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Relatório da Aula 11 :: 22/10/2015

Cultura e Contemporaneidade - HACD79

Professor: Messias Bandeira

Responsáveis pelo relatório:

Camila Farias ; carolina almeida; davidimana123@gmail.com; Lia Sfoggia


(liasfoggia@gmail.com); Cintia Palma ( cintiapbahia@hotmail.com)

Data: 22 outubro de 2015

Breve relato (temas da aula, local, professores responsáveis, convidados, recursos etc.)

TEMA DA AULA: Reinicio do Curso

LOCAL: Campus de Ondina – UFBA - Auditório da Faculdade de Comunicação.

PROFESSOR RESPONSÁVEL: Messias Bandeira

RECURSOS: Notebook e Projetor

Atividades preparatórias à aula (procedimentos, leituras, discussões, exercícios etc.)


Bibliografias:

A sugestão de leitura para esta retomada é uma entrevista com Jacques Rancière (que
escreveu "O ódio à democracia" e "A partilha do sensível") e está disponível em
http://revistacult.uol.com.br/home/2010/03/entrevista-jacques-ranciere/ .

Síntese das Principais ideias e Debates:

A aula desenvolvida no dia 22 de outubro perpassou por um momento de reconhecimento do


atual momento da universidade através do ponto de vosta do professor, seguiu por definições
de avaliação, recapitulou conteúdos desenvolvidos, perpassando os principais tópicos de
argumentação do curso, encaminhou as atividades que serão desenvolvidas até o final do
semestre e culminou na discussão proposta através da leitura da entrevista do filósofo Jacques
Rancière.
O ATUAL MOMENTO DA UNIVERSIDADE

A aula começou com o Prof. Messias apresentando seu ponto de vista sobre a greve,
salientando pontos como:

a não efetividade do instrumento de greve na atualidade sob o o argumento que após 140 dias
de greve a classe não teve suas reivindicações atendidas nem conseguiu um diálogo efetivo
com o governo;

a crise e efervescência política brasileira atual foi um tema recorrente que balizou a maioria
dos pontos de vista.

2 - DEFINIÇÕES DE AVALIAÇÃO

Após sinalizar tal contexto, o Professor sugere à turma o instrumento de avaliação final, um
ensaio. além dessa forma de avaliação, Messias relembra os relatórios que estão sendo
produzidos ao decorrer do curso e publicados em plataforma online, e a nota de auto-
avaliação que cada alun@ se dará. A proposta do ensaio é que ele envolva obrigatoriamente
uma bibliografia do programa do curso podendo ou não contar com outras contribuições. O
ensaio deve ter entre 05 e 08 páginas. A data de entrega desse texto ficou em aberto, pois
emergiu a necessidade de verificar prazos possíveis para a finalização do semestre.

Em seguida, o professor Messias deu início às discussões sobre o texto base proposto para a
aula 11: a entrevista do filósofo francês Jacques Rancière, autor das obras "O ódio à
democracia" e "A partilha do sensível".

3 - RECAPITULAÇÃO DOS CONTEÚDOS

Num terceiro momento passamos por um período de recapiltulação dos conteúdos até agora
desenvolvidos (do início das atividades até a deflagração da greve), buscando com a turma
relembrar alguns tópicos demarcadores importantes sobre a temática da contemporaneidade
e suas discussões circundantes. Para tanto acompanhamos o programa da disciplina e os
planos das aulas em conjunto com a bibliografia através de projeção como uma espécie de
guia para lembrar e mapear o que foi discutido anteriormente.

Alguns pontos foram salientados pelo professor, são eles:

os temas sobre a transversalidade da cultura na contemporaneidade, a culturalização da


economia e o papel intervencionsita do Estadi na cultura;
o estatuto do saber na contemporaneidade (como cometer erros); articulação e integração
dos campos dos saberes; implantação da universidade de Berlim e Brasil -modelos de
universidade;

panorama histórico da contemporaneidade, perpassando por Freud (friccção das ciências e


humanidades) - séculos XX e XXI;

cultura, sociedade e contemporaneidade - início do século XX; descontinuidade do campo da


cultura;

o sujeito na contemporaneidade - estudos de identidade;

ENCAMINHAMENTO DAS ATIVIDADES

Após breve panorama do curso, foram abordados os temas das próximas aulas até a conclusão
do semestre, a saber: os itens 09 a 14 do conteúdo programático, disponível aqui.

Foram apresentadas as principais questões dos itens 09 e 10 do programa. Com relação ao


item 09 "Pós-11 de setembro: hiperlocalizações socioculturais", foram lembrados alguns fatos
como possíveis inauguradores do Século XXI:

- 11 de setembro;

- Primavera árabe;

- Eleição de Obama (mudança significativa na ordem política);

- apropriação social das tecnologias da informação e da comunicação.

Após, foi problematizada a relação da sociedade com a tecnologia. Como nós ressignificamos
essas novas tecnologias e suas formas de operação? Nesse contexto, associado ao cruzamento
das interfaces, dos ambientes tecnológicos, dos dispositivos, das funcionalidades, o Prof°
Messias abordou a ideia das hiperlocalizações, indicando que o indivíduo se torna uma
unidade móvel de informação (portabilidade de informação).

Sobre o item 10 "Naïfização e recursividade da cultura contemporânea: artes plásticas,


literatura, moda, gastronomia, design, etc." o Prof° Messias propõe a reflexão sobre a
reconfiguração da cultura a partir do reencantamento do mundo por meio da tecnologia.
Sugeriu pensar o reencontro do indivíduo com a técnica, sendo que num cenário no qual a
técnica parece reunir todas as possibilidades de produção de cultura, de produção artística.

Em seguida, foi relacionado o conceito de Naïfização ao uso das tecnologias, desde o


artesanato, até as grandes produções artísticas, como uma gradação de operações que não
são excludentes, mas que funcionam simultaneamente (lembrando que é próprio da cultura
contemporânea promover a religação das culturas, das artes e do fazer artístico). O professor
destacou que, inclusive do ponto de vista conceitual, a gênese do fazer artístico é a técnica,
sem haver determinismo tecnológico nesse processo. Em referência ao sociólogo Manuel
Castells, justificou que a sociedade é a técnica, ou seja, sem ela não haveria cultura, sujeito e
indivíduo.

Finalizou, apontando outras questões que também serão discutidas nessa etapa final do curso,
tais como: a cultura como base para o desenvolvimento, as culturas digitais, o papel do
mercado, as estratégicas para descentralização do mundo.

ENTREVISTA COM JACQUES RANCIÈRE

A associação entre arte e política segundo o filósofo Jacques Rancière

O prof°. Messias começa a discorrer sobre o texto indicado para a aula, ressaltando a reflexão
de que talvez não vivenciamos a política e sim a estética da política, uma vez que o cenário
atual do país denuncia a existência de grupos políticos que não demonstram serem contra a
algum tipo de política e sim contra a algumas camadas sociais ascenderem economicamente
principalmente, tornando-se também consumidores nesta sociedade e questiona como
estamos experimentando a cultura política, a partir desses grandes mediadores da
contemporaneidade (operadores mais tradicionais do mundo da política).

Nesse sentido o mesmo ressalta o posicionamento do autor, inferindo que as pessoas não
estão contra este ou aquele partido político, estão contra a democracia, pensando dessa forma
apenas em seu grupo. Exemplifica, fazendo referência a composição do congresso e suas várias
estéticas (diferentes bancadas).

O Prof. Messias fala para a turma a concepção de Ranciere de que a estética e a política se
apresentam como formas de se manifestar e organizar o sensível e desta maneira (na visão do
filósofo) a sociedade busca se tornar palpável e inteligível.

Sobre o lado político da literatura e seus novos meios de publicação pela internete, Ranciere
considera que os novos meios não afeta as formas antigas de escrita. Dentro desta
perspectiva, o Prof. Messias não concorda com o ponto de vista do filósofo, pois as grandes do
mercado de venda de livros digitais, como o Google, fazem pressão para conduzir as leis de
copyrigth e práticas de mercado para monopolizar a fruição e comercialização de produções
literárias afetando (segundo Prof. Messias) toda uma cadeia de produção e venda de livros.

Dessa forma, a aula se encerra em meio a discussões sobre os partido políticos e como se
posicionam frente às questões tanto culturais quanto econômicas. Pontuando acontecimentos
atuais tais como o não posicionamento do PT frente as contas de Cunha e sobre algumas
pessoas importantes dentro de alguns partidos que encontram-se se desvinculando a estes.

Com isso, foi possível fazer links entre as aulas já realizadas e todas discussões suscitadas com
o atual cenário político e cultural do país, nesse sentido podemos refletir sobre o papel da
política na cultura e como esta é valorizada a partir de alguns prismas, que promovam um
retorno financeiro por outro lado desvalorizada quando trata-se de arte e artistas que não
movem a roda da política.