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Descobertas

Ot Manu

O t M a n u D E S C O B E R T A S
AGRADECIMENTOS:

A Marlene T. Bail, S.R.C., que me apresentou


às obras de Nicholas K. Roerich;

A Geni S. Tonin †, S.R.C., pelo trabalho pioneiro


sobre Nicholas K. Roerich, no Brasil;

A Gabriel Martinez, gôta dágua companheira


de ólhos-d’águas pretéritos;

A Thereza, esposa e companheira desta jornada;

A Nicholas K. Roerich - Mestre Agharta e


Legado da Grande Fraternidade Branca, pela
responsabilidade concedida.
Florianópolis 1998
1ª Revisão
Copyright © 1998, by Marcelo F. Antunes

Projeto gráfico
Gabriel Martinez

Capa:
Gabriel Martinez
Alegoria da evolução humana, de rocha dura
tornamô-nos grãos de areia
pela ação dos ventos e das águas da evolução.

Ilustrações:
Flávio Robert Antunes

Revisão gramatical:
Wilma Clara Otranto Chagas

Dados internacionais de catalogação na Publicação:

Manu, Ot.
M294p Descobertas:As portas da percepção / Ot Manu. —
Florianópolis: O. Manu, 1998.
102p. ; cm

ISBN 85 - 900556 - 1 - 2
1. Grande Fraternidade Branca. 2. Percepção (Filosofia).
I.Título

CDD-299.93

1998
TODOS OS DIREITOS DESTA EDIÇÃO SÃO
RESERVADOS AO SEU AUTOR E EDITOR:
OT MANU
e-mail: otmanu@uol.com.br
Í N D I C E

1 Preâmbulo pág. 4

2 Apresentação pág. 5

3 O Apocalipse pág. 7

4 Feitos à Sua Imagem pág. 11

5 A Tolerância pág. 13

6 A Cruz pág. 15

7 As Religiões pág. 17

8 As Portas da Percepção pág. 21

9 As Portas da Percepção - O Nascer e o Morrer pág. 23

10 As Portas da Percepção - O Bem e o Mal pág. 27

11 As Portas da Percepção - Eu sou Você pág. 31

12 As Portas da Percepção - A Personalidade e a Individualidade pág. 34

13 As Portas da Percepção - O Ter, o Ser e o Não-Ser pág. 36

14 As Portas da Percepção - O Sofrimento e o Prazer pág. 38

15 As Portas da Percepção - A Estrutura da Evolução pág. 40

16 As Portas da Percepção - Os Níveis de Energia pág. 43

17 As Portas da Percepção - A Decodificação Possível pág. 47

18 As Portas da Percepção - A Fase da Inquietação pág. 51

19 As Portas da Percepção - A Fase da Criatividade pág. 54

20 As Portas da Percepção - A Natureza pág. 57

21 As Portas da Percepção - A Fase da Tolerância pág. 59

22 As Portas da Percepção - A Metáfora do Rio da Vida pág. 63

23 As Portas da Percepção - As Ações Corretas pág. 65

24 As Portas da Percepção - Os Sortilégios pág. 70

25 As Portas da Percepção - As Ferramentas pág. 73

26 As Portas da Percepção - A Mensagem pág. 75

27 Muito Além do Jardim … pág. 81

28 O Aparecimento dos Primeiros Cultos Religiosos pág. 84

29 SHAMBALLAH — Suas Funções e Responsabilidades pág. 88

30 Corrigindo Imagens e Conceitos Deturpados pág. 91

31 Postfácio pág. 95
“Há os que se atam
ao pensamento mundial
e, desta união, crescem,
obtendo asas no Céu,
e alicerces na Terra …”

Nicholas K. Roerich
P R E Â M B U L O

Sempre caminharam, em sendas paralelas, a religião,


a filosofia e a ciência. Sábios houve, que imaginaram um
dia, elas se encontrariam no infinito para toda a
humanidade, já que no seu íntimo, se tocavam.
Esforços imensos foram dispendidos, de forma visível e
invisível. Os primeiros, pelos exemplos dados pelos
Grandes Mestres1 encarnados, desde a Antiguidade até nos-
sos dias. Os segundos, pelos Membros da mais Alta
Hierarquia, a Grande Fraternidade Branca.
Celebra-se, sempre que possível, a Luz, a Vida e o Amor,
tal qual numa imensa Mesa Cósmica, iluminada pelas estrelas
— seres humanos que ascencionados, tornaram-se Mestres — 4

os quais, juntos, formam um outro Sol menor, já que não


são mais a Lua inicial, com sua face escura sempre oculta
e, a única visível, que só ocasionalmente, refletia a
Resplandescência Maior.
Tudo o que vivenciamos no corpo, na mente e na Alma,
é parte desta imensa Celebração da Vida, pois as coisas mais
importantes não nos são ensinadas nas escolas, e sim, vividas
cotidianamente.
Experimenta-se rebeliões íntimas, toda vez que adotamos
a letra e as interpretações humanas, em vez da voz silenciosa
e interna, que nos diz outro ser o caminho de nós esperado.
É a voz da Liberdade. Não daquela prisão que subjuga
nossos corpos, acorrenta nossas Almas e, que nos venda os
olhos à realidade circundante.
Afinal, se assim foi escrito pelo Criador, que, se Cumpra!
A P R E S E N T A Ç Ã O

Vivemos como caramujos, escondendo nossa personali-


dade sob uma casca, misto de proteção de vida e, de camu-
flagem de nossas imperfeições; evoluímos, tal e qual o seu
deslocamento: lento, viscoso e aleatório.

Alegramô-nos infantilmente, quando alguém diz que


resolverá nossa vida, nossos problemas, como se nosso
5
crescer no Infinito fosse fruto da sorte ou do momento, inde-
pendente da qualidade e da variedade de nossas ações.
Entristecemô-nos quando algo nos frustra ou nos machuca,
ignorando que tudo que nos acontece, na realidade, foi por
nós solicitado ou provocado.

Portamô-nos como crianças num jardim de infância, a


professora tudo resolve. Os bons podem brincar, os máus
ficam de castigo, e assim, mesmo adultos, reagimos quando
o brinquedo acaba e passamos a querer tomá-lo de volta. É
o símile do castigo!

Este ensaio, na realidade, uma minúscula fresta na janela


do Infinito, já que nossos pensamentos quando encarnados
são fragmentários, visa trazer um pouco da imensa Luz que
guia os passos da humanidade, àqueles que já possuem o
vislumbre de alguns dos lampejos de sua compreensão.
Assim, para aqueles que já sentem que a vida na Terra
não pode mais ser dissociada de uma Vida Maior, e nada do
que nela acontece o é por acaso, é que este pequeno ensaio
se destina.

Muito já se escreveu sobre as dualidades ou dicotomias


(confrontos), da vida. Desde os primeiros registros, ainda em
Sânscrito, e muito ainda se escreverá. Esse estudo, intercalado
no momento em que vivemos, oferece um outro ângulo de
visão daquilo que sempre se falou, a Virtude expressa na
dualidade, que está sempre no meio, nunca nos extremos.

Não se tem nenhuma pretensão de comprovar qualquer


coisa, fato que só pode ocorrer no íntimo de cada um, até
por uma questão de coerência com o acervo de experiências
que cada ser humano tem acumulado como sua única posse
verdadeira, já que tudo o mais, é empréstimo do Cósmico. 6

Visa-se portanto, apenas reunir e comparar as constatações


coletadas pelo autor, com aspectos esparsos da realidade,
enfocando seus conceitos básicos da forma mais simples e
genérica.

Nessas constatações, onde obrigatóriamente partimos do


óbvio, do fato em sí, pequeno ou grande, circunstancial ou
consistente, apresentamos portas de abertura às explicações
ou justificações que podem ser aceitas ou não e, aqueles que
já dispõem de algumas das chaves no seu saber interior,
saberão como abrí-las.

Assim, Sábios, são os que reconhecem, fora do alcance


de sua personalidade, a existência de um imenso acervo de
Sabedoria a ser fugaz e eventualmente tocado. Ignorantes,
os que já imaginam possuí-la, quando encarnados.
O A P O C A L I P S E 2

A tese do fim dos tempos, vez por outra, volta à baila.


A realidade, é que nela se encerra o temor do futuro,
que transforma alguns em ateus, outros, em adeptos do
materialismo, muitos em crentes, poucos em sábios. Na
contrapartida, o aceitar da reencarnação, igualmente
rechaçado pela responsabilidade dela decorrente.
Nada melhor do que se viver num imenso e eterno
jardim de infância. Certo? Ora, todos conhecemos as limi-
tações do infantil.
Não morrer por decorrência, é a imensa fraude que se dá
de alimento às infelizes e eternas crianças, confundindo
7
corpo com Alma, crianças que com sua força de adultos,
perpetram inquisições e linchamentos, a torto e a direito.
Não conheço, em sã consciência, adulto que queira, ao
jardim de infância, retornar!
Comecei pelo fim, pois ele é o início de tudo. A destruição
de todos os castelos de cartas, de todas as falsas crenças, de
tudo o que apodrece ou que ainda nos ilude na matéria; é
a certeza da saída da infância.
Os quatro cavaleiros do Apocalipse não virão de fora. Na
realidade, eles vivem dentro do corpo material de cada um
de nós, pois os anjos caídos, expressão sempre em voga,
somos nós mesmos. Mergulhadas na carne, ao início da jor-
nada terrestre, as Almas, após múltiplas reencarnações, ao
se esgotar a matéria de que as revestem, e, portanto, livre
desses cavaleiros, retomam às condições Divinas originais,
refletindo o Criador.
O filho que sai de casa, ao retornar, já não foi chamado
de pródigo? E, melhor do que os outros (alusão aos anjos
que não encarnam), pelo que enfrentaram e superaram!
Vimos, portanto, que o conceito difundido do Apocalipse
é destinado aos parcos de compreensão, ou àqueles que
ainda se agitam na violência e no binômio ignorância—
superstição. Na realidade, denota o Apocalipse a finalização
da fase correspondente aos extremos do tubo digestivo de
cada ser humano — a de imaginar o corpo como seu ápice
— abrindo as portas da fase mental superior.
Individual, pode no entanto, ser também coletivo. Seja
para uma tribo, um povo, uma nação ou para toda a
humanidade. Há inúmeros exemplos, para quem quiser ver.
O conceito do dilúvio universal, do qual os Judeus tomaram
emprestados dos Persas e estes, dos Vedas, foi um de
grande amplitude.
8
A destruição de Israel circa 70 d.C., pelos romanos, onde
viviam Fariseus, Saduceus, Zelotas e Essênios, com os três
últimos grupos extintos, foi um de menor escala — A vinda
de um Messias é indicativo de tempo de renovação, de uma
nova era, leia-se: de outro Apocalipse. A ascenção de um
único ser humano, cósmico na sua essência, esgotados seus
Darma e Karma, é outro!
Um texto muito antigo já nos revelava a irrelevância da
preocupação com o Apocalipse, diz ele:
“Muito mais importante é o dia em que chove
do que o dia do Juízo Final,
Pois o último premia só os pios enquanto que
o primeiro contempla a todos, pecadores e pios”
Apocalipse, pois, é a revelação final, o epílogo do filme
da trajetória terrestre!
Não que se pretenda simplificar ou banalizar o imenso
drama humano, do desespero em que a nossa ignorância e
superstição se debatem, mas tão somente, com os dados de
que se dispõe atualmente, demonstrar que podemos con-
cluir uma etapa da nossa vida, a das 777 reencarnações na
matéria, e continuarmos nossa evolução em direção à outras,
superiores.

Reza a Tradição Primordial, aquela que não sofre as


mutações das eras e dos diferentes graus de sabedoria que,
primeiramente, na Ordem dos Valores Imutáveis, vêm as
coisas do espírito, em seguida, as pertinentes à saúde e por
fim, as da riqueza.

Qualquer alteração nesta seqüencia, gera sofrimento e


prazer temporários, gera pois, Karma, e não Sabedoria.
9 Mas indagamos, como na matéria seguir esta ordem?
Vemos que ela só é atingida, ao alcançarmos um estágio que
nos permita vislumbrar tal Hierarquia.

Até então, focamos tão somente nosso umbigo; nossas


vontades, as mais legítimas, nossas paixões, as que devem
predominar; os outros, como não são paradigmas, que
saiam de nossa frente. Esquecemô-nos que, em não haven-
do seres perfeitos encarnados, há que se procurar uma justa
medida para cada contenda.

Mesmo nos seres humanos mais abjetos, há sempre algo


positivo para se aprender. E, mesmo os mais luminosos, já
foram abjetos!

Não há seres humanos superiores. Há diferentes níveis


de evolução e, em todos eles, igual importância tem cada
Ser, perante o Criador.
Há muitas escolas místicas, que explicam a evolução da
vida humana em suas diversas encarnações, tal qual o per-
correr de um tabuleiro de xadrez, onde, ora estamos numa
casa branca, ora numa negra.

É o corolário de que numa vida agiremos como agricul-


tores, semeando a vida para viver e, em outra, como
caçadores, tomando-a, para se alimentar. Começando como
peões, cada um terá uma experiência de vida diversa do
seu próximo. Não se evolui sem se conhecer intimamente
cada faceta da vida, mesmo as mais conturbadas.

Daí, a eterna necessidade da união entre irmãos, da


fraternidade humana, pois somando os conhecimentos indi-
viduais, o quadro da vida fica mais claro.

Os antigos Egípcios, os Druídas, os Pitagóricos, os


Essênios, os Tibetanos, os Budistas, os Teosofistas, 10

os Templários, os Maçons, os Rosacruzes, os Kabbalistas,


os Hinduistas, etc., que nos digam.

7 7 7
F E I T O S À

S U A I M A G E M

Rezam textos sagrados de livre trânsito no mundo


ocidental, que somos feitos à Sua Semelhança, à Sua
Imagem. Enevoados e simplórios nossos pensamentos,
míope nossa visão, já que atrelados à carne, à forma, não
nos permitem entender que a imagem a que se referem tais
textos, é a da criatividade, do conteúdo.
Afinal, da imensa coletânea de seres terrestres, o Homem
é o único que possui a criatividade no pensamento.
11
Igualmente, é o único que os transforma em realidade.
Reflete, neste campo sagrado, os contínuos e imensos
esforços do Criador, que com Sua Imaginação Absoluta,
molda e sustenta o Universo, a Vida e o Amor, por ser Ele,
a única fonte da Luz Primordial.
Existimos, e todos disto sabemos, pela Sua Vontade.
Refletimos Sua Luz, tanto na criação de novas construções,
como na destruição daquelas que já cumpriram sua finalidade.
Assim, sendo o pensamento a mais sutil e poderosa ener-
gia ígnea, convém que o controlemos com todo o Amor e
Carinho, como fogo que representa. Lembremo-nos de que
o Criador nunca se opôs à guerra contra a ignorância, con-
tra a superstição, dando-nos um paralelo em que um tapa
no rosto de um desafeto, mesmo que deplorável, é
infinitamente menos danoso do que a emissão de um
pensamento maléfico.
Sendo o pensamento a mais elevada forma de energia,
ele se acumula em camadas que vagam pelo mundo
procurando outros pensamentos afins. Daí, a necessidade
de o controlarmos, caso contrário, seremos subjugados por
pensamentos externos que nos conduzirão inermes, a
maiores sofrimentos, pela afinidade que expressam.
E, para a melhoria do Universo, emitamos sempre que
possível, pensamentos e ações que resplandeçam Luz, Paz,
Harmonia, Amor, Saúde e Bondade à toda humanidade.
Cuidem-se também, para que não sejam levados como
tolos, aderindo a julgamentos propiciados pelas imagens e
falas da televisão. Neste templo eletrônico, maior do que o
de qualquer religião que uniformiza padrões e vibrações,
com alcance mundial, venham a padecer suas conseqüencias.
12
Nada há contra o constatar, tudo a favor do aprender e
tudo contra o julgamento. Não só Cristo se posicionou contra
o julgamento, pois sendo um pensamento, compromete seu
emissor a passar pela mesma situação, para aferir a quali-
dade do seu juízo.
Entretanto, não confundamos o bem com passividade, e
o mal, com a atividade. É através da ousadia, mas daquela
devidamente orientada para o bem maior, que construiremos
um futuro melhor, para nós e para todos.
Afinal, ousadamente, Deus Criou o mundo para nele se
realizar, através de nós. Fosse só importante as coisas do
espírito e, Ele se contentaria com o séqüito de Anjos.
E é através da criatividade, da beleza e da ascenção das
intenções que tocamos, mesmo que fugazmente, o
Conhecimento Uno, o Primordial3.
A T O L E R Â N C I A

Vimos, que não há perfeição, dentre os humanos. Não


há paradigmas. Há, quando muito, exemplos comportamen-
tais focalizados, e mesmo entre esses exemplos, não há linea-
ridade em toda a extensão de suas vidas. Alguns, começaram
de uma maneira até oposta, no que mais tarde se notabi-
13 lizariam, no bem ou no mal. Outros, muito raros, o caminho
uniforme.
Ao contrário do que ocorria até o começo do século XIX
— onde menos de 5% da população sabia ler e escrever,
quando muito interpretar uma leitura, minoria essa,
localizada entre os ricos, a nobreza e o clero — hoje há
condições muito superiores, para a melhoria da evolução da
humanidade.
Havia até então, entre os seguidores de conhecimentos
místicos profundos, parte devido a esta característica, a
prática de desenvolver o discipulado, na forma da transmissão
oral, de boca a ouvido. Perseguições religiosas, ou melhor,
praticadas por religiosos, são a norma, até nossos dias. Daí,
igualmente, o sigilo adotado.
Mas, a parte escrita na maioria dos textos sagrados, era
profundamente simbólica ou alegórica, de molde a velar seu
conteúdo aos menos confiáveis — a expressão ainda corrente
é: Não dar pérolas aos porcos — pois não há como explicar
certos aspectos da dualidade terrestre aos menos dotados,
há primeiro que experimentá-las.
O fato é que ao serem interpretados ou traduzidos por
incultos, incorporavam vícios e erros tais que, seguidamente os
abalavam. Esta é a outra explicação em suporte da transmissão
boca a ouvido.
Por outro lado, havia e ainda há, magia negra.
Para os que ainda pensam ser essa uma atividade restrita
à bruxas e magos do mal, basta lembrar da força do pen-
samento. Somos todos espelhos de nossas personalidades no
que pensamos, Narcisos, se no bem, Espectros, se no mal,
no egocentrismo.
E, dentro da dualidade carne — espírito, tudo o que 14
serve para a evolução, serve igualmente para a destruição.
Lembremô-nos da seqüência da Hierarquia que não traz
sofrimento: Espírito, saúde e riqueza; na magia negra, a
seqüencia sempre carrega o Espírito a reboque.
Portanto, quanto melhor você entender seu vizinho, suas
razões, mesmo que contra sí, evitando pensar ou agir
contra ele, só se defender, sem vingança, ou melhor,
permanecendo neutro, maior será a sua tolerância e mais
ainda se expandirá a sua consciência.
Parece difícil, e é! Os grandes seres humanos, de todas
as épocas, demonstraram que na tolerância estava a sua
força e, em função desta atitude, sua comunhão com o
Criador.
Lembre-se sempre: “Não basta ter fé, é preciso acrescentar
virtude e conhecimento”.
A C R U Z

Frequentemente, associamos nossas tragédias pessoais à


Cruz que carregamos, para os que já ensaiam passos na
senda do misticismo, convertem-na, semânticamente, para
Karma, esquecendo-se do Darma.
Desnecessário, embora esclarecedor, repetir que todos
nós, sem a ajuda do Karma, ainda estaríamos na idade da
pedra. Mais importante ainda, é lembrar que embora ele
15 exista, mais da metade da humanidade continua na pré-
história da evolução.
Agora, estarrecedor é saber, que somente quando todos
alcançarem o mesmo patamar evolutivo é que se dará a
passagem para um novo ciclo cósmico. Haja trabalho e
perseverança em pról do próximo. É este, o alicerce da
Solidariedade.
Mas lembre-se, o próximo não é o seu igual, do mesmo
nível social e cultural, e sim, o desprovido, o abandonado,
o revoltado, o ignorante, o supersticioso, o doente, o
agressivo; o sofredor solitário que está incapacitado de se
reerguer.
Lembre-se também, que somente através do exemplo é
que calam novas idéias nas Almas sofredoras — este ensaio
só frutificará junto àqueles que possam entendê-lo, os que
já vinham procurando portas para serem abertas!
Daí a expressão: “Ter olhos para ver e ouvidos para
ouvir”, são características pertinentes aos sofredores que
passam a entender e a não mais sofrer!

Cabe aqui um pequeno, mas importante olhar, para as


conseqüências do livre-arbítrio, freqüentemente associado a
um destino já traçado, onde ora um desmente o outro, ora
o confirma.

Falamos atrás, em 776 reencarnações, afora a inicial.


Poder-se-ia portanto, teorizar, que para cada uma delas,
estaria associado um elenco de experiências e de provas
respectivas.

Hoje, conceitualmente, sabemos que um determinado


curso, consta de algumas matérias obrigatórias e de outras,
eletivas. Afóra, eventuais cursos paralelos, que optamos por
assistir. 16

A escolha do que faremos, antes de reencarnar, é decidida


pelo nosso livre-arbítrio e, ao encarnarmos, à época
apropriada, procuramos sofregamente pela sua execução.
Há um milenar ditado que reza: “Deus, quando decide dar
atribulações os seus filhos, concede-lhes os desejos”,
corolário do exposto.

Mas, a Cruz não é símbolo do sofrimento, e sim da Vida.


O sofrimento é filho único da união da ignorância com a
superstição! Nossa forma física é a da Cruz. A seqüencia da
evolução é por ela representada: os seus braços; represen-
tam a estrada da vida, passamos da ação — braço esquerdo;
em direção à morte — braço direito; ambos, representando
no mundo as Leis Divinas. O corpo; palco do embate das
paixões, das ilusões e de seus resgates, a cabeça; nossa
união com o Divino.
A S R E L I G I Õ E S

Sabemos hoje cientificamente, que o Universo tem perto


de 15 bilhões de anos, a Terra, 4,5 bilhões de anos aproxi-
madamente. Portanto, Deus, o Criador Uno, O que Sempre
Foi, É e Será, retroage o evento do Gênesis, em bilhões de
anos, em relação a mais antiga datação religiosa conhecida
17 no ocidente: a Judaica, dando (até 21 de Setembro de 1998)
5.758 anos desde a criação do mundo.

Há sempre que se comunicar de acordo com a capaci-


dade de compreensão da humanidade em cada época.
Quando da montagem do Novo Testamento, 1º século d.C.,
p. ex., posterior ao Velho Testamento, ambos de origem
Judaica, o maior número conhecido era a miríade, repre-
sentando 10.000 unidades. Valores maiores, simbólicos,
eram referidos como miríades.

No Oriente, dentro das tradições Védicas e Budistas, re-


ferem-se à épocas mais remotas; de bilhões de anos, passam
à quatrilhões de anos, tornando-se um referencial mais
consistente por se tratar de eventos que relacionam intervalos
entre a expansão e a contração do Universo, ou dos espaços
de tempo entre big-bangs. Fato este, muito considerado,
atualmente, entre astrônomos, físicos e matemáticos.
Ou seja, dilatando nossos conhecimentos ao nível atual,
tocamos fugazmente a compreensão já existente a mais de,
digamos, 50.000 anos, para sermos considerados extrema-
mente conservadores. Ou míopes, ainda?

Aí, admitindo-se a íntima correlação entre filosofia,


conhecimento científico e religioso, pois a realidade não
pode ser desmentida, chegamos a tocar o nível místico, que
explica e aceita a existência de múltiplas formas religiosas
e, dentro destas, de infindáveis seitas, que suportam a
humanidade em cada fase evolutiva de cada Ser.

Todas, sem exceção, tocam num ou outro ponto,


evidentemente não em todos, O Conhecimento Uno, o da
Tradição Primordial, aquele que por ser a nascente, a
origem de tudo, é o único puro, tal qual a nascente de um
rio, que tem a água mais pura e cristalina.
18
Em todas as religiões, atende-se aos anseios de seus
adeptos, desde aqueles que ainda estão cometendo desati-
nos, aos que já começaram a cumprir seus destinos e, aos
poucos que atingiram o Tino, como senhores de sua vida.

Entretanto, com a ampliação de nossos conhecimentos,


passamos a notar conflitos entre a realidade e os aspectos
defendidos pela religião que abraçamos. A princípio,
decidimos ignorá-los, mas com o decorrer do tempo, com
o avolumar de contradições, com questões antigas não
resolvidas, vemos então que os caminhos nos conduzem à
outras paragens, outras crenças.

Se, entretanto, ao mudar de religião, ou de postura, você


se encontrar, ótimo, pois sua missão foi identificada e nela
você se realizará nesta encarnação; caso contrário, continue
a busca da sua Verdade até encontrá-la.
Nessa peregrinação, muitas verdades intermediárias se
apresentarão a você. Em algumas você permanecerá mais
do que em outras. De qualquer forma, nesta caminhada,
descobrirá que verdades ou crenças que você abandonou,
resolveram os problemas de fé de outras pessoas.

Aí, vem o conflito definitivo, onde está a Verdade? Ao


menos, a desta sua vida atual!

E a resposta já foi dada acima. Ao encontrar sua missão,


nesta ou naquela religião, já que ela só comparece se iden-
tificando, quando você souber reconhecê-la.

Evidentemente, só recebemos o salário que corresponda


à nossa responsabilidade. E, por salário, não nos restringi-
mos somente ao aspecto de sobrevivência, mas e principal-
mente, ao aumento do grau de satisfação com a realização
19 de nossa missão na Terra.

Quando, numa passagem da sua vida, eventualmente


você identificar a irrelevância de professar isto ou aquilo,
sentindo-se satisfeito consigo mesmo e com a humanidade,
compreendendo a imensa trajetória terrestre, você terá
atingido o Tino, ou a ligação com o Criador, onde suas
vontades e metas, confundem-se com as Dele.

? ??
A S

P O R T A S

D A

P E R C E P Ç Ã O

Frequentemente inculcado em nossa mente desde a


infância, imagina-se o Criador, bom e justo velhinho. Às
21
vezes irascível, por outras impotente, face à maldade
humana. Cercado de Anjos, com Jesus ao seu lado direito,
paciente e celestialmente esperando pelo dia do Juízo Final.
Aí sim, o joio será separado do trigo, e em uma atitude
esperada, ao menos digna para nós crianças, lançará aquele
nosso “desafeto” ao fogo eterno, ou à purgações milenares.
E, quanto à nós, certamente seremos salvos, por termos nos
arrependido no último instante.
Certeza idêntica têm nossos desafetos, da brincadeira ou
da realidade.
Imagem de mentes ainda no jardim de Infância, alimen-
tadas pelos nossos ativos quatros cavaleiros do Apocalipse,
que se cristalizam nos adultos inconseqüentes.
Dela não escapam nem mesmo os abertos ao conceito de
múltiplas reencarnações. Imaginando-se, ao menos, mais
evoluídos de seus próximos que nela não crêem, mas,
acreditando cegamente, em qualquer entidade incorporada,
que venha lhe satisfazer o vontade ou a curiosidade.
Mas vamos enfocar nossa trajetória terrestre sob outra ótica.
Imaginemos, o horizonte, onde o céu se encontra com a
terra ou o mar. Em vez de contemplarmos o horizonte da
praia, certos de que a sua proximidade nos indica o
inevitável e próximo contato com o céu, saiamos em seu
encontro, e descobriremos que ele se desloca mantendo
sempre uma distância segura.
Para àqueles que assim ousaram, tribulações, tempestades,
naufrágios, incertezas e sofrimentos, permearam sua jornada.
Enriquecidos com a experiência adqüirida, depois de sumir
visualmente no horizonte para os que ficaram, compreen-
dem a única certeza com que contarão para o seu caminho: 22
a necessidade de prosseguir na busca!
Porém, na imaginação dos remanescentes do litoral, os
que partiram, já atingiram o céu. Assim, quando quiserem,
partirão e lá chegarão. Para estes, a iluminação é uma sim-
ples e rápida jornada; certeza ilusória; para os viajantes, as
inúmeras Verdades que continuamente irão adqüirindo, só
lhes garantirão que é na continuidade do roteiro que se
habilitarão a atingir Verdades mais consistentes, quanto
igualmente mais consistente se tornar o seu entender.
Neste ponto é que se impõe o Amor, é a certeza de que
há a necessidade imperiosa de prover meios para que cada
remanescente da praia, pegue sua canoa e parta, solitário, à
sua busca.
Solitário, para que seu crescer se faça sólido, por méritos
próprios.
A S

P O R T A S

D A

P E R C E P Ç Ã O

O N A S C E R

O M O R R E R

23

Todo ser vivente, para nos restringirmos somente a esse


aspecto visível do Universo, já que até átomos, estrelas e
galáxias também passam por esse processo, têm, ao nascer,
definido o seu tempo de vida e de experiências pelas quais
irá passar.
Deixando de lado o aspecto mais vulgar da Astrologia,
vemos que, corretamente estudada, e baseada em avaliações
estatísticas que se perdem na poeira dos tempos, revela-se
que em absoluto, rege isoladamente a vida de um ser vivo,
embora nela interfira de forma real, dando-lhe o referêncial
de sua evolução, naquela vida.
Sabemos, há muito, que a família onde nasce um
determinado ser humano, e naquela que ele irá mais tarde
formar, transfere-se-lhe toda uma carga genética e de com-
panhia humana, que irá ser determinante em vários acon-
tecimentos de sua vida. Assim, essa outra faceta identifi-
ca uma segunda origem das diversas características pelas
quais irá alguém vivenciar: saúde e forma física, tendências
psicológicas e limitações de comportamento, vida em
família e até mesmo aspectos étnicos importantes.
Há também outro elemento igualmente importante: o
nosso nome — aliás, já nascemos com ele — Ele é a chave
para uma sintonia com outra das fontes que regem o nosso
viver, é a relação direta com uma energia cuja frequência de
operação (ou vibração), pode e deve ser comparada com o
da escolha de um canal de televisão ou de rádio.
24
Assim, essa identificação ou sintonia com uma
frequência do Cósmico em especial, também irá influir de
forma decisiva em cada ser humano, e é estudada mais
aprofundadamente pela Kabbalah.
Todas essas influências iniciais, nos limitam ou nos
projetam na nossa vida, dependendo da fase que estamos
vivendo, do nível de nosso estágio na vivência cósmica e
como veremos mais adiante, também de aspectos planetários
e de detalhes ocasionais.
Naturalmente, o aceitar de múltiplas vidas é requisito
indispensável a essa avaliação. A alternativa muito limitada,
injusta e frustrante, chama-se predestinação, em vida única.
À soma de tudo isso chamamos de Darma (do sânscrito:
Dever) e Karma (do sânscrito: Causa e Efeito), o primeiro
termo identifica o nosso currículo escolar da vida (se assim
singelamente o compararmos), já o segundo, denota o livre
arbítrio em criar fatos fora do currículo básico, ambos para
o bem ou para o mal.
Como lembramos no inicio, o nascer (ou criação), a
localização e nome dado ao Universo, à nossa Galáxia, ao
nosso Sistema Solar, ao nosso planeta Terra, ao nosso País,
ao nosso Estado, à cidade em que nascemos e àquela que
adotamos para morar, nos tornam igualmente dependentes
das características cósmicas deles.
Há ainda outras influências ocasionais, mas nem por isso,
menos importantes: as cores do nosso vestir e a do ambi-
ente em que nos encontramos, a(s) Aura(s) da pessoa(s) de
quem estamos próximos, a energia dos cursos d'água sub-
terrâneos, proximidades de rochas magnéticas, campos
magnéticos da Terra e camadas na atmosfera que a
25 envolvem, Vento Solar e Manchas Solares com ciclo de 11
anos, radiações eletromagnéticas, etc..
Conforme aumente o volume e o nível de conhecimento
que alcançarmos numa determinada vida, iremos caminhar
cada vez mais rápido no armazenamento de mais sabedoria,
desde que a compartilhemos. Pois, ‘conhecimento’ só se
transforma em ‘Sabedoria’, ao ser aplicado em pról de ter-
ceiros, deixando de ser mera curiosidade. Essa característica
é a que mais interessante torna nossa trajetória terrestre.
Recordando: “Não basta ter Fé, é preciso acrescentar
virtude e conhecimento”.
A quem só Fé tem por acervo, e, convenhamos isso já é
um grande passo, não convém esperar que o Cósmico
venha salvá-lo, virá, isto sim, corrigí-lo, consolá-lo, mas se
tiver conhecimento e virtude, a correção de rumo ocorrerá
internamente.
Enquanto essa última fase não chegar, todos os outros
seres humanos, e a própria Natureza, agem em relação a
nós como o arquétipo do “Professor Universal”, seja criando
dificuldades ou nos orientando.
Aliás, pessoas as quais não apreciamos, refletem tão
somente àquelas características pessoais nossas que,
imperfeitas, nos causam um indisfarçado dissabor interno.
Assim, para aqueles que compreenderem devidamente o
real significado dessa frase, entenderão que a realidade por
trás do decorrer da vida terrestre, está em agir de acordo com
o que lhe foi designado nesta escola e, quanto maior for esse
conhecimento menos conturbada ela será.
Daí, para aqueles que estão no início da jornada humana,
só há a possibilidade de desatinos. No meio da jornada,
após múltiplas reencarnações: Destinos, para corrigir os
26
Desatinos iniciais e ao fim da jornada terrestre, Tino, para
comandar sua própria vida.
Nesta última fase ele, o ser humano, por estar em sintonia
integral com o Cósmico, sabe se utilizar das energias e forças
do Universo a fim de atingir seus objetivos que, a essa altura
de sua evolução, são os mesmos do Criador.
Aí, aspectos astrológicos, não mais interferem diretamente
em sua vida.
A S

P O R T A S

D A

P E R C E P Ç Ã O

O B E M

O M A L

27
Para melhor compreendermos este confronto, devemos ter
sempre em mente uma rocha, imóvel e rígida. Se o ser
humano se comportasse como ela não teria vontades, dese-
jos ou anseios; em suma, seu progresso seria extremamente
lento, como é o de uma rocha, lapidada através dos
milênios, pelas águas e ventos.

Com a vontade, a ilusão, as paixões e os desejos, o


homem passa a movimentar sua vida, sempre criando novos
fatos e situações que, queira ou não, irão afetar seus
semelhantes e o ambiente onde atua.

É a comprovação do fato que sem Karma, o progresso


seria muito mais lento. É fato conhecido que a toda ação
corresponde uma reação igual e contrária, assim uma boa
ação devolverá ao seu realizador outra boa ação e vice-
versa.
O que não é visível, mas é facilmente identificável, é o
fato que a toda ação corresponde dois resultados: um, sempre
resulta num bem e outro inequivocamente causa um mal a
alguém, ou à Natureza, independente da vontade inicial de
quem a causou, mantendo-se assim, o equilíbrio Cósmico.

Essa é a dualidade mais importante e seus desdobramentos


fractais, tornam seus múltiplos efeitos, irreconhecíveis para a
imaginação do causador, no momento da ação.

É fácil identificar os duplos desdobramentos de uma


dada ação: o sucesso profissional de alguém, social,
amoroso, etc., seguramente representa um revés para outro
e vice-versa. Pode-se até considerar vulgarmente, que quem
não tem competência que não se estabeleça, mas isso é só
um dos inúmeros Sofismas Cósmicos, é o corolário da Lei do
Mais Apto, erroneamente considerada como a do mais
28
forte, necessária à evolução de todos os seres em cada
circunstância da vida, seja na matéria, ou no espírito.

Mas, a criação humana também deriva do pensamento.


Como sabemos, a existência do mundo foi fruto da vontade
do Criador, que, para Criá-lo, Modelou-o em sua Imaginação
Absoluta e Expandiu-o como à uma Expiração de uma
Respiração que mantivesse propositadamente presa.

Ao sair do Pralaya - a respiração retida - toda a Criação


em expansão, o Big-Bang, passou a depender deste Sopro
Divino para o seu viver, seu crescimento, seu aprender.

Nós, humanos, únicos fragmentos da imagem do Criador,


da Centelha Divina, em toda a Criação, igualmente dispomos
tal qual Ele, da mais elevada e sutil forma de energia, que é
o pensamento. Assim, podemos criar, para o bem ou para o
mal.
Com o advento do rádio e da televisão, imensas ondas de
formas pensamentos são formadas instantâneamente, ao
julgarmos — em vez de constatarmos e aprendermos —
cada fala e imagem vinda de todos os pontos do planeta.
Tornamo-nos, pois, naquilo que pensamos!
Razão pela qual, se justifica a máxima de Cristo: “Não
julgueis, para não seres julgados”, que deve ser lido: “Tudo
o que julgares, deverás igualmente sofrer, para avaliares
com justiça, o mérito de seu julgamento pretérito”.
Mas como vimos, na trajetória entre o nascer e o morrer
e durante as várias reencarnações, há muitas e variáveis
influências. Quem hoje está na pele do leão, amanhã estará
na da ovelha. Somente vestindo todas as peles é que o
homem evolui.

29 Para melhor compreendermos tal influência há ainda um


outro exemplo: o homem ao nascer vem como caçador ou
como agricultor, ou ainda, dito de outra forma: como destru-
idor ou como construtor. O Homem pode ainda, no decor-
rer de uma vida, passar de uma condição para a outra, inde-
pendente do sentido da mudança. Esse fato é recon-
hecido pelos sábios orientais como sendo um renascimen-
to em vida.
É símile de uma iniciação mística! E também, de uma
nova reencarnação simbólica!
Portanto, para evoluir, você poderá, a partir de um
determinado estágio da sua evolução, melhor dizendo, das
experiências que você enfrentou e superou, mudar ainda
em vida, sua condição de caçador ou de agricultor e avançar
na sua trajetória de evolução cósmica.
Esse fato é alvissareiro para o renascido e demonstra
cabalmente que o Bem e o Mal, como são vulgarmente
conhecidos, não existem. O que existe é a necessidade que
cada um tem de subjugar os quatro cavaleiros do Apocalipse
que ainda estejam dentro de si. Também conhecidos como os
quatro Elementais — água, fogo, terra e ar — que representam
tudo o que é matéria, como a Natureza e o Corpo Humano.
E, para manter o seu próprio equilíbrio evolutivo, pois a
virtude está sempre no meio, em se gerando Karma contra
ou a favor do próximo, vocé sofrerá o retorno. Aí reside a
surpresa, ambígua inicialmente, mas sólida na sua essência,
excesso de Karma bom numa vida, gera comportamento seu
com Karma mau em outra e, vice-versa. A Balança da Vida,
para se eqüilibrar, não pode pender só de um lado.
Por isso, fracassos são tão importantes quanto sucessos,
para o aprender e o crescimento individual!
30
Respire fundo e, tente compreender! Tabuleiro de
Xadrez, quadrados brancos e pretos, lembra-se da alegoria?
A S

P O R T A S

D A

P E R C E P Ç Ã O

E U

S O U

V O C Ê

Pregam todas as religiões, que você deve amar seu


próximo, ao menos àquele do teu credo, assim com o Deus
31 de cada crença, ama a cada prosélito. Esse conceito lapidado
por Cristo diz: “Ama a Teu Próximo como a Ti mesmo e, a
Deus acima de Todas as Coisas”.
O amar ao próximo, traz embutido dentro de si, o amor
a um estranho, algo de difícil aceitação, mas esse não é bem
o caso como iremos ver. A seguinte sequência de raciocínio
irá justificar essa afirmativa.
“Se somos todos seus filhos e fomos por Ele criados, não
vamos caminhar em direção a Ele, somente podemos voltar
a Ele, pois d'Ele viemos e a Ele voltaremos, somente como
filhos pródigos.
Mais ainda, se d'Ele viemos, Ele faz parte de nós, portanto,
nós fazemos parte d'Ele (conceito de família).
Até atingirmos o nível do Tino, quando retiradas as
fraquezas humanas mais grosseiras do nosso Ser, o próximo,
será alguém a ser vencido e derrotado, seja pela própria
sobrevivência ou a da nossa família. É a época do Bom
Combate: dos desatinos aos destinos.
No nível do Tino, já compreendemos que a morte, à
época prevista, é apenas a nossa graduação na Escola
Terrestre daquele personagem então vivido, e nada mais do
que isso.
Continuando: se somos parte d'Ele e portanto Ele está em
nós, o Criador e todos os Seres humanos são um só Ser. Ou
seja, não há estranhos. Assim o amar a teu próximo é tão
somente amar à si mesmo e ao Criador. É a unidade no
Criador e não mais Igualdade, nem sequer Fraternidade ou
Liberdade, todas obsoletas à essa altura do entendimento
Cósmico. É essa a compreensão que justifica o comporta-
mento dos Avatares, Grandes Homens, Santos, etc., que se
recusam a revidar um insulto ou um ataque, por saberem
que atingirão à si próprios e ao Criador.
32
Essa é a principal razão para a evolução da humanidade,
o Amor ao próximo traz embutido dentro de si a unidade no
Criador, a solidariedade, a tolerância, e na continuidade da
evolução terrestre, com os mais capazes ajudando os menos
capazes, os mais evoluídos, com os ainda recalcitrantes na
sua aplicação escolar.
Ou vendo de outra forma: Quantas vezes você não se viu
na pele de outra pessoa. Seja por admiração, compaixão ou
até por comparação, imaginando-se como agiria se fosse
ela, ou como seria bom estar na pele dela, ou com uma
identificação de idéias e modos de agir, ou ainda, como se
você fosse realmente ela.
Dependendo do nível que você atingiu dentro do Tino,
você poderá compartilhar com outros seres humanos em
base similar, suas experiências e conhecimentos. Em relação
àqueles ainda à retaguarda do Tino, melhor compreendê-los,
de molde a trabalhar em prol da evolução da Humanidade. É
essa a porta de abertura ao Inconsciente Coletivo.
A tarefa é extensa e ainda pouco compreendida. É
necessário muito trabalho duro e sacrifícios. Basta lembrar que
o reino mineral4 é sacrificado pela evolução do reino vegetal,
ambos igualmente se sacrificam pelo reino animal inferior e
todos se sacrificam pelo animal superior. Segue-se que
todos os reinos anteriores também se sacrificam pelo hominal.
Portanto o conceito de sacrifício, inicialmente o de ali-
mento e morte, evolui para o ritual eucarístico externo — o
culto numa missa, um culto judaico, um culto islâmico, p.
ex. — e em seguida, íntimo e interno. Todos igualmente
representando o dar de si a terceiros, como num imenso
Templo Celestial em que cada um se transmutou.
Daí, o sentar-se à mesa, para se alimentar, ser o ritual
33 inicial da evolução terrestre: mãos lavadas, vestes adequadas,
sem discussões, evitar assuntos desagradáveis, saber se
comportar e usar os utensílios à sua frente, repartir o ali-
mento, alegrar-se pela companhia, agradecer por poder
comer quando muitos não o podem, etc..
Segue-se que no caminho da evolução, o que hoje é
mineral, noutra oportunidade será vegetal, na mesma
mudança, o que era vegetal, torna-se animal inferior, o animal
inferior em animal superior e este último, agora indi-
vidualizado, passa a hominal. Haja trabalho, pois quem era
hominal e evoluiu o suficiente, passa à condição superior,
não mais tendo necessidade de reencarnar.
Passa a trabalhar na orientação da evolução dos estágios
anteriores, sem a qual não progredirá na sua própria
evolução, pois a estrutura da evolução é a da pirâmide,
portanto sem evoluir a sua base, ela não cresce.
A S

P O R T A S

D A

P E R C E P Ç Ã O

P E R S O N A L I D A D E

E A

I N D I V I D U A L I D A D E

34

Falamos em União com o Criador, caminhamos e tra-


balhamos para atingir este estágio, mas enquanto encarna-
dos, a nossa Individualidade Maior, projeta-se no palco ter-
restre através do personagem por nós escolhido, com vistas
ao aprendizado pretendido.
A inteligência ou intelecto, coordena experiências, con-
hecimento, lógica e informações para produzir uma rota,
uma postura ou um julgamento. A mera ausência de um ínfi-
mo dado, pode conduzir a um resultado oposto, ou mesmo
inesperado.
Esse é o momento no qual a inteligência pode falhar e é
a maneira preferida pelo Cósmico para traçar o caminho de
cada ser humano independente de sua vontade, quando ele
contraria a rota inicialmente preparada. Naturalmente, esse
ser humano que só usa o intelecto, ainda não atingiu o Tino.
Quando muito, tem intuições esparsas e isoladas,
normalmente não muito consideradas, ou principalmente,
de premonição de perigo ou de socorro a alguém.
Aos seres humanos que já atingiram o nível do Tino, a
consciência passa a contar também com a colaboração da
inspiração. Ou seja, todo o conhecimento e sabedoria adquiri-
dos em vidas passadas e estudados quando desencarnados,
estão localizados na individualidade da Vida Maior, e ela só
é repassada à personalidade encarnada que a representa,
por expresso merecimento dela, ou como relatamos, quando
em perigo a ser evitado.
No nível do Tino, o Ser humano tendo atingido o conta-
to com o Conhecimento Cósmico, tornou o seu coração
imune às fraquezas humanas mais grosseiras. Atinge, então
o Inconsciente Coletivo, o horizonte!
35 Certo é, que ao eliminar dele todas as fraquezas, não
haverá necessidade de nova encarnação.
Ao eliminar as fraquezas humanas mais grosseiras, passou
a purificar sua conduta e construiu um Altar no seu interior
à semelhança da imagem de um marionete — mas um
marionete diferente — já que é ele que lança os fios de
união, de baixo para cima, em direção à Vida Maior, que
passará então a conduzir todas as suas ações..
Quanto mais puro ou sintonizado com o Cósmico se
tornar, fios mais espessos, serão lançados, ligando-o ao seu
Eu Superior 5 e, quando for por ele totalmente conduzi-
do, a penumbra que tolda sua visão e intelecto corpóreo,
é removida pela união acima. É o fim do lusco-fusco das
penumbras. Atinge-se então, a união completa da persona-
lidade com a individualidade.
Ou, dito de outra forma, a fusão da Alma com o Criador!
A S

P O R T A S

D A

P E R C E P Ç Ã O

O T E R

O S E R

E O

N Ã O - S E R

Desde o seu nascimento, em uma nova reencarnação, o


36
homem passa como quase todo ser que tenha pai e mãe,
racional ou não, por uma árdua prova que irá marcá-lo com
maior ou menor intensidade, por toda a vida. Essa prova
começa com um tratamento de Rei para o recém-nascido,
onde o silêncio prolongado ou o choro, fazem com que os
pais se movimentem rapidamente para ver o que acontece
e, sempre atender suas necessidades, sejam elas quais
forem.
A partir do momento em que começa a andar, falar e a
se fazer entender, começa a debacle que irá nortear todos
os acontecimentos de sua vida. A seqüência de contínuas e
sucessivas perdas que lhe acontecerão, não atendimento
de vontades, proibição de ações, premiação de outros em
detrimento seu, até o evitar de sua companhia, e outras
piores como perseguições, abusos e etc., irão moldar sua
personalidade para as provas daquela vida.
Aprende assim o homem, descobrindo as limitações e os
valores da sociedade, onde leis de mercado influenciarão
sua vida, a partir do momento em que ele descubra onde
pode vir a recuperar o prestígio (ou ao menos parte dele)
que tinha na infância. Note que isso não significa amadurecer
ou evoluir, mas tão somente uma tentativa de reconquistar
os privilégios da infância.
Estando no poder ou na posse de muito dinheiro, o
caminho para a reconquista dos privilégios pretéritos,
mesmo que parciais, passa o homem a perseguí-lo e, Ter
significa tudo, seja poder ou dinheiro.
Portanto, na sequência das reencarnações evolutivas, o
homem começa pelo Ter. A ânsia de possuir o obriga a sonhos
cada vez mais exigentes. Cedo ou tarde entretanto, descobre
que o Ter torna-se até irrelevante após atingí-lo e,
37 amadurecendo aos poucos, descobre o Ser como mais
reputado, pois melhor é tornar-se respeitado pelo saber, do
que temido ou invejado pelo Ter.
Ao atingir o Ser, descobre o homem que ao ser respeitado
por seus pares, devido ao seu conhecimento e sabedoria e
admirado pelos menos capazes, não o satisfaz e, prosseguindo
em seu amadurecimento, descobre então que somente na
Solidariedade ao seu semelhante (inclusa a Natureza, pois
dela também faz parte integrante) conseguirá realizar-se
individualmente, e passa ao Não-Ser, ou seja, sua ação agora
não é mais egocentrica, dirige-se diretamente para o bem
estar fora de sua personalidade. Que está, à essa altura de
sua evolução, bem identificada com sua individualidade,
com o seu Eu Superior e com o Criador.
A S

P O R T A S

D A

P E R C E P Ç Ã O

S O F R I M E N T O

E O

P R A Z E R

38

Este é outro grande Sofisma Cósmico, pois o prazer


permanente torna-se sofrimento. Lembre-se: tudo que
é imutável cansa, aborrece, irrita e força a procura de
novos desafios, sensações e experiências. Decisão essa que
fatalmente causará novos sofrimentos e prazeres, não
necessariamente nessa ordem, por dualidades que são.
É aí que reside o grande conflito humano a ser superado.
A felicidade e o prazer só subsistem no eterno dar de si.
Ação que só os grandes Seres Humanos e Cósmicos vivem,
mas o mero vislumbre dessa porta, já nos conduz a um dia
assim desejar e agir.
Essa dualidade nos conduz a outra reflexão; a da questão
do ajudar ou de ser ajudado, para se superar um grande
sofrimento ou manter a continuidade de uma satisfação,
pessoal ou coletiva.
Embora o sentimento de solidariedade, ou a sua tríade
original: a fraternidade, a igualdade e a liberdade, possam
tentar fazê-lo agir em benefício de alguém, deve-se sempre
atinar se sua ação não irá contribuir para o agravamento da
situação do(s) personagem(ns) necessitado(s) ou
envolvido(s).
Se a sua interferência resultar numa ação indevida de
sua parte, caso de alguns assuntos amorosos, sociais ou
profissionais, parte das reações negativas por ele sofrida,
virá se refletir no seu próprio Karma, por ter esta atrapalhado
uma prova que ocorria para o bem futuro do ajudado. Por
39 outro lado, numa questão de doença, fome, desamparo,
desespero, perigo, ou seja, em situações onde claramente o
paciente não tem condições de se reerguer, uma mão é mais
do que bem vinda. É imperioso dar de si nesses momentos.
Na situação inicialmente descrita, onde o necessitado está
passando por uma prova Kármica, deve-se orar para que ele
consiga superar a situação que vive, e não, que tal prova
seja afastada, pois ela fatalmente retornaria em seguida.
A S

P O R T A S

D A

P E R C E P Ç Ã O

E S T R U T U R A

D A

E V O L U Ç Ã O

40

Imaginemos se Ele, em sua Infinda Bondade e Sabedoria,


fosse a única instância à quem poderíamos recorrer. Mais, se
Ele para cuidar de toda a Criação, fosse uma Entidade ten-
tacular que a tudo diretamente administrasse.
Sabemos que para o Criador, nada é impossível, o que é
correto. Mas, não seria tal assertiva mais uma forma de
encobrir nossas responsabilidades, ao tentar, transferi-las,
também estas, para Ele?
Vamos então, realizar um paralelo cósmico, tal qual se
aprendeu, primeiramente dos místicos do Oriente e mais
recentemente, dos cientistas e astrônomos: O que está em
cima é igual ao que está embaixo — a dualidade onda-
partícula e a incerteza decorrente da mecânica quântica,
refletem a dualidade matéria-espírito da Criação.
Assim, o gerenciamento de nossa evolução, se bem que
de responsabilidade do Criador, é realizado por uma grande
irmandade, conhecida desde o alvorecer dos tempos, como
a Grande Fraternidade Branca.
Branca, por ser esta cor, a que contém todas as outras.
Branca, por se dividir em sete raios de diferentes cores
quando passa pelo prisma da matéria.
Branca, por seus membros representarem todas as facetas
pela qual um ser humano deverá passar em sua evolução.
Branca, por ser a instância imparcial que julga pelo Criador,
todas as nossas ações e pedidos, quando imperfeitos ainda,
freqüentamos o Jardim de infância na escola da vida.
Irmandade, pois é desta união, que emana o poder do
Criador, nenhum de seus membros isoladamente, conseguiria
conduzir a humanidade!
41
Afinal, ainda há as hostes angélicas a auxiliar o Criador!
Igualmente na Terra, todas as nossas organizações, são
um pálido reflexo desta Grande Fraternidade Branca. Tal e
qual, nada realizaremos de importante, se não o fizermos
unidos e em organizações que são cópias das suas, pois o
nosso conhecimento é fragmentário e imperfeito.
Imaginemos que o Criador, deu a cada um de nós, uma
faceta de sua sabedoria — tal qual os gomos de uma laranja —
e, se não nos unirmos, a laranja não estará completa,
portanto, nosso discernimento, falho.
Imaginemos ainda, que o grupo do qual fazemos parte,
nada mais é do que um microcosmo desta Grande
Fraternidade Branca, seja ele a sua paróquia, sua comunidade,
seu bairro, sua seita, seu clube de serviços ou de lazer, seu
grupo de estudos místicos, seu trabalho, etc..
Imaginemos, agora, que dentro do grupo que você faz
parte, haja componentes, digamos, desagradáveis. Nem por
isto, você irá constatar; são eles totalmente abjetos. Haverá
sempre algo para se dizer a favor de alguém, mesmo dos
seres mais vís.
Imagine agora, o indivíduo que, por exemplo, matou um
ente querido seu, também se arrependeu e partilhará de sua
companhia no futuro. Angustiante, não é?
Esta é outra das facetas do ser humano encarnado.
Ninguém é totalmente puro na matéria, nem totalmente
indesejável. Por esta razão, o julgamento divino permite
que haja o perdão, mesmo para o mais infame dos crimes,
e igualmente julga com justiça, fazendo com que cada
transgressão, seja contraposta com a sofrida.
É o eterno equilíbrio que se mantém, agora porém, com
42
Sabedoria.
Correção: as transgressões voltadas para o bem do próximo
ou da Natureza, são retribuídas decuplicadas, as voltadas
para o mal, assim denominadas por só atenderem o interesse
do causador, são retribuídas na mesma medida! Caso contrário,
a evolução se retardaría mais ainda. É este o fundamento
do conceito de misericórdia!
A S

P O R T A S

D A

P E R C E P Ç Ã O

O S

N Í V E I S

D E

E N E R G I A

43

Nós ocidentais, sempre nos defrontamos com uma imagem


de nós mesmos, onde nela cabe tão somente o nosso corpo,
ligado à nossa alma, ou espírito, e ao lado do corpo. Uma,
a matéria, onde tomamos conhecimento de nós mesmos,
outro o etéreo, onde está a nossa ligação com o Criador.
Entretanto, depois de demonstrada a Teoria da Relatividade
por Albert Einstein, onde é apresentada a equivalência entre
matéria e energia, ou como partindo-se de uma se chega a
outra, pode-se aumentar o horizonte de nossos parcos
conhecimentos.
Vamos primeiro identificar os vários planos, do qual nos
compomos: cada ser humano, possui quatro corpos grosseiros
e três sutís; os corpos grosseiros são os que existem enquanto
estamos encarnados e os três sutís, os que sobram, ao
esgotarmos nossos Darmas e Karmas..
Dissemos algum tempo depois de nossa morte na
matéria, pois, após nela morrermos, em seguida morremos
no plano Astral, plano das ilusões e das emoções, onde
estão atrelados todos os retornos das criações de nossas
mentes, todas as cracas.
Falecidos também neste plano, algum tempo depois,
ainda permanecemos no plano Mental Inferior, conhecido
também como o plano do compartilhamento das companhias
de todas as nossas criações e das dos outros.
Só após morrermos no plano Mental Inferior, é que vamos
para o plano Mental Superior, uma estação de recuperação,
que é onde permanecemos até nova reencarnação.
A cada plano que permanecemos, seja microsegundos ou
anos, a sensação é a de estarmos vivos — e estamos — pois
o que é energia para o plano em que estamos, é matéria
daquele plano imediatamente superior. 44

Alguns, visualizarão que: ao Astral corresponde o inferno


(que aquele ser já vivia encarnado), ao Mental Inferior,
corresponde o purgatório e ao Mental Superior, a ante sala
do Céu, onde permanecemos, até nova reencarnação.
Assim, quando encarnamos, descemos do Causal (outro
nome do Mental Superior), onde só existe evolução — lá não
existem o bem e o mal, dualidades que são atributos dos
corpos mais densos — formando sucessivos corpos na descida,
até chegarmos ao feto que nos dará a forma final.
Um esclarecimento se impõe, todas as religiões anímicas,
cultuam ou divindades da natureza, ou entidades da magia
negra ou dos mortos, e todos, são seres que habitam o
plano astral, ou seja, ou são entidades que nunca irão
encarnar em um corpo humano, ou são seres humanos
pesadamente atrelados a resgates cármicos.
No caso dos que professam o espiritismo, quando há
um fato ou mensagem importante, fala-se em entidades de
Luz que se preparam com alguma antecedência, para se
apresentar em uma Mesa Branca. Essas entidades de Luz,
têm de passar por um processo similar a um nascimento,
para poder descer do plano Crístico até o Astral, para só então,
incorporar-se em um médium, igualmente preparado para o
evento.
Esses Seres de Luz, são os Mestres Ascencionados, que
trabalham como servidores da Luz Maior, dentro da Grande
Fraternidade Branca, seres humanos como nós, mas que já
esgotaram todo o seu Karma e Darma; a alternativa, nas
multiplas manifestações em médiuns, são de seres humanos
resgatando parte de seu Karma, dando de sí em trabalhos a
favor de outros, portanto, passíveis de erros e enganos6.

45 Quando falamos no processo de descida, seja em direção


à um nascimento, seja para uma incorporação mediúnica, há
que se lembrar que toda entrada na matéria, ou em qualquer
dos corpos grosseiros, enseja sofrimento.
Daí, o pouco tempo que um Homem Santo, um Avatar,
um Messias, ficam encarnados, na realidade, tal qual ocorre
no espiritismo, eles ocupam um corpo cuidadosamente
preparado, com a devida antecedência, para a sua vinda.
Nele, ficam encarnados o suficiente, para cumprir sua missão,
já que enviados do Criador, O Que Foi, É, e Sempre Será.
Por outro lado, ao encarnar, seja de fato ou no caso —
temporariamente — está-se sujeito à todas as tentações,
prazeres e sofrimentos, inerentes a esta condição, o que a
torna, necessariamente, curta.
O exemplo mais recente é o de Jesus de Nazaré e a vinda
do Cristo Planetário, onde, durante o batismo feito por João
Batista, no Rio Jordão, o Cristo Planetário tomou posse do
corpo de Jesus7, que lhe tinha sido preparado desde antes
de seu nascimento e, o devolveu, após a crucificação. Um,
o Cristo Planetário, retornou à Grande Fraternidade Branca,
outro, Jesus, retomou seu corpo e partiu em direção à out-
ras paragens, à Índia, sob o nome de Issa.
Por esta razão, não se fala muito de Jesus antes do
batismo e depois de seu desaparecimento. Igualmente, con-
funde-se ascensão de um Ser Planetário, o Cristo, com a subi-
da do corpo de Jesus, algo tão improvável, quanto o de um
mergulhador de profundezas oceânicas comparecer, trajado
para um mergulho de 10.000 m de profundidade, a uma le-
gislatura completa — oito anos — do Senado Nacional. A
sempre presente confusão entre corpo e Alma
Embora as tentações, não desviem seres com o Darma e
Karma esgotados, como o Cristo Planetário, quando aqui 46

esteve, nele incidem como em qualquer outro ser encarna-


do. Esta é a mais pura demonstração de Amor pela
Humanidade!
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D E C O D I F I C A Ç Ã O

P O S S Í V E L

47

Desde os mais remotos tempos, os textos, as lendas, as


sagas, sejam eles históricos, contos, fábulas, religiosos, etc.,
forçam-nos sempre a lembrar-nos das condições humanas
para quem eram os mesmos dirigidos, antes de nos dedicar à
uma análise mais aprofundada dos mesmos.
E, este cuidado não se destina somente a textos muito anti-
gos. Mesmo àqueles de 100 anos atrás, traem sua correta inter-
pretação, devido a ciclópica mudança ocorrida com a
humanidade, fruto da revolução industrial.
Os livros sagrados das religiões mais recentes — menos de
7.000 anos — trazem ameaças drásticas aos seus seguidores,
acaso não o sigam à risca. Na realidade, na parte mais subs-
tâncial de seus textos, são meros tratados de cunho sanitário,
asséptico e biológico.
Sanitário, quando visavam eliminar certos hábitos
alimentares que podiam redundar em doenças e assépticos,
quando de higiene pessoal e coletiva, pois pastores
nômades e aldeias promíscuas ainda hoje são encontradas.
A fúria divina, era a única forma de pressão, para se evitar
doenças e epidemias entre eles. Simples ensinamentos, não
calavam! (vide a expansão da AIDS!)
Biológico, quando ameaçavam com o fogo eterno aqueles
que se relacionavam sexualmente com parentes consanguí-
neos - visavam evitar a degeneração genética - duramente
aprimorada após milênios de trato racial, afinal eram todos
membros de uma ou de outra tribo — um clã familiar.
Ou até mesmo, como Compromisso Divino, o da cir-
cuncisão, visando à lattere, reduzir a incidência de doenças
sexualmente transmissíveis.
48
A parte realmente sagrada era em muitos casos, mis-
turada com esses cuidados comportamentais, já que de sua
obediência, os rituais, a evolução da humanidade, eram
diretamente dependentes, o que tornava ainda mais difícil,
separar-se o principal do acessório, se é que se pode falar
em separação.
Pode-se até teorizar, que a responsabilidade de Noé na
montagem da Arca, estivesse ligada à necessidade de se
extingüir corpos (não Almas) geneticamente degenerados e,
de se prosseguir com os remanescentes ainda intactos.
Não esqueçamos, igualmente, que tudo na Natureza é
Criação Divina. Assim no reino vegetal e no reino animal, p.
ex., do menor vírus ao maior animal, tudo evolui, resta
sabermos nos manter isolados dos outros ramos da Criação
Divina, como forma de preservarmos nossa própria
evolução e, principalmente, a deles.
Afinal, se nossos corpos derivam do que se convencio-
nou chamar de “ameba em caldo nutritivo”, imagine então,
quão melhor poderão ser os próximos corpos da Sexta
Raça8! O contínuo aperfeiçoamento de nossos corpos, ou
invólucros, preparados por microorganismos, são pre-
ocupação fundamental, para a nossa evolução!
Mas, imaginemos, então, voltando ao aspecto textual, se
fosse tentado pelo Criador, transmitir-se o conceito da
Teoria da Relatividade, p. ex., a Moisés, ou mesmo à um
Xamã9, de uma tribo atual.
Aliás, foi mostrado ao primeiro, como seria o mundo
muitos milênios mais tarde e, sua descrição da visão, sem
condições de bem entendê-la, foi fragmentária. Faltava-lhe
conhecimento, terminologia e estatura vivêncial.
Chegamos ao ponto: não fossem as grandes guerras
49
mundiais, a guerra fria, não teríamos condições intelectuais
de compreender, ou melhor: de converter, toda a monumen-
tal e complexa tecnologia colocada à nossa disposição,
e eventualmente repassada pelo Cósmico.
Por outro lado, a visão de João de Patmos, o Profeta do
Apocalipse10, em linguagem da época, torna-se até clara, com
nossos conhecimentos atuais, entrevendo o entendimento de
uma conflagração nuclear mundial, ao que tudo indica,
agora afastada.
Fato que, em se confirmando, permite-nos imaginar
alterações no percurso da evolução, acaso ocorram
condições para tal.
Mesmo a 100 anos atrás, os cientistas da época, não teriam
condições de interpretar uma intuição ou um sonho, que
desembocasse num dos inventos com a complexidade atual.
E, quando há um sonho possível, uma intuição, milhares
o experimentam11.
Tem-se como certeza estatistíca, que de todos os cientistas
que já viveram12, desde o aparecimento do mais antigo relato
reconhecido como científico, o de Galileo Galilei, mais de
90% deles ainda estão hoje vivos.
A grande tarefa à que se propõe os interpretes atuais dos
textos sagrados, é dirigida à um ‘aggiornamento’ dos mesmos.
Mudar o enfoque, o tratamento textual, sua fluidez, o resultado
a ser alcançado.
Afinal, hoje temos uma linguagem complexa e rebuscada,
a ponto de adotarmos expressões de outras linguas, com o
fito de melhorar sua clareza. Mesmo assim, faltam elos com
suficiente fluidez para a maioria dos buscadores da Verdade.
Com a ajuda da pesquisa arqueológica, histórica13 50
e religiosa14, pode-se traçar um elo entre a cultura atual e as
anteriores, indo até a Védica, a mais próxima da Primordial.
Não se pode portanto, falar em uma tradução, ou
interpretação, que satisfaça a todos os níveis evolutivos da
sociedade humana. Não há receita de bolo que atenda a
todos os paladares!
Daí, múltiplas religiões e multiplas interpretações!
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I N Q U I E T A Ç Ã O

51

Da alegoria do tabuleiro de Xadrez, à eterna busca da


Verdade, sobram inquietações e incertezas. Admitindo que
respostas só são dadas à perguntas feitas, procura-se um ori-
entador, um mentor, ou como se diz já a algum tempo: um
Guru.
Tirando os sensitivos, pais-de-santos, videntes, que só
satisfazem nossos anseios imediatos, ou que nos safam de
afinidades com formas-pensamentos, quando irritados
ou em pensamentos menos nobres, ou daquelas enviadas
por terceiros — despachos — enfim, não há Mestre à dis-
posição para ser contratado.
Aí vem a dúvida, onde garimpar, procurar, ou até mesmo
entender, a imensa trajetória humana, vista de forma genérica,
mas que atenda à nossa bagagem de experiências?
A resposta vem de um lugar inesperado: de dentro de
nós mesmos, do nosso subconsciente, que é ligado por um
cordão de prata ao espelho do Criador — somos feitos à sua
Imagem, lembra-se?
Ou melhor, à nossa Centelha Divina, a Mônada, tal como
é descrita nos Textos Sagrados dos Vedas, a nossa origem
Divina.
Para se atingir nosso Mestre Interior, deve-se sentar
confortavelmente, com a coluna vertebral ereta15, em silên-
cio e isolado dos demais. Durante alguns minutos, dirigimos
nossos pensamentos, como o faríamos à um respeitado
educador de uma escola famosa, na qual pretendemos
ingressar, cujo tempo é escasso, mas, Ele, com sua infinita
bondade (afinal é um educador!) reservou um minuto de
sua agenda, para nos atender.
52
Evidentemente, lá só comparecemos, com uma questão
séria a ser a Ele apresentada. Essa é a postura oriental que
deu origem à prece. A primeira, franco e respeitoso diálogo
com um Mestre Cósmico, a segunda, repetição de orações
padronizadas16.
Ou (muito) melhor, se possível, procure se unir a um
grupo de prática semanal de Hatha Yôga, ou filie-se a uma
Ordem Filosófica, não há impedimentos ao ingresso à ambos;
mas há outras linhas místicas, onde você precisará ser con-
vidado. São metas, que demandarão anos de estudos, mas
recompensadoras à sua sabedoria nesta vida!
Embora, à primeira vista possa parecer um esforço idiota,
a mera procura de algo fora da matéria, sugere aos que a
fazem, idêntica imagem ao começar sua busca. Entretanto,
esta é a ilusão que a matéria nos proporciona: Se fosse
Verdade, dever-se-ia obtê-la em qualquer local.
Por paradoxal que aparente ser, ela também é encontra-
da em todos os lugares, mas aí você deverá estar tão inte-
grado na Criação, no Tino, que você já é o espelho da
Criação!
Pois, se o Universo é o reflexo do Criador, só poderemos
conhecê-Lo, estudando Sua imagem e Suas Leis, nele refletidas.
O cuidado maior se refere a não se tentar induzir a
meditação por meios químicos (ingestão de drogas) onde
poderá ocorrer perda de algumas ou de todas as habilidades
cognitivas desta sua encarnação.
Ou em se tentar compartilhar experiências individuais
com outras pessoas, pois, como foi visto, a evolução é
solitária e talvez, sobrem juízos nada edificantes a você, vin-
dos dos que se creêm sábios ou virtuosos.

53 Aí vem a melhor apresentação de um novo conhecimen-


to: O Exemplo! Quando alguém se eleva em conhecimento,
ele só se transforma em Sabedoria através do exemplo dado,
onde, por decorrência, toda a humanidade se eleva, devido
a uma singela contribuição individual.
De grãos de areia, tornamo-nos Divindades, cooperando
com a vontade d’Àquele que Foi, É, e Sempre Será, fazendo
jús à Sua Imagem em Nós refletida.
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C R I A T I V I D A D E

54

Falávamos atrás, no capítulo da decodificação possível,


da postura imaginada por muitos, de um Criador, impotente
face à maldade dos Homens, celestial e pacientemente
aguardando o Dia do Juízo Final, para então, separar o joio
do trigo.
Falamos também, de seus incessantes esforços para man-
ter o Universo. Lembramô-nos, igualmente em que aspecto
fomos feitos à Sua Imagem, na criatividade! Em relação a ser
‘impotente face à maldade dos Homens’, é mais correto
dizer que a humanidade colhe o que semeia, já que a
semeadura é livre, sendo a colheita obrigatória e, a Sua
Intervenção, só ocorre com vistas a manter o eqüilibrio
Cósmico.
Assim, se uma guerra se delinea, criada pelo livre arbítrio
dos homens, cabe ao Criador obter dela os melhores exem-
plos e resultados que, de outra forma, poderiam levar
milênios até serem atingidos.
Assim, a melhoria da humanidade, só ocorrerá por única
e exclusiva decisão dela, a nível individual, somando-se ao
coletivo. Quando em vez de rogar pragas, encomendar
trabalhos a magos da magia negra e guerrear, passar a
trabalhar em pról do próximo, ser tolerante com seus desafe-
tos e com os menos dotados, amar a todos e a Natureza.
Agora, imagine que aquela pessoa que esteja exercendo
um personagem asqueroso no palco terrestre — a personali-
dade - Alma dele daquela vida — seja na realidade, a pro-
jeção de uma Centelha Divina muito iluminada que, por
ter-se dedicado na sua últimas encarnações a fazer muito
55 mais o bem do que o mal, tenha ainda alguns aspectos a
vivenciar no mal, no egocentrismo, para cumprir todo o
elenco de disciplinas de sua graduação terrestre.
Esta é a história de Santos católicos, que não o eram ao
início de sua vida e se tornaram no seu decorrer.
Ou daqueles que, fazendo o bem ao início, tropeçam
mais tarde em fatos que, por julgamentos levianos pretéri-
tos, venham a sofrer, para se sentir como os que con-
denaram.
Nunca sabemos quem somos na realidade, ou na ilusão
terrestre, já que Divinos em nossa origem, e devidamente
paramentados no palco da matéria, somos caramujos nos
ocultando de todos e principalmente, de nós mesmos.
Portanto, não esmoreça!
Lembremô-nos pois da criatividade, mas abandonemos a
das desgraças, visualizemos a síntese daquelas que emanam
Beleza, Luz, Harmonia e Paz; e criemos, como Divindades
em formação, numa imitação da Vida Primordial, tudo aquilo
que, estando à altura de nossa imaginação, se traduza numa
melhoria de vida, mesmo para aqueles que ainda não têm
capacidade de compreendê-la, por ainda se debateram nas
trevas da ignorância e da superstição.
Só então, passaremos, ainda que lenta e eventualmente,
fustigados pelas trevas — ignorância e superstições — a criar
um mundo melhor.

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N A T U R E Z A

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Temos hoje, uma percepção que igualmente nos


incomoda, pelo descaso que mantemos em relação à Terra.
Tratâ-mo-la como se um cancêr cutâneo fossemos, atacando-a,
desfigurando-a e destruindo-a. Esquecemô-nos de sua
finalidade, que é a de nos nutrir, abrigar e servir de escola
na longa senda da evolução humana.
A Terra, na realidade, comporta-se como toda Criação
Divina — um Ser Vivo — que reage ao ser ferida e se
defende da forma possível, pois o veículo não pode
sucumbir, senão todos os seus ocupantes, igualmente,
desaparecerão. Aliás, exibe ela, todas as características
místicas17 que compõe o corpo humano.
Vimos que, longo e trabalhoso, foi o cuidado do Criador, na
modelagem e evolução de todos os seres vivos, descartan-
do todos os invólucros - corpos - e espécies, que se degener-
aram, ou, se mostraram incompatíveis com os outros seres
vivos.
Afinal, é na matéria, na carne, que evoluímos. E é nela
que voltaremos a trabalhar!
Não permitirá Ele, portanto, que após milênios de trato
dos nossos veículos terrestres, nossos corpos físicos,
coloquemos tudo a perder. Urge, pois, que nos dediquemos
com afinco na recuperação e posterior manutenção, das
condições existentes na Natureza, antes da Revolução
Industrial.
Providência que, avaliada em 1997 pelos analistas de
desenvolvimento da ONU, constatando a impossibilidade
58
cabal de se atender aos reclamos consumistas de toda a
humanidade, pela absoluta falta de recursos naturais, seja
em matérias primas ou em insumos energéticos, ou, se
assim quiserem, por escassez de capital, caso as duas
primeiras pudessem ser supridas — indica a urgente
mudança comportamental a ser buscada, pelos governos de
todos os países industrializados.
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Vimos que embora seja complexa a vida, ela é na
realidade, composta de aspectos simples, embora difíceis,
mas não impossíveis, de se superar.
O grande perigo, em todas as eras, reside no fato de que
tudo o que serve para a construção de nossas vidas, serve
igualmente para a sua destruição. Mesmo o que se usa
denominar de elevadas intenções, pode eventualmente,
mascarar intenções abomináveis; ou resultados idem, ao
menos, para o nosso intelecto.
Quando isso ocorre, está-se extingüindo Karma, de
opressores e de oprimidos!
Quando tal está para inevitavelmente ocorrer, o Cósmico,
o Criador, opera sempre através da Grande Fraternidade
Branca, para corrigir trajetos, alterar finais, mudar conceitos,
transferir conhecimentos.
Imagina-se, segundo certas linhas filosóficas, que,
somente quando toda a Humanidade for ponderada, portanto,
tiver atingido a terceira idade, depois de começar pela Era
da inocência, passar pela Era do aprendizado e finalizar
com a do auto-domínio, ter-se-á condições de encerrar um
ciclo Cósmico.
Há, entretanto, barreiras e prazos para se atingir tal nível.
Vimos logo no começo deste ensaio que, dentro da
matéria, tudo tem um prazo de vida ou de existência. Assim,
independente do que se passa no seio da humanidade, com
suas mazelas, dificuldades de evolução, etc., do outro lado:
cidades, países, continentes, e energias inerentes a eles, ces-
sam de existir, por terem cumprido sua finalidade, permitin-
do desta forma, o surgir de outros, que pegam o bastão,
para a Nova Era.
60
À esta evolução, convocada por eventos de Grandeza
Cósmica, não temos como ignorar. Assim, a humanidade
terá de se adequar aos novos patamares humanísticos exigi-
dos à nova ordem que terá início.
Evidentemente, onde possível, Karmas terão de ser
esgotados ou reduzidos ao máximo. Tanto os Karmas bons,
quantos os máus - lêia-se atividades pelo bem do próximo
e, as egocêntricas - terão de ser mutuamente compensadas,
eqüilibrando cada indivíduo.
Veremos boas pessoas, tornarem-se más, e as más ou
sofrerem ou se revelarem em imensos esforços pelo bem da
humanidade. Haverá ainda muitas outras, múltiplas trocas
comportamentais antagônicas, p. ex.: idiotas virando gênios
e vice-versa. Outra leitura desta alteração comportamental,
pode ser a eclosão de conflitos regionais, ou de guerras
mais abrangentes.
A perplexidade será total, afora os cataclismas decorrentes
de mudança inesperadas de continentes, do eixo da Terra,
veremos agigantarem-se as nossas incertezas, onde somente
aqueles que tiverem um melhor conhecimento das regras
da evolução, embora abalados pelo que virem, saberão o
caminho a percorrer.
Para atenuar os sofrimentos desta passagem para a Nova
Era de Aquário, há que se emitir pensamentos de Amor, Paz,
Harmonia, Bondade e Saúde à toda a Humanidade e ao
Universo. Preferencialmente, ao nascer e ao pôr-do-Sol e de
frente a ele, de braços abertos, na forma da Cruz.
A alternativa a ser então visualizada, pode não desmentir
o relato de João, o Profeta do Apocalipse, acaso não ocorra
melhora no padrão vibratório mundial.
Lembrem-se os católicos, da oração de São Francisco de
61 Assis: Irmão Sol, Irmã Lua, …; os Judeus, da Árvore
Sefirótica; os Muçulmanos, de que Allah é quem nos deu o
Sol, a Lua e as Estrelas; os Ateus e materialistas, da falta que
ele nos faz quando fica oculto.
Mas, recorde-se que cosmicamente, quando uma Alma se
eleva em esforços pelo bem do próximo, toda a
humanidade se eleva. Paradoxalmente, sua singela dedi-
cação é vital, e não uma simples gota no oceano!
É uma época, digamos: Bíblica. E urge prepararmo-nos
para a sua chegada, pois o Abençoado, o Avatar ou o
Messias, alguns dentre os muitos nomes a Ele dado, deverá
se fazer presente nesta oportunidade.
Aliás, Grão-Mestre Cósmico, Condutor da Humanidade e
da Grande Fraternidade Branca, assim como o Cristo
Planetário, outro destacado membro dela.
E, muitas surpresas, algumas, já delineadas, como neste
ensaio, outras sequer imaginadas, deverão fustigar nossos
alicerces atemporais. Sejamos seus auxiliares, não seu foco de
preocupações! Afinal, a preocupação do Avatar é centrada
naqueles que ainda se debatem nas trevas da ignorância e
da superstição.
Para esses, a visão de multidões perecendo, em terremo-
tos, maremotos, etc., será um forte estímulo a uma mudança
de postura e de esforços próprios em sua evolução, já que,
imaginam, foram os que morreram, arder no fogo eterno. A
sempre presente confusão, entre corpo e Alma.
Naturalmente, muitas pessoas (Almas) irão finalizar sua
jornada terrestre neste evento, deixando o mundo da forma
e da matéria, para só a ele retornar, como Mestres, Guias e
Orientadores da Humanidade remanescente, quando e onde
necessários. São alguns dos que morrerão como exemplos,
já que esgotaram seus Karmas e seus Darmas. 62

Outros, os que não atingiram um mínimo aceitável de


evolução para esta passagem, cujo destino só a Grande
Fraternidade Branca conhece.
Como se pôde inferir, após esses eventos, continuar-se-á
nascendo, crescendo e morrendo como dantes. Só que, num
mundo mais ameno, sem tantos conflitos e com muito mais
Amor e Sabedoria, já que todos os Livros Sagrados, de todas
as religiões, serão reescritos, baseados nas experiências
então vivenciadas, documentadas, filmadas, gravadas,
fotografadas e lembradas.
Afinal, os eventos ocorrerão em todas as partes do mundo!
Não só no Egito, na Galiléia, em Jerusalem, na Índia, na
Pérsia, na península Arábica, no deserto do Sinai, na China,
no Tibete, etc., mas também na Europa, nas Américas, ou
seja, em todos os lugares.
A S

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63

A chuva é talvez, a metáfora mais palpável da vida


- vem dos Céus - traz, se mansa, a vida, a boa colheita, se
forte, a morte, a ira divina. Mas, há outra imagem, mais forte
e simbólica:
“Imagine-se uma gota d’água numa nuvem. Ao pre-
cipitar-se e absorvida pela terra, após juntar-se a muitas
outras, aflora em um olho d’água, onde juntando-se a outros
olhos d’águas, formam um minúsculo córrego, que ao se
juntar a outros, formam um riacho. Este, ao encontrar outros,
formam um rio, que mais tarde, somando-se a mais rios,
formam uma bacia e, finalmente alcançam o oceano. Neste
trajeto, irrigaram plantas, alimentaram aves, insetos, seres
aquáticos, animais e seres humanos. Participaram da geração
de energia, do tratamento de esgotos, do aflorar de vida nos
mangues e dos lençóis freáticos, sob a superfície da Terra.
Em vários momentos, antes de encontrar o oceano, a
gota d’água, poderia ter-se evaporado novamente e, em
seguida, se precipitado em outro local, algumas vezes
irrigando, aplacando a sede, em outras, destruindo, matando,
igualmente em algumas tarefas: ações limpas, em outras
sujas. Esta é a metáfora das múltiplas reencarnações.
Ao encontrar o oceano, finalizou uma missão terrestre,
voltou ao seio do Criador, para em seguida começar outra,
noutro continente, noutra etnia, noutra religião! Esta é a
metáfora que nos dá a multiplicidade da vida. Afinal, água
é a fonte de vida na Terra.
O Rio da Vida nos mostra que, antes de encarnar, sabemos
do que iremos participar, aliás este é o termo correto —
Participar — pois onde e quando cairmos, teremos definido
todo o nosso roteiro na matéria e, da nossa atividade é que
colheremos, nós e o Criador, mais e melhores experiências. 64

O fato interessante, é que como a evolução se dá em


grupos, aqui e ali, reencontramos as mesmas gotas d’água
de outra precipitações chuvosas, nos vários olhos d’água,
onde viermos a aflorar.”
A S

P O R T A S

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P E R C E P Ç Ã O

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A Ç Õ E S

C O R R E T A S

65

Vimos em algum lugar atrás, que o Homem vinha ao


mundo em cada nova reencarnação, ou como agricultor ou
como caçador, no quadrado branco ou no negro - do tabuleiro
do xadrez - e que, face a este dualismo, teria que agir ou
dentro do bem, ou dentro do mal.
Falamos também que a balança da vida não pode pender
de um só lado, significando ou a alternância entre o bem e
o mal, ou ao menos, a procura de um eqüilíbrio nas ações
de cada vida terrestre.
Vimos também que o mal é singelamente, o impôr de
uma vontade contra a de outro, e o bem, a concessão de um
desejo por parte de terceiros.
O que não vimos, é de como limitar-se os excessos das
atividades egocentricas, do mal!
Vamos agora conceber um novo conceito: o das Ações
Corretas. Este conceito aliás, o único válido na evolução,
nos conduz a um único tipo de comportamento, o que é
aceito sem ressalvas pela nossa consciência interior, mesmo
que nos arrependamos, depois.
Pode ele nos obrigar a assumir uma dívida, da qual não
temos moralmente como refutar, ou rejeitá-la de pronto; ou
ainda, a praticar um assassinato para sobrevivermos, para
comermos, para nos vingarmos ou para salvar alguém
ameaçado.
Pode também, nos obrigar a trair uma pessoa, quando
assim julgarmos necessário, seja para a nossa sobrevivência,
seja imaginando estar na realidade, ajudando o traído. Esta
última aliás, foi a postura de Judas Iscariotes, que atenden-
do, sem sabê-lo um chamado do Cósmico, foi ao seu encon-
tro para servir de exemplo. 66

Acaso, fosse ele, um réles traidor, teria se divertido e não,


arrependido, se matado. É, dentro desta linha, a das Ações
Corretas, nem sempre justificáveis ou explicáveis aos
humanos, enquanto encarnados, que muitas vezes, agimos.
Seguramente, todos os que malham Judas consciente-
mente, seja nos Sábados de Aleluia, ou por qualquer outra
comparação, estão se condenando em alguma época, desta
ou de outra vida, a igualmente trair alguém de sua grande
estima, para depois se arrepender amargamente.
E mais, ser futuramente traído por alguém muito chegado
e de forma inesperada, como compensação, por aquela
traição pretérita.
Pois — dissemos atrás — temos de experimentar todas as
facetas da vida.
Quantos indivíduos sofrem com desvios comportamentais
contra os quais lutam sem sucesso? Mesmo com os melhores
psicólogos, psiquiatras e sensitivos. Ladrões, prostitutas,
homossexuais, assassinos, corruptores, corruptos, tarados e
mais não sei quantas outras variantes modernas, encobrem,
na realidade, julgamentos levianos pretéritos, afora aqueles,
que também estão nos quadrados negros, por mera seqüência
evolutiva!
Não nos cabe julgar, embora seja uma repetição do já
dito, obriga-nos o julgamento a repetir lições do passado.
De qualquer forma, é inócuo para o julgado, ser ou não por
nós condenado. Ele já está vivendo sua Ação Correta, seja
ela abjeta ou não!
O que devemos é, sempre que possível, individual ou
coletivamente, defender nossos valores com todo o empe-
67 nho, mesmo que após algum tempo, tornem-se alguns
deles, obsoletos, ou até mesmo, abjetos.
Daí, não basta ter fé, normalmente associada a um
desejo que se espera, vá cair do Céu18, e sim — ter virtude
— para produzir um mínimo de retornos corretivos e —
conhecimentos — para saber como se portar, o que fazer e
o que esperar do Cósmico.
O corolário de ser abjeto, vil e tudo o mais que falsos
virtuosos e moralistas propagam que devam ser extirpados
da sociedade, sejam na realidade, agentes do Cósmico, nas
transformações que o mundo necessita, e que, de outro
modo, estavam demorando a ocorrer, embora já em tempo
de serem implementadas.
Inquietamô-nos com razão, em vista de tantos sofrimentos,
mas os mesmos estão vinculados as imensas levas de
formas-pensamento, que, desde a criação da humanidade,
vagam por aí, procurando mentes dispostas a adotá-las.
Acautelem-se, portanto.
Aliás, é melhor ter-se personalidades egocêntricas agindo
ao seu derredor, do que a companhia de falsos virtuosos.
Dos primeiros, você sabe o que esperar e pode se defender,
dos últimos, só Deus dirá19.
Embora com feridas abertas na humanidade, e ainda
não cicatrizadas, a 2ª Grande Guerra Mundial, e as con-
flagrações seguintes, trazem exemplos eloqüentes ao con-
ceito de Ações Corretas, senão vejamos:
— Mesmo ocultando do público de toda as formas,
Hitler acreditava-se um novo Moisés20, um salvador da
humanidade, pois tinha o suporte de Lamas Tibetanos21 na
formulação do 3º Reich, o que duraria mil anos, lembra-se?
Acreditava na purificação racial como forma de acelerar a
68
evolução da humanidade e enviou seus soldados, em pleno
inverno, para a invasão da Rússia, sem uniformes e agasalhos
para suportá-lo, pois acreditava, que tal qual o Mar
Vermelho se abriu, para que Moisés com os Judeus foragi-
dos do Egito, pudessem escapar, igualmente, o inverno
Russo, daria lugar a uma primavera inesperada, e assim
garantiria o sucesso da invasão e por decorrência, da sua mis-
são celestial de antecipação da Nova Era. Não custa portanto,
acautelar-se com quem queira lhe ajudar. As maiores tragé-
dias sempre se iniciaram com bons propósitos!
— Mesmo abjeta para nós, estava ele praticando sua
Ação Correta, mas o Cósmico sempre atento, alterou os
resultados pretendidos, e obteve o que era então premente,
senão vejamos: Não fosse a 2ª Grande Guerra, não teríamos
identificado os motivos que davam suporte aos falsos
conceitos de superioridade racial, então livrementes aceitos
pela humanidade, dita civilizada, da época — a Ocidental —
. Não teríamos atingido o nível de evolução científica,
filosófica e religiosa, necessários à compreensão dos even-
tos Cósmicos que ocorrerão por ocasião da próxima vinda
do Avatar e, não teríamos dado condições a tantas Almas de
se encarnarem e, permanecerem vivas, tendo em vista,
Visitante tão Ilustre.
— Pode-se discordar do acima afirmado, pode-se
até arguir ser este um Sofisma. Seja ele teológico,
comportamental ou induzido, mas não se pode vendar os
olhos à nossa realidade atual. Não se trata de defender ou
de atacar quem quer que seja. Hoje, em que pese a dura
realidade da 2ª Grande Guerra e dos eventos do período
decorrido de seu término até hoje, constatamos que estamos
mais ponderados, mais sagazes, mais numerosos, mais
69 fortes e saudáveis, mais fraternos e, embora segmentados
globalmente, mais unidos nas preocupações; embora o
caminho a percorrer, não tenha duração e extensão
conhecidas, o já percorrido, é bem longo.
Não há outro enfoque ou sustentação, seja ela filosófica,
teológica ou comportamental, que justifique tanta diversidade
de ações, intenções e resultados díspares do nosso cotidiano
histórico.
Igualmente, vários condutores de seus povos, tais como
Stalin, Mao-Tsé-Tung, Pol-Tot, Franco, Salazar, acreditavam
cegamente que estavam fazendo o melhor para as suas
pátrias. Desnecessário, tecer mais comentários!
A S

P O R T A S

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P E R C E P Ç Ã O

O S

S O R T I L É G I O S

Tema difícil, até você ter chegado a este ponto e, aceito 70

o que foi escrito, por uma mera questão de curiosidade ou


simples condescendência investigadora. Mas vamos agora
desmistificar a Magia Negra, a ponto de você entender o que
está por trás de tudo e que, suponho, provavelmente já
desconfiava:
Falamos atrás, sobre as criações mentais, os pensamentos,
as palavras, os textos e as ações, todas derivando da
criatividade do pensamento.
Imagine agora, você criando uma figura diabólica na sua
mente. Em seguida, alimente-a com sangue (real, que é
magnético), ofereça animais sacrificados22 no ato, para que
a entidade possa roubar-lhe a forma etérica e dê-lhe
outros alimentos da Natureza para que ela se fortaleça. E
seguidamente invocando-a, em troca de mais oferendas que
a sustentem, que realize ela, uma nova vontade sua.
Pronto, você criou uma entidade do mal, pois ela existe
para fazer a sua vontade, contra a de outro(s). Este é o ser
das trevas! E você, seu criador! Que nome mereces?

A contrapartida, é a contínua necessidade de alimentá-la.


Ela virá sempre lhe cobrar, até por uma questão de
sobrevivência, formando uma ligação indissolúvel nesta
encarnação.

Por este fato, uma vez que você tenha entrado na práti-
ca da Magia Negra, só após muito sofrimento, mesmo após
desencarnado, com todo o retorno, daquilo que você prati-
cou e que só pode ser expurgado quando novamente encar-
nado, é que você se verá livre da(s) sua(s) criação(ões).

Pois, mesmo após sua morte na matéria, tal criatura,


pode arrumar alguém com a existência autonôma que possui,
71 que a adote e alimente com idênticos propósitos, e sobrevi-
va por séculos, ou milênios, voltando a perseguí-lo em uma
outra encarnação, pois ela poderá facilmente identificá-lo,
onde nem os mais eficazes exorcismos o livrarão dela!

Mas vamos enfocar o lado de quem encomenda um


trabalho de um mago da Magia Negra. Seja para resolver um
problema amoroso, profissional ou social. Trata-se de uma
pedido, idêntico a um feito à uma empresa real qualquer, há
pagamento, condições, prazos de execução e resultados
especificados.

Igualmente, há vinculação de retorno do mal solicitado a


quem o encomendou! Neste caso, o mago de Magia Negra é
um mero empresário das trevas.

Lembrem-se: a semeadura é livre, porém, a colheita é


obrigatória! Alguns visualizarão, não sem preocupações
profundas, a similaridade com algumas profissões e atividades
humanas. Coisas da Terra!
Descartam-se, portanto, quimeras da existência de
opositores ao Criador, como se Ele pudesse ser impedido ou
vencido, por criações suas, celestiais ou caídas (nós).
Não custa repetir, os humanos são os anjos caídos dos
quais falam, embora mal interpretados, todos os textos
sagrados ocidentais! Almas que mergulharam na matéria,
caidas do Céu!
Pode-se também argüir; do porquê da informação contida
neste ítem, que serviço ou desserviço, pode ele prestar?
Explicamos:
A razão de sua divulgação, alicerça-se de um lado, na
invenção do rádio e, posteriormente da televisão, ambos
com cobertura mundial, onde formas-pensamentos 72

gigantescas são geradas instantâneamente em todo o


mundo, comprometendo de forma muito mais ampla e
profunda os seus emissores e a própria humanidade, no
atacado, acaso se as compare com trabalhos de varejo,
artesanais e individuais, que os magos de Magia Negra23 tem
condições de produzir.
Por outro lado, há a iminente vinda do Avatar, o que a
torna fundamental, para uma melhor compreensão dos seus
auxiliares encarnados, porventura ainda adormecidos, do
que terão de enfrentar e como!
Daí, não custa recordar, a síntese das desgraças, só pode
ser combatida com a síntese da Cultura, o culto de Ur, da
Luz Maior, suporte para as mentalizações diárias de Paz,
Amor, Harmonia, Bondade e Saúde, em direção a todos os
seres vivos do Planeta Terra!
A S

P O R T A S

D A

P E R C E P Ç Ã O

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F E R R A M E N T A S

73

Acabamos de falar em auxiliares encarnados do Avatar e


que para atuarem, enfrentarão abismos que devem ser
superados, e estes — como condutores de parcelas da
humanidade, de seus irmãos mais próximos — já que despertos
espiritualmente para a sua responsabilidade, vão precisar de
ferramentas espirituais, para bem conduzí-los, nas dificuldades
maiores que se aproximam.
Para se cruzar abismos, ensina Nicholas K. Roerich, lega-
do da Grande Fraternidade Branca, proceda da seguinte
forma:
“Retire-se para um local quieto e fixe seus olhos numa
imagem que lhe evoque o Criador, mas escolha com carinho
a imagem, pois será ela que lhe aparecerá, quando solicitada.
Após alguns instantes fixando-a com o olhar, feche-os
e transfira a imagem à sua mente. Neste momento, você
experimentará um leve tremor em seu corpo, principalmente
no coração.
Ao sentir o tremor, você O Terá Abrigado em seu coração
para sempre. Quando fitar o Sol, de olhos fechados, verificará
que ele se transmutará mentalmente na Imagem escolhida,
às vezes sem cor e mesmo, com algum movimento.
Você terá atingido então, o estágio CorReale, que identifica
quem já O Abriga em seu coração, para permitir cruzar
abismos, nos tempos difíceis que se avizinham, com mais
segurança.”
Há mais uma ferramenta; nestes tempos de transição,
preste uma redobrada atenção a tudo o que ouvir, e não
faça nada de afogadilho, por mais evidente que lhe possa
74
parecer, pois é natural que as imensas levas de formas-
pensamentos não se dispersarão de imediato após a vinda
do Avatar, mas há uma ajuda extra do Cósmico: todos àqueles
que vierem com más intenções à sua procura, cedo ou
tarde, sem o saber, lhe dirão a que vieram.
Assim, você poderá identificar todas as intenções que
não forem elevadas e tomar as devidas precauções. Preste
atenção e anote desde já: treinamento é bom e a partida
para a Nova Era, já começou!
A S

P O R T A S

D A

P E R C E P Ç Ã O

M E N S A G E M

75

Tem ela um único nome: “Tolerância”. Engloba ela o


Amor ao Próximo, o Auxîlio Fraternal, a Solidariedade,
sinônimos da Sabedoria que Emana da Mais Alta Hierarquia,
conduzindo-nos ao Trabalho de Unificação com o Altíssimo,
O que Foi, É, e sempre Será.
Haverá ainda, por muito tempo, irmãos que não
aceitarão o aqui exposto, com reações as mais diversas,
algumas até agressivas. Lembrem-se, dos períodos de trevas
de nossa história, em que inquisições e atos de fé, foram e
ainda são a realidade em algumas das religiões vigentes e
pasmem, para salvar os que dela sofrem, sejam seus fiéis ou
não!
Esta rebeldia, como as que ocorreram em épocas
pregressas, em outras situações, vivamente combatidas e, ao
final comprovadas, denota a imensa necessidade da tolerância
para com o próximo.
Afinal, o próximo é parte do Todo e portanto, de Você
mesmo - sacuda-se e reflita - não se recuse a assumir sua cota
de responsabilidade na evolução do Universo. Todos aqueles
que bem a compreendem e a aceitam, estão em vias de
começar o trabalho do outro lado da matéria, na Energia Pura!
Agora que inúmeros conceitos foram singelamente
enfocados sob outro prisma e, que você se sente no míni-
mo curioso, pois, há, aparentemente, alguma consistência
naquilo discutido, recordaremos um pouco, para este novo
navegar:

1 - Não se preocupe se você está na condição de


caçador ou de agricultor, em ambas pode-se fazer tanto o bem
quanto o mal, o dar de sí ou o tomar para sí. Criteriosamente,
analise seus anseios e tome a decisão que julgar mais
acertada, mesmo que depois venha a se arrepender, pois,
76
como dissemos, cada época e cada pessoa, tem uma verdade
e cada ação, sempre dois resultados;

2 - Compreenda que você é o demônio para muitas pes-


soas e um anjo para outras tantas, e vice-versa. Não espere
recompensas ainda em vida, elas vêm, mas as principais,
são as recompensas internas, aliás, mesmo os trabalhos de
magia negra feitos contra você, tem sua razão de ser, assim,
não pragueje contra quem os fez, eles só atenderam seu
pedido, agradeça sim, ao Cósmico, quando finalizados;

3 - Não julgues, para não seres julgados; mesmo um


traficante, um traidor, uma prostituta, um homossexual, um
assassino, etc., têm suas razões de ser no mundo (se você ainda
não foi um, seguramente o será!), evite-os simplesmente, ou
os combata sem sofismas, dentro das Leis do País em que
habitas, assim, quando for sua vez de encarnar um desses
personagens, seu desempenho será menos traumático;
4 - Emita, sempre que possível, pensamentos de Luz,
Paz, Harmonia, Bondade e Saúde a toda a Humanidade,
preferencialmente, num horário cujos números, somem 9
(nove), ex.: 12:51 horas, 06:30 horas (zero não conta, na-
turalmente), 11:07 horas, (mesmo em horário de verão)
pois nesses horários, há janelas que se abrem para o
Cósmico, e seus pensamentos, orações e pedidos,
seguirão seu curso. Em janelas de horas correspondentes,
faça a Saudação ao Criador, de fronte ao nascer e ao pôr do
Sol, de braços abertos (forma da Cruz), agradecendo a Vida.
5 - Vocé é seu próprio Senhor, nada lhe será repassado
pelo Cósmico, sem ter sido previamente programado antes
de encarnar e mesmo assim, só à época certa — tanto os
prêmios, quanto os castigos — suas utilidades, intensidades
e durações, serão as necessárias ao seu aprendizado;
77
poderá, é claro, ocorrer correção com vistas a manter o Rio
da Vida inicialmente traçado.
6 - Compreenda que o corpo físico apodrece, nem será
uma forma agradável ao Messias, ao Avatar, que pouco
tempo aqui permanecerá, para dar sua Mensagem, assim,
espere um dia sua visão interna clarear, para só então, ima-
ginar um mundo fora das limitações da forma, da matéria
densa.
7 - Respeite seu corpo, veículo do seu crescer cósmico,
seu próximo (incluindo a família), seu País e seu Planeta —
a Natureza — e, acima de tudo o Criador, Todos contribuem
para o seu viver, aprender e crescer.
8 - Lembre-se, seu Mestre Interior é quem ouvirá suas
preces, seus pensamentos e seus pedidos; os Anjos da
Guarda, só obedecem à ordens superiores, algo como que,
dirigindo-se a Eles para a obtenção de favores, seria o
equivalente a escrever uma carta, mandar um mensageiro,
pois seriam meros portadores, sem poder de decisão, ou de
influência.
9 - Por último, entre nós e nosso Mestre Interior, está a
Grande Fraternidade Branca, que cuida de nossa evolução
na matéria, algo como uma imensa e estruturada organização
celestial, da qual, tentamos copiar, em nossas vidas na Terra,
parte do que iremos, futuramente participar.
Um dia, o conceito de Amor, de Solidariedade, da
Tolerância estarão todos superados, pela União com o
Criador. Neste dia, provavelmente após muitas Expansões:
Big-Bangs — e Contrações: Big-Crunchs — colapsos do
Universo, atingiremos tal estágio.
Somente quando saímos de uma escola, no caso atual: do
Jardim de Infância, é que nos damos conta da próxima. Mais
78
tarde, ao atingirmos o auto domínio, a ponderação, é que
poderemos visualizar mais graus superiores da evolução e
vislumbrar a imensa obra da qual fazemos parte ativa.
Vale a pena repetir: Fosse só do Interesse do Criador as
Coisas do Céu, ele teria se contentado com os Anjos, não
nos teria criado!

Florianópolis, 10/12/97
M U I T O A L É M

D O J A R D I M . . .

Há em quase todos os textos sagrados, de todas as


religiões que já surgiram, posturas que beiram o impossível
de serem alcançadas por um Ser humano, digamos, comum.
Há até adágios, pessimistas, e jocosos, que lembram
dizendo: Tudo o que é bom, ou é contra a lei, ou engorda
ou é pecado. Entretanto, para a correta interpretação de
uma Lei da Evolução, que seja o espelho real daquilo que
de nós é esperado, outro é o roteiro.
Seria difícil, para alguém temporariamente satisfeito consigo
mesmo e com a sua vida, imaginar uma vida austera, talvez,
rodeado de Anjos, bebendo néctar e comendo ambrosia24,
81
sem outros atrativos.
Igualmente, para alguém em pesadas atribulações, outra não
seria sua expectativa que a de se safar de suas dificuldades,
para só depois, avaliar então, o que poderia desejar como
futuro.
Verificamos que, conforme o Rio da Vida de cada um, e
o trecho do Rio em que se encontra, o conceito de um
futuro melhor, pode antever inúmeras imagens, algumas
inclusive, sendo aceitas por alguns, ao passo que outros a
rejeitaram.
Na imensa teia de criatividade humana, portamo-nos de
forma exigente com o cotidiano da vida, e desleixados com
o seu real significado cósmico.
Pretende-se, por mais confortável ou cruel, por mais perdas
ou ganhos, que se tenha, mostrar a semelhança da trajetória
humana, como os componentes de um Jardim, onde
a variedade, a beleza, a ordem, o clima, o cuidado, o aroma,
a estética e muitos outros atributos, sejam uma música para
os sentidos, seja pela variedade de seus componentes, seja
pelo conjunto que representam.

Procura-se, na medida de cada entender individual,


entrever uma trajetória cósmica que, vez por outra, seja
confirmada no íntimo do Homem. Assim, quando somos
podados, sempre será para melhorar o resultado final.

E só então, tentar visualizar o que nos espera, muito


além do jardim…, preparados que fomos, pelo Jardineiro
Celestial.

No alvorecer dos tempos, aqui na Terra, o Criador


nomeou um Jardineiro Chefe, para cuidar de sua imensa
obra, com atribuições continuamente crescentes, podendo 82

este, nomear auxiliares dentre os encarnados e entre os que


nunca encarnariam, quando julgasse oportuno.

O primeiro Jardim, se é que assim podemos continuar a


chamá-lo, foi estabelecido durante a posse deste Jardineiro
Celestial, suspenso no espaço, por sobre uma ilha, localizada
num mar, onde hoje se encontra o Deserto de Gobi, na
Mongólia.

A este primeiro Jardim, foi dado o nome de SHAMBALLAH,


nome que, para ser enunciado, pressupõe respeito.

Tal investidura, realizada pelos Senhores da Chama (da


Criatividade), representantes Daquele que Sempre Foi, É e
Será, e responsáveis pela Terra, os quais, nomeavam seu
primeiro preposto local, já que localizados em Vênus, planeta
que foi o responsável pelos primórdios da raça humana, ao
início do mergulho na matéria das Centelhas Divinas: os
Anjos Caídos do Paraíso!
Imediatamente, começou Ele, seu trabalho, afinal haviam
muitas formas pré-humanas já preparadas, quais delas seri-
am destinadas a receber o influxo evolutivo, o Sopro
Divino, era tarefa de sua alçada. Assim, uma filial terrestre,
tão logo se tornou necessária, foi instalada e a ela dada o
nome de AGHARTA, cuja vocalização, enseja igual respeito.
SHAMBALLAH e AGHARTA, são os nomes secretos da
Grande Fraternidade Branca
Hoje, o cuidado e esmero deste Jardineiro Celestial, tanto
no trato da matéria, da Natureza, quanto das Almas que aqui
se projetaram através das Centelhas Divinas, só não foi me-
lhor, pela co-responsabilidade de cada uma na execução de
seu trabalho.
83
Provas deste trabalho Celestial inicial, são as inúmeras
descobertas arqueológicas de fósseis humanóides,
pertencentes à raças extintas, desde milhões até milhares de
anos atrás. Razão pela qual, mesmo espécies que não
estavam originalmente naquele Jardim primevo, foram a ele
agregadas, após cuidadosa elaboração genética.
Entretanto, desde milênios atrás, várias destas Centelhas
Divinas conseguiram esgotar o seus Darmas e Karmas e,
ascencionadas, em sua grande maioria, já que libertas do
ciclo de reencarnações, decidiram aderir ao sublime trabalho
executado por este Jardineiro e com ele, colaborar na
ascenção de irmãos que ainda se debatiam nas trevas e nas
ilusões da matéria.
Outras, muito poucas, foram alocadas ao trabalho em
outras esferas da Criação.
O A P A R E C I M E N T O

D O S P R I M E I R O S

C U L T O S

R E L I G I O S O S

Como todo trabalho que se inicia, setores específicos


receberam administrações individualizadas, e naquele
começo, havia gerentes para as tribos, aglomerações
humanas ainda remanescentes nos dias de hoje, auxiliados
por Anjos e Devas25 da Natureza.
Com o passar dos anos, e em havendo o aparecimento
de Almas que tinham atingido um mínimo de evolução,
começou o lento abandono da adoração das Divindades da
Natureza, os Devas, substituídas que foram, pelas Almas dos
mortos. 84

Começava então, a era das religiões anímicas, presentes


até hoje, dispersas em algumas culturas, mesmo ocidentais,
pois a pirâmide da evolução, estará sempre se atualizando,
visto que é através dos exemplos dos mais evoluídos que
poderão, os mais atrasados, evoluir delas em direção a cultos
mais refinados.
Aliás, réplica do comportamento dos membros da
Grande Fraternidade Branca.
Com o aparecimento do animismo, do culto aos mortos,
começou igualmente a magia negra, pois a maior parte dos
mortos, ainda profundamente atrelada à matéria, à caça,
solicitava favores materiais, algo como saborear carne e
sangue (seus eflúvios astrais) e para garantir as oferendas,
ameaçavam, ou prometiam, favores aos vivos.
Fato que, com o passar dos anos, xamãs tribais,
aprenderam e começaram a criar entidades mentais, de
proteção de suas tribos, de guerras tribais, de encontrar caça
e as alimentavam, tal qual aos seus mortos.
Estima-se, que uma parte considerável destas entidades,
inicialmente constituídas com aspectos de animais,
roubadas dos corpos etéricos daqueles sacrificados em
oferenda, ainda hoje, persistam ativos no plano astral.
A tentativa de reviver seus mortos, numa cópia daquelas
criações astrais, possibilitou a criação das primeiras enti-
dades com forma humana, alguns eram adorados como
deuses tribais, outros como guerreiros de suporte, ou
guardiões; igualmente, boa parte deles, sobrevive até hoje.
Seus aspectos assustadores, derivam das criações mentais
de seus amedrontados, ou amedrontadores idealizadores.
Interessante lembrar, que os primeiros humanos só
caçavam (provavelmente, eram ao ínicio carniceiros, até
85 desenvolverem armas adequadas para a caça), e só muito
tempo depois, é que desenvolveram a agricultura.
Com o início da agricultura, começaram a adoração dos
astros celestes, pois compreenderam então, a íntima relação
entre a trajetória do Sol26, em cada estação do ano, e a pro-
dução agrícola.
Data desta época, as primeiras iluminações cósmicas, nos
seres humanos, pois deixaram de ser somente predadores,
tomando a vida para se alimentar, para espalhar a vida,
para seu sustento. Tornavam-se, a princípio inconsciente-
mente, parceiros do Criador na celebração da vida, pela sua
disseminação nos campos de cultivo.
Passaram a adorar o Sol, pois era dele que dependiam
para viver. Os primeiros cultos de celebração da primavera
vêm desta época. Os primeiros observatórios astronômicos,
idem.
Visualizaram a parábola da boa semente àquela época!
Há aqui um hiato: a Atlântida, continente desaparecido
de uma raça que evoluiu tanto, seja nas atividades visando
o bem de todos, quanto no daquelas em benefício de
poucos — o mal — tanto que foi julgado necessário o seu
desaparecimento, e resolveu-se começar tudo de novo.
Decisão esta do Jardineiro Celestial. Afinal, o sucesso
de sua missão dependia e ainda depende, do livre arbítrio
dos humanos! Data desta época, a extensão da Lei do Karma
para antecipar o retorno, ainda na mesma vida, das ativi-
dades egocêntricas e a criação da figura do obssessor.
Observe-se que tudo enfocamos, sob o prisma de
SHAMBALLAH e AGHARTA.
Assim, há 15.000 anos, aproximadamente, ocorreu
a catástrofe que culminou com o desaparecimento da
Atlândida e de todos os que nela se encontravam, bem 86
como do seu acervo de conquistas na senda da evolução.
Alguns poucos Atlantes, foram incumbidos de preparar
no Egito, as bases da próxima tentativa e, nela tiveram
sucesso.
Dos antigos Egípcios, ou melhor, Atlantes, derivaram: a
cultura Grega — os Pitagóricos, a cultura Israelita — Moisés
e Aarão, a cultura Cristã — Jesus, a cultura Celta — os
Druídas, a cultura Islâmica — Maomé, a cultura Persa, o
Zoroastrismo e muitas outras, ainda consideradas herméticas.
Entretanto, este hiato foi o segundo que ocorreu. Muitos
milênios antes, logo após a criação de SHAMBALLAH, vieram
à Terra, Sábios que encarnaram no que hoje é conhecido como
a cordilheira de Himalaia, perto de Gobi, e lá pregaram e
deixaram registros escritos em Sânscrito e em Pali, e ficaram
conhecidos como sendo os VEDAS.
To d o s o s c a m i n h o s , t o d a s a s p o s t u r a s , t o d o o
conhecimento que levam ao Criador lá estão presentes.
Entretanto, logo ficou claro, que sem a cooperação dos
humanos, quase nada redundou em sucesso.
Até então, não existia a Lei do Karma, era só seguir-se
em cada encarnação a seqüência: quadrados brancos e
pretos! A partir daí, instalou-se a Lei do Karma com suas
criações mentais e retornos a ocorrer na encarnação
seguinte. Há evidências, que fixam nesse momento, a saída
do Paraíso (?), o fim daquela libertinagem monumental.
Vem desta época a frase: “Não se deve dar pérolas aos
porcos”, que denota a imagem desconfortável que teve
nosso Jardineiro Celestial, pois, os não desperdiçados — a
maior parte — foram tais conhecimentos utilizados em
proveito próprio, ou seja, no mal!
Desta Sabedoria Primordial, surgiram, bem mais tarde,
87 o Hinduísmo, o Budismo e o Confucionismo.
Mas, as culturas Atlante e Védica, não se perderam,
permaneceram intocadas por milênios sem par, até que um
dia, pudessem reaparecer e ajudar a humanidade. Pois
como já dissemos, o Criador, na matéria obedecendo à Leis
por Ele estabelecidas, para que ela não possa pretender
igualar-ser-Lhe, dá um prazo de Vida a tudo o que é criado.
Assim, com vistas a eventos de Grandeza Cósmica que se
avizinham, as portas dessa Sabedoria, estão sendo abertas
pelo Jardineiro Celestial.
Estamos, portanto, na terceira tentativa de fazer com que
o imenso Jardim Terrestre floresça totalmente. Desta vez, os
resultados começam a aparecer, hoje podemos dizer que
mais de 1/3 do Jardim, ou da humanidade, já se pode
sentir em plena floração, em plena primavera.
E, este florir, começa a contaminar o restante. Passamos
do ponto de retorno!
S H A M B A L L A H —

S U A S F U N Ç Õ E S E

R E S P O N S A B I L I D A D E S

Desde a semeadura de sementes em solo fértil, alegoria de


Almas encarnando, sua condução, terrestre e espiritual, a
designação de mentores individuais e coletivos, seja
encarnados ou nos planos espirituais; a escolha conjunta
de processos e eventos Kármicos, com os diretamente
interessados no assunto, as Centelhas Divinas, na seleção das
personalidades-Almas encarnantes; a supervisão dos Anjos e
dos Devas diretamente envolvidos na tarefa da evolução 88

Humana e da Natureza, a administração dos processos


Kármicos, sejam eles individuais, familiares, tribais, regionais,
continentais ou mundiais; enfim todos os detalhes de tudo o
que se relacione com a evolução na, e da, Terra.
Ao Criador, competia a Sua função principal: manter a
expansão do Universo até a próxima contração do mesmo,
nesta Divina atividade, manter ainda o eqüilíbrio Cósmico, e
permitir que a Sua Luz, a Sua Vida e o Seu Amor, tudo foca-
lize.
Para que o Jardineiro Celestial possa executar suas tarefas,
conta Ele, com o auxílio de Devas individuais para o trato
individual de cada mineral em cada local, cada espécie
vegetal, idem, cada categoria animal, ibidem. Igualmente,
cada rio, cada mar, cada montanha, cada vale, possuem
Devas de categoria, seqüencialmente, superior.
Não custa recordar, Anjos e Devas não possuem
sentimentos ou emoções, obedecem ordens. No trato dos
humanos, cada um tem um Anjo da Guarda individual. Cada
grupo de seres humanos, possui um Anjo de hierarquia mais
elevada que os individuais, supervisionando-os. Cada bair-
ro, cada vila, cada cidade, cada estado, cada país, cada con-
tinente, possui, em igual ascenção hierárquica, Anjos super-
visores, correspondentes.
Há ainda, Mestres Ascencionados, que cuidam das
religiões, das seitas, das escolas, das diversas formas de políti-
ca e de economia, das conflagrações e das correções
necessárias, determinadas pelo Jardineiro Celestial.
Os Anjos da Guarda, como vimos, reagem automatica-
mente a cada estímulo humano ou da Natureza, que quebre
o eqüilíbrio reinante. Já os Mestres Ascencionados, são os
89
que nos ouvem e supervisionam os eventos criados pelos
humanos, ora permitindo que nos seja concedido nossos
desejos, ora impedindo-os, até que chegue a época certa.
Assim, um processo Kármico, seja ele doloroso ou de
bem estar, pode ser antecipado, postergado, ou até suspenso,
temporária ou definitivamente, face aos nossos progressos
na Terra.
Os AGHARTAS, divididos em sete níveis hierárquicos,
identificados por portarem um cajado com seis nós,
apresentam, em cada nível de responsabilidade pessoal,
uma de suas sete divisões revestida da cor dourada. Vestem-se
com uniformes na cor cinza (quadrados pretos e brancos
igualmente misturados, lembra-se?), são os ecologistas celes-
tiais, supervisionam toda a Natureza, placas continentais, sis-
mos, vulcões, continentes, países, descendo até o nível indi-
vidual, pois são os responsáveis mais próximos da matéria,
pelo que chamamos de coincidências em nossas vidas.
Vivem, em um plano superior ao nosso - não na matéria
- no interior do planeta Terra, onde um Sol interior os ilumi-
na e aquece, vez por outra, quando necessário, apare-
cem materializados, à nossa visão física.
Vimos em ensaio anterior, que toda a nossa organização
terrestre, começando na família e culminando na ONU —
Organização das Nações Unidas, é um pálido e imperfeito
reflexo de SHAMBALLAH e AGHARTA. Nossa utopias e
ideais, idem.
Naturalmente, reagimos com profundo ceticismo
à possibilidade de um dia alcançarmos um melhor
relacionamento entre os humanos e, entre nós e a
natureza, na realidade, tudo conduz a esta postura.
Enquanto se mantiver a atual rotação e translação da
Terra em relação ao Sol e ao seu eixo magnético, não se pode
90
esperar outra dedução, pois todas elas serão confirmadas.
Mas, caso mudem os polos, sejam os magnéticos ou os
congelados (um é decorrência do outro), e adicionalmente,
alterem-se as distâncias entre os trópicos (limites do balanço
em que a Terra altera sua face em relação ao Sol, durante o
transcorrer das estações do ano), mudará sensivelmente
o padrão vibratório da Terra, ensejando uma substancial
melhoria nela e em seus habitantes.
É para a preparação desses eventos que este ensaio se
destina. Pois quanto maior as trevas, Luzes mais intensas
surgirão!
C O R R I G I N D O

I M A G E N S E

C O N C E I T O S

D E T U R P A D O S

91 Vimos e confirmamos, portanto, que os únicos seres que


se podiam antepor ao Criador, somos nós, aliás, como não
poderia deixar de ser, os únicos na Terra com a Sua
Capacidade Criativa, Nós, os Anjos Caídos.
Aliás, nem o cuidado que o Criador teve, dando vida
temporária à matéria, tivemos, pois permitimos que nossas
criações mentais, do mal, ou egocentrismo, pudessem
sobreviver por milênios no plano astral, desviando-nos do
caminho de retorno ao Pai.
Entretanto, e aí está a revelação do Grande Mistério da
Criação, somos partículas, parte do Todo, e aqui viemos
adqüirir Sabedoria, não daquela Imanente, que já possuímos,
mas daquela que permitirá, mais tarde, bem mais tarde, a
consecução de objetivos ainda velados, aos que ainda se
encontram com a visão espiritual toldada, nesta baixa
ressonância de identificação com a matéria.
Não iremos beber néctar ou comer ambrosia, iremos
trabalhar em SHAMBALLAH ou AGHARTA, ou em suas
equivalentes, em outras esferas. Eventualmente, seremos
também, nominados como entidades das trevas, por aqueles
que detém o poder temporal de suas religiões, usadas com
fins políticos ou do poder, que tentarão nos rechaçar, pois
estaremos continuamente espalhando a Luz Maior entre seus
seguidores e atrapalhando seus planos egocêntricos.
Afinal, um dos nomes pelos quais o Jardineiro Celestial
é conhecido, afora o inicial: SANAT KUMARA, são: O QUE
ILUMINA A HUMANIDADE, CANDEEIRO, PORTA-LUZ, ou
em uma antiga grafia religiosa ocidental, o seu nome original:
LÚCIFER, sinônimo de todos os anteriores.
Cumpre-se, assim, o resgate da imagem celestial daquele
Jardineiro que cuidou com desvelo de toda a humanidade,
e que por isso, merece que seja reconhecido, por todos 92
aqueles, que já compreendem o seu imenso trabalho.
Os seus Superiores, os quatro KUMARAS, todos, tais
quais os nossos corpos terrestres, são ferramentas do
Criador, para o trato com a evolução de sua criação, Nós, as
Centelhas Divinas que são parte de Sí e do Todo.
Os quatro KUMARAS, são pela ordem: o KUMARA
CRIADOR, que se encontra sediado no SOL, o KUMARA
CRIADO, que se encontra na TERRA, o KUMARA da AÇÃO,
em MERCÚRIO e o KUMARA da MORTE, em VÊNUS.
Entre seus auxiliares imediatos, os Chohans dos sete
raios, nome de origem védica que designa condutor, está o
Cristo Planetário, cargo que designa o responsável do com-
bate às trevas. Exatamente aquele que veio há 2.000 anos,
como mensageiro de SHAMBALLAH e incorporou em Jesus
de Nazaré, e que agora, deverá retornar como o AVATAR, o
MESSIAS, o ABENÇOADO, pois nesta passagem para a Nova
Era, assume ele, promovido à função do SANAT KHUMARA,
de Jardineiro celestial, que retorna a Vênus, após cumprida
sua missão27. Assumirá Ele então, o seu nome verdadeiro,
que é SENHOR MAITRÉYA.
Imagina-se, que ninguém ousaria nominar Cristo, como o
Senhor das Trevas!
Não se burilam Deuses em formação sem o uso da
matéria. Não se usam entidades sem o livre-arbítrio da cria-
tividade na consecução de planos superiores, para que se
atinja a finalidade da Criação, com Sabedoria, e seu curto
sinônimo: Amor.
O imenso trabalho cósmico dedicado aos humanos, repe-
tir-se-á quando os atuais animais superiores, que hoje pos-
suem Almas coletivas, forem individualizados em Almas
93
pessoais e, começarem sua jornada evolutiva na matéria, em
direção ao Criador.
Mais tarde, será a vez dos atuais animais inferiores que
se tornarão animais superiores, depois as dos vegetais que
se tornarão animais inferiores, em seguida a dos minerais
que se tornarão vegetais, aí … continua a espiral da
evolução a girar, e a girar …!
Para todos àqueles, que se identificaram como perso-
nagens de sí próprios, neste imenso palco iluminado, as
nossas boas vindas à Vida Maior!

Ot Manu
Em tempo:

Há pessoas encarnadas que sem nada saber de assun-


tos místicos em suas consciências objetivas, às vezes, até rejeitan-
do-os, face a educação religiosa recebida na infância, que mesmo
assim, atingirão o grau de ascensão a planos superiores, pela
retidão de conduta, demonstrada em suas vidas terrestres.

Em face deste aspecto singular, é que se afere a solidão


do crescimento individual, pois não se chega a iluminação por um
só caminho e numa só vida. Há, portanto, que se respeitar a todos,
as múltiplas Verdades individuais e, a todas as religiões.
94

Há sempre que se procurar pelos Grandes Mistérios,


tentando compreender a razão básica das religiões por apre-
sentarem outras versões, dogmáticas, mais palatáveis aos seus
seguidores.

Pois o Criador não mudará as Leis que Criou, para


atender a caprichos, vontades ou necessidades, quer sejam indi-
viduais, quer sejam coletivas, quer sejam novas, quer sejam antigas.

O divisor de águas nesta passagem para a Nova Era,


para os já em condições de cruzá-la, é sem dúvida o Não Julgar o
próximo, derradeira prova da Escola da Vida, pois cada um sem-
pre será o Supremo Juiz de si mesmo!
P O S T F Á C I O

Ah, … não me lembro de ter sentido antes, desde que


começou a ocorrer há algum tempo, assim que me mudei
para cá: a qualidade da brisa que me acaricia. Parece-me
como que um vento celeste, embora saiba-o vindo do mar.
Outro dia, acordei com uma saudade imensa a qual não
soube identificar de quem ou de quê, lembrei-me do banzo
dos negros, sua imensa tristeza, ao aqui aportar — saudades
95 da África — suas origens. À noite, passeando pelas estantes
de uma livraria, comprei pela 2ª ou 3ª vez, “Os Exilados de
Capela” de Edgard Armond.
Hoje, ao relê-lo, sentí a origem da saudade: Capella, e
compreendí que as duas primeiras raças humanas — a
Adâmica e a Hiperbórea são Capellinas, nunca encarnaram
na Terra. A Hiperbórea, andrógina como a Adâmica,
reproduzia-se por cissiparidade e sua população total só
atingiu ao total de 9 membros.
Somos descendentes da ousadia de um só Capellino
Hiperbóreo. Na terra, teve seqüencia a jornada da 1ª raça
terrestre: a Lemuriana, já dividida entre Homem e Mulher.
Os outros oito Capellinos, reticentes na experiência daque-
le seu irmão, só concordaram com a sua ousada fragmen-
tação Divina, fora de Capella, tendo sido então criado e para
tal fim designado, o nosso Sistema Solar.
Não por acaso com nove Planetas e um Sol! Dizem também
os textos sagrados Védicos, que a nossa jornada no Sistema
Solar, não se iniciou pela Terra, antes passou por Vênus,
Marte e pela nossa Lua. Esta, seria a quarta ronda, assim
designada, cada etapa do retorno, à unificação.
Daí a aparente confusão existente entre nós, concernente
ao Deus Uno, O que Foi, É, e Sempre Será e o nosso
Idealizador. Embora estejamos todos sob o abrigo do
Criador de Tudo e de Todos, nossa existência foi fruto da
ousadia de um só de seus filhos hiperbóreos.
Por isso o Deus Uno se mantém Transcendente e
Imanentemente observando, sustentando e iluminando
nossa existência, embora dele também façamos parte pela
filiação de terceira geração.
Um dia o banzo de nossa origem, pois os negros são os
96
únicos remanescentes da raça lemuriana, aquela imensa tristeza
nostálgica — a Saudade — será eliminada, pela unificação
em Capela, com nosso Idealizador.
Aí, começará então, a Saudade das outras partes que
ainda não se uniram, até o dia em que a mesma Saudade
que me acometeu, se espalhe entre todos os remanescentes
ainda alheios à ela.
Que a brisa Cósmica a todos acaricie!

Ot Manu
1 - Khrishna, Zoroastro, Buda (Sidharta Gautama), Moisés, 20 - Vide o filme de Steven Spielberg, diretor americano, de
Abraão, Elias, Cristo, Maomé, etc.. etnia israelita, “Caçadores da Arca Perdida”, que, sem
2 - Do original Grego: A Revelação, O Descobrimento, nada subterfúgios, mostra a busca de Hitler, pela Arca da Aliança,
de cataclísmico, etmologicamente, como se pode aferir. começando pela China, continuando pelo Tibet e finalizan-
do no Egito, (todos, notáveis berços de conhecimentos místi-
3 - Nicholas K. Roerich (1874/1947) - Legado da Grande cos) como que querendo demonstrar que tudo o que serve
Fraternidade Branca, liberou-nos esta faceta, que estava, para o bem, serve também para o mal, ou seja, ambos con-
até então, oculta do público. tribuem para a evolução da humanidade. Mostra, igual-
4 - Sal, nitratos, fosfatos, ferro, zinco, magnésio, etc.. mente, que a luta pelos nossos ideais nunca deve esmore-
cer, sejam eles quais forem!
5 - Um dos vários nomes da individualidade que
corresponde à uma personalidade-Alma encarnada, outros 21 - A Ordem do Thule foi sua senda iniciática. E, onde
conhecidos são: Mônada, Centelha Divina, Mestre Interior, havia Luz, hoje há trevas; igualmente, onde haviam trevas,
Espírito, etc.. hoje há Luz, quadrados brancos e negros, lembra-se?

6 - Vide O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, várias 22 - Não se pretende formar magos em magia negra, assim,
editoras, para compreender o relacionamento com os só conceitos básicos ao entendimento de sua criação, são
espíritos e outras entidades astrais. aqui apresentados, para desmistificar-se o inferno.
7 - Um Ser de planos superiores da evolução, só consegue 23 - Há magos e Magos, raríssimos, tem a habilidade e a
transmitir conhecimentos e sabedoria, que tenham sido previa autorização para mover céus e terras e, mesmo assim,
e antecipadamente assimilados na consciência objetiva de empalidecem, face ao poder de síntese destes meios de
um corpo encarnado, daí a intensa preparação de Jesus, comunicação.
desde antes de seu nascimento e, após, como discípulo de
Mestres, visando a futura vinda do Cristo Planetário. 24 - Imagem extraída de clássicos da mitologia Grega.

8 - Na história da Criação, já foram criadas cinco raças: 25 - Chamaremos de Anjos, aos que cuidam dos humanos
a Adâmica, a Hiperbórea (ambas extintas), a Lemuriana e de Devas (designação homônima em Sânscrito), aos que
(os Povos de pele escura são seus remanescentes), a cuidam da Natureza, ambos, seres celestiais que nunca
Atlante (Orientais, Semitas, Índios, Ciganos, etc., são seus encarnaram ou encarnarão.
remanescentes) e a Ariana (Povos de pele branca são seus 26 - Antes que você se imagine tal qual um homem das
representantes). cavernas, pré-histórico e pagão, adorando o Sol, o fogo, o
9 - Moisés, pode ser considerado um Xamã, da tribo de raio e a Lua, lembre-se que todas as religiões, baseiam seus
Judá, sem nenhum sentido depreciativo. eventos mais importantes — os móveis — em datas de Lua
cheia, ou nova, que antecede, corresponde ou se segue à
10 - Vide A Reencarnação na Bíblia, de Hermínio C. de um evento Solar: a Budista: o ano novo lunar corresponde
Miranda - Ed. Pensamento/96. ao nosso carnaval (com um ciclo lunar de variação, conforme
11 - 4 horas após Alexander Graham Bell ter protocolado o ano), a Cristã: o Natal corresponde ao Solstício de Inverno
seu pedido de patente do telefone, no Registro de Patentes (hemisfério norte), o carnaval, ocorre na Lua Nova que
dos EUA, outro idêntico lá deu entrada; na semana ocorre 40 dias antes da Lua Cheia que se segue ao eqüinó-
seguinte, mais 400 pedidos similares, lá deram entrada. cio Solar da primavera (hemisfério norte), a Judaica acom-
panha a Páscoa Cristá (com um ciclo lunar de variação, con-
12 - V ide O Livro dos Fatos, de Isaac Asimov - Ed. forme o ano) e o Islamismo tem o Ramadan, designado à
Nova Fronteira/81 - Esgotado. partir do calendário Lunar. Como se pode ver, todas elas
13 - Vide O Herói das mil Faces, de Joseph E. Campbell possuem uma contrapartida humana, ou sobre-humana: um
- Ed. Palas Atenæ/94 Santo, um Salvador, um Messias encarnado, uma Virgem,
para justificar a comemoração religiosa. Nenhuma, abre os
14 - Vide Judaism and the Origins of Christianity - David Grandes Mistérios ao seu devoto mediano, embora todas elas
Flusser/Magnes Press/The Hebrew University /88, Kabbalah possuam ramificações mais eruditas: a Cristã tanto quanto a
e Êxodo, de Z’ev ben Shimon Halevi - Ed. Siciliano/92 e Judaica, tem a Qaballah, e a Islâmica tem o Sufismo. Acorde
Doutrina Secreta, de H. P. Blavatsky - Ed. Pensamento/94 e reflita!
15 - Para permitir o livre fluxo de energias canalizadas pelos
27 - Dizem os Textos Sagrados dos Vedas, que na seqüencia
centros energéticos do corpo humano.
ascencional de um Ser Cósmico, após uma encarnação,
16 - Há Mantras e Mantrans Védicos, palavras Sagradas e mesmo que temporária, como um Bodisathva, na próxima,
orações Ídem, mas com finalidades Cósmicas específicas. ao retornar, virá Ele, no estado Búdico, ou seja, como um
Buda, todo Iluminado, este é o caso do Cristo Planetário
17 - A Terra possui Chakras, ou Centros de Energia, possui
incorporado em Jesus e agora de seu próximo retorno.
coração que pulsa, sistema linfático e sanguíneo, etc..
28 - A célebre fala de Cristo: “Eu sou o Caminho, a Verdade
18 - Tudo o que temos e recebemos, de nosso agrado ou
e a Vida, ninguém vai ao Pai senão através de Mim” é final-
não, literalmente cairam do Céu; nossa única posse,
mente esclarecida, pois, a Mais Alta Hierarquia da Grande
repetimos, é a nossa bagagem espiritual.
Fraternidade Branca, à qual Ele pertence, e da qual agiu
19 - Daí o ditado popular: “Que Deus me defenda dos como Legado que era a 2.000 anos, responde pela evolução
amigos, que dos inimigos me defendo eu!” da Humanidade na mãe Terra, desde a raça Lemuriana!
Tudo o que vivenci-

O t
amos no corpo, na mente e
na Alma, é parte desta
imensa Celebração da Vida,

M a n u
pois as coisas mais impor-
tantes não nos são ensi-
nadas nas escolas, e sim,
vividas, cotidianamente.

Experimenta-se rebeliões
íntimas, toda vez que
adotamos a letra e as
interpretações humanas, em
vez daquela voz silenciosa
e interna, que nos diz outro
ser o caminho de nós
esperado.

D
É a voz da Liberdade.

E
Não daquela prisão que
subjuga nossos corpos,

S
acorrenta nossas Almas e,

C
que nos venda os olhos à
realidade circundante.

O
Afinal, se assim foi

B
escrito pelo Criador, que se

E
Cumpra!

R
D E S C O B E R T A S

T
A
S

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