecimento, a capacidade de
reconhecer suas vulnerabilidades, e não apenas as suas forças”. O profissional que age
o tempo todo como “campeão” tem uma percepção muito pobre de si mesmo - e da sua
relação com o ambiente. “Ele não sabe a impressão que está causando nos outros,
desconhece a hora de falar e de ficar calado”.

2. Desconfiam das suas próprias emoções


Aldan explica que muitos profissionais tentam racionalizar - e, com isso, negar - suas
próprias emoções. "Infelizmente essa é a tônica do mundo corporativo, a de que
resultados dependem apenas da razão". O preço que se paga por isso é alto. "Se você
se desconecta do que está sentindo, é justamente aí que o emocional vai determinar o
seu comportamento, inconscientemente".

3. Não enxergam o outro


Profissionais pouco inteligentes sob o ângulo emocional costumam ter dificuldades para
“ler” as outras pessoas. “Falta a eles sensibilidade para perceber as intenções alheias,
as dicas verbais e não-verbais do que os outros estão sentindo”. O problema de não
enxergar colegas ou gestores é que se perde a oportunidade de aprender com eles. “Se
ficamos concentrados demais em nós mesmos, seja por excesso de autoconfiança ou
de autocrítica, é difícil se conectar com o outro, reconhecer suas contribuições”.

4. Não sabem o que querem


Quem tem pouca inteligência emocional costuma ser refém da opinião alheia, segundo
Aldan. "São profissionais sem iniciativa própria, que seguem a direção da maioria". O
problema é que falta autoconhecimento. "Quem não se conhece bem não tem metas
nem visão de futuro, e acaba ficando à mercê das circunstâncias".

5. São inconstantes
O controle das emoções é uma competência que faz muita falta em ambientes
corporativos. “Um dia a pessoa está ótima, alegre, contando piadas. No outro, reage de
forma destemperada e se enfurece pelos menores motivos”. O profissional
emocionalmente competente, ao contrário, consegue inspirar confiança e trazer paz
para o ambiente de trabalho. “É alguém que os colegas gostam de ter por perto, que
influencia positivamente o ambiente”.

É hora de avaliar tudo que já viu no curso e como isso impactou na sua percepção sobre
a inteligência emocional. É importante se fazer algumas perguntas:

- Encontrei semelhanças em mim que estão listadas para as pessoas que não tem
inteligência emocional?

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- O que já vi nesse curso que me permite perceber a necessidade desse
amadurecimento emocional na minha vida?

Antes de prosseguirmos, vamos fazer um novo teste, agora mais elaborado e adaptado
à realidade corporativa, proposto por uma consultoria especializada em marketing, para
que você possa comparar o resultado com aquele primeiro teste que propusemos lá no
módulo 1. O exercício é simples. Ao obter o resultado desse novo teste, copie e cole em
um mesmo lugar onde você guardou o resultado do primeiro teste. Após fazer isso, leia
com atenção os dois resultados e veja se eles trazem um mesmo desenho da sua
inteligência emocional ou se acrescentam características importantes a serem
trabalhadas. Para fazer o teste clique no link a seguir ou copie o link e cole diretamente
na barra de endereço do seu navegador de internet:

https://blog.runrun.it/recursos-humanos-teste-inteligencia-emocional/

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MÓDULO 4

Como exercitar sua inteligência emocional

O exercício da inteligência emocional não consiste em eliminar ou reprimir emoções. O


segredo é aprender a controlar as emoções, de modo a tirar o melhor proveito dos
momentos em que determinado sentimento surgir. E isso vale também para a
capacidade de se compreender as emoções das outras pessoas, o que irá permitir
equilíbrio emocional interno e com o ambiente à nossa volta.

A Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional (SBIE) sugere 05 exercícios para se


treinar a inteligência emocional. Vamos lá?

1 - CONHEÇA-SE

Antes de mais nada, lembre-se de que é o primeiro passo que vai determinar o rumo
para as próximas etapas. Assim, o básico consiste em entender que não adianta se
lançar a novas fases, com complexos desafios profissionais e pessoais, se você não se
conhece. Essa é uma fase essencial para que você encontre equilíbrio.

Então, antes de qualquer coisa, busque o autoconhecimento, investigando suas ações


e reações, sendo sempre muito sincero consigo mesmo. Só assim será possível avaliar
suas habilidades e pontos a serem melhorados.

Tente entender como você reage em cada situação, o que sente e como poderia agir de
outra forma, caso perceba ser preciso mudar. Estude suas emoções, analisando quando
e como elas surgem para determinar como afetam suas decisões.

Elas comprometem sua vida pessoal e profissional?


Lembra de casos em que você agiu totalmente dominado pelas emoções?
Quais foram as consequências?

Procure essas respostas, pois elas serão muito úteis no processo de autoconhecimento.
Durante esse percurso, lembre-se sempre de que a sinceridade é simplesmente
essencial nessa fase, possibilitando que você tenha condições de avaliar suas
habilidades sem mascarar defeitos e problemas que já estão incutidos nas situações.

2 - GERENCIE-SE

Autocontrole: essa é a palavra-chave nesse passo. Por isso a fase anterior, do


autoconhecimento, era tão importante, já que só conseguimos encontrar o controle
sobre nossas ações se nos conhecermos bem, se pudermos antecipar decisões
baseadas em nossas emoções. Com isso em mente, pense antes de agir evitando tomar
uma decisão — qualquer que seja ela — por impulso. Assim você evita as explosões
desnecessárias que podem vir a gerar arrependimentos posteriores.

Administre seus impulsos, cada um deles, para que tenha condições de se adaptar às
diversas situações que se apresentam no seu dia a dia. Como parte do
autogerenciamento, lembre quais foram as consequências que você teve que enfrentar
quando agiu de forma impulsiva e explosiva. Reflita o mal que foi causado, tanto para
você como para as outras pessoas envolvidas.

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Diante desse cenário, pense sobre qual teria sido a melhor reação, como poderia ter
agido para evitar o problema e alcançar um resultado melhor. Nessa etapa será preciso
acrescentar um modo de agir: a capacidade de se adaptar às diferentes situações,
mesmo aquelas das quais você discorda e que vão contra suas posições e seu modo
de pensar. O segredo é ter flexibilidade nos momentos de pressão. Somente com a
mudança de comportamento será possível atingir os objetivos desejados.

3 - MOTIVE-SE

Já falamos anteriormente da dificuldade em se motivar, lembra? Levantar


religiosamente todo dia para trabalhar e não ter motivação para realizar suas tarefas é
um daqueles sacrifícios dolorosos, não é mesmo? Afinal, por que dedicar seu tempo a
propósitos que aparentemente não têm um objetivo maior e não despertam seu
interesse? A verdade é que ter uma motivação é um poderosíssimo agente modificador.

O que você pode fazer de diferente para superar os entraves é saber se motivar,
encontrar formas de ter o melhor comportamento diante dos percalços. Para começar,
não tenha medo do fracasso, pois ele é um resultado temporário. Direcione seu foco no
futuro, trabalhando sempre em busca do sucesso e o atingimento de metas que lhe
trarão satisfação e realização. Saber lidar com a falha é decisivo para alcançar seus
desejos, sejam eles quais forem. Para encontrar motivação, pergunte-se
constantemente sobre o que precisa fazer para atingir seu objetivo, sem ter medo de
perder ou ganhar e o que pode fazer para superar os obstáculos.

Uma vida sem motivação, em que a pessoa se entrega facilmente aos desafios e se
deixa levar por uma rotina sem propósito, eventualmente levará à depressão. Para evitar
essa rota cheia de percalços, rumo a lugar nenhum, certifique-se do seu objetivo e
construa um caminho positivo até ele.

4 - CONHEÇA AS OUTRAS PESSOAS

Como não vivemos isolados do mundo, precisamos interagir com outras pessoas,
muitas vezes completamente diferentes de nós. Entender como as pessoas próximas
se sentem e se comportam ajuda a aumentar sua Inteligência Emocional. E como
precisamos do outro para realizar um bom trabalho e para apresentar resultados que
ajudem na busca de determinado objetivo, a melhor postura é a de cooperação.

Da mesma forma, na vida pessoal, saber como as pessoas que estão ao redor se
sentem faz com que os relacionamentos se fortifiquem. Portanto, compreender os
sentimentos das outras pessoas é o primeiro passo para criar uma proximidade maior e
conquistar a confiança de alguém, fazendo com que a relação seja mais balanceada.

No trabalho, observe como as pessoas agem e reagem a determinadas situações. E o


mesmo vale para as pessoas do seu convívio social. Busque compreender as diferenças
e se colocar no lugar do outro. Não se esqueça de que construir seu caminho rumo a
uma meta significa ajudar o outro a também alcançar a dele.

Um bom jeito de conhecer bem as outras pessoas é listar qualidades, talentos, padrões
de comportamento e dificuldades. Avalie se seu julgamento interno não passa de uma
ideia preconcebida e aproveite o momento para eliminar os preconceitos e ser mais
sensível no trato com os outros.

5 - GERENCIE OUTRAS PESSOAS

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Liderar não é tarefa fácil. Saber gerenciar conflitos e personalidades diversas,
administrar disputas internas, construir alianças positivas e colaborar com o trabalho de
todos são tarefas essenciais para alcançar um nível mais alto do quociente emocional.

Você sabia que as habilidades de liderança devem ser desenvolvidas a partir de


nossas próprias emoções?

No aspecto pessoal, precisamos entender como nos relacionamos para saber lidar com
o outro, certo? Compreender as emoções permite criar um relacionamento mais aberto
e saudável, principalmente nos momentos mais tensos.

Conforme esse trabalho da SBIE, as pessoas que conseguem aplicar esses exercícios
com frequência adquirem novos hábitos, que afetarão diretamente tanto sua vida
pessoal como a profissional. Um alto quociente emocional fará com que você foque no
positivo e se cerque de pessoas igualmente positivas. O negativo interrompe o fluxo
emocional, desvia a atenção e drena a energia do ambiente.

Sabendo disso, você precisa começar o trabalho para aumentar seu quociente
emocional. Os resultados só virão com treinamento, autoconhecimento e iniciativa.

Exercício

Uma pesquisa realizada recentemente pela consultoria TalentSmart em empresas


apurou que na maioria dos casos o QE (Quociente Emocional) de um profissional pode
ser até mais importante para seu sucesso do que o QI (Quociente de Inteligência).
Segundo o estudo, cerca de 90% dos funcionários mais bem avaliados pelas empresas
têm uma boa gestão de suas emoções. Apenas 20% daqueles
com desempenho insatisfatório são dotados de tal característica.

Harvey Deutschendorf, especialista em inteligência emocional e autor do livro “The


Other Kind Of Smart” (2009), propõe 7 perguntas decisivas que você pode se fazer
para medir essa competência:

1. O que mais incomoda você nas outras pessoas?


Pensando no campo profissional, quais atitudes e características você destaca sobre
os gestores, subordinados ou colegas de trabalho de empregos anteriores que te
irritavam?
A resposta contará muito sobre como você percebe e julga o comportamento das
outras pessoas. Ao descrever como tentou conviver de forma pacífica com quem o
incomodava, você ainda dará pistas sobre como entende o efeito do seu próprio
comportamento sobre os demais.

2. Como foi um dia na sua vida em que tudo deu errado?


Não basta responder com um longo relato de uma jornada difícil. É preciso falar sobre
o impacto dos acontecimentos sobre as suas emoções e, sobretudo, como você lidou
com o caos e a frustração.
Você se martirizou por causa dos problemas e culpou os outros? Ou você se
concentrou em procurar soluções? O objetivo desta pergunta é avaliar os seus
mecanismos de resiliência, isto é, seu jogo de cintura diante de situações incertas e
imprevisíveis.

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3. Pense num colega de trabalho que virou seu amigo. Por que vocês se dão tão
bem?
Quem nunca ouviu o ditado “Diz-me com quem andas e te direi quem és”? De fato, os
relacionamentos interpessoais que construímos dizem muito sobre nossa forma de
ser, mas também há muita informação por trás da nossa própria percepção dessas
relações. Essa pergunta vai lhe ajudar a identificar como você se enxerga e o que
valoriza nas outras pessoas. Quem descreve um relacionamento baseado no bom
humor – descartando o sarcasmo – ganha pontos no quesito inteligência emocional na
visão de Deutschendorf.

4. O que você poderia ensinar às outras pessoas?


Sim, esta pergunta é bastante vaga e aberta, mas justamente por isso ela pode
suscitar reações reveladoras. Uma pessoa com alto grau de inteligência emocional
assumirá a responsabilidade de se fazer compreender, reforçando a oportunidade de
compartilhar seu conhecimento como uma atividade empolgante para ele, que não o
induz ao estresse e sim exige habilidades de comunicação que esta pessoa adora
exercitar.

5. Pense numa pessoa que você admira. Por que ela é digna do seu respeito?
A ideia aqui é identificar os seus modelos de comportamento. O objeto do seu fascínio
é uma pessoa extrovertida ou reservada? Trata-se de alguém com pensamento
estratégico ou movido por suas intuições?
Não há resposta certa ou errada. Em alguns casos, pode vir o nome de alguém com
quem você se identifica pessoalmente; em outros, de uma pessoa que possui
exatamente as características que lhe faltam.

6. Do que você sente mais orgulho em sua vida? Por quê?


Esta questão permite avaliar a imagem que você faz de si mesmo, e também a
importância que atribui ao julgamento alheio para o seu bem-estar.
Deutschendorf chama a atenção para um detalhe especialmente sintomático: a pessoa
dá crédito a outras pessoas pelas suas realizações ou descreve a si mesmo como um
“herói” autossuficiente? Às vezes as conquistas são realmente individuais, mas
pessoas com inteligência emocional não ignoram a importância do apoio de familiares,
amigos e colegas para seu sucesso.

7. Se tivesse a sua própria empresa, que tipo de pessoa iria querer trabalhando
com você e por quê?
A pergunta permite avaliar as qualidades que você valoriza em outros profissionais,
bem como a sua própria forma de se relacionar em equipe.

E para finalizarmos, deixamos algumas dicas de leitura para que você busque sempre
mais conhecimento sobre o tema e, claro, aumente a sua inteligência emocional:

- Gestão da Emoção, de Augusto Cury


- Inteligência Emocional: um guia prático, de David Walton
- Mindset, de Carol S. Dweck
- Inteligência Emocional e Autoestima, de Lourdes Possatto

Boa jornada!

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