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SANEAMENTO

RECOMENDAÇÕES DE PROJETO PARA


REDE COLETORA DE ESGOTO
Recomendações Para Projeto
Principais recomendações que o projetista deve observar:
• Vazão;
• Diâmetro mínimo;
• Lâmina d’água máxima;
• Declividade mínima;
• Tensão trativa;
• Velocidade de escoamento e velocidade crítica;
• Profundidade e recobrimento do coletor de esgoto;
• Poço de visita;
• Coletores e interceptores;
• Coeficientes;

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Recomendações Para Projeto
Vazão
De acordo com a Associação Brasileira de Normas
Técnicas (1986b), Na NBR 9649.
Caso inexistam dados pesquisados e comprovados,
com validade estatística,
A menor vazão que deve ser admitida em qualquer
trecho no dimensionamento é de
Corresponde à vazão
de uma válvula de
descarga de vaso
1,5 L/s sanitário
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Recomendações Para Projeto
Vazão
Efluentes industriais

O projetista deve ter dados atualizados da localização e


vazão das industrias existentes.

Estimativa de expansão do segmento industrial na área


esgotada

Obs: algumas vezes a vazão de efluente industrial pode ser


muito maior do que a contribuição doméstica no trecho.

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Recomendações Para Projeto
Vazão
Informações nem sempre fácil de se obter, solicitar auxílio de
entidades:
Federação ou Associação de Indústrias do estado e do
município
CREA;
Secretarias de Meio Ambiente (estado e município);
Visitar as industrias, observar horário de lançamento dos
efluentes industriais.

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Recomendações Para Projeto
Taxa de Despejos Industriais

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Recomendações Para Projeto
Taxa de Despejos Industriais

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Recomendações Para Projeto
Taxa de Despejos Industriais

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Recomendações Para Projeto
Diâmetro mínimo
De acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas
(1986b), Na NBR 9649.

É recomendado o diâmetro mínimo de 100 mm

Em casos justificados pode ser utilizado 150 mm ou 200 mm como


diâmetro mínimo da rede coletora

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Recomendações Para Projeto
Vazão Mínima de Dimensionamento
= 1,5 /
< 1,5 / = 1,5 /

Diâmetro Mínimo
= 150

= 150

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Recomendações Para Projeto
Lâmina D’água Máxima
De acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (1986b),
Na NBR 9649. Igual ou inferior a 75% do
diâmetro do coletor

. .

Objetivo: assegurar que a


tubulação funcione como
conduto livre para a vazão de
final de plano

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Recomendações Para Projeto
Raio Hidráulico
É um parâmetro de dimensionamento, representado pelo quociente da
área molhada pelo perímetro molhado.

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Recomendações Para Projeto
Declividade Mínima
A declividade do projeto do coletor é estabelecida a partir
do conhecimento da declividade mínima recomendada na
NBR 9649 e da declividade do terreno.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas


(1986), Na NBR 9649, recomenda a declividade
mínima que satisfaça a autolimpeza nas
tubulações pelo menos uma vez por dia, de
acordo com a seguinte expressão:

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Recomendações Para Projeto
Declividade Mínima
Expressão:
-0,47
I min  0,0055 x Qi

Em que:
Imín = Declividade mínima, m/m;
Qi = Vazão de jusante de início de plano, L/s.

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Recomendações Para Projeto
Declividade do Terreno
A declividade do terreno (It) é calculada pela diferença entre
a CTM(conta do terreno a montante) e CTJ(conta do terreno a
jusante):

C TM - C TJ
It 
L
Comprimento do trecho

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Recomendações Para Projeto
Declividade Mínima
Em terreno com elevação de montante para jusante

A declividade deve ser a mínima possível, uma vez que a


profundidade aumenta ao longo do trecho.
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Recomendações Para Projeto
Declividade Mínima
Em terreno plano

A declividade deve ser a mínima possível, uma vez que a


profundidade aumenta ao longo do trecho.
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Recomendações Para Projeto
Declividade Mínima
O ideal: Coletor em terreno acompanhando com a declividade
do terreno

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Recomendações Para Projeto
Declividade Mínima
Portanto sempre que possível, o projetista deve aproveitar o
topografia do terreno para evitar:

Coletores com grandes profundidades;


Coletores com grandes diâmetros;
Coletores com grandes extensões;
Singularidades com profundidade excessiva;
Estações elevatórias de esgoto em quantidade e
em profundidade excessiva.
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Recomendações Para Projeto
Declividade Mínima

Quando não é possível utilizar a declividade do


terreno, o projetista dimensiona o coletor com o valor
igual ou maior ao da declividade mínima recomendada
na NBR 96/1986.

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Recomendações Para Projeto
Tesão Trativa - Ou Tensão de Arraste
Regime permanente é admitido

A vazão varia ao longo do tempo

As partículas sólidas tendem a depositar-se


no fundo do coletor

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Recomendações Para Projeto
Tensão Trativa
A tensão trativa é a grandeza física que promove o arraste do
material sedimentado. É a força que promove a autolimpeza do
conduto atuando junto a parede da tubulação na parcela
correspondente ao perímetro molhado

A tensão trativa é definida como


uma tensão tangencial exercida
sobre a parede do conduto
líquido escoado.

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Recomendações Para Projeto
Tensão Trativa
A tensão trativa calculada pela é equação:

   x RH x Ip
Em que:
s = tensão trativa média [Pa]
RH = raio hidráulico [m]
Ip = declividade de projeto da tubulação [m/m]
‫ = ץ‬peso específico do líquido [Kgf/m3]

Representa um valor médio da tensão ao longo do perímetro


molhado da seção transversal considerada
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Recomendações Para Projeto
Tensão Trativa
Distribuição experimental da tensão trativa em conduto circular

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Recomendações Para Projeto
Tensão Trativa
Tesão Trativa e o Arraste do Materiais Sólidos

Material sólido encontrado no esgoto:


Partículas orgânicas e Inorgânicas

Sujeitas à Gravidade

Partículas

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Recomendações Para Projeto
Tensão Trativa e o Arraste do Materiais Sólidos
Estudo da deposição dessas partículas

Bastante complexo
Vazão do esgoto varia ao longo do tempo

O movimento do líquido é na realidade variado


Embora se admita para o dimensionamento das
tubulações de esgoto, movimento permanente e uniforme
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Recomendações Para Projeto
Tensão Trativa e o Arraste do Materiais Sólidos
A tensão trativa crítica é definida como uma tensão mínima
necessária para o início do movimento das partículas
depositadas nas tubulações de esgoto
Valor normalmente determinado através de pesquisa em
campo, depende de vários fatores:
 Peso específico da partícula e do líquido;
 Dimensões da partícula;
 Viscosidade do líquido.
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Recomendações Para Projeto
Tensão Trativa e o Arraste do Materiais Sólidos
Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas
(1986b), na NBR 9649, cada trecho da rede coletora deve ser
dimensionado pelo critério da tensão trativa com valor
maior ou igual a:

Equação

   x RH x Ip
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Recomendações Para Projeto
Tensão Trativa e o Controle de Sulfeto
O sulfeto de hidrogênio(H2S) ou gás sulfidrico.

É o mais importante gás observado em sistemas de


coleta e transporte de esgoto sanitário, associado à
produção de odores desagradáveis, corrosão e toxidez.

Odor característico de ovo podre, é


extremamente tóxico, é corrosivo a metais
H2S como ferro, zinco, cobre, chumbo e cádmio,
precursor de ácido sulfúrico(H2SO4).

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA


Recomendações Para Projeto
Tensão Trativa e o Controle de Sulfeto
Sulfeto em Esgoto Sanitário
Provenientes:
•Despejos industriais;
•Águas de infiltração;
•Decomposição anaeróbia da matéria orgânica
contendo enxofre
Principal origem de sulfeto em esgoto sanitário é devido a ação de
bactérias que reduzem o sulfato para obter energia para sua manutenção
e crescimento.
SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Tensão Trativa e o Controle de Sulfeto

Em tubulações curtas e esgoto fresco encontramos bastante


oxigênio dissolvido.

Não apresentam problemas relativos a sulfetos de


hidrogênio(H2S) ou gás sulfidrico.

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Recomendações Para Projeto
Tesão Trativa e o Controle de Sulfeto
Redes extensas e velocidades baixas

O oxigênio dissolvido diminui, prevalecendo


conduções anaeróbias no esgoto

O que propicia nos coletores-tronco, interceptores e


emissários o aparecimento de sulfetos e o desprendimento de
sulfetos de hidrogênio.
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Recomendações Para Projeto
Velocidade de Escoamento e Velocidade
Crítica
Para determinado conduto

A velocidade de escoamento e a vazão são tanto


maiores quanto mais acentuada for a sua
declividade

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Recomendações Para Projeto
Velocidade de Escoamento e Velocidade
Crítica
Pelo fato das declividades elevadas contribuírem para
grandes profundidades, na NBR 9649, a Associação
Brasileira de Normas Técnicas (1986b), sugere que a
máxima declividade admissível é aquela para a qual se
tenha velocidade final de escoamento de 5m/s.

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Recomendações Para Projeto
Velocidade de Escoamento e Velocidade Crítica
• Quando a velocidade final (Vf) é superior à velocidade crítica
(Vc), a lâmina de água máxima deve ser reduzida para 50% do
diâmetro do coletor.
• Para o caso de se ter Y/D > 0,5 geralmente o mais adequado é
aumentar o diâmetro do coletor.
A velocidade crítica é definida por:
onde:
Vc 6 g x RH Vc = velocidade crítica, m/s;
RH= raio hidráulico para a vazão final, m;
g= aceleração da gravidade, m/s2

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Recomendações Para Projeto
Profundidade e Recobrimento do Coletor de
Esgoto

Diâmetro mínimo : 100mm


Profundidade minima: 1,0m
Profundidade máxima: 4,5m
Profund. desejável: 1,5 a 2,5m

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Recomendações Para Projeto
Profundidade e Recobrimento do Coletor de
Esgoto
O conhecimento do subsolo será indispensável para se ter
idéia da presença de rochas, solos de baixa resistência,
lençol freático e outros problemas
Ideal

Reconhecimento completo do subsolo - Sondagens

Custo elevado
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Recomendações Para Projeto
Profundidade e Recobrimento do Coletor de
Esgoto
Para a norma NBR 9649:
A rede coletora não deve ser aprofundada para
atendimento de economia com cota de soleira abaixo do
nível da rua.
As profundidades mínimas são estabelecidas para atender
as condições de recobrimento mínimo, para proteção da
tubulação e, também permitir que a ligação predial seja
executada adequadamente
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Recomendações Para Projeto
Profundidade e Recobrimento do Coletor de
Esgoto Profundidade não < 0,90

Profundidade
não < 0,65

Localização dos coletores na via pública.


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Recomendações Para Projeto
Poço de Visita
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (1986b),
recomenda na NBR 9649 que as dimensões dos poços de
visita devem obedecer aos seguintes limites:
• Diâmetro mínimo do tampão deve ser de 0,60 m;
• Dimensão mínima da câmara de 0,80 m.
Distância entre PVs seja aquela que possibilite o alcance
dos instrumentos de limpeza.
Projetistas
Distâncias da ordem de 100 m

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Recomendações Para Projeto
Poço de Visita
Quando o coletor afluente
apresentar um desnível com altura
maior ou igual a 0,50 m em relação
ao coletor efluente

NBR 9649

Utilização de tubo de queda

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Recomendações Para Projeto
Coeficientes
O projetista nem sempre dispõe de informações
importantes ao projeto relacionadas com o final do
empreendimento, para garantir segurança ao
dimensionamento da rede coletora devem ser
utilizados os seguintes valores de coeficientes:

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Recomendações Para Projeto
Coeficientes
 Valor do consumo médio per capita de água (q)
É o volume médio diário anual de água utilizada por um
habitante, calculada por:
Em que:
V q = consumo médio per capita de água em
q determinado período, em L/hab.dia;
P x 365 V = volume consumido de água no período, em L;
P = população abastecida, em hab.

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Recomendações Para Projeto
Coeficientes
Consumo per capita (q):
Parâmetro extremamente variável entre diferentes localidades,
depende de diversos fatores:

Hábitos higiênicos e culturais da comunidade;


A quantidade de micro-medições nos sistemas de abastecimento;
As instalações e equipamentos hidráulicos-sanitários dos imóveis;
Os controles exercidos sobre o consumo;
O valor da tarifa;
A abundância ou escassez de mananciais;
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Recomendações Para Projeto
Coeficientes
Consumo per capita (q): Cont...

 A intermitência ou regularidade de abastecimento;


 A temperatura média da região
 A renda familiar
 A disponibilidade de equipamentos domésticos que utilizam água
em quantidade apreciável....

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Recomendações Para Projeto
Coeficientes
Consumo per capita (q).
Consumo per capita de água (q).
Porte da Faixa da população Consumo per capita-
comunidade (hab.) q (l/hab.dia)
Povoado rural < 5.000 90-140
Vila 5.000 -10.000 100-160
Pequena localidade 10.000 - 50.000 110-180

Cidade média 50.000 - 250.000 120-220


Cidade Grande >250.000 150-300

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Recomendações Para Projeto
Coeficientes
Consumo per capita (q).

É o consumo médio diário de água de um indivíduo

Contribuição per capita de esgoto.

É o consumo efetivo de água per capita multiplicado


pelo coeficiente de retorno (C)

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Recomendações Para Projeto
Coeficientes
 coeficiente de retorno (C)

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (1986b),na


NBR 9649 define o coeficiente de retorno como:

A relação média entre o volume de esgotos produzido e o


volume de água efetivamente fornecido à população.

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Recomendações Para Projeto
Coeficientes
 coeficiente de retorno (C)
Depende de fatores como:
• Localização e tipo de residência;
• Condições de arruamento;
• Tipo de clima;
• Conservação das redes de água e esgoto;
• Existência de fontes particulares de abastecimento.
Situa-se entre 0,5 e 0,9
•norma brasileira: 0,8 na falta de valores medidos em campo.
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Recomendações Para Projeto
Coeficientes
 Coeficiente de máxima vazão diária (K1)
Corresponde ao dia de maior consumo de água
É a relação entre a maior vazão diária verificada no ano e a
vazão média anual (Norma: 1,2)

Variação do
Consumo (ℓ/hab.dia)

Consumo máximo

consumo do ano:
Consumo
médio Q
K  1
Máxima

J F M A M J J
Meses do ano
A S O N D Q Média

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Recomendações Para Projeto
Coeficientes
 Coeficiente de máxima vazão horária (K2)
Corresponde à hora de maior consumo de água
É a relação entre a maior vazão observada em um dia e a
vazão média horária no mesmo dia (norma: 1,5)
Vazão máxima

Variação do
Vazão (ℓ/s)

consumo diário:
Vazão
média Q
K  2
Máxima

0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 Q Média
Horas do dia

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Recomendações Para Projeto
Coeficientes
 Coeficiente de mínima vazão horária (K3)
Em alguns casos a interesse em determinar o coeficiente
de mínima vazão horária (estações de tratamento de
esgoto).
Relação entre:
• A vazão mínima e a vazão média anual (norma: 0,5)
Os valores dos coeficientes são admitidos constante ao
longo do tempo, qualquer que seja a população existente na
área.
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Curvas de Variação Horária de Vazão de Esgotos
Recomendações Para Projeto

a) Cardoso(5.000hab)
b) Tatuí(20.000hab)

Observar que quanto


menor a localidade
maior a variação
c) Região Metropolitana de São Paulo
SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 53
Consumo per capita
medido em outros países
(l/hab.dia)

Consumo per
capita efetivo nas
capitais brasileiras
RMSP: Região
Metropolitana de
São Paulo

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Recomendações Para Projeto
Taxa de Contribuição de Infiltração
A NBR 9649 da ABNT recomenda que a taxa de contribuição
de infiltração depende das condições locais, tais como:
 Nível de água do lençol freático;
 Natureza do subsolo;
 Qualidade da execução da rede;
 Material da tubulação e;
 Tipo de junta utilizada.

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Recomendações Para Projeto
Taxa de Contribuição de Infiltração
As águas do subsolo penetram nos sistemas através dos
seguintes meios:
 Pelas juntas das tubulações;
 Pelas paredes das tubulações;
 Através das estruturas dos poços de visita, tubos de
inspeção e limpeza, terminal de limpeza, caixas de
passagem, estações elevatórias etc.

NBR 9649 -Taxa de infiltração: TI = 0,05 a 1,0 L/s x km

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 56


Taxas de infiltração, em L/s.km, em redes de esgotos sanitários
obtidas por medições ou recomendadas para projetos

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SANEAMENTO
DIMENSIONAMENTO DA REDE
COLETORA DE ESGOTO
Dimensionamento da Rede Coletora
Após a definição do traçado:

a) Cálculo da vazão a ser esgotada nas etapas inicial e


final do projeto;

b) Cálculo e preenchimento da planilha de


dimensionamento.

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 59


Dimensionamento da Rede Coletora
Cálculo da Vazão de Esgoto Sanitário
Equações utilizadas no cálculo das vazões de início e
final de plano
Vazão de esgoto sanitário de início de plano

Q esi  Q di  Q ind  Q inf


Em que:
Qesi = Vazão do esgoto sanitário inicial (L/s);
Qdi = Vazão doméstica de início de plano (L/s);
Qind = Vazão industrial (L/s);
Qinf = Vazão de infiltração
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Dimensionamento da Rede Coletora
Cálculo da Vazão de Esgoto Sanitário
Vazão de esgoto sanitário de início de plano
C x Pi x qi x K
Qi   Qind  Qinf
2

86400
Em que:
Qesi = Vazão do esgoto sanitário inicial (L/s);
Qi = Vazão de esgoto sanitário inicial (L/s)
Pi = População de início de plano ( hab);
qi = Per capita inicial (L/hab.dia);
K2 = Coeficiente de máxima vazão horária;
C = Coeficiente de retorno;
Tinf = Taxa de infiltração (L/s.Km);
SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 61
Dimensionamento da Rede Coletora
Cálculo da Vazão de Esgoto Sanitário
Vazão de esgoto sanitário de início de plano
A vazão doméstica de início de plano também pode ser
calculada em termos de área esgotada e densidade
populacional:
C x a i x di x qi x K 2
Qi 
86400
Em que:
ai = área esgotada de início de plano ;
di = densidade populacional de início de plano,
em habitantes por hectares (hab/ha)
SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 62
Dimensionamento da Rede Coletora
Cálculo da Vazão de Esgoto Sanitário
Vazão de esgoto sanitário de final de plano

Qf  Qdf  Qindf  Qinf


Determinada com a
Em que:
soma das vazões,
Qf = Vazão do esgoto sanitário final (L/s);
medidas de efluentes
Qdf = Vazão doméstica de final de plano (L/s);
industriais ou com a
Qind = Vazão industrial (L/s);
estimativa do consumo
Qinf = Vazão de infiltração
de água nas industrias.
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Dimensionamento da Rede Coletora
Cálculo da Vazão de Esgoto Sanitário
Vazão de esgoto sanitário de final de plano

C x Pf x q f x K1 x K 2
Qf   Qind  Qinf
86400
Em que:
Pf = População de final de plano ( hab);
qf = Per capita final (L/hab.dia);
K1 = Coeficiente de máxima vazão diária;
K2 = Coeficiente de máxima vazão horária;
C = Coeficiente de retorno;
Tinf = Taxa de infiltração (L/s.Km).
SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 64
Dimensionamento da Rede Coletora
Cálculo da Vazão de Esgoto Sanitário
Vazão de esgoto sanitário de final de plano
A vazão doméstica de final de plano também pode ser
calculada em termos de área esgotada e densidade
populacional:
C x a f x d f x q f x K1 x K 2
Qf 
86400
Em que:
af = área esgotada de final de plano ;
df = densidade populacional de final de plano,
em habitantes por hectares (hab/ha)
SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 65
Dimensionamento da Rede Coletora
Cálculo da Vazão de Esgoto Sanitário

A vazão do esgoto sanitário (início ou


final de plano) corresponde à
contribuição total da área a ser atendida

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA


Dimensionamento da Rede Coletora
Cálculo das Taxas de Contribuição Linear

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA


Dimensionamento da Rede Coletora
Cálculo das Taxas de Contribuição por Área

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 69


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Determinação das Vazões de Dimensionamento de Cada Trecho

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 70


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Determinação das Vazões de Dimensionamento de Cada Trecho

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 71


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
a) Coluna 1 -Trechos

São anotados os números dos trechos,


de acordo com a numeração
estabelecida no traçado da rede
coletora

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 72


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento

b) Coluna 2 - Comprimento

São anotados os valores, em metros, dos


comprimentos dos trechos da rede.

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 73


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
c) Coluna 3 – Taxa de contribuição linear inicial (Txi)
Qi
Txi 
LT
Qdi Qindi
Txi    Tinf
LT LT
Qdi
Txi   Tinf
LT
Em que:
Tinf = taxa de contribuição de infiltração (L/s.m ou L/s.Km);
LT = Comprimento total da rede coletora;
Qi = Vazão do esgoto sanitário inicial (L/s);
SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 74
Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
c) Coluna 3 – Taxa de contribuição linear Final (Txf)
Qf
Txf 
LT
Qdf Qindf
Txf    Tinf
LT LT
Qdf
Txf   Tinf
LT
Em que:
Tinf = taxa de contribuição de infiltração (L/s.m ou L/s.Km);
LT = Comprimento total da rede coletora;
Qf = Vazão do esgoto sanitário final (L/s);
SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 75
Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
d) Coluna 5 – Vazão do trecho no início do plano (Qti)

Qti  Txi x Lt

Em que:
Txi = taxa de contribuição linear de início do plano
(L/s.m);
Lt = comprimento do trecho (m)

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 76


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
d) Coluna 5 – Vazão do trecho no final do plano (Qtf)

Qtf  Txf x Lt

Em que:
Txf = taxa de contribuição linear de final do plano
(L/s.m);
Lt = comprimento do trecho (m)

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 77


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
e) Coluna 4 – Vazão montante (Qm)

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 78


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
e) Coluna 4 – Vazão montante (Qm)
Caso 1: Trecho de cabeceira (Qm = 0)
A vazão de montante (Qm) no primeiro trecho do coletor (trecho de cabeceira) é igual
à zero, já que não existem contribuições anteriores, exemplo:

Qm sem trecho anterior

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 79


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
e) Coluna 4 – Vazão montante (Qm)
Caso 2: Outros trechos
Quando um trecho da rede recebe contribuição de um ou mais trechos, a vazão de
montante é:
 Igual à vazão de jusante (Qj) do trecho anterior, exemplo:

Qm com 1(uma) contribuição de esgotos

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 80


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
e) Coluna 4 – Vazão montante (Qm)
Caso 3: Outros trechos
 Igual à soma das vazões de jusante dos trechos anteriores, exemplos:

Qm com 2(duas) contribuições de esgotos

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 81


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
e) Coluna 4 – Vazão montante (Qm)
Caso 4: Outros trechos

Qm com 3 (três) contribuições de esgotos

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 82


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
f) Coluna 6 – Vazão jusante (Qj)

Equação:
Qj = Qm + Qt

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 83


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
f) Coluna 6 – Vazão jusante (Qj)

Qj com 1(uma) contribuição de esgotos

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 84


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
f) Coluna 6 – Vazão jusante (Qj)

Qm com 2(duas)
contribuições de esgotos

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 85


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
f) Coluna 6 – Vazão jusante (Qj)

Qm com 3 (três)
contribuições de esgotos

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 86


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
g) Coluna 7 – Vazão de Projeto (Qp)

Podem ocorrer dois casos:


Caso 1: Adotar 1,5 L/s, quando a vazão
de jusante for menor que esse valor;

Caso 2: Utilizar o valor da vazão de


jusante quando este valor for maior ou igual
a 1,5 L/s.

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 87


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
g) Coluna 7 – Vazão de Projeto (Qp)
Exemplo desses dois casos:

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 88


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
h) Coluna 9 – Declividade de projeto (Ip)

É necessário calcular a declividade do


terreno (It) e a declividade mínima
(Imín) do coletor, devendo adotar o valor
que resulte em menor escavação do
terreno.

Atendendo aos critérios de


dimensionamento da lâmina líquida (Y/D),
da tensão trativa e da velocidade crítica.

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 89


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
h) Coluna 9 – Declividade de projeto (Ip)

Declividade do terreno (It) (m/m)


CTM - CTJ Declividade mínima (Imín) (m/m)
It 
Lt
Imín  0,0055 x Qpi -0,47

Em que:
CTM = cota do terreno de montante;
CTJ = cota do terreno de jusante;
Lt = Comprimento do trecho;
Qpi = vazão de projeto de início de plano
SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 90
Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
h) Coluna 9 – Declividade de projeto (Ip)

Normalmente, o dimensionamento é iniciado com o maior valor


da declividade.

Caso esse valor resulte em elevada profundidade (coluna 14) ou


não atenda o valor do recobrimento, é recomendado que a
declividade de projeto seja alterada para o valor no intervalo:

 Imín ≤ Ip < It

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 91


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
i) Coluna 8 – Diâmetro do coletor (D)
Para o primeiro trecho do coletor (cabeceira) deve
ser utilizado o diâmetro mínimo estabelecido no
projeto (100 mm, NBR 9649/1986 ou 150 mm
usado em algumas companhias de saneamento)

Nos demais trechos do coletor deve ser utilizado


diâmetro igual ou maior do que o do coletor
contribuinte ao PV montante.
O valor do diâmetro pode ser modificado caso
não atenda a relação Y/D, a velocidade final e a
tensão trativa.
SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 92
Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
j) Coluna 10 – Altura da lâmina liquida (Y/D)

Calcular a relação:

Q p  23,976.d o8 / 3 I o1/ 2

Ir na tabela 1- Dimensionamento e
verificação das tubulações de esgoto.

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 93


Tabela 1- Dimensionamento e verificação das tubulações de esgoto

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 94


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
j) Coluna 10 – Altura da lâmina liquida (Y/D) de início e final
de plano.

Tabela 1- Dimensionamento e verificação das tubulações de esgoto

Exemplo : considerar D = 150mm e

a razão:

Q p  23,976.d o8 / 3 I o1/ 2

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 95


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
j) Coluna 10 – Altura da lâmina liquida (Y/D)

Caso o valor da relação Y/D seja maior que 0,75, ou seja não
atender a NBR 9649/1986, deve ser utilizado diâmetro maior e
repetido o procedimento para determinar Y/D.

Caso o valor da relação Y/D atenda a NBR 9649/1986, anotar


o valor na coluna 10.

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 96


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
k) Coluna 11 – Velocidade final de escoamento (Vf) de início e
final de plano.

Anotar o valor da relação:

v p  30,527.D 2 / 3 .I 1/ 2
Para o diâmetro (coluna 8) e Y/D (coluna 10)

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 97


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
k) Coluna 11 – Velocidade final de escoamento (Vf)
de início e final de plano.

Calcular a velocidade final:

V = valor encontrado

Caso o valor de V seja superior a velocidade crítica (coluna 17),


deve ser alterada a declividade de projeto (coluna 9) ou o diâmetro
do coletor (coluna 8)

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 98


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
l) Coluna 12 – Cota do terreno

São anotados as cotas do terreno a


montante (CTM) e cota do terreno a jusante
(CTJ)

São obtidas na planta com o traçado da


rede coletora de esgoto

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 100


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
m) Coluna 13 – Cota do coletor

Verificar os casos:

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 101


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
m) Coluna 13 – Cota do coletor
Caso 1- Cota do coletor a montante (CCM) no trecho inicial ou
de cabeceira.

Expressão:
CCM = CTM - PM

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 102


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
m) Coluna 13 – Cota do coletor
Caso 2- Cota do coletor a jusante (CCJ).
CCJ = CCM – (Ip x Lt)

PM =

CCJ do trecho 1.1


SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 103
Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
m) Coluna 13 – Cota do coletor
Caso 2- Cota do coletor a jusante (CCJ).

CCJ = CCM – (Ip x Lt)

Em que:
CCM = cota do coletor a montante;
Ip = declividade de projeto;
Lt = comprimento do trecho.

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 104


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
m) Coluna 13 – Cota do coletor
Caso 3- Cota do coletor a jusante (CCM) – 1 entrada e 1 saída.
Quando o trecho da rede coletora de esgoto possuir apenas 1
contribuição, a CCM é igual a CCJ do trecho anterior, conforme
mostrado no esquema:

=1,2

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 105


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
m) Coluna 13 – Cota do coletor
Caso 4- Cota do coletor de montante – 2 ou 3 entradas e 1 saída
(CCM).

Quando o trecho da rede coletora possuir 2 ou 3


contribuições no poço de visita, a cota do coletor a montante
será igual à menor CCJ entre os trechos anteriores.

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 106


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
m) Coluna 13 – Cota do coletor
Caso 4- Cota do coletor de montante – 2 ou 3 entradas e 1 saída
(CCM).

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 107


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
n) Coluna 14 – Profundidade do coletor

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 108


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
n) Coluna 14 – Profundidade do coletor
Caso 1- Profundidade de montante (PM)-Início de trecho
Diâmetro
PM = R + D
Recobrimento

Adotar o recobrimento de no mínimo 0,60 e 0,90 m para coletor


assentado no passeio e na rua respectivamente.

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 109


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
n) Coluna 14 – Profundidade do coletor
Caso 2- Profundidade a jusante (PJ)

É calculada por:

PJ = CTJ - CCJ

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 110


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
n) Coluna 14 – Profundidade do coletor
Caso 3- Profundidade de montante (PM)- 1 entrada e 1 saída.

A profundidade de montante para um trecho que recebe


apenas uma contribuição é igual a profundidade a jusante do
trecho contribuinte.

É igual a profundidade de jusante do trecho anterior

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 111


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
n) Coluna 14 – Profundidade do coletor
Caso 3- Profundidade de montante (PM)- 1 entrada e 1 saída.

PM1.2 = PJ1.1

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 112


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
n) Coluna 14 – Profundidade do coletor
Caso 4- Profundidade de montante (PM)- até 3 entradas e 1 saída.

A profundidade de montante para um trecho que recebe 2 ou 3


contribuições é igual à maior profundidade de jusante entre os
trechos contribuintes.

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 113


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
n) Coluna 14 – Profundidade do coletor
Caso 4- Profundidade de montante (PM)- até 3 entradas e 1 saída.

2 entradas e 1 saída.

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 114


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
o) Coluna 15 – Profundidade da singularidade de jusante

Caso 1- Trecho inicial(cabeceira) é igual


ao valor da profundidade a jusante do
coletor.

Caso 2 -2 a 3 trechos contribuintes


A profundidade da singularidade é igual à
maior profundidade de jusante entre os
coletores contribuintes.

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 115


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
p) Coluna 16 – Tensão trativa.

O Valor de Y/D (coluna 10) é utilizado na tabela 2


para verificar o valor de β;

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 116


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
p) Coluna 16 – Tensão trativa.
Tabela 2- Raio Hidráulico (RH)

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 117


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
p) Coluna 16 – Tensão trativa.

Anotar o valor do diâmetro;


Calcular o valor do Rh na expressão:
Em que:
= Rh = β x D  = Tensão trativa Pa;

 = Peso especifico do
Calcular a tensão trativa na líquido, N/m;
seguinte expressão: RH = Raio hidráulico, m;

   x Rh x Ip Ip = Declividade de projeto da
tubulação, m/m

SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 118


Cálculo e Preenchimento da Planilha de Dimensionamento
Alternativa de planilha de dimensionamento
q) Coluna 17 – Velocidade crítica
Expressão:

Vc  6 x Rh.g
Em que:
Vc = velocidade crítica, m/s;
g = aceleração da gravidade, (9,8 m/s2) m/s2;
RH = raio hidráulico.
Segundo a NBR 9649/1986, o valor a velocidade final de
escoamento não deve ser menor que o valor da velocidade
crítica
SANEAMENTO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA DIMENSIONAMENTO DA REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO - 119

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