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DIREITO EMPRESARIAL

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Direito Empresarial
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Títulos de Crédito
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Falência
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Empresário
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Espécies de Empresa
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Sistema Financeiro Nacional
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A alienação de ativo empresarial é plenamente possível para empresas que não


estejam em crise econômico-financeira (art. 1.143), inclusive em caso de eventual
insolvência do alienante após a celebração do trespasse (art. 1.145), conforme o
Código Civil:

o processo de falência pode culminar na chamada fase de alienação de ativos, de


acordo com a ordem de preferência legal:

“Art. 140. A alienação dos bens será realizada de uma das seguintes formas, observada a
seguinte ordem de preferência:
I – alienação da empresa, com a venda de seus estabelecimentos em bloco;
II – alienação da empresa, com a venda de suas filiais ou unidades produtivas
isoladamente;
III – alienação em bloco dos bens que integram cada um dos estabelecimentos do
devedor;
IV – alienação dos bens individualmente considerados.”

A alienação de ativo empresarial é plenamente possível para empresas que não


estejam em crise econômico-financeira (art. 1.143), inclusive em caso de eventual
insolvência do alienante após a celebração do trespasse (art. 1.145), conforme o
Código Civil:
O trespasse constitui uma das formas de se buscar a preservação da empresa.

TRESPASSE: Trata-se de um contrato oneroso de alienação/transferência do


estabelecimento empresarial. Nota-se que a condição de eficácia perante terceiros é o
registro do contrato de trespasse na Junta Comercial e a sua posterior publicação. O
trespasse acarreta a transferência do conjunto de bens organizados pelo
alienante ao adquirente, para que este, no lugar do primeiro, prossiga com a
exploração da atividade empresarial. Ao assumir a posição de empresário, o adquirente
deve arcar com todos os contratos celebrados pelo alienante, por força da atividade
exercida.

A lei prevê prazo de 180 dias para conclusão da recuperação judicial, período este em que
se manterão suspensas as execuções. o exaurimento do prazo de 180 dias não enseja a
retomada automática das execuções individuais. Enunciado 42 do CJF:
"O prazo de suspensão previsto no art. 6º, § 4º, da Lei n. 11.101/2005 pode
excepcionalmente ser prorrogado, se o retardamento do feito não puder ser imputado ao
devedor."

Antes de ser realizada a distribuição de lucros, devem ser deduzidos os prejuízos


acumulados e a provisão para o imposto de renda

A destinação a ser dada ao lucro líquido do exercício é deliberação de competência da assembleia


geral ordinária. Sociedade Anônima

Código Civil adotou a Teoria Maior, ou seja, além da insolvência da pessoa jurídica exige-se a prova
do abuso da personalidade jurídica (desvio de finalidad ou confusão patrimonial).
Diferentemente, o CDC, CTN, CLT, adotam a Teoria Menor, ou seja, basta a prova da insolvência
da PJ para desconsiderar a PJ.
Lembrando: desconsideração pode ser inicial - constar o pedido na petição inicial - ou incidental -
processada mediante incidente. Pode ser requerida em âmbito de juizado, embora seja uma forma de
intervenção de terceiros, quando incidental.

Art. 1.142. Considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizado,


para exercício da empresa, por empresário, ou por sociedade empresária.
* Fundo de comércio ou de empresa: para alguns, é sinônimo de estabelecimento. É a mais valia
que decorre da organização dos bens que compõem o estabelecimento.

* O Goodwill of Trade é o nosso fundo de comércio (também chamado de aviamento), ou seja,


o conjunto de bens corpóreos ou incorpóreos que são utilizados na atividade empresária. Melhor
explicando, os bens corpóreos são as mesas, cadeiras, computadores, impressoras, máquinas e
estoques e etc. e os incorpóreos, o ponto comercial, alianças estratégicas, clientela, a marca, patente,
tecnologia, bons fornecedores, boas condições creditórias, segredos do negócio, contratos
comerciais, e etc.. Sendo assim, todo o bem que compõe aquela atividade empresária é o seu
Goodwill of Trade.

Nome empresarial , Registro e escrituração

A lei é clara ao excepcionalizar a exigência de registro aos empresários rurais.

Art. 971. O empresário, cuja atividade rural constitua sua principal profissão, pode, observadas as
formalidades de que tratam o art. 968 e seus parágrafos, requerer inscrição no Registro Público de
Empresas Mercantis da respectiva sede, caso em que, depois de inscrito, ficará equiparado, para
todos os efeitos, ao empresário sujeito a registro.

Enunciado 202/CJF: O registro do empresário ou sociedade rural na Junta Comercial é facultativo e


de natureza constitutiva, sujeitando-o ao regime jurídico empresarial. É inaplicável esse regime ao
empresário ou sociedade rural que não exercer tal opção.

SOCIEDADE CONTRATUAL
- AQUELA QUE TEM CONTRATO SOCIAL
- REGULADA PELOS PRINCÍPIOS CONTRATUAIS
- CONSTITUÍDAS EM FUNÇÃO DOS INTERESSES PARTICULARES DOS SÓCIOS
- INTERFERÊNCIA DO LEGISLADOR É MINÍMA
- EX: SOCIEDADE LIMITADA

SOCIEDADE INSTITUCIONAL

- NÃO TEM CONTRATO SOCIAL


- POSSUI ESTATUTO SOCIAL
- NÃO SERÃO REGULADAS PELOS PRINCÍPIOS CONTRATUAIS
- SERÃO REGULADAS PELA LEI 6.404/76
- EX: SOCIEDADE ANÔNIMA
FIRMA
DEVE conter o nome civil do empresário (firma individual) ou dos sócios (firma social)
PODE conter o ramo da atividade
Serve de assinatura do empresário

DENOMINAÇÃO
PODE adotar o nome civil ou qualquer outra expressão
DEVE conter o ramo da atividade
NÃO serve de assinatura do empresário

É preciso ter em conta o fato de que a inscrição do empresário tem como finalidade:
a) tornar pública a sua atividade, bem como sua finalidade empresarial e suas
disposições do ato constitutivo;
Conforme os arts. 29 e 30 da Lei n. 8.934/94, qualquer pessoa, sem precisar demonstrar a
razão, pode consultar os registros existentes nas Juntas Comerciais desde que pague o
preço fixado pelo órgão, podendo assim requerer a expedição de certidões.

Art. 988. Os bens e dívidas sociais constituem patrimônio especial, do qual os sócios
são titulares em comum.

* Enunciado 210 - Jornada de Direito Civil:

O patrimônio especial a que se refere o art. 988 é aquele afetado ao exercício da atividade,
garantidor de terceiro, e de titularidade dossócios em comum, em face da ausência de
personalidade jurídica.

O maquinário utilizado para a produção das quentinhas é classificado como patrimônio especial,
do qual os dois sócios são titulares em comum.

SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL

Importante para a determinação das taxas de juros nos contratos bancários,


o spread bancário é formado não só pelo lucro a ser obtido pelo banco, mas
também por custos administrativos, tributários e financeiros.

Art. 21. Compete à União:


VIII - administrar as reservas cambiais do País e fiscalizar as operações de natureza
financeira, especialmente as de crédito, câmbio e capitalização, bem como as de seguros e
de previdência privada;
Reportar abuso

A melhor exegese dos arts. 14 e 18 do CDC indica que todos aqueles que participam da
introdução do produto ou serviço no mercado devem responder solidariamente por
eventual defeito ou vício, isto é, imputa-se a toda a cadeia de fornecimento a
responsabilidade pela garantia de qualidade e adequação.

Será infrutífera a ação de cobrança que vise ao recebimento de despesas


efetuadas com cartão de crédito, caso o devedor comprove ter o débito se
originado de fato fraudulento que, perpetrado por terceiro, caracterize a
existência de fato impeditivo ao direito do credor.

O administrador judicial não poderá arrecadar os valores de aplicações do falido


mantidas em uma instituição financeira se esta mantiver com o falido acordo de
compensação e liquidação de obrigações, e o crédito da instituição contra o
falido tiver valor superior ao das referidas aplicações.

Art. 151. Os créditos trabalhistas de natureza estritamente salarial vencidos nos 3 (três)
meses anteriores à decretação da falência, até o limite de 5 (cinco) salários-mínimos por
trabalhador, serão pagos tão logo haja disponibilidade em caixa.

marido e mulher podem contratar, entre si, sociedade empresária desde que
não sejam casados sob o regime de comunhão universal de bens ou no da
separação obrigatória de bens.

Art. 966, Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce profissão
intelectual, de natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou
colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa.
Letra "d" - Art. 973. A pessoa legalmente impedida de exercer atividade própria de
empresário, se a exercer, responderá pelas obrigações contraídas.
Reportar abuso
RRENDAMENTO MERCANTIL OU LEASING.

Consiste em um contrato realizado entre uma pessoa jurídica na condição de


arrendadora e uma pessoa física ou jurídica na condição de arrendatária, que tem
por objeto a locação de bens adquiridos pela primeira, mas para uso da
segunda (arrendatária), com opção de compra no final. Assim, o leasing é um contrato
misto, porque se assemelha à locação, mas pode se tornar uma compra e vendase forem
pagas todas as prestações (+)e o resíduono final.

O leasing está disciplinado naLei 6.099/74.

) O mútuo bancário é contrato real, tendo em vista que se aperfeiçoa com a entrega
do dinheiro objeto do empréstimo pelo banco ao mutuário(CERTO)
Mútuo bancário é o contrato pelo qual o banco empresta certa quantia em dinheiro ao seu
cliente, mediante remuneração, amortização e pagamento de taxas. Este contrato tem suas
raízes no mútuo civil, ou seja, o empréstimo de coisa fungível. Porém, quando um das partes é
uma instituição financeira este contrato toma algumas particularidades, principalmente no
tocante à taxa de juros devida.
O contrato de mútuo bancário é real, ou seja, ele somente se aperfeiçoa com a entrega do
objeto do empréstimo (dinheiro) feito pelo banco (mutuante) ao cliente (mutuário).

Comumente, a doutrina apresenta três modalidades de contrato de


arrendamento mercantil, o leasingfinanceiro, o leasing back e
o leasing operacional; no caso do leasing operacional, o próprio
fabricante ou importador do bem é o arrendante.

easing FINANCEIRO, Previsto no art. 5º da Resolução 2.309/96-BACEN, É a forma típica


e clássica do leasing. Ocorre quando uma pessoa jurídica (arrendadora) compra o bem
solicitado por uma pessoa física ou jurídica (arrendatária) para, então, alugá-lo à
arrendatária. Ex: determinada empresa (arrendatária) quer utilizar uma nova máquina em
sua linha de produção, mas não tem recursos suficientes para realizar a aquisição. Por esse
motivo, celebra contrato de leasing financeiro com um Banco (arrendador), que compra o
bem e o arrenda para que a empresa utilize o maquinário. Normalmente, a intenção da
arrendatária é, ao final do contrato, exercer seu direito de compra do bem.

Leasing OPERACIONAL, Previsto no art. 6º da Resolução 2.309/96-BACEN. Ocorre


quando a arrendadora já é proprietária do bem e o aluga ao arrendatário, comprometendo-
se também a prestar assistência técnica em relação ao maquinário. Ex: a Boeing Capital
Corporation® (arrendadora) celebra contrato de arrendamento para alugar cinco
aeronaves à GOL® (arrendatária) a fim de que esta utilize os aviões em seus voos. A
arrendadora também ficará responsável pela manutenção dos aviões. Normalmente, a
intenção da arrendatária é, ao final do contrato, NÃO exercer seu direito de compra do
bem.

Leasing DE RETORNO (Lease back), Sem previsão na Resolução 2.309-BACEN. Ocorre


quando determinada pessoa, precisando se capitalizar, aliena seu bem à empresa de
leasing, que arrenda de volta o bem ao antigo proprietário a fim de que ele continue
utilizando a coisa. Em outras palavras, a pessoa vende seu bem e celebra um contrato de
arrendamento com o comprador, continuando na posse direta. Ex: em 2001, a Varig®, a
fim de se recapitalizar, vendeu algumas aeronaves à Boeing® e os alugou de volta por
meio de um contrato de lease back. O nome completo desse negócio jurídico, em inglês, é
sale and lease back (venda e arrendamento de volta). Em geral é utilizado como uma
forma de obtenção de capital de giro.

“o sistema financeiro nacional, estruturado de forma a promover o


desenvolvimento equilibrado do País e a servir aos interesses da coletividade,
em todas as partes que o compõem, abrangendo as cooperativas de crédito,
será regulado por leis complementares que disporão, inclusive, sobre a
participação do capital estrangeiro nas instituições que o integram”.
Vê-se, então, que a partir da EC 40/2003 o sistema financeiro nacional foi
“fatiado” em diversas leis complementares, e a Constituição não mais desceu a
detalhes acerca de como se deve dar essa regulamentação legal. Não obstante,
até o presente momento essas leis complementares não foram editadas, e é por
isso que a atividade bancária continua sendo regulada pela antiga Lei
4.595/1964 (houve apenas a edição da Lei Complementar 130/2009, que
disciplina as cooperativas de crédito).
De acordo com o art. 17 da referida lei, “consideram-se instituições financeiras, para os
efeitos da legislação em vigor, as pessoas jurídicas públicas ou privadas, que tenham como
atividade principal ou acessória a coleta, intermediação ou aplicação de recursos
financeiros próprios ou de terceiros, em moeda nacional ou estrangeira, e a custódia de
valor de propriedade de terceiros”.
Desse dispositivo, portanto, é que extraímos o conceito de atividade bancária que
mencionamos acima.