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NSTITUTO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR PRESIDENTE

KENNEDY - IFESP
CURSO DE LETRAS - LICENCIATURA

JOSÉ WELLINGTON CORDEIRO DA ROCHA FILHO.

PORTFÓLIO LPT I

GÊNEROS TEXTUAIS

Natal
27 de setembro de 2017
JOSÉ WELLINGTON CORDEIRO DA ROCHA FILHO.

PORTFÓLIO LPT I

GÊNEROS TEXTUAIS

Trabalho apresentado ao Curso letras -


licenciatura do Instituto De educação Superior
Presidente Kennedy - IFESP, para a disciplina
Leitura e produção de texto I.

Prof. Arandir Róbson Martins Câmara

Natal
2017
SUMÁRIO

RESUMO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
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INTRODUÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
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CONCEPÇÃO DE LEITURA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
CONHECIMENTO
LINGUÍSTICO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
OS FATORES DA TEXTUALIZAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
SEQUÊNCIA DE TEXTOS E GÊNEROS TEXTUAIS/DISCURSIVOS . . . . . . . . . . . .
CONCLUSÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
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REFERÊNCIAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
RESUMO

Este trabalho tem por finalidade apresentar os estudos feitos acerca dos textos
lidos e discutidos, desenhar um panorama de práticas de leitura e de produção de textos.
Os elementos de estudo apresentados foram os gêneros textuais, leitura e produção de
textos o qual também nos provoca a desempenhar estas práticas em nosso cotidiano
discente e docente, tornando essas práticas em práticas das quais estamos insertados em
nosso meio social.

INTRODUÇÃO

Este módulo caracteriza-se por reflexões cujo fio condutor é a leitura e a


produção de textos, numa perspectiva dos gêneros textuais como práticas sociais, o qual
também nos proporciona uma concepção de ensino sociointeracionista.
Os pressupostos teóricos de leitura e produção de textos vêm da concepção de
que essas atividades se constituem a partir de processos dialógicos por toda a vida, e
devem ser entendidos como atividades significativas e com sentido. Os textos
apresentados nesta disciplina de LPT I, dialogam entre si, a reflexão de temas na área de
desenvolvimento da leitura, da produção de gêneros textuais e ensino.
Metodologicamente, os textos apresentados, estão organizados da seguinte
forma: Ingedore Koch e Vanda Elias, apresentam concepções de linguagem e de ensino
da língua portuguesa. Luiz Antonio Marcuschi são fundamentais para discutir a questão
dos gêneros e as sequências textuais. Maria da Costa Val reflete sobre as veredas da
textualidade, apresentando os fatores internos e externos dos textos.
Este trabalho apresenta aspectos e estudos, os quais nos levam aos
conhecimentos sobre Concepção de leitura, conhecimento linguístico, fatores de
textualização e sequência de textos e gêneros textuais/discursivos.

CONCEPÇÃO DE LEITURA
No texto leitura, texto e sentido, as autoras KOCH, Ingedore; ELIAS, Vanda
2006, abordam vários fatos importantes para a leitura e compreensão do texto que um
leitor se dispõe a ler. Para isso as autoras destacam pontos importantes e relevantes
acerca da Concepção de leitura: O que é ler? Para que ler? Como ler?
Foco no autor: A língua é representação do pensamento, o sujeito é individual,
dono de suas ações, o texto é produto do pensamento do autor e leitura é atividade de
captação de ideias do autor e o entendimento das ideias. O autor expressa suas ideias e
cabe ao leitor captá-las da maneira como lhe é passado através do texto.
Foco no texto: O leitor decodifica o texto, sendo a língua como um código. Nele
reconhece as estruturas e ao mesmo tempo faz das ideias do autor. A língua é estrutura,
ferramenta, código, o sujeito é determinado, “assujeitado”, o texto é produto da
codificação de um emissor a ser decodificado pelo leitor/ouvinte (que conhece o código)
e a leitura é a atividade de decodificar o texto. Desta forma o sujeito é individual, dono
de suas ações, o texto é o produto do pensamento do autor e a leitura é atividade de
captação de ideias do autor.
Foco na interação autor-texto-leitor: O leitor entende e interage com o autor,
ao entender, o leitor entende e daí, com seus conhecimentos prévios interage com as
ideias do autor, fazendo das dele uso para tal ação. A língua é lugar de interação, o
Sujeito é o ator/construtor social (se constrói e é construído no texto), o texto é o lugar
aberto, onde há implícitos detectáveis pelo contexto e a leitura é atividade interativa
complexa de produção de sentidos.
Objetivos da leitura: Toda a interação texto, autor e leitor dependem da
vontade empregada na leitura. Cabe o leitor decidir se é de grande ou de pequeno
interesse para ele.
Leitura e produção de sentido: Os conhecimentos do leitor e seu repertório de
leitura, são necessários para uma boa interação com o texto, já que, o leitor tendo posse
do conteúdo em outras leituras, facilitará sua interação com o texto proposto.
Leitura e ativação de conhecimento: É variável o sentido do texto dado pelo
leitor, pois este dará o sentido que entende ativando assim conhecimentos, lugar social,
vivências, relações com o outro, valores da comunidade, crença e vivências. A leitura
torna-se a produção de sentidos e orientadas por nossa bagagem sociocognitiva.
Pluralidade de leitores e sentidos: O leitor pode fazer diversas interpretações,
sendo assim o mesmo texto pode ter vários sentidos, uma vez que os conhecimentos,
vivências e valores são diferentes de um leitor para outro.
Fatores de compreensão da leitura: Já é de nosso conhecimento que a
compreensão de um texto viária segundo as circunstancias de leitura e depende de
vários fatores, complexos e inter-relacionados entre si (Alliende & Condemarin, 2002).
Desta forma a relação entre texto, autor e leitor pode ser melhor ou pior, à medida que
os fatores relativos aos integrantes desse quadro podem interferir.
Autor/leitor: O texto para haver interação com o leitor, com o que o autor
expressou, precisa do conhecimento do leitor com aquilo que ele está lendo. Os textos
possuem uma direção, um grupo de leitores específico. Os Fatores que interferem para
melhor ou pior no texto para o leitor são: aspectos materiais (estrutura do texto) e
fatores linguísticos a (a escrito do texto), bem como esquemas cognitivos, bagagens
culturais, circunstancias em que o texto foi produzido.
Escrita e leitura: contexto de produção e contexto de uso. O sentido do
porque o texto foi escrito (contexto de produção) pode não ter o mesmo sentido para
quando for lido (contexto de uso).
Texto e leitura: O leitor participa ativamente na leitura, pois é preciso que ele vá
completa o que vai lendo com o que lhe é dito no texto, como uma orientação de como
tem que ir pensando de acordo com a leitura do texto.
Para o seu texto, o autor quer que o leitor vá construindo seu sentido no decorrer da
leitura. Para uma boa e produtiva leitura, os conhecimentos do leitor e do texto têm que
interagir, havendo assim numa boa comunicação.

CONHECIMENTO LINGUÍSTICO

A Linguística trata do texto como um objeto de pesquisa, considerando-o como


uma unidade básica de manifestação da língua. Não podemos desconsiderar o estudo
dos aspectos mais relevantes de construção da textualidade no ensino da língua, pois é
necessário que tenhamos um conhecimento na estruturação do texto as questões da
hipertextualização dos gêneros, a compreensão das sequências textuais entre outras
temáticas que giram em torno do ensino da língua e de questão de linguagem o Sendo
assim a linguística textual oferece ao profissional, enquanto produtor e leitor, norteador
e avaliador do texto elaborado pelo aluno, os elementos necessários para que a escrita se
faca de forma aleatória e intuitiva, mas com um texto com todas as propriedades que a
textualidade abarca. O conceito de texto por sua vez, leva em conta a leitura como uma
atividade de atribuição de sentido e o leitor como construtor de sentido. Por esse
motivo, no processamento textual, os leitores recorrem a muitas etapas interpretativas, e
para o processamento textual, recorremos a três grandes sistemas de conhecimento,
sendo eles, linguístico, enciclopédico e interacional. O linguístico abrange o
conhecimento gramatical e lexical. O conhecimento enciclopédico, refece aos
conhecimentos gerais sobre o mundo. Já o interacional refere-se às formas de interação
por meio da linguagem e engloba o conhecimento, bem como ilocacional,
comunicacional, metacomunicativo e superestrutural. O conhecimento ilocacional
permiti-nos, reconhecer os objetivos ou propósitos pretendidos pelo produtor do texto,
em uma data situação interacional. O conhecimento comunicacional, diz respeito à
qualidade de informação necessária, numa situação comunicativa concreta, para que o
parceiro seja capaz de reconstruir o objetivo da produção de texto, seleção da variante
linguística adequada a cada situação de interação e a adequação do gênero textual a
situação comunicativa. O conhecimento metacomunicativo é aquele que permite o
locutor assegurar a compreensão do texto e construir a aceitação pelo parceiro dos
objetivos com o que é produzido. Já o conhecimento superestrutural permite a
identificação de textos como exemplares adequados aos diversos eventos da vida social.
As autoras reforçam que a leitura é uma atividade que exige a ativação dos
conhecimentos acima descritos, enfatizando que a leitura é uma atividade complexa de
produção de sentidos. A concepção hoje predominante nos estudos de leitura é a da
leitura como prática social que, na linguística aplicada, é subsidiada teoricamente pelos
estudos do letramento. Para as autoras, o contexto é “um conjunto de suposições,
baseadas nos saberes dos interlocutores, mobilizadas para a interpretação de um texto”.
Os tipos de conhecimentos que o contexto cognitivo engloba são: linguístico,
enciclopédico, situação comunicativa, superestrutural ou tipológico, estilístico e de
outros textos. Dentro dessa perspectiva, as autoras citam dois tipos de contexto:
contexto de produção e contexto de uso, sendo eles circunstância da escrita e a
circunstância de uso. Os elementos que compões uma cena comunicativa são o produtor
de texto, os ouvintes/leitores e uma situação de comunicação, por isso, o texto possui
diferentes sentidos, já que na atividade de leitura adicionamos o lugar social, as
vivências, as relações com o outro, os conhecimentos textuais. Por outro lado, as
sequências marcas convergentes dadas através de pistas que o produtor sinaliza no
texto, elementos no texto, colocados de forma explicita ou não, que levam os leitores a
uma leitura convergente.
Conceito de texto: Encontra-se na concepção de linguagem, de sujeito e de
sentido e com que noção de língua se trabalha, quando operamos com categorias como
texto ou discurso. A representação do pensamento segundo Koch e Elias (2008), diz que
esta concepção fica reduzida apenas a um fenômeno mental, dificultando nosso
entendimento de como os fatos culturais e nossas experiências passam para a língua,
tornando a um fenômeno social. Desta forma as autoras dizem que o texto é um produto
do pensamento do autor, cabendo o leitor um papel passivo, sem ser levado em conta
suas experiências e conhecimentos. A língua como estrutura, ela é vista como um
código fechado ou sistema de signos, mero instrumento de comunicação, tratada como
um sistema homogêneo composto de vários níveis hierarquicamente distribuídos.
Segundo Marcuschi (2008) esses níveis estruturais são quatro: nível fonológico,
morfológico, sintático e semântico. Desta forma o texto é um produto de codificação de
um emissor a ser decodificado por um leitor/ouvinte como função passiva. Lugar de
interação: o sujeito é uma entidade psicossocial, autor/construtor social, sujeito de
caráter ativo, que dialogicamente se constrói e é construído. (Kosh 2008). O texto é o
lugar de interação e pensamento dos interlocutores que ativam diferentes conhecimentos
(linguístico, textuais, de mundo, enciclopédico) para a compreensão do evento
comunicativo. E o que é texto? Quais os critérios que nos permitem reconhecer um
texto? (ANTUNES, 2010, p.31) diz que todo texto é expressão de uma atividade social.
Já na perspectiva de Beaugrende (1997), texto “é um evento comunicativo no qual
convergem ações linguísticas, sociais e cognitivas”. Beaugrende, sugere que o texto
não é uma simples sequência de palavras escritas ou faladas, mas um evento. O texto é
visto como um sistema de conexões entre vários elementos (sons, palavras, enunciados,
significações, participantes, contextos etc.). O texto é construído numa orientação de
multissistemas (imagem, musica). O texto é um evento interativo (Coautorias em vários
níveis). O texto compõe-se de elementos que são multifuncionais sob vários aspectos,
tais como: um som, uma palavra, uma significação, uma instrução etc. e deve ser
processado com esta multifuncionalidade. Assim, uma palavra, uma frase, um
parágrafo, ou mesmo imagens, por si sós não constituem textos se não estiverem
inseridos em uma situação de comunicação. Para o estabelecimento do sentido de um
segmento qualquer do texto, deve-se sempre levar em conta a situação de comunicação
(contexto) em que se concretiza. Para Costa Val (1999) O texto caracterizado como
“uma unidade de linguagem em uso comprimido uma função identificável num dado
jogo de atuação sociocomunicativa.” Um texto bem formado teria de atender a três
aspectos: (Programático relacionado a sua atuação informacional e comunicativa); o
semântico – conceitual (relacionado a coerência); o formal, relacionado a coesão. O
texto precisa saber para quem vai produzir, porque a fonte de produção de sentido não
resiste apenas no texto, mas também, no interlocutor, mas a sua tessitura comporta,
também, o pragmático e semântico. O fator pragmático situa-se na dimensão
sociocomunicativa, ele define a materialidade do texto. A semântica: ela deve caminhar
para o que chamaremos de macro–ato, é um texto só pode ser considerado como tal,
quando tem um usuário estabelece um sentido para ele. O aluno deve conhecer os
mecanismos de estruturação textual, a sua materialidade linguística, os seus processos
cognitivos, culturais e interacionais. O texto dessa forma pode ser assim compreendido,
conforme Kosh 1992. Uma manifestação constituída de elementos linguísticos
selecionados e coordenados pelos falantes, durante a atividade verbal, de modo a
permitir aos parceiros, na interação, não apenas a depreensão de processos e estratégias
de ordem cognitiva, como também a interação (ou atuação) de acordo com práticas
socioculturais. Ou seja, todo texto é uma expressão de atividade social.

Segundo Mira Mateus (1983) “ao conjunto de propriedades que uma


manifestação da linguagem humana deve possuir para ser um texto (discurso)”.
Segundo Beaugrande e Dressler (1983) vários fatores são responsáveis pela textualidade
de um discurso qualquer. Segundo propões Costa Val (1999) “uma unidade de
linguagem em uso cumprido uma função identificável um dado jogo de atuação
sociocomunicativa”. Conforme Beaugrande e Dressler 1983 e Costa Val 1999, os
critérios de textualidade apresentam um conjunto de sete fatores: intencionalidade,
aceitabilidade, situacionalidade, informatividade, intertextualidade, corsão e coerência.

SEQUÊNCIA DE TEXTO E GÊNEROS TEXTUAIS/DISCURSIVOS

Como construímos textos? Quais processos são envolvidos e por quais


parâmetros os textos são constituídos? A consideração de Meurer & Motta-Roth (1997)
sobre o assunto: Hoje parece haver um consenso de que, embora a gramática, a coesão e
as modalidades retóricas sejam imprescindíveis à utilização da linguagem, o aluno tem a
necessidade de ir além das categorias, para melhor se preparar e poder ler e reproduzir
textos nos diferentes contextos sociais onde exercerá suas funções de profissional,
cidadão e ser social. Nas explicações dos autores, você percebe a importância de
entendermos a constituição e o funcionamento dos textos, como aprendemos, como são
os textos, os mediadores dessas múltiplas avaliações.

O conceito de sequência textuais: Para Adam e Bonini, o contexto de texto é


entendido como “um objeto circundado e determinado pelo discurso” e começa a ser
discutido por Jean-Michel Adam no decorrer da década de 1980 em 1987. Outra questão
importante é o fato de esse conceito ser incorporado, dentre outros pelos Parâmetros
Curriculares Nacional (PCN, BRASIL, 1998) para os ensinos fundamental e médio,
juntamente com as discussões sobre gêneros textuais. Vejamos as explicações de Bonini
(2005) a respeito da noção de sequência textual sob a ótica dos estudos de Adam. “As
sequências (narração, descrição, argumentação e diálogo) são entendidas, então, como
pontos centrais de caracterização de textos e, por tanto, com os principais componentes
para atividade com textos”. Dessa forma podemos entender que as sequências são
definidas a partir de dois outros conceitos: (a) base¹tipo de textos e (b) superestrutura
textual. Veja como Werlich (1976) conceitua essas definições que estão engendradas nas
sequências: “Toda comunicação entre os seres humanos é uma comunicação por meio
de texto”.

Adam propõe a organização textual das diferentes sequências de textos: (a) a


sequência narrativa; (b) a sequência argumentativa; (c) a sequência descritiva; (d) a
sequência explicativa (e) a sequência dialogal. Retomaremos os estudos de Adam
Acosta-Pereira & Zimmermann (2009) e Bonini (2005). As sequências retiradas são:
Sequência narrativa: Ela é sustentada por um processo com início, meio e fim, com
ordem obrigatória. Sequência descritiva: Ela é constituída por fazes sem uma
organização de ordens linear obrigatória, porém com a ordem hierarca ou vertical.
Sequência argumentativa: São esquematizações de objetos de discursos, atestáveis
empiricamente em textos. Sequência explicativa: Ela se origina na constatação de um
fenômeno incontestável, mas que requer uma explicação das causas e / ou razões da
afirmação inicial, o que reformulará a constatação inicial. Sequência Dialogal: Os
interlocutores estão envolvidos em uma determinada interação verbal na qual trocam
enunciados que são mutualmente determinados para formar um texto coerente. Outras
formas de Planificação: As sequências são uma reorganização de um conteúdo
temático já existente e manifestado a partir das representações que se tem dos
destinatários de seu texto, e do efeito que se quer causar.

Cada texto traz em sua infraestrutura uma sequência típica, contudo, os textos,
de variados gêneros, podem apresentar uma inter-relação entre sequência, posto seres
híbridos, heterogêneos e dinâmicos. Com isso, é difícil você encontrar textos
construídos a partir de uma única sequência textual, mas, sim, textos fluidos,
perpassados por sequências diversificadas. O termo gênero é usado para designar um
conjunto de convenções relativamente estável que é associado, e parcialmente realiza,
um tipo de atividade socialmente aprovado, como a conversa informal. Cada gênero,
por tanto, ocorre em determinado contexto e envolve diferentes agentes que os
produzem e os consomem (lêem e interpretam). Os gêneros contribuem para a ordenar
estabilizar as atividades comunicativas do dia-a-dia. Caracterizam-se como eventos
textuais altamente maleáveis, dinâmicos e plásticos. Vejam como os diferentes autores
tem concordado em relacionar gêneros textuais/discursivos com aspectos de ordem
social histórico e cultural. Os gêneros dinâmicos, fluidos e heterogênicos, podendo se
modificar-se ao longo da história, assim como se caracterizarem de formas diversas,
dependendo da esfera de atividades e da situação interlocutiva. Exemplos: o gênero
carta pessoal, carta de leitos, carta aos leitos, carta do editor, e carta legal, dependendo
da interação que ela esteja mediando. Para que você não confunda a noção de gênero
textual/discursivos e o tipo ou sequência textual, apresentamos as explicações de
Marcuschi (2005) a respeito. Usamos a expressão tipo textual para designar uma espécie
de sequência teoricamente definida pela natureza linguística de sua composição. O autor
retoma as discursões sobre sequências textuais e, logo após apresenta a noção de3
gênero para que possamos recuperar as doenças entre ambas as nações. Sequências
textuais e gêneros textuais/Discursivos. É importante que se lembrem que os gêneros
não são formas estáticas, estanques ou meramente estruturais. Pelo contrário, são
sempre dinâmicos e passivos de transformações. De acordo com Bakhtin (2003), os
gêneros são pluriestilísticos e plurilinguísticos, sendo, portanto, capazes de
apresentarem, variações múltiplas em sua temática, em seu estilo e em sua
composicionalidade, como mostrou os exemplares na apostila. Como já lembrado, os
gêneros textuais não se caracterizam como formas estruturais estáticas e definidas de
uma vez por todas. Não há como fazer uma lista fechada de todos os gêneros. Quando
dominamos um gênero textual, não dominamos uma forma linguística e sim uma forma
de realizar linguisticamente objetivos específicos em situações sociais particulares
(MARCUSHI, 2005, p. 29). Mas como analisar tais gêneros, isto é, como apresentar
regularidade linguísticos-textuais que estejam relacionadas a constituição e ao
funcionamento dos gêneros? Alguns procedimentos para análise de gêneros
textuais/discursivos. Primeiramente você encontrará perguntas acerca do papel do
gênero em seu contexto de significação. Na segunda parte, você terá perguntas acerca
do conteúdo e da organização textual: Vejamos: O papel do gênero no contexto e o
conteúdo e organização textual do gênero.

CONCLUSÃO

Esta coletânea de textos trabalhados na disciplina de LPT I, me propicio concluir


que é de extrema importância para nós discente e futuros docentes o conhecimento
sobre os gêneros textuais e quais relevâncias ele pode nos propiciar em nosso cotidiano
acadêmico. Esta disciplina ao mesmo tempo nos propôs, reflexões acerca da leitura e da
produção de textos em uma perspectiva ampla de gêneros textuais como prática social o
tempo todo, nos dando novos significados sobre as temáticas aqui abordadas. Perceber o
dialogo dos autores sobre cada questão, nos fez também refletir sobre nossas práticas e
de como devemos construir e desconstruir alguns conceitos preestabelecidos.
Compreender sobre concepções de linguagem e de ensino da língua portuguesa, gêneros
e as sequências textuais e textualidade, apresentando os fatores internos e externos dos
textos, nos trouxe uma bagagem rica tanto nos aspectos estéticos como estruturais as
concepções que tínhamos em outrora. Cada autor trazem elementos coerentes uns com
os outros nos proporcionando o melhor entendimento dos temas abordados. A
Concepção de leitura, conhecimento linguístico, fatores de textualização e sequência de
textos e gêneros textuais/discursivos, resultou em uma aula prática, onde pudemos
apresentar um pouco do que aprendemos, sendo satisfatório, pelo menos no ponto de
vista ensino/aprendizagem. Concluo a partir destes textos estudados que, processo
ensino e aprendizagem, e que todas estratégias, abordagens e métodos requerem a
leitura e a escrita como forma de apropriação de habilidades para quem o busca. É
importante salientar que o domínio da leitura e da escrita, ajuda no processo de
entendimento de outros saberes seja qual for a área do conhecimento. Nós como futuros
professores devemos sempre buscar através de investigações atividades que exijam
sempre mais de nossas leituras. Desta forma, as atividades de leitura e produção de texto
colaboram para a obtenção de informações, dados, conceitos, fatos, além do exercício
da escrita que exige a organização e a expressão de ideias.

REFERÊNCIAS

BEZARRIL, Gianka Salustiano, ACOSTA PEREIRA, Rodrigo. Produção de Texto I.


Campo

Grande – MS: Editora UFMS, 2011.

COSTA VAL, M. Redação e textualidade. 2. Ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

GARCEZ, L. H. do C. Técnica de Redação: o que é preciso saber para bem escrever.


São Paulo:

Martins Fontes, 2002.

KOCK, I. G. V. A coesão textual. São Paulo: Context, 1989.

. Desenvolvendo os segredos do texto. São Paulo: Cortez, 2002.

KOCK, I. G. V; ELIAS, V. M. Leitura, texto e sentido, In: . Ler e compreender:


os sentidos

Do texto. 2. Ed. São Paulo: Contexto. 2008. p. 9 – 37.

MARCUSCHI, L. A. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São


Paulo: Parábola

Editoria, 2008.

SOLE, Isabel. Estratégias de leitura. Porto Alegre: Art. Med. 1998.