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Meios de contraste

Prof. Ana Paula Souza


Técnologa em Radiologia Médica
"No que diz respeito ao empenho, ao compromisso, ao esforço, á dedicação, não
existe meio termo. Ou você faz uma coisa bem feita ou não faz."

Ayrton Senna
Sumário

1. Considerações iniciais .................................................................................................... 5


2. Breve histórico ................................................................................................................. 5
3. Meios de contraste .......................................................................................................... 7
3.1 O que são meios de contraste? .................................................................................... 7
3.2 Vias de Administração .................................................................................................. 9
3.3 Características dos meios contrastes ........................................................................ 10
3.4 Meios de contraste iodados de baixa osmolalidade ................................................... 12
3.5 Viscosidade ............................................................................................................... 14
3.6 Em relação aos meios de contraste, a viscosidade acarreta duas consequências
básicas ............................................................................................................................. 14
4. Exames que utilizam meios de contrastes.................................................................. 15
5. Métodos de administração de meios de contraste ...................................................... 15
5.1 Administração do meio de contraste em bolo ............................................................. 17
5.2 Administração do contraste pelo método bi-fásico ...................................................... 17
5.3 Administração do contraste por infusão ...................................................................... 17
5.4 Fases após administração da solução ........................................................................ 18
6. Riscos decorrentes do uso do contraste ..................................................................... 18
7. Assistência à vida .......................................................................................................... 18
7.1 Parada Cardiorrespiratória ......................................................................................... 19
7.2 Exemplos de efeitos adversos possíveis quando administrado meios de contraste ... 21
8. Exames contrastados ................................................................................................... 21
8.1 Abordagem ao Usuário ............................................................................................... 21
8.2 Características para a execução do exame ................................................................ 21
8.3 Incidência ................................................................................................................... 22
8.4 Medidas preventivas................................................................................................... 23
9. Contraindicações do meio de contraste Bário ............................................................ 25
9.1 O que é peritônio? ...................................................................................................... 26
9.1.2 As contraindicações para o uso de contraste baritado ........................................ 26
10. Exames contrastados do sistema digestório............................................................. 27
10.1 Seriografia do esôfago, estômago e duodeno .......................................................... 28
10.2 Trânsito intestinal ..................................................................................................... 34
10.3 Enema Opaco .......................................................................................................... 37
11. Exames contrastados do sistema urinário ................................................................ 47
11.1 Urografia excretora ................................................................................................... 47
11.2 Abordagem ao Usuário(a) ....................................................................................... 48
11.2.1 Características para a execução do exame ...................................................... 48
11.2.2 Contraindicações ............................................................................................... 48
11.2.3 Reação alérgica ao meio de contraste ............................................................... 49
12. Uretrocistografia retrógrada feminina e masculina ................................................... 51
12.1 Uretrocistografia feminina ......................................................................................... 51
12.1 Uretrocistografia masculina ...................................................................................... 52
13. Exame contrastado do sistema reprodutor feminino ................................................ 53
13.1 Histerossalpingografia (HSG) ................................................................................... 53
14. Considerações finais ................................................................................................... 56
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1. Considerações iniciais

Como nosso corpo não é transparente, olhar para seu interior geralmente
constitui um processo doloroso. No passado, a cirurgia exploratória era uma forma
comum de examinar o interior do organismo, mas os médicos modernos têm à
disposição uma enorme variedade de técnicas não invasivas. Alguns desses
métodos incluem os raios X, ressonância magnética, tomografia computadorizada,
ultrassom e assim por diante. Cada uma dessas técnicas tem vantagens e
desvantagens que as tornam úteis para diferentes condições clínicas e diferentes
partes do organismo. No final do século XIX, mais precisamente no dia 8 de
novembro de 1895 foram descobertos os Raios X pelo físico alemão Wilhelm Conrad
Röntgen ao ver sua mão projetada numa tela enquanto trabalhava com radiações.
Por ser muito perspicaz e inteligente imaginou que de um tubo em que ele
trabalhava deveria estar sendo emitido um tipo especial de onda que tinha a
capacidade de atravessar o corpo humano. Em seguida, resolveu realizar uma
documentação para provar sua descoberta, sendo assim efetuou a primeira
radiografia, usando a mão esquerda de sua esposa. Por ser uma radiação invisível,
ele a chamou de Raios X. Sua descoberta valeu-lhe o prêmio Nobel de Física em
1901. Desde esta época até os dias de hoje surgiram várias modificações nos
aparelhos iniciais a fim de se reduzir a radiação ionizante usada nos pacientes, pois
acima de certa quantidade é prejudicial à saúde. Assim foram surgindo tubos de
Raios X, diafragmas e grades anti-difusoras para diminuir a quantidade de Raios X
assim diminuindo a radiação secundária que, além de prejudicar o paciente,
prejudicava a imagem final.

2. Breve histórico

Apenas um ano após a descoberta dos raios-x por Roentger, foi publicado o
primeiro estudo conhecido usando realce do contraste. Era uma radiografia do
estômago e intestino de um porco, com os órgãos cheios com subacetato de
chumbo para absorver raios-x. Ela mostrava os dois órgãos em destaque do
contraste em relação à sua vizinhança mais radiolúcida. Desde aquele dia
substâncias capazes de realçar o contraste passaram a ser conhecidas como
agentes de contraste ou meios de contraste.
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Em 1897, o primeiro estudo comparado a radiopacidade de diversos agentes


de contraste incluiu o iodeto de potássio, brometo de potássio, subnitrato de
bismuto, e diversos outros. O subnitrato de bismuto mostrou-se capaz de absorver a
maior porcentagem de Raios-x, dentre todas as substâncias testadas, tendo sido
realizados muitos estudos quanto a sua aplicação. No inicio do século XX, o
subnitrato de bismuto, adicionado a alimentos em quantidades precisas, criou um
alimento padronizado de teste, que revela a fisiologia e atividade do trato alimentar à
medida que ele era digerido.

Em novembro de 1912, Lackett e Stenvard descobriram ar nos Ventrículos


ocasionados por uma fratura do crânio.

Um neurocirrugião de Baltimore, Dandy, em 1918, desenvolveu a


ventriculografia cerebral, substituindo o líquor por ar. Assim ele trouxe grande
contribuição no diagnóstico dos tumores cerebrais.

O contraste iodado foi utilizado pela primeira vez por E. H. Weld em via
ultravenosa no ano de 1918, a substância era iodeto de sódio, a partir daí vários
tipos de substâncias passaram por testes e evoluções até que em 1960, Wallindford
em um de seus testes descobriu o uso de ácido metrizóico,triiodado e metal
acetamido benzoico, esses três compostos são os agentes de contraste iodado
padrão.

Por volta de 1931, J. Licord desenvolveu a mielografia com a introdução de


um produto radiopaco no espaço subaracnóideo lombar.

Em julho de 1927, Egaz Moniz (Neurocirurgião Português) desenvolveu a


angiografia cerebral pela introdução de contraste na artéria carótida com punção
cervical. Ao apresentar seu trabalho na Sociedade de Neurologia de Paris, ele disse:
"Nós tínhamos conquistado um pouco do desconhecido, Aspiração suprema dos
homens que trabalham e lutam no domínio da investigação".

Em 1952 desenvolveu-se a técnica da angiografia da artéria vertebral por


punção da artéria femoral na coxa passando um cateter que ia até a região cervical,
pela aorta.

Por volta de 1970, através de cateteres para angiografia, começou-se a


ocluir os vasos tumorais surgindo assim a radiologia intervencionista e terapêutica.
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Assim, nos dias de hoje, usam-se cateteres que dilatam e desobstruem até
coronárias, simplesmente passando-os pela artéria femoral do paciente, com
anestesia locais, evitando nesses casos cirurgias extracorpóreas para desobstrução
de artérias (famosas pontes de safena).Ao longo dos anos, grande número de
agentes foram testados em lugar daquelas primeiras substâncias experimentais –
desde o ferro, em diversas formas, até o tântalo, um pó explosivo. Hoje, a variedade
e aplicação dos meios de contraste é estonteante, e o campo continua a se
desenvolver rapidamente, com trabalhos sendo realizados sobre agentes altamente
específicos para aplicações limitadas. Há muito tempo os métodos de exame por
imagem adquiriram os exames contrastados, estes que usam um meio de contraste
seja ele iodado iônico ou não-iônico e o baritado, sendo este ultimo usado somente
em área gastrointestinal, o meio de contraste faz com que a imagem se destaque
melhor com boa qualidade visibilidade, tendo melhor resultado de diagnostico para
os pacientes. Por serem substâncias radiopacas destacam o local desejado no raio-
x aparecendo na cor branca.

3. Meios de contraste

A partir do entendimento de que todas as substancias possuem capacidade


individual para absorver raios – x é um passo curto e lógico o esforço para melhorar
as diferenças inatas no contraste. Os materiais que compõem o corpo humano são
semelhantes, em sua maioria, na capacidade de bloquear, ou absorver, os raios – x.
a diferença entre músculos e sangue, por exemplo, pode ser pequena demais para
fornecer a clareza absoluta requerida pelos radiologistas, ao decidir sobre um
diagnostico. O contraste tornou-se então, o fator critico – o contraste entre dois
componentes do objeto em absorver raios – x, torna-os distinguíveis. Se for possível
aumentar o contraste entre o objeto de investigação – digamos bexiga, por exemplo
e os elementos circundantes, obter-se-á um grande aumento da qualidade
diagnostica da informação fornecida pela radiografia. Estenose em vasos, úlceras
em tecidos e aumento de órgãos podem ser facilmente discerníveis, pelo aumento
do contraste entre eles e suas vizinhanças.

3.1 O que são meios de contraste?


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Meios de contrastes são substâncias que propiciam uma melhor definição de


estruturas que apresentam densidades anatômicas similares, em imagens médicas.

Propriedades desses meios de contrastes

Os meios de contrastes apresentam diferentes propriedades químicas e


podem ser classificados com base na capacidade de absorção da radiação ionizante
e dissociação, na composição e natureza química, na solubilidade e nas vias de
administração.

Capacidade de absorção da radiação ionizante:

Radiopacos: possuem a capacidade de atenuar, ou seja, absorver mais


radiação do que as estruturas adjacentes. Também são conhecidos como agentes
positivos;

Radiotransparentes: possuem capacidade de atenuar, ou seja, absorver


menos radiação do que as estruturas ao redor. O ar é o exemplo clássico de um
agente negativo.

Capacidade de dissociação:

Iônicos: quando em solução, formam um composto iônico. Ânions e cátions


se dissociam.

Não iônicos: quando em solução não se dissociam


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Composição química:

Iodados: contêm o elemento iodo como agente radiopaco.

Não iodados: não contêm elemento iodo em sua composição. O Sulfato de


Bário e o Gadolíneo são exemplos de meios de contraste não iodados.

Natureza química:

Orgânicos: contêm o elemento químico carbono em suas moléculas.

Inorgânicos: não contêm o elemento químico carbono em suas moléculas.

Solubilidade:

Hidrossolúveis: são aqueles meios de contrastes solúveis em água.

Lipossolúveis: são aqueles elementos que dissolvem em lipídios.

Insolúveis: Não se dissolvem. Característica presente no Sulfato de Bário


(Ba SO4)

3.2 Vias de Administração:

Oral: o usuário faz a ingestão do meio de contraste.

Parenteral: a administração do meio de contraste é feita via endovenosa.


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Endocavitário: o meio de contraste é administrado por meio de orifícios


naturais das estruturas anatômicas, aquelas que se comunicam com o exterior.

Intracavitário: o meio de contraste é administrado por meio da parede da


cavidade a ser estudada.

3.3 Características dos meios contrastes

Osmolalidade e osmolaridade: Ambas correspondem a contração de uma


solução, porém se diferem na unidade de medida. Osmolalidade: Osmóis por
quilogramas de água, enquanto que osmolaridade é a quantidade de osmóis por
litro de água. Por razões práticas é mais utilizado o termo osmolaridade.

Osmose

A osmose é um processo pelo qual um solvente liquido atravessa uma


membrana se mi, material que permite a passagem das moléculas solvente,
impedindo a passagem das moléculas do soluto. Alguns papéis de pergaminho,
muitas membranas naturais, como as paredes das células biológicas e alguns
compostos inorgânicos gelatinosos agem como membrana semipermeável. Quando
separamos por meio de uma membrana semipermeável, duas soluções de
concentrações desiguais, uma parte do solvente, da solução diluída (ou menos
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concentrada) flui através da membrana para a solução mais concentrada, tendendo


a igualar as concentrações.

Quando dois recipientes separados por uma membrana semipermeável


contem suas soluções de concentrações diferentes (estado inicial), o solvente se
deslocará da mais diluída para a mais concentrada para igualar as concentrações
(estado final de equilíbrio). A situação ilustrada acima representa, com boa
aproximação, o que ocorre no organismo vivo, entre o liquido intracelular e o
extracelular separado pela parede da célula que é uma membrana semipermeável.
A pressão osmótica dentro e fora da célula é mantida em equilíbrio, que quando é
rompido, por exemplo, quando o liquido extracelular torna-se mais concentrado que
p intracelular, há uma passagem de água de dentro para fora da célula para
restabelecê-lo. Embora o cálculo e detalhamento desse processo e o cálculo da
pressão osmótica estejam além do objetivo do presente manual, para fins práticos
pode-se considerar que a pressão osmótica normal dos líquidos intra e
extracelulares humanos situa-se em torno de 300 miliosmose por litro (mOsm/L).
Esse valor é de fundamental importância e representa também a concentração dos
líquidos no organismo e nos leva aos conceitos de osmolalidade – a concentração
de partículas dissolvidas por litro de solução (mOm/L), e osmolalidade – a
concentração molecular de todas as partículas osmoticamente ativas de uma
solução por quilo de água (mOsm/kg). Na clinica a diferenciação dos dois valores
praticamente não tem importância. A osmolalidade é medida por meio de
osmometros e com a difusão, a osmometria é cada vez mais utilizada nos
laboratórios clínicos. Onde essa possibilidade ainda não existir a osmolalidade do
soro é fácil e rapidamente calculada pelo nível de sódio sérico. As forças osmaticas,
junto com a pressão hidrostática, são responsáveis pelo transporte e distribuição de
água no organismo. Como a água sempre se desloca de um meio de osmolalidade
mais baixa (mais diluído) para um de osmolalidade mais alta (mais concentrado),
estabelece-se um equilíbrio osmótico entre os espaços intra e extracelulares
separados pela parede celular semipermeável. Em condições normais, praticamente
toda a água do corpo é ligada osmoticamente, isto é, ela é regulada de tal modo que
resulta em uma osmolidade de 290 a 300 mOsm/L, um valor de referencia para a
analise do equilíbrio e terapia hidroeletrolítica, como também classificação dos
líquidos administrados aos pacientes, como o soro fisiológico, meios de contraste e
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outros. Desse modo, uma solução como osmolalidade (concentração) igual a 300
mOsm/L é chamada isotônica, caso dos soros fisiológicos (solução dos cloretos de
sódio a 0,85 = 0,,85 g/ 100ml). Uma solução com menos de 300 mOsm/L é chamada
hiposmolar ou hipotônica, e uma solução muito concentrada em relação ao plasma,
com osmolalidade acima de 300 mOsm/L é chamada hiperosmolar ou hipertônica.
Os meios de contraste radiológicos iodados são hiperosmolares, mas com
diferenças que levaram a uma divisão entre os chamados convencionais e os novos
(como já conferidos). Os meios de contraste iodados convencionais são atualmente
chamados de meios de alta osmolalidade e os novos de baixa osmolalidade. Esta
classificação, em termos de osmolalidade tem importância, uma vez que a baixa
osmolalidade dos novos compostos tem sido associada com seu aumento grau de
segurança e para os pacientes em particular aqueles considerados de alto risco, da
mesma forma que eles também estão classificados como iônicos e não iônicos,
estes últimos com aumentado perfil de segurança.

3.4 Meios de contraste iodados de baixa osmolalidade

Como visto os tecidos e fluidos do corpo humano possuem sua própria


osmolalidade. Quando a osmolalidade de um agente injetado no corpo é alta,
aumenta a possibilidade de ocorrência de reações adversas. A alta osmolalidade de
um agente de contraste cria pressão osmótica quando a solução do mesmo entra
em contato com o tecido biológico, especialmente a parede do vaso injetado, que
possui osmolalidade mais baixa (300mOsm). A pressão osmótica resultante leva a
água a se deslocar das membranas celulares de dentro para fora das células, onde
a concentração foi aumentada para tentar restabelecer o equilíbrio.

Quanto maior a diferença de osmolalidade, maior a pressão. Portanto,


quando mais próxima a osmolalidade de um meio de contraste estiver do valor do
plasma, menor será a pressão osmótica resultante. Nos vasos sanguíneos e órgãos
de uma pessoa sensível, uma pressão osmótica moderada cria uma sensação de
calor. “isto pode produzir uma pequena sensação de calor”, diz o radiologista. A
medida que aumenta a pressão osmótica com o aumento da osmolalidade do
agente de contraste, a sensação de aquecimento pode evoluir para uma sensação
de calor intenso. Tal efeito deve ser considerado como toxidade. O alvo, portanto é o
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desenvolvimento de agentes de osmolalidade apropriados, de modo a não


produzirem efeitos sobre os tecidos circundantes e ainda fazendo seu trabalho.
Bloquear os raios –x e produzir o desejado contraste radiológico. A maior parte da
pesquisa atualmente conduzida sobre meios de contraste esta focalizada em
agentes de baixa osmolalidade.

Os agentes de baixa osmolalidade, em geral produzem menos reações


adversas que os de alta osmolalidade. Infelizmente, eles também são mais caros
para produzir. Dependendo da aplicação, a diferença na toxidade pode não ser
bastante para justificar o uso dos agentes de baixa osmolalidade mais caros. É
importante lembrar que não importa o quão altamente desenvolvidos sejam os meios
de contraste, sejam eles de alta ou baixa osmolalidade, iônicos ou não iônicos, eles
são drogas químicas. Entre as muitas complicações possíveis, eles podem provocar
efeitos na barreira hematoencefálica, deformação nas células vermelhas sanguíneas
broncoespasmos e respostas no sistema imune, porque eles são elementos
estranhos no corpo. Vários fatores tem sido associados ao aumento de segurança
com os agentes de contraste iodados desenvolvidos mais recentemente,
destacando-se a osmolalidade mais baixa, a distribuição mais simétrica das cadeias
laterais que atuam como uma espécie de blindagem para os átomos tóxicos de iodo,
a existência de vários grupo hidroxila (OH) nas cadeias laterais em torno do anel
benzênico, que tornam as moléculas mais hidrofílicas, isto é, com maior afinidade
com a agua e menor com os lipídios, refletindo-se, particularmente na menor
probabilidade de atravessamento da barreira hematoencefálica e também o caráter
não-iônico, que demonstrou o maior grau de segurança particularmente em termos
do sistema nervoso. Independente da região – alvo a cuja opacificação se destinam
e o espaço de tempo pelo qual eles devem permanecer ativos, os agentes de
contraste devem ser excretados do corpo. A velocidade com a qual são excretados,
a eliminação completa e a extensão de suas alterações químicas na excreção são
todos fatores que devem ser considerados para se obter o uso mais eficaz.

Devido ao seu tamanho molecular a sua natureza hidrofílica, agentes de


contrastes solúveis em água baseados no iodo são preferencialmente excretados
através dos rins. Na maior parte dos casos, 95% ou mais do agente de contraste
injetado deixa o corpo através dos rins (e urina) em lugar das fezes ou bile. Os
meios de contraste podem ser administrados com um bolo – uma grande dose
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aplicada em um tempo relativamente curto, por meio de uma seringa ou bomba


injetora, em contraste com a infusão intravenosa, por gotejamento. São amplas as
alterações no sistema vascular. Como você pode imaginar quando uma dose de
contraste é administrada o volume intravascular aumenta ligeiramente. Mas também
é verdade que a pressão sanguínea cai, e o fluxo sangüíneo periférico aumentado.
Todas essas alterações afetam os rins com um impacto considerável. A falha renal
aguda ocorre de 1 a 5% de todos os pacientes hospitalizados nos EUA, e o efeito
dos meios de contraste sobre os rins pode ser responsável por pelo menos 10%
desses casos. Com o advento dos meios de contraste de baixa osmolalidade,
pensou-se que haveria uma redução dessas ocorrências, mas tal fato ainda não foi
confirmado. Os radiologistas ainda monitoram a função renal durante procedimentos
que requerem grandes quantidades de meios de contraste injetados ou em
repetições de exames, especialmente em paciente de alto risco, tais como aqueles
com comprometimento renal prévio, muitos dos quais são de um alto risco particular.

3.5 Viscosidade

A viscosidade é uma característica relativa a fluidez dos liquidos. O lento


escoamento de líquidos. Como o óleo lubrificante, bem como rápido mais
instantâneo escoamento de outros, com a água, são efeitos familiares dessa
propriedade, comum a todos os liquidos. A viscosidade é a resistência do liquido ao
escoamento e como a maioria das propriedades dos liquidos, é causada por forças
de atração intermoleculares. Em conseqüência,quando a temperatura de um liquido
aumenta, sua viscosidade diminui.

3.6 Em relação aos meios de contraste, a viscosidade acarreta duas


consequências básicas:

1. Influi na facilidade de injeção; quanto mais baixa a viscosidade de uma


solução de contraste, maior será a facilidade de injetá-la podendo-se por exemplo,
usar uma agulha mais fina.

2. Influi na velocidade de diluição pelo sangue, particularmente em grandes


vasos (grandes fluxos de sangue). Neste caso, uma solução de baixa viscosidade é
diluída mais rapidamente, motivo pelo qual, nesses vasos, é desejável uma solução
mais concentrada, portanto mais viscosa. Em contraste com os grandes vasos,
porem, nos territórios vasculares contendo ramos finos, um meio de contraste de
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baixa viscosidade fluirá melhor penetrando mais facilmente nas ramificações mais
finas, permitindo melhor visualização. A viscosidade dos meios de contraste esta
relacionada com três fatores:

1- Teor do iodo: quanto maior o teor de iodo, quanto maior a concentração


de uma solução (quantidade de sal dissolvido), maior sua viscosidade.

2- A natureza da base, ou o tipo de composição: os sais de meglubina são


mais viscosos que os sais de sódio.

3- A temperatura da solução: quanto mais baixa a temperatura de um


liquido, maior a sua viscosidade de injeção, maior conforto para o paciente e ainda
ajuda na redução de efeitos colaterais, recomenda-se injetá-los na temperatura de
37º C.

4. Exames que utilizam meios de contrastes

Os usos de meios de contrastes têm o objetivo de propiciar uma avaliação


funcional e estrutural de determinadas estruturas anatômicas. Por exemplo, quando
o interesse for o sistema excretor, utiliza-se o contraste iodado para evidenciar os
rins, ureteres, bexiga - bem como a funcionalidade destes, salvo quando houver
contraindicações pela sensibilidade ao composto químico iodo. Já quando o
interesse for o sistema digestório a indicação é o sulfato de bário, salvo quando
houver contraindicações.

5. Métodos de administração de meios de contraste


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A administração dos meios de contraste abrange vários fatores que resultam


por determinar o grau de opacificação que deverá ser obtido para cada tipo de
procedimentos radiológicos, levando-se em conta as diversas variáveis envolvidas,
como as características anatômicas e fisiológicas da área, tipo de contraste, iodo
total, equipamento, etc. dentre os fatores associados com o meio de contraste,
destacam-se a via de acesso para a administração, volume injetado, velocidade de
injeção e método de aplicação do produto, fatores tratados comumente como
protocolo.

Acesso – pode ser determinado em função da técnica empregados, incluindo


a punição direta método dominante, por longo tempo, nas angiografias cerebrais,
realizada com o puncionamento da artéria carótida. Empregada, também nas
mielografias. Menos comuns são as punições transhepáticas percutâneas para
injeção de um contraste iodado diretamente nos condutos biliares hepáticos. Outro
método de acesso envolve a introdução de cateter urológico para administração
retrograda do contraste diretamente nos cálices renais ou bexiga urinaria.
Igualmente empregando o acesso a via cateteres são as angiografias seletivas,
cerebrais, viscerais e coronarianas, através da introdução do mesmo em artéria
braquial ou femoral e posicionamento a sua ponta diretamente no vaso cuja
opacificação seletiva é o objetivo. Tanto as suspensões a base de sulfato de bário
como os meios iodados hidrossolúveis, são administrados por via oral, as primeiras
no estudo radiográfico do trato GI e os segundo nos casos em que as suspensões
são contraindicadas, mas também como auxiliares nos exames de TC abdominal.
Finalmente o acesso intravenoso, o mais comum, é amplamente empregado nas
urografias excretoras, nas tomografias computadorizadas e em menor proporção
nas colangiografias intravenosas. Enquanto na maior parte dos métodos, como as
punições e nos procedimentos que empregam cateteres administração do contraste
é feita preferencialmente em bolo (grande dose em tempo curto), no acesso
intravenoso vários métodos de administração do agente são empregados,
destacando-se: 1) bolo. 2) infusão. 3) bi-fásico. 4) bolo dividido. Todos eles
destinam-se a conseguir o melhor perfil de realce do contraste, especialmente em
TC, levando-se em conta as variáveis envolvidas como tipo de lesão, área de
interesse, tipo de equipamento, etc.
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5.1 Administração do meio de contraste em bolo

A injeção em bolo resulta em um aumento imediato na concentração do


meio de contraste no sangue, portanto no teor do iodo especificamente quando a
partir de então cai continuamente (exponencialmente).

5.2 Administração do contraste pelo método bi-fásico

Outro método empregado na tomografia computadorizada é chamado


técnica bi-fásica que consiste na aplicação de um bolo de contraste (com a seringa),
seguindo de uma infusão complementar. O objetivo da técnica é fornecer um teor de
iodo no sangue com o bolo inicial de contraste, e manter este teor por um tempo
mais prolongado através de infusa, visando compensar o decréscimo devido a saída
para o espaço extravascular e a extração renal. Em muitos que empregam o
protocolo bi-fásico ele tem sido aplicado, em particular na TC do Corpo (tórax e
abdômen).

5.3 Administração do contraste por infusão

A administração por infusão consiste na aplicação de volumes relativamente


grandes (150MI a 60% ou 200 a 300ml a 43% ou 30%), por meio de gotejamento
continuo. No passado tanto para a urografia excretora como para a TC, na qual os
equipamentos eram mais lentos, havia grande preferência pelo emprego da infusão,
um método que embora não forneça os mesmos picos de concentração de iodo
como a injeção em bolo, permite manter uma concentração útil no sangue por um
tempo mais prolongado que o bolo.
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5.4 Fases após administração da solução

• Fase inicial;

• Fase media;

• Fase tardia.

Ocorrem alterações potenciais relacionadas com o tempo, na concentração


do meio de contraste no interior de um tumor, como determinada por sua
vascularidade, espaço extravascular de troca lenta e concentração aumentada do
meio de contraste em relação as áreas circundadas.

6. Riscos decorrentes do uso do contraste

O usuário pode apresentar diversas reações ao usar um meio de contraste.


Estas reações podem ser classificadas quanto a:

*Etiologia

Baseado no mecanismo etiológico das reações destacam-se, as reações


idiossincráticas, não idiossincráticas e ambas combinadas.

*Severidade

As reações adversas podem ser leves, moderadas, graves ou fatais.

Tempo decorrido após a administração

Sendo estas reações, quanto ao tempo, subdivididas em reações imediatas


e tardias. Não faz parte das atribuições do processo de trabalho do técnico em
radiologia puncionar. Porém, é necessário que se tenha um cuidado com o usuário
portador do acesso venoso e arterial para que, ao executar procedimentos, não os
contamine.

7. Assistência à vida

Os exames radiológicos com o uso de contrastes são considerados exames


de risco, pois podem causar reações alérgicas. A administração destes meios de
contrastes deve ser feita pelos profissionais da equipe de enfermagem, com a
devida prescrição médica. Toda sala de exames contrastados deve possuir um
carrinho para emergências. Este deve conter medicamentos e equipamentos que
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auxiliem no cuidado básico à vida. O técnico em radiologia, juntamente com a


equipe de enfermagem, deve conhecer todos os compartimentos, e localização dos
medicamentos para auxiliar o médico, se houver a necessidade de qualquer
intervenção. O técnico em radiologia deve ter condições de prestar assistência à
vida, ou seja, reconhecer sinais e sintomas de reação ao uso de meios de contraste
e de parada cardiorrespiratória, adotando condutas adequadas para tais situações.

Os sinais e sintomatologia referentes ao uso dos meios de contraste iodado


podem ser observados nos âmbitos cardiovasculares, respiratórios, cutâneos,
neurológicos e urinários. O grau de severidade das reações adversas pode ser:

Reações leves: Exige-se somente observar o usuário. Este pode apresentar


sinais e sintomas como náusea, vômito, tosse, calor, cefaleia, tontura, ansiedade,
alteração do paladar, prurido, rubor, calafrios, tremores, urticária, sudorese, palidez,
congestão nasal, erupções cutâneas, espirros, inchaço na região dos olhos e boca,
dor no acesso venoso.

Reações moderadas: Exige-se observação e intervenção medicamentosa.


O usuário pode apresentar os seguintes sinais e sintomas: vômitos intensos, 7
alteração na frequência cardíaca, hipertensão, hipotensão, urticária extensa,
aumento de edema facial, rigidez, dispneia, sibilos, broncoespasmo,
laringoespasmo, dores torácica e abdominal e cefaleia intensa.

Reações graves: Exige-se atenção imediata e hospitalização. O usuário


pode apresentar edema de glote, inconsciência, convulsões, edema agudo de
pulmão, colapso vascular severo, arritmias com repercussão clínica e parada
cardiorrespiratória.

Reação fatal: Usuário chega a óbito em decorrência de colapso


cardiorrespiratório, edema pulmonar, coma, obstrução da via aérea ocasionado pelo
edema de glote.

7.1 Parada Cardiorrespiratória

O suporte básico à vida, também conhecido como primeiros socorros, é


caracterizado pelo ABCDE, sigla proveniente da língua inglesa para “A”, airway (vias
aéreas), “B”, breathing (ventilação) e “C”, circulation (circulação), “D”, disability
(avaliação neurológica) e “E”, exposition (remoção de vestimentas do usuário). Esta
20

sequência indica as ações que devem ser tomadas para garantir a vida. Para as
atribui
Identificação da parada Cardiorrespiratória O usuário apresentará ausência
respiratória, evidenciada pela parada do movimento torácico abdominal; os lábios, a
língua e as unhas ficam cianóticas. O procedimento para atendimento em caso de
parada cardiorrespiratória é o de monitorar os sinais vitais de forma que seja
avaliada a responsividade do usuário (A), verificada a respiração (B) e se há
presença de pulso carotídeo (C).

7.2 Exemplos de efeitos adversos possíveis quando administrado


meios de contraste

A) Efeito leve (urticária).


21

B) Efeito moderado (hipertensão).

Aumento de edema facial. (efeito moderado)

C)Efeito grave (choque anafilático). São sintomas: inchaço da boca, olhos e


nariz, dificuldade de respirar com chiado, dor abdominal, náuseas, vômitos, aumento
dos batimentos cardíacos, sensação de bola na garganta.

8. Exames contrastados

8.1 Abordagem ao Usuário(a)

Todo usuário que realizar exames contrastados deve ter recebido


orientações prévias quanto ao preparo específico para o exame que irá realizar.
Geralmente, é indicado fazer uso de um fármaco laxativo e de uma dieta leve.

8.2 Características para a execução do exame

* Manter a sala de exames organizada para recepcionar o usuário;

* Recepcionar cordialmente o usuário;


22

* Verificar a clínica indicativa para o exame;

* Executar a anamnese;

* O técnico em radiologia deve estar atento às contraindicações para a


execução do exame.

* Separar o contraste a ser utilizado durante o exame – verificando a data de


validade;

* Orientar o usuário quanto ao procedimento que será realizado;

* Definir quais serão as incidências executadas.

Este requisito depende da rotina específica de cada local de trabalho e do


quadro clínico que o usuário apresenta. Incidências básicas que demonstram as
estruturas devem, obrigatoriamente, ser executadas e incidências complementares
poderão ser requeridas ao longo do exame. Iniciar o procedimento, sempre
orientando o usuário para que o exame transcorra eficientemente.

8.3 Incidência

Em um estudo de mais de 300.000 casos reportados, relacionados por


Shehadi e Toniolo, a incidência geral de reações a meios de contrastes
intravasculares foi de 5%. Alguma variação na incidência destas reações ocorre
dependendo do tipo de procedimento realizado. Para a urografia excretora a
incidência de todas as reações foi de 4,8%, com a seguinte distribuição baseada na
severidade: 3,4% leves, 1,4 moderadas, 0,05%, severas e 0,006% fatais (uma morte
em cerca de 19.457 exames). A incidência de reações para a colangiografia
intravenosa (8%) foi mais alta que a observada para a urografia enquanto que a
incidência mais baixa for na arteriografia. (2,5%).

Pacientes em risco

Embora seja impossível no momento predizer qual paciente ira apresentar


uma reação adversa, alguns grupos apresentam um risco mais alto que a população
em geral. Pacientes com uma historia de alegria apresentam, aproximadamente, um
aumento de quatro vezes no risco para reações severas. Também esta aumentando
o risco para reações leves e moderadas. Os asmáticos apresentam uma incidência
de reações severas cinco vezes mais alta que a da população em geral. Outro grupo
23

com maior risco são aqueles pacientes que apresentam uma reação prevista a
contraste injetável. Este grupo apresenta também elevado risco para reação severa.
Idade e status geral – paciente acima de 50 anos são mais propensos a apresentar
uma reação severa. Pacientes com enfermidades importantes do coração, cérebro e
rins apresentam maior morbidade e mortalidade em seguida a administração do
meio de contraste, uma vez que não apresentam tolerância a hipotensão e a hipoxia.
Desidratação – a desidratação deve ser evitada em pacientes que irão receber um
meio de contraste intravascular. Existe um risco especial em pacientes desidratados
com diabetes mellitus, azotemia e mieloma multiplo. Outras condições – pacientes
com mieloma múltiplo podem incorrer em falha renal, devido a obstrução nos túbulos
renais, secundaria a agregação intra-tubular e precipitação de proteínas de baixo
peso molecular (fence - jones). A angiografia deve ser evitada em pacientes com
homocistenúria. Pacientes sob investigação angiográfica para feocromocitona
podem apresentar uma crise hipertensiva.

8.4 Medidas preventivas

Não está ainda definido, o valor da pré-medicação para pacientes suspeitos


de apresentar riscos aumentados e também para todos os pacientes que irão
receber o meio de contraste. Dois tipos de droga devem ser considerados anti –
histamicos e corticosteróides. Mesmo com evidencia direta ou indireta de que o meio
de contraste provoca a liberação de histamina, não foi ainda demonstrada uma
relação direta entre a liberação de histamina e as reações aos meios de contraste.
Não foi ainda demonstrado de forma concludente que o antihistaminicos reduzem a
incidência de reações maiores. Para os pacientes que tenham apresentado uma
historia alérgica ou uma historia de reação menor, a pré medicação com anti-
histaminicos dependendo da preferência de cada medico em forma individual. Os
corticosteróides parecem ser a medicação de eleição para pacientes que
apresentaram reação previa. Doses adequadas de corticosteróides são
administradas horas antes do exame para que sejam efetivas, continuando conforme
o caso, após o mesmo. Estas observações sobre pré-medicação não devem ser
interpretadas como relacionadas com o uso dessas drogas no tratamento de
reações.
24

Reações anafiláticas

Devido a que muitos dos efeitos adversos dos agentes de contraste imitam a
reação a drogas mediantes a imunoglobina E (IgE), foram chamados tipos
anafiláticos. As manifestações clínicas incluem: edema de glote, urticária,
broncoespasmo, hipotensão severa e morte súbita. Assim como uma verdadeira
alergia a droga, estas reações ocorrem independentemente da dose administrada e
da concentração.

Reações quimiotóxicas

As reações quimiotóxicas são aqueles efeitos tóxicos locais sobre os


tecidos, que dependem da dose e da concentração do agente. Os sais de meios de
contraste convencionais do acido triiodobenzóico se ionizam, para formar, cada
molécula as duas partículas – anion e cátion. Como já visto a osmolalidade é uma
função do número de partículas em solução por unidade de volume. O meio de
contraste convencional possui uma osmolalidade de cinco a oito vezes (dependendo
da concentração) maior que a dos líquidos tissulares e do plasma. Além disso, estas
soluções altamente concentradas são injetadas em volumes relativamente grandes,
muitas das alterações hemodinâmicas observadas depois da administração do
contraste intravascular resultam da tentativa do corpo de contrabalancear os efeitos
da carga hipertônica.

Efeitos cardíacos

Em seguida a injeção intravenosa do material de contraste, tem sido


observadas arritmias cardíacas em humanos e animais. Uma injeção rápida em bolo
resulta em uma frequência maior de arritmias que uma infusão lenta. Anormalidades
eletrocardiacas foram notadas mais frequentemente em homens e em grupos de
idade avançada.

Efeitos pulmonares

Exceto para pacientes com historia de asma, bronco espasmo é uma


ocorrência pouco frequente. A incidência de broncoespasmo em pacientes com
historia de alergia foi similar a do grupo sem historia previa, porem os pacientes
alérgicos demonstrados maior declinação na função pulmonar. O mecanismo do
edema pulmonar agudo e desconhecido e pode incluir falha cardíaca, efeito
25

quimiotóxico direto, reação antígeno-anticorpo, liberação de histamina ou o efeito do


meio de contraste sobre o sistema nervoso.

Efeitos sobre o sistema nervoso central

Ataques durante a urografia intravenosa se encontram na razão de 1 por


10.000 exames. Ocorrem mais frequentemente em pacientes com anormalidades
central oculta localizada, que conduz a uma maior permeabililidade da barreira
hemato-encefálica. Pacientes com enfermidades metástica no cérebro sob exame
com realce do contraste em tomografia computadorizada parecem estar
particularmente sob risco desta complicação.

Reações vagais

As reações que parecem ser mediadas pelo nervo vago ocorreram com
outros procedimentos. Os efeitos clínicos são hipotensão e bradicardia (o pulso é
geralmente de menos de 40 minutos). Apneia, palidez e inquietação também podem
manifestar-se. A velocidade do pulso é característica diferenciadora entre um
episodio hipotensivo de mediação vagal de um choque cardiogênico ou
hipovolêmico. Uma hipotensão prolongada pode resultar em isquemia ou infarto do
cérebro ou do miocárdio em pacientes mais idosos.

Complicações renais

A falha renal oligúrica aguda é uma complicação pouco comum após o uso
de meios de contraste. Uma baixa na excreção urinaria de 12 a 14 horas após a
injeção, sendo encontrado um aumento nos níveis de BUN, creatinina sérica e
potássio. A presença de desidratação acentuará os efeitos do agente de contrastes.

9. Contraindicações do meio de contraste Bário

Por ser um composto insolúvel, o sulfato de bário é contra indicado se


houver qualquer chance de que possa escapar para a cavidade peritoneal. Isso
pode ocorrer através de vísceras perfuradas, ou no ato cirúrgico se este suceder o
procedimento radiológico. Em qualquer dos dois casos, deve ser usado então
contraste iodado ou hidrossolúvel, que podem ser facilmente removidos por
aspiração antes da cirurgia ou durante esta; por outro lado, se essas substâncias
passarem para a cavidade peritoneal, o organismo pode absorvê-la facilmente.
Quanto ao sulfato de bário não será absorvido e deverá ser removido pelo cirurgião,
26

de qualquer lugar em que seja encontrado fora do canal alimentar. Embora seja raro,
já foi descrito pacientes hipersensíveis ao sulfato de bário, por isso todo paciente
deve ser observado quanto a quaisquer sinais de reação alérgica.

9.1 O que é peritônio?

É uma membrana serosa, a maior do corpo, transparente, com duas


camadas (parietal e visceral) que cobre as paredes abdominais e a superfície inferior
do diafragma e se reflete em vários pontos sobre as vísceras, formando uma
cobertura completa para algumas delas (estômago, intestinos, etc.) e incompleta
para outras (bexiga, reto, etc.). Algumas de suas funções são diminuir o atrito entre
as vísceras abdominais, promover resistência a possíveis infecções e
armazenamento de gordura.

9.1.2 As contraindicações para o uso de contraste baritado são:

*Suspeita de perfuração do tubo digestório. Uma das características do


contraste Sulfato de Bário é que ele é insolúvel, o que significa dizer que, se houver
extravasamento, isto pode ocasionar danos à saúde do usuário.

*Pré-operatório Dependendo do organismo, a eliminação do meio de


contraste pode levar dias e, pelas suas propriedades, ocasionar uma desidratação.
27

*Obstruções O uso do contraste pode comprometer o quadro clínico do


usuário.

*Desidratação Em usuários debilitados, o quadro de desidratação tende a


piorar com o uso de contraste baritado devido às suas propriedades químicas.

10. Exames contrastados do sistema digestório

O sistema digestório encontra-se, em sua maior parte, no abdome; é


constituído pelo tubo digestivo e alguns órgãos acessórios e tem, como função
primordial, a digestão e absorção de nutrientes dos alimentos ingeridos e eliminação
de produtos sólidos do catabolismo.

O trato gastrointestinal (TGI), anatomicamente, consiste em um longo tubo


oco que se estende desde a boca até o ânus. Os alimentos e os líquidos que são
ingeridos não se tornam parte do meio interno - até que tenham sido devidamente
degradados e absorvidos pelas paredes do intestino e conduzidos pelo sistema
circulatório ou pelos canais linfáticos.

A maioria dos exames radiológicos do sistema digestório necessita de


meios de contraste para que se tenha uma boa visibilidade das estruturas de
interesse. As únicas regiões do TGI que podem ser vistas em radiografias comuns,
sem o auxilio de meios de contraste radiopaco, são: - o fundo do estômago com
presença de bolha gástrica, sendo a imagem vista a partir do posicionamento do
usuário em ortostase. - porções do intestino grosso, devido à presença de ar nas
alças intestinais, bem como bolo fecal que ali se acumula. Os exames que são
frequentemente utilizados para visibilização das estruturas do TGI e que utilizam o
sulfato de bário são:

*Seriografia de Esôfago, Estômago e Duodeno (SEED)

*Trânsito Intestinal

*Enema Baritado ou Enema Opaco


28

10.1 Seriografia do esôfago, estômago e duodeno

EED=Esôfago

Estômago

Duodeno

A seriografia, como o próprio nome diz, é uma série de radiografias que tem
como objetivo avaliar a região do tratogastrointestinal alto (esôfago, estômago e
duodeno). Por meio desta avaliação será possível descartar suspeitas de afecções
ou comprová-las. Comumente, este exame é indicado para identificar causas de
disfagias, sejam elas por deglutição de corpo estranho, hérnia de hiato, carcinoma,
entre outras.

Condução do Exame

Reproduzir o exame de esofagografia com a complementação das imagens


das regiões anatômicas do estômago e duodeno. As incidências de rotina para
visibilização da seriografia são:

ESÔFAGO Sequência radiográfica:

-Incidência AP

Posicionamento Radiológico – incidência AP para esôfago

Nessa incidência anteroposterior, o usuário se encontra em ortostase


(posição anatômica). A região anatômica de interesse coincide com o centro do
receptor de imagem. Eleva-se o mento e se posiciona a coluna cervical ereta. O
29

feixe central deve incidir perpendicularmente ao nível da quarta vértebra cervical. A


deglutição do meio de contraste pode ser observada na fluoroscopia e a aquisição
da imagem ocorrerá no momento em que se verifica a presença do meio de
contraste na região de interesse. Deve-se orientar o usuário para que ele não se
movimente e não respire durante a captura da imagem.

Se a fluoroscopia for utilizada é possível obter em um único receptor de


imagem sequências radiográficas. O receptor de imagem deve ser selecionado de
acordo com a estrutura. Geralmente utiliza-se o formato 24 cm x 30 cm, realizando
duas aquisições longitudinais pegando o esôfago distal e proximal.

Incidência Lateral

Posicionamento Radiológico – incidência lateral para esôfago

Nessa incidência lateral, o usuário também se encontra em ortostase


(posição anatômica). Alinhar o Plano Médio Coronal (PMC) do usuário com o
30

receptor de imagem. O feixe central deve incidir perpendicularmente ao nível da


quarta vértebra cervical.

A deglutição do meio de contraste pode ser observada na fluoroscopia e a


aquisição da imagem ocorrerá no momento em que se verifica a presença do meio
de contraste na região de interesse. Deve-se orientar o usuário para que ele não se
movimente e não respire durante a captura da imagem.

O receptor de imagem deve ser selecionado de acordo com a estrutura; de


um modo geral utiliza-se o formato 24 cm x 30 cm, no sentido longitudinal.

Incidência Oblíqua

Posicionamento Radiológico – incidência OPD para esôfago


31

São observados todos os segmentos do esôfago. Se a anatomia se


apresentar normal na região da junção esofagogástrica, o ângulo de His é
evidenciado na incidência oblíqua posterior direita (OPD).

O usuário em ortostase, posicionado obliquamente. O feixe central deve


incidir perpendicularmente ao nível da sexta vértebra torácica, aproximadamente 7
cm abaixo da incisura jugular e coincidir com o centro do receptor de imagem.
Fornecer mais contraste ao usuário. Orientá-lo para que repita o procedimento da
deglutição e não se mova durante a captura da imagem.

Estômago

O estômago pode apresentar variações de tipos morfológicos. Pode ser


vertical, horizontal ou em cascata. Devido a esta variação anatômica evite pré-
definir um sentido para o receptor de imagem.

Sequências radiográficas

O objetivo das sequências radiográficas é observar todas as porções que


compõem o estômago. São elas a cárdia, fundo do estômago, corpo do estômago,
antro e piloro.

Incidência anteroposterior

Posicionamento Radiológico – incidência AP para estômago

Usuário em posição de Fowler. Orientar o usuário para deglutir o contraste.


A imagem é capturada no momento em que o meio de contraste estiver sendo
visibilizado no interior do estômago e a alça duodenal em seu arco. O feixe central
32

incide perpendicularmente ao nível da primeira vértebra lombar. O receptor de


imagem indicado é o formato 24 cm x 30 cm. Solicitar ao usuário para interromper o
processo respiratório.

Incidência lateral

Posicionamento Radiológico – incidência lateral para estômago

A mesa na posição de Fowler ou posição neutra, com o usuário em lateral


esquerda, para evitar a progressão do meio de contraste para o duodeno. Imagem
capturada no momento em que o meio de contraste estiver no interior do estômago,
sendo visibilizada toda a sua estrutura, assim como o duodeno. O espaço
retrogástrico é visualizado. O feixe central incide no nível da primeira vértebra
lombar, sendo o plano médio coronal observado. O receptor de imagem indicado é o
formato 24 cm x 30 cm. Solicitar ao usuário para interromper o processo respiratório.

Incidência oblíqua posterior direita


33

Posicionamento Radiológico - incidência OPD para estômago

A mesa em posição neutra (sem inclinação) com o usuário em decúbito


ventral obliquado de 40° a 70° deixando o lado direito mais próximo ao receptor de
imagem, para evidenciar o corpo do estômago e a grande curvatura. O feixe central
incide no nível da primeira vértebra lombar. O receptor de imagem indicado é o
formato 24 cm x 30 cm. Solicitar ao usuário para interromper o processo respiratório.

Incidência oblíqua anterior esquerda

Posicionamento Radiológico – incidência OAE para estômago

A mesa sem inclinação com usuário em decúbito dorsal obliquado de 40° a


70° deixando o lado esquerdo mais próximo ao receptor de imagem, para evidenciar
toda extensão do estômago e o duodeno. Uma incidência do bulbo duodenal deve
ser conseguida, sem superposição do piloro. O feixe central, ao nível da primeira
vértebra lombar, incide com a área de interesse no centro do receptor de imagem no
formato 24 cm x 30 cm. Solicitar ao usuário para interromper o processo respiratório.

Duodeno

O bulbo duodenal deve ser visibilizado sem superposição do piloro.

Incidência oblíqua anterior esquerda

Posicionamento Radiológico – incidência OAE para duodeno

A mesa sem inclinação com usuário em decúbito dorsal obliquado de 40° a


70° deixando o lado esquerdo mais próximo ao receptor de imagem, para evidenciar
toda extensão do estômago e o duodeno. O feixe central, ao nível da primeira
34

vértebra lombar, incide com a área de interesse no centro do receptor de imagem no


formato 24 cm x 30 cm. Solicitar ao usuário para interromper o processo respiratório.

Observações:

Quinta fase (VALSAVA): Consiste em colocar o paciente de preferência em


Trendelemburg. Este respirando fundo forçando a saída do ar, sem deixá-lo sair,
causando assim um esforço abdominal, dando ênfase ao estudo da cárdia.

Sexta fase (Pesquisa de refluxo): Pesquisa de refluxo gástrico colocando o


paciente em Tredelemburg, em AP esperando aproximadamente 5 minutos.

Estas duas últimas fases são específicas para estudo de patologias.

10.2 Trânsito intestinal

O trânsito intestinal é o exame radiológico que tem por objetivo visibilizar a


região do intestino delgado, forma e função, além de identificar patologias que
interferem com o trânsito intestinal do usuário. Este exame se inicia com a SEED
para documentar a trajetória do meio de contraste. De modo geral é executado em
equipamentos de radiologia convencional, onde uma sequência radiográfica da
região abdominal é executada. Recomenda-se a utilização da fluoroscopia quando
for necessária a compressão, que auxilia na dissociação de estruturas de
determinada região.

Não é possível precisar o tempo da duração deste exame, pois dependerá


da motilidade do intestino de cada usuário. Porém, em condições normais, estimase
que o exame tenha duração de 2 a 3 horas.

A sequência radiográfica dependerá exclusivamente da indicação para o


exame, bem como do organismo do usuário. É importante que, nas imagens, sejam
identificadas as seguintes estruturas:

 A passagem do meio de contraste do estômago para o duodeno;


 A região muscular que compreende o ligamento de Treitz;
 A região do Jejuno - Porção terminal do Íleo (válvula íleocecal);
35

Condução do exame:

Sequência radiográfica:

Radiografia simples de abdome. (AP)

Com o objetivo de observar a região anatômica que será estudada,


avaliando se o preparo farmacológico e dietético foi devidamente realizado, observar
alterações patológicas evidentes como calcificações, além de possibilitar a definição
de parâmetros técnicos.

Nessa incidência o usuário se encontra em decúbito dorsal , com o eixo y


dos feixes de radiação, coincidente com o plano médio sagital que se encontra
alinhado com a linha central da mesa, e o eixo x cruzando nas cristas ilíacas e
coincidindo com o centro do receptor de imagem. As pernas ficarão levemente
abduzidas e os braços deverão estar relaxados ao lado do corpo. O feixe central
deverá estar a 1 m de distância foco receptor de imagem. O receptor de imagem
deve ser selecionado de acordo com o biotipo do usuário. De modo geral, é usado o
formato, 35 cm x 43 cm, no sentido longitudinal. A radiografia deve ser executada no
processo expiratório; solicitar para que o usuário respire fundo e solte todo o ar e
pare o processo respiratório na expiração para que só então, os feixes de raios X
sejam disparados e seja obtida a imagem. Com a radiografia em mãos, solicitar ao
médico radiologista autorização para iníciar a rotina do procedimento com uso do
contraste.

*Radiografia AP de abdome, pós-ingestão de contraste

Oferecer o sulfato de bário para o usuário, aproximadamente 500 mls.


Reproduzir o posicionamento do abdome (Figura 13) após 30 min contados a partir
da ingestão.
36

Sugere-se que a base inferior do receptor de imagem esteja na altura das


cristas ilíacas para que seja inclusa na imagem a passagem do contraste entre o
estômago e a primeira porção do intestino delgado; portanto o feixe central estará no
nível de L1, que coincidirá com o centro do receptor de imagem. O formato 35 cm x
43 cm é o indicado.

Radiografia PA de abdome Incidência com o objetivo de observar a região


do intestino delgado, já contrastada, e mais próxima do receptor de imagem. De
modo geral, realizada 1 hora após o início do exame.

O usuário deve ser posicionado em decúbito ventral. Oferecer apoio para a


região da cabeça. As pernas deverão estar levemente abduzidas e os braços
deverão estar relaxados ao lado do corpo. A distância foco receptor de imagem de 1
m. O eixo y dos feixes de radiação coincide com o plano médio sagital, que se
encontra alinhado com a linha central da mesa, e o eixo x, cruzando nas cristas
ilíacas, coincide com o centro do receptor de imagem. Este no formato 35 cm x 43
cm fica disposto no sentido longitudinal. A radiografia deve ser executada no
processo expiratório; é solicitado ao usuário para que respire fundo e solte todo o ar
e que o mesmo pare o processo respiratório na expiração para que, só então, os
raios X sejam disparados e a imagem seja obtida.

O médico radiologista poderá solicitar o que chamamos na prática de


radiografia tardia, imagem obtida após 24 horas do início do exame, para observar
se há resíduos do meio de contraste.

Os princípios de proteção radiológica e a rotina do local de trabalho devem


ser respeitados.
37

10.3 Enema Opaco

Enema opaco é o exame radiológico cujo foco principal é a visualização do


intestino grosso - e para isso faz-se necessário o uso do sulfato de bário como meio
de contraste. Os profissionais das técnicas radiológicas podem utilizar as técnicas
do simples e do duplo contraste, de acordo com a solicitação médica. Técnica
conhecida na prática como duplo contraste é a técnica de expansão do cólon, em
que para realizar o exame, insufla-se ar no interior do intestino deixando a mucosa
com resquícios do sulfato de bário, denominada de “Técnica de Malmo”.

A duração do exame dependerá da colaboração do usuário. É necessário


que nas imagens sejam identificadas as seguintes estruturas: Ceco, Cólon
ascendente evidenciando a flexura hepática, Cólon transverso evidenciando a
flexura esplênica. Cólon descendente, Cólon sigmoide e Reto.

Condução do exame Sequências Radiográfica

*Radiografia simples de abdome (AP) - Controle

Com o objetivo de observar a região anatômica que será estudada,


avaliando se o preparo farmacológico e dietético foi devidamente realizado, observar
alterações patológicas evidentes como calcificações, além de possibilitar a definição
de parâmetros técnicos.

Posicionamento Radiológico – incidência abdome simples

Nessa incidência o usuário se encontra em decúbito dorsal, com o eixo y dos


feixes de radiação, coincidente com o plano médio sagital que se encontra alinhado
com a linha central da mesa, e o eixo x cruzando nas crístas ilíacas e coincidindo
38

com o centro do receptor de imagem. As pernas ficarão levemente abduzidas e os


braços deverão estar relaxados ao lado do corpo.

O feixe central deverá estar a 1 m de distância foco receptor de imagem. O


receptor de imagem deve ser selecionado de acordo com o biotipo do usuário. De
modo geral, é usado o formato, 35 cm x 43 cm, no sentido longitudinal.

A radiografia deve ser executada no processo expiratório; solicitar para que


o usuário respire fundo e solte todo o ar e pare o processo respiratório na expiração
para que só então, os feixes de raios X sejam disparados e seja obtida a imagem.

Com a radiografia em mãos, solicitar ao médico radiologista autorização


para iniciar a rotina.

Posição de Sims - Inserção da sonda

Posicionar o usuário em posição de Sims. O médico radiologista fará o


exame de toque para garantir que não há uma fissura e nem obstruções na região
do ânus/reto que possam impedir a inserção da sonda. A sonda utilizada neste
procedimento é a de Foley. Observar o movimento respiratório do usuário, a
inserção da sonda será feita na expiração, momento em que o usuário relaxa a
musculatura. Conversar e orientar o usuário durante todo o procedimento. Deve-se
introduzir, via retal, 2 a 5 cm a sonda de Foley, com o uso de pomada anestésica. O
balonete deve ser inflado e tracionado de modo que seja vedado o canal anal. A
fluoroscopia é utilizada para a certificação da localização correta da sonda.
Administrar o contraste, deixando-o fluir lentamente na última porção do TGI.
39

Posição DD - Região reto sigmoide (Incidência AP de Reto)

Posicionamento Radiológico – incidência AP para reto

Incidência anteroposterior, usuário em decúbito dorsal. Com as pernas


unidas e braços relaxados ao lado do corpo. Posicionar o usuário com o plano médio
sagital em alinhamento com a linha central da mesa. O feixe central deve incidir 5
cm abaixo e entre as espinhas ilíacas anterossuperiores. O receptor de imagem
indicado é o formato 24 cm x 30 cm no sentido longitudinal.

Solicitar que o usuário não respire durante a realização da radiografia.


40

Posição OPD - Região retossigmoide (Incidência Oblíqua de Reto)

Usuário em decúbito dorsal. Posicionado em oblíqua posterior direita. Os


braços podem ficar sobre a região do tórax, observar que o usuário esteja obliquado
a 45º. O feixe central deve incidir 5 cm abaixo e entre as espinhas ilíacas
anterossuperiores. O receptor de imagem indicado é o formato 24 cm x 30 cm no
sentido longitudinal. Solicitar que o usuário não respire durante a realização da
radiografia.

Posição OPE - Região retossigmoide (Incidência Obliqua de Reto)

Usuário em decúbito dorsal. Posicionado em oblíqua posterior esquerda


(Figura 19). Os braços podem ficar sobre a região do tórax, observar que o usuário
esteja oblíquado a 45º. O feixe central deve incidir 5 cm abaixo e entre as espinhas
41

ilíacas ântero superiores. O receptor de imagem indicado é o formato 24 cm x 30 cm


no sentido longitudinal. Solicitar que o usuário interrompa o processo respiratório
durante a realização da radiografia.

Posição DLE -

Região retossigmoide (Lateral de Reto)

Usuário em decúbito lateral esquerdo. Os ombros e os quadris devem estar


alinhados para que não haja rotação. Os braços deverão ser acomodados na região
torácica e, para proporcionar um conforto maior ao usuário durante este
posicionamento, solicitar a flexão dos joelhos.

O feixe central deve incidir no nível das espinhas ilíacas ântero superiores.
O receptor de imagem indicado é o formato 24 cm x 30 cm no sentido longitudinal.

Solicitar que o usuário interrompa o processo respiratório durante a


realização da radiografia.
42

O lateral esquerdo é justificado pela anatomia da região do reto sigmoide,


evitando assim a magnificação da estrutura.

Posição DD

Região dos Cólons (Incidência AP de Abdome) Nesta incidência serão


visibilizados os cólons ascendente, descendente, transverso e os ângulos.

Nessa incidência o usuário se encontra em decúbito dorsal, com o eixo y dos


feixes de radiação coincidente com o plano médio sagital que se encontra alinhado
com a linha central da mesa, e o eixo x cruzando nas crístas ilíacas e coincidindo
com o centro do receptor de imagem. As pernas ficarão levemente abduzidas e os
braços deverão estar relaxados ao lado do corpo.

O feixe central deverá estar a 1 metro de distância foco receptor de imagem.


O receptor de imagem deve ser selecionado de acordo com o biotipo do usuário. De
modo geral, é usado o formato 35 cm x 43 cm, no sentido longitudinal.

A radiografia deve ser executada no processo expiratório, solicitar para que


o usuário respire fundo e solte todo o ar e pare o processo respiratório na expiração
para que só então os feixes de raios X sejam disparados e seja obtida a imagem.
43

Posição OAE - Região do ângulo esplênico

Usuário em decúbito dorsal com o usuário obliquado a 45º posicionado em


oblíqua anterior esquerda. Sugere-se que os braços fiquem ao lado do corpo.

O feixe central deve incidir no nível de L1. O receptor de imagem indicado é


o formato 24 cm x 30 cm no sentido longitudinal.

Solicitar que o usuário interrompa o processo respiratório durante a captura


da imagem.
44

Posição OAD - Região do ângulo hepático

Usuário em decúbito dorsal com o usuário obliquado a 45º posicionado em


oblíqua anterior direita . Sugere-se que os braços fiquem ao lado do corpo.

O feixe central deve incidir no nível de L1. O receptor de imagem indicado é


o formato 24 cm x 30 cm no sentido longitudinal.

Solicitar que o usuário interrompa o processo respiratório durante a captura


da imagem.
45

Posição DD - Radiografia da região do ceco (Incidência AP)

Incidência anteroposterior, usuário em decúbito dorsal. Com as pernas


unidas e braços relaxados ao lado do corpo.

Posicionar o usuário com o plano médio sagital em alinhamento com a linha


central da mesa. O feixe central deve incidir a 5 cm medial à espinha ilíaca
anterossuperior direita. O receptor de imagem indicado é o 24 cm x 30 cm no
sentido longitudinal.

Solicitar que o usuário interrompa o processo respiratório durante a captura


da imagem.

Posição DD - Radiografia da região do ceco (OAD)

Posicionamento Radiológico – incidência OPD para ceco Usuário em


decúbito dorsal.

Posicionado em oblíqua anterior direita . Os braços podem ficar sobre a


região do tórax; observar que o usuário esteja obliquado a 45º. O feixe central deve
incidir em torno de 5 cm medial a espinha ilíaca anterossuperior direita . O receptor
de imagem indicado é o formato 24 cm x 30 cm no sentido longitudinal.
46

Solicitar que o usuário interrompa o processo respiratório durante a captura


da imagem.

Posição DV - Radiografia da região do abdome (PA)

Nesta incidência são observadas as estruturas que compõe o intestino


grosso. Ceco, Cólon ascendente, Cólon transverso. Cólon descendente, Cólon
sigmoide e Reto e suas flexuras com os ângulos fechados.

Incidência posteroanterior, usuário em decúbito ventral.

Com as pernas unidas e braços relaxados ao lado do corpo. Posicionar o


usuário com o plano médio sagital em alinhamento com a linha central da mesa.

O feixe central deve incidir no nível das cristas ilíacas. O receptor de


imagem indicado é o formato 35 cm x 43 cm no sentido longitudinal.

Solicitar que o usuário interrompa o processo respiratório durante a captura


da imagem.

Posição DD ou DV

Radiografia da região do abdome em processo de esvaziamento


Encaminhar o usuário ao banheiro e solicitar que o mesmo evacue. O objetivo é
realizar uma radiografia em que não haja excesso de contraste, proporcionando um
estudo detalhado das paredes intestinais com o auxilio do contraste
radiotransparente (ar).

O técnico em radiologia deve:

 Auxiliar o usuário na troca de vestimenta, quando necessário.


47

 Instruir o usuário a ingerir água abundantemente para eliminar o meio


de contraste.Atenção: dependendo da fisiologia do usuário a
eliminação do meio de contraste pode ser tardia, resultando no
acúmulo e podendo ocasionar uma obstrução.
 Manter a sequência das radiografias organizadas e encaminhar para
laudo.
 Organizar a sala de exames.

11. Exames contrastados do sistema urinário

11.1 Urografia excretora

A principal função do sistema urinário é a produção de urina e a sua


posterior eliminação do organismo. É composto por dois rins, dois ureteres, uma
bexiga urinária e a uretra. Os rins filtram todas as substâncias da corrente
sanguínea; estes resíduos formam parte da urina que é transportada por meio dos
ureteres à bexiga urinária, onde é armazenada temporariamente, e depois é
expelida ao meio externo por meio da uretra.

Entre os procedimentos radiológicos mais comuns realizados nos centros de


radiologia estão os exames contrastados do sistema urinário. Devido a sua
localização no abdome, os rins encontram-se encobertos por outras estruturas de
tecidos moles da cavidade abdominal, o que dificulta a visibilidade em uma
radiografia simples de abdome; devido a isso, faz-se necessário o uso de meios de
contrastes.

O exame radiográfico, de um modo geral, do sistema urinário é a urografia, a


qual consiste na administração de meio de contraste, permitindo assim a melhor
visibilização das estruturas de interesse.

Existem dois tipos de urografia: a urografia excretora e a retrógrada. Estas


duas diferem-se pela via de administração do meio de contraste. Quando a
administração for intravenosa denominamos urografia excretora e quando for por
cateterização denominamos urografia retrógrada.
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Os critérios de execução do exame ficam a cargo da rotina do serviço, bem


como dos médicos radiologistas que irão laudar os exames. A sequência de
radiografias para a urografia é baseada nas três fases que são:

- Fase nefrográfica acontece entre 1 e 3 min.

- Fase pielográfica a partir de 5 min.

- Fase excretora variando de 10 min até 30 min.

11.2 Abordagem ao Usuário(a)

Todo usuário que realizar exames contrastados deve ter recebido


orientações prévias quanto ao preparo específico para o exame que irá realizar.
Geralmente, é indicado fazer uso de um produto laxativo e de uma dieta leve.

11.2.1 Características para a execução do exame

 Manter a sala de exames organizada para recepcionar o usuário;


 Recepcionar cordialmente o usuário;
 Verificar a clínica indicativa para o exame;
 Executar a anamnese, estando atento a contraindicações;
 Separar o contraste a ser utilizado durante o exame – verificando a
data de validade;
 Orientar o usuário quanto ao procedimento que será realizado,
alertando-o de possíveis reações adversas ao meio de contraste que
será administrado;
 Definir quais serão as incidências executadas;
 Iniciar o procedimento, sempre orientando o usuário para que o
exame transcorra eficientemente.

11.2.2 Contraindicações

São contraindicações a realização da urografia excretora:

 Usuárias com gestação confirmada;


 Usuário que apresente um quadro severo de desidratação ou
desequilíbrio eletrolítico;
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 Insuficiência renal; Dependendo do estadiamento da doença a


realização do exame poderá comprometer a clínica do usuário. Há
também a possibilidade de nefrotoxicidade ao meio de contraste.

11.2.3 Reação alérgica ao meio de contraste

Se o usuário relatar durante a anamnese que já apresentou reações


adversas prévias a outros exames a que foi submetido, indica-se que o usuário seja
submetido a uma avaliação médica e sejam prescritos pré-medicamentos com
corticosteroide.

Os exames do aparelho urinário não podem ser realizados com o uso de


contraste baritado, devido à sua toxicidade; o uso do mesmo pelo acesso
endovenoso conduziria o usuário a um choque, induzindo-o à morte. Atenção: uma
das características do contraste Sulfato de Bário é que ele é insoluvél, o que
significa dizer que - se houver estravazamento - pode ocasionar danos a saúde do
usuário.

O usuário que fizer uso de fármacos como a metformina devem suspender o


uso, com supervisão e orientação médica.

Condução do exame Sequência radiográfica

 Avaliar o preparo farmacológico e dietético;


 Observar alterações patológicas como, por exemplo, litíases.
 Definir parâmetros técnicos para a execução do exame.
 Caso o usuário tenha sido submetido previamente a exames de
contrastes que fazem uso do Sulfato de Bário, indica-se elevar a dose
de laxativo objetivando um efeito satisfatório no que se refere ao
preparo do exame.

Protocolo de exame

Radiografia simples de abdome (AP) – Controle Incidência radiológica


realizada com o objetivo de: Observar estruturas contidas na região abdominal. RUB
– sigla para Rins, Ureteres e Bexiga;

Com a radiografia em mãos, solicitar ao médico radiologista autorização


para iniciar a rotina.
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Radiografia da região renal (nefrograma)

O contraste iodado será administrado via endovenosa. O objetivo desta


incidência é observar exclusivamente a região renal. Radiografia de 3 min. É
importante identificar a temporização de cada imagem obtida. Se o equipamento
disponibilizar a tomografia linear, fazer uso desta ferramenta. Caso contrário,
executar a radiografia normalmente.

A radiografia deve ser obtida quando o usuário cessar a respiração após


expirar.

Radiografia da região renal (com compressão) Reproduzir o posicionamento


anterior e fazer uso da faixa de compressão, sendo indicada a temporização de 5
min após o inicio da injeção do meio de contraste. Este procedimento de comprimir a
região auxilia na retenção do contraste.

Há restrições para o uso da compressão abdominal. Está contraindicada a


utilização da faixa compressiva quando o usuário apresentar os seguintes quadros
clínicos:

 Massa e traumatismo abdominal;


 Dores abdominais intensas;
 Aneurisma da aorta abdominal;
 Cirurgia prévia recente na região.
 Radiografia de Abdome (AP) com contraste Incidência radiológica
realizada com o objetivo de observar rins, ureteres e bexiga (RUB)
com contraste.
51

Pode ser solicitada uma radiografia com tempo de 10 min caso não sejam
observados ambos os ureteres preenchidos.

-Radiografia AP da região vesical (Miccional) Incidência realizada com o


objetivo de observar o ureter distal e a região da bexiga.

-Radiografia OPD e OPE da região vesical Incidência realizada com o


objetivo de observar a bexiga.

-Radiografia AP de abdome (Pós – miccional) Solicitar que o usuário


miccione (esvazie a bexiga).

12. Uretrocistografia retrógrada feminina e masculina

Exames que têm como objetivo principal obter informações morfológicas de


estruturas específicas do sistema urinário. A uretra, a bexiga e o processo miccional
são avaliados.

Uma das indicações mais comuns é a investigação de refluxo vesicouretral.


Devido à concentração do meio de contraste, esta afecção é mais bem evidenciada
nestas investigações retrógradas - que podem complementar o exame de urografia
excretora.

Tendo em mente que estes exames serão realizados por meio da inserção
de uma sonda e meio de contraste na região vesical, é necessário retomar os
aspectos relacionados à anatomia feminina e masculina. A uretra feminina é mais
curta que a masculina.

Estes exames são pouco recomendados pela susceptibilidade de infecção e


traumatismo.

12.1 Uretrocistografia feminina

Condução do exame

Solicitar que a usuária esvazie a bexiga. Utilizar vestimenta adequada para o


exame, removendo a peça de roupa íntima.

Sequência radiográfica

-Incidência radiológica em AP (controle);


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-Incidência radiológica em AP para bexiga joelhos fletidos e pernas


abduzidas (posição de litotomia). Fornecer apoio cefálico. Realizar a assepsia da
região para posterior introdução da sonda. Este procedimento não deve ser
realizado pelo técnico em radiologia.

Após a introdução da sonda o contraste será administrado. A quantidade de


contraste deve respeitar a capacidade da bexiga feminina. Após a bexiga preenchida
pelo meio de contraste diluído em soro fisiológico, radiografar a estrutura.

O feixe central deve estar entre a região das EIAS, a 1 m de distância foco
receptor de imagem. Indica-se o uso do receptor de imagem, 24 cm x 30 cm,
transversalmente.

Exame realizado após expiração; usuário suspende o movimento


respiratório.

-Incidência radiológica em Lateral.

Removida a sonda. Usuária posicionada em decúbito lateral. O feixe central


deve coincidir com o centro do receptor de imagem, 24 cm x 30 cm. O tubo de raios
X ficará a 1 m de distância foco receptor de imagem. Exame realizado após
expiração, usuário suspende o movimento respiratório. Esta imagem também pode
ser obtida em fase miccional.

-Incidência radiológica em oblíqua OAE e OAD.

Estas imagens também podem ser obtidas em fase miccional. Orientar a


usuária para realizar a micção quando solicitado. Fornecer um dispositivo plástico
para captação de urina do tipo comadre. Ao encerrar o exame, encaminhar a
sequência de imagens para o médico radiologista laudar.

12.2 Uretrocistografia masculina

Condução do exame

Solicitar que o usuário esvazie a bexiga, antes do inicio do procedimento;

Utilizar vestimenta adequada para o exame, removendo a peça de roupa


íntima;
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Realizar a assepsia da região peniana, que posteriormente se encontrará


protegida por um campo cirúrgico. Esteja atento aos procedimentos para não
contaminar a região durante a execução das radiografias.

Sequência radiográfica

Incidência AP. (controle)

Realizar uma radiografia de controle para determinar os parâmetros


técnicos de exposição para partes moles.

Incidência AP (com contraste)

Injetar o contraste, quantidade necessária para observar o fundo da bexiga.


O pênis deve ser tracionando para baixo, deve ser inclusa no receptor de imagem
parte da pinça Knutsen para obtenção da imagem.

Atenção: considerando que o médico estará realizando o procedimento,


este deverá estar com a vestimenta de proteção adequada durante todo o exame.

Incidências Oblíquas

Estas imagens também podem ser obtidas em fase miccional (após a


remoção da pinça). Orientar o usuário para realizar a micção quando for necessário.
Fornecer um dispositivo plástico para armazenagem da urina do tipo papagaio.

Incidência Lateral

Com a bexiga preenchida completamente.

Esta imagem também será obtida em fase pós-miccional. Ao encerrar o


exame, encaminhar a sequência de imagens para o médico radiologista laudar.

13. Exame contrastado do sistema reprodutor feminino

13.1 Histerossalpingografia (HSG)

A histerossalpingografia é um exame cujo objetivo é avaliar o sistema


reprodutor feminino por meio de radiografias contrastadas.

Condução do exame
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Caracterizado como um procedimento médico, pois compreende um exame


ginecológico. Exame realizado após o décimo dia do ciclo menstrual. O médico
radiologista realiza inicialmente um exame de toque; insere o espéculo, observa e,
com pinça Pozzi, traciona o colo uterino para então fazer a injeção do meio de
contraste, que é iodado e específico para este exame. A fluoroscopia pode ser
utilizada ou não. Lembre-se de fornecer proteção radiológica ao médico durante todo
o exame.

A função do técnico em radiologia é executar adequadamente suas


atribuições. Neste exame são:

 Manter a sala organizada e separar os materiais para o procedimento.


Atenção para não contaminar o material estéril.
 Auxiliar o médico durante todo o procedimento.
 Posicionar adequadamente a usuária para as incidências; orientá-la e
acalmá-la durante todo procedimento. A indicação clínica da HSG é
basicamente a investigação de esterilidade e abortos repetitivos.
Portanto, é valido ressaltar que este exame expõe a usuária e gera
uma grande ansiedade. As contraindicações absolutas são a
gestação, hemorragia intensa, infecção genital.

A cavidade uterina e as trompas serão estudadas por meio das radiografias


obtidas.

Sequência radiográfica

Radiografia da região pélvica é realizada para controle.

Esta incidência anteroposterior possibilita ao médico radiologista decidir se


realizará o exame ou não, pois a imagem fornecerá evidências se a usuária realizou
adequadamente o preparo farmacológico e dietético.

Posição de Litotomia; inicia-se o exame.


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 AP (LITOTOMIA)

O médico injeta uma quantidade significativa de contraste com o objetivo de


preencher o útero e as trompas.

 Lateral

O médico irá visibilizar as estruturas preenchidas com contraste em vista


lateral.

 OBLÍQUAS (com ou sem tração)


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Incidências opcionais. A usuária posicionada em oblíqua posterior direita


(OPD) e esquerda (OPE). O cuidado que o técnico deve ter ao movimentar a usuária
é para não machucá-la, pois o histerossalpingógrafo está introduzido.

 AP

O médico retira o contraste e observa a eliminação do mesmo.

Concluído o exame, o médico fará recomendações à usuária. As sequências


radiográficas devem ser organizadas e encaminhadas para laudo.

14. Considerações finais

O crescente desenvolvimento tecnológico tem contribuído de forma decisiva


para o auxílio ao diagnóstico de doenças. Neste compasso, a área de imagenologia
logra especial status no campo de elucidação e confirmação de diagnósticos
clínicos, na medida em que aumenta a precisão das imagens obtidas. Inseridos em
tal contexto, os técnicos e tecnólogos em radiologia e os demais profissionais de
saúde têm buscado qualificação para atender os pacientes que se submetem a
exames cada vez mais complexos.

A Unidade de Radiologia é o setor do hospital onde, via de regra, realizam-


se os exames por imagem, que são de suma importância como recurso diagnóstico
na prática clínica. No momento contemporâneo, são amplamente utilizados vários
métodos de diagnóstico por imagem: radiologia, tomografia computadorizada,
ressonância magnética, cintilografia e ultrassonografia, entre outros.

Para tanto, torna-se imprescindível que os futuros profissionais de imagem


conheçam os meios de contraste, suas utilizações, mecanismos de ação e possíveis
efeitos adversos.

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