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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO GOIÁS

UNIDADE UNIVERSITÁRIA DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS


ARQUITETURA E URBANISMO

DISCIPLINA DE NÚCLEO LIVRE: CONTEÚDOS E PROCESSOS DE


ALFABETIZAÇÃO
DOCENTE: FRANCIELE VIRGINIA SILVA CARVALHO
DISCENTE: NAYELEN AUGUSTA REIS CARVALHO

Alfabetização como processo de apropriação de


diferentes linguagens e concepções de escrita
como textualidade.

Introdução

1 - Conceitos de língua, alfabetização, letramento, ensino da


língua escrita.

2 - Os eixos necessários à aquisição da língua escrita.

3 - Conceito de Dificuldade de Aprendizagem - DA.

4 - Característica dos alunos com DA.

5 - Concepções da aprendizagem na visão interacionista.

6 - Transtornos responsáveis pela dificuldade da aprendizagem

7 - Desafios a superar diante das dificuldades de aprendizagem.

Conclusão

Referências
Quando falamos em Educação Infantil e INTRODUÇÃO
práticas de alfabetização e letramento
percebemos um vasto campo de debate no
meio escolar. Se devemos ou não inserir os
pequenos em atividades de aquisição da
linguagem escrita.

Na sociedade em que vivemos se


dedicarmos momentos de contemplação
para a forma como se organiza como se
dão as relações sociais e como estão
distribuídas as coisas no espaço, podemos
verificar que a presença da linguagem
escrita toma proporções bem maiores do
que já pensávamos. Pertencer a essa
sociedade de cultura escrita requer muito
mais que saber ler escrever, requer o
domínio e o uso da escrita nas atividades
mais cotidianas e simples.

Alfabetização e letramento são processos


que vão de encontro ao desenvolvimento
integral dos sujeitos, quando pensamos em
sujeitos ativos na sociedade.
CONCEITO DE LINGUA
Denomina-se língua ao sistema linguístico empregado por uma
determinada comunidade para a comunicação entre seus membros. Os
membros desta comunidade conhecem as regras e os elementos que
formam o sistema anteriormente mencionado, e mediante estes recursos
finitos que possuem, é possível criar uma vastíssima quantidade de
mensagens transmitidas por textos ou discursos, falados ou escritos.
CONCEITO DE ALFABETIZAÇÃO

A alfabetização pode ser definida como o processo


de aprendizagem onde se desenvolve a habilidade
de ler e escrever de maneira adequada e a utilizar
esta habilidade como um código de comunicação
com o seu meio.

A alfabetização consegue desenvolver também a


capacidade de socialização do indivíduo, uma vez
que possibilita novas trocas simbólicas com a
sociedade, além de possibilitar o acesso a bens
culturais e outras facilidades das instituições
sociais.

Com o surgimento dos termos letramento e


alfabetização (ou alfabetismo) funcional, muitos
pesquisadores passaram a preferir distinguir
alfabetização e letramento. Passaram a utilizar o
termo alfabetização em seu sentido restrito, para
designar o aprendizado inicial da leitura e da
escrita, da natureza e do funcionamento do sistema
de escrita.
CONCEITOS
Origem do termo Letramento
• Dizemos que alguém é alfabetizado quando essa pessoa sabe ler e escrever palavras, frases
e pequenos textos em determinado idioma.
• Quando Falamos em letramento, estamos dizendo que essa pessoa sabe usar a linguagem
escrita como ferramenta cultural em diferentes contextos sociais (trabalho, família, lazer).

Afinal o que é letramento?


• Sob a ótica social, o letramento é um acontecimento cultural relativo às atividades que
envolvem a língua escrita. O destaque incide nos usos, funções e propósitos da língua
escrita no contexto social.
CONCEITOS

Diferenças de Alfabetização e letramento

Alfabetização Letramento

• Processo de aquisição do sistema • Processo de desenvolvimento de


convencional de escrita comportamentos e habilidades de uso
• Habilita o indivíduo a desenvolver competente da leitura e da escrita em
diferentes métodos de aprendizagem da práticas sociais
sua língua. • Habilita o indivíduo a utilizar a leitura e a
• É o uso individual da leitura e da escrita escrita nos diversos contextos informais e
para usos utilitários.
• É o uso social da leitura e da escrita.
LÍNGUA ESCRITA

A escrita representa um
estágio posterior de uma
língua. A língua falada é mais
espontânea, abrange a
comunicação linguística em
toda sua totalidade. Além
disso, é acompanhada pelo
tom de voz, algumas vezes
por mímicas, incluindo-se
fisionomias. A língua
escrita não é apenas a
representação da língua
falada, mas sim um sistema
mais disciplinado e rígido,
uma vez que não conta com
o jogo fisionômico, as
mímicas e o tom de voz do
falante.
ENSINO DA LINGUA ESCRITA

Fonte: Alfaletrar.org.br
DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM

Quando o aluno demonstra não conseguir realizar as atividades solicitadas nem


consegue acompanhar o ritmo da sala de aula, o professor pode estar diante de uma
dificuldade de aprendizagem. Dificuldade de aprendizagem é um distúrbio que se
manifesta em crianças durante o processo de alfabetização.

Aqui, cabe salientar que as


dificuldades de aprendizagem são
causadas por fatores externos, ou seja,
não são de origem orgânica,
nem inatas.
Desse modo, ao investigar um
caso de defasagem na aprendizagem,
não raro o professor irá se deparar
com situações de conflito
familiar, mudança de escola, moradia
ou padrão de vida, perda de ente
querido, dentre outras questões
pessoais que afetam o aluno
DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM

caracterizando-se por apresentar


uma dificuldade nos processos
cognitivos, mais precisamente na
leitura, escrita ou na realização de
cálculos matemáticos. Esse
processo pode influenciar
negativamente no desenvolvimento
das crianças na fase escolar,
aumentando a probabilidade de
problemas físicos, sociais e
emocionais, repercutindo, inclusive,
caso não diagnosticado e tratado
corretamente, na evasão escolar
CONCEPÇÃO INTERACIONISTA

A abordagem sócio - interacionista concebe a


aprendizagem como um fenômeno que se realiza na
interação com o outro. A aprendizagem acontece por
meio da internalização, a partir de um processo
anterior, de troca, que possui uma dimensão coletiva.

O foco dessa concepção de aprendizagem está


centrado no aluno. O professor assume o papel de
orientador do processo de ensino-aprendizagem. O
erro do aluno deixa de ser motivo de punição. A
análise do erro constitui um novo ponto de partida para
que o professor possa saber até que ponto o aluno
aprendeu a matéria e assim, possa replanejar suas
aulas de modo a abordar o mesmo conteúdo de uma
forma mais criativa e dinâmica.
AS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM INTERFERINDO NO PROCESSO DE
ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO

Para Mol e Wechsler (2008, p.392) “essas crianças, na maioria das vezes, são
tratadas pelos professores na escola de forma preconceituosa e são
discriminadas, sem que se investiguem suas reais habilidades e
potencialidades”.

Segundo Ide (2002), na maioria das vezes, esses problemas decorrem de


variáveis pessoais, tais como: hereditariedade ou lesões cerebrais, ambientes
familiares e educacionais pobres ou ambos. De um lado, encontram-se as
teorias que dão ênfase ao organismo como fonte dos atos e, do outro, as
correntes de fundo ambiental, ligadas mais ou menos a uma visão mecanicista
do desenvolvimento e que consideram a pessoa fundamentalmente controlada
pelos estímulos do meio externo. Nesse contexto, Scoz (1994, p.22) coloca que:

Os problemas de aprendizagem não são restringíveis nem a causas físicas ou


psicológicas, nem a análises das conjunturas sociais. É preciso compreendê-los
a partir de um enfoque multidimensal, que amalgame fatores orgânicos,
cognitivos, afetivos, sociais e pedagógicos, percebidos dentro das articulações
sociais. Tanto quanto a análise, as ações sobre os problemas de aprendizagem
devem inserir-se num movimento mais amplo de luta pela transformação da
sociedade (SCOZ, 1994, p. 22).
DISLEXIA
Também denominada transtorno específico da leitura, a dislexia tem
caráter hereditário, sendo provocada por alterações genéticas que
causam modificações no recebimento e elaboração das informações
recebidas.
Essa alteração no neurodesenvolvimento é caracterizada por deficit na
decodificação dos enunciados, não causando prejuízos à sua
compreensão.
Os disléxicos, embora contem com visão, audição e sistema neurológico
normais, e não sejam diagnosticados com doenças psiquiátricas, têm
baixo desempenho na leitura.

COMO AJUDAR O ALUNO COM DISLEXIA?


O aluno com dislexia vai se beneficiar ao receber orientações precisas
sobre como se organizar, tanto em relação ao material escolar quanto
à realização das tarefas. Estimular esse aluno a usar uma agenda e
consultá-la sempre, bem como ficar atento à execução da sua produção
textual, que demanda grande esforço para ele, são posturas
producentes.
.
DISGRAFIA
O também chamado transtorno da leitura e da escrita é reconhecido
em três áreas, podendo, dessa forma, afetar:
•grafia — compromete a escrita das letras, palavras e textos;
•ortografia — dificuldade significativa na representação da
ortografia, disortografia;
•produção textual — problemas persistentes na construção de
textos, principalmente relacionados à coesão e coerência, além de
empobrecimento dos enunciados por falta de detalhamento.

COMO AJUDAR O ALUNO COM DISGRAFIA?


Investir no uso do pincel como instrumento de escrita e aplicar
exercícios com linhas pontilhadas são algumas das práticas
indicadas para trabalhar com o aluno que tem disgrafia.
Treinos de caligrafia, nos quais o aluno se familiariza com o
tamanho das letras, espaçamento entre elas e suas formas, é mais
um jeito de ajudar a adquirir habilidade com a escrita.
.
DISORTOGRAFIA
A disortografia é diferente da disgrafia, pois ela está relacionada a uma
deficiência que afeta as aptidões da escrita. Em outras palavras, a
disortografia é uma dificuldade centrada na estruturação, organização e
produção de textos escritos. Além disso, as crianças mostram uma construção
frasal aquém do esperado, com o vocabulário pobre e curto; nota-se também
certa quantidade de erros ortográficos.

COMO AJUDAR O ALUNO COMDISORTOGRAFISGRAFIA?


Para lidar com a disortografia, especialistas adotam muitas técnicas, embora
duas delas sejam muito usadas. A primeira é a intervenção sobre os fatores
associados ao fracasso no desempenho ortográfico. Já o segundo é a
correção de erros de ortografia específicos. É imprescindível que o educador
consiga conciliar as habilidades e as dificuldades apresentadas pela criança
para que o tratamento ofereça bons resultados.
DISCALCULIA
Essa nomenclatura diz respeito ao transt
específico das habilidades matemát
caracterizado pela dificuldade
adquirir/desenvolver habilidades no campo
matemática.
Competências matemáticas tidas como sim
como fazer cálculos mentais e ler as ho
mostram-se como grandes dificuldades pa
portador da discalculia.

COMO AJUDAR O ALUNO COM DISCALCUL


Algumas adaptações podem aumentar as cha
do aluno com discalculia construir sab
matemáticos. São ações simples, como perm
uso de calculadora e da tabuada, ferrame
valiosas para sua aprendizagem.
Mais um dos meios de apoiar a aprendizagem
quem tem o transtorno consiste em usar situa
concretas, preferencialmente do cotidiano,
problemas matemáticos.
DESAFIOS A SUPERAR DIANTE DAS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM.
O professor é fundamental na identificação de uma possível dificuldade de aprendizagem.
Afinal, ele tem contato diário e próximo com o aluno, além de ter fácil acesso aos grupos
que o cercam: família, amigos e outros professores.

Porém, antes de qualquer diagnóstico, é necessário que o aluno passe por uma avaliação
com profissionais da área de saúde.

A análise pode ser conduzida por uma equipe multidisciplinar, de modo a garantir uma
visão mais holística do aluno. O grupo inclui médicos, especialmente neurologistas, além
de psiquiatras, psicólogos, psicopedagogos e até mesmo fonoaudiólogos. Cada um dos
profissionais terá uma perspectiva a agregar na avaliação, evitando a miopia de atribuir o
problema a uma causa única.

Também é papel da escola compreender que os alunos com dificuldade de aprendizagem


não são incapazes de aprender. Nesse sentido, a instituição deve promover e incentivar a
integração do estudante com o restante da comunidade escolar.

Finalmente, é essencial que a escola, por meio da figura do professor, adote metodologias
específicas de ensino, que vão auxiliar o aluno no processo de aprendizado. Essa ação
pode ser realizada através da inovação na sala de aula, com a integração de atividades
lúdicas, como a gamificação, e a adoção de ferramentas tecnológicas de apoio ao ensino.
O objetivo é estimular o aluno, de uma forma despretensiosa, a desafiar suas próprias
limitações!
CONCLUSÃO

Antes de se diagnosticar o transtorno ou a dificuldade de aprendizagem, é


importante levar em conta que o aprendizado envolve muitas variáveis e aspectos,
como questões sociais, biológicas e cognitivas.

A dificuldade de aprendizagem representa um obstáculo, uma barreira, um sintoma


que pode ser de origem cultural, cognitiva ou até mesmo emocional. É essencial que
o diagnóstico seja feito o quanto antes, uma vez que há consequências a longo prazo.

Nos últimos anos, a identificação precoce dos transtornos de aprendizagem tem se


tornado cada vez mais frequente e certeira. Isso se deve à incessante busca por novas
avaliações e metodologias de reabilitação, favorecendo o avanço no diagnóstico de
indivíduos que apresentam alterações de leitura e escrita.

O diagnóstico precoce auxilia a pessoa com transtorno de aprendizagem a


desenvolver técnicas e métodos compensatórios para o seu desenvolvimento pessoal
e profissional. O tratamento provavelmente não exigirá um alto investimento, já que
ela aprenderá a lidar e a superar (psicológica e emocionalmente) os obstáculos do
transtorno!
REFERÊNCIAS

https://www.somospar.com.br/dificuldade-de-aprendizagem/

http://alfaletrar.org.br/aprendizagem-inicial-da-escrita

https://pt.slideshare.net/solangemendes5205/fundamentos-
tericos-e-metodolgicos-da-alfabetizao-e-do

https://pt.slideshare.net/cristinammelo/concepo-interacionista-
2585267

https://www.soportugues.com.br/secoes/seman/seman3.php

https://mlearn.com.br/aprendizagem-movel/dificuldades-de-
aprendizagem-desafios-e-solucoes/