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ESCOLA SESI NEWTONA


Rua: Aiuruoca, 539– Bairro: SãoPaulo

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Disciplina: História Unidade Letiva: 4 ª Data: ____/____/
Série: 2º Turma: Grau: Médio e -mail: esnaIzabel
Professor(a): spCristina
@fiemg.com.
PERÍODO POPULISTA-1945-1964
1945 DUTRA 1951-2º GOVERNO VARGAS 1954- 1956 J.K -1961 JÂNIO / JANGO 1964

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O período que se estende de 1945 á 1964 é tradicionalmente conhecido como período do
“Populismo”.
Como já se observou o populismo na América Latina teve como características básicas uma
manipulação das massas num momento de transição a se instalar após a crise de 1929.

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Liderança mais ou menos carismática disputou o poder junto a essa massa, ou fazendo
concessões. Ora utilizando o povo como elemento de ataque às antigas oligarquias.
Nos momentos finais do estado Novo foram criados novos partidos políticos, inclusive
aqueles que serão diretamente responsáveis pela política populista do período que se vai
instalar. Sob inspiração direta de Vargas foram criados o PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) e
UC
o PSD (Partido Social Democrático): O primeiro procurou arregimentar os sindicatos e os
trabalhadores, enquanto o segundo reunia os setores mais conservadores da sociedade, inclusive
as antigas oligarquias. Foi criada também a UDN (União Democrática Nacional), onde estavam
representados os opositores da política de Vargas, principalmente aqueles ligados à burguesia
brasileira que se associava com o capital estrangeiro. Outros partidos, menos expressivos
politicamente, também foram criados ou legalizados, valendo destacar o PCB (Partido
Comunista Brasileiro) reunindo os antigos membros da Aliança Nacional Libertadora e o PRP
(Partido de Representação Popular núcleo do antigo Integralismo).
Nas eleições para o período 1946-1951, foi vitoriosos o Marechal Dutra, apoiado pela
coligação PSD-PTB. Como apoiado se sabe, esse período corresponde ao início da Guerra Fria
e uma intensa participação dos Estados Unidos nos negócios da América latina, olhada como
área significativa dentro de contenção do avanço soviético. O governo Dutra alinhou-se
rapidamente com essas novas questões, como se pode ver pelo rompimento das relações com a
URSS e com o fechamento do Partido Comunista.
A Constituição de 1946 restabeleceu as práticas democráticas interrompidas pelo Estado
Novo, restabelecendo um equilíbrio entre os poderes, o Legislativo retorna plenamente sua
atuação (CPI, impeachment...).
No plano econômico, o governo Dutra marcou – se pelo desperdício das divisas que o Brasil
havia acumulado durante a guerra. Em apenas um ano, as divisas foram gastas numa
importação desenfreada de produtos da indústria norte-americana ou na compra de empresas
estrangeiras já praticamente falidas. O PLANO SALTE (Saúde, Alimentação, Transporte e
Energia) elaborado no período, não apresentou muitos resultados devido à penúria dos recursos
para importação de equipamentos industriais sofisticados.
Nas eleições de 1950, Vargas voltou ao poder, apoiado pelo PTB e pelo PSP (Partido Social
Progressista) derrotado o brigadeiro Eduardo Gomes (UDN) e o candidato do PSD, Cristiano
Machado. Sua vitória traduzia claramente o poder de manipulação da política populista: afinal,
Vargas era o “pai” dos trabalhadores brasileiros.
Nesse novo período, Vargas procurou uma aproximação maior com os trabalhadores,
inclusive concedendo aumentos salariais da ordem de 100%. Desenvolveu uma política
econômica nacionalista (PLANO LAFER) CRIAÇÃO DA PETROBRÁS, Banco de
Desenvolvimento Econômico (BNDE), tentativa de criara ELETROBRÁS (só foi conseguido
no governo Goulart) e que contou com a feroz oposição da UDN e dos grupos ligados ao capital
estrangeiro.
Esta situação provocou crises, a última das quais em agosto de 1954, quando o jornalista Carlos
Lacerda , da UDN foi vítima de um atentado na porta de sua residência, à Rua Toneleros, no
Rio. Lacerda escapou , mas um major da Aeronáutica - Rubens Vaz- que acompanhava , foi
morto, gerando uma crise que culminou no suicídio do Presidente em 24-08-1954.
Assumiu o governo vice-presidente Café Filho. As eleições de 1955 apresentaram a vitória
de Juscelino Kubitschek (PSD_PTB). Evidentemente, as forças populistas conseguiram mais
uma vitória sobre a UDN que, inconformada, tentou articular um golpe para impedir a posse de
J.K, apoiando-se nos meios militares. Mas foram exatamente os militares nacionalistas, com o
ministro da Guerra (Marechal Lott), que impediram a consumação do golpe. Café Filho fora
hospitalizado e Carlos Luz, presidente da Câmara dos Deputados, assumira, sendo deposto pelo
marechal Lota, pois estava implicado no golpe, O presidente do Senado Neil Ramos assumiu e
deu posse a J.K.
O período de governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961), politicamente foi bastante
calmo. Aconteceram duas pequenas sublevações militares, logo contornadas.
“A ênfase do novo governo foi o PLANO DE METAS, voltado para a industrialização, a
partir da utilização maciça de capitais estrangeiros, num flagrante contraste com a política
econômica desenvolvida no último período de Vargas, Usando o slogan” 50 anos em 5”
característico das idéias desenvolvimentistas de J.K privilegiou as indústrias de bens de
consumo, principalmente a automobilística. As metas pretendidas foram praticadas todas
alcançadas, havendo mesmo, em certos casos, uma superação das expectativas. A 31º meta era a
construção de uma nova capital, que foi construída na região centro-oeste; Brasília.
Os problemas econômicos derivados dessa política desenvolvimentista, no entanto, foram
vários, notadamente a inflação devido ao emissionismo em larga escala e aumento da dívida
externa.
JÃNIO QUADROS: Utilizando uma campanha moralista, que usava uma vassoura como
símbolo da limpeza que seria feita no país Jânio Quadros, elegeu-se presidente para o período
de 1961-1965. Ficou apenas sete meses no poder, tendo renunciado em agosto de 1961. Jânio
Quadros fora apoiado pela UDN, derrotando o marechal Lott, do PSD, por ampla margem de
votos. O curto período de Jânio deixou a população um tanto quanto perplexa: medidas
absolutamente impensáveis como restrições de uso de roupas em concursos de Miss-Brasil,
eram tomadas lado a lado com tentativas de implantar uma política externa de independência
(reatamento com a URSS, com a China, condecoração de Che Guevara), deixavam entrever um
estilo de governo inusitado.
Em agosto de 1961, o governador da Guanabara, Carlos Lacerda, denunciou à imprensa que
um golpe de estado estava sendo planejado, visando transformar o presidente em ditador. No dia
seguinte, Jânio renunciou Tentativa de golpe?Atitude impensada? Essas questões ainda não
foram suficientemente esclarecidas
Vice-presidente, João Goulart (PTB) estava fora do país, em Missão comercial na China.
Deveria retornar para assumir o governo e completar o período presidencial, mas os militares
opuseram-se ao seu retorno, gerando uma nova crise. O país esteve à beira de uma guerra civil,
pois o III Exército,no Rio Grande do Sul,exigia o respeito à Constituição e a posse de Goulart.
Finalmente chegou-se a uma solução de compromisso, com a adoção de um Ato Adicional-
estabeleceu o Parlamentarismo no país, Goulart assumiu e até em 1963 vigorou o sistema,
porém de maneira precária. Um plebiscito o aboliu, retornando ao presidencialismo.
De 1963 a março de 1964, assiste-se a uma radicalização dos setores de esquerda, Os
empresários reunidos no IPES (Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais) e IBAD (Instituto
Brasileiro de Ação Democrática), ligados aos militares (ESG), e completa aprovação norte-
americana, tramaram a derrubada de Goulart. Setores da imprensa, classe média, devidamente
assustados com o “perigo comunista” e pregações da Igreja Católica (rezar o terço para
afastar o espectro comunista), serviriam de respaldo para o golpe que se articulava.
A esquerda pressionava Goulart para colocar em prática as “REFORMAS DE BASE”,
considerando-as uma necessidade para o desenvolvimento do país. Propunha-se inclusive, a
reforma agrária. “““ As” reformas de base” contrastam com as medidas sugeridas no Plano
Trienal.
No comício de 13 de março de 1964, na Central do Brasil, no Rio, Goulart chegou a assinar
vários decretos que iniciaram a aplicação dessas reformas. Mas o Congresso reagiu, uma vez
que isso seria prerrogativa sua. Os setores militares tornaram-se agudamente descontentes com
o apoio do presidente às revoltas dos sargentos e marinheiros Assim, em 31 de março teve início
GOLPE MILITAR que no dia seguinte, que, no dia seguinte, conseguia a vitória: Goulart
fugira para o Uruguai, acompanhado do ex-governador Leonel Brizola, seu cunhado. Era o
colapso da época populista no Brasil.