Você está na página 1de 6

Walkarounds CCADF– Aviação Militar Portuguesa http://walkarounds-ccadf.blogspot.

com

Texto: Rui Ferreira, Luís Neves Fotos: Dr. Miguel Santos, Esquadra 752

Decorreu no passado dia 24 de Setembro de De sua parte, o Tenente Coronel Joaquim Gaspar,
2009, na Base Aérea 4, nas Lajes - Açores, a Comandante da Esquadra 752, agradeceu as palavras
cerimónia oficial do 34º Aniversário da Esquadra 752 do CEMFA e o reconhecimento do trabalho de todos
“Pumas”, na data que marca um ano após a sua os militares da Esquadra, assim como ao comando da
reactivação, e que acontece numa altura em a frota Base Aérea 4 pelo apoio concedido para o bom
SA-330 Puma atinge a marca das 70.000 horas de cumprimento da missão. Dedicou também especiais
voo, num percurso de 40 anos de operação na Força palavras de agradecimento e de reconhecimento a
Aérea Portuguesa! todos os elementos que compõem a Esquadra 752
Associando-se à efeméride, o W-CCADF publica “Pumas”, das diferentes áreas de responsabilidade,
este trabalho, recuperando um texto de co-autoria de pelo cumprimento muito para além da missão,
Rui Ferreira e Luís Neves, escrito em Março de 2009, garantindo níveis de prontidão invejáveis.
subordinado ao tema SA-330 Puma e à sua história. Refira-se que a Esquadra 752 tem mantido uma
capacidade de operação acima do exigido, garantindo
Aniversário em média, mais de 65 horas de voo disponíveis por
dia e uma prontidão operacional acima da média da
A cerimónia, onde estiveram presentes diversas FAP, e uma eficácia operacional de 78%.
individualidades militares e civis, contou também com A propósito desta marca atingida pela frota SA-
a presença do Chefe do Estado Maior da Força Aérea 330 Puma, a aeronave nº19504 recebeu uma pintura
Portuguesa, General Luís Araújo. Em dia de festa, o comemorativa, efectuada pelos 1SAR Melo e 1SAR
CEMFA entregou à Esquadra 752 um Louvor “pelo Nunes.
extraordinário desempenho da missão atribuída à
Esquadra” durante o ano de actividade que agora se Esquadra 752 “Pumas”
conclui.
No seu discurso, o CEMFA frisou o valor e o A Esquadra 752 “Pumas” totaliza em um ano de
reconhecimento do trabalho dos militares desta operação após a sua reactivação a 24 de Setembro de
Esquadra, pelo seu sentido de sacrifício e abnegação, 2008, 863:15 horas de voo (HV), sendo 510:30 em
e elevado espírito de missão, sendo por isso motivo missões operacionais, das quais se destacam 114
de orgulho para a Força Aérea Portuguesa e de missões de evacuações inter-ilhas [293:30 HV], 9
reconhecido mérito pela Chefia. missões de evacuação a navios [43:40 HV], 8 missões

Pumas 40 Anos, 70000 Horas - Parte I – 1


Walkarounds CCADF– Aviação Militar Portuguesa
Foto: Esquadra 752 http://walkarounds-ccadf.blogspot.com

de busca e salvamento [27:50 HV], e 61 missões A primeira operação com helicópteros SA-330
diversas de transporte, demonstração e movimentos Puma nos teatros de operação africanos dá-se em
[145:30 HV]. Registaram-se ainda neste período Outubro de 1970, com aparelhos da Esquadra 94
335.35 HV em missões de treino e 17:10 HV de voos “Moscas”, baseada na BA9, em Luanda, esquadra que
de teste relacionados com operações de manutenção. operava os seus SA-330 Puma em conjunto com os
No total neste período incluem-se 1698 Alouette III que lhe estavam atribuídos.
passageiros transportados, 129 doentes, dos quais 9 Em 1970, outros seis aparelhos são atribuídos à
resultantes de evacuações a navios, e perto de 10.700 Esquadra 703 “Vampiros”, baseada no AB7, no Tete-
kg de carga transportada. Chingosi, em Moçambique.
A Esquadra 752 “Pumas” tem atribuída como Os Puma foram utilizados extensivamente nos
Missão Primária executar de operações de Busca e teatros de operação africanos em missões de
Salvamento, e como Missões Secundárias executar transporte aéreo táctico, transporte de tropas e de
operações de evacuação sanitária, e operações de grupos de Operações Especiais, também designados
transporte aéreo geral. heliassalto, bem como no apoio logístico e também em
A Esquadra 752 “Pumas” é composta de 42 operações de evacuação médica de feridos em
elementos, dos quais são 9 Oficiais, 26 Sargentos, 5 combate. Neste sentido os helicópteros alocados a
Praças, e 2 Civis. ambas as esquadras de voo percorreram ambos os
O SA-330 Puma, é operado pela FAP desde países de lés a lés em sucessivos destacamentos.
1969, contabilizando na sua história, e de acordo com Este helicóptero, embora não sendo possuidor de
números oficiais, 4280 vidas salvas, 2482 das quais, uma versão armada, para ataque ou defesa,
1
no Arquipélago dos Açores. Actualmente a frota é representou um sério acréscimo às capacidades da
composta por três aeronaves operacionais, números FAP, nomeadamente nas operações aéreas com
de cauda 19503, 19504, e 19509, estando a aeronave helicópteros, representando uma valência acrescida
19502 em manutenção para voo. às capacidades operacionais do Alouette III.
A utilização do Puma nos teatros de operação
O Puma e a FAP nos conflitos de África africanos, à semelhança do que se passou com o
Alouette III, representou para o fabricante um sério
São recepcionados no inicio de Agosto de 1969, teste operacional destas aeronaves, validando as suas
na Base Aérea 3, em Tancos, os primeiros seis de um capacidades em missões reais, pelo que durante
total de treze aparelhos SA-330 Puma recebidos por muitos meses da sua operação inicial, foram
Portugal. A FAP foi um dos primeiros utilizadores acompanhados nas bases de operação pelos técnicos
militares deste helicóptero, sendo o que utilizou pela do fabricante no apoio e na formação aos técnicos da
primeira vez em operações de combate, FAP.
nomeadamente os primeiros dois helicópteros de Durante este período perdem-se apenas dois
produção, os nºs. 9501 (s/n 1001) e 9502 (s/n 1002). aparelhos.
Foram recebidos entre 1969 e 1970, sendo que o No decurso de uma operação de sabotagem
último (nº 9513) foi recepcionado em Tancos em ocorrida em 1971 na BA3, em Tancos, diversos
1975, adquirido para reforço da frota da Esquadra aparelhos são destruídos ou danificados, sendo um
703, mas que já não chega a sair para Moçambique. deles o SA-330 Puma nº 9507, utilizado na
qualificação de tripulações destinadas às Esquadras
94 e 703, a primeira baixa desta frota.
1
24 de Setembro de 2009.

Pumas 40 Anos, 70000 Horas - Parte I – 2


Walkarounds CCADF– Aviação Militar Portuguesa http://walkarounds-ccadf.blogspot.com

importante no apoio às populações, em acções


diversas, funcionando como elo de ligação para as
necessidades mais básicas como cuidados de saúde e
de alimentação.
Um outro papel algum relevo com o qual a frota
Colecção Rui Ferreira

SA-330 Puma esteve identificada foi com o transporte


de altas individualidades, desde logo as entidades
nacionais, Presidentes da República e membros do
Governo, mas também algumas estrangeiras, uma
delas em particular, S.S. o Papa João Paulo II, o qual
transportou nas diferentes visitas que este efectuou a
Portugal, a Fátima e a diversas outras localidades do
Em Dezembro de 1973, um segundo helicóptero é país.
perdido, o nº 9510, não em combate mas sim num Para além da missão de busca e salvamento,
acidente ocorrido no Aeródromo Base 7, em Tete, missões de âmbito civil e de transporte de altas
Moçambique. individualidades, as aeronaves SA-330 Puma
executam um sem número de missões, consagradas
O regresso e a reconversão para SAR nas missões primárias e secundárias das esquadras
de voo, como o transporte aéreo táctico, e o transporte
Com o culminar dos conflitos em África e o aéreo geral, em apoio de operações militares
regressar de pessoal e meios aéreos à Metrópole, os treinando com as diferentes forças regulares ou
helicópteros são reunidos no Montijo, na BA6. especiais das forças armadas, mas também junto das
Antecipando as alterações estruturais na FAP a autoridades civis, nomeadamente as policiais e
terem lugar nos anos seguintes, é já em 30 de também as autoridades de protecção civil.
Novembro de 1976 que são desembarcados os Em anos recentes, a Esquadra 751, foi a
primeiros SA-330 Puma nos Açores, trazidos a bordo percussora da criação da missão de CSAR (“Combat
de um navio, os helicópteros nºs. 9511 e 9512, Search and Rescue” – Busca e Salvamento de
destinados à avaliação operacional do SA-330 Puma Combate), para a qual se manteve qualificada. Esta
nos Açores, integrando a Esquadra 752, criada por missão embora prevista na tipologia de missões e
Despacho do CEMFA de Maio de 1975. especificidade de capacidades de alguns dos EH-101
Entre 1977 e 1978 surgem as grandes alterações recebidos, tem vindo a ser adiada fruto das
estruturais na FAP do pós-Guerra Colonial. Em 1977 dificuldades existentes na operacionalidade dos
os Puma, entretanto reunidos na BA6, no Montijo, são meios, aliás à semelhança do que sucede com as
integrados no GAH – Grupo Aéreo de Helicópteros,
mas também na Esquadra de Busca e Salvamento 42
na BA4, nas Lajes.
As alterações de 1978 fazem com que os SA-330
Puma passem a estar dedicados à operação de Busca
e Salvamento, ocorrendo também por esta altura as
primeiras modificações à frota. Em 1978 o GAH passa
a designar-se Grupo Operacional 61, e os Puma são
integrados na recém criada Esquadra 751.
Nos Açores, a reestruturação de 1978 viu a
extinção da Esquadra 41 (operava os C-47, C-54, e
DC-6); e da Esquadra 42 (operando os SB-17G, SA-
16A, H-19A e SC-54D), sendo então criado do Grupo
Operacional 41, com a Esquadra de Transporte 503
(CASA C-212 Aviocar) e a Esquadra de Busca e
Salvamento 752 (SA-330 Puma).
Durante o decorrer das décadas de 70 a 90, os
SA-330 Puma assumem um papel importante no
cumprimento da missão primária atribuída às
Esquadras 751 e 752, mas também, e sobretudo nas
diferentes missões de âmbito civil, como por exemplo,
nas situações de catástrofe natural. Neste sentido
refira-se aqui entre outros o papel da Esquadra 751
que, em 1979, aquando das inundações no Rio Tejo,
Foto: Rui Ferreira

executa 163 missões, nas quais foram transportadas


ou evacuadas 1386 pessoas.
Igualmente em 1980, aquando de um grande
terremoto nos Açores, a Esquadra 752, integrada em
todo o dispositivo da BA4, executa um trabalho muito

Pumas 40 Anos, 70000 Horas - Parte I – 3


Foto: Dr. Miguel Santos Walkarounds CCADF– Aviação Militar Portuguesa http://walkarounds-ccadf.blogspot.com

missões relacionadas com o SIFICAP (Sistema pela falta de sobressalentes e pela ausência de
Integrado de Fiscalização e Controle de Actividades contrato de manutenção.
de Pesca), entre outras. Assim, a 24 de Setembro de 2008, reentraram ao
Com a introdução do novo sistema de armas para serviço na FAP quatro dos SA-330 Puma que tinham
a substituição da frota SA-330 Puma, o EH-101 sido retirados de serviço em 2006.
Merlin, e a sua entrada em serviço, a frota foi sendo Com este renascer das cinzas, justamente
gradualmente retirada de serviço, desde logo e designado por Operação Fénix, a FAP pretendeu
nomeadamente, no alerta para a missão de Busca e solucionar a necessidade operacional de um meio
Salvamento, inicialmente na Esquadra 751, que aéreo para as missões de Busca e Salvamento e
durante 2005 passa a operar o EH-101 em simultâneo também para reforçar a capacidade da frota EH-101
com o SA-330. Merlin, operada pelo Destacamento Aéreo dos Açores,
Ao contrário da operação do SA-330 Puma, o EH- na BA4, pela Esquadra 751.
101 Merlin é operado apenas por uma esquadra de No início de 2008 dá-se a decisão para a
voo, a partir da sua Base de Operação Principal, na operação, ao nível do Estado-Maior da FAP, decisão
BA6 Montijo, sendo este operado nas outras bases essa que é fundamentada num estudo exaustivo que
em regime de destacamento, o que acontece com o apontava para a possibilidade de poder serem
Destamento Aéreo da Madeira, no Aeroporto de Porto recuperados para voo e operados por um período de
Santo e o Destacamento Aéreo dos Açores, na Base quase dois anos, quatro SA-330 Puma, representando
Aérea 4, nas Lajes. Neste sentido, a activação do EH- esse um acréscimo de despesa pouco significativo.
101 dá-se na BA6 a 3 de Fevereiro de 2006, Para tal, e de uma forma não isenta de algum
sucedendo-lhe o Destacamento Aéreo da Madeira a secretismo, foram deslocados para a BA11, em Beja,
22 de Fevereiro, e o Destacamento Aéreo dos Açores local onde estavam em armazenamento a quase
a 30 de Novembro. totalidade dos aparelhos, uma equipe técnica de
É, portanto, o ano de 2006 aquele em que tem se recuperação constituída por elementos de diferentes
conclui o processo de “phase-out” da frota SA-330 especialidades, para empreender este trabalho.
Puma, que termina a 30 de Novembro, com a A frota SA-330 Puma, tinha sido utilizada até ao
cerimónia de “passagem de testemunho” e fim de limite do seu potencial, pela então Esquadra 711.
operação da frota SA-330 Puma, na BA4, nas Lajes. Cada um dos quatro aparelhos selecionados foi sujeito
Volvidos 30 anos de operação nos Açores, até 29- a uma inspecção a todos os seus componentes,
11-2006, os Puma não registaram qualquer acidente substituindo-se os que fossem necessários,
ou perdas de vida, registando-se 369 pessoas recorrendo-se à utilização de material existente ainda
resgatadas e, entre 1993 e 2006, 18 nascimentos a na cadeia logística, quer pela canibalização de peças
bordo. de outros aparelhos.
Os trabalhos de recuperação iniciaram-se em
Operação Fénix: o renascer das cinzas Março de 2008 tendo terminado em Agosto seguinte.
A equipa de regeneração era constituída por 14
Dois anos após a retirada de serviço da frota SA- elementos (12 Sargentos e 2 Oficiais), sendo que todo
330 Puma, alguns destes aparelhos voltaram ao este pessoal, anteriormente colocado nas Lajes,
serviço efectivo, em resultado da baixa permaneceu em Beja durante estes seis meses.
operacionalidade da frota EH-101 Merlin, motivada Os helicópteros selecionados foram os nºs. 19503

Pumas 40 Anos, 70000 Horas - Parte I – 4


Walkarounds CCADF– Aviação Militar Portuguesa http://walkarounds-ccadf.blogspot.com

19504, 19505 e 19509, sendo os seus voos de


experiência depois da recuperação realizados entre
Abril e Agosto de 2008. Um quinto helicóptero (nº
19502), armazenado na BA4 desde o “phase-out”, foi
incluído no conjunto, mas a sua recuperação só teve
início por volta de Março de 2009, destinando-se a
substituir o aparelho com menos tempo de vida útil (nº
19505), o que se prevê possa ainda acontecer até ao
final de 2009.

Nº cauda Observações
Primeiro helicóptero a ser recuperado, sendo dado
pronto para o primeiro ponto fixo em 27 Março
19503
2008, realizando-se o primeiro voo de experiência a
4 Abril 2008.
Segundo helicóptero. Iniciados os trabalhos de
recuperação ainda em Março de 2008, realizando o
19504
ponto fixo a 15 Abril de 2008, e o primeiro voo a 16
de Abril de 2008.
O último dos quatro helicópteros a ser recuperado
19505 em Beja realizou o primeiro ponto fixo a 24 de Julho Requalificação de tripulantes
de 2008 e o primeiro voo a 5 de Agosto de 2008.

19509
Realizou o primeiro ponto fixo a 2 de Junho de Foram selecionados para o reactivar da frota SA-
2008 e o primeiro voo a 24 de Julho de 2008. 330 Puma, tripulantes que já tivessem estado
19502
Recuperado para voo nos Açores depois da qualificados como pilotos-comandantes, pilotos,
chegada do pessoal destacado em Beja. mecânicos de voo, operadores de guincho, e
recuperadores–salvadores.
Não se sabe ao certo se estes aparelhos serão de No caso dos últimos, e dado que os SA-330 Puma
novo retirados de serviço após o decorrer do período estão só colocados nos Açores, foi decidido que estes
de 18 a 24 meses da sua reintrodução ao serviço, acumulariam a qualificação e funções, operando quer
podendo, se for tomada alguma decisão nesse nos EH-101 da Esquadra 751, como nos SA-330
sentido, e depois de efectuados os necessários Puma da Esquadra 752.
trabalhos de manutenção, os mesmos continuarem a A requalificação foi estruturada em duas fases,
operar por outros períodos semelhantes. Na verdade, iniciando-se todos os aspectos prácticos logo que
todas estas decisões estão ainda no futuro e ficaram disponíveis as primeiras duas aeronaves,
naturalmente condicionadas à recuperação da incluindo a qualificação teórica, o curso práctico de
capacidade operacional da frota EH-101 Merlin. voo, e a qualificação operacional (recuperação com
Contudo, a diferente experiência de outros países guincho no mar, em embarcações e escarpas).
utilizadores do EH-101, tem levado ao prolongamento Incluído também foi o treino de emergências, em
da vida útil das frotas em “phase-out”, por forma a simulador, deslocando-se o pessoal ao centro de
manter os mesmos níveis de operacionalidade nas treino da empresa CHC, localizado na Noruega. A
missões atribuídas. requalificação terminou com um exercício de
certificação operacional, em
Setembro de 2008, onde foram
testados diversos dos cenários
possíveis de serem confrontados
no dia-a-dia.
Foto: Relações Públicas BA 4, via Esquadra 752

O regresso aos Açores


As quatro aeronaves voaram
em conjunto para as Lajes, num
voo com algumas escalas, entre
10 e 11 de Setembro de 2009.
Numa primeira escala entre Beja e
Porto Santo, passando pela Ponta
de Sagres e, no dia seguinte, entre
Porto Santo e as Lajes, passando
por Santa Maria, de onde foram
escoltadas por um EH-101 Merlin.
Refira-se que na primeira parte da
travessia foram escoltadas por um

Pumas 40 Anos, 70000 Horas - Parte I – 5


Walkarounds CCADF– Aviação Militar Portuguesa http://walkarounds-ccadf.blogspot.com

P-3P Orion da Esquadra 601.


Alguns dias depois do seu regresso, a Esquadra
752 é reactivada, a 24 de Setembro de 2008, altura
em se conclui a Operação Fénix e em que o SA-330
Puma entra oficialmente ao serviço.
O dispositivo de busca e salvamento e
evacuações médicas a partir dessa data passa a
dispor de mais capacidade operacional, passando o
EH-101 Merlin destacado a operar nas situações em
que as suas capacidades acrescidas são uma mais
valia, nomeadamente em situações de operação
nocturna e em condições meteorológicas mais
adversas, e para lá do raio de acção do SA-330
Puma.
A reactivação da Esquadra 752, e a reintrodução
do SA-330 Puma, desde Setembro até Dezembro de
2008, registou 21 missões, totalizando 56 horas de
voo e 23 doentes evacuados.

A actualidade
Na actualidade e em termos prácticos, a
actividade operacional do pessoal da Esquadra 752 e
dos SA-330 Puma, continua a estar associada às
missões de âmbito civil, efectuadas da mesma forma
profissional como o foram os 30 anos anteriores de
serviço no Arquipélago dos Açores, mantendo por isso
o seu legado de cumprimento da missão para além do
dever em prol dos outros.
Continua por isso a ser o SA-330 Puma, para
milhares de pessoas, um símbolo vivo do socorro
vindo do ar, quer seja em situações clínicas de maior
ou menor gravidade, como também do socorro nas
situações de desastre ou de catástrofe natural. Por
Agradecimentos:
isso, e pelo menos até ao final do tempo de operação
estabelecido pelo CEMFA, quem sabe se por algum Ao pessoal da Esquadra 752 na pessoa do seu
tempo mais, continuaremos a ouvir novas dos feitos Comandante, TenCor. Joaquim Gaspar; ao Comando
desta máquina ruidosa que se chama SA-330 Puma, e da Zona Aérea dos Açores e ao seu Gabinete de
também das Mulheres e Homens, Ícaros e Dédalos, Relações Públicas; ao Comando da Base Aérea 4 e
que todos os dias cumprem a nobre missão de salvar também um agradecimento especial ao Dr. Miguel
vidas! Santos.
Foto: Dr. Miguel Santos

Pumas 40 Anos, 70000 Horas - Parte I – 6

Você também pode gostar