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Aula 05

Biologia p/ SED-MS (Professor - Biologia) Pós-Edital

Wagner Luiz Heleno Marcus Bertolini

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Wagner Luiz Heleno Marcus Bertolini BIOLÓGICAS
Aula 05
TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS
Prof. WAGNER BERTOLINI

PADRÕES DE HERANÇA GENÉTICA

CONTEUDO PROGRAMÁTICO Página


1. CONVERSA COM O CONCURSANDO 01
2.SEGUNDA LEI DE MENDEL. 02
3. ALELOS MÚLTIPLOS (polialelia) 06
4. GRUPOS SANGUÍNEOS 13
5. QUESTÕES 23

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1. CONVERSANDO COM O CONCURSANDO


Olá meu caro aluno
Vamos seguir com nosso tema? Hoje veremos a segunda lei de Mendell
e os casos de polialelia.
Vamos nessa?
Bons estudos.

2. SEGUNDA LEI DE MENDELL: LEI DA SEGREGAÇÃO


INDEPENDENTE
A segunda lei, também chamada de lei da segregação
independente ou lei da recombinação.
Mendel fez o cruzamento entre espécies de ervilhas com sementes que
apresentavam diferentes genótipos e fenótipos. Sementes amarelas e
lisas com sementes verdes e rugosas.
A geração F1 obtida era totalmente constituída por sementes
amarelas e lisas. O resultado da geração F1 já era esperado, já que
as características eram dominantes e os pais eram puros.

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Cruzamento de semente lisa-amarela pura com semente verde-rugosa


pura

Geração F2 da Segunda Lei de Mendel

Onde podemos observar que:


- semente “amarela-lisa” e “verde-rugosa” já eram fenótipos já
conhecidos.
- semente “amarela-rugosa” e “verde-lisa”: fenótipos que não estavam
presentes na geração paterna e nem na geração F1.

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GUARDE ESTAS PROPORÇÕES


Estas proporções serão importantes para agilizar a análise de
fenótipos ou genótipos sem ter que fazer os cruzamentos no
chiqueirinho.

GENOTÍPICA: A_B_ A_bb aaB_ bbvv


FENOTÍPICA: 9:3:3:1.

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CONCLUSÃO: Mendel concluiu que a característica de cor da semente


(amarela ou verde), não está ligada à característica formal da semente
(lisa ou rugosa), ou seja, a herança da cor era independente da
herança da superfície da semente.
Levando em conta esses cruzamentos, podemos dizer que na segunda
lei de Mendel os genes para um ou mais caracteres são
transmitidos aos gametas de forma independente,
recombinando-se ao acaso e formando todas as combinações
possíveis.
PERCEBEU ISTO? É a observação mais importante desta lei. Se
temos duas características estas são independentes. Quando
isto ocorre, temos a proporção genotípica e fenotípica obtida
conforme acima mencionados pelo esquema entre as gerações
obtidas.

Determinando o número de tipos de gametas na segregação


independente
Para determinar o número de tipos de gametas formados por um
indivíduo, segundo a segregação independente, basta aplicar a
expressão 2n, em que n representa o número de pares de alelos no
genótipo que se encontram na condição heterozigota.
Sabe por que só levamos em conta as heterozigotas? Porque
produzem gametas diferentes. As homozigotas apresentam
apenas um tipo de gameta. E sua contribuição no “processo
matemático multiplicativo” é a unidade. Ou seja: multiplica-se
por UM. Logo, o que leva a um aumento do número de gametas
são os indivíduos com heterozigoze.

DETERMINAÇÃO DO NÚMERO DE GAMETAS

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Número de
Genótipo Valor de n 2n
gametas

AA 0 20 1

Aa 1 21 2

AaBB 1 21 2

AaBb 2 22 4

AABbCCDd 2 22 4

AABbCcDd 3 23 8

AaBbCcDd 4 24 16

AaBbCcDdEe 5 25 32

Veja como ficaria a representação dos gametas e a relação com


genótipos e fenótipos:

Vamos ver como se faz a determinação dos gametas:


Vamos representar os diferentes tipos de gametas que poderão ser
formados pelos seguintes genótipos:
Aa: 50% (A) e 50% (a)
aa: 100% (a)

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AaBb: 1/4 (AB), 1/4 (Ab), 1/4 (aB) e 1/4 (ab)


AABb: 1/2 (AB) e 1/2 (Ab)
RrSsTt: 1/8 (RST), 1/8 (RSt), 1/8 (RsT), 1/8 (Rst), 1/8 (rST), 1/8 (rSt),
1/8 (rsT) e 1/8 (rst)

Vamos estabelecer os tipos de gametas produzidos por indivíduos


heterozigotos para vários lócus é a partir do método das linhas
ramificadas. Vejamos exemplo abaixo para os indivíduos de genótipo
AaBbCc e DDEeFf

Percebe que se parece com propriedade distributiva da


matemática? Então, nenhuma novidade em sua vida!!!

Caso você queira pode seguir alguns passos:


- descobrimos se os indivíduos são homozigotos ou heterozigotos para
cada loco.
- se for heterozigoto, consideramos a probabilidade dele produzir 50%
de um tipo de gameta e 50% do outro.
- consideramos a possibilidade de cada um desses gametas receber
independentemente um dos dois alelos do próximo loco, e assim por
diante.
- se para um dos lócus o indivíduo for homozigoto (ex: DD), aí devemos
considerar que 100% dos gametas formados deverão receber um único
alelo deste loco.

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- para os outros lócus heterozigotos, a regra de combinação ao acaso


continua valendo.

Um aspecto importante é destacar que, por este exemplo, que tal


método permite calcular rapidamente a frequência esperada para cada
tipo de gameta.
Como devemos proceder?
Basta, neste caso, multiplicar as frequências esperadas para cada um
deles.
Por exemplo, a chance de surgir um gameta com o arranjo ABC é dada
pela seguinte multiplicação: 1/2 x 1/2 x 1/2 = 1/8 ou 12,5%.

Vamos analisar a seguir uma generalização das proporções


mendelianas esperadas para um indivíduo diploide (2n) e
heterozigoto para n genes, cada um deles apresentando apenas
dois alelos:

3. POLIALELIA OU ALELOS MÚLTIPLOS


Vou fazer um resumo do que veremos a seguir. Aqui temos um
caso relacionado com as Leis de Mendell, porém, com uma
novidade: teremos mais de DOIS alelos para dada
característica. Só isso. Claro, com alguns cuidados a serem
observados.

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Apesar de serem mais de 2 alelos apenas dois serão


empregados para a análise genotípica e fenotípica. Um dos
alelos é recebido pelo indivíduo a partir da mãe e o outro do pai.
Portanto, teremos que saber algumas coisas:
- tem dominância?
- tem codominância?
A partir desta análise inicial basta fazer as probabilidades
genotípicas de acordo com as informações dadas.

Colocarei uma parte teórica para melhor embasar o conteúdo. Mas,


caso você queira, meu querido aluno(a) poderá passar direto para a
resolução de questões. Principalmente se você já domina estas
informações.

TIPAGEM SANGUÍNEA
Aqui temos um assunto muito importante para seu concurso: a
identificação de um indivíduo ou indivíduos em função da tipagem
sanguínea.
Em locais de crime é comum ser encontrado vestígios de sangue.
Principalmente em crimes com violência física ou armas e objetos
perfurantes.
Cuidado com uma pegadinha básica, já mencionada anteriormente:
hemácias não possuem núcleo. Logo, nem pense em encontrar DNA
nas hemácias.
Como são produzidas pela medula óssea não necessitam de DNA para
se reproduzirem. Além de que são células com um objetivo especifico
não necessitando do DNA para organizar suas funções de carrear
oxigênio.
Poderia dizer mais sobre as hemácias: Durante sua diferenciação
na medula óssea, a hemácia fabrica intensamente toda as proteínas e
compostos que irá precisar quando madura e depois perde o núcleo e

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boa parte de suas organelas. Uma vez que a maturação está completa,
a hemácia está sem núcleo e deficiente em organelas, mas possui
todos os compostos que irá precisar para realizar suas funções durante
sua vida útil, que é de aproximadamente 120 dias. Após esse tempo,
os compostos dentro da célula estão "velhos" e, como não tem núcleo,
a hemácia não consegue renová-los. Ela é, então, retida no baço, um
órgão que se interpõe à circulação sanguínea e fagocitada.
Apenas os mamíferos apresentam hemácias anucleadas. Nas outras
classes de vertebrados as hemácias são nucleadas e cada grupo
apresenta alguma particularidade.

Vamos à parte teórica?


Polialelia ou alelos múltiplos significa que existem três ou mais tipos
de alelos distintos para os mesmos lócus cromossômicos. Em outras
palavras, cada indivíduo tem apenas um par desses genes, mas as
combinações possíveis entre elas são várias.
A polialelia resulta de mutações sucessivas ocorridas nos genes de
um determinado lócus. Cada gene mutante que surge estabelece
condições para o aparecimento de mais uma nova expressão fenotípica
daquele caráter, naquela espécie.
Um exemplo disso ocorre em coelhos, onde podem ser distinguidos
quatro fenótipos distintos para a cor da pelagem: selvagem (cinza-
escuro, quase negro), chinchila (cinza-claro homogêneo), himalaia
(branco, com focinho, orelhas e extremidades das patas e da cauda
negras) e albino (inteiramente branco).
Esses quatro fenótipos originam-se a partir da existência de quatro
alelos distintos de um mesmo lócus.
Veja como seriam as dominâncias entre estes genes:
O gene C determina a manifestação selvagem e é dominante sobre
todos os outros alelos.

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O gene cch condiciona o fenótipo chinchila e é recessivo para selvagem,


porém, é dominante para os outros.
O gene ch é determinante da manifestação da pelagem Himalaia, sendo
dominante apenas sobre o albino.
O gene c produz o fenótipo albino e é recessivo para todos os demais
alelos.
Portanto, temos a seguinte relação de dominância: C > Cch > Ch > Ca.

Conhece estes orelhudinhos? Veja os diferentes fenótipos e, em


destaque, os genótipos:

O interessante de observar nos coelhos, é que esses quatro fenótipos


diferentes, estão na dependência de 10 genótipos distintos, conforme
o quadro a seguir:

FENÓTIPOS GENÓTIPOS

Selvagem Homozigótico: CC; heterozigótico: Ccch, Cch, Cc.

Chinchila Homozigótico: cchcch; heterozigótico: cchch, cchc.

Himalaia Homozigótico: chch; heterozigótico: chc.

Albino Homozigótico: cc.

Interessante saber:

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Número de Genótipos em Séries de Polialelos


Em uma série com n alelos múltiplos, a quantidade de genótipos
diferentes é determinada por:

Perceberam no caso acima a aplicação da fórmula?


São 4 alelos, 4 fenótipos. Portanto, substituindo na equação teremos
os 10 genótipos, conforme apresentado no quadro acima.

Vamos analisar, a partir de agora, casos em que mais de dois tipos de


alelos estão presentes na determinação de um determinado caráter na
população.
Cuidado: Apesar de poderem existir mais de dois alelos para a
determinação de um determinado caráter, um indivíduo diploide
apresenta apenas um par de alelos para a determinação dessa
característica, isto é, um alelo em cada lócus do cromossomo que
constitui o par homólogo.

Apesar do caso de polialelia devemos observar que a 1ª lei de Mendel


continua sendo obedecida. No caso dos coelhos, como exemplo, a
determinação da cor da pelagem terá dois dos quatro genes. A
diferença é que o número de genótipos e fenótipos na polialelia é maior
quando comparado, por exemplo, com a cor das sementes de ervilha.

Como surge a polialelia? Mutações, meu caro aluno.


O surgimento dos alelos múltiplos (polialelia) deve-se a uma das
propriedades do material genético, que é a de sofrer mutações. Assim,
acredita-se que a partir do gene C (aguti), por um erro acidental na
duplicação do DNA, originou-se o gene Cch (chinchila).

IMPORTÂNCIA DA POLIALELIA: variabilidade genética.

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A existência de alelos múltiplos é interessante para a espécie, pois


haverá maior variabilidade genética, possibilitando mais oportunidade
para adaptação ao ambiente (seleção natural).

4. GRUPOS SANGUÍNEOS
A descoberta dos grupos sanguíneos
Até o início do séc. XX ocorriam acidentes fatais decorrentes de
transfusões de sangue.
Em 1900, Karl Landsteiner observou que ao misturar sangue de
algumas pessoas com soro de outras, ás vezes ocorria aglutinação,
outras não.
A partir daí ele classificou as pessoas em 4 grupos sanguíneos: A, B,
AB e O.
Descobriu que a aglutinação ocorria por causa de uma reação entre
antígeno e anticorpo.
Quando, em uma transfusão, uma pessoa recebe um tipo de sangue
incompatível com o seu, as hemácias transferidas vão se aglutinando
assim que penetram na circulação, formando aglomerados compactos
que podem obstruir os capilares, prejudicando a circulação do sangue.

COMPOSIÇÃO DO SANGUE
O SANGUE é constituído de:
– Plasma + Elementos figurados = hemácias, leucócitos e plaquetas.
– No plasma (55% do sangue) há várias proteínas, entre elas o
fibrinogênio (coagulação).
– Plasma sem fibrinogênio = soro.
– Hemácias são as células mais abundantes.
Cada ser vivo possui proteínas DIFERENTES dos demais seres vivos.
Assim, quando um organismo estranho penetra no corpo, suas
proteínas são consideradas estranhas (antígenos) e inicia-se a

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produção de proteínas chamadas anticorpos, que neutralizam os


antígenos.
Os anticorpos são específicos: p/ cada tipo de antígeno é produzido
apenas um tipo de anticorpo, com forma complementar à do antígeno.

Aglutinogênios e aglutininas
No sistema ABO existem quatro tipos de sangues: A, B, AB e O.
Esses tipos são caracterizados pela presença ou não de certas
substâncias na membrana das hemácias (produção de uma
proteína especial que se acopla à membrana das hemácias), chamadas
de antígeno ou aglutinogênios. E pela presença ou ausência de
outras substâncias, as aglutininas ou anticorpos, no plasma
sanguíneo.
Existem dois tipos de aglutinogênio, A e B, e dois tipos de aglutinina,
anti-A e anti-B.

O QUE VOCÊ PRECISA SABER:


Pessoas do grupo A:
-possuem aglutinogênio (antígeno) A, nas hemácias e aglutinina anti-
B no plasma.
Pessoas do grupo B
- têm aglutinogênio B nas hemácias e aglutinina anti-A no plasma
Pessoas do grupo AB têm aglutinogênios A e B nas hemácias e
nenhuma aglutinina no plasma.
Pessoas do grupo O
- não tem aglutinogênios na membrana das hemácias, mas possuem
as duas aglutininas, anti-A e anti-B, no plasma.

Em resumo: SISTEMA ABO DE GRUPOS SANGUÍNEOS

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Em função da presença ou ausência de proteína nas hemácias,


podemos fazer a tipagem sanguínea, empregando-se dois tipos
de soro. Vejamos como seria.

TIPAGEM SANGUINEA

Vou explicar de uma forma bem simples (porque é simples) esta


técnica.
Aplica-se sobre uma placa duas gotas de sangue a se determinar o tipo
e uma gota de soro Anti-A em uma das gotas de sangue e uma gota
de soro Anti-B na outra gota de sangue. Deve-se, em seguida, analisar

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onde ocorreu a coagulação (se coagulou, significa que o soro encontrou


a proteína de seu tipo).
Veja no exemplo do sangue tipo A. Só houve coagulação quando se
aplicou o soro Anti-A. Conclusão: tem a proteína (aglutinogênio) A na
membrana da hemácia. Como não coagulou na gota de sangue com o
soro Anti-B, significa que nestas hemácias não tem a proteína B.
Se você observar, no sangue tipo AB houve coagulação em ambas as
amostras de sangue (o que significa que tem os dois tipos de
aglutinogênio na membrana das hemácias)
No sangue O não houve coagulação em nenhuma amostra (o que
significa que não tem nenhum aglutinogênio na membrana das
hemácias).

Esses antígenos são glicoproteínas e sua presença é controlada por


uma série de três alelos (IA – IB – i) localizados no par do cromossomo
9.
É um caso de herança que envolve Alelos Múltiplos.
OBS.: a letra I vem de isoaglutinação = aglutinação do sangue entre
indivíduos da mesma espécie.
O alelo A ou IA condiciona a formação do aglutinogênio A;
O alelo B ou IB condiciona a formação do aglutinogênio B;
O alelo O ou i não forma essas substâncias.

Como fica a relação de dominância?


Os alelos IA e IB são dominantes em relação ao i.
Entre os alelos IA e IB há codominância, assim, cada um fornece o
seu efeito e aparecem as duas substâncias.
A relação de dominância entre os três alelos é: IA = IB > i
Teremos a seguinte relação de fenótipos e genótipos

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Agora você está pronto, meu caro estratégico aluno, par entender as
possíveis transfusões de sangue. Lembre-se que devemos evitar que
ocorram as coagulações.
 As transfusões de sangue devem ser feitas de preferência entre
pessoas do mesmo grupo.
 Se o aglutinogênio (antígeno) não for compatível com a
aglutinina (anticorpo) pode ocorrer aglutinação das hemácias
recebidas.
 Se ocorrer aglutinação pode ocorrer desde uma pequena reação
alérgica, até lesões renais graves (causadas pelos produtos
liberados) e morte.
 Em pequenas transfusões (até 500 mL) as aglutininas do
doador se diluem muito no volume total de sangue do receptor,
e sua concentração tem pouca chance de causar aglutinação.
 O problema maior é a aglutinação das hemácias do doador pelo
plasma do receptor. Por isso, dizemos que quando ocorre uma
aglutinação é sempre nas hemácias do doador e nunca nas do
receptor.
 Como o GRUPO O não tem aglutinogênios nas hemácias,
pequenas quantidades desse tipo de sangue poderiam
teoricamente ser doadas a qualquer receptor. Por isso, pessoas
do grupo O são chamadas de Doadores Universais.
 De modo semelhante, teoricamente pessoas do GRUPO AB, por
não terem aglutininas, aceitariam pequenas transfusões de
qualquer tipo de sangue, sendo chamadas de Receptores
universais.
 Na prática as transfusões são feitas sempre no mesmo grupo,
pois há chance de as aglutininas do doador aglutinarem as
hemácias do receptor.
 Em situações de emergência, porém, o sangue tipo O pode ser
utilizado.
 Além disso, antes de transfusões são feitos outros testes para
verificar a compatibilidade com outros tipos de grupos
sanguíneos.

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 TRANSFUSÃO AUTÓLOGA: se uma pessoa vai sofrer um


intervenção cirúrgica, parte de seu sangue pode ser retirado
com antecedência e preservado. Se for necessário a transfusão
o paciente receberá seu próprio sangue.
Na resolução de problemas, é costume aceitar que o sangue O é um
doador universal e o AB um receptor universal, seguindo para as
transfusões o esquema abaixo de compatibilidade.

Tipos possíveis de transfusão

GRUPOS SANGUÍNEOS ESTA ENVOLVIDO COM O TESTE DE


EXCLUSÃO DE PATERNIDADE (programa do Ratinho!!!!!!!!!!!!!!!)

DESCOBERTA DO FATOR SANGUÍNEO Rh


Em 1940, em colaboração com Alexander Wiener, Landsteiner
descobriu o fator Rh.
Verificaram que, ao ser injetado em coelhos, o sangue do macaco
Rhesus provocava a formação de anticorpos.
O plasma desses coelhos era capaz de aglutinar hemácias de 85% das
amostras de sangue humano.
Portanto, 85% do sangue humano são portadores do mesmo antígeno
daquele macaco. Logo, 85% das pessoas são Rh+ (positivas). 15% das
pessoas não possuem nas hemácias o fator Rh e são Rh- (negativas).

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Fator Rh (Rhesus)

CUIDADO: detalhes que podem ser questionados pela banca


que adora pegadinhas ou rodapés de livros:
– Indivíduos Rh negativo podem doar sangue tanto para Rh- como
para Rh+. Dessa forma:
– Doador Universal é o O Rh-
– Receptor Universal é o AB Rh+
- Em geral, os indivíduos Rh- produzem anticorpos específicos somente
quando recebem hemácias com o antígeno Rh+, o que pode ocorrer
durante a gravidez (no parto) ou em transfusões inadequadas quanto
ao fator Rh.
Quando uma mulher Rh- tem um filho com um homem Rh+, há duas
possibilidades, dependendo de o homem ser homozigoto ou
heterozigoto.
– Se ele for homozigoto todos os filhos serão Rh+;
– Se for heterozigoto, podem nascer filhos Rh+ e Rh-.

Quando uma mulher Rh- tem um filho com um homem Rh+, há


duas possibilidades:

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Vejamos resumidamente o que seria a eritoblastose fetal:


A eritroblastose fetal ou doença hemolítica do recém-nascido (DHRN)
pode ocorrer em filhos de mãe Rh-.
– Se o filho for Rh-, terá o mesmo padrão da mãe e não haverá
incompatibilidade entre eles.
– Ser for Rh+, alguns dias antes do nascimento e principalmente
durante o parto, uma parte do sangue do feto entra em contato com o
organismo materno, que é estimulado a produzir anticorpo anti-Rh.
Como a produção destes anticorpos não é imediata, esse 1° filho
nascerá livre de problemas. Mas, a mãe já está sensibilizada.
Em uma 2ª gestação, os anticorpos maternos, já concentrados no
sangue, atravessam a placenta e podem provocar aglutinação das
hemácias do feto, que serão fagocitadas e destruídas.
Nesse caso, ao nascer, a criança apresenta anemia e icterícia: a
hemoglobina das hemácias destruídas transformam-se em bilirrubina
(pigmento amarelo).
A bilirrubina pode depositar-se no cérebro e provocar surdez e
deficiência mental.
Nos casos mais graves chega a ocorre aborto involuntário.
Se a criança nascer, poderá ser salva com a troca gradativa de seu
sangue por Rh-.
As novas hemácias Rh- não são destruídas e, após algum tempo,
quando forem substituídas naturalmente por Rh+ os anticorpos da mãe
já terão sido eliminados.
IMPORTANTE
Para prevenir a DHRN, até três dias após o parto da 1ª criança Rh+ a
mãe Rh- deve receber uma aplicação de anticorpos anti-Rh.
Esses destroem as hemácias Rh+ deixadas pelo feto no sangue da
mãe, o que impede o desencadeamento da produção de anticorpos
maternos.
Com o tempo esses anticorpos são eliminados e como o organismo
materno não “aprendeu” a produzi-los, ela fica livre para uma nova

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gestação. Se a criança for novamente Rh+ deve-se repetir o


tratamento.

Condição necessária para que ocorra a eritroblastose fetal

A sensibilização da mãe pode ter ocorrido por uma transfusão


inadequada de sangue, onde já ocorreu a sensibilização para o
Rh positivo. Neste caso pode ocorrer a eritroblastose com o
primeiro filho gerado por esta mãe, na situação mencionada
para o caso.

5. QUESTÕES

01. (Papiloscopista – Goiás – FUNIVERSA – 2015). Jovenaldo


casa-se com Marivalda. Ambos pertencem ao grupo sanguíneo A. O
primeiro filho deles apresenta o grupo sanguíneo O.

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Considerando esse caso hipotético, assinale a alternativa que


apresenta a probabilidade de que o próximo filho desse casal seja do
grupo sanguíneo A
(A) 100%
(B) 75%
(C) 50%
(D) 25%
(E) 0%
Resolução:
Como o filho é sangue tipo O, significa que o genótipo dele é ii. Logo,
os pais são heterozigotos IAi (para poderem transmitir o gene i).
Então, o próximo filho terá as seguintes possibilidades de ser O:
IA I
IA IAIA Iai
tipo A tipo A
I Iai ii
tipo A tipo O
Logo, a probabilidade de ter sangue do tipo A é de 75%.
Resposta: B.

02. (2015 – COMPERVE – UFRN – Biólogo). Os genes constituem


unidades fundamentais da informação genética e
a) em algumas características agem cumulativamente, determinando
o fenômeno conhecido como herança poligênica.
b) se mantêm em posição fixa nos cromossomos de eucariotos,
ocorrendo mudança de posição apenas em organismos procariotos.
c) em organismos diploides são organizados em pares, o que se
mantém nas populações, de modo que inexistem mais que duas formas
do mesmo gene.
d) se relacionam a um único ou a múltiplos efeitos fenotípicos no
organismo, fenômeno conhecido como alelos múltiplos.

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Resolução:
A alternativa a apresenta a definição do que seria a poligenia ou
herança quantitativa, em que diferentes genes agem como aditivos a
certa característica. Poderíamos citar a cor da pele, pois, teríamos
genes aditivos que contribuem para intensificar a produção de
melanina.
Resposta: A.

03. (2010 - FUNIVERSA - SPTC-GO - Perito Criminal).


Texto III ==11444a==

A identificação por meio de testes laboratoriais do fenótipo dos grupos


sanguíneos do sistema ABO, em manchas de sangue já secas, fornece
evidências em casos de homicídio, estupro, acidentes,
desaparecimento de pessoas, sequestros e tem-se mostrado de grande
auxílio na elucidação desses crimes, até mesmo protegendo os
inocentes. Claro está que tipagem sanguínea por si só não leva à
conclusão de que determinada pessoa tenha cometido determinado
crime. Entretanto, é mais uma evidência que deve constar de um
processo mais amplo no qual outras provas e testemunhas deverão ser
consideradas. Os testes imunológicos para determinação dos grupos
sanguíneos são conhecidos no âmbito forense desde 1916, quando foi
utilizado por Leone Lattes pela primeira vez em um caso criminal. O
que se torna muito interessante é que os testes sanguíneos antigos
não foram abandonados por completo. Muitos ainda são utilizados e
continuam como parte da rotina de exames em respostas a quesitos
quanto a classificação, identificação, diferenciação e individualização
da substância de aspecto hematoide que sequencialmente será incluída
no repertório de um laudo pericial.
Internet: www.laes-haes.com.br> (com adaptações).
A respeito do texto III e de conhecimentos acerca do tema, assinale a
alternativa correta.

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a) O sistema ABO consiste em um caso de poligenia ou herança


quantitativa.
b) Caso o sangue identificado apresente antígeno do tipo “A” na
superfície das hemácias, é correto concluir que o sangue é do tipo “B”.
c) Caso uma mulher de sangue do tipo “A” tenha sido estuprada e
tenha uma criança do tipo “B” resultante deste ato, todos os indivíduos
de sangue dos tipos “A” e “AB” suspeitos serão inocentados.
d) Indivíduos com tipo sanguíneo “O” nunca apresentam anticorpos do
tipo anti-A em sua corrente sanguínea.
e) O sistema ABO consiste em um caso de alelos múltiplos ou polialelia.
Resolução:
Vou comentar as alternativas e apresentar o erro de cada uma delas:
a) O sistema ABO consiste em um caso de poligenia ou herança
quantitativa.
Errado. O sistema ABO é um caso de polialelia, ocorrendo dominância
entre alelos. Os alelos IA e IB apresentam codominância ente si, porém,
são dominantes frente ao alelo i.
b) Caso o sangue identificado apresente antígeno do tipo “A” na
superfície das hemácias, é correto concluir que o sangue é do tipo “B”.
Errado. Nada foi mencionado sobre o fato de apresentar ou não
antígeno B. Assim, sabemos que o indivíduo tem a proteína A em suas
hemácias. Mas, como nada sabemos sobre o antígeno B ele poderia ser
do tipo AB (se este antígeno estivesse presente) ou ser do tipo A (se
este antígeno B estiver ausente).
c) Caso uma mulher de sangue do tipo “A” tenha sido estuprada e
tenha uma criança do tipo “B” resultante deste ato, todos os indivíduos
de sangue dos tipos “A” e “AB” suspeitos serão inocentados.
Errado. Se uma mulher é do tipo A ela pode ter genótipo do tipo I A e
IA ou IA e i. Se ela foi estuprada e teve filho com fenótipo B ele deverá
ter genótipo IB e IB ou IB e i. Se a mãe for IA e IA ela só poderia gerar
filho tipo A se o estuprador fosse do tipo O. Logo, concluímos que ela
tem genótipo IA e i. Assim, se ela gerou filho B ele deve ter passado

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para o filho o alelo i. Logo, o estuprador deve ter o alelo I B para


fornecer. Então, ele pode ser do tipo AB ou B. Portanto, os AB não
podem ser descartados, conforme sugere a alternativa. Os indivíduos
do tipo A poderiam.
d) Indivíduos com tipo sanguíneo “O” nunca apresentam anticorpos do
tipo anti-A em sua corrente sanguínea.
Errado. Os indivíduos tipo O apresentam os dois anticorpos (anti-A e
anti-B) no plasma.
e) O sistema ABO consiste em um caso de alelos múltiplos ou polialelia.
Correto. Citei na alternativa A os tipos de alelos que contribuem para
a determinação desta característica. Portanto, é um caso de polialelia.
Resposta: E.

04. Na espécie humana há um gene que exerce ação simultaneamente


sobre a fragilidade óssea, a surdez congênita e a esclerótica azulada.
Assinale a alternativa que define o caso.
a) Ligação genética
b) Penetrância completa
c) Pleiotropia
d) Herança quantitativa
e) Polialelia
Resolução:
Quando temos um gene que exerce sua ação em mais de duas
características, o chamamos de gene pleiotrópico, ou pleiotropia.
Resposta: C.

05. (UFTM MG). Os alelos IA, IB e i estão envolvidos na determinação


dos tipos sanguíneos A, B, AB e O. Já os alelos R e r estão envolvidos
na determinação dos tipos sanguíneos Rh positivo e negativo.
Atualmente, conhecem-se bem as possibilidades de transfusão e vários
problemas que podem ocorrer se houver alguma incompatibilidade
sanguínea.

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Considerando as possibilidades de transfusão e os problemas de


incompatibilidade gestacional, responda: por que um indivíduo A não
pode doar sangue para um indivíduo O e por que uma mulher Rh
positivo nunca irá gerar um filho com eritroblastose fetal?
Resolução:
Um indivíduo A não pode doar sangue para um indivíduo O porque o
sangue tipo A possui aglutinogênio tipo A, e o sangue tipo O possui
aglutinina Anti-A. Se houver contato entre os sangues, ocorrerá uma
reação de antígeno-anticorpos levando a uma aglutinação das
hemácias doadas. Uma mulher Rh+ não apresenta aglutinina Anti-Rh,
por isso seu plasma não possui anticorpos contra o fator Rh e seu filho
não sofrerá risco de eritroblastose fetal.

06. (UNICAMP SP). A herança da cor do olho na espécie humana


geralmente é representada simplificadamente como um par de alelos,
A (dominante, determinando cor castanha) e a (recessivo,
determinando cor azul). Baseando-se nessa explicação, analise as
afirmações abaixo, proferidas por casais em relação à cor dos olhos de
seu bebê, verificando se elas têm fundamento. Justifique sua resposta.
a) Afirmação de um casal de olhos azuis: “nosso bebê poderá ter
olhos castanhos porque as avós têm olhos castanhos”.
b) Afirmação de um casal de olhos castanhos: “nosso bebê poderá
ter olhos azuis porque o avô paterno tem olhos azuis”.
Resolução:
a) Essa afirmação é falsa. Tendo o casal olhos azuis, o genótipo de
ambos é aa e não poderão ter filhos de olhos castanhos (A).
b) Essa afirmação também é falsa. O fato de o avô paterno ter olhos
azuis garante que o pai da criança possui o gene a. Isso, no entanto,
não é condição suficiente para o nascimento de uma criança de olhos
azuis (aa). O gene a, afinal, não está necessariamente presente no
genótipo da mãe da criança.

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07. (FUVEST SP). As três cores de pelagem de cães labradores (preta,


marrom e dourada) são condicionadas pela interação de dois genes
autossômicos, cada um deles com dois alelos: Ee e Bb. Os cães
homozigóticos recessivos ee não depositam pigmentos nos pêlos e
apresentam, por isso, pelagem dourada. Já os cães com genótipos EE
ou Ee apresentam pigmento nos pêlos, que pode ser preto ou marrom,
dependendo do outro gene: os cães homozigóticos recessivos bb
apresentam pelagem marrom, enquanto os com genótipos BB ou Bb
apresentam pelagem preta. Um labrador macho, com pelagem
dourada, foi cruzado com uma fêmea preta e com uma fêmea marrom.
Em ambos os cruzamentos, foram produzidos descendentes dourados,
pretos e marrons.
a) Qual é o genótipo do macho dourado, quanto aos dois genes
mencionados?
b) Que tipos de gameta e em que proporção esse macho forma?
c) Qual é o genótipo da fêmea preta?
d) Qual é o genótipo da fêmea marrom?
Resolução:
Informações decorrentes do texto:
ee _ _ dourado
E_B_preto
E_bb marrom
Assim, segundo o enunciado da questão, em todos os cruzamentos
tivemos descendentes dourados, pretos e marrons.
Para ter descendente marrom (bb recessivo) o macho deve ter gameta
b. E para ter descendente preto (dominante B) ele precisa ter gameta
B.
Assim, o macho tem genótipo eeBb.
Heredograma:

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a) Genótipo do macho dourado: eeBb


b) Gametas formados por esse macho:

c) Genótipo da fêmea preta: EeBb


d) Genótipo da fêmea marrom: Eebb

08. (UNIFESP SP). Um exemplo clássico de alelos múltiplos é o


sistema de grupos sanguíneos humano, em que o alelo IA, que codifica
para o antígeno A, é codominante sobre o alelo IB, que codifica para o
antígeno B. Ambos os alelos são dominantes sobre o alelo i, que não
codifica para qualquer antígeno. Dois tipos de soros, anti-A e anti-B,
são necessários para a identificação dos quatro grupos sanguíneos: A,
B, AB e O.
a) Copie a tabela no caderno de respostas e complete com os
genótipos e as reações antigênicas (represente com os sinais + e −)
dos grupos sanguíneos indicados.

b) Embora 3 alelos distintos determinem os grupos sanguíneos ABO


humanos, por que cada indivíduo é portador de somente dois alelos?
Resolução:
a)

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b) Embora ocorram três alelos disponíveis na população que


determinam o sistema ABO, cada indivíduo apresenta apenas dois
deles. Isto porque ele recebe um do pai e um da mãe (um paterno e
outro materno), que ocupam o mesmo loco em cromossomos
homólogos.

09. (UFRJ). Um pesquisador está estudando a genética de uma


espécie de moscas, considerando apenas dois locos, cada um com dois
genes alelos:
loco 1 - gene A (dominante) ou gene a (recessivo);
loco 2 - gene B (dominante) ou gene b (recessivo).
Cruzando indivíduos AABB com indivíduos aabb, foram obtidos 100%
de indivíduos AaBb que, quando cruzados entre si, podem formar
indivíduos com os genótipos mostrados na Tabela 1 a seguir.

Sem interação entre os dois locos, as proporções fenotípicas dependem


de os referidos locos estarem ou não no mesmo cromossomo.
Na Tabela 2, a seguir, estão representadas duas proporções fenotípicas
(casos 1 e 2) que poderiam resultar do cruzamento de dois indivíduos
AaBb.

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Identifique qual dos dois casos tem maior probabilidade de representar


dois locos no mesmo cromossomo. Justifique sua resposta.
Resolução:
O caso 2, que ocorre quando os dois locos estão no mesmo
cromossomo, com permuta gênica entre eles. A proporção fenotípica
9:3:3:1 ( caso 1) só ocorre quando os dois locos estão em
cromossomos diferentes.

10. (UFRJ). O heredograma a seguir mostra uma família cujos


indivíduos indicados em vermelho são afetados por um distúrbio
bioquímico causado pela inatividade de uma enzima.

Indique se o gene que codifica essa enzima está localizado em um dos


cromossomos autossômicos ou no cromossomo X e indique se o alelo
que causa o distúrbio é dominante ou recessivo. Justifique sua
resposta.
Resolução:
O alelo é recessivo, pois Alice tem o distúrbio e seus pais não.
O gene é autossômico já que Carlos não tem o distúrbio, o que
obrigatoriamente ocorreria se o gene estivesse no cromossomo X.

Bons estudos.
Até a próxima aula.
Prof. Wagner Bertolini

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