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MAGNÉSIO: O QUE ELE PODE FAZER POR VOCÊ

Dr. Arnoldo Velloso da Costa


Sou um médico com especialização em cirurgia neurológica na Alemanha que, ao
participar do II International Symposium on Magnesium, realizado em Baden
Baden, em 1982, fascinei-me pelas propriedades então reveladas do magnésio:
seu papel na origem da vida era mais relevante do que qualquer outro mineral.
Desde a minha formação médica, o magnésio tinha sido descrito apenas como
antiácido, laxativo e, quando muito, antiespasmódico, e, no simpósio em pauta,
foi apresentado por cientistas de renome internacional como o nutriente
fundamental da energia presente nos organismos vivos; em suma, o
fator essencial para a geração do ATP – ou adenosinotrifosfato –, a
molécula básica para o mecanismo da vida, e ativador de mais de 350
funções, incluindo geração de proteínas, neurotransmissores e hormonas.
Concluído o simpósio, ao regressar ao Brasil e à luz da tecnologia e dos
conhecimentos adquiridos, pesquisas na literatura e consultas a especialistas,
revelava-se a deficiência de magnésio no solo e na água de várias regiões do
país e, consequentemente, a carência do nutriente em grande parte da
população brasileira.
Ficou patente o fato de que as condições geoquímicas do largo território
brasílico, pobre em terras vulcânicas, leva à grande escassez
de magnésio no solo, em cerca de 90% da sua superfície, o que também ocorre
na água que abastece a maior parte do país.
A aquisição de novos conhecimentos pressupunha a especialização em uma nova
área, a nutrologia, na qual me habilitei como nutrólogo pela Associação Médica
Brasileira, em 1996. Aliás, já tinha concluído, em 1979, um curso de Medicina
Ortomolecular na Alemanha, sob a orientação do Professor Lothar Burgerstein,
aluno do Prêmio Nobel, Linus Pauling, o próprio criador da Medicina
Ortomolecular. O fascínio pelo tema me levou a entrar para o elenco de
cientistas internacionais de pesquisa magnesiana e nutricional e à participação
em 34 congressos internacionais, sendo que dois simpósios ocorreram no Brasil,
o primeiro em 1988 em Brasília e o segundo em São Paulo, em 1990,
ambos realizados com a colaboração dos Ministérios da Educação e da Saúde.
Ao longo de quase 30 anos tenho participado como docente dos cursos de
Nutrologia e Medicina Ortomolecular realizados anualmente em São Paulo e há
um ano em Lisboa, na Faculdade Fernando Pessoa; e também dos cursos de Pós-
Graduação, Bioquímica e Mestrado em Medicina Ortomolecular.
A deficiência de magnésio no solo, na água e na população brasileira foi
confirmada em uma pesquisa apresentada no 1º European
Symposium on Magnesium, realizado em Lisboa em 1983, que
revelou acentuada baixa de magnésio na excreção urinária de pessoas
normais de várias idades nas cidades de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo,
além de apontar um surpreendente déficit desse mineral em um segmento
da população nacional aparentemente saudável. Este trabalho pôde explicar a
grande incidência de doenças e a elevada mortalidade cardiovascular no país,
cuja grande frequência tem levado ao surgimento de unidades coronarianas em
várias cidades e hospitais brasileiros, inclusive um de renome mundial – o
Instituto do Coração de São Paulo.
Evidentemente, o acervo de pesquisa dos centros de pesquisa internacionais
tem sobejamente demonstrado a importância deste nutriente multifuncional,
cujo suprimento é deficitário na vida moderna, influenciado por fatores como
dieta pouco variada e rica em gordura, sal e açúcar, consumo frequente de
álcool e fumo, que aumentam a necessidade de magnésio no organismo.
Um dado marcante comum em nossa época, em que é grande a sobrecarga de
stress físico e mental, é a própria deficiência de magnésio produzir,
naturalmente, um estado de stress e, por seu turno, qualquer extrapolação
somatopsíquica também exacerbar ainda mais o déficit do mineral. Por sorte, os
conhecimentos acerca do magnésio me têm ajudado a suportar os achaques,
desde a meia idade, e a superar distúrbios cardiovasculares frequentes no
histórico familiar, dentre os quais arritmias cardíacas e hipertensão arterial. Ao
longo de três décadas, tenho feito palestras e conferências em vários pontos do
país e do exterior sobre esse palpitante tema, que teve influência sobre a saúde
de milhares de pessoas que lograram mudar a qualidade de suas vidas, livrando-
se de insónia, enxaqueca, hipertensão arterial, arritmias cardíacas, diabetes,
alergia e dores articulares, confirmando o lema do 5th INTERNATIONAL
SYMPOSIUM ON MAGNESIUM, realizado em Kioto, no Japão, em Agosto de 1988:
“Magnesium for a better health”.
Do Livro MAGNÉSIO: O QUE ELE PODE FAZER POR VOCÊ
Dr. Arnoldo Velloso da Costa

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