Você está na página 1de 20

Dimensionamento de Vigas Metálicas

Usualmente são dimensionadas para oferecer resistência ao


momento fletor na seção transversal mais solicitada (Estados
Limites Últimos):
MSd  MRd
As magnitudes dependem da forma da seção e da resistência do
aço observando-se as classes de seção transversal (EC/AISC).
Nas situações correntes, o efeito da força cortante é pequeno e
seu efeito no momento resistente pode ser negligenciado.
– O EC3 estabelece um limite de 50% do valor da resistência plástica
à cortante para que o efeito da força cortante de cálculo não seja
combinado ao do momento fletor na verificação de resistência.

1
Seções I e H, mono ou duplamente simétricas;
Treliças leves do tipo “open web joists” com banzos em
tubos ou cantoneiras formando seções em T, usadas
para cargas leves ou para vãos pequenos.
Vigas Sólidas Circulares ou Retangulares;

2
Seções U;
Seções tipo Caixão ou Tubular;
Seções mistas aço-concreto, sem o efeito do concreto;
Vigas Casteladas ou Celulares.

3
Tipos de Seção Transversal
(ANSI/AISC, Rev.NBR8800)
Seções Compactas – Podem atingir o momento de plastificação antes que
ocorra a flambagem local dos elementos. Permitem as grandes rotações e
redistribuição dos momentos da análise plástica.

𝑊𝑝𝑙 𝑓𝑦
𝑀𝑅𝑑 ≤
1,5𝑊𝑒𝑙𝑎𝑠𝑡 𝛾𝑎1

Seções Semi-compactas – Podem atingir o momento de plastificação antes


que a flambagem local ocorra, mas não apresentam grande capacidade de
rotação. As tensões residuais são levadas em conta onde aplicáveis.

𝑓𝑦 𝑓𝑦 − 𝜎𝑟
𝐿𝑖𝑚𝑖𝑡𝑒 𝑠𝑢𝑝 𝑊𝑝𝑙 ≥ 𝑀𝑅𝑑 ≥ 𝑊𝑒𝑙𝑎𝑠𝑡 𝐿𝑖𝑚𝑖𝑡𝑒 𝑖𝑛𝑓.
𝛾𝑎1 𝛾𝑎1

Seções Esbeltas - um ou mais elementos comprimidos flambam em regime


elástico. As tensões residuais são levadas em conta onde aplicáveis.

4
Flambagem Lateral com Torção

Condições para sua ocorrência:


Vigas de seção transversal
delgada e linha de esqueleto
aberta. Ex.: Perfis I ou U.
Valores dos momentos de
inércia em relação aos eixos
principais muito diferentes.
A flexão feita em relação ao
eixo de maior inércia.

5
Expressão Geral para Mcr sob flexão
pura em relação a z ao nível do M M
L
centro de cisalhamento (yc = yD):
Elevação Seção
M z  Py K y  y d   P K
y y 
 y d   i 2D PW Py ;
2

Planta
 EI y Jy  Jz

1   EC W 
2

 
2
1
PW  2  GI t  ; P  ; i 2
 y 2
 z 2
 ; K  y y2  z2 .
L2 
y D D D y
iD  L2 A 2.I z A

Perfis mono simétricos em relação ao eixo de flexão (z):

 2 EI y Cw  G It 2 
M z  i PW Py
2
M cr  1  2 L
  E Cw 
D
L2 Iy

6
Verificação à Flambagem Lateral com Torção
(NBR 8800/Rev, ANSI/AISC até 2004)
Mpl
Flamb. Inelástica
M cr  C b i 2D PW Py

Mr M r  C b f y   r Welast
Efeito do Cb Flamb. Elástica

Cb usado para os
diagramas de momento
fletor diferentes da
flexão pura (AISC).
p r Único  r é obtido
M pl
M Rd  , para    p Valores obtidos da
 a1
interpolação são
C     p  M pl
M Rd  b  M pl  M pl  M r   , para  p     r limitados devido ao Cb.
 a1   r   p   a1
M cr  a 1  1,1
M Rd  , para  r  
 a1
7
Expressão atual para Cb
(melhor para diagramas curvos de momento fletor, “Nethercot et alli” )
12,5 M max
Cb  R m  3,0 Momentos fletores em módulo;
2,5 M max  3 MA  4 MB  3 Mc
MB – valor no centro do vão
MA e MC – valores nos quartos
do vão
Rm vale 1, exceto em perfis
monosimétricos sob curvatura
reversa fletidos em relação ao
eixo de simetria quando vale:

 I yc 
R m  0,5  2 
I 
 y 
Iyc – inércia em relação ao eixo
de simetria na mesa comprimida
Iy – inércia em relação ao eixo
de simetria.
8
 R  70 Mpa (Laminado) 

 R  115 Mpa (Soldado) 

9
Condições para evitar ou reduzir a FLT
-Vigas contidas ou contraventadas lateralmente-

Contenção lateral pouco espaçada, reduzindo o comprimento livre (L);


Enrijecimento da seção transversal à torção e à flexão lateral;
A contenção deve ser fixada na mesa comprimida das vigas (Mestrado Marcus);
– “... Algumas vezes, o atrito gerado entre a laje de concreto e a viga de aço é
considerado como fixação lateral por alguns projetistas (?)...”

10
Flambagem Local de Mesa
Flambagem Local de Alma

Alma Alma
Alma

Mesa Mesa Mesa


Seção I Laminada Seção Tubular Seção Caixão Soldada

Garantem a ocorrência das tensões máximas do dimensionamento sem


que a estabilidade local dos elementos da seção transversal seja afetada;
A relação entre a largura do elemento (mesa ou alma) pela respectiva
espessura deve ser menor ao valor limite da classe da seção transversal;
A classe da seção transversal determina o máximo momento resistente.
– 4 classes eram usadas na NBR8800/86 e são usadas no EC3;
– 3 classes são usadas na ANSI/AISC e na Revisão da NBR 8800
11
Regime Inelástico
Mpl
Flambagem Local
Mesa e Alma
NBR 8800/86 e Rev.,
Mr ANSI/AISC

Flambagem Elástica
Semi-
Compacta Compacta
Esbelta

p r
M pl
   p  M Rd   a 1  1,1
 a1
   p 
 p     r  M Rd 
1

M pl  M pl  M r  
 a1   r   p 

M cr
 r    M Rd  Cb usado só na FLT.
 a1 12
Resistência à Cortante, NBR e ANSI/AISC
(Basler usando dados experimentais de Lyse & Godfrey)

 Regime Inelástico
VRd  Aw y   0,8 y cr
 a1
Flambagem Elástica
 y  0,6 f y  r 2
2  tw 
 r  0,8 0.6 f y 
  cr  k 0,9507 E 
 h 
 a1  1,1

Perfis I, H e U : A w  d t w

p r


5,34
 
a 1 
 
 4 , quando 
h d a
2 h
  5
k h    
   
k 5
4 2
5,34  a  1 a
 
, quando h
 a
2 h 
a enrijec.  h 
13
 tw  
2
Equações para  cr  k 0,9507  E  
2
k 0,9507  E
2 2

Verificação à  h     cr 
 2
 h

Cortante: tw

 y  0,8 y  cr   p  r   cr   r
k 0,9507  E
2
k 0,9507  E
2
0,6.f y  0,8.0,6.f y 0,8.0,6.f y 
2 2
E E
  p  1,10 k   r  1,37 k
fy fy

1 1
𝜆 ≤ 𝜆𝑝 ⇒ 𝑉𝑅𝑑 = 𝑉𝑝𝑙 = 0,6 𝐴𝑤 𝑓𝑦
𝛾𝑎1 𝛾𝑎1
1 1 𝜆𝑝
𝜆𝑝 < 𝜆 ≤ 𝜆𝑟 ⇒ 𝑉𝑅𝑑 = 𝐴𝑤 0,8 𝜏𝑦 𝜏𝑐𝑟 = 𝑉
𝛾𝑎1 𝛾𝑎1 𝜆 𝑝𝑙
2
1 1 𝜆𝑝
𝜆𝑟 < 𝜆 ⇒ 𝑉𝑅𝑑 = 𝐴𝑤 𝜏𝑐𝑟 = 1,24 𝑉𝑝𝑙
𝛾𝑎1 𝛾𝑎1 𝜆
14
NBR8800 - Escoamento da Mesa Tracionada
EC3, ANSI/AISC - Enfraquecimento na Seção Transversal

Condições para desprezar o enfraquecimento

NBR8800/86 : A fn  0 ,8 .A fg mas f u  1, 25 .f y
 f u  1, 25  Y t  1, 0
Rev. NBR8800 : f u A fn  Y t .f y .A fg 
Dexter & Altstadt; Yuan, Swanson & Rassati 1, 25  f u  1,18  Y t  1,1

 f u  1,1.f y fu fy   a1  1,1;
EC3 :   A fn  A fg onde 
  u  15. y  a2  a1   a 2  1,35
O conceito de ruptura na seção líquida versus escoamento na seção bruta
deve ser aplicado na existência de furos na alma;
Na região comprimida, o enfraquecimento deve ser tratado somente em
furos alargados ou alongados

15
Problemas devido à flecha ou distorção ( deslocamento lateral)
Estudo com base em vãos usuais da primeira metade do século XX de vigas biapoiadas
(dobram-se os valores da flecha na análise de balanços) e L / h em torno 20 (18 a 22).

L Não Visível Fissuração na alvenaria


1000
L Não Visível Fissuração nas paredes divisórias
500
L Visível Danos arquitetônicos generalizados
300 Fissuração em divisórias de concreto armado
Danos em forro (gesso) e fachadas
Ruptura do revestimento rígido externo

L L Visível Efeito visual muito ruim


a
300 200 Drenagem insuficiente

L L Visível Danos em divisórias flexíveis e acabamentos


a
200 100 Drenagem insuficiente
Dificuldade de funcionamento de partes móveis
(janelas, portas corrediças, janelas)
Ad Hoc Committee on Serviceability Research, Committee on Research of the Structural Division, ASCE
16
Verificações de Flecha
 L
 Vigas de piso sob efeito de longa duração 
Historicamente  360
L
 Telhados 
 240

0
tot 1

2 max
3

Se houver
 0 - contraflecha  1 - devido às ações permanente
 
 tot    2 - devido aos efeitos permanentes de longa duração
  - flecha   3 - devido às ações variáveis
 max 
17
Flechas pela NBR8800/2008
18
FLM :    p  FLM :    p 
   
Compacta  E  Semi - compacta  E / OU 
 FLA :      FLA :    
 p   p 

  FLT 
 mínimo M Rd  
  Enfraqueci mento da seção transversal 
Compacta   p 
 Cortante :  :   (não é crítico usualmente)
  r 
 Verificação de Flecha
Resumo

  FLA 
  
mínimo M Rd  FLM

  FLT 

Semi - compacta  Enfraquecimento da seção transversal
  p 
 Cortante :  :  
  r 
 Verificação de Flecha
19
bf
q
tf
L
h
tw
Viga simplesmente apoiada contraventada nos extremos. Vão (L) de 5 m.
Perfil I laminado de 254 mm(37,80 kg/m), R de 70 Mpa, f y de 250 Mpa, d = 254 mm, b = 118 mm,
tf = 12,5 mm, tw = 7,9 mm, W elast = 405 cm3, E = 205 Gpa, ry = 2,42 cm, I y = 281 cm3, I t = 19,5 cm4.
118
FLM :  4,7  10,8
2 *12,5 Seção Compacta Fazer a FLT
254  2 *12,5
FLA :  29  100
7,9 L
  207   r  189
1,38 I y I t 27C w 12 f y   r W ry
r  1 1 onde 1  1
ry I t  1 Iy ItE  M Rd  M cr
 a1

Cb 
12,5 M max 2 I y E C w  I t L2b 
L L  3L  M cr  C b 1  0,039 
2,5 M max  3 M    4 M   3 M  L2b Iy  Cw 
4 2  4 
C b  1,136 M Rd 
1
M cr  67,529 KN.m
 a1
20