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Central de Concursos / Degrau Cultural TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

TRE
TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

Matéria Básica
 Português
 Informática
 Noções de Direito:
• Constitucional
• Administrativo
• Eleitoral
 Noções de Administração Pública
Eventuais erratas e complementos referentes a
esta apostila estarão disponíveis em nossas
unidades e no site.

RIO DE JANEIRO
JANEIRO
CINELÂNDIA
CINELÂNDIA: Praça Mahatma Gandhi, 2 / 2º andar * (21) 2279-8256
CENTR
CENTRO O : Rua da Alfândega, 80 / 2º andar * (21) 3970-1015
COPACAB
COPA ANA
CABANA
ANA: Av. N. Sra. Copacabana, 807 / 2º andar * (21) 3816-1142
MADUREIRA
MADUREIRA: Shopping Tem-Tudo / Slj 18 * (21) 3390-8887
MÉI
MÉIEE R : Rua Manuela Barbosa , 23 / 2º andar * (21) 3296-8857
NITERÓI
NITERÓI: Rua São Pedro, 151 / Sobreloja * (21) 3604-6234
SÃO PPA
A ULO
SÃO PPA
AULO
ULO: Rua Barão de Itapetininga, 163 / 6º andar * (11) 3017-8800
SANT
SANTOO ANDRÉ
ANDRÉ: Av. José Cabalero, 257 * (11) 4438-8777
SANT
SANTOO AMAR
AMARO O : Av. Santo Amaro, 5860* (11) 5181-2221

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TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL Central de Concursos / Degrau Cultural

TRE
TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL

Matéria Básica

Editora Executiva
Andréa Martins

Supervisão Metodológica e Didática


Márcia Nogueira

Diagramação e Revisão
Sônia Oliveira
Rodrigo Nascimento

Revisão Final
Priscila Oliveira

Capa
Marcelo Fraga

Proibida a reprodução no todo ou em partes, por qualquer meio ou processo, sem


autorização expressa. A violação dos direitos autorais é punida como crime: Código
Penal, art.184 e seus parágrafos e art.186 e seus incisos (ambos atualizados pela
Lei nº 10.695/2003 e Lei nº 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).

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Prezado (a) Candidato (a),

Atendendo a pedidos de centenas de pessoas que desejam iniciar com antecedência


seus estudos para o próximo concurso para o cargo de Analista Judiciário do Tribunal Regional
Eleitoral – TRE, a Central de Concursos / Degrau Cultural elaborou esta apostila digital,
contendo noções de Língua Portuguesa, Interpretação de Textos, Informática, Direito
Constitucional, Direito Administrativo, Direito Eleitoral e Noções de Administração Pública.

Os tópicos aqui apresentados foram cuidadosamente selecionados por nossa


experiente equipe pedagógica, de acordo com o edital do último concurso, realizado no ano
de 2001, já que o edital oficial ainda não foi publicado e, conforme vem sendo anunciado, o
programa do concurso anterior serve como uma boa base para aqueles que desejam iniciar
sua preparação desde já, tornando-se fortes candidatos à conquista da tão sonhada vaga.
Além disso, nossa equipe pedagógica também incluiu nesta apostila tópicos específicos de
Legislação Eleitoral que não foram exigidos no último concurso, mas, por terem sofrido
atualização desde então, foram considerados relevantes.

Esperamos, sinceramente, que nosso material possa ser útil na conquista de seus
objetivos e, desde já, desejamos-lhe sucesso na sua empreitada!

Atenciosamente,

Os Editores

ÍNDICE GERAL
LÍNGUA PORTUGUESA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS ................................................ 05
INFORMÁTICA ....................................................................................................................... 86
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL ....................................................................... 128
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO ......................................................................... 167
NOÇÕES DE DIREITO ELEITORAL .................................................................................. 213
NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ......................................................................... 282

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LÍNGUA PORTUGUESA

Interpretação de Textos .......................................................................... 05

Tipologia Textual ..................................................................................... 14

Ortografia ................................................................................................ 22

Morfologia ................................................................................................ 28

Sintaxe .................................................................................................... 55

Pontuação ............................................................................................... 84

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INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
Para responder às questões 01 a 03 leia o texto abaixo. la a que, textualmente, é impossível associar esse
valor interrogativo.
1 Dinheiro é a maior invenção dos últimos 700 anos. a) “quanto você ama a mulher amada” ( l. 4 e 5)
Com ele, você pode comprar qualquer coisa, ir para b) “para quem dinheiro é o pedacinho de papel” (l. 17 e 18)
qualquer lugar, consolar o aleijado que bate no vi- c) “como o dinheiro é tudo” (l. 25 e 26)
dro do carro no sinal fechado, mostrar quanto você d) “por que falta dinheiro” (l. 26 e 27)
5 ama a mulher amada ou comprar uma hora de amor. e) “ se a quantidade de santinhos muda o tamanho do
É o passaporte da liberdade. Com dinheiro, você milagre” (l. 27 e 28)
pode xingar o ditador da época e sair correndo para
o exílio, ou financiar todos os candidatos a presi- 04. Foi publicado na seção Painel do Leitor, da Folha de
dente e comparecer aos jantares de campanhas S. Paulo (15/11/2003), o seguinte trecho de corres-
10 de todos. pondência enviada ao jornal por um leitor:
Nos tempos que estamos vivendo, dinheiro é como
Deus na idade Média – o sentido único e todos os “Revoltante o editorial ‘Maioridade Penal’. Quer di-
sentidos das coisas. O que não produz nem é di- zer que este jornal, que tanto apregoa a democra-
nheiro, não existe, é falso, postiço. cia, ignora a opinião de 89% da população a favor
15 Os sábios da igreja de antigamente são os econo- da redução da maioridade penal e quer impor-nos
mistas de hoje em dia. Dividem-se em dois grupos a visão de ‘meia dúzia’ de intelectuais? É essa a
– os idólotras, para quem dinheiro é o pedacinho idéia de democracia que o jornal que tanto admiro
de papel, a imagem do sagrado, o santinho. Para apregoa?”
eles, o valor do dinheiro depende da quantidade de
20 papéis em circulação. Para os iconoclastas, dinhei- Aponte a única dedução correta extraída do trecho
ro é a base das relações sociais do mundo capita- lido.
lista, a rede que organiza a sociedade. É um con- a) O editorial a que se refere o missivista deve ter refu-
ceito, um crédito, um débito. tado a tese da imputabilidade penal para menores
Como os sacerdotes de antigamente, economistas de 18 anos.
25 têm a missão de explicar o inexplicável – como o di- b) O corpo editorial da Folha de S. Paulo é composto por
nheiro é tudo e nada ao mesmo tempo, por que falta um grupo reduzido de representantes da elite nacio-
dinheiro se dinheiro é papel impresso, ou se a quan- nal que se acha no direito de impor sua opinião.
tidade de santinhos muda o tamanho do milagre. c) O missivista está revoltado com a Folha de S. Paulo
(João Sayad, Cidade de Deus, Classe Revista de por ela ter descumprido o compromisso público com
Bordo da TAM, nº 95, com adaptações). seus leitores de veicular apenas a verdade dos fatos.
d) Discordando da visão exposta no referido editorial,
01. Assinale como verdadeiras (V) ou falsas (F) as se- o missivista se alia aos 89% da população que ma-
guintes inferências para o texto. A seguir, assinale a nifestou adesão à tese da redução da maioridade
opção correta. penal.
( ) Os sábios da Igreja de antigamente são identifica- e) O missivista questiona a democracia da informa-
dos aos idólatras; os economistas de hoje em dia, ção apregoada pela Folha de S. Paulo, pois só um
aos iconoclastas. dos lados da questão – o da manutenção da maio-
( ) Hoje em dia, o dinheiro representa um deus, por- ridade penal – foi combatido no editorial.
que remete ao sentido de todas as coisas.
( ) Considerar dinheiro como um pedacinho de papel 05. Assinale o título sugerido para o texto que corres-
retira dele o valor sagrado com que é reverenciado ponde à sua idéia principal.
nos dias de hoje.
( ) O valor do dinheiro para os iconoclastas está ligado Vale lembrar que nos governos Vargas e JK e nos
ao simbólico, ao conceito, como crédito ou débito. governos do ciclo militar, apesar da preponderân-
( ) É “inexplicável” dizer que dinheiro é tudo e nada ao cia do estatismo, as empresas ocuparam posição
mesmo tempo porque se trata de uma realidade central. Vargas governou com os empresários ao
paradoxal. seu lado. Dificilmente dava um passo importante
sem antes ouvir a Confederação Nacional da In-
a) V, V, F, V, F d) F, V, V, V, F dústria. Juscelino fez do capital privado um trunfo.
b) V, F, V, F, F e) F, F, V, F, V Basta citar o caso emblemático da produção auto-
c) F, V, F, V, V mobilística que fez a imprensa mundial comparar
São Paulo a uma nova Detroit. Os militares criaram
02. Assinale a relação lógica em desacordo com a ar- sistemas híbridos, a exemplo da petroquímica, as-
gumentação do segundo parágrafo do texto. sociando Estado e iniciativa privada. A iniciativa pri-
a) O que não é dinheiro é falso. vada foi o pulmão do desenvolvimento na época do
b) Não existe o que não produz dinheiro. estatismo e terá ainda maior relevância na econo-
c) Não existe o que é postiço. mia contemporânea. Um modelo de desenvolvimen-
d) O que não é falso produz dinheiro. to que não leve esta evidente nuança em conside-
e) É postiço o que não produz dinheiro. ração é como se fosse um dinossauro, muito bom
para as primeiras eras geológicas e muito distante
03. Algumas conjunções e pronomes do texto, apesar da era atual.
de iniciarem orações afirmativas, têm também va- (Emerson Kapaz, “Dedos cruzados” in Revista Polí-
lor interrogativo. Assinale, nas opções abaixo, aque- tica Democrática, nº6, p. 41)

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a) Os governos Vargas e JK & os governos militares. segunda metade dos anos 90._______(4)_______
b) A iniciativa privada no desenvolvimento econômico. de movimento de natureza patrimonial que deu lu-
c) O papel da Confederação Nacional da Indústria no gar a dois processos simultâneos: a fusão de em-
governo JK. presas, com fechamento de plantas no centro in-
d) Os sistemas híbridos dos governos militares. dustrializado, e o concomitante deslocamento para
e) O estatismo de Vargas a JK. a periferia dinâmica. ___________ (5) __________
da concorrência mundial ensejou a criação concen-
Leia o texto para responder à questão 06. trada de capacidade produtiva nos setores de nova
tecnologia e nas regiões capazes de promover uma
1 Um dos motivos principais pelos quais a temática integração virtuosa ao processo de internacionali-
das identidades é tão frequentemente focalizada zação capitalista.
tanto na mídia assim como na universidade são as
mudanças culturais, sociais, econômicas, políticas a) 1- É necessário esclarecer que,
5 e tecnológicas que estão atravessando o mundo e b) 2 - Tal transformação na economia,
que são experenciadas, em maior ou menor esca- c) 3 - Essa aceleração da centralização de capital,
la, em comunidades locais específicas. Como indi- d) 4 - Tratavam-se, essencialmente,
ca Fridman (2000, p. 11), “se a modernidade alterou e) 5 - Esse último estágio da evolução da estrutura
a face do mundo com suas conquistas materiais,
10 tecnológicas, científicas e culturais, algo de abran- Leia o texto abaixo para responder às questões 08 e 09
gência semelhante ocorreu nas últimas décadas,
fazendo surgir novos estilos, costumes de vida e 1 Com a tramitação das reformas constitucionais no
formas de organização social”. Há nas práticas so- Congresso, estamos prestes a inscrever em nossa
ciais cotidianas que vivemos um questionamento Carta Magna disposições como limite salarial de
15 constante de modos de viver a vida social que têm integrantes dos poderes e dos serviços públicos
afetado a compreensão da classe social, do gêne- 5 estaduais, assunto que dificilmente se discutirá no
ro, da sexualidade, da idade, da raça, da nacionali- Legislativo de qualquer outra federação, monárquica
dade etc; em resumo, de quem somos na vida soci- ou republicana, presidencialista ou parlamentarista,
al contemporânea. É inegável que a possibilidade e que pouco provavelmente se encontrará em outra
20 de vermos a multiplicidade da vida humana em um Constituição. A indagação cabível, a meu ver, é como e
mundo globalizado, que as telas do computador e 10 por que chegamos a tanto.
de outros meios de comunicação possibilitam, tem O cerne desse desafio, que julgo não respondido,
colaborado em tal questionamento ao vermos de pode ser resumido num simples raciocínio: o siste-
perto como vivemos em um mundo multicultural e ma federativo, por oposição à forma unitária do Es-
25 que essa multiculturalidade, para qual muitas ve- tado, nada mais é do que distribuir espacialmente
zes torcíamos/torcemos os narizes, está em nossa 15 o poder. A origem e o fundamento da divisão espaci-
própria vida local, atravessando os limites nacio- al do poder, representados pela federação, devem
nais: os grupos gays, feministas, de rastafaris, de ser procurados entre aqueles que criaram o primei-
hip-hop, de trabalhadores rurais sem-terra etc. ro regime federativo do mundo. O modelo confede-
(Luiz Paulo da Moita Lopes, Discursos de identida- rativo, como se sabe, já era conhecido historica-
des, p. 15) 20 mente e foi adotado nos artigos de confederação
que precederam e viabilizaram a luta pela indepen-
06. Das seguintes relações de causa (primeira coluna) dência das 13 colônias da América do Norte. O que
e conseqüência (segunda coluna), assinale a úni- marca a singularidade do novo sistema é exatamen-
ca que NÃO é possível interferir a partir do texto. te a diferença entre as confederações anteriores e a
25 alternativa criada pelos convencionais da Filadélfia.
Equilibrar poderes, distribuir competências e res-
ponsabilidades rigorosamente simétricas em uma
nação tão profundamente assimétrica, mais do que
um desafio de engenharia política, ainda é uma in-
30 cógnita indecifrada, que, como a esfinge, ameaça-
nos devorar.
(Marco Maciel, Pacto federativo, Folha de São Pau-
lo, 14/09/2003, com adaptações)

08. Marque F (falso) ou V (verdadeiro) para inferências


07. Assinale o trecho que, ao preencher a lacuna cor- a partir do texto.
respondente, provoca erro gramatical, de pontua- ( ) As reformas constitucionais reforçam a distribuição
ção ou de coesão textual. espacial do poder.
( ) Um estado que adota uma forma unitária não distri-
________(1)________ com predominância de fu- bui espacialmente o poder.
sões e aquisições de empresas, a mudança de na- ( ) Confederações são Estados que adotam, constitu-
tureza das inversões diretas iniciou- se nos Estados cionalmente, o regime federativo a partir da inde-
Unidos na década de 80. ________(2)________ pendência dos Estados Unidos.
acompanhada de uma grande expansão do investi- ( ) Nossa Carta Magna será a primeira, ou uma das
mento de portfólio e da formação de megacorpora- primeiras, a dispor sobre limite salarial de integran-
ções, estendeu-se aos demais países nos anos 90. tes dos poderes mas não sobre dos serviços esta-
________(3)________ apoiada na valorização glo- duais.
bal das Bolsas, ocorreu com maior intensidade na

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A seqüência correta é: e) Nos postulados científicos e nas aplicações técni-
a) V, V, F, V d) V, F, F, F cas, as descobertas de nexo entre causa e efeito
b) V, V, F, F e) F, F, V, F negligenciam as leis da cosmologia.
c) F, V, V, V
12. Em relação ao texto, assinale a opção INCORRETA.
09. Assinale a opção que apresenta uma relação de
coesão no texto. 1 A ciência moderna desestruturou saberes tradicio-
a) “assunto” (l. 5) refere-se a “tramitação das refor- nais e seu paradigma mecanicista, que encara o
mas constitucionais no Congresso” (l. 1 e 2 ) mundo natural como máquina desmontável, levou
b) “tanto” (l. 10 refere-se a “inscrever em nossa Carta a razão humana aos limites da perplexidade; por-
Magna disposições como limite salarial de integran- 5 quanto a fragmentação do conhecimento em pe-
tes dos poderes e dos serviços públicos estaduais” quenos redutos fechados se afasta progressiva-
(l. 2 - 5) mente da visão do conjunto. A excessiva especiali-
c) “aqueles” (l. 17) refere-se a “artigos da confedera- zação das partes subtrai o conhecimento do todo.
ção” (l. 20) Daí resulta a dificuldade teórica e prática para que o
d) “modelo confederativo” (l. 18 e 19) refere-se a “luta 10 espírito humano se situe no tempo e no espaço da
pela independência” (l. 21 e 22) sua existência concreta.
e) “nação” (l. 28) refere-se a “13 colônias da América (José de Ávila Aguiar Coímbra, Fronteiras da Ética,
do Norte” (l. 22) São Paulo, Senac, 2002, p. 27)

Leia o texto abaixo para responder às questões 10 e 11. a) O sentido da palavra “paradigma” (l. 2) está associ-
ado à idéia de modelo, ponto de vista teórico.
1 Seja nos mitos de criação seja na cosmologia de b) As vírgulas após “mecanicista” (l.2) e após “des-
hoje, há uma busca no sentido do mundo, um es- montável” (l. 3) isolam uma expressão de caráter
forço de compreensão da natureza e do universo. explicativo.
As representações do espírito humano, num caso c) Pelos sentidos do texto, o sujeito sintático de “le-
5 e noutro, constituem variações sobre o mesmo vou” (l. 3) é “seu paradigma mecanicista” (l. 2)
tema: penetrar no âmago da realidade. d) Ao se substituir a conjunção “porquanto” (l. 4 e 5)
Não é segredo algum descobrir que a busca de pela conjunção porque, as relações sintáticas e se-
sentido para o cosmos se engata com a procura de mânticas do período são mantidas.
sentido para a existência da família humana. Para e) Em “se situe” (l. 10) o pronome “se” indica indeter-
10 além das concepções científicas e das diversida- minação do sujeito e contribui para conferir impes-
des culturais, o porquê da nossa vida, de sua ori- soalidade ao texto.
gem e do seu destino, acompanha passo a passo
nossa evolução histórica. A ocupação do planeta, a 13. Assinale a opção em desacordo com as idéias do
organização da convivialidade, a compatibilização dos texto.
15 contrários, presentes em toda a parte, e a eterna bus-
ca de valores transcendentes estão no mesmo séqüito Não mais se conta com um eixo filosófico ou religi-
que acompanha a observação do mundo natural, nas oso sobre o qual girem as ciências, as técnicas e
descobertas de nexo entre causa e efeito, nos postu- até mesmo a organização social. Como adverte
lados científicos e nas aplicações técnicas. Edgar Morin, a ciência também produz a ignorância,
(José de Ávila Aguiar Coimbra, Fronteiras da Ética, uma vez que as especializações caminham para
São Paulo: Senac, 2002, p. 20) fora dos grandes contextos reais, das realidades
complexas. Paradoxalmente, cada avanço unidire-
10. Assinale a substituição ou adaptação sugerida que cional dos conhecimentos científicos produz mais
prejudicaria os sentidos originais ou a correção gra- desorientação e perplexidade na esfera das ações
matical do texto. a implementar, para as quais se pressupõe acerto
a) “Seja... seja” (l.1) > Quer... quer e segurança. Vivemos em uma nebulosa, que não
b) “num caso e noutro”(l.4 e 5) > em um caso e em outro é via-láctea deslocando-se no espaço cósmico e
c) “tema:” (l.6) > tema, que é explicável pela astronomia, mas em uma nebulosa
d) “com a” (l.10) > na provocada pela falta de contornos definidos para o
e) “Para além das” (l.9 e 10) > Por meio das saber, para a razão e, na prática, para as decisões
fundamentais. Afinal, o que significa tudo isso para
11. Assinale a opção que está de acordo com a idéia a felicidade das pessoas e o destino último da so-
central do texto. ciedade?
a) A cosmologia é uma ciência exata que dispersa va- (José de Ávila Aguiar Coimbra, Fronteiras da Ética,
lores humanísticos e procura apenas relações de São Paulo: Senac, 2002, p. 27)
causa e efeito.
b) Os mitos, como exclusivas representações do es- a) O eixo filosófico ou religioso sobre o qual giravam
pírito humano, configuram o caminho por excelên- as ciências, as técnicas e até mesmo a organiza-
cia para a busca por valores transcendentes. ção social não está mais disponível.
c) As concepções científicas e a diversidade cultural b) Como as especializações se desviam dos grandes
são obstáculos que invalidam uma visão hegemô- contextos reais e das realidades complexas, a ci-
nica do mundo natural. ência também produz ignorância.
d) O porquê da vida humana, sua origem e seu desti- c) Se o avanço dos conhecimentos é unidirecional, pro-
no são indagações subjacentes tanto aos mitos duz-se desorientação e perplexidade nas ações para
quanto às investigações de caráter científico. as quais acerto e segurança são pressupostos.

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d) A falta de contornos definidos para o saber é provo- a) 1º, 2º, 4º, 3º, 5º d) 1º, 5º, 4º, 3º, 2º
cada pela razão e pelas decisões fundamentais da b) 2º, 1º, 3º, 5º, 4º e) 5º, 2º, 3º, 1º, 4º
prática. c) 3º, 2º, 1º, 5º, 4º
e) A nuvem de matéria interestelar em que vivemos,
que se desloca no espaço cósmico, é explicável Atenção: As questões de números 16 a 23 referem-se
pela astronomia. ao texto que segue:

14. Os trechos abaixo constituem um texto, mas estão A sociedade humana, tal como se acha organiza-
desordenados. Ordene-os nos parênteses e, em da, não é uma, nem uniforme e nem está, em seu con-
seguida, assinale a seqüência correspondente. junto, no mesmo estágio de desenvolvimento.
( ) As operações de compra de imóveis pelas off sho- Nela coexistem, pois, diferentes comunidades,
res também estão sendo monitoradas pela Recei- estabelecidas e organizadas de conformidade com ob-
ta. Os dados serão comparados com as declara- jetivos e interesses específicos. Tais comunidades (na-
ções de Imposto de Renda dos residentes no Bra- cionais, regionais, municipais, por exemplo), relacionam-
sil e até com o cadastro de imóveis das prefeituras. se necessariamente umas com as outras, direta ou in-
( ) Sem identificação dos donos, cujos nomes são diretamente. Conforme o caso, intercambiam produtos,
mantidos em sigilo pela legislação dos países onde idéias, cultura, arte, costumes, tecnologia, conhecimen-
estão registradas, muitas dessas empresas fazem tos e experiências diversas, além do que não existe, com-
negócios no Brasil, como a participação em empre- põe e constitui a sociedade humana e a natureza.
endimentos comerciais ou industriais, compra e No plano internacional, esse intercâmbio perma-
aluguel de imóveis. nente e incessante ocorre num quadro extremamente
( ) Além de não saber quem são os proprietários des- variado, composto de especializações, singularidades
sas off shores, pois não há mecanismos legais que e discrepante e injusto grau de desenvolvimento. Essas
permitem acesso aos verdadeiros donos, o gover- diversidades, aliás ligadas à necessidade de troca e
no também não tem conhecimento da origem des-
obtenção de determinados produtos, constituem a cau-
se dinheiro aplicado no País, sem o recolhimento
dos impostos devidos. sa da ocorrência e intensificação do relacionamento in-
( ) A Receita Federal está fechando o cerco contra as tercomunitário. Pelas mesmas razões (e também por
empresas estrangeiras sediadas em paraísos fiscais outras que ora não vêm a pêlo), implicam a prevalência
que atuam no Brasil, conhecidas como off shores. ou quando não o domínio puro e simples de umas co-
( ) Para reduzir essa evasão fiscal, a Receita está iden- munidades sobre outras, obterando-lhes, parcial e às
tificando as pessoas físicas que alugam imóveis vezes totalmente, os espaços de e para um desenvolvi-
de luxo pertencentes a pessoas jurídicas ou mes- mento autonômico e independente.
mo fiscais que atuam em paraísos fiscais. Toda (Guido Bilarinho, Revista Dimensão, ano V, n.9. p. 3-4)
remessa de aluguel é tributada.
(Adaptado de Ana D’Angelo, Andréa Cordeiro e 16. O texto
Vicente Nunes, Correio Braziliense, 08/09/2003) a) enfatiza o cultivo das ações propulsoras do desen-
volvimento autonômico e independente.
a) 1º, 2º, 4º, 3º, 5º d) 1º, 5º, 4º, 3º, 2º b) aponta as desvantagens decorrentes de um grau
b) 2º, 3º, 5º, 4º, 1º e) 3º, 2º, 1º, 5º, 4º
injusto de desenvolvimento das comunidades.
c) 5º, 2º, 3º, 1º, 4º
c) critica o processo organizacional deficitário das co-
15. Os trechos abaixo constituem um texto, mas estão munidades em geral.
desordenados. Ordene-os nos parênteses e, em d) tece considerações sobre a maneira como se or-
seguida, assinale a seqüência correspondente. ganiza a sociedade humana.
( ) Em geral, esta firma é constituída apenas para atuar e) condena os meios modernos de supremacia no
como subsidiária da estrangeira, intermediando relacionamento intercomunitário.
seus negócios. Caso a empresa compre imóvel no
Brasil, tem que haver registro, tem que existir um 17. O texto:
responsável, com CPF, o que permite o controle. a) atribui ao intercâmbio permanente a fonte de pro-
( ) O investidor estrangeiro entra no Brasil via Bolsa de gresso das comunidades.
Valores, fundos de investimentos ou como sócio de
b) acentua a exploração econômico-financeira como
uma empresa brasileira.
( ) O secretário da Receira admite, no entanto, que não canal de dominação.
há mecanismos para controlar a atuação de brasi- c) afirma a inexistência de igualdade nas comunida-
leiros que mandam dinheiro ilícito para os paraísos des da sociedade humana.
fiscais e o repatriam por meio de negócios realiza- d) condiciona o relacionamento intercomunitário à
dos em nome das off shores. mudança de organização da sociedade.
( ) E também a contabilidade da empresa, em tais paí- e) associa o intercâmbio permanente ao injusto grau
ses, não precisa ser auditada. Os donos dos recur- de desenvolvimento social.
sos podem movimentar dinheiro ou constituir em-
presas por vários meios que omitem seus nomes, 18. De acordo com o texto, as diferentes comunidades
como o sistema de ações ao portador. na sociedade humana
( ) Esses países conhecidos como paraísos fiscais a) ajustam-se às peculiaridades da natureza.
têm como principais atrativos a legislação tributária b) permutam benefícios de natureza diversa.
branda, com direito até a isenção de impostos, e c) repudiam o relacionamento intercomunitário.
garantia de sigilo bancário, comercial e societário. d) manifestam-se no mesmo nível de desenvolvimento.
(Adaptado de Ana D’Angelo, Andréa Cordeiro e e) caracterizam-se por traços homogêneos.
Vicente Nunes, Correio Braziliense, 08/09/2003)

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19. Entre o primeiro e o segundo parágrafo do texto, há O bom relatório científico não representa nem mais
uma relação de nem menos do que a veracidade legítima das conclu-
a) concessão sões que expõe. O orador na discussão fará bem em
b) condição procurar imitar esse tipo de relatório.
c) adição (James Mcburbey, Argumentação e Debate. Rio
d) finalidade de Janeiro: Fundo de cultura, 1970. p. 74)
e) causa e conseqüência
24. De acordo com o texto:
20. A substituição da expressão sublinhada em ... im- a) O comportamento construtivo na pesquisa científi-
plicam a prevalência ou quando não o domínio de ca subordina-se invariavelmente ao processo de
umas comunidades sobre outras... mantém o senti- discussão.
do original em: b) Tanto no contexto da pesquisa científica quanto no
a) senão d) também da discussão, cabe a ênfase na integridade do tra-
b) aliás e) assim balho como garantia da exatidão.
c) ainda c) Da relação entre a discussão e o método científico
resulta a possibilidade de resolver qualquer pro-
21. Na relação entre o vocabulário e os efeitos de sen- blema pelo método objetivo.
tido do texto, os termos (do 3º parágrafo), discre- d) A variedade de situações determina a adoção de
pante, prevalência, obliterar estão correta e respec- métodos que garantam a eficácia da pesquisa ci-
tivamente substituídos por entífica bem como da discussão.
a) diferente - redominância - esquecer e) As aparências enganosas apresentam-se como
b) atenuante - preferência - encurtar minúcias a serem valorizadas na aplicação do mé-
c) dissonante - predominância - oferecer todo científico.
d) díspar - supremacia - extinguir
e) intenso - preferência - invalidar 25. Ainda de acordo com o texto:
a) Há uma correspondência entre a objetividade na
22. A substituição da expressão sublinhada em ... relaci- investigação científica e a disponibilidade para alte-
onam-se necessariamente umas com as outras ... ração de pontos de vista na discussão.
mantém o sentido original em: b) O êxito da atividade da discussão depende do nú-
a) as outras mero e da exatidão das informações recebidas de
b) para com as outras um público interessado no processo.
c) pelas outras c) Preconceitos e informações insuficientes represen-
d) das outras tam-se como empecilho à disposição de modificar
e) às outras concepções.
d) Sem a adoção de certas perspectivas das várias
23. Em ... os espaços para um desenvolvimento..., a li- situações, torna-se inviável a correspondência en-
gação da preposição com o termo desenvolvimento tre discussão e método científico.
traduz idéia de e) Há necessidade de sintonização entre a matéria
a) finalidade d) limitação discutida e os resultados esperados pelos partici-
b) qualidade e) quantidade pantes da discussão.
c) proximidade
26. Considere as seguintes afirmações:
ATENÇÃO: As questões de números 24 a 29 referem-se I. São inevitáveis, seja no processo da discussão,
ao texto que segue: seja na atividade de pesquisa científica, fontes de
erros, tais como preconceitos e informações insufi-
Há íntima relação entre a discussão e o método cientes.
científico. As atitudes que levam ao comportamento cons- II. A validade das discussões, tanto na discussão quan-
trutivo na pesquisa científica aplicam-se também à dis- to na pesquisa científica, mede-se pelo equilíbrio
cussão. entre as mesmas conclusões e as informações tra-
Essas atitudes podem ora ser consideradas como balhadas para se chegar até elas.
uma orientação geral, ora como disposição de adotar III. A veracidade das conclusões expostas pelo bom re-
certas perspectivas das várias situações. Realizam-se latório científico abre margem para outras várias in-
na disposição de investigar qualquer problema pelo dagações acerca da validade do método científico.
método objetivo, impessoal, sempre que necessário. Da
mesma forma, realizam-se numa correspondente dis- Está de acordo com o texto SOMENTE o que se afir-
posição de modificar concepções, desde que as infor- ma em:
a) I d) I e II
mações recebidas aconselhem essa reconsideração.
b) II e) I e III
A relação entre a discussão e o método científico c) III
efetiva-se ainda na cautela ao tirar conclusões, ou
seja, no limitar as conclusões às informações dispo- 27. No texto, a expressão ...aparências enganosas de
níveis, bem como no reconhecimento da possibilida- exatidão... indica:
de de fontes de erro, como preconceito e informações a) a negação de atitudes que levam ao comportamen-
insuficientes. to construtivo na pesquisa científica.
É preciso também evitar aparências enganosas de b) o funcionamento precário que envolve a relação
exatidão, tais como muitas frações decimais em núme- entre discussão e método científico.
ros, quando outros fatores na situação tornam sem im- c) a possível precipitação de conclusões decorrentes
portância essa minúncia. da pesquisa científica.

9
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d) a possibilidade de utilização de dados inexatos no 40 apêndice da engrenagem. O cliente não é rei, como
processamento da pesquisa científica. a indústria da cultura gostaria de fazer crer; não é o
e) a ocorrência de falhas provindas de pouca objetivi- seu sujeito, mas sim o objeto.
dade na discussão e na pesquisa. (Adaptado de ADORNO. Theodor W. Breves
considerações acerca da indústria da cultura. In:
28. No texto, o segmento ... podem ora ser considera- Sobre a indústria da cultura. Coimbra: Ângelus
das como orientação geral, ora como disposição... Novus, 2003, p. 97-8)
expressa idéias de ações:
a) opostas d) simultâneas 30. Nas linhas iniciais do texto,
b) repetidas e) concomitantes a) o livro de Horkheimer foi citado como comprovação
c) alternadas da idéia cabalmente estabelecida de que a expres-
são “indústria da cultura” é inovadora.
29. Reestruturando-se o penúltimo período do texto, b) é apresentado de maneira assertiva o fato de que
NÃO se mantém o sentido original em: outros autores que antecederam a Dialética fazi-
a) O bom relatório científico não apresenta toda a ve- am uso da expressão “cultura de massas”, opon-
racidade legítima das conclusões que expõe. do-a a “indústria da cultura”.
b) O bom relatório científico representa apenas a vera- c) a palavra que (7ª linha), que introduz o segmento se
cidade legítima das conclusões que expõe. trataria de qualquer coisa (...) da arte popular, tem
c) O bom relatório científico limita-se à representação como antecedente o pronome daquela.
da veracidade legítima das conclusões que expõe. d) o cotejo estabelecido pela palavra como (8ª linha)
d) O bom relatório científico representa nada mais nada esclarece a distinção entre “cultura de massas” e
menos do que a veracidade legítima das conclu- “forma contemporânea da arte popular”, tal como
sões que expõe. proposta pelos defensores da primeira expressão
e) A veracidade legítima das conclusões que expõe é e) está expressa a idéia de que a substituição feita
representada pelo bom relatório científico. pelos autores não se deu pela revisão da natureza
do fenômeno designado, mas para não favorecer
Instruções: Para responder às questões de números certo tipo de leitura do fato.
30 a 34 considere o texto abaixo:
31. A frase A indústria da cultura encontra-se nos antí-
1 A expressão “indústria da cultura” foi provavel- podas de tal concepção, no contexto, deve ser en-
mente utilizada pela primeira vez no livro Dietética tendida da seguinte maneira:
do Iluminismo que Horkheimer e eu publicamos em a) o modo como a indústria cultural se estrutura na
Amsterdan, em 1947. Nas versões iniciais, falava- contemporaneidade opõe-se diametralmente ao
5 se de “cultura de massas”. Substituímos esta ex- modo espontâneo como as massas se expressa-
pressão por “indústria da cultura”, a fim de excluir, vam anteriormente.
logo de início, a interpretação que convém aos ad- b) a concepção de que a cultura de massas é qual-
vogados daquela, ou seja, que se trataria de qual- quer coisa que implique a manifestação de arte re-
quer coisa como uma cultura que surge esponta- verte o sentido que se dava à expressão, sendo-lhe
10 neamente das próprias massas, a forma contem- acrescentada a qualidade de “popular”.
porânea da arte popular. A indústria da cultura en- c) o modo como o autor do texto compreende a indús-
contra-se nos antípodas de tal concepção. Ela reor- tria da cultura é incompatível com o entendimento
ganiza o que há muito se tornou um hábito, dotan- de que ela se constitui de manifestações espontâ-
do-o de uma nova qualidade. Em todos os setores, neas das massas.
15 os produtos são fabricados mais ou menos segun- d) a interpretação que o autor do texto propõe como
do um plano, talhados para o consumo de massas correta para a expressão “indústria da cultura” con-
e, em larga medida, determinando eles próprios trapõe-se à idéia de que existe uma forma contem-
esse consumo. Os setores individuais asseme- porânea de arte popular.
lham-se quanto à estrutura ou, pelo menos, articu- e) “cultura de massas” e “forma contemporânea da
20 lam-se entre si. Integram-se no sistema de forma arte” são manifestações que, embora em extremi-
ordenada e praticamente sem falhas, processo que dades opostas, não apresentam a contradição que
fica a dever tanto aos recursos atuais da tecnologia o autor vê na aproximação dos termos “indústria” e
como à concentração econômica e administrativa. A “da cultura”.
indústria da cultura é a integração propositada de
25 seus consumidores, a partir de cima. Ela impõe 32. Integram-se no sistema de forma ordenada e prati-
igualmente a junção do domínio específico da arte camente sem falhas, processo que fica a dever
maior e o da arte menor, domínios que estiveram tanto aos recursos atuais da tecnologia como à
separados durante séculos. Junção é desvantajo- concentração econômica e administrativa. A in-
sa para ambos. A seriedade da arte maior perece dústria da cultura é a integração propositada de
30 na especulação sobre os efeitos que produz: a coa- seus consumidores, a partir de cima. Ela impõe
ção civilizacional destrói, por seu turno, o elemento igualmente a junção do domínio específico da arte
de resistência rebelde que era inerente à arte me- maior e o da arte menor, domínios que estiveram
nor quando o controle de sociedade não era ainda separados durante séculos. Junção que é desvan-
total. Se bem que a especulação da indústria da tajosa para ambos. A seriedade da arte maior pa-
35 cultura acerca do estado de consciência ou incons- rece na especulação sobre os efeitos que produz:
ciência dos milhões de pessoas a quem se dirige a coação civilizacional destrói, por seu turno, o ele-
seja um fato incontestável, as massas não repre- mento de resistência rebelde que era inerente à
sentam uma realidade primária, mas constituem- arte menor quando o controle da sociedade não
se antes como objeto secundário e calculado, um era ainda total.

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Considerando o fragmento acima, e o contexto, as- c) II e III, apenas.
sinale a única afirmação INCORRETA. d) II, apenas.
a) Uma possível redação para o segmento grifado, e) I, II e III.
totalmente adequada à norma da gramática pres-
critiva, seria: “processo que fica em débito quer com Instruções: Para responder às questões de números
a concentração econômica e administrativa”. 35 a 39 considere o texto abaixo.
b) A expressão a partir de cima, associada a fabricados
mais ou menos segundo um plano, contribui para a 1 De modo geral, o século XVIII assistiu à
construção do sentido de que a indústria cultural não passagem do sistema do mecenato, pelo qual o
contempla a espontaneidade das massas. artista era financiado por um produtor opulento –
c) O segmento na especulação sobre os efeitos que secular ou eclesiástico – ao sistema de produção
produz expressa noção de processo. 5 para o mercado. Sem dúvida, essa passagem foi
d) No fragmento está pressuposto que, em tempos de gradual, e o mecenato não se extinguiu de todo.
indústria cultural, o controle da sociedade é com- Giambattista Tiepolo passou a vida a serviço de
pleto. protetores, como o príncipe-bispo da Francônia e
e) No fragmento, está subtendida a idéia de que, sob o rei da Espanha. Hãndel foi protegido pelos reis
certas condições, a resistência rebelde é elemento 10 de Hanover.
intrínseco à arte menor. Mas pouco a pouco surgiu um novo perso-
nagem – o artista que vivia do seu trabalho e era
33. Se bem que a especulação da indústria da cultura remunerado por sua própria clientela. O livro po-
acerca do estado de consciência ou inconsciência dia ser vendido, e bem vendido.
dos milhões de pessoas a quem se dirige seja um 15 Dryden recebeu em 1697 a soma de 1.400 libras
fato incontestável, as massas não representam uma por sua tradução de Virgílio. Pope enriqueceu com
realidade primária, mas constituem-se antes como sua próprias obras e com a tradução da llíada e
objeto secundário e calculado, um apêndice da en- da Odisséia. Lessage ganhou a vida com seus
grenagem. romances e seu teatro. Surgiu o autor profissio-
20 nal. “Ser autor”, diz o Almanach des auteurs, de
No período acima transcrito, 1755, “hoje é uma profissão, como ser militar, ecle-
a) se bem que equivale a “tanto que” siástico ou financista.”
b) se houvesse uma vírgula depois de se bem que, Essa independência é assegurada pelo fa-
não haveria prejuízo da norma padrão. vor do público, às vezes tão caprichoso como os anti-
c) o emprego da palavra antes reforça a idéia de elimi- 25 gos mecenas, mas outorgando aos autores um grau
nação do que acaba de ser anunciado no primeiro de liberdade que seria impensável no passado.
membro coordenado, realizada pelo emprego da A independência não se limitava às letras.
conjunção mas. Um pintor como Reynolds enriqueceu com seus
d) a palavra como tem idêntica natureza e função de retratos, pelos quais cobrava preços astronômi-
como encontrado na frase: “As ciências modernas, 30 cos. A liberdade proporcionada pelo sucesso co-
como a medicina, evoluem rapidamente hoje em dia”. mercial não impedia os artistas de trabalharem
e) se a palavra antes fosse deslocada, a nova seqüên- para os grandes, mas permitia estabelecer com
cia “mas constituem-se como objeto secundário e eles uma relação de altivez e até de arrogância.
calculado, antes, um apêndice da engrenagem” pre- Contratado pela corte da Rússia para execu-
servaria o sentido original. 35 tar uma estátua de Pedro, O Grande, o escultor Fal-
conet recusou os vários projetos que lhe haviam sido
34. O cliente não é rei, como a indústria da cultura gos- submetidos a título de sugestão e teve o gesto mag-
taria de fazer crer; não é seu sujeito, mas sim o ob- nífico de não aceitar a remuneração de 400 mil li-
jeto. bras que lhe foi proposta: soberbo de desdém, exi-
40 giu receber exatamente a metade da quantia.
Levando em conta o contexto, considere as afirma- (Adaptado de ROUANET, Sérgio Paulo, Ilustração e
modernidade. In: Mal-estar na modernidade (ensai-
ções que seguem sobre o autor e seus procedi-
os). São Paulo: Companhia das Letras, 1993, p. 138)
mentos na frase acima.
I. Fazendo uso de linguagem conotativa, expressa sua 35. A alternativa que apresenta o resumo mais adequa-
opinião acerca do lugar que o cliente verdadeira- do do texto é:
mente ocupa no contexto da indústria cultural. a) De modo geral, no século XVIII ocorreu a passagem
II. Recorrendo a frase hipotética, explicita, pelo deslo- lenta e permanente de sistemas de produção artísti-
camento da posição do cliente, o que lhe parece ca, sem que o mecenato se extinguisse (artistas como
ser a relação entre “aquilo que é” e “aquilo que se Handel continuaram a ser protegidos); quando surgiu
deseja fazer parecer que é”. a profissão de autor – como militar, por exemplo - , o
III. Estabelecendo uma comparação – articulada pe- público, mesmo exigente, deu-lhe liberdade, e o su-
los elementos grifados na frase acima – evidencia cesso o fez ser arrogante até com os poderosos, de
que o cliente não constitui preocupação da indús- quem cobravam preços astronômicos.
tria cultural, embora esta indústria tente criar a ilu- b) De modo geral, no século XVIII se deu, de maneira
são de que a produção é ditada pela expectativa progressiva, o abandono do sistema de mecenato
das massas. pelo de produção para o mercado, dando origem à
profissão de autor; o sucesso de vendas permitia
É correto o que se afirma em: liberdade antes desconhecida, que propiciava ao
a) I, apenas. artista não só poder trabalhar inclusive com os po-
b) I e II, apenas. derosos, mas também assumir, na relação com
eles, até atitudes arrogantes.

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c) De uma forma abrangente, pode-se dizer que o sé- b) Contratado pela corte da Rússia expressa, no con-
culo XVIII foi o que permitiu que o produtor secular texto, noção da causa.
ou eclesiástico deixasse ao artista a liberdade de c) haviam sido submetidos indica ação ocorrida simul-
produzir para o mercado; muitos enriqueceram, taneamente à ação citada anteriormente, realizada
como Dryden e Pope, outros continuaram a ser pro- pelo escultor – recusou.
tegidos; autores e pintores eram livres para cobrar d) a título de sugestão equivale a “porque ele pedira
o que quisessem, e muitos, pelo sucesso, passa- sugestão”.
ram a ser arrogantes até com os poderosos. e) de natureza predominantemente narrativa, o excer-
d) De certa forma, o século XVIII viu nascer nova profis- to é objetivo, não apresentando marca alguma de
são, a do artista, oriunda do abandono pelos mece- subjetividade do autor.
nas e da produção para o mercado; o autor, por exem-
plo, se tivesse traduzido ou produzido obras impor- 39. É correto afirmar que, no texto,
tantes (caso de Dryden ou Pope), podia ser inde- a) bem, em O livro podia ser vendido, e bem vendido,
pendente, chegando até a ser prepotente com os intensifica o ganho auferido com a venda.
poderosos quando queriam um trabalho seu. b) pelo qual, em pelo qual o artista era financiado por
e) De certa forma, o século XVIII conheceu o processo um produtor opulento, pode ser substituído por “por-
de passagem de atividade artística de um pólo a que”, sem que sejam afetados o sentido original e
outro: do mecenato ao mercado; sem dúvida, lenta- a norma padrão.
mente, mas viu-se o aparecimento do novo perso- c) a frase Essa independência é assegurada pelo fa-
nagem, o artista que vendia sua produção, e que vor do público manteria o sentido original se fosse
podia ser mais livre; mesmo muito rigoroso, o pú- transposta para a voz ativa assim: O favor do públi-
blico podia pagar bem, até enriquecendo o artista co tinha assegurado essa independência
(caso de Reynolds) e tornando-o mais arrogante
d) o segmento grifado, em Reynolds enriqueceu com
com os poderosos.
seus retratos, pelos quais cobrava preços astro-
nômicos, pode ser substituído, sem que seja afeta-
36. A frase que, no contexto, constitui um argumento de
da a norma padrão, por: cujos os preços eram as-
confirmação é:
tronômicos.
a) Sem dúvida, essa passagem foi gradual e o mece-
nato não se extinguiu de todo. e) até, em permitia estabelecer com eles uma relação
b) Mas pouco a pouco surgiu um novo personagem – o de altivez e até de arrogância, indica que numa es-
artista que vivia do seu trabalho... calada ascendente, arrogância ocupa o menor grau.
c) A independência não se limitava às letras.
d) Essa independência é assegurada pelo favor do 1 A criação do Sistema Brasileiro de Inteligência
público... (SISBIN) e a consolidação da Agência Brasileira de
e) “Ser autor”, diz o Almanach des auteurs, de 1755, Inteligência (ABIN) permitem ao Estado brasileiro
“é hoje uma profissão, como ser militar, eclesiástico institucionalizar a atividade de Inteligência, mediante
ou financista”. 5 uma ação coordenadora do fluxo de informações
necessárias às decisões de governo, no que diz
37. Essa independência é assegurada pelo favor do público, respeito ao aproveitamento de oportunidades, aos
I antagonismos e às ameaças, reais ou potenciais,
ás vezes tão caprichoso como os antigos mecenas, mas relativos aos mais altos interesses da sociedade e
II III 10 do país. Todo o trabalho de reformulação da atividade
outorgando aos autores um grau de liberdade que vem sendo balizado, também, por enfoques doutri-
IV nários condizentes com o processo atual de globa-
seria impensável no passado. lização, em que as barreiras fronteiriças são fluí-
V das, sugerindo cautelas para garantir a preserva-
15 ção dos interesses da sociedade e do Estado bra-
Considerando o contexto, há equivalência entre o sileiros, de forma a salvaguardar a soberania, a in-
segmento grifado e a expressão proposta, em: tegridade e a harmonia social do país.
a) I = é obtida por vantagens oferecidas ao público (Internet: http://www.abin.gov.br/abin/historico.jsp,
b) II = ocasionalmente detalhista com adaptações)
c) III = os ricos protetores já anciãos
d) IV = facultando aos produtores de arte Considerando o texto acima, julgue os itens subse-
e) V = poderia ter sido vaticinado qüentes.

38. Contratado pela corte da Rússia para executar uma 40. O primeiro período sintático permaneceria gramati-
estátua de Pedro, o Grande, o escultor Falconet re- calmente correto e as informações originais estari-
cusou os vários projetos que lhe haviam sido sub- am preservadas com a substituição da palavra “me-
metidos a título de sugestão e teve o gesto magnífi- diante” (l.4) por qualquer uma das seguintes ex-
co de não aceitar a remuneração de 400 mil libras pressões: por meio de, por intermédio de, com, de-
que lhe foi proposta; soberbo de desdém, exigiu sencadeando, realizando, desenvolvendo, empre-
receber exatamente a metade da quantia. endendo, executando.

Com relação ao fragmento acima transcrito, é cor- 41. Depreende-se dos sentidos do texto que, imediata-
reto afirmar: mente após a palavra “atividade” (l. 10), há elipse
a) os dois pontos anunciam um esclarecimento acer- do explicitado por meio da inserção da palavra di-
ca de algo anteriormente enunciado. plomática.

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1 O Ministério da Defesa vai receber R$ 1 bilhão de A respeito do texto acima e considerando as infor-
aumento no orçamento de 2005 para investir priori- mações e os múltiplos aspectos do tema que ele
tariamente no programa de blindagem da Amazô- focaliza, julgue os itens que se seguem.
nia e no reequipamento geral.
5 As forças Armadas do Brasil estão intensificando 44. No trecho “cerca de R$ 4,8 bilhões” (l. 4 e 5), man-
a proteção do território e do espaço aéreo do Norte, tém-se a correção gramatical ao se substituir o ter-
Nordeste e Oeste por meio da instalação de novas mo sublinhado por qualquer uma das seguintes ex-
bases, transferência para a região de tropas do Sul- pressões: aproximadamente, por volta de, em torno
Sudeste e expansão da flotilha fluvial da Marinha. de, acerca de.
10 O contingente atual, de 27 mil homens, chegará
a 30 mil militares entre 2005 e 2006. As dotações 45. A inserção de o que imediatamente antes de “ocor-
de investimentos na área limitar devem superar os reu” (l.8) prejudicaria a sintaxe do período e modifi-
R$ 7,3 bilhões no próximo ano. caria o sentido da informação original.
O dinheiro será destinado a atender às necessi-
15 dades do programa de segurança da Amazônia e
para dar início ao processo de reequipamento das
forças. A estimativa é de que até 2010 sejam aplica-
dos de US$ 7,2 bilhões a US$ 10,2 bilhões na área
de defesa.
20 Em 2005, uma brigada completa, atualmente ins-
talada em Niterói – com aproximadamente 4 mil
soldados – será deslocada para a linha de divisa
com a Colômbia.
(Roberto Godoy, Forças Armadas terão mais R$ 1
bi para reequipamento. In: O Estado de S. Paulo, 8/
8/2004, p. A12, com adaptações)

Com referência ao texto acima e considerando os


diversos aspectos do tema por ele abordado, jul-
gue os itens seguintes.

42. A palavra “blindagem” (l. 3) está sendo utilizada em


seu sentido denotativo ou literal, uma vez que o perí-
odo está tratando de equipamentos de segurança.

43. Pelos sentidos do texto, infere-se que, na expressão


“flotilha fluvial” (l. 9), o termo sublinhado indica a
idéia de esquadra constituída de embarcações com
características idênticas ou semelhantes: grande
porte, elevado nível tecnológico e finalidade bélica.

Segurança do Medo

1 A síndrome de Nova Iorque, 11 de setembro, pro-


jetou-se sobre Atenas, agosto, sexta-feira, 13, data
da abertura dos 28º Jogos Olímpicos. De tal forma
que os gastos de 1,2 bilhão de euros (cerca de
5 R$ 4,8 bilhões) são a maior quantia já investida em
segurança na história da competição. O dinheiro foi
aplicado em um poderoso esquema para evitar ata- GABARITO
ques terroristas, como ocorreu nos Jogos de Muni-
que, em 1972, quando palestinos da organização 01. C 02. D 03. B 04. D 05. B
10 Setembro Negro invadiram a Vila Olímpica e mata-
ram dois atletas israelenses. Do esquema grego, 06. C 07. D 08. B 09. B 10. E
montado em colaboração com sete países – Esta-
11. D 12. E 13. D 14. C 15. B
dos Unidos da América (EUA), Austrália, Alemanha,
Inglaterra, Israel, Espanha e Canadá -, faz parte o 16. D 17. C 18. B 19. E 20. A
15 sistema de navegação por satélite da Agência Espa-
cial Européia. Da terra, ar e água, 70 mil policiais, 21. D 22. E 23. A 24. B 25. A
bombeiros, guarda costeira e mergulhadores da 26. B 27. D 28. C 29. A 30. E
Marinha vão zelar pela segurança. Até a Organização
do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) emprestará sua 31. C 32. E 33. C 34. B 35. B
20 experiência militar no combate ao terrorismo.
(Correio Brasiliense, 7/8/2004, “Guia das Olimpía- 36. E 37. D 38. A 39. A 40. C
das” p.3, com adaptações) 41. E 42. E 43. E 44. E 45. E

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A TIPOLOGIA TEXTUAL
Interpretação, leitura ou o ato de escrever: qual das - Marcolina. Dou-lhe este nome em lembrança de
três etapas é a mais importante? uma cabra que tive quando garoto, no Icó. Está satisfei-
Podemos afirmar que as três estão intimamente ta, Marcolina?
ligadas: quem não lê, tem dificuldades em redigir – in- - Muito, Francisco.
terpretar torna-se uma tarefa quase impossível, em fun- Sem reparar que a cabra aceitara o diálogo, e sa-
ção da, principalmente, falta de intimidade com o nosso bia o seu nome, Francisco continuou:
vocabulário. - Como foi que você teve idéia de vir ao Miguel Cou-
Nossa intenção inicial será a de familiarizar o leitor to? O Hospital Veterinário é na Lapa.
com as principais maneiras de se redigir um texto – que - Eu sei, Francisco. Mas você não trabalha na Lapa,
pensamos tratar-se do ponto de partida para qualquer trabalha no Miguel Couto.
estudo posterior. - E daí?
Inicialmente, apresentaremos os principais tipos de - Daí, preferi ficar por aqui mesmo e me entregar a
composição: a narração, a descrição e a dissertação. seus cuidados.
- Você me conhecia?
A NARRAÇÃO - Não posso explicar mais do que isso, Francisco.
As cabras não sabem muito sobre essas coisas. Sei que
Em uma narração, deve-se objetivar o fato, ressal- estou bem a seu lado, que você me salvou. Obrigada,
tando a razão do acontecimento, sua causa, o modo, a Francisco.
ocasião e, principalmente, com quem aconteceu o epi- E lambendo-lhe afetuosamente a mão, cerrou os
sódio. olhos para dormir; bem que precisava.
Aí Francisco levou um susto, saltou para o lado:
Texto motivador: - Que negócio é esse: cabra falando?! Nunca vi coi-
sa igual na minha vida. E logo comigo, meu pai do céu!
A Cabra e Francisco A cabra descerrou um olho sonolento, e por cima
Madrugada. O hospital, como o Rio de Janeiro, dor- das barbas parecia esboçar um sorriso:
me. O porteiro vê diante de si uma cabrinha malhada, e - Mas você não se chama Francisco, não tem o nome
pensa que está sonhando. do santo que mais gostava de animais neste mundo?
- Bom palpite. Veio mesmo na hora. Ando com tan- Que tem isso, trocar umas palavrinhas com você? Olhe,
ta prestação atrasada, meu Deus. amanhã vou pedir ao Ariano Suassuna que escreva um
A cabra olha-o fixamente. auto da cabra, em que você vai para o céu, ouviu?
- Está bem, filhinha. Agora pode ir passear. Depois (Carlos Drummond de Andrade)
você volta, sim? Explorando o texto:
Ela não se mexe, séria.
- Vai cabrinha, vai. Seja camarada. Preciso sonhar Exercício 01:
outras coisas. É a única hora em que sou dono de tudo, 1. Quais as personagens principais?
entende? 2. Quando aconteceu o fato?
O animal chega-se mais perto dele, roça-lhe o bra- 3. Onde?
ço. Sentindo-lhe o cheiro, o homem percebe que é de 4. O que houve?
verdade e recua. 5. Como o porteiro resolveu o problema?
Aiaiai! Bonito. Desculpe, mas a senhora tem de sair 6. Por quê?
com urgência, isto aqui é um estabelecimento público. (
No que diz respeito à organização e desenvolvimento
Achando pouco convincente a razão. ) Bem, se é público textual:
devia ser para todos, mas você compreende... ( Empur-
ra-a docemente para fora, e volta à cadeira.) Exercício 02:
- O quê? Voltou? Mas isso é hora de me visitar, fi- 1. Quando se dá a apresentação?
lha? Está sem sono? Que é que é que há? Gosto muito 2. Qual a complicação?
de criação, mas aqui no hospital, antes do dia clarear... ( 3. Quando ocorre o clímax, o ponto culminante?
Acaricia-lhe o pescoço. ) Que é isso! Você está molha- 4. Qual o seu desfecho?
da? Essa coisa pegajosa... O quê: sangue?! Por que não
me disse logo, cabrinha de Deus? Por que ficou me A DESCRIÇÃO
olhando assim feito boba? Tem razão: eu é que não
entendi, devia ter morado logo. E como vai ser? Os dou- No que diz respeito à descrição, esta pode ser classifi-
tores aqui são um estouro, mas cabra é diferente, não sei cada como estática ou dinâmica.
se eles topam. Sabe de uma coisa? Eu mesmo vou te
operar! DESCRIÇÃO ESTÁTICA
Corre à sala de cirurgia, toma um bisturi, uma pin- Nela, o elemento descrito encontra-se imóvel e é objeto
ça; à farmácia, pega mercúrio-cromo, sulfa e gaze; e de análise cuidadosa e pormenorizada: a descrição de
num canto do hospital, assistido por dois serventes, en- uma casa, por exemplo.
quanto o dia vai nascendo, extrai do pescoço da cabra
uma bala de calibre 22, ali cravada quando o bichinho, DESCRIÇÃO DINÂMICA
ignorando os costumes cariocas da noite, passara perto Nela, o elemento descrito encontra-se em movimento, e
de uns homens que conversavam à porta de um bar. é merecedor de muita observação, do poder de síntese
O animal deixa-se operar com a maior serenidade. do narrador: como exemplo, poderíamos citar a descri-
Seus olhos envolvem o porteiro numa carícia agradeci- ção da passagem de uma Escola de Samba na passa-
rela, durante o Carnaval.
da.

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Observar, ainda, que, em uma descrição, devem-se evi- e deflora
tar as características óbvias e as perífrases viciosas – a flor.
rodeios. O destaque deve ser dado ao que torna especi- Imóvel,
al o elemento descrito. no ar, parado.

Texto motivador: De minha varanda, avisto um mar


de ondas calmas de azulado forte,
De Minha Varanda a limpa areia da praia,
gaivotas brancas de bailados trajetos.
De minha varanda, avisto um chalé. Avisto pássaros
Um chalé de telhas vermelhas, de vôos livres e cantares brandos.
cercado de árvores copadas: Barcos que singram espumantes.
duas palmeiras –anãs
- guardiãs da entrada principal - De minha varanda,
uma amendoeira de sombras amigas tenho a mais precisa sensação
e uma mangueira de que o mundo é perfeito;
de dar manga em pé. de que cada coisa foi,
meticulosamente,
De minha varanda, avisto um monte. planejada e arranjada
Um monte de verde e cerrada mata em seu mais digno lugar.
- inacessível, inóspito, inabitável.
Plenos pulmões do lugar. De minha varanda, avisto tudo,
e tudo me parece estar ao alcance.
Um carro passa.
A monotonia, em minha varanda, é quebrada. Mas, minha varanda exibe
O ronco rouco da máquina humana a noção exata de uma solidão:
desvia-me a atenção. todos por ela passam
sorridentes, felizes,
A rotina volta à ,minha varanda. de bem com suas próprias vidas.
Apenas alguns insetos inoportunos E eu, em meu canto,
ousam impedir-me o avanço da pena. como reagir?
Sabem como é:
minha varanda é aberta. Falta você
Para todos, para tudo. em minha varanda.
Intrusos, como evitar? (Aurélio Ferreira de Araújo)

De minha varanda, avisto um céu Explorando o texto:


celeste de azul,
com poucas nuvens alvas Exercício 03:
a emoldurá-lo. 1. Aponte versos que contêm exemplos de descrição
A brisa é fraca, estática.
o sol é forte, 2. Em que versos ocorrem exemplos de descrição di-
o calor impera. nâmica?
3. Aponte versos em que o autor deixa de caracterizar
Onde estaria aquele ventinho gostoso uma descrição.
de encontro sempre marcado 4. Como explicar que características óbvias (telhas
com minha varanda? vermelhas, monte de verde e cerrada mata, um céu ce-
leste de azul...) se encaixam no texto?
De minha varanda, avisto banhistas:
jovens corpos em indecentes trajes; A DISSERTAÇÃO
velhos fracos em corpos indecentes. Em concursos, é a forma de composição mais utili-
Mas, a tudo, meu olhar registra. zada.
A censura não lhe cabe. “É um gênero de organização textual em que se
discute um determinado assunto – de natureza filosófi-
Um carteiro chega. ca, social, moral ou científica.”
De minha varanda, observo. A dissertação, normalmente, apresenta três fases
Será portador de boas ou más notícias? distintas: apresenta cão, desenvolvimento e conclusão:
Seria tão bom Na apresentação, destaca-se o assunto que será
se o mundo se restringisse discutido – o tema, a matéria. Basta um parágrafo.
ao que avisto de minha varanda! O desenvolvimento é o que se poderia dizer tratar-
Ouço o barulho de um prato partindo.
se do próprio trabalho. Nele, consideramos idéias, fa-
Longe... bem muito longe.
tos, exemplos com que o autor pretende demonstrar
O suficiente para macular o silêncio
seus argumentos. Favoráveis, contrários. Normalmen-
que reina em minha varanda.
te, usam-se três parágrafos nesse sentido.
A conclusão será sempre uma síntese, uma volta à
Um beija-flor
beija apresentação.

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Texto motivador: O DISCURSO INDIRETO
É o processo de relatar enunciados. O narrador torna-se
A Violência no Rio de Janeiro intérprete das palavras ditas pelas personagens, numa
O índice de crescimento da violência nas grandes oração subordinada substantiva.
cidades aumenta a cada dia. O Rio de Janeiro não pode-
ria ser uma exceção à regra. Exemplos:
Basta-nos uma leitura diária em jornais, assistirmos O professor é um filósofo, disse o aluno. (discurso dire-
a um dos noticiários de nossas televisões, recorrermos to)
às emissoras de rádio, para verificarmos que a situação O aluno disse que o professor era um filósofo. (discurso
se agrava a cada dia. São assaltos a residências, a mei- indireto)
os de transportes, nas ruas, onde quer que estejamos. A menina respondeu baixinho:
Casos de estupros, violência contra as mulheres, contra - Eu sei. (discurso direto)
os menos favorecidos já estão se tornando rotina em A menina respondeu baixinho que ela sabia. (discurso
nossa cidade. Há violência na rua, no trânsito, os casos indireto)
de seqüestros se repetem e, ao que parece, não existem
soluções a curto prazo. TRANSPOSIÇÃO DO DISCURSO DIRETO PARA O
Não podemos negar que atravessamos um período DISCURSO INDIRETO
de recessão, que há desemprego, que não existe uma
política social eficiente, que os ricos se tornam mais ricos a) Discurso direto:
em detrimento da população menos favorecida, que os Enunciado em 1ª. ou em 2ª. pessoa:
políticos só falam em segurança em época de eleições, O artista respondeu-lhe baixinho: - Eu atuei.
que a polícia é mal paga e não possui estrutura para - Falaste com teu pai? – perguntou Sílvia.
combater os malfeitores, e que, muitas vezes, alia-se a Discurso indireto:
eles, para, através dessa cumplicidade, melhorar o seu Enunciado em 3ª. pessoa:
padrão de vida. Tudo isso é assunto diário em nossas O artista respondeu-lhe baixinho que ele atuara.
conversas. Sílvia perguntou se ele havia falado com seu pai.
O que falta mesmo é vontade política. Nossos re-
presentantes deviam-se preocupar um pouco mais com b) Discurso direto:
o bem-estar da população, em vez de apresentarem pro- Verbo enunciado no presente:
jetos que visam apenas aos seus interesses pessoais. - Estou no escritório, ele disse ao telefone.
Nosso código penal também deveria ser atualizado. Discurso indireto:
Chega de prisão para negros e desvalidos. Cadeia para Verbo enunciado no imperfeito:
todos os que transgridem é o que esperamos. Ao telefone, ele disse que estava no escritório.
Mas, a esperança não nos pode faltar. Já existe um
movimento que nos permite imaginar que, em um futuro c) Discurso direto:
não muito próximo, tudo poderá melhorar. Inclusive por- Verbo enunciado no pretérito perfeito:
que, eles, os senhores que nos assistem, já começam a Antônio explicou a todos: - Chamei pelo padrinho.
sentir os efeitos desse problema. Aguardemos, pois. Discurso indireto:
(Aurélio Ferreira de Araújo) Verbo enunciado no pretérito mais-que-perfeito:
Antônio explicou a todos que chamara pelo padrinho.
Explorando o texto:
d) Discurso direto:
Exercício 04: Verbo enunciado no futuro do presente:
1. Como você dividiria o texto? - Regressarei breve – ela disse.
2. Em que parágrafo o autor opina? Discurso indireto:
3. Que sugestões você apresentaria para melhorar o Verbo enunciado no futuro do pretérito:
problema? Ela disse que regressaria breve.
4. Em relação à última pergunta, em que parágrafo
você as colocaria? e) Discurso direto:
Verbo enunciado no modo imperativo:
Observação final: - Pare com a brincadeira, ordenou a mãe.
Cumpre-nos, ainda, informar que os três tipos de Discurso indireto:
composição – a narração, a descrição e a dissertação – Verbo no modo subjuntivo:
podem, perfeitamente, encaixar-se em um mesmo tra- A mãe ordenou que parasse com a brincadeira.
balho.
f) Discurso direto:
OS DIVERSOS TIPOS DE DISCURSO Enunciado em forma interrogativa direta:
Ele perguntou: - como vai a família?
O DISCURSO DIRETO Discurso indireto:
Ocorre quando são as personagens que falam. Quem Enunciado em forma interrogativa indireta:
escreve, interrompe a narrativa e torna as palavras vivas Ele perguntou como ia a família.
para o ouvinte. Normalmente é marcado pela presença
de verbos do tipo afirmar, dizer, perguntar, indagar, res- g) Discurso direto:
ponder, concluir, prosseguir e sinônimos. Pronome demonstrativo de 1ª. ou de 2ª. pessoa:
Exemplos: O rapaz perguntou: O que aconteceu? Bateu na mesa e disse: - Isto é dinheiro.
- Por que você faltou? Indagou o professor. Essas artigos são de segunda qualidade, ele afirmou.

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Discurso indireto: Observe os exemplos seguintes:
Pronome demonstrativo de 3ª. pessoa: A jovem, no leito, gemia de dor. ( sentido próprio )
Bateu na mesa e disse que aquilo era dinheiro. O diretor gemeu um discurso. ( sentido figurado )
Ele afirmou que aqueles artigos eram de segunda qua-
lidade. A DENOTAÇÃO E A CONOTAÇÃO

h) Discurso direto: DENOTAÇÃO


Pronome possessivo ou pessoal de 1ª. pessoa: É a palavra empregada em seu sentido real, próprio,
Ele quis saber de mim: - Por que minha proposta não dicionarizado.
lhe interessa?
Discurso indireto: CONOTAÇÃO
Ele quis saber de mim ( Ele me perguntou ) por que sua Sentido subentendido, às vezes de teor subjetivo, que
proposta não me interessava. uma palavra ou expressão pode apresentar paralela-
mente ao sentido em que é empregada.
i) Discurso direto:
Advérbio de lugar “aqui”: Observar, então, que algumas palavras têm cargas se-
- Aqui ficava a loja do seu Manuel, relembrei. mânticas que sugerem muito mais do que a princípio
Discurso indireto: apresentam.
Advérbio de lugar “ali”:
Relembrei que ali ficara a loja do seu Manuel. Exercício 06:
Coloque nos parênteses D ou C, indicando os sentidos
Observações: Denotativo ou Conotativo:
a) Ele disse: - Irei à praia amanhã.
Ele disse que iria à praia amanhã (ou no dia seguinte). 01. ( ) Ninguém suportava os gemidos do enfermo.
02. ( ) O cachorro mordeu a menina.
b) Ele reclamou: - Não recebi o pagamento do mês 03. ( ) Assisti ao desfile das escolas de samba.
passado. 04. ( ) Suas palavras soavam gemidas.
Ele reclamou que não recebera o pagamento do mês 05. ( ) Ele me mordeu em dez reais.
passado (ou do mês anterior). 06. ( ) As estrelas desfilavam no céu.
07. ( ) Ele nadava em dinheiro.
c) - Onde você mora? 08. ( ) Seu coração parecia de pedra.
Ele quer saber onde eu moro. 09. ( ) Em 1888, libertaram-se os escravos.
Ele quis saber onde eu morava. 10. ( ) O atleta quebrou a perna.
11. ( ) As águas dos rios estavam poluídas.
Exercício 05: 12. ( ) O burro é um animal de grande utilidade no
Transforme o discurso direto em indireto: interior.
1. Nunca veio a São Paulo? – perguntou-me o repór- 13. ( ) O rapaz era chamado de burro pelos amigos.
ter. 14. ( ) O jovem quebrou o silêncio.
15. ( ) Os cometas são astros luminosos.
2. Não ligue para essas notícias – pediu-me.
16. ( ) Não se deve nadar em águas profundas.
3. Se eu puder, irei vê-la amanhã – disse-lhe.
17. ( ) Os convidados começavam a pingar para o en-
4. Fui ao cinema ontem – disse-me Paulo.
contro.
5. Estarei indo a seu encontro – disse-me a menina.
18. ( ) Ele se deixou levar pelas águas do amigo.
6. Saia de sala – ordenou-me o professor.
19. ( ) Sou um escravo do trabalho.
7. Isso não vai ficar assim – ameaçou o menino. 20. ( ) Foi luminosa a sua idéia.
8. Gosto muito de comidas pesadas – confessei. 21. ( ) Ela adorava pedras preciosas.
9. Apreciarei sua obra – prometi à artista. 22. ( ) O suor pingava-lhe do rosto.
10. Não faça isso – ordenei ao menino. 23. ( ) Deitei- me mais cedo noite passada.
24. ( ) Houve uma chuva de protestos após a decisão.
25. ( ) Havia várias pedras no caminho acidentado.
- O DISCURSO INDIRETO LIVRE 26. ( ) A chuva atrapalhou o Carnaval.
É o processo de relatar enunciados, resultantes da mis- 27. ( ) O rapaz deitou a dizer bobagens.
tura dos discursos direto e indireto. O narrador transmite 28. ( ) Esse menino é um foguete.
o pensamento de alguma personagem, não de uma for- 29. ( ) Havia várias pedras em meu caminho, mas venci.
ma direta, mas aproxima-se dela, expressando o que foi 30. ( ) Os EEUU lançaram mais um foguete ao espaço.
pensado.
Exemplo: CUIDADOS QUE DEVEM SER TOMADOS COM DETER-
-Essa roupa não lhe cai bem, filha. MINADOS VOCÁBULOS E EXPRESSÕES
- Mas a senhora sempre censura o que visto.
A mãe não gostava de ver a filha em trajes muito moder- No que diz respeito ao aspecto semântico, algumas ob-
nos, ousados. servações devem ser levadas em consideração.
- Tudo bem, filha. Você decide.

SIGNIFICAÇÃO LITERAL E 1. SUBSTANTIVOS:


CONTEXTUAL DE VOCÁBULOS a) Nem sempre aumentativos e diminutivos nos dão
Os vocábulos podem ser empregados no sentido pró- idéia de tamanho. Podem exprimir carinho, ternura, afe-
prio ( denotativo ) ou no sentido figurado ( conotativo ). tividade, desprezo, depreciação, intensidade.

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Exemplos: narigão, livreco, filhinho, amarelão, supermer- Compare:
cado, minicalculadora. Esta é a minha casa. ( posse )
b) Outras formas aumentativas e diminutivas, com o Minha filha, disse o professor, você melhora a cada dia.
tempo, adquiriram significados especiais, dissociados ( afetividade )
das palavras de origem.
Exemplos: cartão, portão, folhinha ( calendário ), lingüe- Podem, ainda, indicar aproximação numérica.
ta. Exemplo: Ele deve ter seus dezoito anos.

2. ARTIGOS: 5. NUMERAIS:
a) O artigo definido pode ser usado com força distri- Indicam também superlativação:
butiva. Exemplo: Já assisti a este filme mais de mil vezes.
Exemplo: A carne já está custando dez reais o quilo. ( =
cada ) 6. CONJUNÇÕES E LOCUÇÕES CONJUNTIVAS:
b) O artigo definido, anteposto a nome de pessoas, Deve-se estudar a equivalência que há entre elas.
apresenta um tom de afetividade ou de familiaridade. Exemplos:
Exemplo: Compare: Quebrei a cabeça, porque fui imprudente.
Antônio faltou à reunião. / O Antônio faltou à reunião. Como fui imprudente, quebrei a cabeça. (Causa)
(no segundo exemplo, o sujeito goza de certa intimidade Irei ao cinema se você pagar o ingresso.
junto ao emissor) Irei ao cinema caso você pague o ingresso. (Condição)
c) Há profunda modificação de sentido na frase quan- Fui à praia embora chovesse.
do a artigo definido antecede a palavra “todo”. Fui à praia apesar de chover. (Concessão)
Exemplo: Compare:
7. PREPOSIÇÕES:
Todo prédio deve ser vistoriado. (todos, em geral)
Deve-se estudar o valor semântico que uma preposição
Todo o prédio deve ser vistoriado. (um prédio específico)
apresenta.
d) Há modificação significativa quando o artigo defini- Exemplos:
do vem anteposto a um pronome substantivo possessi- Ele foi a São Paulo. ( destino, direção )
vo. Ele veio de São Paulo. ( procedência )
Exemplo: Compare: Ele saiu a seu pai. ( semelhança )
Este é meu livro. ( idéia de posse ) Este é um anel de ouro. ( matéria )
Este é o meu livro. ( idéia de distinção de outros de mes- Fui ao cinema com ela. ( companhia )
ma espécie. Dentre outros, este é o meu. ) Fiz o trabalho a caneta. ( instrumento )
e) Os artigos indefinidos “uns”, “umas” antepostos a Voltaremos a qualquer momento. ( tempo )
numerais indicam aproximação numérica. Ele morria de fome. ( causa )
Exemplo: Ela devia ter uns vinte anos. Compras só em dinheiro. ( condição )
f) Os artigos indefinidos antes de nomes próprios in-
dicam semelhança, elemento pertencente a determina- Exercício 07:
da família; podem, ainda, designar obras de um artista. O que se pode dizer das palavras em itálico?
Exemplos: 01. Colocarei seu prato naquela mesinha.
Provou ser um Judas. ( = traidor ) 02. Ela se destaca das outras meninas por sua beiçorra.
Ele era um verdadeiro Silva. 03. Ele era um jogadorzinho qualquer.
Trata-se de um Picasso. 04. Gostaria muito de ter um jogadorzinho desse em
meu time.
3. ADJETIVOS: 05. Não suje a casa. A mãezinha está prestes a chegar.
a) Algumas formas aumentativas e diminutivas equi- 06. Ela usava um biquíni amarelão.
valem a superlativos. 07. Carlinhos ( Carlito, Carlão ), veja só o que você fez!
Exemplos: 08. Não leio um livreco desses.
09. Comprei um portão novo para a casa de campo.
Menina branquinha = muito branca.
10. O cavalete não suportou o peso do tabuleiro.
Doce gostosão = gostosíssimo.
b) Outras formas de obtenção de superlativos de um Exercício 08:
modo não convencional: Estabeleça a diferença de sentido, existente entre as
. O café é extrafino. frases abaixo:
( através da prefixação )
. As pernas da menina eram brancas, brancas. 1.
( através da repetição do adjetivo ) Todo morro merece atenção governamental.
. Ele é forte como um touro. Todo o morro merece atenção governamental.
( através de uma comparação )
. O dono da escola é podre de rico. 2.
( através de uma expressão idiomática ) João é um bom rapaz .
. Ele não é apenas uma cantora, é a cantora. O João é um bom rapaz.
( através da repetição do artigo e do substantivo, dando-
se ênfase ao artigo ) 3.
Esta é minha caneta.
4. PRONOMES: Esta é a minha caneta.
Os pronomes possessivos podem indicar afetividade,
carinho. 4.
Os pronomes possessivos podem indicar afetividade, Estes livros são seus.
carinho. Ele deve ter seus quinze anos.

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5. 10.
Meu filho é estudioso. Embora o professor fosse competente, ele não conse-
Meu filho, seus pais não aprovariam o que você fez. guia gostar de Latim.
Ele não conseguia gostar de latim __________ .
Exercício 09:
O que indicam as frases seguintes? Exercício 12:
01. Ele está superalimentado. Desenvolva as idéias abaixo, com períodos argumenta-
02. A pobre mulher era gorda, gorda. tivos:
03. Isto é claro como a água. 01. As pessoas comentam muito sobre a sujeira que
04. Ela é uma pianista de mão cheia. há na cidade, mas ___________________ .
05. Pelé não foi apenas um jogador de futebol, foi o joga- 02. Comprou-se muito no último Natal, embora
dor. ____________ .
03. Os alunos vão melhorando à medida que ______.
Exercício 10: 04. A Amazônia é o pulmão do mundo, pois ______ .
Ligue os segmentos abaixo, transformando-os em duas 05. Como não se pode viver sem trabalhar, ________.
orações, estabelecendo entre elas uma relação de cau- 06. Apesar da boa vontade dos mestres, __________.
sa, de condição, de concessão ( não repita as conjun- 07. Ela era tão feio, que ____________________ .
ções ou locuções conjuntivas ). 08. Visto que foi imprudente, ________________ .
09. A não ser que você pague a passagem, ______ .
10. O voto não deve ser anulado, porque _________ .
1. Ir à festa. / Chover. 11. Não comparecerei à reunião, mesmo ________ .
2. Ser aprovado. / Estudar. 12. Como não tinha dinheiro, ________________ .
3. Ganhar o prêmio. / Ser merecedor.
4. Precisar de dinheiro. / Estar falido. Exercício 13:
Nas frases abaixo, aponte o valor semântico ou circuns-
Exercício 11: tancial que a preposição apresenta.
Modifique os períodos abaixo, iniciando-os conforme se 01. Sempre comprei a crédito.
sugere, sem alterar a idéia contida no primeiro. Em con- 02. Ele foi a casa.
seqüência, outras partes da frase sofrerão algumas al- 03. A ser verdade, você será punido.
terações. 04. Ele é de boa família.
05. Ela morria de frio na praia.
1. 06. Algumas pessoas vivem de rendas.
Abraçou-me com tal ímpeto, que não pude evitá-lo. 07. Há algo de se comer?
Não pude evitá-lo, ______________________ . 08. Corremos em seu auxílio.
09. Sou feliz em ser seu amigo.
10. Apostas só em dinheiro.
2.
Não se preocupe, que breve estarei de volta.
PROCESSOS COESIVOS DE REFERÊNCIA
Breve estarei de volta, ___________________ .
COESÃO
3. União íntima das partes de um todo; conexão.
Não posso atendê-lo, porque não é lícito o que requereu. Através da coesão referencial, evitamos que um vocábu-
Requereu o que não é lícito, ______________ . lo seja repetido, através de uma palavra anafórica.
4.
Insiste em sair sozinho, conquanto mal conheça a ci- ANÁFORA
dade. Figura de repetição.
Mal conhece a cidade ___________________ .
Geralmente, um pronome é o responsável pelo processo.
5. a) PESSOAL:
Bem cuidado como é, o livro apresenta alguns defeitos. Encontraram todos os livros. Ei-los.
O livro apresenta alguns defeitos __________ . Marcaram-se as provas. Elas serão realizadas sexta-
feira.
6.
A serem considerados os resultados, o trabalho será bom. b) POSSESSIVO:
O trabalho será bom ____________________ . O professor e seus alunos compareceram ao debate.

7. c) DEMONSTRATIVO:
Não fiquem tão ansiosos. Toda a matéria será dada. Ao comparar o rio Amazonas com os diversos rios do
Toda a matéria será dada, ________________ . mundo, destacava a importância daquele em relação a
estes.
8.
Quando o professor chegou, a turma retornou à sala. d) RELATIVO:
A turma retornou à sala __________________ . Este é o livro. / Eu comprei o livro.
Este é o livro que eu comprei.
9.
Contratou uma empresa, se bem que não precisasse. A coesão referencial poderá, também, ser obtida através
Não precisava, _________________________ . de um advérbio, um numeral, ou da colocação de um
simples sinônimo.

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Pratica-se muito futebol no Rio e em São Paulo. Aqui, as Exemplos de resumo:
partidas costumam ser disputadas no Maracanã; lá, no
Morumbi. Resumo do que ocorreu na novela “O Clone” , Tv Globo,
em 18 de fevereiro de 2002:
Os índices de violência aumentam no Rio de Janeiro. É “Lobato disse a Carol que era dependente químico, e
preciso que o estado previna-se contra ela. ela prometeu que ia ficar cuidando dele. Leo se sentiu
excluído da vida de Albieri. Abdum mandou que Jade fi-
Pedro e João são bons alunos. O segundo, em minha casse em casa. Lucas não quer raptar Khadija, pois é
opinião, destaca-se do primeiro. crime. Xande foi despedido.”

Exercício 14: Resumo do filme Anna Karenina:


Substitua os termos em evidência por uma palavra ana- Na Rússia do século 19, Anna Karenina desfruta de uma
fórica, tornando as frases mais elegantes. vida aristocrática ao lado do marido e do filho. Quando
01. O governo e as comunidades trabalham em conjun- vai a Moscou visitar o irmão, conhece o conde Vronski. Ain-
to. As comunidades contribuem com a mão-de-obra; o da que atormentados pela culpa, eles sucumbem à paixão
governo com o envio de verbas. que sentem um pelo outro.
02. O professor, fomos buscar o professor à entrada do
prédio. A PERÍFRASE E A PARÁFRASE
03. A seleção brasileira precisa de reforços. A seleção
está fraca. PERÍFRASE: Como já vimos, perífrase é a expressão que
04. Ele cantava a música. A música era bonita. determina em ser através de características ou atributos
05. Aquela é a garota. Eu gosto dos olhos da garota. que o celebrizaram.
06. O marginal e os cúmplices do marginal foram pre- Há dois tipos de perífrase: a virtuosa e a viciosa. A virtuo-
sos. sa preenche a definição acima é concede elegância à
07. Flamengo e Palmeiras são dois clubes de futebol. O frase, podendo, ainda, funcionar como palavra anafóri-
Flamengo é do Rio; o Palmeiras, de São Paulo. ca.
08. O fumo é prejudicial à saúde. É preciso evitar o fumo. Exemplos: A Cidade Luz deve ser visitada.
09. O teatro é muito espaçoso. O teatro pode receber (Cidade Luz = Paris)
cerca de três mil pessoas.
10. A vida é uma dádiva de Deus. A vida deve ser bem Zico dedicou, praticamente, sua vida esportiva ao Fla-
aproveitada. mengo. Por isso o Galinho de Quintino é respeitado por
todos os torcedores rubro-negros.
A SÍNTESE E O RESUMO
Já a perífrase viciosa, esta deve ser evitada. Trata-se de
SÍNTESE um rodeio de palavras, uma circunlocução.
Resumo dos tópicos principais ou da essência de algo;
sumário ( aquela frase foi a síntese perfeita do que está- Exemplo:
vamos sentindo. ) ( Houaiss ) O bosque era lindo, muito lindo, belíssimo, uma graça
maravilhosa de ser vista.
RESUMO
Recapitulação breve, sucinta ( o livro apresentava um PARÁFRASE: É o desenvolvimento do texto de um livro
pequeno resumo ao final de cada capítulo; em poucas ou de um documento, conservando-se as idéias origi-
nais; tradução livre ou desenvolvida. Aurélio)
palavras; resumidamente. ( Houaiss )
GABARITOS
Exemplo de síntese:
Exercício 01:
“ Até o prefeito de Ulsan, cidade onde a Seleção Brasilei-
01. A cabra e o porteiro.
ra ficará hospedada na Coréia do Sul, resolveu integrar 02. Em certa madrugada.
o fã-clube não-oficial pela convocação de Romário para 03. Em um hospital, no Rio de janeiro.
a Copa do Mundo. No encontro de ontem com o presi- 04. Uma cabra, ferida, procurando socorro.
dente da CBF, Ricardo Teixeira, em que fechou convênio 05. Operando-a
com a entidade para receber a equipe brasileira durante 06. O porteiro considerou que. por se tratar de uma cabra,
a primeira fase do Mundial, Shim Wan Gu disse que o animal não poderia ser tratado pelos médicos.
gostaria de ver Romário nos gramados sul-coreanos. ‘
Nunca estive com Romário e nem falei com ele, mas já Exercício 02:
ouvi falar dele e gostaria muito que ele estivesse na Copa’ 01. Com o surgimento da cabra.
, afirmou o prefeito, lembrando que conhece Rivaldo, 02. Ela não pode ser atendida, embora o hospital fosse
Ronaldinho e Edmílson ( do Lyon ).” público.
(Jornal do Brasil, 19 de fevereiro de 2002) 03. Quando o porteiro resolve operar a cabra.
04. O diálogo entre a cabra e Francisco. O agradecimen-
Síntese 1: to da cabra.
Até coreano pede Romário.
Exercício 03:
Síntese 2: 01. Os da primeira estrofe, por exemplo.
Prefeito de Ulsan, onde a Seleção ficará, defende ida do 02. A passagem do carro, a chegada do correio, do beija-
atacante à Copa. flor.

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03. Nas duas últimas estrofes. Exercício 09:
04. Em função da linguagem poética, de sua construção 01. Superlativação, através da prefixação.
( celeste de azul, em vez de azul-celeste, por exemplo; a 02. Superlativação, através da repetição de adjetivo.
anteposição do adjetivo... 03. Superlativação, através de uma comparação.
04. Superlativação, através de uma expressão idiomáti-
Exercício 04: ca.
01. Apresentação: primeiro parágrafo; 05. Superlativação, através da repetição do artigo e do
Desenvolvimento: segundo, terceiro e quarto parágrafos. substantivo.
Conclusão: quinto parágrafo.
02. No quarto parágrafo. Exercício 10:
03. Resposta pessoal. 01. ... pois ele me abraçou com tal ímpeto.
04. Resposta pessoal. Sugerimos o penúltimo parágra- 02. ... portanto, não se preocupe.
fo. 03. ... conseqüentemente, não posso ajudá-lo.
04. ... embora insista em sair sozinho.
Exercício 05: 05. ... apesar de ser bem cuidado.
01. O repórter me perguntou se eu nunca viera à São 06. ... se fossem considerados os resultados.
Paulo. 07. ... portanto, não fiquem ansiosos.
02. Ele me pediu ( aconselhou ) que não ligasse para 08. ... quando ( assim que ) o professor chegou.
aquelas notícias. 09. ... mas contratou uma empresa.
03. Eu lhe disse que, se pudesse, iria vê-la no dia se- 10. ... apesar de o professor ser experiente.
guinte.
04. Paulo me disse que fora ao cinema no dia anterior. Exercício 11:
05. A menina me disse que estaria vindo a meu encontro.
06. O professor ordenou-me que saísse de sala. Sugestão de resposta:
07. O menino ameaçou que aquilo não ficaria assim.
08. Confessei que gostava de comidas pesadas. 01.
09. Prometi à artista que apreciaria a sua obra. Não fui à festa, pois chovia.
10. Ordenei ao menino que não fizesse aquilo. Irei à festa se não chover.
Irei à festa embora chova.
Exercício 06:
D: 1, 2, 3, 9, 10, 11, 12, 15, 16, 21, 22, 23, 25, 26, 30. 02.
C: 4, 5, 6, 7, 8, 13, 14, 17, 18, 19, 20, 24, 27, 28, 29. Ele foi aprovado, já que estudou.
Ele será aprovado caso estude.
Exercício 07: Ele não foi aprovado, ainda que estudasse.
01. Substantivo no grau diminutivo.
02. Substantivo usado em tom depreciativo. 03.
03. Substantivo usado em tom depreciativo. Ele ganhou o prêmio, uma vez que foi merecedor.
04. Substantivo usado, indicando elogio. Ele ganhará o prêmio, desde que seja merecedor.
05. Substantivo usado, indicando carinho. Ele ganhou o prêmio, mesmo não sendo merecedor.
06. Substantivo usado , indicando intensidade.
07. Substantivo usado, indicando carinho. 04.
08. Substantivo usado, indicando depreciação. Como estivesse falido, ele precisou de dinheiro.
09. Substantivo que perdeu seu significado inicial. Ele não precisará de dinheiro, a não ser que venha a
10. Substantivo que perdeu seu significado inicial. falir.
Ele não precisou de dinheiro, apesar de falir.
Exercício 08:
Exercício 12:
01. Resposta pessoal do aluno.
Qualquer morro.
Um morro específico. Exercício 13:
01. modo. 06. meio.
02. 02. lugar, destino. 07. finalidade.
A segunda frase, diferentemente da primeira; indica grau 03. condição. 08. finalidade.
de amizade, conhecimento. 04. origem. 09. causa.
05. causa. 10. condição.
03.
Na primeira frase, o vocábulo indica posse. Exercício 14:
Na segunda, “dentre outras, esta é a minha.” 01. Estas – aquele.
02. buscá-lo.
04. 03. O time está fraco / Ela está fraca.
Na primeira frase, há a idéia de posse. 04. A música que ele cantava era bonita.
Na segunda, o vocábulo indica “aproximadamente”. 05. Aquela é a garota de cujos olhos eu gosto.
06. e seus cúmplices.
05. 07. Aquele – este.
Na primeira, posse; 08. evitá-lo.
Na segunda, “aproximadamente”. 09. A casa pode receber / Ela pode receber.
10. Ela.

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ORTOGRAFIA
1. Conceito h) nos sufixos –ÊS/ESA, indicando origem, nacionalida-
de ou posição social:
A grafia de uma palavra pode ter caráter: calabrês, milanês, português, norueguês, japonês, mar-
- fonético: que leva em conta a pronúncia quês, camponês
- etimológico: levando-se em conta a sua origem. calabresa, milanesa, portuguesa, norueguesa, japone-
sa, marquesa, camponesa
A grafia das palavras feita hoje no Brasil utiliza dois pro-
cessos juntamente: o etimológico ou histórico e o fono- i) nas palavras derivadas de outras que possuam S no
lógico ou de pronúncia. radical:
casa = casinha, casebre, casarão, casario
Nossa ortografia é orientada pelo Formulário Ortográfi- atrás = atrasado, atraso
co, aprovado pela Academia Brasileira de Letras, na ses- paralisia = paralisante, paralisar, paralisação
são de 12 de agosto de 1943, e simplificado pela Lei n. análise = analisar, analisado
5.765, de 18 de dezembro de 1971.
j) nos derivados de verbos que tragam o encontro con-
Ortografia vem do grego “orthós” = direito + “gráphein” = sonantal ND:
escrever. pretender = pretensão
suspender = suspensão
Os sons da fala são representados por sinais gráficos expandir = expansão
chamados letras, e além delas usamos outros sinais,
chamados auxiliares. Uso do “Z”
a) nas palavras derivadas de primitiva com Z
São eles: cruz = cruzamento
- Hífen ( - ) juiz = ajuizar
- Til ( ~ ) deslize = deslizar
- Cedilha ( ¸ )
- Apóstrofo ( ’ ) b) no sufixo –EZ/EZA, formadores de substantivos abs-
- Trema ( ¨ ) tratos, a partir de adjetivos:
- Acento agudo ( ´ ) altivo = altivez
- Acento circunflexo ( ^ ) mesquinho = mesquinhez
- Acento grave ( ` ) macio = maciez
belo = beleza
Algumas regras existem para escrever esta ou aquela magro = magreza
palavra, porém os problemas gráficos só se resolvem
com leitura. c) no sufixo –IZAR formador de verbos:
Se você é um leitor eficiente, escreverá bem, pois terá a hospital = hospitalizar
lembrança da escrita. canal = canalizar
Claro que regras existem que no dia-a-dia nos são ne- social = socializar
cessárias. São alguns problemas ortográficos que se útil = utilizar
resolvem por dicas específicas. catequese = catequizar

2. Dificuldades Ortográficas d) nos verbos terminados em –UZIR e seus derivados:


conduzir, conduziu, conduzo
Uso do “S”: deduzir, deduzo, deduzi
a) depois de ditongos: produzir, produzo, produziste
coisa, faisão, mausoléu, maisena, lousa
e) no sufixo –ZINHO, formador de diminutivo:
b) em nomes próprios com som de /z/:
cãozinho, pezinho, paizinho, mãezinha, pobrezinha
Neusa, Brasil, Sousa, Teresa

c) no sufixo –OSO (cheio de): Observação: Se acrescentarmos apenas –INHO, apro-


cheiroso, manhoso, dengoso, gasoso veitamos a letra da palavra primitiva:
casinha, vasinho, piresinho, lapisinho, juizinho
d) nos derivados do verbo querer:
quis, quisesse Uso do “H”
O emprego do H é regulado pela etimologia das pala-
e) nos derivados do verbo pôr: vras.
pus, pusesse
a) o H inicial deve ser usado quando a etimologia o jus-
f) no sufixo –ENSE, formador de adjetivo: tifique:
canadense, paranaense, palmeirense hábil, harpa, hiato, hóspede, húmus, herbívoro, hélice
g) no sufixo –ISA , indicando profissão ou ocupação fe Observação: Escreve-se com H o topônimo Bahia, quan-
minina: do se aplica ao Estado.
papisa, profetisa, poetisa

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b) o H deve ser eliminado do interior das palavras, se c) na relação ter – tenção:
elas formarem um composto ou derivado sem hífen: abster – abstenção
desabitado, desidratar, desonra, inábil, inumano, reaver reter – retenção

Observação: Nos compostos ou derivados com hífen, o Uso do “G”


H permanece: a) nas palavras terminadas em –ágio, égio, ígio, ógio,
úgio:
anti-higiênico, pré-histórico, super-humano pedágio, colégio, litígio, relógio, refúgio
c) no final de interjeições: b) nas palavras femininas terminadas em –gem:
ah!, oh!, ih! garagem, viagem, escalagem, vagem.
Observação: Pajem e lambujem são exceções à regra.
Uso do “X”
a) normalmente após ditongo: Uso do “J”
caixa, peixe, faixa, trouxa a) na terminação –AJE:
ultraje, traje, laje
Observação: Caucho e seus derivados (recauchutar, re-
cauchutagem) são com CH. b) nas formas verbais terminadas em –JAR e seus deri-
vados:
b) normalmente após a sílaba inicial EN: arranjar, arranje, viajar, viajaremos, despejar, despeja-
enxaqueca, enxada, enxoval, enxurrada ram
Observação: c) em palavras de origem tupi:
jibóia, pajé, jenipapo
Usaremos CH depois da sílaba inicial EN caso ela seja
derivada de uma com CH:
d) nas palavras derivadas de outras que se escrevem
de cheio = encher, enchimento, enchente com J:
de charco = encharcado, encharcamento ajeitar, laranjeira, canjica
de chumaço = enchumaçado
de chiqueiro = enchiqueirar Uso do “I”
a) no prefixo ANTI, que indica oposição:
c) depois da sílaba inicial ME: antibiótico, antiaéreo
mexer, mexilhão, mexerica
b) nos verbo terminados em –AIR, –OER, –UIR e seus
Observação: Mecha e seus derivados são com CH. derivados:
sair – saio, sai, sais
Uso do “CH” cair – caio, cai, cais
Não há regras para o emprego do dígrafo CH. moer – mói, móis
roer – rói, róis
Uso do “SS” possuir – possui, possuis
Emprega-se nas seguintes relações: retribuir – retribui, retribuis
a) ced – cess Uso do “E”
ceder – cessão a) nas formas verbais terminadas em –OAR e –UAR e
conceder – concessão – concessionário seus derivados:
perdoar – perdoe, perdoes
b) gred – gress coar – coe, coes
agredir – agressão continuar – continue, continues
regredir – regressão efetuar – efetue, efetues
c) prim – press b) no prefixo –ANTE, que expressa anterioridade:
imprimir – impressão anteontem, antepasto, antevéspera
oprimir – opressão
Uso do “SC”
d) tir – ssão Não há regras para o uso de SC, sua presença é inteira-
discutir – discussão mente etimológica.
permitir – permissão
Formas Variantes
Uso do “Ç” Algumas palavras admitem dupla grafia correta, sem al-
a) nas palavras de origem árabe, tupi ou africana: teração de significado. São as formas variantes.
açafrão, açúcar, muçulmano, araçá, Paiçandu, miçanga, São elas:
caçula aluguel aluguer
assobiar assoviar
b) após ditongo: bêbado bêbedo
louça, feição, traição bílis bile
cãibra câimbra

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carroceria carroçaria a) para ligar as partes de adjetivo composto:
catorze quatorze verde-claro, azul-marinho, luso-brasileiro
cota quota
cociente quociente b) para ligar os pronomes mesoclíticos ou enclíticos:
cotidiano quotidiano amá-lo-ei, far-me-á, dê-me, compraram-na
chimpanzé chipanzé
crisântemo crisantemo c) para separar as sílabas de uma palavra, inclusive na
infarto enfarte, enfarto translineação (mudança de linha):
laje lajem a-ba-ca-xi, se-pa-ra-do
líquido líqüido
percentagem porcentagem Hífen com Prefixos
flecha frecha Observaremos individualmente cada prefixo e as pala-
espuma escuma vras que aparecem depois deles para podermos ou não
toucinho toicinho utilizar o hífen.
taverna taberna
a) Com os prefixos:
Merecem Atenção Especial: ALÉM, AQUÉM, RECÉM, SEM, VICE, EX, PÓS, PRÉ, PRÓ.
Sempre haverá hífen:
Tome cuidado com a grafia de certas palavras. Algumas além-mar, aquém-mar, recém-casados, sem- educação,
que no quotidiano apresentam problemas são: vice-rei, ex-marido, pós-operatório, pré- história, pró-eco-
Aterrissar logia.
Beneficência
Beneficente b) Com o prefixo:
Cabeleireiro BEM.
Chuchu Emprega-se hífen se a palavra seguinte tiver vida autô-
De repente noma.
Disenteria Bem-educado, bem-humorado, bem-vindo
Empecilho
Exceção c) Com os prefixos:
Êxito SUPER, INTER.
Hesitar Emprega-se hífen se a palavra seguinte começar por H
Jiló ou R .
Manteigueira Super-humano, super-realidade, inter-helênico, inter-
Mendigo relacionado.
Meritíssimo
Misto d) Com os prefixos:
Mortadela PAN, MAL, CIRCUM.
Prazerosamente Emprega-se hífen se a palavra seguinte começar por
Privilégio VOGAL ou H.
Salsicha Pan-americano, mal-educado, circum-adjacente, mal-
habituado, pan-helênico.
3. Emprego do Hífen
O uso do hífen é meramente convencional. e) Com os prefixos:
Algumas regras esclarecem poucos problemas, mas AB, AD, OB, SOB, SUB.
muitos serão resolvidos apenas com a consulta ao dicio- Emprega-se hífen se a palavra seguinte começar por R.
nário. Ab-rogar, ad-rogar, sob-roda, sub-raça, ob-repção.

Ainda assim alguns gramáticos divergem em determi- Observação: O prefixo SUB também se separa por hífen
nados casos. antes de palavras iniciadas por B.
Sub-base, sub-braquicéfalo.
Uso Geral do Hífen
Observe o que diz o Formulário Ortográfico da Língua f) Com os prefixos:
AUTO, CONTRA, EXTRA, INFRA, NEO, PROTO, PSEUDO,
Portuguesa: SEMI, SUPRA, ULTRA
“Só se ligam por hífen os elementos das palavras Emprega-se hífen se a palavra seguinte começar por
compostas em que se mantém a noção de composição, VOGAL, H, R ou S.
isto é, os elementos das palavras compostas que man- Auto-avaliação, contra-regra, extra-oficial, infra-som, in-
têm a sua independência fonética, conservando cada tra-uterino, neo-republicano, proto-histórico, pseudo-hu-
um a sua própria acentuação, porém formando o con- mana, semi-reta, supra-sensível, ultra-romântico.
junto perfeita unidade de sentido.”
Observação: Extraordinário – única exceção.
Exemplos:
Couve-flor, pé-de-moleque, grão-duque etc. g) Com os prefixos:
ANTE, ANTI, ARQUI, SOBRE.
Veja, em linhas gerais, o uso desse sinal. Emprega-se hífen se a palavra seguinte começar por H,
R ou S.
O hífen é usado: Ante-sala, anti-social, sobre-saia, ante-humano, anti-re-
gra, sobre-humano, arqui-rival.

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4. Acentuação Gráfica (s) em final de palavra:
vôo, vôos, enjôo, enjôos, abençôo, môo, perdôo
Acentos Gráficos:
Marcam a sílaba tônica: 2. Ditongos abertos:
a) grave — para indicar crase (será visto em Crase). São acentuados os ditongos abertos éi, éu, oi:
b) agudo — para som aberto: café, cipó. idéia, centopéia, geléia, chapéu, mausoléu, céu, bóia,
c) circunflexo — para som fechado: você, complô. tramóia, herói

Sinais Gráficos: 3. I e U tônicos:


Recebem acento se cumprirem as seguintes determi-
Modificam o som da sílaba:
nações:
a) til (~) — nasalizador de vogais:
a) devem ser precedidos de vogal,
romã, maçã, ímã, órfão b) devem estar sozinhos na sílaba (ou com o s),
c) não devem ser seguidos de nh.
Observação: saída, juízes, saúde, viúva, caíste, saístes, balaústre
o til substitui o acento gráfico quando os dois recaem Então: Raul, ruim, ainda, sair, juiz, rainha
sobre a mesma sílaba.
irmã, romãs Observação:
b) trema (ü) — indicador de pronúncia átona do u: Não se acentua a vogal do hiato quando precedida de
agüentar, sagüi, cinqüenta, tranqüilo outra idêntica:
xiita, paracuuba
Regras Gerais
1. Monossílabas Tônicas: 4. Ver, Ler, Crer, Dar:
recebem acento as terminadas em a(s), e(s), o(s): Recebem acentuação especial na 3ª pessoa do plural,
pá, já, má, lá, trás, más, chás nos seguintes tempos:
pé, fé, Sé, mês, três, rés
pó, só, dó, cós, sós, nós
Então:
mar, sol, paz, si, li, vi, nu, cru
me, lhe, mas (conjunção), ti

2. Oxítonas: 5. Acentos Diferencias nos verbos Ter e Vir:


recebem acento as terminadas em a(s), e(s), o(s), em Recebem acentos diferenciais na 3ª pessoa do plural
(ens): do presente do indicativo:
sofá, maracujá, Paraná, ananás, marajás, atrás
Pelé, café, você, freguês, holandês, viés
complô, cipó, trenó, retrós, compôs, avós
amém, também, armazém
parabéns, reféns, armazéns
Então:
pomar, anzol, jornal, maciez
saci, caqui, anu, urubu
Outros acentos diferenciais:
3. Paroxítonas: côas, côa (verbo coar)
recebem acento as terminadas em l, i(s), n, us, r, x, ã(s), côas, coa (com + as / com + a)
ão(s), um(uns), ps, ditongo: pára (verbo parar)
fácil, útil, júri, táxi, lápis, tênis, hífen, pólen, elétron, nêu- para preposição
tron, vírus, Vênus, revólver, mártir, ímã, ímãs, órfã, órfãs,
sótão, órgão, órfãos, álbum, médium, fóruns, pódiuns, pêlo (substantivo = cabelo)
fórceps, bíceps, água, história, série, tênues pélo / pélas / péla (verbo pelar)
péla / pélas (substantivo = bola da borracha)
Observações: pelo / pelos (preposição por + artigo ou pronome o)
pela / pelas (preposição por + artigo ou pronome a)
a) palavras terminadas em N, no plural:
1. –ONS: com acento — elétrons, nêutrons. pêra (substantivo = fruta)
2. –ENS: sem acento — hifens, polens. péra / péras (substantivo = pedra)
pera (preposição antiga = para)
b) prefixos paroxítonos terminados em i ou r não são
acentuados: pôde (verbo poder no passado)
anti, multi, super, hiper pode (verbo poder no presente)

4. Proparoxítonas: pôla / pôlas (substantivo = broto de árvore)


Todas são acentuadas póla / pólas (substantivo = surra)
lânguido, física, trópico, álibi, hábitat, déficit, lápide pola (contração antiga de preposição + artigo)

Regras Especiais pólo / pólos (substantivo)


1. Encontro ôo(s) em final de palavra: pôlo / pólos (filhote de gavião)
Recebe acento circunflexo o primeiro o do encontro oo polo (contração antiga de preposição + artigo)

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pôr (verbo) Eu não fui à escola porque estava doente.
por (preposição) Venha depressa, porque sua presença é indispensável.

porquê (substantivo) Porquê


porque (conjunção) substantivo
Vem sempre acompanhado de uma palavra que o ca-
quê (substantivo, interjeição ou pronome em final de frase) racteriza (artigo, pronome, adjetivo ou numeral)
que (conjunção, advérbio, pronome ou partícula expletiva)
Deve haver um porquê para ele se atrasar tanto.
6. U nos grupos gue, gui, que, qui: Qual o porquê da sua revolta?
U — não pronunciado:
guerra, guitarra, quente, quilo EXERCÍCIOS

U — pronunciado: 01. Marque o texto que contém erro de grafia.


a) Assino esta revista especializada há muitos anos,
a) fraco — trema: agüentar, sagüi, freqüente, tranqüilo mas este mês ela chamou a minha atenção de
b) forte — acento agudo: averigúe, argúis, apazigúem modo especial, e vocês vão logo entender por quê.
b) A decisão final sobre os reajustes das prestações
Formas variantes do SFH sairá ainda este mês. Persistem algumas
dúvidas porque a indexação voltou só para a parce-
acróbata ou acrobata la do salário até três mínimos.
amnésia ou amnesia c) Conforme informação da Caixa Econômica Federal,
antigüidade ou antiguidade os mutuários desejam saber porque aqueles que
eqüivalência ou equivalência têm data-base em setembro e repasse em sessen-
eqüivalente ou equivalente ta dias terão, em novembro, correção mais elevada.
homília ou homilia d) Muitos desconhecem também os motivos por que
lângüido ou lânguido se aplicarão a todos os mutuários com contratos
liqüidar ou liquidar de equivalência salarial plena as antecipações bi-
liqüidez ou liquidez mestrais e quadrimestrais pelo INPC.
liqüidificador ou liquidificador e) Por que se aplica o índice da poupança de setem-
liqüidificar ou liquidificar bro/90 a agosto/91 mais 3% de ganho real, des-
líqüido ou líquido contando as antecipações?
ortoepia ou ortoépia
projetil ou projétil 02. Identifique o item sublinhado que contém erro de
réptil ou reptil natureza ortográfica ou gramatical ou de improprie-
retorqüir ou retorquir dade vocabular, e marque a letra correspondente.
sangüinário ou sanguinário Se bem que a Lei Suprema remeta à (A) lei ordiná-
sangüíneo ou sanguíneo ria estabelecer (B) as condições de capacidade para
séqüito ou séquito o exercício de profissões, nada impede, muito ao
sóror ou soror contrário recomenda, que o comando constitucio-
xérox ou xerox nal seja elastecido (C) no sentido de conferir ao
profissional meios necessários ao exercício, atri-
zângão ou zangão
buindo garantias, vantagens, certos direitos, prer-
rogativas e previlégios (D) não discriminatórios,
5. Uso do PORQUÊ como privacidade ou exclusividade ou gozo (E) de
situações ou “status” especiais.
Por que a) A. d) D.
preposição + pronome interrogativo b) B. e) E.
Em frases interrogativas (diretas ou indiretas): c) C.
Por que não veio? 03. Na última .......... de cinema, havia somente ..........
Gostaria de saber por que lutamos. a) sessão, cinquenta espectadores privilegiados.
Ela não veio por quê? b) seção, cinqüenta expectadores privilegiados.
c) sessão, cinqüenta espectadores privilegiados.
Obs.: a palavra que em final de frase, acompanhada de d) sessão, cincoenta expectadores previlegiados.
ponto (. ! ? ...) recebe acento circunflexo: e) cessão, cinqüenta espectadores previlegiados.
Você precisa de quê?
Ela sabe o quê! 04. Marque o texto que contém erro de grafia
a) Como se diz “bom-dia” em bretão? E “muito-obriga-
Por que do” em provençal?
preposição + pronome relativo b) Às vésperas do século XXI, turistas desavisados que
Equivale a pelo qual (e suas variações). visitam determinados rincões da Europa são sur-
Ela é a mulher por que me apaixonei. preendidos pelo inesperado renacimento de línguas
Não conheço as pessoas por que espero. que, desde o fim da Idade Média, caminhavam ine-
xoravelmente para a extinção.
Porque c) Ladino, corso, bretão, galego, idiomas semimortos
conjunção praticados apenas por poucos falantes, ressurgem
Equivale a pois. com força insuspeitada, justamente agora, quando

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as fronteiras na Europa Ocidental estão virando e) A idéias esdrúxulas correspondem atitudes extra-
meros rabiscos nos mapas. vagantes.
d) Reunidos em Estrasburgo, na França, representan-
tes de 26 países europeus adotaram uma Carta Eu- 10. Assinale o único segmento incorreto quanto à acen-
ropéia das Línguas Regionais, que encoraja o uso tuação gráfica.
de línguas e dialetos de minorias - num total de ses- Tens idéia (a) de quanto é inútil (b) bancar o mártir
senta idiomas, falados por 50 milhões de europeus. (c)? Nesse rítmo (d) acabas perdendo o juízo (e).
e) A carta afirma que a prática de uma língua regional a) A.
na esfera pública e privada é um direito inalienável b) B.
das minorias. c) C.
(Veja 01/09/1993, com adaptações) d) D.
e) E.
05. Marque o único vocábulo acentuado incorretamen-
te. 11. Aponte a alternativa que apresenta todas as pala-
a) pára (verbo). vras grafadas corretamente.
b) pêlo (cabelo). a) enxada, bondoso, bexiga, revezamento.
c) pôr (verbo). b) faxina, tóxico, canalisar, nobresa.
d) ítem. c) eresia, canzarrão, caxumba, hesitar.
e) Jaú. d) hêxito, gorjeio, algema, pesquisa.
e) hegemonia, cangica, xadrez, vazio.
06. Assinale a alternativa que preenche corretamente
as lacunas das frases abaixo. 12. Dadas as palavras:
1. Cada qual faz como melhor lhe ............... . 1) pão duro
2. O que ............... estes frascos? 2) copo de leite
3. Neste momento os teóricos ............... os conceitos. 3) sub raça
4. Eles ............... a casa do necessário.
constatamos que o hífen é obrigarório:
a) convém, contêm, revêem, provêem.
b) convém, contém, revêem, provêm. a) apenas na palavra nº 1.
c) convêm, contêm, revêm, provêem. b) apenas na palavra nº 2.
d) convém, contém, revêem, provêem. c) apenas na palavra nº 3.
e) convêm, contêm, revêem, provêm. d) em todas as palavras.
e) n. d. a.
07. Indique a única alternativa em que nenhuma pala-
vra deve ser acentuada graficamente.
a) lapis, canoa, abacaxi, jovens.
b) ruim, sozinho, aquele, traiu.
c) saudade, onix, grau, orquidea.
d) voo, legua, assim, tenis.

08. As silabadas, ou erros de prosódia, são freqüentes


no uso da língua. Indique a alternativa onde não
ocorre silabada alguma.
a) Eis aí um prototipo de rúbrica de um homem vaido-
so.
b) Para mim a humanidade se divide em duas meta-
des: a dos filântropos e a dos misantropos.
c) Os arquétipos de iberos são mais pudicos do que
se pensa.
d) Nesse interim chegou o médico com a contagem
de leucócitos e o resultado da cultura de lêvedos.
e) Ávaro de informações, segui todas as pegadas do
éfebo.

09. Assinale o trecho que apresenta erro de grafia.


a) Por ocasião do plebiscito para decidir que sistema
de governo quer o brasileiro, poderia a questão da
sucessão do País também ser votada.
b) Apesar da diversidade cultural entre as regiões do
País, prevalesce uma unidade comum que se ali-
cerça em valores e hábitos fundamentais da socie-
dade brasileira. GABARITO
c) Por ser farta e barata, a contribuição da mão-de-
obra nordestina foi imprescindível para permitir o 01. C 02. D 03. C 04. B
notável desenvolvimento de São Paulo. 05. D 06. A 07. B 08. C
d) O Brasil, visto por estrangeiros, possui um estereó-
tipo que se resume em três palavras: samba, car- 09. B 10. D 11. A 12. C
naval e futebol.

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MORFOLOGIA
1. Estrutura do Vocábulo A vogal temática também pode aparecer nos nomes.
Neste caso, sua função é a de preparar o radical para
A palavra, ao contrário do que muitos pensam, não é a receber as desinências.
menor unidade portadora de significado dentro da lín-
gua. Ela própria é formada de vários elementos também Exemplos:
dotados de valor significativo. cas radical
A vogal temática
A essas formas portadoras de significado damos o nome s desinência de número
de Morfemas ou Elementos Mórficos.
mar radical
Tomemos como exemplo a palavra Alunas. Ela é consti- E vogal temático
tuída de três morfemas. s desinência de número

ALUN Morfema que é base do significado. Tema


A Morfema que indica o gênero feminino.
S Morfema que indica o número plural. É o radical acrescido da vogal temática.

Assim, de acordo com a função na palavra, os fonemas Exemplo:


são classificados em: beb radical TEMA
e vogal temática
Radical ou Morfema Lexical mos desinência número-pessoal

É o elemento que contém a significação básica do vocá- Afixos


bulo. Exemplo:
Elementos de significação secundária que aparecem
LIVR o agregados ao radical.
LIVR aria
LIVR eiro Podem ser:
radical
a) Prefixo: morfemas que se antepõem ao radical. Exem-
Desinência ou Morfema Flexional plos:

São elementos terminais do vocábulo. RE prefixo


Servem para marcar: luz radical

a) gênero e número nos nomes (desinências nominais) EX prefixo


b) pessoa/número e tempo/modo nos verbos (desinên- por radical
cias verbais)
b) Sufixo: morfemas que se pospõem ao radical. Exem-
Exemplos: plos:
MENIN radical
A desinência nominal de gênero feminino moral radical
S desinência nominal de número plural ISTA sufixo

AMÁ radical leal radical


VA desinência verbal modo-temporal DADE sufixo
(Pretérito Imperfeito do Indicativo)
MOS desinência verbal número-pessoal Vogal e Consoante de Ligação
(1ª pessoa do plural)
São elementos que, desprovidos de significação, são
Vogal Temática usados entre um morfema e outro para facilitar a pro-
núncia. Exemplo:
É o elemento que, nos verbos, serve para indicar a con-
jugação. São três: gás
Ô vogal de ligação
A – verbos de 1ª conjugação metro
fal + A + r cha
E – verbos de 2ª conjugação L consoante de ligação
eira
varr + E + r
I – verbos de 3ª conjugação 2. Formação de Palavras
part + I + r
Para criar-se palavra nova em português existem, prin-
Ob.: O verbo pôr e seus derivados (compor, repor, impor cipalmente, cinco processos diferentes.
etc.) incluem-se na 2ª conjugação.

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Derivação miar
zunir
Forma palavras pelo acréscimo de afixos. mugir

a) Prefixal ou Prefixação: pela colocação de prefixos. Abreviação

REler, INfeliz, INTERvir, ULTRAvioleta, SUPER-homem. Forma palavra pela redução de um vocábulo até o limite
que não cause dano à sua compreensão.
b) Sufixal ou Sufixação: pela colocação de sufixos. moto por motocicleta
boiADA, canalIZAR, felizMENTE, artISTA. pneu por pneumático
foto por fotografia
c) Prefixal/Sufixal: pela colocação de prefixo e sufixos Itaquá por Itaquaquecetuba
numa só palavra. pornô por pornografia
DESlealDADE, INfelizMENTE, DESligADO. quilo por quilograma

d) Parassíntese ou Parassintética: pela colocação si- Obs.: Não confunda abreviação com abreviatura.
multânea de prefixos e sufixos numa mesma palavra.
1. Abreviatura: é a redução na grafia de determinadas
ENtardECER, ENtristECER, DESalmADO, EmudECER. palavras, limitando-se à letra ou letras iniciais e/ou fi-
nais.
e) Regressiva: pela redução de uma palavra primitiva. p. ou pág. – página
min – minuto(s)
sarampão sarampo Sr. – Senhor
pescar pesca
barracão barraco 2. Sigla: é a redução das locuções substantivas às le-
botequim boteco tras ou sílabas iniciais.

f) Imprópia: pela mudança da classe gramatical da pala- A sigla que se forma com a primeira letra de cada pala-
vra. vra deve ser escrita toda com letras maiúsculas.
os bons (subst.) bom (adj.)
o jantar (subst.) jantar (verbo) IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
o belo (subst.) belo (adj.) VASP – Viação Aérea de São Paulo
o porquê (subst.) porque (conj.)
A sigla que se forma com mais de uma das primeiras
Composição letras de cada palavra deve ser escrita com apenas a
primeira maiúscula.
Forma palavra pela ligação de dois ou mais radicais.
a) Justaposição: quando os radicais se unem sem ne- Banespa – Banco do Estado de São Paulo
nhuma alteração. Sudene – Superintendência para o Desenvolvimento do
Nordeste
passatempo, girassol, guarda-comida, pé-de-moleque.
Principais Radicais Gregos
b) Aglutinação: quando na união dos radicais há altera-
ção de pelo menos um deles. AEROS (ar): aeronáutica
ACROS (alto): acrofobia
fidalgo filho + de + algo AGOGOS (conduzir): demagogo
embora em + boa + hora ALGIA (dor): nevralgia
planalto plano + alto ANTROPO (homem): antropologia
você vossa + mercê ARQUIA (governo): monarquia
vinagre vinho + agre AUTO (si mesmo): autobiografia
BIBLIO (livro): biblioteca
Hibridismo BIO (vida): biosfera
CACO (mau): cacofonia
Forma palavra pela união de elementos de línguas dife- CALI (belo): caligrafia
rentes. CEFALO (cabeça): acéfalo
COSMO (mundo): cosmopolita
automóvel auto – grego / móvel – latim CLOROS (verde): clorofila
abreugrafia Abreu – português / grafia – grego CRONOS (tempo): cronologia
monocultura mono – grego / cultura – latim CROMOS (cor): cromoterapia
burocracia bureau – francês / cracia – grego DACTILOS (dedo):datilografia
DEMOS (povo): democracia
Onomatopéia DERMA (pele): epiderme
DOXA (opinião); ortodoxo
Forma palavra pela reprodução aproximada de sons ou DROMOS (corrida): hipódromo
ruídos e vozes de animais. EDRA (lado): poliedro
FAGO (comer): antropófago
tique-taque FILOS (amigo): filósofo
pingue-pongue FOBOS (medo): acrofobia

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FONOS (som, voz): telefone TRI (três): tricolor
GAMIA (casamento): polígamo UMBRA (sombra): penumbra
GEO (terra): geografia UNI (um): uníssono
GLOTA (língua): poliglota VERMI (verme): verminose
GRAFO (escrever, descrever): geografia VOMO (que expele): ignívomo
HELIOS (sol): heliocêntrico VORO (que come): carnívoro
HIDRO (água): hidrografia
HIPO (cavalo): hipopótamo Principais Prefixos Gregos
ICONOS (imagem): iconoclasta
LOGO (discurso): monólogo A(AN) (negação): anônimo
MEGALOS (grande): megalópole ANA (inversão): anagrama
MICRO (pequeno): micróbio ANFI (duplo): anfíbio
MIS (ódio): misantropo ANTI (contrário): anti-aéreo
MORFE (forma): morfologia ARCE, ARQUI (posição superior): arquiduque, arcebis-
NEOS (novo): neologismo po
ODOS (caminho): método DIS (dificuldade): disenteria
PIROS (fogo): pirosfera DI (dois): dissílabo
POLIS (cidade): metrópole ENDO (para dentro): endoscopia
PSEUDO (falso): pseudônimo EPI (em cima de): epicentro
PSIQUE (alma): psicologia EU (bem, bom): eufonia
POTAMO (rio): hipopótamo HEMI (metade): hemisfério
SACARO (açúcar): sacarose HIPER (excesso): hipertensão
SOFOS (sábio): filósofo HIPO (inferior, deficiente): hipoderme
TELE (longe): televisão META (para além): metamorfose
TEOS (deus): teologia PARA (proximidade): parágrafo
TOPOS (lugar): topônimo PERI (em torno de, cerca de): período
XENO (estrangeiro): xenofobia
ZOO (animal): zoologia Principais Prefixos Latinos

Principais Radicais Latinos ABS, AB (afastamento): abjurar


AD, A (aproximação): adjunto
AGRI (campo): agrícola AMBI (duplicidade): ambidestro
ARBORI (árvore): aborizar ANTE (anterior): antedatar
AVI (ave): avícola CIRCUM (movimento em torno): circunferência
BIS (duas vezes): bisavô EX (movimento para fora): exportar, ex-ministro
CAPITI (cabeça): decapitar I, IN, IM (negação): ilegal
CIDA (que mata): homicida INTRA (movimento para dentro): intravenoso
COLA (que cultiva ou habita): vinícola INTER, ENTRE (entre, reciprocidade): intervir, entrelinhas
CRUCI (cruz): crucificar JUSTA (ao lado de): justaposição
CULTURA (cultivar): apicultura PEN (quase): penúltimo
CURVI (curvo): curvilíneo PER (através de): percorrer
EQUI (igual): eqüidade POS (posterior): pospor
FERO (que contém ou produz): mamífero SOBRE, SUPRA (posição superior): supracitado, sobre-
FICO (que produz): benéfico loja
FIDE (fé): fidelidade TRANS (através, além): transatlântico
FRATER (irmão): fraternidade VICE (no lugar de): vice-reitor
FUGO (que foge): centrífugo
IGNI (fogo): ignívomo Principais Sufixos Nominais
LOCO (lugar): localizar
LUDO (jogo): ludoterapia ADA: boiada
MATER (mãe): maternidade ARIA: livraria
MULTI (muito): multinacional IA: advocacia
ONI (todo): onisciente EZ (A): altivez, beleza
PARO (que produz): ovíparo URA: doçura
PATER (pai): paternidade ANTE, ENTE: estudante, combatente
PEDE (pé): pedestre DOURO: bebedouro
PISCI (peixe): piscicultura URA: formatura
PLURI (vários): pluricelular ACO: maníaco
PLUVI (chuva): pluvial AR: escolar
PUERI (criança): puericultura ÊS, ESA: camponês, camponesa
QUADRI (quatro): quadrilátero OSO: cheiroso
RÁDIO (raio): radiografia VEL: amável
RETI (reto): retilíneo IÇO: quebradiço
SAPO (sabão): saponáceo ISMO: realismo
SEMI (metade): semicírculo AGEM: folhagem
SESQUI (um e meio): sesquicentenário EIRO: barbeiro
SILVA (floresta): silvícola DADE: lealdade
SONO (que soa): uníssono ICE, ÍCIE: meninice, calvície

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ANCIA, ANÇA: vingança, tolerância 3.1. Substantivo
DOR: jogador
SÃO, ÇÃO: extensão, exportação É a palavra que dá nome aos seres em geral, às quali-
TÓRIO: lavatório dades, às ações, aos estados e aos sentimentos.
MENTO: ferimento Pode ser classificado como próprio ou comum:
ADO: barbado
ANO: corintiano Próprio: refere-se a um determinado ser da espécie:
ESTRE: campestre
INTE: constituinte Europa
IVO: pensativo
ÓRIO: preparatório Comum: nomeia todos os seres ou todas as coisas de
ISTA: realista uma mesma espécie:

Principais Sufixos Verbais menino

EAR: folhear Pode ser:


ICAR: bebericar
IZAR: utilizar Simples: é formado por uma só palavra:
EJAR: gotejar
ITAR: saltitar roupa
ECER, ESCER: amanhecer, florescer
Composto: é formado por duas ou mais palavras
Principal Sufixo Adverbial
guarda-roupa
MENTE: suavemente
Concreto: não depende de outro ser para ter existência
3. Classes de Palavras
escola
Todas as palavras da língua portuguesa podem ser co-
locadas em dez classes diferentes, de acordo com sua Abstrato: depende de outro ser para ter existência
classificação gramatical. A isso damos o nome de Clas-
ses de Palavras. tristeza
Primeiramente podemos separá-las em dois grandes
grupos: Primitivo: não se origina de outra palavra:

Classes Variáveis: são as classes de palavras que se abacate


flexionam:
Substantivo Derivado: tem origem em outra palavra
Adjetivo
Artigo abacateiro
Pronome
Numeral Coletivo: dá idéia de conjunto, reunião, coleção
Verbo manada
Classes Invariáveis: são as classes de palavras que Flexão de Gênero
não se flexionam:
Advérbio
Quanto ao gênero os substantivos podem ser classifi-
Preposição
cados em:
Conjunção
Interjeição
Biformes
Obs.: A mesma palavra pode ser colocada em mais de
uma classe, de acordo com o modo como é usada. Quando mudamos as desinências para formarmos o
feminino.
Exemplos:
Exemplos:
Eu quero jantar em sua casa hoje. conde – condessa
(jantar – verbo) moço – moça
poeta – poetisa
O jantar que você fez estava delicioso.
(jantar – subst.) Obs.: Quando usamos as palavras com o radical total-
mente diferente para formar o feminino, chamamo- las
Eu quero um vestido amarelo. de heterônimos.
(amarelo – adj.)
bode – cabra
Eu gosto muito do amarelo. cavaleiro – amazona
(amarelo – subst.)

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Uniformes o cisma (a separação)
a cisma (desconfiança)
Quando usamos uma mesma palavra para designar tan-
to o masculino quanto o feminino. o cabeça (o líder)
a cabeça (parte do corpo)
Subdividem-se em:
o capital (dinheiro)
Epicenos: designam animais e alguns vegetais. a capital (cidade)
o moral (ânimo)
Exemplos: a moral (ética, bons costumes)
o sabiá (macho e fêmea)
a cobra (macho e fêmea) o grama (medida de peso)
o jacaré (macho e fêmea) a grama (vegetal)
o mamão (macho e fêmea)
c) Deve-se também observar que algumas palavras co-
Comuns de dois gêneros: designam pessoas. mumente são usadas no gênero errado.
São masculinos:
Exemplos:
o dentista – a dentista o ágape
o viajante – a viajante o anátema
o artista – a artista o aneurisma
o jornalista – a jornalista o champanha
o dó
Sobrecomuns: designam pessoas. o eclipse
o gengibre
Exemplos: o guaraná
a criança o plasma
(do sexo masculino ou do sexo feminino)
São femininos:
Formação do Feminino:
a alface
1. trocando-se o -o ou -e do masculino por -a: a apendicite
aluna, menina, giganta, hóspeda a cataplasma
a comichão
2. acrescentando-se -a ao final dos masculinos termina- a omoplata
dos em -i, -r, -s ou -z: a ordenança
fiscala, oradora, deusa, juíza. a rês
a sentinela
3. com as terminações -esa, -essa, -isa, -eira e -triz: a usucapião
consulesa, condessa, papisa, arrumadeira, embaixatriz
Flexão de Número
4. masculinos terminados em -ão fazem o feminino em - Quanto ao número os substantivos podem ser:
ã, -ao e -ona:
a) Singular: um ser ou um grupo de seres:
anã, patroa, foliona
ave, bando.
5. outras formas:
b) Plural: mais de um ser ou grupo de seres:
rapaz – rapariga
herói – heroína aves, bandos.
grou – grua
avô – avó Para colocarmos os substantivos no plural devemos
réu – ré separá-lo em simples (um único radical) e composto
(dois ou mais radicais).
Particularidades do Gênero
Formação do Plural dos Substantivos Simples
Há várias particularidades, quanto ao gênero dos subs-
tantivos, que devem ser observadas. a) Terminados em -ão:
anciãos, mãos, órfãos, cidadãos
a) Veja, por exemplo, algumas palavras para as quais a anões, espiões, botões, limões
gramática não fixa um gênero: pães, capitães, alemães, cães
o diabete - a diabete
o personagem - a personagem Obs.: Alguns admitem duas ou três formas:
o pijama - a pijama
corrimãos, corrimões
b) Outra dificuldade é a mudança de significação da pa- sacristãos, sacristães
lavra quando mudamos o gênero: anciãos, anciães, anciões
vilãos, vilães, vilões

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b) Terminados em -s: - acrescenta-se -s:

- monossílabos e oxítonos recebem -es: hífens


gás – gases abdomens
mês – meses germens
freguês – fregueses elétrons
país – países prótons

- outros ficam invariáveis: Plural dos Diminutivos Terminados em -ZINHO ou -ZITO


o lápis – os lápis
o ônibus – os ônibus Faz-se da seguinte forma:

c) Terminados em -r ou -z recebem -es: fogãozinho fogõe(s) + zinho + s fogõezinhos


raizinha raíze(s)+ zinho + s raizezinhas
mulheres cãozito cãe(s) + zito + s cãezitos
oradores barrilzinho barri(s) + zinho + s barrizinhos
trabalhadores
cruzes Particularidades do Número
juízes
arrozes a) determinados substantivos são usados apenas no
plural:
d) Terminados em -m trocam por -ns:
anais
garagens alvíssaras
armazéns arredores
homens cãs
álbuns condolências
férias
e) Terminados em -al, -el, -ol, -ul trocam o -l por -is: núpcias

jornais b) alguns substantivos tomam significados diferentes


papéis quando no singular ou plural:
faróis bem (virtude)
pauis bens (propriedades)

f) Terminados em -il: costa (litoral)


costas (dorso)
- oxítonas trocam o -l por -s:
liberdade (livre de escolha)
funis liberdades (regalias, intimidades)
barris
vencimento (fim de prazo)
- paroxítona trocam o -il por -eis: vencimentos (salário)

fósseis Formação do Plural dos Substantivos Compostos


répteis
projeteis Composto sem hífen:

Cuidado: Variam como os substantivos simples.


mal / males
cônsul / cônsules aguardente – aguardentes
mel / meles ou méis girassol – girassóis
vaivém – vaivens
g) Terminados em -x ficam invariáveis:
Composto com hífen:
os tórax
os sílex Observa-se a classe gramatical de cada um dos termos
as fênix formados do composto: se ela for variável, vai para o
as xerox plural. Caso contrário, continuará da mesma forma.

h) Terminados em -n: Vão para o plural:

- acrescenta-se -es: Substantivos


Adjetivos
hífenes Pronomes
abdômenes Numerais
gérmenes
líquenes

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Ficam invariáveis: São invariáveis.

Verbos bel-prazer bel-prazeres


Advérbios grão-duque grão-duques
Interjeições
Prefixos b) como sufixos:

Veja como flexioná-los: São variáveis.

abelha-mestra abelhas-mestras altar-mor altares-mores


= abelha (subst.) / mestra (subst.) capitão-mor capitães-mores

amor-perfeito amores-perfeitos Casos Especiais


= amor (subst.) / perfeito (adj.)
os arco-íris
padre-nosso padres-nossos os joões-ninguém
= padre (subst.) / nosso (pron.) os terra-novas
quinta-feira quintas-feiras
= quinta (num.) / feira (subst.) Flexão de Grau

guarda-roupa guarda-roupas O grau dos substantivos exprime uma “variação” no ta-


= guarda (verbo) / roupa (subst.) manho do ser, podendo também dar-lhe um sentido des-
prezível:
sempre-viva sempre-vivas
= sempre (adv.) / viva (adj.) bocarra, velhota
ou afetivo
ave-maria ave-marias
= ave (interj.) / Maria (subst.) gatão, velhinha

vice-presidente vice-presidentes Temos os graus:


= vice (pref.) / presidente (subst.)
a) Normal:
Obs.:
boca, velha, gato, pedra, corpo
1. Varia apenas o primeiro elemento quando:
b) Aumentativo:
a) ligados por preposição:
boca grande / bocarra
pé-de-moleque pés-de-moleque gato enorme / gatão
mula-sem-cabeça mulas-sem-cabeça
c) Diminutivo:
b) compostos formados por substantivo + substantivo,
em que o segundo determina o primeiro: boca pequena / boquinha
pedra minúscula / pedrinha
navio-escola navios-escola
manga-rosa mangas-rosa Há dois processos para se obter os graus aumentativo
e diminutivo:
2. Varia apenas o segundo elemento quando:
1. analítico: juntando à forma normal um adjetivo que
a) formado por palavras repetidas: indique aumento ou diminuição:

quero-quero quero-queros obra gigantesca, obra mínima


corre-corre corre-corres menino grande, menino pequeno
tico-tico tico-ticos
ruge-ruge ruge-ruges 2. sintético: anexando-se à forma normal sufixos deno-
tadores de aumento ou redução:
Mas se as palavras repetidas forem verbos, ambas po-
dem variar: bocarra (aumentativo sintético)
pedregulho (aumentativo sintético)
corre-corre corres-corres
(corre = verbo correr) estatueta (diminutivo sintético)
pedrisco (diminutivo sintético)
ruge-ruge ruges-ruges
(ruge = verbo rugir) São muitos os sufixos indicadores de grau:

3. Com adjetivos apocopados: Aumentativo:

a) como prefixos: aça barca – barcaça

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ão cachorro – cachorrão Exemplos:
arra boca – bocarra dia de chuva dia chuvoso
az prato – pratarraz atitudes de anjo atitudes angelicais
ázio copo – copázio luz do sol luz solar
ona mulher – mulherona estrela da tarde estrela vespertina
uça dente – dentuça menino do Brasil menino brasileiro
ar do campo ar campestre
Diminutivo:
Flexão de Gênero
acho rio – riacho
ebre casa – casebre a) adjetivo simples: sua flexão de gênero é igual à dos
ejo lugar – lugarejo substantivos simples.
eta sala – saleta
inho livro – livrinho homem bom / mulher boa
isco chuva – chuvisco rapaz trabalhador / moça trabalhadeira
ulo globo – glóbulo
b) adjetivo composto: varia apenas o último elemento.
3.2. Adjetivo hospital médico-cirúrgico / clínica médico-cirúrgica
sapato amarelo-claro / blusa amarelo-clara
É toda palavra que caracteriza o substantivo, indicando- homem luso-brasileiro / mulher luso-brasileira
lhe um estado, aspecto ou modo de ser.
Exceção:
O adjetivo pode ser:
surdo-mudo / surda-muda
a) uniforme: possui uma única forma para os dois gêneros:
Flexão de Número
feliz, alegre
a) adjetivo simples: sua flexão de número é igual a dos
b) biforme: possui uma forma para cada gênero: substantivos simples:

bom / boa homem bom / homens bons


mau / má rapaz trabalhador / rapazes trabalhadores
bonito / bonita
Obs.: Qualquer substantivo usado como adjetivo fica in-
c) simples: constituído de apenas um radical: variável:

vermelho, social, claro, escuro, financeiro homem monstro / homens monstro


vestido laranja / vestidos laranja
d) composto: constituído de dois ou mais radicais:
b) adjetivo composto: varia apenas o último elemento:
vermelho-claro
sócio-financeiro hospital médico-cirúrgico / hospitais médico-cirúrgicos
verde-escuro blusa amarelo-clara / blusas amarelo-claras
posição sócio-político-econômica / posições sócio-polí-
Adjetivo Pátrio tico-econômicas

É aquele que se refere a continentes, países, cidades, Obs.: Se o último elemento do composto for um subs-
regiões. tantivo, fica invariável.

Exemplos: blusa verde-garrafa / blusas verde-garrafa


Brasil – brasileiro tecido amarelo-ouro / tecidos amarelo-ouro
Brasília – brasiliense sapato marrom-café / sapatos marrom-café
Calabria – calabrês
Espírito Santo – espiritosantense ou capixaba Exceções:
Europa – europeu
Rio de Janeiro – (est.) – fluminense surdos-mudos e surdas-mudas
Rio de Janeiro (Cid.) – carioca
Rio Grande do Sul – sul-rio-grandense ou rio-granden- São invariáveis:
se-do-sul
Rio Grande do Norte – potiguar ou rio-grandense-do- azul-marinho / azul-celeste / cor de ...
norte ou norte-rio-grandense
Salvador – soteropolitano Flexão de Grau
Sergipe – sergipano
São dois os graus de adjetivo:
Locução Adjetiva
a) Comparativo: compara dois seres diferentes.
É a expressão formada de preposição mais substantivo b) Superlativo: fala da qualidade de um único ser.
(ou advérbio) com valor de adjetivo.

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Grau Comparativo: b) sintético: quando acrescentamos sufixos para mar-
car o grau:
1) de igualdade: a qualidade aparece na mesma intensi-
dade para ambos os seres que se comparam: João é altíssimo.
Minha casa é confortabilíssima.
João é tão alto quanto José.
O Superlativo Absoluto Sintético é formado pelo acrésci-
2) de superioridade: a qualidade aparece mais intensifi- mo dos sufixos:
cado no primeiro elemento de comparação:
-íssimo
João é mais alto que (ou do que) José.
-imo
3) de inferioridade: a qualidade aparece menos intensi- -rimo
ficado no primeiro elemento de comparação:
Na língua coloquial usamos sempre -íssimo:
João é menos alto que (ou do que) José.
belíssimo, amiguíssimo, agudíssimo
Obs.: Veja o Grau Comparativo de Superioridade com os
adjetivos: Na língua culta devemos acrescentar o sufixo às formas
eruditas dos adjetivos:
bom
mau / ruim amicus + íssimo = amicíssimo
grande pauper + rimo = paupérrimo
pequeno acutus + íssimo = acutíssimo

Temos duas formas para usá-los: Alguns Superlativos Absolutos Eruditos

a) Analítica: amargo amaríssimo


célebre celebérrimo
mais bom, mais ruim, mais grande, mais pequeno cruel crudelíssimo
doce dulcíssimo
b) Sintética: frio frigidíssimo
geral generalíssimo
melhor, pior, maior, menor
humilde humílimo
incrível incredibilíssimo
Comparativo de superioridade analítico: usado quando
se comparam duas qualidades de um único ser: livre libérrimo
magro macérrimo ou magérrimo
Minha casa é mais grande que confortável. negro nigérrimo
João é mais bom que ruim. nobre nobilíssimo
pio pientíssimo
Comparativo de superioridade sintético: usando quan- preguiçoso pigérrimo
do se compara uma qualidade entre dois seres diferen- sábio sapientíssimo
tes: soberbo superbíssimo
tenro teneríssimo
Minha casa é maior que a sua tétrico tetérrimo
João é melhor que José. velho vetérrimo
veloz velocíssimo
Grau Superlativo: visível visibilíssimo
voraz voracíssimo
1) Relativo: qualidade de um ser em relação a um con-
junto de seres. 3.3. Artigo
a) de superioridade:
É a palavra variável em gênero e número que define o
João é o mais alto da turma. substantivo.
b) de inferioridade: a) Artigo Definido: O, A, OS, AS
João é o menos alto da turma. O jornal comentou a notícia.
2) Absoluto: qualidade de um único ser absolutamente. b) Artigo Indefinido: UM, UMA, UNS, UMAS
a) analítico: quando a alteração do grau é feita através Um jornal comentou uma notícia.
de alguma palavra que modifique o adjetivo:
Particularidades do Artigo
João é muito alto.
Minha casa é bastante confortável. 1) Substantivar qualquer palavra:

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O “não” é uma palavra que expressa negação (não - subst.)

Quem ama o feio, bonito lhe parece (feio - subst.)

2) Evidenciar o gênero e o número dos substantivos:

O dó (masculino)
A coleta (feminino)
O lápis (singular)
Os lápis (plural)

3) Revelar quantidade aproximada quando usado o indefinido diante de numerais:

Uns dez quilos.


Umas trezentas pessoas.

4) Combinar-se com preposições:

No = em + o
Das = de + as
À=a+a
Numa = em + uma

3.4. Pronome

Classe de palavras que normalmente precedem o substantivo ou nome e que dão indicações sobre aquilo que este
expressa, limitando ou concretizando o seu significado. Concordam sempre em gênero com o substantivo.

Possessivo

Subclasse de palavras variáveis que exprimem a posse em relação às três pessoas gramaticais.

Pronomes Pessoais

Subclasse de palavras que representam no discurso as três pessoas gramaticais, indicando, por isso, quem fala, com
quem se fala e de quem se fala.

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Pronomes de Tratamento b) do Poder Legislativo:
Deputados Federais e Senadores; Ministro do Tribunal
São usados no trato formal, quando não deve haver inti- de Contas da União; Deputados Estaduais e Distritais;
midade. Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais; Pre-
sidentes das Câmaras Legislativas Municipais.
Os pronomes de tratamento apresentam certas peculia-
ridades quanto à concordância verbal, nominal e prono- c) do Poder Judiciário:
minal. Embora se refiram à segunda pessoa gramatical Ministros dos Tribunais Superiores; Membros de Tribu-
(à pessoa com quem se fala, ou a quem se dirige a nais; Juízes; Auditores da Justiça Militar.
comunicação), levam a concordância para a terceira pes-
soa. É que o verbo concorda com o substantivo que inte- 2. Vossa Senhoria (V.Sª) é empregado para as demais
gra a locução como seu núcleo sintático: “Vossa Senho- autoridades e para particulares.
ria nomeará o substituto”; “Vossa Excelência conhece o
3. Vossa Magnificência (V.Magª) é empregado por for-
assunto”.
ça da tradição, em comunicações dirigidas a reitores de
universidade.
Da mesma forma, os pronomes possessivos referidos
a pronomes de tratamento são sempre os da terceira 4. Vossa Santidade (V.S), em comunicações dirigidas
pessoa: “Vossa Senhoria nomeará seu substituto” (e não ao Papa.
“Vossa ... vosso...”).
5. Vossa Eminência (V.Emª) ou Vossa Eminência Re-
Quanto aos adjetivos referidos a esses pronomes, o verendíssima (V.EmªRev ma ), em comunicações aos
gênero gramatical deve coincidir com o sexo da pes- Cardeais.
soa a que se refere, e não com o substantivo que com-
põe a locução. Assim, se nosso interlocutor for homem, 6. Vossa Excelência Reverendíssima (V.ExªRevma) é usa-
o correto é “Vossa Excelência está atarefado”, “Vossa do em comunicações dirigidas a Arcebispos e Bispos,
Senhoria deve estar satisfeito”; se for mulher, “Vossa
Excelência está atarefada”, “Vossa Senhoria deve estar 7. Vossa Reverendíssima (V.Revma) ou Vossa Senho-
satisfeita”. ria Reverendíssima (V.SªRevma) para Monsenhores,
Cônegos e superiores religiosos.
Emprego dos Pronomes de Tratamento
8. Vossa Reverência (V.Reva) é empregado para sacer-
1. Vossa Excelência (V.Exª), para as seguintes autori- dotes, clérigos e demais religiosos.
dades:
9. Vossa Alteza (V.A.) é empregado para arqueduques,
a) do Poder Executivo: duques e príncipes.
Presidente da República; Vice-Presidente da República;
Ministros de Estado; Governadores (e Vice) de Estado e 10. Vossa Majestade (V.M.) é empregado para reis e
do Distrito Federal; Oficiais-Generais das Forças Arma- imperadores.
das; Embaixadores; Secretários-Executivos de Ministé-
rios e demais ocupantes de cargos de natureza especi- Observação: As formas acima são usadas para falar di-
al; Secretários de Estado dos Governos Estaduais; Pre- retamente com a pessoa. Quando queremos falar delas
feitos Municipais. (e não com elas) trocamos VOSSA por SUA: Sua Exce-
lência (S.Exª).

Pronomes Demonstrativos

Subclasse de palavras que, substituindo ou acompanhando os nomes, indicam a posição dos seres e das coisas no
espaço e no tempo em relação às pessoas gramaticais.

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Pronomes Relativos

Subclasse de palavras que estabelecem uma relação en-


tre uma palavra antecedente que representam e aquilo
que a seu respeito se vai dizer na oração que introduzem,
ou que estabelecem uma relação entre um nome que
determinam e um antecedente.

1. Cujo – É utilizado como determinante relativo com sen-


tido equivalente a do(a, os, as) qual, de quem, de que.
Visto ser um determinante, concorda sempre em gênero
e em número com o substantivo (nome) que o sucede: 3.5. Numeral
Esta senhora, cujo nome desconheço, tem uma reclama-
ção a fazer. É a palavra que dá idéia de quantidade (um, dois, três
Este é o rio Douro cujas águas banham a cidade do Porto. etc.), seqüência (primeiro, segundo, terceiro etc.), multi-
plicação (dobro, triplo etc.) e divisão (metade, um terço,
2. Quanto – Tem por antecedentes os pronomes indefi- três quartos etc.).
nidos todo(a, os, as) e tanto(a, os, as) embora estes este-
jam omitidos (subentendidos). Flexão dos Numerais
Emprestei-te quanto dinheiro tinha. (Antecedente suben-
tendido tanto). Alguns numerais são invariáveis em gênero e número,
outros apenas em gênero ou apenas em número.
Pronomes Interrogativos
Subclasse de palavras que, substituindo ou acompanhan- Gênero e Número
do os nomes, são empregadas para formular uma per-
primeiro, primeira / primeiros, primeiras
gunta direta ou indireta.
Gênero

um / uma, dois / duas, trezentos / trezentas, ambos /


ambas

Número

um terço / dois terços, um quinto / cinco quintos


1. Quanto – pode referir-se a pessoas ou a coisas. En-
Emprego dos Numerais
quanto determinante interrogativo, usa-se em concordân-
cia com o substantivo: a) emprego do numerais cardinal ou ordinal: Na indica-
Quantos irmãos tens? ção de reis, príncipes, papas, anos, séculos, capítulos
etc., usa-se ordinal até 10 e daí em diante emprega-se o
2. Qual – pode referir-se a pessoas ou a coisas. Usa-se cardinal:
geralmente como determinante, embora nem sempre
junto ao substantivo: Henrique VIII (oitavo)
Qual foi o filme que viste ontem? Luís XV (quinze)
Paulo VI (sexto)
3. Que – é determinante quando é equivalente a que es- João XXIII (vinte e três)
pécie de, podendo referir-se a pessoas ou a coisas: Capítulo X (décimo)
Que livro andas a ler? Capítulo XI (onze)
Mas que mulher é essa?
Obs.: Se o numeral vier anteposto ao substantivo, usa-
Pronomes Indefinidos mos o ordinal:

Subclasse de palavras que designam ou determinam a XX Salão do Automóvel = Vigésimo Salão do Automóvel
3ª pessoa gramatical (seres ou coisas) de modo vago e
Se o numeral vier posposto ao substantivo, usamos o
impreciso.
cardinal:

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Casa 2 = casa dois Observação:
página 23 = página vinte e três O símbolo Ø informa que para essas pessoas não exis-
(subentende-se aqui a palavra número: casa (número) dois) te desinência, portanto nada acrescentaremos à forma
verbal.
b) primeiro dia do mês: Na indicação do primeiro dia do
mês usamos o numeral ordinal: Classificação dos Verbos

primeiro de abril a) Regulares:


primeiro de julho
São os que seguem o modelo de sua conjugação.
c) leitura do numeral cardinal: Coloca-se a conjunção e Exemplo: Estudar
entre as centenas e dezenas e também entre a dezena e
a unidade: Observação:
Para saber se um verbo é regular, basta conjugá-lo no
6.069.523 = seis milhões sessenta e nove mil quinhen- Presente do Indicativo e no Pretérito Perfeito do Indicati-
tos e vinte e três. vo. Se não houver mudanças no radical ou nas desinên-
cias nesses dois tempos, não haverá em nenhum outro.
d) leitura do numeral ordinal: inferior a 2.000º , lê-se
normalmente como ordinal:

1.856º = milésimo octingentésimo qüinquagésimo sexto.

superior a 2000º, lê-se o primeiro como cardinal e os


outros como ordinais:

2.056º = dois milésimo qüinquagésimo sexto


5.232º = cinco milésimo ducentésimo trigésimo segundo

Mas se for número redondo:

10.000º = décimo milésimo b) Irregulares:


2.000º = segundo milésimo
5.000º = quinto milésimo São aqueles cujo radical e/ou terminações se alteram,
não seguindo o modelo de sua conjugação.
3.6. Verbos
Exemplos: Dar e Ouvir
Definição

É a classe de palavra que designa um estado, uma ação


ou um fenômeno natural.
Ana é feliz. (estado)
Ana comeu mamão. (ação)
Neva todo inverno no país de Ana. (fenômeno natural)

A conjugação verbal é feita através da desinência (veja


Estrutura do Vocábulo).

Exemplo:
VIÉSSEMOS
S S E – desinência modo-temporal
M O S – desinência número-pessoal Observação:
Perceba que houve alteração nas desinências.
Trabalharemos sempre com as desinências número-
pessoais que serão fixas para todos os verbos das Lín-
gua Portuguesa em qualquer modo ou tempo. Elas di-
rão se um verbo está na 1ª, na 2ª ou na 3ª pessoa, no
singular ou no plural.
São elas:

A irregularidade pode também ocorrer no radical, como


no caso do verbo ouvir na 1a pessoa do Presente do
Indicativo – eu ouç – o:

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c) Anômalos: Nas Locuções Verbais, o verbo auxiliar está sempre con-
São aqueles que sofrem profundas modificações: jugado e o verbo principal (aquele que dá sentido à locu-
ção) deve ficar no infinitivo (-r), gerúndio (-ndo) ou particí-
Exemplos: pio (-do):
ser: sou, fui, era ... -infinitivo: Eu vou falar.
ir: vou, fui, irei ... -gerúndio: Eu estou falando
-particípio: Eu tenho falado.
d) Defectivos:
Exemplo: abolir, reaver Observação:
1) Nas Locuções Verbais formadas de particípio deve-
mos optar pelo regular ou irregular, de acordo com a
seguinte regra:

a) Com auxiliares ter ou haver:


particípio regular (-do):
Eu tenho pagado minhas contas em dia.
Ele havia acendido a vela.

b) Com outros auxiliares:


particípio irregular (?):
A conta foi paga.
A vela está acesa.
Observação: Há mais adiante uma lista de defectivos
notáveis.
2) Quando o particípio possui uma única forma, não te-
mos por que optar:
e) Abundantes:
fazer – feito:
São aqueles que apresentam mais de uma forma com o
Eu tenho feito o trabalho sozinho.
mesmo valor.
O trabalho foi feito por mim.
Exemplos:
vender – vendido:
haver: vós haveis ou heis
Eu tenho vendido muitas roupas.
construir: tu construis ou constróis
Estas roupas já foram vendidas.
A abundância acontece principalmente no particípio.
Flexão dos Verbos

I. Pessoa

Refere-se à pessoa do discurso:


1ª pessoa – quem fala: Canto, cantamos.
2ª pessoa – quem ouve: Cantas, cantais.
3ª pessoa – de quem se fala: Canta, cantam

II. Número

Refere-se à flexão de singular e plural:

Singular: refere-se a apenas uma pessoa.


Canto, cantas, canta
f) Auxiliares: Plural: refere-se a duas ou mais pessoas.
Cantamos, cantais, cantam.
São aqueles que, desprovidos de sentido próprio (parci-
al ou totalmente), juntam-se a outros verbos, formando o III. Modo
que chamamos de Locução Verbal.
Refere-se à maneira como anunciamos um estado, uma
Exemplo: A chuva está caindo. ação ou um fenômeno natural.
São três os modos verbais:

a) Indicativo: expressa certeza.

Eu canto. Nós cantaremos. Vós cantastes.

b) Subjuntivo: expressa dúvida.

Que eu cante. Se nós cantássemos. Quando vós cantar-


des.

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c) Imperativo: expressa ordem, pedido ou súplica. b) Sintética: constitui-se do verbo principal na 3ª pes-
soa (singular ou plural concordando com o sujeito) + a
Cante você. Cantemos nós. Não canteis vós. partícula apassivadora se.
Comeu-se a banana.
IV. Tempo Comeram-se as bananas.
Colheu-se a rosa.
Situa a idéia expressa pelo verbo dentro de determinado Colheram-se as rosas.
momento:
Observação:
Presente – enuncia um fato que ocorre no momento em 1. Neste tipo de Voz Passiva não aparece o agente da
que se fala. passiva.
Pretérito – enuncia um fato anterior em relação ao mo- 2. O se também pode ser chamado de pronome apassi-
mento em que se fala. vador.
Futuro – enuncia um fato posterior em relação ao mo- Voz Reflexiva:
mento em que se fala.
Quando o sujeito, ao mesmo tempo, pratica e sofre a
Eu cantei Eu canto Eu cantarei ação verbal, é agente e paciente, executa e recebe a
Pretérito Presente Futuro ação expressa pelo verbo.
Exemplos:
V. Voz
O macaco feriu-se.
Indica se o sujeito está praticando ou sofrendo a ação Maria cortou-se.
expressa pelo verbo (ou se ambos ao mesmo tempo). Eu, ontem, olhei-me no espelho.
São três:
Formação dos Tempos Verbais
a) Voz Ativa:
Apresenta o sujeito praticando uma ação verbal.
Quanto à formação, classificamos os tempos como pri-
Ani comeu a deliciosa maçã. mitivos e derivados:

b) Voz Passiva:
Apresenta o sujeito sofrendo uma ação verbal.

A deliciosa maçã foi comida pela Ani.

c) Voz Reflexiva:
Apresenta o sujeito praticando e sofrendo, ao mesmo
tempo, uma ação verbal.

Ani cortou-se com a faca.

Vejamos tudo mais detalhadamente.

Voz Ativa: Derivação

Quando o sujeito pratica a ação verbal, é o agente, exe- Acompanhe a progressão da explicação em relação ao
cuta a ação expressa pelo verbo. quadro acima:
Exemplos:
Primitivo:
Eles saíram. 1a Pessoa do Singular do Presente do Indicativo:
O macaco comeu a fruta. 1a conjugação (terminados em -AR) – eu cant o
Maria colheu a rosa. 2a conjugação (terminados em -ER) – eu vend o
3a conjugação (terminados em -IR) – eu part o
Voz Passiva:
Derivado:
Quando o sujeito sofre a ação verbal é o paciente, recep-
tor da ação expressa pelo verbo. Presente do Subjuntivo
Há dois tipos de Voz Passiva: – 1a conjugação troca o -O por -E.
– 2a e 3a conjugações trocam o -O por -A.
a) Analítica: constitui-se da locução verbal formada pelo
verbo auxiliar + verbo principal no particípio. Acrescentando as desinências número-pessoais.

A fruta foi comida pelo macaco.


A rosa foi colhida por Maria.

Observação:
Na Voz Passiva Analítica, aquele que pratica a ação é
chamado Agente da Passiva (no caso dos exemplos
acima temos, então, macaco e Maria como agentes de
passiva).

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Observação:
O verbo pôr pertence à 2ª conjugação, pois surgiu na
Língua Portuguesa como POER.

Derivado:
Imperativo Negativo
– Idêntico ao Presente do Subjuntivo. Basta acrescentar
a negação.

Observação:
Nesse tempo, todos os verbos trocam -A por -E na 2ª
pessoa do plural (vós) por apresentarem problema com
a pronúncia.

Derivado:

Futuro do Subjuntivo

- Tira-se a terminação -AM e acrescentam-se as desi-


nências número-pessoais

Observação:
Nesse tempo, por uma questão de pronúncia, fizemos
algumas adaptações às desinências número-pessoais
Derivado: para que elas se liguem perfeitamente aos verbos. Es-
sas adaptações servirão para todos os verbos da Lín-
Imperativo Afirmativo gua Portuguesa, nesse tempo.

– As segundas pessoas (tu e vós) obtêm-se das segun- Derivado:


das pessoas do Presente do Indicativo sem a letra S. Pretérito Imperfeito do Subjuntivo
– As demais pessoas são idênticas ao Presente do Sub-
juntivo. - Tira-se a terminação -RAM e acrescentam-se:
desinência modo-temporal -SSE
desinências número-pessoais

Observação:
No Imperativo não existe a 1ª pessoa do singular (eu).

Primitivo: Primitivo:
3ª Pessoa do Plural do Pretérito do Indicativo Infinitivo Impessoal

CANTARAM VENDERAM PARTIRAM CANTAR VENDER PARTIR

Derivado: Derivado:
Pretérito Mais Que Perfeito do Indicativo
Futuro do Presente do Indicativo
- Tira-se a terminação -M e acrescentam-se as desinên-
cias número-pessoais: - Acrescentam-se as desinências número-pessoais:
-ei, -ás, -á, -emos, -eis, -ão

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Derivado: Observação:
As adaptações são necessárias aqui, da mesma forma
Futuro do Pretérito do Indicativo que utilizamos no futuro do subjuntivo.
- Acrescentam-se as desinências número-pessoais: Tempos Compostos
ia, ias, ia, íamos, íeis, iam
Os Tempos Compostos são formados pelos auxiliares
TER ou HAVER mais o verbo principal no particípio.

Formação dos Tempos Compostos:

Presente (Indicativo / Subjuntivo) dá origem a:


- Pretérito Perfeito do Indicativo Composto:
tenho amado, tenho vendido, tenho partido.
- Pretérito Perfeito do Subjuntivo Composto:
tenha amado, tenha vendido, tenha partido.
Obs.: os verbos dizer, fazer e trazer fazem o futuro do Pretérito Imperfeito (Indicativo / Subjuntivo) dá origem
presente e o futuro do pretérito da seguinte forma: a:
dizer - direi - diria - Pretérito Mais que Perfeito do Indicativo Composto:
fazer - farei - faria tinha amado, tinha vendido, tinha partido.
trazer - trarei - traria - Pretérito Mais-que-Perfeito do Subjuntivo Composto:
tivesse amado, tivesse vendido, tivesse partido.
Derivado:
Futuro do Presente do Indicativo dá origem a:
Pretérito Imperfeito do Indicativo - Futuro do presente do Indicativo Composto:
terei amado, terei vendido, terei partido.
- Para verbos da 1a conjugação acrescenta-se ao tema
a desinência modo-temporal -VA, mais as desinências Futuro do Pretérito do Indicativo dá origem a:
número-pessoais. - Futuro do Pretérito do Indicativo Composto:
- Para os verbos da 2a e 3a conjugações acrescenta-se teria amado, teria vendido, teria partido.
ao radical a desinência modo-temporal -IA, mais as de- Futuro do Subjuntivo dá origem a:
sinências número-pessoais. - Futuro do Subjuntivo Composto:
tiver amado, tiver vendido, tiver partido.

Formas Nominais

Recebem esse nome porque assumem valor de nomes


da língua:

Pretérito Imperfeito do Indicativo


exprime um fato passado não concluído, em relação ao
momento em que se fala:
Eu sempre cantava no chuveiro.

Observação: Pretérito Mais que Perfeito do Indicativo


1. Nesse tempo, todos o verbos trocam A por E na 2ª exprime um fato passado concluído, em relação a outro
pessoa do plural (vós), por apresentarem problema com fato passado:
a pronúncia. Quando Pedro chegou à casa, eu já chegara.
2. Tema (relembrando!) é o radical acrescido da vogal
temática. Observação:
Na linguagem contemporânea prefere-se usar o pretéri-
Derivado: to mais que perfeito composto.
Quando Pedro chegou à casa eu já tinha chegado.
Infinitivo Pessoal
Futuro do Presente do Indicativo
- Acrescentam-se, simplesmente, as desinências nú- Exprime um fato posterior em relação ao momento em
mero-pessoais. que se fala.

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Hoje estou aqui, amanhã estarei na Europa. c) Passear

Futuro do Pretérito do Indicativo Indicativo


a) exprime um fato posterior em relação a um fato pas- Presente: passeio, passeias, passeia, passeamos,
sado: passeais, passeiam
Ontem você garantiu que o dinheiro estaria aqui hoje. Pretérito imperfeito: passeava, passeavas, passeava,
passeávamos, passeáveis, passeavam
b) exprime uma incerteza: Pretérito perfeito: passeei, passeaste, passeou, pas-
Seriam dez ou doze horas quando ele chegou? seamos, passeastes, passearam
Pretérito mais-que-perfeito: passeara, passearas, pas-
c) usa-se no lugar do presente do indicativo ou do impe- seara, passeáramos, passeáreis, passearam
rativo quando se faz um pedido: Futuro do presente: passearei , passearás, passeará,
Você me faria um favor? passearemos, passeareis, passearão
Gostaria de falar com você. Futuro do pretérito: passearia, passearias, passearia,
passearíamos, passearíeis, passeariam
Infinitivo Pessoal
quando tem sujeito próprio: Subjuntivo
O remédio é ficarmos em casa. Presente: passeie, passeies, passeie, passeemos,
passeeis, passeiem
Infinitivo Impessoal Pretérito imperfeito: passeasse, passeasses, passe-
a) quando não estiver se referindo a nenhum sujeito. asse, passeássemos, passeásseis, passeassem
É preciso viajar. Futuro: passear, passeares, passear, passearmos, pas-
seardes, passearem
b) quando faz parte de uma locução verbal: Imperativo
Nós podemos ir ao cinema hoje. Afirmativo: passeia (tu), passeie (você), passeemos
(nós), passeai (vós), passeiem (vocês)
c) quando complemento de algum nome (virá sempre Negativo: não passeies (tu), não passeie (você), não
preposicionado): passeemos (nós), não passeeis (vós), não passeiem
Nós estamos aptos para trabalhar. (vocês)

Alguns Verbos de 1ª Conjugação que Merecem Desta- Formas Nominais


que Infinitivo impessoal: passear
Infinitivo pessoal: passear, passeares, passear, passe-
a) Aguar armos, passeardes, passearem
Gerúndio: passeando
Presente do indicativo: águo, águas, água, aguamos, Particípio: passeado
aguais, águam
Observação:
Presente do subjuntivo: ágüe, ágües, ágüe, agüemos, O verbo passear serve de modelo a todos os verbos
agüeis, ágüem terminados em –ear, tais como: balear, barbear, basear,
bobear, branquear, bronzear, cear, chatear, delinear, en-
Imperativo afirmativo: água (tu), ágüe (você), agüemos cadear, folhear, frear, golpear, homenagear, manusear,
(nós), aguai (vós), ágüem (vocês) massagear, nortear, recear etc.

Imperativo negativo: não ágües (tu), não ágüe (você), não d) Odiar
agüemos (nós), não agüeis (vós), não ágüem ( vocês)
Indicativo
Observação: Presente: odeio, odeias, odeia, odiamos, odiais, odei-
Nos demais tempo, segue o modelo dos verbos regula- am
res da 1ª conjugação. Conjugam-se como aguar: enxa- Pretérito imperfeito: odiava, odiavas, odiava, odiávamos,
guar, desaguar e minguar. odiáveis, odiavam
Pretérito perfeito: odiei, odiaste, odiou, odiamos, odi-
b) Apaziguar astes, odiaram
Pretérito mais-que-perfeito: odiara, odiaras, odiara, odi-
Presente do indicativo: apaziguo, apaziguas, apazigua, áramos, odiáreis, odiaram
apaziguamos, apaziguais, apaziguam Futuro do presente: odiarei, odiarás, odiará, odiaremos,
Presente do subjuntivo: apazigúe, apazigúes, apazigúe, odiareis, odiarão
apazigüemos, apazigüeis, apazigúem Futuro do pretérito: odiaria, odiarias, odiaria, odiaría-
Imperativo afirmativo: apazigua (tu), apazigúe (você), mos, odiaríeis, odiariam
apazigüemos (nós), apaziguai (vós), apazigúem (vocês)
Imperativo negativo: não apazigúes (tu), não apazigúe Subjuntivo
(você), não apazigüemos (nós), não apazigüeis (vós), Presente: odeie, odeies, odeie, odiemos, odieis, odei-
não apazigúem (vocês) em
Pretérito imperfeito: odiasse, odiasses, odiasse, odi-
Observação: ássemos, odiásseis, odiassem
Nos demais tempos, segue o modelo dos verbos regu- Futuro: odiar, odiares, odiar, odiarmos, odiardes, odia-
lares da 1ª conjugação. Conjuga-se como apaziguar: rem
averiguar.

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Imperativo Subjuntivo
Afirmativo: odeia (tu), odeie (você), odiemos (nós), odiai Presente: diga, digas, diga, digamos, digais, digam
(vós), odeiem (você) Pretérito imperfeito: dissesse, dissesses, dissesse,
Negativo: não odeies (tu), não odeie (você), não odie- disséssemos, dissésseis, dissessem
mos (nós), não odieis (vós), não odeiem (vocês) Futuro: disser, disseres, disser, dissermos, disserdes,
disserem
Formas Nominais
Infinitivo impessoal: odiar Imperativo
Infinitivo pessoal: odiar, odiares, odiar, odiarmos, odiar- Afirmativo: diz/dize (tu), diga (você), digamos (nós), dizei
des, odiarem (vós), digam (vocês)
Gerúndio: odiando Negativo: não digas (tu), não diga (você), não digamos
Particípio: odiado (nós), não digais (vós), não digam (vocês)

Observação: Formas Nominais


Seguem esse modelo os verbos mediar, ansiar, reme- Infinitivo impessoal: dizer
diar e incendiar. Infinitivo pessoal: dizer, dizeres, dizer, dizermos, dizer-
Os demais verbos terminados em –iar são regulares. des, dizerem
Gerúndio: dizendo
Alguns Verbos de 2ª Conjugação que Merecem Desta- Particípio: dito
que
c) Fazer
a) Caber
Indicativo
Indicativo Presente: faço, fazes, faz, fazemos, fazeis, fazem
Presente: caibo, cabes, cabe, cabemos, cabeis, cabem Pretérito imperfeito: fazia, fazias, fazia, fazíamos, fazíeis,
Pretérito imperfeito: cabia, cabias, cabia, cabíamos, ca- faziam
bíeis, cabiam Pretérito perfeito: fiz, fizeste, fez, fizemos, fizestes, fize-
Pretérito perfeito: coube, coubeste, coube, coubemos, ram
coubestes, couberam Pretérito mais-que-perfeito: fizera, fizeras, fizera, fizéra-
Pretérito mais-que-perfeito: coubera, couberas, coube- mos, fizéreis, fizeram
ra, coubéramos, coubéreis, couberam Futuro do presente: farei, farás, fará, faremos, fareis,
Futuro do presente: caberei, caberás, caberá, cabere- farão
mos, cabereis, caberão Futuro do pretérito: faria, farias, faria, faríamos, faríeis,
Futuro do pretérito: caberia, caberias, caberia, cabería- fariam
mos, caberíeis, caberiam
Subjuntivo
Subjuntivo Presente: faça, faças, faça, façamos, façais, façam
Presente: caiba, caibas, caiba, caibamos, caibais, cai- Pretérito imperfeito: fizesse, fizesses, fizesse, fizésse-
bam mos, fizésseis, fizessem
Pretérito imperfeito: coubesse, coubesses, coubesse, Futuro: fizer, fizeres, fizer, fizermos, fizerdes, fizerem
coubéssemos, coubésseis, coubessem Imperativo
Futuro: couber, couberes, couber, coubermos, couber- Afirmativo: faz/faze (tu), faça (você), façamos (nós), fazei
des, couberem (vós), façam (vocês),
Negativo: não faças (tu), não faça (você), não façamos
Imperativo (nós), não façais (vós), não façam (vocês)
Não é usado no imperativo.
Formas Nominais
Formas Nominais Infinitivo impessoal: fazer
Infinitivo impessoal: caber Infinitivo pessoal: fazer, fazerdes, fazer, fazermos, fazer-
Infinitivo pessoal: caber, caberes, caber, cabermos, ca- des, fazerem
berdes, caberem Gerúndio: fazendo
Gerúndio: cabendo Particípio: feito
Particípio: cabido
d) Pôr
b) Dizer
O verbo pôr pertence à 2ª conjugação, pois sua antiga
Indicativo forma era poer.
Presente: digo, dizes, diz, dizemos, dizeis, dizem
Pretérito imperfeito: dizia, dizias, dizia, dizíamos, dizíeis, Indicativo
diziam Presente: ponho, pões, põe, pomos, pondes, põem
Pretérito perfeito: disse, disseste, disse, dissemos, dis- Pretérito imperfeito: punha, punhas, punha, púnhamos,
sestes, disseram púnheis, punham
Pretérito mais-que-perfeito: dissera, disseras, disse- Pretérito perfeito: pus, puseste, pôs, pusemos, puses-
ra, disséramos, disséreis, disseram tes, puseram
Futuro do presente: direi, dirás, dirá, diremos, direis, Pretérito mais-que-perfeito: pusera, puseras, pusera,
dirão puséramos, puséreis, puseram
Futuro do pretérito: diria, dirias, diria, diríamos, diríeis, Futuro do presente: porei, porás, porá, poremos, poreis,
diriam porão

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Futuro do pretérito: poria, porias, poria, poríamos, po- Negativo: não queiras (tu), não queira (você), não quei-
ríeis, poriam ramos (nós), não queirais (vós), não queiram (vocês)

Subjuntivo Formas Nominais


Presente: ponha, ponhas, ponha, ponhamos, ponhais, Infinitivo impessoal: querer
ponham Infinitivo pessoal: querer, quereres, querer, querermos,
Pretérito imperfeito: pusesse, pusesses, pusesse, pu- quererdes, quererem
séssemos, pusésseis, pusessem Gerúndio: querendo
Futuro: puser, puseres, puser, pusermos, puserdes, pu- Particípio: querido
serem g) Requerer

Imperativo Presente do indicativo: requeiro, requeres, requer ou


Afirmativo: põe (tu), ponha (você), ponhamos (nós), pon- requere, requeremos, requereis, requerem
de (vós), ponham (vocês) Presente do subjuntivo: requeira, requeiras, requeira,
Negativo: não ponhas (tu), não ponha (você), não ponha- requeiramos, requeirais, requeiram
mos (nós), não ponhais (vós), não ponham (vocês) Imperativo afirmativo: requer ou requere (tu), requeira
(você), requeiramos (nos), requerei (vós), requeiram (vo-
Formas Nominais cês)
Infinitivo impessoal: pôr Imperativo negativo: não requeiras (tu), não requeira
Infinitivo pessoal: pôr, pores, pôr, pormos, pordes, po- (você), não requeiramos (nós), não requeirais (vós), não
rem requeiram (vocês)
Gerúndio: pondo
Particípio: posto Observação:
Nos demais tempos, segue o modelo dos verbos regu-
e) Prover lares da 2ª conjugação.

Presente do indicativo: provejo, provês, provê, prove- h) Trazer


mos, provedes, provêem
Presente do subjuntivo: proveja, provejas, proveja, pro- Indicativo
vejamos, provejais, provejam Presente: trago, trazes, traz, trazemos, trazeis, trazem
Imperativo afirmativo: provê (tu), proveja (você), prove- Pretérito imperfeito: trazia, trazias, trazia, trazíamos, tra-
jamos (nós), provede (vós), provejam (vocês) zíeis, traziam
Imperativo negativo: não provejas (tu), não proveja (você), Pretérito perfeito: trouxe, trouxeste, trouxe, trouxemos,
não provejamos (nós), não provejais (vós), não prove- trouxestes, trouxeram
jam (vocês) Pretérito mais-que-perfeito: trouxera, trouxeras, trouxe-
ra, trouxéramos, trouxéreis, trouxeram
Observação: Futuro do presente: trarei, trarás, trará, traremos, tra-
Nos demais tempos, segue o modelo dos verbos regu- reis, trarão
lares da 2ª conjugação. Futuro do pretérito: traria, trarias, traria, traríamos, tra-
ríeis, trariam
f) Querer
Subjuntivo
Indicativo Presente: traga, tragas, traga, tragamos, tragais, tragam
Presente: quero, queres, quer, queremos, quereis, que- Pretérito imperfeito: trouxesse, trouxesses, trouxesse,
rem trouxéssemos, trouxésseis, trouxessem
Pretérito imperfeito: queria, querias, queria, queríamos, Futuro: trouxer, trouxeres, trouxer, trouxermos, trouxerdes,
queríeis, queriam trouxerem
Pretérito perfeito: quis, quiseste, quis, quisemos, qui-
sestes, quiseram Imperativo
Pretérito mais-que-perfeito: quisera, quiseras, quise- Afirmativo: traz/traze (tu), traga (você), tragamos (nós),
ra, quiséramos, quiséreis, quiseram trazei (vós), tragam (vocês)
Futuro do presente: quererei, quererás, quererá, quere- Negativo: não tragas (tu), não traga (você), não traga-
remos, querereis, quererão mos (nós), não tragais (vós), não tragam (vocês)
Futuro do pretérito: quereria, quererias, quereria, quere-
ríamos, quereríeis, quereriam Formas Nominais
Infinitivo impessoal: trazer
Subjuntivo Infinitivo pessoal: trazer, trazeres, trazer, trazermos, tra-
Presente: queira, queiras, queira, queiramos, queirais, zerdes, trazerem
queiram Gerúndio: trazendo
Pretérito imperfeito: quisesse, quisesses, quisesse, Particípio: trazido
quiséssemos, quisésseis, quisessem Alguns Verbos de 3ª Conjugação que Merecem Desta-
Futuro: quiser, quiseres, quiser, quisermos, quiserdes, que
quiserem
a) Possuir
Imperativo
Afirmativo: quere/quer (tu), queira (você), queiramos Indicativo
(nós), querei (vós), queiram (vocês) Presente: possuo, possuis, possui, possuímos, pos-
suís, possuem

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Pretérito imperfeito: possuía, possuías, possuía, pos- Observação:
suíamos, possuíeis, possuíam Segue esse modelo o verbo convergir. Os verbos emer-
Pretérito perfeito: possuí, possuíste, possuiu, possuí- gir, imergir e submergir seguem esse modelo com as
mos, possuístes, possuíram seguintes ressalvas: 1) a 1ª pessoa do singular do pre-
Pretérito mais-que-perfeito: possuíra, possuíras, pos- sente do indicativo é emerjo, imerjo e submerjo; 2) apre-
suíra, possuíramos, possuíreis, possuíram sentam duplo particípio: emergido e emerso, imergido
Futuro do presente: possuirei, possuirás, possuirá, pos- e imerso, submergido e submerso.
suiremos, possuireis, possuirão
Futuro do pretérito: possuiria, possuirias, possuiria, pos- d) Ferir
suiríamos, possuiríeis, possuiriam
Presente do indicativo: firo, feres, fere, ferimos, feris,
Subjuntivo ferem
Presente: possua, possuas, possua, possuamos, pos- Presente do subjuntivo: fira, firas, fira, firamos, firais,
suais, possuam firam
Pretérito imperfeito: possuísse, possuísses, possuís- Imperativo afirmativo: fere (tu), fira (você), firamos (nós),
se, possuíssemos, possuísseis, possuíssem feri (vós), firam (vocês)
Futuro: possuir, possuíres, possuir, possuirmos, pos- Imperativo negativo: não firas (tu), não fira (você), não
suirdes, possuirem firamos (nós), não firais (vós), não firam (vocês)

Imperativo Observação:
Afirmativo: possui (tu), possua (você), possuamos (nós), Nos demais tempos, segue o modelo dos verbos regu-
possuí (vós), possuam (vocês) lares da 3ª conjugação. Conjugam-se como o verbo fe-
Negativo: não possuas (tu), não possua (você), não pos- rir: aderir, competir, conferir, desferir, digerir, diferir, infe-
rir, ingerir, inserir, interferir, preferir, referir, refletir, repelir,
suamos (nós), não possuais (vós), não possuam (vo-
revestir, ressentir, sentir, sugerir, vestir etc.
cês)
e) Ir
Formas Nominais Indicativo
Infinitivo impessoal: possuir Presente: vou, vais, vai, vamos, ides, vão
Infinitivo pessoal: possuir, possuíres, possuir, possuir- Pretérito imperfeito: ia, ias, ia, íamos, íeis, iam
mos, possuirdes, possuírem Pretérito perfeito: fui, foste, foi, fomos, fostes, foram
Gerúndio: possuindo Pretérito mais-que-perfeito: fora, foras, fora, fôramos,
Particípio: possuído fôreis, foram
Futuro do presente: irei, irás, irá, iremos, ireis, irão
Observação: Futuro do pretérito: iria, irias, iria, iríamos, iríeis, iriam
O verbo possuir serve de modelo a todos os verbos ter-
minados em –uir, tais como: distribuir, retribuir, contri- Subjuntivo
buir, diminuir, concluir etc. Presente: vá, vás, vá, vamos, vades, vão
Pretérito imperfeito: fosse, fosses, fosse, fôssemos,
b) Agredir fôsseis, fossem
Futuro: for, fores, for, formos, fordes, forem
Presente do indicativo: agrido, agrides, agride, agredi-
mos, agredis, agridem Imperativo
Presente do subjuntivo: agrida, agridas, agrida, agrida- Afirmativo: vai (tu), vá (você), vamos (nós), ide (vós), vão
mos, agridais, agridam (vocês)
Imperativo afirmativo: agride (tu), agrida (você), agrida- Negativo: não vás (tu), não vá (você), não vamos (nós),
mos (nós), agredi (vós), agridam (vocês) não vades (vós), não vão (vocês)
Imperativo negativo: não agridas (tu), não agrida (você),
não agridamos (nós), não agridais (vós), não agridam Formas Nominais
(vocês) Infinitivo impessoal: ir
Infinitivo pessoal: ir, ires, ir, irmos, irdes, irem
Gerúndio: indo
Observação: Particípio: ido
Nos demais tempos, segue o modelo dos verbos regu-
lares da 3ª conjugação. Conjugam-se como agredir: de- f) Medir
negrir, desprevenir, prevenir, progredir, regredir, transgre-
dir etc. Presente do indicativo: meço, medes, mede, medimos,
medis, medem
c) Divergir Presente do subjuntivo: meça, meças, meça, meçamos,
meçais, meçam
Presente do indicativo: divirjo, diverges, diverge, divergi- Imperativo afirmativo: mede (tu), meça (você), meça-
mos, divergis, divergem mos (nós), medi (vós), meçam (vocês)
Presente do subjuntivo: divirja, divirjas, divirja, divirja- Imperativo negativo: não meças (tu), não meça (você),
mos, divirjais, divirjam não meçamos (nós), não meçais (vós), não meçam (vo-
Imperativo afirmativo: diverge (tu), divirja (você), divirja- cês)
mos (nós), divergi (vós), divirjam (vocês)
Imperativo negativo: não divirjas (tu), não divirja (você), Observação:
não divirjamos (nós), não divirjais (vós), não divirjam (vo- Nos demais tempos, segue o modelo dos verbos regu-
cês) lares da 3ª conjugação. Conjugam-se como medir: ou-
vir e pedir.

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g) Vir b) Falir

Indicativo Presente do indicativo: (nós) falimos, (vós) falis


Presente do indicativo: venho, vens, vem, vimos, vindes, Presente do subjuntivo: Não é usado no presente do
vêm subjuntivo.
Pretérito imperfeito: vinha, vinhas, vinha, vínhamos, ví- Imperativo afirmativo: fali (vós)
nheis, vinham Imperativo negativo: Não é usado no imperativo negati-
Pretérito perfeito: vim, viste, veio, viemos, viestes, vie- vo.
ram
Pretérito mais-que-perfeito: viera, vieras, viera, viéra- Observação:
mos, viéreis, vieram Nos demais tempos, é um verbo regular da 3ª conjuga-
Futuro do presente: virei, virás, virá, viremos, vireis, virão ção. Conjugam-se como falir: combalir, comedir-se, fo-
Futuro do pretérito: viria, virias, viria, viríamos, viríeis, ragir-se, remir e puir.
viriam
c) Precaver
Subjuntivo
Presente: venha, venhs, venha, venhamos, venhais, ve- Indicativo
nham Presente: (nós) precavemos, (vós) precaveis
Pretérito imperfeito: viesses, viesses, viesse, viésse- Pretérito imperfeito: precavia, previas, precavia, preca-
mos, viésseis, viéssem víamos, precavíeis, precaviam
Pretérito perfeito: precavi, precaveste, precaveu, preca-
Futuro: vier, vieres, vier, viermos, vierdes, vierem
vemos, precavestes, precaveram
Pretérito mais-que-perfeito: precavera, precaveras, pre-
Imperativo cavera, precavêramos, precavêreis, precaveram
Afirmativo: vem (tu), venha (você), venhamos (nós), vin- Futuro do presente: precaverei, precaverás, precaverá,
de (vós), venham (vocês) precaveremos, precavereis, precaverão
Negativo: não venhas (tu), não venha (você), não venha- Futuro do pretérito: precaveria, precaverias, precaveria,
mos (nós), não venhais (vós), não venham (vocês) precaveríamos, precaveríeis, precaveriam

Formas Nominais Subjuntivo


Infinitivo impessoal: vir Presente: Não é usado no presente do subjuntivo.
Infinitivo pessoal: vir, vires, vir, virmos, virdes, virem Pretérito imperfeito: precavesse, precavesses, preca-
Gerúndio: vindo vesse, precavêssemos, precavêsseis, precavessem
Particípio: vindo Futuro: precaver, precaveres, precaver, precavermos, pre-
caverdes, precaverem
Verbos Defectivos que Merecem Destaque
a) Adequar Imperativo
Afirmativo: precavei (vós)
Indicativo Negativo: Não é usado no imperativo negativo.
Presente: (nós) adequamos, (vós) adequais
Pretérito imperfeito: adequava, adequavas, adequava, Formas Nominais
Infinitivo impessoal: precaver
adequávamos, adequáveis, adequavam
Infinitivo pessoal: precaver, precaveres, precaver, preca-
Pretérito perfeito: adeqüei, adequaste, adequou, ade-
vermos, precaverdes, precaverem
quamos, adequastes, adequaram Gerúndio: precavendo
Pretérito mais-que-perfeito: adequara, adequaras, ade- Particípio: precavido
quara, adequáramos, adequáreis, adequaram d) Reaver
Futuro do presente: adequarei, adequarás, adequará,
adequaremos, adequareis, adequarão Indicativo
Futuro do pretérito: adequaria, adequarias, adequaria, Presente: (nos) reavemos, (vós) reaveis
adequaríamos, adequaríeis, adequariam Pretérito imperfeito: reavia, reavias, reavia, reavíamos,
reavíeis, reaviam
Subjuntivo Pretérito perfeito: reouve, reouveste, reouve, reouvemos,
Presente: Não é usado no presente do subjuntivo. reouvestes, reouveram
Pretérito imperfeito: adequasse, adequasses, ade- Pretérito mais-que-perfeito: reouvera, reouveras, reou-
quasse, adequássemos, adequásseis, adequassem vera, reouvéramos, reouvéreis, reouveram
Futuro: adequar, adequares, adequar, adequarmos, ade- Futuro do presente: reaverei, reaverás, reaverá, reave-
quardes, adequarem remos, reavereis, reaverão
Futuro do pretérito: reaveria, reaverias, reaveria, reave-
Imperativo ríamos, reaveríeis, reaveriam
Afirmativo: adequai (vós)
Negativo: Não é usado no imperativo negativo. Subjuntivo
Formas Nominais Presente: Não é usado no presente do subjuntivo.
Infinitivo impessoal: adequar Pretérito imperfeito: reouvesse, reouvesses, reouves-
Infinitivo pessoal: adequar, adequares, adequar, ade- se, reouvéssemos, reouvésseis, reouvessem
quarmos, adequardes, adequarem Futuro: reouver, reouveres, reouver, reouvermos, reou-
Gerúndio: adequando verdes, reouverem
Particípio: adequado

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Imperativo Observação:
Afirmativo: reavei (vós) A locução formada de infinitivo pode ter preposição entre
Negativo: Não é usado no imperativo negativo. o auxiliar e o principal:

Formas Nominais O bebê começou a falar hoje.


Infinitivo impessoal: reaver João está para chegar.
Infinitivo pessoal: reaver, reaveres, reaver, reavermos,
reaverdes, reaverem Verbos Auxiliares
Gerúndio: reavendo
Particípio: reavido São aqueles que se esvaziam de seu significado pró-
prio e tomam parte na formação do tempo composto ou
Formas Rizotônicas e Arrizotônicas da locução verbal.
Os verbos auxiliares mais freqüentes são: ser, estar, ter,
Formas rizotônicas são aquelas que apresentam o acen- haver, andar, deixar, tornar, poder, ir, começar, dever, aca-
to tônico em uma das sílabas do radical do verbo. bar, querer, precisar e pretender.

Amo, amas, ama, amam. Verbos Unipessoais

Formas arrizotônicas são aquelas que apresentam o São aqueles que aparecem apenas na 3ª pessoa do
acento tônico na desinência. singular ou do plural.
— verbos que exprimem as vozes dos animais: latir
Amamos, amais. (late, latem), miar (mia, miam) etc.
— outros verbos que expressam idéias que não se
- 1ª, 2ª e 3ª pessoas do singular (eu, tu, ele) + a 3ª pes- atribuem a seres humanos: soar (soava, soavam), acon-
soa do plural (eles) são formas rizotônicas tecer (aconteceu, aconteceram) etc.
- 1ª e 2ª pessoas do plural (nós e vós) são formas arrizo-
tônicas. Verbos Pronominais

Locução Verbal São aqueles que se conjungam com pronomes oblí-


quos.
É a reunião de um verbo auxiliar com um verbo em forma Dividem-se em dois grupos:
nominal (infinitivo, gerúndio ou particípio). A função do
verbo auxiliar é expandir a significação do principal. a) essencialmente pronominais: só existem com prono-
mes.
Exemplo: suicidar-se, queixar-se, arrepender-se etc.
Preciso sair agora. — preciso é verbo auxiliar, sair é
verbo principal. b) acidentalmente pronominais: podem ser usados com
Estou cantando bem? — estou é verbo auxiliar, cantan- ou sem pronomes.
do é verbo principal. lembrar-se (ou lembrar), esquecer-se (ou esquecer), en-
Tenho falado muito! — tenho é verbo auxiliar, falado é ganar (ou enganar-se) etc.
verbo principal.

3.7. Advérbio

Palavra invariável que funciona como modificador de um verbo, um adjetivo ou outro advérbio.

Grau dos Advérbios

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Os comparativos regulares mais mal e mais bem devem usar-se antes de adjetivos particípios. Ex.: Este filme está
(1)

mais bem realizado do que ...

Há advérbios que não se flexionam em grau porque o próprio significado não admite variação de intensidade.
Exemplo: aqui, ali, lá, hoje, amanhã, anualmente.

Locuções Adverbiais

3.8. Preposição

Palavra invariável que exprime relações entre duas partes de uma oração que dependem uma da outra.

Contração das Preposições com Artigos

Contração das Preposições com Pronomes

(1)
Dá-se a contração de preposições em outros pronomes: esse(s), essa(s), aquele(s), aquela(s), isto, aquilo, ele(s),
ela(s).

51
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Locuções Prepositivas

Desempenham função idêntica a das preposições.

3.9. Conjunção

Palavra invariável que liga partes de termos compostos ou orações no período.

Conjunções e Locuções Conjuncionais Coordenativas

(1) Que é conjunção aditiva quando equivale a e. Bate que bate.


(2) Que é conjunção adversativa quando equivale a mas. O trabalho deves fazê-lo tu que (mas) não eu.

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3.10. Interjeição

Palavra invariável que exprime emoções e sensações.

Locuções Interjetivas

EXERCÍCIOS As palavras destacadas no trecho acima (mal, que,


pouco, menos, menor) classificam-se, pela ordem,
01. Em: “O motim começou com uma palavrinha à-toa.” como:
A palavra sublinhada é: a) substantivo, pronome relativo, pronome indefinido,
a) advérbio. advérbio de intensidade, adjetivo.
b) adjetivo. b) substantivo, conjunção integrante, advérbio de in-
c) locução conjuntiva. tensidade, advérbio de modo, adjetivo.
d) locução prepositiva. c) advérbio de modo, conjunção integrante, pronome
e) locução adverbial. indefinido, advérbio de modo, adjetivo.
d) substantivo, pronome relativo, advérbio de intensi-
02. “Discursou de improviso.” - o termo destacado é dade, adjetivo, advérbio de modo.
locução: e) adjetivo, pronome relativo, advérbio de intensidade,
a) adverbial. adjetivo, advérbio de modo.
b) conjuntiva.
c) expletiva. 04. Assinale a frase incorreta quanto ao emprego de
d) adjetiva. pronomes:
e) prepositiva. a) O aluno cujo pai viajou foi reprovado naquele con-
curso.
03. “O mal que me fizeste não se repara com pouco b) Os próprios contribuintes reconhecem que não apre-
sacrifício, porém é menos grave que o teu desprezo sentaram suas declarações em tempo hábil.
e menor que o meu ódio.” c) Ele sempre trazia consigo a foto do filho desapare-
cido.

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d) Eu ti amo, meu amor. Quero tua felicidade. e) dizermos, suporam, intevimos.
e) As duas equipes lutaram muito e o jogo foi equili-
brado; ganhou a que teve mais sorte. 13. Na resposta de um médico a seu paciente, há erro
de emprego verbal. Assinale-o.
05. Às .......... saem os .......... que orientam os .......... so- a) Convém que você o tome.
bre o assunto. b) Se você tomar o remédio, sarará mais rapidamente.
a) terça-feiras, jornalzinhos, cidadões. c) É preciso que você tome o remédio.
b) terças-feiras, jornalsinhos, cidadãos. d) Tome o remédio por mais uma semana.
c) terça-feiras, jornaisinhos, cidadãos. e) É bom que você toma o remédio.
d) terças-feiras, jornaizinhos, cidadões.
e) terças-feiras, jornaizinhos, cidadãos. 14. Escolha a alternativa que preencha corretamente as
lacunas da frase abaixo.
06. Os esportistas .......... vestiam blusões ........... O policial .......... entre os litigantes, razão pela qual
a) campo-grandenses, verdes-escuros. .......... promoção e .......... que teria uma bela carreira.
b) campos-grandenses, verdes-escuro. a) interviu, obteu, previu.
c) campos-grandense, verde-escuros. b) interviu, obteve, preveu.
d) campo-grandenses, verde-escuros. c) interveio, obteu, preveu.
e) campos-grandense, verdes-escuros. d) interveio, obteve, previu.
e) interviu, obteve, previu.
07. Assinale a alternativa em que a flexão das palavras
está correta. 15. Assinale a alternativa que apresenta incorreção na
a) Conheço países auto-suficiente. forma verbal.
b) Fui às cerimônias cívico-religiosas. a) Observa-se que muitos boatos provêm de algumas
c) As má-línguas existem. pessoas insensatas.
d) Encontrei os capitões-mores. b) Se você quiser reaver os objetos roubados, tome
as providências com urgência.
08. Só há substantivos femininos na opção: c) Prevendo novos aumentos de preços, muitos con-
a) omoplata, cal, alface, ordenança, apendicite. sumidores proveram suas casas.
b) grama (medida), ordenança, cal, sentinela, telefo- d) O Ministro da Fazenda previu as despesas com o
nema). funcionalismo público, em 1989.
c) dó, cal, alface, moral (ânimo), lança-perfume. e) No jogo de domingo, quando o juiz interviu numa
d) faringe, ordenança, champanha, aguardente, cal. cobrança de falta, foi inábil.
e) champanha, aguardente, dinamite, dó, guaraná.
16. Assinale a alternativa que completa corretamente
09. Na frase Guardava ainda as mais antigas recorda- os espaços em branco da sentença:
ções da minha infância, o adjetivo está no grau: Se o prefeito .......... e a superintendência .........., tal-
a) comparativo de superioridade. vez a prefeitura .......... esses computadores.
b) superlativo relativo de inferioridade. a) requisesse, intervisse, reavesse.
c) superlativo absoluto analítico. b) requeresse, interviesse, reouvesse.
d) superlativo relativo de superioridade. c) requeresse, intervisse, reouvesse.
e) superlativo absoluto sintético. d) requeresse, interviesse, reavesse.
e) requisesse, intervisse, reouvesse.
10. Assinale a opção que completa corretamente as la-
cunas da frase abaixo: 17. Quando .......... de Salvador e .......... Paulo, .......... que
Educação e trabalho são fatores indispensáveis ao quero falar-lhe.
desenvolvimento de um país; tanto ........... como a) vieres, vires, diga-lhe.
.......... são alicerces que não podem faltar na cons- b) vires, veres, diga-lhe.
trução de uma grande nação. c) vieres, vires, dize-lhe.
a) este, aquela. d) vires, vires, dize-lhe.
b) essa, aquele.
c) aquele, esta.
d) esta, esse.
e) esse, esta.

11. Este é encargo para .......... assumir sozinho, sem


que se repartam as responsabilidades entre ...........
a) mim, eu e tu.
b) mim, mim e tu.
c) mim, mim e ti. GABARITO
d) eu, eu e ti.
e) eu, mim e ti. 01. B 02. A 03. A 04. D 05. E
12. Quando .......... a eles o que os outros .........., enten- 06. D 07. B 08. A 09. D 10. A
derão por que .........., ontem, no debate.
11. E 12. C 13. E 14. D 15. E
a) dissermos, supuseram, intervimos.
b) dissermos, suporam, interviemos. 16. B 17. C
c) dissermos, supuseram, interviemos.
d) dizermos, supuseram, interviemos.

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SINTAXE

1. Frase, Oração e Período Os operários cruzaram os braços logo cedo.

Frase Os operários = sujeito determinado, pois podemos iden-


tificar o termo ao qual se atribui o ato de cruzar os bra-
É todo enunciado que tem sentido completo. A frase pode ços.
ou não ter verbo. Quando não tem denomina-se Frase Passamos férias maravilhosas.
Nominal:
O sujeito (termo sobre o qual se projeta a ação de passar)
“Eta vida besta, meu deus.” está implícito na desinência verbal – “Passamos (nós)”.
Carlos Drummond de Andrade
Fogo! Temos então sujeito determinado ou desinencial.

Embora as frases nominais não tenham verbo, conse- Observação: A Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB)
guem comunicar idéias completas, pois pressupõem a não reconhece o sujeito oculto ou elíptico; será determi-
presença de verbos ocultos, subentendidos. Equivalem a: nado apenas!

O sujeito determinado pode ser simples ou composto:


Meu Deus, como essa vida é besta.
Está pegando fogo! Muitos funcionários das repartições públicas de São
Paulo estão afastados.
Oração - um só núcleo – sujeito simples
É todo enunciado que tenha verbo: Eu e ela chegamos a um acordo.
- mais de um núcleo – sujeito composto.
“Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos
de réis.” Sujeito Indeterminado
Machado de Assis
Acontece quando existe um elemento sobre o qual se
Período declara algo, mas não se pode identificar tal elemento:

Pode ter uma ou mais orações. Deve terminar por ponto (?) chegaram bem tarde hoje.
final, ponto de interrogação, ponto de exclamação ou por sujeito predicado
reticências.
Sujeito indeterminado é aquele que, embora existindo,
Se tem uma só oração, é período simples; mais de uma não se quis ou não se pôde representar na oração. Há
oração, período composto: três maneiras de tornar o sujeito indeterminado:
- período simples:
a) com o verbo na 3ª pessoa do plural (desde que não
haja referência a nenhum ser anteriormente expresso).
“O sertanejo é antes de tudo um forte.”
(Euclides da Cunha) Exemplo:
- período composto:
Roubaram meu anel.
Chegou de mansinho, bateu, entrou e sentou-se calado. (Quem roubou? Não se sabe.)
2. Termos Essenciais Destruíram dois orelhões em pleno centro da cidade.

Observe a oração abaixo: b) com verbos intransitivos na 3ª pessoa do singular,


seguido do índice de indeterminação do sujeito SE:
Os acionistas pareciam bastante apreensivos.
Vive-se bem nesta cidade.
Nela podemos identificar dois conjuntos: Fala-se em guerras.

O ser de quem se afirma algo, chamado de Sujeito: c) com verbos transitivos indiretos na 3ª pessoa do singu-
os acionistas lar, seguidos do índice de indeterminação do sujeito SE:

Aquilo que se diz do ser, que é o Predicado: pareciam Trata-se de questões tributárias.
Precisa-se de serventes de pedreiro.
bastante apreensivos.
Em nenhum dos três casos há um elemento sobre o
Sujeito qual recai a declaração do predicado.
Sujeito Determinado Oração sem sujeito
(sujeito inexistente)
Ocorre quando se pode determinar o elemento ao qual o
predicado se refere: Nesse caso, não há um elemento ao qual se atribui o
predicado. Ocorre nos seguintes casos:

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a) com os verbos que indicam fenômeno da natureza: Verbo de Ligação e Verbo Nocional

Choveu pouco no verão passado. Verbo de Ligação

b) com o verbo haver indicando “existência”, “aconteci- É aquele que liga o sujeito ao seu predicativo (termo
mento” e tempo passado: que expressa um estado ou qualidade). A função do ver-
bo de ligação é apenas “ligar” o predicativo ao sujeito.
Na festa havia muitas pessoas. Pode ser eliminado sem causar prejuízo ao sentido da
No carnaval, há bailes em todos os clubes. frase:
Há anos raiou no céu fluminense uma nova estrela.
Os alunos estavam alegres.
c) com os verbos ser e estar indicando tempo: Os alunos ficaram alegres.
Os alunos continuavam alegres.
Já são dez horas.
Hoje está frio. Os alunos = sujeito
estavam, ficaram, continuavam = verbo de ligação.
d) com o verbo fazer indicando tempo ou fenômeno da
natureza: alegres = predicativo do sujeito

Faz duas horas que ela saiu. Normalmente são verbos de ligação: ser, estar, ficar,
No verão faz muito calor na serra gaúcha. continuar, parecer, permanecer e tornar-se.

e) com os verbos bastar e chegar seguidos da preposi- Observação: esses verbos são de ligação somente quan-
ção de: do acompanhados de um predicativo do sujeito.
Os alunos estavam no pátio.
Chega de conversa mole.
Basta de reclamações. Observe que agora não há mais predicativo do sujeito.
Não há, então, verbo de ligação.
f) com o verbo passar indicando tempo:
estavam = verbo intransitivo
Passava já das dez horas. no pátio = adjunto adverbial
Observe que em todos os casos acima os verbos não Verbo Nocional
têm sujeito; são chamados, então, de verbos impes-
soais. Devem, ainda, ficar sempre na 3a pessoa do sin-
É aquele verbo que expressa idéia de ação. Nesse caso,
gular. Exceção é o verbo SER, que merecerá um tratado
o verbo não é apenas um elo, mas o termo que encerra
especial na concordância verbal.
o sentido da frase.
Ainda: os verbos que indicam fenômeno da natureza,
empregados metaforicamente, admitem sujeito: O verbo nocional subdivide-se em:

Sua negativa anuviou minha alegria. Verbo Intransitivo


Choveram bombas sobre a cidadezinha serrana.
É aquele que tem o sentido completo, isto é, não precisa
Sujeito Oracional de complementos.

É quando o sujeito de uma oração é toda uma outra Todos chegaram.


oração.
chegaram = verbo intransitivo
É bom que todos compareçam.
O assaltante baleado morreu.
1a - oração: é bom
2a - oração: que todos compareçam morreu = verbo intransitivo
O que é bom? – Sujeito = que todos compareçam. O assaltante baleado morreu no hospital.
Observação: em análise sintática, esta oração é classi- morreu = verbo intransitivo
ficada como oração subordinada substantiva subjetiva. no hospital = adjunto adverbial de lugar
Predicado
Os alunos estavam no pátio.
No processo da comunicação, as palavras que formam
uma frase estão agrupadas em dois eixos: o sujeito e o estavam = verbo intransitivo
predicado. Como vimos, pode haver frase sem sujeito. no pátio = adjunto adverbial de lugar
Nunca, porém, existirá uma frase sem predicado.
Alguns alunos escrevem bem.
Antes de classificarmos os predicados, vamos primeiro
definir os verbos, como eles aparecem, na formação do escrevem = verbo intransitivo
predicado. bem = adjunto adverbial de modo

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Verbo Transitivo Predicativo

É aquele que tem o sentido incompleto, ou seja, o verbo São termos que expressam um estado ou qualidade.
precisa de complemento (objeto direto ou objeto indire-
to). Por sua vez, o verbo transitivo subdivide-se em: Predicativo do Sujeito

Verbo Transitivo Direto É obrigatório após um verbo de ligação e, eventualmen-


te, pode aparecer após verbos transitivos e intransitivos.
Exige um objeto direto (complemento sem preposição):
a) com verbos de ligação:
As chuvas transtornam as cidades grandes.
Os alunos são estudiosos.
transtornam = verbo transitivo direto são = verbo de ligação
as cidades grandes = objeto direto estudiosos = predicativo do sujeito

Verbo Transitivo Indireto Teu pai virou poeta.


Os jogadores acabaram cansados.
Exige um objeto indireto (complemento com preposição):
b) com verbo intransitivo:
Todos nós precisamos de descanso.
precisamos = verbo transitivo indireto O trem chegou atrasado.
de descanso = objeto indireto chegou = verbo intransitivo
atrasado = predicativo do sujeito
Verbo Transitivo Direto e Indireto
c) com verbo transitivo direto:
Exige dois objetos, um direto e outro indireto:
Meu primo foi nomeado diretor.
Ontem emprestei meu carro ao vizinho.
d) com verbo transitivo indireto:
emprestei = verbo trans. direto e indireto
meu carro = objeto direto Os torcedores assistiram nervosos à decisão.
ao vizinho = objeto indireto
Predicativo do Objeto
Observações:
Termo que expressa um estado ou uma qualidade do
a) Ao classificarmos um verbo, temos de fazê-lo dentro objeto atribuídos a esse pelo sujeito.
do texto. É o contexto que vai indicar a sua classificação:
Eles nomearam meu primo diretor.
Ela já escreve bem. O povo elegeu-o senador.
(verbo intransitivo) Nós o chamamos sábio.
Nós lhe chamamos de sábio.
Ela escreveu dois poemas.
(verbo transitivo direto) Classificação do Predicado
Ela ainda não me escreveu uma linha sequer. Predicado Nominal
(verbo transitivo direto e indireto)
Terá como núcleo o termo (predicativo do sujeito) que
Ela me escreveu ontem. indica o estado ou qualidade do sujeito. O verbo será
(verbo transitivo indireto) sempre de ligação.
Ela permanecia calada. Estrutura da frase com predicado nominal:
(verbo de ligação)
Sujeito + verbo de ligação + predicativo do sujeito
Ela permanecia na sala.
(verbo intransitivo) Estes operários são trabalhadores.
b) Existem verbos intransitivos (não têm objeto) que exi-
gem adjunto adverbial: Seu avô está bastante velho.

Ninguém entrou no carro. Predicado Verbal


(verbo intransitivo e adjunto adverbial de lugar “no carro”)
Expressa uma idéia de ação. Tem como núcleo um ver-
c) Somente os verbos transitivos diretos ou diretos e bo nocional. Nesse caso o verbo é importante; é ele que
indiretos admitem voz passiva: encerra o sentido da frase.

O comerciante vendeu todo o estoque disponível. Estrutura da frase predicado verbal:


Todo o estoque disponível foi vendido pelo comerciante.
Sujeito + verbo intransitivo
Emprestei o caderno ao meu colega.
O caderno foi emprestado por mim ao meu colega.

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Sujeito + verbo transitivo direto Oferecemos um prêmio ao vencedor.
+ objeto direto
Oferecemos o quê? = Resp.: um prêmio
Sujeito + verbo transitivo indireto
+ objeto indireto Houve uma grande festa.

Sujeito + verbo trans. dir. e indir. Houve o quê? = Resp.: uma grande festa
+ objeto direto Pedro olhou-se no espelho.
+ objeto indireto
Pedro olhou o quê? = Resp.: ele mesmo (se)
As aves voavam no céu.
voavam = verbo intransitivo Ana convidou-me para a festa.
no céu = adjunto adverbial de lugar
voavam no céu = predicado verbal Convidou quem? = Resp.: me

Os animais comem plantas. Objeto Direto Preposicionado


comem = verbo transitivo direto
plantas = objeto direto É uma subclassificação do Objeto Direto e surge quan-
comem plantas = predicado verbal do o verbo é Transitivo Direto, mas o complemento apa-
rece antecedido de uma preposição (que pode ser tira-
As plantas precisam de sol. da sem prejuízo do sentido original do verbo).
precisam = verbo transitivo indireto
de sol = objeto indireto A preposição aparece para maior clareza, melhor har-
monia ou para dar ênfase à expressão.
O rapaz informou a hora ao transeunte.
informou = verbo trans. direto e indireto Exemplos:
a hora = objeto direto
ao transeunte = objeto indireto Judas traiu a Cristo.

Predicado Verbo-Nominal Traiu quem? = Cristo = objeto direto, logo:


a Cristo = objeto direto preposicionado
É um duplo predicado, composto de um verbo nominal e
de um predicativo. Terá dois núcleos: um será o verbo As bruxas beberam de suas porções.
nocional e o outro será o predicativo.
beberam o quê? = sua porções = objeto direto,
Estrutura da frase predicado verbo-nominal: logo: de sua porções = objeto direto preposicionado

Sujeito + verbo intransitivo Nos exemplos dados, as preposições podem ser elimi-
+ predicativo do sujeito nadas e os verbos continuam com os mesmos sentidos.
Claro está também que o objeto direto preposicionado
Sujeito + verbo trans. direto serve para dar uma variação ao entendimento total da
+ predicativo do sujeito frase (beber algo é diferente de beber de algo, pois na
+ objeto direto primeira temos a idéia do todo e na segunda, a idéia da
parte de um todo).
Sujeito + verbo trans. indireto
+ predicativo do sujeito Algumas vezes o emprego da preposição antes do obje-
+ objeto indireto to direto é obrigatório. Veja quais são os casos:

Sujeito + verbo trans. direto a) Antes dos pronomes oblíquos tônicos:


+ objeto direto
+ predicativo do objeto MIM, TI, SI, NÓS, VÓS, ELE(S), ELA(S), quando ligados a
VTD.
Etc.
Viu a mim no mercado.
3. Termos Integrantes da Oração O salva-vidas observou a nós na piscina.
b) Com o pronome “quem” desde que o antecedente
Objeto Direto esteja expresso na oração:

Completa o sentido de um Verbo Transitivo Direto, ou Chegou o João, a quem não esperávamos.
seja, vem diretamente ligado ao verbo, sem o auxílio de
preposição (Veja classificação verbal). c) Para evitar dúvida no entendimento da frase.

Exemplos: Venceram aos japoneses os estadunidenses.

Marta comeu o bolo. Objeto Direto Pleonástico

Marta comeu o quê? = Resp.: o bolo É usado para enfatizar uma idéia contida no objeto direto
com a repetição dele próprio. Para bem utilizá-lo, deve-

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mos colocá-lo no início da frase e depois repeti-lo atra- Por Nome entendemos o Substantivo, o Adjetivo, o Ad-
vés de pronome oblíquo – ao qual daremos o nome de vérbio.
Objeto Direto Pleonástico, pois pleonasmo é aquilo que
se repete. Exemplos: O complemento nominal é sempre introduzido por uma
preposição.
As rosas, dei-as para Maria.
Exemplos:
O bolo, nós não o comemos.
O respeito às leis é obrigatório.
Lucro, desejam-no sempre! respeito a quê? = às leis
O termo às leis completa o sentido do substantivo res-
Objeto Indireto peito, logo é um complemento nominal.

Completa o sentido do Verbo Transitivo Indireto, ou seja, Temos fé em Deus.


vem indiretamente ligado ao verbo com o auxílio de pre- em Deus = complementa o sentido do nome (substantivo)
posições (Veja a classificação verbal). fé, portanto receberá o nome de complemento nominal.

Exemplos: O sol é útil ao homem.


Útil a quem? = ao homem
Paguei ao médico O termo ao homem completa o sentido do adjetivo
(nome) útil, e será chamado complemento nominal.
Paguei a quem? = Resp.: ao médico
A testemunha falou favoravelmente ao réu.
Deparamos com um estranho. Favoravelmente a quem? = ao réu
O termo favoravelmente (advérbio) não tem sentido com-
Deparamos com quem? = Resp.: com um estranho pleto e por isso precisa do termo ao réu para completar-
lhe o sentido. Sendo assim ao réu recebe o nome de
Não consinto nisso. complemento nominal.

Não consinto em quê? = Resp.: nisso Observação: Por ser sempre introduzido por preposição, o
Complemento Nominal pode ser confundido com o Objeto
Rogo-lhe perdão. Indireto. Para evitar essa confusão, lembre-se de que:

Rogo a quem? = Resp.: a ele (lhe) a) Complemento Nominal completa o sentido de um


Nome (Substantivo, Adjetivo ou Advérbio).
Observações:
b) Objeto Indireto completa o sentido de um Verbo.
Quando usamos um pronome oblíquo como objeto, de-
veremos reparar no uso geral do verbo, se com um subs- Exemplos:
tantivo ele utiliza preposição é porque o pronome está
substituindo um termo que a possui . Veja o exemplo Tenho necessidade de ajuda.
acima com um substantivo no lugar do pronome: compl. nom.

Rogo a Pedro perdão. O termo de ajuda está ligado ao substantivo necessidade.


O termo A Pedro é o complemento preposicionado para
o verbo rogar (VTI). Eu necessito de ajuda.
obj. indir.
Isto te pertence. O termo de ajuda está ligado ao verbo necessitar.
obj. indir. (preposição A)
Isto pertence a Pedro. Agente da Passiva
Objeto Indireto Pleonástico É o complemento de um verbo na Voz Passiva Analítica.
É aquele que pratica uma ação expressa por verbo passivo.
Da mesma forma já vista no Objeto Direto Pleonástico,
podemos repetir também o Objeto Indireto dentro da frase, O Agente da Passiva vem sempre introduzido por prepo-
para reforçar a idéia que se pretende seja transmitida.
sição.
Exemplos:
Geralmente pela preposição POR – e suas combina-
A mim, o que me deu foi pena. ções: PELO, PELA, PELOS, PELAS.

A Paulo, bastou-lhe isso. Mas também podemos usar a preposição DE – e suas


combinações – em algumas frases.
A ti, ó rosa perfumada, entrego-te o mundo.
Exemplos:
Complemento Nominal
A cidade foi cercada por soldados
É o termo que completa o sentido de um nome que por
si só não dá a idéia que queremos transmitir. O rei era aclamado pela multidão

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A floresta era povoada de selvagens Vejamos então como fazer a diferença entre um e outro.
Observação: O Agente da Passiva corresponde ao Sujei-
to da Voz Ativa. Veja: - Quando a locução adjetiva vem ligada a um adjetivo ou
a um advérbio, só pode ser um complemento nominal.
Voz Passiva:
As flores são umedecidas pelo orvalho. Exemplos:

Voz Ativa: João foi favorável ao acusado.


O orvalho umedece as flores. adjetivo + Compl. Nominal (ao acusado)

4. Termos Acessórios da Oração João discursou favoravelmente ao projeto.


advérbio + Compl. Nominal (ao projeto)
Adjunto Adnominal
- Quando a locução adjetiva vem ligada ao substantivo,
É o termo que determina ou caracteriza um substantivo. pode ter sentidos diferentes:
Pode ser:
1. sentivo ativo (mostra quem pratica o ato expresso pelo
- Artigo: substantivo): a locução adjetiva recebe o nome de Adjun-
O carro nos pertence. to Adnominal.

- Adjetivo: Exemplo:
O bom aluno estuda sempre.
A crítica do técnico foi dura.
- Locução Adjetiva: Veja que na frase acima o técnico é quem fez a crítica.
O amor da mãe é eterno.
2. sentido passivo (mostra quem sofre o ato expresso
- Numeral: pelo substantivo): a locução adjetiva recebe o nome de
Duas meninas saíram por aqui. Complemento Nominal.

- Pronome Exemplo:
Um dia comprarei aquela casa.
A crítica ao técnico foi dura.
Observações: Veja que na frase acima o técnico recebeu a crítica.
Observe outros exemplos:
a) O Adjunto Adnominal, quando é um Adjetivo, pode ser
confundido com o Preticativo do Sujeito ou do Objeto, Complemento Nominal – sentido passivo:
ambas também função do Adjetivo dentro da frase: relato à mãe
apta à maternidade
Perceba as seguintes diferenças: o Adjunto Adnominal é
uma característica intrínseca do ser a que se liga, e vem Adjunto Adnominal – sentido ativo:
sempre dentro do mesmo termo do seu referente. Veja: relato de mãe
aptidão de mãe
A bela Ana saiu.
Adj. Adn. – o adjetivo bela refere-se ao termo Ana e am- Adjunto Adverbial
bos estão dentro do termo Sujeito.
É o termo que indica uma circunstância (de tempo, cau-
João viu a bela Ana na feira. sa, modo, lugar etc.) modificando o sentido de um ver-
Adj. Adn. – o adjetivo bela refere-se ao termo Ana e am- bo, de um adjetivo ou de um advérbio. Ele pode aparecer
bos estão dentro do termo Predicado. com ou sem preposição.

Ana saiu bela. O Adjetivo Adverbial não completa sentido e sim modifica
Pred. do Suj. – o adjetivo bela, que está dentro do Predi- sentido. Devemos entender bem essa diferença.
cado, refere-se ao termo Ana, que é Sujeito.
Veja:
João achou a Ana bela.
Pred. do Obj. – o adjetivo bela, que está ligado ao termo Dormi em paz.
Ana (Objeto Direto), é uma qualidade a ela atribuída pelo (modifica o verbo)
Sujeito.
Acordei bastante cedo.
b) Quando o Adjunto Adnominal é expresso através de (modifica o advérbio)
Locuções Adjetivas, podemos confundi-lo com o Com-
plemento Nominal. Ela é muito bonita.
(modifica o adjetivo)
Observe os caso abaixo:
O Adjunto Adverbial, quando modifica o adjetivo ou advér-
amor de mãe – Adjunto adnominal bio, recebe o nome de Adjunto Adverbial de Intensidade,
amor à mãe – Complemento nominal por intensificar a idéia expressa por eles.

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Ao modificar o verbo, o Adjunto Adverbial classifica-se de 5. Sintaxe do Período
acordo com a idéia expressa, porém essa classificação
não é dada pela Nomenclatura Gramatical Brasileira, A gramática normativa faz uma distinção entre frase, ora-
mas sim apenas sugeridas pelos gramáticos. ção, período simples e período composto.

Veja a seguir algumas possibilidades: Frase


Pedro foi sim. (de afirmação) Todo e qualquer enunciado que possua sentido com-
Ele falou do medo. (de assunto) pleto, tenha ou não verbo.
Maria fez tudo por amor. (de causa)
Maria passeava com José. (de companhia)
Exemplos:
Estudei muito apesar do calor. (de concessão)
Farão o trabalho com o meu auxílio. (de condição)
Preencheu conforme as instruções. (de conformidade) Fogo!
Talvez a encontre amanhã. (de dúvida) Muito obrigado!
Estava a cinco metros. (de distância) Ana está doente.
Estudaremos sem João. (de exclusão) Eu e meus irmãos compraremos roupas novas amanhã.
Viemos para as lições. (de finalidade)
Ela brincou muito. (de intensidade) Oração
A casa foi feita de madeira. (de material)
Os meninos foram à Bahia. (de lugar) É o agrupamento de palavras em torno de um verbo,
A parede tem sete metros. (de medida) com ou sem sentido completo.
Ela cortou-se com a faca. (de instrumento)
Não tinha medo. (de negação) Exemplos:
Fizeram tudo contra a greve. (de oposição)
Vim de uma família simples. (de origem) Ana está doente.
O saco pesa cinco quilos. (de peso) Eu e meus irmãos compraremos roupas novas amanhã.
O carro custou vinte milhões. (de preço) Eu espero.
Aposto Período Simples
É o termo que explica, esclarece, discrimina um outro
É o agrupamento de palavras em torno de um verbo,
termo da oração, geralmente antecedente.
com sentido completo.
Geralmente aparece entre vírgulas, mas pode também Exemplos:
aparecer após dois-pontos, entre travessões ou até sem
essas pausas, porém sempre estará explicando um Ana está doente.
outro termo qualquer. Eu e meus irmãos compraremos roupas novas amanhã.

Exemplos: Período Composto

Pelé, rei do futebol, é meu amigo. É o agrupamento de orações finalizadas por um único
João, o motorista, esteve aqui. ponto.
Após algum tempo – cinco ou seis minutos – ele voltou.
Exemplos:
Observe outros apostos menos ortodoxos: Ana saiu, mas voltará logo.
Eu espero que você seja feliz.
O Padre César está começando a missa. Todos vimos os homens que colhiam algodão no campo.
Código universal, a música une os povos. Enquanto todos estiverem falando, eu não poderei expli-
car a matéria que preparei para hoje.
Observação: O aposto pode aparecer tanto dentro do
sujeito quanto do predicado, mas sempre ligado ao ter-
O Período Composto se constitui de duas maneiras di-
mo que esclarece.
ferentes:
Vocativo
Período Composto por Coordenação
Usado como chamamento, é o termo que serve para atra-
ir a atenção do interlocutor para aquilo que se vai dizer. É aquele que apresenta orações independentes (sinta-
Pode aparecer no começo, no meio ou no final da ora- ticamente) entre si, mas sempre ligadas dentro de um
ção, mas não faz parte nem do Sujeito nem do Predica- sentido geral do período. São as chamadas Orações
do. É um termo isolado, portanto não se classifica nem Coordenadas.
como Termo Integrante nem como Termo Acessório.
Exemplos:
Exemplos:
Brasileiros e brasileiras, façamos tudo pela Pátria. João não estudou, portanto não irá bem nos exames.
Ontem pela manhã, Marcos, vi você na feira. Todos foram ao parque e divertiram-se muito lá.
Vocês por aqui, meninos?!!

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Período Composto por Subordinação Ela não foi ao mercado nem foi à feira.

É aquele que apresenta orações sintaticamente depen- Principais conjunções aditivas:


dentes entre si. O entendimento de uma depende da
existência da outra. São as chamadas Orações Subordi- e, nem, (não só)... mas também, (não apenas)... mais
nadas. ainda, senão ainda, como também etc.

Exemplos: Oração Coordenada Sindética Adversativa

Espero que ela volte para mim. Expressa um pensamento que se opõe ao anterior, dá
Ela é mulher cujos filhos viajaram para Paris. idéia de contrariedade, e por isso adversidade.
Apague a luz, quando todos saírem.
Exemplos:
5.1. Período Composto por Coordenação
Trata a todos com respeito, mas não com intimidade.
É o período que apresenta orações de sintaxe indepen- Irei com você, porém prefiro ficar em casa.
dente. Suas orações são Coordenadas, pois ligam-se
apenas pelo sentido ou através de uma conjunção coor- Principais conjunções adversativas:
denativa.
mas, porém, todavia, contudo, entretanto, senão, no
Orações Coordenadas Assindéticas entanto, ao passo que, não obstante, apesar disso etc.

São aquelas que se ligam a outras apenas pelo sentido, Oração Coordenada Sindética Alternativa
sem o auxílio de conjunções coordenativas.
Expressa idéias que se excluem ou que se alternam, daí
Exemplos: transmitir a noção de hipótese, escolha, alternância.

Saia, deixe-me em paz! Exemplos:


Saia – oração coordenada assindética
deixe-me em paz – oração coordenada assindética Vá para casa agora, ou tomará chuva.
Ora chorava, ora sorria.
Seu pai esteve aqui, deixou um abraço para você.
Seu pai esteve aqui – oração coordenada assindética Principais conjunções alternativas:
deixou um abraço para você – oração coordenada as-
sindética ou, ou... ou, ora... ora, quer... quer, seja... seja, já... já etc.

Orações Coordenadas Sindética Oração Coordenada Sindética Conclusiva

São aquelas que, além de se ligarem pelo sentido, ligam- Mostra a dedução ou conclusão de um raciocínio.
se também com o auxílio de conjunção coordenativa.
Exemplos:
Exemplos:
Penso, logo existo.
Ou você fala a verdade, ou não mais conversarei com Você não terminou a lição; não irá, pois, brincar.
você.
Ou você fala a verdade, – oração coordenada sindética
Principais conjunções conclusivas:
ou não mais conversarei com você. – oração coordena-
da sindética
assim, logo, portanto, por isso, por conseguinte, por
Não li o livro, mas farei a prova assim mesmo. conseqüência, pois (posposto ao verbo da oração) etc.
Não li o livro – oração coordenada assindética
mas farei a prova assim mesmo, – oração coordenada Oração Coordenada Sindética Explicativa
sindética
Aquela que se apresenta justificando a oração anterior,
As orações Coordenadas Sindéticas, por terem conjun- ou seja, reforça a idéia através de uma explicação.
ções, são reclassificadas de acordo com o sentido ex-
presso pela conjunção Exemplos:

Oração Coordenada Sindética Aditiva Ande com cuidado, porque o chão está molhado.
A noite está quente, pois é verão.
É a oração que expressa idéias similares ou equivalen-
tes, e por isso dá idéia de soma, adição. Principais conjunções explicativas:
Exemplos: que (com sentido de porque), porquanto, porque, pois
(anteposto ao verbo da oração) etc.
Ana caiu e quebrou a perna.

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5.2. Período Composto por Subordinação Quando exerce a função própria do Adjetivo, recebe o
nome de Oração Subordinada Adjetiva.
Definição
Quando exerce as função própria do Advérbio, recebe o
É o período em que as orações mantêm uma relação de nome de Oração Adverbial.
dependência entre elas.
Oração Subordinada Substantiva
Essa dependência é sintática e semântica.
A oração subordinada recebe o nome de Oração Subor-
Sintática porque uma desempenha uma função em re- dinada Substantiva quando sua função é completar o
lação à outra; semântica porque o sentido de uma se sentido da Oração Principal.
completa com o sentido da outra.
A Oração Subordinada Substantiva é sempre iniciada
As meninas queriam que o rapaz as levasse ao cinema. por uma conjunção integrante.
O filme que elas queriam ver não agradava ao rapaz.
Embora o rapaz tivesse outros planos, levou as garotas As principais conjunções integrantes são QUE e SE.
ao cinema. Damos à Oração Subordinada o nome Substantiva por-
que pode ser substituída, trocada por um substantivo.
Nos exemplos dados, em cada período, uma oração de-
pende da outra para ter sentido ou para estar sintatica- É necessário que se case.
mente completa. Neste exemplo, a oração “que se case” está completan-
do o sentido da 1ª, que é a principal, e pode ser trocada
Oração Principal pelo substantivo “casamento”:

É aquela que não exerce função sintática no período e É necessário seu casamento.
vem sempre acompanhada de uma outra oração que
lhe completa o sentido ou que atribui uma característica Veja outros exemplos:
a um de seus nomes, ou ainda indica-lhe uma circuns-
tância (tempo, finalidade, causa, entre outras). Eu quero que você saia.
Eu quero sua saída.
Não apresenta conjunção ou pronome relativo.
Ninguém sabe se ela virá.
É necessário que se case. Ninguém sabe da sua vinda.
- a 2ª oração completa o sentido da oração principal.
Todos desejamos uma só coisa: que você seja feliz.
O homem que fuma vive pouco. Todos desejamos uma só coisa: sua felicidade.
- a oração intercalada caracteriza o ser homem da ora-
ção principal. Quando a oração subordinada completa o sentido da
Sopram os ventos, quando amanhece. principal, ela desempenha determinada função. Veja,
- a 2ª oração indica uma circunstância de tempo para a pois, os exemplos anteriores:
oração principal.
É necessário que se case.
Oração Subordinada Seu casamento é necessário.
- a oração subordinada funciona como sujeito da oração
É aquela que se liga à outra através de conjunção inte- principal.
grante, conjunção subordinativa ou pronome relativo. A
oração subordinada sempre dependerá da principal para Eu quero que você saia.
ser entendida. Eu quero sua saída.
Em relação à Oração Principal, a Oração Subordinada: - a oração subordinada funciona como objeto direto da
oração principal.
a) completa-lhe o sentido;
b) caracteriza um de seus nomes; Todos desejamos uma só coisa: que você seja feliz.
c) indica-lhe uma circunstância. Todos desejamos uma só coisa: sua felicidade.
- a oração subordinada funciona como aposto da oração
Eu peço que desistas. principal.
- completa o sentido da Oração Principal
É de acordo com a função que exerce em relação à prin-
Deus, que é pai, nos ajuda.
cipal que podemos reclassificar a oração subordinada
- caracteriza um ser da Oração Principal
substantiva.
Saímos, quando amanheceu. Para isso, basta sabermos o que falta na oração princi-
- indica uma circunstância de tempo para a Oração Prin- pal. Veja:
cipal. Eu quero que você saia.
Quero o quê? = que você saia = Objeto Direto. Logo, “que
As Orações Subordinadas são classificadas de acordo você saia” é oração subordinada substantiva objetiva
com sua função em relação à Oração Principal. direta.

Quando exerce as funções próprias do Substantivo, re- Agora veremos a classificação para a oração subordi-
cebe o nome de Oração Subordinada Substantiva. nada substantiva.

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Oração Subordinada Substantiva Subjetiva A Oração Subordinada Adjetiva pode caracterizar o ser
da Oração Principal de duas maneiras diferentes: expli-
É assim classificada quando exerce a função de sujeito cando ou restringindo o seu sentido.
em relação à Oração Principal.
A Oração Subordinada Adjetiva é iniciada por um prono-
É necessário que se case. me relativo. Os pronomes relativos mais usados são
QUE, QUAL, QUEM, ONDE e CUJO.
Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta
O homem que fuma vive pouco.
Recebe esse nome a oração que exerce a função de
objeto direto em relação à Oração Principal. Neste exemplo temos uma restrição, pois não é todo
homem que vive pouco, apenas aquele que fuma.
Maria esperou que o marido voltasse.
Ignoramos como se salvaram. O gelo, que é frio, conserva o alimento.

Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta Nesse outro exemplo temos uma explicação, pois ser
frio é característica própria do gelo.
Damos à oração essa denominação, pois exerce a fun-
ção de objeto indireto em relação à Oração Principal. Assim podemos reclassificar a Oração Subordinada
Adjetiva.
Vem introduzida por preposição, e essa preposição es-
tará ligada ao verbo da Oração Principal. Oração Subordinada Adjetiva Restritiva

Nós necessitamos de que nos ajudem. Quando restringe, particulariza o sentido de um ser da
Gosto de que me beije. Oração Principal.

Observação: a preposição que introduz a Oração Subor- Vi homens que colhiam algodão.
dinada Substantiva Objetiva Indireta pode ser retirada: Comi as frutas que estavam maduras

Necessitamos que nos ajudem. Oração Subordinada Adjetiva Explicativa


Gosto que me beije.
Quando explica o sentido de um ser da Oração Principal.
Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal
A Oração subordinada Adjetiva Explicativa deve ser sem-
Assim é chamada quando exerce a função de comple- pre isolada por vírgulas.
mento nominal em relação à Oração Principal. O homem, que é racional, às vezes age sem pensar.
Deus, que é nosso pai, nos salvará.
Vem sempre introduzida por preposição, e essa prepo- A lâmpada, que ilumina, é uma grande invenção.
sição estará ligada a um nome da Oração Principal.
Oração Subordinada Adverbial
Eu sou favorável a que o prendam.
Nós temos necessidade de que nos ajudem. A Oração Subordinada Adverbial é aquela que indica uma
circunstância para a Oração Principal.
Oração Subordinada Substantiva Predicativa
Ela desempenha as funções próprias de um advérbio,
Quando exerce a função de predicativo do sujeito em ou seja, de um Adjunto Adverbial.
relação à Oração Principal.
Sempre iniciada por conjunção subordinativa, é essa
Seu receio era que chovesse. conjunção que indicará a circunstância que a oração toda
O necessário agora é que você se cure. expressa; e, de acordo com essa circunstância, classifi-
caremos a Oração Subordinada Adverbial.
Oração Subordinada Substantiva Apositiva
Oração Subordinada Adverbial Causal
Quando exerce a função de aposto em relação à Oração
Principal. Expressa causa, motivo, razão.
Geralmente aparece após dois-pontos.
Você veio porque quis.
Só desejo uma coisa: que seja feliz. Como ele estava armado, ninguém ousou reagir.
Confesso uma verdade: (que) eu sou puro.
Principais conjunções causais: PORQUE, VISTO QUE,
Oração Subordinada Adjetiva JÁ QUE, UMA VEZ QUE, COMO etc.

A função da Oração Subordinada Adjetiva é caracterizar Oração Subordinada Adverbial Comparativa


um ser da Oração Principal, que já possui sentido com-
pleto. Expressa uma comparação.

É a função própria do adjetivo, ou seja, Adjunto Adnomi- Voltou a casa como quem vai à prisão.
nal. A luz é mais veloz do que o som.

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Observação: a Oração Subordinada Adverbial Compara- Principais conjunções proporcionais: À MEDIDA QUE, À
tiva pode ter um verbo subentendido. Isso acontece quan- PROPORÇÃO QUE, AO PASSO QUE etc.
do o verbo da Oração Principal é o mesmo da Oração
Subordinada. Oração Subordinada Adverbial Temporal

A luz é mais veloz do que o som (é veloz). Expressa tempo.

Principais conjunções comparativas: (TAL)... QUAL, Mal chegamos, ela foi saindo.
(TÃO)... COMO, (TANTO)... QUANDO, COMO etc. O que fará, agora que está em férias?

Oração Subordinada Adverbial Concessiva Principais conjunções temporais: QUANDO, ENQUAN-


TO, APENAS, MAL, LOGO QUE, ASSIM QUE, DEPOIS
Expressa um fato que se admite em oposição à idéia QUE, DESDE QUE etc.
expressa pela Oração Principal.
Oração Reduzida
Nada seria resolvido, ainda que eu falasse.
Irei à festa, embora não esteja disposto. São as orações subordinadas que se apresentam sem
conjunção ou pronome relativo e com o verbo numa das
Principais conjunções concessivas: EMBORA, AINDA formas nominais:
QUE, SE BEM QUE etc.
- Infinitivo (pessoal ou impessoal) – AMAR
Oração Subordinada Adverbial Condicional - Gerúndio – AMANDO
- Particípio – AMADO
Expressa uma hipótese, uma condição.
Quando a oração se apresenta da forma que estávamos
Se chover, não sairei de casa.
vendo até agora, dizemos que ela é uma Oração Desen-
Não deixe de estudar, a menos que você já saiba tudo.
volvida.
Principais conjunções condicionais: SALVO SE, CASO,
SE, EXCETO SE, SEM QUE, A MENOS QUE etc. Se tirarmos a conjunção inicial ou o pronome relativo e
colocarmos o verbo em forma nominal, transformare-
Oração Subordinada Adverbial Conformativa mos a Oração Desenvolvida em Oração Reduzida.

Expressa conformidade, acordo entre um fato e outro. Oração Reduzida de Infinitivo

O homem age conforme pensa. Oração Reduzida de Infinitivo surge quando tiramos a
A história se repete, consoante opinam alguns. conjunção e colocamos o verbo no infinitivo.

Principais conjunções conformativas: CONFORME, SE- Aqui podemos ter as Orações Subordinadas Substanti-
GUNDO, COMO, CONSOANTE etc. vas e as Orações Subordinadas Adverbiais.

Oração Subordinada Adverbial Consecutiva É necessário casar-se.


É necessário que se case.
Expressa uma conseqüência, um resultado, um efeito.
Todos temos necessidade de nos amarem.
Gritou tanto, que acordou os vizinhos. Todos temos necessidade de que nos amem.
Ó Deus, onde estás, que não respondes?
Ao fazer a lição, aprenderá um pouco mais.
Principais conjunções consecutivas: (TANTO)... QUE, Quando ele fizer a lição, aprenderá um pouco mais.
(TÃO)... QUE, (TAL)... QUE etc.
Ela comprou o carro para chegar mais cedo ao trabalho.
Oração Subordinada Adverbial Final Ela comprou o carro a fim de que chegasse mais cedo
ao trabalho.
Expressa finalidade, objetivo.
Oração Reduzida de Gerúndio
Saí, a fim de que evitássemos brigar.
Veio à escola para que estudasse. Oração Reduzida de Gerúndio aparece quando tiramos
a conjunção ou pronome relativo e colocamos o verbo
Principais conjunções finais: A FIM DE QUE, PARA QUE, no gerúndio.
PORQUE, QUE etc.
Aqui podemos ter as Orações Subordinadas Adjetivas e
Oração Subordinada Adverbial Proporcional as Orações Subordinadas Adverbiais.
Expressa proporcionalidade. Percebi a aluna colando na prova.
Percebi a aluna que colava na prova.
Aumentava a pressão ao passo que a esquadra se apro- Pedindo com jeito, ela fará o serviço para nós.
ximava.
Se nós pedirmos com jeito, ela fará o serviço para nós.
O dia clareia à medida que o sol surge.

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Oração Reduzida de Particípio b) Regência Verbal: quando o termo regente é um verbo.

Oração Reduzida de Particípio aparece quando tiramos Assistimos ao filme.


a conjunção ou pronome relativo e colocamos o verbo
no particípio. Os complementos colocados na frase receberão nomes
específicos.
Aqui podemos ter as Orações Subordinadas Adjetivas e
as Orações Subordinadas Adverbiais. Complemento Nominal, quando completa o sentido de
um nome. O complemento nominal é sempre introduzi-
Há saudade nunca esquecida. do por preposição.
Há saudade que a gente nunca esquece.
Complemento Verbal, quando completa o sentido do
Partido o bolo, vários convidados se retiraram. verbo. O complemento verbal pode ser ou não introduzi-
Logo que a aniversariante partiu o bolo, vários convida- do por preposição, nesse caso teremos que renomeá-
dos se retiraram. lo como:

Sistematizando as Orações Reduzidas a) Objeto Direto: é complemento diretamente ligado ao


verbo, sem o auxílio de preposição.
- Orações Subordinadas Substantivas só podem ser re-
duzidas de infinitivo. b) Objeto Indireto: é o complemento indiretamente liga-
- Orações Subordinadas Adjetivas podem ser reduzidas do ao verbo, com o auxílio de uma preposição.
de gerúndio e de particípio.
- Orações Subordinadas Adverbiais podem ser reduzi- Vejamos agora algumas particularidades para cada uma
das de infinitivo, de gerúndio e de particípio. delas.

6. Sintaxe de Regência Regência Nominal

A regência trata das relações de dependência que as Não há regras para o uso de determinada preposição
palavras mantêm entre si. junto ao nome. Alguns deles admitem mais de uma re-
gência. A escolha de uma ou outra preposição deve ser
É o modo pelo qual um termo rege outro que lhe comple- feita com base na clareza, na eufonia e também deve
ta o sentido. adequar-se às diferentes formas de pensamento.
Temos:
Lista de nomes com suas preposições mais freqüen-
a) Termo Regente: aquele que pede um complemento. tes:
b) Termo Regido: aquele que completa o sentido de abrigado a
outro. adequado a
afável com, para com
Exemplos: aflito com, por
agradável a
O homem está apto para o trabalho. alérgico a
alheio a, de
O nome “apto” não possui sentido completo, precisa de aliado a, com
um complemento. alusão a
amoroso com, para com
O termo “para o trabalho” aparece completando o senti- ansioso de, por
do do nome “apto”. antipatia a, contra, por
apto a, para atenção a
Assistimos ao filme. atencioso com, para com
aversão a, para, por
O verbo “Assistimos” não tem sentido completo, ele ne- avesso a
cessita de um outro termo que lhe dê completude. ávido de, por
certeza de
O termo “ao filme” está completando o sentido do verbo certo de
“assistir”. compaixão de para com, por
compatível com
Os termos “apto” e “Assistimos” são os regentes, pois comum a, de, em, entre, para
exigem complemento; já os termos “para o trabalho” e conforme a, com
“ao filme” são os regidos, pois funcionam como comple- consulta a
mento. constituído com, de, por
contente com, de, em, por
A Regência divide-se em: contíguo a
convicção de
a) Regência Nominal: quando o termo regente é um cruel com, para, par com
nome (substantivo, adjetivo ou advérbio). curioso de, por
desgostoso com, de
O homem está apto para o trabalho. desprezo a, de, por

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devoção a, para com, por Aspirei a um bom cargo.
devoto a, de (aspirei = deseja, almejar, objetivar)
dúvida acerca de, de, em, sobre
empenho de, em, por Olhe para ele.
fácil a, de, para (olhar = fixar o olhar)
falho de, em Olhe por ele.
favorável a (olhar = cuidar)
feliz com, de, em, por
fértil de, em Listas de Alguns Verbos e Suas Regências
hábil em
habituado a, com Listar-se-ão aqui alguns verbos e suas regências, cujas
horror a particularidades seguirão o seguinte esquema:
hostil a, para com
impróprio para - o verbo;
imune a, de - o sentido que assume na frase;
incansável em - sua transitoriedade: VI, VTD, VTI, VTDI;
incapaz de, para - a preposição exigida;
invasão de - exemplo.
junto a, de
lento em Assim:
morador em
ódio a
Aspirar
orgulhoso de, com
peculiar a
precedido a, com, de - sorver – VTD – sem preposição
preferível a Aspiro o perfume das flores.
pródigo de, em
próximo a, de - desejar – VTI – preposição: a
residente em Aspiro a uma boa posição.
respeito a, com, de, para com, por
simpatia a para, com, por Abdicar
situado a, em, entre
suspeito a, de - renunciar – VI – sem preposição
último a, de, em Ela abdicou em 1990.
união a, com, entre
útil a para - renunciar – VTD – sem preposição
vizinho a, com, de Ele abdicou a coroa.

Regência Verbal - renunciar – VTI – preposição: de


Ele abdicou da coroa.
Nesse tipo de regência é o verbo que pede um complemen-
to, que pode ou não ligar-se ele através de preposição. Agradar
A escolha da preposição adequada depende da signifi-
- satisfazer, contentar – VTI – preposição: a
cação do verbo. Devemos observar as possibilidades
de utilização de uma ou outra forma de regência. A peça não agradou ao público.

a) Existem verbos que admitem mais de uma regência - acariciar, ser agradável – VTD – sem preposição
sem mudar seu significado. João procurou agradar o filho.

Exemplos: Agradecer

Cumpriremos o nosso dever. - ser grato – VTDI – sem e com preposição: a


Cumpriremos com o nosso dever. João agradeceu o presente a José.

José não tarda a chegar. Assistir


José não tarda em chegar.
- ver, presenciar – VTI – preposição: a
Esforcei-me por não contrariá-la. Ele assistiu ao espetáculo.
Esforcei-me para não contrariá-la. - ser de direito – VTI – preposição: a
Férias é um direito que assiste a todos.
b) Existem verbos que mudam seu significado quando
se altera a regência. - morar – VI – preposição: em
Ele assistem em São Paulo.
Exemplos:
- ajudar, auxiliar – VTD – sem preposição
Aspirei o aroma das flores. O médico assiste o paciente.
(aspirei = sorver, respirar)

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Atender Nela percebemos o pronome “eu” como sujeito e o ver-
bo no infinitivo “a entender” como objeto indireto. Isso é
- receber, responder – VTD – sem preposição incorreto, pois o difícil foi entender, e tal coisa foi difícil
O diretor atenderá os alunos. para alguém, no caso, para mim.
Deus atende nossas preces.
Desobedecer
- dar atenção – VTI – preposição: a
Vou atender ao que me pede. - desacatar – VTI – preposição: a
Os filhos desobedecem aos pais.
Avisar
Esquecer
- informar – VTDI – sem e com preposição: a/de/sobre
Observação: Esse verbo pode ter a pessoa como Obj. - esquecer – VTD – sem preposição
Direto e a “coisa” como Obj. Indireto ou vice-versa. Se Esqueci o caderno.
você puser preposição na “coisa”, use DE ou SOBRE, e
se você puser preposição na pessoa, use A. - esquecer-se – VTI – preposição: de
Esqueci-me do caderno.
Avisei João do ocorrido.
Avise o ocorrido a João. Observação:
1. Repare que o verbo esquecer pode ser usado com ou
Certificar sem pronome reflexivo. Se estiver com pronome reflexi-
vo, ele estará também com preposição DE. Se ele não
- ver o verbo Avisar. estiver com pronome reflexivo, ele estará sem preposi-
ção.
Chamar 2. Tome cuidado, pois algumas vezes ele aparece com
pronome, mas esse não é reflexivo. Observe o seguinte
- convocar, denominar, cognominar – VTD – sem prepo- exemplo:
sição
O gerente chamou os funcionários para a reunião. Ela lembrou-me a reunião.

Observação: O verbo chamar admite várias construções Esta é uma construção comumente usada, na qual o
como corretas: sujeito é “ela” e o pronome “me” representa o objeto
indireto, logo “a reunião” é objeto direto (sem preposi-
Chamei Pedro. ção).
Chamei a Pedro de herói.
Chamei Pedro de herói. Implicar
Chamei por Pedro.
- ser chato com – VTI – preposição: com
Chegar Ana sempre implica com todos.

- vir de – VI – preposição: a - envolver-se – VTI – preposição: em


Cheguei a casa. Ana implicou-se em casos de vandalismo.
Cheguei ao colégio.
Aqui o verbo implicar é pronominal.
Comunicar
- acarretar – VTD – sem preposição
- avisar – VTDI – sem e com preposição: a Sua atitude implica demissão.
“coisa” – sem preposição
pessoa – com a preposição: a Observação: Muitas pessoas utilizam esse verbo (nesse
sentido) com a preposição EM, o que é errado! Veja uma
Comuniquei o fato a Pedro. dessas construções, mas lembre-se: ESTÁ ERRADA!

Observação: Apesar de ser sinônimo do verbo avisar, o Brigar com o patrão implica em demissão.
verbo comunicar não pode fazer a troca de preposição
entre complementos como fez aquele. Informar

Custar - ver o verbo Avisar.

- ser difícil – VTI – com preposição: a Investir

Custa-me entender a lição. - empossar – VTI – preposição: em


Fazer o trabalho custará a todos. João foi investido em cargo público.

Observação: Na linguagem do dia-a-dia, costuma-se em- - empregar dinheiro – VTDI – sem e com preposição: em
pregar esse verbo de forma incorreta. João investiu todo o seu dinheiro em ações.
Veja a seguinte construção:
- atacar – VTD – sem preposição
Eu custei a entender. (ERRADA) A onda investe a praia.

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- atacar – VTI – preposição: com/contra Observação: No passado, apenas a primeira constru-
Pedro investiu com os árabes. ção se admitia como correta; hoje, ambas o são.
Pedro investiu contra os árabes.
Preferir
Ir
- gostar mais de – VTD – sem preposição
- ir – VI – preposição: a Prefiro água.
Fui ao colégio.
- desejar algo em detrimento de outra coisa – VTDI –
Lembrar sem e com preposição: a
Prefiro água a café.
- ver o verbo Esquecer.
Observação: Muitos usam as seguintes construções.
Morar
Prefiro mais tomar uma cerveja. (ERRADA!)
- residir – VI – preposição: em Prefiro água do que café. (ERRADA!)
Eu moro na Rua do Lago. Prefiro antes água a refrigerante. (ERRADA!)

Namorar O verbo “preferir” significa gostar mais, portanto não se


usa ao lado dele outras expressões superlativas como
- namorar – VTD – sem preposição MAIS, ANTES, MUITO e outros!
Eu namoro o Pedro e João namora a Maria.
Veja também que a expressão “do que” não é uma pre-
Observação: Não se deve usar o verbo namorar com a posição, então seu uso como tal é absurdo!
preposição com, como muito freqüentemente se ouve.
São erradas as construções: Prevenir

ERRADA: Eu namorei com ele durante dois anos. - ver o verbo Avisar.
ERRADA: Quer namorar comigo?
ERRADA: Com quem você namora? Proceder

Corrijam para: - ter fundamento – VI – sem preposição


Tal comentário não procede.
CERTO: Eu o namorei durante dois anos.
CERTO: Quer me namorar? - originar-se – VI – preposição de
CERTO: Quem você namora? Eu procedo do Paraná.
Notificar - dar início, realizar – VTI – preposição: a
Eles procederam a uma rápida leitura da ata da reunião
- ver o verbo Avisar. passada.
Obedecer Puxar
- ver o verbo Desobedecer. - arrastar – VTD – sem preposição
Ele puxou a cadeira e sentou-se.
Pagar
- ser parecido – VTI – preposição: a
- pagar “coisa“ – VTD – sem preposição
Ele puxou ao pai.
Eu paguei a dívida.

- pagar – VTI – preposição: a Querer


Eu paguei ao médico.
- desejar – VTD – sem preposição
Observação: É possível colocarmos os dois complemen- Eu quero o sorvete de morango.
tos numa mesma frase, então o verbo pagar deve ser
classificado com o VTDI: - estimar, amar – VTI – preposição: a
Paguei a conta ao açougueiro. Eu quero a meus primos.

Perdoar Residir

- ver o verbo Pagar. - ver o verbo Morar.

Pisar Responder

- pôr os pés em – VTD – sem preposição - dar resposta – VTD – sem preposição
O artista pisou o palco com vontade! Responda os testes de geografia.

- pôr os pés em – VTI – preposição: em - dar resposta – VTI – com preposição: a


O artista pisou no palco com vontade! Responda aos testes sobre geografia.

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Observação: Podemos também classifica-lo como VTDI: Observe agora os verbos do segundo exemplo: Comer é
Respondi a João que não fiz a lição. VTD, gostar é VTI, ou seja, são verbos de regência dife-
rentes.
Simpatizar REGRA: verbos de regência diferentes pedem comple-
mentos distintos.
- gostar de – VTI – preposição: com
Eu simpatizei com o novo professor. A correção será:

Observação: Este verbo não é pronominal, portanto está Comi a fruta e gostei dela.
errada a construção: Leia este outros exemplos:
ERRADA: Eu não me simpatizei com ele.
Entrei e sai da sala (ERRADO!)
Visar Entrei na sala e dela sai.

- mirar – VTD – sem preposição Li e refleti sobre o texto. (ERRADO!)


O atirador visou o alvo. Li o texto e refleti sobre ele.

- pôr visto – VTD – sem preposição Amo e obedeço meu pai. (ERRADO!)
Ele visou o documento. Amo meu pai e obedeço-lhe.

- desejar, almejar – VTI – preposição: a Ana gosta e confia em Raí. (ERRADO!)


Ele visa a um bom salário. Ana gosta de Raí e confia nele.
Particularidades Regência com Pronome Interrogativo
A estrutura oracional da Língua Portuguesa permite que “Que”, “qual”, “quem” e “quanto” são pronomes interro-
se altere a posição dos termos dentro da frase e tam- gativos, quando usados em frases interrogativas.
bém autoriza a utilização de um ou outro termo para que
se evite a redundância, a repetição. Observação: Há dois modelos de frase interrogativa:
Quando utilizamos esses processos facultados pela lín- a) direta: quando a frase termina em ponto de interroga-
gua, devemos ter o cuidado de não trocar a regência dos ção.
termos (o que é muito comum).
Que horas são agora?
Veja estes exemplos:
b) indireta: quando a frase termina em ponto final, mas
O que você mais gosta em mim? (ERRADO)
dá idéia de pergunta.
Esta frase está errada! O pronome interrogativo QUE está
no lugar do complemento do verbo gostar. O verbo gos- Gostaria de saber que horas são.
tar pede a preposição DE antes do seu complemento,
portanto deve aparecer essa preposição antes do pro- Os pronomes interrogativos substituem os complemen-
nome interrogativo QUE. A frase correta é: tos verbais ou nominais, portanto estão sujeitos à re-
gência como qualquer outro termo nessa função.
Do que você mais gosta em mim?
REGRA: se o pronome interrogativo é usado com um
Esse foi apenas um exemplo, vejamos agora os vários verbo ou nome que peça preposição, essa preposição
fatos notáveis dentro da regência: deve ser colocada antes desse pronome interrogativo.

Um Único Complemento para Dois ou Mais Verbos Qual perfume você falou? (ERRADO!)
De qual perfume você falou?
Veja as frases:
Veja outros exemplos incorretos do dia-a-dia e suas cor-
Comi e saboreei a fruta. reções:

O objeto direto “a fruta” se liga tanto ao verbo comer quan- O que o senhor, ao concorrer a uma vaga, aspira? (ER-
to ao verbo saborear, e está correta. RADO!)

Comi e gostei da fruta. (ERRADO) A que o senhor, ao concorrer a uma vaga aspira?

Perceba que o objeto direto “da fruta” se liga tanto ao Que filme você assistiu ontem? (ERRADO!)
verbo comer quando ao verbo gostar, e está errada! Como A que filme você assistiu ontem?
isso pode acontecer? No primeiro exemplo, tanto o ver- Quanto você precisa para ir à feira? (ERRADO!)
bo comer quando o verbo saborear são Verbos Transiti- De quanto você precisa para ir à feira?
vos Diretos, ou seja, têm a mesma regência.
Observação: o advérbio interrogativo ONDE admite o
REGRA: verbo de regência idênticas podem ter um com- mesmo uso dos pronomes interrogativos. Veja:
plemento único comum.

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Onde você foi ontem? (ERRADO!) Não conheço a marca de margarina de que você gosta.
Aonde você foi ontem?
Repare: o verbo gostar pede a preposição DE, que apa-
O verbo “ir” exige a preposição A, que deve ser colocada rece antes do pronome relativo, pois este é o seu
antes do advérbio interrogativo onde. complemento.

Regência com Pronome Relativo Não conheço a marca de margarina.


Você gosta da marca de margarina.
“Que”, “qual”, “quem”, “onde” e “cuja” são pronomes re-
lativos quando substituem termo já mencionado anteri- Regência com Pronome Pessoal do caso Oblíquo Áto-
ormente. Veja: no

Ela é a mulher. Pronome Oblíquo como Complemento Verbal


Eu amo a mulher. Os complementos verbais podem ser substituídos por
Ela é a mulher que eu amo. pronomes pessoais do caso oblíquo.

Observação: Repare no uso: Observação: Os pronomes pessoais do caso oblíquo


átonos são:
a) QUE – substitui nomes de pessoas animais e coisas.
me, te, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes.
Ana é a secretária que eu contratei.
Cão é o animal que eu lhe darei. Os pronomes serão classificados como Objeto Direto
Comprei a camisa que você me pediu. ou Objeto Indireto de acordo com a regência do verbo a
que se ligam. Assim:
b) QUAL – substitui nomes de pessoas, animais e coi-
sas. Ela me procurou.

Esse pronome sempre é usado com artigo antecedente ME – objeto direto, pois o verbo procurar pede um com-
(o qual, a qual, os quais, as quais). plemento sem preposição.

Ana é secretária da qual eu de falei. Ela me obedeceu.


Cão é o animal do qual gosto. ME – objeto indireto, pois o verbo obedecer pede um
Comprei as camisas das quais você falou. complemento com preposição.

c) QUEM – substitui nomes de pessoas. O mesmo acontecerá com os pronomes TE, NOS, VOS.

Todos são pessoas em quem confio. Os pronomes O, OS, A, AS, LHE, LHES têm usos especí-
ficos, porque todos se referem à 3a pessoa. Veja:
d) ONDE – substitui nomes de localidades (lugar).
- O, A, OS, AS – são sempre Objeto Direto, ou seja, só
Aquele é ao casa onde moro. podem substituir complementos verbais sem preposi-
Visitei a cidade onde nasci. ção.

e) CUJO – substitui nomes de pessoas, animais e coi- Exemplos:


sas desde que expressem idéia de posse.
Esse pronome sempre concorda com o termo posterior Comi-as frutas.
a ele. Não pode haver artigo entre o pronome “cujo” e o Comi-as.
substantivo com o qual ele concorda.
Observei-o paciente.
Esta é a fazenda cujo pasto secou. Observei-o.
(O pasto da fazenda secou)
Não vi as meninas hoje.
Conheço o homem cujas filhas estão na tevê. Não as vi hoje.
(As filhas do homem estão na tevê)
- LHE, LHES – são sempre Objeto Indireto, ou seja, só
Os pronomes relativos substituem termos que podem podem substituir complementos verbais com preposição.
funcionar como complemento verbais (objeto direto,
objeto indireto) ou como complemento nominais. Sendo Exemplos:
assim, eles acatarão a qualquer particularidade regen-
cial dos complementos que substituem. Ela obedece aos pais.
Ela lhe obedece.
REGRA: se o pronome relativo é usado com verbo ou
nome que peça preposição, essa preposição deve ser Nós agradecemos a Pedro o jantar.
colocada antes do relativo. Nós lhe agradecemos o jantar.

Eu não conheço a marca de margarina que você gosta. Paguei às costureiras.


(ERRADO) Paguei-lhes.

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Observações: O Problema do Sujeito Precedido de Preposição

Gosto da Maria. O sujeito, em Língua Portuguesa, jamais poderá estar


Gosto-lhe. (ERRADO!) preposicionado!
Gosto dela.
Exemplos:
Simpatizei com o novo professor.
Simpatizei-lhe. (ERRADO!) Já era hora dela chegar. (ERRADO!)
Simpatizei com ele. Já era hora de ela chegar.

Eu acreditei na simpática garota do balcão de informa- Perceba que o pronome “ela” é sujeito do verbo chegar;
ções. se unimos a preposição ao pronome, teremos um sujei-
Eu acreditei-lhe. (ERRADO!) to preposicionado, daí o erro.
Eu acreditei nela.
Ela saiu apesar do pai pedir que não saísse. (ERRADO!)
Atenção: Os verbos Ela saiu apesar de o pai pedir que não saísse.

- ASSISTIR (no sentido de ver) Antes da dor bater, tome logo uma aspirina. (ERRADO!)
ASPIRAR (no sentido de desejar) Antes de a dor bater, tome logo uma aspirina.
- VISAR (no sentido de desejar)
- OBEDECER (coisa) O Problema com Verbos que Pedem Dois Complementos

não admitem o LHE(S) como complemento. Os verbos que pedem dois complementos (VTDI) de-
vem sempre apresentar um complemento sem preposi-
Assisti ao filme – Assisti a ele. ção e outro com. Caso isso não aconteça, a frase estará
Aspirei ao cargo – Aspirei a ele. incorreta.
Visei ao cargo – Visei a ele.
Obedeci à lei – Obedeci a ela. Exemplos:
Há uma construção clássica na Língua Portuguesa que O pai autorizou aos filhos a irem ao cinema. (ERRADO!)
permite a substituição de dois complementos verbais
diferentes ao mesmo tempo. O pai autorizou os filhos a irem ao cinema.
os filhos = objeto direto
Exemplos: a irem ao cinema = objeto indireto
Eu entreguei o presente ao menino. OU
o presente = objeto direto = o
ao menino = objeto indireto = lhe
O pai autorizou aos filhos irem ao cinema.
Eu lho entreguei. (lhe + o)
aos filhos = objeto indireto
irem ao cinema = objeto direto
Ela trouxe água para mim.
água = objeto direto = a
Informei-os que sairia mais cedo. (ERRADO!)
para mim = objeto indireto = me
Ela trouxe-ma. (me + a)
Informei-os de que sairia mais cedo.
Dou os cadernos para ti. os = objeto direto
os caderno = objeto direto = os de que sairia mais cedo = indireto
para ti = objeto indireto = te
ou-tos (te + os) OU

Pronome Oblíquo como Complemento Nominal Informei-lhes que sairia mais cedo.
lhe = objeto indireto
Os pronomes oblíquos átonos ME, TE, LHE, NOS, VOS, que sairia mais cedo = objeto direto
LHES podem ser usados como Complementos Nomi-
nais. Para tanto, basta que nós os coloquemos como 7. Crase
substitutos de termos preposicionados que se ligam a
nomes. Introdução

Exemplos: É a fusão de vogais idênticas, e aparecem marcadas


pelo acento grave (`).
Seu conselho foi útil para o menino.
Seu conselho foi-lhe útil. Em Língua Portuguesa fundimos a vogal A, que pode
ser preposição, artigo, ou o A inicial do pronome demons-
O termo “para o menino” completa o sentido do nome trativo aquele — e suas variações.
“útil”, portanto é um complemento nominal e, se o prono-
me “lhe” o substitui, ele terá a mesma classificação. Veja:

O passeio ser-nos-á agradável. Eu fui à farmácia.


(O passeio será agradável para nós.) Nessa frase temos a preposição A exigida pelo verbo ir
e, também, o artigo A do nome farmácia.

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Refiro-me à que está de azul. Veja:
Nessa frase tomo a preposição A exigida pelo verbo re-
ferir-se e, também, o pronome demonstrativo A, que está Comi a que estava madura. — Comi a (fruta) que estava
no lugar de um substantivo feminino qualquer. madura.
Sem crase, pois o verbo comer não exige preposição.
Assisti àquele filme. Assim sendo, o A da primeira frase é apenas o pronome
Nessa frase temos a preposição A exigida pelo verbo demonstrativo.
assistir e, também o A inicial do pronome demonstrativo
aquele. Refiro-me à de cabelos loiros. — Refiro-me à (garota) de
cabelos loiros.
Atenção: Com crase, pois o verbo referir-se exige a preposição A.
Assim sendo, o A da primeira frase é, ao mesmo tempo,
Não confunda A (artigo), A (preposição) e A (pronome de- preposição e pronome demonstrativo.
monstrativo).
Sua casa é igual à do Pedro. — Sua casa é igual à (casa)
Artigo A(s): do Pedro.
Com crase, pois o nome igual exige a preposição A.
Usado antes de substantivo feminino e diante de alguns Sendo assim, o A da primeira frase é, ao mesmo tempo,
pronomes, concordando em número (singular e plural). preposição e pronome demonstrativo.
Conheço a dos olhos azuis.
a menina Comprei a que você recomendou.
a rua Entreguei à do guichê 1 todos os papéis solicitados.
a felicidade Confiei à que sorriu para mim o meu amor eterno.
a saudade
as casas b) pronome demonstrativo Aquele (e suas flexões):
as ações
as tristezas A crase com o pronome demonstrativo Aquele (e suas
as belezas flexões) depende apenas da regência.
a senhora
a outra Veja:
as mesmas (garotas)
as senhoritas Comi aquela fruta que você trouxe.
Preposição A: Sem crase, pois o verbo comer não exige preposição.
Assim sendo, o A inicial do pronome é apenas o A inicial
Diante de outras palavras que não admitam artigo, ou do pronome demonstrativo.
com as quais não concorde, indicado subordinação en-
tre os termos. Refiro-me àquele rapaz de cabelos loiros.
Com crase, pois o verbo referir-se exige a preposição A.
a partir Assim sendo, o A inicial do pronome é, ao mesmo tem-
a começar po, preposição e A inicial do pronome demonstrativo.
a garantir
a falar Seus cães são iguais àqueles que vi ontem no veteriná-
a João rio.
a Pedro Com crase, pois o nome igual exige a preposição A.
a ela Sendo assim, o A inicial do pronome é, ao mesmo tem-
a todas po, preposição e pronome demonstrativo.
a cavalo
a pé Conheço aquela mulher dos olhos azuis.
a você Comprei aquele carro que você recomendou.
a mulheres Entreguei àquele funcionário do guichê 1 todos os pa-
a pessoas péis solicitados.
a outras Confiei àquela linda menina o meu amor eterno.

Pronome Demonstrativo A(s): Crase com Artigo

Quando substitui um substantivo feminino. Da mesma forma que nos casos anteriores, a regência
é fator fundamental para o reconhecimento da crase.
Conheço a que está de azul. — Conheço a garota que
está de azul. Basicamente, basta observar se há um termo solicitan-
Vi a de cabelos loiros na feira ontem. — Vi a mulher de do preposição e outro que admita artigo ligados entre si.
cabelos loiros na feira ontem.
Veja:
Crase com Pronome Demonstrativo
Eu obedeço a meu pai. — A preposição (exigida pelo
a) pronome demonstrativo A(s): verbo obedecer), antes de nome masculino.
A crase com o pronome demonstrativo A(s) depende Eu amo a mamãe. — A artigo, diante de palavra feminina,
apenas da regência. e o verbo amar não admite artigo.

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Nas duas frases não há acento grave, pois não há fu- Refiro-me à Maria.
são. Em cada uma delas o A desempenha apenas uma
função. Obs.: se houver determinante, a crase será obrigatória:
Se juntarmos a parte da primeira frase que pede prepo-
sição com a parte de segunda que admite artigo, tere- Refiro-me à Maria da farmácia.
mos:
4. Diante de pronomes:
Eu obedeço à mamãe. — A preposição (exigida pelo ver-
bo obedecer) + A artigo, diante de substantivo feminino. a) com pronome que admite artigo feminino, há crase:
Refiro-me à senhora.
Esse preceito deve nortear todo o estudo da crase. Falei à mesma garota de ontem.

Atenção: b) com pronome que não admite artigo feminino, não há


crase:
Nunca se esqueça de observar — antes de qualquer Refiro-me a Vossa Senhoria.
outra coisa — se há verbo ou nome exigindo preposição. Falei a todas as garotas.

Regras que facilitam a observação: c) com pronome possessivo a crase é facultativa:


Refiro-me a sua irmã.
1. Com Nomes Próprios de Localidades: Refiro-me à sua irmã.
Colocar o nome da localidade depois das expressões: Falei a sua secretária.
Falei à sua secretária.
VIM DA
VIM DE 5. Haverá crase nas locuções femininas:

Se você utilizou VIM DE, é porque o nome da localidade a) adverbiais (de modo ou tempo):
não admite artigo, logo não admite crase. à vontade, à toa, às pressas, às escuras
Se você utilizou VIM DA, é porque o nome da localidade à tarde, à noite, às 12 horas, à meia-noite
admite artigo, logo admite crase.
b) prepositivas:
Para ficar mais fácil: à espera de, à procura de, à margem de

VIM DA, CRASE HÁ! c) conjuncionais (proporcionais):


VIM DE, CRASE P’RA QUÊ!?!?!?!?! à medida que, à proporção que

Viagem à Lua. 6. Após a palavra ATÉ a crase é facultativa:


Chegaremos à Áustria em poucos minutos. Fomos até à farmácia.
Viajaremos a Roma. Fomos até a farmácia.
Voltarei a Campinas.
7. Não há crase:
Observações:
a) As localidades África, Ásia, Europa, Espanha, Holan- a) antes de nomes masculinos:
da, França e Inglaterra recebem ou não artigo, assim Refiro-me a José.
sendo, recebem ou não crase: Andei a cavalo.
Vou a África. ou Vou à África.
Cheguei a Europa. ou Cheguei à Europa. Obs.: Se for nome próprio e ocultar as expressões “à
moda de” ou “ao estilo de”, haverá crase obrigatória:
b) Se o nome da localidade estiver determinado de algu- Escrevo à Eça de Queirós.
ma maneira, haverá crase obrigatória. Comi bacalhau à Gomes de Sá.
Viajaremos à Roma antiga.
Voltarei à Campinas de Carlos Gomes b) Com nomes de personagens históricas ou mitológi-
Vou à Áfricas das muitas civilizações. cas, não há crase:
Refiro-me a Joana D´Arc.
2. Com as palavras CASA, TERRA e DISTÂNCIA: Eles prestavam homenagem a Afrodite.

a) sem determinante, sem crase: c) antes de verbos:


Cheguei a casa. Eles começaram a aprender inglês.
Voltei a terra.
Olhei tudo a distância. d) entre palavras repetidas:
cara a cara
b) com determinante, com crase: gota a gota
Cheguei à casa querida.
Voltei à terra natal. 8. Sintaxe de Concordância
Olhei tudo à distância de 10 metros.
Concordância
3. Com nomes próprios femininos a crase é facultativa:
A concordância é o processo sintático segundo o qual
certas palavras se acomodam, na sua forma, às pala-
Refiro-me a Maria.

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vras de que dependem. Essa acomodação formal se 4. Substantivo usado como Adjetivo
chama flexão, e se dá quanto a gênero e número (nos
nomes) e número e pessoa (nos verbos). Daí a divisão: Se a palavra que funciona como adjetivo for originalmen-
concordância nominal e concordância verbal. te um substantivo, ficará invariável.

Concordância Nominal Ele comprou camisas pérola e ternos cinza.

É chamada de concordância nominal a relação de con- 5. Adjetivo composto


cordância que se estabelece entre: substantivos e adje-
tivos, artigos, pronomes, numerais. Quando houver adjetivo composto, apenas o último ele-
mento concordará com o substantivo a que se refere; os
Os nomes se flexionam em gênero (masculino e femini- demais ficarão na forma masculina, singular.
no) e em número (singular e plural).
Encontrei várias mulheres luso-franco-brasileiras.
A Concordância e os Determinantes Não li as crônicas sócio-político-econômicas.

Os termos determinantes da oração (artigos, adjetivos, Obs.: Se um dos elementos for originalmente um subs-
numerais e pronomes) sempre acompanham um nome tantivo, todo o adjetivo composto ficará invariável.
(substantivo ou pronome substantivo). Assim, os deter-
minantes terão as mesmas características de gênero e Gosta das plantas com folhas verde-musgo.
número que os substantivos ou pronomes substantivos Comprei várias camisas verde-mar.
possuírem.
A concordância entre os determinantes e o substantivo é Atenção:
obrigatória na nossa língua. a) azul-marinho, azul-celeste, “cor de ...” são sempre
invariáveis.
1. 2 ou mais Substantivos + 1 Adjetivo
Camisas azul-marinho.
Quando o adjetivo posposto se refere a dois ou mais Ternos azul-celeste.
substantivos, concorda com o último ou vai facultativa- Sapatos cor de palha.
mente para o plural, no masculino, se pelo menos um
deles for masculino; ou para o plural, no feminino, se b) surdo-mudo tem os dois elementos flexionados.
todos eles estiverem no feminino.
Rapaz surdo-mudo.
Ternura e amor humano. Garota surda-muda.
Amor e ternura humana. Rapazes surdos-mudos.
Ternura e amor humanos. Garotas surdas-mudas.

Carne ou peixe cru. Casos Especiais de Concordância Nominal


Peixe ou carne crua.
Carne ou peixe crus. 1. Muito, Bastante, Meio

2. 1 Adjetivo + 2 ou mais Substantivos a) quando modificarem substantivo, concordarão com


ele, por serem pronomes indefinidos adjetivos.
Quando o adjetivo anteposto se refere a dois ou mais
substantivos, concorda com o mais próximo. b) quando modificarem verbo, adjetivo, ou outro advér-
bio, ficarão invariáveis, por serem advérbios.
Exemplos:
Bastantes funcionários ficaram bastante revoltados com
Mau lugar e hora. a empresa.
Má hora e lugar. Há provas bastantes de sua culpa.
Elas saíram bastante apressadas.
3. 1 Substantivo + 2 ou mais Adjetivos As meninas estão bastante nervosas.
Elas comeram muitas maçãs.
Quando dois ou mais adjetivos se referem a um subs- As maçãs estavam muito maduras.
tantivo, temos duas opções: Elas gostaram muito das maçãs.
As garotas beberam meias garrafas de vinho.
a) substantivo singular – coloca-se artigo nos adjetivos, Elas ficaram meio tontas.
a partir do segundo: As garotas chegaram a casa meio tarde.

Estudo a língua inglesa, a portuguesa e a chinesa. 2. Anexo, Só, Junto, Incluso, Excluso, Próprio, Quite, Obri-
O poder temporal e o espiritual. gado

b) substantivo no plural – basta acrescentar os adjeti- Esses adjetivos concordam com o substantivo a que se
vos: referem.

Estudo as línguas inglesa e portuguesa. Obs.: EM ANEXO, A SÓS, JUNTO A, JUNTO COM, JUNTO
Os poderes temporal e espiritual. DE são invariáveis.

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Anexas, seguem as fotocópias dos documentos solici- Tardes felizes é necessário.
tados. Algumas tardes felizes são necessárias.
Estou-lhe mandando em anexo as fotografias do sus-
peito. Pimenta é bom.
Araci está só com José na sala. A pimenta é boa
Araci e José estão sós na sala.
Araci está a sós, na sala. 6. Menos, Alerta, Pseudo
Araci e José estão a sós, na sala.
As irmãs continuam juntas. Essas três palavras são sempre invariáveis.
As irmãs estão junto aos carros.
As irmãs estão junto com a mãe. Os escoteiros devem estar sempre alerta, para servir ao
As irmãs estão junto dos pais. próximo.
As cópias estão inclusas na taxa de registro do imóvel. Houve menos reclamações dessa vez.
Os atletas foram exclusos do campeonato, pois xinga- As pseudo-escritoras foram desmascaradas.
ram o juiz.
Os rapazes arrumarão as próprias camas. 7. Grama
Eu estou quite com o banco.
Deixarei as promissórias quites, para não haver proble- Quando a palavra “grama” representar unidade de mas-
mas. sa, será masculina.
As meninas disseram “Muito obrigadas”.
Comprei duzentos gramas de mozarela.
3. Mesmo
8. Silepse
a) como pronome adjetivo, liga-se a um substantivo ou
pronome – varia: é sinônimo de “próprio”. Concordância irregular, também chamada concordân-
cia ideológica; é a que se faz não com o termo expresso,
As meninas mesmas farão o bolo. mas com o sentido que a palavra significa.

b) como advérbio, liga-se a um verbo – não varia: é sinô- a) Silepse de gênero:


nimo de “realmente”.
São Paulo é linda.
Elas farão mesmo o bolo?!
b) Silepse de número:
4. A expressão “o mais/menos (adjetivo) possível”
Estaremos aberto nesse final de semana.
Existem as seguintes possibilidades de concordância:
9. Casa cinco, Página treze
a) os artigos (o/a) que iniciam a expressão, assim como
a palavra possível, devem concordar em gênero e nú- Numeral utilizado após substantivo, é cardinal (um, dois,
mero com a palavra que está sendo intensificada; ou três...). Do contrário, usa-se o numeral ordinal (primeiro,
b) a expressão o mais/menos ... possível deve se man- segundo, terceiro...). Exemplos:
ter fixa no masculino singular independentemente do Estamos na terceira página.
número e do gênero da palavra intensificada. Arrancaram a página cinqüenta.

Quero dez pães claros, o mais possível. 10. Tal qual


Quero dez pães os mais claros possíveis.
Tal concorda com o substantivo anterior.
Comprei doze rosas abertas, o mais possível. Qual concorda com substantivo posterior.
Comprei doze rosas o mais abertas possível.
O filho é tal qual o pai.
Gostaríamos de uma resposta o menos ambígua pos- O filho é tal quais os pais.
sível. Os filhos são tais qual o pai.
Os filhos são tais quais os pais.
5. Verbo Ser + Predicativo do sujeito
Obs.:
Quando o sujeito for tomado em sua generalidade, sem Se o elemento referencial for um verbo, tal fica invariável.
qualquer determinante, o verbo ser e o adjetivo que o Se o elemento referencial for um verbo, qual fica invariável.
acompanha ficarão no singular masculino. Se o sujeito
vier determinado por artigo, numeral ou pronome, a con- Eles estudam tal quais as recomendações do professor.
cordância do verbo ser e do adjetivo será regular, ou Eles estudam tal qual foram as recomendações do pro-
seja, concordarão com o sujeito em número e pessoa. fessor.

Caminhada é bom para a saúde. 11. 2 ou mais numerais ordinais + Substantivo


Esta caminhada é boa para a saúde.
Quando dois ou mais ordinais vêm antes de um subs-
É proibido entrada. tantivo, determinando-o, este concorda com o mais pró-
Está proibida a entrada. ximo ou vai para o plural.

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A primeira e segunda lição. O Chefe da Seção pediu maior assiduidade.
A primeira e segunda lições. A inflação deve ser combatida por todos.
Os servidores do Ministério concordaram com a propos-
12. 1 Substantivo + dois ou mais numerais ordinais ta.

Quando dois ou mais ordinais vêm depois de um subs- a) Sujeito Substantivo Coletivo
tantivo, determinando-o, este vai para o plural.
sem determinante: verbo no singular.
As cláusulas terceira, quarta e quinta. com determinante plural: verbo no singular ou no plural:

13. Um e outro, Nem um nem outro + Substantivo A multidão invadiu o campo depois do jogo.
A multidão de torcedores invadiu / invadiram o campo
Quando as expressões “um e outro”, “nem um nem ou- depois do jogo.
tro” são seguidas de um substantivo, este permanece
no singular. b) Nome Próprio no plural

Um e outro aspecto. sem artigo – verbo singular.


Nem um nem outro argumento. com artigo – verbo concorda com o artigo.
De um e outro lado.
Alpes fica na Europa.
14. Um e outro + Substantivo + Adjetivo Os Alpes ficam na Europa.
Estados Unidos domina o mundo.
Quando um substantivo e um adjetivo vêm depois da Os Estados Unidos dominam o mundo.
expressão “um e outro”, o substantivo vai para o singular
e o adjetivo para o plural. Obs.: Se o artigo fizer parte do nome próprio, pode-se
usar verbo no singular ou plural:
Um e outro aspecto obscuros.
Uma e outra causa juntas. “Os Lusíadas” conta / contam uma bela história.

c) Pronome indefinido + Nós / Vós


15. Particípio + Substantivo
Com os pronomes indefinidos no plural (alguns, quan-
O particípio concorda com o substantivo a que se refere.
tos, muitos, quais etc.) seguidos das expressões de nós
ou de vós:
Feitas as contas ...
Vistas as condições ...
o verbo concorda com o indefinido plural.
Restabelecidas as amizades ...
o verbo concorda com nós ou vós.
Postas as cartas na mesa ...
Alguns de nós farão / faremos o teste.
Salvas as crianças ...
Quantos de vós podem / podeis ajudar Pedro em sua
tarefa?
Obs.:
“Salvo”, “posto” e “visto” podem ser também conjunções,
Obs.: Se o indefinido estiver no singular, a concordância
então serão invariáveis:
será feita obrigatoriamente no singular.
Salvo honrosas exceções.
Posto ser tarde, irei. Algum de nós fará o teste.
Visto ser longe, não irei. Qual de vós pode ajudar Pedro em sua tarefa?

16. Plural de Modéstia: Nós + verbo + adjetivo d) QUE

Quando um adjetivo modifica os pronomes “nós”, em- O sujeito vem representado pelo pronome relativo que –
pregado no lugar de “eu”, fica no singular. o verbo concorda com o antecedente do pronome.

Nós fomos acolhido muito bem. (Eu fui acolhido muito Fui eu que escrevi.
bem) Foste tu que escreveste.
Nós seremos breve em nossa apresentação. (Eu serei
breve em minha apresentação. e) QUEM

Concordância Verbal O sujeito vem representado pelo pronome relativo quem


– o verbo concorda com o antecedente do pronome ou
Regra geral: com o quem (3a pessoa do singular).
O verbo concorda com seu sujeito em pessoa (1a., 2a. e
3a.) e número (singular e plural). Fui eu quem resolveu a questão.
ou:
Os novos recrutas mostraram muita disposição. Fui eu quem resolvi a questão.

1. Sujeito Simples f) Um dos que

Se o sujeito for simples, isto é, se tiver apenas um nú- No emprego da locução um dos que, admite-se dupla
cleo, com ele concorda o verbo em pessoa e número: concordância: verbo no singular ou verbo no plural:

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Um dos fatores que influenciaram (ou influenciou) a de- • O verbo pode ir para o plural, concordando com o sujei-
cisão foi a urgência de obter resultados concretos. to composto:
A adoção da trégua de preços foi uma das medidas que • O verbo pode ficar no singular, então o COM introduz um
geraram (ou gerou) mais impacto na opinião pública. adjunto adverbial de companhia:

2. Sujeito Composto O diretor com todos os professores resolveram alterar


as ementas.
a) Pessoas Gramaticais Diferentes O diretor com todos os professores resolveu alterar as
ementas.
Quando o sujeito for composto, ou seja, possuir mais de
um núcleo, o verbo vai para o plural e para a pessoa que Obs.: Se vier separado por vírgulas, não será mais parte
tiver primazia, na seguinte ordem: a 1a pessoa tem prio- do sujeito, será com certeza adjunto adverbial de com-
ridade sobre a 2a e a 3a; a 2a sobre a 3a; na ausência de panhia:
uma e outra, o verbo vai para a 3a pessoa.
O diretor, com todos os professores, resolveu alterar as
Eu e Maria queremos viajar em maio. ementas.
Eu, tu e João somos amigos.
O Presidente e os Ministros chegaram logo. g) Sujeitos ligados por OU
Obs.: Por desuso do pronome vós e respectivas formas
verbais no Brasil, tu e ... leva o verbo para a 3 a pessoa do • quando a ação verbal se referir a todos os elementos
plural: Tu e o teu colega devem (e não deveis) ter mais do sujeito: verbo no plural.
calma.
Laranja ou mamão fazem bem à saúde.
b) Verbo Anteposto ao Sujeito Composto
• numa retificação: verbo concorda com o último elemen-
Concordância facultativa com sujeito mais próximo: quan- to.
do o sujeito composto figurar após o verbo, pode este
flexionar-se no plural ou concordar com o elemento mais O ladrão ou os ladrões não deixaram vestígio.
próximo.
• quando a ação verbal se aplica a um dos elementos,
Venceremos eu e você. com exclusão dos demais: verbo no singular.
ou:
Vencerei eu e você. João ou Antônio chegará em primeiro lugar.
ou, ainda:
Vencerá você e eu. • quando os elementos forem sinônimos: verbo no sin-
gular.
c) Termos Sinônimos
A Lingüística ou a Glotologia é uma ciência recente.
Quando o sujeito composto for constituído de palavras
sinônimas (ou quase), formando um todo indivisível, ou h) Termos ligados por: Não só ... mas também – Tanto ...
de elementos que simplesmente se reforçam, a concor- quanto – Não só ... como
dância é facultativa, ou com o elemento mais próximo ou
com a idéia plural contida nos dois ou mais elementos: O verbo vai para o plural ou concorda com o núcleo mais
próximo.
A sociedade, o povo une-se para construir um país mais
justo. Tanto João como Antônio participaram / participou do
ou então: evento.
A sociedade, o povo unem-se para construir um país
mais justo. Casos que Merecem Atenção

d) Termos em gradação ou enumeração 1. Oração Sem Sujeito

O verbo vai para o plural ou concorda com o núcleo mais Há três casos de oração sem sujeito com verbo obri-
próximo. gatoriamente na 3a pessoa do singular:

Um mês, um ano, uma década de ditadura não calou / a) com verbos que expressam fenômenos climáticos:
calaram a voz do povo.
Nevou ontem.
e) Sujeito resumido por pronome
b) em que o verbo haver é empregado para expressar
Com sujeito seguido de “tudo”, “nada”, “ninguém”, “ne- existência, acontecimento ou de tempo transcorrido:
nhum”, “cada um” (aposto resumitivo), o verbo concorda
com esse pronome. Haverá descontentes no governo e na oposição.
Houve brigas na festa
Desvios, fraudes, roubos, tudo acontecia naquela cida- Havia cinco anos não ia a Brasília.
de.
c) o verbo fazer expressando tempo transcorrido ou tem-
f) Sujeitos ligados por COM po climático:

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Faz dez dias que não durmo. A maioria dos condenados acabou (ou acabaram) por
Semana passada fez dois meses que iniciou a apura- confessar sua culpa.
ção das irregularidades. Um grande número de Estados aprovaram (ou aprovou)
Faz verões muito quentes aqui no Caribe. a Resolução da ONU.
Antigamente fazia dias mais frios. Metade dos Deputados repudiou (ou repudiaram) as
medidas.
Observação:
Verbos haver e fazer em locuções verbais (ou seja, quan- 6. Concordância do Infinitivo
do acompanhados de verbo auxiliar). Nestes casos, os
verbos haver e fazer transmitem sua impessoalidade Uma das peculiaridades da língua portuguesa é o infini-
ao verbo auxiliar: tivo flexionável: esta forma verbal, apesar de nominaliza-
da, pode flexionar-se concordando com o seu sujeito.
Vai fazer cinco anos que ingressei no Serviço Público.
Depois das últimas chuvas, pode haver centenas de Simplificando o assunto, controverso para os gramáti-
desabrigados. cos, valeria dizer que a flexão do infinitivo só cabe quan-
Dever haver soluções urgentes para estes problemas. do ele tem sujeito próprio, em geral distinto do sujeito da
oração principal:
2. Um e outro Chegou ao conhecimento desta Repartição estarem a
salvo todos os atingidos pelas enchentes. (sujeito do
O substantivo que se segue à expressão um e outro fica infinitivo: todos os atingidos pelas enchentes)
no singular, mas o verbo pode empregar-se no singular
ou no plural: Não admitimos sermos nós... Não admitem serem eles...

Um e outro decreto trata da mesma questão jurídica. O Governo afirma não existirem tais doenças no País.
ou: (sujeito da oração principal: o governo; sujeito do infini-
Um e outro decreto tratam da mesma questão jurídica. tivo: tais doenças)

3. Um ou outro; Nem um, nem outro Observação:


O infinitivo é inflexionável nas combinações com outro
As locuções um ou outro, ou nem um, nem outro, segui- verbo de um só e mesmo sujeito – a esse outro verbo é
das ou não de substantivo, exigem o verbo no singular: que cabe a concordância:

Uma ou outra opção acabará por prevalecer. As assessoras podem (ou devem) ter dúvidas quanto à
Nem uma, nem outra medida resolverá o problema. medida.
Os sorteados não conseguem conter sua alegria.
4. SE – Partícula Apassivadora Queremos (ou precisamos etc.) destacar alguns porme-
nores.
Verbo apassivado pelo pronome se deve concordar com
o sujeito que, no caso, está sempre expresso e vem a Nas combinações com verbos factitivos (fazer, deixar,
ser o paciente da ação ou o objeto direto na forma ativa mandar...) e sensitivos (sentir, ouvir, ver...) o infinitivo pode
correspondente: concordar com seu sujeito próprio, ou deixar de fazê-lo
pelo fato de esse sujeito (lógico) passar a objeto direto
Vendem-se apartamentos funcionais e residências ofi- (sintático) de um daqueles verbos:
ciais.
Para obterem-se resultados são necessários sacrifíci- O Presidente fez (ou deixou, mandou) os assessores
os. entrarem (ou entrar).

Compare: apartamentos são vendidos e resultados são Sentimos (ou vimos, ouvimos) os colegas vacilarem (ou
obtidos; vendem apartamentos e obtiveram resultados. vacilar) nos debates.

Obs.: Naturalmente, o sujeito semântico ou lógico do infinitivo


Verbo transitivo indireto (aquele que exige preposição) que aparece na forma pronominal acusativa (o,-lo, -no e
fica na terceira pessoa do singular; o se, no caso, não é flexões) só pode ser objeto do outro verbo:
apassivador pois verbo transitivo indireto não faz voz pas-
siva: O Presidente fê-los entrar (e não entrarem)

Assiste-se a mudanças radicais no País. Sentimo-los (ou Sentiram-nos, Sentiu-os, Viu-as) vacilar
Precisa-se de homens corajosos para mudar o País. (e não vacilarem).
Trata-se de questões preliminares ao debate.
7. Parecer + Infinitivo
5. Expressões Quantitativas
As estrelas parecem brilhar no céu.
Expressões de sentido quantitativo: grande número de, ou
grande quantidade de, parte de, grande parte de, a mai- As estrelas parece brilharem no céu.
oria de, a maior parte de etc. acompanhadas de comple-
mento no plural admitem concordância verbal no singu- Os pingos d´água parecerão cair do céu.
lar ou no plural. ou
Os pingos d´água parecerá caírem do céu.

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8. Verbo SER 9. Sintaxe de Colocação Pronominal

Concordância do verbo ser: segue a regra geral (concor- Colocação Pronominal


dância com o sujeito em pessoa e número), mas nos
seguintes casos é feita com o predicativo: Trata da colocação dos pronomes clíticos:
me, te, se, o(s), a(s), lhe(s), nos, vos.
a) quando inexiste sujeito:
São três as posições que assumem:
Hoje são dez de julho.
Agora são seis horas. a) antes do verbo – próclise:
Do Planalto ao Congresso são duzentos metros. Não me abandone.
Hoje é dia quinze.
b) no meio do verbo – mesóclise:
b) quando o sujeito refere-se a coisa e está no singular Receber-vos-emos para o jantar, amanhã.
e o predicativo é substantivo no plural:
c) depois do verbo – ênclise:
Minha preocupação são os despossuídos. Entregou-nos os presentes.
O principal erro foram as manifestações extemporâne-
as. Ênclise:

c) quando os demonstrativos tudo, isto, isso, aquilo ocu- Usa-se:


pam a função de sujeito: a) Com verbos no INFINITIVO:
Viver é adaptar-se.
Tudo são comemorações no aniversário do município.
Isto são as possibilidades concretas de solucionar o b) com verbos que iniciam oração:
problema. Mostrou-me o livro, retirou-se calado, deixando-me só
Aquilo foram gastos inúteis. na sala.

d) quando a função de sujeito é exercida por palavra ou Obs.: Nas orações intercaladas, o pronome pode apare-
locução de sentido coletivo: a maioria, grande número, a cer também antes do verbo:
maior parte etc. Tão lindos, disse-me a mulher, são os teus olhos.
Tão lindos, me disse a mulher, são os teus olhos.
A maioria eram servidores de repartições extintas.
Grande número (de candidatos) foram reprovados no Mesóclise:
exame de redação.
A maior parte são pequenos investidores. Usa-se com verbos no futuro do presente ou futuro do
pretérito:
e) quando um pronome pessoal desempenhar a função Devolver-me-á o livro amanhã.
de predicativo: Deixar-te-ia sozinha se você pedisse...

Naquele ano, o assessor especial fui eu. Próclise:


O encarregado da supervisão és tu.
O autor do projeto somos nós. Usa-se:
a) Nas orações negativas (sem pausa entre a palavra de
f) nos casos de frases em que são empregadas expres- negação e o verbo):
sões é muito, é pouco, é mais de, é menos de o verbo ser Não me abandone.
fica no singular: Nunca me deixe só.
Ninguém me viu aqui.
Três semanas é muito. Nada me fará mudar de idéia.
Duas horas é pouco. Não veio nem me telefonou.
Trezentos mil é mais do que eu preciso.
b) Nas orações exclamativas:
9. É QUE Macacos me mordam!
Partícula expletiva, de realce – não varia. c) Nas orações optativas:
Deus nos ajude!
Eu é que fiz o bolo.
Nós é que preparamos o jantar.
d) Nas orações interrogativas iniciadas por pronomes
10. Haja vista ou advérbios interrogativos.
Quem me chamou?
São as seguintes as possíveis construções: Onde me viste?

Haja vista os casos. – sem preposição. e) Nas orações subordinadas:


Haja vista aos casos. – com a preposição A. Quando me viu, sorriu para mim.
Haja vista dos casos. – com a preposição DE. Ela virá, se a convidarmos.

Hajam vista os casos. – concordando com o termo se- f) Com advérbios ou pronomes indefinidos (sem pausa
guinte, sem preposição. entre eles e o verbo):

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Aqui se aprende Português. (mas: Aqui, aprende-se Por- 02. No trecho: “Se eu convencesse Madalena de que
tuguês.) ela não tem razão... Se lhe explicasse que é neces-
Aquilo nos agrada. sário vivermos em paz...” os verbos destacados são,
respectivamente:
g) Com a preposição EM + verbo no gerúndio: a) transitivo direto, transitivo indireto, transitivo direto,
Em se comentando o caso, seja discreto. transitivo indireto.
b) transitivo direto e indireto, transitivo direto, transitivo
Caso Especial: direto e indireto, intransitivo.
c) transitivo indireto, transitivo direto, transitivo direto,
Com verbo no INFINITIVO, precedido de preposição ou transitivo direto.
palavra negativa, usa-se próclise ou ênclise: d) transitivo direto e indireto, transitivo direto, intransi-
tivo, transitivo indireto.
Estou aqui para te servir. e) transitivo direto, transitivo direto, intransitivo, intran-
Estou aqui para servir-te. sitivo.
Meu desejo era não o incomodar.
Meu desejo era não incomodá-lo. 03. Em: “Não eram tais palavras compatíveis com a sua
posição”, o termo em destaque é:
Com Locuções Verbais a) complemento nominal.
b) objeto indireto.
1. Auxiliar + Infinitivo c) objeto direto.
d) sujeito.
a) ênclise ao infinitivo: e) agente da passiva.
O diretor quer ver-te agora.
04. No período: “Sem dúvida, este jovem gosta de mú-
b) ênclise ao auxiliar: sica e toca órgão muito bem”, os termos destaca-
O diretor quer-te ver agora. dos são, respectivamente:
a) complemento nominal e objeto direto.
Obs.: com ênclise ao auxiliar, o hífen é facultativo. b) complemento nominal e agente da passiva.
O diretor quer te ver agora. c) objeto indireto e adjunto adverbial de instrumento.
d) objeto direto e objeto indireto.
c) próclise ao auxiliar: e) objeto indireto e objeto direto.
O diretor te quer ver agora.
05. Aponte a alternativa em que há adjunto adverbial de
2. Auxiliar + Gerúndio causa:
a) Compro os livros com o dinheiro.
a) ênclise ao gerúndio: b) O poço secou com o calor.
Os aluno foram retirando-se. c) Estou sem amigos.
d) Vou ao Rio.
b) ênclise ao auxiliar: e) Pedro é efetivamente bom.
Os alunos foram-se retirando.
06. No período: “Todos tinham certeza de que seriam
Obs.: com ênclise ao auxiliar, o hífen é facultativo. aprovados”, a oração destacada é:
Os alunos foram se retirando. a) substantiva objetiva indireta.
b) substantiva completiva nominal.
c) próclise ao auxiliar: c) substantiva apositiva.
Os alunos se foram retirando. d) substantiva subjetiva.
e) n. d. a.
3. Auxiliar + Particípio
07. No período: “Tento esquecer a terra onde tanto so-
a) ênclise ao auxiliar: fri”, há:
As meninas tinham-se arrumado. a) oração subordinada adverbial de lugar.
b) oração subordinada adjetiva restritiva.
Obs.: com ênclise ao auxiliar, o hífen é facultativo. c) oração subordinada adjetiva explicativa.
As meninas tinham se arrumado. d) oração coordenada assindética.
e) nenhuma das soluções acima está correta.
b) próclise ao auxiliar:
As meninas se tinham arrumado. 08. No período “Era tão pequena a cidade, que um grito
ou gargalhada forte a atravessavam de ponta a pon-
EXERCÍCIOS ta”, a oração em destaque é:
a) subordinada adverbial causal.
01. Assinale a oração sem sujeito: b) subordinada adverbial final.
a) Convidaram-me para a festa. c) subordinada adverbial consecutiva.
b) Diz-se muita coisa errada. d) subordinada adverbial temporal.
c) O dia está quente. e) n. d. a.
d) Alguém se enganou.
e) Vai fazer bom tempo amanhã. 09. Assinale uma das alternativas em que aparece um
predicado verbo-nominal:
a) Os viajantes chegaram cedo ao destino.

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b) Demitiram o secretário da instituição. d) a, há, à, a, a, a, a, há.
c) Nomearam as novas ruas da cidade. e) a, a, a, à, a, a, a, à.
d) Compareceram todos atrasados à reunião.
e) Estava irritado com as brincadeiras. 17. Indique o trecho que contém erro de estruturação
sintática.
10. Em: “Eu era enfim, senhores, uma graça de aliena- a) Os direitos humanos não são uma preocupação
do”, os termos em destaque são, respectivamente: nova. O Cristianismo sempre defendeu a igualda-
a) adjunto adnominal, vocativo, predicativo do sujeito. de entre os homens. No plano jurídico é que o pro-
b) adjunto adverbial, aposto, predicativo do sujeito. blema é mais ou menos recente.
c) adjunto adverbial, vocativo, predicativo do sujeito. b) A mais importante das Declarações e que teve re-
d) adjunto adverbial, vocativo, objeto direto. percussão universal foi a da Revolução Francesa.
e) adjunto adnominal, aposto, predicativo do sujeito. Entretanto o tema era visto como pertencendo à ju-
risdição doméstica dos estados.
11. Assinale a oração que apresenta regência nominal c) Somente no século XX começa a sua internaciona-
incorreta. lização. Tentativas são realizadas no período de
a) O tabagismo é prejudicial à saúde. 1919-1939. Apenas em 1945, em um mundo cho-
b) Está inclinado em aceitar o convite. cado com o aspecto bárbaro do conflito mundial, é
c) Sempre foi muito tolerante com o irmão. que os direitos do homem são consagrados em
d) É lamentável sentir desprezo por alguém. um tratado internacional: a Carta da ONU.
e) Em referência ao assunto, prefiro nada dizer. d) O progresso é lento e tímido. Começa-se por uma
Declaração de 1948. Elaboram-se Pactos de Direi-
12. A mãe não ......... bem, nem .......... bem; isso talvez tos Humanos em 1966. Sucedem-se inúmeras con-
explique o seu .......... humor. venções, como a que proíbe a tortura e a da prote-
a) o queria, lhe tratava, mau. ção à criança.
b) o queria, o tratava, mau. e) Entretanto os mecanismos de implementação são
c) lhe queria, lhe tratava, mau. fracos. No plano regional, os resultados são mais
d) lhe queria, o tratava, mau. palpáveis, como no Conselho da Europa, ou ainda
e) lhe queria, o tratava, mal. no âmbito da OEA. Como os direitos do homem
visam a própria relação política estado-pessoa, são
13. Assinale a alternativa incorreta quanto à regência: difíceis de aceitar. (Arquivos, do Ministério da Justi-
a) Creio em que os trabalhadores estão muito consci- ça, com adaptações)
entes de suas obrigações para com a pátria.
b) O filme a que me refiro aborda corajosamente a 18. Marque o texto que contém defeito na estruturação
problemática dos direitos humanos. sintática.
c) Esta nova adaptação teatral do grande romance não a) O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e
está agradando ao público, eu, porém, prefiro esta Agronomia do Estado de São Paulo - CREA - SP
àquela. avisa que expediu guias para pagamento da anui-
d) O trabalho inovador de Gláuber Rocha que lhe falei dade de 1991 aos profissionais que se encontram
chama-se “Deus e o Diabo na Terra do Sol”. em débito, segundo seus cadastros.
e) José crê em que a classe operária está em condi- b) O valor da cobrança está de acordo com a Resolu-
ções de desempenhar um papel importante na con- ção nº 335, do Conselho Federal de Engenharia,
dução dos problemas nacionais. Arquitetura e Agronomia - CONFEA, publicado no
Diário Oficial do Estado de São Paulo de 14/05/91.
14. A opção com erro de crase está na letra. c) O pagamento de anuidade deverá ser feito em ban-
a) Partimos às pressas chamando alguém. co, em parcela única até o dia 12/08/91, como cons-
b) Afinal chegamos à terra dos nossos ancestrais. ta da guia de pagamento, ou de forma parcelada,
c) O navio mercante voltou meio avariado à cata de um com vencimentos nos dias 13/08/91 e 12/09/91.
estaleiro. d) Para pagamento de forma parcelada, o profissional
d) À distância de cem metros, o líder assistia a tudo. deverá dirigir-se à sede do CREA - SP, situada na
e) Essa é a situação à que nos referimos. Rua Nestor Pestana, nº 87, São Paulo - SP, ou ao
Posto de Atendimento de sua cidade.
15. Assinale a frase em que a crase foi usada errada- e) Cumpre-se alertar que, de acordo com as normas
mente. do Banco Central, se for escolhido o pagamento
a) O engarrafamento estendia-se às ruas vizinhas. parcelado, incidirão sobre as parcelas pagas em
b) Irei à festa de seu aniversário amanhã à noite. agências bancárias taxa de expediente.
c) Pediu desculpas à Vossa Excelência.
d) Fiquem à vontade, meus amigos.
19. Assinale a alternativa que desrespeita a concordân-
e) Fazes referências às pessoas altruísticas?
cia da norma padrão.
16. Na minha visita .......... Bahia, ......... dois meses, per- a) Caim, antes e depois de ter matado seu irmão Abel,
corri .......... pé toda a parte central de Salvador, ......... aparece sempre como superior: sem dúvidas an-
fim de apreciar .......... beleza da cidade, que nada tes, sem arrependimentos depois.
fica .......... dever .......... maioria dos grandes centros b) Nas grandes cidades, o excesso de veículos de pas-
comerciais do país e, daqui .......... pouco, será um sageiros congestiona o trânsito principalmente por
dos maiores. volta do meio-dia e meia, visto que bastantes pes-
a) a, a, à, à, à, a, a, há. soas deixam seu trabalho para almoçar em casa.
b) à, a, a, a, à, à, a, há. c) Tirante os presbíteros e acólitos, compareceram à
c) à, há, a, a, a, a, à, a. cerimônia menos mulheres que homens.

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d) Feitas as pazes, marido e mulher sentaram-se à d) Entregaram-me a encomenda ontem, resta agora a
mesa do bar da esquina e pediram duas Brahmas vocês oferecerem-na ao chefe.
tão geladas quanto possíveis. e) O Presidente cumprimentou o Vice dizendo: – Fos-
e) Os setores público e privado devem estar integra- tes incumbido de difícil missão, mas cumpriste-la
dos harmonicamente no nível federal, no estadual com denodo e eficiência.
e no municipal.
27. Observe os períodos abaixo e assinale a única al-
20. .............. fraudes e acredito que sempre ............... . ternativa errada quanto ao emprego do pronome
a) Houve, hão de existir. oblíquo.
b) Houveram, hão de existir. a) Em se tratando de um caso urgente, nada o retinha
c) Houve, há de existir. em casa.
d) Houveram, há de existir. b) Vendo-a entrar, Marcos partiu.
c) Direi-lhe tudo que quiser.
21. Concordância Verbal. Incorreta: d) Quando me visitas?
a) V. Exa. é generoso. e) Há pessoas que nos querem bem.
b) Mais de um jornal comentou o jogo.
c) Elaborou-se ótimos planos. 28. A opção em que o pronome está colocado indevida-
d) Eu e minha família fomos ao mercado. mente é:
e) Os Estados Unidos situam-se na América do Norte. a) Vou-te contar um fato interessante.
b) Quero-lhe dizer uma coisa importante.
22. Assinale a frase que apresenta erro de concordân- c) Darei-lhe a conhecer o segredo do cofre.
cia verbal ou nominal. d) Estou-lhe lembrando de uma coisa muito engraça-
a) Somos nós quem mais colabora com essa campa- da.
nha. e) Mandei-vos prender, senhor Conde, por vossas im-
b) Creio que ainda deverá ocorrer muitas demissões. pertinências.
c) Haverá sempre o mal e o bem na face da terra.
d) Se continuar assim, ainda haverão de faltar gêne-
ros de primeira necessidade.
e) Como, num país tão rico, podem existir tantos po-
bres?

23. Há erro de concordância em:


a) A turma ficou meio triste com a despedida da pro-
fessora.
b) Nesta casa, há exemplos bastantes de bons profis-
sionais.
c) Faz-se necessária a compreensão de todos vocês.
d) Dada a intensidade da chuva, o arroio transbordou.
e) Estou enviando, anexa, a esta carta, seu cartão de
cliente preferencial.

24. Assinale a frase em que há erro de concordância


nominal.
a) Nunca tolerou as meias verdades.
b) As janelas daquela casa abriram-se por si mesmo.
c) Esses argumentos valem por si sós
d) Os filhos são tais qual o pai.
e) Ela mesma não sabia se as declarações deviam ir
ou não ir anexas.

25. Concordância. Única frase correta.


a) A gramática francesa e a inglesa é ensinada nesta
escola.
b) Os Alpes é a maior cordilheira da Europa.
c) Eu mesmo irei buscar o livro, disse a moça.
d) Admiramos as magníficas selvas e os rios brasileiros. GABARITO
e) Os fatos falam por si só.

26. Assinale a frase em que a colocação do pronome 01. E 02. B 03. A 04. E
oblíquo átono não obedece às normas do portugu- 05. B 06. B 07. B 08. C
ês padrão. 09. D 10. C 11. B 12. D
a) Essas vitórias pouco importam; alcançaram-nas os
que tinham mais dinheiro. 13. D 14. E 15. C 16. C
b) Estamos nos sentindo desolados: temos preveni- 17. E 18. E 19. D 20. A
do-o várias vezes e ele não escuta. 21. C 22. B 23. E 24. B
c) Ele me evitava constantemente!... Ter-lhe-iam fala- 25. D 26. B 27. C 28. C
do a meu respeito?

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PONTUAÇÃO
A pontuação auxilia a leitura e compreensão de discur- m) para separar as orações subordinadas adjetivas ex-
sos escritos. plicativas:
Os sinais de pontuação marcam três tipos diferentes de O homem, que pensa, é um ser racional.
pausas: n) para separar as orações subordinadas adverbiais:
Ela fazia a lição, enquanto a mãe costurava.
1. pausas que indicam que a frase ainda não acabou: o) para separar as orações reduzidas:
vírgula (,) Somente casando com José, você será feliz.
travessão (–)
parênteses ( ) 2. PONTO E VÍRGULA
ponto e vírgula (;)
dois pontos (:) Usa-se:
2. pausas que indicam final de período: a) para separar as partes de um enunciado que se
ponto final (.) equivalem em importância:
3. pausas que indicam intenção ou emoção: A borboleta voava; os pássaros cantavam; a vida
ponto de interrogação (?) seguia tranqüila.
ponto de exclamação (!) b) para separar séries frásicas que já são interiormente
reticências (...) separadas por vírgula:
Em 1908, vovô nasceu; em 1950, nasceu papai.
1. VÍRGULA c) para separar itens de leis, decretos etc.
“Art. 12. Os cargos públicos são providos por: I -
Separa termos dentro da oração ou orações dentro do nomeação; II – promoção; III – transferência (...).”
período.
3. DOIS PONTOS
O uso da vírgula é mais uma questão de estilo, pois vai
ao encontro da intenção do autor da frase. Usam-se:
a) antes de uma citação:
De modo geral, usa-se: Exemplo: “Esta minha a que chamam prolixidade,
a) para separar o aposto explicativo: bem fora estaria de merecer os desprezilhos que
João, meu vizinho, bateu com o carro. nesse vocábulo me torcem o nariz.” (Rui Barbosa)
b) para separar o vocativo: b) antes de aposto discriminativo:
Mãe, eu estou com fome. A sala possuía belos móveis: sofá de couro, mesa
c) para separar os termos de mesma função: de mogno, abajures de pergaminho, cadeiras de
Comprei arroz, feijão, carne, alface e chuchu. veludo.
d) para assinalar a inversão dos adjuntos adverbiais c) antes de explicação ou esclarecimento:
(facultativa): Todos os seres são belos: um inseto é belo, um
Na semana passada, o diretor conversou comigo. elefante é belo.
e) para marcar a supressão de um verbo: d) depois de verbo dicendi (dizer, perguntar, respon-
Uma flor, essa menina! der, falar etc.):
Maria disse: – Meu Deus, o que é isso!?
f) nas datas:
São Paulo, 21 de novembro de 2004.
4. PONTO FINAL
g) nos objetos deslocados para o começo da frase,
repetidos por pronome enfático: Usa-se:
A rosa, entreguei-a para a menina. a) no final do período, indicando que o sentido está
h) para isolar expressões explicativas, corretivas, con- completo:
tinuativas, conclusivas, tais como: A menina comeu a maçã.
por exemplo, além disso, isto é, a saber, aliás, digo, b) nas abreviaturas:
minto, ou melhor, ou antes, outrossim, demais, en- Dr., Sr., pág.
tão, com efeito etc.
i) para isolar orações ou termos intercalados (aqui 5. PONTO DE INTERROGAÇÃO
se usam também, no lugar das vírgulas, travessões
ou parênteses): Usa-se nas interrogativas diretas:
O que você esconde aí?
A casa, disse Asdrúbal, precisa de reforma.
A casa – disse Asdrúbal – precisa de reforma. 6. PONTO DE EXCLAMAÇÃO
A casa (disse Asdrúbal) – precisa de reforma.
j) para separar as orações coordenadas assindéticas: Usa-se:
Maria foi à feira, José foi ao mercado, Pedro prepa- a) depois de qualquer palavra ou frase, na qual se in-
rou o almoço. dique espanto, surpresa, entusiasmo, susto, cóle-
l) para separar as orações coordenadas ligadas por ra, piedade, súplica:
conjunções: Tenha pena de mim! Coitado sou eu! Ai!
Maria foi ao mercado, mas não comprou leite. b) nas interjeições:
Ah! Vixe!

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c) nos vocativos intensivos: os outros feudos da escravidão, compunha-se de
Senhor Deus dos desgraçados! Protegei-me. escravos, distribuídos pelos compartimentos da
Colombo! Veja isso... senzala, o grande pombal negro ao lado da casa de
morada, e de rendeiros, ligados ao proprietário pelo
7. RETICÊNCIAS benefício da casa de barro que os agasalhava ou
da pequena cultura que ele lhes consentia em suas
Usam-se: terras.
a) para indicar supressão de um trecho nas citações: e) No centro do pequeno cantão de escravos levanta-
“...a generosidade de quem no-la doou.” (Rui Bar- va-se a resistência do senhor, olhando para os edi-
bosa) fícios da moagem, e tendo por trás, em uma ondu-
b) para indicar interrupção da frase: lação do terreno, a capela sob a invocação de São
Ela estava... Não, não posso dizer isso. Mateus. (Joaquim Nabuco)
c) para indicar hesitação: 04. Aponte a alternativa pontuada corretamente.
Acho que eram... 12h... não sei ao certo, disse Jo- a) Como explicar que as estruturas lógicas se tornam
casta. necessárias, num dado nível?
d) para deixar algo subentendido no final da frase: b) Como explicar, que as estruturas lógicas se tornam
Deixa o seu coração dizer a verdade... necessárias num dado nível?
c) Como explicar, que as estruturas lógicas, se tor-
nam necessárias num dado nível?
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO d) Como explicar que as estruturas lógicas se tornam
necessárias num dado nível?
01. Identifique o local do texto marcado com um aste- e) Como explicar, que as estruturas lógicas, se tor-
risco (*) onde não se pode usar vírgula e marque a nam necessárias num dado nível?
alternativa correspondente.
A língua que utilizamos hoje * (A) como não podia 05. Identifique no texto o local marcado com um aste-
deixar de ser numa nação que se quer culta e dinâ- risco (*) onde não se pode usar vírgula e marque a
mica * (B) reflete a civilização atual, rápida no enun- letra correspondente.
ciado, em virtude da própria rapidez vertiginosa do O processo de desenvolvimento brasileira no perío-
desenvolvimento material * (C) científico e técnico: do de pós-guerra * (A) teve como seu elemento di-
processos acrossêmicos, reduções a iniciais de nâmico o processo de substituições * (B) respon-
longos títulos * (D) interferências de vocabulários sável pela industrialização e modernização do País.
técnicos e científicos, intercomunicação de lingua- Quando * (C) a partir de 1961 * (D) foi-se paulatina-
gens especiais, tudo vulgarizado imediatamente mente esgotando a possibilidade de substituição
pelo jornal, pelo rádio, pela tevê. É uma língua em maciça de importações * (E) a economia perdeu
ebulição. E ainda bem, porque a petrificação lin- sua fonte de dinamismo e entrou numa fase de re-
güística * (E) é a morte letárgica do idioma. (Celso lativa estagnação.
Cunha) (Celso L. Martone)
a) A. d) E.
b) D. e) C. a) A. d) D.
c) B. b) B. e) E.
c) C.
02. Indique o fragmento que apresenta ERRO de pon-
tuação. 06. Assinale a pontuação incorreta.
a) A campanha presidencial de 1960, nos Estados Uni- a) O Recife é uma cidade onde é verão o ano inteiro.
dos, é apontada pela mudança do sistema de co- Chove muito em julho, mas sem deixar de haver
municação, como inovadora. dias claros e bonitos.
b) Até então, a conquista do voto se dava no confronto b) Em novembro caem as “chuvas de caju”. Em janei-
direto entre o candidato e o eleitor. ro, as “primeiras águas”, que às vezes vêm somen-
c) A década de 30 viu o aparecimento, na política, do te em fevereiro.
rádio. c) Há duas estações: uma seca, que começa em se-
d) Dez anos antes, apenas 11% das famílias tinham tembro ou outubro, outra temporada que principia
televisão; em 1960, o número se elevou para 88%. em março ou abril.
e) A revolução ocorreu, radical e devastadora, na cam- d) Não há excessos nem mudanças bruscas. São ra-
panha de 1968. (R. Faoro) ras as trovoadas, e estas em geral fracas.
e) Não há furacões nem tempestades. Uma brisa
03. Marque o texto onde ocorra erro de pontuação. constante refresca Recife. Os casos de insolação
a) O traço todo da vida é para muitos um desenho da são raríssimos.
criança esquecido pelo homem, e ao qual este terá
sempre de se cingir sem o saber.
b) Os primeiros anos de vida foram portanto, os de
minha formação institiva ou moral, definitiva. GABARITO
c) Passei esse período inicial, tão remoto e tão pre-
sente, em um engenho de Pernambuco, minha pro- 01. D 02. A 03. B
víncia natal.
d) A população do pequeno domínio, inteiramente fe- 04. D 05. A 06. C
chado a qualquer ingerência de fora, como todos

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INFORMÁTICA

Hardware e Software ............................................................................. 87

Windows 2000 ......................................................................................... 97

Word 97/2000 ........................................................................................ 106

Mala Direta ............................................................................................ 116

A Internet e o Correio Eletrônico............................................................ 118

Vírus ...................................................................................................... 127

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HARDWARE E SOFTWARE
1. CONCEITUANDO HARDWARE E SOFTWARE nentes eletrônicos simples que, integrados, realizam as
Hardware: É o equipamento em si, toda parte física do operações já mencionadas. Ela pode ser uma parte pe-
computador relacionado à máquina em si, seus periféri- quena da pastilha do processador, usada em pequenos
cos (teclados, monitores, impressoras, drives etc.). sistemas, ou pode compreender um considerável con-
Software: É a parte lógica do computador que é constitu- junto de componentes lógicos de alta velocidade. A des-
ída por programas, linguagens, sistemas, ou seja, são peito da grande variação de velocidade, tamanho e com-
as instruções entendidas pelo hardware.
plexidade, as operações aritméticas e lógicas realiza-
das por uma ULA seguem sempre os mesmos princípi-
Arquiteturas de construção
Uma CPU pode ser construída conforme dois tipos bási- os fundamentais.
cos de arquitetura: arquitetura CISC e arquitetura RISC.
Registradores
Arquitetura CISC (Complex Instruction Set Computer - Para que um dado possa ser transferido para a ULA, é
Computador com Conjunto de Instrução Complexa) necessário que ele permaneça, mesmo que por um bre-
Usada em todos os modelos de chip da empresa Intel; ve instante, armazenado em um registrador. Além disso,
recebe este nome porque contém um conjunto de instru- o resultado de uma operação aritmética ou lógica realiza-
ções complexas que facilitam a elaboração de progra- da na ULA deve ser armazenado temporariamente, de
mas e garantem um ótimo desempenho na resolução de modo que possa ser utilizado mais adiante ou apenas
problemas complicados, apesar de reduzirem a veloci- para ser, em seguida, transferido para a memória.
dade de execução. Para entender a estes propósitos, a CPU é fabricada com
uma certa quantidade de registradores, destinados ao
Arquitetura RISC (Reduced Instruction Set Computer -
armazenamento de dados. Servem, pois, de memória
Computador com Conjunto Reduzido de Instruções)
auxiliar da ULA. Há sistemas nos quais um desses regis-
Inventada na década de 70 pelo pesquisador da IBM John
Coke, esta arquitetura provê o chip com uma “inteligên- tradores, denominados acumulador, além de armazenar
cia” bem mais limitada, porém com uma rapidez sem dados, serve de elemento de ligação da ULA com os res-
precedentes. Enquanto o chip CISC leva vários ciclos de tantes dispositivos da CPU.
máquina1 para executar uma única instrução, o chip RISC
faz várias delas em apenas um ciclo (conceito de chip Unidade de Controle
superescalar - que executa mais do que uma instrução É o dispositivo mais complexo da CPU. Além de possuir a
por ciclo). lógica necessária para realizar a movimentação de da-
Na estrutura dos microprocessadores, encontramos dos e instruções de e para a CPU, através dos sinais de
componentes internos e externos. Componentes inter- controle que emite em instantes de tempo programados,
nos são os que estão diretamente ligados ao processa- esse dispositivo controla a ação da ULA. Os sinais de
dor e em seu interior: unidade de controle (UC), unidade controle emitidos pela UC ocorrem em vários instantes
lógica aritmética (ULA) e cache interno. Componentes durante o período de realização de um ciclo de instrução
externos são os que estão ligados ao processador, mas e, de modo geral, todos possuem uma duração fixa e
ficam localizados fora do conjunto principal.
igual, originada em um gerador de sinais usualmente
Principais Componentes da Área de Processamento conhecido como relógio.
• MICROPROCESSADOR ou CPU PLACA-MÃE; Ao contrário de circuitos integrados mais comuns, cuja
• MEMÓRIA; função é limitada pelo hardware, a unidade de controle é
• CIRCUITOS DE INTERLIGAÇÃO E DE APOIO (CHIP- mais flexível. Ela recebe instruções da unidade de E/S, as
SET), BARRAMENTO (BUS), CLOCKS E OUTROS. converte em um formato que pode ser entendido pela
unidade de aritmética e lógica, e controla qual etapa do
MICROPROCESSDOR CPU, que em inglês quer dizer Uni- programa está sendo executado.
dade Central de Processamento. Trata-se do coração do Nota: É comum chamarmos o gabinete de CPU, porém
computador. É ali dentro que são realizadas as opera- este gabinete é apenas um armário onde são guarda-
ções de cálculos e processamentos dos dados em velo- dos, HD, placas, memória, drives e outros.
cidades insólitas.
2. FLUXO FUNCIONAMENTO DOS MICROPROCESSADO-
Principais Componentes da CPU RES (CPU)
Unidade de Aritmética e Lógica - ULA
As CPU’s funcionam a uma velocidade espantosa. Para
A ULA é o dispositivo da CPU que executa realmente as
operações matemáticas com os dados. medirmos esta operação, nos valemos da unidade Hz (ci-
A ULA é um aglomerado de circuitos lógicos e compo- clo por segundo). Note que o microprocessador mais lento
já mostrava este fator na casa dos milhões de ciclos por
segundo. Poderemos entender o ciclo como uma unidade
1
Ciclo de máquina: tempo gasto pelo computador para processar cada
instrução; é medido por um circuito chamado clock (= relógio) que emite mínima de troca de informações entre a CPU e a RAM.
pulsos a uma freqüência constante. A indústria eletrônica consegue do- Outros fatores também interferem no processamento, a
brar a capacidade de processamento dos chips RISC a cada 15 meses, arquitetura do microprocessador e o barramento são os
uma média alta se compar a da à de um CISC, que é de aproximadamente
22 meses. Se o clock “pulsa” 58 milhões de vezes por segundo, por mais importantes. O barramento são as vias de informa-
exemplo, a freqüência de processamento dessa máquina é de 58 Mhz ção entre a CPU e demais dispositivos de I/O; é como se
(MegaHertz). E o espaço de tempo entre um pulso e outro (ou seja, o ciclo fossem estradas com várias pistas, quanto mais pistas,
de máquina) é de apenas 17,24 nanossegundos (10-9s).
maior o fluxo de automóveis.

91

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INFORMÁTICA Central de Concursos / Degrau Cultural
Modelos dos principais microprocessadores fabricados Estas etapas compõem o que se denomina ciclo de ins-
pela Intel trução. Este ciclo se repete indefinidamente até que o sis-
tema seja desligado, ou ocorra algum tipo de erro, ou seja,
CPU INTEL MODELO encontrada uma instrução de parada.
As atividades realizadas pela CPU podem ser divididas
MMX em duas grandes categorias funcionais:
PRO • Função processamento: Encarrega-se de realizar as
XEON atividades relacionadas com a efetiva execução de uma
PENTIUM II operação, ou seja, processar. O dispositivo principal desta
III área de atividades de uma CPU é chamado de ULA - Uni-
IV dade de Aritmética e Lógica. Os demais componentes re-
CELERON lacionados com a função processamento são os registra-
dores, que servem para armazenar dados a serem usa-
Modelos dos principais microprocessadores fabricados dos pela ULA. A interligação entre estes componentes é
pela AMD efetuada pelo barramento interno da CPU.
• Função Controle: É exercida pelos componentes da
CPUS DA AMD MODELOS CPU que se encarregam das atividades de busca, inter-
pretação e controle da execução das instruções, bem como
AMD K6 II do controle da ação dos demais componentes do sistema
III de computação. A área de controle é projetada para enten-
AMD K7 DURON der o que fazer, como fazer e comandar quem vai fazer no
ATHLON momento adequado. Os dispositivos básicos que devem
fazer parte daquela área funcional são: unidade de contro-
3. FUNCIONAMENTO BÁSICO DA CPU le, decodificador, registrador de instrução, contador de ins-
(MICROPROCESSADOR) trução, relógio ou “clock” e os registradores de endereço
A primeira característica a considerar num computador é de memória e de dados da memória.
sua unidade central de processamento, que poderá forne-
Características dos Processadores Atuais
cer uma série de indicações sobre o equipamento. A CPU
Pentium III - Configuração padrão, versões 233, 266, 300,
(Central Processing Unit), também pode ser chamada de
330 Mhz. Desenvolvidos para aumentar o desempenho
processador ou microprocessador, os quatro termos são dos recursos de internet, utilizava clock de 450 e 500 Mhz e
equivalentes. Tudo o que acontece num computador pro- têm 70 novas instruções que aumentam a velocidade nas
vém da CPU, que gerência todos os recursos disponíveis aplicações de 3D. Tem barramento de 100 Mhz e um ca-
no sistema. Seu funcionamento é coordenado pelos pro- che de 512 KB.
gramas, que indicam o que deve ser feito e quando. Basi-
camente, a CPU executa cálculos muito simples como Pentium IV - Desenvolvido para aceitar o crescimento dos
somas e comparações entre números, mas com uma ca- novos softwares devolvidos no mercado. Tem velocidade
racterística muito especial: uma velocidade extremamente superior a 1 Ghz, barramento de sistema de 400 MHZ,
elevada. utiliza cache de transferência de 256 KB (l2), foi projetado
A função das CPU’s é sempre a mesma. O que as diferen- com 144 novas instruções utilizando a tecnologia SIMD,
ciam é sua estrutura interna e o mais importante, o fato de que aumenta ainda o desempenho para as novas aplica-
cada uma ter seu conjunto de instruções próprio. Ou seja, ções, tem tecnologia hyper pipelined, utiliza uma Unidade
um programa escrito para uma CPU dificilmente poderá Lógica e Aritmética com número inteiro (ALU) configurada
ser executado diretamente em outra - esse é um dos prin- para o dobro. Porta de pontos flutuante de 128 bits que
cipais motivos da incompatibilidade entre os computado- aumentam a visualização com 3D e de cálculo científico.
res. Nota: Todo Pentium e Celeron são fabricados pela Intel.
A CPU trabalha diretamente com a memória principal. O
conteúdo da memória principal é uma combinação de in- DURON AMD - Configuração básica: Acima de 600 Mhz.
formações e instruções. As instruções que o processador Utiliza barramento de sistema de alta velocidade. Este pro-
central pode executar diretamente estão na linguagem de cessador utiliza sistema front side de 200 Mhz, que oferece
máquina da CPU. performance altamente veloz em aplicações com uso de
O processamento é feito pela Unidade Central de Proces- grandes capacidades de dados como Multimídia, Músicas
samento utilizando o ciclo busca-execução regulado pelo e DVDs. Trabalha com cache de 192 incorporado ao pro-
cessador que aumenta seu desempenho em aplicações
clock (relógio). A seqüência desse ciclo é:
3D. Usa unidade de ponto flutuante superscalar com tec-
• Buscar (cópia) instrução na memória principal;
nologia 3Dow e oferece três pipiline que aumenta sua per-
• Executar aquela instrução; formance nos cálculos.
• Buscar a instrução seguinte;
• Executar a instrução seguinte; AMD ATHLON - Configuração padrão: 100 Mhz.
• E assim por diante (milhões de vezes por segundo). Processador de sétima geração, que trabalha com uma
arquitetura superscalar de 9 estágios, com estrutura su-
As instruções em linguagem de máquina são muito primi- perpiline otimizada em alta velocidade de clock, cache
tivas. Por exemplo: com 256 (l2) e 128 de cache (l1) incorporado ao proces-
• Ler (copiar) conteúdo de um endereço de memória sador, e tecnologia de 3Dnow que foi aprimorada com 24
no registrador do processador central; pinos que aumentam a performance de seus cálculos.
• Comparar duas informações; Utiliza a tecnologia de processamento de sinais digitais
• Adicionar, subtrair dois números; (DSP) e um barramento de sistema de 200 Mhz baseado
• Escrever palavra na memória ou dispositivo de saída. no protocolo de barramento Alpha TM EV6, com suporte

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para multiprocessamento escalável. Usa a avançada tec- SRAM (Static RAM): Memória estática é outro tipo de me-
nologia de processo de 0.18 mícron da AMD, também mória bem mais rápida. Ao invés de capacitores, utilizam
utiliza nove estações supepipeline otimizado para alta circuitos digitais chamados de flip-flop para armazenamen-
velocidade de clock. to de cada “0” ou “1”, ou seja, este tipo de circuito não
necessita do circulo de reflesh. Tem como característica
PLACAS-MÃE principal o sincronismo com o processador nos acessos
São suportes eletrônicos onde os componentes integran- de leitura e gravação. Sua velocidade trabalha na ordem
tes do computador estão montados. Uma espécie de “ban- de 20 nano segundos (20 x 10-9 segundos). Normalmente
deja”, que funciona como receptáculo de chips, tomadas, este tipo de chip de memória é aplicada nas memórias do
conectores, resistores, transistores e outros dispositivos tipo cache.
que, trabalhando em uníssono, constituirão o computador.
Placa-mãe “OFF-BOARD” é um tipo de placa-mãe onde Principais características:
os componentes como placa de vídeo, placa de som, Cara, difícil integração, alto consumo, rápida.
placa de rede, fax/modem e outros, são construídos fora
da placa-mãe, tendo a necessidade de ser instalados a • CACHE: Tem como sistema utilizar uma pequena quanti-
parte. dade de memória SRAM como intermediária no acesso a
Nota: Quando um componente queimar basta trocar so- lenta memória RAM, que tem como finalidade aumentar
mente o componente. desempenho deste circuito.
Placa-mãe “ON-BOARD” é um tipo de placa-mãe onde os Esta memória guarda e recupera os dados
componentes como placa de vídeo, placa de som, placa Acelera a transferência de dados entre a CPU e a RAM,
de rede, fax/modem e outros, são construídos diretamente funcionando como uma espécie de memória auxiliar. Utili-
na placa-mãe, sem a necessidade de se instalar disposi- za chips do tipo SRAM.
tivos externos para suprir aquelas funções.
Nota: Quando um componente queimar é necessário subs- • MEMÓRIA VIRTUAL: Simulada pelo Windows no HD, esta
tituir toda a placa-mãe. Porém, atualmente algumas pla- memória entra em ação quando esgota-se a principal (RAM).
cas mães ON BOARD, tem expansão para outras placas, Trata-se de um recurso de software e não hardware.
neste caso é possível trocar somente a placa danificada
ao invés de troca placa-mãe. 5. BARRAMENTOS
São caminhos por onde são realizadas as trocas de da-
4. MEMÓRIAS dos entre dois circuitos, ou seja, com os barramentos que
PRIMÁRIA OU PRINCIPAL: ROM e RAM utilizam a comunicação paralela, por exemplo, o barramento
local. Este barramento interliga o processador à memória
• ROM: É um circuito de memória onde seus dados não RAM.
podem ser modificados isto é uma memória somente de
leitura. Porém os seus dados não são apagados quando Geralmente são divididos em:
o micro for desligado. Barramento de Dados: Neste barramento os dados circu-
Dentro da memória ROM temos basicamente três pro- lam.
gramas: Barramento de endereços: Neste barramento é por onde
BIOS: Entrada e Saída Básica de Sistema. Identifica os a informação é endereçada.
periféricos básicos para que processador possa acioná- Barramento de controle: Por onde passam informações
los. adicionais, exemplo, quando a operação é de leitura ou de
POST: Realiza um autoteste ao ligar o computador, exem- escrita.
plo o teste de memória.
SETUP (Configurações): Programa para realizar as confi- IDE (Integrated Device Electronics)
gurações básicas do computador. É usado para conec-
Nota: Os programas (softwares) que estão armazenados tar as unidades de
na ROM são chamados de firmaware. armazenamento in-
ternas (HD, Drive de
• RAM: Memória de acesso aleatório, ou seja, memória CD, Gravadores de
volátil. É nesta memória que os softwares são colocados CD, Drives de DVD,
para serem processados. etc.) à placa-mãe do
Nota: Esta memória é a mais importante para o usuário, computador. Um
pois é ai que os dados são processados, porém quando o único barramento
micro for desligado, todo seus dados serão apagados. IDE permite a cone-
xão de apenas dois
Tipos de RAM (tecnologia) desses equipamen-
DRAM (Dinamic Ram): Este tipo é formado por circuitos tos por meio de cabos flat
que armazenam os bits de informações através de peque- (figura ao lado). Mas é
nos capacitores. Quando tem dado representa “1” e, quan- comum, em um
do não, representa “0”. Não se trata de uma memória rápi- computador, haver
da. O grande problema desta memória é que ela perde dois barramentos IDE
sua carga, por isso precisam ser continuamente renova- (chamados de IDE0 e
dos. Esta renovação é chamada de refresh. IDE1), o total de equipamentos
Principais características da DRAM de armazenamento interno chega a 4 (quatro). As unida-
Barata, fácil integração, baixo consumo, lenta (em função des de disquete possuem seu próprio barramento (dife-
do reflesh). rente do IDE dos HDs), permitindo até dois drives em
cada computador (Unidades A: e B:).

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INFORMÁTICA Central de Concursos / Degrau Cultural
SCSI (Small Computer System Interface) Porta Paralela
Não é comum entre os computadores pessoais dos usu- É um conector relativamente antigo, que como o serial,
ários domésticos. O barramento SCSI (lê-se “iscâsi”) é está sendo cada vez menos utilizado em computadores
muito versátil, podendo ser encontrado para conectar di- atuais. A porta paralela é usada para conectar equipa-
versos tipos de equipamentos, como scanners, por exem- mentos que exigiam mais tráfego de dados, como im-
plo, mas é um exímio substituto para o barramento IDE. O pressoras, scanners, unidades de armazenamento ex-
SCSI é muito usado em servidores de empresas, que ternas (ex: Zip Drive).
normalmente precisam de uma maior velocidade de co-
nexão com os Discos Rígidos, CDs, unidades de fita, etc.

Porta Paralela

USB (Universal Serial Bus)


Foi concebido para se tornar padrão do mercado e aca-
bar com essa variedade de barramentos e formatos, etc.
Uma característica muito interessante sobre o barramen-
Placa controladora SCSI to USB é que, em uma única porta podem ser conecta-
dos 127 equipamentos diferentes em fileira, ou seja, um
Uma das vantagens do barramento SCSI em relação ao ligado ao outro. Seu micro conecta-se à impressora, que
IDE é o fato de poder conectar até 15 equipamentos ao se conecta ao monitor, que se conecta ao scanner, que
mesmo tempo (contra apenas dois do IDE), isso permi- se conecta ao teclado... E por aí vai!
te uma expansão da capacidade de armazenamento do Você também pode conectar ao seu computador um equi-
computador muito mais facilitada. pamento chamado Hub USB e tem a finalidade de se
Existem barramentos SCSI com larguras de 8 e 16 bits. conectar a uma porta e fornecer até 7 portas para outros
Outra vantagem do barramento SCSI é a taxa de transfe- equipamentos. O barramento USB também evoluiu des-
rência, que pode chegar até a 160MB/s (quando a largu- de sua primeira versão (USB 1.0). O barramento USB ori-
ra é de 16bits). Não é comum encontrar slots SCSI em ginal conseguia uma taxa de transferência de até 12 Mbps
placas-mãe, portanto, utiliza-se uma placa de expansão (o equivalente a 1,5 MB/s). O padrão USB 2.0 já está se
para que esta consiga conectar-se aos equipamentos tornando comum nos atuais computadores e sua veloci-
SCSI, essa placa é chamada Controladora SCSI. dade é de cerca de 480 Mbps. O equivalente a 60 MB/s ou
40 vezes mais que o USB 1.0). Já é possível encontrar no
CONECTORES, BARRAMENTOS EXTERNOS OU PORTAS mercado vários equipamentos desenvolvidos no formato
São visíveis como pequenos encaixes para os conecto- USB 1.0, como impressoras, scanners, mouses, tecla-
res dos equipamentos na parte traseira do gabinete, é dos, câmeras fotográficas, webcams, etc...
freqüente o uso do termo porta para esses encaixes.
Portanto, não é incomum ler porta PS/2, em vez de barra-
mento PS/2.

Serial
Usado por uma série de equi-
pamentos que transferem re-
lativamente pouca informação,
como mouses, modems, algu-
mas câmeras (webcam), etc.
O barramento serial usa ape-
nas um único canal de trans-
missão de dados (largura de Entrada USB Conector USB
1 bit). Ou seja, os bits são
transmitidos em fila, um a um, daí o nome do barramen-
to ser SERIAL (em série).A velocidade de comunicação
de um barramento serial pode chegar a 115 Kbps (equi-
valem a 14,4KB/s). As portas seriais não são mais tão
comuns em computadores novos, devido ao fato de no-
vos barramentos terem sido criados (como é
o caso do PS/2 e USB).

PS/2
Usado para conectar mouse e teclado. Exis-
tem duas portas na parte traseira do gabine-
te, uma para o mouse e outra para o teclado.
Hub USB

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Firewire SUPERDRIVE-LS120: Capacidade de 120MB em cada dis-
O barramento firewire foi re- quete, além de se poder usar a mesma unidade para
gulamentado pela norma leitura e gravação de disquetes de 1.44MB – que é a sua
IEEE 1394. O IEEE é um insti- grande vantagem.
tuto norte-americano que re-
úne diversos cientistas e en- UNIDADES DE FITA: Destinam-se a cópias de segurança
genheiros em eletrônica e in- (backup) de grandes quantidades de dados. Normalmen-
formática, que definem o fun- te só têm utilidade em ambientes corporativos (redes),
cionamento de diversos pa- onde a segurança e integridade das informações são
drões da indústria mundial. imprescindíveis. Sua capacidade varia muito de acordo
Sua taxa de transferência bei- com o modelo, chegando facilmente à casa de algumas
ra os 400 MB/s (Quase 7 vezes a taxa do USB 2.0). Um dezenas de Gigabytes. As duas principais unidades exis-
único barramento firewire também pode ser usado por tentes são: DAT e STREAMER, sendo a primeira de maior
vários equipamentos ao mesmo tempo, num total de 63 fidelidade.
dispositivos por porta. Existem também hubs firewire.
UNIDADES DE CD: É um disco a laser, que tem maior capa-
CLOCK (O relógio do computador) cidade de armazenamento em relação aos disquetes.
Os processadores utilizam um clock que tem como finali-
dade gerar “pulsos de clock”. Subdividem-se em três tipos básicos:
É o dispositivo gerador de pulsos cuja duração é chamada CD-ROM (Compact-Disk Read –Only Memory): apenas lei-
de ciclo. A quantidade de vezes em que este pulso básico tura.
se repete em um segundo define a unidade de medida do CD-R: permite a gravação apenas uma vez.
relógio, denominada freqüência, a qual também usamos CD-RW: é regravável, ou seja, permite a gravação mais
para definir velocidade na CPU. de uma vez. Isto é feito por causa da tintura especial
A unidade de medida usual para a freqüência dos relógios índio antimônio e telúrio. Quando o feixe laser eleva tem-
de CPU é o Hertz (Hz), que significa 1 ciclo por segundo. peratura de 500º C a 700º C sua superfície perde sua
Como se tratam de freqüências elevadas, abreviam-se os reflexão que em seguida será entendido como informa-
valores usando-se milhões de Hertz, ou de ciclos por se- ção pelos leitores. Quando o mesmo ponto for utilizado
gundo (MegaHertz ou simplesmente, MHz). Assim, por exem- por outro feixe de laser com uma temperatura mais baixa
plo, se um determinado processador funciona como seu a tintura recupera sua característica reflexiva que poderá
relógio oscilando 25 milhões de vezes por segundo, sua ser gravada novamente.
freqüência de operação é de 25 MHz. E como a duração de DVDs: Ainda é um meio não muito utilizado por usuário
um ciclo, seu período, é o inverso da freqüência, então cada comum, porém os DVDs armazenam muito mais infor-
ciclo, neste exemplo, será igual ao inverso de 25.000.000 mações do que os CDS anteriormente especificados. Tra-
ou 1/25.000.000 = 0,00000004 ou 40 nanossegundos. balham em unidade de GB, acima de 3 GB.
Nota: Os processadores atuais trabalham com unidade Tipos de DVDs
de Ghz. DVD-R: é equivalente ao CD-R. Sua capacidade depende
CHIPSETS: São circuitos de apoio a placa-mãe, normal- da mídia em uso, as primeiras mídias de uma face arma-
mente o desempenho da placa-mãe está relacionado com zenava até 3,68 GB, as mídias atuais já tem 4,7 GB. As de
o chipset utilizado. dupla antiga armazenava 7,38 GB, as atuais 9,4 GB.
DVD-RW ou DVD-ER (DVD enable): criado pela Pionner
SLOT: É local onde são instalados. tem capacidade de 4,7 GB. Pode ser lido em praticamen-
te qualquer unidade de DVD.
Memórias Secundárias ou Meios de Armazenamento DVD+W: é concorrente do anterior desenvolvido pela Phi-
Disquete (disco flexível ou disco floppy) lips, Sony, Hp e outros. Por causa de sua taxa de reflexão,
Tipo de armazenamento magnético. É removível porém este disco não pode ser lidos por todas unidades de
não tem uma grande capacidade de armazenamento. DVDs. Armazena de 2,8 GB a 4,7 GB.
DVD-RAM: armazena 2,6 GB de cada lado e utiliza a tec-
Principais tamanhos nologia opromagnetica. Por isso não é possível ser lido
Floppy de 5 1/ 4" em todos DVDs, só poderá ser lidos em unidades de
1.2 HD (Alta densidade) DVD-RAM. Porém este drive lê outros DVDs.
360 DD (Dupla densidade)
Disco Rígido (HD) WINCHESTER
Floppy de 3 1/ 2" Possuem diversos formatos e variadas capacidades de
1.44 HD (Alta densidade) armazenamento. Normalmente na casa de algumas de-
720 DD (Dupla densidade) zenas de GigaBytes.
Os HDs por serem fixos o tamanho da cabeça de leitura/
UNIDADES REMOVÍVEIS TIPO ZIP-DRIVE: São disquetes gravação pôde ser reduzido sensivelmente, que tem como
especiais que necessitam, portanto, de drives compatí- conseqüência um menor tamanho de campo magnético
veis. Estes disquetes possuem a capacidade de arma- fazendo com que a gravação de dados sejam mais pró-
zenamento para 100MB, cerca de 70 vezes mais dados ximas uns dos outros. Por este motivo podemos ter uma
que os seus irmãos de 1.44MB. Existem modelos mais grande quantidade de setores e trilhas no mesmo disco.
recentes de ZIP-DRIVE que trabalham com disquetes de Normalmente nos HDs são utilizados mais de um disco.
250MB e 750MB.
Rotação do HD
JAZZ-DRIVE: Semelhantes aos zip-drive, podem armaze- O motor do HD faz com que o conjunto dos discos gire a uma
nar até 1Gb em cada disquete. Existe um modelo para velocidade alta, no mínimo 3.600 rpm (rotações por minuto).
trabalhar com disquetes de 2GB. HDs mais modernos giram a 4.800, 7.200 rpm e outras.

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Periféricos ou dispositivo combinação com outras teclas de controle (SHIFT, CON-
São dispositivos utilizados para enviar e receber informa- TROL e ALT). Quem determina sua função é o software.
ções para a área de processamento. São divididos em: Curiosamente, a maioria dos programas reserva a tecla
Entrada, Saída e Entrada e Saída. F1 para invocar o Help on-line de seu produto.

DISPOSITIVOS DE ENTRADA: são aqueles que permitem ESC: utilizada para diversas funções, normalmente de re-
enviar do meio externo para o micro, dados, instruções e tornar a uma janela anterior ou saída de programas, seu
comandos. nome já sugere a atribuição: ESCape.

Principais CAPS LOCK: quando ligada, fixa o modo de escrita mai-


Unidade de fita ou cartucho úscula e vice-versa.
Extremamente usada em instalações de grande porte
para backup (cópia) de arquivos; o cartucho assemelha- TAB: normalmente, utilizada em editores de texto, onde
se, fisicamente, a uma grande fita de áudio e tem as poderemos avançar o cursor em uma marca na tabula-
mesmas funções do disquete. ção. Se acionada, concomitantemente com a tecla SHIFT,
retrocede uma tabulação.
Teclado
É bastante parecido com uma máquina de escrever ele- CTRL (CONTROL): requerida pelo software em uso, ge-
trônica, sendo que algumas teclas foram acrescentadas ralmente acompanhada de outra tecla qualquer. Por exem-
para propiciar uma melhor inter-relação entre os softwa- plo: para sublinhar um texto quer esteja marcado no
res e os usuários. WORD, basta pressionar CTRL + S.

TECLAS ESPECIAIS DOS TECLADOS PADRÃO-PC/AT ALT: o mesmo uso que CTRL. Ex.: para acessar o menu
PRINT SCREEN: destina-se, no ambiente DOS, a imprimir de arquivos do WORD, basta digitar ALT + A (note que a
o que se apresenta na tela, sem formatação alguma. Fun- palavra Arquivo) no menu tem a letra A sublinhada, indi-
ciona como um “retrato” da tela no momento de seu pres- cando este tipo de utilização.
sionamento. Esta tecla pode imprimir, com certo grau de
realismo algumas telas gráficas, se anteriormente for car- Mouse
regado para a memória o dispositivo GRAPHICS, encon- São dispositivos de entrada que utilizam características
trado no diretório DOS. Já no ambiente windows, sua fun- gráficas e substituem o teclado em algumas funções.
ção é mais abrangente, pois em vez de imprimir a tela,
aloja na área de transferência o conteúdo da janela ativa. TrackBall
Se pressionada juntamente com a tecla SHIFT, armaze- É uma espécie de mouse muito utilizada em “notebooks”
nará o conteúdo inteiro da tela e não apenas a janela (computadores portáteis), devido ao seu reduzido tama-
ativa. nho; a “bolinha” que direciona a seta (cursor) fica semi-
exposta numa base fixa e é movida diretamente pelo dedo
NUMBER LOCK: permite que o teclado numérico seja uti- do usuário.
lizado para se digitar números e sinais matemáticos
(quando estiver LIGADA) ou apenas funcione como setas Scanner
e direcionadores (se DESLIGADA). Trata-se de um dispositivo voltado para a reprodução de
“fac-similes”, ou seja, você pega uma folha qualquer im-
SCROLL LOCK: causa o travamento do teclado permitin- pressa e passa o scanner sobre ela. O computador irá
do ao usuário mover todo o conteúdo da tela, em bloco, reproduzir fielmente o que foi lido, gravando o seu arqui-
com as setas direcionadoras. Sua utilização no ambiente vo. Isto poupa longas horas de cansativa digitação, além
Windows é praticamente nula, ficando mais restrita a al- de possibilitar a digitalização de imagens, tais como de-
gumas ações dentro do Excel. Era usada apenas por al- senhos, fotografias e até mesmo sua assinatura.
guns antigos softwares gráficos do ambiente DOS (Ven-
tura for DOS e versões simplificadas de software de de- Mesa digitalizadora
senho técnico). Só funciona se algum software específi- Transforma dados e imagens em dígitos; de tecnologia
co comandar a ação, caso contrário, fica inoperante, não anterior à utilizada no scanner, tem um processo de ope-
importando o seu estado de ligada ou desligada. ração mais lento.

PAUSE/BREAK: pode gerar uma interrupção na listagem Terminal de vídeo com tela sensível ao toque
rolada pela tela (DOS) como por exemplo, quando se di- Utilizado nos caixas automáticos de alguns bancos, pos-
gita o comando DIR em um diretório que contém muitos sibilita que o cliente digite o número de sua senha e efe-
arquivos; neste caso, basta pressionar a tecla pause para tue as operações que deseja, apertando o próprio visor,
que a listagem pare sua rolagem, sendo reassumida atra- que funciona adicionalmente como teclado numérico.
vés do pressionamento de qualquer outra tecla. A mesma
tecla funciona para substituir o comando de teclado CTRL Leitora ótica de código de barras
+ C, utilizado para interromper a execução de alguns pro- Utilizada largamente no controle de estoques de super-
gramas. Note, que nem todos os programas executáveis mercados, sua característica principal é o uso das propri-
podem ser interrompidos, mas aqueles que puderem, edades óticas relacionadas com a reflexão da luz; as di-
bastará digitar a combinação acima ou apenas a tecla ferentes intensidades de luz, que o equipamento recebe
BREAK. ao ler um código de barras, são transformadas em uma
cadeia de bits que o processador entende.
TECLAS DE FUNÇÃO (F1 - F12): são diversos os softwa-
res que se utilizam destas teclas para criar os denomina- Leitora de cartões perfurados
dos atalhos de teclado. Normalmente, são utilizadas em Atualmente em desuso, esse equipamento lê cartões

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perfurados e converte a informação neles armazenada Atualmente, o principal meio para exibição de vídeos em
em sinais digitais que a seguir são introduzidos no com- computadores é o monitor CRT (Catodic Ray Tube - Tubo
putador. de Raios Catódicos). É o monitor encontrado em quase
todos os computadores, semelhante a uma televisão.
Joystick Com o passar do tempo, novas tecnologias foram de-
Alavanca utilizada como suporte operacional em jogos senvolvidas para a melhoria das imagens exibidas pe-
(videogames) projetados para computador e que direcio- los monitores. Uma delas é o monitor LCD.
na o movimento do cursor ou objeto na tela; o controle se
perfaz com o movimento da alavanca ou apertando-se Resolução dos monitores
botões nela localizados. Caso a resolução escolhida seja, de 800x600, significa
que a tela possui 800 linhas na vertical e 600 linhas na
DISPOSITIVOS DE SAÍDA: devolvem os resultados do mi- horizontal. Para exemplificar, imagine que cada ponto é
cro para o meio externo. uma célula do Excel, localizada por sua linha e coluna.
Atualmente, as resoluções mais encontradas são:
Monitor de vídeo 640x480, 800x600, 1024x768 e 1280x1024. Outras reso-
O principal dispositivo de saída de um equipamento é o luções são aplicadas conforme a necessidade. Por exem-
monitor de vídeo. É através dele que podemos acompa- plo, um jogo pode requerer uma resolução menor, como
nhar todo o trabalho gerado na CPU. Os monitores apre- 320x200. Quanto maior for à resolução, maior será o es-
sentam algumas características importantes a serem con- paço visível na tela, pois o tamanho dos pontos diminui.
sideradas, dentre elas a definição. Quanto maior este A tela do monitor do computador possui uma malha de
índice, mais nítida será a imagem formada. O processo pontos coloridos formados pelas três cores primárias
de formação de imagens se dá através da união de três (verde, vermelho e azul – RGB em inglês).
pontos de cor (vermelho, verde e azul). A distância entre
estas unidades é conhecida como “dot pitch” e determina
sua qualidade. Os monitores atuais, em sua maioria, pos-
suem o “dot pitch” de .28 (lê-se ponto vinte e oito). Há
outros, mais modestos, cujo “dot pitch” varia de .32 a .36.
Quanto maior o número, menor a definição.
Os modelos CGA, EGA e VGA já caíram em desuso há
muito tempo, ficando restritos apenas em algumas pou-
cas estações de trabalho de determinadas redes, onde a Uma característica que influencia diretamente na quali-
economia fala mais alto que a qualidade final. dade final da imagem apresentada é a distância entre
A resolução especificada na terceira coluna trata, basica- os pontos coloridos do monitor, essa distância é cha-
mente, do comportamento daquele monitor quando ope- mada DOT PITCH. Quanto menor o dot pitch, ou seja, a
rando em um ambiente operacional com interface gráfica distância entre pontos, mais qualidade e nitidez a ima-
(Windows, Xwindows). gem do monitor terá.
O segredo dos melhores monitores de hoje é uma com-
binação do adaptador VGA (do inglês variable – graphics Tamanho dos monitores
– array, ou matriz gráfica variável) e monitores versáteis Os tamanhos mais comuns, são os de 14", 15", 17" e
que podem trabalhar com uma diversidade de sinais da 19" (lê-se o símbolo “ como polegadas). Essa medida
placa adaptadora. Monitores mais antigos usavam exclu- em polegadas indica o tamanho da tela na diagonal,
sivamente informações digitais, o que significa que um como mostra a ilustração a seguir:
pixel estava ou não ligado ou desligado, sendo difícil atin-
gir diminutas variações de cor. O VGA emprega um sinal
analógico que converte a informação digital em diferen-
tes níveis de tensão que variam o brilho de um pixel. O
processo requer menos memória e é mais versátil. Moni-
tores Super VGA usam conjuntos especiais de microcir-
cuitos e mais memória para aumentar ainda mais a quan-
tidade de cores e a resolução.
Embora a beleza dos monitores de painel fino pese na
decisão da compra, de acordo com os fabricantes, é a
versatilidade que eles proporcionam aos usuários seu
principal atrativo. Eles podem ser pendurados na parede Vale ressaltar, que carcaça plástica do monitor, encobre
ou acoplados a braços moveis, consomem menos ener- parte da borda da tela, por exemplo, em um monitor de
gia do que os monitores convencionais e não emitem 15" a área visível é de geralmente 14".
radiação, nem ondas eletromagnéticas que interfiram no Nos monitores mais simples, há uma curvatura na tela.
funcionamento de outros aparelhos eletrônicos. Além dis- Existem, no entanto, telas planas, que possuem uma vi-
so, por serem em média 60% mais finos do que os moni- sualização mais confortável aos olhos humanos. No en-
tores cinescópio, vem atender principalmente à necessi- tanto, estes monitores possuem um processo de fabrica-
dade mundial de economia de espaço, tanto no mercado ção mais caro, o que aumenta o valor do equipamento.
corporativo quanto no doméstico. Essa questão de espa-
ço vem crescendo em importância, especialmente em Monitor CRT
países com alta demográfica, como o Japão, com uma Estes monitores de vídeo tem sua tela baseada em um
média de três pessoas dividindo um mesmo metro qua- tubo, o CRT citado anteriormente. A tela deste tubo é
drado. O Japão, um dos países mais populosos do mun- composta por camadas de fósforo, que é atingida por
do, está investindo pesado no emagrecimento dos moni- elétrons através de “disparos” feitos por um canhão lo-
tores das estações de trabalho do futuro. calizado no início do tubo. Quando o elétron encontra o

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INFORMÁTICA Central de Concursos / Degrau Cultural
fósforo, uma luz é gerada naquele ponto. Basicamente, prévia de um relatório anual de uma empresa, com fotos
é isso que faz com que a imagem apareça na tela do e ilustrações complexas, precisavam investir em máqui-
monitor. Para gerar as imagens, o canhão percorre toda nas muito caras e difíceis de usar para chegar a um re-
a extensão da tela, ponto por ponto, linha por linha. Como sultado decente. Hoje já não é assim.
cada ponto de luz tem duração curta e a imagem precisa A tecnologia de jato de tinta tem evoluído continuamente.
ser constantemente atualizada, esse processo, conhe- Cada novo modelo que chega ao mercado produz ima-
cido como varredura, é repetido a todo instante. gens um pouco mais próximas da qualidade fotográfica,
e com rapidez cada vez maior. E o melhor é que não se
Monitor LCD paga mais por isso – o preço dessas máquinas até se
Os monitores LCD (Liquid Crystal Display - Monitor de reduziu ao longo desses anos. Ao mesmo tempo, a cor,
Cristal Líquido), se baseiam nas propriedades do refle- que era um item opcional ou inexistente em muitos mo-
xo da luz através de um conjunto de substâncias de delos, tornou-se uma característica básica dessas im-
material líquido. As moléculas de cristal líquido se en- pressoras.
contram distribuídas em forma de bolha, sobre uma su-
perfície com linhas paralelas entre elas, que as “obriga” Impressoras laser
a ficarem amplamente localizadas em toda a superfície. Trabalham com um “toner” especial, a exemplo das máqui-
Por cima, há outra superfície, que possui linhas tam- nas de xerox. Sua qualidade de impressão é insuperável.
bém, porém alinhadas perpendicularmente às inferio- Existem vários tipos de impressoras profissionais. Cada
res, ou seja, formando ângulos com as linhas da super- uma delas possui características específicas para valori-
fície abaixo, neste caso de 90º (graus). zar a qualidade de imagem produzida.

Nota: A resolução dos monitores depende da placa do Impressoras de cera


vídeo. Impressora térmica, com alta resolução, podendo atingir
16.000 DPI (pontos por polegada), trabalha com cartu-
Caixa de Som chos individuais sua impressão tem qualidade de uma
São dispositivos que recebem som da área de processa- capa de revista.
mento, é um dos itens que pertencem ao kit multimídia. Nota: Este tipo de impressora geralmente é utilizada em
impressões que dependa de uma excelente definição
Plotters (gráficas, revistas e outros).
Impressoras gráficas que usam canetas de verdade para
desenhar imagens. Drivers de Impressora (Softwares de instalação)
No início, a comunicação entre computador e impressora
Impressoras era bastante simples. O computador enviava os caracte-
Impressora também faz parte do rol de periféricos e, entre res a serem impressos, juntamente com os caracteres
eles, é talvez o que seja mais utilizado. Uma impressora de controle, que indicavam, por exemplo, onde havia uma
pode proporcionar excelentes originais a partir de uma quebra de linha ou onde terminava uma página. Hoje em
editoração eletrônica, resultando em trabalho de qualida- dia as impressoras têm recursos muito sofisticados: im-
de profissional. Dependendo do tipo, deixa até mesmo pressão de imagens gráficas, cores, impressão de tex-
uma impressão em off-set parecer coisa do passado. tos em diversas fontes e diferentes qualidades de im-
pressão. Enfim, possuem todos os recursos de controle
PRINCIPAIS TIPOS DE IMPRESSORAS e formatação que possibilitam a criação de documentos
Impressoras Matriciais com excelente qualidade gráfica, mesmo em equipamen-
São aquelas em que o componente responsável pela tos domésticos.
impressão propriamente dita é uma cabeça de agulhas. Para utilizar esse recurso, é preciso que um programa
Quanto mais agulhas possuir a cabeça, maior a qualida- chamado driver traduza os comandos enviados para a
de final. Atualmente encontramos impressoras de 9, 18 impressora.
ou 24 agulhas. Prestam-se para impressões de relatóri- As impressoras deixaram de ser apenas complementos
os extensos onde a preocupação com estética perde ter- para o computador, ganhando a capacidade de interpre-
reno para o conteúdo dos dados, listagens nominais, re- tar, armazenar e responder aos comandos recebidos.
latórios de material em estoque etc. Muitos modelos têm memória, processador e até disco
Esta impressora monta os caracteres a partir de uma rígido comparáveis aos dos computadores.
série de pequenos pontos que são impressos muito pró- Geralmente, a impressora vem equipada com os drivers
ximos uns dos outros; máquina que imprime informa- adequados. Ao adquiri-la, verifique se traz os drivers cer-
ções de um computador, imprimindo uma linha de cada tos para o computador e o sistema operacional em que
vez. É abastecida por uma fita semelhante a fita de uma deverá ser utilizado.
máquina de escrever.
Características das Impressoras
Impressoras a jato de tinta Com linguagens de impressão: essas impressoras utili-
São impressoras mais modernas cuja impressão é rea- zam uma linguagem especial para descrever o conteúdo
lizada através de diversos jatos microscópicos da tinta. e a formatação de página a ser impressa. Linguagens
Apresentam uma boa qualidade de impressão e são usa- desse tipo são conhecidas com PDLs (Page Description
das em editoração gráfica. Language – Linguagem de Descrição de Páginas), ou
Para as empresas de informática impressora resume- simplesmente linguagens de impressoras, e são usa-
se em duas: qualidade fotográfica. das na comunicação entre o computador e a impressora.
Há dois anos atrás, as impressoras a jato de tinta colori-
das ofereciam uma qualidade de impressão ainda muito ü A maior vantagem dessas impressoras é a indepen-
distante daquela encontrada nas fotografias convencio- dência que as linguagens têm em relação à marca e ao
nais. Quem quisesse imprimir, por exemplo, uma versão modelo da impressora. Isto significa que um mesmo

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trabalho de impressão pode ser enviado para diferentes Drive ou Floppy Drive
impressoras sem necessidade de alteração. São dispositivos de gravação e leitura dos disquetes.
ü Isso é importante em empresas que têm muitos equi- Nota: Quando leitura é de entrada e gravação saída.
pamentos diferentes. Uma impressora pode ser usada,
por exemplo, apenas para fazer cópias de um trabalho Winchester
que ainda será avaliado. Depois de aprovado, o trabalho Dispositivo de gravação e leitura, que lê os discos nela
é enviado para uma impressora de melhor qualidade que contido, ou seja, é conhecido como periférico de entrada
produz o impresso final. e saída e também como meio de armazenamento.
ü Com o uso de uma dessas linguagens, a impressão
dos documentos é o resultado de um trabalho conjunto Fax/modem
entre o driver da linguagem instalado no computador e o Equipamento de comunicação de dados que tem como fun-
interpretador da linguagem que está na impressora. Sen- ção interligar o computador ao meio físico de transmissão.
do assim, após criar um documento, o usuário seleciona
o comando Imprimir no menu Arquivo de seu programa e Bit e Unidade de medida de armazenamento (Byte)
o driver da linguagem entra em ação. Ele traduz todo o Bit é a menor unidade de informação entendida por um
conteúdo do documento, seja textos ou imagens, para a computador.
linguagem de descrição da página. A seguir, esta página O BYTE é composto de 8 bits e é, na prática, a menor
codificada é enviada para a impressora, equipada com unidade de medida, ou apenas um caractere.
um interpretador de linguagem que conhece as capaci- O Kbyte é o seu múltiplo de 1024. Logo, um Kbyte possui
dades da impressora, assim, o interpretador permite que 1024 bytes.
os comandos solicitados na descrição da página sejam Nota: Para saber os valores de cada unidade em bytes
executadas de forma otimizada, tirando o máximo de pro- faz se as seguintes operações:
veitos dos recursos da impressora, como resolução e 1 MB = 10242 (1.048.576)
capacidade de cores. 1 GB = 10243 (10.737.418.200)
1 TB = 10244 (1.009.951.167.777.600)
As linguagens de impressoras mais comuns são:
• Adobe; Nota: Existem unidades maiores, mas que não são utiliza-
• PostScript; das na prática dos microcomputadores, portanto as apre-
• PCL (Printer Control Language) da Hewlett – Packard (HP). sentadas acima nos serão de plena valia nas provas.

Impressoras com Suporte à GDI Software


Impressoras com suporte à GDI (Graphical Device Inter- Para se utilizar todos os recursos do micro, é necessário
face) do Windows: reconhecem um conjunto de funções que se utilize o software, que é toda a parte lógica dos
do ambiente Windows utilizadas pela maioria de seus computadores. Normalmente, os softwares são divididos
aplicativos para exibir imagens na tela. em três categorias básicas: Sistemas Operacionais, Apli-
Se a impressora tem suporte embutido para funções da cativos (gráficos ou não), e Linguagem de Programação.
GDI, não há necessidade do uso de uma linguagem in-
termediária para descrição da página a ser impressa. O Sistema operacional: tem função de gerenciamento, é
resultado é um produto impresso de qualidade, bem pró- o software mais importante do computador. Sem o sis-
ximo da imagem exibida na tela. tema operacional não é possível inicializar o computa-
dor. É também conhecido como o intermediário entre o
Impressoras de Rede micro e usuário, é ele quem faz a interação entre o usu-
As impressoras de rede podem ser conectadas direta- ário e o computador.
mente a uma rede de computadores e atendem aos pe-
didos de impressão enviados pelo usuário ligado (co- Principais Sistemas Operacionais
nectado) à rede, dispensando o computador que atua
como servidor de impressão, o que normalmente é ne- SOFTWARE UTILIDADE
cessário. Os trabalhos de impressão são enviados via
rede para o servidor de impressão, que repassa para a SISTEMA OPERACIONAL: Todo SO
impressora a ele ligada. destina-se a fazer o papel de inter-
As impressoras de rede dispõe de hardware e softwares mediário entre o homem e a má-
capazes de receber e atender diretamente aos pedidos quina. Sem ele o computador não
de impressão enviados via rede, reduzindo o custo e au- MS - DOS sabe fazer nem uma continha de
mentando a velocidade e a eficiência dos trabalhos de somar das mais simples, é um
impressão. burro completo. O DOS foi um dos
Nota: Velocidade de impressora se mede em PPM (pagi- pioneiros para as máquinas do tipo
nas por minuto) e CPS (caracteres por segundos). PC, mas anda, hoje, em franco de-
Resolução (qualidade) se mede em DPI (pontos por po- suso devido à implantação dos sis-
legadas). temas operacionais de ambiente
gráfico (Windows 95 e Windows
DISPOSITIVOS DE ENTRADA E SAÍDA: funcionam em am- 98). Ainda assim, estes novos sis-
bas as direções. temas necessitam do DOS para
inicializarem a máquina.
Monitores de Vídeo Touch Screen
São tipos de monitores que tem um gerador de campo SISTEMA OPERACIONAL: apesar
eletromagnético que são sensíveis ao toque sobre tela. WINDOWS de ser considerado um sistema
Normalmente, é utilizado nos caixas eletrônicos de al- 95/98 operacional, ainda existem alguns
guns bancos terminais dos shoppings e outros. aplicativos do DOS.

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INFORMÁTICA Central de Concursos / Degrau Cultural
Linguagens de Programação
Sucessor do W indows 98, este
Sistema Operacional da Microsoft SOFTWARE UTILIDADE
WINDOWS foi, na verdade, uma preparação do
ME mercado para o advento do Windo- Poderosas ferramentas de uso
ws XP, plataforma mais estável e profissional pelos programadores.
moderna. CLIPPER É através destas linguagens que
VISUAL BASIC programas com aplicabilidades
Sistema Operacional mais recen- específicas são confeccionados,
te e estável da Microsoft. Apresenta COBOL com vistas a atender as necessi-
características de segurança que dades individuais de cada usuário.
anteriormente só eram possíveis LINGUAGEM C++
WINDOWS Dependem de uma grande dedi-
XP através de ambientes de rede. Seu DELPHI cação na aprendizagem e exercíci-
código é baseado no Windows os constantes para o seu comple-
2000, uma plataforma de rede bas- to domínio.
tante estável e aceita no mercado.
Nota: Além desses, existe uma infinidade de outros apli-
SISTEMA OPERACIONAL: baseado cativos de funções específicas. Consultando periódicos
em modelo UNIX, este sistema é especializados, tem-se completa informação sobre as
totalmente gratuito e concorre hoje novidades que a cada dia jorram-se no mercado.
a pé de igualdade com o Windows
LINUX 98. Apesar de ser um pouco mais EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
difícil a adaptação por parte dos
novos usuários, este sistema ofe- 01. (TRF/2002) Um exemplo de periférico de entrada para
rece enormes vantagens quanto à ambientes gráficos é o(a):
estabilidade, desempenho e segu- a) monitor de vídeo.
rança nos ambientes corporativos. b) impressora laser.
c) impressora de jato de tinta.
Aplicativos: São softwares que realizam tarefas específi- d) mouse.
cas. e) drive de CD-ROM.
Principais Aplicativos
02. (TRF/2002) O dispositivo que permite a conexão de
SOFTWARE UTILIDADE computadores em longas distâncias através de uma
linha telefônica é a(o):
EDITOR DE TEXTOS: utilizado para a) placa de rede.
MS-WORD confeccionar esta apostila. Possui b) modem.
grandes recursos de editoração. c) porta serial.
d) porta paralela.
EDITORAÇÃO ELETRÔNICA: tro- e) cabo de par trançado UTP.
cando em miúdos, se você edita
PAGE MAKER
jornais ou revistas, este software 03. (TRF/2002) Em um computador, o local onde os da-
pode ser a “mão na roda”. dos são manipulados é denominado:
a) BIOS.
PLANILHAS DE CÁLCULOS: resol- b) barramento.
ve o problema de qualquer escritó-
c) memória.
rio de contabilidade, seja ele gran-
LOTUS
de ou pequeno. Através destes pro- d) CPU.
EXCEL
gramas pode-se gerenciar desde e) periférico.
o orçamento doméstico até a mais
complexa folha de pagamento. 04. (Inspetor Fiscal/98) Nos microcomputadores atuais,
normalmente, o microprocessador é:
EDITORES GRÁFICOS: dão ao a) A própria placa-mãe.
COREW DRAW usuário a oportunidade de soltar a b) Um componente fixo da placa-mãe.
PHOTOSHOP imaginação realizando desenhos c) Montado numa placa de expansão.
e editando fotos digitalizadas. d) Montado direto num barramento da placa-mãe.
e) Montado num soquete da placa-mãe.
PROJETOS DE ARQUITETURA: de
CAD/CAM uso profissional, pode ser o braço
direito de arquitetos e engenheiros.

Linguagens de Programação: Permitem desenvolver ou-


tros softwares.

GABARITO

01. D 02. B 03. D 04. E

100

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Central de Concursos / Degrau Cultural INFORMÁTICA

WINDOWS 2000
1. INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE O WINDOWS 2000 três sistemas de arquivos: Windows 2000 File System (NTFS)
A Microsoft lançou no mercado a série Windows 2000 com- e File Allocation Table (FAT) e (FAT32).
posta dos programas, Professional, Server, Advanced Ser- c) Selecionar o modo de licenciamento que será executa-
ver e DataCenter Server, que fornecem uma gama de novas do no Windows 2000. Existem três tipos de licença a se-
ferramentas justamente para manter seu padrão de quali- rem escolhidas no momento da instalação do produto:
dade na área de gerenciamento de ambientes que possu- Licença de Acesso Cliente (CAL), Licença Per Seat e Li-
em computadores em rede. cença Per Server.
d) Iniciar o processo de instalação a partir de uma das for-
Windows 2000 Professional mas existentes: a instalação a partir do CD, a partir da rede
Este produto oferece um alto-desempenho em segurança ou instalação remota.
de rede para ambientes
cliente-servidor incorporando um sistema operacional Instalação a partir do CD
desktop que inclui as melhores características do Windows Para instalar o Windows 2000 a partir do CD é necessá-
2000 e a segurança e desempenho dos recursos encontra- rio conhecer as quatro etapas que envolvem esta forma.
dos no Windows NT 4.0 Workstation. Este produto é o prin- São eles:
cipal sistema operacional para todo e qualquer tipo e tama- • Executando o programa Setup.
nho de negócio, inclusive o assunto desta apostila. • Executando o Assistente de Setup.
• Instalando o Windows NT networking.
Windows 2000 Server • Completando o Setup.
Este produto é um servidor de aplicações, arquivos e im-
pressoras, bem como, uma plataforma de servidor Web, Os passos para efetuar a instalação do Windows 2000 a
que contém todas as características do Windows 2000 Pro- partir do CD são os seguintes:
fessional Plus e novas funções específicas de servidor. Este 1. Insira o disco de boot denominado Setup Disk 1 no
produto é ideal para pequenas e médias empresas, servi- drive A e ligue o computador (Se o seu computador suportar
dores Web, workgroups e escritórios. o boot a partir do driver de CD, pode-se inserir diretamente o
CD de instalação do Windows 2000;
Windows 2000 Advanced Server 2. Após o computador iniciar, uma versão mínima do Win-
Este produto é voltado para departamentos com poderosos dows 2000 é copiada na memória, sendo que esta permite
recursos e aplicações de servidor que possuem um inten- iniciar o programa Setup;
sivo trabalho em serviços da Internet. Todos recursos de 3. O programa Setup reinicia o computador e então dá o
autenticação de usuário, gerenciamento de contas e de rede, início à versão Text-base do Setup. Nela é apresentada a
gerenciamento de aplicativos e impressoras podem ser liçenca do software para que seja aceita ou não pelo usuário;
controlados pelas ferramentas existentes neste produto. 4. O Setup pede que se escolha a partição onde será
instalado o produto. Pode-se escolher uma das partições
Windows 2000 DataCenter Server existentes ou até se criar uma, caso o disco não esteja
Este produto é a versão mais completa, funcional e podero- particionado;
sa dos recursos de gerenciamento de rede corporativa. Com 5. Após a escolha da partição, é requisitado o sistema de
este produto pode-se trabalhar um grande número de da- arquivo para a nova partição e, assim o Windows 2000 efe-
dos como, por exemplo, gerenciamento de grandes super- tua o processo de formatação;
mercados, análises econômicas, simulações em grande 6. O Windows 2000 copia os arquivos para o disco rígido
escala na ciência e engenharia e também como servidor de e salva as informações de configuração.
projetos de consolidação.
Nesta primeira etapa, o Windows 2000 realizou os prepara-
Processo de instalação tivos para executar o assistente da instalação. Na etapa
Antes de iniciar o processo de instalação do Windows seguinte será utilizado o Assistente de Setup na forma grá-
2000 é necessário tomar cuidado com uma série de tare- fica, chamada GUI-base.
fas e organizar determinados elementos para que duran- Para prosseguir na instalação do produto, deve-se informar
te o processo não seja necessário interrompê-lo pela ao assistente, um conjunto de informações necessárias
falta de qualquer um deles. para o prosseguimento das etapas:
• Configurações Regionais – definição do idioma, local
Preparativos e configurações do teclado.
Antes de instalar o Windows 2000, verifique as tarefas que • Nome e Empresa – inserção do nome da pessoa que
serão necessárias para realizar esta operação. As tarefas estiver instalando o produto e o nome da empresa cuja, a
são as seguintes: cópia foi licenciada.
a) Identificar se os componentes do computador suportam • Modo de licenciamento – seleção do modo Per Server
o novo programa e se são compatíveis com os requisitos ou Per Seat. Lembrando que, se for escolhido o modo Per
básicos de sistema necessário para efetuar a instalação. Server, é necessário entrar com o número de Licenças de
Como foi mencionando anteriormente neste trabalho, pode- Acesso Cliente, comprados para o servidor.
se verificar a lista de hardwares compatíveis (HCL) no arqui- • Nome do Computador – definição do nome do compu-
vo CL.TXT presente no diretório de suporte do CD-ROM de tador com um máximo de 1 caractere. Este nome deve ser
instalação do Windows 2000, ou então acessar o site da diferente de qualquer outro nome de computador ou domí-
Microsoft e obter a referida lista. nio presente na rede.
b) Determinar que tipo de partição será criada no disco rígi- • Senha da conta do administrador – especificação da
do onde será instalado o Windows 2000. Após criar a parti- senha da conta do administrador, cujo o acesso e direito
ção, deve-se selecionar o sistema de arquivo que será ado- serão completos para que haja o gerenciamento das ou-
tado para o sistema operacional. O Windows 2000 suporta tras contas e dos serviços.

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INFORMÁTICA Central de Concursos / Degrau Cultural
• Componentes opcionais – adição ou remoção de com- vos apagados. Os arquivos armazenados na lixeira podem
ponentes adicionais durante a instalação do Windows 2000. ser recuperados ou removidos definitivamente do disco rígi-
• Configurações de vídeo – configuração da resolução do. Estes, por sua vez, devem ser eliminados freqüente-
da tela, o número de cores e a freqüência de atualização. mente para liberar espaço para os novos.
• Data e hora – seleção da zona apropriada e o ajuste da
data e hora atuais. Windows Explorer
A seguir, são listados os passos na instalação do Windows O Windows Explorer permite visualizar a hierarquia das pas-
2000 Networking: tas do seu computador e todos os arquivos nelas presen-
1. O assistente do Windows 2000 detecta e configura a tes, bem como executar as tarefas básicas de manipulação
placa adaptadora de rede que estiver instalada no computa- de arquivos e discos, como compartilhamento de pastas e
dor. Após a configuração da rede, é procurado o servidor impressoras, formatação, cópia, entre outras.
DHCP existente na rede;
2. Seleção dos componentes da rede como, por exem- Meus Locais de Rede
plo, o cliente para rede Microsoft, compartilhamento de ar- O ícone do Meus Locais de Rede (Ambiente de Rede) en-
quivos e impressoras e o protocolo TCP/IP. Pode-se, futura- contra-se na área de trabalho e no painel de controle, tendo
mente, instalar outros clientes, serviços e protocolos de rede como objetivos principais a definição das configurações de
através do menu de escolha existente no sistema; rede e navegação por todas as máquinas instaladas na
3. Caso esteja criando uma conta no domínio para o com- rede.
putador, o Windows 2000 apresenta o nome e a senha;
4. Instalação dos componentes previamente seleciona- Nome de arquivos extensos - O Windows 2000 facilita a
dos na etapa anterior. definição de nomes para os arquivos (no MSDOS há um
limite de oito caracteres), usando até mesmo, espaços,
O assistente do Windows 2000 inicia automaticamente a permitindo criar arquivos com nomes mais apropriados
quarta e última etapa após a instalação dos componentes e que realmente indiquem o conteúdo que o arquivo re-
de rede selecionados. presenta.
Para finalizar o processo de instalação os passos são os
seguintes: Desktop (Área de Trabalho) - A grande área de fundo da tela
1. Cópia do arquivo remanescente como, por exemplo, onde os ícones podem ser armazenados chama-se Desktop
bitmaps e acessórios; (Área de Trabalho). Através de operações simples pode-se
2. Aplicação da configuração do computador seleciona- personalizá-la, adicionar atalhos para programas favoritos,
do em uma etapa presente no assistente do Windows 2000; pastas, documentos e impressoras, entre outros.
3. Gravação das informações de configuração no disco
local sendo que esta configuração será usada na próxima Properties (Propriedades) - Para visualizar ou modificar
vez que o computador for inicializado; informações sobre algum item como um documento, pro-
4. Remoção de alguns arquivos temporários que foram grama, pasta, unidade de disco ou impressora, basta aces-
utilizados durante o processo de instalação; sar as suas propriedades utilizando o botão da direita do
5. Reinicialização do computador após todos os procedi- mouse.
mentos de instalação terem sido efetuados.

Principais Componentes do Windows 2000 Folders (Pastas)


O sistema operacional Windows 2000 possui uma série de Antigamente conhecidas como diretórios, as pastas arma-
recursos, utilitários, formas de trabalho, particularidades, zenam os documentos e programas, onde os quais podem
entre outros, que serão apresentados de forma sucinta a ser visualizados através do My Computer (Meu Computa-
seguir. dor) e do Windows Explorer.

Botão Iniciar Menus de Atalho - O botão direito do mouse serve para


exibir um menu de atalho para qualquer item presente no
A barra de tarefas permite o controle dos aplicativos que sistema. Este menu contém os comandos comuns ineren-
estejam abertos. Ela possui o botão Iniciar na lateral es- tes ao item clicado com o mouse.
querda, que pode ser usado para iniciar rapidamente um
programa, encontrar um arquivo, acessar as configurações,
obter ajuda e executar programas através de linhas de co- Help (Ajuda) e What’s This? (O que é isto) - O Help (Aju-
mando e até selecionar a rotina de desligamento do com- da) é um recurso bastante útil que se encontra nas caixas
putador. de diálogo, onde se pode obter auxílio sobre uma opção ou
área apenas clicando no botão localizado no canto su-
perior direito da janela. A outra forma, chama-se “What’s
Meu Computador This?” (“O que é isto?”), onde através do botão direito do
mouse clicado sobre um item, abre-se a referida opção.
O item My Computer (Meu Computador) permite visualizar o
que se encontra em seu computador de forma rápida e fácil.
No Windows 2000, tudo o que existe dentro do computador Printers
– programas, documentos e arquivos de dados, por exem-
plo - fica acessível em um só local, chamado My Computer Imprimir em segundo plano significa permitir voltar ao tra-
(Meu Computador). balho rapidamente depois de enviar seu documento à im-
pressora. Através deste item pode-se facilmente adicionar
uma nova impressora no sistema.
Lixeira
A Recycle Bin (Lixeira) é um depósito temporário de arqui- Task Manager(Multitarefa) - O Windows 2000 é um siste-

98
Central de Concursos / Degrau Cultural INFORMÁTICA
ma multitarefa, ou seja, é permitido o uso simultâneo de • Reiniciar – esta opção permite a finalização e reinicializa-
mais de um programa na memória, isto significa que é pos- ção automática do computador.
sível iniciar uma aplicação sem a necessidade de encerrar • Desconectar – esta opção permite efetuar o logoff do
a anterior. usuário atualmente conectado.

Fonts 3. ÁREA DE TRABALHO


A princípio a Área de Trabalho apresenta alguns objetos
O termo Fonts (Fontes) significa o formato que os caracte- gráficos como: Meu computador, Lixeira, Meus Locais de
res são apresentados na tela ou no papel. O Windows 2000 rede, Internet Explorer, Outlook Express, mas podemos
tem uma pasta denominada Fonts (Fontes) localizada no personalizar a Área de Trabalho, inserindo Itens (Ícones de
Control Panel (Painel de Controle), que permite executar Atalhos) para programas, pastas e arquivos. Podemos tam-
várias operações. bém, alterar as propriedades da área de trabalho persona-
lizando sua configuração.
WordPad
Componentes da Área de Trabalho
O Wordpad é o editor de textos do Windows 2000, que pode Meu Computador - Acessado com um duplo clique em
ser usado para criar e modificar documentos. O WordPad seu ícone, permite que se navegue pelos itens associa-
possui uma barra de ferramentas para o acesso rápido a dos ao computador sendo utilizado. Por ele, uma pasta,
tarefas comuns e um conjunto completo de fontes. um drive, um programa ou arquivo (documento) podem
ser abertos, clicando-se duas vezes sobre eles ou seleci-
Paint onando-os por meio das opções Disco Flexível, Winches-
ter, CD, Painel de Controle ou Impressora e escolhendo a
Esta é a ferramenta de edição gráfica do Windows 2000,
opção Abrir no Menu Arquivo.
sendo possível criar, modificar ou visualizar imagens com
extrema facilidade. Este programa contém muitos recursos,
que incluem uma caixa de ferramentas, uma paleta de co-
res móveis e visualização de impressão...

2. INICIALIZAÇÃO E FINALIZAÇÃO DO WINDOWS 2000


O sistema operacional Windows 2000 é inicializado auto-
maticamente, logo após a ligação do computador através
da chave de força. Para que um determinado usuário possa
utilizá-lo, deve-se esperar que sejam executados os proce-
dimentos de acesso.
Após a utilização dos programas presentes no computador
é necessário executar o processo de finalização da máqui-
na antes de desligar o computador na energia. Para isso
existe uma opção presente no botão Iniciar presente na parte
inferior esquerda da tela, chamada Shut Down (Desligar).
Após o pressionamento desta opção, é exibida a caixa de
finalização do Windows 2000, selecione a opção Desligar.

• Desligar – esta opção finaliza todos os aplicativos abertos


e fecha o Windows 2000.

Obs.: As letras que representam as unida-


des podem ser alteradas, quando configu-
radas com outro padrão.
Obs.: A partir do windows 2000 é possível
configurar seu ambiente para o padrão WEB,
que permite abrir um atalho com apenas um
clique do mouse.

99
INFORMÁTICA Central de Concursos / Degrau Cultural
Outlook Expresss - Permite acesso ao Correio Eletrôni-
co ou gerencia entradas e envio de e-mail. Ajuda Este menu abre a ferramenta de aju-
da do Windows 2000. O acesso e
Internet Explorer - É um software que permite navegar funcionamento são bem simples e
(browser) nos sites da internet. facilita o auxílio às informações do
programa.
Meus Locais de Rede - Permite visualizar usuários de
uma rede e também configura ou personaliza o seu am- Executar Através desta opção abre-se uma
biente. caixa de diálogo onde se pode es-
pecificar qualquer comando válido
Lixeira - Armazena temporariamente arquivos excluídos do DOS ou até do próprio Windows.
do HD, desta forma podemos recuperar um arquivo que É a forma mais fácil de executar um
foi excluído. programa que não possui uma re-
Quando você exclui um arquivo, não significa que você presentação no menu ou atalho.
apagou definitivamente este arquivo do HD. O Windows
2000 o coloca em uma área de armazenamento, até que Desligar Esta opção permite desligar o
você mande limpar esta área (Limpar Lixeira). Portanto, Windows 2000 de várias manei-
quando se apaga um arquivo do HD não significa um ras diferentes.
aumento de espaço do disco rígido.
Obs.: Quando se apaga um arquivo de outro meio de
armazenamento, o mesmo não vai para lixeira, portando,
não poderá ser recuperado com o uso deste recurso.

Ícones de Atalho - São atalhos para abrir programas,


pastas e arquivos. Estes Itens são representados por
ícones (Figuras gráficas).

Barra de Tarefas - Localizada na parte inferior da Área de


Trabalho, contém o Botão Iniciar e os ícones dos aplicati-
vos abertos, que estão sendo executados, bem como o
relógio, com a hora do sistema.

Botão Iniciar - Localizado na Barra de Tarefas, abre o


menu iniciar. O Botão Iniciar é a porta de entrada para a
utilização dos programas e aplicativos no Windows 2000.

4. MENU INICIAR
É através do Menu Iniciar que abrimos os programas que
iremos trabalhar, bem como abrimos o Painel de controle, o
gerenciador de impressão e obtemos ajuda do Windows.

PRINCIPAIS ITENS DO MENU INICIAR

Programas Esta opção é utilizada para acessar


os programas instalados. Todo pro-
grama que for instalado a partir do
Windows 2000 será automaticamen-
te adicionado à lista de grupos de
programas.
Observe que algumas opções contêm setas, isso signi-
Documentos Este menu armazena o registro dos fica que esta opção abre outra lista de opções. As que
últimos quinze documentos abertos contêm (...) abrem uma caixa de diálogo.
pelo usuário. Desta forma é possível
editar um texto ou uma imagem sem Algumas opções do Item Ferramentas
ter que acionar o aplicativo primeiro e Seqüência: Iniciar, programas, Acessórios, Ferramen-
depois abrir o documento. tas de Sistema
Configurações Através deste menu pode-se aces- Limpeza de disco ajuda a liberar espaço na sua unida-
sar as principais ferramentas de con- de de disco rígido. A Limpeza de disco pesquisa a sua
figuração do Windows 2000. Permite unidade e mostra arquivos temporários, arquivos em
alterar configurações genéricas, adi- cache de Internet e arquivos de programa desnecessá-
cionar drivers de impressão, reconfi- rios que você pode excluir com segurança. É possível
gurar o Menu Iniciar, a Barra de Tare- fazer com que a Limpeza de disco exclua alguns ou to-
fas e o Painel de Controle. dos esses arquivos.
Backup: Realiza cópias de reserva (segurança) de to-
Pesquisar Esta opção tem como objetivo facili- dos os arquivos ou conforme opção desejada
tar a localização de um arquivo ou
pasta de trabalho em qualquer lugar Como utilizar:
dos discos disponíveis na máquina. 1º Opção: Iniciar, Programas, Acessórios, Ferramentas
A pesquisa pode ser realizada tanto de Sistema, Backup.
por nome, extensão, data de criação, 2º Opção: Meu computador ou Windows Explorer Botão
como características específicas. direito, Propriedade Ferramentas.

100
Central de Concursos / Degrau Cultural INFORMÁTICA
Tipos de Backup Mapa de Caracteres Especiais
O utilitário de backup fornece suporte a cinco métodos
para fazer backup de dados no computador ou na rede.

1) Backup de cópia
Um backup de cópia copia todos os arquivos seleciona-
dos, mas não marca cada arquivo como tendo sido colo-
cado em backup (em outras palavras, o atributo de arqui-
vo não é desmarcado). A cópia é útil, caso você deseje
efetuar backup de arquivos entre os backups normal e
incremental, pois ela não afeta essas outras operações
de backup.

2) Backup diário
Um backup diário copia todos os arquivos selecionados
que foram alterados no dia de execução do backup diário.
Os arquivos de backup não são marcados como tendo
sido colocados em backup (em outras palavras, o atribu-
to arquivo não é desmarcado).

3) Backup diferencial
Um backup diferencial copia arquivos criados ou altera-
dos, desde o último backup normal ou incremental. Não A finalidade do mapa de caracteres especiais é permitir a
marca os arquivos como arquivos com cópia de backup utilização de símbolos gráficos, muitos dos quais não
(em outras palavras, o atributo arquivo não é desmarca- disponíveis no teclado.
do). Se estiver executando uma combinação de backups Para usar um ou mais caracteres especiais, a seqüência
normal e diferencial, para restaurar arquivos e pastas você é selecionar o símbolo desejado com o botão selecionar
precisará do último backup normal e do último backup e depois copiar usando o botão copiar, que levará o ca-
diferencial. ractere para a Área de Transferência. Para colocar o ca-
ractere no arquivo desejado, devemos posicionar o cur-
4) Backup incremental sor no local onde queremos que ele seja inserido e, no
Um backup incremental copia somente os arquivos cria- Menu Editar, clicar em Colar.
dos ou alterados desde o último backup normal ou incre-
mental. Marca os arquivos como sido colocados em ba- Bloco de Notas - O Bloco de notas é um editor de texto
ckup (em outras palavras, o atributo arquivo não é des- básico que pode ser utilizado para documentos simples
marcado). Se você utilizar uma combinação de backups ou para criar páginas da Web. Para criar ou editar arqui-
normais ou incrementais, precisará ter o último conjunto vos que exijam formatação, utilize o WordPad.
de backup normal e todos os conjuntos de backup incre-
mentais para restaurar os dados. WordPad - O WordPad é um aplicativo de processamento
de textos utilizado para criar, manipular e imprimir docu-
5) Backup normal mentos de uso pessoal ou comercial, que já vem incluso
Um backup normal copia todos os arquivos seleciona- no pacote do Windows 2000. Com ele é possível fazer
dos e marca cada arquivo como tendo sido colocado em uma grande quantidade de cartas, memorandos e outros
backup (em outras palavras, o atributo arquivo é desmar- documentos.
cado). Com backups normais, você só precisa da cópia Como todo processador de textos, o WordPad permite
mais recente da fita ou arquivo de backup para restaurar que digitemos nosso texto, possibilitando a movimenta-
todos os arquivos. Em geral, você executa um backup ção rápida por todo o trabalho digitado, além de permitir
normal na primeira vez que cria um conjunto de backups. cópia e exclusão de partes desse texto.
Muitas das tarefas no WordPad são efetuadas a partir da
Fazer backup dos dados usando uma combinação de seleção de texto.
backups normal e incremental, exige a menor quantida- O WordPad também é compatível com o Microsoft Word,
de de espaço de armazenamento e é o método de ba- permitindo que arquivos criados em outros software se-
ckup mais rápido. Porém, recuperar arquivos pode ser jam lidos por ele de forma transparente.
difícil e levar muito tempo, pois o conjunto de backups
pode ser armazenado em vários discos ou fitas. Paint - Diferente do WordPad, o Paint é um software volta-
do para tratamento de imagens.
Obs.: Para utilizar os arquivos copiados pelo backup é Por meio do Paint podemos fazer desenhos de diversos
preciso restaurá-los. formatos, como elipses, retângulos e desenhos à mão
livre. Podemos recortá-los, redimensioná-los, mudar sua
5. ALGUMAS OPÇÕES DE ACESSÓRIOS DO WINDOWS rotação e juntá-los em um desenho maior.
Seqüência: Iniciar, Programas, Acessórios. O Paint é um aplicativo que usa amplamente os recursos
dos dois botões do mouse.
O Windows, além de executar as funções dos sistemas Você pode alterar a cor de fundo e a cor de primeiro plano,
operacionais, nos traz também uma série de acessórios através da paleta ou caixa de cores e, ainda, alterar a
muito úteis que, uma vez incorporado no nosso dia a dia, largura de linhas, largura do pincel por meio da caixa
acabam se tornando indispensáveis. Principais ferramentas.

101
INFORMÁTICA Central de Concursos / Degrau Cultural
6. WINDOWS EXPLORER Para identificarmos um arquivo precisamos informar
Seqüência: Iniciar, Programas, Acessórios, Windows Ex- unidade de disco, pasta e nome do arquivo.
plorer. Unidade de Disco (drive) - Unidade de armazenamento
(C:, A:, B:, D:... ).
O Windows Explorer é uma ferramenta para gerenciar e Pastas - São conhecidas no DOS como Diretórios. Exis-
organizar os recursos do seu equipamento. tem para organizar espaço em disco. São como compar-
Através do Explorer nós podemos navegar e acessar, as timentos que contém arquivos, documentos ou mesmo
unidades de disco, pastas e arquivos. outras pastas (Subpastas).
Copiar, colar, criar um atalho, mover, excluir, alterar propri- As regras dos arquivos, também se aplicam para as
edade, renomear e abrir pasta e arquivos, são tarefas pastas.
fáceis de serem executadas dentro do Windows Explorer. A organização das pastas se parece com uma árvore ge-
Para entender melhor o Windows Explorer, devemos en- nealógica, onde toda pasta possui em predecessora (Ex-
tender o conceito de arquivo, pasta, e unidade de disco. ceto a Área de Trabalho) e pode ter outras subpastas.
O gerenciamento do espaço em disco é feito através do
Arquivo aplicativo Windows Explorer, mais conhecido como Ex-
Todos os documentos gerados pelo usuário no Word, plorer.
Excel, Corel etc., bem como todos os programas grava- Seu ambiente de trabalho possui a Área de Trabalho.
dos são chamados de arquivos. Em fim, arquivo é toda e Nela estão Meu Computador e Lixeira.
qualquer informação armazenada em disco.
Todos os arquivos são identificados por nomes dados Em Meu Computador estão:
pelo usuário. Disco Flexível de 3 ½ (A:) - Unidade de disco flexível (A:).
No DOS os nomes dos arquivos são compostos de duas Acessa o drive A onde é inserido o disquete de 1,44 MB.
palavras separadas por um ponto (.). A primeira só pode (C:) - Acesso ao HD ou Disco Rígido e todos os progra-
conter até 8 caracteres (letras) e a segunda chamada de mas e documentos gravados em seu disco. É no Dir_Princ
extensão, contém até 3 caracteres (letras). (c:) que estão gravados todos os programas, inclusive o
No Windows 2000 os nomes dos arquivos (documen- Windows 2000.
tos) não tem essa limitação de tamanho, podem conter Painel de Controle
até 255 caracteres contínuos. Entretanto, algumas res- Impressoras.
trições continuam valendo, como não se pode compor Unidade de CD (D: ) – Acessa o drive CD ROM, onde é
um nome com uma vírgula no meio, por exemplo. A ex- colocado os CD’s para leitura.
tensão que dá uma pista sobre o conteúdo do documen-
to e o aplicativo ao qual pertence, em alguns arquivos Acessando o Windows Explorer
continuam valendo. 1º. Com um duplo clique em seu atalho na Área de Traba-
Por exemplo: Documentos do Word contêm a extensão .doc, lho (quando existir o atalho).
as pastas de trabalho do Excel contêm a extensão .xls, os 2º. Através do Menu Iniciar.
banco de dados do access - .mdb, documentos do Corel -
.cdr etc. Como toda janela do Windows, contém a Barra de Títulos
Embora, os formatos tenham mudado, os nomes dos - a Barra de Menus - Barra de Ferramentas - Botões de
arquivos antigos do DOS continuam sendo aceitos pelo Controle - Barra de Status - Barras de rolagem e Área de
Windows 2000. Trabalho.

IDENTIFICANDO A JANELA DO WINDOWS EXPLORER

102
Central de Concursos / Degrau Cultural INFORMÁTICA
Explorando Pastas e Documentos MENU EXIBIR
O processo de exploração das pastas e documentos se
dá através da Barra de Menus, da Barra de Ferramentas e Barra de Ferramentas -
do Menu de atalho, aberto com o botão direito do mouse Exibe ou não a Barra de
sobre a pasta ou item selecionado, que contém as ferra- Ferramentas, localizada
mentas necessárias para manipulação das pastas e abaixo da Barra de Menus.
documentos. Barra de Status - Exibe ou
não a Barra de Status.
BARRA DE MENUS Ícones Grandes - Aumen-
ta o tamanho dos ícones
Principais comandos na janela do Explorer.
Novo - Cria uma nova pas- Ícones Pequenos - Dimi-
ta ou atalho. nui o tamanho dos ícones
Criar Atalho - Cria atalho na janela do Explorer.
para itens selecionados. Lista - Mostra apenas os
Excluir - Exclui pastas, ar- ícones e o nome dos ar-
quivos ou atalhos selecio- quivos.
nados. Detalhes - Mostra os íco-
Renomear - Muda os no- nes, o nome e todos os de-
mes das pastas arquivos talhes dos documentos.
Organizar Ícones - Orga-
ou atalhos selecionados.
niza os ícones classifican-
Propriedades - Mostra as
do-os por nome, data ou
características dos arqui- tipo, dependendo da visu-
vos ou pastas (tamanho, alização escolhida.
data e hora da criação e
modificação, e última vez MENU FERRAMENTAS
que foi acessado). Permi-
te mudar os atributos dos Localizar... - Localiza arqui-
arquivos ou pastas (So- vos ou pastas em qualquer
mente leitura, arquivo, ocul- unidade de disco do com-
to e sistema). putador.
Fechar - Sai do Windows Ir Para... - Abre a pasta de-
Explorer. sejada.

MENU EDITAR

Desfazer - Desfaz a última BARRA DE FERRAMENTAS


ação realizada pelo usu- A janela do Explorer exibe uma Barra de Ferramentas com
ário. atalhos para determinadas opções dos Menus.
Recortar - Permite mo-
ver pastas, arquivos ou
atalhos de um local ou Mudar de unidade
de uma unidade de dis-
co para outra. Voltar
Copiar - Permite criar có- Avançar
pias de arquivos, pastas
ou atalhos. Um nível acima
Colar - Coloca os arqui- Pesquisar
vos, pastas recortados
ou copiados no novo lo- Pastas
cal. Histórico
Colar Atalho - Cola um
atalho de um item sele- Desfazer
cionado em novo local.
Excluir
Selecionar tudo - Sele-
ciona todos os documen-
Modo de Exibição
tos contidos em uma pas-
ta selecionada. Mover Para

Copiar Para

Podemos, também usar o mouse para acessar menus


referentes aos arquivos e pastas selecionadas. Para isso,

103
INFORMÁTICA Central de Concursos / Degrau Cultural
é só clicar com o botão direito do mouse sobre o arquivo atributo desejado.
ou pasta desejada, que abrirá uma lista de Atalho de Somente leitura - arquivo - oculto – sistema.
menus da Barra de Menus.
Criando Uma Nova Pasta Tipos de Atributos
Selecionar o local onde será criada a nova pasta. • Somente Leitura - Não permite alterar o arquivo. Este
No menu Arquivo escolher Novo – Pasta. fica disponível, somente para leitura e impressão.
Uma pasta nova será inserida no final da lista do segun- • Oculto - Torna o arquivo oculto, ou seja, não fica visível
do painel, onde você deverá digitar um nome para ela. no Explorer.
Com um clique no mouse você confirma o novo nome. A • Arquivo Morto - Especifica se este arquivo ou pasta
pasta está criada. deverá ser arquivado. Alguns programas utilizam esta op-
ção para controlar de quais arquivos e pastas foi efetua-
Renomear uma Pasta ou Documento do backup.
Selecionar a pasta ou documento a ser renomeado. • Se vários arquivos ou pastas estão selecionados, uma
No menu arquivo escolher Renomear. marca de seleção significa que todos eles possuem o
Digitar o novo nome da pasta ou documento. conjunto de atributos de arquivo. Uma caixa preenchida
significa que alguns arquivos ou pastas possuem o con-
Criando Atalho no Explorer junto de atributos de arquivo e outros não.
Selecione o arquivo que terá o atalho.
No Menu Arquivo escolha a opção Criar Atalho. VISUALIZANDO A UNIDADE A
Na árvore do computador um clique em Disco Flexível 3 ½
Copiar e Colar Documentos e Pastas (Através do menu) (A: ) acessa o conteúdo no Drive A, caso ele contenha um
Selecionar o documento ou pasta a ser copiado. disco flexível.
no menu Editar escolher copiar.
Selecionar o novo local onde será colada a cópia. Formatando Disco Flexível na Unidade A
No menu editar escolher colar. Insira o disco a ser formatado na unidade A.
Você pode copiar um documento ou pasta, simplesmen- Clique com o botão direito do mouse sobre “Disco flexível
te arrastando o item selecionado para o novo local, mas 3 ½ (A: ).
deverá manter a tecla Ctrl apertada durante o arrasto. Escolha formatar no menu que irá aparecer.
Siga as instruções da caixa de diálogo.
Copiar e Colar Documentos e Pastas (Através das Te-
clas de atalho) Verificando as Propriedades do Disco
Selecionar o documento ou pasta a ser copiado. No menu arquivo, escolha propriedades.
Teclar CTRL + C. Selecione a guia geral.
Selecionar o novo local onde será colada a cópia. Observe o espaço disponível, utilizado e total do disco.
Teclar CTRL + V.
Barra de tarefas/ Documentos → Lista os 15 últimos
Movendo Arquivos ou Pastas (Através dos menus) documentos acessados. Desta forma, podemos abrir um
Selecionar o documento ou pasta a ser movido. documento listado sem abrir o aplicativo que ele corres-
No menu editar escolher Mover. ponde.
Selecionar o novo local onde será colado.
No menu editar escolher Colar. Barra de tarefas/ Configurações → Altera as configura-
O mesmo processo pode ser feito simplesmente arras- ções dos recursos de hardware e software no Painel de
tando o documento selecionado para o novo local, quan- Controle, Impressoras e Barra de Tarefas.
do não for realizado em unidades diferentes, só que des-
ta vez sem pressionar a tecla Ctrl. Barra de tarefas/ painel de controle
Principais opções
Movendo Arquivos ou Pastas (Através das teclas de
atalho) Fontes - Permite a instalação e remoção de fontes (tipos
Selecionar o documento ou pasta a ser copiado. de letras). As fontes são instaladas na pasta fontes,
Teclar CTRL + X. subpasta da pasta Windows.
Selecionar o novo local onde será colada a cópia.
Teclar CT RL + V. Mouse - Define a forma de utilização do mouse, contendo
a seguintes opções de configuração:
Localizando Arquivos ou Pastas
Na Barra de Ferramentas clicar em . Opções da guia botões
Digitar o nome do arquivo ou pasta a ser localizado. Velocidade do clique duplo - determina a velocidade com
Clicar em pesquisar. que o mouse perceberá um duplo clique.
Canhoto/destro – Determina, se botão para pressiona-
Excluindo Pastas e Documentos mento será o esquerdo ou direito, que é indicado para
Selecionar a pasta ou documento a ser selecionado. pessoas não destras.
o menu arquivo escolher Excluir, ou selecionar e clicar na Opções da guia ponteiros
ferramenta Esquema de ponteiros permite definir a aparência dos
ponteiros do mouse para os diversos tipos de operação.
Alterar Atributos de um Arquivo ou Pasta Opções da guia movimento
Selecionar o arquivo ou pasta. Velocidade do ponteiro determina a velocidade do deslo-
No menu Arquivo selecionar Propriedades. camento do mouse pela tela.
Na janela Propriedades do Arquivo - Atributos, marcar o - Exibe uma lista de dispositivos, que inclui o nome do
fabricante e o tipo de dispositivo.

104
Central de Concursos / Degrau Cultural INFORMÁTICA
um item selecionado.
Teclado - Permite definir a velocidade de repetição do
F2 Renomear um item selecionado.
teclado e o período de espera antes da primeira repeti-
ção. A tecla será repetida da mesma forma em todos os CTRL+SETA À DIREITA Mover o ponto de inserção para o
início da próxima palavra.
programas que rodarem sob o Windows.
CTRL+SETA À ESQUERDA Mover o ponto de inserção para o
Data / Hora - Permite a alteração da data e da hora locais; início da palavra anterior.
na guia Fuso Horário permite posicionamento em um CTRL+SETA PARA BAIXO Mover o ponto de inserção para o
dos fusos horários do planeta (o fuso horário padrão para início do próximo parágrafo.
o Brasil é GMT-03:00 Brasília). Use a Tecla Tab para sele- CTRL+SETA PARA CIMA Mover o ponto de inserção para o
cionar os itens a serem alterados. início do parágrafo anterior.
CTRL+SHIFT com qual- Realçar um bloco de texto.
Opções Regionais - Permite definir padrões de funciona- quer uma das teclas de
mento internacionais para o Windows como definição de direção
separador de data e hora, separador de decimais e mi- SHIFT com qualquer uma Selecionar mais de um item em uma
lhares, símbolos monetários. Os itens definidos nas con- das teclas de direção janela ou na área de trabalho, ou
figurações regionais valem para todos aplicativos que selecionar texto dentro de um docu-
rodarem sob o Windows. mento.
CTRL+A Selecionar tudo.
Adicionar e Remover Programas – Adiciona ou Remove F3 Procurar por um arquivo ou pasta.
Aplicativos do Windows ou Aplicativos do Ambiente Win-
CTRL+O Abrir um item.
dows.
ALT+ENTER Exibir as propriedades do item se-
lecionado.
Adicionar Novo Hardware – adiciona programas para
novos componentes do computador. ALT+F4 Fechar o item ativo ou sair do pro-
grama ativo.
Sistema – Mostra o perfil do micro, conflitos e versão do CTRL+F4 Fechar o documento ativo em pro-
sistema em uso. gramas que permitem vários docu-
mentos abertos simultaneamente.
Barra de tarefas / Conexões Dial Up: Exibe as conexões ALT+TAB Alternar entre itens abertos.
dial-up do computador e ajuda configurar uma nova uma ALT+ESC Alternar entre os itens na ordem
conexão. em que foram abertos.
Barra de tarefas / Impressoras: Adiciona e gerencia os F6 Alternar entre elementos de tela em
recursos de impressão uma janela ou na área de trabalho.
Barra de tarefas / menu iniciar: Altera o padrão do menu F4 Exibir a lista da barra de endereços
iniciar e da barra de tarefa em Meu computador ou no Windo-
Barra de tarefas / Pesquisar → Localiza pastas, arqui- ws Explorer.
vos, computadores em uma rede, endereços, em qual- SHIFT+F10 Exibir o menu de atalho para o
quer uma das unidades de discos disponíveis na máqui- item selecionado.
na, conforme opção escolhida dando um critério de pes- ALT+BARRA DE ESPAÇOS Exibir o menu Sistema para a ja-
quisa. nela ativa.
Barra de tarefas/ Ajuda → Acessa ajuda do Windows 2000 CTRL+ESC Exibir o menu Iniciar.
Barra de tarefas/ Executar → Inicia a execução de um ALT+Letra sublinhada em Exibir o menu correspondente.
programa através de comandos. um nome de menu
Barra de tarefas/ Desligar → Permite desligar o compu- Letra sublinhada em um Executar o comando corres-
tador com segurança a partir de uma caixa de diálogo.
nome de comando de um pondente.
Também podemos sair do Windows através do teclado,
menu aberto
usando a combinação das teclas ALT+F4 (Fecha aplicati-
vo ou janela, quando fechar todas janela a ultima será a F10 Ativar a barra de menu no progra-
ma ativo.
área de trabalho).
SETA À DIREITA Abrir o próximo menu à direita ou
OUTRAS INFORMAÇÕES: abrir um submenu.
Seqüência de teclas Finalidade SETA À ESQUERDA Abrir o próximo menu à esquerda ou
CTRL+C Copiar. fechar um submenu.
CTRL+X Recortar. F5 Atualizar a janela ativa.
CTRL+V Colar. BACKSPACE Exibir a pasta um nível acima em
CTRL+Z Desfazer. Meu computador ou no Windows
DELETE Excluir. Explorer.
SHIFT+DELETE Excluir um item selecionado permanen- ESC Cancelar a tarefa atual.
temente sem colocá-lo na Lixeira. SHIFT ao inserir um CD Evitar que o CD seja repro-
CTRL ao arrastar um item Copiar um item selecionado. na unidade de CD-ROM duzido automaticamente.
CTRL+SHIFT ao arrastar Criar um atalho para um item

105
INFORMÁTICA Central de Concursos / Degrau Cultural

WORD 97/2000
1. INTRODUÇÃO mos preparar textos e usá-los no PowerPoint, também
O Microsoft Word 97 e 2000 para Windows 98/NT é um integrante da família Office.
poderoso processador de texto integrante do pacote de
aplicativos para escritório Microsoft Office, que permite a A TELA DO WORD
criação, edição e manipulação de diversos tipos de tex-
tos. Os recursos gráficos permitem o uso de figuras (Cli- Quando iniciamos o Word, é apresentada a janela abaixo
contendo um novo documento em branco, e os elemen-
part), planilhas e gráficos do Excel. Com o Word pode-
tos a seguir:

2. MENUS DE COMANDO
documento pela primeira vez, ou um documento já existente
• Menu Arquivo - Este em outro local com outro nome;
menu oferece recursos Salvar Como Página da Web - Salva o documento conver-
que dizem respeito ao tendo as formatações para HTML;
documento de um modo Versões – Permite salvar versões diferentes do documento;
geral. Visualização de Página da Web – exibe o documento como
Comandos do Menu Ar- se fosse uma página da Web;
quivo Configurar Página - Altera as margens, a origem e o tama-
Novo - Cria um novo do- nho do papel, além da orientação da página para o docu-
cumento ou um novo mo- mento inteiro ou para as seções selecionadas;
delo; Visualizar Impressão - Mostra como o documento será
Abrir - Abre um docu- impresso;
mento já existente; Imprimir - Imprime o documento;
Fechar - Fecha um do- Enviar Para – Permite enviar o documento diretamente para
cumento ativo; destinatário da mensagem, do fax, participante da reunião
Salvar - Salva as altera- ou ainda Power Point;
ções em um documento Propriedades - Exibe informações sobre o documento ativo
já existente. Este coman- para que você possa rever ou editar as informações;
do, quando executado Lista dos Últimos Arquivos Utilizados - Permite abrir um
em um novo documento, documento existente na lista, através de um único clique do
abre “Salvar Como”; mouse.
Salvar Como - Salva um Sair - Fecha o Word;

106
Central de Concursos / Degrau Cultural INFORMÁTICA
• Menu Editar - Neste menu encontramos recursos para a lhos com colunas, desenhos, objetos e molduras;
edição do documento. Estrutura de Tópicos - Cria ou modifica uma estrutura para
Comandos do Menu Editar que seja possível examinar e trabalhar com a estrutura do
Desfazer - desfaz uma ação documento. Observe a barra de ferramentas, com os íco-
efetuada; nes para tratamento deste tipo de visualização. Você pode
Repetir - refaz uma opera- exibir somente os títulos temporariamente, ocultando o tex-
ção desfeita; to abaixo dos mesmos elevando e rebaixando a importân-
cia de um título e seu texto correspondente;
Recortar - Remove uma pa-
Barra de Ferramentas - Visualiza, oculta, personaliza ou
lavra ou um texto seleciona- cria barras de ferramentas;
do, colocando-o na área de Régua - Exibe ou oculta as réguas horizontal e vertical;
transferência, para ser co- Estrutura do Documento – Divide a tela em dois painéis,
lado em outro local; exibindo o documento no painel direito e sua estrutura no
Copiar - Copia uma palavra painel esquerdo;
ou um texto selecionado Cabeçalho e Rodapé - Insere ou altera texto de cabeçalho e
para a área de transferência rodapé de uma seção ou página;
para ser colado em outro lo- Notas - Exibe e permite alterar notas de rodapé;
cal; Comentários - Exibe no painel de comentários, os comen-
Colar - Cola o conteúdo da tários inseridos no documento;
área de transferência na po- Tela Inteira – Exibe o Word em tela inteira, ocultando a barra
sição onde se encontra o de menus, de ferramentas, réguas, barra de rolagem e de
cursor; status;
Colar Especial - Cola ou in- Zoom - Controla as dimensões do documento na tela.
corpora o conteúdo da área
de transferência em um do- • Menu Inserir - Permite inserções.
cumento do Word com um formato específico, ou cria um Comandos do Menu Inserir
vínculo às informações que podem ser atualizadas em ou- Quebra - Insere quebra de pági-
tro aplicativo; na, seção ou coluna no documen-
Colar como Hyperlink – Cola o conteúdo da área de transfe- to;
rência como hyperlink para a área copiada; Número de Páginas - Insere, for-
Limpar - Apaga o texto selecionado; mata e posiciona números de
Selecionar Tudo - Seleciona o documento inteiro; páginas dentro de um cabeçalho
Localizar - Procura por texto, formatação, notas de rodapé, ou rodapé.
notas de fim ou marcas de anotações especificadas no Data e Hora - Insere data e hora
documento ativo; do sistema na posição do cur-
Substituir - Localiza e substitui texto, formatação, notas de sor;
rodapé, notas de fim ou marcas de anotações especifica- AutoTexto - Cria uma variável de
das no documento ativo; Auto Texto a partir de texto ou ele-
Ir Para - Move o ponto de inserção para o local especificado mentos gráficos selecionados que
no documento ativo; são utilizados freqüentemente ou
Vínculos - Exibe e modifica os vínculos em um documento insere uma variável de Auto Texto
do Word; em um documento;
Objeto - Abre o aplicativo no qual o objeto incorporado ou Campo - Insere um campo no tex-
vinculado selecionado foi criado e exibe o objeto para que to. Campo é um conjunto de códi-
seja possível editá-lo em um documento do Word. gos que instruem o Word a inserir
um texto, elementos gráficos, nú-
• Menu Exibir - Além de habilitar ou desabilitar a exibição mero da página e outros itens no
das barras de ferramentas, este menu oferece os seguin- documento automaticamente;
tes recursos:
Símbolo - Insere símbolos que
Comandos do Menu Exibir
podem ser impressos, mesmo
Visualização Normal - Mos-
que não se encontrem no teclado.
tra a formatação do texto,
Comentário - Insere as marcas de um comentário (que con-
mas simplifica o Layout da
tém as iniciais do revisor e o número de referência) no docu-
página, permitindo digitar e
mento e abre o painel de comentários, no qual se pode
editar com maior rapidez.
digitar a anotação. A marca de anotação é exibida no docu-
Neste tipo de visualização
não são exibidos cabeça- mento em formato de texto oculto;
lho, rodapé, nem as várias Notas - Insere notas de rodapé;
colunas. A quebra de pági- Legenda - Insere legendas para tabelas, ilustrações, equa-
na aparecerá como uma li- ções e outros itens;
nha; Referência Cruzada - Insere uma referência cruzada a um
Layout da Web – Exibe o item em um documento;
conteúdo do documento Índices - Insere índice (sumário) para o documento;
como se estivesse sendo Figura - Insere desenhos (Clip-art) já prontos que acompa-
exibido num site da web nham o Word, como também, os desenhos de um arquivo
através de um navegador, externo, do scanner ou câmera, WordArt, gráficos e AutoFor-
como o Internet Explorer; mas;
Layout de Impressão - Visu- Caixa de Texto – Insere uma caixa de texto, geralmente para
aliza como os objetos serão indicar regiões em uma figura;
posicionados na página impressa. Esta visualização é útil Arquivo - Insere um arquivo inteiro onde se encontra o cur-
para editar cabeçalhos e rodapés, ajustar margens, traba- sor;

107
INFORMÁTICA Central de Concursos / Degrau Cultural
Objeto – Insere um objeto (arquivo, alheio ao documento, Auto Formatação - Efetua automaticamente uma pesquisa
em qualquer formato) no documento como: Apresenta- num documento do Word para identificar elementos espe-
ção do PowerPoint, clipe de mídia, imagens, planilhas do cíficos e, em seguida, formata o texto aplicando o estilo do
Excel etc; modelo anexado;
Indicador – Cria indicadores que são utilizados para marcar Estilo - Revisa, edita, cria ou aplica estilos aos parágrafos
texto, elementos gráficos, tabelas ou outros itens selecio- selecionados;
nados; Objeto – Abre a caixa de diálogo de formatação de objetos
Hyperlink - Como num documento HTML na web, um hyper- (Cores e Linhas, Tamanho, Layout, Figura etc.).
link no Word localiza e transporta a tela para um indicador
no próprio documento, para outro documento do Word, do • Menu Ferramentas - apresenta as seguintes ferramen-
Excel ou até para uma página de Web na Internet, desde tas:
que haja uma conexão à Internet disponível. Comandos do Menu Ferra-
mentas
• Menu Formatar - Este recurso define o formato do docu- Ortografia e Gramática - verifi-
mento. ca a ortografia e gramática do
Comandos do Menu For- documento ativo, inclusive o tex-
matar to do cabeçalho, rodapé, notas
Fonte - Altera o tipo de fonte de rodapé, notas de fim e anota-
(letra), estilo (negrito e itáli- ções;
co), tamanho da letra, cor, Idioma - Determina o idioma
efeitos de fonte (tachado, do texto selecionado em um
tachado duplo, sobrescrito, documento que contém mais
subscrito, sombra, contor- do que um idioma. Ao verificar
no, relevo, baixo relevo, cai- o documento, o Word automa-
xa alta, todas em maiúscu- ticamente alterna para o dici-
las, texto oculto, etc.), espa- onário do idioma indicado
çamento entre caracteres e para cada palavra;
animação (que é um novo Contar Palavras - Conta o nú-
recurso do Word 2000); mero de páginas, palavras, ca-
Parágrafo - Alinha e recua racteres, parágrafos e linhas do
os parágrafos, controla o documento;
espaçamento entre linhas Auto Resumo – Cria um resu-
e parágrafos, evita quebra mo automático do documento
de página dentro e entre os para outros usuários lerem. In-
parágrafos, impede que sere sinopse ou síntese na par-
uma linha de texto seja exi- te superior do documento ou cria
bida isoladamente na par- um novo documento e armaze-
te superior ou inferior da na o resumo nele;
página; Auto Correção - Corrige erros comuns de digitação, como,
Marcadores e Numeração - Cria uma lista com marcado- por exemplo, digitar “qualquer” no lugar de “quaisquer”;
res ou numeração a partir de uma seqüência de itens no Controlar Alterações - Permite o controle de alterações no
texto ou de uma seqüência de células em uma tabela; documento, podendo o usuário realçá-las, aceitá-las, rejei-
Bordas e Sombreamento - Adiciona bordas e sombrea- tá-las ou comparar documentos. Bastante útil, quando há
mento a parágrafos, células de tabelas e molduras selecio- vários colaboradores para um mesmo documento;
nadas. Você pode também adicionar bordas a elementos Mesclar Documentos - Mescla um documento ou subdo-
gráficos; cumentos no documento atual;
Colunas - Permite definir a quantidade de colunas do texto e Proteger Documento - Protege o documento permitindo al-
o tamanho de cada coluna; terações controladas, comentários e mudanças em formu-
Tabulação - Controla a posição e alinhamento das tabula- lários, conforme a opção do usuário;
ções e determina os tipos de caracteres de preenchimento; Colaboração on-line - Permite reuniões on-line através do
Capitular - Formata uma letra, palavra ou texto selecionado NetMeeting (opção Reunir Agora), agendar uma discussão
como uma letra capitulada. Uma letra capitulada, tradicio- ou acessar um grupo de discussões;
nalmente a primeira letra de um parágrafo, pode ser exibida Mala Direta - Produz cartas modelos, etiquetas de endere-
na margem esquerda ou deslocada da base da primeira çamento, envelopes, catálogos e outros tipos de documen-
linha do parágrafo; tos mesclados;
Direção do Texto – Define a direção do texto da célula de Envelopes e Etiquetas - Cria um envelope, uma única eti-
uma tabela; queta de endereçamento ou o mesmo nome e endereço
Maiúsculas e Minúsculas - Altera os caracteres seleciona- em toda a folha de etiquetas de endereçamento;
dos para a combinação de letras maiúsculas/minúsculas; Assistente de Carta - Abre o Assistente de Carta que, atra-
Plano de Fundo – Define a cor de preenchimento do fundo do vés de opções, auxilia na composição de uma carta;
documento. Os planos de fundo são usados no modo de Macro - Grava ou cria uma macro, executa qualquer macro
exibição de layout da Web ou em um navegador da Web; ou comando padrão do Word ou abre uma macro para edi-
Tema - Conjunto de elementos de design usados como ima- ção. Macro é uma seqüência de ações nomeadas e arma-
gens de plano de fundo, marcadores, fontes, linhas horizon- zenadas. Quando você executa uma macro, o Word executa
tais e outros elementos do documento. Ajuda a criar facilmen- todas as ações atribuídas em seqüência;
te documentos profissionais e bem estruturados para exibi- Modelos e Suplementos - Permite criar, editar e administrar
ção no Word, no correio eletrônico ou na Web; itens e componentes de modelos;
Molduras - Controla o tamanho e a posição horizontal e Personalizar - Personaliza o botão da Barra de Ferramentas,
vertical de uma moldura selecionada e controla como o tex- Comando de menu e as atribuições de teclas de atalho;
to é ajustado ao redor da mesma;

108
Central de Concursos / Degrau Cultural INFORMÁTICA
Opções - Modifica as configurações do Word que controlam • Menu Ajuda - Este menu exibe itens de ajuda do Microsoft
a aparência da tela, impressão, edição, ortografia e outras Word.
opções. Ajuda do Microsoft Word -
Abre a Ajuda do MS Word, exi-
• Menu Tabela - Oferece recursos para operações com ta- bindo Conteúdo e Índice;
belas: Mostrar Assistente do
Comandos do Menu Tabela Word/Office - Abre o Assis-
Desenhar Tabela – Abre a
tente de Ajuda, que auxilia o
Barra de Ferramentas Tabe-
las e Bordas permitindo a usuário a encontrar o item
criação e configuração de desejado, através de pergun-
tabelas; tas completas;
Inserir – Permite inserir uma O que é Isto? - Ajuda de con-
tabela com quantidade de co- texto, exibe informações es-
lunas e linhas definidas no pecíficas sobre o
documento e, na tabela, per- item selecionado;
mite inserir colunas, linhas Microsoft na Web – Conecta-se à página do Word no site da
ou células; Microsoft permitindo ao usuário atualização do programa, tam-
Excluir – Permite excluir célu- bém permitirá baixar modelos e recursos adicionais;
las, linhas ou colunas seleci- Detectar e Corrigir – Detecta e corrige erros na instalação
onadas ou a própria tabela; do Word;
Selecionar – Permite seleci- Sobre o Microsoft Word – Exibe informações legais e iden-
onar tabela, coluna, linha ou tifica o programa.
célula;
Mesclar Células - Combina 3. TECLAS DE ATALHO E TECLAS ACELERADORAS
o conteúdo das células ad-
Verifique que ao lado de alguns comandos apresentados
jacentes em uma única cé-
lula; nos menus descritos acima, existe uma indicação. Por exem-
Dividir Células - Divide a cé- plo, ao lado do comando abrir do menu arquivo encontra-
lula horizontalmente ou verticalmente em múltiplas células; mos uma combinação do teclado Ctrl + A; isto significa que
Dividir Tabela – Divide a tabela horizontalmente no ponto de podemos executar o comando Abrir utilizando o teclado, atra-
inserção; vés da combinação das teclas Ctrl + A. Este recurso é cha-
Auto Formatação da Tabela – Permite formatar a tabela, mado de Teclas de Atalho.
através de uma caixa de diálogo com formatos pré-defini- Podemos utilizar também, a combinação das teclas Alt + a
dos; letra sublinhada dos nomes dos menus de comando para
Auto Ajuste – Permite ajustar a tabela conforme o conteúdo, abri-los. Por exemplo, o menu arquivo apresenta a letra A
a largura da janela, determina uma largura fixa da coluna e sublinhada; isto significa que podemos abrir o menu arqui-
distribui linhas e colunas uniformemente; vo usando a combinação das teclas Alt + A. Este recurso é
Repetir Linhas de Títulos - Repete automaticamente o título chamado de Teclas Aceleradoras.
de uma tabela que se estender por mais de uma página; Para salvar um documento através do teclado, por exemplo,
Converter - Transforma um texto em uma tabela ou uma podemos usar a combinação Alt + A e depois apertar a tecla
tabela em texto; S ou, alternativamente, Ctrl + B.
Classificar - Organiza as informações nas linhas, listas ou
seqüências de parágrafos selecionados em ordem alfabé-
tica, numérica ou pela data; 4. BARRA DE FERRAMENTAS
Fórmula - permite a realização de alguns cálculos com os Barra de Ferramentas Padrão - É composta de botões com
dados da tabela; pequenos ícones que, quando clicados, executam os co-
Linhas de Grade - Visualiza ou oculta as linhas de grade; mandos correspondentes à edição do documento, como
Propriedades da Tabela – Permite configurar a posição da copiar, colar ou recortar palavras, frases, parágrafos etc. Traz
tabela, bordas, larguras de colunas etc. também, atalhos para comandos de manipulação do docu-
mento, como imprimir, visualizar impressão, criar novo do-
• Menu Janela - permite controlar a exibição de documentos cumento, abrir um documento e salvar um documento. Per-
no monitor: mite ainda, inserir tabelas, planilhas do Excel, dividir o texto
Comandos do Menu Janela em colunas, obter informações sobre determinado trecho
Nova Janela - Abre uma nova do documento e exibir o assistente de dicas.
janela com o mesmo conteú-
do da janela ativa; Botões da Barra de Ferramentas Padrão
Organizar Tudo - Exibe todos
os documentos abertos de Novo
modo que as janelas não se
sobreponham; Abrir
Dividir - Divide a janela ativa
em painéis ou remove a divi- Salvar
são; Correio Eletrônico
Lista dos Documentos Abertos - Exibe uma lista de todos
os documentos que estão abertos; Imprimir
Visualizar Impressão

Verificar Ortografia

109
INFORMÁTICA Central de Concursos / Degrau Cultural
DIGITANDO UM TEXTO
Recortar
Copiar Quando o Word é carregado, um documento em branco
contendo uma página é colocado na tela para que possa-
Colar mos começar a digitar um texto.
O traço preto vertical que pisca no início da página cha-
Pincel ma-se cursor (ponto de inserção). Quando digitamos uma
letra, esta é inserida na página onde o cursor está posici-
Desfazer onado. Conforme digitamos, o cursor se desloca para
Refazer frente formando o texto.
Para permitir futuras formatações no documento, deve-
Inserir Hiperlink se digitar continuamente sem se preocupar com mudan-
ças de linhas ou quebra de palavras, o Word faz isto auto-
Barra de Ferramentas da Web maticamente.
Tabelas e Bordas
Deve-se observar apenas o seguinte:
Inserir Tabela • Para mudar de parágrafo, pressione a tecla Enter no
teclado.
Inserir Tabela do Excel • Para interromper a digitação do texto em uma pági-
na e continuar em outra página pressione as teclas
Colunas Ctrl + Enter. Uma quebra de página será exibida na
página atual e outra página será inserida, logo após
Desenho esta.
Estrutura do documento • Se for posicionado o cursor em qualquer lugar dentro do
texto digitado, e se inserir uma quebra de página, o peda-
Mostrar / Ocultar ço do texto que estiver logo após o cursor será deslocado
para a nova página inserida.
Zoom
Assistente do Word Salvando um Documento
Há também várias opções para salvar um documento no
Barra de Ferramentas Formatação - Nesta barra encon- Word.
tramos atalhos para formatar o documento como escolher 1ª. Através do Comando Salvar no Menu Arquivo.
tipo e tamanho de fonte (letra), colocar negrito, itálico, e 2ª. Clicando no Botão Salvar na Barra de Ferramentas
sublinhado, realçar determinado trecho (como uma cane- Padrão.
ta marca texto), alinhar texto à direita, à esquerda, centrali- 3ª. Usando a combinação das teclas Ctrl + B.
zar e justificar, definir recuos para parágrafos, inserir bor- 4ª. Usando a combinação das teclas Alt + A S.
das, marcadores e numeradores. Quando se grava um documento pela primeira vez, o Word
pede que se atribua um nome ao arquivo e que indique o
Botões da Barra Formatação local onde será gravado. Caso não seja especificado o
Estilo local, o Word coloca esse documento na pasta Meus
Tipo de Fonte Documentos.
Tamanho da fonte A Caixa de Diálogo Salvar Como será aberta para que
seja possível dar um nome ao documento e indicar onde
Negrito será gravado.

Itálico Fechando um Documento


Nós fechamos um documento usando as seguintes
Sublinhado opções:
1ª. Através do comando Fechar no Menu Arquivo.
Alinhar à esquerda 2ª. Através do comando Fechar da Caixa de Controle da
janela do documento.
Centralizar
3ª. Através de um clique no botão Fechar da janela do
Alinhar à direita documento.
4ª. Através da combinação das teclas Ctrl + F4 no te-
Justificar clado.
Todas essas opções fecham o documento sem sair do
Numeradores aplicativo.
Marcadores Se o Word receber ordens para fechar o documento sem
que ele tenha sido salvo, será exibida uma das caixas de
Diminuir Recuo diálogo para confirmação.
Aumentar Recuo Criando um Novo Documento.
Como nós já vimos, quando abrimos o Word um docu-
Borda Externa mento em branco é colocado na tela. Mas, nós podemos
obter vários documentos em branco estando ou não com
Realce outros documentos abertos.
Cor de Fonte
Há três maneiras de se abrir um novo documento:
Preenchimento 1ª. Através do comando Novo no Menu Arquivo.

110
Central de Concursos / Degrau Cultural INFORMÁTICA
2ª. Através de um clique no botão Novo da Barra de Ferra- 1ª. Através do Comando Abrir no Menu Arquivo.
mentas Padrão. 2ª. Clicando no botão Abrir da Barra de Ferramentas
3ª. Através da combinação das teclas Ctrl + O. padrão.
3ª. Usando a combinação das teclas Alt + A A.
Abrindo um Documento Gravado 4ª. Usando a combinação das teclas Ctrl + A.
Existem várias opções para se abrir um documento
gravado. Estas opções abrem a caixa de diálogo Abrir.

A seleção através do teclado é feita com a combinação de


EDITANDO UM TEXTO teclas Shift, Ctrl, End, Home e as teclas de direção ÍÎÏÐ.
Para desfazer uma seleção é só apertar qualquer uma
O Word permite a manipulação de trechos distintos do das teclas de direção, ou clicar com o mouse em qual-
texto, como parágrafos, palavras, frases, linhas e até le- quer área do texto.
tras, como também a sua correção caso ocorram erros
de digitação. Para todas essas alterações é amplamente Recortando o Trecho Selecionado.
utilizado um recurso chamado Seleção. A seleção con- Quando recortamos a seleção, esta é movida para a área
siste em marcarmos a palavra, parágrafo, trecho, linha de transferência para posteriormente ser colada em seu
ou letra que iremos alterar. Essa seleção pode ser feita novo local. Para mover palavras, frases, linhas e parágra-
com o uso do teclado ou do mouse. fos, é necessário, antes de tudo, selecionar o que será
movido. Através do comando Recortar no Menu Editar ou
Selecionando o Texto botão Recortar da Barra de Ferramentas Padrão, nós re-
Selecionando com o mouse: cortamos o selecionado para ser colado em outro lugar.
Para colar o que foi recortado devemos, antes de tudo,
Para Selecionar: Aponte para: posicionar o cursor onde queremos colar. Através do co-
mando Colar no Menu Editar ou do botão Colar da Barra de
Um trecho qualquer Início do trecho e arraste o mouse Ferramentas Padrão, nós colamos o que foi recortado.
para o final do trecho com o botão Podemos recortar e colar usando o teclado:
esquerdo pressionado.
A combinação das teclas Ctrl + X recorta o selecionado.
Uma palavra A palavra e clique duas vezes o bo- A combinação das teclas Ctrl + V cola o que foi recortado.
tão esquerdo do mouse.
Uma sentença A sentença mantendo pressionada a Copiando um trecho selecionado do texto. - Quando co-
tecla Ctrl e clique o botão esquerdo do piamos o que está selecionado, este não sai do local
mouse. onde está. O Word faz uma cópia na área de transferên-
cia para ser colocada em outro local por nós determina-
Uma linha A área de seleção ao lado esquerdo do. O processo para copiar e colar é o mesmo para recor-
da linha (a seta do mouse aponta
tar. Devemos selecionar primeiro o que será copiado. Atra-
para direita) e clique duas vezes o
botão esquerdo. vés do comando Copiar no Menu Editar ou do botão Copi-
ar na Barra de Ferramentas Padrão é feita uma cópia do
O documento todo A área de seleção mantendo a tecla selecionado. Através do comando Colar no Menu Editar
Ctrl pressionada e clique o botão do ou do Botão Colar na Barra de Ferramentas Padrão, a
mouse. Alternativamente, dê três cli- cópia é colada onde o cursor estiver posicionado.
ques na área de seleção.

111
INFORMÁTICA Central de Concursos / Degrau Cultural
Podemos copiar e colar usando o teclado:
• A combinação das teclas Ctrl + C copia o selecionado.
• A combinação das teclas Ctrl + V cola o copiado.

Excluindo o trecho selecionado do texto.


Podemos excluir ou deletar trechos selecionados atra-
vés do comando limpar no Menu Editar ou apertando a
tecla Del ou Delete no teclado. Quando usamos a tecla
Del ou Delete sem selecionar um trecho, o que estiver à
frente do cursor será excluído, caractere por caractere (le-
tra por letra).
Quando usamos a tecla BackSpace no teclado, sem se-
lecionar um trecho, o que estiver antes do cursor será
excluído caractere por caractere.

Substituindo texto ao digitar.


Para substituir uma palavra ou trecho de texto por outro
que será digitado em seu lugar, selecione o trecho a ser
substituído e a seguir digite o novo texto.

Visualizando um Documento.
Microsoft Word possui várias formas de visualização de
seus documentos. A princípio, seus textos são mostra-
dos na visualização Normal. As formas Layout da Web,
Layout de Impressão, Estrutura de Tópicos, estão descri-
tas no Menu Exibir.

Inserindo Data e Hora.


Quando inserimos data e hora em um documento, utiliza-
mos a data e hora do sistema.
Isto significa que todas as vezes que esse documento for
aberto, a hora e data serão atualizadas pelo sistema.
Inserimos data e hora, através do Comando Data e Hora,
no menu Inserir.

Salvando um Documento com Outro Nome. 2ª. Guia Controle de Linha de Página - esta guia nos per-
Muitas vezes nós, para ganharmos tempo, utilizamos um mite manter o fluxo do texto pelas páginas do documento.
documento já gravado, aproveitando seu conteúdo para Podemos também utilizar a régua horizontal para recuar
editar outro. Para salvar as alterações feitas sem alterar o os parágrafos.
documento original, usamos o comando Salvar Como;
este comando grava as alterações feitas no documento
original, criando outro documento com outro nome.

Formatação.
O Word permite alterar a aparência ou dar destaques às
letras e palavras quando julgarmos necessário. Este pro-
cesso chama-se formatação. Alem da formatação de le-
tras, nós podemos formatar os parágrafos do texto, colo-
car bordas ao redor de trechos do documento, de todo o
texto e da página.

Formatando Parágrafos
Podemos formatar um parágrafo usando o Menu Forma-
tar; Parágrafo, a Barra de Ferramentas Formatação e a
régua horizontal. O menu Formatar Parágrafo abre a Cai-
xa de Diálogo Parágrafo. Esta caixa contém duas guias:
Marcadores e Numeradores.
1ª Guia Recuos e Espaçamentos que nos permite, ali- Para inserir Marcadores e Numeradores devemos seguir
nhar um parágrafo, recuar, espaçar um parágrafo de ou- estes passos:
tro, abrir espaços entre linhas. Selecionar a lista ou parágrafo.
Clicar no botão Numeração ou no botão Marcadores, na
Barra de Ferramentas Formatação.
Se você quiser usar um Marcador personalizado, deve
Abrir o Menu Formatar - Marcadores e Numeradores.
Abrirá a caixa de Diálogo Marcadores e Numeradores com
3 guias:

112
Central de Concursos / Degrau Cultural INFORMÁTICA
• A Guia Marcadores Através do botão Marcador você pode escolher outro tipo
Apresenta alguns marcadores; de marcador de outra fonte.
• A Guia Numerada Você pode também escolher a cor, estilo e tamanho do
Apresenta alguns tipos de Numeração; marcador, através do botão Fonte.
• A Guia Vários Níveis
Apresenta alguns tipos de Numeração de vários níveis. Formatando Palavras e Letras.
Para Selecionar o tipo desejado, clique na caixa corres- Formatamos letras, palavras ou todo o texto, através do
pondente e clique no Botão Ok. Menu Formatar Fonte ou através da Barra de Ferramen-
Através do botão Personalizar, você pode formatar um tipo tas Formatação. Primeiro passo é selecionar a letra ou
de marcador. palavras que iremos formatar. Quando clicamos no Menu
Formatar Fonte, abre a Caixa de Diálogo Fonte:

Bordas e Sombreamento 3ª - Guia Sombreamento


Podemos atribuir bordas e molduras em texto, em uma Permite colocar cor de fundo na borda.
página ou em um parágrafo.
Quando atribuímos Bordas a um Título, devemos, antes, Inserindo Figura no Documento
selecioná-lo. Como o Word é um processador de texto com recursos grá-
Quando clicamos no Menu Formatar - Bordas e Sombre- ficos, podemos inserir figuras nos nossos documentos. Uti-
amento, abre a Caixa de Diálogo. Esta caixa apresenta lizamos o Menu Inserir e a opção Figura. Normalmente, o
três guias: Word utiliza uma galeria de figuras Clip-Arts, porém pode-
mos utilizar figuras bmp, imagens no formato jpg, pcx, cdr, etc.
1ª - Guia Borda
Permite escolher o tipo de borda, tipo, cor e espessura Formatando Figura
da linha. Geralmente a figura é inserida na pagina empurrando o
Escolha em 1º lugar, a cor, depois a largura e o estilo de texto para outra página se o cursor estiver posicionado
linha, o tipo de moldura que será aplicado em torno do texto. acima do texto no momento da inserção. Nós podemos
Se você preferir traços acima, ou abaixo, ou à direita, ou à redimensionar o tamanho da figura clicando sobre as al-
esquerda do texto, indique, clicando com o mouse sobre ças de canto com a figura selecionada e arrastando na
os respectivos botões na caixa de visualização. diagonal para dentro. O fato de usarmos as alças de canto
do selecionado se dá porque dessa forma nós diminuí-
2ª - Guia Borda da Página mos o tamanho da figura mantendo suas proporções. O
Permite inserir uma borda em volta da página. Nessa que não ocorre quando diminuímos o tamanho da figura
guia nós podemos escolher um tipo de borda artística, pelas alças laterais horizontais que esticam o desenho
pré-definida. alterando a sua proporção.

113
INFORMÁTICA Central de Concursos / Degrau Cultural
Através do Menu Formatar - Figura na Barra de Menus, ou excluir uma tabela inteira, selecione a mesma e execute
através de um clique com o botão direito do mouse sobre o comando Excluir células.
a figura, podemos alterar a disposição da figura na pági-
na, colocar bordas na figura, etc. Verificação Ortográfica
Word Verifica a existência de erros utilizando um dicionário
Tabelas padrão. Durante a realização da verificação, são analisa-
As tabelas no Word, são elementos formados por linhas dos os textos em cabeçalhos, rodapés, notas de rodapés
e colunas. A largura das colunas e a altura das linhas e anotações. Se uma palavra não for encontrada no dicio-
podem ser alteradas facilmente. As tabelas, a princípio, nário, esta será marcada com um traço vermelho. Pode-
se prestam para a mesma finalidade das marcas de ta- mos corrigi-la, caso esteja errada, ou adicioná-la a um
bulação. Podendo também conter fórmulas simples como dicionário personalizado, se estiver escrita corretamente.
somar, subtrair, multiplicar, dividir. Inserimos uma tabela O Menu Ferramentas contém o comando Verificar Orto-
em um documento através do comando Inserir Tabela no grafia para que possamos analisar e corrigir todo o texto
Menu Tabela da Barra de Menus. digitado. À medida que o verificador for encontrando os
O comando Inserir Tabela, no Menu Tabela, abre a caixa erros, ele nos pergunta se nós queremos que ele altere,
de diálogo Inserir Tabela. ignore ou adicione a palavra. Através do botão direito do
Esta caixa contém três opções onde iremos definir a quan- mouse sobre a palavra marcada como errada, abrimos o
tidade de colunas e linhas que a tabela terá a princípio. Para menu de atalho para o verificador de ortografia, onde en-
que possamos utilizar as larguras das colunas, o melhor é contramos uma lista de sugestões, ou não, e as opções
deixar a opção Largura da Coluna em automático. Ignorar Tudo, Adicionar e Verificar Ortografia.
Após a definição do Número de Colunas e Linhas deve-
mos clicar no botão OK para que a tabela seja inserida no Configurando Página
documento. A configuração de página consiste em alterar as margens,
O recurso Desenhar Tabela, existente apenas no Word 2000, tamanho do papel, orientação e layout da página. Quando
permite desenhar uma tabela de maneira personalizada. acionamos o comando Configurar Página no Menu Arqui-
vo, a caixa de diálogo Configurar Página é aberta.
Inserindo dados na tabela
Inserimos dados em uma tabela digitando-os dentro da Guia Margens
célula. Célula é a interseção entre uma coluna e uma Permite alterar as margens superior, inferior, esquerda e
linha. Para iniciar a digitação em uma célula devemos, direita da página que delimitam a área de texto.
antes, posicionar o cursor dentro da mesma.
• Medianiz é uma margem adicional criada à esquerda
Navegando pela tabela para páginas ímpares e à direita para páginas pares.
Use as setas de direção do teclado para andar dentro de
uma célula e mudar para outra. • Margem espelho
Use a tecla TAB para se deslocar à próxima coluna, à Esta margem é utilizada quando se quer imprimir nos
direita, na mesma linha. dois lados do papel, como um livro. Isto faz com que as
Use a combinação das teclas Shift + TAB para retornar a margens opostas sejam iguais. Não há mais margens
coluna anterior. esquerda e direita, e sim margens internas (próxima à
dobra do livro) e externa (próxima às bordas do livro).
Alterando a largura das Colunas • A aplicação das margens pode ser feita no documento
Para mudar a largura de uma coluna, leve o ponteiro do inteiro ou só em uma página selecionada.
mouse para a linha divisória direita da coluna e arraste-a
para a direita, para aumentar sua largura, ou para a es- Guia Tamanho do Papel
querda, para diminuir. O Word contém vários tamanhos de papel definidos, como
A4, ofício, carta, envelopes etc. Podemos, também, per-
Inserindo linhas na tabela sonalizar um tamanho de papel, onde deveremos indicar
Coloque o cursor onde a linha será inserida e execute o a largura e altura do papel personalizado.
comando Inserir Linhas no Menu Tabela.
• Orientação é a indicação de como o papel vai ser apre-
Inserindo Colunas: sentado e impresso. Podemos utilizar uma folha horizon-
Para inserir colunas, posicione o mouse onde será inse- tal (paisagem) ou vertical (retrato).
rida mais uma coluna, execute o comando Selecionar • A aplicação da orientação do papel pode, também,
Coluna no menu Tabela e, em seguida, o comando Inse- ser feita no documento inteiro ou em uma página se-
rir Colunas, também no Menu Tabela. lecionada.

Excluindo linhas e colunas: Numerando Páginas:


Selecione as linhas e as colunas a serem excluídas e A numeração de página é importante para documentos
execute o comando Excluir Células no menu Tabela. Para longos, que ocupam muitas páginas. Através do Menu

114
Central de Concursos / Degrau Cultural INFORMÁTICA
Inserir - Números de Página, nós inserimos uma nume- Exemplo: Para imprimir as páginas 3, 8 e 15 de um do-
ração à todas as paginas do documento. Quando aciona- cumento de páginas, a indicação dessas páginas deve-
mos o comando Inserir Números de Páginas aparece na rá ser feita da seguinte forma: 3;8;15 .
tela a caixa de diálogo Números de Páginas. Quando indicamos um intervalo de páginas devemos
utilizar o sinal - entre as páginas do intervalo.
Esta caixa apresenta três opções: Exemplo: Para imprimir o intervalo entre as páginas 4 e 8,
• Posição - onde será impresso o número da página. a indicação deverá ser feita da seguinte forma: 4-8 .
• Alinhamento - à esquerda, centralizado, ou à direita.
No campo Cópia indicamos o número de cópias que
• Exibir números na 1ª Página - no botão Formatar pode-
iremos imprimir e indicamos se essas cópias serão
mos formatar os números das páginas.
agrupadas ou não.
O campo visualização mostra a posição e alinhamento
do número na página.
No campo Imprimir indicamos se serão impressas to-
das as páginas do intervalo ou somente as páginas pa-
Cabeçalho e Rodapé:
res ou ímpares.
Podemos definir que um determinado texto seja repetido
no início ou fim de todas as páginas.
Botão Propriedades abre outra caixa de diálogo que per-
Para repetir um texto no inicio das páginas, utilizamos o
mite alterar o tamanho do papel, a orientação e a intensi-
cabeçalho que será definido no menu Exibir - Cabeçalho
dade de cores.
e Rodapé.
Para repetir um texto ou frase no final das páginas, utiliza-
Como Sair do Word
mos o rodapé, que será definido, também, no menu Exi-
Há várias opções para se fechar o aplicativo Word:
bir - Cabeçalho e Rodapé.
1ª - Através do Comando Sair no Menu Arquivo.
As margens utilizadas pelo cabeçalho e pelo rodapé
são definidas através do comando Configurar Página, 2ª - Através da combinação das teclas Alt+F4, no teclado.
no menu arquivo. 3ª - Através do Controle Fechar da Caixa de Controle da
Tanto no cabeçalho como no rodapé pode-se acrescen- Janela do Word.
tar o número da página, a data e a hora do sistema. 4ª - Através de um clique no Botão Fechar da janela do
Word.
IMPRIMINDO O DOCUMENTO
Caso algum documento tenha sido alterado ou criado e
não foi salvo, será exibida a caixa de diálogo para confir-
Depois que o documento estiver pronto, é chegada a hora
mação.
de imprimi-lo. Podemos visualizar o documento antes de
Escolha Sim para gravar o arquivo ou as alterações feitas.
imprimir para termos uma noção de como será impresso.
Escolha Não caso não queira gravar as alterações nem
Através do comando Visualizar Impressão, no menu arqui-
o documento criado.
vo, é exibida uma imagem do documento na forma reduzi-
Escolha Cancelar caso desista de sair do Word.
da, onde podemos observar toda a página.

Há três opções para imprimir um documento:


1ª. No botão Imprimir da Barra de Ferramentas Padrão,
que imprime uma cópia de todo o documento.
2ª. Através da combinação da teclas Ctrl + P.
3ª. No Menu Arquivo, comando Imprimir, abre a caixa de
diálogo Imprimir.

Esta caixa de diálogo contém algumas opções importantes:


Impressora - Contém as informações sobre as impres-
soras instaladas.

Intervalo de Páginas
• Todos - imprime todas a páginas do documento.
• Página Atual - Imprime a página onde estiver o ponto
de inserção (cursor).
• Seleção - Imprime somente o trecho selecionado.
• Páginas - imprime uma seleção de páginas, estabe-
lecida por você.

Quando indicamos uma seleção de páginas, devemos


separar os números com ; . Não se usa espaço entre os
números das páginas.

115
INFORMÁTICA Central de Concursos / Degrau Cultural

MALA DIRETA
É o recurso que permite ao usuário a composição de A mala direta será gerada com base em três elementos:
cartas modelo, etiquetas para correspondência, enve-
lopes, listas e e-mails em massa, com objetivo de 1) Fonte de dados - um arquivo que contém as infor-
divulgar um produto, serviço ou evento. Por exemplo, mações a serem mescladas em um documento. Por
o gerente de um banco pretende enviar uma carta a exemplo, a lista de nomes e endereços que você de-
todos os clientes cadastrados em sua base de da- seja usar em uma mala direta.
dos, informando alterações no horário de funcionamen- 2) Documento principal – é o que contém o texto e
to da agência. A carta conterá um texto padrão des- os elementos gráficos que são iguais em cada versão
crevendo as alterações, e o gerente vai apenas alterar do documento mesclado, como o endereço do reme-
o nome e os dados do cliente, em cada carta que será tente ou a saudação em uma carta modelo.
impressa. 3) Documento mesclado – é o produto final da com-
binação dos elementos acima.

Veja o passo a passo abaixo:

No menu Ferramentas, aponte para Cartas e Correspondências e clique em Mala Direta.

Em Selecione o tipo de documento, clique em Cartas. Clique em Procurar.

Na caixa de diálogo Selecionar fonte de dados, locali-


ze e clique na fonte de dados desejada.
Por padrão, o Microsoft Word abre a pasta Minhas
fontes de dados.Clique em Abrir.

Dependendo do tipo da fonte de dados selecionada,


talvez outras caixas de diálogo apareçam para forne-
cimento de informações específicas. Por exemplo, se
a fonte de dados for uma pasta de trabalho do Micro-
soft Excel com informações distribuídas em várias pla-
nilhas, será necessário selecionar a planilha que con-
tém a informação desejada e clicar em OK.

2) Gerando o documento principal


O documento ativo se tornará o documento principal.
Clique em Próxima: Documento inicial. No documento principal, digite o texto que você dese-
ja que apareça em todas as cartas modelo. Insira os
1) Buscando a fonte de dados campos de mesclagem:

Em Selecionar destinatários, clique em Usar uma lis- No documento principal, clique onde você deseja in-
ta existente. serir o campo

116
Central de Concursos / Degrau Cultural INFORMÁTICA
Insira qualquer um dos itens a seguir:

• Bloco de endereço com nome, endereço e outras


informações

Clique em Bloco de endereço.


Na caixa de diálogo Inserir bloco de endereço, seleci-
one os elementos de endereço que deseja incluir e os
formatos desejados e clique em OK.

• Linha de saudação

Clique em Linha de saudação.


Selecione o formato da linha de saudação, incluindo a
saudação, o formato do nome e a pontuação que se
segue.
Clique em OK.

• Outros campos de informações

Clique em Mais itens.


Siga um destes procedimentos:
Para selecionar campos de endereço que correspon-
derão automaticamente aos campos da fonte de da-
dos, mesmo que os campos desta não tenham o
mesmo nome de seus campos, clique em Campos de
Endereço.

Após concluir o documento principal e inserir todos


os campos de mesclagem, clique em Salvar como no
menu Arquivo. Nomeie o documento e clique em Sal-
var.

3) Mesclando os dados no documento final

Clique em Editar cartas individualmente.

Na caixa de diálogo Mesclar para novo documento,


selecione os registros que deseja mesclar. Clique em
OK.

O Microsoft Word cria e abre um novo documento


mesclado. O documento principal também permane-
ce aberto, permitindo retornar a ele se você desejar
fazer uma alteração em todos os documentos.

Role para a informação que deseja editar e faça suas


alterações.

Imprima ou salve o documento como qualquer docu-


mento comum.

117
INFORMÁTICA Central de Concursos / Degrau Cultural

A INTERNET E O CORREIO ELETRÔNICO


A Internet é o símbolo daquilo em que a informática pôde organização sem proprietários mantida por alguns gru-
se exponenciar, constituindo hoje um fenômeno a nível de pos autônomos.
informação e quantidade de computadores interligados. A
expressão “aldeia global” resume todo o cabedal de co- O que é preciso para se conectar
nhecimentos disponíveis através da grande rede. Teoricamente qualquer computador que possua uma
Um computador que trabalhe desconectado da Internet placa de fax-modem pode se conectar à Internet, mas
está fadado a se comportar como mera máquina de para que o desempenho seja satisfatório é necessário
escrever aprimorada, pois estará distante das informa- pelo menos um 486 com 16 Mb de memória RAM, sendo
ções mais ricas e atualizadas do mundo em que vive- que o ideal é começarmos com um PENTIUM de 200
mos. MHz e 32 Mb de RAM.
Através da Internet podemos pesquisar toda sorte de as- Além dos dispositivos de hardware, precisaremos de pelo
suntos, bem como acessarmos as últimas notícias, rea- menos dois componentes a nível de software: um navega-
lizarmos compras “on-line”, dentre um universo de outras dor (browser) e um gerenciador de mensagens eletrôni-
possibilidades. As salas de “chat” (bate-papo) estão sem- cas (Outlook Express, por exemplo). O primeiro me permi-
pre repletas de pessoas das mais variadas faixas etárias te “navegar” pelas home-pages e o segundo, enviar e rece-
e níveis de conhecimento. Muitos profissionais se utili- ber e-mails (correio eletrônico) de forma rápida e eficiente.
zam da Internet para divulgar e vender seus produtos; as Após o clique no botão conectar, o sistema se encarregará
probabilidades de uso são infindas. de discar para o provedor e estabelecer a comunicação. Um
ícone surgirá na barra de tarefas indicando que a conexão
Como começõu foi estabelecida. A partir daí, basta carregar o Internet Explo-
Em 1969, com o nome de ARPANET, o governo norte- rer para navegar pelas home-pages ou o Outlook Express
americano experimentou a possibilidade de se cons- para gerenciar o correio eletrônico.
truir uma rede de computadores que teriam como meta
principal a demonstração da potencialidade de se esta- MICROSOFT INTERNET EXPLORER
belecer comunicação entre computadores que estariam
espaçados fisicamente entre si numa larga área geo- Este browser é fornecido pela Microsoft e integra-se natu-
gráfica. A experiência foi bem sucedida e em 1973, 50 ralmente ao Windows 98, principal sistema operacional da
universidades e instituições militares possuíam cone- atualidade. Além das identificações usuais das janelas,
xões através daquela novidade tecnológica. como barra de títulos, de ferramentas e menus, ele apre-
Nos dias atuais a Internet ganhou terreno através da senta uma caixa de diálogo de endereços, a partir da qual
mola de estímulo comercial e espargiu-se pelo mundo deveremos digitar diretamente a localização dos sites de-
em tamanha grandeza que não se pode precisar a quan- sejados. A navegação é intuitiva e realizada totalmente com
tidade de computadores que lhe estão ligados. É uma o uso do mouse.

118
Central de Concursos / Degrau Cultural INFORMÁTICA
A barra de endereços: observe que um endereço completo é digitado na caixa de diálogo, conduzindo logo após, o navega-
dor para aquela página. Convém observar que a parte iniciada por http:// pode ser omitida na digitação, pois o Explorer já a
subentende; neste caso, por exemplo, bastaria digitarmos www.folhadirigida.com.br

Depois de aberta a página o usuário poderá navegar através da barra de ferramentas do IE usando algumas funções que
podem ser úteis, no momento em que se estiver visitando determinado endereço, como pode ser observado abaixo:

MICROSOFT OUTLOOK EXPRESS Explorando a Caixa de Entrada

Correio Eletrônico via Internet


O serviço de correio eletrônico talvez seja a mais poderosa
ferramenta utilizada pelos usuários da Internet, no que tan-
ge a comunicação à distância. O Outlook Express é o mais
utilizado por estar incorporado ao Windows 98, entretanto
existem outros mecanismos de igual eficiência, como o
Netscape, o Eudora e outros; mas tudo acaba sendo uma
questão de gosto pessoal, pois em essência todos permi-
tem o tráfego de mensagens eletrônicas com igual teor de
velocidade e precisão.
Observe uma tela do Outlook Express.

Na barra de ferramentas encontramos os botões NOVA


MENSAGEM, que serve para escrever uma nova mensa-
gem, ou seja um E-MAIL; o botão ENVIAR E RECEBER,
envia os E-MAILs escritos e recebe automaticamente al-
gum E-MAIL para o usuário que esteja no provedor; o
botão CATÁLOGO DE ENDEREÇOS, organiza os endere-
ços do usuário de destinatário se eles forem muitos.
Todos os botões mostrados acima representam funções
que também podem ser feitas pela tela de apresentação
do OUTLOOK, como mostra a figura acima.
Após clicar no botão REDIGIR MENSAGEM o usuário
notará que uma JANELA semelhante à mostrada na pró-
O ambiente de navegação é intuitivo e fácil de ser com- xima página será apresentada. Esta seria, digamos
preendido. À esquerda encontramos uma lista de pas- assim, a principal parte do programa na qual o usuário
tas, algumas já existentes por default e outras criadas editará a sua correspondência, mais propriamente dito,
pelo próprio usuário. Estas pastas funcionam de ma- o E-MAIL.
neira semelhante ao Windows Explorer, onde na tela da
direita teremos os seus conteúdos mostrados de forma Redigindo uma nova mensagem
organizada. Para escrevermos uma nova mensagem
basta clicar no item correspondente na barra de ferra- Anexando arquivos à mensagem
mentas ou diretamente no link apresentado na página Outro recurso muito útil do Outlook Express é a opção de
de boas-vindas. inserção de arquivo a uma mensagem. Pode ser envia-
do qualquer tipo de arquivo mensagens com arquivos
anexados.

119
INFORMÁTICA Central de Concursos / Degrau Cultural

O procedimento para anexar um arquivo é muito simples, mos através de imagens e cliques do mouse. A www
hoje propicia inúmeros recursos multimídia a seus usu-
basta dar um clique sobre o botão Anexar da barra de ários, tais como sons imagens e animações que intera-
gem com o visitante daquele site.
ferramentas, você em seguida informa o caminho e o nome org : Indica que o Website é uma organização.
do arquivo, após a confirmação, o mesmo será anexado à edu: Indica que o Website é uma organização educacional
sua mensagem. gov: Indica que o Website é uma organização governa-
Logo após clicar no botão ENVIAR, o E-MAIL irá para a mental.
CAIXA DE SAÍDA, que é um local que armazena tempora- com: Indica que o Website é uma organização comercial.
riamente os E-MAILs para que o usuário os mande em br: Indica que o Website é uma organização localizada
seguir ao clicar no botão ENVIAR E RECEBER no Brasil, assim como na França é “.fr” e EUA “.us”
Os endereços eletrônicos. Endereços de e-mail:
O endereço eletrônico é uma espécie de CEP utilizado Os endereços de e-mail também seguem um padrão
na Internet para guiar com precisão o internauta através que assegura a sua unidade dentro da internet. Devido a
da grande teia mundial, além de propiciar a correta en- esta estrutura, jamais existirão dois endereços iguais
trega de correspondência ao destinatário. O endereço em todo o mundo. Observe a necessidade de usarmos
de um site tem a seguinte forma: sempre letras minúsculas:
http://www.microsoft.com.br frank@terra.com.br
http = protocolo frank = nome do usuário (nome de acesso)
www = world wide web @ = símbolo separador
microsoft = nome da empresa terra = nome do provedor
com = cpmercial com = tipo de provedor. No exemplo, comercial
br = localidade da página br = país
Nosso exemplo mostra o endereço da Microsoft no Bra- COMO ENCONTRAR O QUE SE PROCURA NO INFOMAR?
sil, denotando o seu caráter comercial pela extensão com
. Note que as partes do endereço identificam vários de Conforme já foi explanado, não há limites para o cabedal
seus caracteres, tais como protocolo, país de origem, etc. de informações a serem encontradas na Internet, ela se
Estas informações garantem a individualidade daquele comportaria como uma espécie de gigantesca enciclopé-
site na grande rede. dia universal com todos os assuntos distribuídos por suas
http:// (HyperText Transfer Protocol) Protocolo de trans- páginas. Mas a enciclopédia possui um índice, e a Internet,
ferência de Hipertexto. O protocolo é uma espécie de lin- como faço para não naufragar neste mar de informações?
guagem utilizada pelo computador para estabelecer co- A resposta para isto são os sites buscadores, ou mecanis-
municação com outras máquinas através da rede. Na mos de busca na rede. O uso é muito simples: aponte o
maioria das vezes que navegamos, estamos nos utilizan- seu browser para um destes endereços e digite o assunto
do deste protocolo, basta observar que todos os endere- a ser pesquisado. Dependendo do caso, podem ser en-
ços da Internet mostram ele no início. contradas algumas centenas de milhares de incidências.
www: A parte gráfica da Internet, ou seja, onde navega- Eis alguns sites muito eficientes nestas tarefas:

120
Central de Concursos / Degrau Cultural INFORMÁTICA
Procura no Brasil. pessoas e empresas e fazer um link direto como eles a
Cadê = http://www.cade.com.br/ partir do ‘Catálogo de endereços’. Para outras informa-
Radaruol = http://www.radaruol.com.br/ ções que não se enquadrem nessas categorias, há uma
Surf = http://www.surf.com.br/ ampla seção para observações.
Onde ir = http://www.ondeir.com.br/
Aonde = http://www.aonde.com.br/
Zeek = http://www.zeek.com.br/
Bookmark = http://www.bookmark.com.br

Procura no exterior.
Altavista = http://www.altavista.com
Lycos = http://www.lycos.com
Yahoo = http://www.yahoo.com
Excite = http://www.excite.com
Webcrawler = http://www.webcrawler.com
Dejanews = http://www.dejanews.com
Infoseek = http://www.infoseek.com

Criar grupos de contatos para listas de correspondência


Você pode criar grupos de contatos para
facilitar o envio de mensagens de correio
eletrônico para um conjunto de pessoas,
Novo grupo como colegas de trabalho, parentes ou
companheiros de esporte. Sempre que desejar enviar men-
sagens de correio eletrônico a todas as pessoas do grupo,
basta usar o nome do grupo ao invés de digitar cada um dos
contatos individualmente. Criar grupos é uma boa forma de
organizar um catálogo de endereços extenso.

Localizar pessoas e empresas, usando os serviços de


diretório LDAP
Como proceder: O que são serviços de diretório?
Para a procura na Internet, utilize palavras que exprimam Serviços de diretório são potentes ferramentas de pesqui-
sentido geral do assunto a ser procurado. sa que você pode usar para localizar pessoas e empresas
em todo o mundo. O ‘Catálogo de endereços’ oferece su-
Procurando por uma palavra simples porte ao LDAP (Lightweight Directory Access Protocol), para
Digite a expressão a ser procurada na caixa de diálogo acesso a serviços de diretório, e vem com vários serviços
do site buscador. Por exemplo, se o assunto a ser en- de diretório populares incorporados. Você pode também
contrado é livros, simplesmente digite livros e clique no adicionar serviços de diretório adicionais do seu provedor
botão de iniciar pesquisa. de serviços de Internet.
Procurando por palavras compostas Como as ferramentas de pesquisa da Internet, os servi-
Digite-as entre aspas: por exemplo “concursos públi- ços usam diferentes métodos para coletar dados, de
cos”. Caso você tenha procurado por concursos públi- forma que quando você estiver tentando localizar pesso-
cos sem a utilização das “ “, o search irá procurar por as ou empresas on-line, você pode experimentar mais
concursos e públicos, tornando assim uma procura por de um serviço.
assuntos diferentes, devido à falta das aspas.

Catálogo de endereços
O ‘Catálogo de endereços’ fornece um local prático para
se armazenar endereços de correio eletrônico e outras in-
formações de contato para que sejam recuperadas facil-
mente por programas, como, por exemplo, o Microsoft Ou-
tlook Express. Ele fornecer também acesso aos serviços
de diretório da Internet, que você pode usar para procurar
pessoas e empresas na Internet. Você vai descobrir que
os seguintes recursos o ajudam a organizar todas as suas
informações de contato na forma mais prática para você.
Armazenar números de telefone e endereços de correio ele-
trônico, residenciais, comerciais e de páginas iniciais.
Com o ‘Catálogo de endereços’ você tem um local para
armazenar vários endereços de correio eletrônico, endere-
ços residenciais e comerciais, números de telefone e de fax
Você pode também armazenar endereços Internet de

121
INFORMÁTICA Central de Concursos / Degrau Cultural
depois clique em Adicionar ao Catálogo de endereços
ou pelo menu.

Microsoft Chat
O Microsoft Chat é o único programa de bate-
papo na Internet que lhe dá a opção de conver-
sar dentro de uma tira de quadrinhos. Como
acontece com um programa de bate-papo pa-
drão, você pode entrar em uma sala de bate-papo em um
servidor de Internet e manter conversas em tempo real
com outras pessoas. Mas, com o Microsoft Chat, você
também pode escolher um personagem de história em
quadrinhos para representá-lo, e a sua conversa aparece
como balões de fala dentro dos quadrinhos de uma tira.
Como um personagem de história em quadrinhos, você
Enviar e receber cartões de visita pode expressar uma ampla gama de emoções, enviar
Cartões de visita são uma nova maneira de enviar informa- “pensamentos”, sussurrar para um destinatário selecio-
ções de contato eletronicamente. Quando você cria um nado e salvar a sessão de bate-papo para visualização
cartão de visita no ‘Catálogo de endereços’, as informa- off-line.
ções de contato são armazenadas no formato vCard, as- A janela do Microsoft Chat é composta das seguintes partes:
sim sendo, elas podem ser trocadas entre diferentes tipos
de programas (como, por exemplo, correio eletrônico, ca- Como funciona a roda de emoções (canto inferior direito)?
tálogo de endereços e agendas pessoais) e entre diferen- A roda de emoções permite que você altere manualmen-
tes tipos de dispositivos digitais (como, por exemplo, com- te as emoções dos personagens. O centro da roda de
putadores de mesa, computadores portáteis, assistentes emoções é a emoção neutra.
pessoais digitais e equipamento de telefonia). Quando há vários níveis de emoção, a intensidade da emo-
ção aumenta à medida que o controle se afasta do centro.
Imprimir todo ou parte do seu Catálogo de endereços e Para ver uma dica de ferramenta descrevendo cada
levá-lo com você. emoção, coloque o ponteiro do mouse sobre uma das
Agora você pode imprimir o seu catálogo de endereços oito faces em torno do perímetro da roda de emoções.
para adicioná-lo à sua agenda pessoal. Para alterar as emoções do seu personagem, arraste o
Com três páginas de estilo para escolher, você pode controle (o ponto escuro no centro da roda de emoções)
imprimir todas as informações de contato, apenas infor- do centro da roda de emoções.
mações comerciais ou apenas números de telefone de
alguns ou de todos os contatos. Recursos do Microsoft Chat
Usando o modo de texto simples padrão ou o novo e
Para adicionar nomes a partir de mensagens de cor- popular modo de tira de quadrinhos, você verá que o
reio eletrônico Microsoft Chat é cheio de recursos que tornam as salas
Você pode configurar o Outlook Express de forma que de bate-papo divertidas e fáceis de visitar.
quando responder a mensagens, as pessoas a quem • Bater papo com as outras pessoas em tempo real.
você responder sejam automaticamente adicionadas ao • Enviar links “favoritos” na sua conversa - para ende-
seu catálogo de endereços. Ou, a qualquer momento reços de correio eletrônico, páginas da Web e gru-
que você enviar uma mensagem no Outlook Express, pos de notícias.
pode adicionar o nome do destinatário ao seu catálogo • Enviar e receber sons.
de endereços. • Enviar e receber arquivos.
• Comunicar-se com um participante da sala de bate-
Para adicionar todos os destinatários da mensagem papo fora da sala de bate-papo, enquanto também
(apenas em respostas) ao seu catálogo de endereços. conversa com ele na sala de bate-papo.
• Conversar dentro de uma tira de quadrinhos — esco-
1. No Outlook Express, clique no menu Ferramentas lher um personagem, expressões de emoção e um
e depois clique em Opções. plano de fundo cênico para animar as coisas.
• Salvar ou imprimir o seu bate-papo para publicação
2. Na guia Geral, selecione a opção Incluir em meu ou visualização off-line.
catálogo de endereços as pessoas para quem res- • Filtrar quais salas de bate-papo são exibidas no seu
pondo. computador por tamanho, conteúdo ou classificações.
• Ser o coordenador de suas próprias salas de bate-
Para adicionar um nome individual ao seu catálogo de papo e controlar acesso, tamanho e conteúdo.
endereços a partir do Outlook Express
• Na mensagem que você estiver redigindo ou visuali-
zando, clique com o botão direito do mouse no nome e

122
Central de Concursos / Degrau Cultural INFORMÁTICA

123
INFORMÁTICA Central de Concursos / Degrau Cultural
Microsoft NetMeeting BARRA DE CANAIS
O Microsoft NetMeeting oferece às pessoas no
mundo inteiro uma maneira totalmente nova de
conversar, fazer conferências, trabalhar e compar-
tilhar pela Internet.

Os recursos principais do NetMeeting permitem que você:


• Faça chamadas para qualquer pessoa usando uma
rede ou um modem
Você pode usar o NetMeeting para fazer chamadas para
pessoas em outros computadores por uma rede local
(LAN, Local Area Network), pela Internet, ou usando um
modem. Você pode se comunicar com elas se elas tive-
rem o NetMeeting ou a maioria dos softwares de confe-
A página que você está exibin-
rência baseados nos padrões.
do é um exemplo de uma jane-
• Converse com alguém pela Internet
la em tela cheia, que é uma
Para conversar pela Internet, você deve certificar-se de
nova maneira de exibir os Acti-
que o seu computador:
ve Channels ou qualquer site
Contenha uma placa de som e esteja conectado a um
da Web que você desejar.
microfone e a alto-falantes. A placa de som pode ser full-
Você pode fechar um canal cli-
duplex ou half-duplex.
cando no canto superior direito
Esteja conectado usando o protocolo TCP/IP (Transmis-
ou desativando ‘Tela cheia’ na
sion Control Protocol/Internet Protocol, protocolo de con-
barra de ferramentas
trole de transmissão/protocolo Internet).
Observação :
Embora possa haver várias pessoas em uma conferên-
cia, você só pode usar os recursos de áudio e vídeo do Barra de canais
NetMeeting com uma pessoa de cada vez.
• Veja a pessoa para quem você está fazendo uma A barra de canais desliza para
chamada fora da tela para liberar mais
• Trabalhe com outras pessoas em um aplicativo espaço quando você usa uma
• Verifique a sua lista Discagem rápida para ver que janela em tela cheia. Aponte
amigos estão conectados. para o canto esquerdo da tela
• Use o Quadro de comunicações para desenhar em para que ela volte a ser exibida.
uma conferência on-line Envie mensagens digita- Clique no ícone de pino na
das no Bate-papo Barra de canais para que a
• Crie um link de chamada para que outras pessoas fa- barra não se mova. Para come-
çam chamadas para você a partir da sua página da Web çar a usar um canal, basta cli-
• Envie arquivos para todas as pessoas em uma con- car no botão correspondente a
ferência ele na barra de canais.
CANAIS
Para começar a usar um
Active Channels canal, basta clicar no bo-
São sites da Web projetados especialmente tão correspondente a ele
para o Internet Explorer 5.0. Esses sites usam na barra de canais.
os novos recursos do Internet Explorer para O Internet Explorer 4.0 é
permitir que você utilize a Web de maneira fornecido com uma série
mais rápida e interessante. de Active Channels já ins-
Os Active Channels são projetados para que você possa talados. Você escolhe os
exibi-los mesmo quando não estiver conectado à Inter- canais que deseja ter, os
net. Por exemplo, você pode facilmente configurar seus itens que deseja descar-
Active Channels favoritos para que sejam descarregados regar, o momento de des-
para seu computador à noite, podendo então navegar por carregá-los e a maneira
eles na manhã seguinte ou enquanto viaja. como as informações lhe
serão exibidas.

124
Central de Concursos / Degrau Cultural INFORMÁTICA
Quando você estiver em um site que
tenha vídeo, ele entra em ação.
Para adicionar qualquer canal
Ex.: www.redeglobo.com.br/globo-
à sua barra de canais ou para
news
personalizar um canal, basta
clicar no botão ‘Adicionar Acti-
ve Channel’ nos seus sites da
Web favoritos.
Você também pode arrastar
links para seus sites favori-
tos na barra de canais. Expe-
rimente! Clique no botão
‘Channel Guide’ para exibir
uma lista atualizada de ca-
nais disponíveis. O ‘Channel Guide’ permite visualizar
novos canais e adicionar seus canais favoritos à Barra
de canais.

Channel Guide

Clique no botão ‘Channel


Guide’ para exibir uma
lista atualizada de canais NETSCAPE NAVIGATOR
disponíveis. O ‘Channel
Guide’ permite visualizar O Netscape é um programa muito popular utilizado na
novos canais e adicionar Internet para navegação no WWW (World Wide Web). Atra-
seus canais favoritos à vés dele você poderá fazer pesquisas científicas, literári-
Barra de canais. as, turísticas, religiosas, comprar produtos por encomen-
Surgem canais novos da, ler jornais e revistas, informar-se sobre lazer e etc.
todo dia!
Abrindo o Netscape
Assim como a maioria dos programas
para Windows, o Netscape cria um gru-
Use o NetShow Player para po de atalhos no menu INICIAR – PRO-
reproduzir arquivos Active GRAMAS da barra de tarefas chamado
Streaming format (.asf) e flu- Netscape Communicator ou Navigator.
xos de ASF ao vivo. O Ative-o por ali ou efetuando um duplo
NetShow Player pode receber informação ASF emitida clique no atalho que possivelmente já deve existir na
via unidifusão ou multidifusão. área de trabalho do Windows.
Se você clicar em uma parte do diagrama do NetShow
Player abaixo, o nome e outras informações sobre ele A janela principal do Netscape
aparecem. A janela principal do Netscape é muito simples. Basica-
mente, pode-se dividi-la na horizontal, em três partes:

Superior:
Área de Comando - onde você informará ao Netscape
sobre o que deseja fazer. (Menus e barra de botões).
Central:
Área de Exibição - onde você vizualizará as páginas Web.
Inferior:
Área do Andamento - onde você controlará sua navega-
ção pelas páginas da Internet. É uma barra cinza na par-
te inferior da janela do Netscape.

Navegando na Internet
Após conectar-se ao provedor e abrir o Netscape você
está pronto para navegar pela Internet.

Conectando a um Site
Escolha no menu File a opção Open Page. O quadro de
diálogo Open Page aparecerá.

125
INFORMÁTICA Central de Concursos / Degrau Cultural
A JANELA PRINCIPAL DO NETSCAPE
Digite a URL (endereço na Web -
http://www.) que deseja acessar e
clique o botão Open.
Ou digite o endereço no campo que
se encontra a frente da palavra “Lo-
cation:” na página atual e em se-
guida pressione Enter no teclado.
Observe como o quadro com a le-

tra no canto superior direito


começa a mover-se, isto significa
que os dados do site estão sendo
transferidos para seu computador.
Você também poderá observar o an-
damento na parte inferior, na Área
de Andamento. Além disso, você po-
derá ver uma chave quebrada no
canto inferior esquerdo, o que sig-
nifica que você está em uma área
do servidor sem segurança.
Caso deseje cancelar o processo
de carga da página clique sobre o
botão Stop e a transferência dos da-
dos não prosseguirá.
A Home page do site solicitado es-
tará finalmente carregada quando

o parar de se movimentar..

MOZILLA
A Para a frente ou para trás:
Use estes botões exata-
mente da maneira que usa-
ria no Internet Explorer. Le-
vam-no para a última página
que visitou ou para a página
seguinte.
B Ajuda e suporte do Mozilla:
Prima estes botões para ir
para o site de suporte do
Mozilla, para o site de ajuda
e para ler o suplemento de
FAQ.
C Home page: Pressione este
botão para regressar ao site
que designou como a sua
página inicial.
D Barra de separadores: Em
vez das várias janelas desa-
jeitadas do Internet Explorer,
a barra de separadores per-
mite-lhe alternar entre vários
sites sem atrapalhar a barra
de tarefas do Windows.
G Barra de endereços: Mostra o site que está atualmente
E Buscas no Google: Escreva aqui as suas palavras- a ser visualizado. Escreva uma URL neste espaço e
chave e pressione Return para fazer uma busca ins- prima Return para ir para o site correspondente.
tantânea na Internet usando o Google.
H Janela de opções: Permite-lhe configurar o Firefox
F Opções gerais: Especifique a home page, edite os para proteger a sua privacidade, tratar de downloads
tipos de letra e as cores, defina o Firefox como o seu corretamente e alterar o aspecto do browser.
browser predefinido e configure os servidores proxy
a partir daqui.

126
Central de Concursos / Degrau Cultural INFORMÁTICA

VÍRUS
VÍRUS: CAMISINHA NELES. VÍRUS POR E-MAIL: MITOS E VERDADES:

Não adianta chorar, uma vez que o danado tenha entra- Até agora, nenhum daqueles meninos norte-ameri-
do em sua máquina, a única maneira de retirá-lo é atra- canos usando óculos fundo-de-garrafa e cheios de
vés de uma vacina recente (normalmente elas são atu- sonhos para dominar o universo conseguiu transmitir
alizadas a cada três meses) mas, se você não identifi- vírus em uma simples mensagem de e-mail. Entretan-
cá-lo a tempo, poderá ter todos os seus dados irreme- to, já descobriram uma maneira de contornar o desafio:
diavelmente perdidos. Aqui vão algumas dicas que de- remetem, anexado à mensagem, um programinha qual-
vem funcionar, pelo menos enquanto não inventam uma quer, que uma vez executado pela vítima, dispara um
camisinha para o micro: vírus no computador e aí...
• Nunca coloque um disquete desconhecido em seus A única maneira de se proteger, além de manter o sof-
drives sem antes vaciná-lo. tware anti-vírus sempre atualizado, é rejeitar qualquer
• Dedique alguns minutos de seu dia para vacinar o mensagem que contenha programas anexados.
sistema, nunca se sabe se o último usuário tomou
estas mesmas precauções. DE TRÓIA AOS NOSSOS DIAS:
• Comece a suspeitar se sua máquina se comporta
O que deve haver em comum entre aquela guerra pro-
estranhamente, saindo do ar sem motivo algum,
movida na Grécia com os computadores atuais? Nada
misturando dados dos arquivos ou ficando muito
de muito específico, apenas uma analogia: o Cavalo de
lenta.
Tróia. Se você se lembra bem, foi através deste “pre-
• Se encontrar algum vírus, desligue imediatamente sente de grego” que vários guerreiros conseguiram se
o computador e providencie um disquete de boot (é esconder sobre um gigantesco cavalo de madeira para
sempre bom ter um à mão) e acesse o micro pelo atacarem seus inimigos no silêncio da noite.
drive A, vacinando, então, seu micro.
• Não se esqueça de proteger o disquete da vacina Pois é, existem programas que se assemelham a esta
contra gravação pois, caso contrário, a própria vaci- metodologia grega de ataque quando permitem abrir
na ficará contaminada, perdendo o efeito. as portas de seu computador para as invasões remo-
tas. A coisa funciona mais ou menos assim: Você rece-
O MELHOR REMÉDIO É PREVENIR. be um e-mail contendo algum anexo (um programinha
executável, uma fotografia, um jogo, etc) ao rodá-lo, o
Sim, de fato não adianta possuir a mais cara das vaci- “cavalo-de-tróia” se aloja em seu HD e funciona como
nas, é necessário mantê-la atualizada. Esta atualiza- um sensor, avisando o invasor sobre o momento certo
ção geralmente é feita de forma automática, mas o usu- do ataque. Este, por sua vez, possui do outro lado uma
ário deve se certificar de que ela esteja ocorrendo. Pro- série de ferramentas (programas específicos) para atin-
gramas antivírus atuais possuem uma rotina interna de gir suas navegações, ou seja, uma vez conectado à In-
verificação da última data de sua base de dados; caso ternet, aquele invasor poderá fazer pleno uso de sua
esta não esteja sincronizada, o programa solicita do máquina, sem o seu consentimento, descobrindo suas
usuário uma conexão à Internet e providencia a atuali- senhas, números de cartões de crédito, etc. Dá pra no-
zação do software. Esta prática nunca deveria ser olvi- tar o quão perigoso é este processo, não?!
dada, haja vista a constante criação de novos vírus e as
mutações sofridas por vários deles (polimorfos). Para evitar este tipo de ataque, aliás a maior preocupa-
ção hoje do mundo virtual, basta que não aceitemos
VACINAS MAIS POPULARES: qualquer anexo sem verificá-lo previamente, e manter-
mos, além de um antivírus, um programa de proteção
Norton Antivírus (NAV) Symantech denominado FIREWALL.
Viruscan McAffee
O FIREWALL tem por finalidade a proteção do micro em
PC-Cylin
relação às possíveis invasões, que podem ocorrer não
AVG (www.grisoft.com) Gratuita somente através de “cavalos-de-tróia”, mas também de
INOCULATE outros procedimentos conhecidos como “técnicas ha-
Panda cker”. Um computador só estará devidamente protegi-
do se possuir uma vacina e um Firewall, ambos devida-
Qual é a melhor? mente atualizados.

Todas são muito boas, vacina a ser usada e time de


futebol não se discutem, é uma questão de gosto. Uma
coisa é certa: se a devida atualização não ocorrer, ne-
nhuma delas será eficiente.

127
Central de Concursos / Degrau Cultural DIREITO CONSTITUCIONAL

DIREITO CONSTITUCIONAL

DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS......................................... 129

DA NACIONALIDADE ................................................................................... 146

DOS DIREITOS POLÍTICOS E DOS PARTIDOS POLÍTICOS ........................ 149

DISPOSIÇÕES GERAIS SOBRE A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA .................. 154

SERVIDORES PÚBLICOS ............................................................................ 159

TRIBUNAIS E JUÍZES ELEITORAIS ............................................................... 165

128
DIREITO CONSTITUCIONAL Central de Concursos / Degrau Cultural

DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS


1. INTRODUÇÃO assim a figura da discriminação-finalidade, que permi-
Direitos são as faculdades e prerrogativas que a Consti- te, por exemplo, a exigência de determinados quesitos
tuição, por meio de disposições declaratórias, outorga às discriminadores, como porte físico, altura, peso etc. em
pessoas. editais de concursos públicos para cargos nos quais
tais qualidades são necessárias (cargo de bombeiro,
Garantias são disposições de proteção, ou seja, meca- por exemplo).
nismos jurídicos que procuram assegurar e fazer cum- Na doutrina, tais discriminações são chamadas de ob-
prir os direitos previstos (de nada adiantaria o constituin- jetivas, pois constituem condição sine qua non para o
te nos conceder direitos se não nos fornecesse meios efetivo exercício de determinada atividade. Contudo,
para protegê-los). algumas diferenças são questionadas, pois não são
objetivas, como, por exemplo, a obrigatoriedade de ser-
2. DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETI- viço obrigatório para a nação apenas para um sexo,
VOS tendo o direito de abolir tais discriminações subjetivas.
Com 78 incisos, o artigo 5o é um dos mais importantes Além dos direitos individuais enumerados no caput, te-
da Constituição e trouxe grandes avanços em relação à mos outros, conforme se lê nos incisos seguintes:
Carta Magna anterior. Sua redação, em determinados
momentos, traduz uma reação contra abusos ocorridos I - homens e mulheres são iguais em direitos e obriga-
no período ditatorial. ções, nos termos desta Constituição;
A estrutura deste artigo é mais ou menos a seguinte: os
primeiros trinta incisos tratam, entre outras coisas, de Observa-se aqui um desdobramento do princípio da
liberdades diversas, como a liberdade de pensamento, isonomia: as mulheres, pela primeira vez na história
de culto, de expressão, de locomoção, de reunião e de constitucional brasileira, adquiriram total equiparação,
associação, o direito à propriedade, à herança, direito perante a lei, aos homens, tanto em direitos quanto em
autoral, etc. Após estes incisos, são apresentadas dis- obrigações. Este inciso eliminou, por exemplo, a exclu-
posições diversas sobre o Poder Judiciário. Segue-se, sividade da pensão alimentícia para mulheres, assim
então, uma longa parte destinada ao Direito Penal (cer- como acabou com a exclusividade do homem na chefia
ca de 30 incisos). Por fim, são apresentados os chama- da unidade familiar.
dos “remédios constitucionais” (habeas corpus, man-
dado de segurança, mandado de injunção etc.) e mais Princípio da legalidade
alguns incisos, versando sobre o Poder Judiciário e al- II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer
guns direitos civis. alguma coisa senão em virtude de lei;

Caput - Princípio da isonomia Lei é um preceito jurídico escrito, emanado pelo poder
estatal competente, com caráter de inovação, generali-
Art. 5o - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de dade e obrigatoriedade. Entende-se que somente o
qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos poder legislativo, via de regra, deve elaborá-la, sendo
estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do di- ela obrigatória e para todos.
reito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à Vê-se aqui a enunciação de um princípio basilar do
propriedade, nos seguintes termos: (...). Estado de Direito: o princípio da legalidade.
Embora determinados atos administrativos, como de-
Aparece aqui um princípio fundamental do direito: o prin- cretos e portarias, também obriguem os cidadãos, em
cípio da isonomia (todos são iguais perante a lei). última análise, isto só é possível porque alguma lei o
É necessário, todavia, que se esclareça um pormenor: permite.
a igualdade proclamada aqui é a igualdade formal, ou
seja, igualdade de todos perante a lei, já que a igualda- III - ninguém será submetido à tortura ou tratamento
de material (uma mesma situação econômica, física, desumano ou degradante;
social, intelectual etc. para todos os indivíduos) não exis-
te. Exemplos de tortura: utilização de “pau-de-arara”, choques,
Aliás, a se considerar a realidade material dos indivídu- espancamentos, mutilações, queimaduras, “soros da ver-
os, muitas vezes torna-se necessário efetuar discrimi- dade” etc.
nações, para que a igualdade formal possa ser atingi- Quanto à proibição de tratamento desumano e degra-
da. Neste sentido, o inciso LXXIV do artigo 5o, dirá, por dante, ela diz respeito, sobretudo, à aplicação de penas
exemplo, que “o Estado prestará assistência jurídica e, neste sentido, o inciso XLVII proibirá, por exemplo,
integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência penas de trabalhos forçados e penas cruéis.
de recursos”.
Vale aqui a famosa máxima de Ruy Barbosa, que diz Ninguém poderá ser tratado sem o devido respeito. O
que “A isonomia não consiste em tratar todos da mes- legislador constituinte, em 1988, era um legislador es-
ma maneira; consiste, isto sim, em tratar igualmente os caldado com um Estado que não respeitava o indivíduo.
iguais e desigualmente os desiguais, na medida de suas Muitos deles foram alvos de tortura, daí a importância
desigualdades”. dada ao tema. O direito à integridade é basicamente o
Chamamos atenção, também, para o fato de que mui- 1o direito humano elencado na Lei Maior.
tas vezes é necessário e permitido ao Estado efetuar
determinadas discriminações em razão do interesse Liberdade de pensamento
público, para atender determinadas finalidades. Surge IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo veda-
do o anonimato;

129
Central de Concursos / Degrau Cultural DIREITO CONSTITUCIONAL
A prova pode pedir tal questão trocando a palavra anôni- fazer uma outra coisa (prestação de serviços comunitá-
mo por apócrifo ou inominado, pois são sinônimos. rios, execução de serviços de escritório etc.). Deve agora
Toda e qualquer pessoa pode manifestar seu pensa- o indivíduo cumprir essa prestação alternativa. Caso
mento, qualquer que seja este, mas isto não a exime de contrário, aí sim, perderá seus direitos políticos, e deixa-
ser responsabilizada pelo que disser, se ofender al- rá de ser cidadão, isto é, não poderá mais votar ou se
guém. Daí a proibição do anonimato: ele impede a iden- candidatar a uma eleição.
tificação do autor, para fins de responsabilização. Um cuidado se deve ter: só se pode alegar escusa de
consciência quando a obrigação legal a todos imposta
Direito de resposta permitir uma prestação alternativa. Caso contrário, ela não
V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao poderá ser alegada. Quem presencia um crime, por exem-
agravo, além da indenização por dano material, moral plo, não pode dizer ao Juiz que não pode testemunhar por
ou à imagem; razões de consciência - não há ato que substitua o depo-
imento dessa pessoa e, portanto, não há prestação alter-
Este inciso é reflexo do anterior. Ao ofendido é assegura- nativa que possa ser aplicada.
do direito à indenização e direito de resposta. Este últi-
mo tem sido largamente utilizado nas campanhas elei- Liberdade de expressão
torais. IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística,
científica, e de comunicação, independente de censura ou
Liberdade de consciência, de crença e de culto licença;
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença,
sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos Censura, segundo Michel Temer, é a “verificação do pen-
e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de samento antes de sua divulgação, com o intuito de impe-
culto e a suas liturgias; dir a circulação de certas idéias”.
É um crivo prévio do Estado sobre qualquer publicação
A Constituição assegura a todos escolher livremente a Licença (no presente contexto) é a autorização emitida
crença e a ideologia política ou filosófica que quiserem. por órgãos oficiais para a publicação de jornais e perió-
É a chamada liberdade interna, também conhecida por dicos.
liberdade subjetiva ou liberdade moral. Estes dois institutos, utilizados exaustivamente no perí-
Quando esse direito se exterioriza, com a expressão, odo da ditadura e demais estados de Exceção, hoje não
por exemplo, da crença através do culto, estamos diante têm mais lugar. É lógico que o administrador faça uma
da liberdade objetiva, que também é resguardada pelo classificação, como disposto no artigo 220 da CF:
Estado.
Evidentemente, essa liberdade não é absoluta: pela in- Art. 220, § 3o - Compete à lei federal:
terpretação sistemática, ela se mantém até onde inicia a I - regular as diversões e espetáculos públicos, cabendo
liberdade do outro. Não se pode, por exemplo, fazer pre- ao Poder Público informar sobre a natureza deles, as
gações às duas horas da manhã, pois isso interfere no faixas etárias a que não se recomendem, locais e horári-
direito de intimidade e privacidade do outro. os em que sua apresentação se mostre inadequada;
Percebe-se um avanço no respeito do Estado às liber- II - estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à
dades de consciência e de crença, pois em textos cons- família a possibilidade de se defenderem de programas ou
titucionais anteriores. Este respeito é estendido aos programações de rádio e televisão que contrariem o dis-
adeptos de religiões animistas ou indígenas. Não pode, posto no art. 221, bem como da propaganda de produtos,
qualquer agente público, no exercício de suas funções práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde e ao
fazer qualquer juízo de valor sobre a crença de qualquer meio ambiente.
pessoa, pois o Estado é Laico. X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e
a imagem das pessoas, assegurado o direito à indeniza-
VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de ção pelo dano material ou moral decorrente de sua vio-
assistência religiosa nas entidades civis e militares de lação;
internação coletiva;
A publicação ou a divulgação de fotos, segredos, cartas
O Estado Brasileiro é laico, isto é, não tem religião oficial. ou informações que firam a vida íntima, a privacidade, a
Portanto, a prestação de assistência religiosa, segundo honra ou a imagem das pessoas gera obrigação de re-
o texto, além de ser regulamentada por lei, será oferecida paração.
facultativamente por quem quiser. Entidades de interna- Direito à imagem é, no dizer de Celso Bastos, “o direito
ção coletiva são: penitenciárias, reformatórios, orfanatos, de ninguém ver o seu retrato exposto em público sem o
hospitais, quartéis etc. seu consentimento”.

VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de Inviolabilidade da casa


crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela
salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a podendo penetrar sem consentimento do morador, sal-
todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alterna- vo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para pres-
tiva, fixada em lei; tar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial;
É comum, no caso de algumas religiões, alegar-se es- Dia é o período entre o nascer do sol e o pôr do sol.
cusa de consciência (“minha religião não permite”) para Não se pode pensar que no Brasil, país com quatro ho-
a dispensa do serviço militar obrigatório.
rários oficiais, determinada hora significa dia ou noite.
Nesses casos, deve então a autoridade competente con-
ceder uma prestação alternativa, onde, ao invés do trei-
namento militar, que contraria a sua religião, o sujeito irá Noite é o período em que não há luz solar.

130
DIREITO CONSTITUCIONAL Central de Concursos / Degrau Cultural
Durante o dia, somente poder-se-á entrar na casa sem A expressão “qualquer pessoa” é ampla e abarca não
consentimento do morador em quatro situações: apenas os brasileiros como também os estrangeiros.
1. flagrante delito (exemplo: o marido está espancan- A liberdade de ir e vir pode ser limitada pelo Poder Públi-
do a mulher). Os exemplos dados em prova sem- co em caso de guerra.
pre trazem o verbo no gerúndio, p. ex.: está rouban-
do a casa. Direito de reunião
2. desastre (o telhado está desmoronando); XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas,
3. para prestar socorro (o morador quebrou a perna e em locais abertos ao público, independentemente de
não consegue se levantar); autorização, desde que não frustrem outra reunião ante-
4. por ordem judicial (mandado de prisão), ou manda- riormente convocada para o mesmo local, sendo ape-
do de busca. nas exigido prévio aviso à autoridade competente;
Durante a noite, a invasão da residência somente é ad-
mitida nas três primeiras hipóteses. Uma ordem judici- As pessoas são livres para fazer passeatas, protestos,
al jamais poderá autorizar, por si só, invasão de casa manifestações etc., não necessitando de autorização do
alheia à noite. Poder Público para esse fim.
A exigência de prévio aviso atende a uma necessidade
Inviolabilidade da correspondência administrativa, e foi feita para que a autoridade compe-
XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comu- tente possa tomar as providências necessárias, como,
nicações telegráficas, de dados e das comunicações te- por exemplo, interditar o trânsito, liberar ruas, convocar
lefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas força policial para garantir a realização da reunião etc.
hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de
investigação criminal ou instrução processual penal; Tal exigência se justifica para se evitar a realização de
manifestações antagônicas no mesmo horário e local.
O direito assegurado neste inciso é reflexo do direito de
intimidade. Direito de associação
XVII - É plena a liberdade de associação para fins lícitos,
A inviolabilidade das correspondências e demais comu- vedada a de caráter paramilitar;
nicações telegráficas é absoluta, mas a das comunica-
ções telefônicas, não, sendo permitido colocar escutas Assim como a liberdade de reunião, a liberdade de as-
e gravar conversas telefônicas, desde que haja ordem sociação também é direito coletivo. A grande diferença
judicial neste sentido, e apenas com finalidade de in- entre reunião e associação reside na duração e na fina-
vestigação criminal ou de instrução processual penal. lidade de ambas.
Observe que a redação deste inciso é restritiva: não é per- Segundo José Afonso da Silva, a associação é uma reu-
mitida a escuta telefônica, por exemplo, para instruir um nião estável e permanente de pessoas que visam um
processo civil. fim comum.
Associação paramilitar, proibida pela Lei Maior, é a que
Liberdade de exercício de profissão se destina ao treinamento de pessoas no manejo de
XIII- é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou armas, e que adota rigidez hierárquica semelhante à do
profissão, atendidas as qualificações profissionais que a exército, com objetivos escusos, ilegais, como os es-
lei estabelecer; quadrões da morte, por exemplo.

A exigência de qualificação profissional para o exercício XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de
de determinadas profissões é necessária. Imagine, por cooperativas independem de autorização, sendo veda-
exemplo, o que aconteceria se uma pessoa, sem diplo- da a interferência estatal em seu funcionamento;
ma de médico, saísse por aí dando remédios e operan-
do pacientes... Em relação às cooperativas, há necessidade de lei ordi-
Cada profissão é regulamentada por uma lei específica. nária que regulamente sua criação, o que deverá o le-
Para ser jornalista, por exemplo, não há a necessidade gislador regular oportunamente.
de diploma de nível superior. Tanto para as associações como para as cooperativas,
não se permite qualquer interferência estatal em seu
Direito de acesso à informação funcionamento, desde que estejam de acordo com as
XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e normas legais.
resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exer- Há inovação, pois o Estado não mais interfere na seara
dos seus cidadãos, quando estes não ameaçam suas
cício profissional;
estruturas democráticas. Pela Constituição anterior ha-
via a necessidade de autorização do Estado.
Os jornalistas, por exemplo, não são obrigados a revelar
suas fontes, mas devem, sempre, assinar a matéria, de
XIX - as associações só poderão ser compulsoriamente
modo que, se ofenderem alguém, serão responsabili-
dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por deci-
zados pelo que tiverem publicado.
são judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em
Este disposto constitucional é também usado para jus- julgado;
tificar a legalidade dos serviços de disque-denúncia.
Somente o Poder Judiciário, e apenas ele, poderá de-
Direito de locomoção cretar a suspensão das atividades de uma associação
XV- é livre a locomoção no território nacional em tempo ou decretar sua dissolução.
de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, Suspensão é a paralisação temporária das atividades
nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens; da associação.

131
Central de Concursos / Degrau Cultural DIREITO CONSTITUCIONAL
Dissolução é o desaparecimento da sociedade, do mun- Para se entender este inciso, é necessário esclarecer
do jurídico. que a “função social” da propriedade varia, conforme seja
Se a decisão da justiça for pela postura mais grave, ou ela urbana ou rural.
seja, pela dissolução da associação, deverá, necessa-
riamente ter ocorrido o trânsito em julgado da decisão, O art. 182, § 2o da CF diz o seguinte: “a propriedade urba-
ou seja, deverão ter-se esgotado todos os recursos pos- na cumpre sua função social quando atende às exigênci-
síveis contra aquela decisão, que se torna, então, defini- as fundamentais de ordenação da cidade expressas no
tiva. plano diretor”.
Exemplificando: o juiz, de um fórum qualquer, decide, em O plano diretor é um instrumento de política de desen-
sua sentença, pela dissolução da sociedade. Os repre- volvimento e expansão urbana, exigido pela CF para ci-
sentantes desta têm o direito de apelar desta decisão para dades com mais de 20.000 habitantes; nele são enu-
um órgão de segunda instância, superior a este juiz. Re- meradas as obrigações dos proprietários de imóveis
solvem fazê-lo e perde novamente a sociedade. Ainda não urbanos e as punições que sofrerão, caso não as cum-
ocorreu o trânsito em julgado, pois ainda há o direito de se pram.
entrar com recurso especial, para o Superior Tribunal de Em relação às propriedades rurais, o art. 186 da CF diz o
Justiça, ou recurso extraordinário, para o Supremo Tribu- seguinte:
nal Federal (se matéria constitucional). Perdendo nova-
mente, aí não haverá mais recurso possível: ocorreu o trân- “A função social é cumprida quando a propriedade rural
sito em julgado, cujo resultado é a coisa julgada, ou seja, a atende, simultaneamente, segundo critérios e graus de
sentença imutável, não mais passível de alteração. exigência estabelecidos em lei, aos seguintes requisi-
tos:
Liberdade de associação I - aproveitamento racional e adequado;
XX - ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a II - utilização adequada dos recursos naturais disponí-
permanecer associado; veis e preservação do meio ambiente;
III - observância das disposições que regulam as rela-
O fato de se exigir a filiação de determinados profissio- ções de trabalho;
nais aos respectivos Conselhos Regionais (CREA, CRM, IV - exploração que favoreça o bem-estar dos proprietá-
CRP, OAB, CRC etc.), sob pena de exercício ilegal da pro- rios e dos trabalhadores.”
fissão indica situação em que este inciso não é aplicado.
Tal exigência, entretanto, parece encontrar respaldo cons- Aquelas propriedades que não cumprirem a sua função
titucional no artigo 149 da CF, que outorga à União com- social poderão sofrer desapropriação, nos termos do
petência para instituir contribuições de interesse das ca- inciso seguinte:
tegorias profissionais ou econômicas.
Desapropriação
XXI- as entidades associativas, quando expressamente XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para desapro-
autorizadas, têm legitimidade para representar seus fili- priação por necessidade ou utilidade pública, ou por in-
ados judicial ou extrajudicialmente; teresse social, mediante justa e prévia indenização em
dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constitui-
Observe, que a autorização tem que ser expressa. Uma ção;
associação de funcionários públicos aposentados, por
exemplo, pode, mediante procuração de seus filiados, Desapropriação é a transferência compulsória da pro-
mover um processo contra o Estado para obter benefíci- priedade de um bem de uma determinada pessoa para
os a que estes façam jus (representação judicial). Da o Estado, em razão de necessidade pública, utilidade
mesma forma, um sindicato de trabalhadores pode en- pública ou interesse social.
trar, em nome de seus filiados, em negociação com o Necessidade pública é aquela que o Poder Público sente
sindicato patronal para efetuar determinados acertos em relação a determinado bem e que só pode ser resol-
salariais (representação extrajudicial). vida com a transferência deste.
Utilidade pública afere-se pela conveniência da utiliza-
Direito de propriedade ção do bem.
XXII- é garantido o direito de propriedade; Interesse social ocorre quando se visualizam benefíci-
os à coletividade.
Não é o direito de ser proprietário de quaisquer bens,
pois este direito é permitido em qualquer país do mundo. Embora este inciso diga que a desapropriação deverá
Entende-se que o corpo constitucional enfoca a proprie- ser precedida de pagamento prévio e justo em dinheiro,
dade privada dos meios de produção, como, por exem- nem sempre é assim. O texto constitucional enumera
plo, fábricas, escolas, fazendas etc. Na economia planifi- exceções à indenização em dinheiro:
cada não há esta defesa. • nas desapropriações para fins de reforma agrária, a
O direito de propriedade, enunciado aqui de forma gené- indenização será feita mediante títulos da dívida agrá-
rica, sofrerá restrições nos incisos seguintes. ria (art. 184, da CF);
• no caso de desapropriação-sanção (desapropriação
Função social da propriedade aplicada ao proprietário de imóvel urbano que não
XXIII - a propriedade atenderá a sua função social; promova o seu adequado aproveitamento), o paga-
mento é feito mediante títulos da dívida pública (art.
Ao se exigir o cumprimento da função social da proprie- 182, § 4o, III).
dade, teve o legislador constituinte a idéia de que a pro-
priedade urbana e a rural não mais poderiam servir para O art. 243, da CF, diz que o Estado deverá tomar a propri-
o simples acréscimo patrimonial, mas sim deveriam ter edade que foi utilizada para plantio de plantas psicotró-
um destino na sociedade.

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DIREITO CONSTITUCIONAL Central de Concursos / Degrau Cultural
picas ilegais; neste caso, entretanto, não se trata de de- seus herdeiros, se estes forem filhos, pais ou cônjuges.
sapropriação, porque não há qualquer indenização, e é Os demais sucessores do autor gozarão dos direitos
da essência do instituto da desapropriação que sempre patrimoniais que este lhes transmitir pelo período de
haja indenização. setenta anos, a contar de 1o de janeiro do ano subse-
A Constituição utiliza a expressão expropriação de forma qüente ao de seu falecimento. Esgotados esses prazos,
inadequada, pois tal expressão tem o mesmo sentido a obra cai no domínio público, passando o seu uso a ser
da palavra desapropriação. inteiramente livre.

Requisição administrativa Direito à participação individual em obra coletiva


XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade XXVIII - são assegurados, nos termos da lei:
competente poderá usar de propriedade particular, as- a) a proteção às participações individuais em obras co-
segurada ao proprietário indenização ulterior, se houver letivas e à reprodução da imagem e voz humanas, inclu-
dano; sive nas atividades desportivas;
b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômi-
Este inciso traz mais uma restrição ao direito de proprie- co das obras que criarem ou de que participarem aos
dade: é a chamada requisição administrativa ou utiliza- criadores, aos intérpretes e às respectivas representa-
ção de propriedade alheia. ções sindicais e associativas;
Diferentemente da desapropriação, neste caso não há
alteração no Cartório de Títulos e Documentos, uma vez O constituinte quis proteger a participação individual nas
que não houve qualquer alteração de domínio (dono). O obras coletivas. Uma novela, por exemplo, é composta
proprietário perderá apenas o direito de usar, perderá o da participação do autor, atores, diretores, assistentes e
direito de posse, que, temporariamente, passará ao Es- todo o corpo auxiliar.
tado. Quem de alguma forma colaborou na elaboração de uma
Ao término do perigo, deve a administração pública de- produção deverá ser contemplado com uma porcenta-
volver o imóvel. Se houver a constatação de dano, far-se- gem da venda dessa obra.
á o ressarcimento posteriormente. Estendeu-se, também esse direito à reprodução da ima-
Convém lembrar, ainda, que há uma outra requisição gem e da voz humanas e às atividades desportivas.
administrativa, efetuada em situações outras que não
em “iminente perigo”. A Justiça Eleitoral, por exemplo, Privilégio de invenção industrial
pode perfeitamente requisitar um prédio particular para XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos industri-
que nele sejam realizadas eleições. ais privilégio temporário para sua utilização, bem como
proteção às criações industriais, à propriedade das mar-
Proteção à pequena propriedade rural cas, aos nomes de empresas e a outros signos distinti-
XXVI- a pequena propriedade rural, assim definida em vos, tendo em vista o interesse social e desenvolvimento
lei, desde que trabalhada pela família, não será objeto tecnológico e econômico do País;
de penhora para pagamento de débitos decorrentes de
sua atividade produtiva, dispondo a lei sobre os meios Caso o direito do inventor contrarie o interesse coletivo,
de financiar o seu desenvolvimento; este último prevalecerá, pois o interesse coletivo é su-
premo e indisponível em relação ao individual.
A pequena propriedade rural, de acordo com o Código O privilégio de invenção industrial, no caso, consiste no
Florestal, tem um tamanho variável de acordo com a re- direito de obter patente de propriedade do invento e no
gião do país onde se encontrar. direito de utilização exclusiva desse invento. Por este
Penhora é o ato judicial pelo qual são apreendidos os inciso, tal privilégio deverá ser temporário, isto é, a lei
bens do devedor para que por eles se cobre o credor do ordinária que for regulá-lo não poderá torná-lo perpétuo.
que lhe é devido.
Esse inciso protege o pequeno agricultor que poderia Direito de herança
perder sua propriedade em virtude do não-pagamento XXX- é garantido o direito de herança;
dos empréstimos que fez para o plantio.
Para que a propriedade não seja objeto de penhora, ela Ao assegurar o direito de herança, a Constituição impe-
deverá ser pequena e ser trabalhada pela família; além de que o Estado se aproprie dos bens do falecido.
disso, a dívida deverá ter sido contraída em função da
atividade produtiva. XXXI - a sucessão de bens de estrangeiros situados no
O favor constante nesse inciso não abrange dívidas fis- País será regulada pela lei brasileira em benefício do
cais, pelo que poderá ser efetuada a penhora em decor- cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes
rência do não-pagamento de tributos. seja mais favorável a lei pessoal do ‘de cujus’;
Diz ainda, o legislador, remetendo o assunto a lei poste-
rior, que haverá normas para permitir o desenvolvimento “De cujus” é a pessoa que morreu. Se for estrangeira, a
desse pequeno produtor. sucessão dos seus bens pode ser regulada por duas
maneiras: ou pela lei do seu país de origem, ou pela lei
Direito autoral do país onde estão situados os seus bens. Se os bens
XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de utili- estiverem no Brasil, aplicar-se-á sempre a lei que for
zação, publicação ou reprodução de suas obras, trans- mais favorável aos filhos ou cônjuge brasileiros.
missível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar;
Defesa do consumidor
Segundo a Lei Nº 9.610/98, o direito do autor de explora- XXXII- o Estado promoverá, na forma de lei, a defesa do
ção exclusiva de sua obra é vitalício, ou seja, perdura consumidor;
por toda sua vida. Perdura também, por toda a vida de
A regulamentação deste inciso adveio com a promulgação
do Código de Defesa do Consumidor, Lei no 8.078/90.
133
Central de Concursos / Degrau Cultural DIREITO CONSTITUCIONAL
é que qualquer pessoa pode recorrer ao Judiciário, inde-
XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos pendentemente de abrir ou não processo administrativo.
informações de seu interesse particular, ou de interesse Excepciona, o legislador constituinte, apenas em relação
coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, à justiça desportiva (art. 217, §1o).
sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo
sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e XXXVI- a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato
do Estado; jurídico perfeito e a coisa julgada;

Excetuando-se as informações que coloquem em risco Busca-se garantir aqui a segurança jurídica, conceden-
a segurança da sociedade e do Estado, a resposta ao do-se às pessoas estabilidade nas suas relações jurí-
pedido de informação é obrigatória, sob pena de ser dicas com o Estado. Normas supervenientes (ou seja,
aberto processo administrativo contra o funcionário com- que sobrevenham posteriormente) não podem suprimir
petente. atos consumados.
Além disso, em havendo recusa em fornecer dados liga- Ato jurídico perfeito, segundo o art. 6o, § 1o da Lei Intro-
dos à pessoa do requerente, poder-se-á obrigar o Poder dução ao Código Civil, é o ato consumado de acordo
Público a entregá-los, utilizando-se o instituto do habe- com a lei vigente ao tempo em que se efetuou. Como
as data, consagrado no inciso LXXII. todo ato jurídico, deve obedecer aos seguintes requisi-
tos: agente capaz, vontade livre, objeto lícito e forma pres-
Direito de petição crita ou não defesa (proibida) em lei.
XXXIV - são a todos assegurados, independentemente Coisa julgada, segundo o art. 6o, § 3o da Lei Introdução
do pagamento de taxas: ao Código Civil, é a decisão judicial de que já não caiba
a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa recurso.
de direito ou contra ilegalidade ou abuso de poder; Direito adquirido é aquele que permite gozar dos efei-
b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para tos de lei não mais em vigor, por já ter sido incorporado
defesa de direitos e esclarecimento de situações de inte- ao patrimônio do seu titular, isto é, já ser de sua proprie-
resse pessoal; dade.
É importante notar que não se pode alegar direito adqui-
Neste inciso temos a consagração do direito de petição, rido se o prejuízo for decorrente de emenda constitucio-
ou direito de representação. Por ele qualquer pessoa, nal ou de dispositivo da própria Constituição1. O legisla-
tanto física quanto jurídica pode fazer um requerimento dor deixa claro, no início do inciso que a vedação em
endereçado aos órgãos do Poder Público, pleiteando causa se destina à lei, isto é, ao ordenamento infracons-
um direito individual ou demonstrando que contra si ou titucional.
seu interesse (seja individual ou coletivo) cometeu-se
uma ilegalidade (violou-se a lei) ou algum abuso de po- XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exceção;
der, por parte de um agente público.
Poder Público é toda e qualquer entidade governamen- Proíbe-se a criação de tribunais ou juízos que não se-
tal, seja da União, dos Estados-membros, dos Municípi- jam aqueles previstos no art. 92 da CF. Os julgamentos
os, do Distrito Federal, dos Territórios, das autarquias e somente poderão ser realizados por juízes ou tribunais
fundações públicas, seja do Poder Executivo, Legislati- pertencentes à estrutura do Poder Judiciário, a saber:
vo ou Judiciário. Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça;
Certidão é o documento onde um funcionário público os Tribunais Regionais Federais e Juízes Federais; os
atesta algo que se encontra em seus livros e registros. Tribunais e Juízes do Trabalho; os Tribunais e Juízes
Eleitorais; os Tribunais e Juízes Militares; os Tribunais e
Muito embora o legislador quisesse garantir o assegu- Juízes dos Estados e do Distrito Federal e Territórios.
ramento da obtenção de certidões, junto às repartições O mais famoso tribunal de exceção da história foi o que
públicas, independentemente de qualquer pagamento, julgou os oficiais nazistas com o término da 2ª Grande
isto não ocorre na prática porque se cobram os valores Guerra, o Tribunal de Nuremberg. No ordenamento bra-
do papel, da tinta gasta, do carbono e do tempo despen- sileiro não haverá casos a serem julgados fora dos po-
dido pelo servidor, sob a denominação de “emolumen- der judiciário, por mais hediondo que seja o crime.
tos”, ou “custas judiciais”.
XXXVIII- é reconhecida a instituição do júri, com a orga-
Jurisdição universal ou Jurisdição Única nização que lhe der a lei, assegurados:
XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judici- a) a plenitude de defesa;
ário lesão ou ameaça a direito; b) o sigilo das votações;
c) a soberania dos veredictos;
Esse princípio é consagrado como princípio da inafasta- d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos
bilidade do controle jurisdicional ou princípio da univer- contra a vida;
salidade da jurisdição.
Qualquer pessoa que sinta que seu direito está sendo
ameaçado, ou que entenda que sofreu uma lesão mere-
cedora de reparos, tem o direito de ir ao Judiciário bus- 1
O art. 17, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias,
car uma solução, na forma de uma sentença proferida por exemplo, diz o seguinte: “Os vencimentos, a remuneração,
pelo juiz. as vantagens e os adicionais, bem como os proventos de apo-
Houve aqui um enorme ganho em relação à redação des- sentadoria que estejam sendo percebidos em desacordo com a
te princípio na Constituição de 1967, que dizia que o in- Constituição serão imediatamente reduzidos aos limites dela de-
gresso em juízo poderia ser condicionado a que se exau- correntes, não se admitindo, neste caso, invocação de di-
rissem previamente as vias administrativas. A regra, hoje, reito adquirido ou percepção de excesso a qualquer título”.

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DIREITO CONSTITUCIONAL Central de Concursos / Degrau Cultural
pela pacificação social”.
Júri é o órgão julgador formado por sete pessoas do povo, Dizer que o crime de racismo é imprescritível significa
destinado a julgar crimes dolosos contra a vida, a saber: que o Estado poderá levar o tempo que for necessário
homicídio (matar alguém), infanticídio (matar o próprio para efetuar a sua apuração, que a prescrição não ocor-
filho logo após o parto, em virtude do estado puerperal), rerá. Após a apuração e devida sentença penal conde-
aborto, e instigação, induzimento ou auxílio ao suicídio. natória, o infrator cumprirá sua pena.
Ao jurado compete apenas examinar os fatos e dizer se
o réu deverá ser condenado ou absolvido. O voto emitido Reclusão é uma modalidade de pena privativa de liber-
pelo jurado é secreto. Ao final da votação é dado conhe- dade, que se aplica a crimes dolosos e, portanto, mais
cimento ao réu de sua sentença. O jurado não aplica a graves, e cujo início de cumprimento de pena se dará
pena, função esta que cabe exclusivamente ao juiz. No em regime fechado (preso), ou semi-aberto (trabalha
inciso acima, soberania dos veredictos quer dizer que o em colônia penal agrícola de dia, e se recolhe à noite na
cela para dormir) ou aberto (fica em sua própria casa).
juiz é obrigado a acatar a decisão dos jurados, mesmo
Como o legislador nos diz que a pena para o crime de
que não concorde com ela.
racismo é de reclusão, o início de seu cumprimento será
Ao réu deverá ser assegurada a mais ampla defesa, ou atrás das grades, ou seja, em regime fechado, podendo
seja, não serão admitidos quaisquer atos que impeçam mudar posteriormente para o semi-aberto e bem mais
ou cerceiem seu direito de defesa. Não pode o juiz inde- tarde, para o aberto.
ferir uma prova ou uma testemunha, sob pena de viola-
ção desse preceito constitucional. XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetí-
veis de graça ou anistia a prática da tortura, tráfico ilícito
Princípio da anterioridade da lei penal de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os defini-
XXXIX - não há crime sem lei anterior que o defina, nem dos como crimes hediondos, por eles respondendo os
pena sem prévia cominação legal; mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los,
se omitirem;
Toda conduta, para ser considerada criminosa, deverá
estar previamente descrita em lei enquanto tal; associa- Graça é o ato de competência privativa do Presidente da
da a essa conduta deverá vir a cominação legal da pena, República, pelo qual se defere pedido individual de per-
ou seja, a previsão legal de qual sanção será aplicada. dão ou de diminuição da pena do crime cometido. Se for
Para que haja um crime, é necessário que a lei que o concedida, ela extingue a punibilidade, ou seja, reco-
descreve esteja em vigor antes de o ato ser praticado. Se nhece-se que houve crime, mas a ele não se aplicará a
lei posterior vier a prever uma conduta como criminosa, pena.
seus efeitos serão da data de sua publicação para fren-
te. A lei penal, portanto, jamais retroagirá, isto é, jamais A anistia se dá por lei elaborada pelo Congresso Nacio-
alcançará atos praticados antes de sua publicação, ex- nal, onde se perdoa o ato criminoso, extinguindo-se to-
ceto na situação seguinte: das as ações penais a ele referentes. Não pode o anis-
tiado recusar a anistia, uma vez que esta é o esqueci-
Princípio da retroatividade da norma penal mais bené- mento da própria infração, apagando-a, como se ela
fica ao infrator nunca tivesse existido.
XL- a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu;
Os crimes hediondos são enumerados pela Lei nº 8.930,
Depreende-se que somente retroagirá a lei penal que de 6.09.94, conforme segue:
não mais caracterizar determinada conduta como crimi- a) homicídio quando praticado em atividade típica de
nosa ou que diminuir a pena a ser aplicada ao crimino-
grupo de extermínio, ainda que cometido por um só
so, pois, nestes casos, o réu será beneficiado.
agente, e homicídio qualificado;
XLI - a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos b) latrocínio (roubo seguido de morte);
direitos e liberdades fundamentais; c) extorsão mediante seqüestro;
d) extorsão qualificada pela morte;
Esse inciso não é um dispositivo auto-executável, preci- e) estupro;
sando da expedição de lei regulamentando-o. f) atentado violento ao pudor;
g) epidemia com resultado morte;
h) genocídio.
Repúdio ao racismo
XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e Como se vê, a prática da tortura, o tráfico ilícito de entor-
imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei; pecentes e drogas afins, o terrorismo e os crimes hedi-
ondos não poderão se beneficiar de fiança, graça ou
Fiança é o direito subjetivo que permite ao acusado, me- anistia. Além disso, todos os que participaram da con-
diante caução (depósito em dinheiro nos cofres públi- duta criminosa e os que, podendo evitá-la, se omitiram,
cos) e cumprimento de certas obrigações, conservar sua responderão ao processo sob pena de reclusão.
liberdade até a sentença condenatória irrecorrível.
Dizer que o racismo é crime inafiançável significa dizer XLIV- Constitui crime inafiançável e imprescritível a ação
que o acusado não poderá responder ao processo em de grupo armados, civis ou militares, contra a ordem
liberdade, através de fiança. constitucional e o Estado Democrático;

Prescrição é a perda do direito do Estado de punir, em O inciso em pauta vem reforçar a defesa do regime polí-
razão do tempo excessivamente grande demandado na tico adotado neste país, que é a democracia, e a defesa
apuração do caso. Conforme diz Maximilianus Führer, da ordem constitucional.
“se a pena não é imposta ou executada dentro de deter-
minado prazo, cessa o interesse da lei pela punição, Princípio da personalização da pena
passando a prevalecer o interesse pelo esquecimento e XLV- Nenhuma pena passará da pessoa do condenado,

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Central de Concursos / Degrau Cultural DIREITO CONSTITUCIONAL
podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação
do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendi- a) privação ou restrição de liberdade
das aos sucessores e contra eles executadas, até o limi- O Código Penal divide essa pena em detenção e reclu-
te do valor do patrimônio transferido; são. Na reclusão, o preso inicialmente cumprirá sua
pena em regime fechado, em isolamento celular, ou seja,
Quando o autor de um determinado crime falecer, sua preso em uma cela. Na detenção, poderá iniciar o cum-
família não irá para a cadeia cumprir o que resta da pena primento de sua pena em regime semi-aberto, ou seja,
por ele. É este o princípio da personalização da pena. Tal trabalha durante o dia em colônia penal agrícola, ao ar
regra difere de outros ordenamentos do mundo em que livre, e à noite, recolhe-se à cela.
a família sofre pelo ilícito cometido por um de seus mem-
bros, com casas demolidas, por exemplo. b) perda de bens;
É a perda em favor da União dos instrumentos do crime
Há, entretanto, uma segunda questão envolvida aí, que ou do produto do crime ou qualquer bem ou valor que
é de natureza patrimonial. Qualquer crime cometido im- constitua proveito auferido pelo infrator com a prática de
plicará em reparação de dano, e a obrigação de indeni- fato criminoso.
zar, esta sim, passará aos familiares do de cujus, mas
somente até o limite do que receberam na sucessão, c) prestação social alternativa;
resguardados os direitos do cônjuge-meeiro (aquele que Essa pena consiste na atribuição ao condenado de tare-
fica com a metade dos bens). Exemplificando: Carlos fas gratuitas junto a entidades assistenciais, hospitais,
cometeu crime de falsidade e foi condenado a uma pena escolas, orfanatos e outros estabelecimentos.
de 5 anos. Cumpre 2 anos e falece. Sua mulher e filhos
não responderão criminalmente. Enquanto estiveram ca- d) suspensão ou interdição de direitos;
sados, Carlos e a esposa auferiram, de forma lícita, uma Implica na perda permanente (interdição) ou temporária
casa e um telefone, que equivalem a 100 mil reais. 50 (suspensão) de direitos. Perfaz-se, por exemplo, com a
mil é de Carlos e 50 mil é da viúva. Só a parte de Carlos proibição para o exercício do cargo, função ou atividade
é que deve indenizar os prejuízos ocasionados a tercei- pública, ou mandato eletivo; com a proibição do exercí-
ros, pelos documentos falsificados, e não o patrimônio cio de profissão, atividade ou ofício que dependam de
inteiro. habilitação especial, de licença ou autorização do poder
público; com a suspensão de autorização ou de habilita-
Perdimento de bens, no sentido original, era a devolu- ção para dirigir veículos etc.
ção aos cofres públicos de quantias subtraídas do pró-
prio erário, ou em decorrência de enriquecimento ilícito XLVII - não haverá penas:
gerado pelo exercício de cargo, função ou emprego na a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos
administração direta ou indireta. A Constituição Federal, termos do art. 84, XIX;
entretanto, não exige que o infrator seja funcionário pú- b) de caráter perpétuo;
blico para ser-lhe aplicada a pena de perdimento de bens. c) de trabalhos forçados;
Basta que cause prejuízo ao Estado. d) de banimento;
e) cruéis;
Princípio da individualização da pena
XLVI- a lei regulará a individualização da pena e adota- A pena de morte, prevista no Código Militar, é uma exce-
rá, entre outras, as seguintes: ção à regra, só sendo permitida em período de guerra.
a) privação ou restrição da liberdade; Não há penas de caráter perpétuo, uma vez que estas
b) perda de bens; privam o homem de sua condição humana, e não lhe
c) multa; permitem a reeducação, que é objetivo do legislador.
d) prestação social alternativa; Também não se permite a imposição de trabalhos for-
e) suspensão ou interdição de direitos; çados. Os trabalhos forçados, por sua própria natureza,
são gratuitos. Nos presídios brasileiros, os presos que
Individualização da pena significa dizer que o juiz deverá trabalharem serão sempre remunerados.
aplicar a pena coerentemente com o crime cometido e Banimento é a expulsão de brasileiro do território nacio-
com as condições do infrator. Não deve o juiz agir de nal. A Constituição também não o admite.
forma arbitrária, perseguindo os fracos e privilegiando
os mais fortes. Ou ainda, determinando a mesma quan- XLVIII - a pena será cumprida em estabelecimentos dis-
tidade da pena independente do grau da participação tintos, de acordo com a natureza do delito, a idade e o
individual em um ilícito coletivo. sexo apenado;
A determinação da pena deve ter por base uma relação
de proporcionalidade, aferida por dois critérios: o quali- Isto significa que presos de menor periculosidade deve-
tativo e o quantitativo. O critério qualitativo nos diz que rão ficar com os de menor periculosidade. Os mais jo-
crimes mais graves devem ter penas mais severas. O vens deverão ficar separados dos mais velhos. As mu-
critério quantitativo nos diz que a pena deverá ser aplica- lheres ficarão em presídios femininos, e os homens,
da em maior ou menor grau, conforme a maior ou menor nos masculinos.
culpabilidade do infrator.
Além dessas duas relações devemos analisar os antece- XLIX- é assegurado aos presos o respeito à integridade
dentes criminais do réu, sua personalidade, sua conduta física e moral;
social e familiar, os motivos determinantes do crime, gravi-
dade da conduta etc. O Estado detém a custódia do preso e é responsável
Somente a lei pode criar penas e o legislador enumera pela sua integridade física e moral. Se uma pessoa for
alguns tipos, podendo perfeitamente ser criadas outras, assassinada, estuprada ou maltratada numa prisão,
uma vez que a enumeração é meramente exemplificativa: cabe ação de indenização contra o Estado.

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DIREITO CONSTITUCIONAL Central de Concursos / Degrau Cultural
outra parte contra ele.
L - às presidiárias serão asseguradas condições para Ampla defesa é o direito do acusado de apresentar, no
que possam permanecer com seus filhos durante o perí- processo, todos os meios lícitos necessários para pro-
odo de amamentação; var sua inocência (testemunhas, documentos etc.).
Importante inovação é a extensão do contraditório e da
Os filhos das presidiárias não podem ser punidos pelos ampla defesa para os processos administrativos. Revo-
erros de suas mães; portanto, devem ser criados com gou-se, assim, a lei ordinária anterior à atual Constitui-
condições mínimas. Se não houvesse esta garantia, es- ção, que permitia que os processos administrativos cor-
taria havendo uma apenação dessas crianças, constitu- ressem em segredo de justiça, muitas vezes, à revelia
cionalmente proibida. do funcionário, que só era notificado do resultado final,
sem ter tido o direito de exercer o direito de defesa.
LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturali-
zado, em caso de crime comum, praticado antes da na- LVI - são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas
turalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico por meios ilícitos;
ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei;
A licitude dos meios usados na obtenção das provas é
Extradição é a transferência compulsória de pessoa que necessária para a transparência e a seriedade proces-
está no território nacional para outro país, a pedido des- suais. Imagine o que aconteceria se o Poder Judiciário
te, para que responda a processo ou cumpra pena na- admitisse, nos processos, provas obtidas, por exemplo,
quele país. mediante tortura, suborno de testemunhas, ameaças às
O brasileiro nato nunca poderá ser extraditado. pessoas ligadas ao acusado, escutas telefônicas sem
O brasileiro naturalizado somente será extraditado se autorização do juiz, furto de correspondência.
estiver envolvido em tráfico ilícito de entorpecentes ou,
para crimes comuns, se os tiver cometido antes de sua Princípio da não-culpabilidade
naturalização (ou seja, quando ainda era estrangeiro). LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito
em julgado de sentença penal condenatória;
LII - não será concedida extradição de estrangeiro por
crime político ou de opinião; Consagrou-se aqui a garantia do princípio da inocência,
ou como querem alguns doutrinadores, princípio da não-
Vimos anteriormente que a concessão de asilo político é culpabilidade, instituto fundamental do Estado de Direito.
um dos princípios que regem as relações de nosso país O acusado será considerado inocente até que haja o
com os demais. Daí a vedação contida neste inciso. trânsito em julgado da sentença condenatória.
Para se considerar o crime como político, entretanto, de- A Constituição, por este inciso, não recepcionou os arti-
verão ser analisados vários fatores, tais como: os moti- gos do Código de Processo Penal que determinavam
vos do crime, a psicologia do autor, o ambiente político que se mandasse o nome do acusado para o rol dos
existente no Estado reclamante etc. culpados, após a primeira decisão penal condenatória.
Muitas vezes o réu apelava desta sentença para o Tribu-
LIII - ninguém será processado nem sentenciado senão nal e lá ganhava a causa, sendo absolvido; sofria, contu-
pela autoridade competente; do, um prejuízo enorme, uma vez que o seu nome já
estava fazendo parte dos nomes de pessoas com ante-
Dada a complexidade de nosso ordenamento jurídico, o cedentes criminais, portanto, culpadas.
processo e o proferimento da sentença deverão ser fei-
tos por um juiz que tenha competência para julgar a ques- LVIII - o civilmente identificado não será submetido a
tão. Desta forma, há um juiz competente para julgar ques- identificação criminal, salvo nas hipóteses previstas em
tões tributárias, outro para julgar questões de família, lei;
outro para julgar questões trabalhistas etc. Busca-se,
assim, assegurar que a justiça seja feita. A identificação criminal (coleta de impressões digitais
na delegacia de polícia) configura medida vexatória im-
Princípio do devido processo legal posta ao cidadão indiciado, que a lei presume inocente
LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens até que sentença irrecorrível diga o contrário, não se jus-
sem o devido processo legal; tificando no caso de ele ter sido identificado no lugar em
que o fato ocorreu.
O devido processo legal é uma garantia processual pe-
nal. É a seqüência de atos necessários para se chegar LIX - será admitida ação privada nos crimes de ação
à sentença final, sendo que, necessariamente, nele de- pública, se esta não for intentada no prazo legal;
verão estar presentes as garantias seguintes:
Ação penal pública é aquela cuja iniciativa cabe privati-
Princípio da ampla defesa e do contraditório vamente ao Ministério Público (promotoria pública). Uma
LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrati- vez que o direito de punir pertence unicamente ao Esta-
vo, e aos acusados em geral serão assegurados o con- do, a regra no direito processual penal é que a ação