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UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA “JÚLIO DE MESQUITA FILHO”

FACULDADE DE ENGENHARIA - DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA

ELETROTÉCNICA

Experiência 11: Reconhecimento do motor de indução monofásico (MIM).


Objetivos: Entender o funcionamento de motores de indução monofásicos (MIM).

1.0 Introdução
Estruturalmente, os tipos mais comuns de motores de indução monofásicos são semelhantes aos
motores polifásicos de gaiola de esquilo, exceto em relação a disposição dos enrolamentos do estator (Figura
1(a)). No lugar de uma bobina concentrada, o enrolamento real do estator está distribuído em ranhuras de
modo a produzir uma distribuição espacial de FMM aproximadamente senoidal (Figura 1(b)).

(a) (b)

Figura 1 – Motor de indução monofásico. (a) Vista esquemática; (b) Ondas de FMMs para frente e para trás.

O enrolamento de um motor monofásico como o mostrado na Figura 1(a), produz ondas de FMM
iguais para frente e para trás. Quando está em repouso é evidente que este motor não apresenta nenhum
conjugado de partida porque ele está produzindo conjugados iguais em ambos os sentidos. No entanto, se for
dada a partida por meios auxiliares, o resultado será um conjugado líquido no sentido da partida e o motor
continuará a funcionar (Figura 2).
Utilizando-se meios auxiliares na partida o motor pode funcionar com rotações em qualquer sentido,
dependendo do sentido da corrente nos enrolamentos principal e auxiliar. Em função do método de partida,
podemos classificar os motores monofásicos como: (1) de fase separada/dividida (Split Phase); (2) de
capacitor de partida (eletrolítico); (3) de capacitor permanente (a óleo); (4) de dois capacitores (óleo,
eletrolítico) e (5) de anel de arraste ou polo sombreado (Figuras 3 a 6).

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(a) (b)
Figura 2 – Característica de conjugado x velocidade de um MIM. (a) com base em ondas de fluxo constantes para
frente e para trás; (b) situação real considerando as alterações nas ondas de fluxo.

Figura 3 – Motor de fase dividida. (a) conexões; (b) diagrama fasorial na partida; (c) característica típica de conjugado
x velocidade.

Figura 4 – Motor com partida a capacitor. (a) conexões; (b) diagrama fasorial na partida; (c) característica típica de
conjugado x velocidade.

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Figura 5 – Motor com capacitor permanente. (a) conexões; (b) característica típica de conjugado x velocidade.

Figura 6 – Motor com dois capacitores: de partida e permanente.

2.0 Parte Prática


Os circuitos das Figuras 7 e 8 mostram a ligação para duas tensões para um motor de indução
monofásico com partida a capacitor. Observe a ligação diferenciada dos enrolamentos principais para as duas
tensões.

Figura 7 – Conexão das bobinas do MIM para a tensão 127 V.

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Figura 8 – Conexão das bobinas do MIM para a tensão 220 V.

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A inversão do sentido de giro do rotor é obtida invertendo-se o sentido da corrente do enrolamento
principal ou do enrolamento auxiliar. O que se faz normalmente é trocar o borne 5 pelo 6, ou seja, inverter o
sentido da corrente no enrolamento auxiliar (verifique na placa de identificação). No experimento pede-se:
2.1 Anotar os dados de placa do MIM;
2.2 Identificar os terminais do MIM (1 a 6), medindo sua resistência própria;
2.3 Executar as ligações 127 V e 220 V segundo a placa de identificação (Figuras 7 e 8).
Preencher a Tabela 1;
2.4 Com o motor ligado (220 V) verificar o sentido de rotação, olhando de frente para o eixo;
2.5 Com o motor desligado inverta os terminais 5 e 6 e de partida no motor. Verificar o sentido
de rotação, olhando de frente para o eixo;
2.6 Com o motor na ligação 220 V desconecte os bornes 5 e 6, de partida no motor com tensão
reduzida de 127V;

Tabela 1: Dados para o ensaio do MIM


Tensão In (A) Ip (A) Io (A) Wr (RPM)
V[1-2] (V) V[3-4] (V) V[1-4] (V)
(V) (corrente nominal) (corrente partida) (corrente vazio) (rotação)
127
220

3.0 – Relatório
3.1 Qual o princípio de funcionamento do MIM?
3.2 Como podemos defasar a corrente do estator em um MIM?
3.3 Explique o que ocorreu no item 2.5.
3.4 Explique o que ocorreu no item 2.6.
3.5 Elabore um circuito, utilizando uma chave faca, que execute a inversão da velocidade do
MIM quando o mesmo estiver ligado para tensão 127 V, comente sobre o que ocorre com o
enrolamento auxiliar.

Prof. Fábio
Prof. Malange
Adilson – Técnico
Everaldo – Técnico