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POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO TOCANTINS

REGIMENTO INTERNO DA FORÇA TÁTICA

PALMAS – TO

2019
REGIMENTO INTERNO

REGIMENTO INTERNO E DOUTRINÁRIO DE FORÇA TÁTICA

CAPÍTULO I

DA DESTINAÇÃO E DA ATRIBUIÇÃO

Seção I

Da finalidade, destinação e subordinação

Art. 1º - A FORÇA TÁTICA (FT) é uma subunidade dentro das Unidades - UPMs
Operacionais da PMTO e destina-se aplicação de recursos administrativos,
operacionais, humanos e materiais ao policiamento repressivo, ostensivo e
preventivo na modalidade de patrulhamento tático especial. É operacionalmente
subordinada aos Comandantes das respectivas UPMs e tem como missão
principal as ações de patrulhamento tático no atendimento de ocorrências de
maior complexidade e outras que fujam do cotidiano normal da UPM.
§ 1º - O presente Regimento estabelecendo preceitos para o perfeito
funcionamento da Força Tática, de acordo com a legislação vigente.

§ 2º - A subunidade de Força Tática é composta por policiais com Curso


de Força Tática (CFT), divididos por equipes, que deverão conter quatro policiais
militares, excepcionalmente três, para veículos de quatro rodas, de forma a
proporcionar maior segurança para os operadores e para a comunidade.

Art. 2º - A Força Tática atuará dentro da circunscrição da sua Unidade, podendo


deslocar-se para apoiar outras áreas, desde que autorizados pelo grande
comando ao qual são subordinados.

Art. 3º – Cabe ao Comandante de Unidade designar, preferencialmente, um


Oficial com Curso de Força Tática (CFT) para o comando, coordenação e
controle do efetivo da Força Tática, na não designação de oficial com CFT na
unidade, o graduado mais antigo, com curso de Força Tática coordenará as
ações operacionais sob o comando de um oficial designado para a função.

Art. 4º – O Comandante da Força Tática deverá proporcionar ao seu efetivo


condições para a realização periódica de atividades físicas e aperfeiçoamento
da técnica policial, bem como, incentivar a busca pelo conhecimento no que diz
respeito às ações e atividades de patrulhamento tático existentes na área de
segurança pública.

Seção II

Das Atribuições da Força Tática


Art. 5º - A Força Tática tem por circunscrição toda área da UPM a que pertence
e a critério do Comandante Geral, como FORÇA TÁTICA ESTADUAL, atuará em
todo Estado do Tocantins.

Parágrafo Único – A critério do Comandante Geral, poderá ser designado um


coordenador estadual da Força Tática, sendo que este deverá ter o Curso de
Força Tática.

Art. 6º - Incube à Força Tática:


I – Realizar o policiamento tático-ostensivo nas áreas urbanas e rurais dentro
da circunscrição de sua Unidade, apoiando as equipes de área nas
ocorrências;

II – apoiar outras Unidades quando solicitado, em caso de grave perturbação


da ordem, devidamente autorizado pelo seu respectivo comandante da UPM;

III – Realizar ações ostensivas e preventivas de saturação, recobrimento e


repressão ao crime organizado;

V – realizar, excepcionalmente, operações com cães;

VI – atuar em eventos esportivos e culturais, realizando o patrulhamento


tático;

VII – realizar operações de choque ligeiro, intervenção em estabelecimentos


prisionais, cerco e bloqueio, reintegrações de posse e manutenção da ordem
em ambientes conflagrados;

VIII – realizar o policiamento de divisas, no combate aos crimes fronteiriços


de sua circunscrição;

IX – outras ações de intervenções táticas, excetuando as intervenções


características da Companhia Independente de Operações Especiais - CIOE.

CAPÍTULO II

DA ORGANIZAÇÃO E DA ESTRUTURA

Seção I

Da Estrutura

Art. 7º - A Força Tática, subunidade pertencente às unidades operacionais da


PMTO, terá a seguinte composição:
I – Comandante da Subunidade de Força Tática;
II – Auxiliar da Subunidade de Força Tática;
III – Equipes Operacionais;
Art. 8º - Dentro da estrutura organizacional da Unidade Operacional, a Força
Tática poderá formar uma Companhia ou um Pelotão, neste caso, poderá estar
subordinada a uma Cia Operacional da UPM.

Parágrafo Único - A subdivisão da Força se dará da seguinte forma:


I – Sendo a subunidade uma Companhia, esta será formada por Pelotões de FT
Barca, Pelotão de FT Cães e Pelotão de FT Motos, conforme existir na UPM;

II - Sendo a subunidade um Pelotão, este será formado por Grupos de FT Barca,


Grupo de FT Cães e Grupo de FT Motos. Os Grupos serão formados por Equipes
de FT Barca, Equipe de FT Cães e Equipe de FT Motos.

Seção II

Das atribuições do Comandante da Subunidade

Art. 9º - Cabe ao Comandante da Subunidade de Força Tática:

I. Coordenar e Controlar as atividades da Força Tática;

II. Repassar ao Comando da Unidade sobre quaisquer alterações, bem


como se inteirando das determinações diárias;

III. Exercer as funções de TÁTICO COMANDO;

IV. Proporcionar a realização de instruções para o efetivo da Força Tática;

V. Assessorar o comandante de unidade em questões técnicas/operacionais


pertinentes as atividades de patrulhamento tático,bem como, representa-
lo, quando requisitado;

VI. Fiscalizar e orientar o efetivo da Força Tática primando sempre pela


manutenção da hierarquia e disciplina, e o respeito a este Regimento e
demais normas pertinentes;

VII. Conceder entrevistas aos veículos de comunicações, quando autorizado


pelo comandante de unidade, sobre ocorrências atendidas pela Força
Tática, conforme diretrizes da Assessoria de Comunicação da PMTO;

VIII. Promover a autoestima elevada, através do reconhecimento e valorização


do efetivo elevando a moral da tropa para a qualidade total do
cumprimento de ordens do Comandante da Unidade;

IX. Zelar pelas condições dignas de trabalho de seus comandados, bem


como, estimular eventos socioculturais, adequações técnicas e
doutrinárias e o bem-estar geral da tropa.

Art. 10 – A Força Tática atuará no patrulhamento tático em viaturas com quatro


rodas, denominadas “Barcas”, como são conhecidas no patrulhamento tático
especial, que deverão ser camionetes ou camionetas, com tração 4x4, com
cubículo e equipamentos ostensivos necessários.

Art. 11 – As Unidades poderão dar origem à Força Tática voltada ao patrulhamento


em motocicletas específicas para a atividade de patrulhamento tático em duas
rodas, sendo que estas deverão possuir no mínimo 660 cilindradas, visando
maior agilidade nos deslocamentos.

§ 1º - Para o Policial Militar operar na Força Tática em motocicletas, é necessário,


o voluntariado, ter o Curso de Força Tática juntamente com Curso de Pilotagem
de Alto Risco ou qualquer curso tático de Motopatrulhamento.

§ 2º - O patrulhamento será feito com 04 (quatro) policiais, sendo 02 (dois) em


cada moto, formando assim, os quatro policiais e duas motos uma só equipe, ou
seja, devendo sempre fazer o serviço de patrulhamento tático-ostensivo, juntos,
sendo vedada a dissolução da equipe para patrulhar áreas diferentes ao mesmo
tempo.

Art. 12 - As Equipes operacionais serão comandadas por Tenentes,


Subtenentes e Sargentos e, na falta destes, por um Cabo mais antigo, todos com
Curso de Força Tática e seguirão a seguinte composição básica geral:

I – EQUIPE DO TÁTICO-COMANDO, tendo como comandante o Oficial


coordenador direto que controla e fiscaliza as atividades operacionais, sendo o
chefe do serviço na execução das ordens e diretrizes do comando; ministra e
acompanha instruções para a tropa, bem como, atua diretamente em
ocorrências pertinentes ao ofício de Força Tática.

II – EQUIPE DO TÁTICO-NOVENTA, tendo como comandante um Sub Ten ou


SGT do QPPM mais antigo na subunidade. Este é o auxiliar direto do Oficial
TÁTICO-COMANDO e, eventualmente, o substitui em seus impedimentos;
monitora instruções, fiscaliza condutas, posturas, chamadas, apresentações
pessoais e demais situações que envolvam o restante da tropa nos serviços
diários das equipes de Força Tática.

III – EQUIPES DE FORÇA TÁTICA, composta por 04 (quatro) policiais militares,


excepcionalmente por 03 (três). Será sempre comandada por um graduado.

CAPÍTULO III

Seção I

Do Curso e Estágio de Força Tática

Art. 13 - O Curso de Força Tática será baseado na Matriz Curricular


estabelecida, cabendo a Unidade fazer o planejamento e apresentar o plano de
curso para apreciação da DEIP - Diretoria de Ensino, Instrução e Pesquisa.
Art. 14 - O Curso de FT é pré-requisito para que o policial militar possa operar
na equipe de FT, sendo exigido do policial militar o voluntariado, a capacidade
de realizar trabalho em equipe, bom preparo físico, controle emocional e lealdade
a este regimento interno e demais normas que regulam as atividades da Força
Tática.

Art. 15 – Os Policiais Militares que não possuírem o Curso de Força Tática, mas
que são detentores de outros cursos de patrulhamento tático em veículos de
quatro rodas, poderão compor as equipes de Força Tática, após comprovação
do referido curso e mediante a aplicação de estágio operacional supervisionado
na Força Tática da PMTO, com duração mínima de 15 dias e máxima de 30 dias.

Parágrafo único – Depois de concluído esse período, será avaliado pelo


Comandante da Força Tática, pelos integrantes das equipes a qual o estagiário
operou e por fim, passará pelo crivo do comandante da Unidade, para que só
então possa fazer parte das equipes.

Art. 16 - A escala para o estágio de adaptação será de 12X24, pois desta forma
terá contato com todas as equipes, e passará por todas as funções do banco
traseiro da viatura, tendo início como 4º ou 5º homem, frisando que deverá ser
avaliado por todas as equipes, inclusive pelo TÁTICO-COMANDO, onde se
verificará se estará apto a integrar o grupo de forma definitiva.

Parágrafo único – O Policial Militar que por algum motivo esteve afastado por
mais de 6 (seis) meses da atividade fim de Força Tática, passará pelo estágio
de adaptação conforme o caput deste artigo.

Art. 17 - Para a matrícula no curso, dentre outras exigências pelo respectivo


plano, o policial militar deve:
I – Possuir, no mínimo, 02 (dois) ano de efetivo serviço policial militar atuando
na área operacional;
II – Estar, no mínimo, no bom comportamento;
III – Ser considerado apto no exame de saúde;
V – Ser considerado apto no exame de capacidade física;
VI – Ser considerado apto no exame psicológico, na forma da lei e do edital do
curso
VII – Possuir Carteira Nacional de Habilitação, no mínimo, categoria “B”.

CAPÍTULO IV

DAS CARACTERÍSTICAS DA ATUAÇÃO DA FORÇA TÁTICA

Seção I

Da Viatura de Força Tática

Art. 18 – As viaturas de quatro rodas da Força Tática deverão ser camionetes


ou camionetas, com tração 4x4, equipada com para-choque de impulsão (Mata
boi) e equipamentos ostensivos necessários.
§ 1º - As viaturas da Força Tática possuirão plotagem comum às outras viaturas
da Unidade, com inscrição do nome do grupo e o respectivo brasão. Em viaturas
o brasão será fixado na tampa traseira, nas portas traseiras e no capô do veículo.
O nome “FORÇA TÁTICA” virá no capô, para-brisa, vidro traseiro e nas portas
logo abaixo do brasão.
§ 2º - Excepcionalmente, a Força Tática poderá utilizar automóveis de pequeno
porte.

Seção II

Do Fardamento

Art. 19 - A Força Tática atuará com a farda operacional de combate na cor cáqui
(4ºA), tarjeta de nome com fundo branco com letras pretas, tipo sanguíneo em
vermelho. Com cinto, coldre e coturnos pretos, com o diferencial do uso da boina
preta ou gorro de selva cáqui, braçal com o brasão da FT e a denominação do
grupo.
I - O braçal será usado no braço esquerdo; fabricado em couro;
sobrepostos a ele conterá o brasão do grupo e o nome “Força Tática” abaixo,
em letras de metal inox;
II - A capa do colete balístico ou colete tático deverá ser na cor cáqui,
seguindo a cor da farda da PMTO;
III - O brevê da Força Tática deverá ser o único a ser usado na farda de
FT, exceto aqueles que não têm o CFT, esses deverão usar o brevê do seu
respectivo curso de patrulhamento tático em veículo de 04 (quatro) rodas para
colocá-lo na farda. Portanto fica vedado o uso de mais de 01 (um) brevê sobre a
farda e o colete do patrulheiro de Força Tática;
IV - No braço, oposto ao do braçal, fixará somente 01 (uma) manicaca;
V - Fica vedado o uso de fundos pretos (velcros), de tamanho desigual ao
tamanho do brevê ou tarjeta de nome;
VI - Fica vedado, o uso da bandeira do Estado e do Brasão da Polícia, em
tamanho e material que não sejam o estipulado pelo regulamento de uniformes
da PMTO;
VII - Fica permitido o uso das divisas confeccionado em material
emborrachados desde que todos da equipe sigam o mesmo padrão;
VII - O coldre da arma de fogo ficará na cintura, podendo ser em polímero
ou couro, sendo vedado o uso de coldre de perna;
VIII - A cobertura padrão da Força Tática é a boina preta e o gorro de
selva cáqui, cabendo ao comandante da equipe decidir o momento que ambos
serão usados;
IX - O coldre da arma de fogo ficará na cintura, podendo ser em polímero
ou couro, sendo vedado o uso de coldre de perna;
X - É permitido o uso de porta objetos acoplados na capa de colete;
XI - Em ambiente rural ou em abordagem estática, a equipe de Força
Tática poderá utilizar o gorro caçador na cor cáqui;
XII - Fica permitido o uso de balaclava (na cor preta), em situações que a
natureza operacional exigir, como por exemplo na condução de presos de alta
periculosidade, ou a critério do comandante da equipe. Para tal, todo Militar
deverá conduzir todas essas coberturas em seu bornal.
Seção III

Do Uniforme de Treinamento Físico Militar

Art. 20 - O uniforme para o treinamento físico militar será na cor preta, a camiseta
com manga curta ou longa, ou regata e o short.
I - Na parte traseira da camiseta terá estampado o brevê da Forca Tática
juntamente com a frase “POLÍCIA MILITAR” na parte superior ao brevê,
com o texto curvado, e na parte inferior ao brevê a escrita “TOCANTINS”
com texto reto.
II - A fonte de todos os textos será a STENCIL.
III - A cor da estampa, da parte traseira da camiseta, será na cor cinza.
IV - Na parte frontal da camiseta conterá o brasão com tamanho de 9cm
na altura do lado esquerdo do peito, e do lado direito a numérica com 7cm
de altura na cor branca.
V - O short terá o brasão com 7cm e a numérica com 5 cm, na cor branca.
VI - O tênis deverá ser em cor discreta, preferencialmente preto, e a meia
branca.

Seção IV

Da Apresentação Pessoal
Art. 21 – Visando preservar a imagem da Força Tática, o cursado no CFT, que
esteja operando ou não, que não zelar pela sua postura e compostura estando
em outras frentes de serviços ou de folga, será submetido a avaliação do grupo
de FT de sua unidade - ou na falta, por de outra unidade - através de decisão
dos membros, onde terá suspenso, temporariamente, o direito e a honra de
ostentar em seu fardamento o brevê, a manicaca, ou qualquer outra insígnia que
leve o nome "Forca Tática" por um período determinado. Devendo para o retorno
ao uso ser avaliado pelos membros da subunidade de Força Tática.

I - A manga da gandola, ao ser dobrada, deverá ficar totalmente velada,


por baixo do braçal.
II - O florão da boina deverá seguir o padrão do regulamento de uniformes,
ficando vedado o uso do mesmo afixado ao centro da testa
III - O operador de FT poderá usar relógio - do tipo militar - na cor,
predominantemente, preta.
IV - O corte de cabelo, padrão, é no máximo na máquina 1,5 na parte
inferior e 3 na parte superior capilar, podendo ser mais baixo que o especificado.
V - Fica vedado o uso de anéis (salvo aliança), cordões, pulseiras e
qualquer tipo de objetos de uso estético.
VI - É vedado o uso de óculos escuro, lentes especiais de escurecimento
ao sol a qualquer dos integrantes da equipe, exceto com prescrição médica.
VII - O comandante da equipe poderá autorizar o motorista da viatura,
mesmo sem prescrição médica, a fazer uso dos óculos de lentes escuras, em
deslocamentos por rodovias e estradas.
VIII - O militar de serviço deverá estar barbeado, farda limpa e passada,
coturnos engraxados, fivelas limpas e boina escovada.

Seção V

Do Patrulhamento Motorizado

Art. 22 - A velocidade da viatura no patrulhamento deve ser de 20 km/h para que


tudo possa ser observado com detalhe e compreendido pelo policial militar.

§ 1º - A atenção dos homens deve estar voltada para sua zona de atuação.
Durante o patrulhamento, as janelas da viatura devem estar sempre abertas para
permitir melhor visualização e agilidade.

§ 2º - Com fortes chuvas que atrapalhem o patrulhamento, a equipe estaciona a


viatura em local coberto e visível ao público, desembarca e os integrantes, com
postura e de forma marcial, se posicionam de maneira que não comprometa a
segurança da equipe.

Seção VI

Da canção da Força Tática


Art. 23 - A canção oficial da Força Tática é a canção da infantaria do Exército
Brasileiro, e será entoada em formaturas e desfiles durante a marcha do
grupamento.

Seção VII

Da Apresentação

Art. 23 - Nas apresentações de tropa durante a tomada de posição de sentido o


Militar de Força Tática fará de punhos cerrados simbolizando a união do grupo,
bem como em desfiles e formaturas a Força Tática marchará sempre com os
punhos cerrados.

Seção VII

Do Brevê, Do Brasão e Do Braçal

Art. 24 - O brevê ou distintivo do curso de Força Tática será usado na farda pelos
policiais militares que concluírem com aproveitamento o referido curso, devendo
ser fixado do lado direito do uniforme acima do bolso, conforme prescrições do
Regulamento de Uniformes da PMTO. O brevê metálico a ser usado no uniforme
tergal será totalmente dourado.

Parágrafo Único - Simbologia do distintivo do curso (brevê). O brevê, em sua


totalidade, representa a glória alcançada para aqueles que ousaram e
conquistaram o status de “Taticano/Aguiano” ao concluir o Curso de Força
Tática. Obedecidas às prescrições do Regulamento de Uniformes da
PMTO.

I - Descrição heráldica do brevê:

a. O escudo: representa a proteção, tanto do policial militar, quanto a


proporcionada à sociedade. Ao centro uma figura composta por uma águia
estilizada e um raio formando as letras “F” e “T” alusivas ao grupamento tático,
e logo acima a escrita “Força Tática” denominando o grupo.
b. A águia estilizada: representa o grupamento, e significa o olhar
preciso/cirúrgico do operador de FT e aprecisão e rapidez na captura,
características necessárias ao patrulhamento tático.
c. O raio: representa o patrulheiro tático, e significa a ação enérgica e célere,
atributos indispensáveis à atuação policial em ocorrências de alta complexidade.
d. Os ramos de louros: representam as vitórias nas operações bem-sucedidas.
e. A cor amarela: representa o ouro; e significa a inteligência e o conhecimento
técnico policial.
f. A cor vermelha: representa o sangue; e significa o patriotismo, o esforço, a
abnegação e o sacrifício da própria vida na defesa da sociedade.
g. A cor preta: representa as místicas do grupamento; e significa o
doutrinamento, a postura e compostura da Força Tática.
h. As medidas do brevê são: 90 mm de largura, por 35 mm de altura.

II - Simbologia do brasão: O brasão representa a Força Tática como uma das


armas da Polícia Militar no combate ao crime, trazendo em sua composição o
tradicional escudo das armas e os elementos exteriores semelhantes ao
preconizado no brevê

Art. 25 – O Braçal representa a gloria no Curso de Força Tática, é usado no


braço esquerdo, fabricado em couro; sobrepostos a ele conterá o brasão do
grupo e o nome “Força Tática”.

Art. 26 – O brasão, símbolo do grupo, será usado no braçal e na plotagem das


viaturas.

CAPÍTULO V

NORMAS DA FORÇA TÁTICA

Seção I

O Policial Militar Operador de Força Tática

Art. 28 – O policial militar que serve na FT deve possuir uma só tendência e um


só esforço: realizar-se, manter-se na experiência, devendo observar:
I - A existência de um sistema defensivo específico: “a ideologia da profissão”,
que se denomina de doutrina, onde se preserva o comportamento do homem,
pois o comportamento não digno irá influenciar negativamente na imensa
coletividade denominada FT, que reúne dezenas de policiais militares engajados
num trabalho comum em prol da sociedade.

II - O homem possui tendências inerentes para se realizar, seu organismo está


sujeito a influências do ambiente, sendo que na FT cada policial deve zelar pelo
seu comportamento. A vida é um fluxo de energia, o corpo não mente, através
de seu tom, cor, postura, movimento e vitalidade expressam o interior do policial.

III - Existem alguns padrões e normas a serem seguidos em relação à postura e


comportamento do policial que serve na FT, seja em lugares públicos ou não,
em deslocamentos com a viatura para atendimento a ocorrências ou
simplesmente no patrulhamento de rotina. Em todas as ocasiões, o policial é a
ponta de toda estrutura organizacional, sendo assim, seu comportamento deve
ser verdadeiramente padronizado.

IV - Os padrões de postura, compostura, legalidade e honestidade têm parcela


muito expressiva junto à comunidade.

Parágrafo único. O princípio básico para servir na FT é o voluntariado, é preciso


que o homem deseje servir. É necessário também que sua conduta familiar e
profissional seja quase que irrepreensíveis, pois o importante é o exemplo do
fazer.

Seção II

Composição da Equipe de FT

Art. 29 – A equipe de FT - Barca é composta por 04 (quatro) policiais militares,


excepcionalmente por 03 (três). Será comandada sempre por um ST, SGT, CB
mais antigo ou por um oficial subalterno quando se tratar da Equipe do TÁTICO-
COMANDO.

I - O primeiro homem (01): é o Comandante da Equipe. É responsável pelo


comando, coordenação e controle da equipe. A ele cabe toda a iniciativa para a
resolução das ocorrências, sendo assessorado pelos demais. Patrulha a parte
frontal da viatura e a retaguarda pelo espelho retrovisor direito. É o encarregado
das comunicações via rádio e com terceiros quando nas abordagens. Porta uma
arma longa, um DEC (quando disponível) e o celular funcional.

II - O segundo homem (02): é o Piloto (motorista) da Equipe. Responsável pela


viatura, sua manutenção e limpeza, bem como condução da barca. Terá a sua
disposição (uma espingarda Gauge 12 acompanhada de um bornal com
munições não letais (elastômeros) uma arma longa. É quem lança para o 01 e
equipe o caráter geral da barca.

III - O terceiro homem (03) (segurança): é o policial militar mais antigo do banco
traseiro. É responsável por realizar manutenção dos armamentos e acondicioná-
los na viatura antes da saída da base. Quando desembarcados, é o segurança
imediato do Comandante da Equipe. Patrulha a lateral esquerda e retaguarda da
viatura. Quando em patrulhamento é também responsável pela segurança do
motorista. Quando se fizer necessário, utilizará uma das armas longa da equipe.
Portará um rádio HT, na frequência contraria a da viatura. É quem lança o caráter
geral de todos armamentos e equipamentos da barca para o 01 e equipe.
a. Ao passar a situação da barca para a equipe, será obedecido a seguinte
ordem:
1º armamento longo;
2º armamento de porte individual;
3º equipamentos;
b. Na passagem de armamento e equipamentos, o 3º homem pedirá
permissão ao 01 para proceder com a passagem da situação da barca,
após autorizado, deverá ser passado: A quantidade de armamentos, o
modelo, o calibre, quantidade de carregadores, quantidade de munições
por arma e o status, isso para o armamento longo.
c. Em seguida, passará o armamento de uso individual, informando somente
o modelo das pistolas. Depois passará os equipamentos, no caso de
munições químicas, não há necessidade de passar os tipos de granadas,
basta informar que há um bornal químico na barca. Em seguida, passará
os demais equipamentos da viatura e ao final perguntará cada membro
da equipe se tem alguma alteração para informar.

IV - O quarto homem (04) (segurança): é o responsável pela escrituração da


documentação e anotações de alertas gerais. É encarregado da localização dos
logradouros no guia da cidade e responsável por servir água à equipe, esteja ela
em patrulhamento ou parada, para tanto, utiliza uma garrafa térmica de 5 litros e
um copo de alumínio. Quando se fizer necessário, utilizará uma das armas longa
da equipe. É quem lança os valores da barca e em seguida caráter geral de
veículos e ocorrências.
a. Ao passar a situação da barca para a equipe, será obedecido a seguinte
ordem:
1º o erário da equipe, informando o valor total da soma de todos e depois
o valor individual, seguindo a ordem do 01 ao 04.
2º caráter geral, ao informar as placas de veículos, passará somente os
dois últimos dígitos para a equipe.
b. O 4º Homem é o segundo da equipe a passar os dados, passará logo em
seguida que o 3º homem terminar, ao final perguntará cada membro da
equipe se tem alguma alteração para informar.
Será feito da seguinte forma:

V - O quinto homem (05) (estagiário): É o policial que está passando por estágio
operacional de adaptação das normas pertinentes a Força Tática da PMTO e
ficará sempre com sua arma coldreada quando embarcado.

Parágrafo Único: As equipes de FT Barca, caso atuem com 3 homens, o 3º


homem assume as funções do 4º homem ou conforme o Procedimento
Operacional Padrão da Força Tática.

Seção III

Equipamento e Armamento

Art. 30 – O Policial Militar da Força Tática usará como armamento primário uma
arma curta tipo pistola .40 ou outra autorizada pela PMTO, bem como deverá
portar como armamento secundário uma arma longa, até o calibre 7.62mm,
podendo munir-se de outros armamentos e equipamentos necessários
disponíveis para o desempenho da missão, como armas de tiro de precisão
conforme necessidade.
Parágrafo único. É recomendado que todos utilizem a mesma plataforma de
pistola para que seja possível uma troca de carregadores em caso de
emergência.

Art.31 - O armamento longo, devidamente acomodado em cabide na viatura,


deverá estar com status de: Municiado, alimentado e descarregado. As armas
longas deverão estar todas com status iguais de municiamento, alimentação e
carregamento, para que todos da equipe possam utilizá-las de forma rápida e
instintiva. O armamento ficará descarregado, pois é mais seguro em caso de
balançamento e capotagem da viatura uma vez que, para uma resposta rápida
de poder de fogo, em situação de equipe embarcada, a pistola em mãos é o mais
adequado.

Parágrafo único. Recomenda-se que as armas longas, exceto a de elastômero,


sejam todas do mesmo calibre.

Art. 32 - O Policial Militar traz consigo os equipamentos individuais no cinto tático


conforme descrito no POP FT.
I – Equipamentos obrigatórios:
a) 01 (uma) arma de porte tipo pistola com no mínimo 02 (dois) carregadores
sobressalentes;
b) 01 (uma) algema;
c) 01 (um) fiel (retrátil ou cordão);
d) 01 (um) canivete tático;
e) 01 (uma) lanterna tática;
f) 01 (um) porta carregador para 02 (dois) carregadores.

II - Durante o serviço, o Policial Militar deve portar:


a) Colete com proteção balística;
b) 02 (dois) pares de luvas descartáveis;
c) Caneta preta ou azul;
d) Cartão telefônico ou aparelho celular com créditos;
e) Identidade funcional e cartão de saúde;
f) Carteira Nacional de Habilitação – CNH;
g) Dinheiro para alimentação e gastos pessoais.
h) Arma longa.
i) Munições e carregadores extras (adicional);
j) Rádio transmissor portátil;
k) Cassetetes ou tonfas, quando possível.

III - Como equipamento complementar a Viatura deverá ter:

a) Dispositivo Eletrônico de Controle (DEC);


b) Equipamento para choque ligeiro (agentes químicos; um escudo cdc;
elastômero; Gauge 12; ...)
c)Fita de isolamento zebrada;
d)kit de primeiros socorros;
e) Equipamento luminoso para patrulhamento noturno;
f) Alicate de corte;
g) Cones
h) Aparelho GPS (Sistema Global de Posicionamento)
i) Fita zebrada.
j) Cones.
k) Cama de faquir.
l) Lona preta (Tamanho suficiente para cobrir a VTR em casos de acidentes)
IV - Pasta Individual contendo:
1) Regimento interno da FTPMTO;
2) Catálogo Mapa = guia da cidade (onde estiver trabalhando);
3) Mapa = carta geográfica do Estado;
4) Artigos de lei utilizados com frequência;
5) Registro de caráter geral = veículos roubados e/ou furtados;
6) Fichas de ocorrências;
7) Papel rascunho;
8) Caneta (s) preta (s) e azul (s);
9) Autorização de adentramento em domicílio;
10) Guia de recolhimento de preso (s);
11) Relação do (s) principal (s) Posto (s) de Saúde;
12) Telefones úteis;
13) Telefones dos Comandantes de Equipe e Oficiais da Unidade Policial
Militar;
14) Dicionário;
15) Fita crepe ou similar.
16) Bloco de notificação de trânsito;
17) Auto de remoção de veículos.

Parágrafo único. Depois de armada e equipada, a viatura, mesmo no pátio da


BASE-FT, deve ficar trancada ou com algum policial militar da equipe
próximo.Todos da equipe devem estar plenamente aptos a manusear qualquer
equipamento ou armamento da viatura.

Seção IV

Do Serviço

Art. 33 – O regime da escala de serviço dependerá das diretrizes do


Comandante da Força Tática, por determinação do Comando da Unidade
Policial Militar, uma vez que cada Unidade tem sua mancha criminal diversificada
de acordo com a sazonalidade setorial e eventual.

§ 1º - Após a revista da tropa e ajustes de escalas, feitos pelo TATICO-90 ou


Comandante de Equipe mais antigo, e presidido pelo TÁTICO- Comando, o
Oficial segue o programa de instrução previsto para o dia: educação Física,
limpeza, manutenção e equipagem das viaturas, higiene pessoal e limpeza do
equipamento individual.

§ 2º - As viaturas, após limpas e equipadas, são alinhadas no pátio, frente voltada


para o portão principal de acordo com o grau hierárquico dos Comandantes de
Equipe.
§ 3º - O TÁTICO-COMANDO, durante a preleção, informa as Equipes sobre as
respectivas áreas de atuação, bem como a relação de caráter geral. Ao final da
preleção recomenda-se a realização de um momento ecumênico, seguido de
oração de livre conhecimento, e em consequência a ORAÇÃO TATICANO.

Subseção I

Da saída da base

Art. 34 - A viatura não sai da base, em hipótese alguma, sem que esteja com a
equipe completa, mesmo em situações de manutenção, lavagem ou de qualquer
outra natureza.

I - Antes de sair da base, o Comandante de cada equipe faz uma inspeção


visual na viatura a fim de verificar se a mesma está equipada com todos os
armamentos e equipamentos necessários ao bom desempenho do serviço.

II - A saída das equipes é feita em comboio, liderada pela viatura TÁTICO-


COMANDO - ou quando não houver – pelo mais antigo, em direção as áreas de
patrulhamentos, e liberadas somente mediante ordem do TÁTICO-COMANDO
ou se não houver, o mais antigo.

III - O TATICO- COMANDO, via rádio, cumprimenta as equipes de FT e


RP que já estejam em patrulhamento e em seguida o SIOP/COPOM, passando
as áreas de ação e desejando “bom dia” e “boa sorte” para todos.

Subseção II

Das Comunicações Via Rádio

Art. 35 - Para rapidez Operacional, as Equipes comunicam-se diretamente com


o SIOP ou COPOM, preferencialmente via celular funcional ou 190 para pedidos
de informações sobre veículos, indivíduos suspeitos e confecção de Boletim de
Ocorrência.

I - A prioridade de comunicação é obedecida com rigor. Se uma Equipe


a solicita, todas as demais interrompem a comunicação, e somente o TÁTICO-
COMANDO cobra as informações necessárias.
II - A disciplina de FT é rígida, não sendo permitido qualquer tipo de
comunicação que não seja operacional, uso de nomes próprios de policiais
militares, etc., neste último caso somente codificado.
III - A rede aberta somente é utilizada para mensagens curtas, claras e
precisas. Comunicações longas ou administrativas, usa-se outro meio (telefone,
contato pessoal, etc.).
IV - A prioridade de comunicação é obedecida com rigor. Se uma equipe
a solicita, todas as demais se calam, e somente o TÁTICO-COMANDO cobra as
informações necessárias.
V - Quando outro policial militar, que não o comandante da equipe, atende
o rádio, identifica a equipe e depois identifica-se pela função que ocupa na
equipe.

Subseção III

Do Atendimento de Ocorrências

Art. 36 - A maioria das ocorrências atendidas pela FT são as deparadas durante


o patrulhamento. As ocorrências passadas via SIOP/COPOM são as de maior
gravidade, onde há necessidade do emprego imediato do maior efetivo,
armamento e treinamento da FT.
I - Em ocorrências simples, deparadas no patrulhamento (como
desinteligência ou acidente de trânsito sem vítima), as partes são orientadas a
aguardar a viatura de trânsito. A equipe de FT nunca se desfaz, age sempre
como unidade mesmo em ocorrências como de outras viaturas de área, e
desembarcados, ou seja, unidos uniformemente.
II - Em perseguição a pé, o policial militar nunca fica em inferioridade
numérica. Se os indivíduos fugitivos se dividem, imediatamente escolhe-se um
deles, este sendo detido pode levar os policiais militares aos demais.
III - Assim que a ocorrência é passada à equipe, se alguma estiver
próxima, informa ao SIOP e aguarda a autorização para o deslocamento. Mesmo
que outra equipe esteja também próxima, deve informar que irá apoiar a equipe.
IV - Tudo o que não puder ser legalmente resolvido no local deve ser
conduzido ao DP da área para a confecção de BO ou auto de prisão em flagrante.
V - A equipe nunca se envolve emocionalmente na ocorrência. Se alguma
das partes causar problema ou agredir verbalmente a equipe, simplesmente será
detida e conduzida por desacato, desobediência ou resistência.
VI - Em ocorrências violentas, a equipe deverá realizar a defesa própria e
a de terceiros.
VII - O policial militar, ao atirar, deve, mesmo no momento de extrema
tensão, cuidar para não atingir um inocente que possa estar ao fundo do
meliante. Nesta situação é preferível procurar abrigo e uma melhor posição para
o disparo.
VII - O policial militar quando ferido será socorrido ao pronto socorro mais
próximo. Havendo necessidade de internação, jamais ficará sozinho até sua
remoção ao hospital autorizado.
VIII - O militar deverá ter atenção redobrada a todas as pessoas que
entrarem na viatura, onde serão revistadas por policiais militares da própria
equipe, mesmo que já tenha sido feita por outro policial militar anteriormente.
Sempre que uma equipe deixa o patrulhamento para atendimento de ocorrência,
o Tático -Comando é imediatamente cientificado pelo Comandante da Equipe
que informa via rádio a natureza, local e destino. Sempre que se aproximar do
local de ocorrência, a equipe deve atentar para as proximidades, e não apenas
seguir cegamente para o local, pois os meliantes podem já estar evadindo-se e
as atitudes suspeitas revelam o ato. Neste caso, os dois seguranças podem
deter os suspeitos enquanto o restante da equipe averigua o local. Por isso é
importante a cobrança, junto ao SIOP, das características, roupas e veículos dos
indivíduos.
IX - No local da ocorrência, ter cuidado com as imediações, pois pode
haver delinquentes na escolta e proteção dos demais que estão praticando o
crime. Quando se entra em residência, firma ou qualquer estabelecimento onde
suspeitasse homiziarem-se criminosos, todos os homens utilizam coletes a
prova de balas.
X - Toda ocorrência é conduzida ao DPC e acompanhada pelo Tático-
Comando. Por diferenças de funções operacionais e para evitar problemas de
comando, se a viatura da área já estiver no local da ocorrência, as equipes de
FT não interferem no andamento do procedimento, a não ser que seja solicitado
seu apoio. Neste caso, mediante comando do Tático-Comando, as equipes de
FT assumem a situação e a tropa de área se afasta
XI - Mesmo no calor das partes em uma ocorrência, a postura da equipe
é sempre correta, firme e tranquila. Após a chegada da FT, cessam-se
discussões, brigas e palavras de baixo calão. É a imponência da equipe que
impede tais situações.
XII - O Comandante da Equipe é que conversa com as partes e decide o
procedimento a tomar. O motorista permanece próximo à viatura e atento ao
rádio. O 3º homem assume a segurança geral e o 4º homem acompanha o
Comandante da Equipe e faz anotações necessárias.
XII - Mesmo o Comandante da Equipe e o 4º homem estão sempre
atentos a todas as pessoas e detalhes e não apenas aos elementos da
ocorrência.
XIII - No DP é o Comandante da Equipe que apresenta a ocorrência ao
delegado plantonista. A postura da equipe é a mesma que em qualquer outra
situação. Se o tempo de permanência no DP for longo a equipe pode revezar-se
para descansar na viatura, pois o policial militar de FT não se senta nem
descansa em local público.
XIV - Havendo elemento detido, mesmo já apresentado ao Delegado de
Polícia, continuará sobre guarda da equipe até o término do procedimento ou
seu recolhimento a carceragem.
XV - Na apresentação de qualquer ocorrência ao DP é importante a
discriminação correta dos elementos. Ex.: qual indivíduo portava qual arma; qual
dos detidos que agrediu a vítima; qual dos indivíduos carregava o produto do
roubo, etc.
XVI - Mesmo na DP, não há relaxamento da segurança, pois havendo
tentativa de fuga de preso ou de resgate (invasão no DP), a equipe estará pronta
para a ação.
XVII - Dependendo do horário de término da ocorrência e condições das
testemunhas e vítimas, a equipe de FT pode conduzi-las a suas residências
mediante autorização do Tático-Comando, quando do retorno ao patrulhamento.
XVII - Sempre que uma viatura de FT for solicitada por outra e tendo esta
um superior, deverá toda equipe apresentação individual ao mais antigo da
equipe que solicitara.

Art.37 - Qualquer pessoa que entrar na viatura, mesmo solicitante, vítima


ou testemunha, deve ser rapidamente revistada para busca de armas, para maior
segurança da equipe.

Art. 38 - Todo policial militar fardado e viatura atraem a atenção do


público, por isso, todos os componentes da equipe policiam-se ininterruptamente
com relação a sua postura, palavras e gestos, mesmo no interior da viatura em
patrulhamento, não devendo em qualquer hipótese fazer brincadeiras, gestos
obscenos ou usar palavras de baixo calão, que possam ser observados por
alguém fora da viatura. Jamais jogar lixo ou objetos pela janela da viatura, gritar
para alguém longe da viatura, bem como, mexer com mulher. Não deverá
também permanecer sem cobertura, desabotoar a camisa, ou agir de maneira
contrária a tudo que caracteriza um profissional sério e respeitador.
I - Sempre que possível 02 (dois) policiais fazem a segurança da viatura
enquanto os demais estiverem distantes. Se a situação exigir, e somente 01 (um)
policial ficar na VTR, ele deve fechar portas e janelas, armar-se com
submetralhadora ou carabina e HT, e colocar-se em posição estratégica onde
tenha uma ampla visão e fique protegido. Não se admite que ninguém se
aproxime da VTR ou de si próprio para não ser tomado de assalto ou ser
surpreendido.
II - Todo policial militar, de qualquer Unidade, que se encontre durante o
patrulhamento é tratado com cordialidade por policiais de FT.
III - Nenhum serviço de interesse particular de qualquer um da equipe é
executado durante o serviço.
IV - Estando a viatura estacionada, e algum solicitante aproximar-se do
policial militar da segurança, este o encaminha ao outro segurança que está na
viatura. O segurança principal não desvia sua atenção dando informações ou
coisas do tipo.
V - A FT atrai admiradores e curiosos que costumam aproximar-se das
viaturas estacionadas. Devem ser tratados com educação e respeito, mas não
devem conversar com o homem da segurança principal, o policial militar que
conversar com estas pessoas, apesar de dar-lhes atenção (quando a situação
permitir, caso contrário são gentilmente convidados a se afastarem), não se
desliga do que ocorre ao redor. Estes civis não podem entrar na viatura ou tocar
em qualquer equipamento ou armamento. Podem ser convidados a visitarem a
BASE da FT, onde terão a atenção devida.
VI - A segurança da equipe somente é relativamente “relaxada”, quando
a VTR de FT estiver estacionada no interior de outro quartel da Polícia Militar, e,
mesmo assim, esta nunca ficará sozinha.
VII - Em qualquer logradouro que a viatura entre a equipe procura a placa
com o endereço, para pedido de apoio em caso de emergência.
VIII - Um policial militar de FT, nunca está sozinho qualquer que seja a
situação. Estarão em, no mínimo, 02 (dois) homens, seja em averiguação ou
ocorrência.
IX - A viatura de FT e sua equipe estão sempre prontas para a ação.
Mesmo estacionada, estará com o motor ligado e frente voltada para a saída. Se
consertando um pneu numa borracharia, o estepe será colocado enquanto o
outro é reparado.
X - Se alguma viatura estiver com problemas mecânicos, deverá ser
guinchada até a BASE, e será escoltada por outra equipe para sua proteção.
XI - Sempre que o motorista sair da condição de patrulhamento para
deslocamento, ele deverá dar um sinal verbal ou acelerando a viatura por duas
ou mais vezes, para que os seguranças se posicionem da melhor forma com os
braços no exterior da porta.
XII - Fica proibido o uso do cordão fiel de braço, sendo permitido somente
o fiel de cinto de guarnição para pistola, todavia, a equipe deverá operar com os
mesmos modelos de fiel para que aja uniformidade e padronização.

Seção V

Peculiaridades a serem observadas

Art. 39 - Peculiaridades a serem observadas durante o patrulhamento:

I - EM TRANSEUNTES:

a) Mudança repentina de comportamento (mudança de direção, param em casas


batendo palmas ou fingem chamar alguém, quando há mais de um e se separam,
agacham, correm, adentram o primeiro portão aberto que encontram, etc.);
b) Uso inadequado de tipos de roupas (uso de blusa no calor, moletom, mas por
baixo short justo que pode segurar a arma, etc.);
c) Casais abraçados, parados ou andando (olhar as reações da mulher se tem
fisionomia de quem está assustada, pode estar sendo vítima de algum crime e
atentar para as mãos do homem);
d) Homens portando bolsas de mulher;
e) Tatuagens típicas de cadeias e outros aspectos físicos (sangramentos,
marcas de tiro, roupas sujas, lesões que possam indicar escaladas de muros ou
rastejamentos, etc.);
f) Volumes na cintura, tornozelos e em objetos que portam (pochete, jornal,
revista, embrulho, etc.);
g) Pessoas que olham a Viatura por trás após a sua passagem; ou evadem ao
avistá-la;
h) Pessoas que ajeitam algo na cintura;
i) Pequenos volumes dispensados quando a Viatura está se aproximado;
j) Pessoas paradas que portam capacetes e não existe nenhuma motocicleta
estacionadas nas proximidades;
k) Pessoas reunidas em pontos comerciais próximo ao horário de fechamento.
l) Sempre observar as mãos dos suspeitos, principalmente, quando da
aproximação dos patrulheiros, pois é com as mãos que aqueles podem reagir
contra o policial (sacando alguma arma) ou dispensar algum objeto ou
instrumento de crime (porções de entorpecentes ou a própria arma);

II - EM VEÍCULOS:

a) Placas velhas em veículos novos;


b) Veículos sem placas;
c) Veículos novos em péssimo estando de conservação;
d) Arrancadas bruscas ou qualquer outra falta de cuidado ou zelo na condução
de veículo;
e) Excesso de velocidade e outras infrações de natureza grave;
f) Faróis apagados à noite; Casal no banco traseiro do veículo e o banco do
passageiro vazio;
g) Indivíduo conduzindo veículo e um (a) ou mais pessoa (s) no banco de
traseiro;
h) Condutores que sinalizam com o farol alto ao cruzar com a Viatura;
i) Táxi com passageiro e luminoso (“jacaré”) acesso; Veículos à frente da
Viatura que fazem uso constante de freios (luz de freio), sem necessidade
aparente;
k) Táxi com casal de passageiros em que a mulher vai ao banco de passageiros
dianteiro e o homem atrás;
l) Veículo com um passageiro apenas que está sentado atrás do motorista;
m) Pessoa com dificuldade de conduzir o veículo;
n) Em ônibus observar sempre a atitude de pessoas próximas ao cobrador e ao
motorista;
o) Incluir, nos veículos, tudo que possa ser observado em relação aos
transeuntes, já citado anteriormente.
p) observar capacetes dentro de veículos automotores, situações em que os
ocupantes possam estar usando o veículo para fuga.

III - EM ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS E BANCÁRIOS:


a) Atentar para as cercanias sempre com, pelo menos, algumas dezenas de
metros de antecedência (veículos mal estacionados com as portas abertas,
indivíduos em motocicleta, pessoas paradas à entrada do estabelecimento ou do
outro lado da via pública, pessoas que saem correndo de dentro do
estabelecimento, gritos e estampidos vindos do interior do local, etc.);
b) Ao passar pelo estabelecimento observar o local onde fica o caixa;
c) Observar o fundo do estabelecimento (balcões, portas, entradas), atentando
para atitudes
e expressões das pessoas;
d) Estabelecimentos vazios (especialmente à noite), quando ainda em
funcionamento;
e) Portas abaixadas parcial ou totalmente em horário comercial;
f) Pessoas carregando objetos, principalmente de madrugada;
g) Pessoas no caixa e outras aguardando em veículos;
h) Pessoas próximas ao vigia (guarda) do estabelecimento;
i) Os vigias (guardas) do banco com os coldres vazios ou todos juntos em um
dos cantos do local;
j) Em caso de averiguação nunca se deve parar a viatura em frente do
estabelecimento, pois se deve evitar deixar a equipe sem abrigo. Parar à
distância de uma quadra, anterior ou posterior ao local, para averiguações.

IV - EM CAIXAS ELETRÔNICOS:

a) Número excessivo de pessoas em seu interior;


b) Os mesmos procedimentos referentes aos estabelecimentos.

V - EM RESIDÊNCIAS:

a) Veículos parados de forma suspeita (mal estacionados, com portas abertas,


condutor aguardando no volante, parado ou estacionado com motor ligado,
chaves na ignição);
b) Portões e portas abertas;
c) Pessoas carregando objetos (aparelhos eletrônicos como TV, som,
computadores, etc.) para veículos ou mesmo a pé para dentro ou fora da casa;
d) Gritos e outros sons suspeitos vindos de dentro da própria casa;
e) Pessoas paradas na entrada da casa ou próximas a ela;
f) As suspeições podem indicar qualquer tipo de crime que pode estar ocorrendo
no interior da residência (roubo, furto, tráfico de entorpecentes, estupro,
homicídio, etc.).

Seção VI

Das observações ao Término do Serviço

Art. 40 - No final do patrulhamento o TÁTICO- COMANDO determina um local


para reunião das equipes, onde se verifica se tudo está em ordem para o
regresso à Base FT. Antes disso, pode-se também, mediante ordem, centralizar
o patrulhamento, ou seja, as equipes deslocam-se, em patrulhamento, para a
área central da Capital ou outra área determinada.

I - Na base, as viaturas são desequipadas pelos seguranças e


estacionadas em local próprio.
II - Os Comandantes de Equipes confeccionam os históricos dos relatórios
de patrulhamento (onde se consta todas as alterações do serviço) e demais
documentos que houver e encaminha tudo ao TATICO- Comando.
III - Após o material das barcas terem sido conferidos e entregue na
reserva de armas, e todos cientes das ordens para o serviço seguinte, as equipes
serão liberadas.

Seção VII

Dos Procedimentos Em Locais Públicos

Art. 41 - Durante o patrulhamento, sem novidades, a equipe pode parar para um


café, lanche ou ligeira refeição se não houver possibilidade de alimentação no
refeitório da OPM específica. Tal interrupção também é útil para que a equipe
“relaxe”, por alguns minutos, e alivie as tensões adquiridas durante o
policiamento.
I - O local escolhido deve ter boa aparência, não ser mal frequentado, está
situado em local que não oferece grande risco a equipe (próximo à favela, por
exemplo), e não estar muito movimentado.

II - Como em qualquer local ou situação em que a viatura for estacionar


(que não seja para atendimento de ocorrência) dá-se duas voltas (no mínimo)
nas imediações observando tudo e, após a certeza de que nada há de irregular,
a equipe desembarca.

III - Também como em qualquer outra situação de estacionamento, o


motorista para a viatura para que os seguranças desembarquem rapidamente,
sendo que um homem já assume a segurança geral e o outro retém o trânsito
para a manobra da viatura, que deve ficar sempre com a frente desimpedida e
voltada para a saída. A equipe divide-se e, enquanto a metade lancha, a outra
faz a segurança e fica atenta ao rádio.

IV - A primeira parte da equipe, ao entrar no estabelecimento


discretamente, observa todos para verificar se há algo suspeito. Também,
discretamente, observa o banheiro. Cuidado para evitar constrangimentos aos
fregueses.

V - Nos locais de lanche rápido (padaria, lanchonetes, etc.), os policiais


militares não se sentam ou se descobrem, mantendo sempre a postura peculiar
ao policial militar de FT. Procura se posicionar num local discreto e que ofereça
melhor visão da entrada e de todo o estabelecimento.

VI - Em situação de dobra de serviço ou ultrapassando-se a jornada de


trabalho prevista em escala, pode haver necessidade de uma alimentação mais
reforçada e neste caso pode-se fazê-lo num restaurante ou similar. É
conveniente que os militares ocupem um local reservado, separado dos demais
clientes, proporcionando assim um relaxamento maior aos policiais militares, que
poderão sentar-se e descobrir-se, no entanto, todas as medidas de segurança
são tomadas.

VII - Na saída, ao passar pelo caixa, coloca-se visivelmente sobre o balcão


dinheiro suficiente para a despesa, pedindo-se para que se cobre o que foi
consumido. Tratar com polidez e educação os funcionários, proprietário ou
gerente do estabelecimento comercial.

CAPÍTULO V

DAS PRESCRIÇÕES DIVERSAS E CONSIDERAÇÕES FINAIS

Seção I

Das Prescrições Diversas

Art. 42 – Fica considerada as normas de Força Tática, como sendo a viga-


mestra dos procedimentos operacionais, dentro dos parâmetros legais e
constitucionais vigente, estando a mesma descrita no Capítulo V desse
Regimento.

Seção II

CONSIDERAÇÕES GERAIS

Nenhum transeunte deve cruzar a área da abordagem, excetuando-se


quando não for impossível contornar (sempre há a possibilidade do “inocente”,
ser agarrado como refém). Neste caso, após rápida revista superficial à procura
de armas, realizada pelo Comandante da Equipe ou 3º homem (dependendo da
direção de onde venha o transeunte), deve passar o mais longe possível dos
suspeitos. A boa educação é fundamental, pois este tipo de ação, por mais bem
realizada e discreta que seja, causa constrangimento aos cidadãos, mas a
energia é sempre necessária, pois, uma atitude firme bem coordenada e treinada
impede que inicie uma reação que seria tentada se os policiais militares agissem
displicentemente ou com falta de atenção. Também é fundamental, postura de
cada componente da equipe. Os policiais militares devem sempre estar com o
corpo ereto, cabeça erguida e pernas afastadas, o semblante sério e a voz calma
e firme. Uma equipe bem treinada e com boa postura, por si só desestimula
reações e demonstração de contrariedade a abordagem e revista, por transmitir
alto grau de profissionalismo, conhecimento e adestramento.
Se surgirem situações em que um suspeito alegar impossibilidade física
de desembarcar, o comandante da equipe manda-o colocar as mãos para fora
do veículo, pela janela, e assim permanecer até que a equipe se aproxime e
verifique a veracidade. Mesmo assim, dentro das possibilidades, deve ser
revistado, bem como o local que ocupa no veículo. Algumas abordagens podem
ser menos “rigorosas” dependendo da situação (pessoas idosas, mulheres e
crianças, por exemplo, por despertar menos suspeitas, são utilizadas para
transporte de material ilícito, produto de crime, ou mesmo ainda, serem reféns).
Também neste caso pode permanecer no veículo, com o controle de suas mãos.
Se algo for constatado então, desembarcam para uma revista completa.
No local da revista aja apenas com o tempo necessário, mas sem pressa
para que nenhum detalhe importante possa escapar a atenção. Em se
constatando ilícito, arrolar testemunhas, se houver, e conduzir tudo ao DP da
área sem perda de tempo. Para a condução:
a) Se o ilícito for leve e não houver risco para a equipe ou populares, o
próprio responsável pelo veículo o conduz ao DP, “acompanhado de 02 (dois)
policiais militares”, e o restante dos policiais na viatura.
b) Caso contrário, os indivíduos são todos conduzidos “algemados na
viatura”, e somente em último caso o policial militar deverá conduzir o veículo de
terceiros.
É comum o suspeito perguntar o motivo da abordagem. Neste caso, o
Comandante da Equipe deve explicar o serviço e atitude da equipe. Cuidado com
suspeitos agressivos que recusam se submeter à revista e ameaçam a equipe,
podem ser simples ignorantes da atividade policial ou estarem tentando intimidar
os policiais militares, ou desviar sua atenção de algo escondido em seu veículo
ou vestes. A busca deve ser enérgica e educada, alertando todos para os “crimes
de desobediência, desacato e resistência”, por se oporem ao exercício
discricionário do poder de Polícia e à vistoria realizada. Em locais abertos, um
dos policiais deve estar alerta à segurança geral.
ORAÇÃO DO TATICANO

Oh! Senhor dos exércitos


Fazei com que o taticano permaneça
Perseverante, destemido e audaz
Para o perigo enfrentar
A qualquer hora do dia dou da noite
Em área urbana e rural
E ainda que ande pelo vale das sombras
Não temerá mal algum
E assim agradecer
Por ser digno de tal glória
Sua presença nos trás esperança
E é uma benção
Poder servir e proteger a sociedade
Mesmo com sacrifício da própria vida
Agora e para sempre
Amém.
Tático!

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