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ECONOMIA

INDUSTRIAL

Segundo Semestre de 2 010

1
• ECONOMIA TEM GRANDE RELAÇÃO COM AS
CIÊNCIAS.
• ALTAMENTE INTEGRADA COM AS
PREOCUPAÇÕES SOCIAIS E DE COMUNICAÇÃO.
• ECONOMIA ESTRATÉGICA

2
3
Processos biogeoquímicos
• Principais ―reservas‖ de biomassa sob a
forma de florestas tropicais – E SE O
PREÇO DO PETRÓLEO NÃO CAISSE?
Processos biogeoquímicos
• Principais “reservas” sob a forma de bacias hidrográficas
Processos biogeoquímicos e geológicos

• Biomassa envelhecida – carvão, petróleo e gás natural


– processo de fusão + fotossíntese
Fatos que suscitam questões
Fatos que suscitam questões
• Mercantilismo e a noção de movimento
1a Revolução industrial –
expressões científicas e econômicas
Ciência Representação econômica
da energia

Volta Rumford
Savery Jenner
Ricardo
Mayer Joule
Ampere Malthus
Carnot
Clapeyron Faraday Stuart Mill
Oersted Bentham
Doppler
Clausius J. B. Say
Fourier
Lavoisier
2a Revolução industrial – 2a fase -
Noção recente ≈ 1850
Energia
expressões científicas e econômicas
Energia nuclear Representação
Matéria/energia e
Bohr
econômica
processos nucleares Sraffa
Born Schumpeter
Hahn/Meitner/Strassmann Keynes
Compton Ramsey
Heisenberg Coase
Einstein
Curie, Marie S.
Joliot-Curie, F.
Fermi
Planck
ECONOMIA
“Economia é a ciência que investiga a
natureza e as causas da riqueza das
nações.” (Adam Smith).
“É o estudo do homem dirigindo a sua vida
cotidiana.” (Alfred Marshall).
“Ciência Social que estuda os indivíduos e
as organizações empenhados na produção
e consumo de bens e de serviços.”
18
ECONOMIA
Microeconomia: análise de aspectos como o comportamento de UM
indivíduo, da UMA empresa, de UMA estrutura de mercado (concorrencial,
monopólio, oligopólio, monopólio, monopsônio, etc) e do comportamento das
empresas nos mercados
Macroeconomia: (Marshall – 1 Introdução/Froyen): o estudo do homem nos
negócios comuns da vida.
-“negócios comuns da vida” de forma agregada – isto é, estudamos esse
comportamento da economia como um todo
- avalia a política econômica
- ênfase em QUATRO GRUPOS DE VARIÁVEIS:
PRODUTO DO PAÍS
NÍVEL DE ATIVIDADE DO PAÍS
EMPREGO/DESEMPREGO DO PAÍS
19
RENDA DA POPULAÇÃO
ECONOMIA
Sua concepção:

A economia repousa sobre os atos humanos e é por excelência


uma ciência social. Apesar da tendência atual ser a de se obter
resultados cada vez mais precisos para os fenômenos econômi-
cos é quase que impossível se fazer análises puramente frias e
numéricas, isolando as complexas reações do homem no con-
texto das atividades econômicas.
ECONOMIA
Definição
Deriva do grego: “aquele que administra o lar”.

Economia é uma ciência social que estuda a produção,


a circulação e o consumo dos bens e serviços que são
utilizados para satisfazer as necessidades humanas.
- A ciência que estuda a escassez.
- A ciência que estuda o uso dos recursos
escassos na produção de bens alternativos.
- O Estudo da forma pela qual a sociedade administra
seus recursos escassos.
ECONOMIA
Definição

Economia é uma ciência social que estuda como o


indivíduo e a sociedade decidem utilizar recursos
produtivos escassos, na produção de bens e serviços,
de modo a distribuí-los entre as várias pessoas e
grupos da sociedade, com a finalidade de satisfazer
às necessidades humanas.
ECONOMIA
Problemas econômicos fundamentais
Necessidades Humanas > Ilimitadas ou Infinitas.
Contradição
Recursos Produtivos (Fat.de Produção) > Finito e Limitado
(Recursos naturais, Mão de Obra, Capital)
- Insumos -

Terra, matéria-prima, etc.

Escassez : Natureza limitada dos recursos da sociedade.


(restrição física dos recursos)
ECONOMIA
Problemas econômicos fundamentais
O QUE e QUANTO produzir ?
A sociedade deve produzir mais bens de consumo ou
bens de capital, e quanto ?

COMO produzir ?
Questão de eficiência produtiva. Capital ou mão-de-
obra intensiva.

PARA QUEM produzir ?


Como será a distribuição de renda gerada pela ativi-
dade econômica. Quais os setores beneficiados.
ECONOMIA
Problemas econômicos fundamentais

Necessidades
humanas
ilimitadas O que e quanto
X Escolha Como
Escassez
Recursos Para quem
produtivos (produzir)
escassos
ECONOMIA
Sistema Econômico / Organização Econômica

É a forma como a sociedade está organizada para


desenvolver as atividades econômicas.

Atividades de produção, circulação,


distribuição e consumo de bens e serviços.
ECONOMIA
• SISTEMA ECONÔMICO: forma como a sociedade se
organiza para desenvolver atividades econômicas

produção circulação distribuição


consumo
ECONOMIA
Sistema Econômico / Organização Econômica

Principais formas:

. Economia de Mercado (ou descentralizada, tipo capitalista)


. Economia Planificada (ou centralizada, tipo socialista)
ECONOMIA
Economia de Mercado

- Sistema de concorrência pura


(sem interferências do governo)

- Sistema de concorrência mista


(com interferência governamental)
Sistema de concorrência pura

Laissez-faire: O mercado resolve os problemas


econômicos fundamentais (o que e quanto, como
e para quem produzir), como guiados por uma
mão invisível, sem a intervenção do governo.

Mecanismo de Preço

Promove o equilíbrio dos mercados


Sistema de concorrência pura

Excesso de oferta (escassez de demanda)

Formam-se estoques

Redução de preços Até o equilíbrio

Existirá concorrência entre empresas para vender os


bens aos escassos consumidores.
Sistema de concorrência pura

Excesso de demanda (escassez de oferta)

Formam-se filas

Tendência ao aumento de preços Até o equilíbrio

Existirá concorrência entre consumidores para compra.


Sistema de concorrência pura
O QUE e QUANTO produzir ?
(o que) Decidido pelos consumidores (soberania do consumidor).
(quanto) Determinado pelo encontro da oferta e demanda de
mercado.

COMO produzir ?
Questão de eficiência produtiva. Resolvido no âmbito das
empresas.
PARA QUEM produzir ?
Decidido no mercado de fatores de produção (demanda e oferta
de fatores de produção). Questão distributiva.
o que e o que produzir é
resolvido no quanto produzir decidido pelos
âmbito das desejos dos
empresas, consumidores, e a
é uma questão quantidade é
de eficiência determinada pelo
Problemas Econômicos encontro da
produtiva
Fundamentais oferta e demanda

questão distributiva,
ou seja, quais
setores serão
beneficiados pelos
como produzir resultados da para quem
atividade produtiva produzir
Sistema de concorrência pura

Base da filosofia do liberalismo econômico.

(Advoga a soberania do mercado, sem interferência


do Estado. Este deve responsabilizar mais com justiça,
paz, segurança, e deixar o mercado resolver as questões
econômicas fundamentais).
Mecanismo de Preço
excesso de oferta ou
escassez de demanda

estoques nas empresas concorrência para vender

diminuição dos preços

Até que sejam satisfatórios e os consumidores


adquiram os produtos
Mecanismo escassez de oferta ou
excesso de demanda
de Preço
Concorrência entre os consumidores
filas para comprar
pelos bens disponíveis

aumento dos preços

Até que sumam as filas e


haja um equilíbrio
Ponto de Equilíbrio
P ($) oferta de mercado

demanda de mercado

Um exemplo prático é o da gasolina  o preço não é tabelado


e varia de posto pra posto
ECONOMIA
• Macroeconomia: (Marshall – 1 Introdução/Froyen): o
estudo do homem nos negócios comuns da vida.
“negócios comuns da vida” de forma agregada – isto é,
estudamos esse comportamento da economia como um
todo
avalia a política econômica
ênfase em QUATRO GRUPOS DE VARIÁVEIS:
PRODUTO DO PAÍS
NÍVEL DE ATIVIDADE DO PAÍS
EMPREGO/DESEMPREGO DO PAÍS
RENDA DA POPULAÇÃO
• QUATRO GRUPOS DE VARIÁVEIS:
PRODUTO DO PAÍS
NÍVEL DE ATIVIDADE DO PAÍS
EMPREGO / DESEMPREGO DO PAÍS
RENDA DA POPULAÇÃO

• ESTES QUATRO GRUPOS DE


VARIÁVEIS ESTÃO SUJEITOS AOS
TRÊS PREÇOS BÁSICOS DA
ECONOMIA:
- INFLAÇÃO (bens reais/produtos)
- TAXA DE JUROS (moeda) E
- TAXA DE CÂMBIO (relação entre a
moeda nacional e a internacional
ajustada pela inflação).
40
• COM ESTA BASE PODEMOS DIZER
QUE A MACROECONOMIA TEM POR
OBJETIVO:

- POLÍTICA ECONÔMICA
- CRESCIMENTO/DESENVOLVIMENTO
ECONÔMICO
- BALANÇO DE PAGAMENTOS (SETOR
EXTERNO)

43
1 - Introdução
• Grande parte da análise focaliza como as variáveis
macroeconômicas são afetadas pelas políticas econômicas
governamentais.
– Até que ponto as políticas econômicas afetam o crescimento?
– Quais os componentes que podem ser alterados pelo governo?
– A inflação é resultado de quais políticas?
– Quais são as políticas de governo ótimas?
– Até que ponto as políticas econômicas podem ser responsáveis pela
inflação, taxa de juros e desvalorização do câmbio?
– Existe uma relação inversa entre desemprego e inflação?
– Quais são os efeitos futuros dos déficits orçamentários do governo
(déficit governamental) e do déficit na balança comercial do balanço de
pagamentos (twin deficits)?

44
1 - Introdução

Adam Smith
Economist and Philosopher

1723 - 1790
Virtue is more to be feared than vice,
because its excesses are not subject to
the regulation of conscience.
—Adam Smith
Adam Smith was born in Kirkcaldy, Fife, Scotland. The exact date of his birth is unknown,
however, he was baptized on June 5, 1723. Smith was the Scottish political economist and
philosopher, who became famous for his influential book "The Wealth of Nations" written in 45
1776.
1 - Introdução
• An Inquiry into the Nature and Causes
of the Wealth of Nations
• by Adam Smith 1776
• Table of Contents
• http://geolib.com/smith.adam/woncont.html

46
Escolas Econômicas

(OS ECONOMISTAS QUE CONHECE SÃO MAIS KEYNESIANOS OU MAIS CLÁSSICOS – AS DIVERSAS LINHA DE ECONOMISTAS)

Os dois extremos das práticas econômicas (escolas econômicas)

ESCOLA CLÁSSICA ESCOLA KEYNESIANA


- Monetarista - Fiscalista
- ―Sem‖ intervenção do Governo - Intervencionista
- Ciclos dos negócios - Ação do Governo

1 . QUAIS SÃO AS VARIÁVEIS DE AÇÃO E DE AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO ECONÔMICO?

2 . COMO PREDIZER O DESEMPENHO FUTURO DA ECONOMIA?

3 . QUAIS VARIÁVEIS DEVEM SER ANALISADAS E ACOMPANHADAS?

É O QUE VAMOS VER AGORA

47
48
49
50
2 – Mensuração das Variáveis
Macroeconômicas
• TRABALHAMOS COM FATOS.
• EXAMINAREMOS MODELOS ECONÔMICOS QUE PERMITAM AVALIAR
O DESEMPENHO ECONÔMICO.
• ANTES DA ANÁLISE DOS MODELOS MACROECONÔMICOS SÃO
EXAMINADOS AS VARIÁVEIS QUE APARECEM NESSES MODELOS.
• SERÃO ANALISADOS:
- PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB)
- RENDA NACIONAL
- RENDA PESSOAL
- RENDA PESSOAL DISPONÍVEL

IMPORTANTE: DISTINÇÃO ENTRE PIB REAL E PIB NOMINAL. Serão


considerados os seguintes índices de preços:
- DEFLATOR IMPLÍCITO DO PIB;
- ÍNDICE DE PREÇOS AO CONSUMIDOR E
- ÍNDICE DE PREÇOS NO ATACADO

53
2 – Mensuração das Variáveis
Macroeconômicas
• CONTABILIDADE NACIONAL é o conjunto de
estatísticas preparadas com o objetivo de dar
uma visão quantitativa da economia de um
determinado país.
• 1º. Objetivo avaliar o desempenho da economia.

• 2º. Objetivo planejar o desempenho da empresa.

55
2 – Mensuração das Variáveis
Macroeconômicas
• Baseados em dados rudimentares como índices de ações, quantidade de fretes,
recolhimentos de impostos como IPI e ICMS, indicadores incompletos de produções
industriais, variações de preços em supermercados e produtos no atacado
consegue-se organizar e agrupar um conjunto de informações que levam ao
desenvolvimento de um conjunto de contas nacionais ou formação da contabilidade
nacional.
• Como as contas de qualquer empresa temos dois lados: o do produto e o da renda

Empresas : produtos ou bens Fluxo do


produto

empresas famílias

Famílias: renda $ Fluxo da renda

• Os dois fluxos devem ser iguais em termos de VALOR REAL.

56
DESEMPENHO REAL DO PIB 1986 - 2007

10,0

8,0

6,0

4,0

2,0

0,0
1986 1991 1996 2001 2006
- 2,0

- 4,0

- 6,0

SERÁ QUE CRESCE OU CAI?


59
Produto Interno Bruto: Taxas reais de
variação de 1962 a 2008

15

10

0
1962 1967 1972 1977 1982 1987 1992 1997 2002 2007

-5

-10
Deflator Implícito do PIB
3000

2500

2000

1500

1000

500

0
1963 1968 1973 1978 1983 1988 1993 1998 2003 2008
-500
63
64
65
66
67
68
• No lado do produto temos duas medidas associadas ao
crescimento econômico
• 1º. - PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) que corresponde ao
conjunto total de bens e serviços finais, medidos a preços de
mercado (ou seja, preços correntes ou nominais) e produzidos dentro
de um país durante um determinado intervalo de tempo

• Notar que o conceito tem fundamentação geográfica – dentro das


fronteiras de um país.

69
• 2º. - PRODUTO NACIONAL BRUTO (PNB) que corresponde ao
VALOR TOTAL DA RENDA (dos bens e serviços finais) QUE OS
RESIDENTES domésticos de um país recebem durante um
determinado intervalo de tempo.
• PIB + RENDAS DOS RESIDENTES E DAS FIRMAS RECEBIDAS
DO EXTERIOR – RENDA REMETIDA PARA O EXTERIOR = PNB

• Em suma: o PIB inclui as rendas resultantes de atividades de


não residentes ou de firmas estrangeiras atuando dentro do país
(É A RENDA REMETIDA PARA O EXTERIOR )

• O PNB exclui este item e inclui as rendas recebidas do exterior

70
Exercícios- indique a alternativa correta
• NO JAPÃO:
a) PNB>PIB
b) PIB>PNB

POR QUE? __________________________________________

• NO BRASIL:
a) PNB>PIB
b) PIB>PNB

POR QUE? __________________________________________

71
• NO JAPÃO:
a) PNB>PIB
b) PIB>PNB

POR QUE? O JAPÃO RECEBE RENDAS DOS RESIDENTES E DAS


FIRMAS JAPONESAS RECEBIDAS DO EXTERIOR EM GRANDE
QUANTIDADE – PERFIL DE PAÍS GRANDE EXPORTADOR OU
INVESTIDOR NO ESTRANGEIRO.

• NO BRASIL:
a) PNB>PIB
b) PIB>PNB

POR QUE? O PIB INCLUI AS RENDAS RESULTANTES DE ATIVIDADES


DE NÃO RESIDENTES OU DE FIRMAS ESTRANGEIRAS ATUANDO
DENTRO DO PAÍS (OU RENDAS REMETIDAS PARA O EXTERIOR ou
RENDAS LÍQUIDAS ENVIADAS AO EXTERIOR). NO BRASIL ESTA
CARACTERÍSTICA É SIGNIFICATIVA. Os investimentos estrangeiros
no Brasil são maiores que os investimentos brasileiros no exterior.

72
• O PNB INCLUI AS RENDAS AUFERIDAS NO
EXTERIOR.
• O PIB NÃO INCLUI ESTA RENDA
• Exemplo: se o Paquistão tem um grande
número de residentes trabalhando no exterior,
ou seja, a renda recebida do exterior de
residentes paquistaneses é significativa e afeta
o resultado da conta nacional, temos:
a) PNB > PIB
b) PIB > PNB

73
2.2. Produto Interno Bruto
• O PIB é uma medida de todos os bens e
serviços finais produzidos dentro do território
nacional, em determinado período de tempo,
avaliados a precos de mercado.
• Alguns aspectos exigem esclarecimento:

1. bens e produtos “novos” num período de tempo.


2. ativos financeiros não fazem parte do PIB
e
3. bens e serviços finais para evitar a dupla contagem

74
• MÉTODO DE CÁLCULO DAS CONTAS
NACIONAIS....continuação
CRÍTÉRIO BÁSICO: só se considera bens e serviços finais para
evitar dupla contagem.

COMO EVITAR A DUPLA CONTAGEM?


Se computamos no PIB o valor da soja em grão e o valor do óleo soja,
estaremos computando o valor da soja em grão em duas vezes.
Para resolver esta dificuldade – dupla contagem – nós utilizamos o método do
valor agregado ou adicionado.
Nós definimos como VALOR AGREGADO, quanto cada empresa que produz
produtos (bens reais) ou serviços adiciona insumos utilizados na produção

processo produtivo
Matéria- prima produto final
R$ 100 R$150

R$ 50 (= valor adicionado)
75
• EXERCÍCIO: DETERMINE O VALOR
AGREGADO EM CADA PROCESSO
CONSIDERANDO SEGUINTES FASES:
• Carvão e Ferro.........................R$ 26 000
• Aço (siderurgia)........................R$ 29 000
• Fábrica de Carro......................R$ 32 000
• Consumidor final (revenda)......R$ 34 000

– Resposta: VA = 26000+3000+3000+2000=34000

76
2. 3 – Renda Nacional

CONSIDERANDO:

Empresas : produtos ou bens Fluxo do


produto

empresas famílias

Famílias: renda $ Fluxo da renda

É PARTINDO DO PRODUTO E DESTA RELAÇÃO QUE 77


CALCULAMOS A RENDA NACIONAL – então........
RENDA NACIONAL
RELAÇÃO ENTRE PNB E RN
PNB 6.727
menos depreciação 715
PNL 6.012
menos impostos indiretos e outras taxas 553
RENDA NACIONAL - RN 5.458

É A SOMA DE TODAS AS RENDAS DOS FATORES DE PRODUÇÃO


(CAPITAL E TRABALHO) OBTIDOS NA PRODUÇÃO DE BENS E
SERVIÇOS DURANTE UM DETERMINADO PERÍODO DE TEMPO.
COMPONENTES DA RENDA NACIONAL
remuneração de empregados 4.005
lucros corporativos 543
rendas dos proprietários/capitalistas 474
rendimentos dos indivíduos (aluguéis,etc) 28
juros 410
TOTAL DA RN 5.458 78
PIB REAL versus PIB NOMINAL

• Como o PIB é o valor dos bens e serviços de


produção corrente avaliados a preços de
mercado, ele mudará quando o nível geral de
preços e o volume real da produção mudarem.
• Como conhecer o crescimento real da
economia?
Resposta: medindo o efeito dos preços no
produto, ou medindo as mudanças de preços.

79
PIB real versus PIB nominal: medindo o crescimento
real da economia

• O PIB nominal mede o produto em um determinado ano


aos preços daquele ano, ou seja, preços correntes.
• O PIB real é obtido eliminando-se a variação dos preços
o que significa dizer isolando-se a variação das
quantidades
• Para se medir o PIB real nós fixamos o preço de um ano
anterior.
• Por exemplo:
 PIB real 2004 = Q 2004 x P 2003

• Outro exemplo:

80
PIB REAL versus NOMINAL
• Outro exemplo: considere um país em que se produz
apenas arroz e televisores.
1996 1997

Q= quantidade P=preços Q= quantidade P=preços

arroz 5 2,00 = 10,00 6 4,00 = 24,00

TV 10 1,30 = 13,00 11 2,00 = 22,00

PIB NOMINAL 23,00 46,00

PARA CALCULAR O CRESCIMENTO REAL DA ECONOMIA EM 97 COM OS PREÇOS DE 96

PIB = Q DE 97 VEZES P DE 96

Q= quantidade P=preços

6 2,00 12

11 1,30 14,3

26,3 = PNB REAL DE 97 A PREÇOS DE 96

CRESCIMENTO REAL DA ECONOMIA = 26,30 / 23,00 = 14,35% 81


PIB REAL versus NOMINAL
• COM ISTO PODEMOS TER DOIS
RESULTADOS SIGNIFICATIVOS:
∆ NOMINAL = [(46/23)-1] x 100 = 100 %
∆ REAL = [(26,3/23)-1] x 100 = 14 %
• O mesmo raciocínio é utilizado para se
medir a variação dos preços entre o
período, o que significa medir a inflação.

82
MEDINDO A INFLAÇÃO
• PARA MEDIR A INFLAÇÃO SIMPLESMENTE FIXAMOS AS
QUANTIDADES DE 1996 E PERMITIMOS AS VARIAÇÕES DOS
PREÇOS, então:
• CÁLCULO DA INFLAÇÃO

Q= quantidade de 1996 P=preços de 1997

5 4,00 20

10 2,00 20

40

A MUDANÇA DE R$23,00 PARA R$40,00 RESULTOU SIMPLESMENTE


DA VARIAÇÃO DOS PREÇOS.
SENDO ASSIM, A INFLAÇÃO DO PERIODO 96-97 PODE SER
CALCULADA:
TAXA DE INFLAÇÃO = [(40,00/23,00)-1] x 100 = 73,9 %
83
84
DESEMPENHO REAL DO PIB 1986 - 2004
10

0
1 986 1 989 1 992 1 995 1 998 2 001 2 004
- 2
Tendências funcionam?
- 4
Vamos examinar o que
- 6
ocorreu

85
DESEMPENHO REAL DO PIB 1986 - 2004
10

0
1 986 1 989 1 992 1 995 1 998 2 001 2 004
- 2
O que ocorreu!
- 4
10,0
- 6
8,0

6,0

4,0

2,0

0,0
1986 1991 1996 2001 2006
- 2,0

- 4,0

- 6,0 86
DESEMPENHO REAL DO PIB 1986 - 2004
10

4
ANÁLISE
2 Setores com alta
0 elasticidade com o PIB.
1 986 1 989 1 992 1 995 1 998 2 001 2 004
- 2

- 4
10,0
- 6
8,0

6,0

4,0

2,0

0,0
1986 1991 1996 2001 2006
- 2,0

- 4,0

- 6,0 87
88
VARIAÇÃO ANUAL DO NÍVEL DE PREÇOS MEDIDA PELO DEFLATOR
IMPLÍCITO DO PIB – INFLAÇÃO 1 986 A 2 004

2 800

2 300

1 800

1 300

800

300

- 2001 986 1 988 1 990 1 992 1 994 1 996 1 998 2 000 2 002 2 004 2 006

89
Deflator Implícito do PIB
3000

2500

2000

1500

1000

500

0
1963 1968 1973 1978 1983 1988 1993 1998 2003 2008
-500
2.7.VARIÁVEIS QUE MEDEM A INFLAÇÃO – PÁGINA 33

• COMO O DEFLATOR DO PIB mede as


variações de preço de todos os bens e
serviços produzidos em determinado
período, ele é a medida mais
abrangente da variação porcentual dos
preços, e nesse sentido, É A MEDIDA
PREFERÍVEL.

91
Inflação – página 33
• NO ENTANTO HÁ OUTROS ÍNDICES DE PREÇOS
AMPLAMENTE UTILIZADOS QUE MOSTRAM USOS E
VANTAGENS PARTICULARES.
• Existem dois grupos básicos que medem a inflação:
- GRUPO 1. ÍNDICE DE PREÇOS AO CONSUMIDOR
- IPC
- GRUPO 2. INDICE DE PREÇOS NO ATACADO –
IPA (ver página 34)
- INDICE GERAL DE PREÇOS – combinações que
envolvem necessariamente uma combinação dos
outros dois GRUPOS.

92
Inflação

• IPC – MEDE OS PREÇOS DE VAREJO


DE UMA CESTA DE COMPOSIÇÃO
FIXA.

• IPA – MEDE OS PREÇOS NOS


ATACADOS DE ITENS DE PRODUTOS
INDUSTRIAIS

93
• NOTA: O IPA PODE AFETAR O
COMPORTAMENTO FUTURO DO IPC.

• IGP – INDICE GERAL DE PREÇOS >


PROCURAM MEDIR A VARIAÇÃO DE TODOS
OS PREÇOS DA ECONOMIA
• IGP- DI => de 1 a 30 de cada mês. Divulgado
no décimo dia útil de cada mês.
• IGP – M => de 20 a 20 de cada mês.
Divulgado no último dia útil de cada mês.

94
IGP DA FGV
• O CRITÉRIO DE CÁLCULO DO IGP É
BASEADO EM OUTROS 3 ÍNDICES DE
PREÇOS:
• IPA COM PESO DE 0,6
• IPC COM PESO DE 0,3 e
• INCC COM PESO DE 0,1

95
BALANÇO DE PAGAMENTOS - SETOR EXTERNO
BALANÇO DE PAGAMENTOS
• BALANÇO DE PAGAMENTOS CORRESPONDE A UMA CONTA QUE EXISTE NO
BANCO CENTRAL NA QUAL SÃO REGISTRADAS TODAS AS TRANSAÇÕES
COMERCIAIS E FINANCEIRAS COM O EXTERIOR.

• A BALANÇA DE PAGAMENTOS É SUBDIVIDIDA EM DUAS SUBCONTAS:

• CONTA CORRENTE: REGISTRA TODAS AS TRANSAÇÕES DE BENS


(IMPORTAÇÕES E EXPORTAÇÕES), E SERVIÇOS COMO PAGAMENTOS E
RECEBIMENTOS DE JUROS (=SERVIÇO DA DÍVIDA EXTERNA), ROYALTIES,
FRETES, DOAÇÕES, HERANÇAS, REALIZADOS COM O EXTERIOR. NOTE QUE
O CRITÉRIO DE CONTABILIZAÇÃO É ASSOCIADO A FLUXO.

• CONTA CAPITAL: CONTABILIZA OS EMPRÉSTIMOS EXTERNOS, COMPRAS


DE ATIVOS REAIS COMO TERRAS, FÁBRICAS (EMPRESAS QUE FORAM
PRIVATIZADAS, POR EXEMPLO) E DE ATIVOS FINANCEIROS COMO AÇÕES,
APLICAÇÕES FINANCEIRAS, ETC. NOTAR QUE O CONCEITO AQUI É DE
ESTOQUE.

96
BALANÇO DE PAGAMENTOS - SETOR EXTERNO

• COMO AS TRANSAÇÕES COM O EXTERIOR SÃO REALIZADAS EM


DÓLAR, OU EM QUALQUER MOEDA ESTRANGEIRA, É NECESSÁRIO
QUE O BANCO CENTRAL DO BRASIL (BCB, BC OU BACEN) DEFINA
COMO SERÁ ESTABELECIDO O PREÇO DO DÓLAR, OU SEJA, A TAXA
DE CÂMBIO.
• EXISTEM TRÊS SISTEMAS BÁSICOS DE ADMINISTRAÇÃO DA TAXA
DE CÂMBIO PARA ISTO:
1. REGIME DE CÂMBIO FIXO: O BANCO CENTRAL (BACEN, BC OU BCB)
FIXA A TAXA DE CÂMBIO E ASSEGURA A CONVERSÃO PARA
QUALQUER QUANTIDADE DE TRANSAÇÕES COM O EXTERIOR.
2. REGIME DE CÂMBIO FLUTUANTE: O BACEN FAZ AS CONVERSÕES
PELA TAXA DE CÂMBIO DO DIA, QUE POR SUA VEZ É DETERMINADO
PELA OFERTA E DEMANDA DE DÓLARES NO PAÍS e
3. REGIME DE CÂMBIO FLUTUANTE ADMINISTRADO: O BACEN EVITA
INTERVENÇÕES, PORÉM, SE JULGAR QUE EXISTE MOVIMENTOS
ESPECULATIVOS, TANTO PARA VALORIZAR (= apreciar) A MOEDA
DOMÉSTICA (R$) QUANTO PARA DEPRECIAR (= desvalorizar o R$),
PODE INTERVIR NO MERCADO, OU VENDENDO (colocando dólares no
mercado) OU COMPRANDO (retirando dólares do mercado).

97
DAS CONTAS NACIONAIS PARA A MODELAGEM DO
SISTEMA ECONÔMICO – PÁGINA 28

• As inter-relações entre o PIB, a Renda Nacional


e a renda disponível pessoal formam a base de
algumas definições contábeis, ou identidades,
utilizados para construir modelos
macroeconômicos
• Ao derivar estas identidades, PODEMOS
simplificar a estrutura da contabilidade nacional,
ignorando alguns itens que vimos anteriormente
• A estrutura contábil simplificada poderá ser
usada em vários capítulos das próximas partes
do livro
99
DAS CONTAS NACIONAIS PARA A MODELAGEM
DO SISTEMA ECONÔMICO

• VAMOS MODELAR INICIALMENTE


TRÊS SISTEMAS ECONÔMICOS:
1. SETOR PRIVADO

2. SETOR PRIVADO + GOVERNO

3. SETOR PRIVADO + GOVERNO +


SETOR EXTERNO
100
DAS CONTAS NACIONAIS PARA A MODELAGEM
DO SISTEMA ECONÔMICO

• VAMOS MODELAR INICIALMENTE:

1. SETOR PRIVADO

101
DAS CONTAS NACIONAIS PARA A MODELAGEM
DO SISTEMA ECONÔMICO – PÁGINA 29

• As simplificações que faremos são as


seguintes:
 O setor externo inicialmente será omitido, ou seja,
Renda Recebida ou Enviada para o exterior = zero
 Os impostos indiretos = zero
 Depreciação dos bens e produtos = zero
 Dividendos das empresas, lucros retidos e
pagamentos de impostos das empresas = zero
 Preços são constantes e portanto não há inflação
 As transferências das empresas serão ignoradas =
zero

102
DAS CONTAS NACIONAIS PARA A MODELAGEM
DO SISTEMA ECONÔMICO – PÁGINA 29

• Com estas hipóteses podemos escrever as


seguintes identidades:
• PIB = PNB
• PIB = PNB = PNL (pq a Depreciação=zero)
• PNL = RENDA (vamos chamá-la de Y)
• Consequentemente podemos escrever:
• RENDA = PRODUTO ou seja:
• Y=P

103
DAS CONTAS NACIONAIS PARA A MODELAGEM
DO SISTEMA ECONÔMICO – PÁGINA 29

• Renda pessoal disponível = Renda – impostos


pagos pelas famílias + transferências do
governo às famílias
• Ou seja:
• Yd=Y - Tx + Tr
• Se impostos líquidos = T = diferença entre os
pagamentos de impostos menos as
transferências do governo: T = T x – T r
• Então:
• Yd=Y - Tx + Tr=Y-T
104
DAS CONTAS NACIONAIS PARA A MODELAGEM
DO SISTEMA ECONÔMICO – PÁGINA 29

Fatores de produção =m –o, capital físico,


financeiro, etc
LADO DA
RENDA OU
Renda = salários, bancos, ÓTICA DA
RENDA
aluguel, juros, etc

Empresas Famílias

Demanda = consumo e LADO DO


investimento PRODUTO
OU ÓTICA
DO
PRODUTO
Oferta de bens = oferta de
bens de consumo e oferta
de bens para investimento
105
DAS CONTAS NACIONAIS PARA A MODELAGEM
DO SISTEMA ECONÔMICO – PÁGINA 30
• NOTE QUE PODEMOS OLHAR A ECONOMIA SOBRE
QUATRO PRISMAS DIFERENTES, O QUE SIGNIFICA
DIZER QUE nós podemos medir a atividade econômica
realizada de quatro formas distintas:
• 1. Venda dos fatores de produção: é o valor da m-o,
matéria-prima, capital utilizado na produção
• 2. Renda: é a soma de todas as remunerações (salários,
juros, aluguel, etc)
• 3. Produtos (oferta): é a soma do valor dos bens e
serviços produzidos durante um determinado período
(ano)
• 4. Demanda (consumo ou dispêndio):é a soma de todas
as despesas realizads durante um período (ano)

106
DAS CONTAS NACIONAIS PARA A MODELAGEM
DO SISTEMA ECONÔMICO – PÁGINA 29

Dois fluxos tem denominações particulares:

LADO DA
RENDA OU
Renda = salários, bancos, ÓTICA DA
RENDA
aluguel, juros, etc

Empresas Famílias
LADO DO
Demanda = consumo e PRODUTO
OU ÓTICA
investimento DO
PRODUTO

Então: Y=P 107


DAS CONTAS NACIONAIS PARA A MODELAGEM
DO SISTEMA ECONÔMICO

• Vamos agora analisar os três principais


lados da economia: renda, demanda e
oferta
• Lado da RENDA / PRODUTO
• Y=C+S
• Renda/Oferta = decisão de consumo ou
dispêndio com consumo + decisão de
quanto vou investir ou decisão de
investimento
108
DAS CONTAS NACIONAIS PARA A MODELAGEM
DO SISTEMA ECONÔMICO – PÁGINA 30

• Assumindo que a economia esteja em


equilíbrio, o que significa dizer que a
oferta / renda é igual à demanda, ou seja,
tudo que é produzido é vendido, temos:
• C+ S = C + I => S = I
• Conclusão: em equilíbrio a poupança
gerada será exatamente igual ao
investimento realizado

109
DAS CONTAS NACIONAIS PARA A MODELAGEM
DO SISTEMA ECONÔMICO

• VAMOS MODELAR O SEGUNDO


SISTEMA ECONÔMICO:
1. SETOR PRIVADO

2. SETOR PRIVADO + GOVERNO


(temos que analisar o lado da renda e do produto também.....)

3. SETOR PRIVADO + GOVERNO +


SETOR EXTERNO

110
CASO 2: SETOR PRIVADO + GOVERNO
página 92
• Notar que vamos tratar de uma economia fechada, ou seja,
não tem relações comerciais ou financeiras com o exterior
• Ao introduzirmos o governo, nós introduzimos três variáveis
básicas do setor público.
• Gastos do Governo (=G) em bens de consumo e
investimentos
• Transferências (=R) em dinheiro para aposentados,
desempregados, pensionistas. etc.
• Impostos ou Tributos (=T)
• Olhando o modelo pelo lado da renda temos: YD = C + S
onde: YD = renda disponível para o setor privado gastar
em consumo ou então poupar e
YD = Y – T + R assim temos:......
111
CASO 2: SETOR PRIVADO + GOVERNO

• YD = YD = C + S = Y – T + R então separando
a renda Y, temos:
• Y=C+S+T–R
Pelo lado da DEMANDA

D=C + I + G

demanda do demanda do
setor privado governo

112
CASO 2: SETOR PRIVADO + GOVERNO

Em equilíbrio, Y = D, ou seja,
C+S+T–R =C+I+G
Então: S +T –R = I + G

Ou S–I =G+R–T
conclusões:
1. esta equação mostra o contraponto que existe entre balanço do setor
privado (S-I) e balanço orçamentário do setor público (G + R –T).
Pode-se notar, então, que sempre que o setor público operar com
déficit: (G + R –T) > 0 deveria ocorrer um excesso de poupança (= S)
sobre o investimento privado para que possa ser canalizado para
financiar o setor público. Neste caso a variável de ajuste é o
investimento privado, ou seja, o aumento do déficit provoca uma
redução no investimento privado para que o excesso de poupança
seja gerado.

113
CASO 2: SETOR PRIVADO + GOVERNO

S–I =G+R–T
conclusões:
2. O equilíbrio entre poupança e investimento privado pressupõe
necessariamente equilíbrio orçamentário, ou seja, a poupança gerada
no setor privado só será integralmente aplicada em investimento se o
governo estiver equilibrado financeiramente
3. Lógica do crescimento da dívida pública:
déficit = necessidade de financiamento do setor público

=> colocação de títulos públicos para a captação de


poupança privada
investimento privado
=> taxa de juros
serviço da dívida pública
=> déficit público => dívida pública

114
DAS CONTAS NACIONAIS PARA A MODELAGEM
DO SISTEMA ECONÔMICO

• VAMOS MODELAR O SEGUNDO


SISTEMA ECONÔMICO:
1. SETOR PRIVADO

2. SETOR PRIVADO + GOVERNO


3. SETOR PRIVADO + GOVERNO +
SETOR EXTERNO
(temos que analisar o lado da renda e do produto também.....)

115
MODELAGEM COM O SETOR EXTERNO

• Lado da demanda:
D= C + I + G
setor gastos do
privado governo

• Olhando o modelo pelo lado da renda temos: YD = C + S


onde: YD = renda disponível para o setor privado gastar em consumo ou então
poupar e
YD = Y – T + R
Y – T + R = C + S então separando a renda Y, temos:

LADO DA RENDA:
Y=C+S+T–R

Como em equilíbrio Y = D

LADO DA DEMANDA:
D = C + I + G + EXP - IMP

116
MODELAGEM COM O SETOR EXTERNO

LADO DA DEMANDA:
D = C + I + G + EXP - IMP
Quando exportamos a demanda por
produtos está aumentando
Quando importamos deixamos de
comprar produtos brasileiros e desta
forma diminuimos a demanda por estes
produtos.
A equação da renda não muda.
117
MODELAGEM COM O SETOR EXTERNO – o balanço
de pagamentos

O balanço de pagamentos é formado por dois


grupos de contas:
Transações correntes: registra o movimento
de bens e serviços com o exterior e
Conta de Capital: registra o movimento de
capital e investimentos diretos com o
exterior.
Interpretando a CONTA DE CAPITAL: é a
entrada de capital para financiar uma conta
corrente negativa. Em outras palavras é a
poupança externa necessária para financiar
o déficit comercial (exportações menores
que importações)
118
Portanto: TC = TK
OS COMPONENTES DA DEMANDA AGREGADA –
PÁGINA 98

QUEM FOI KEYNES:

1. A história moderna da macroeconomia começa em 1936, com a publicação do


livro de KEYNES : ― General Theory of Employment, Interest and Money ‖.
2. Quando ele escreveu a ― General Theory”, Keynes fez a seguinte confidência a
um amigo escritor (o amigo era George Bernard Shaw. J. M. Keynes,
Collected Writings, Volume 13 - New York: Macmillan Press, 1973 -p.
― Acredito ter escrito um livro sobre teoria econômica que não é grandemente revolucionário.
O que eu acredito é que a forma do mundo ver a economia deverá mudar
substancialmente nos próximos dez anos ‖.
3. A previsão de Keynes estava correta. O período em que foi lançado o livro foi
seguramente uma das razões de seu imediato sucesso.
119
OS COMPONENTES DA DEMANDA AGREGADA –
PÁGINA 93

NOÇÃO FUNDAMENTAL DO MODELO KEYNESIANO


• Para que o o produto esteja em equilíbrio:
PRODUTO = DEMANDA AGREGADA.
• 2. No modelo que estamos trabalhando esta condição de equilíbrio pode ser
expressa por:
Y = DA
• Onde: Y = Produto Total = PNB e
• DA = Demanda Agregada
DA É FORMADO POR TRÊS COMPONENTES: DA = C + I + G
ENTÃO: Y = DA = C + I + G

NOTAS:
1. Sem comercio exterior: vamos analisar o papel do governo;
2. Sem depreciação: PNB = PNL + Depreciação => PNB = PNL
3. PNB = Renda Agregada => Y = DA
4. Sem inflação: os valores são medidos em termos reais 120
OS COMPONENTES DA DEMANDA AGREGADA –
PÁGINA 93

COM O PRODUTO NACIONAL Y CORRESPONDENDO À RENDA


NACIONAL, PODEMOS ESCREVER:
Y=C+S+T
Ou seja, a renda nacional – cuja totalidade se supõe seja paga às famílias
em troca dos serviços – é renda destinada ao consumo – C - ,
poupada – S – ou paga em impostos – T . Adicionalmente como Y
pode ser o produto nacional, podemos escrever:
Y=C+I+G
Ou seja, o produto nacional – cuja totalidade é a produção de bens e
serviços do país - é o produto destinado a C, I e G

PODEMOS ENTÃO REESCREVER A EQUAÇÃO DE DUAS FORMAS PARA


FACILITAR AS IGUALDADES DE EQUILÍBRIO DA ECONOMIA:
C+S +T=C+I+G
Ou equivalentemente: S + T = I + G
ENTÃO PODEMOS EXPRESSAR : ..................................................... 121
OS COMPONENTES DA DEMANDA AGREGADA –
PÁGINA 98

C+S +T=C+I+G=Y
OS COMPONENTES DA DEMANDA AGREGADA

1. O CONSUMO

2. OS DISPÊNDIOS DOS CONSUMIDORES COSTUMAN SER O MAIOR


COMPONENTE DA DEMANDA AGREGADA.

3. KEYNES ACREDITAVA QUE O NÍVEL DE RENDA DO CONSUMIDOR ERA


O PRINCIPAL COMPONENTE PARA EXPLICAR OS GASTOS COM
CONSUMO DA POPULAÇÃO DE UM PAÍS.

122
OS COMPONENTES DA DEMANDA AGREGADA –
PÁGINA 98

RESULTADO LÍQUIDO DO SETOR EXTERNO DE 0% A 15 % DO PIB

100%
INVESTIMENTOS DE 5% A 40 % DO PIB

80% GASTOS DO GOVERNO DE 10 A 40 % DO PIB

60%

40%
CONSUMO 60% A 85 % DO PIB

20%

0%
Uma das conclusões de Keynes é que a grande participação de C significa que
este é determinante do crescimento econômico
123
OS COMPONENTES DA DEMANDA AGREGADA –
PÁGINA 98

RESULTADO
LÍQUIDO DO
DISPÊNDIO DO
SETOR EXTERNO:
GASTOS OU EXPORTAÇÕES -
DISPÊNDIOS DO IM PORTAÇÕES; 5%
GOVERNO; 15%

GASTOS OU
DISPÊNDIOS COM O
CONSUM O; 65%
GASTOS OU
DISPÊNDIOS COM
INVESTIM ENTO; 15%

Uma das conclusões de Keynes é que a grande participação de C significa que


este é determinante do crescimento econômico
124
The 1929 crash was spectacular by any measure. It followed a
spectacular bull market that had been going on for the better
part of a decade. The Dow Industrials hit a high of 386 in
September, 1929. It did not get back to that level until November, 125
1954.
OS COMPONENTES DA DEMANDA AGREGADA –
PÁGINA 98

RESULTADO LÍQUIDO DO SETOR EXTERNO DE 0% A 15 % DO PIB

100% INVESTIMENTOS DE 5% A 40 % DO PIB

80% GASTOS DO GOVERNO DE 10 A 40 % DO PIB

60%

40% CONSUMO 60% A 85 % DO PIB

20%

0%
Uma das conclusões de Keynes é que a grande participação de C significa que
este é determinante do crescimento econômico
126
127
OS COMPONENTES DA DEMANDA AGREGADA –
CONSUMO E POUPANÇA

Consumo
C=a+bY
b= ∆C
∆ Y
Y=C+S

Então: S = -a + (1-b) Y

O Renda = Y

128
OS COMPONENTES DA DEMANDA AGREGADA –
CONSUMO

Consumo Consumo
C=a+bY
b= ∆C C=a+bY
∆ Y b= ∆C
∆ Y

CASO A
a
a
CASO B

Renda = Y
O Renda = Y
Qual dos dois casos pode representar a generalização de uma
curva de consumo no caso de País Desenvolvido? 129
OS COMPONENTES DA DEMANDA AGREGADA –
CONSUMO E POUPANÇA
C = CONSUMO C=a+bY
∆C
b= ∆C
∆ Y
∆Y
a
o Y
S = POUPANÇA S =- a +(1- b )Y
1- b = ∆ S
∆S ∆ Y
o Y
-a ∆Y

130
OS COMPONENTES DA DEMANDA AGREGADA –
CONSUMO E POUPANÇA
C = CONSUMO C=a+bY
∆C
b= ∆C
∆ Y
∆Y
a
o Y
S = POUPANÇA S =- a +(1- b )Y
1- b = ∆ S
∆S ∆ Y
o Y
-a ∆Y

131
132
OS COMPONENTES DA DEMANDA AGREGADA –
Keynes e os administradores racionais

INVESTIMENTO
• As expectativas dos administradores das firmas sobre a
rentabilidade futura dos projetos de investimento tem papel central
na análise sobre a DECISÃO DE INVESTIR EM UMA ECONOMIA.
• Vamos falar sobre o conhecimento incerto sobre o qual precisam
estar baseadas as expectativas com relação ao futuro
• Para determinar a lucratividade de um projeto de investimento
produtivo com 20 ou 30 anos, o administrador precisaria
conhecer o futuro e a demanda futura pelo produto, o que
exige conhecimentos sobre preferências do consumidor e o
estdo futuro da demanda agregada.
• Precisaria antecipar os custos futuros, salários, taxas de juros e
alíquotas de impostos.
• Uma previsão deste tipo é praticamente impossível.
• MAS AS DECISÕES SÃO TOMADAS......

133
OS COMPONENTES DA DEMANDA AGREGADA –
PÁGINA 99 - INVESTIMENTO

• INVESTIMENTO
• Keynes sugeriu duas variáveis determinantes dos
dispêndios com Investimento: a taxa de juros e as
expectativas das firmas.
• Inversamente relacionado à taxa de juros
taxa de juros

Função investimento = I (i, expectativas futuras)

o
investimento
134
Produto Interno Bruto: Taxas reais de
variação de 1962 a 2008

15

10

0
1962 1967 1972 1977 1982 1987 1992 1997 2002 2007

-5

-10
Produto Interno Bruto: Taxas reais de
variação de 1962 a 2008

15

10

0
1962 1967 1972 1977 1982 1987 1992 1997 2002 2007

-5

-10
Deflator Implícito do PIB
3000

2500

2000

1500

1000

500

0
1963 1968 1973 1978 1983 1988 1993 1998 2003 2008
-500
OS COMPONENTES DA DEMANDA AGREGADA –
DETERMINANDO A RENDA DE EQUILÍBRIO

• Modelo keynesiano simples


• Não levamos em conta a moeda nem o juros
• Nem efeito dos preços
• O modelo Keynesiano foi introduzido num contexto
de desemprego crônico que era vivido pela Grã-
Bretanha a partir de meados da década de 1920.
• Outras nações industrializadas iniciaram a partir de
1930 (nos EUA o ―crash‖ da bolsa)
• Keynes explicava que o desemprego era uma
deficiência da DEMANDA AGREGADA
• KEYNES mostra que o produto é determinado pela
demanda agregada 141
OS COMPONENTES DA DEMANDA AGREGADA –
DETERMINANDO A RENDA DE EQUILÍBRIO

C, I, G, S, T
DEMANDA OU DISPENDIOS

HIAT0 45º
DEFLACIONÁRIO
DA = C + I + G
AGREGADOS

HIAT0
INFLACIONÁRIO

SITUAÇÃO DE EQUILÍBRIO

Y
O Y RENDA OU PRODUTO 142
OS COMPONENTES DA DEMANDA AGREGADA –
PÁGINA 103 – GASTOS DO GOVERNO E IMPOSTOS

http://cepa.newschool.edu/het/links.htm

143
OS COMPONENTES DA DEMANDA AGREGADA –
PÁGINA 103 – GASTOS DO GOVERNO E IMPOSTOS

Keynes' room in King's College decorated by Vanessa


Bell and Duncan Grant

Born: 5 June 1883 in Cambridge, Cambridgeshire, England


Died: 21 April 1946 in Firle, Sussex, England
144
OS COMPONENTES DA DEMANDA AGREGADA –
PÁGINA 103 – GASTOS DO GOVERNO E IMPOSTOS

145
Moeda
• O SISTEMA CLÁSSICO (II): MOEDA,
PREÇO E JUROS
• ESTE CAPÍTULO COMPLETA A
ANÁLISE DO MODELO
MACROECONÔMICO CLÁSSICO
• QUAL O PAPEL DA MOEDA?

146
COMPONENTES DO ESTOQUE
MONETÁRIO
• PAPEL-MOEDA
• DEPÓSITOS À VISTA
• DEPÓSITOS À PRAZO
• DEPÓSITOS EM POUPANÇA
• TÍTULOS PÚBLICOS
• OUTRAS MOEDAS: letras imobiliárias. Letras
de câmbio, etc
• A liquidez criou conceitos de M1, M2, M3 e M4.

147
AS FUNÇÕES DA MOEDA

• NOTÁVEL DISPOSITIVO FUNCIONAL

• FUNÇÕES:
1. MEIO DE TROCA: ―dupla coincidência de necessidades‖
2. RESERVA DE VALOR: preserva valor ao longo do tempo
3. UNIDADE DE CONTA: é a função em que se baseiam os preços e a
contabilidade
4. UNIDADE DIFERIDA ou PADRÃO DE VALOR DE PAGAMENTOS
FUTUROS: as unidades monetárias são empregadas em transações
de longo prazo, tais como os empréstimos. A quantia que deve ser
paga dentro de 5 ou 10 meses é especificada em R$, representando
um padrão de valor do pagamento futuro. Eventualmente este valor
pode estar relacionado ao comportamento do nível de preços, e passa
a ser chamado de EMPRÉSTIMO OU PAGAMENTO INDEXADO.

148
MOEDA – KEYNES E CLÁSSICOS

• MOEDA É TUDO AQUILO QUE SEJA GERALMENTE


ACEITO NA TROCA.
• KEYNES ACREDITAVA QUE A DEMANDA POR
MOEDA ERA DETERMINADA POR :
• Transação: decorrente de sua utilização em
pagamentos regulares
• Precaução: fazer face a pagamentos imprevistos e
• Especulação: incerteza sobre o valor monetário que
outro ativo possa possuir

149
Histórico dos Planos Econômicos no Brasil

151
152
153
Reformas do Sistema Monetário Brasileiro

CRUZEIRO
1000 réis = Cr$1
(com centavos) 01.11.1942
O Decreto-lei nº 4.791, de 05.10.1942 (D.O.U. de 06.10.42), instituiu o CRUZEIRO
como unidade monetária brasileira, com equivalência a um mil réis. Foi criado o
centavo, correspondente à centésima parte do cruzeiro.

Exemplo: 4:750$400 (quatro contos, setecentos e cinqüenta mil e quatrocentos


réis) passou a expressar-se Cr$ 4.750,40 (quatro mil, setecentos e cinqüenta
cruzeiros e quarenta centavos)

CRUZEIRO
(sem centavos) 02.12.1964
A Lei nº 4.511, de 01.12.1964 (D.O.U. de 02.12.64), extinguiu a fração do cruzeiro
denominada centavo. Por esse motivo, o valor utilizado no exemplo acima
passou a ser escrito sem centavos: Cr$ 4.750 (quatro mil, setecentos e
cinqüenta cruzeiros).

154
Reformas do Sistema Monetário Brasileiro

CRUZEIRO NOVO
Cr$1000 = NCr$1
(com centavos) 13.02.1967
O Decreto-lei nº 1, de 13.11.1965 (D.O.U. de 17.11.65), regulamentado pelo
Decreto nº 60.190, de 08.02.1967 (D.O.U. de 09.02.67), instituiu o Cruzeiro Novo
como unidade monetária transitória, equivalente a um mil cruzeiros antigos,
restabelecendo o centavo. O Conselho Monetário Nacional, pela Resolução nº
47, de 08.02.1967, estabeleceu a data de 13.02.67 para início de vigência do novo
padrão.

Exemplo: Cr$ 4.750 (quatro mil, setecentos e cinqüenta cruzeiros) passou a


expressar-se NCr$ 4,75(quatro cruzeiros novos e setenta e cinco centavos).
CRUZEIRO
de NCr$ para Cr$
(com centavos) 15.05.1970
A Resolução nº 144, de 31.03.1970 (D.O.U. de 06.04.70), do Conselho Monetário
Nacional, restabeleceu a denominação CRUZEIRO, a partir de 15.05.1970,
mantendo o centavo.

Exemplo: NCr$ 4,75 (quatro cruzeiros novos e setenta e cinco centavos) passou
a expressar-se Cr$ 4,75(quatro cruzeiros e setenta e cinco centavos).
155
Reformas do Sistema Monetário Brasileiro
CRUZEIRO
(sem centavos)
16.08.1984
A Lei nº 7.214, de 15.08.1984 (D.O.U. de 16.08.84), extinguiu a fração do Cruzeiro
denominada centavo. Assim, a importância do exemplo, Cr$ 4,75 (quatro
cruzeiros e setenta e cinco centavos), passou a escrever-se Cr$ 4, eliminando-
se a vírgula e os algarismos que a sucediam.
CRUZADO
Cr$ 1000 = Cz$1
(com centavos) 28.02.1986
O Decreto-lei nº 2.283, de 27.02.1986 (D.O.U. de 28.02.86), posteriormente
substituído pelo Decreto-lei nº 2.284, de 10.03.1986 (D.O.U. de 11.03.86), instituiu
o CRUZADO como nova unidade monetária, equivalente a um mil cruzeiros,
restabelecendo o centavo. A mudança de padrão foi disciplinada pela Resolução
nº 1.100, de 28.02.1986, do Conselho Monetário Nacional.

Exemplo: Cr$ 1.300.500 (um milhão, trezentos mil e quinhentos cruzeiros)


passou a expressar-se Cz$ 1.300,50 (um mil e trezentos cruzados e cinqüenta
centavos).

156
Reformas do Sistema Monetário Brasileiro
CRUZADO NOVO
Cz$ 1000 = NCz$1
(com centavos) 16.01.1989
A Medida Provisória nº 32, de 15.01.1989 (D.O.U. de 16.01.89), convertida na Lei
nº 7.730, de 31.01.1989 (D.O.U. de 01.02.89), instituiu o CRUZADO NOVO como
unidade do sistema monetário, correspondente a um mil cruzados, mantendo o
centavo. A Resolução nº 1.565, de 16.01.1989, do Conselho Monetário Nacional,
disciplinou a implantação do novo padrão.

Exemplo: Cz$ 1.300,50 (um mil e trezentos cruzados e cinqüenta centavos)


passou a expressar-se NCz$ 1,30 (um cruzado novo e trinta centavos).
CRUZEIRO
de NCz$ para Cr$
(com centavos) 16.03.1990
A Medida Provisória nº 168, de 15.03.1990 (D.O.U. de 16.03.90), convertida na Lei
nº 8.024, de 12.04.1990 (D.O.U. de 13.04.90), restabeleceu a denominação
CRUZEIRO para a moeda, correspondendo um cruzeiro a um cruzado novo.
Ficou mantido o centavo. A mudança de padrão foi regulamentada pela
Resolução nº 1.689, de 18.03.1990, do Conselho Monetário Nacional.

Exemplo: NCz$ 1.500,00 (um mil e quinhentos cruzados novos) passou a


expressar-se Cr$ 1.500,00 (um mil e quinhentos cruzeiros).
157
• CRUZEIRO REAL
Cr$ 1000 = CR$ 1
(com centavos) 01.08.1993
• A Medida Provisória nº 336, de 28.07.1993 (D.O.U. de 29.07.93), convertida na Lei
nº 8.697, de 27.08.1993 (D.O.U. de 28.08.93), instituiu o CRUZEIRO REAL, a partir
de 01.08.1993, em substituição ao Cruzeiro, equivalendo um cruzeiro real a um mil
cruzeiros, com a manutenção do centavo. A Resolução nº 2.010, de 28.07.1993, do
Conselho Monetário Nacional, disciplinou a mudança na unidade do sistema
monetário.
Exemplo: Cr$ 1.700.500,00 (um milhão, setecentos mil e quinhentos cruzeiros)
passou a expressar-se CR$ 1.700,50 (um mil e setecentos cruzeiros reais e
cinqüenta centavos).
• REAL
CR$ 2.750 = R$ 1
(com centavos) 01.07.1994
• A Medida Provisória nº 542, de 30.06.1994 (D.O.U. de 30.06.94), instituiu o REAL
como unidade do sistema monetário, a partir de 01.07.1994, com a equivalência de
CR$ 2.750,00 (dois mil, setecentos e cinqüenta cruzeiros reais), igual à paridade
entre a URV e o Cruzeiro Real fixada para o dia 30.06.94. Foi mantido o centavo.
Como medida preparatória à implantação do Real, foi criada a URV - Unidade Real
de Valor - prevista na Medida Provisória nº 434, publicada no D.O.U. de 28.02.94,
reeditada com os números 457 (D.O.U. de 30.03.94) e 482 (D.O.U. de 29.04.94) e
convertida na Lei nº 8.880, de 27.05.1994 (D.O.U. de 28.05.94).
Exemplo: CR$ 11.000.000,00 (onze milhões de cruzeiros reais) passou a expressar-
se R$ 4.000,00 (quatro mil reais).
158
VELOCIDADE DE CIRCULAÇÃO DA MOEDA

Teoria quantitativa da Moeda

• Para entender a determinação do nível de


preços no sistema clássico, é necessário
analisar o papel da moeda
• Na teoria clássica, a quantidade de moeda
determina o nível de demanda agregada, que
por sua vez, determina o nível de preços.

159
VELOCIDADE DE CIRCULAÇÃO DA MOEDA

• A EQUAÇÃO DAS TROCAS


• PONTO DE PARTIDA
• RELACIONA VOLUME DE TRANSAÇÕES, COM O ESTOQUE DE MOEDA
• É UMA TAXA DE CIRCULAÇÃO DA MOEDA
• MEDE O NÚMERO MÉDIO DE VEZES QUE CADA UNIDADE MONETÁRIA
DISPONÍVEL NA ECONOMIA É UTILIZADA EM TRANSAÇÕES DURANTE O
PERÍODO

• É DENOMINADA VELOCIDADE DA MOEDA


NA FORMA UTILIZADA POR IRVING FISHER, ESSA IDENTIDADE É EXPRESSA
COMO:

MV = PT onde:
M = quantidade de moeda;
V = velocidade-transação da moeda
P = índice de preços dos produtos transacionados
T = volume de transações

160
VELOCIDADE DE CIRCULAÇÃO DA MOEDA

• A EQUAÇÃO DAS TROCAS

MV = PT onde:
M = quantidade de moeda;
V = velocidade-transação da moeda
P = índice de preços dos produtos transacionados
T = volume de transações

• EXEMPLO:
• Se num determinado período, o valor das transações em
moeda corrente (P T) fosse R$3.600 bilhões, e o estoque de
moeda fosse R$ 300 bilhões, poderiamos definir a velocidade-
transação (ou taxa de circulação ou velocidade da moeda)
como o número de vezes em que , na média, a moeda foi
utilizada em transações:
V = PT = 3600 = 12
M 300
161
VELOCIDADE DE CIRCULAÇÃO DA MOEDA

PODEMOS TAMBÉM ESCREVER:


M V = Py
Onde:
M = quantidade de moeda
V = velocidade-renda da moeda, o número de vezes em que, na média, a moeda
é utilizada em transações que envolvem a produção corrente (renda).
P = o índice de preços para a produção corrente
y = nível de produção corrente

e temos; V = Py
M
CONFORME FISHER PODEMOS USAR ESTA EQUAÇÃO PARA 162
DETERMINAR O NÍVEL DE PREÇOS.
VELOCIDADE DE CIRCULAÇÃO DA MOEDA

• Como explica Fisher:


• O nível de preços varia:
( 1 ) diretamente de acordo com a quantidade de moeda M
( 2 ) diretamente com sua velocidade de circulação V
( 3 ) inversamente ao volume de transações realizadas T

A primeira destas relações constitui a teoria quantitativa


da moeda
A suposição importante era que a quantidade de moeda
fosse controlada pelas autoridades monetárias

163
VELOCIDADE DE CIRCULAÇÃO DA MOEDA

• Fisher argumentava que V é um determinante


comportamental da sociedade.
• Portanto é fixo e exogeno ao processo
• Como y (= produto) é fixado pelo lado da oferta – exogeno ao
processo
• Como M é controlado pelo governo

• Temos: MV = Py

P = V M
y
( Notar novamente que V e y são definidos exogenamente)

164
VELOCIDADE DE CIRCULAÇÃO DA MOEDA

P = V M
y
( Notar novamente que V e y são definidos
exogenamente)
A quantidade de moeda determina o nível
de preços ou a inflação
Se duplicar M, implica em duplicar P
―POSIÇÃO DE Irving Fisher OU Fisheriana.
165
• LM
• IS
• EQUILÍBRIO NO MERCADO
MONETÁRIO E DE BENS.

166
• A curva do IS mede o mercado real e a curva
LM o mercado monetário.

• As variações nestas curvas podem se traduzir


num aumento ou diminuição do rendimento (Y)
ou das taxas de juro (i).

• Este modelo considera uma economia fechada


(o que já não acontece) e por esta razão foi
desenvolvido para o modelo de Mundell-
Flemming (ou modelo IS-LM-BOP) onde foi
introduzida a curva da Balança de pagamentos
LM

168
LM
COMO LER ESTA RELAÇÃO:
PARA NÍVEIS DE RENDA MAIORES,
r = taxa de juros O EQUILÍBRIO NO MERCADO
LM MONETÁRIO OCORRE A TAXAS DE
JUROS MAIS ALTAS.
r2 A INCLINAÇÃO POSITIVA MOSTRA
QUE PARA UMA DADA TAXA DE
JUROS, O AUMENTO DA RENDA
r1 AUMENTA A DEMANDA POR MOEDA.
A DEMANDA POR MOEDA PARA
ro TRANSAÇÕES VARIA
POSITIVAMENTE COM A RENDA.
O AUMENTO DA DEMANDA POR
MOEDA É INDUZIDO PELA RENDA.

Y
Yo Y1 Y2
Os aumentos de renda deslocam a demanda por moeda. As taxas de juros são
sucessivamente maiores 169
CAPÍTULO 6 pag. 140

LM

r = taxa de juros
r = taxa de juros
r2

r1 r2

r1
ro
ro

Y Y
Yo Y1 Y2 Yo Y1 Y2
POUCA ELASTICIDADE COM RELAÇÃO À TAXA DE MUITA ELASTICIDADE COM RELAÇÃO À TAXA DE
JUROS JUROS 170
CAPÍTULO 6 pag. 140

r = taxa de juros

r2 A LM SERÁ A ARMADILHA
TOTALMENTE KEYNESIANA
VERTICAL SE OCORRE PARA
r1 A DEMANDA NÍVEIS MUITO
POR MOEDA BAIXOS DE JUROS E
FOR DE RENDA DA
TOTALMENTE POPULAÇÃO.
ro
INSENSÍVELÀ NÃO OCORRE
TAXA DE RESPOSTA A UMA
JUROS POLÍTICA DE
CONTROLE DE
JUROS (VER PÁGINA
Y 145) Y
Yo Y1 Y2
NENHUMA ELASTICIDADE COM RELAÇÃO À TAXA
DE JUROS 171
IS

172
A CURVA IS
TAXA DE JUROS I 0 =S 0 S(Y)

POUPANÇA
r2
I 1 =S 1
r1
I(r) I 2 =S 2
ro
RENDA
INVESTIMENTO
Y2 Y1 Y0
I1 I0
I2
TAXA DE JUROS

r2 CURVA IS

r1

ro
RENDA 173
Y2 Y1 Y0
A CURVA IS
TAXA DE JUROS I 2 =S 2 S(Y)

POUPANÇA
r1
I ( r2) I 1 =S 1
r2
I ( r1) RENDA
INVESTIMENTO
Y1 Y2
I2
I1
TAXA DE JUROS

r2

r1
DESLOCAMENTO
DA CURVA IS ro
RENDA 174
Y1 Y2
Taxa de Câmbio – conceito I

Taxa de câmbio
A taxa de câmbio entre duas moedas é o preço de uma
moeda em relação à outra.

TAXA DE CÂMBIO NOMINAL ( = ) é fundamental – É A INFORMAÇÃO


DO DIA-A-DIA.

TEM OUTRAS?

É diferente da Taxa de Câmbio Real (PPP - purchase power


parity)
175
Taxa de Câmbio – conceito I

Taxa de câmbio

TEM OUTRAS?

Taxa de Câmbio Real (PPP - purchase power parity)

A TAXA CÂMBIO REAL:


P = variação dos preços em moeda nacional em um determinado período
Q = variação dos preços em moeda estrangeira em um determinado período
Temos que:

 =Q
P onde  = variação cambial nominal no período
176
Taxa de Câmbio – conceito I
Exercício 1:
Em um período de 8 meses:
P = 4,3 % ( R$ - Brasil)
Q = 1,2% ( US$ - Dólar Norte – Americano)
 = -2,0% (Valorização nominal da moeda com relação à analisada)
CALCULAR A VARIAÇÃO DA TAXA CAMBIAL REAL. CONSIDERANDO
QUE A PARIDADE NO PERÍODO BASE (8 MESES ANTERIORES),
US$1,00 = R$3,00. QUAL O VALOR REAL OU PPP DO R$?

= Q
P onde  = variação cambial nominal no período

177
Taxa de Câmbio – conceito I




LEITURA BASTANTE INTUITIVA:
DESVALORIZAÇÃO REAL DA TAXA DE CÂMBIO – DEPRECIAÇÃO REAL - OCORRE
UM AUMENTO (variação positiva) EM .

VALORIZAÇÃO REAL DA TAXA DE CÂMBIO – APRECIAÇÃO REAL –OCORRE UMA


DIMINUIÇÃO (variação negativa) EM .

No exercício acima houve uma ______________________do R$ ante o dólar norte-


americano. 178
Taxa de Câmbio – conceito I
Exercício 2 :
Em um período de 12 meses:
P = 5,1 % ( R$ - Brasil)
Q = 2,0% ( Euros - € )
 = +5,0 % (Desvalorização nominal da moeda com relação ao €uro )
CALCULAR A VARIAÇÃO DA TAXA CAMBIAL REAL. CONSIDERANDO
QUE A PARIDADE NO PERÍODO BASE (12 MESES ANTERIORES), €1,00
= R$2,50. QUAL O VALOR REAL OU PPP DO R$?

= Q
P onde  = variação nominal cambial no período

179
Taxa de Câmbio – conceito I

P = 1,051
Q = 1,020
 =
E 1,05

 = 1,019
fazendo: =1,019 - 1 
=>  % = 1,90%

LEITURA BASTANTE INTUITIVA:


DESVALORIZAÇÃO REAL DA TAXA DE CÂMBIO – DEPRECIAÇÃO REAL - OCORRE
UM AUMENTO (variação positiva) EM .

VALORIZAÇÃO REAL DA TAXA DE CÂMBIO – APRECIAÇÃO REAL –OCORRE UMA


DIMINUIÇÃO (variação negativa) EM .
No exercício acima houve uma ______________________do R$ ante o € (Euro)
180
Taxa de Câmbio – conceito I
Exercício 3 :
Em um período de 32 meses:
P = 25 % ( R$ - Brasil)
Q = 15% ( inflação média ponderada pela participação dos 8 países mais
importantes parceiros comerciais do Brasil – cesta de moedas = basket de
moedas )
 = +9,0 % (Desvalorização nominal da moeda com relação aos parceiros )
CALCULAR A VARIAÇÃO DA TAXA CAMBIAL REAL. CONSIDERANDO
QUE A PARIDADE NO PERÍODO BASE (12 MESES ANTERIORES),
“BASKET$1,00‖ = R$2,10. QUAL O VALOR REAL OU PPP DO R$?

= Q
P onde  = variação cambial nominal no período
181
Taxa de Câmbio – conceito I

P= 1,2500
Q= 1,1500
=
E 1,0900
 = 1,0028
fazendo: =1,0028 - 1 =>  % = 0,28%
LEITURA BASTANTE INTUITIVA:
DESVALORIZAÇÃO REAL DA TAXA DE CÂMBIO – DEPRECIAÇÃO REAL - OCORRE
UM AUMENTO (variação positiva) EM .

VALORIZAÇÃO REAL DA TAXA DE CÂMBIO – APRECIAÇÃO REAL –OCORRE UMA


DIMINUIÇÃO (variação negativa) EM .
No exercício acima houve uma ______________________do R$ ante a cesta de
182
moedas internacionais formada pelos principais parceiros comerciais do Brasil.
Taxa de Câmbio – conceito I

= BP

=T

=F
DISCREPÂNCIAS
ESTATÍSTICAS

183
SE O BP ESTÁ EM EQUILÍBRIO, ESTE VALOR DEVERIA SER ZERO. SE POSITIVO, É INCORPORADO ÀS RESERVAS INTERNACIONAIS DO PAÍS
*
Taxa de Câmbio – conceito I

=T

184
Taxa de Câmbio – conceito I
=F

185
Balanço de Pagamentos

SALDO EM TRANSAÇÕES CORRENTES ( = T)


+
SALDO DA CONTA DE CAPITAIS ( = F)

ZERO

T+F=0 T= -F

NOTAR QUE F DEPENDE DE JUROS INTERNOS ( r ) e JUROS


EXTERNOS ( r X ).
EM SUMA: existem no mundo movimentos compensatórios de
recursos financeiros 186
Brasil e Mundo – Papel do Banco
Central
As RESERVAS INTERNACIONAIS representa um “colchão de liquidez” em
moedas fortes aceitas internacionalmente (em particular US$ e € ), importante
inclusive, para prevenir e proteger o país contra possíveis ataques sobre a moeda
doméstica.
LADO DOMÉSTICO LADO EXTERNO
BRASIL RESTO DO MUNDO
BACEN
Mundo do RESERVAS INT´L Quem aceita R$?
R$ -US$
(apenas o
-€
país)


-ETC..

187
Brasil e Mundo – Papel do Banco Central

Se as RESERVAS INTERNACIONAIS aumentam/diminuem. Significa que não


houve equilíbrio entre T e K e portanto variação no colchão de liquidez. NÃO
HOUVE EQUILÍBRIO NO BP - T = F

LADO DOMÉSTICO LADO EXTERNO


BRASIL

BACEN RESTO DO MUNDO


Mundo do RESERVAS INT´L
R$ -US$ SITUAÇÃO DE DESEQUILÍBRIO
(apenas o
-€ T > F ou
país)
-£ T<F .

-ETC..

188
Câmbio

Determinação da Taxa de Câmbio

TAXAS DE CÂMBIO são determinadas de três formas:


(1) Taxas Fixas: os próprios países determinam sua taxa.
(2) Taxas Flexíveis ( ou Flutuantes): quando a taxa é determinada pela
demanda da moeda no mercado internacional de moedas, e quando estas
taxas de flutuação são administradas neste mercado ( países podem comprar
ou vender uma determinada moeda, de certo país, neste mercado).
(3) Taxas Flexíveis (ou Flutuantes) Administradas: a taxa de câmbio do dólar
norte-americana é como as taxas flutuantes. Porém, se o dólar flutuar a taxas
muito altas ou muito baixas, o Departamento do Tesouro ( Treasury
Department) e o “Banco Central dos USA” ( Federal Reserve) ajustam a oferta
do dólar pela compra ou venda da moeda no mercado internacional.

Nota: atualmente A MAIORIA DOS PAÍSES utilizam-se do caso (3) 189


MOEDA E CÂMBIO

O fato de a moeda flutuar no mercado internacional é


extremamente significante. Quanto maior a demanda
pela moeda, maior é o seu valor. Negociadores de
moedas e especuladores transformaram o mercado de
moedas em uma das ―áreas mais quentes para
investimento internacional‖. O valor da moeda pode
oscilar para cima e para baixo, baseado na apreciação
(ganho de valor) ou depreciação ( perda de valor),
determinado pôr suas operações.

190
IS, LM e Mundell Fleming
r
LM

BP

IS

Y
O Y INICIAL RENDA
191
Estruturas de Mercados

CONCORRÊNCIA
MUITOS MONOPSÔNIO OLIGOPSÔNIO
PERFEITA

VE QUASE OLIGOPÓLIO
POUCOS OLIGOPÓLIO
ND MONOPÓLIO BILATERAL
ED
OR
ES

MONOPÓLIO
ÚNICO QUASE MONOPSÔNIO MONOPÓLIO
BILATERAL

ÚNICO POUCOS MUITOS

COMPRADORES
OBRIGADO !!

196