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PERSPECTIVAS ANTROPOLÓGICAS:

A CONSTRUÇÃO DO OFÍCIO DO
GENETICISTA
Anatil Maux (Graduação em Ciências Sociais Bach./UFPB)(1); Heytor
Queiroz (Graduação em Ciências Sociais Licen./UFPB)(2); Ednalva
Maciel Neves (PPGA/PPGS/DCS/UFPB) (3). (1) anatil_@hotmail.com
; (2)heytorqueiroz@hotmail.com ; (3)ednmneves@gmail.com

INTRODUÇÃO RESULTADOS
Estudo traz uma abordagem antropológica O trabalho de campo tem sido marcado pelo desafio de encontrar
acerca da experiência de profissionais profissionais atuando na genética, nos diferentes departamentos e
envolvidos na genética médica na Paraíba e clínicas da UFPB e pelo constante desconhecimento de
suas contribuições para o campo profissionais de saúde sobre locais e docentes quem atuam na
epistemológico da antropologia da saúde, no genética no Estado. Mas também, em termos de resultados, os
que tange indagações a respeito das interlocutores informam que a genética médica já possuiu um
racionalidades e socialidades que envolvem programa de pós-graduação na UFPB, mas que fora extinto
o trâmite entre fazer científico e práticas de devido a problemas institucionais. Bem como, recentemente,
houve a abertura de um concurso para professor em genética
saúde. Pretendemos identificar, portanto,
médica que não obteve nenhum inscrito. No tocante a prática
como se configuram as práticas de
clínica, atualmente, o Hospital Universitário Lauro Wanderley, não
profissionais envolvidos em genética médica
dispõe de ambulatório em genética para atender aos pacientes. As
no Estado, inseridos no âmbito acadêmico – informações que obtivemos é que permanece um professor, que
pesquisa e ensino - e/ou clínico. A não desempenha primordialmente a função de médico, mas que
importância da reflexão antropológica sobre tem sido citado como referência neste campo e, quando solicitado
os ofícios na área da biomedicina a partir da pelos discentes, atua como tal. Analisando os discursos dos
perspectiva deste grupo está em enfatizar interlocutores, podemos confeccionar uma rede de profissionais
as relações entre natureza e cultura, assim que se dinamiza no que tange a formação e atuação destes, nos
como o valor do biológico e sua possibilitando a questionar como as demandas sociais configuram
dinamicidade tanto no contexto biomédico a prática do ator profissional e se isso se torna uma expressão
quanto no contexto social e cultural, mais determinante para a prática médica; bem como o arranjo da esfera
amplo médica como um espaço de sociabilidade ou em que medida isto
não se configura como uma competição no campo das ciências
duras.
METODOLOGIA
Nesta pesquisa utilizamos de abordagem
qualitativa, em particular, quatro entrevistas Referências
semiestruturadas. Dentre elas duas foram ASTONI JR., Í.M.B.; IANOTTI, G. de C. Ética e medicina preditiva.
com profissionais que atuavam tanto no Rev. Bras. Saúde Mater. Infant. vol.10, sup.2, Recife, dez. 2010, p.
âmbito clínico quanto no ensino superior – 5377-538.
UFPB ou UFCG. Uma fora com um biólogo FREIDSON, Eliot. Para uma análise comparada das profissões. A
envolvido em pesquisa genética na UFPB e, institucionalização do discurso e do conhecimento formais (*).
na sequência, a última, com um professor Disponível em:
de ensino superior também da UFPB – mas < http://www.anpocs.org.br/portal/publicacoes/rbcs_00_31/rbcs31_
que já havia atuado como clínico no Hospital 08.htm>. Acesso em: 24 jan. 2016.
Universitário Lauro Wanderley-.