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TEXTOS EXPRESSIVOS
E POÉTICOS
POEMAS DE AUTORES
PORTUGUESES

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TEXTOS EXPRESSIVOS E POÉTICOS | Soluções
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4.4. “Andar em”, neste contexto, oferece um sentido


Compreensão / Expressão Pág. 9
de estar ocupado com.
1. O sujeito enunciador fala-nos da sua infância ao longo 4.5. “Andar para” altera o sentido do verbo para estudar
do texto. para, destinar-se a.
2. Nessa altura, ou seja, na sua infância, o sujeito
enunciador aprendeu a dar valor às coisas verdadei-
ramente necessárias e essenciais, que são muito Desafio Pág. 12

poucas. 1. sob; 2. sob; 3. sob; 4. sobre; 5. sobre; 6. sob; 7. sobre;


2.1. “Aprendi que poucas coisas há absolutamente 8. sob; 9. sob; 10. sob
necessárias.”
3.
3.1. O sujeito enunciador aprendeu a gostar da pureza Pré-leitura Pág. 15
e da linguagem oral, como se pode ver pelos
seguintes versos: “Guardo desse tempo o gosto A.
por uma arquitectura extremamente clara e 1. Esta obra de arte utiliza uma fita métrica.
despida (…) o amor pela brancura da cal (…); uma 2. O objecto parece descrever a palavra poesia.
preferência pela linguagem falada (…).” 3. Com uma fita métrica de metro e meio, o autor
4. Segundo o texto, a poesia do sujeito enunciador ama e consegue “escrever” a palavra poesia. Desta forma,
exalta as poucas coisas verdadeiramente necessárias. quer a imagem quer a palavra parecem ter o mesmo
5. A pureza da poesia do sujeito enunciador é motivada significado.
pela paixão nutrida pelas coisas simples da natureza, B.
na sua forma mais pura.
1. A repetição da palavra “eco” surge como reforço do
6. As minhas raízes – Sujeito próprio significado da palavra “eco”, ou seja, repetição
mergulham – predicado de um som reenviado por um corpo duro.
desde a infância – complemento circunstancial de tempo
1.1. As restantes palavras repetidas são: “êncio” (de
no mundo mais elementar – complemento
“silêncio”) e “ando”.
circunstancial de lugar onde
2. A palavra que não é repetida é o adjectivo “só”.
2.1. A palavra “só” não é repetida precisamente para
Laboratório da língua Pág. 11 transmitir a ideia de solidão, de isolamento. Por
essa mesma razão, aparece separada das restantes
1. palavras.
1.1. “filho de camponeses”; “desde pequeno”; “por
estar cheio”; “sem fadiga”; “para dar corpo”.
2. Compreensão / Expressão Pág. 16

2.1. Tomarei a minha decisão consoante o tempo. 1. O título do poema poderia ser “Escada”.
2.2. Todos chegaram a horas, excepto o Nuno.
2. As palavras parecem assumir a forma de uma escadaria
2.3. Perante tamanha injustiça, não consegui perma- que termina num patamar plano. Após o patamar, surge
necer calado. uma interrupção súbita, um abismo.
2.4. Tenho de tomar a medicação até ao fim, salvo 2.1. Esta distribuição pretende sugerir a ideia de uma
indicação contrária. escada.
2.5. A equipa jogou sob a orientação de outro trei- 3. O recurso expressivo utilizado é uma metáfora.
nador.
4. Após chegarmos ao patamar da escada, segundo o
3. sujeito poético, prosseguimos.
3.1. de forma a 4.1. A ideia de continuação é sugerida por uma quebra
3.2. apesar de abrupta na linha que simboliza o patamar e pela
3.3. Diante de forma da palavra “prosseguimos”, que se assemelha
3.4. devido a a um pássaro.
3.5. com excepção de
4.
Compreensão / Expressão Págs. 17-18
4.1. “Andar de” dá-nos o sentido de deslocação, utili-
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zando um determinado meio de transporte. 1. A interjeição “ui” e a onomatopeia “ão”.


4.2. “Andar em”, neste contexto, dá-nos o sentido de 1.1. A interjeição “ui” representa o medo da pessoa
frequentar. que estará a ser confrontada com o cão, ao passo
4.3. “Andar com” dá-nos o sentido de conviver, de que a onomatopeia representa o cão, responsável
sociabilizar. pelo aviso.
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1.2. “Ui” é uma interjeição; “ão” é uma onomatopeia, 3.


embora a forma mais comum seja “au”. 3.1. Frase de tipo declarativo e de forma afirmativa.
2. 3.2. Frase de tipo interrogativo e de forma afirmativa.
2.1. As palavras aproximam-se porque há também 3.3. Frase de tipo exclamativo e de forma negativa.
uma aproximação entre a pessoa que emite o “ui” 3.4. Frase de tipo exclamativo e de forma afirmativa.
e o cão.
2.2. No sétimo verso, a consequência torna-se evidente:
o cão aproxima-se da pessoa. Laboratório da língua Págs. 21-22
3.
1.
3.1. No último verso, apenas nos resta a interjeição a. Havia na loja muitos novelos, de muitas cores: pretos,
“ui”, que é um claro sinal de que o aviso foi azuis, amarelos, etc.
desrespeitado e de que o cão mordeu a pessoa. Antes de uma enumeração, são utilizados os dois
4. pontos e para separar os elementos da enumeração
4.1. Ao relacionar o título com o último verso, consegue- a vírgula.
se perceber que o aviso foi ignorado e que, afinal, b. De acordo com o médico, é muito importante a prática
era mesmo necessário ter cuidado com o cão. de exercício físico.
Neste caso, o uso dos parênteses não faz sentido,
pois não se trata de um aparte.
Pré-leitura Pág. 19 c. Amanhã sempre vais às compras?
Como se trata de uma frase de tipo interrogativo,
Sorriso - :) deve ser utilizado o ponto de interrogação.
Tristeza - :(
d. – Nunca pensei que chegasse a isto. – disse a
Beijo - :*
Carolina, num tom de desânimo.
Sono - |-)
Como se trata de uma frase em discurso directo, as
Piscar de olhos - ;)
frases são assinaladas por travessão.
e. O Brasil, cuja capital é Brasília, é considerado uma
economia emergente.
Leitura Pág. 19 Por tratar-se de uma oração relativa, devem ser uti-
lizadas vírgulas.
1. …
f. Havia casas pequenas, grandes, acolhedoras, frias…
2. : As vírgulas deverão sempre ser utilizadas para
3. . separar os elementos de uma enumeração.
4. , g. Existem muitos perigos associados ao consumo do
5. ! tabaco, incluindo cancro pulmonar, envelhecimento
precoce, subida da tensão arterial, entre outros.
6. ? Os travessões não devem ser utilizados para separar
7. ( ) os elementos de uma enumeração.
8. ^ h. O João acabou o trabalho mesmo antes da hora de
saída.
Entre o sujeito e o predicado não deve ser utilizada
Compreensão / Expressão Pág. 20
vírgula, bem como entre os elementos do comple-
mento determinativo.
1. Os sinais ortográficos utilizados são: reticências; dois i. As gramáticas são normalmente bons auxiliares de
pontos; ponto final; vírgula; ponto de exclamação; trabalho.
ponto de interrogação; parênteses curvos; acento O uso de parênteses rectos implica que uma parte
circunflexo. da frase possa ser omissa, o que não é o caso.
2. De uma forma geral, as reticências marcam a j. Certas empresas precisam de efectuar uma forte
hesitação ou a suspensão de uma frase; os dois aposta em “marketing”.
pontos podem anunciar o discurso directo, uma Para realçar o estrangeirismo, deverá ser utilizado o
explicação ou uma enumeração; o ponto final marca o itálico ou as aspas.
fim de uma frase declarativa; a vírgula separa os 2. Os pássaros nascem na ponta das árvores.
elementos de enumeração ou as orações; o ponto de As árvores que eu vejo, em vez de fruto, dão pássaros.
exclamação termina as frases exclamativas; o ponto Os pássaros são o fruto mais vivo das árvores.
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de interrogação termina as frases interrogativas; os Os pássaros começam onde as árvores acabam.


parênteses curvos marcam um corte numa citação ou Ao chegar aos pássaros, as árvores engrossam,
um esclarecimento imediato à frase; o acento movimentam-se,
circunflexo é um sinal utilizado para marcar uma Deixam o reino vegetal para passar a pertencer ao
vogal mais fechada. reino animal.
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Como pássaros, poisam as folhas na terra,


Exercícios Pág. 26
Quando o Outono desce veladamente sobre os campos.
Gostaria de dizer que os pássaros emanam das árvores, 1.
Mas deixo essa forma de dizer ao romancista;
H U I A Q H T X R S O A S S O U X C B M L P
É complicada e não se dá bem na poesia,
Não foi ainda isolada da filosofia. I H Ç O I L T E O O N Q E Ç I U I P U R I J
Eu amo as árvores, principalmente as que dão pássaros. D N A E R C P O P E O F I P E J Ç P C H U N
Quem é que lá os pendura nos ramos? G M M A O A N L Ã A N N U E F B R R A E R O
De quem é a mão a inúmera mão? H I A I P E T Â B I O I A I S E T S E N I S
Eu passo e muda-se-me o coração. W A I R Ã N Â N N R P U R I Á R X P O E I T
C U I T B R A F Z O E I O A B C V U R A L I
H B R S Ç Ã O U Ç Ã S V P L U Z A E I I P L
Pré-leitura Pág. 23 I U O W O L R S Ç Ã O S Ã I I R W R G R A A
L I P R I T T Z U M B Ç A T U T G B A P O A
1.
P U Ã R Z O N O M A T O I E O N O M A C R Ã
1.1. – No primeiro trava-línguas, existe a repetição da A O B U I Z U M B I R M U R R F E R R I A Ç
vogal o; no segundo trava-línguas, a vogal mais
O R R B I O T U Ã R I P E A I T E R A F H C
repetida é a vogal a.
R T R U W E G G A O S O Â Ç Ç Ã O P R E C U
1.2. – No que respeita às consoantes repetidas, no
M L O I T A U I M P N U W Ã A B A C E R T U
primeiro trava-línguas encontramos a aliteração dos
U I P U R I J R T Ã M O N O M A T O P E I A
sons consonânticos m e r, ao passo que no segundo
S Ç Ã O P R E C O B Z T N M A T O R F V H A
é mais frequente a repetição dos sons f, g e m.
E F B R R A E R L I H C A L I T E R A F T P
2. À repetição de sons consonânticos chama-se aliteração;
à repetição de sons vocálicos chama-se assonância.
2.
2.1. Aliteração
Compreensão / Expressão Págs. 24-25 2.2. Onomatopeias
2.3. Aliteração
1. Os sons consonânticos mais frequentes no poema 2.4. Onomatopeias
incluem: [k], [t] e [ S ]. 2.5. Assonância
2. Os sons sugerem velocidade, confusão e ruído.
2.1. A repetição dos sons [k] e [t] sugere a ideia de
barulho, de confusão, de coisas a bater, ao passo
que a repetição do som [ S ] sugere a ideia de Compreensão / Expressão Pág. 28
movimento, de deslocação.
3. Os sons adequam-se à descrição de uma cidade pois 1.
são locais ruidosos, agitados, onde vários elementos Cidade, rumor e Eu sou do tamanho
se atropelam e amontoam. vaivém do que vejo
4. As aliterações causam um ritmo rápido ao poema,
Consequências – não há paz; – as casas fecham
imprimem velocidade à enumeração dos elementos. negativas – o ambiente é a vista à chave e
5. Os sons vocálicos mais frequentes no poema incluem atribuídas hostil e sujo; escondem o
[a], [e] e [u]. às cidades – enclausuram a horizonte;
5.1. Trata-se de assonância. vida e as pessoas. – tornam as pessoas
mais pequenas.
6. Ao longo do poema, o sujeito poético refere dois tipos
de capital. O primeiro significado da palavra “capital” Expressões “vaivém sem paz “Nas cidades a vida
refere-se à principal povoação de um país ou território; que das ruas”; “vida é mais pequena”;
o segundo refere-se já ao dinheiro e aos rendimentos. caracterizam suja, hostil, “Na cidade as
A diferença pode ser vista mesmo ao nível o quotidiano inutilmente gasta”; grandes casas
morfológico, na expressão “capital encarcerada”, o na cidade “os muros e as fecham a vista à
paredes”; “sombra chave (…),
sujeito poético refere-se à cidade, ao passo que na
das paredes”. empurram o nosso
expressão “capital acumulado” o sujeito poético olhar para longe de
refere-se ao dinheiro. todo o céu.”
7. O sujeito poético não tem uma opinião positiva sobre a
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Outros – o mar; – a aldeia;


vida nas cidades. Logo no segundo e terceiro versos,
espaços – a praia; – o outeiro.
observamos a expressão “capital encarcerada”, que se
referidos, – a floresta.
liga à ideia de prisão. A sucessão de elementos contrastantes
(“casas, carros, casas, casos”) tem um efeito quase com a cidade
sufocante, rápido e que causa confusão.
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2.2. A presença destes elementos pode ser facilmente


Exercícios Pág. 29
relacionada com o título do poema uma vez que a
1. Avançámos alguns passos, em direcção a uma grande gaivota, por si só, é normalmente associada ao
vidraça por detrás da qual, em vários andares, se meio marítimo.
atarefavam outras palavras. Pela maneira como se 3.
agitavam constantemente, e em todos os sentidos, dir- 3.1. A presença do pronome possessivo na segunda
se-ia tratar-se de formigas. pessoa do singular – tua.
– E destas, lembras-te? 3.2. Na mão do receptor, ficaria o coração e o amor do
O meu ar desolado forneceu-lhe a resposta. sujeito poético.
– São os verbos. Olha para eles, maníacos do trabalho. 4. Trata-se de uma metáfora.
Nunca descansam. 5. Viesse – pretérito imperfeito do conjunto; esmorece –
Falava verdade. Estas formigas, estes verbos, como lhes presente do indicativo; morreria – Futuro do pretérito
chamara, ajustavam, esculpiam, roíam, reparavam; (condicional)
forravam, poliam, limavam, aparafusavam, serravam; 6. Os exemplos podem incluir “A Pedra Filosofal” de
bebiam, cosiam, mungiam, escovavam, multiplicavam- António Gedeão ou as músicas agora incluídas no
-se. No meio de uma cacofonia incrível. Dir-se-ia uma projecto “Rua da Saudade”.
oficina de loucos, todos se afadigavam freneticamente
sem se ocupar dos outros.
– Um verbo não é capaz de se manter quieto – explicou- Noções de versificação Pág. 34
-me a girafa –, está na sua natureza. Trabalha vinte e
quatro horas por dia. Já viste aqueles dois, ali adiante, a 1.
correr por todo o lado? 1.1. – As estrofes utilizadas são sextilhas e quintilhas.
Levei algum tempo a distingui-los, naquela terrível 1.2. – abacbc/deded/fgfaga/deded/deded
desordem. Subitamente, avistei-os, «ser» e «ter». Oh, 1.3. – É utilizada rima cruzada e interpolada.
como eram comovedores! Andavam de verbo em 1.4. Que/per/fei/to/co/ra/ção
verbo, oferecendo os seus serviços: «Não precisam de Mo/rre/ria/no/meu/pei/to
ajuda? De um pequeno auxílio?»
– Viste como são prestáveis? É por isso que se chamam
auxiliares, do latim auxilium, socorro. E, agora, chegou
Compreensão / Expressão Pág. 38
a tua vez. Vais construir a tua primeira frase.
1. A linguagem utilizada nos poemas assemelha-se ao
registo de língua popular.
Desafio Pág. 31 2.
2.1. Os elementos textuais incluem: “contigo”, “te”,
1. Há muito que não vinha ao cinema.
“tuas” e alguns verbos conjugados na segunda
2. Eu fui ao Porto porque tinha uma consulta no oftalmo- pessoa do singular.
logista. 2.2. Em primeiro lugar, a utilização de um interlocutor
3. O João foi à paragem a fim de a encontrar. aproxima os poemas da linguagem oral; em
4. Onde foste ontem à noite? segundo lugar, a utilização de um interlocutor
garante uma certa universalidade aos juízos
5. O facto de um aluno ser malcomportado é sempre
apresentados, mostrando que se podem adequar a
prejudicial.
qualquer pessoa.
6. O arguido ficou sob custódia.
3.
7. Tudo decorreu conforme planeado. 3.1. As frases e o vocabulário utilizados são simples.
8. O João escolheu entre as t-shirts na loja. Verifica-se também a supressão de alguns
9. Passou toda a noite a dizer que gostava dela. fonemas – p’ra e co’o.
10. Ele não fala para ninguém. 4.
4.1. 3; 4.2. 10; 4.3. 5; 4.4. 7; 4.5. 6; 4.6. 2; 4.7. 2

Compreensão / Expressão Pág. 33


Noções de versificação Pág. 38
1. As palavras que mais se destacam são: “gaivota”,
“Lisboa”, “céu”, “mar”, “coração”, “bateria”, “amor” 1. As estrofes utilizadas nestes poemas têm o nome de
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e “primeiro”. quadras.
2. 2. O esquema rimático é: abab.
2.1. As palavras do campo semântico de mar incluem: 3. Co’o/mun/do/pou/co/te_im/por/tas
gaivota, marinheiro, sete mares e andarilho. 3.1. Redondilha maior
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Exercícios Pág. 39 Noções de versificação Pág. 43

1. O Manuel fechou a janela. Ele fechou-a. 1. As estrofes são quadras, quintilhas e sextilhas.
Dei o dinheiro ao João. Dei-lho. 2. abcb/dedfe/ghgiji/mimgmi
Eu recebi a tua carta. Recebi-a. 2.1. Encontram-se rimas cruzadas e interpoladas.
Tratam as crianças com carinho. Tratam-nas com carinho.
A Ana ama o Paulo. Ela ama-o.
Exercícios Pág. 45
Nós agradecemos aos professores. Agradecemos-lhes.
Vi a Patrícia no autocarro. Vi-a. 1.
A médica atendeu o Jorge. Ela atendeu-o. a) complemento circunstancial de lugar onde
2. b) complemento directo
c) complemento circunstancial de lugar onde/
a) Entregaram ao Francisco a flauta. – Entregaram-lha.
complemento determinativo
b) Deram-te a notícia? – Deram-ta?
d) complemento circunstancial de lugar donde
c) Saberão as notas dos testes. – Sabê-las-ão.
2.
d) Não entregaram ao Francisco a flauta. – Não lha
a) Fomos ao cinema para assistir ao Senhor dos Anéis.
entregaram.
b) Preciso de saber se vens à minha festa ou não.
e) Se soubessem, cantariam a canção. – Se soubessem, c) Tive muita dificuldade em responder às questões do
cantá-la-iam. teste.
f) Estudaste os pronomes? – Estudaste-os? d) Seria mais fácil se ele se arrependesse do que fez.
g) Não estudei os pronomes. – Não os estudei. e) Obama apelou para a paz no Haiti.
h) Descobristes a verdade. – Descobriste-a. f) Foi acusado de roubar o dinheiro da caixa.
i) Escreveria a carta. – Escrevê-la-ia. 3.
j) Vai dizer o resultado. – Vai dizê-lo. a) complemento circunstancial de modo
b) complemento circunstancial de companhia
k) Marcou o golo de cabeça. – Marcou-o de cabeça.
c) complemento circunstancial de instrumento
l) Subíamos a montanha. – Subíamo-la.
d) complemento circunstancial de companhia
m) O lago tinha mosquitos. O lago tinha-os. e) complemento circunstancial de fim
f) complemento circunstancial de causa

Compreensão / Expressão Pág. 43


Pré-leitura Pág. 47

1. Os elementos naturais referidos no texto incluem: rio,


1. A imagem permite a identificação de rochas perto do
nuvens, estrelas, flores, pássaro, árvores e luar.
mar e poderá subentender-se a existência de uma praia.
1.1. Aparecem pela seguinte ordem: rio, nuvens,
2. Esta quadra foi colocada neste lugar porque, prova-
estrelas, flores, pássaro, árvores e luar.
velmente, o seu autor terá alguma relação com este
2. local.
2.1. A figura de estilo é uma metáfora.
2.2. “Estendi um tapete/ de flores/ a concebê-las”;
“das árvores em torno/ a cheiraram ao luar/ que Compreensão / Expressão Pág. 48

eu imagino.”
1. O texto menciona o autor António Nobre.
3.
2. É-nos dito que, na Praia da Boa Nova, o autor “edificou
3.1. Para o sujeito poético, a beleza é uma ilusão que o um castelo”.
distrai, que faz com que não pense de um destino
3. Sim, a praia da Boa Nova, em Leça da Palmeira.
que tem como certo.
3.2. O destino referido pelo sujeito poético é a morte. 4. É mencionado o livro Só.

4. Sujeito omisso ou subentendido 5. O texto menciona que a poesia deste autor, particu-
larmente o livro Só, é a mais triste de Portugal.
“Tirei” – predicado
“da boca” – complemento circunstancial de lugar onde 6. Praia, guarda-sol, toalha, areia, mar, sol, onda, rochas,
“um pássaro a cantar” – complemento directo concha, nadar...
5.
5.1. Na primeira quadra, o próprio sujeito poético faz Compreensão / Expressão Pág. 49
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referência à imaginação como sendo a nascente


do rio que faz correr. Todos os elementos que 1. O espaço físico é a Praia da Boa Nova.
surgem a seguir são fruto dessa mesma nascente, 1.1. O sujeito poético passou a sua infância nesse local,
tal como indica a expressão “que eu imagino”, no como podemos perceber pelo verso “Naquela
último verso da terceira estrofe. idade em que se é conde assim…”
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2. O castelo é “alto”, feito a partir de “lápis-lazúli e coral”. 1.2. As onomatopeias são repetidas ao longo do texto
Era um castelo imponente e sem igual, uma vez que para reforçar a ideia da abundância de dinheiro,
“não havia/Quem se gabasse dum domínio igual.” de movimentação de dinheiro.
3. A suposta edificação do castelo permitiu ao sujeito 2. “Ele”, “no”, “elas”, “lhe” e “lo”.
poético sonhar e sentir-se feliz. No entanto, tudo isto 3. São utilizadas estrofes de onze versos.
mudou, pois o castelo caiu por terra.
4. ababccdeefd/ghghiikllfj/mnmnoopqpfp/rsrsttbuufb
4.
4.1. São utilizadas rimas cruzadas, interpoladas e
4.1. A expressão “o que é a fantasia” é utilizada porque emparelhadas.
o castelo foi construído, não de lápis-lazúli e coral,
mas sim a partir da imaginação do sujeito poético.
5. Mais tarde, o castelo construído pelo sujeito poético Compreensão / Expressão Pág. 56
caiu por terra, ficou destruído, sendo um presságio de
1.
um destino menos bom – “um vento seco de mau
a) Verdadeiro
sestro e spleen”.
b) Verdadeiro
6. c) Falso
6.1. “Foi esse o grande mal”; “um vento seco de mau d) Falso
sestro e spleen”. e) Falso
f) Verdadeiro

Noção de versificação Pág. 50


2. O recurso utilizado pelo autor é a ironia.
3. Segundo o autor, estes “negócios sujos” geralmente
1. Este poema é um soneto. envolvem empresários e políticos.
2. O soneto é composto por duas quadras e dois tercetos. 3.1. O autor caracteriza-os como sendo “gente (…)
3. É utilizada rima cruzada. lavada e educada”, ou seja, com um certo nível
social, “do género que não entra em casa sem
4. Os versos desta composição são decassílabos.
limpar cuidadosamente os pés.”
4.1. Na/prai/a/lá/da/Bo/a/No/va_um/di/a
4. Com esta metáfora, o autor sugere que a sujidade dos
crimes praticados não pode ser totalmente limpa,
Compreensão / Expressão Pág. 53 permanece com quem os comete.
5. O recurso expressivo em causa é uma metáfora.
1. Ao longo do poema, os adjectivos utilizados para
6. Com esta afirmação, o autor sugere que, no meio de
descrever o dinheiro incluem “bonito”, “maldito” e
todos estes processos, a polícia e os órgãos judiciais
“guapo”.
parecem sair ainda mais prejudicados do que os
2. O sujeito poético está a referir-se às mulheres. próprios arguidos, uma vez que há um processo de
3. O penúltimo verso da estrofe apresenta uma onoma- descredibilização desses organismos.
topeia, que imita o som do dinheiro. Considerando o
texto, assim que o som do dinheiro é ouvido, amigos
são feitos, acontecimentos sucedem-se, o que significa Revisão Pág. 58
que o dinheiro tudo consegue comprar.
A.
4. O dinheiro, segundo o sujeito poético, tem a capa-
cidade de tornar a justiça parcial e de subverter a sua 1. O poema tem como localização espacial a praia.
suposta cegueira. 2. O sujeito poético recorda com amor profundamente
4.1. Para além da justiça, o sujeito poético afirma que o essa praia.
dinheiro tem um efeito nefasto nas relações 2.1. “Amo com um amor mais forte e mais profundo”.
sociais, na educação e na política. 3. É uma metáfora.
5. O sujeito poético retrata o dinheiro de uma forma 4. São referidos vários elementos da natureza: o mundo,
negativa, uma vez que o dinheiro está na base da a praia, o mar, o vento e a lua.
corrupção e na subversão das regras sociais. Por isso
5. O esquema rimático é: aabb.
mesmo, produz o efeito nefasto de apenas os ricos
poderem ter acesso privilegiado a certas áreas da 5.1. O tipo de rima utilizado é a emparelhada.
sociedade. 6. De/to/dos_os/can/tos/do/mun/do
Amo/com_um/amor/mais/for/te_e/mais/pro/fun/do
6.1. No poema é utilizado o chamado verso livre, uma
Laboratório da língua Págs. 21-22 vez que nenhum verso está sujeito a restrições.
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1. A palavra “Tlim” é uma onomatopeia. B.


1.1. A expressividade do uso das onomatopeias 1. Sujeito poético; 2. Aliteração; 3. Alexandre; 4. Terceto;
relaciona-se com a sua característica acústica, 5. Onomatopeia; 6. Poesia visual; 7. Assonância; 8. Expres-
imitativa do som do dinheiro a cair. sivos; 9. Soneto; 10. Rima; 11. Comparação; 12. Verso
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TEXTOS NARRATIVOS/
DESCRITIVOS
A ODISSEIA, DE HOMERO
(por João de Barros)

Soluções
TEXTOS NARRATIVOS/DESCRITIVOS | Soluções
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I – Telémaco e os pretendentes 7. A gruta de Calipso era encantadora e acolhedora com


lareiras a arder, árvores com pássaros, vinhas
Compreensão / Expressão Pág. 65 carregadas e quatro fontes prateadas.
8. A comida e bebida dos deuses é ambrósia e o néctar.
1. Este excerto insere-se no primeiro capítulo do livro.
9. A ninfa ofereceu-lhe as provisões, ferramentas e
2. São mencionados os intervenientes na guerra de Tróia vestuário necessários à viagem e proporcionou-lhe um
– Menelau e Helena – Ulisses, Penélope, Laertes, vento favorável.
Telémaco e os pretendentes que cobiçavam Penélope
10.
e o trono de Ítaca.
a) a jangada de Ulisses foi construída com traves de
3. olmo, choupo e pinheiro. As tábuas foram presas
3.1. Tanto no filme como neste excerto, o motivo da por cordas e pregos, os mastros foram erguidos, as
guerra foi o rapto de Helena de Esparta por parte velas e o leme presos.
dos Troianos. b) as roupagens eram magníficas e resistentes à
3.2. Da mesma forma, a guerra teve a duração de 10 violência do ar.
anos, apesar de no filme não se ter a percepção de c) Ulisses levou consigo pão, carne, vinho e água doce.
tanto tempo ter passado.
3.3. Tróia é invadida em ambas as versões, mas,
Exercícios Págs. 72-73
enquanto que no filme Helena fica com os Troianos,
segundo este excerto ela volta para Esparta junto 1. dera – 1.ª; indicativo; pretérito mais-que-perfeito; 3.ª;
com o marido Menelau. amara - 1ª; indicativo; pretérito mais-que-perfeito; 3.ª;
4. A esposa de Ulisses é Penélope e o filho é Telémaco. foge – 3ª; imperativo; presente; 2.ª; gostaria – 1ª;
condicional; presente; 1.ª; voltariam – 1.ª; condicional;
5. Penélope prometeu aos pretendentes escolher o seu
presente; 3.ª; içai – 1.ª; imperativo; presente; 2.ª;
esposo entre eles no dia em que terminasse de tecer
lê – 2.ª; imperativo; presente; 2.ª; poderiam – 2.ª;
um grande lençol de linho.
condicional; presente; 3.ª; conseguiríeis – 3.ª;
condicional; presente; 2.ª
2. a) fora; b) seguiria; c) Dá; d) ficariam; e) choráramos
II – Calipso 3. avistara; chamara; pedira; revelara; apetecera; rolara.

Compreensão / Expressão Págs. 70-71


Desafio Pág. 73
1. Acção – ao regressar de Tróia no seu barco, Ulisses
naufraga devido a uma tempestade e vai parar à ilha 1. a); 2. a); 3. a); 4. b); 5. a); 6. a)
de Ogígia, onde mora Calipso, uma ninfa. Esta
apaixona-se por Ulisses e mantém-no prisioneiro
durante sete anos. Vendo o rei de Ítaca em sofrimento
por sentir tantas saudades de sua Pátria, Minerva, sua III – A Tempestade
deusa protectora, envia o mensageiro Mercúrio dizer a
Calipso para o libertar. A ninfa obedece e ainda ajuda Compreensão / Expressão Pág. 76

Ulisses com todos os preparativos para a viagem.;


1. a) calmo e bonançoso.; b) este detestava todos os que
Tempo – logo após o fim da guerra de Tróia; sete anos se atreviam a entrar no mar, o seu domínio.; c) ajunta
de permanência na ilha; Espaço – ilha de Ogígia e zona as nuvens e agita o mar com o seu tridente para
costeira; Personagens e sua descrição – Calipso: ninfa provocar uma tempestade.; d) ter morrido na guerra
– deusa imortal com corpo de mulher, encantadora, de Tróia do que ali no mar ignorado de tudo e todos.;
carinhosa, atenciosa, generosa; Ulisses – rei guerreiro, e) a uma das tábuas da embarcação.
corajoso, habilidoso, fiel, honesto.
2. Foi Minerva, a deusa protectora de Ulisses, quem
2. A embarcação de Ulisses naufragou em pleno mar deteve a tempestade por vê-lo em tamanho sofrimento
devido a uma terrível tempestade. e porque nunca o esquece.
3. Calipso acolheu Ulisses com carinho, foi muito bem 3. Ulisses andou dois dias à deriva no mar.
tratado e até se propôs casar com ele e ofereceu-lhe a
4. Ao ver terra, Ulisses nadou arduamente até à costa,
imortalidade.
mas encontrou rochedos e escolhos pontiagudos contra
4. Apesar de todo o conforto proporcionado, Ulisses os quais as ondas batiam violentamente. Primeiro,
sentia saudades de sua pátria, o que lhe causava agarrou-se a um rochedo e depois nadou afastado da
imenso sofrimento. costa até encontrar um sítio mais acolhedor para
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5. Ulisses permaneceu na ilha durante sete anos. chegar a terra.


6. Minerva compadeceu-se de Ulisses e conseguiu que 5. Mal chegou a terra, Ulisses beijou-a, procurou abrigo e
Júpiter enviasse Mercúrio a Ogígia para dizer a Calipso descansou.
que o libertasse. 6. O leito era feito de folhas.
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VI – Polifemo e Ninguém VII – Eolo e Circe

Compreensão / Expressão Págs. 80-81 Compreensão / Expressão Págs. 86-87

1. ferozes: bravos/mansos; arejados: ventilados/abafados; 1. feiticeira – terrível; bichos – amáveis; canção – harmo-
colossal: gigantesco/minúsculo; estrondosamente: niosa; estofo – magnífico; tecedeira – linda; porta –
ruidosamente/silenciosamente; bramir: gritar/sussurrar; resplandecente; assentos – cómodos; bebida – saborosa
imprudente: descuidado/cauteloso; espessa: grossa/ e traiçoeira; destino – miserando; moço – esbelto e
fina. forte; planta – humilde e modesta; pregos de prata –
2. O narrador deste episódio é Ulisses. luzentes; gládio – pontiagudo; palavras – afectuosas;
droga – peçonhenta; palácio – vasto
3. O narratário é o rei Alcino da Ilha de Córcira.
2. a) um dos grupos procurar alimento e o outro ficar a
4. A acção passa-se em Ciclópia.
guardar os seus bens.; b) ficou cativo por Circe que
5.
os transformou em porcos.; c) dando-lhe uma erva
5.1. Polifemo é um monstro gigante e feroz com um mágica que o tornaria imune aos feitiços de Circe.;
grande olho no meio da testa. É pastor de cabras e d) estava imune à sua droga.
tem com elas bastante cuidado. É assustador,
3. a) Circe ficou surpreendida e atónita ao ver que Ulisses
violento e devorador de pessoas.
não ficou enfeitiçado.; b) A feiticeira já tinha ouvido
5.2. A caverna está muito bem organizada e arrumada:
falar de Ulisses (como o homem das mil astúcias) e já
cestos com queijos, estábulos com cabritos e
lhe tinham predito que um dia lá passaria, num barco
cordeiros limpos e bem separados e vasilhas com
pintado de preto, de regresso a Tróia.; c) O herói
leite.
consentiu casar-se com Circe se ela jurar primeiro
6. que não maquina qualquer cilada contra ele.;
6.1. Ulisses encontrou um grande tronco de oliveira, d) Felizmente, Circe desencantou os companheiros de
aguçou-o na extremidade, endureceu a ponta no Ulisses e restituiu-os à sua condição de homens.
lume e escondeu-o. Quando o ciclope chegou à
caverna, Ulisses embriagou-o e quando o gigante
adormeceu, espetou-lhe o tronco no olho, Exercícios Págs. 88-89
cegando-o.
6.2. Como o ciclope estava cego, Ulisses e os seus 1. querer – presente do indicativo: quero, queres, quer,
companheiros agarraram-se aos bodes corpulentos, queremos, quereis, querem; pretérito perfeito do
esperaram pelo amanhecer e na hora em que indicativo: quis, quiseste, quis, quisemos, quisestes,
Polifemo os levou a pastar, todos saíram da caverna quiseram; presente do conjuntivo: queira, queiras,
sem o gigante se aperceber. queira, queiramos, queirais, queiram; pretérito imper-
7. Ulisses disse ao gigante que se chamava Ninguém feito do conjuntivo: quisesse, quisesses, quisesse,
para que não fosse acusado da sua agressão. quiséssemos, quisésseis, quisessem;
poder – presente do indicativo: posso, podes, pode,
podemos, podeis, podem; pretérito perfeito do
Exercícios Págs. 82-83 indicativo: pude, pudeste, pôde, pudemos, pudestes,
puderam; presente do conjuntivo: possa, possas, possa,
A. recolhido; seleccionado; empacotado; desentupido; possamos, possais, possam; pretérito imperfeito do
boicotado; alvejado; persuadido; humilhado; corres- conjuntivo: pudesse, pudesses, pudesse, pudéssemos,
pondido; seguido. pudésseis, pudessem;
B. ver – presente do indicativo: vejo, vês, vê, vemos,
1. tinham escapado; vedes, vêem; presente do conjuntivo: veja, vejas, veja,
vejamos, vejais, vejam;
2. tivesse bebido;
pôr – presente do indicativo: ponho, pões, põe, pomos,
3. tenha ficado;
pondes, põem; pretérito imperfeito do indicativo:
4. tenho sonhado;
punha, punhas, punha, púnhamos, púnheis, punham;
5. tenham fugido; pretérito mais-que-perfeito do indicativo: pusera,
6. tinha construído; puseras, pusera, puséramos, puséreis, puseram.
7. temos aprendido;
8. tenham sido
Desafio Pág. 90
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Desafio Pág. 83 1. rabujar; rabugice; 2. peço; 3. elogiou; 4. tropeces;


5. elegia; 6. toquemos; 7. comece; 8. extraem;
1. aceite; 2. matado; 3. acesas; 4. impresso; 5. expulso; 9. afugentaram; 10. erigiu; 11. siga; 12. fizesse;
6. pagado; 7. limpado; 8. eleito; 9. suspenso; 10. enxuto. 13. submergiu; 14. fuja
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2. a) desconfiou; batera; b) queriam; tinha chegado;


Compreensão / Expressão Pág. 93
c) tivesse voltado; estaria
1. Trata-se do episódio de Argos.
2. Argos era o cão fiel de Ulisses. Desafio Pág. 90
3. O cão estava triste por o seu dono estar ausente e ele
ter sido abandonado junto do esterco de mulas e bois. 1. Hoje faz dois anos que conheci o meu namorado.
2. O jogo ainda não acabou. Falta jogar cinco minutos.
4. O cão começou a abanar a cauda quando reconheceu o
3. O museu completa hoje cento e um anos.
seu dono.
4. Mais de sete milhões de emigrantes portugueses vivem
5. Ulisses perguntou a Eumeu que cão era, pois estava em França.
disfarçado de mendigo e o amigo ainda não o 5. A gente foi ao centro comercial porque estava a chover.
reconhecera. 6. O meu irmão e, muitas vezes, eu próprio não respei-
6. O cão encontrava-se em tal estado porque o seu dono tamos a autoridade dos professores.
morreu longe e as mulheres não lhe dão cuidados. 7. O João foi com a Sofia ao cinema.
8. 70 por cento dos alunos cometem erros ortográficos
7. Os pretendentes eram os homens que queriam casar
considerados muito graves.
com Penélope e ficar com o trono de Ítaca.
9. A prova e a acta foram assinadas fora da data
8. A expressão significa que Argos morreu. estipulada.
9. O cão teria mais de vinte anos. 10. Ela só veio ter comigo passados uns anos.
10. Em primeiro lugar, em todos os episódios, a 11. A Marta é das pessoas que não gostam de ser
adaptação de João de Barros foi feita em prosa e não criticadas.
em verso como na versão original. Em relação ao 12. Na conferência falou-se de várias questões perti-
episódio em questão, no original Eumeu conta a nentes sobre a juventude.
Ulisses a história de Argos e este morre sozinho,
enquanto que na versão adaptada é o narrador que
conta as suas histórias passadas e descreve a sua XIII – Telémaco reconhece Ulisses
situação presente e Argos morre quando o nosso
herói se aproxima dele e o tenta acariciar. Compreensão / Expressão Pág. 101

1. Minerva foi buscar Telémaco para alertá-lo e fazê-lo


regressar a Ítaca, pois os pretendentes continuavam a
IX – As sereias. Sila e Caribdes abusar da hospitalidade de Penélope e preparavam-
-lhe uma cilada.
Compreensão / Expressão Pág. 96 2. Menelau ofereceu-lhe o melhor barco e os melhores
remadores e presentes valiosos.
1. a) estava calmo; b) foram tapados com pedaços de
3. Ulisses disse a Eumeu que partiria em breve porque
cera amolecidos; c) começaram logo a cantar; d) o
não queria abusar da sua hospitalidade.
gozo de ouvir o seu canto e o conhecimento de todas
4. Eumeu contou a Ulisses a sua história de vida: era
as maravilhas da Terra; e) era de continuar a escutá-
filho de um rei poderoso, mas fora raptado pelos
-las para sempre.
Fenícios e vendido como escravo a Laertes.
2. Os companheiros de Ulisses amarraram-no ao mastro
5. Telémaco não reconheceu Ulisses porque este estava
do navio.
disfarçado de mendigo.
3. Os marinheiros escutavam o canto enfeitiçante das 6. Minerva restituíra-lhe o porte, o aspecto viril e a sua
sereias e ficavam seus prisioneiros. beleza característicos.
4. Os companheiros de Ulisses não o soltaram porque 7. Telémaco não reconhece de imediato o pai, mas mal
este lhes pedira para não o fazerem em nenhuma Ulisses se desvenda abraçam-se e beijam-se chorando
circunstância. lágrimas de alegria.
5. Ulisses conhecia o segredo das sereias através de
Circe.
XV – Vitória de Ulisses

Exercícios Pág. 97 Compreensão / Expressão Pág. 101

1. a) O vento enchia as velas do nosso barco e depressa 1.


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nos conduziu à longínqua e última fronteira do a) Ulisses matou todos os pretendentes com a ajuda
Oceano.; b) Tirésias cumpriu o fúnebre mandamento, do seu filho Telémaco e o seu amigo Eumeu.;
ouviu-me depois, e proferiu o seu oráculo.; c) Ulisses b) O herói utilizou como arma um arco e flecha.;
acabara de falar, e ainda, emudecido e encantado, o c) Do palácio, apenas escaparam com vida o poeta
auditório esperava que a sua narrativa continuasse. Fémio e o herói Medão.;
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d) Euricleia nunca duvidou da identidade do seu amo.; companheiros embarcam na ilha de Ciclópia, terra dos
e) No fim, Ulisses foi cercado pelos seus amigos, à ciclopes, onde são feitos prisioneiros de Polifemo, um dos
excepção do seu cão fiel, Argos. gigantes monstros, que devora alguns homens. Através
de dois inteligentes estratagemas de cegar o gigante e
2. Euricleia reconheceu Ulisses com facilidade porque
esconderem-se nos rebanhos de bodes, conseguem
tinha sido a sua ama e conhecia todos os traços da sua
escapar da ilha.; VII – Eolo e Circe: Ulisses e seus
fisionomia.
companheiros embarcam na ilha de Circe, a feiticeira, que
3. Penélope e Ulisses reencontraram-se junto da teia transforma alguns marinheiros em porcos, mas que
onde ela lhe dera a maior prova de fidelidade e paixão, Ulisses consegue salvar pois Mercúrio havia-lhe dado
tecendo e desfazendo o manto para enganar os uma erva que o tornara imune às bebidas enfeitiçantes de
pretendentes. Circe.; IX – As sereias. Sila e Caribdes: Ulisses e seus
4. O povo encontrava-se em discórdia, dividido em dois marinheiros navegam ao largo da Ilha das Sereias
grupos que se odiavam e hostilizavam. encantadoras, mas escapam ao seu canto enfeitiçante
5. Os deuses reservaram a Ulisses um futuro de glória e porque foram avisados por Circe. Ulisses foi amarrado ao
prosperidade, governando Ítaca durante muitos anos, mastro do navio para poder escutá-las sem fugir e os
sempre acompanhado da esposa Penélope e do seu ouvidos dos marinheiros foram tapados por pedaços de
filho Telémaco. cera.; XIII – Telémaco reconhece Ulisses – Telámaco
regressa a Ítaca, alertado por Minerva, para proteger a
pátria de seu pai. Ulisses, disfarçado de mendigo,
Compreensão / Expressão Págs. 106-107
conversava com Eumeu quando Telémaco chega e fica a
par das notícias de Ítaca. Minerva restitui a Ulisses o seu
1. Penélope era a esposa de Ulisses. porte e características pessoais e Telémaco reconhece-o,
abraçando o pai com grande emoção.; XV – Vitória de
2. É referida a história da prova de fidelidade de
Ulisses: Euricleia, ama e criada fiel de Ulisses, reconhece-
Penélope que tecia e desfazia o manto para dissuadir
o enquanto lhe lava os pés. Com o seu arco e flecha, o
os pretendentes: “nesse manto que desfias, / e que
nosso herói mata todos os pretendentes, reencontra a sua
depois voltas a pôr”.
esposa amada e governa Ítaca em paz por muitos anos.
3. Palavras do campo semântico de “roupa”: vestido;
Tempo: após a guerra de Tróia – dez anos de viagem de
recompões; veste; tecido; desfizeste; manto; desfias; pôr. regresso a Ítaca
4. A metáfora significa que ela está nua e o sujeito Espaço: Ítaca, ilha de Ogígia, ilha de Ciclópia, ilha de
poético toca-a e cobre-a com as suas mãos. Circe, ilha de Córcira, etc.
5. O sujeito poético ter-lhe-á pedido fidelidade. Narradores: narrador heterodiegético e omnisciente nos
6. O sujeito poético exprime sentimentos emotivos de capítulos I, II, III, IV, V, XI, XII, XIII, XIV, XV; narrador
comoção, tontura e enternecimento perante a amada. autodiegético e omnisciente – o próprio Ulisses – nos
capítulos VI, VII, VIII, IX, X.
7. O tema desta composição poética é o amor.
Personagens e sua descrição: Ulisses – rei de Ítaca,
guerreiro em Tróia, corajoso, habilidoso, fiel e honesto;
Telámaco – filho de Ulisses, jovem corajoso, lutador e
Revisão Págs. 110-111
amável; Penélope – esposa de Ulisses, fiel, apaixonada e
A. habilidosa; Eumeu – amigo fiel de Ulisses, honesto e
correcto; Euricleia – fiel ama e criada de Ulisses; Calipso –
Acção: I – Telémaco e os pretendentes – Depois de
ninfa/deusa imortal com corpo de mulher, bela,
combater na guerra de Tróia durante dez anos, Ulisses
encantadora e carinhosa; Polifemo – gigante ciclope,
inicia a viagem de regresso à sua Pátria, Ítaca, onde a
horrendo e devorador de homens; Circe – feiticeira
sua esposa, Penélope, era cobiçada por vários
encantadora e bela; Minerva – deusa protectora de
pretendentes e o seu filho, Telémaco, lutava para manter Ulisses, atenta e fiel; Neptuno – deus do mar, rancoroso e
o trono intocado.; II – Calipso – ao regressar de Tróia no destruidor; Mercúrio – deus mensageiro; companheiros
seu barco, Ulisses naufraga devido a uma tempestade e de Ulisses – corajosos, bravos e fiéis seguidores do rei;
vai parar à ilha de Ogígia, onde mora Calipso, uma ninfa. pretendentes – oportunistas e cobiçosos do trono.
Esta apaixona-se por Ulisses e mantém-no prisioneiro
durante sete anos. Vendo o rei de Ítaca em sofrimento B.
por sentir tantas saudades de sua pátria, Minerva, sua Querer – queira, queiras, queira, queiramos, queirais,
deusa protectora, envia o mensageiro Mercúrio dizer a queiram; Pôr – pusera, puseras, pusera, puséramos,
Calipso para o libertar. A ninfa obedece e ainda ajuda puséreis, puseram; Poder – pudesse, pudesses, pudesse,
Ulisses com todos os preparativos para a viagem.; III – A pudéssemos, pudésseis, pudessem; Limpar – tenho
Tempestade – Quando Neptuno viu Ulisses a navegar limpado, tens limpado, tem limpado, temos limpado,
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nos seus mares com condições favoráveis, provocou tendes limpado, têm limpado; Sonhar – tenho sonhado,
tamanha tempestade que fez o herói naufragar e lutar tens sonhado, tem sonhado, temos sonhado, tendes
arduamente pela vida. Conseguiu sobreviver e chegar a sonhado, têm sonhado; Partir – parte, parti; Correr –
Terra, onde encontrou abrigo e construiu um leito de correria, correrias, correria, correríamos, correríeis,
folhas.; VI – Polifemo e Ninguém – Ulisses e seus correriam