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EXTRUSÃO

No processo de extrusão, o PVC é alimentado, seja na forma de pellets ou de mistura seca em pó (dry blend)
em um canhão aquecido dentro do qual uma ou mais roscas o compactam, fundem e o homogeinizam,
alimentando um cabeçote que dá forma ao produto (acabado ou semi-acabado). Na maioria dos casos, são
usados pellets em extrusoras mono-rosca e mistura seca em pó (dry blend) em extrusoras dupla-rosca. O
cabeçote é desenhado de maneira a dar a forma desejada do produto final.

FILME SOPRADO

O filme soprado é produzido a partir de misturas secas de PVC e aditivos (dry blends) ou de pellets (compostos
de PVC), alimentados em uma extrusora para fusão e homogeneização. Esta mistura fundida alimenta um
cabeçote circular, onde se forma um tubo contínuo (parison), que é inflado no momento em que sai do
cabeçote. O volume de ar estira o tubo na largura desejada, sendo este balão fechado por meio de dois rolos, a
partir dos quais se começam o corte e o embobinamento do filme. A espessura é regulada com a velocidade de
extrusão e a velocidade de embobinamento.

FILME EXTRUDADO (EXTRUSÃO FLAT DIE)

De maneira análoga ao filme soprado, a mistura seca de PVC (dry blend) ou os pellets (compostos de PVC)
também são alimentados em uma extrusora. A diferença é que se alimenta um cabeçote plano onde se forma o
filme. Este se dirige a um cilindro de resfriamento e logo é embobinado. Geralmente, apresenta melhores
propriedades ópticas que um filme soprado e pode ser produzido a velocidades de linha produção mais altas.
Como principais desvantagens tem-se a geração de alto scrap devido às bordas e uma orientação muito pequena
na direção transversal.

MOLDAGEM POR SOPRO

No processo de moldagem por sopro, uma matriz fundida em forma de tubo vertical (parison) é extrudada entre
as duas metades do molde. Este tubo é inflado com ar para que adquira a forma do molde. O tubo é resfriado e
desmoldado o recipiente já totalmente formado.

Para recipientes grandes, o polímero fundido deve ser extrudado rapidamente para que não seja deformado
devido à gravidade. Isto se chama extrusão intermitente, já que normalmente só se produzem um ou dois
recipientes durante cada ciclo de máquina.

Para recipientes menores, tais como frascos para produtos lácteos e sucos de fruta, existem máquinas que
podem produzir até 16 recipientes de cada vez. Isto permite processar altas quantidades de peças para atender a
ampla demanda da indústria.
SLUSH MOULDING

É um processo que também envolve a aplicação do plastisol em um molde, mas neste caso a peça é gelificada
em um banho quente, a temperaturas ao redor de 200-230 oC. O período de permanência dentro do banho
depende da espessura requerida. O plastisol não gelificado restante é extraído, completando-se em seguida a
gelificação do PVC que permanece no molde. A peça é, então, finalmente desmoldada. As aplicações para este
processo incluem peças automobilísticas e máscaras de PVC.

IMERSÃO

Os corpos ocos podem ser fabricados através de imersão, um processo que também pode ser utilizado no
revestimento de tecidos previamente colocados em formas (luvas), de frascos e utilidades domésticas.

MOLDAGEM POR IMERSÃO: este método consiste em mergulhar um molde (em metal, porcelana ou
vidro) pré-aquecido a 100-130 °C no plastisol durante um curto período e gelificar a camada de pasta
depositada em sua superfície.

REVESTIMENTO POR IMERSÃO A QUENTE: este método permite o revestimento de objetos como
saboneteiras, escorredores, pinças, ganchos, frascos de vidro, para protegê-los contra corrosão, quebra ou para
melhorar sua aparência. O objeto a ser recoberto é pré-aquecido antes da imersão

REVESTIMENTO POR IMERSÃO A FRIO: esta técnica é utilizada principalmente na fabricação de luvas
com ou sem suporte de tecidos. A luva em tecido é colocada no molde frio em forma de mão, e depois é imersa
em um banho de plastisol. Após escorrido o excesso de pasta, o molde é introduzido em um forno de
gelificação.

Este processo é particularmente mais adaptável às resinas de PVC para plastisóis (obtidas através do processo
de polimerização em emulsão e micro-suspensão), mas também podem ser usadas misturas secas em pó de
PVC suspensão (dry blends) para necessidades específicas.

MOLDAGEM

Possibilita a aplicação de várias camadas coloridas ou não em um modelo (molde) pré-desenhado. Exemplos
deste processo podem ser a produção de etiquetas, tapetes para automóveis e chaveiros. Uma camada de
plastisol de determinada cor é aplicada ao molde e levada ao forno para pre-gelificação. Sucessivas camadas de
diversas cores vão sendo então aplicadas às cavidades correspondentes, sendo pré-gelificadas anteriormente à
aplicação da camada seguinte.

MOLDAGEM POR INJEÇÃO


Nesta técnica de moldagem, o polímero é injetado a alta pressão em um molde. O molde é mantido a uma
temperatura pré-fixada enquanto o polímero esfria. Em seguida, as metades são abertas e o artigo final é
expulso. Para partes pequenas, muitos moldes são montados em uma máquina, e o polímero fundido é injetado
simultaneamente em todos eles.

A moldagem por injeção pode produzir artigos mais complexos do que a por extrusão, mas não é um processo
contínuo. Os artigos obtidos já estão em sua forma final, podendo ser rígidos ou flexíveis, compactos ou
expandidos.

A moldagem por injeção soprada permite obter artigos ocos.

Com o processo de co-injeção, é possível produzir artigos como almas rígidas (metálicas ou poliméricas)
colocando-os no molde antes da injeção final.

PISTOLAGEM

Este processo é utilizado na montagem de automóveis e visa proteger a parte de baixo da carroceria e garantir a
boa vedação das juntas. Nos dois casos, os plastisóis são aplicados com o auxílio de um bico pulverizador. Para
obter uma boa vedação nas juntas, utilizam-se bicos de grande diâmetro; para proteger as carrocerias, utilizam-
se bicos bem finos, cujo diâmetro pode chegar a 0,3 mm (pulverização).

ROTOMOLDAGEM

A moldagem rotacional (rotomoldagem) é um processo muito popular e bastante utilizado para obter artigos
normalmente ocos. É utilizada na produção de pequenas quantidades de artigos muito grandes. Produtos como
brinquedos, bolas e mobiliário para jardim são fabricados através deste processo. O molde é fechado, colocado
em um forno e girado vertical e horizontalmente. O molde, que continua girando, distribui o plastisol em início
de fusão sobre suas paredes por efeito da força centrífuga e forma uma película. Após um determinado período,
o molde é retirado do forno e esfriado cuidadosamente para evitar que o produto sofra encolhimento ou torsão

A rotomoldagem utiliza um plastisol (pasta mais ou menos viscosa obtida através da dispersão de PVC em
plastificante) bastante fluido que é introduzido no molde.

TERMOFORMAGEM

Termoformagem é o termo geralmente utilizado para o processo de produção de artigos formados a partir de
uma folha plana, com ajuda de pressão e temperatura.

Os produtos obtidos por termoformagem, em sua forma mais elaborada, podem alcançar tolerâncias exigentes,
detalhes bem definidos e especificações estreitas.

Quando se utilizam técnicas avançadas de acabamento, os termoformados de alta tecnologia podem alcançar
resultados similares aos produtos obtidos através da moldagem por injeção