Arquitetura TCP/IP

ÍNDICE

1. INTRODUÇÃO.........................................................................................................................................................3 1.1. SERVIÇOS EM REDES......................................................................................................................................4 1.2. ESCOPO DA INTERNET....................................................................................................................................8 2. BÁSICO DE UMA REDE......................................................................................................................................11 2.1. WANS E LANS....................................................................................................................................................12 2.2. A TECNOLOGIA ETHERNET.........................................................................................................................13 2.3. FDDI (FIBER DISTRIBUTED DATA INTERCONNECT).....................................................................................................15 2.4. ATM (ASYNCHRONOUS TRANSFER MODE)................................................................................................................17 2.5. INTERLIGAÇÃO EM REDES..........................................................................................................................19 3. ENDEREÇAMENTO..............................................................................................................................................21 3.1. ENDEREÇOS DE REDES E DE BROADCAST..............................................................................................23 3.2. ENDEREÇO DE LOOPBACK..........................................................................................................................24 3.3. PONTOS FRACOS NO ENDEREÇAMENTO.................................................................................................25 3.4. UM EXEMPLO..................................................................................................................................................26 4. PROTOCOLOS.......................................................................................................................................................28 4.1. MODELO DA DIVISÃO EM CAMADAS OSI...............................................................................................29 4.2. MODELO DA DIVISÃO EM CAMADAS TCP/IP..........................................................................................31 4.3. PROTOCOLOS DE TRANSPORTE.................................................................................................................32 4.3.1. UDP (User Datagram Protocol)................................................................................................................32 4.3.2. TCP (Transmission Control Protocol).......................................................................................................35 4.4. PROTOCOLOS DE REDE................................................................................................................................38 4.4.1. IP (Internet Protocol).................................................................................................................................38 4.4.2. ICMP (Internet Control Message Protocol)...............................................................................................43 4.4.3. ARP (Address Resolution Protocol)...........................................................................................................44 4.4.4. RARP (Reverse Address Resolution Protocol)...........................................................................................45 5. ROTEAMENTO......................................................................................................................................................47 5.1. ROTEAMENTO BASEADO EM TABELAS...................................................................................................47

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5.2. ALGORITMOS DE ROTEAMENTO...............................................................................................................48 5.2.1. ROTEAMENTO VECTOR-DISTANCE .....................................................................................................49 5.2.2. ROTEAMENTO LINK-STATE (Shortest Path First)..................................................................................50 5.3. PROTOCOLOS DE ROTEAMENTO...............................................................................................................52 5.3.1. IGP – Interior Gateway Protocol...............................................................................................................52 5.3.2. EGP - Exterior Gateway Protocol..............................................................................................................55 5.3.3. BGP – Border Gateway Protocol...............................................................................................................56 5.4. ROTEAMENTO MULTICAST.........................................................................................................................59 6. TCP/IP EM REDES ATM......................................................................................................................................62 7. DNS (DOMAIN NAME SYSTEM)........................................................................................................................64 8. APLICAÇÕES.........................................................................................................................................................67 8.1. TELNET.............................................................................................................................................................67 8.2. FTP (FILE TRANSFER PROTOCOL)............................................................................................................................69 8.3. NFS (NETWORK FILE SYSTEM)................................................................................................................................71 8.4. RPC (REMOTE PROCEDURE CALL)...........................................................................................................................73 8.5. SMTP (SIMPLE MAIL TRANSFER PROTOCOL)............................................................................................................74 9. FUTURO DO TCP/IP (IPV6).................................................................................................................................77 9.1. FORMATO DO DATAGRAMA.......................................................................................................................79 9.2. TAMANHO DO ESPAÇO DE ENDEREÇO....................................................................................................81 9.3. TRÊS TIPOS BÁSICOS DE ENDEREÇO DO IPV6.........................................................................................83 10. BIBLIOGRAFIA....................................................................................................................................................85

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1. INTRODUÇÃO

Devido ao tremendo impacto dos computadores na sociedade, principalmente na última década, este período da história tem sido denominado “a era da informação”. O lucro e a produtividade das organizações e indivíduos tem sido aumentados de forma significativa pelo uso das redes de computadores como suporte a troca e acesso à informação. Indivíduos utilizam as redes de computadores quase que diariamente de forma a conduzir suas atividades pessoais e empresariais. O que se pode observar é uma aceleração da utilização e das aplicações com base na tecnologia das redes de computadores, à medida que mais pessoas descobrem as potencialidades dos computadores e das redes de comunicação tanto em aplicações domésticas como em empresariais. As transações e atividades diárias em lojas de departamentos, bancos, e outras pessoas e empresas das mais diversas naturezas, estão cada vez mais dependentes das redes de computadores. Lamentavelmente, a maioria das redes constitui entidades independentes estabelecidas para atender às necessidades de um grupo isolado. Os usuários selecionam uma tecnologia de hardware que seja adequada aos seus problemas de comunicação. É impossível a estruturação de uma rede universal com base em uma única tecnologia de hardware, já que nenhuma rede única atende a todas as aplicações. Alguns usuários precisam de uma rede de alta velocidade para conectar-se a máquinas, mas essas redes não podem ser expandidas para alcançar grandes distâncias. Outros preferem uma rede de velocidade inferior que faça conexão com máquinas a centenas de milhas de distância. Ao longo dos anos, as agências governamentais norte-americanas perceberam a importância e o potencial de tecnologia de interligação em redes e vêm financiando as pesquisas que possibilitaram a interconexão global de redes. A tecnologia da ARPA (Advanced Research Projects Agency) inclui um conjunto de padrões de rede que especificam os detalhes do sistema pelo qual os computadores se comunicam, bem como um conjunto de convenções para interconexão em redes e para roteamento. Denominado oficialmente Pilha de Protocolos de

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interligação em redes TCP/IP, e geralmente citado como TCP/IP, essa pilha pode ser utilizada para comunicação em qualquer conjunto de redes interconectadas. Algumas empresas, por exemplo, utilizam o TCP/IP para interconectar todas as redes de sua organização, ainda que a empresa não se comunique com redes externas. Outros grupos utilizam o TCP/IP para estabelecer comunicações entre sites geograficamente distantes. Nos Estados Unidos, a National Science Foundation (NSF), o Department of Energy (DOE), o Department of Defense (DOD), a Health and Human Services Agency (HHS) e a National Aearonautics and Space Administration (NASA) participaram do financiamento da Internet e utilizam o TCP/IP para conectar muitas de suas instalações de pesquisa. A interligação em redes resultante permite que os pesquisadores de instituições conectadas compartilhem informações com seus colegas de todo o mundo com a mesma facilidade com que compartilham informações com pesquisadores da sala ao lado. Um sucesso extraordinário, a Internet demonstra a viabilidade da tecnologia TCP/IP e mostra como pode-se lidar com uma diversidade de tecnologias de redes.

1.1.

SERVIÇOS EM REDES

Grande parte da abordagem de serviços terá como foco padrões denominados protocolos. Protocolos como TCP e IP fornecem as regras para a comunicação. Eles contém os detalhes de formatos de mensagens, descrevem o que um computador faz ao receber uma mensagem e especificam como um computador trata os erros ou outras condições anormais. De certa forma, um protocolo de comunicação permite que alguém especifique ou entenda uma comunicação de dados sem depender de conhecimentos minuciosos do hardware da rede de um fornecedor específico. Todos os serviços de rede são descritos por protocolos. Os serviços de aplicativos da Internet mais comum e difundidos incluem:

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de seu computador. • Login remoto. o aplicativo retorna o usuário ao sistema local. O sistema indica uma maneira de checar os usuários autorizados. Tal como ocorre com o correio eletrônico. Embora existam muitos sistemas de correio eletrônico. o transmissor sabe que quando a mensagem deixa a máquina local. Uma outra parte do aplicativo do correio eletrônico permite que os usuários leiam os memorandos que receberam. sem depender de máquinas intermediárias que façam cópias do arquivo ao longo do processo. Quando a sessão de login remoto termina. a transferência de arquivos na interligação em redes TCP/IP é confiável porque as duas máquinas envolvidas comunicam-se diretamente. por exemplo. Cristiano Alan Torres Pág. O login remoto permite que. sobretudo. já que não depende de computadores para processamentos intermediários na transmissão de mensagens. a mensagens de pouco texto. Os protocolos TCP/IP incluem um programa aplicativo que permite que os usuários enviem ou recebam arbitrariamente arquivos externos de programas de dados. ou um dicionário de inglês. a utilização do TCP/IP faz com que a entrega de correio seja mais confiável. 5/85 . O correio eletrônico tem sido tão bem-sucedido que muitos usuários da Internet dependem dele para correspondência comercial normal. um usuário entre em conexão com uma máquina remota e estabeleça uma sessão interativa de login. ela foi recebida com êxito no destino. um programa de transferência de arquivos. ou até de evitar acessos. O correio eletrônico permite que um usuário elabore memorandos e os envie a indivíduos ou grupos. Embora alguns usuários às vezes transfiram arquivos através do correio eletrônico. Um sistema de entrega de correio TCP/IP opera através de contato direto entre a máquina do transmissor e a máquina do receptor. ele se destina.Arquitetura TCP/IP • Correio Eletrônico. enviando cada toque no teclado a uma máquina remota e exibindo cada caracter que o computador remoto imprime na janela do usuário. um programa escrito em Pascal ou C++. Assim. Ao utilizar. a pessoa pode copiar de uma máquina para outra uma base de dados extensa contendo imagens de satélite. • Transferência de arquivos. O login remoto faz com que uma janela na tela do usuário pareça conectar-se diretamente com a máquina remota.

• Serviço de transporte de streams confiáveis. A maioria dos aplicativos precisa de muito mais do que uma entrega de pacotes. O mais importante é que a entrega de pacotes. com base nas informações do endereço contidas na mensagem.Arquitetura TCP/IP No nível da camada de rede. O serviço de transporte confiável trata desses problemas. em um nível mais baixo. e a seguir envie um grande volume de dados através da conexão. uma interconexão proporciona extensos tipos de serviços que todos os programas aplicativos utilizam: • Serviço de entrega de pacotes sem conexão. ou falhas de comutações ao longo do caminho entre o transmissor e o receptor. como base para todos os serviços de interligação em redes. uma de cada vez. os protocolos de comunicação dividem a cadeia de dados em mensagens curtas e as envia. e nem de entrega na mesma ordem na qual os pacotes forma transmitidos. de modo que alguém poderia questionar o que diferencia os serviços TCP/IP de outros. porque eles exigem que o software de comunicação corrija automaticamente erros de transmissão. Já que quase sempre há um mapeamento direto para o hardware. esperando que o receptor confirme a recepção. 6/85 . A entrega sem conexão constitui uma preocupação do serviço oferecido pela maioria das redes distribuidoras de encomendas. explicado com detalhes ao longo do texto. Ele permite que um aplicativo de um computador estabeleça uma “conexão” com um aplicativo de outro computador. sem conexão. As principais características diferenciadoras são: Cristiano Alan Torres Pág. forma a base para todos os serviços de interligação em redes. o serviço sem conexão é extremamente eficiente. Naturalmente. torna os protocolos TCP/IP adaptáveis a uma ampla gama de hardware de redes. Muitas redes oferecem serviços básicos semelhantes aos mencionados acima. Como o serviço sem conexão promove o roteamento de cada pacote separadamente não há garantia de entrega. como se fosse uma conexão de hardware direta e permanente. Este serviço. Isso simplesmente significa que a interligação em redes TCP/IP promove o roteamento de pequenas mensagens de uma máquina para outra. pacotes perdidos.

Os protocolos TCP/IP definem a unidade de transmissão de dados denominada datagrama. a transferência de arquivos e o login remoto. • Padrões de protocolo de aplicativos. quando estão desenvolvendo programas aplicativos que utilizam TCP/IP.Arquitetura TCP/IP • Independência da tecnologia de redes. Além dos serviços básicos no nível de transporte (como conexões de streams confiáveis). os protocolos TCP/IP incluem padrões para muitos aplicativos comuns. Os protocolos de interligação em redes TCP/IP fornecem uma confirmação entre a origem e o destino final. e especifica como transmitir datagramas em uma rede específica. e não entre máquinas sucessivas ao longo do caminho. ele é independente do hardware de qualquer fornecedor específico. desde as redes projetadas para operar em um prédio até as projetadas para cobrir grandes distâncias. mesmo quando as duas máquinas não se conectam a uma mesma rede física. Cristiano Alan Torres Pág. Assim. • Confirmações fim-a-fim. • Interconexão universal. 7/85 . Uma interligação em redes TCP/IP permite a comunicação de que qualquer par de computadores ao qual ela é conectada. inclusive o correio eletrônico. A Internet inclui diversas tecnologias de rede. Cada datagramas traz os endereços de sua origem e de seu destino. Embora o TCP/IP seja baseado em tecnologia convencional de comutação de pacotes. A cada computador é atribuído um endereço universalmente reconhecido por toda a interligação em redes. Os computadores de comutação intermediária utilizam o endereço de destino para tomar decisões sobre roteamento. os programadores sempre descobrem que o software existente oferece os serviços de comunicação de que eles precisam.

empresas de eletrônica. As empresas de pequeno e médio porte começaram a conectar-se na década de 1990.Arquitetura TCP/IP 1.2. bem como muitas outras organizações de grande porte como companhias de petróleo. Cristiano Alan Torres Pág. flexível e de fácil implementação. estimou-se que o crescimento alcançara 15% ao mês.000 computadores de universidades. indústria automobilística. O tamanho e a utilização da Internet continuou em ascensão muito mais acelerada do que o previsto. mesmo tendo optado por não . órgãos públicos e laboratórios de pesquisa organizacional. Em torno de 1994. com a finalidade da conectividade com a Internet. abrangendo centenas de redes individuais localizadas nos Estados Unidos e na Europa. Conectou aproximadamente 20. No final de 1987. a Internet alcançava mais de 3 milhões de computadores em 61 países. Uma das tarefas essenciais dessa rede seria manter comunicados. A ARPANET necessitava então de um modelo de protocolos que assegurasse tal funcionalidade esperada. muitas outras utilizavam os protocolos TCP/IP em suas interligações em redes corporativas. 8/85 disso. A Internet cresceu. ESCOPO DA INTERNET A arquitetura TCP/IP surgiu com a criação de uma rede patrocinada pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos. mesmo que apenas uma parte. uma rede que permaneceria intacta caso um dos servidores perdesse a conexão. A utilização (e facilidades) do padrão TCP/IP utilizado pelos fabricantes de outras redes. que se torna um padrão de fato. Dessa necessidade. É então desenvolvida a arquitetura TCP/IP. órgãos do governo e universidades. surgiu a ARPANET. Grandes companhias voltadas para o setor de computadores conectaram-se à Internet. A utilização de protocolos TCP/IP e o crescimento da Internet não se limitaram a projetos financiados pelo governo. mostrando-se confiável. numa ocorrência de guerras ou catástrofes que afetassem os meios de comunicação daquele país. Além participar da Internet. companhias farmacêuticas e portadoras de telecomunicações. A ARPANET cresceu e tornou-se a rede mundial de computadores – Internet. A normalização do TCP/IP chegou após a sua utilização em massa.

A Internet não é controlada por nenhum órgão governamental ou comercial. tornou-se óbvio que um banco de dados de origem não seria suficiente. Primeiro. o mecanismo conta com máquinas denominadas servidoras de nome para responder a consultas sobre nomes. os pedidos para atualização de arquivos rapidamente provocaria excesso do pessoal disponível para processá-los. novamente o tráfego aumentou. Eis algumas organizações: IAB InterNIC IRTF A IAB (Internet Advisory Board) é constituída de várias organizações e seu objetivo principal é coordenar a organização geral da Internet. a capacidade da rede seria insuficiente para permitir a distribuição freqüente para todos os sites ou o acesso on-line a cada site. A InterNIC (Internet Network Information Center) foi criado pela NSF para distribuir endereços IP. Ele é responsável por várias atividades a nível de pesquisa. O IRTF (Internet Research Task Force) é um dos comitês que constituem a IAB. Novos protocolos foram desenvolvidos e um sistema de atribuição de nome foi colocado em vigor através da Internet para permitir que qualquer usuário automaticamente determinasse o nome de uma máquina remota. por exemplo. Conhecido como Domain Name System (DNS). os dados são distribuídos por um conjunto de máquinas que utilizam protocolos TCP/IP para se comunicarem entre si quando estiverem respondendo a uma consulta. Nenhuma máquina contém todo o banco de dados de nomes de domínios. a seguir. distribuído a todos os sites da Internet. Em vez de uma máquina. 9/85 RFC Cristiano Alan Torres . No projeto original.Arquitetura TCP/IP Uma expansão acelerada trouxe problemas de escala não previstos no projeto original e motivou os pesquisadores a encontrar técnicas para gerenciar numerosos recursos distribuídos. ainda que existisse um arquivo-fonte correto. os nomes e endereços de todos os computadores conectados à Internet eram mantidos em um único arquivo que era editado manualmente e. mas sim por organizações voluntárias que controlam os usuários e os artigos publicados na Internet. como o desenvolvimento de protocolos. RFC (Request for Comments) são documentos técnicos relacionados aos Pág. Tão logo a Internet tornou-se popular e os usuários passaram a buscar informações através de serviços como Gopher e a World Wide Web. Segundo. Em meados da década de 1980.

Com a Internet um pessoa qualquer (um jornalista. Essa perspectiva abre um enorme mercado para profissionais e empresas interessadas em oferecer serviços de informação específicos. a qual é controlada primariamente por grandes empresas. 10/85 . além de prestar suporte a agências no uso da Internet. Isso com certeza afetará substancialmente toda a estrutura de disseminação de informações existente no mundo. Pela primeira vez no mundo um cidadão comum ou uma pequena empresa pode (facilmente e a um custo muito baixo) não só ter acesso a informações localizadas nos mais distantes pontos do globo como também – e é isso que torna a coisa revolucionária – criar. de sua própria casa. Esses documentos formam a documentação da Internet. FNC (Federal Networking Council) é um comitê que exerce a parte informativa da Internet. Alguns deles contém padrões para os protocolos. sem precisar da estrutura que no passado só uma empresa de grande porte poderia manter. no âmbito mundial. podendo obter sucesso e se tornarem FNC padrões. a partir de um microcomputador. algo que somente uma grande organização poderia fazer usando os meios de comunicação convencionais. por exemplo) pode. gerenciar e distribuir informações em larga escala.Arquitetura TCP/IP protocolos da Internet. A Internet é considerada por muitos como um dos mais importantes e revolucionários desenvolvimentos da história da humanidade. Cristiano Alan Torres Pág. IETF (Internet Engeneering Task Force) é um subcomitê da IAB que realiza a manutenção de problemas construtivos e também a implementação de novas tecnologias. A FNC realiza o intermédio entre a IAB e as instituições IETF governamentais. oferecer um serviço de informação baseado na Internet. outros são recentemente desenvolvidos.

BÁSICO DE UMA REDE Independente do tipo de conexão que façam. • Nas redes de comutação de pacotes. Por exemplo. a transmissão de um arquivo extenso entre dois equipamentos deve ser feita a partir da divisão do arquivo em vários pacotes antes de encaminhá-los à rede. Um pacote que geralmente contém apenas pequenas unidades de informações transporta uma identificação que capacita o hardware da rede a enviar as informações a determinado destino. ao destinatário da chamada. A vantagem da comutação de circuitos reside na sua capacidade segura: uma vez que um circuito é estabelecido. 11/85 . O Cristiano Alan Torres Pág. o mínimo necessário para o envio de voz digitalizada. A desvantagem da comutação de circuitos é o alto custo: o preço é fixo. até uma central de comutação remota e. seja entre computadores ou entre terminais e computadores. pois o circuito oferece um percurso de dados seguro. O transmissor tem a garantia de que os sinais serão distribuídos e reproduzidos. passando por linhas do tronco. as mensagens a serem transmitidas através das estações da rede são divididas em pequenas unidades chamadas pacotes que são multiplexados por meio de conexões entre máquinas de alta capacidade. ainda quando as duas pontas não se comunicam. finalmente. Enquanto um circuito estiver aberto. de 64 kpbs (mil bits por segundo). ainda. O sistema telefônico dos Estados Unidos utiliza uma tecnologia de comutação de circuitos – uma chamada telefônica estabelece um circuito da linha de quem telefona. Por exemplo. as redes de comunicação dividem-se em dois tipos básicos: de comutação de circuitos (também conhecidas como redes baseadas em conexões) e de comutação de pacotes (conhecidas. o preço de uma ligação telefônica é o mesmo. independente do tráfego. nenhuma outra atividade de rede poderá reduzir a capacidade do circuito. converte os sinais para o formato digital e os transmite através do circuito para o receptor. como redes sem conexão). através de uma central de comutação local. o equipamento telefônico testa o microfone várias vezes. • A comutação por circuitos opera formando uma conexão dedicada entre duas pontas.Arquitetura TCP/IP 2.

Arquitetura TCP/IP hardware da rede envia os pacotes aos seus respectivos destinos onde o software os reúne novamente em um único arquivo. As tecnologias de rede remota ou de redes de longas distâncias possibilitam a comunicação entre grandes distâncias. permite que os dois extremos se comuniquem a uma distância arbitrária.1. A grande vantagem da comutação de pacotes é a possibilidade de realizar simultaneamente várias comunicações entre computadores. toda vez que uma rede de comutação de pacotes estiver sobrecarregada. os computadores conectados a ela terão que esperar até poderem enviar pacotes adicionais. um determinado par de computadores conectados entre si recebe uma capacidade menor da rede. Ou seja. O retardo de transmissão pode variar desde alguns milissegundos até vários décimos de segundo. as redes de longa distâncias operam em velocidades mais lentas do que as redes locais. A velocidade de uma rede de longas distâncias varia de 56 Kbps a 155 Mbps (um milhão de bits por segundo). uma rede local típica abrange uma área pequena. como um único edifício ou um Cristiano Alan Torres Pág. 12/85 . Por exemplo. de acordo com a extensão: redes de longas distâncias (WANs) e redes locais (LANs). Ao contrário. e necessitam de um retardo de transmissão bem maior entre as conexões. Por exemplo. A maioria das tecnologias de rede de longas distâncias não impõe um limite na extensão da distância. 2. As tecnologias de rede local possuem uma velocidade de conexão entre comutadores bem mais rápida. os fornecedores utilizam os termos de forma coloquial para que os consumidores saibam diferenciar as duas tecnologias. As duas categorias não possuem definições formais. uma rede de longa distância pode operar em um continente ou conectar computadores de continentes diferentes. A desvantagem é que à medida que a atividade se intensifica. mas deixam a desejar na capacidade de operar em longas distâncias. Geralmente. WANs e LANs As tecnologias de comutação de pacotes são freqüentemente divididas em duas categorias. com conexões entre equipamentos compartilhados por todos os pares de equipamentos que estão se comunicando.

Arquitetura TCP/IP campus. até no máximo dez milissegundos. Em alguns casos. de comutação de pacotes.2. O esquema de fiação funciona perfeitamente quando vários computadores ocupam um mesmo compartimento. basta conectá-lo à cadeia. uma tecnologia de pares trançados possibilita que Cristiano Alan Torres Pág. CABO DA ETHERNET Figura 2.5 polegadas de diâmetro e até 500 metros de comprimento. 13/85 . e funciona entre 10 Mbps e 2 Gbps (bilhões de bits por segundo). o qual pode durar desde alguns décimos de um milissegundo. Conexão física entre dois computadores. o cabo possui uma forte proteção que o torna difícil de ser dobrado. A vantagem desse tipo de tecnologia é que. essa tecnologia permite que um computador acesse uma rede Ethernet utilizando um par de fios de cobre normais sem proteção. além de reduzir os custos. oferece proteção a outros computadores da rede no caso de um usuário desconectar um único computador. O cabo percorre o trajeto diretamente de um computador a outro. Chamada de Ethernet de pares trançados. Para incluir um novo computador. Cada cabo da Ethernet possui aproximadamente 0. semelhantes aos utilizados para fazer conexões entre equipamentos telefônicos. Com o avanço da tecnologia foi possível construir redes Ethernets que não necessitam da proteção elétrica de um cabo coaxial. Para oferecer o máximo de proteção contra interferência elétrica de dispositivos como motores elétricos. A TECNOLOGIA ETHERNET Ethernet é o nome dado a uma tecnologia de rede local popular. Já que essas tecnologias operam em pequenas áreas. a maioria das empresas de médio e grande porte a utiliza.1. 2. o retardo de transmissão é bem menor do que o das tecnologias de rede de longas distâncias.

talvez. a conexão a um HUB parece funcionar do mesmo modo que a conexão direta com coaxial. ela verifica o meio para saber se há alguma mensagem sendo transmitida.Arquitetura TCP/IP uma instituição utilize a Ethernet com a fiação telefônica já existente. detectando a presença ou não de sinal. é de difusão (broadcast) porque todos os transceptores recebem cada uma das transmissões.2. Para a interface com um computador. CONEXÕES DE PARES TRANÇADOS PARA O HUB HUB Figura 2. O controle de acesso é distribuído porque. Cada computador conecta-se a um HUB por cima de um par de fios. Cada uma das transmissões possui um limite de duração (porque há um tamanho máximo de pacote). o HUB é formado por uma pequena caixa que geralmente é alojada em um gabinete de fiação. de pessoal qualificado para fazer o monitoramento e o controle de sua operação na rede. 14/85 . sem a adição de novos cabos. O HUB é um dispositivo eletrônico que estimula os sinais num cabo Ethernet.2. Conhecido tecnicamente como 10Base-T. Um HUB necessita de energia elétrica e. a Ethernet não possui nenhuma autoridade central para permitir o acesso. a interface do host inicializa a transmissão. o esquema de fiação de pares trançados conecta cada computador a um HUB da Ethernet. É um barramento porque todas as estações compartilham um único canal de comunicação. Além do Cristiano Alan Torres Pág. vários equipamentos podem acessar a Ethernet simultaneamente e cada um deles estabelece se o meio está ou não livre. ao contrário de algumas tecnologias de rede. Fisicamente. Se nenhuma transmissão for detectada. como ilustra a Figura 2. Quando uma interface do host tem um pacote para transmitir. uma conexão entre um HUB e um computador deve ter menos de cem metros de extensão. A Ethernet é uma tecnologia de barramento de difusão de 10 Mbps com método de entrega sem garantia e controle de acesso distribuído.

 O termo quadro deriva-se da comunicação por linhas seriais. ser transparente para os equipamentos conectados à Ethernet. • As pontes são melhores do que os repetidores porque não repercutem os ruídos. as Ethernets ligadas por pontes são simplesmente uma outra forma de conexão física de rede. O importante é que: Em virtude de a conexão entre cabos físicos. o hardware deve observar um intervalo mínimo de tempo entre as transmissões. Ao contrário da Ethernet e de outras tecnologias de redes locais que utilizam cabos para transportar os sinais elétricos.3. Cristiano Alan Torres Pág. fornecida pelas pontes e pelos repetidores. Apesar de um cabo da Ethernet possuir um comprimento máximo. convertendo-as em feixes de luz. de modo que o comprimento total de uma única Ethernet continua muito pequeno (três segmentos de 500 metros cada). a FDDI utiliza fibras de vidro e transmite as informações. um sistema único de rede física. De acordo com a visão do TCP/IP. 15/85 . um quadro inteiramente válido deve ser recebido antes que a ponte o aceite e o transmita para outro segmento. acrescentando sinais especiais antes e após a transmissão das informações. FDDI (Fiber Distributed Data Interconnect) A FDDI é uma conhecida tecnologia de rede que opera em pequenas áreas geográficas e oferece uma largura de banda maior do que a Ethernet.Arquitetura TCP/IP mais. as falhas ou os quadros com má formação. o que significa que nenhum par de equipamentos comunicantes pode utilizar a rede sem oferecer aos demais equipamentos uma oportunidade de acesso. no máximo dois repetidores podem ser colocados entre duas máquinas. 2. • O repetidor pode ser utilizado para transmitir sinais elétricos de um cabo a outro. a rede pode ser aumentada de duas maneiras: com o auxílio de repetidores e de pontes. Entretanto. nas quais o transmissor “configura” a informação.

ela terá que esperar a chegada de um token. A FDDI é uma rede token ring de 100 Mbps dotada de um recurso de auto-reparo É uma rede em anel porque forma um circuito fechado. O token que está sendo utilizado garante o equilíbrio: concede a todas as estações a oportunidade de enviar um pacote antes que outra estação envie um segundo pacote. Cristiano Alan Torres Pág. passando por todos os outros. um quadro especial denominado token passa de estação a estação. a quantidade de informação transportadas por um único canal de fibra óptica é significativamente maior do que a dos cabos que transportam sinais elétricos. 16/85 . Uma rede FDDI com fibras ópticas fazendo a conexão de seis computadores. podendo ficar próximas a dispositivos elétricos potentes. enviar o pacote e depois passar o token à estação seguinte. • como utilizam luz.3. e novamente retornando ao computador de origem. iniciando em um computador.Arquitetura TCP/IP A fibra óptica possui duas vantagens a mais do que o fio de cobre: • são imunes à interferência eletromagnética. Quando a rede está inativa. As setas indicam a direção do tráfego nas fibras e nos computadores conectados entre si. Trata-se de uma rede de tecnologia token ring porque utiliza um token como forma de controlar a transmissão. REDE FDDI EM ANEL Figura 2. Sempre que uma estação tiver que enviar um pacote.

no mínimo. 100 Mbps. • O ATM utiliza fibras ópticas para fazer conexões. que vem sendo usada tanto nas redes que operam em pequenas como em grandes áreas geográficas. A falha talvez seja decorrente da desconexão da fibra (p. Quando a interface percebe que não pode comunicar-se com o computador ao lado. É claro que para se obterem velocidades tão altas é necessário um equipamento complexo de última geração. ex. o anel de garantia é utilizado para contornar a falha. o hardware da FDDI utiliza dois anéis independentes que se conectam a cada computador.. Se as fibras de ambos os anéis seguirem o mesmo percurso físico. 17/85 . as redes de alta velocidade são aquelas que operam a uma velocidade de. Consequentemente. 2.Arquitetura TCP/IP Para oferecer um recurso de recuperação automática de falhas.4. as redes ATM possuem um custo mais alto do que as demais tecnologias. inclusive conexões entre um computador host e um comutador ATM. o ATM pode intercambiar informações com velocidades de gigabit/segundo. O hardware da FDDI automaticamente utiliza o anel de rotação oposta para formar o circulo fechado na direção em que ele ainda está operando. os outros computadores podem continuar se comunicando. Com isso. Uma rede ATM utiliza técnicas de hardware e software especiais: • Uma rede ATM é formada por um ou mais comutadores de alta velocidade que são conectados aos computadores host e a outros comutadores ATM. baseada em conexão. As fibras ópticas possuem uma velocidade de transferência Cristiano Alan Torres Pág. mesmo com a ocorrência da falha. Pelos padrões correntes. é muito provável que a Segunda fibra também seja desconectada. um corte acidental). ATM (Asynchronous Transfer Mode) O ATM é o nome dado a uma tecnologia de rede de alta velocidade.

assim como dados. o hardware do comutador ATM pode processá-la rapidamente. A interação é análoga a uma ligação telefônica. A desconexão equivale a tirar um telefone do gancho no final de uma ligação telefônica. O host utiliza o identificador da conexão ao enviar ou receber células. após a desconexão. o comutador pode novamente utilizar o identificador da conexão. há uma forte relação entre o ATM e a comutação telefônica. Cristiano Alan Torres Pág.  Em virtude de a rede ATM ter sido idealizada para transportar voz. • As camadas mais baixas de uma rede ATM utilizam quadros de tamanhos fixos chamados células. Ao terminar a conexão. O host especifica o endereço do computador remoto e espera o comutador ATM entrar em contato com o sistema remoto e estabelecer um caminho (rota fixa). normalmente.Arquitetura TCP/IP maior do que a dos fios de cobre. O comutador desconecta os dois computadores. Como as células possuem exatamente o mesmo tamanho. a conexão entre um host e um comutador ATM opera a uma velocidade de 100 ou 155 Mbps. Quando uma conexão é feita. juntamente com um mensagem informando o sucesso da conexão. o pedido para estabelecer a comunicação falha. o host comunica-se novamente com o comutador para que a conexão seja desfeita. Se o computador remoto não aceitar o pedido. ele deve primeiramente interagir com o comutador para especificar o endereço do destinatário. Antes de um computador host conectado a um ATM enviar células. A rede ATM difere das redes de comutação de pacotes porque oferece um serviço baseado em conexão. não responder ou se o comutador não puder alcançar o computador remoto. 18/85 . o comutador ATM local escolhe um identificador da conexão e passa-o para o host.

4. duas redes só podem ser conectadas por um computador que esteja ligado às duas. e cada uma pode ter muitos ou poucos hosts acoplados. 19/85 .4. Quando conexões de interligação em redes se tornam mais complexas. porque tal ligação não garante que o computador vai cooperar com outras máquinas que desejam se comunicar. Para R atuar como um roteador.5. Os computadores que conectam entre si duas redes e repassam pacotes de um para o outro são chamados de gateways de interligação em redes ou roteadores de interligação em redes. Na figura acima. necessitamos de computadores que queiram repassar pacotes de uma rede para outra. porque o hardware específico não tem importância. Duas redes físicas conectadas entre si por um roteador. além das redes às quais estão conectados. o roteador R está conectado às redes 1 e 2. são usadas nuvens para demonstrar redes físicas. precisa capturar pacotes na rede 1 que são destinados às máquinas na rede 2 e transferi-los e vice-versa. INTERLIGAÇÃO EM REDES Fisicamente. Para se ter uma interconexão de rede viável. os roteadores necessitam saber sobre a topologia da interligação em redes. Cristiano Alan Torres Pág. REDE "1" R REDE "2" Figura 2. Considere um exemplo que consista de duas redes físicas mostradas na Figura 2. No entanto. Cada rede pode ser uma rede local ou uma rede de longa distância. uma ligação física não fornece a interconexão que imaginamos.Arquitetura TCP/IP 2.

Além de roteadores que conectam entre si redes físicas. cada uma conta como uma rede. 20/85 . do tamanho máximo do pacote ou da escala geográfica. o roteador R1 deve transferir da rede 1 para a rede 2 todos os pacotes destinados a máquinas em qualquer das redes 2 e 3. da vazão.Arquitetura TCP/IP REDE "1" R1 REDE "2" R2 REDE "3" Figura 2. Cristiano Alan Torres Pág. como o backbone de ANSNET. como uma Ethernet. Três redes interconectadas por dois roteadores. Do ponto de vista da interligação em redes. o software é necessário em cada host para permitir que programas aplicativos usem a interligação em redes como se fosse uma única rede realmente física. qualquer sistema de comunicação capaz de transferir pacotes é considerado como uma única rede. O protocolo da interligação em redes do TCP/IP trata todas as redes do mesmo modo. independente do retardo. uma rede de área maior. Para uma grande interligação em redes composta de muitas redes. Uma rede local. a tarefa do roteador de tomar decisões sobre por onde enviar pacotes se torna mais complexa.5. ou uma ligação de ponto a ponto entre duas máquinas. Neste exemplo.

536) hosts.1. Para endereços. 65. ENDEREÇAMENTO Pensando em uma interligação em redes como uma grande rede igual a qualquer outra rede física. dedicam sete bits para netid e 24 bits para hostid. Assim. que são usados para redes de tamanho médio que possuem entre 28 (ou seja. sendo dois bits suficientes para distinguir entre as três classes principais: • Endereços do tipo A. • Endereços do tipo B. denominado seu endereço IP. um endereço IP codifica a identificação da rede à qual um host se acopla. alocam 14 bits para o netid e 16 bits para o hostid.Arquitetura TCP/IP 3. Conceitualmente. no qual a cada host da interligação é atribuído um endereço com número inteiro de 32 bits. são usados pelas numerosas redes que não possuem mais de 216 (ou seja. 256) e 216 hosts. os projetistas de TCP/IP optaram por um esquema análogo ao endereçamento de rede física. seu tipo pode ser determinado a partir de três bits de alta ordem. Especificamente. A parte interessante do endereçamento da interligação é que os números inteiros são escolhidos cuidadosamente para tornar o roteamento eficiente. Na prática. nada é orientado pelo hardware. Resumindo: “A cada host de uma interligação em redes TCP/IP é atribuído um endereço de interligação em redes único de 32 bits que é usado em todas as comunicações com aquele host. Dado um endereço IP. endereços. 21/85 . Cristiano Alan Torres Pág. cada endereço é um par (netid. cada endereço IP deve Ter uma das três primeiras formas mostradas na Figura 3. hostid) em que netid identifica uma rede e hostid identifica um host naquela rede. A diferença é que a interligação em redes é uma estrutura virtual.” Os bits dos endereços IP para todos os hosts de uma rede dada compartilham um mesmo prefixo. os projetistas estão livres para escolher formatos e tamanhos de pacotes. técnicas de entrega e assim por diante. assim como a identificação de um único host nessa rede. idealizada por seus projetistas e totalmente implantada em software.

22/85 .10. Quando os computadores convencionais possuem duas ou mais conexões físicas são denominados hosts multi-homed.30 00001010 00000010 00011110 Cristiano Alan Torres Pág. dependem de uma extração eficiente para alcançar velocidade alta. alocam 21 bits para o netid e somente 8 bits para hostid. o endereço de 32 bits: 10000000 é representado por: 128. Esses hosts e os roteadores necessitam de endereço IP múltiplos. Portanto.1. que usam a parte netid de um endereço ao decidir qual o destino de um pacote. As cinco formas de endereços da Internet (IP). no qual cada número inteiro fornece o valor de um octeto de endereço IP. os endereços IP não especificam um computador individual. e sim uma conexão à rede. um roteador conectando n redes tem n endereços diferentes de IP. um para cada conexão de rede. Cada endereço corresponde a uma das conexões de rede da máquina.Arquitetura TCP/IP • Endereços do tipo C. Os endereços IP são escritos como quatro números inteiros decimais separados por pontos decimais. Os roteadores. como também um host daquela rede. O endereço IP foi definido de tal modo que é possível extrair as partes do netid ou do hostid rapidamente. que possuem menos de 28 hosts.2. como os endereços IP codificam não apenas uma rede. As três primeiras formas. 0 1 2 3 4 8 16 24 31 1 1 1 1 1 Netid 0 Netid 1 0 Netid Hostid Hostid Hostid 1 1 0 Endereços multicast 1 1 1 0 Reservado para uso futuro Figura 3. classes A. Assim. B e C podem ser diferenciadas pelos três primeiros bits. Assim.

A tabela da Figura 3.0.255.0. 3.255 Figura 3.0 239.0.2 resume a escala de valores para cada tipo. difusão pode ser tão eficiente quanto as transmissões normais. Os endereços de difusão direcionados fornecem um poderoso mecanismo que permite a um sistema remoto enviar um pacote único que será Cristiano Alan Torres Pág.0. Assim.255. Por convenção. em outras.2. qualquer hostid que consista de todos os 1s é reservado para difusão.0 223. A escala de valores decimais que correspondem a cada tipo de endereço IP. hostid zero nunca é atribuído a um host individual.0. Assim.0.0 240. um endereço IP com hostid zero é usado para se referir a essa própria rede.Arquitetura TCP/IP Na realidade. Outra vantagem é que os endereços de interligação em redes podem se referir a redes.255.255.0. compreender a relação entre tipos de endereços IP e números decimais pode ajudar.0. Classe A B C D E Endereço mais baixo 0.0 Endereço mais alto 126.0. Algumas redes não aceitam qualquer difusão. Em vez disso. 23/85 . mas requer uma demora muito mais substancial do que uma transmissão única. além de especificar difusão naquela rede.1.0 191.0 128. assim como a hosts. Um endereço de difusão direcionado pode ser interpretado sem ambivalência em qualquer etapa de uma interligação em redes porque identifica.1. O esquema de endereçamento da interligação em redes inclui um endereço de difusão que se refere a todos os hosts da rede.255. de modo único.0.255 247.255. difusão é apoiada pelo software da rede. a rede de destino. Em muitas tecnologias de rede.0 192.0 224.1.0.255. De acordo com o padrão. ter um endereço de difusão de IP não assegura a disponibilidade ou a eficiência da entrega de difusão. a maioria dos softwares TCP/IP que apresenta ou requer uma pessoa para manipular um endereço IP usa a notação decimal com ponto. ENDEREÇOS DE REDES E DE BROADCAST A maior vantagem de codificar informações de rede em endereços de interligação em redes é o roteamento eficiente.

uma vez que o host aprenda o endereço correto de IP para a rede local.0. Um host pode usar os endereços de difusão limitados coo parte de um procedimento padrão antes que ele aprenda seu endereço de IP ou o endereço para a rede local. o software de protocolo retorna os dados sem enviar o tráfego através de qualquer rede. independente do endereço atribuído de IP. a principal desvantagem da difusão direcionada é que ela requer conhecimento do endereço da rede. e outros hosts da rede interpretam o endereço como “esta” rede. Consiste em trinta e dois 1s. Usar netid zero é especialmente importante nas circunstâncias em que um host deseja comunicar-se em uma rede. Um pacote enviado a um endereço 127 da rede não deve aparecer em nenhuma rede.Arquitetura TCP/IP transmitido por difusão na rede especificada. Por exemplo. Cristiano Alan Torres Pág. Em geral. fornece um endereço de difusão para a rede local.0.0. Do ponto de vista de endereçamento. Entretanto. num valor da escala da classe A. Assim. 3. e é utilizado no teste TCP/IP e para a comunicação na máquina local.2 mostra que nem todos os endereços possíveis foram atribuídos a classes.2. Quando algum programa usa o endereço de loopback como destino. ele deve usar difusão direcionada. 24/85 . Além disso. é reservado para loopback. denominada endereço de difusão limitado ou de rede local. O host usa a netid zero temporariamente. este não é um endereço de rede. um endereço de IP com hostid igual a zero refere-se a “este” host e outro de netid igual a zero refere-se a “esta” rede. o software da interligação em redes interpreta os campos que consistem em 0s (zeros) para significar “este”. um host ou um roteador nunca deve difundir informações sobre roteamento ou alcance para o número de rede 127. o endereço 127. Outra forma de endereço de difusão. mais ainda não sabe o endereço IP dela. ENDEREÇO DE LOOPBACK A tabela da Figura 3.

25/85 . e é usado sempre que A envia um pacote com endereço IP I 5 (endereço de B na rede 2). Assim. conectam-se à rede 1 quase sempre se comunicam diretamente usando aquela rede. Apesar de isto parecer um problema menor. seu endereço IP deve mudar. através do roteador R. A mais óbvia delas é que os endereços referem-se às conexões de redes. dois hosts. mudar os endereços de todas as máquinas e. Coo muitos softwares não são projetados para trabalhar com endereços múltiplos para a mesma rede física. Existe outro caminho de A até B. Agora. talvez não seja suficiente. os usuários do host A normalmente devem referir-se ao host B usando endereço IP I3. Outra falha do esquema de endereçamento é que. deve ter seu endereço mudado para um endereço tipo B. então. Saber apenas um endereço de IP. recuperar a comunicação usando o novo endereço de rede. não ao host: se um host se move de uma rede para outra. Considere o exemplo da interligação em redes mostrado na Figura 3. quando qualquer rede tipo C cresce além de 255 hosts. Nesta figura. A e B. para determinado destino. Ao contrário. devem interromper o uso de um endereço de rede. PONTOS FRACOS NO ENDEREÇAMENTO Codificar informações de rede em um endereço pode ter suas desvantagens. Os usuários em A.3. que especificam endereços IP I 3. suponha que a conexão de B para a rede 1 falhe. na qual introduzam novos endereços lentamente. mudar endereços de redes pode tomar muito tempo e ser difícil para depurar.Arquitetura TCP/IP 3. mas a máquina em si continue trabalhando.3. os administradores não podem planejar uma transição tranqüila. pode ser impossível alcançar o destino usando tal endereço. não alcançam B apesar de os usuários que especificam endereços I5 poderem alcançar. Cristiano Alan Torres Pág.

26/85 . UM EXEMPLO Para esclarecer o esquema de endereçamento IP. O exemplo mostra três redes e os números de rede que lhes foram designados: a IBPI-NET (10.5.10.4 mostra os endereços de redes e ilustra como os roteadores conectam redes entre si.0. a UMC (128. que indica um problema com o esquema de endereçamento IP.0 IBPI-NET 10.3.10. A conexão lógica de duas redes ao provedor IBPI-NET.2. A Figura 3. Um exemplo de interligação em redes com um host de multi-homed.Arquitetura TCP/IP REDE 1 I1 R I4 I5 REDE 2 A I2 B I3 Figura 3. considere um exemplo de duas redes de Universidades conectadas à IBPI-NET. os endereços têm classes A.0. B.48. B e C.0).0 ROTEADORES UNICSUL (Token) 192.4. enviando pacotes através do roteador R. UMC (Ethernet) 128. Cristiano Alan Torres Pág.0).0 Figura 3.4.5. A deve usar o endereço I5 para alcançar B. Se a interface I3 é desconectada.0. De acordo com a tabela da Figura 3.0.48.0.0. respectivamente. 3.0) e a UNICSUL (192.

3 Host 2 192.2. e ROUTER2 é um roteador que conecta a rede UNICSUL à Ethernet (UMC).Arquitetura TCP/IP A Figura 3.6 10. Apesar de um host de multi-homed. Na figura.0 192.10.5.5.1 Host 1 Figura 3. alcançar destinos diretamente em qualquer rede.3 128. HOST2.7 128.48. a maioria dos sites usa computadores dedicados como roteadores.5.0. podendo. assim.10. executa a tarefa de rotear tráfego entre a Ethernet e as redes token ring.10.48.70 Router2 UNICSUL (Token) 192. a fim de evitar sobrecarregar sistemas de computação convencionais com o processamento requerido pelo roteamento.48. ROUTER1 é um roteador que conecta a IBPI-NET e a rede token ring (UNICSUL).0.10. e endereços Internet designados para cada conexão de rede. HOST3 e HOST4 acoplam-se às redes.0.48.5.0 128. O HOST2 tem conexões tanto na Ethernet quanto na rede token ring.5. Exemplo de designação de endereços IP para roteadores e hosts acoplados a três redes da figura anterior. Cristiano Alan Torres Pág.5 mostra as mesmas redes com host.2.5.10. ROUTER2 . 27/85 .2. Quatro hosts cognominados HOST1.8 Host 3 128. UMC (Ethernet) 128.2.37 IBPI-NET Router1 192. como HOST2.48. poder ser configurado para rotear pacotes entre as duas redes. um roteador dedicado.26 Host 4 192.

Os complexos sistemas de comunicação de dados não usam um único protocolo para tratar com todas as tarefas de transmissão. vejamos os problemas que surgem quando as máquinas se comunicam através de uma rede de dados: • Falha de hardware. se possível. • Danificação de dados. requerem uma pilha de protocolos cooperativos. • Congestionamento de redes. Algumas vezes. algumas vezes chamados família de protocolo ou pilha de protocolo. Um enlace de transmissão de rede pode falhar ou ser desconectado acidentalmente. as redes têm capacidade finita que pode ser ultrapassada. Os protocolos precisam encontrar formas para que uma máquina em congestionamento possa suprimir o excesso de tráfego. Os protocolos necessitam detectar e recuperar tais erros. Os protocolos precisam aprender sobre as falhas ou adaptar-se a longas demoras. Os protocolos representam para a comunicação computadorizada o que a linguagem de programação é para a computação. 28/85 . os pacotes demoram muito ou são perdidos. Ao contrário. Mesmo quando todo o hardware e software operam corretamente.Arquitetura TCP/IP 4. PROTOCOLOS Os protocolos são os padrões que especificam como os dados são apresentados ao serem transmitidos de uma máquina para outra. Cristiano Alan Torres Pág. Interferência elétrica ou magnética ou falhas de hardware podem causar a transmissão de erros que danificam os conteúdos dos dados transmitidos. O software de protocolo necessita detectar tais falhas e recuperar-se delas. Para compreender a razão. Um host ou roteador pode falhar tanto porque o hardware falha como porque o sistema operacional entra em colapso. • Demora ou perda de pacotes.

Camada 7 6 5 4 3 2 1 Funcionalidade Aplicativo Apresentação Sessão Transporte Rede Enlaces de Dados Conexão Física Figura 4. com níveis de abstração diferentes definindo uma pilha de protocolos. as demais camadas não precisam saber de detalhes da implementação do serviço implementado nesta camada. e também os procedimentos usados para transferir pacotes de uma máquina para outra. 4.1. Especifica um padrão para a interconexão física entre hosts e comutadores de pacote de rede.Arquitetura TCP/IP • Duplicação de dados ou erros seqüenciais. Cristiano Alan Torres Pág. sendo cada uma. responsável por oferecer serviços às camadas superiores de uma forma transparente. MODELO DA DIVISÃO EM CAMADAS OSI Existe um modelo desenvolvido pela ISO (International Standards Organization) usado para descrever a estrutura e funcionamento dos protocolos de comunicação de dados é denominado Modelo de Referência OSI (Open Systems Interconnect).1. Modelo OSI de referência das sete camadas para o protocolo. Ele contém sete camadas. ou seja. Descrição básica das camadas do modelo OSI: • Camada física. Os protocolos necessitam reorganizar os pacotes e remover algumas duplicatas. Redes que oferecem rotas múltiplas podem transmitir dados fora de seqüência ou podem transmitir duplicatas de pacotes. A base deste modelo é a divisão da complexidade do projeto organizando a rede em camadas. 29/85 .

permitindo que as duas saibam quando a transferência de um quadro foi bem-sucedida. Garante que o destino recebe os dados extamente da forma que eles tenham sido mandados. o protocolo de nível inclui a detecção de erro. esse nível define a unidade básica de transferência na rede e inclui os conceitos de endereçamento e roteamento de destino. onde os dados se movem nos dois sentidos simultaneamente. o controle de quem deve ser a vez de conversar. Além disso. criptografia e compressão. • Camada de aplicativo. uma vez que se utiliza primitivos padrões da camada de transporte. Já que a transmissão de erros pode destruir os dados. • Camada de apresentação. • Camada sessão. Para isso ela também oferece serviços com conexão e sem conexão. Cristiano Alan Torres Pág. um ambiente iniciado a partir de uma conexão e que permite a transferência organizada de dados. Define o formato dos quadros e especifica como as duas máquinas reconhecem os limites do quadro. ou seja. como conversão. transferência de arquivos. • Camada de rede. Denominado camada de rede ou sub-rede de comunicação. Com a camada de transporte é possível rodar vários programas de aplicação sobre redes diferentes. Contém a funcionalidade que completa a definição da interação entre o host e a rede. Contém os programas com os quais o usuário interfaceia mais diretamente. Existem conexões full-duplex.Arquitetura TCP/IP • Camada de enlaces de dados. Especifica como os dados transitam entre um comutador de pacote e um host ao qual está conectado. e half-duplex. Permite que os usuários estabeleçam uma sessão. A camada de rede faz parte da sub-rede de comunicação. Entre os exemplos possíveis estão: correio eletrônico. Cuida dos problemas relativos a representação dos dados transmitidos. pertence à concessionária e pode variar de uma rede para outra. 30/85 . Alguns desses programas tornaram-se extremamente úteis e acabaram por definir uma série de padronizações. entre outros. ou seja. mas estes são melhorados. onde somente um lado “fala” a cada vez. como a camada de redes. • Camada de transporte. acessos a arquivos remotos. gerencia os diálogos.

A camada de transporte pode regular o fluxo de informações. Camada Conceitual Aplicativo Transporte Inter-rede Interface de Redes Hardware Figura 4. Tal comunicação é sempre chamada fim-a-fim. Para isso. então. A primeira função da camada de transporte é prover a comunicação de um programa aplicativo para outro. para o nível de transporte. ser transmitidos. Cada programa aplicativo escolhe o estilo de transporte necessário. Ela pode fornecer transporte confiável.2 mostra as camadas conceituais. que tanto pode ser uma seqüência de mensagens individuais ou um stream contínuo de bytes. A Figura 4.2. As quatro camadas conceituais do software TCP/IP e a forma dos objetos que passam entre elas. assegurando que os dados cheguem sem erros e em seqüência. os dados na forma adequada. Um aplicativo interage com um dos protocolos do nível de transporte para enviar ou receber dados. • Camada de Transporte. O programa aplicativo passa.Arquitetura TCP/IP 4. o protocolo de transporte faz com que o lado receptor envie confirmações e o lado transmissor retransmita pacotes perdidos. O software da camada de transporte divide o fluxo de dados transmitidos em pequenas partes (algumas vezes chamadas pacotes) e Cristiano Alan Torres Pág. Objetos Passados entre Camadas Mensagens ou Fluxos Pacotes de Protocolos de Transporte Datagramas IP Quadros de Redes Específicas • Camada de aplicativos. para que possam. os usuários rodam programas aplicativos que acessam serviços disponíveis através de uma interligação em redes TCP/IP. 31/85 . assim como a forma dos dados à medida que passa entre elas. No nível mais alto.2. MODELO DA DIVISÃO EM CAMADAS TCP/IP O software TCP/IP é organizado em quatro camadas conceituais construídas em uma quinta camada de hardware.

à camada seguinte para ser transmitido. não-confiável. • Camada de interface de rede. O UDP fornece um serviço de transmissão sem conexão.Arquitetura TCP/IP passe cada pacote. 4. Encapsula o pacote em um datagrama IP. e usa o algoritmo de roteamento para decidir se o datagrama deve ser processado no local ou se deve ser enviado. entre vários protocolos de transporte. fornece o mecanismo principal utilizado pelos programas aplicativos para enviar datagramas a outros programas iguais. PROTOCOLOS DE TRANSPORTE 4. O nível mais baixo do software TCP/IP compreende uma camada da interface de rede responsável pela aceitação de datagramas IP e por sua transmissão através de uma rede específica. Uma interface de rede pode consistir em um driver de dispositivo ou em um subsistema complexo que usa seu próprio protocolo de enlace de dados. juntamente com o endereço de destino. o UDP. 32/85 .3. preenche o cabeçalho do datagrama. A camada Internet também lida com datagramas de entrada.3. Aceita um pedido para enviar um pacote originário da camada de transporte juntamente com um identificação da máquina para a qual o pacote deve ser enviado. • Camada Internet. Como vimos. usa o algoritmo de roteamento para decidir se entrega o datagrama diretamente ou o envia para um roteador e passa o datagrama para a interface de rede apropriada para transmissão. o software da camada de interligação em redes apaga o cabeçalho do datagrama e.1. verificando sua validade. usando o IP para transportar mensagens entre Cristiano Alan Torres Pág. Para os datagramas endereçados à máquina local. escolhe aquele que vai cuidar do pacote. UDP (User Datagram Protocol) Na pilha de protocolos TCP/IP. a camada da Internet trata das informações de uma máquina para outra.

Assim. Quando usada. a soma de verificação oferece o único modo de assegurar que os dados tenham chegado intactos e possam ser usados. especifica a porta para a qual devem ser enviadas as respostas. 33/85 . PORTA DE DESTINO UDP SOMA DE VERIFICAÇÃO UDP Figura 4. a porta à qual a mensagem é destinada. 0 1 2 3 4 8 16 24 31 PORTA DE ORIGEM UDP COMPRIMENTO DE MENSAGEM UDP DADOS . Cada mensagem UDP é conhecida como um datagrama de usuário.. O campo COMPRIMENTO contém uma contagem de octetos no datagrama UDP. que consiste em duas partes: um cabeçalho UDP e uma área de dados UDP. porém acrescenta a habilidade de distinguir entre múltiplos destinos em um certo host. o comprimento da mensagem e a soma de verificação UDP. Como a Figura 4. O IP não calcula uma soma de verificação na parte dos dados de um datagrama IP. um valor de zero no campo SOMA DE VERIFICAÇÃO significa que a soma de verificação não foi calculada. incluindo o cabeçalho UDP e os dados de usuário. Os projetistas resolveram tornar opcional a soma de verificação a fim de permitir que as implementações operassem com pouco overhead ao usar UDP através de uma rede local altamente confiável.3 mostra. o valor mínimo para COMPRIMENTO é oito. o cabeçalho está dividido em quatro campos de 16 bits que especificam a porta da qual a mensagem foi enviada.. O formato dos campos em um datagrama UDP. que é o comprimento apenas do cabeçalho. Cristiano Alan Torres Pág.3. portanto. se não usada.Arquitetura TCP/IP máquinas. Os campos PORTA DE ORIGEM e PORTA DE DESTINO contêm os números de porta do protocolo UDP de 16 bits usados para demultiplexar os datagramas entre os processos que esperam para recebê-los. A soma de verificação UDP é opcional e não precisa ser usada. A PORTA DE ORIGEM é opcional. deverá ser zero. Usa o IP para transportar mensagens.

Naturalmente.Arquitetura TCP/IP A camada IP é responsável apenas pela transferência de dados entre um par de hosts em uma interligação em redes. o aplicativo pode especificar ou mudar o tamanho da fila. apenas o cabeçalho IP identifica os hosts de origem e destino. O modo mais simples de conceber uma porta UDP é uma fila. para transmissão. quando um programa aplicativo negocia com um sistema operacional para usar determinada porta. Por este mesmo motivo. O software colocado em cada camada de uma hierarquia de protocolo deve ser capaz de multiplexar ou demultiplexar múltiplos objetos da camada seguinte. o sistema operacional cria uma fila interna que pode reter as mensagens que estão chegando. Se não conferir. Na prática. Aceita datagramas UDP de muitos programas aplicativos e os passa ao IP. Desse modo. ocorrerá um erro se a porta estiver cheia e o UDP descartar o datagrama recebido. apenas a camada UDP identifica as portas de origem e destino em um host. toda a multiplexação e demultiplexação entre o software UDP e os programas aplicativos ocorre através do mecanismo da porta. e aceita datagramas UDP recebidos de IP e os passa ao programa aplicativo apropriado. enquanto a camada UDP é responsável apenas pela diferenciação entre múltiplas origens ou destinos em um host. O UDP é um protocolo mais rápido do que o TCP. Quando o UDP recebe um datagrama. Conceitualmente. o UDP enfileira o novo datagrama na porta onde o programa aplicativo pode acessá-lo. Se for encontrada uma correspondência. antes que ele possa enviar um datagrama UDP. Cristiano Alan Torres Pág. verifica se o número de porta de destino confere com uma das portas atualmente em uso. pelo fato de não verificar o reconhecimento das mensagens enviadas. cada programa aplicativo deve negociar com o sistema operacional a fim de obter uma porta de protocolo e um número de porta correspondente. O software UDP apresenta outro exemplo de multiplexação e demultiplexação. Freqüentemente. 34/85 . Na maioria das implementações. não é confiável como o TCP. envia uma mensagem de erro de porta não-atingida e descarta o datagrama.

O TCP pode ser utilizado com uma variedade de sistema de transmissão de pacotes. o protocolo especifica o formato dos dados e das confirmações que os dois computadores trocam para oferecer uma transferência confiável e. e não um software. Cristiano Alan Torres Pág. as redes de comunicação fornecem uma entrega de pacotes nãoconfiável. rede de fibra óptica de alta velocidade. entregá-los após um intervalo substancial. 35/85 . Como o UDP. os procedimentos de que se valem os computadores para assegurar que os dados cheguem corretamente. inclusive o serviço de transmissão de datagramas IP. Porém. ser implementado para utilizar linhas telefônicas por discagem. O TCP posiciona-se acima do IP no esquema de divisão em camadas do protocolo. TCP (Transmission Control Protocol) Em um nível mais baixo. O TCP é um protocolo de comunicação. o serviço de stream confiável é tão importante que toda a pilha de protocolos é citada como TCP/IP. um dos pontos fortes do TCP é a grande variedade de sistemas de transmissão que ele pode usar.Arquitetura TCP/IP 4. de determinada máquina. comuniquem-se simultaneamente. o TCP utiliza números de porta de protocolo para identificar o destino final em uma máquina. As redes que roteiam pacotes dinamicamente podem entregá-los fora de ordem. rede local.3. e ele demultiplexa o tráfego TCP de entrada entre os programas aplicativos. O serviço é definido pelo TCP. Na realidade. ou entregar reproduções. Um dos objetivos da pesquisa de protocolos de rede foi encontrar soluções de fins gerais para problemas de transmissão confiável de streams de pacotes. os pacotes podem ser perdidos ou danificados quando erros de transmissão interferem nos dados. os programas aplicativos freqüentemente precisam enviar grandes volumes de dados de um computador a outro. também. O TCP pode. Em um nível mais alto. A utilização de um sistema de transmissão sem conexão e não-confiável torna-se tediosa e irritante.2. por exemplo. e requer que os programadores criem detecção e recuperação de erros em cada programa aplicativo. possibilitando aos especialistas criar um único protocolo para transmissão de stream de dados que todos os programas aplicativos pudessem utilizar. ou uma rede de longas distâncias de velocidade mínima. permite que programas aplicativos múltiplos.

A unidade de transferência entre o software TCP de duas máquinas é denominada segmento. Cristiano Alan Torres Pág. enviar confirmações. transporta a identificação esperada e as informações de controle. conhecido como cabeçalho TCP.Arquitetura TCP/IP as portas TCP são muito mais complexas. A Figura 4. transferir dados. Cada segmento é dividido em duas partes: um cabeçalho seguido de dados. 36/85 ..4 mostra o formato do segmento TCP. Figura 4. Os campos PORTA DE ORIGEM e PORTA DE DESTINO contêm os números de portas TCP que identificam os programas aplicativos nas extremidades da conexão. 0 1 2 3 4 8 16 24 31 PORTA DE ORIGEM NÚMERO DE SEQÜÊNCIA NÚMERO DO RECONHECIMENTO HLEN RESERVADO PORTA DE DESTINO BITS DE CÓDIGO JANELA PONTEIRO URGENTE ENCHIMENTO SOMA DE VERIFICAÇÃO OPÇÕES (SE HOUVER) DADOS . o TCP foi estruturado na abstração de conexão. enquanto o número do reconhecimento refere-se ao stream que segue em direção oposta ao segmento. porque determinado número delas não corresponde a um objeto único. Observe que o número seqüencial refere-se ao stream que segue na mesma direção que o segmento. O formato de um segmento TCP com o cabeçalho TCP seguido de dados. e não portas isoladas. em que os objetos a serem identificados são conexões de circuito virtual. Os segmentos são trocados para estabelecer conexões. Ao contrário. O cabeçalho. informar tamanhos de janelas e encerrar conexões. O campo NÚMERO DO RECONHECIMENTO identifica o número do octeto que a origem espera receber depois. O campo NÚMERO DE SEQÜÊNCIA identifica a posição no stream de bytes do transmissor dos dados no segmento.4..

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O campo HLEN contém um número inteiro que especifica o comprimento do cabeçalho do segmento, medido em múltiplos de 32 bits. Isso é necessário porque o campo OPÇÕES varia em comprimento, dependendo de quais opções foram incluídas. Assim, o tamanho do cabeçalho TCP varia de acordo com as opções selecionadas. Uma das idéias mais importantes e complexas em TCP concentra-se na maneira como ele trata o timeout e a retransmissão. A exemplo de outro protocolos confiáveis, o TCP espera que o destino envie confirmação toda vez que recebe novos octetos, com êxito, do stream de dados. Sempre que envia um segmento, o TCP inicia um temporizador e espera uma confirmação. Se o temporizador terminar antes que os dados do segmento tenham sido confirmados, o TCP aceita que esse segmento foi perdido ou destruído e o retransmite. O software TCP precisa aceitar as duas grandes diferenças entre o tempo necessário para atingir vários destinos e as alterações necessárias no tempo para atingir um determinado destino, de acordo com a variação de carga do tráfego. O TCP monitora o desempenho de cada conexão e deduz valores razoáveis para timeout. À medida que o desempenho de uma conexão muda, o TCP revisa seu valor de timeout (ou seja, adapta-se à mudança). O congestionamento é uma condição de retardo longo causado por uma sobrecarga de datagramas em um ou mais pontos de comutação (p. ex., em roteadores). Quando ocorre um congestionamento, os intervalos aumentam e o roteador começa a enfileirar datagramas até que possa distribuí-los. Precisamos lembrar que cada roteador possui uma capacidade limitada de armazenamento e que os datagramas concorrem para esse armazenamento. Na pior hipótese, o número total de datagramas que chega ao roteador congestionado cresce até que o roteador alcance a capacidade e comece a eliminar datagramas. Lamentavelmente, a maioria dos protocolos de transporte utiliza timeout e retransmissão, de modo que reajam ao aumento do retardo com a retransmissão de datagramas. As retransmissões agravam o congestionamento em vez de o amenizarem. Se não for verificado, o aumento do tráfego produzirá um aumento do retardo, provocando uma elevação do tráfego, e assim por diante, até que a rede torne-se inútil; mas os protocolos de transporte, como o TCP, podem evitar o congestionamento reduzindo automaticamente as taxas de transmissão sempre que ocorrerem

De acordo com a especificação, o campo HLEN é o deslocamento dos dados da área situada dentro do segmento.

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retardo. Logicamente, os algoritmos para evitar congestionamentos precisam ser criados cuidadosamente porque, mesmo em condições operacionais normais, uma interligação em redes exibirá grande variação de retardo de ida e volta.

4.4.

PROTOCOLOS DE REDE

4.4.1. IP (Internet Protocol)

O serviço mais importante de uma rede consiste em um sistema de entrega de pacotes. Tecnicamente, o serviço é definido como um sistema de transmissão sem conexão, e nãoconfiável; é análogo ao serviço oferecido por hardwares de redes. O serviço é conhecido como não-confiável porque a entrega não é garantida. O pacote pode ser perdido, reproduzido, atrasar-se ou ser entregue com problemas, mas o serviço não detectará tais condições, nem informará isso ao transmissor nem ao receptor. Ele é denominado sem conexão porque cada pacote é independente dos outros, uma seqüência de pacotes enviados de um computador a outro pode trafegar por caminhos diferentes, ou alguns podem ser perdidos enquanto outros são entregues. O protocolo que define o mecanismo de transmissão sem conexão e não-confiável é conhecido como Internet Protocol. O IP oferece três definições importantes: • O protocolo IP define a unidade básica de transferência de dados utilizada através de uma interligação em redes TCP/IP, assim, ela especifica o formato exato de todos os dados à medida que ela passa pela interligação em redes TCP/IP. • O software IP desempenha a função de roteamento, escolhendo um caminho por onde os dados serão enviados.

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O IP inclui um conjunto de regras que concentram a idéia da entrega não-confiável de pacotes, que definem como os hosts e os roteadores devem processar os pacotes, como e quando as mensagens de erro devem ser geradas e as condições segundo as quais os pacotes podem ser descarregados.

Numa rede física, a unidade de transferência é um quadro que contém um cabeçalho e dados, onde o cabeçalho fornece informações como endereço de origem e de destino (físicos). A interligação em redes denomina sua unidade básica de transferência de um datagrama IP, que é dividido em cabeçalho e áreas de dados. A diferença é que o cabeçalho do datagrama contém endereços IP, enquanto o quadro contém os endereços físicos. A Figura 4.5 mostra a organização dos campos em um datagrama:
0 1 2 3 4 8 16 24 31

VERS

HLEN

TIPO DE SERVIÇO

COMPRIMENTO TOTAL FLAGS DESLOCAMENTO DO FRAGMENTO

IDENTIFICAÇÃO TEMPO DE VIDA PROTOCOLO ENDEREÇO IP DE ORIGEM ENDEREÇO IP DE DESTINO OPÇÕES IP (SE HOUVER) DADOS ...

VERIFICAÇÃO DA SOMA DO CABEÇALHO

PADDING

Figura 4.5. Formato de um datagrama da Internet, a unidade básica de transferência em um interligação em redes TCP/IP.

Já que o processamento de datagramas se dá em softwares, o conteúdo e o formato não são retringidos por quaisquer hardwares. O primeiro campo de quatro bits de um datagrama (VERS), por exemplo, contém a versão do protocolo IP utilizada para criar o datagrama. Ele é utilizado para verificar se o transmissor, o receptor e quaisquer roteadores existentes entre eles concordam quanto ao formato do datagrama. Todo software IP precisa verificar o campo de versão antes de processar um datagrama, para assegurar-se de que ele se adapta ao formato

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que o software espera. Se os padrões mudarem, as máquinas rejeitarão datagramas com versões de protocolo diferentes dos seus, impedindo que eles deturpem o conteúdo do datagrama com um formato desatualizado. A versão atual do protocolo IP é a quatro. O campo de comprimento do cabeçalho (HLEN), também de quatro bits, fornece o comprimento do cabeçalho do datagrama medido em palavras de 32 bits. Todos os campos do cabeçalho contêm um comprimento fixo, exceto para OPÇÕES IP e os campos correspondentes PADDING. O cabeçalho mais comum, que não contém qualquer opção e nenhum preenchimento, mede 20 octetos e o campo de comprimento de cabeçalho é igual a cinco. O campo COMPRIMENTO TOTAL, fornece o comprimento do datagrama IP medido em octetos, incluindo octetos no cabeçalho e nos dados. O tamanho da área de dados pode ser calculado subtraindo-se de COMPRIMENTO TOTAL o comprimento do cabeçalho (HLEN). Já que o campo COMPRIMENTO TOTAL, possui 16 bits de coprimento, o maior tamanho possível para um datagrama IP é 216 ou 65.535 octetos. Na maioria do aplicativos, essa não é uma limitação rígida. No futuro pode tornar-se mais importante, se as redes de velocidade mais alta puderem transportar pacotes de dados maiores que 65.535 octetos. Três campos no cabeçalho do datagrama, IDENTIFICAÇÃO, FLAGS e DESLOCAMENTO DO FRAGMENTO, controlam a fragmentação e a remontagem de datagramas. O campo IDENTIFICAÇÃO contém um número inteiro único que identifica o datagrama, sua finalidade principal é permitir que o destino saiba quais datagramas estão chegando e a que datagramas pertencem. O campo DESLOCAMENTO DO FRAGMENTO é responsável pela remontagem do datagrama, o destino precisa obter todos os fragmentos que iniciam com o fragmento que possui deslocamento zero até o fragmento de maior deslocamento. O campo FLAGS controlam a fragmentação, define se o datagrama pode ou não ser fragmentado e se o destino reuniu todos os fragmentos. O campo TEMPO DE VIDA especifica quanto tempo, em segundos, o datagrama pode permanecer no sistema de interligação em redes, os roteadores e os hosts que processam datagramas precisam decrementar o campo TEMPO DE VIDA à medida que o tempo passa e remover o datagrama da interligação quando seu tempo expira. PROTOCOLO especifica qual Cristiano Alan Torres Pág. 40/85

Arquitetura TCP/IP protocolo de alto nível foi utilizado para criar a mensagem que está sendo transportada na área DADOS do datagrama. eles especificam os endereços IP da origem e do último destino. O algoritmo de roteamento IP deve escolher a forma pela qual enviará um datagrama através de várias redes físicas. e as opções são incluídas principalmente para testes ou depuração da rede. através de uma única rede física para outra máquina. logicamente. Os campos ENDEREÇO IP DE ORIGEM e ENDEREÇO IP DE DESTINO contêm endereços IP de 32 bits do transmissor do datagrama e do receptor desejado. A verificação IP é formada com o tratamento do cabeçalho como uma seqüência de números inteiros de 16 bits (na ordem de bytes da rede). O campo VERIFICAÇÃO DA SOMA DO CABEÇALHO assegura a integridade dos valores de cabeçalho. O campo OPÇÕES IP que se segue ao endereço de destino não é necessário em todo datagrama. todas as implementações de padrões precisam incluí-lo. O campo PADDING depende das opções selecionadas. Embora o datagrama possa ser roteado através de muiots roteadores intermediários. e a seguir considerando o complemento de um como o resultado. O roteamento se classifica em dois tipos: encaminhamento direto e encaminhamento indireto. reunindo-os com uma aritmética complemento de um. Contudo. ex. O encaminhamento direto é a transmissão de um datagrama. o processamento de opções é parte integrante do protocolo IP. os campos da origem e destino nunca mudam. O campo denominado DADOS mostra o início da área de dados do datagrama. assim. do que está sendo enviado no datagrama. O Cristiano Alan Torres Pág. 41/85 . Para a finalidade de calcular a soma de verificação.. seu comprimento depende. considera-se que o campo VERIFICAÇÃO DA SOMA DO CABEÇALHO contenha zero. Ele representa bits contendo zero e que podem ser necessários para garantir que o cabeçalho do datagrama se estenda até o múltiplo exato de 32 bits. uma única Ethernet). O objetivo do IP é fornecer uma rede virtual que abranja várias redes físicas e ofereça um serviço de entrega de datagrama sem conexão. Duas máquinas só podem executar o encaminhamento direta se ambas se conectarem diretamente a uma mesma rede física (p.

Após usar o endereço do próximo passo da rota para encontrar um endereço físico. coloca o datagrama na parte de dados do quadro e envia o resultado. 42/85 . forçando o transmissor a passar o datagrama para um roteador executar a entrega. do datagrama e calcule o prefixo da rede. N. O software da interface de rede vincula o endereço do próximo passo da rota a um endereço físico. o software IP do host aceita o datagrama e passa-o ao software apropriado. os hosts ficam proibidos de tentar encaminhar datagramas acidentalmente roteados para a máquina errada). O endereço IP selecionado pelo algoritmo de roteamento IP é conhecido como endereço do próximo passo da rota. para posterior processamento. Embora seja possível para uma tabela de roteamento conter um endereço de Cristiano Alan Torres Pág. o software de interface da rede entrega-o ao software IP para processamento. Se o endereço de destino do datagrama corresponder ao endereço de IP do host.) Se a tabela contiver uma rota específica do host para D envie o datagrama para o próximo passo da rota especificada na tabela Se a tabela contiver uma rota para a rede N envie o datagrama para o próximo passo da rota especificada na tabela Se a tabela contiver uma rota padrão envie o datagrama para o roteador padrão especificado na tabela Caso contrário declare um erro de roteamento. o host deve descartar o datagrama (ou seja. encapsular o datagrama e enviar o quadro.Arquitetura TCP/IP encaminhamento indireto ocorre quando o destino não se encontra na mesma rede física. forma um quadro usando aquele endereço físico. porque indica para onde o datagrama deve ser enviado (mesmo que não seja o último destino). Quando um datagrama IP chega a um host. o software de interface da rede descarta o endereço do próximo passo da rota. O algoritmo de roteamento IP pode ser descrito da seguinte forma: Extrai o endereço IP de destino. Se N corresponder com qualquer endereço de rede conectado diretamente entregue datagrama ao destino D através desta rede (Isto envolve converter D para um endereço físico. O algoritmo de roteamento da interligação em redes é orientado por tabela e usa apenas endereços IP. do protocolo de nível mais alto. D. Se não houver correspondência com o IP de destino.

O ICMP permite que os roteadores enviem mensagens de erro ou de controle aos outros roteadores ou aos hosts. ICMP (Internet Control Message Protocol) Para permitir que os roteadores de uma interligação em redes informem os erros ou forneçam informações sobre ocorrências inesperadas. conhecido como ICMP – Internet Control Message Protocol (Protocolo Internet de Mensagem de Controle). 4.Arquitetura TCP/IP destino específico ao host. a maior parte dessas tabelas contém apenas endereços de rede. Cristiano Alan Torres Pág. Quando ocorre algum problema previsto pelo ICMP. Fornece um meio pelo qual os roteadores que encontram erros possam levá-los ao conhecimento do transmissor. possibilita a comunicação entre o software do IP em uma máquina.6).2. principalmente para hosts que só conseguem acessar um roteador. A principal vantagem de permitir que os hosts usem ICMP é que isto fornece um mecanismo único usado para todas as mensagens de controle de informação. os projetistas acrescentaram aos protocolos TCP/IP um mecanismo de mensagem para fins específicos. A mensagem ICMP descrevendo a situação é preparada e entregue à camada IP (Figura 4. O uso de uma rota padrão também pode manter pequena a tabela de roteamento. é considerado uma parte necessária do IP e deve ser incluído em cada implementação de IP. As mensagens ICMP são geradas por gateways na rota de transporte de um datagrama ou pela estação de destino. mantendo pequenas as tabelas de roteamento. 43/85 . Do ponto de vista técnico. o ICMP é um mecanismo para relatar erros. Um host pode usar o ICMP para se corresponder com um roteador ou com outro host. que adiciona à mensagem ICMP o cabeçalho IP e envia ao emissor do datagrama com o qual ocorreu o problema.4. e o software de IP em outra.

Se a solicitação combina com um endereço IP de máquina. 44/85 . Todas as máquinas de uma rede recebem uma solicitação ARP. ARP permite que as máquinas convertam endereços sem manter um registro permanente das vinculações.3. difundindo uma solicitação ARP. A solicitação contém o endereço IP da máquina para o qual um endereço de hardware é requisitado. As respostas são dirigidas para uma máquina.Arquitetura TCP/IP Mensagem ICMP Camada IP Camada Inferior Cabeçalho IP Cabeçalho do Quadro Dados IP Dados do Quadro Figura 4. Uma máquina usa ARP para descobrir o endereço de hardware de outra máquina. um mapeamento direto pode ser estabelecido tendo o endereço físico da máquina codificado em seu endereço IP.4. o software de rede deve mapear o endereço IP em um endereço físico de hardware e usar o endereço de hardware para transmitir o quadro. Cristiano Alan Torres Pág. Para enviar um pacote de interligação em redes através de uma rede física de um computador para outro.6. não são transmitidas por difusão. O ARP executa a conversão de endereço dinâmica. usando somente o sistema de comunicação de rede de baixo nível. a máquina responde enviando uma resposta que contém o endereço de hardware necessitado. 4. os mapeamentos devem ser executados dinamicamente. Se os endereços de hardware forem menores do que os endereços IP. Encapsulamento da mensagem ICMP em um Datagrama IP. De outra maneira. ARP (Address Resolution Protocol) Os endereços IP são atribuídos independente de um endereço de hardware físico de uma máquina.

4. é necessário ao menos um servidor RARP. Como o tráfego de interligação em redes geralmente consiste em uma seqüência de interações entre pares de máquinas. é muito mais provável que o serviço esteja disponível. 4. a rede torna-se sobrecarregada se todos os servidores tentam responder. somente o servidor principal da máquina responde à sua solicitação RARP. A principal vantagem de possuir diversas máquinas funcionando como servidores RARP é tornar o sistema mais confiável. ou excessivamente sobrecarregado para responder. a máquina original fará um intervalo para aguardar uma resposta e. O protocolo RARP permite que a partir do endereço físico. Assim. mas possui o endereço físico correspondente. Pode haver um ou vários servidores RARP na mesma rede. Se o servidor principal não estiver disponível. cada máquina trata as vinculações entre endereços físicos IP. há pelos menos duas possibilidades. mas apenas registram seu tempo de chegada.Arquitetura TCP/IP Para tornar ARP eficiente. o cache elimina muitas solicitações de difusão ARP. O problema RARP é um host que não conhece o seu próprio endereço IP ou o de um outro host. a seguir. Se um servidor estiver desativado. um outro responderá à solicitação. 45/85 . Todos os servidores que não sejam principais recebem a solicitação. Para evitar respostas múltiplas e simultâneas. que possui informações de mapeamento de todos os hosts da rede.4. seja obtido o endereço IP correspondente. Para que o RARP funcione. por exemplo. e ambas envolvem o aumento do intervalo entre as respostas: • A cada máquina que faz solicitações RARP é atribuído um servidor principal. Em circunstâncias normais. Em uma Ethernet. utilizar servidores RARP múltiplos torna mais provável uma colisão. RARP (Reverse Address Resolution Protocol) Este protocolo destina-se à solução do problema inverso ao resolvido pelo ARP. A principal desvantagem de se utilizarem muitos servidores é que quando uma máquina difunde uma solicitação RARP. difundir novamente a Cristiano Alan Torres Pág.

o servidor principal responde imediatamente e com intervalos entre as respostas sucessivas. Sempre que um servidor.Arquitetura TCP/IP solicitação. 46/85 . • A segunda solução utiliza um esquema semelhante. Em circunstâncias normais. Cada máquina nãoprincipal que receber uma solicitação calcula um intervalo aleatório e. Quando o servidor principal não está disponível. envia uma resposta. mas tenta impedir que todos os servidores não-principais transmitam respostas simultaneamente. de modo que há pouca probabilidade de que cheguem ao mesmo tempo. receber uma segunda cópia de uma solicitação RARP em um curto espaço após a primeira. a máquina solicitante sofre um pequeno retardo antes que uma resposta seja recebida. ele responde. Cristiano Alan Torres Pág. que não seja o principal. a seguir. o projetista assegura que as máquinas solicitantes não difundiram antes de receber uma resposta. Escolhendo os intervalos com cuidado.

1.3 Destino 128.7 A B E F 128. precisa transmitir um datagrama para uma estação que não está diretamente conectada à mesma sub-rede.3 128.1. ROTEAMENTO 5.15.1. 128. 47/85 .1.15.15. ela consulta a tabela de roteamento a fim de determinar o gateway para o qual esse datagrama deve ser enviado.7 Default Roteamento Conexão Direta Conexão Direta 128.1. Cristiano Alan Torres Pág. em uma estação ou em um gateway.1 INTERNET Figura 5.15 129.15. Sempre que a camada IP. ROTEAMENTO BASEADO EM TABELAS Este algoritmo do protocolo IP utiliza uma tabela de roteamento que armazena informações sobre como atingir cada sub-rede de rede internet.1 C D 128.Arquitetura TCP/IP 5.10 128.1. Tabela de Roteamento do Gateway B.10 129.15 HOST B 128.

2. A utilização de rotas predefinidas é particularmente útil em redes com um único gateway. A tabela de roteamento do IP pode conter informações sobre todos os destinatários de uma rede internet. isto é. 5. a tabela de roteamento do IP contém entradas do tipo (N.1. já que a maioria das máquinas não teria espaço em memória suficiente para isso Por esse motivo. são armazenados os endereços das sub-redes. Um exemplo de tabela de roteamento é dado na Figura 5.Arquitetura TCP/IP Tipicamente. A tabela de roteamento de um gateway é atualizada a partir de informações obtidas na execução do algoritmo de roteamento utilizados na arquitetura TCP/IP: Vetor-Distância (Vector-Distance) e Estado-do-Enlace (Link-State). Outra técnica utilizada para minimizar o tamanho das tabelas é a utilização de rotas predefinidas (default) para o qual um datagrama deve ser enviado sempre que não for encontrada na tabela uma entrada específica para o endereço IP destino. ALGORITMOS DE ROTEAMENTO O algoritmo de roteamento é a técnica utilizada pelos gateways para se localizarem mutuamente e para conseguirem comunicação com as diversas redes de uma rede Internet. onde N é um endereço IP (endereço de destino) e G é endereço IP do próximo gateway para atingir N. Cristiano Alan Torres Pág.G). Vale ressaltar que as entradas dessa tabela só referenciam gateways que podem ser atingidos diretamente. portanto. Essa tabela. que são discutidos a seguir. Nem a estação emissora nem o gateway conhecem a rota completa até a estação a estação destinatária. já que todas as demais sub-redes da rede Internet devem ser atingidas mediante esse gateway. 48/85 . só determina o próximo passo no caminho para um destinatário. todos os gateways listados na tabela de roteamento de uma máquina M estão conectados às sub-redes físicas nas quais a máquina M está conectada.

• se o gateway emissor apresentar uma sub-rede que o receptor não conhece. A cada sub-rede especificada na tabela está associada a distância entre a mesma e o gateway que mantém a tabela. cada gateway possui uma tabela contendo uma entrada para cada sub-rede à qual está conectado. O gateway que recebe a tabela.1. Periodicamente. Esta distância pode ser medida em hops (número de gateways a atravessar para atingir uma sub-rede) ou em retardo (tempo necessário para a subrede). se na tabela do emissor existir uma entrada que não está presente na tabela do receptor. • se uma rota que passa pelo emissor tiver sido modificada. pois somente as sub-redes às quais o gateway está diretamente conectado são especificadas na tabela. se a distância associada a uma sub-rede que passa pelo emissor tiver mudado. os campos de distância devem valer zero. ou seja. ROTEAMENTO VECTOR-DISTANCE Inicialmente. A Figura 5.2 ilustra este tipo de roteamento. ou seja. (por exemplo. cada gateway envia uma cópia de sua tabela para todo o gateway que possa atingir diretamente. ou seja se a distância apresentada na tabela do emissor for menor do que a da tabela do receptor. existe associada um campo que indica o próximo gateway na rota para essa sub-rede. Vale lembrar que. Cristiano Alan Torres Pág. esta entrada é inserida na tabela do receptor.2.Inicialmente.Arquitetura TCP/IP 5. 49/85 . Na atualização dos campos de distância da tabela do receptor. deve-se considerar a distância entre os gateways emissor e receptor. é necessário somar 1 no caso da métrica baseada em hops). para cada sub-rede especificada na tabela. a compara com a sua própria e modifica esta última nos seguintes casos: • se o gateway emissor conhecer um caminho maios curto para determinada sub-rede.

Existe um enlace entre dois gateways se ambos puderem comunicar-se diretamente. Se acontecer uma resposta. O teste de estado é realizado através do envio de mensagens curtas que exigem resposta. pois são diretamente proporcionais ao número total de redes e gateways presentes na rede Internet (todos os gateways devem participar. 5. Além disso. 50/85 .2. onde novas conexões surgem e outras são desativadas com freqüência. A primeira é testar continuamente o estado dos enlaces com os gateways vizinhos.2. alguns gateways possuem informações de roteamento inconsistentes. cada gateways deve conhecer a topologia completa da rede Internet.Arquitetura TCP/IP O algoritmo é simples e de fácil implementação. Roteamento Vector-Distância. senão o algoritmo não converge). A 1 B 2 C Tabela do Nó A Destino Ligação Distância 0 1 2 1 2 3 4 5 6 D E A B C D E local 1 1 3 1 Figura 5. a informação de atualização propaga-se muito lentamente e. sob Cristiano Alan Torres Pág. durante esse período de propagação. ROTEAMENTO LINK-STATE (Shortest Path First) Neste algoritmo. ou seja se estiverem à mesma rede física. A segunda é enviar periodicamente os dados de estado de seus enlaces a todos os outros gateways da rede Internet.2. porém. as mensagens de atualização tornam-se enormes. em ambientes dinâmicos. Cada gateway exerce duas funções principais. Isto é feito descrevendo-se os gateways interconectados entre si por enlaces (links).

Como as mensagens trafegam inalteradas a detecção de problemas torna-se mais fácil. Roteamento Link-State. Os dados de estado indicam. um gateway atualiza seu mapa da rede Internet ativado ou desativado os enlaces em questão e recalcula as rotas para todos os destinos possíveis através do algoritmo Shortest-Path-First (SPF). o enlace está ativo.Arquitetura TCP/IP condições que variam segundo a implementação do protocolo.3. simplesmente. por exemplo. Esta iniciação depende do próprio sistema computacional no qual se situa a camada IP. o SPF possui diversas vantagens. O cálculo das rotas é realizado localmente. aplicado à topologia da rede Internet. senão está inativo. Entretanto. Os algoritmos descritos anteriormente assumem. 51/85 . . Em relação ao algoritmo Vector-Distance. de Dijskstra. o problema principal é a manutenção dessas tabelas devido à dinâmica das redes.Estes dados são em geral enviados em modo difusão (broadcast) individualmente. Várias soluções manuais existem como. Para resolver esse problema torna-se imprescindível o Cristiano Alan Torres Pág. A figura 5. A 1 B 2 C Tabela do Nó A Fonte Ligação B C D E D E Distância 1 2 3 5 6 4 3 4 5 6 D E A B A C E B Figura 5. a priori. a carga de uma tabela pré-configurada com dados limitados ou a carga de uma tabela vazia que são preenchidas através de comandos. não dependendo de máquinas intermediárias. se há possibilidade de comunicação entre dois gateways. O tamanho das mensagens não depende do número de gateways diretamente conectados ao gateway emissor. Ao receber uma informação de estado. a existência de uma tabela de roteamento devidamente iniciada.3 ilustra um exemplo deste tipo de roteamento.

Não existe um protocolo padrão entre os gateways de um mesmo SA . 5. Hello Protocol e OSPF (Open Shortest-Path-Frist Protocol). esse método torna-se inviável com o crescimento do SA .Arquitetura TCP/IP uso de mecanismos automáticos. Os protocolos IGP mais conhecidos são: RIP (Routing Information Protocol). 52/85 . Por exemplo. Cristiano Alan Torres Pág. as tabelas de roteamento podem ser determinadas. Em sistemas autônomos (SA) pequenos. previstos nos protocolos de roteamento descritos nos itens seguintes. Por esse motivo.3. manualmente. O administrador mantém uma tabela de redes do SA que é atualizada sempre que uma rede é removida ou inserida no SA . pelo administrador do sistema.1. se o algoritmo de roteamento implementado for do tipo Vector-Distance.3. o termo IGP é usado para referenciar qualquer protocolo de roteamento entre Interior Gateways (IG). PROTOCOLOS DE ROTEAMENTO O protocolo de roteamento determina a forma pela qual os gateways devem trocar informações necessárias à execução do algoritmo de roteamento. o protocolo de roteamento deve definir como cada gateway envia aos demais a sua distância em relação a cada sub-rede Internet. Além de não ser confiável. IGP – Interior Gateway Protocol O termo IGP é utilizado para designar o protocolo usado na troca de informações de roteamento entre Interior Gateways (IG). 5.

algumas implementações do RIP informam uma distância maior quando a rota atravessa uma rede lenta. Cada mensagem enviada por um gateway G consiste em pares de informações. atualizam suas rotas de acordo com o algoritmo de roteamento Vector-Distance. É um protocolo que usa o algoritmo SPS e compreende Cristiano Alan Torres Pág. ou seja. As máquinas ativas divulgam informações de roteamento para as outras. descrito no item 5. A mensagem difundida normalmente contém informações sobre todas as sub-redes do SA. o RIP especifica que uma rota deve ser atualizada somente quando a nova rota possuir distância menor que a atual. Participantes ativos e passivos do RIP. enquanto as máquinas passivas recebem as informações e atualizam suas rotas. sem divulga-las.1 Para evitar que uma rota oscile entre dois ou mais caminhos com a mesma métrica. Este protocolo permite a troca de informações utilizadas pelo algoritmo de roteamento VectorDistance em uma sub-rede dotada do serviço de difusão de mensagens.Routing Information Protocol O RIP foi originalmente desenvolvido pela Universidade da Califórnia em Berkeley. Para compensar diferenças de tecnologia de redes. enquanto as estações o executam no modo passivo. Um gateway executando o RIP no modo ativo difunde as mensagens a cada 30 segundos e também quando recebe uma solicitação de informação de outro gateway. os gateways executam o RIP no modo ativo. Curiosamente o RIP assume o valor "1" para a distância de um gateway a uma sub-rede à qual ele está diretamente conectado. um IGP para sistemas autônomos de porte. extraídas da tabela de roteamento do gateway.Arquitetura TCP/IP RIP .2. A métrica utilizada para o cálculo de distância é baseada no número de hops (número de gateways) na melhor rota entre o gateway G e a rede. Tipicamente. O RIP divide as máquinas da sub-rede em ativas e passivas. OSPF . 53/85 . Cada par é composto de um endereço de sub-rede IP e da distância do gateway G à sub-rede .Open Shortest-Path-First Protocol O protocolo OSPF foi elaborado por um grupo de trabalho da Internet Engineering Task Force com o propósito de atender às exigências de roteamento de grandes redes. quando recebem uma mensagem.

Como as bases podem ser grandes. Este gateway torna-se responsável pela notificação de informações de roteamento a todos os gateways presentes na rede (gateways secundários). através de mensagens Hello. O formato da mensagem de uma área conhecida apenas dentro da mesma. Database Description. Na mensagem Link Status Updade é usada por um gateway no envio de informações sobre o estado de seus enlaces. através da mensagem Database Description. As informações de roteamento trocados entre gateways. balanceamento de carga entre rotas de mesmo tamanho. divulgação e informações recebidas de exterior gateways. 54/85 . Uma vez estabelecido o gateway mestre da cada sub-rede Internet . Os gateways trocam mensagens entre si para eleger o gateway mestre (DR -Designated Router). indicam o estado e o custo associado às interfaces e aos gateways vizinhos. sua primeira ação é contatar os gateways vizinhos. gerando tráfego excessivo. O OSPF usa o roteamento link state. O protocolo OSPF é baseado nas mensagens: Hello. Estas mensagens são confirmadas pelos gateways que a recebem. permite distinguir informações recebidas de fontes externas daquelas recebidas dentro do SA . uma base de topologia pode gerar várias mensagens. A mensagem Link Status Request é usada por um gateway na requisição de dados atualizados a outro gateway. Nos protocolos de roteamento discutidos anteriormente todos os gateways enviavam e recebiam informações de roteamento. as quais permitem diminuir a sobrecarga necessária para a manutenção da topologia atualizada de uma rede Internet: • • • • • roteamento levando em consideração o tipo de serviço. Link Status Request e Link Status Uptade. com o função de gerador/distribuidor de informações. facilitando o crescimento modular do SA . que são trocadas somente entre o gateway mestre e os demais gateways secundários. participação dos gateways e redes em subgrupos denominados áreas. sendo a topologia definição da topologia de rede virtual que abstraia detalhes de rede real.realizada a troca de informações de roteamento entre o gateways mestres das várias sub-redes em que esteja Cristiano Alan Torres Pág. A figura de um gateway mestre. Quando um gateway OSPF é inicializado. reduz significativamente o tráfego relativo às mensagens de roteamento.Arquitetura TCP/IP uma série de facilidades adicionais listados a seguir.

e a tabela de roteamento de G' indica G como a melhor saída para a rede N. As mensagens do EGP são associadas a cada Sistema Autônomo através de uma identificação de 16 bits que é colocada no cabeçalho da cada mensagem do EGP.Exterior Gateway Protocol O protocolo EGP não está vinculado a nenhum algoritmo de roteamento. O algoritmo SPF é. As informações trocadas neste protocolo não impedem que ocorram loops no roteamento.3. como resultado. cabo. sem que o usuário da rede perceba que a rede é composta por mais de um sistema autônomo. 5. Essas mensagens trafegam somente entre gateways vizinhos. ou seja. então executado a partir dessa base e. Dois gateways podem tornar-se vizinhos quando: • estão diretamente conectadas por um. por exemplo. Isto é. A partir dos dados de custo. O EGP é um protocolo de roteamento elaborado para uma rede de sistemas autônomos organizados em uma estrutura tipo árvore. 55/85 Cristiano Alan Torres . O EGP define as informações a serem trocadas entre EG (basicamente as tabelas de roteamento) e os elementos de protocolo necessários à troca dessas informações. indicando a conectividade com outras redes. Tais informações permitem que um ou mais sistemas autônomos sejam utilizados como intermediários do tráfego originado em algum sistema autônomo e destinado a outro. para que dois gateways se comuniquem através do EGP não é necessário que eles executem um mesmo algoritmo de roteamento. são calculados os custos totais das rotas até cada sub-rede da Internet. é obtida uma árvore de roteamento com o gateway na raiz. o gateway monta a sua base de dados de roteamento.2. uma rede sem loops (ciclos) na sua topologia. Uma situação de loop pode ocorrer. ou Pág. por exemplo. EGP . quando uma tabela de roteamento de um gateway G indica o gateway G' como a melhor saída para uma rede N.Arquitetura TCP/IP conectado.

As mensagens são trocadas somente quando ocorre uma solicitação de um dos vizinhos. Por exemplo. Cristiano Alan Torres Pág. dois gateways passam a trocar mensagens de Disponibilidade. BGP – Border Gateway Protocol Com o crescimento da Internet. e mensagens de Alcance. Por isso. para conhecer o estado do vizinho (conectado/desconectado). para suprir as deficiências do EGP no roteamento entre sistemas autônomos. Após se tornarem vizinhos. companhias telefônicas devem atuar como portadora de seus clientes. Consequentemente surgiu o BGP.3. 56/85 . uma rede cuja estrutura interna eles não conhecem. esse protocolo permite que um S A tenha um mecanismo de roteamento interno que não é afetado por falhas em outros sistemas. ele não deve gostar de conduzir pacotes entre sistemas autônomos (SA's) que não seja de seu interesse. para identificar quais redes podem ser acessadas através do vizinho. Existia a necessidade de acrescentar funções de policiamento no roteamento e o protocolo devia suportar topologias complexas. Um sistema autônomo (SA) deve querer habilidade de enviar pacotes para algum site e receber pacotes de outro site de seu interesse. Além disso. mas não dos outros. o uso do EGP tornou-se limitado. isto é.Arquitetura TCP/IP • estão conectados por uma rede transparente para eles. 5. O EGP é um protocolo do tipo solicitação (polling). o EGP permite que cada gateway controle a sua taxa de envio e recebimento de informação de roteamento. Não faz parte do protocolo EGP determinar quando dois gateways devem tornar-se vizinhos. Roteadores com BGP se preocupam com critérios políticos de roteamento. Esta é uma tarefa do administrador do SA . Dois gateways tornam-se vizinhos através da troca de mensagens de Aquisição de Vizinho. Entretanto.3.

Similarmente. existem as redes transit networks. como mostra a Figura 5. Pares de roteadores BGP se comunicam através de conexões TCP. cada roteador BGP mantém o caminho usado. Do ponto de vista do roteador BGP. Como um exemplo. possivelmente com algumas restrições. Em particular. não trafega para Microsoft. na qual somente tem conexão para um roteador BGP. mas com uma pequena diferença.3. as redes são grupadas em três categorias. Operando deste modo eles fornecem uma comunicação confiável e escondem os detalhes da rede que os pacotes estão passando. como um backbone. eles fornecem seus caminhos completos. A primeira categoria é stubs networks.Arquitetura TCP/IP O protocolo BGP foi projetado para permitir muitos critérios de roteamento a serem aplicadas no tráfego entre SA's.3 (por simplicidade. Ao invés de manter a distância de cada destino. 57/85 . Cristiano Alan Torres Pág. BGP é um protocolo que usa o algoritmo vector distance. de segurança. A segunda é as redes multiconnected networks. ao invés de periodicamente dar a cada vizinho a distância estimada para cada possível destino. exceto se recusarem. Critérios típicos envolvem considerações de ordem política. Os critérios são configurados manualmente em cada roteador BGP. ou econômicas. Dois roteadores BGP são considerados conectados se eles compartilham uma rede comum. Estas não podem ser usadas para trânsito na rede. que estão dispostas a manipular pacotes de outros. cada roteador diz a seus vizinhos o caminho exato que está usando. Finalmente. tráfego iniciando ou terminando na IBM. Podem ser usadas para tráfego em trânsito. Supor que ele usa o caminho FGCD para alcançar D. Quando os vizinhos sua informação de roteamento. considerar os roteadores conforme a Figura 5. o mundo consiste de outros roteadores BGP interconectados. Alguns exemplos de limites de roteamento são: nunca coloque o Iraque na rota para o Pentágono. Dado o interesse de um BGP especial no tráfego. somente o destino D é ilustrado). porque só tem uma ligação. considerar a tabela de roteamento de F.

58/85 .3. então é escolhido FBCD como a nova rota. Cada roteador BGP contém um módulo que examina rotas para um dado destino e dá um valor a eles. retornando um número da distância para o destino de cada rota. quando um roteador que não faz parte do grupo. O algoritmo básico é o reverse path forwarding. Entretanto. Vector-distance. Após todos os caminhos chegarem dos vizinhos. Por exemplo. A escolha está entre B e G. Verifica-se que duas rotas estão sem sentido. uma diferente estratégia de podar a árvore deve ser seguida. Roteamento com o protocolo BGP. Cristiano Alan Torres Pág. F examina-os para ver qual é o melhor. supor que G quebre ou a linha FG esteja desativada. O roteador então adota a rota de menor distância. IFGCD e EFGCD. porque estes caminhos passam por F. Alguma rota viola um critério de roteamento e seu valor é infinito. F então recebe rotas dos outros três vizinhos. Rapidamente descarta os caminhos de I e E. Estas rotas são BCD.Arquitetura TCP/IP B C D F recebe informações de seus vizinhos sobre D: de de de de H B: BCD G: GCD I: IFGCD E: EFGCD A G F E I J (a) (b) Figura 5. porque passam por F. BGP facilmente resolve o problema de contagem infinita que causa problema a outros algoritmos de roteamento.

ROTEAMENTO MULTICAST A comunicação IP normal é ponto-a-ponto. Cerca de uma vez a cada minuto. Entretanto. Alguns exemplos de endereços de grupo permanente são: .0. Exemplos de aplicações multiponto são replicação de dados. 5. Um grupo permanente sempre existirá e não precisa ser configurado. cada roteador multicast envia um pacote para as estações de sua rede local (endereço 224.224.0. 28 bits estão disponíveis para identificar grupos. Cada endereço da classe D identifica um grupo de estações.0. quais os grupos que seus processos pertencem. Quando um processo envia um pacote para endereço de classe D.0.todos os sistemas numa rede local. que é similar ao ICMP. para algumas aplicações. usando a classe de endereços D.0. banco de dados distribuídos e multiconferência. mas não garante que todos receberão o pacote. . ele responde para que o emissor não envie mensagens para ele.224.Arquitetura TCP/IP recebe uma mensagem multicast.4. Ele tem dois tipos de pacote: consulta e resposta.2 .1 .5 .224. Existe dois tipos de grupos de endereços: permanente e temporário. Multicasting é implementado por roteadores multicast especiais. cada um com formato fixo contendo alguma informação de controle na primeira palavra do campo payload e um endereço classe D na segunda palavra. a comunicação multiponto é útil para o processo de enviar mensagens para um grande número de receptores simultaneamente. o pacote é liberado para todos os membros do grupo. .0.0. Cristiano Alan Torres Pág.todos os roteadores OSPF numa rede local. No endereço IP.1) perguntando para eles responderem de volta. O IP suporta multicast. Estes pacotes de consultas e respostas usam um protocolo chamado IGMP (Internet Group Management Protocol) .0.todos os roteadores numa rede local. 59/85 .

Por exemplo. Cristiano Alan Torres Pág. Para fazer multicasting. Nele é freqüente um processo enviar uma mensagem para todos os outros membros do grupo. mas pequenos comparados ao tamanho da rede. na Figura 5. Por exemplo. um grupo de processos implementando um sistema de banco de dados distribuído. os processos estão separados em vários locais. mas trabalham juntos em grupo.GRUPO 2 Figura 5. Para realizar esta tarefa é necessário utilizar uma técnica de roteamento multiponto.4. como indicado na Figura 5. 2 1 2 1 1.2 1. A spanning tree para o roteador mais a esquerda é mostrado na figura 5.2 1. 1 e 2. de forma a cobrir todos os outros roteadores na sub-rede.GRUPO 1 (d) ARVORE MULTICAST . Alguns roteadores são ligados nos grupos. 60/85 . Roteamento Multicast.Arquitetura TCP/IP Para algumas aplicações. Então necessita-se de um modo de enviar mensagens para grupos bem definidos que são numericamente grandes.4(a).2 2 2 1 1 1 1 (b) "SPANNING TREE" DO ROTEADOR MAIS A ESQUERDA (a) SUB-REDE 1 2 1 1 2 2 2 2 1 1 (c) ARVORE MULTICAST .4(a) temos uma sub-rede com dois grupos. cada roteador constrói sua spanning tree selecionando enlaces na rede formando uma árvore.4(b).2 2 2 1.

A Figura 5. Quando muitos grupos grandes existem. Para enviar uma mensagem multicast.Arquitetura TCP/IP Quando um processo envia um pacote multicast para o grupo.n árvores. m spanning trees podadas são armazenadas. cada um com a média de m membros. quando um roteador que não faz parte do grupo. Então a spanning tree pode ser construída iniciando no final de cada caminho até a raiz. 61/85 . com a raiz ("the core") perto do meio do grupo. para um total de m. ele responde para que o emissor não envie mensagens para ele. Aqui uma única árvore spanning tree por grupo é computada. Com o roteamento vector-distance. Cristiano Alan Torres Pág. Entretanto. Para cada grupo. removendo toda as linhas que não pertencem ao seu grupo. Supor que uma rede tem n grupos. O modo mais simples é usar o roteamento linkstate. Vários modos de podar a árvore são possíveis. eliminando os roteadores que não pertencem ao grupo. que então envia para os nós do grupo. é gasto muito memória para armazenar as árvores.4(d) ilustra a árvore do grupo 2. uma estação envia-a para a raiz. Uma desvantagem deste algoritmo é que para grandes redes muita memória é necessária. Embora esta técnica não seja ótima. ela reduz os custos de armazenagem de m árvores para uma árvore por grupo. sendo que cada roteador deve conhecer a topologia completa da sub-rede.4(c) ilustra a árvore do grupo 1 e a Figura 5. o primeiro roteador examina sua spanning tree e poda a árvore. Pacotes multicast são enviados somente na spanning tree apropriada. recebe uma mensagem multicast. uma diferente estratégia de podar a árvore deve ser seguida. O algoritmo básico é o reverse path forwarding. Uma alternativa é usar árvores chamadas core-base tree.

Os permanentes requerem uma configuração manual.180 octetos e permite que a AAL5 divida o datagrama em células. dois computadores devem estabelecer um circuito virtual através da rede antes de transmitir dados.  MTU (Maximum Transfer Unit) significa o maior volume de dados que pode ser transferido em determinada rede física. ao enviar datagramas através da rede ATM. Cristiano Alan Torres Pág. A AAL5 oferece uma interface que recebe e envia blocos de dados de tamanhos variados. a MTU é determinada pelo hardware da rede. Para enviar um datagrama IP através de uma rede ATM.Arquitetura TCP/IP 6. o IP utiliza uma MTU de 9. Os circuitos comutados são criados por demanda. Apesar dos níveis mais baixos do ATM utilizarem células de 53 octetos para a transmissão de dados. divide o datagrama e o trailer em células menores para a transmissão através da rede e. reagrupa o datagrama antes de encaminhá-lo ao sistema operacional do computador de destino. o transmissor precisa formar uma conexão de circuito virtual para o destino que utiliza a AAL5 e enviar o datagrama à AAL5 coo um único bloco de dados. os quais podem ter octetos de até 64kb. A AAL5 acrescenta um trailer. o ATM possui mecanismos adicionais em sua camada de adaptação que são utilizados pelos aplicativos. Já que o ATM é uma tecnologia baseada em conexão. Assim. Cada quadro enviado pelo host ou pela rede possui um identificador de circuito. Na lógica. uma estrutura de comutação funciona como uma única grande rede que permite a comunicação entre quaisquer hosts. Um host pode optar por um circuito virtual comutado ou permanente. Em ambos os casos. em particular. depois. o ATM atribui a cada circuito aberto um identificador de número inteiro. A AAL5 (Adaptation Layer 5) do ATM. Ao contrário. o IP não fragmenta no tamanho da célula ATM. 62/85 . é utilizada para o envio de dados através de uma rede ATM. Um quadro não possui um endereço de origem e de destino. TCP/IP EM REDES ATM O ATM é uma tecnologia de rede de alta velocidade na qual a rede possui um ou mais comutadores conectados entre si para formar uma estrutura de comutação.

Cristiano Alan Torres Pág. A presença tanto dos circuitos virtuais como dos circuitos permanentes em uma LIS torna ainda mais complicada a questão da vinculação de endereços. outros computadores podem entrar em contato com o servidor para obter uma vinculação. Os computadores de uma LIS contam com um servidor ATMARP para vincular o endereço IP de outro computador da LIS a um endereço ATM equivalente. faz a vinculação de endereços para os computadores em uma LIS conectada por um circuito virtual comutado. uma vinculação deve ser revalidada ou descartada. 63/85 . Um protocolo relativo ao ATMARP inverso é utilizado para descoberta dos endereços ATM e IP de um computador remoto conectado por um circuito virtual permanente. conhecido como ATMARP. Desse modo. fornecendo seus endereços IP e ATM ao servidor. Os computadores formam circuitos virtuais entre si por meio dos quais alteram os datagramas. Cada computador de uma LIS deve fazer o registro com o servidor. Como no caso do ARP convencional. conforme necessário. Um protocolo ARP modificado.Arquitetura TCP/IP Uma LIS (Logical IP Subnet) é formada por um conjunto de computadores que utiliza a rede ATM em vez de uma rede local.

pode ser necessário o acesso a até quatro servidores de nomes. Os servidores de nome formam uma árvore. dado que ela conhece o nome da máquina com a qual se deseja comunicar. nome de um conjunto de notas que contêm levantamentos.Arquitetura TCP/IP 7. Um conjunto de servidores de nomes mantém o banco de dados com os nomes e endereços das máquinas conectadas a Internet. avaliações. As aplicações normalmente utilizam um endereço IP de 32 bits no sentido de abrir uma conexão ou enviar um datagrama IP. Para encontrar seu endereço Internet. Na realidade este é apenas um tipo de informação armazenada no domain system (sistema de domínios). O servidor br  RFC (Request For Comments). O DNS é especificado nas RFCs 882. 64/85 . Os nomes também adotam uma estrutura similar. a autoridade para atribuição de nomes e delegada a instituições individuais.br. hierarquico e distribuído. 883 e 973. denominado servidor raiz. Assim. um banco de dados distribuído que associa nomes a atributos (entre eles o endereço IP) e um algoritmo distribuído para mapear nomes em endereços. correspondendo a estrutura institucional.xyz. DNS (DOMAIN NAME SYSTEM) O DNS (Domain Name System) é um esquema de gerenciamento de nomes.jxh. Entretanto. As RFCs estão disponíveis on-line. idéias. Note que é usado um conjunto de servidores interconectados. para descobrir onde está o servidor br. Inicialmente deve ser consultado um servidor central. técnicas e comentários. os usuários preferem identificar as máquinas através de nomes ao invés de números. bem como padrões de protocolos TCP/IP sugeridos e aceitos. O DNS define a sintaxe dos nomes usados na Internet. Um exemplo típico é o nome chupeta. Existem atualmente tantas instituições conectadas a Internet que seria impraticável exigir que elas notificassem uma autoridade central toda vez que uma máquina fosse instalada ou trocasse de lugar. ao invés de um único servidor centralizado. Assim e necessário um banco de dados que permita a uma aplicação encontrar um endereço. regras para delegação de autoridade na definição de nomes. Cristiano Alan Torres Pág.

Um servidor do nível br pode então ser consultado. finalmente. as aplicações normalmente tem acesso ao DNS através de um processo local (servidor para as aplicações e um cliente DNS).jxh. simplifica e otimiza a tarefa das aplicações no que tange ao mapeamento de nomes em endereços. não é necessário ter acesso a todos os domínios de um nome para encontrar o endereço correspondente. De posse do endereço de um servidor xyz é possível solicitar que ele informe o endereço de um servidor jxh. O DNS permite que seja definido um alias (nome alternativo) para o nó.br é um nome de domínio. O resultado final da busca é o endereço Internet correspondente ao nome chupeta. Essa abordagem de acesso através de um processo local. para garantir a continuidade da operação quando um deles para de funcionar). o tipo da máquina e a lista de serviços fornecidos por ela. Cristiano Alan Torres Pág. Cada um dos níveis percorridos e referenciado como sendo um domínio. o algoritmo de caminhamento na árvore de domínios descrito anteriormente.xyz. que pode ser implementado de modo a guardar os últimos acessos feitos.jxh. 65/85 .br. Por exemplo. quando. uma vez que elimina a necessidade de implementar. pois os servidores de nome muitas vezes possuem informações sobre mais de um nível de domínio o que elimina uma ou mais consultas. Também é possível utilizar o DNS para armazenar informações sobre usuários. que pode conter registros definindo varias propriedades. O nome completo chupeta. O DNS não se limita a manter e gerenciar endereços Internet. Cada nome de domínio e um nó em um banco de dados. O servidor raiz informa como resultado da consulta o endereço IP de vários servidores de nome para o nível br (pode existir mais de um servidor de nomes em cada nível.xyz. devolvendo o endereço IP do servidor xyz.Arquitetura TCP/IP é o responsável pela gerencia dos nomes das instituições/empresas brasileiras ligadas a Internet. pode-se consultar o servidor jxh sobre o endereço da máquina chupeta. Além disso. e assim resolver a consulta em nível local. em todas as aplicações que fazem uso do DNS. listas de distribuição ou outros objetos. Na maioria dos casos.

66/85 .Arquitetura TCP/IP O DNS é particularmente importante para o sistema de correio eletrônico. Cristiano Alan Torres Pág. No DNS são definidos registros que identificam a máquina que manipula as correspondências relativas a um dado nome. identificado assim onde um determinado usuário recebe suas correspondências. O DNS pode ser usado também para definição de listas para distribuição de correspondências.

ex. O endereçamento das aplicações é feito através de portas (chamadas padronizadas a serviços dos protocolos TCP e UDP). O TELNET permite que um usuário em determinado site estabeleça uma conexão TCP com um servidor login situado em outro site. Geralmente o software do cliente do TELNET permite que o usuário especifique a máquina remota fornecendo seu nome de domínio ou seu endereço IP. Por aceitar endereços IP. O TELNET transmite. 8. Esse terminal também retorna a saída da máquina remota até a tela do usuário..1. quando o software de atribuição de nomes de domínio estiver sendo depurado).Arquitetura TCP/IP 8. O servidor recebe o nome de transparente. como se estivessem sendo digitados no teclado conectado à máquina remota. por onde são passados as mensagens. É na camada de Aplicação que se trata a compatibilidade entre os diversos formatos representados pelos variados tipos de estações da rede. Embora o TELNET não seja sofisticado se comparado a alguns protocolos de terminal remoto. Cada uma possui um RFC próprio. 67/85 . então os toques no teclado do usuário diretamente ao computador remoto. APLICAÇÕES As aplicações. no modelo TCP/IP. TELNET O protocolo TCP/IP inclui um protocolo simples de terminal remoto denominado TELNET. ele é amplamente aceito. não possuem uma padronização comum. O TELNET oferece três serviços básicos: Cristiano Alan Torres Pág. o TELNET pode ser usado com hosts mesmo que o vínculo nome/endereço não possa ser estabelecido (p. porque faz com que o teclado e o monitor do usuário pareçam estar conectados diretamente à máquina remota.

o cliente aceita toques de teclado do usuário e os envia ao servidor enquanto. 68/85 .Arquitetura TCP/IP • Define um terminal virtual da rede fornecedora de uma interface padrão para sistemas remotos. Além do mais. O servidor deve aceitar uma conexão TCP de um cliente e. Cristiano Alan Torres Pág. simultaneamente. “o servidor TELNET” mostrado na Figura 8. ex. Dessa forma.1 ilustra como os programas aplicativos implementam um cliente e servidor TELNET. aceita caracteres que o servidor envia de volta e apresenta-os na tela do usuário.. um processo de servidor-mestre aguarda novas conexões e cria um novo escravo para cuidar de uma conexão em particular. A Figura 8.1 representa o escravo que trata de uma conexão em particular. o TELNET permite que o programa arbitrário torne-se um cliente. Uma vez estabelecida a conexão. qualquer ponta pode negociar opções. eles são projetados para usar a interface padrão. Na prática. o servidor é mais complexo do que a figura representa porque precisa conduzir várias conexões simultâneas. Desse modo. • Trata ambas as pontas da conexão de forma simétrica. Os programas clientes não precisam entender os detalhes de todos os sistemas remotos possíveis. Em geral. A figura não mostra o servidor-mestre que espera novas solicitações. uma das opções verifica se os dados passados pela conexão usam o caracter padrão ASCII de sete bits ou o conjunto de oito bits). nem mostra os escravos cuidando das outras conexões. • Inclui um mecanismo que permite ao cliente e ao servidor negociar opções e fornece um conjunto de opções padronizadas (p. O cliente estabelece uma conexão TCP com o servidor por intermédio da qual irão se comunicar. nem obriga o cliente a ter a saída indicada na tela. um programa aplicativo existente na máquina do usuário torna-se o cliente. Em particular. a seguir. não obriga a entrada do cliente via teclado. quando um usuário chama o TELNET. retransmitir dados entre a conexão TCP e o sistema operacional local.

Os protocolos de transferência de arquivos padrão existiram para ARPANET antes que o TCP/IP se tornasse operacional. FTP (File Transfer Protocol) A transferência de arquivos é um dos aplicativos TCP/IP usados com mais freqüência e responde por grande parte do tráfego de rede. Inter-rede TCP/IP Figura 8.O. Essas versões anteriores do software de transferência de arquivos evoluíram para um padrão atual conhecido como FTP (File Transfer Protocol).Arquitetura TCP/IP Cliente lê dados do terminal Cliente TELNET Cliente envia dados ao servidor Sevidor TELNET Sevidor envia dados para pseudoterminal S. Acrescenta um servidor TELNET a um sistema timesharing geralmente requer modificações no sistema operacional. 8. O termo pseudoterminal descreve o ponto de entrada do sistema operacional que permite que o servidor de um programa em funcionamento. Cada servidor-escravo conecta um canal TCP de um cliente a um pseudoterminal específico.2.O. Se o sistema suporta tal abstração de pseudoterminal. Dispositivo de entrada e saída de dados do usuário Servidor receb e dados do cliente S. 69/85 .1. o servidor TELNET pode ser implementado com programas aplicativos. É impossível construir um servidor TELNET. como o TELNET. a não ser que o sistema operacional forneça tal recurso. Trajeto de dados em uma sessão de terminal remoto TELNET. transfira caracteres ao sistema operacional como se estivessem vindo de um teclado. enquanto trafega do teclado do usuário até um sistema de operação remoto. O FTP oferece muitas vantagens além da função de transferência propriamente dita: Cristiano Alan Torres Pág.

muitas implementações fornecem uma interface interativa que permite que as pessoas interajam facilmente com servidores remotos. o usuário pode determinar se um arquivo contém texto ou números inteiros binários e se os arquivos textos usam os conjuntos de caracteres ASCII ou EBCDIC. A conexão de transferência de dados. Por exemplo. mas usa um processo ou processos adicionais para tratar uma conexão de transferência de dados à parte. A conexão de controle transporta comandos que informam ao servidor qual arquivo transferir. a maioria das implementações de servidor FTP permite o acesso simultâneo de vários clientes. o processo escravo não realiza toda a computação necessária. Considerando que os detalhes exatos da arquitetura do processo dependam do sistema operacional usado. que também usa o TCP como protocolo de transferência. O cliente também responde normalmente à entrada “help”. • Especificação de formato (representação). • Controle de autenticação. 70/85 . Apesar do TCP ser projetado para uso por programas.Arquitetura TCP/IP • Acesso interativo. Os clientes usam o TCP para se conectar a um servidor. O FTP permite que o cliente especifique o tipo e o formato dos dados armazenados. um usuário pode pedir uma listagem de todos os arquivos de um diretório em uma máquina remota. O servidor recusa acesso aos clientes que não podem fornecer um login válido e uma senha. O FTP requer que os clientes autorizem a si próprios enviando um nome de login e a senha ao servidor antes de requisitar a transferência e arquivos. mostrando a informação do usuário sobre possíveis comandos que podem ser chamados. Geralmente tanto o cliente como o servidor criam um processo separado para tratar da transferência de dados. o escravo aceita e trata a conexão de controle do cliente. Por exemplo. no entanto. A exemplo de outros servidores. a Figura 8. De maneira diferente de outros servidores.2 ilustra o conceito: Cristiano Alan Torres Pág. transporta todas as transferências de dados. Um processo de servidor principal único guarda concessões e cria um processo escravo para tratar cada conexão. Ao contrário.

Um cliente e um servidor FTP com uma conexão de controle TCP entre eles e uma conexão TCP à parte entre seus processos e transferência de dados relacionados. Da perspectiva do usuário. 8. Cristiano Alan Torres Pág. NFS (Network File System) Desenvolvido inicialmente pela Sun Microsystems. mas a conexão de controle persiste através de uma sessão. o NFS (Network File System) fornece acesso de arquivo online compartilhado que é transparente e integrado. o NFS é praticamente invisível. Uma vez que a conexão de controle desaparece. O próprio nome dos arquivos não indica se eles são locais ou remotos.3. quando necessário. A conexões de transferência de dados e os processos de transferência de dados que as utilizam podem ser criados dinamicamente. Um usuário pode executar um programa aplicativo arbitrário e usar arquivos arbitrários para entrada ou saída. 71/85 . Muitos sites TCP/IP usam NFS para interconectar seus sistemas de arquivo de computadores.Arquitetura TCP/IP Sistema Cliente Conexão de controle do cliente Sistema Servidor Transferência de dados Processo de Controle Conexão de controle do servidor Transferência de dados Processo de Controle Sistema Operacional Conexão de dados do cliente Sistema Operacional Conexão de dados do servidor Interligação em TCP/IP Figura 8.2. a sessão é finalizada e o software de ambas as extremidades encerra todos os processos de transferência de dados.

Aplicativo Sistema de arquivos local Cliente NFS Disco local Conexão da inter-rede com o servidor NFS Figura 8. Cristiano Alan Torres Pág.Arquitetura TCP/IP A Figura 8. o software do cliente devolve os resultados ao programa aplicativo. o sistema operacional deve passar o pedido para o sistema de arquivo local ou para o software do cliente NFS.3.3 ilustra como o NFS está inserido no sistema operacional. dependendo de o arquivo estar no disco local ou em uma máquina remota. Código NFS em um sistema operacional. 72/85 . Quando um programa aplicativo requisita uma operação de arquivo. O mecanismo de acesso a arquivos aceita o pedido e automaticamente passa-o ou para o software de sistema de arquivo local ou para o cliente NFS. Quando o servidor remoto responde. Quando ele recebe um pedido. este chama o sistema operacional para abrir um arquivo ou para armazenar e recuperar dados de um arquivo. o software do cliente usa o protocolo NFS para contatar o servidor apropriado em uma máquina remota e executar a operação requisitada. Quando um programa aplicativo é executado.

No lado do cliente. os projetistas deviam preferir montar três peças independentes: o próprio protocolo NFS. O objetivo seria separar os três para possibilitar o uso de RPC e XDR em outro software. Alguns armazenam o byte mais Cristiano Alan Torres Pág. o próprio NFS não fornece novos procedimentos que possam ser chamados por um programa. Do ponto de vista do programador.Arquitetura TCP/IP 8. 73/85 . possibilitando aos programadores que têm pouco conhecimento de protocolos de comunicação básicos desenvolver programas distribuídos. um programador pode dividir um programa entre o lado do cliente e o lado do servidor que usam RPC como o principal mecanismo de comunicação. O mecanismo RPC concentra todos os detalhes do protocolo. um mecanismo de RPC (Remote Procedure Call) para fins gerais e um XDR (eXternal Data Representation). O XDR é uma ferramenta relacionada que fornece meios para que os programadores passem dados entre máquinas heterogêneas sem codificar procedimentos que convertam as representações de dados de hardware. a comunicação com o servidor remoto ocorre automaticamente como efeito parcial de uma chamada de procedimento remoto. Basicamente. Por exemplo. uma vez que um administrador tenha configurado o NFS. envia a mensagem ao servidor remoto. No lado do servidor. obrigando o compilador a incorporar a esses procedimentos os códigos de RPC. monta uma mensagem. Quando o programa de execução do cliente chama um dos programas remotos. o RPC automaticamente coleta valores para argumentos. o programador atribui alguns procedimentos como remotos. o programador implementa os procedimentos desejados e usa outros recursos RPC para declará-los parte do servidor. ele programa arquivos remotos de acesso usando exatamente as mesmas operações utilizadas para arquivos locais. No entanto. inclusive em programas aplicativos e também em outros produtos.4. nem todos os computadores armazenam números inteiros binários de 32 bits no mesmo formato. RPC (Remote Procedure Call) Em vez de definir o protocolo NFS a partir de riscos. também para fins gerais. Por exemplo. espera uma resposta e armazena os valores devolvidos nos argumentos atribuídos. Ao contrário. o RPC e o XDR fornecem macanismos que os programadores podem usar para construir programas distribuídos.

A principal vantagem do XDR é automatizar grande parte da tarefa de conversão de dados. permitindo que o usuário remetente. o programa receptor solicita rotinas XDR para proceder à conversão da representação independente da máquina para a representação local da máquina. e tenta estabelecer uma conexão TCP com o servidor Cristiano Alan Torres Pág. o sistema de correio eletrônico armazena uma cópia da mensagem em seu spool (área do dispositivo de armazenamento). Ao contrário. junto com o horário do armazenamento e a identificação do remetente e do destinatário. possa executar outras aplicações. eles fornecem o compilador XDR com os estatutos de declaração do programa para o qual os dados devem ser transformados e o compilador automaticamente gera um programa com as chamadas de biblioteca XDR necessárias. se os programadores usam uma rede simplesmente para mover bytes de número inteiro. Um usuário. sem redistribuí-los. após entregar a mensagem ao sistema de correio eletrônico. A transferência da mensagem é executada por um processo em background. de uma máquina para outra. mapeia o nome da máquina de destino em seu endereço IP. 74/85 . o valor do número inteiro pode mudar. enquanto outros armazenam o byte menos significativo no endereço mais alto. utiliza o módulo interface com o usuário para compor a mensagem e solicita ao sistema de correio eletrônico que a entregue ao destinatário. O XDR resolve o problema definindo uma representação de máquina independente. Assim.Arquitetura TCP/IP significativo no endereço de memória mais alta. Em uma extremidade de um canal de comunicação.5. 8. SMTP (Simple Mail Transfer Protocol) O SMTP (Simple Mail Transfer Protocol) e o protocolo usado no sistema de correio eletrônico na arquitetura Internet TCP/IP. ao desejar enviar uma mensagem. Uma vez que os dados tenham sido transferidos para outra máquina. Quando recebe a mensagem do usuário. um programa chama procedimentos XDR para fazer a conversão da representação do hardware local para a representação independente da máquina. Os programadores não precisam digitar chamadas de procedimentos XDR normalmente. O processo de transferência de mensagens. executando em background.

Se existirem. O formato dos endereços SMTP é o seguinte: Nome_local@Nome do domínio Cristiano Alan Torres Pág.. Um deles especifica o nome da máquina de destino e o outro identifica a caixa postal do usuário. Um mensagem SMTP divide-se em duas partes: cabeçalho e corpo. por exemplo de dois dias. Os usuários do sistema de correio eletrônico são localizados através de um par de identificadores. o cliente anota o horário da tentativa e suspende sua execução. etc. para diferentes destinatários utilizando o conceito de lista de distribuição (um nome que identifica um grupo de usuários). o serviço de correio eletrônico devolve a mensagem ao remetente. O cabeçalho e composto por linhas. Por exemplo. o sistema de correio eletrônico e ativado para verificar se existem mensagens na caixa postal do usuário. Se a mensagem. Se a conexão for estabelecida. assunto da mensagem. O formato do texto é livre e as mensagens são transferidas no formato texto. que contém uma palavra-chave seguida de um valor. Em geral. Se uma mensagem não for enviada por um período. o cliente retira a cópia da mensagem que mantinha em seu spool local. informando que não conseguiu transmiti-la. Um remetente pode enviar simultaneamente varias cópias de uma mensagem. o servidor avisa ao cliente que recebeu e armazenou uma cópia da mensagem. identificação do remetente (palavra-chave “to:” seguida do seu endereço). No corpo são transportadas as informações da mensagem propriamente dita. que a armazena em seu spool. o cliente envia uma cópia da mensagem para o servidor. por algum motivo. identificação do destinatário. 75/85 . No cabeçalho são especificadas as informações necessárias para a transferência da mensagem. ativa o módulo de interface com o usuário para receber as correspondências. quando achar conveniente. separados por uma linha em branco. Periodicamente o cliente acorda e verifica se existem mensagens a serem enviadas na área de spool e tenta transmiti-las. Note que o processo de transferência atua como cliente do servidor do correio eletrônico. quando um usuário se conecta ao sistema. Caso a mensagem seja transferida com sucesso. o sistema de correio eletrônico emite um aviso para o usuário que.. não for transmitida com sucesso.Arquitetura TCP/IP de correio eletrônico da máquina de destino. Quando recebe a confirmação do recebimento e armazenamento.

Cristiano Alan Torres Pág. O nome_local identifica a caixa postal do destinatário.Arquitetura TCP/IP Onde o nome_do_domínio identifica o domínio ao qual a máquina de destino pertence (esse endereço deve identificar um grupo de máquinas gerenciado por um servidor de correio eletrônico). O SMTP especifica como o sistema de correio eletrônico transfere mensagens de uma máquina para outra. 76/85 . O sistema de correio eletrônico pode também ser utilizado por processos de aplicação para transmitir mensagens contendo textos. O módulo interface com usuário e a forma como as mensagens são armazenadas não são definidos pelo SMTP.

acrônimo de Internet Architecture Board) promove esforços efetivos e constantes que mantêm a tecnologia elástica e em evolução. O IPv6 também retém a maioria dos conceitos fornecidos pelas opções do IPv4. a Diretoria de Arquitetura da Internet (IAB. no final da década de 1970. a largura de banda de rede cresceu 800 vezes. A longevidade da versão 4 mostra que o projeto é flexível e poderoso. o desempenho do processador aumentou mais de duas ordens de magnitude. versão atual) fornece o mecanismo básico de comunicação da pilha TCP/IP e da Internet. O estímulo para a mudança ocorre à medida que aumentos em volume e em tamanho forçam as melhorias necessárias para manter o serviço. Além disso.Arquitetura TCP/IP 9. O protocolo IPv6 proposto mantém muitas das características que contribuíram para o sucesso do IPv4. com algumas modificações. Cristiano Alan Torres Pág. tecnologias de rede local afloraram e o número de hosts na Internet cresceu para 4 milhões. Essa versão permaneceu quase inalterada desde seu início. A versão 4 do Internet Protocol (IPv4. Na verdade. as mudanças não ocorreram simultaneamente – o IP conciliou mudanças em uma tecnologia. FUTURO DO TCP/IP (IPv6) Nem a Internet nem os protocolos TCP/IP são estáticos. os projetistas dotaram o IPv6 basicamente com as mesmas características do IPv4. 77/85 . diante das mudanças em outras. Desde quando o IPv4 foi projetado. permite que o transmissor escolha o tamanho de um datagrama e requer que o transmissor especifique o número máximo de passos da rota que um datagrama pode fazer antes de ser concluído. os tamanhos típicos de memória aumentaram 32 vezes. Por exemplo. o IPv6 ainda aceita entrega sem conexão (permite que cada datagrama seja roteado independentemente). inclusive os recursos para fragmentação e roteamento de origem. uma vez que novos aplicativos exigem mais da tecnologia denominada e já que novas tecnologias tornam possível fornecer novos serviços. Através de sua Força Tarefa de Engenharia da Internet.

o novo mecanismo aceita aplicativos tais como vídeo em tempo real. Talvez a mudança mais significativa no IPv6 seja uma transição de um protocolo que especifica inteiramente todos os detalhes. para um protocolo que pode permitir recursos adicionais. que usa um cabeçalho de datagrama de formato fixo onde todos os campos. O IPv6 usa um formato de datagrama inteiramente novo e incompatível. o IPv6 usa endereços maiores e acrescenta algumas características novas. • Provisão para Extensão de Protocolo. revisa completamente o formato de datagrama. Por exemplo. o IPv6 muda a maioria dos detalhes do protocolo. Como o IPv4. O IPv6 inclui novas opções que oferecem recursos adicionais não disponíveis no IPv4. Particularmente. • Formato Flexível de Cabeçalho. ocupam um número fixo de octetos com um deslocamento fixo. Cristiano Alan Torres Pág. O IPv6 quadruplica o tamanho de um endereço de IPv4.Arquitetura TCP/IP A despeito de muitas semelhanças conceituais. Mais importante. As mudanças introduzidas pelo IPv6 podem ser agrupadas em cinco categorias: • Endereços Maiores. O espaço de endereço de IPv6 é tão grande que não pode ser consumido em futuro previsível. que requer garantias de largura de banda e retardo de transmissão. de 32 para 128 bits. exceto o de opções. O IPv6 substitui a especificação de tipo de serviço do IPv4 por um mecanismo que permite pré-alocação de recursos de rede. o IPv6 usa um conjunto de cabeçalhos opcionais. O novo tamanho de endereço é a mudança mais visível. • Suporte para Alocações de Recursos. A contrário do IPv4. • Opções Aprimoradas. 78/85 . substituindo o campo de opções de comprimento variável do IPv4 por uma série de cabeçalhos de formato fixo. o IPv6 permite que um datagrama inclua informações de controle opcionais.

Curiosamente. embora deva acomodar endereços maiores. Apenas o cabeçalho básico é exigido.. Em geral.1.Arquitetura TCP/IP 9. Figura 9.. Pág. Forma geral de um datagrama IPv6 com vários cabeçalhos. Como mostra a Figura 9. • O tamanho dos campos de endereço de origem e de destino foi aumentado para 16 octetos cada. As opções e alguns dos campos fixos que aparecem em um cabeçalho de datagrama IPv4 foram removidos para cabeçalhos de extensão no IPv6. para um cabeçalho de extensão.1.1. um datagrama IPv6 tem um cabeçalho básico de tamanho fixo seguido de zero. FORMATO DO DATAGRAMA O IPv6 muda completamente o formato de datagrama. 79/85 Cristiano Alan Torres . Cabeçalho De Extensão N Dados. • As informações de fragmentação foram retiradas de campos fixos do cabeçalho básico. as mudanças no cabeçalho de datagrama refletem mudanças no protocolo: • • O alinhamento foi mudado de múltiplos de 32 bits para múltiplos de 64 bits O campo de comprimento de cabeçalho foi eliminado e o campo de comprimento de datagrama foi substituído por um campo COMPRIMENTO DO PAYLOAD.. • O campo TEMPO DE VIDA foi substituído por um campo LIMITE DE PASSOS DE ROTA. Opcional Cabeçalho Básico Cabeçalho De Extensão 1 . os de extensão são opcionais. um cabeçalho básico IPv6 contém menos informações do que um cabeçalho de datagrama IPv4. ou mais cabeçalhos de extensão seguidos de dados..

o IPv6 interpreta o valor atribuindo limite estrito ao número máximo de passos da rota que um datagrama pode fazer antes de ser descartado. VERS sempre contém 6 em um datagrama IPv6.2. cada endereço requer 16 octetos.2 mostra o conteúdo e o formato do cabeçalho básico do IPv6. os campos ENDEREÇO DE ORIGEM e ENDEREÇO DE DESTINO especificam os endereços do transmissor e do destinatário pretendido. Cada datagrama do IPv6 começa com um cabeçalho básico. Vários campos de um cabeçalho básico do IPv6 correspondem diretamente aos campos de um cabeçalho do IPv4. Formato de cabeçalho básico de 40 octetos do IPv6. Cristiano Alan Torres Pág. O campo PROTOCOLO foi substituído por um campo que especifica o tipo do próximo cabeçalho.Arquitetura TCP/IP • • O campo TIPO DE SERVIÇO foi substituído por um campo RÓTULO DE FLUXOS. O campo LIMITE DE PASSOS DA ROTA corresponde ao campo TEMPO DE VIDA (TIME TO LIVE) do IPv4. Ao contrário do IPv4. o campo inicial VERS de 4 bits especifica a versão do protocolo. 0 1 2 3 4 8 16 24 31 VERS COMPRIMENTO DO PAYLOAD RÓTULO DE FLUXO PRÓXIMO CABEÇALHO LIMITANTE DE PASSOS DA ROTA ENDEREÇO DE ORIGEM ENDEREÇO DE DESTINO Figura 9. que interpreta um tempo de vida como uma combinação de contagem de passos da rota e do tempo máximo. entretanto. A Figura 9. Como no IPv4. Como no IPv4. No IPv6. 80/85 .

Arquitetura TCP/IP 9. Por exemplo. na qual o valor de cada conjunto de 16 bits é representado em hexadecimal separado por dois pontos.100.150.128. também não torna tais endereços suficientemente compactos. como um exemplo. o tamanho grande do endereço cria um problema novo e interessante: as pessoas que mantêm interligações em rede precisam ler. Obviamente.255. De fato.0.17.255. Embora solucione os problemas de capacidade insuficiente. Contudo. Por exemplo. Um número inteiro de 16 octetos pode conter 2128 valores. serão necessários mais de vinte anos para atribuir todos os endereços possíveis.4x1038. TAMANHO DO ESPAÇO DE ENDEREÇO Em IPv6. usada para IPv4.255 Para ajudar o endereço a tornar-se ligeiramente mais compacto e mais fácil de dar entrada.2. se posteriormente os projetistas decidirem mudar o esquema de endereçamento.230.255.255. quatro vezes o tamanho de um endereço de IPv4. a notação decimal pontuada. Para compreender por que.140. Um outro modo de compreender o tamanho é o relacionar ao esgotamento do endereço.0.10. O espaço grande de endereço garante que o IPv6 pode tolerar qualquer esquema razoável de atribuição de endereço. Um modo de examiná-lo consiste em relacionar a magnitude ao tamanho da população: o espaço de endereço é tão grande que cada pessoa do planeta pode ter endereços suficientes para ter sua própria interligação em redes tão grande quanto a Internet atual. Assim. Se os endereços forem atribuídos à razão de um milhão de endereços a cada microssegundo. o espaço de endereço é maior do que 3. a notação binária é indefensável. considere quanto tempo você levaria para atribuir todos os endereços possíveis.255. expresso na notação decimal pontuada: 104. 81/85 . considere um número de 128 bits. o espaço de endereço será suficientemente grande para acomodar uma nova atribuição. É difícil compreender o tamanho do espaço de endereço de IPv6. os projetistas do IPv6 propõem o uso de notação hexadecimal de dois pontos. cada endereço ocupa 16 octetos. dar entrada e manipular tais endereços. quando o valor mostrado acima em notação decimal pontuada tiver sido convertido Cristiano Alan Torres Pág.

Por exemplo.2. cada número da parte de notação hexadecimal pontuada especifica o valor de um octeto. Para assegurar que a compressão de zero produz uma interpretação não-ambígua.10. a notação hexadecimal de dois pontos incorpora sufixos de notação hexadecimal pontuada. a notação hexadecimal de dois pontos permite a compressão de zero. Segundo.1 Cristiano Alan Torres Pág. em que um string de zeros repetidos é substituído por um par de dois pontos. pois muitos endereços vão conter strings de zero contíguos. de dois pontos: 0:0:0:0:0:0:128. ele se tornará: 68E6:8C64:FFFF:FFFF:0:1180:96A:FFF A notação hexadecimal de dois pontos tem a vantagem óbvia de requerer menos dígitos e menos caracteres separadores do que o decimal pontuada. embora os números separados cada um por dois pontos especifiquem o valor de uma quantidade de 16 bits. Além disso. o string a seguir é uma notação hexadecimal válida. Primeiro.1 Observe que. Veremos que tais combinações destinam-se ao uso durante a transição do IPv4 para IPv6. A compressão de zero é especialmente útil quando usada com o esquema de atribuição de endereço proposto. a compressão de zero pode ser usada com o número acima a fim de produzir um string equivalente de notação hexadecimal de dois pontos que parece ser totalmente semelhante a um endereço IPv4: ::128. a proposta determina que ela pode ser aplicada apenas uma vez em qualquer endereço.2.Arquitetura TCP/IP em notação hexadecimal de dois pontos e impresso usando o mesmo espaçamento. a notação hexadecimal de dois pontos inclui duas técnicas que a tornam extremamente útil. 82/85 .10. Naturalmente.

Entretanto. então. do mesmo modo que o IPv4 os divide em classes. O IPv6 também retém (e estende) a hierarquia de endereço de IPv4 em que um prefixo é atribuído a uma rede física. o IPv6 permite que vários prefixos sejam atribuídos a determinada rede e permite que um computador tenha vários endereços simultâneos atribuídos a determinada interface. Muitos endereços de IPv6 serão atribuídos por provedores de serviços de rede Cristiano Alan Torres Pág. Assim.: vinculam-se à mesma rede física). TRÊS TIPOS BÁSICOS DE ENDEREÇO DO IPv6 Como o IPv4. possivelmente em diversos locais. Geralmente.3. Cluster O destino é um conjunto de computadores que juntos dividem um único prefixo de endereço (ex. 83/85 . o IPv6 associa um endereço a uma conexão de rede específica. o IPv6 expande e. Além de permitir vários endereços simultâneos por conexão de rede. Um endereço IPv6 tem um comprimento de 128 bits. conforme o caso. em alguns casos. Multicast O destino é um conjunto de computadores. um endereço de destino de um datagrama situa-se em uma das três categorias: Unicast O endereço de destino especifica um único computador (host ou roteador). e um host IPv6 com uma conexão de rede precisa de apenas um endereço. tornando o espaço de endereço tão longo que cada pessoa do planeta poderia ter uma interligação em redes tão grande quanto a atual Internet. para facilitar a atribuição e a modificação de endereço. Uma cópia do datagrama será entregue a cada membro do grupo usando hardware multicast ou broadcast. O datagrama deverá ser roteado para o grupo ao longo de um caminho o mais curto possível e. o datagrama deverá ser roteado para o destino ao longo do caminho mais curto possível.Arquitetura TCP/IP 9. não a um computador específico. Um prefixo de endereço determina o local e a interpretação dos campos restantes do endereço. entregue a exatamente um membro do grupo (ex. atribuições de endereço são semelhantes a IPv4: um roteador IPv6 tem dois ou mais endereços. unifica endereços especiais do IPv4.: o membro mais próximo). O IPv6 divide os endereços em tipos.

Cristiano Alan Torres Pág. Esses endereços têm campos eu contêm uma ID de provedor. uma ID de assinante. uma ID de sub-rede e uma ID de nó.Arquitetura TCP/IP autorizados. 84/85 .

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