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APRESENTAÇÃO

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SUMÁRIO

Língua Portuguesa

I - Compreensão e interpretação de

01

II - Significação das palavras: sinônimos, antônimos, homônimos e

07

III - Pontuação. Estrutura e sequência lógica de frases e

12

IV - Ortografia oficial. Acentuação

16

V - Classes das

24

40

45

57

71

80

01

01

01

06

11

27

35

- Avaliação de desempenho 57 I X - Compromisso com a qualidade nos serviços prestados  

LÍNGUA PORTUGUESA

I - Compreensão e interpretação de

01

II - Significação das palavras: sinônimos, antônimos, homônimos e

07

III - Pontuação. Estrutura e sequência lógica de frases e

12

IV - Ortografia oficial. Acentuação

16

V - Classes das

24

VI - Concordância nominal e

40

VII - Regência nominal e verbal. Emprego da

45

VIII - Emprego dos verbos regulares, irregulares e anômalos. Vozes dos

57

71

X

80

Vozes dos 57 I X - Emprego dos 71 X - Sintaxe: termos essenciais, integrantes e

LÍNGUA PORTUGUESA

PROFª ESPECIALISTA ZENAIDE AUXILIADORA PACHEGAS BRANCO Condições básicas para interpretar Fazem-se necessários:
PROFª ESPECIALISTA ZENAIDE AUXILIADORA
PACHEGAS BRANCO
Condições básicas para interpretar
Fazem-se necessários:
Graduada pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Le-
tras de Adamantina Especialista pela Universidade Estadual
Paulista – Unesp
-
Conhecimento histórico–literário (escolas e gêneros
literários, estrutura do texto), leitura e prática;
-
Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do
texto) e semântico;
Observação – na semântica (significado das palavras)
incluem--se: homônimos e parônimos, denotação e cono-
tação, sinonímia e antonímia, polissemia, figuras de lingua-
gem, entre outros.
- Capacidade de observação e de síntese e
É muito comum, entre os candidatos a um cargo públi-
- Capacidade de raciocínio.
co, a preocupação com a interpretação de textos. Por isso,
vão aqui alguns detalhes que poderão ajudar no momento
Interpretar
X
compreender
de responder às questões relacionadas a textos.
Interpretar significa
- Explicar, comentar, julgar, tirar conclusões, deduzir.
Texto – é um conjunto de ideias organizadas e relacio-
- Através do texto, infere-se que
nadas entre si, formando um todo significativo capaz de
- É possível deduzir que
produzir interação comunicativa (capacidade de codificar
- O autor permite concluir que
e
decodificar ).
- Qual é a intenção do autor ao afirmar que
Contexto – um texto é constituído por diversas frases.
Compreender significa
Em cada uma delas, há uma certa informação que a faz
-
intelecção, entendimento, atenção ao que realmente
ligar-se com a anterior e/ou com a posterior, criando con-
está escrito.
dições para a estruturação do conteúdo a ser transmitido.
- o texto diz que
A
essa interligação dá-se o nome de contexto. Nota-se que
- é sugerido pelo autor que
o
relacionamento entre as frases é tão grande que, se uma
- de acordo com o texto, é correta ou errada a afirma-
frase for retirada de seu contexto original e analisada se-
ção
paradamente, poderá ter um significado diferente daquele
- o narrador afirma
inicial.
Erros de interpretação
Intertexto - comumente, os textos apresentam refe-
rências diretas ou indiretas a outros autores através de ci-
É muito comum, mais do que se imagina, a ocorrência
tações. Esse tipo de recurso denomina-se intertexto.
de erros de interpretação. Os mais frequentes são:
-
Extrapolação (viagem): Ocorre quando se sai do con-
Interpretação de texto - o primeiro objetivo de uma
texto, acrescentado ideias que não estão no texto, quer por
interpretação de um texto é a identificação de sua ideia
conhecimento prévio do tema quer pela imaginação.
principal. A partir daí, localizam-se as ideias secundárias,
ou fundamentações, as argumentações, ou explicações,
-
Redução: É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção
que levem ao esclarecimento das questões apresentadas
na prova.
apenas a um aspecto, esquecendo que um texto é um con-
junto de ideias, o que pode ser insuficiente para o total do
entendimento do tema desenvolvido.
Normalmente, numa prova, o candidato é convidado a:
-
Contradição: Não raro, o texto apresenta ideias con-
-
Identificar – é reconhecer os elementos fundamen-
tais de uma argumentação, de um processo, de uma época
(neste caso, procuram-se os verbos e os advérbios, os quais
trárias às do candidato, fazendo-o tirar conclusões equivo-
cadas e, consequentemente, errando a questão.
definem o tempo).
Comparar – é descobrir as relações de semelhança
ou de diferenças entre as situações do texto.
-
Comentar - é relacionar o conteúdo apresentado
com uma realidade, opinando a respeito.
-
Observação - Muitos pensam que há a ótica do es-
critor e a ótica do leitor. Pode ser que existam, mas numa
prova de concurso, o que deve ser levado em consideração
é o que o autor diz e nada mais.
Resumir – é concentrar as ideias centrais e/ou secun-
dárias em um só parágrafo.
-
-
Parafrasear – é reescrever o texto com outras pala-
vras.
Coesão - é o emprego de mecanismo de sintaxe que
relaciona palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre si.
Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através de um
pronome relativo, uma conjunção (NEXOS), ou um prono-
me oblíquo átono, há uma relação correta entre o que se
vai dizer e o que já foi dito.
1

LÍNGUA PORTUGUESA

OBSERVAÇÃO – São muitos os erros de coesão no dia -a-dia e, entre eles, está
OBSERVAÇÃO – São muitos os erros de coesão no dia
-a-dia e, entre eles, está o mau uso do pronome relativo e
do pronome oblíquo átono. Este depende da regência do
verbo; aquele do seu antecedente. Não se pode esquecer
também de que os pronomes relativos têm, cada um, valor
semântico, por isso a necessidade de adequação ao ante-
cedente.
Os pronomes relativos são muito importantes na in-
Observa as ranhuras entre uma pedra e outra. Há, den-
tro de cada uma delas, um diminuto caminho de terra, com
pedrinhas e tufos minúsculos de musgos, formando pequenas
plantas, ínfimos bonsais só visíveis aos olhos de quem é capaz
de parar de viver para, apenas, ver. Quando se tem a marca da
solidão na alma, o mundo cabe numa fresta.
(SEIXAS, Heloísa. Contos mais que mínimos. Rio de Janei-
ro: Tinta negra bazar, 2010. p. 47)
terpretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de
coesão. Assim sendo, deve-se levar em consideração que
existe um pronome relativo adequado a cada circunstância,
No texto, o substantivo usado para ressaltar o universo
reduzido no qual o menino detém sua atenção é
(A)
fresta.
a
saber:
(B)
marca.
-
que (neutro) - relaciona-se com qualquer anteceden-
(C)
alma.
te, mas depende das condições da frase.
(D)
solidão.
- qual (neutro) idem ao anterior.
(E)
penumbra.
- quem (pessoa)
- cujo (posse) - antes dele aparece o possuidor e depois
Texto para a questão 2:
o
objeto possuído.
DA DISCRIÇÃO
- como (modo)
Mário Quintana
- onde (lugar)
Não te abras com teu amigo
quando (tempo)
Que ele um outro amigo tem.
quanto (montante)
E
o amigo do teu amigo
Possui amigos também
Exemplo:
(http://pensador.uol.com.br/poemas_de_amizade)
Falou tudo QUANTO queria (correto)
Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria
2-) (PREFEITURA DE SERTÃOZINHO – AGENTE COMUNI-
aparecer o demonstrativo O ).
TÁRIO DE SAÚDE – VUNESP/2012) De acordo com o poema,
é correto afirmar que
Dicas para melhorar a interpretação de textos
(A)
não se deve ter amigos, pois criar laços de amizade
é algo ruim.
-
Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do
(B)
amigo que não guarda segredos não merece respei-
assunto;
to.
-
Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa
(C)
o melhor amigo é aquele que não possui outros ami-
a
leitura;
gos.
-
Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto
(D)
revelar segredos para o amigo pode ser arriscado.
pelo menos duas vezes;
(E)
entre amigos, não devem existir segredos.
-
Inferir;
-
Voltar ao texto quantas vezes precisar;
3-) (GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO – SE-
-
Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do
CRETARIA DE ESTADO DA JUSTIÇA – AGENTE PENITENCIÁ-
autor;
RIO – VUNESP/2013) Leia o poema para responder à questão.
-
Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor
compreensão;
Casamento
-
Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de
cada questão;
Há mulheres que dizem:
-
O autor defende ideias e você deve percebê-las.
Fonte:
http://www.tudosobreconcursos.com/materiais/portu-
gues/como-interpretar-textos
QUESTÕES
Meu marido, se quiser pescar, pesque,
mas que limpe os peixes.
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,
de vez em quando os cotovelos se esbarram,
ele fala coisas como “este foi difícil”
“prateou no ar dando rabanadas”
1-) (SABESP/SP – ATENDENTE A CLIENTES 01 –
FCC/2014 - ADAPTADA) Atenção: Para responder à ques-
tão, considere o texto abaixo.
A marca da solidão
Deitado de bruços, sobre as pedras quentes do chão de
paralelepípedos, o menino espia. Tem os braços dobrados e a
testa pousada sobre eles, seu rosto formando uma tenda de
penumbra na tarde quente.
e
faz o gesto com a mão.
O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
atravessa a cozinha como um rio profundo.
Por fim, os peixes na travessa,
vamos dormir.
Coisas prateadas espocam:
somos noivo e noiva.
(Adélia Prado, Poesia Reunida)
2

LÍNGUA PORTUGUESA

A ideia central do poema de Adélia Prado é mostrar Pela leitura do fragmento acima,
A
ideia central do poema de Adélia Prado é mostrar
Pela leitura do fragmento acima, é correto afirmar que,
em sua estrutura sintática, houve supressão da expressão
que (A) as mulheres que amam valorizam o cotidiano e não
gostam que os maridos frequentem pescarias, pois acham
difícil limpar os peixes.
a)
vigilantes.
b)
carga.
c) viatura.
(B)
o eu lírico do poema pertence ao grupo de mulhe-
d) foi.
res que não gostam de limpar os peixes, embora valorizem
e) desviada.
os esbarrões de cotovelos na cozinha.
(C)
há mulheres casadas que não gostam de ficar so-
7-) (CORREIOS – CARTEIRO – CESPE/2011)
zinhas com seus maridos na cozinha, enquanto limpam os
peixes.
(D) as mulheres que amam valorizam os momentos
Um carteiro chega ao portão do hospício e grita:
Carta para o 9.326!!!
Um louco pega o envelope, abre-o e vê que a carta está
mais simples do cotidiano vividos com a pessoa amada.
em
(E)
o casamento exige levantar a qualquer hora da noi-
branco, e um outro pergunta:
te, para limpar, abrir e salgar o peixe.
— Quem te mandou essa carta?
— Minha irmã.
4-) (ANCINE – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES-
PE/2012)
— Mas por que não está escrito nada?
O riso é tão universal como a seriedade; ele abarca a
— Ah, porque nós brigamos e não estamos nos falando!
totalidade do universo, toda a sociedade, a história, a con-
Internet:
<www.humortadela.com.br/piada> (com
cepção de mundo. É uma verdade que se diz sobre o mundo,
adaptações).
que se estende a todas as coisas e à qual nada escapa. É,
O efeito surpresa e de humor que se extrai do texto
de alguma maneira, o aspecto festivo do mundo inteiro, em
acima decorre
todos os seus níveis, uma espécie de segunda revelação do
A) da identificação numérica atribuída ao louco.
mundo.
B) da expressão utilizada pelo carteiro ao entregar a
Mikhail Bakhtin. A cultura popular na Idade Média e o
carta no hospício.
Renascimento: o contexto de François Rabelais. São Paulo:
C)
do fato de outro louco querer saber quem enviou
Hucitec, 1987, p. 73 (com adaptações).
a carta.
D) da explicação dada pelo louco para a carta em bran-
Na linha 1, o elemento “ele” tem como referente tex-
co.
tual “O riso”.
E) do fato de a irmã do louco ter brigado com ele.
(
)
CERTO
(
) ERRADO
8-) (CORREIOS – CARTEIRO – CESPE/2011)
5-) (ANEEL – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESPE/2010)
Um homem se dirige à recepcionista de uma clínica:
Só agora, quase cinco meses depois do apagão que atin-
— Por favor, quero falar com o dr. Pedro.
giu pelo menos 1.800 cidades em 18 estados do país, surge
uma explicação oficial satisfatória para o corte abrupto e
— O senhor tem hora?
generalizado de energia no final de 2009.
O sujeito olha para o relógio e diz:
Segundo relatório da Agência Nacional de Energia Elé-
— Sim. São duas e meia.
trica (ANEEL), a responsabilidade recai sobre a empresa es-
— Não, não
Eu quero saber se o senhor é paciente.
tatal Furnas, cujas linhas de transmissão cruzam os mais de
900 km que separam Itaipu de São Paulo.
O que a senhora acha? Faz seis meses que ele não me
paga o aluguel do consultório
Equipamentos obsoletos, falta de manutenção e de in-
Internet:
<www.humortadela.com.br/piada>
(com
vestimentos e também erros operacionais conspiraram para
produzir a mais séria falha do sistema de geração e distri-
buição de energia do país desde o traumático racionamento
de 2001.
Folha de S.Paulo, Editorial, 30/3/2010 (com adapta-
ções).
adaptações).
No texto acima, a recepcionista dirige-se duas vezes ao
homem para saber se ele
A)
verificou o horário de chegada e está sob os cuida-
dos do dr. Pedro.
B)
pode indicar-lhe as horas e decidiu esperar o paga-
Considerando os sentidos e as estruturas linguísticas
mento do aluguel.
do texto acima apresentado, julgue os próximos itens.
C) tem relógio e sabe esperar.
A
oração “que atingiu pelo menos 1.800 cidades em 18
D) marcou consulta e está calmo.
estados do país” tem, nesse contexto, valor restritivo.
E) marcou consulta para aquele dia e está sob os cui-
(
)
CERTO
(
) ERRADO
dados do dr. Pedro.
6-) (COLÉGIO PEDRO II/RJ – ASSISTENTE EM ADMINIS-
TRAÇÃO – AOCP/2010) “A carga foi desviada e a viatura,
com os vigilantes, abandonada em Pirituba, na zona norte
de São Paulo.”
(GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉCNICO DA
FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010 - ADAPTADA) Atenção: As
questões de números 9 a 12 referem-se ao texto abaixo.
3

LÍNGUA PORTUGUESA

Liderança é uma palavra frequentemente associada a feitos e realizações de grandes personagens da história
Liderança é uma palavra frequentemente associada a
feitos e realizações de grandes personagens da história e da
vida social ou, então, a uma dimensão mágica, em que al-
gumas poucas pessoas teriam habilidades inatas ou o dom
(A)
a importância do líder baseia-se na valorização de
todo o grupo em torno da realização de um objetivo co-
mum.
(B)
o líder é o elemento essencial dentro de uma orga-
de transformar-se em grandes líderes, capazes de influenciar
outras e, assim, obter e manter o poder.
Os estudos sobre o tema, no entanto, mostram que a
maioria das pessoas pode tornar-se líder, ou pelo menos
desenvolver consideravelmente as suas capacidades de lide-
rança.
Paulo Roberto Motta diz: “líderes são pessoas comuns
que aprendem habilidades comuns, mas que, no seu conjun-
nização, pois sem ele não se poderá atingir qualquer meta
ou objetivo.
(C)
pode não haver condições de liderança em algumas
equipes, caso não se estabeleçam atividades específicas
para cada um de seus membros.
(D)
a liderança é um dom que independe da participa-
ção dos componentes de uma equipe em um ambiente de
trabalho.
to, formam uma pessoa incomum”. De fato, são necessárias
algumas habilidades, mas elas podem ser aprendidas tanto
11-) (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉCNI-
através das experiências da vida, quanto da formação volta-
CO DA FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010) O fenômeno da
da para essa finalidade.
liderança só ocorre na inter-relação
(4º parágrafo)
O fenômeno da liderança só ocorre na inter-relação; en-
No contexto, inter-relação significa
volve duas ou mais pessoas e a existência de necessidades
(A)
o respeito que os membros de uma equipe devem
para serem atendidas ou objetivos para serem alcançados,
demonstrar ao acatar as decisões tomadas pelo líder, por
que requerem a interação cooperativa dos membros envol-
resultarem em benefício de todo o grupo.
vidos. Não pressupõe proximidade física ou temporal: pode-
(B)
a igualdade entre os valores dos integrantes de um
se ter a mente e/ou o comportamento influenciado por um
grupo devidamente orientado pelo líder e aqueles propos-
escritor ou por um líder religioso que nunca se viu ou que
tos pela organização a que prestam serviço.
viveu noutra época. [ ]
(C)
o trabalho que deverá sempre ser realizado em
Se a legitimidade da liderança se baseia na aceitação
equipe, de modo que os mais capacitados colaborem com
do poder de influência do líder, implica dizer que parte desse
os de menor capacidade.
poder encontra-se no próprio grupo. É nessa premissa que
(D)
a criação de interesses mútuos entre membros de
se fundamenta a maioria das teorias contemporâneas sobre
uma equipe e de respeito às metas que devem ser alcan-
liderança.
çadas por todos.
Daí definirem liderança como a arte de usar o poder
que existe nas pessoas ou a arte de liderar as pessoas para
12-) (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉCNI-
fazerem o que se requer delas, da maneira mais efetiva e
CO DA FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010) Não pressupõe
humana possível. [ ]
proximidade física ou temporal
(4º parágrafo)
(Augusta E.E.H. Barbosa do Amaral e Sandra Souza
A afirmativa acima quer dizer, com outras palavras, que
Pinto. Gestão de pessoas, in Desenvolvimento gerencial na
(A)
a presença física de um líder natural é fundamen-
Administração pública do Estado de São Paulo, org. Lais
tal para que seus ensinamentos possam ser divulgados e
Macedo de Oliveira e Maria Cristina Pinto Galvão, Secre-
aceitos.
taria de Gestão pública, São Paulo: Fundap, 2. ed., 2009, p.
(B)
um líder verdadeiramente capaz é aquele que sem-
290 e 292, com adaptações)
pre se atualiza, adquirindo conhecimentos de fontes e de
autores diversos.
9-) (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉCNI-
(C)
o aprendizado da liderança pode ser produtivo,
CO DA FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010) De acordo com o
texto, liderança
mesmo se houver distância no tempo e no espaço entre
aquele que influencia e aquele que é influenciado.
(A)
é a habilidade de chefiar outras pessoas que não
(D)
as influências recebidas devem ser bem analisadas
pode ser desenvolvida por aqueles que somente executam
tarefas em seu ambiente de trabalho.
e postas em prática em seu devido tempo e na ocasião
mais propícia.
(B)
é típica de épocas passadas, como qualidades de
heróis da história da humanidade, que realizaram grandes
feitos e se tornaram poderosos através deles.
(C)
vem a ser a capacidade, que pode ser inata ou até
mesmo adquirida, de conseguir resultados desejáveis da-
queles que constituem a equipe de trabalho.
(D)
torna-se legítima se houver consenso em todos os
grupos quanto à escolha do líder e ao modo como ele irá
mobilizar esses grupos em torno de seus objetivos pes-
soais.
10-) (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉC-
NICO DA FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010) O texto deixa
claro que
13-) (DETRAN/RN – VISTORIADOR/EMPLACADOR –
FGV PROJETOS/2010)
Painel do leitor (Carta do leitor)
Resgate no Chile
Assisti ao maior espetáculo da Terra numa operação de
salvamento de vidas, após 69 dias de permanência no fundo
de uma mina de cobre e ouro no Chile.
Um a um os mineiros soterrados foram içados com
sucesso, mostrando muita calma, saúde, sorrindo e cum-
primentando seus companheiros de trabalho. Não se pode
esquecer a ajuda técnica e material que os Estados Unidos,
Canadá e China ofereceram à equipe chilena de salvamen-
4

LÍNGUA PORTUGUESA

to, num gesto humanitário que só enobrece esses países. E, também, dos dois médicos e
to, num gesto humanitário que só enobrece esses países. E,
também, dos dois médicos e dois “socorristas” que, demons-
trando coragem e desprendimento, desceram na mina para
ajudar no salvamento.
(Douglas Jorge; São Paulo, SP; www.folha.com.br – pai-
nel do leitor – 17/10/2010)
(A)
visitar um lugar totalmente desconhecido.
(B)
escapar do lugar em que está.
(C)
reencontrar familiares queridos.
(D)
praticar esportes radicais.
(E)
dedicar-se ao trabalho.
16-) Ao descrever a Ilha do Nanja como um lugar onde,
Considerando o tipo textual apresentado, algumas ex-
pressões demonstram o posicionamento pessoal do leitor
diante do fato por ele narrado. Tais marcas textuais podem
ser encontradas nos trechos a seguir, EXCETO:
“à beira das lagoas verdes e azuis, o silêncio cresce como
um bosque” (último parágrafo), a autora sugere que viajará
para um lugar
(A)
repulsivo e populoso.
A) “Assisti ao maior espetáculo da Terra ”
B) “
(B)
sombrio e desabitado.
após 69 dias de permanência no fundo de uma
(C)
comercial e movimentado.
mina de cobre e ouro no Chile.”
(D)
bucólico e sossegado.
C) “Não se pode esquecer a ajuda técnica e material ”
(E)
opressivo e agitado.
D) gesto humanitário que só enobrece esses países.”
E) demonstrando coragem e desprendimento, des-
17-) (POLÍCIA MILITAR/TO – SOLDADO – CONSUL-
ceram na mina ”
PLAN/2013 - ADAPTADA) Texto para responder à questão.
(DCTA – TÉCNICO 1 – SEGURANÇA DO TRABALHO –
VUNESP/2013 - ADAPTADA) Leia o texto para responder às
questões de números 14 a 16.
Férias na Ilha do Nanja
Meus amigos estão fazendo as malas, arrumando as
malas nos seus carros, olhando o céu para verem que tempo
faz, pensando nas suas estradas – barreiras, pedras soltas,
fissuras* – sem falar em bandidos, milhões de bandidos entre
as fissuras, as pedras soltas e as barreiras
Meus amigos partem para as suas férias, cansados de
tanto trabalho; de tanta luta com os motoristas da contra-
(Adail et al II. Antologia brasileira de humor. Volume 1.
mão; enfim, cansados, cansados de serem obrigados a viver
Porto Alegre: L&PM, 1976. p. 95.)
numa grande cidade, isto que já está sendo a negação da
própria vida.
A charge anterior é de Luiz Carlos Coutinho, cartunis-
E eu vou para a Ilha do Nanja.
ta mineiro mais conhecido como Caulos. É correto afirmar
Eu vou para a Ilha do Nanja para sair daqui. Passarei as
que o tema apresentado é
férias lá, onde, à beira das lagoas verdes e azuis, o silêncio
(A)
a oposição entre o modo de pensar e agir.
cresce como um bosque. Nem preciso fechar os olhos: já es-
(B)
a rapidez da comunicação na Era da Informática.
tou vendo os pescadores com suas barcas de sardinha, e a
(C)
a comunicação e sua importância na vida das pes-
moça à janela a namorar um moço na outra janela de outra
soas.
ilha.
(D)
a massificação do pensamento na sociedade mo-
(Cecília Meireles, O que se diz e o que se entende.
derna.
Adaptado)
Resolução
*fissuras: fendas, rachaduras
1-)
14-) (DCTA – TÉCNICO 1 – SEGURANÇA DO TRABA-
LHO – VUNESP/2013) No primeiro parágrafo, ao descre-
ver a maneira como se preparam para suas férias, a autora
mostra que seus amigos estão
Com palavras do próprio texto responderemos: o mun-
do cabe numa fresta.
RESPOSTA: “A”.
(A)
serenos.
(B)
descuidados.
2-)
(C)
apreensivos.
(D)
indiferentes.
(E)
relaxados.
Pela leitura do poema identifica-se, apenas, a informa-
ção contida na alternativa: revelar segredos para o amigo
pode ser arriscado.
15-) (DCTA – TÉCNICO 1 – SEGURANÇA DO TRABALHO
– VUNESP/2013) De acordo com o texto, pode-se afirmar
que, assim como seus amigos, a autora viaja para
RESPOSTA: “D”.
5

LÍNGUA PORTUGUESA

3-) 10-) Pela leitura do texto percebe-se, claramente, que a auto- ra narra um momento
3-)
10-)
Pela leitura do texto percebe-se, claramente, que a auto-
ra narra um momento simples, mas que é prazeroso ao casal.
O texto deixa claro que a importância do líder baseia-
se na valorização de todo o grupo em torno da realização
de um objetivo comum.
RESPOSTA: “D”.
RESPOSTA: “A”.
4-)
Com palavras do próprio texto responderemos: o mun-
11-)
do cabe numVamos ao texto: O riso é tão universal como a
Pela leitura do texto, dentre as alternativas apresenta-
seriedade; ele abarca a totalidade do universo (
).
Os termos
relacionam-se. O pronome “ele” retoma o sujeito “riso”.
das, a que está coerente com o sentido dado à palavra “in-
ter-relação” é: “a criação de interesses mútuos entre mem-
bros de uma equipe e de respeito às metas que devem ser
RESPOSTA: “CERTO”.
alcançadas por todos”.
5-)
RESPOSTA: “D”.
Voltemos ao texto: “depois do apagão que atingiu pelo
menos 1.800 cidades”. O “que” pode ser substituído por “o
12-)
qual”, portanto, trata-se de um pronome relativo (oração su-
Não pressupõe proximidade física ou temporal = o
bordinada adjetiva). Quando há presença de vírgula, temos
aprendizado da liderança pode ser produtivo, mesmo se
uma adjetiva explicativa (generaliza a informação da oração
houver distância no tempo e no espaço entre aquele que
principal. A construção seria: “do apagão, que atingiu pelo
influencia e aquele que é influenciado.
menos 1800 cidades em 18 estados do país”); quando não
há, temos uma adjetiva restritiva (restringe, delimita a infor-
RESPOSTA: “C”.
mação – como no caso do exercício).
13-)
RESPOSTA: “CERTO’.
Em todas as alternativas há expressões que represen-
tam a opinião do autor: Assisti ao maior espetáculo da
6-)
Terra / Não se pode esquecer / gesto humanitário que só
“A carga foi desviada e a viatura, com os vigilantes, aban-
enobrece / demonstrando coragem e desprendimento.
donada em Pirituba, na zona norte de São Paulo.” Trata-se
da figura de linguagem (de construção ou sintaxe) “zeugma”,
RESPOSTA: “B”.
que consiste na omissão de um termo já citado anteriormen-
te (diferente da elipse, que o termo não é citado, mas facil-
14-)
mente identificado). No enunciado temos a narração de que
“pensando nas suas estradas – barreiras, pedras soltas,
a carga foi desviada e de que a viatura foi abandonada.
fissuras – sem falar em bandidos, milhões de bandidos en-
tre as fissuras, as pedras soltas e as barreiras
= pensar
RESPOSTA: “D”.
nessas coisas, certamente, deixa-os apreensivos.
7-)
RESPOSTA: “C”.
Geralmente o efeito de humor desses gêneros textuais
aparece no desfecho da história, ao final, como nesse: “Ah,
15-)
porque nós brigamos e não estamos nos falando”.
Eu vou para a Ilha do Nanja para sair daqui = resposta
da própria autora!
RESPOSTA: “D”.
RESPOSTA: “B”.
8-)
“O senhor tem hora? (
)
Não, não
Eu quero saber se o
16-)
senhor é paciente” = a recepcionista quer saber se ele mar-
cou horário e se é paciente do Dr. Pedro.
Pela descrição realizada, o lugar não tem nada de ruim.
RESPOSTA: “D”.
RESPOSTA: “E”.
9-)
17-)
Utilizando trechos do próprio texto, podemos chegar à
conclusão: O fenômeno da liderança só ocorre na inter-re-
lação; envolve duas ou mais pessoas e a existência de ne-
cessidades para serem atendidas ou objetivos para serem
alcançados, que requerem a interação cooperativa dos
membros envolvidos = equipe
Questão que envolve interpretação “visual”! Fácil. Basta
observar o que as personagens “dizem” e o que “pensam”.
RESPOSTA: “A”.
RESPOSTA: “C”.
6

LÍNGUA PORTUGUESA

Questões sobre Significação das Palavras 01. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da
Questões sobre Significação das Palavras
01.
Assinale a alternativa que preenche corretamente
as lacunas da frase abaixo:
Da mesma forma que os italianos e japoneses
para o Brasil no século passado, hoje os brasileiros
para a Europa e para o Japão, à busca de uma vida melhor;
internamente,
para o Sul, pelo mesmo motivo.
-
Sinônimos
a) imigraram - emigram - migram
São palavras de sentido igual ou aproximado: alfabeto
b) migraram - imigram - emigram
-
abecedário; brado, grito - clamor; extinguir, apagar - abolir.
Observação: A contribuição greco-latina é responsável
c) emigraram - migram - imigram.
d) emigraram - imigram - migram.
e) imigraram - migram – emigram
pela existência de numerosos pares de sinônimos: adver-
sário e antagonista; translúcido e diáfano; semicírculo e he-
Agente de Apoio – Microinformática – VUNESP – 2013
miciclo; contraveneno e antídoto; moral e ética; colóquio e
- Leia o texto para responder às questões de números 02
diálogo; transformação e metamorfose; oposição e antítese.
e 03.
-
Antônimos
Alunos de colégio fazem robôs com sucata eletrônica
São palavras de significação oposta: ordem - anarquia;
soberba - humildade; louvar - censurar; mal - bem.
Você comprou um smartphone e acha que aquele seu
Observação: A antonímia pode originar-se de um pre-
celular antigo é imprestável? Não se engane: o que é lixo
fixo de sentido oposto ou negativo: bendizer e maldizer;
para alguns pode ser matéria-prima para outros. O CMID
simpático e antipático; progredir e regredir; concórdia e dis-
– Centro Marista de Inclusão Digital –, que funciona junto
córdia; ativo e inativo; esperar e desesperar; comunista e an-
ao Colégio Marista de Santa Maria, no Rio Grande do Sul,
ticomunista; simétrico e assimétrico.
ensina os alunos do colégio a fazer robôs a partir de lixo
eletrônico.
O que são Homônimos e Parônimos:
Os alunos da turma avançada de robótica, por exemplo,
- Homônimos
constroem carros com sensores de movimento que respon-
a)
Homógrafos: são palavras iguais na escrita e diferen-
dem à aproximação das pessoas. A fonte de energia vem de
tes na pronúncia:
baterias de celular. “Tirando alguns sensores, que precisa-
rego (subst.) e rego (verbo);
mos comprar, é tudo reciclagem”, comentou o instrutor de
colher (verbo) e colher (subst.);
robótica do CMID, Leandro Schneider. Esses alunos também
jogo (subst.) e jogo (verbo);
aprendem a consertar computadores antigos. “O nosso pro-
denúncia (subst.) e denuncia (verbo);
jeto só funciona por causa do lixo eletrônico. Se tivéssemos
providência (subst.) e providencia (verbo).
que comprar tudo, não seria viável”, completou.
Em uma época em que celebridades do mundo digital
b)
Homófonos: são palavras iguais na pronúncia e di-
fazem campanha a favor do ensino de programação nas es-
ferentes na escrita:
colas, é inspirador o relato de Dionatan Gabriel, aluno da
acender (atear) e ascender (subir);
turma avançada de robótica do CMID que, aos 16 anos, já
concertar (harmonizar) e consertar (reparar);
cela (compartimento) e sela (arreio);
censo (recenseamento) e senso (juízo);
paço (palácio) e passo (andar).
sabe qual será sua profissão. “Quero ser programador. No
início das aulas, eu achava meio chato, mas depois fui me
interessando”, disse.
(Giordano Tronco, www.techtudo.com.br, 07.07.2013.
Adaptado)
c) Homógrafos e homófonos simultaneamente: São
palavras iguais na escrita e na pronúncia:
02.
A palavra em destaque no trecho –“Tirando alguns
caminho (subst.) e caminho (verbo);
cedo (verbo) e cedo (adv.);
livre (adj.) e livre (verbo).
sensores, que precisamos comprar, é tudo reciclagem”
pode ser substituída, sem alteração do sentido da mensa-
gem, pela seguinte expressão:
A)
Pelo menos
B) A contar de
-
Parônimos
C)
Em substituição a
D) Com exceção de
São palavras parecidas na escrita e na pronúncia: coro
E)
No que se refere a
e
couro; cesta e sesta; eminente e iminente; osso e ouço; sede
e
cede; comprimento e cumprimento; tetânico e titânico; au-
03.
Assinale a alternativa que apresenta um antônimo
tuar e atuar; degradar e degredar; infligir e infringir; deferir
para o termo destacado em – …“No início das aulas, eu
e
diferir; suar e soar.
achava meio chato, mas depois fui me interessando”, disse.
A)
Estimulante.
B) Cansativo.
http://www.coladaweb.com/portugues/sinonimos,-an-
C)
Irritante.
D) Confuso.
tonimos,-homonimos-e-paronimos
E)
Improdutivo.
7
LÍNGUA PORTUGUESA 04. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU- 08. Assinale a alternativa
LÍNGUA PORTUGUESA
04.
(Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU-
08.
Assinale a alternativa correta, considerando que à
NESP – 2013). Analise as afirmações a seguir.
I. Em – Há sete anos, Fransley Lapavani Silva está preso
por homicídio. – o termo em destaque pode ser substituí-
do, sem alteração do sentido do texto, por “faz”.
II. A frase – Todo preso deseja a libertação. – pode ser
reescrita da seguinte forma – Todo preso aspira à liberta-
direita de cada palavra há um sinônimo.
a) emergir = vir à tona; imergir = mergulhar
b) emigrar = entrar (no país); imigrar = sair (do país)
c) delatar = expandir; dilatar = denunciar
d) deferir = diferenciar; diferir = conceder
e) dispensa = cômodo; despensa = desobrigação
ção. III. No trecho –
estou sendo olhado de forma dife-
GABARITO
rente aqui no presídio devido ao bom comportamento. –
01.
A
02. D
03. A
04. A
pode-se substituir a expressão em destaque por “em razão
do”, sem alterar o sentido do texto.
05.
D
06. E
07. E
08. A
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa,
RESOLUÇÃO
está correto o que se afirma em
A)
I, II e III.
B) III, apenas.
1-) Da mesma forma que os italianos e japoneses
C)
I e III, apenas.
D) I, apenas.
imigraram para o Brasil no século passado, hoje os bra-
E)
I e II, apenas.
sileiros emigram para a Europa e para o Japão, à busca
de uma vida melhor; internamente, migram para o
05.
Leia as frases abaixo:
Sul, pelo mesmo motivo.
1
- Assisti ao
do balé Bolshoi;
2
- Daqui
pouco vão dizer que
vida em
2-) “Com exceção de alguns sensores, que precisamos
Marte.
comprar, é tudo reciclagem”
3
- As
da câmara são verdadeiros programas
de humor.
3-) antônimo para o termo destacado : “No início das
4
-
dias que não falo com Alfredo.
aulas, eu achava meio chato, mas depois fui me interes-
sando”
Escolha a alternativa que oferece a sequência correta
“No início das aulas, eu achava meio estimulante, mas
de vocábulos para as lacunas existentes:
depois fui me interessando”
a) concerto – há – a – cessões – há;
b) conserto – a – há – sessões – há;
4-)
c) concerto – a – há – seções – a;
I. Em – Há sete anos, Fransley Lapavani Silva está preso
d) concerto – a – há – sessões – há;
por homicídio. – o termo em destaque pode ser substituí-
e) conserto – há – a – sessões – a .
do, sem alteração do sentido do texto, por “faz”. = correta
II. A frase – Todo preso deseja a libertação. – pode ser
06.
(Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU-
reescrita da seguinte forma – Todo preso aspira à liberta-
NESP – 2013-adap.). Considere o seguinte trecho para res-
ção. = correta
ponder à questão.
III. No trecho –
estou sendo olhado de forma dife-
Adolescentes vivendo em famílias que não lhes trans-
rente aqui no presídio devido ao bom comportamento. –
mitiram valores sociais altruísticos, formação moral e não
pode-se substituir a expressão em destaque por “em razão
lhes impuseram limites de disciplina.
do”, sem alterar o sentido do texto. = correta
O sentido contrário (antônimo) de altruísticos, nesse
trecho, é:
5-)
A)
de desprendimento.
B) de responsabi-
1 - Assisti ao
concerto
do balé Bolshoi;
lidade.
2 - Daqui
a
pouco vão dizer que
há (= existe)
C)
de abnegação.
D) de amor.
vida em Marte.
E)
de egoísmo.
3
– As
sessões
da câmara são verdadeiros pro-
gramas de humor.
07. Assinale o único exemplo cuja lacuna deve ser
preenchida com a primeira alternativa da série dada nos
parênteses:
4
-
dias que não falo com Alfredo.
(=
tempo passado)
A)
Estou aqui
de ajudar os flagelados das en-
chentes. (afim- a fim).
B) A bandeira está
(arreada - arriada).
C) Serão punidos os que
o regulamento. (in-
flingirem - infringirem).
D)
São sempre valiosos os
dos mais velhos.
(concelhos - conselhos).
E)
Moro
cem metros da praça principal. (a cer-
ca de - acerca de).
6-) Adolescentes vivendo em famílias que não lhes
transmitiram valores sociais altruísticos, formação moral e
não lhes impuseram limites de disciplina.
O sentido contrário (antônimo) de altruísticos, nesse
trecho, é de egoísmo
Altruísmo é um tipo de comportamento encontrado
nos seres humanos e outros seres vivos, em que as ações
de um indivíduo beneficiam outros. É sinônimo de filan-
tropia. No sentido comum do termo, é muitas vezes per-
8

LÍNGUA PORTUGUESA

cebida, também, como sinônimo de solidariedade. Esse conceito opõe-se, portanto, ao egoísmo, que são as
cebida, também, como sinônimo de solidariedade. Esse
conceito opõe-se, portanto, ao egoísmo, que são as incli-
nações específica e exclusivamente individuais (pessoais ou
coletivas).
Há uma infinidade de outros exemplos em que pode-
mos verificar a ocorrência da polissemia, como por exemplo:
O
rapaz é um tremendo gato.
O
gato do vizinho é peralta.
Precisei fazer um gato para que a energia voltasse.
7-)
Pedro costuma fazer alguns “bicos” para garantir sua so-
brevivência
A)
Estou aqui a fim de de ajudar os flagelados das
O
passarinho foi atingido no bico.
enchentes. (afim = O adjetivo “afim” é empregado para in-
dicar que uma coisa tem afinidade com a outra. Há pessoas
que têm temperamentos afins, ou seja, parecidos)
Polissemia e homonímia
B)
A bandeira está arriada . (arrear = colocar
A
confusão entre polissemia e homonímia é bastante
arreio no cavalo)
comum. Quando a mesma palavra apresenta vários signi-
C)
Serão punidos os que infringirem o regulamen-
ficados, estamos na presença da polissemia. Por outro lado,
to. (inflingirem = aplicarem a pena)
quando duas ou mais palavras com origens e significados
D)
São sempre valiosos os conselhos dos mais ve-
distintos têm a mesma grafia e fonologia, temos uma ho-
lhos; (concelhos= Porção territorial ou parte administrativa
monímia.
de um distrito).
A
palavra “manga” é um caso de homonímia. Ela pode
E)
Moro a cerca de cem metros da praça principal.
significar uma fruta ou uma parte de uma camisa. Não é
(acerca de = Acerca de é sinônimo de “a respeito de”.).
polissemia porque os diferentes significados para a palavra
manga têm origens diferentes, e por isso alguns estudiosos
8-)
mencionam que a palavra manga deveria ter mais do que
b)
emigrar = entrar (no país); imigrar = sair (do país)
=
uma entrada no dicionário.
significados invertidos
“Letra” é uma palavra polissêmica. Letra pode significar
c)
delatar = expandir; dilatar = denunciar
= signifi-
o
elemento básico do alfabeto, o texto de uma canção ou a
cados invertidos
caligrafia de um determinado indivíduo. Neste caso, os dife-
d)
deferir = diferenciar; diferir = conceder
= signifi-
rentes significados estão interligados porque remetem para
cados invertidos
o
mesmo conceito, o da escrita.
e)
dispensa = cômodo; despensa = desobrigação
=
significados invertidos
Polissemia e ambiguidade
Polissemia e ambiguidade têm um grande impacto na
Polissemia
interpretação. Na língua portuguesa, um enunciado pode
ser ambíguo, ou seja, apresenta mais de uma interpretação.
Essa ambiguidade pode ocorrer devido à colocação espe-
Consideremos as seguintes frases:
cífica de uma palavra (por exemplo, um advérbio) em uma
Paula tem uma mão para cozinhar que dá inveja!
frase. Vejamos a seguinte frase: Pessoas que têm uma ali-
Vamos! Coloque logo a mão na massa!
mentação equilibrada frequentemente são felizes. Neste caso
As crianças estão com as mãos sujas.
podem existir duas interpretações diferentes. As pessoas têm
Passaram a mão na minha bolsa e nem percebi.
alimentação equilibrada porque são felizes ou são felizes por-
que têm uma alimentação equilibrada.
Chegamos à conclusão de que se trata de palavras
idênticas no que se refere à grafia, mas será que possuem
o mesmo significado?
Existe uma parte da gramática normativa denominada
Semântica. Ela trabalha a questão dos diferentes significa-
dos que uma mesma palavra apresenta de acordo com o
contexto em que se insere.
Tomando como exemplo as frases já mencionadas,
analisaremos os vocábulos de mesma grafia, de acordo
com seu sentido denotativo, isto é, aquele retratado pelo
dicionário.
Na primeira, a palavra “mão” significa habilidade, efi-
ciência diante do ato praticado. Nas outras que seguem o
significado é de: participação, interação mediante a uma
tarefa realizada; mão como parte do corpo humano e por
último simboliza o roubo, visto de maneira pejorativa.
Reportando-nos ao conceito de Polissemia, logo per-
cebemos que o prefixo “poli” significa multiplicidade de
algo. Possibilidades de várias interpretações levando-se em
consideração as situações de aplicabilidade.
De igual forma, quando uma palavra é polissêmica, ela
pode induzir uma pessoa a fazer mais do que uma interpre-
tação. Para fazer a interpretação correta é muito importante
saber qual o contexto em que a frase é proferida.
Denotação e Conotação
Na língua portuguesa, uma PALAVRA (do latim parabola,
que por sua vez deriva do grego parabolé) pode ser definida
como sendo um conjunto de letras ou sons de uma língua,
juntamente com a ideia associada a este conjunto.
Sentido Próprio e Figurado das Palavras
Pela própria definição acima destacada podemos perce-
ber que a palavra é composta por duas partes, uma delas
relacionada a sua forma escrita e os seus sons (denominada
significante) e a outra relacionada ao que ela (palavra) ex-
pressa, ao conceito que ela traz (denominada significado).
9

LÍNGUA PORTUGUESA

Em relação ao seu SIGNIFICADO as palavras subdivi- (A) De corda; de plástico. dem-se assim:
Em relação ao seu SIGNIFICADO as palavras subdivi-
(A)
De corda; de plástico.
dem-se assim:
(B)
De fogo; de madeira.
Sentido Próprio - é o sentido literal, ou seja, o senti-
do comum que costumamos dar a uma palavra.
-
(C)
De madeira; de pedra.
(D)
De fogo; de pedra.
Sentido Figurado - é o sentido “simbólico”, “figura-
do”, que podemos dar a uma palavra.
-
(E)
De plástico; de cinza.
Vamos analisar a palavra cobra utilizada em diferentes
contextos:
1. A cobra picou o menino. (cobra = réptil peçonhento)
2. A sogra dele é uma cobra. (cobra = pessoa desagra-
dável, que adota condutas pouco apreciáveis)
3. O cara é cobra em Física! (cobra = pessoa que co-
2-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAU-
LO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013
- ADAPTADO) Para responder à questão, considere a se-
guinte passagem: Sem querer estereotipar, mas já estereoti-
pando: trata-se de um ser cujas interações sociais terminam,
99% das vezes, diante da pergunta “débito ou crédito?”.
nhece muito sobre alguma coisa, “expert”)
Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de
No item 1 aplica-se o termo cobra em seu sentido co-
(A)
considerar ao acaso, sem premeditação.
mum (ou literal); nos itens 2 e 3 o termo cobra é aplicado
(B)
aceitar uma ideia mesmo sem estar convencido
em sentido figurado.
dela.
Podemos então concluir que um mesmo significante
(C)
adotar como referência de qualidade.
(parte concreta) pode ter vários significados (conceitos).
(D)
julgar de acordo com normas legais.
(E)
classificar segundo ideias preconcebidas.
Denotação e Conotação
3-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAU-
-
Denotação: verifica-se quando utilizamos a palavra
LO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013 -
com o seu significado primitivo e original, com o sentido
ADAPTADA) Para responder a esta questão, considere as
do dicionário; usada de modo automatizado; linguagem
palavras destacadas nas seguintes passagens do texto:
comum. Veja este exemplo: Cortaram as asas da ave para
Desde o surgimento da ideia de hipertexto
que não voasse mais.
informações ligadas especialmente à pesquisa aca-
Aqui a palavra em destaque é utilizada em seu sentido
dêmica,
próprio, comum, usual, literal.
uma “máquina poética”, algo que funcionasse por
analogia e associação
MINHA DICA - Procure associar Denotação com Di-
Quando o cientista Vannevar Bush [ concebeu a
]
cionário: trata-se de definição literal, quando o termo é uti-
ideia de hipertexto
lizado em seu sentido dicionarístico.
20 anos depois de seu artigo fundador
-
Conotação: verifica-se quando utilizamos a palavra
As palavras destacadas que expressam ideia de tempo
são:
com o seu significado secundário, com o sentido amplo (ou
(A)
algo, especialmente e Quando.
simbólico); usada de modo criativo, figurado, numa lingua-
(B)
Desde, especialmente e algo.
gem rica e expressiva. Veja este exemplo:
(C)
especialmente, Quando e depois.
Seria aconselhável cortar as asas deste menino, antes
(D)
Desde, Quando e depois.
que seja tarde demais.
(E)
Desde, algo e depois.
Já neste caso o termo (asas) é empregado de forma
figurada, fazendo alusão à ideia de restrição e/ou controle
de ações; disciplina, limitação de conduta e comportamen-
to.
Fonte:
4-) (TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012)
A importância de Rodolfo Coelho Cavalcante para o mo-
vimento cordelista pode ser comparada à de outros dois
grandes nomes
Sem qualquer outra alteração da frase acima e sem
http://www.tecnolegis.com/estudo-dirigido/oficial-de-
justica-tjm-sp/lingua-portuguesa-sentido-proprio-e-figu-
prejuízo da correção, o elemento grifado pode ser subs-
tituído por:
rado-das-palavras.html
(A)
contrastada.
(B)
confrontada.
Questões sobre Denotação e Conotação
(C)
ombreada.
(D)
rivalizada.
1-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAU-
LO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013) O
sentido de marmóreo (adjetivo) equivale ao da expressão
de mármore. Assinale a alternativa contendo as expressões
com sentidos equivalentes, respectivamente, aos das pala-
vras ígneo e pétreo.
(E)
equiparada.
5-) (PREFEITURA DE SERTÃOZINHO – AGENTE COMU-
NITÁRIO DE SAÚDE – VUNESP/2012) No verso – Não te
abras com teu amigo – o verbo em destaque foi emprega-
do em sentido figurado.
10

LÍNGUA PORTUGUESA

Assinale a alternativa em que esse mesmo verbo “abrir” continua sendo empregado em sentido figurado.
Assinale a alternativa em que esse mesmo verbo “abrir”
continua sendo empregado em sentido figurado.
(A)
Ao abrir a porta, não havia ninguém.
(B)
Ele não pôde abrir a lata porque não tinha um abri-
dor.
(C)
Para aprender, é preciso abrir a mente.
Pois, já que a lei não permite prendê-los por vandalis-
mo, saque, formação de quadrilha, desacato à autoridade,
resistência à prisão e nem mesmo por ataque aos órgãos
públicos, talvez seja possível enquadrá-los por sujar a rua.
(Ruy Castro, Por sujar a rua. Folha de S.Paulo, 21.08.2013.
Adaptado)
(D) Pela manhã, quando abri os olhos, já estava em
casa.
Na oração –
parecem querer levar ao colapso. – (3.º
(E)
Os ladrões abriram o cofre com um maçarico.
parágrafo), o termo em destaque é sinônimo de
(A)
progresso.
6-) (SABESP/SP – ATENDENTE A CLIENTES 01 –
(B)
descaso.
FCC/2014 - ADAPTADA) Atenção: Para responder à ques-
(C)
vitória.
tão, considere o texto abaixo.
(D)
tédio.
(E)
ruína.
A marca da solidão
Deitado de bruços, sobre as pedras quentes do chão de
8-) (BNDES – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – BN-
paralelepípedos, o menino espia. Tem os braços dobrados e a
DES/2012) Considere o emprego do verbo levar no trecho:
testa pousada sobre eles, seu rosto formando uma tenda de
“Uma competição não dura apenas alguns minutos. Leva
penumbra na tarde quente.
anos”. A frase em que esse verbo está usado com o mesmo
Observa as ranhuras entre uma pedra e outra. Há, den-
sentido é:
tro de cada uma delas, um diminuto caminho de terra, com
(A)
O menino leva o material adequado para a escola.
pedrinhas e tufos minúsculos de musgos, formando peque-
(B)
João levou uma surra da mãe.
nas plantas, ínfimos bonsais só visíveis aos olhos de quem é
(C)
A enchente leva todo o lixo rua abaixo.
capaz de parar de viver para, apenas, ver. Quando se tem a
(D)
O trabalho feito com empenho leva ao sucesso.
marca da solidão na alma, o mundo cabe numa fresta.
(E)
O atleta levou apenas dez segundos para terminar
(SEIXAS, Heloísa. Contos mais que mínimos. Rio de Ja-
a prova.
neiro: Tinta negra bazar, 2010. p. 47)
Resolução
No primeiro parágrafo, a palavra utilizada em sentido
figurado é
1-)
(A)
menino.
Questão que pode ser resolvida usando a lógica ou as-
(B)
chão.
sociação de palavras! Veja: a ignição do carro lembra-nos
(C)
testa.
fogo, combustão
Pedra, petrificado. Encontrou a respos-
(D)
penumbra.
ta?
(E)
tenda.
RESPOSTA: “D”.
7-) (UFTM/MG – AUXILIAR DE BIBLIOTECA – VU-
2-)
NESP/2013 - ADAPTADA) Leia o texto para responder à
Classificar conforme regras conhecidas, mas não con-
questão.
firmadas se verdadeiras.
RESPOSTA: “E”.
RIO DE JANEIRO – A Prefeitura do Rio está lançando a
Operação Lixo Zero, que vai multar quem emporcalhar a ci-
3-)
dade. Em primeira instância, a campanha é educativa. Equi-
As palavras que nos dão a noção, ideia de tempo são:
pes da Companhia Municipal de Limpeza Urbana estão per-
correndo as ruas para flagrar maus cidadãos jogando coisas
onde não devem e alertá-los para o que os espera. Em breve,
com guardas municipais, policiais militares e 600 fiscais em
ação, as multas começarão a chegar para quem tratar a via
pública como a casa da sogra.
Imagina-se que, quando essa lei começar para valer, os
recordistas de multas serão os cerca de 300 jovens golpistas
que, nas últimas semanas, se habituaram a tomar as ruas,
pichar monumentos, vandalizar prédios públicos, quebrar
orelhões, arrancar postes, apedrejar vitrines, depredar ban-
cos, saquear lojas e, por uma estranha compulsão, destruir
lixeiras, jogar o lixo no asfalto e armar barricadas de fogo
com ele.
desde, quando e depois.
RESPOSTA: “D”.
4-)
Ao participar de um concurso, não temos acesso a di-
cionários para que verifiquemos o significado das palavras,
por isso, caso não saibamos o que significam, devemos
analisá-las dentro do contexto em que se encontram. No
exercício acima, a que se “encaixa” é “equiparada”.
RESPOSTA: “E”.
5-)
É verdade que, no seu “bullying” político, eles não estão
nem aí para a cidade, que é de todos – e que, por algum
motivo, parecem querer levar ao colapso.
Em todas as alternativas o verbo “abrir” está empre-
gado em seu sentido denotativo. No item C, conotativo
(“abrir a mente” = aberto a mudanças, novas ideias).
RESPOSTA: “C”.
11
LÍNGUA PORTUGUESA 6-) - Ir ao supermercado; Novamente, responderemos com frase do texto: seu rosto
LÍNGUA PORTUGUESA
6-)
- Ir ao supermercado;
Novamente, responderemos com frase do texto: seu
rosto formando uma tenda.
RESPOSTA: “E”.
- Pegar as crianças na escola;
- Caminhada na praia;
- Reunião com amigos.
7-)
Pela leitura do texto, compreende-se que a intenção
do autor ao utilizar a expressão” levar ao colapso” refere-se
à queda, ao fim, à ruína da cidade.
RESPOSTA: “E”.
Dois pontos
1- Antes de uma citação
-
Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto:
2- Antes de um aposto
Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à
tarde e calor à noite.
-
8-)
No enunciado, o verbo “levar” está empregado com o
sentido de “duração/tempo”
3- Antes de uma explicação ou esclarecimento
(A)
O menino leva o material adequado para a escola.
-
Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, viven-
= carrega
do a rotina de sempre.
(B)
João levou uma surra da mãe. = apanhou
(C)
A enchente leva todo o lixo rua abaixo. = arrasta
4- Em frases de estilo direto
(D)
O trabalho feito com empenho leva ao sucesso. =
Maria perguntou:
direciona
-
Por que você não toma uma decisão?
(E) O atleta levou apenas dez segundos para terminar a
prova = duração/tempo
Ponto de Exclamação
1- Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera,
RESPOSTA: “E”.
susto, súplica, etc.
-
Sim! Claro que eu quero me casar com você!
2- Depois de interjeições ou vocativos
- Ai! Que susto!
- João! Há quanto tempo!
Ponto de Interrogação
Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres.
Os sinais de pontuação são marcações gráficas que
“-
Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Aze-
servem para compor a coesão e a coerência textual, além
vedo)
de ressaltar especificidades semânticas e pragmáticas. Ve-
jamos as principais funções dos sinais de pontuação co-
Reticências
nhecidos pelo uso da língua portuguesa.
1- Indica que palavras foram suprimidas.
-
Comprei lápis, canetas, cadernos
Ponto
1- Indica o término do discurso ou de parte dele.
2- Indica interrupção violenta da frase.
-
Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em
“- Não
quero dizer
é verdad
Ah!”
que se encontra.
- Gostaria de comprar pão, queijo, manteiga e leite.
3- Indica interrupções de hesitação ou dúvida
- Acordei. Olhei em volta. Não reconheci onde estava.
-
Este mal
pega doutor?
2- Usa-se nas abreviações - V. Exª.
- Sr.
4- Indica que o sentido vai além do que foi dito
-
Deixa, depois, o coração falar
Ponto e Vírgula ( ; )
1- Separa várias partes do discurso, que têm a mesma
importância.
Vírgula
-
“Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo
Não se usa vírgula
pão a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a vida;
os de nenhum espírito dão pelo pão a alma
(VIEIRA)
*separando termos que, do ponto de vista sintático, li-
gam-se diretamente entre si:
-
2- Separa partes de frases que já estão separadas por
vírgulas.
entre sujeito e predicado.
Todos os alunos da sala
Sujeito
foram advertidos.
predicado
Alguns quiseram verão, praia e calor; outros, monta-
nhas, frio e cobertor.
-
-
entre o verbo e seus objetos.
O
trabalho custou
sacrifício
aos realiza-
3- Separa itens de uma enumeração, exposição de mo-
tivos, decreto de lei, etc.
dores.
V.T.D.I.
O.D.
O.I.
12

LÍNGUA PORTUGUESA

Usa-se a vírgula: (E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, - Para
Usa-se a vírgula:
(E)
Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e,
- Para marcar intercalação:
a) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abun-
dância, vem caindo de preço.
b)
da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão
embora, experimentasse a sensação de violar uma intimi-
dade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando, en-
contrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua
dona.
produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos.
c)
das expressões explicativas ou corretivas: As indús-
02.
(CNJ – TÉCNICO JUDICIÁRIO – CESPE/2013 - ADAP-
trias não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não
querem abrir mão dos lucros altos.
- Para marcar inversão:
a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração):
TADA) Jogadores de futebol de diversos times entraram em
campo em prol do programa “Pai Presente”, nos jogos do
Campeonato Nacional em apoio à campanha que visa 4 re-
duzir o número de pessoas que não possuem o nome do pai
em sua certidão de nascimento. ( )
Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fe-
A oração subordinada “que não possuem o nome do
chadas.
pai em sua certidão de nascimento” não é antecedida por
b)
dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos
vírgula porque tem natureza restritiva.
pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma.
(
) Certo
(
) Errado
c)
do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de
maio de 1982.
03.(BNDES – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – BN-
DES/2012) Em que período a vírgula pode ser retirada,
-
Para separar entre si elementos coordenados (dispos-
mantendo-se o sentido e a obediência à norma-padrão?
tos em enumeração):
(A)
Quando o técnico chegou, a equipe começou o
Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
treino.
A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais.
(B)
Antônio, quer saber as últimas novidades dos es-
portes?
-
Para marcar elipse (omissão) do verbo:
Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco.
(C)
As Olimpíadas de 2016 ocorrerão no Rio, que se
- Para isolar:
prepara para o evento.
- o aposto: São Paulo, considerada a metrópole brasilei-
(D)
Atualmente, várias áreas contribuem para o apri-
ra, possui um trânsito caótico.
moramento do desportista.
-
o vocativo: Ora, Thiago, não diga bobagem.
(E)
Eis alguns esportes que a Ciência do Esporte ajuda:
judô, natação e canoagem.
Fontes:
http://www.infoescola.com/portugues/pontuacao/
04.
(BANPARÁ/PA – TÉCNICO BANCÁRIO – ESPP/2012)
http://www.brasilescola.com/gramatica/uso-da-virgu-
Assinale a alternativa em que a pontuação está correta.
la.htm
a)
Meu grande amigo Pedro, esteve aqui ontem!
b)
Foi solicitado, pelo diretor o comprovante da tran-
Questões sobre Pontuação
sação.
c)
Maria, você trouxe os documentos?
01. (Agente Policial – Vunesp – 2013). Assinale a alter-
d)
O garoto de óculos leu, em voz alta o poema.
nativa em que a pontuação está corretamente empregada,
e)
Na noite de ontem o vigia percebeu, uma movimen-
de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
tação estranha.
(A)
Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e,
embora, experimentasse, a sensação de violar uma intimi-
05.
(Papiloscopista Policial – Vunesp – 2013 – adap.).
dade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando en-
contrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua
dona.
Assinale a alternativa em que a frase mantém-se correta
após o acréscimo das vírgulas.
(A)
Se a criança se perder, quem encontrá-la, verá na
(B)
Diante, da testemunha o homem abriu a bolsa e,
embora experimentasse a sensação, de violar uma intimi-
dade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando en-
pulseira instruções para que envie, uma mensagem eletrô-
nica ao grupo ou acione o código na internet.
(B)
Um geolocalizador também, avisará, os pais de
contrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua
dona.
onde o código foi acionado.
(C)
Assim que o código é digitado, familiares cadastra-
(C)
Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e,
dos, recebem automaticamente, uma mensagem dizendo
embora experimentasse a sensação de violar uma intimida-
que a criança foi encontrada.
de, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar
algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona.
(D) De fabricação chinesa, a nova pulseirinha, chega
primeiro às, areias do Guarujá.
(D)
Diante da testemunha, o homem, abriu a bolsa e,
(E)
O sistema permite, ainda, cadastrar o nome e o te-
embora experimentasse a sensação de violar uma intimi-
dade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando, en-
contrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua
lefone de quem a encontrou e informar um ponto de re-
ferência
dona.
13

LÍNGUA PORTUGUESA

06. (DNIT – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – ESAF/2013) (A) Os filmes que, mostram a luta pela
06.
(DNIT – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – ESAF/2013)
(A)
Os filmes que, mostram a luta pela sobrevivência
Para que o fragmento abaixo seja coerente e gramatical-
mente correto, é necessário inserir sinais de pontuação.
Assinale a posição em que não deve ser usado o sinal de
ponto, e sim a vírgula, para que sejam respeitadas as re-
em condições hostis nem sempre conseguem agradar, aos
espectadores.
(B) Várias experiências de prisioneiros, semelhantes en-
tre si, podem ser reunidas e fazer parte de uma mesma
história ficcional.
gras gramaticais. Desconsidere os ajustes nas letras iniciais
minúsculas.
O projeto Escola de Bicicleta está distribuindo bicicletas
de bambu para 4600 alunos da rede pública de São Pau-
lo(A) o programa desenvolve ainda oficinas e cursos para as
crianças utilizarem a bicicleta de forma segura e correta(B)
os alunos ajudam a traçar ciclorrotas e participam de ati-
(C)
A história de heroísmo e de determinação que nem
sempre, é convincente, se passa em um cenário marcado,
pelo frio.
(D)
Caminhar por um extenso território gelado, é correr
riscos iminentes que comprometem, a sobrevivência.
(E)
Para os fugitivos que se propunham, a alcançar a
liberdade, nada poderia parecer, realmente intransponível.
vidades sobre cidadania e reciclagem(C) as escolas partici-
pantes se tornam também centros de descarte de garrafas
GABARITO
PET(D) destinadas depois para reciclagem(E) o programa
01.
C
02. C
03. D
04. C
05. E
possibilitará o retorno das bicicletas pela saúde das crian-
06.
D
07. A
08. B
09.B
ças e transformação das comunidades em lugares melhores
para se viver.
RESOLUÇÃO
(Adaptado de Vida Simples, abril de 2012, edição 117)
1-
Assinalei com um (X) as pontuações inadequadas
a) A
(A)
Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e,
b) B
embora, (X) experimentasse , (X) a sensação de violar uma
c) C
intimidade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando
d) D
encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a
e) E
sua dona.
(B)
Diante , (X) da testemunha o homem abriu a bolsa
07.
(DETRAN - OFICIAL ESTADUAL DE TRÂNSITO – VU-
e, embora experimentasse a sensação , (X) de violar uma
NESP/2013) Assinale a alternativa correta quanto ao uso da
intimidade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando
pontuação.
encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a
(A)
Segundo alguns psicólogos, é possível, em certas
sua dona.
circunstâncias, ceder à frustração para que a raiva seja ali-
(D)
Diante da testemunha, o homem , (X) abriu a bolsa
viada.
e, embora experimentasse a sensação de violar uma inti-
midade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando , (X)
(B)
Dirigir pode aumentar, nosso nível de estresse, por-
encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a
que você está junto; com os outros motoristas cujos com-
sua dona.
portamentos, são desconhecidos.
(E)
Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e,
(C)
Os motoristas, devem saber, que os carros podem
embora , (X) experimentasse a sensação de violar uma in-
ser uma extensão de nossa personalidade.
timidade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando ,
(D)
A ira de trânsito pode ocasionar, acidentes e; au-
(X)
encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era
mentar os níveis de estresse em alguns motoristas.
a sua dona.
(E)
Os congestionamentos e o número de motoristas
na rua, são as principais causas da ira de trânsito.
08.
(ACADEMIA DE POLÍCIA DO ESTADO DE MINAS
GERAIS – TÉCNICO ASSISTENTE DA POLÍCIA CIVIL - FU-
MARC/2013) “Paciência, minha filha, este é apenas um ciclo
econômico e a nossa geração foi escolhida para este vexame,
você aí desse tamanho pedindo esmola e eu aqui sem nada
para te dizer, agora afasta que abriu o sinal.”
No período acima, as vírgulas foram empregadas em
2-) A oração restringe o grupo que participará da cam-
panha (apenas os que não têm o nome do pai na certidão
de nascimento). Se colocarmos uma vírgula, a oração tor-
nar-se-á “explicativa”, generalizando a informação, o que
dará a entender que TODAS as pessoa não têm o nome do
pai na certidão.
RESPOSTA: “CERTO”.
3-)
(A)
Quando o técnico chegou, a equipe começou o
“Paciência, minha filha, este é [ para separar
]”,
treino. = mantê-la (termo deslocado)
(A)
aposto.
(B)
Antônio, quer saber as últimas novidades dos es-
(B) vocativo.
portes? = mantê-la (vocativo)
(C)
adjunto adverbial.
(C)
As Olimpíadas de 2016 ocorrerão no Rio, que se
(D)
expressão explicativa.
prepara para o evento.
= mantê-la (explicação)
09.
(INFRAERO – CADASTRO RESERVA OPERACIONAL
(D)
Atualmente, várias áreas contribuem para o apri-
PROFISSIONAL DE TRÁFEGO AÉREO – FCC/2011) O perío-
do corretamente pontuado é:
moramento do desportista.
= pode retirá-la (advérbio de tempo)
14

LÍNGUA PORTUGUESA

(E) Eis alguns esportes que a Ciência do Esporte ajuda: judô, natação e canoagem. 9-)
(E)
Eis alguns esportes que a Ciência do Esporte ajuda:
judô, natação e canoagem.
9-) Fiz as marcações (X) onde as pontuações estão ina-
dequadas ou faltantes:
=
mantê-la (enumeração)
(A)
Os filmes que,(X) mostram a luta pela sobrevivência
em condições hostis nem sempre conseguem agradar, (X)
4-)
Assinalei com (X) a pontuação inadequada ou fal-
aos espectadores.
tante:
(B)
Várias experiências de prisioneiros, semelhantes en-
a)
Meu grande amigo Pedro, (X) esteve aqui ontem!
b)
Foi solicitado, (X) pelo diretor o comprovante da
tre si, podem ser reunidas e fazer parte de uma mesma
história ficcional.
transação.
(C)
A história de heroísmo e de determinação (X) que
c) Maria, você trouxe os documentos?
d) O garoto de óculos leu, em voz alta (X) o poema.
e) Na noite de ontem (X) o vigia percebeu, (X) uma mo-
nem sempre, (X) é convincente, se passa em um cenário
marcado, (X) pelo frio.
(D) Caminhar por um extenso território gelado, (X) é
vimentação estranha.
correr riscos iminentes (X) que comprometem, (X) a sobre-
vivência.
(E)
Para os fugitivos que se propunham, (X) a alcançar
5-)
Assinalei com (X) onde estão as pontuações inade-
a
liberdade, nada poderia parecer, (X) realmente intrans-
quadas
ponível.
(A)
Se a criança se perder, quem encontrá-la , (X) verá
na pulseira instruções para que envie , (X) uma mensagem
Estrutura Textual
eletrônica ao grupo ou acione o código na internet.
(B)
Um geolocalizador também , (X) avisará , (X) os
Primeiramente, o que nos faz produzir um texto é a ca-
pais de onde o código foi acionado.
pacidade que temos de pensar. Por meio do pensamento,
(C)
Assim que o código é digitado, familiares cadastra-
elaboramos todas as informações que recebemos e orien-
dos , (X) recebem ( , ) automaticamente, uma mensagem
tamos as ações que interferem na realidade e organização
dizendo que a criança foi encontrada.
de nossos escritos. O que lemos é produto de um pensa-
(D)
De fabricação chinesa, a nova pulseirinha , (X) che-
mento transformado em texto.
ga primeiro às , (X) areias do Guarujá.
Logo, como cada um de nós tem seu modo de pen-
sar, quando escrevemos sempre procuramos uma maneira
6-)
organizada do leitor compreender as nossas ideias. A fina-
O projeto Escola de Bicicleta está distribuindo bicicletas
lidade da escrita é direcionar totalmente o que você quer
de bambu para 4600 alunos da rede pública de São Pau-
dizer, por meio da comunicação.
lo(A). O programa desenvolve ainda oficinas e cursos para
Para isso, os elementos que compõem o texto se sub-
as crianças utilizarem a bicicleta de forma segura e corre-
dividem em: introdução, desenvolvimento e conclusão. To-
ta(B). Os alunos ajudam a traçar ciclorrotas e participam de
dos eles devem ser organizados de maneira equilibrada.
atividades sobre cidadania e reciclagem(C). As escolas parti-
cipantes se tornam também centros de descarte de garrafas
Introdução
PET(D), destinadas depois para reciclagem(E). O programa
possibilitará o retorno das bicicletas pela saúde das crian-
Caracterizada pela entrada no assunto e a argumen-
ças e transformação das comunidades em lugares melhores
tação inicial. A ideia central do texto é apresentada nessa
para se viver.
etapa. Entretanto, essa apresentação deve ser direta, sem
A
vírgula deve ser colocada após a palavra “PET”, posi-
ção (D), pois antecipa um termo explicativo.
7-) Fiz as indicações (X) das pontuações inadequadas:
(A) Segundo alguns psicólogos, é possível, em certas
circunstâncias, ceder à frustração para que a raiva seja ali-
viada.
(B)
Dirigir pode aumentar, (X) nosso nível de estresse,
porque você está junto; (X) com os outros motoristas cujos
rodeios. O seu tamanho raramente excede a 1/5 de todo o
texto. Porém, em textos mais curtos, essa proporção não é
equivalente. Neles, a introdução pode ser o próprio título.
Já nos textos mais longos, em que o assunto é exposto
em várias páginas, ela pode ter o tamanho de um capítulo
ou de uma parte precedida por subtítulo. Nessa situação,
pode ter vários parágrafos. Em redações mais comuns, que
em média têm de 25 a 80 linhas, a introdução será o pri-
meiro parágrafo.
comportamentos, (X) são desconhecidos.
(C)
Os motoristas, (X) devem saber, (X) que os carros
Desenvolvimento
podem ser uma extensão de nossa personalidade.
(D)
A ira de trânsito pode ocasionar, (X) acidentes e; (X)
A maior parte do texto está inserida no desenvolvi-
aumentar os níveis de estresse em alguns motoristas.
mento. Ele é responsável por estabelecer uma ligação entre
(E)
Os congestionamentos e o número de motoristas
a
introdução e a conclusão. É nessa etapa que são elabo-
na rua, (X) são as principais causas da ira de trânsito.
radas as ideias, os dados e os argumentos que sustentam
e
dão base às explicações e posições do autor. É carac-
8-) Paciência, minha filha, este é
= é o termo usado
para se dirigir ao interlocutor, ou seja, é um vocativo.
terizado por uma “ponte” formada pela organização das
ideias em uma sequência que permite formar uma relação
equilibrada entre os dois lados.
15

LÍNGUA PORTUGUESA

O autor do texto revela sua capacidade de discutir um → Para não influenciar a
O
autor do texto revela sua capacidade de discutir um
Para não influenciar a conclusão do leitor sobre te-
determinado tema no desenvolvimento. Nessa parte, ele
mas polêmicos, o autor deixa a conclusão em aberto.
se torna capaz de defender seus pontos de vista, além de
dirigir a atenção do leitor para a conclusão. As conclusões
são fundamentadas a partir daqui.
Para que o desenvolvimento cumpra seu objetivo, o
escritor já deve ter uma ideia clara de como vai ser a con-
clusão. Por isso a importância do planejamento de texto.
Em média, ocupa 3/5 do texto, no mínimo. Já nos tex-
tos mais longos, pode estar inserido em capítulos ou tre-
chos destacados por subtítulos. Deverá se apresentar no
formato de parágrafos medianos e curtos.
Para estimular o leitor a ler uma possível continuida-
de do texto, ou autor não fecha a discussão de propósito.
Por apenas apresentar dados e informações sobre
o
tema a ser desenvolvido, o autor não deseja concluir o
assunto.
Para que o leitor tire suas próprias conclusões, o au-
tor enumera algumas perguntas no final do texto.
A
maioria dessas falhas pode ser evitada se antes o au-
tor fizer um esboço de todas as suas ideias. Essa técnica
Os principais erros cometidos no desenvolvimento são
é
um roteiro, em que estão presentes os planejamentos.
o
desvio e a desconexão da argumentação. O primeiro está
Nele devem estar indicadas as melhores sequências a se-
relacionado ao autor tomar um argumento secundário que
rem utilizadas na redação. O roteiro deve ser o mais enxuto
se distancia da discussão inicial, ou quando se concentra
possível.
em apenas um aspecto do tema e esquece o seu todo. O
segundo caso acontece quando quem redige tem muitas
Fonte:
ideias ou informações sobre o que está sendo discutido,
http://producao-de-textos.info/mos/view/Caracter%-
não conseguindo estruturá-las. Surge também a dificul-
C3%ADsticas_e_Estruturas_do_Texto/
dade de organizar seus pensamentos e definir uma linha
lógica de raciocínio.
Conclusão
Considerada como a parte mais importante do texto,
é
o ponto de chegada de todas as argumentações elabo-
radas. As ideias e os dados utilizados convergem para essa
parte, em que a exposição ou discussão se fecha.
A
ortografia é a parte da língua responsável pela gra-
Em uma estrutura normal, ela não deve deixar uma
fia correta das palavras. Essa grafia baseia-se no padrão
brecha para uma possível continuidade do assunto; ou
culto da língua.
seja, possui atributos de síntese. A discussão não deve ser
As palavras podem apresentar igualdade total ou par-
encerrada com argumentos repetitivos, sendo evitados na
cial no que se refere a sua grafia e pronúncia, mesmo ten-
medida do possível. Alguns exemplos: “Portanto, como já
do significados diferentes. Essas palavras são chamadas
dissemos antes
”,
“Concluindo
”,
“Em conclusão
”.
de homônimas (canto, do grego, significa ângulo / canto,
Sua proporção em relação à totalidade do texto deve
do latim, significa música vocal). As palavras homônimas
ser equivalente ao da introdução: de 1/5. Essa é uma das
dividem-se em homógrafas, quando têm a mesma grafia
características de textos bem redigidos.
(gosto, substantivo e gosto, 1ª pessoa do singular do verbo
Os seguintes erros aparecem quando as conclusões fi-
gostar) e homófonas, quando têm o mesmo som (paço, pa-
cam muito longas:
O problema aparece quando não ocorre uma ex-
lácio ou passo, movimento durante o andar).
Quanto à grafia correta em língua portuguesa, devem-
se observar as seguintes regras:
ploração devida do desenvolvimento. Logo, acontece uma
invasão das ideias de desenvolvimento na conclusão.
Outro fator consequente da insuficiência de funda-
O fonema s:
mentação do desenvolvimento está na conclusão precisar
de maiores explicações, ficando bastante vazia.
Enrolar e “encher linguiça” são muito comuns no
Escreve-se com S e não com C/Ç as palavras substan-
tivadas derivadas de verbos com radicais em nd, rg, rt, pel,
texto em que o autor fica girando em torno de ideias re-
dundantes ou paralelas.
Uso de frases vazias que, por vezes, são perfeita-
mente dispensáveis.
corr e sent: pretender - pretensão / expandir - expansão /
ascender - ascensão / inverter - inversão / aspergir aspersão
/ submergir - submersão / divertir - diversão / impelir - im-
pulsivo / compelir - compulsório / repelir - repulsa / recorrer
Quando não tem clareza de qual é a melhor con-
- recurso / discorrer - discurso / sentir - sensível / consentir
clusão, o autor acaba se perdendo na argumentação final.
- consensual
Em relação à abertura para novas discussões, a con-
clusão não pode ter esse formato, exceto pelos seguintes
fatores:
Escreve-se com SS e não com C e Ç os nomes deri-
vados dos verbos cujos radicais terminem em gred, ced,
prim ou com verbos terminados por tir ou meter: agredir
-
agressivo / imprimir - impressão / admitir - admissão /
16

LÍNGUA PORTUGUESA

ceder - cessão / exceder - excesso / percutir - percussão / regredir - regressão
ceder - cessão / exceder - excesso / percutir - percussão /
regredir - regressão / oprimir - opressão / comprometer -
compromisso / submeter - submissão
*quando o prefixo termina com vogal que se junta com
a palavra iniciada por “s”. Exemplos: a + simétrico - assimé-
trico / re + surgir - ressurgir
*no pretérito imperfeito simples do subjuntivo. Exem-
plos: ficasse, falasse
Observação: Exceção: pajem
*as terminações: ágio, égio, ígio, ógio, ugio: sortilégio,
litígio, relógio, refúgio.
*os verbos terminados em ger e gir: eleger, mugir.
*depois da letra “r” com poucas exceções: emergir, sur-
gir. *depois da letra “a”, desde que não seja radical termi-
nado com j: ágil, agente.
Escreve-se com C ou Ç e não com S e SS os vocábulos
de origem árabe: cetim, açucena, açúcar
Escreve-se com J e não com G:
*os vocábulos de origem tupi, africana ou exótica: cipó,
*as palavras de origem latinas: jeito, majestade, hoje.
*as palavras de origem árabe, africana ou exótica: ji-
Juçara, caçula, cachaça, cacique
boia, manjerona.
*os sufixos aça, aço, ação, çar, ecer, iça, nça, uça, uçu,
*as palavras terminada com aje: aje, ultraje.
uço: barcaça, ricaço, aguçar, empalidecer, carniça, caniço,
esperança, carapuça, dentuço
O fonema ch:
*nomes derivados do verbo ter: abster - abstenção /
deter - detenção / ater - atenção / reter - retenção
*após ditongos: foice, coice, traição
Escreve-se com X e não com CH:
*as palavras de origem tupi, africana ou exótica: aba-
*palavras derivadas de outras terminadas em te, to(r):
caxi, muxoxo, xucro.
marte - marciano / infrator - infração / absorto - absorção
*as palavras de origem inglesa (sh) e espanhola (J):
xampu, lagartixa.
O
fonema z:
*depois de ditongo: frouxo, feixe.
*depois de “en”: enxurrada, enxoval.
Escreve-se com S e não com Z:
Observação: Exceção: quando a palavra de origem
*os sufixos: ês, esa, esia, e isa, quando o radical é subs-
não derive de outra iniciada com ch - Cheio - (enchente)
tantivo, ou em gentílicos e títulos nobiliárquicos: freguês,
freguesa, freguesia, poetisa, baronesa, princesa, etc.
Escreve-se com CH e não com X:
*os sufixos gregos: ase, ese, ise e ose: catequese, me-
*as palavras de origem estrangeira: chave, chumbo,
tamorfose.
chassi, mochila, espadachim, chope, sanduíche, salsicha.
*as formas verbais pôr e querer: pôs, pus, quisera, quis,
quiseste.
As letras e e i:
*nomes derivados de verbos com radicais terminados
*os ditongos nasais são escritos com “e”: mãe, põem.
em “d”: aludir - alusão / decidir - decisão / empreender -
Com “i”, só o ditongo interno cãibra.
empresa / difundir - difusão
*os verbos que apresentam infinitivo em -oar, -uar são
*os diminutivos cujos radicais terminam com “s”: Luís -
escritos com “e”: caçoe, tumultue. Escrevemos com “i”, os
Luisinho / Rosa - Rosinha / lápis - lapisinho
verbos com infinitivo em -air, -oer e -uir: trai, dói, possui.
*após ditongos: coisa, pausa, pouso
- atenção para as palavras que mudam de sentido
*em verbos derivados de nomes cujo radical termina
quando substituímos a grafia “e” pela grafia “i”: área (su-
com “s”: anális(e) + ar - analisar / pesquis(a) + ar - pesquisar
Escreve-se com Z e não com S:
perfície), ária (melodia) / delatar (denunciar), dilatar (expan-
dir) / emergir (vir à tona), imergir (mergulhar) / peão (de
estância, que anda a pé), pião (brinquedo).
*os sufixos “ez” e “eza” das palavras derivadas de adje-
tivo: macio - maciez / rico - riqueza
*os sufixos “izar” (desde que o radical da palavra de
origem não termine com s): final - finalizar / concreto - con-
cretizar
*como consoante de ligação se o radical não terminar
com s: pé + inho - pezinho / café + al - cafezal ≠ lápis +
inho - lapisinho
Fonte:
http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portu-
gues/ortografia
Questões sobre Ortografia
01. (TRE/AP - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2011) Entre
as frases que seguem, a única correta é:
a) Ele se esqueceu de que?
O
fonema j:
b) Era tão ruím aquele texto, que não deu para distri-
bui-lo entre os presentes.
Escreve-se com G e não com J:
c)
Embora devessemos, não fomos excessivos nas crí-
*as palavras de origem grega ou árabe: tigela, girafa,
gesso.
*estrangeirismo, cuja letra G é originária: sargento, gim.
*as terminações: agem, igem, ugem, ege, oge (com
poucas exceções): imagem, vertigem, penugem, bege, foge.
ticas.
d)
O juíz nunca negou-se a atender às reivindicações
dos funcionários.
e)
Não sei por que ele mereceria minha consideração.
17

LÍNGUA PORTUGUESA

02. (Escrevente TJ SP – Vunesp/2013). Assinale a alter- 07. (MPE/RJ – TÉCNICO ADMINISTRATIVO –
02.
(Escrevente TJ SP – Vunesp/2013). Assinale a alter-
07.
(MPE/RJ – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – FUJB/2011)
nativa cujas palavras se apresentam flexionadas de acordo com
Assinale a alternativa em que a frase NÃO contraria a norma
a norma-
-padrão.
culta:
(A)
Os tabeliãos devem preparar o documento.
A)
Entre eu e a vida sempre houve muitos infortúnios, por
(B)
Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
isso posso me queixar com razão.
(C)
Para autenticar as certidãos, procure o cartório local.
B)
Sempre houveram várias formas eficazes para ultra-
(D)
Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos.
passarmos os infortúnios da vida.
(E)
Cuidado com os degrais, que são perigosos!
C)
Devemos controlar nossas emoções todas as vezes que
vermos a pobreza e a miséria fazerem parte de nossa vida.
03.
(Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP – 2013).
D)
É difícil entender o por quê de tanto sofrimento, prin-
Suponha-se que o cartaz a seguir seja utilizado para informar
os usuários sobre o festival Sounderground.
Prezado Usuário
cipalmente daqueles que procuram viver com dignidade e
simplicidade.
E)
As dificuldades por que passamos certamente nos fa-
de oferecer lazer e cultura aos passageiros do metrô,
zem mais fortes e preparados para os infortúnios da vida.
desta segunda-feira (25/02),
17h30, começa o
Sounderground, festival internacional que prestigia os músicos
GABARITO
que tocam em estações do metrô.
01.E
02. D
03. C
04. A
05. B
06. E
07. E
Confira o dia e a estação em que os artistas se apresenta-
rão e divirta-se!
RESOLUÇÃO
Para que o texto atenda à norma-padrão, devem-se preen-
cher as lacunas, correta e respectivamente, com as expressões
1-)
A) A fim
a
partir
as
(A)
Ele se esqueceu de que? = quê?
B) A fim
à
partir
às
(B)
Era tão ruím (ruim) aquele texto, que não deu para
C) A fim
a
partir
às
distribui-lo (distribuí-lo) entre os presentes.
D) Afim
a partir
às
(C)
Embora devêssemos (devêssemos) , não fomos exces-
E) Afim
à partir
as
sivos nas críticas.
(D)
O juíz (juiz) nunca (se) negou a atender às reivindica-
04.
(TRF - 1ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2011)
ções dos funcionários.
As palavras estão corretamente grafadas na seguinte frase:
(E)
Não sei por que ele mereceria minha consideração.
(A)
Que eles viajem sempre é muito bom, mas não é boa
a ansiedade com que enfrentam o excesso de passageiros nos
2-)
aeroportos.
(A)
Os tabeliãos devem preparar o documento.
= tabe-
(B)
Comete muitos deslises, talvez por sua espontaneida-
liães
de, mas nada que ponha em cheque sua reputação de pessoa
(B)
Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
cortês.
= cidadãos
(C)
Ele era rabugento e tinha ojeriza ao hábito do sócio de
(C)
Para autenticar as certidãos, procure o cartório local.
descançar após o almoço sob a frondoza árvore do pátio.
= certidões
(D)
Não sei se isso influe, mas a persistência dessa mágoa
(E) Cuidado com os degrais, que são perigosos = degraus
pode estar sendo o grande impecilho na superação dessa sua
crise.
(E)
O diretor exitou ao aprovar a retenção dessa alta quan-
3-) Prezado Usuário
A fim de oferecer lazer e cultura aos passageiros do metrô,
tia, mas não quiz ser taxado de conivente na concessão de pri-
a partir desta segunda-feira (25/02), às 17h30, começa o Sou-
vilégios ilegítimos.
05.Em qual das alternativas a frase está corretamente es-
crita?
A) O mindingo não depositou na cardeneta de poupansa.
B) O mendigo não depositou na caderneta de poupança.
C) O mindigo não depozitou na cardeneta de poupanssa.
nderground, festival internacional que prestigia os músicos que
tocam em estações do metrô.
Confira o dia e a estação em que os artistas se apresenta-
rão e divirta-se!
A fim = indica finalidade; a partir: sempre separado; antes
de horas: há crase
D) O mendingo não depozitou na carderneta de poupansa.
4-) Fiz a correção entre parênteses:
06.(IAMSPE/SP – ATENDENTE – [PAJEM] - CCI) – VU-
(A)
Que eles viajem sempre é muito bom, mas não é boa
NESP/2011) Assinale a alternativa em que o trecho – Mas
ela cresceu
– está corretamente reescrito no plural, com o
a ansiedade com que enfrentam o excesso de passageiros
nos aeroportos.
verbo no tempo futuro.
(B)
Comete muitos deslises (deslizes), talvez por sua es-
(A)
Mas elas cresceram
(B)
Mas elas cresciam
pontaneidade, mas nada que ponha em cheque (xeque) sua
reputação de pessoa cortês.
(C)
Mas elas cresçam
(C)
Ele era rabugento e tinha ojeriza ao hábito do sócio
(D) Mas elas crescem
(E)
Mas elas crescerão
de descançar (descansar) após o almoço sob a frondoza
(frondosa) árvore do pátio.
18

LÍNGUA PORTUGUESA

(D) Não sei se isso influe (influi), mas a persistência des- sa mágoa pode estar
(D) Não sei se isso influe (influi), mas a persistência des-
sa mágoa pode estar sendo o grande impecilho (empecilho)
na superação dessa sua crise.
(E) O diretor exitou (hesitou) ao aprovar a retenção des-
sa alta quantia, mas não quiz (quis) ser taxado de conivente
na concessão de privilégios ilegítimos.
4.
No geral, as locuções não possuem hífen, mas algu-
mas exceções continuam por já estarem consagradas pelo
uso: cor- -de-rosa, arco-da-velha, mais-que-perfeito, pé-
de-meia, água-de- -colônia, queima-roupa, deus-dará.
5.
Nos encadeamentos de vocábulos, como: ponte Rio-
5-)
Niterói, percurso Lisboa-Coimbra-Porto e nas combinações
históricas ou ocasionais: Áustria-Hungria, Angola-Brasil, Al-
A)
O mindingo não depositou na cardeneta de poupan-
sácia-Lorena, etc.
sa. = mendigo/caderneta/poupança
C)
O mindigo não depozitou na cardeneta de poupans-
6.
Nas formações com os prefixos hiper-, inter- e su-
per- quando associados com outro termo que é iniciado
sa. = mendigo/caderneta/poupança
por r: hiper-resistente, inter-racial, super-racional, etc.
D)
O mendingo não depozitou na carderneta de pou-
pansa. =mendigo/depositou/caderneta/poupança
7. Nas formações com os prefixos ex-, vice-: ex-diretor,
ex-
-presidente, vice-governador, vice-prefeito.
6-)
Futuro do verbo “crescer”: crescerão. Teremos: mas
elas crescerão
8. Nas formações com os prefixos pós-, pré- e pró-:
pré-natal, pré-escolar, pró-europeu, pós-graduação, etc.
7-) Fiz as correções entre parênteses:
A) Entre eu (mim) e a vida sempre houve muitos infor-
9.
Na ênclise e mesóclise: amá-lo, deixá-lo, dá-se, abra-
túnios, por isso posso me queixar com razão.
ça-o, lança-o e amá-lo-ei, falar-lhe-ei, etc.
B)
Sempre houveram (houve) várias formas eficazes
para ultrapassarmos os infortúnios da vida.
10.
Nas formações em que o prefixo tem como segun-
C)
Devemos controlar nossas emoções todas as vezes
do termo uma palavra iniciada por “h”: sub-hepático, ele-
que vermos (virmos) a pobreza e a miséria fazerem parte
tro-higrómetro, geo-história, neo-helênico, extra-humano,
de nossa vida.
semi-hospitalar, super- -homem.
D)
É difícil entender o por quê (o porquê) de tanto so-
frimento, principalmente daqueles que procuram viver com
11.
Nas formações em que o prefixo ou pseudo prefixo
dignidade e simplicidade.
termina na mesma vogal do segundo elemento: micro-on-
E)
As dificuldades por que (= pelas quais; correto) pas-
das, eletro-ótica, semi-interno, auto-observação, etc.
samos certamente nos fazem mais fortes e preparados para
Obs: O hífen é suprimido quando para formar outros
os infortúnios da vida.
termos: reaver, inábil, desumano, lobisomem, reabilitar.
O hífen é um sinal diacrítico (que distingue) usado
- Lembre-se: ao separar palavras na translineação (mu-
para ligar os elementos de palavras compostas (couve-flor,
dança de linha), caso a última palavra a ser escrita seja for-
ex-presidente) e para unir pronomes átonos a verbos (ofere-
mada por hífen, repita-o na próxima linha. Exemplo: escre-
ceram-me; vê-lo-ei).
verei anti-inflamatório e, ao final, coube apenas “anti-”. Na
Serve igualmente para fazer a translineação de palavras,
linha debaixo escreverei: “-inflamatório” (hífen em ambas
isto é, no fim de uma linha, separar uma palavra em duas
as linhas).
partes (ca-/sa; compa-/nheiro).
Não se emprega o hífen:
Uso do hífen que continua depois da Reforma Orto-
gráfica:
1.
Nas formações em que o prefixo ou falso prefixo
1.
Em palavras compostas por justaposição que formam
uma unidade semântica, ou seja, nos termos que se unem
para formam um novo significado: tio-avô, porto-alegrense,
luso-brasileiro, tenente-coronel, segunda-feira, conta-gotas,
guarda-chuva, arco- -íris, primeiro-ministro, azul-escuro.
termina em vogal e o segundo termo inicia-se em “r” ou
“s”. Nesse caso, passa-se a duplicar estas consoantes: antir-
religioso, contrarregra, infrassom, microssistema, minissaia,
microrradiografia, etc.
2.
Nas constituições em que o prefixo ou pseudopre-
2.
Em palavras compostas por espécies botânicas e zoo-
lógicas: couve-flor, bem-te-vi, bem-me-quer, abóbora-meni-
na, erva-doce, feijão-verde.
fixo termina em vogal e o segundo termo inicia-se com
vogal diferente: antiaéreo, extraescolar, coeducação, autoes-
trada, autoaprendizagem, hidroelétrico, plurianual, autoes-
cola, infraestrutura, etc.
3.
Nos compostos com elementos além, aquém, recém
3.
Nas formações, em geral, que contêm os prefixos
e sem: além-mar, recém-nascido, sem-número, recém-casa-
do, aquém-
-fiar, etc.
“dês” e “in” e o segundo elemento perdeu o h inicial: desu-
mano, inábil, desabilitar, etc.
19

LÍNGUA PORTUGUESA

4. Nas formações com o prefixo “co”, mesmo quando 06. Suponha que você tenha que
4.
Nas formações com o prefixo “co”, mesmo quando
06.
Suponha que você tenha que agregar o prefixo sub-
o segundo elemento começar com “o”: cooperação, coo-
brigação, coordenar, coocupante, coautor, coedição, coexistir,
etc.
às palavras que aparecem nas alternativas a seguir. Assinale
aquela que tem de ser escrita com hífen:
A) (sub) chefe
B) (sub) entender
C) (sub) solo
5.
Em certas palavras que, com o uso, adquiriram noção
D) (sub) reptício
de composição: pontapé, girassol, paraquedas, paraquedis-
ta, etc.
E) (sub) liminar
6.
Em alguns compostos com o advérbio “bem”: benfei-
07.Assinale a alternativa em que todas as palavras estão
grafadas corretamente:
to, benquerer, benquerido, etc.
A) autocrítica, contramestre, extra-oficial
B) infra-assinado, infra-vermelho, infra-som
Questões sobre Hífen
C) semi-círculo, semi-humano, semi-internato
D) supervida, superelegante, supermoda
01.Assinale a alternativa em que o hífen, conforme o
E) sobre-saia, mini-saia, superssaia
novo Acordo, está sendo usado corretamente:
A) Ele fez sua auto-crítica ontem.
08.Assinale o item em que o uso do hífen está incorreto.
B) Ela é muito mal-educada.
A) infraestrutura / super-homem / autoeducação
C) Ele tomou um belo ponta-pé.
B) bem-vindo / antessala /contra-regra
D) Fui ao super-mercado, mas não entrei.
C) contramestre / infravermelho / autoescola
E) Os raios infra-vermelhos ajudam em lesões.
D) neoescolástico / ultrassom / pseudo-herói
E) extraoficial / infra-hepático /semirreta
02.Assinale a alternativa errada quanto ao emprego do
09.Uma das alternativas abaixo apresenta incorreção
hífen:
quanto ao emprego do hífen.
A)
Pelo interfone ele comunicou bem-humorado que
A)
O pseudo-hermafrodita não tinha infraestrutura para
faria uma superalimentação.
relacionamento extraconjugal.
B) Nas circunvizinhanças há uma casa malassombrada.
B)
Era extraoficial a notícia da vinda de um extraterreno.
C) Depois de comer a sobrecoxa, tomou um antiácido.
C)
Ele estudou línguas neolatinas nas colônias ultrama-
D) Nossos antepassados realizaram vários anteproje-
rinas.
tos.
D)
O anti-semita tomou um anti-biótico e vacina antir-
E) O autodidata fez uma autoanálise.
rábica.
E)
Era um suboficial de uma superpotência.
03.Assinale a alternativa incorreta quanto ao emprego
do hífen, respeitando-se o novo Acordo.
10.Assinale a alternativa em que ocorre erro quanto ao
A) O semi-analfabeto desenhou um semicírculo.
emprego do hífen.
B) O meia-direita fez um gol de sem-pulo na semifinal
A) Foi iniciada a campanha pró-leite.
do campeonato.
B) O ex-aluno fez a sua autodefesa.
C) Era um sem-vergonha, pois andava seminu.
C) O contrarregra comeu um contra-filé.
D) O recém-chegado veio de além-mar.
D) Sua vida é um verdadeiro contrassenso.
E) O vice-reitor está em estado pós-operatório.
E) O meia-direita deu início ao contra-ataque.
GABARITO
04.Segundo o novo Acordo, entre as palavras pão duro
(avarento), copo de leite (planta) e pé de moleque (doce) o
hífen é obrigatório:
01.
B
02. B
03. A
04. E
05. C
06.
D
07. D
08. B
09. D
10. C
A) em nenhuma delas.
B) na segunda palavra.
RESOLUÇÃO
C) na terceira palavra.
D) em todas as palavras.
1-)
E) na primeira e na segunda palavra.
A)
autocrítica
C)
pontapé
05.Fez um esforço
para vencer o campeonato
D)
supermercado
Qual alternativa completa corretamente as lacunas?
E)
infravermelhos
A) sobreumano/interregional
B) sobrehumano-interregional
C) sobre-humano / inter-regional
2-)B) Nas circunvizinhanças há uma casa mal-assom-
brada.
D) sobrehumano/ inter-regional
E) sobre-humano /interegional
3-) A) O semianalfabeto desenhou um semicírculo.
20
LÍNGUA PORTUGUESA 4-) a) pão-duro / b) copo-de-leite (planta) / c) pé de mo- leque
LÍNGUA PORTUGUESA
4-)
a)
pão-duro / b) copo-de-leite (planta) / c) pé de mo-
leque (doce)
a)
Usa-se o hífen nas palavras compostas que não
apresentam elementos de ligação.
b)
Usa-se o hífen nos compostos que designam espé-
Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tônica recai
na penúltima sílaba. Ex.: útil – tórax – táxi – leque – retrato
– passível
Proparoxítonas - São aquelas em que a sílaba tônica
está na antepenúltima sílaba. Ex.: lâmpada – câmara – tím-
pano – médico – ônibus
cies animais e botânicas (nomes de plantas, flores, frutos,
raízes, sementes), tenham ou não elementos de ligação.
c)
Não se usa o hífen em compostos que apresentam
elementos de ligação.
5-) Fez um esforço sobre-humano para vencer o cam-
Como podemos observar, os vocábulos possuem mais
de uma sílaba, mas em nossa língua existem aqueles com
uma sílaba somente: são os chamados monossílabos que,
quando pronunciados, apresentam certa diferenciação
quanto à intensidade.
peonato inter-regional.
Tal diferenciação só é percebida quando os pronun-
- Usa-se o hífen diante de palavra iniciada por h.
ciamos em uma dada sequência de palavras. Assim como
- Usa-se o hífen se o prefixo terminar com a mesma
podemos observar no exemplo a seguir:
letra com que se inicia a outra palavra
“Sei que não vai dar em nada,
Seus segredos sei de cor”.
6-)
Com os prefixos sub e sob, usa-se o hífen também
diante de palavra iniciada por r. : subchefe, subentender,
Os monossílabos classificam-se como tônicos; os de-
subsolo, sub- -reptício (sem o hífen até a leitura da pala-
mais, como átonos (que, em, de).
vra será alterada; /subre/, ao invés de /sub re/), subliminar
Os acentos
7-)
acento agudo (´) – Colocado sobre as letras «a», «i»,
A)
autocrítica, contramestre, extraoficial
«u» e sobre o «e» do grupo “em” - indica que estas letras
B)
infra-assinado, infravermelho, infrassom
representam as vogais tônicas de palavras como Amapá,
C)
semicírculo, semi-humano, semi-internato
caí, público, parabéns. Sobre as letras “e” e “o” indica, além
D)
supervida, superelegante, supermoda = corretas
da tonicidade, timbre aberto.Ex.: herói – médico – céu (di-
E)
sobressaia, minissaia, supersaia
tongos abertos)
acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras “a”,
8-)
B) bem-vindo / antessala / contrarregra
“e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre fechado: Ex.:
tâmara – Atlântico – pêssego – supôs
9-)
D) O antissemita tomou um antibiótico e vacina an-
acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a” com
tirrábica.
artigos e pronomes. Ex.: à – às – àquelas – àqueles
trema ( ¨ ) – De acordo com a nova regra, foi total-
10-) C) O contrarregra comeu um contrafilé.
mente abolido das palavras. Há uma exceção: é utilizado
em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros. Ex.:
Acentuação
mülleriano (de Müller)
til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vo-
A
acentuação é um dos requisitos que perfazem as re-
gais nasais. Ex.: coração – melão – órgão – ímã
gras estabelecidas pela Gramática Normativa. Esta se com-
põe de algumas particularidades, às quais devemos estar
Regras fundamentais:
atentos, procurando estabelecer uma relação de familia-
ridade e, consequentemente, colocando-as em prática na
linguagem escrita.
Palavras oxítonas:
À
medida que desenvolvemos o hábito da leitura e a
prática de redigir, automaticamente aprimoramos essas
competências, e logo nos adequamos à forma padrão.
Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em: “a”, “e”,
“o”, “em”, seguidas ou não do plural(s): Pará – café(s) – ci-
pó(s) – armazém(s)
Essa regra também é aplicada aos seguintes casos:
Regras básicas – Acentuação tônica
Monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”, “o”, se-
guidos ou não de “s”. Ex.: pá – pé – dó – há
Formas verbais terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos, se-
A
acentuação tônica implica na intensidade com que
são pronunciadas as sílabas das palavras. Aquela que se dá
de forma mais acentuada, conceitua-se como sílaba tônica.
As demais, como são pronunciadas com menos intensida-
de, são denominadas de átonas.
De acordo com a tonicidade, as palavras são classifi-
cadas como:
guidas de lo, la, los, las. Ex. respeitá-lo – percebê-lo – com-
pô-lo
Paroxítonas:
Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em:
- i, is : táxi – lápis – júri
- us, um, uns : vírus – álbuns – fórum
l, n, r, x, ps : automóvel – elétron - cadáver – tórax –
fórceps
-
Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a
última sílaba. Ex.: café – coração – cajá – atum – caju – papel
-
ã, ãs, ão, ãos : ímã – ímãs – órfão – órgãos
21
LÍNGUA PORTUGUESA -- Dica da Zê!: Memorize a palavra LINURXÃO. Para quê? Repare que essa
LÍNGUA PORTUGUESA
-- Dica da Zê!: Memorize a palavra LINURXÃO. Para
quê? Repare que essa palavra apresenta as terminações
das paroxítonas que são acentuadas: L, I N, U (aqui inclua
UM = fórum), R, X, Ã, ÃO. Assim ficará mais fácil a memo-
rização!
-ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou
não de “s”: água – pônei – mágoa – jóquei
* Cuidado! Há o verbo vir:
Ele vem à tarde!
Eles vêm à tarde!
Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato quan-
do seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z. Ra-ul, ru
-im, con-tri-bu-in-te, sa-ir, ju-iz
Regras especiais:
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se esti-
verem seguidas do dígrafo nh. Ex: ra-i-nha, ven-to-i-nha.
Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” (ditongos
abertos), que antes eram acentuados, perderam o acento
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vierem
de acordo com a nova regra, mas desde que estejam em
precedidas de vogal idêntica: xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba
palavras paroxítonas.
As formas verbais que possuíam o acento tônico na
* Cuidado: Se os ditongos abertos estiverem em uma
raiz, com “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de
palavra oxítona (herói) ou monossílaba (céu) ainda são
“e” ou “i” não serão mais acentuadas. Ex.:
acentuados. Ex.: herói, céu, dói, escarcéu.
Antes
Depois
Antes
Agora
apazigúe (apaziguar)
apazigue
assembléia assembleia
averigúe (averiguar)
averigue
idéia
ideia
argúi (arguir)
argui
geléia
geleia
jibóia
jiboia
Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira pessoa
apóia (verbo apoiar) apoia
do plural de: ele tem – eles têm / ele vem – eles vêm (verbo
paranóico
paranoico
vir)
Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, acom-
A
regra prevalece também para os verbos conter, ob-
panhados ou não de “s”, haverá acento. Ex.: saída – faísca
ter, reter, deter, abster.
– baú – país – Luís
ele contém – eles contêm
ele obtém – eles obtêm
Observação importante:
ele retém – eles retêm
Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos, formando
ele convém – eles convêm
hiato quando vierem depois de ditongo: Ex.:
Antes
Agora
Não se acentuam mais as palavras homógrafas que
bocaiúva
bocaiuva
antes eram acentuadas para diferenciá-las de outras seme-
feiúra
feiura
lhantes (regra do acento diferencial). Apenas em algumas
Sauípe
Sauipe
exceções, como:
A
forma verbal pôde (terceira pessoa do singular do
O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi
pretérito perfeito do modo indicativo) ainda continua sen-
abolido. Ex.:
Antes
Agora
do acentuada para diferenciar-se de pode (terceira pessoa
do singular do presente do indicativo). Ex:
crêem
creem
lêem
leem
Ela pode fazer isso agora.
Elvis não pôde participar porque sua mão não deixou
vôo
voo
enjôo
enjoo
O
mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciar da
- Agora memorize a palavra CREDELEVÊ. São os verbos
que, no plural, dobram o “e”, mas que não recebem mais
acento como antes: CRER, DAR, LER e VER.
preposição por.
- Quando, na frase, der para substituir o “por” por “co-
locar”, estaremos trabalhando com um verbo, portanto:
“pôr”; nos outros casos, “por” preposição. Ex:
Repare:
Faço isso por você.
Posso pôr (colocar) meus livros aqui?
1-) O menino crê em você
Os meninos creem em você.
2-) Elza lê bem!
Todas leem bem!
3-) Espero que ele dê o recado à sala.
Esperamos que os garotos deem o recado!
4-) Rubens vê tudo!
Eles veem tudo!
22

LÍNGUA PORTUGUESA

Questões sobre Acentuação Gráfica 08. (CORREIOS – CARTEIRO – CESPE/2011) São acen- 01. (TJ/SP –
Questões sobre Acentuação Gráfica
08. (CORREIOS – CARTEIRO – CESPE/2011) São acen-
01.
(TJ/SP – AGENTE DE FISCALIZAÇÃO JUDICIÁRIA –
tuados graficamente de acordo com a mesma regra de
acentuação gráfica os vocábulos
VUNESP/2010) Assinale a alternativa em que as palavras
são acentuadas graficamente pelos mesmos motivos que
A) também e coincidência.
B) quilômetros e tivéssemos.
justificam, respectivamente, as acentuações de: década,
relógios, suíços.
C) jogá-la e incrível.
D) Escócia e nós.
(A)
flexíveis, cartório, tênis.
E) correspondência e três.
(B)
inferência, provável, saída.
09.
(IBAMA – TÉCNICO
ADMINISTRATIVO – CES-
(C)
óbvio, após, países.
PE/2012) As palavras “pó”, “só” e “céu” são acentuadas de
(D)
islâmico, cenário, propôs.
acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.
(E)
república, empresária, graúda.
(
)
CERTO
(
) ERRADO
02.
(TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAU-
GABARITO
LO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013)
01. E
02. D
03. E
04. C
05. E
Assinale a alternativa com as palavras acentuadas segundo
06. C
07. D
08. B
09. E
as regras de acentuação, respectivamente, de intercâmbio
RESOLUÇÃO
e antropológico.
(A)
Distúrbio e acórdão.
1-) Década = proparoxítona / relógios = paroxítona
(B)
Máquina e jiló.
terminada em ditongo / suíços = regra do hiato
(C)
Alvará e Vândalo.
(A)
flexíveis e cartório
= paroxítonas terminadas em
(D)
Consciência e características.
ditongo / tênis = paroxítona terminada em “i” (seguida
(E)
Órgão e órfãs.
de “s”)
(B)
inferência = paroxítona terminada em ditongo /
03.
(TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE –
provável = paroxítona terminada em “l” / saída = regra do
TÉCNICO EM MICROINFORMÁTICA - CESPE/2012) As pa-
hiato
lavras “conteúdo”, “calúnia” e “injúria” são acentuadas de
(C)
óbvio = paroxítona terminada em ditongo / após
acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.
= oxítona terminada em “o” + “s” / países = regra do hiato
(
) CERTO
(
) ERRADO
(D)
islâmico = proparoxítona / cenário = paroxítona
terminada em ditongo / propôs = oxítona terminada em
04.
(TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS
“o” + “s”
GERAIS – OFICIAL JUDICIÁRIO – FUNDEP/2010) Assinale a
(E) república = proparoxítona / empresária = paroxíto-
afirmativa em que se aplica a mesma regra de acentuação.
na terminada em ditongo / graúda = regra do hiato
A)
tevê – pôde – vê
B)
únicas – histórias – saudáveis
2-) Para que saibamos qual alternativa assinalar, pri-
C)
indivíduo – séria – noticiários
meiro temos que classificar as palavras do enunciado
D)
diário – máximo – satélite
quanto à posição de sua sílaba tônica:
05.
(ANATEL – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES-
Intercâmbio = paroxítona terminada em ditongo; An-
PE/2012) Nas palavras “análise” e “mínimos”, o emprego
tropológico = proparoxítona (todas são acentuadas). Ago-
do acento gráfico tem justificativas gramaticais diferentes.
ra, vamos à análise dos itens apresentados:
(
)
CERTO
(
) ERRADO
(A) Distúrbio = paroxítona terminada em ditongo;
acórdão = paroxítona terminada em “ão”
06.
(ANCINE – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES-
(B)
Máquina = proparoxítona; jiló = oxítona terminada
PE/2012) Os vocábulos “indivíduo”, “diária” e “paciência”
em “o”
recebem acento gráfico com base na mesma regra de
acentuação gráfica.
(C)
Alvará = oxítona terminada em “a”; Vândalo = pro-
paroxítona
(
)
CERTO
(
) ERRADO
(D)
Consciência = paroxítona terminada em ditongo;
características = proparoxítona
07.
(BACEN – TÉCNICO DO BANCO CENTRAL – CES-
(E)
Órgão e órfãs = ambas: paroxítona terminada em
GRANRIO/2010) As palavras que se acentuam pelas mes-
mas regras de “conferência”, “razoável”, “países” e “será”,
respectivamente, são
“ão” e “ã”, respectivamente.
a) trajetória, inútil, café e baú.
b) exercício, balaústre, níveis e sofá.
c) necessário, túnel, infindáveis e só.
3-) “Conteúdo” é acentuada seguindo a regra do hiato;
calúnia = paroxítona terminada em ditongo; injúria = paro-
xítona terminada em ditongo.
RESPOSTA: “ERRADO”.
d) médio, nível, raízes e você.
e) éter, hífen, propôs e saída.
23

LÍNGUA PORTUGUESA

4-) A) também e coincidência. A) tevê – pôde – vê Também = oxítona terminada
4-)
A)
também e coincidência.
A)
tevê – pôde – vê
Também = oxítona terminada em “e + m”; coincidên-
Tevê = oxítona terminada em “e”; pôde (pretérito per-
feito do Indicativo) = acento diferencial (que ainda preva-
lece após o Novo Acordo Ortográfico) para diferenciar de
“pode” – presente do Indicativo; vê = monossílaba termi-
nada em “e”
cia = paroxítona terminada em ditongo
B)
quilômetros e tivéssemos.
Quilômetros = proparoxítona; tivéssemos = propa-
roxítona
C)
jogá-la e incrível.
B)
únicas – histórias – saudáveis
Únicas = proparoxítona; história = paroxítona termi-
nada em ditongo; saudáveis = paroxítona terminada em
Oxítona terminada em “a”; incrível = paroxítona ter-
minada em “l’
D)
Escócia e nós.
ditongo.
C)
indivíduo – séria – noticiários
Escócia = paroxítona terminada em ditongo; nós =
monossílaba terminada em “o + s”
Indivíduo = paroxítona terminada em ditongo; séria =
E)
correspondência e três.
paroxítona terminada em ditongo; noticiários = paroxí-
Correspondência = paroxítona terminada em ditongo;
tona terminada em ditongo.
três = monossílaba terminada em “e + s”
D)
diário – máximo – satélite
Diário = paroxítona terminada em ditongo; máximo
9-) Pó = monossílaba terminada em “o”; só = monos-
=
proparoxítona; satélite = proparoxítona.
sílaba terminada em “o”; céu = monossílaba terminada em
ditongo aberto “éu”.
5-) Análise = proparoxítona / mínimos = proparoxí-
RESPOSTA: “ERRADO”.
tona. Ambas são acentuadas pela mesma regra (antepe-
núltima sílaba é tônica, “mais forte”).
RESPOSTA: “ERRADO”.
6-) Indivíduo = paroxítona terminada em ditongo;
diária = paroxítona terminada em ditongo; paciência =
paroxítona terminada em ditongo. Os três vocábulos são
acentuados devido à mesma regra.
Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou
RESPOSTA: “CERTO”.
característica do ser e se relaciona com o substantivo.
Ao analisarmos a palavra bondoso, por exemplo, per-
7-) Vamos classificar as palavras do enunciado:
cebemos que, além de expressar uma qualidade, ela pode
1-) Conferência = paroxítona terminada em ditongo
ser colocada ao lado de um substantivo: homem bondoso,
2-) razoável = paroxítona terminada em “l’
moça bondosa, pessoa bondosa.
3-) países = regra do hiato
com a palavra bondade, embora expresse uma qua-
4-) será = oxítona terminada em “a”
lidade, não acontece o mesmo; não faz sentido dizer: ho-
mem bondade, moça bondade, pessoa bondade. Bondade,
a)
trajetória, inútil, café e baú.
portanto, não é adjetivo, mas substantivo.
Trajetória = paroxítona terminada em ditongo; inútil
=
paroxítona terminada em “l’; café = oxítona terminada
Morfossintaxe do Adjetivo:
em “e”
b)
exercício, balaústre, níveis e sofá.
O
adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função
Exercício = paroxítona terminada em ditongo; ba-
dentro de uma oração) relativas aos substantivos, atuando
laústre = regra do hiato; níveis = paroxítona terminada
em “i + s”; sofá = oxítona terminada em “a”.
como adjunto adnominal ou como predicativo (do sujeito
ou do objeto).
c)
necessário, túnel, infindáveis e só.
Necessário = paroxítona terminada em ditongo; tú-
nel = paroxítona terminada em “l’; infindáveis = paroxí-
tona terminada em “i + s”; só = monossílaba terminada
Adjetivo Pátrio (ou gentílico)
em “o”.
Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser.
Observe alguns deles:
d)
médio, nível, raízes e você.
Estados e cidades brasileiros:
Médio = paroxítona terminada em ditongo; nível =
paroxítona terminada em “l’; raízes = regra do hiato; será
Alagoas
=
oxítona terminada em “a”.
Amapá
e)
éter, hífen, propôs e saída.
Aracaju
Éter = paroxítona terminada em “r”; hífen = paroxí-
tona terminada em “n”; propôs = oxítona terminada em
“o + s”; saída = regra do hiato.
Amazonas
Belo Horizonte
Brasília
Cabo Frio
8-)
Campinas
alagoano
amapaense
aracajuano ou aracajuense
amazonense ou baré
belo-horizontino
brasiliense
cabo-friense
campineiro ou campinense
24
LÍNGUA PORTUGUESA Adjetivo Pátrio Composto 
 Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro Veja
LÍNGUA PORTUGUESA
Adjetivo Pátrio Composto 

Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro
Veja outros exemplos:
elemento aparece na forma reduzida e, normalmente, eru-
dita. Observe alguns exemplos:
África
afro- / Cultura afro-americana
Motos vinho (mas: motos verdes)
Paredes musgo (mas: paredes brancas).
Comícios monstro (mas: comícios grandiosos).
Alemanha germano- ou teuto-/Competições teuto-inglesas
América américo- / Companhia américo-africana
Adjetivo Composto
Bélgica belgo- / Acampamentos belgo-franceses
China sino- / Acordos sino-japoneses
Espanha hispano- / Mercado hispano-português
Europa euro- / Negociações euro-americanas
França
franco- ou galo- / Reuniões franco-italianas
É aquele formado por dois ou mais elementos.
Normalmente, esses elementos são ligados por hífen.
Apenas o último elemento concorda com o substantivo
a que se refere; os demais ficam na forma masculina,
Grécia
greco- / Filmes greco-romanos
singular. Caso um dos elementos que formam o adjetivo
Inglaterra anglo- / Letras anglo-portuguesas
Itália ítalo- / Sociedade ítalo-portuguesa
Japão nipo- / Associações nipo-brasileiras
Portugal luso- / Acordos luso-brasileiros
composto seja um substantivo adjetivado, todo o adjetivo
composto ficará invariável. Por exemplo: a palavra
rosa é originalmente um substantivo, porém, se estiver
qualificando um elemento, funcionará como adjetivo. Caso
se ligue a outra palavra por hífen, formará um adjetivo
Flexão dos adjetivos
composto; como é um substantivo adjetivado, o adjetivo
composto inteiro ficará invariável. Por exemplo:
O adjetivo varia em gênero, número e grau.
Camisas rosa-claro.
Ternos rosa-claro.
Gênero dos Adjetivos
Olhos verde-claros.
Calças azul-escuras e camisas verde-mar.
Os adjetivos concordam com o substantivo a que se
Telhados marrom-café e paredes verde-claras.
referem (masculino e feminino). De forma semelhante aos
substantivos, classificam-se em:
Obs.: - Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qual-
quer adjetivo composto iniciado por cor-de-
são sempre
Biformes - têm duas formas, sendo uma para o mas-
invariáveis.
culino e outra para o feminino. Por exemplo: ativo e ativa,
- Os adjetivos compostos surdo-mudo e pele-vermelha
mau e má, judeu e judia.
têm os dois elementos flexionados.
Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no
feminino somente o último elemento. Por exemplo: o moço
Grau do Adjetivo
norte-americano, a moça norte-americana.
Exceção: surdo-mudo e surda-muda.
Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar a inten-
sidade da qualidade do ser. São dois os graus do adjetivo:
Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino
o comparativo e o superlativo.
como para o feminino. Por exemplo: homem feliz e mulher
feliz.
Comparativo
Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no
feminino. Por exemplo: conflito político-social e desavença
político-social.
Número dos Adjetivos
Nesse grau, comparam-se a mesma característica atri-
buída a dois ou mais seres ou duas ou mais característi-
cas atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser de
igualdade, de superioridade ou de inferioridade. Observe
os exemplos abaixo:
Plural dos adjetivos simples
Os adjetivos simples flexionam-se no plural de acor-
do com as regras estabelecidas para a flexão numérica dos
substantivos simples. Por exemplo: mau e maus, feliz e feli-
Sou tão alto como você. = Comparativo de Igualdade
No comparativo de igualdade, o segundo termo da
comparação é introduzido pelas palavras como, quanto ou
quão.
zes, ruim e ruins
boa e boas
Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça
função de substantivo, ficará invariável, ou seja, se a pa-
lavra que estiver qualificando um elemento for, original-
mente, um substantivo, ela manterá sua forma primitiva.
Exemplo: a palavra cinza é originalmente um substantivo;
porém, se estiver qualificando um elemento, funcionará
como adjetivo. Ficará, então, invariável. Logo: camisas cin-
za, ternos cinza.
Sou mais alto (do) que você. = Comparativo de Supe-
rioridade Analítico
No comparativo de superioridade analítico, entre os
dois substantivos comparados, um tem qualidade supe-
rior. A forma é analítica porque pedimos auxílio a “mais do
que” ou “mais
O Sol é maior (do) que a Terra. = Comparativo de Supe-
rioridade Sintético
25

LÍNGUA PORTUGUESA

Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de su- perioridade, formas sintéticas, herdadas do latim. São
Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de su-
perioridade, formas sintéticas, herdadas do latim. São eles:
bom /melhor, pequeno/menor, mau/pior, alto/superior,
grande/maior, baixo/inferior.
Observe que:
a)
As formas menor e pior são comparativos de supe-
rioridade, pois equivalem a mais pequeno e mais mau, res-
pectivamente.
radical do adjetivo latino + um dos sufixos -íssimo, -imo
ou érrimo. Por exemplo: fidelíssimo, facílimo, paupérrimo. A
forma popular é constituída do radical do adjetivo portu-
guês + o sufixo -íssimo: pobríssimo, agilíssimo.
3) Em vez dos superlativos normais seriíssimo, preca-
riíssimo, necessariíssimo, preferem-se, na linguagem atual,
as formas seríssimo, precaríssimo, necessaríssimo, sem o de-
sagradável hiato i-í.
b)
Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas
(melhor, pior, maior e menor), porém, em comparações fei-
tas entre duas qualidades de um mesmo elemento, deve-se
usar as formas analíticas mais bom, mais mau,mais grande
O advérbio, assim como muitas outras palavras exis-
tentes na Língua Portuguesa, advém de outras línguas.
Assim sendo, tal qual o adjetivo, o prefixo “ad-” indica a
ideia de proximidade, contiguidade. Essa proximidade faz
e mais pequeno. Por exemplo:
referência ao processo verbal, no sentido de caracterizá-lo,
Pedro é maior do que Paulo - Comparação de dois ele-
ou seja, indicando as circunstâncias em que esse processo
mentos.
se desenvolve.
Pedro é mais grande que pequeno - comparação de
O advérbio relaciona-se aos verbos da língua, no sen-
duas qualidades de um mesmo elemento.
tido de caracterizar os processos expressos por ele. Contu-
do, ele não é modificador exclusivo desta classe (verbos),
Sou menos alto (do) que você.
= Comparativo de In-
pois também modifica o adjetivo e até outro advérbio. Se-
ferioridade
Sou menos passivo (do) que tolerante.
guem alguns exemplos:
Para quem se diz distantemente alheio a esse assunto,
você está até bem informado.
Superlativo
Temos o advérbio “distantemente” que modifica o ad-
jetivo alheio, representando uma qualidade, característica.
O superlativo expressa qualidades num grau muito
elevado ou em grau máximo. O grau superlativo pode ser
O artista canta muito mal.
absoluto ou relativo e apresenta as seguintes modalidades:
Nesse caso, o advérbio de intensidade “muito” modifi-
Superlativo Absoluto: ocorre quando a qualidade de
ca outro advérbio de modo – “mal”. Em ambos os exemplos
um ser é intensificada, sem relação com outros seres. Apre-
pudemos verificar que se tratava de somente uma palavra
senta-se nas formas:
funcionando como advérbio. No entanto, ele pode estar
Analítica: a intensificação se faz com o auxílio de pala-
demarcado por mais de uma palavra, que mesmo assim
vras que dão ideia de intensidade (advérbios). Por exemplo:
não deixará de ocupar tal função. Temos aí o que chama-
O secretário é muito inteligente.
mos de locução adverbial, representada por algumas ex-
Sintética: a intensificação se faz por meio do acrésci-
pressões, tais como: às vezes, sem dúvida, frente a frente, de
mo de sufixos. Por exemplo: O secretário é inteligentíssimo.
modo algum, entre outras.
Dependendo das circunstâncias expressas pelos advér-
Observe alguns superlativos sintéticos:
bios, eles se classificam em distintas categorias, uma vez
benéfico beneficentíssimo
expressas por:
bom
boníssimo ou ótimo
de modo: Bem, mal, assim, depressa, devagar, às pres-
comum comuníssimo
cruel crudelíssimo
difícil dificílimo
doce dulcíssimo
fácil
facílimo
fiel
fidelíssimo
Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade de
um ser é intensificada em relação a um conjunto de seres.
Essa relação pode ser:
De Superioridade: Clara é a mais bela da sala.
De Inferioridade: Clara é a menos bela da sala.
sas, às claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos
poucos, desse jeito, desse modo, dessa maneira, em geral,
frente a frente, lado a lado, a pé, de cor, em vão, e a maior
parte dos que terminam em -”mente”: calmamente, triste-
mente, propositadamente, pacientemente, amorosamente,
docemente, escandalosamente, bondosamente, generosa-
mente
de intensidade: Muito, demais, pouco, tão, menos, em
excesso, bastante, pouco, mais, menos, demasiado, quanto,
quão, tanto, que(equivale a quão), tudo, nada, todo, quase,
de todo, de muito, por completo.
Note bem:
1)
O superlativo absoluto analítico é expresso por meio
dos advérbios muito, extremamente, excepcionalmente,
etc., antepostos ao adjetivo.
2)
O superlativo absoluto sintético apresenta-se sob
duas formas : uma erudita, de origem latina, outra popular,
de origem vernácula. A forma erudita é constituída pelo
de tempo: Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora,
amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes,
doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, en-
fim, afinal, breve, constantemente, entrementes, imediata-
mente, primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, às
vezes, à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em
quando, de quando em quando, a qualquer momento, de
tempos em tempos, em breve, hoje em dia
26
LÍNGUA PORTUGUESA de lugar: Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás, além, lá, detrás,
LÍNGUA PORTUGUESA
de lugar: Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá,
atrás, além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí,
abaixo, aonde, longe, debaixo, algures, defronte, nenhures,
adentro, afora, alhures, nenhures, aquém, embaixo, exter-
namente, a distância, à distancia de, de longe, de perto, em
cima, à direita, à esquerda, ao lado, em volta
de negação : Não, nem, nunca, jamais, de modo algum,
de forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum
Classificação dos Artigos
Artigos Definidos: determinam os substantivos de
maneira precisa: o, a, os, as. Por exemplo: Eu matei o animal.
Artigos Indefinidos:
determinam os substantivos de
maneira vaga: um, uma, uns, umas. Por exemplo: Eu matei
um animal.
de
dúvida:
Acaso,
porventura,
possivelmente,
Combinação dos Artigos
provavelmente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem
sabe
É muito presente a combinação dos artigos definidos
e
indefinidos com preposições. Veja a forma assumida por
de afirmação: Sim, certamente, realmente, decerto, efe-
essas combinações:
tivamente, certo, decididamente, realmente, deveras, indubi-
tavelmente (=sem dúvida).
Preposições Artigos
o, os
de exclusão: Apenas, exclusivamente, salvo, senão, so-
a
ao, aos
mente, simplesmente, só, unicamente
de
do, dos
em
no, nos
de inclusão: Ainda, até, mesmo, inclusivamente, tam-
por (per)
pelo, pelos
bém
a, as
um, uns uma, umas
à, às
-
-
de ordem: Depois, primeiramente, ultimamente
da, das
dum, duns
duma, dumas
na, nas
num, nuns
numa, numas
de designação: Eis
pela, pelas
-
-
de interrogação: onde? (lugar), como? (modo), quan-
-
As formas à e às indicam a fusão da preposição a
do? (tempo), por quê? (causa), quanto? (preço e intensidade),
com o artigo definido a. Essa fusão de vogais idênticas é
para quê? (finalidade)
conhecida por crase.
Locução adverbial
Constatemos as circunstâncias em que os artigos se
manifestam:
É reunião de duas ou mais palavras com valor de
advérbio. Exemplo:
-
Considera-se obrigatório o uso do artigo depois do
Carlos saiu às pressas. (indicando modo)
numeral “ambos”: Ambos os garotos decidiram participar
Maria saiu à tarde. (indicando tempo)
das olimpíadas.
Há locuções adverbiais que possuem advérbios corres-
-
Nomes próprios indicativos de lugar admitem o uso
pondentes. Exemplo: Carlos saiu às pressas. = Carlos saiu
do artigo, outros não: São Paulo, O Rio de Janeiro, Veneza,
apressadamente.
A Bahia
Apenas os advérbios de intensidade, de lugar e de
modo são flexionados, sendo que os demais são todos in-
variáveis. A única flexão propriamente dita que existe na
categoria dos advérbios é a de grau:
-
Quando indicado no singular, o artigo definido pode
indicar toda uma espécie: O trabalho dignifica o homem.
-
No caso de nomes próprios personativos, denotando
Superlativo: aumenta a intensidade. Exemplos: longe
- longíssimo, pouco - pouquíssimo, inconstitucionalmente -
inconstitucionalissimamente, etc.;
Diminutivo: diminui a intensidade. Exemplos: perto -
pertinho, pouco - pouquinho, devagar - devagarinho.
a
ideia de familiaridade ou afetividade, é facultativo o uso
do artigo: O Pedro é o xodó da família.
-
No caso de os nomes próprios personativos estarem
no plural, são determinados pelo uso do artigo: Os Maias,
os Incas, Os Astecas
Artigo é a palavra que, vindo antes de um substantivo,
indica se ele está sendo empregado de maneira definida ou
indefinida. Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o
gênero e o número dos substantivos.
-
Usa-se o artigo depois do pronome indefinido todo(a)
para conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso dele (o ar-
tigo), o pronome assume a noção de qualquer.
Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda)
Toda classe possui alunos interessados e desinteressa-
dos. (qualquer classe)
27
LÍNGUA PORTUGUESA - Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é A segunda oração
LÍNGUA PORTUGUESA
-
Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é
A
segunda oração liga-se à primeira por meio do “e”, e
facultativo:
a terceira oração liga-se à segunda por meio do “quando”.
Adoro o meu vestido longo. Adoro meu vestido longo.
As palavras “e” e “quando” ligam, portanto, orações.
-
A utilização do artigo indefinido pode indicar uma
ideia de aproximação numérica: O máximo que ele deve ter
é uns vinte anos.
Observe: Gosto de natação e de futebol.
Nessa frase as expressões de natação, de futebol são
partes ou termos de uma mesma oração. Logo, a palavra
“e” está ligando termos de uma mesma oração.
-
O artigo também é usado para substantivar palavras
oriundas de outras classes gramaticais: Não sei o porquê de
Morfossintaxe da Conjunção
tudo isso.
As conjunções, a exemplo das preposições, não exer-
-
Nunca deve ser usado artigo depois do pronome re-
cem propriamente uma função sintática: são conectivos.
lativo cujo (e flexões).
Este é o homem cujo amigo desapareceu.
Este é o autor cuja obra conheço.
Classificação
- Conjunções Coordenativas
- Conjunções Subordinativas
-
Não se deve usar artigo antes das palavras casa ( no
sentido de lar, moradia) e terra ( no sentido de chão firme),
Conjunções coordenativas
a menos que venham especificadas.
Dividem-se em:
Eles estavam em casa.
Eles estavam na casa dos amigos.
-
ADITIVAS: expressam a ideia de adição, soma. Ex.
Gosto de cantar e de dançar.
Os marinheiros permaneceram em terra.
Principais conjunções aditivas: e, nem, não só mas
Os marinheiros permanecem na terra dos anões.
também, não só
como
também.
-
Não se emprega artigo antes dos pronomes de trata-
-
ADVERSATIVAS: Expressam ideias contrárias, de opo-
mento, com exceção de senhor(a), senhorita e dona: Vossa
sição, de compensação. Ex. Estudei, mas não entendi nada.
excelência resolverá os problemas de Sua Senhoria.
Principais conjunções adversativas: mas, porém, contu-
do, todavia, no entanto, entretanto.
-
Não se une com preposição o artigo que faz parte do
nome de revistas, jornais, obras literárias: Li a notícia em O
-
ALTERNATIVAS: Expressam ideia de alternância.
Estado de S. Paulo.
Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho.
Principais conjunções alternativas: Ou
ou,
ora
ora,
Morfossintaxe
quer
quer,
já.
Para definir o que é artigo é preciso mencionar suas
-
CONCLUSIVAS: Servem para dar conclusões às ora-
relações com o substantivo. Assim, nas orações da língua
ções. Ex. Estudei muito, por isso mereço passar.
portuguesa, o artigo exerce a função de adjunto adnominal
Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois
do substantivo a que se refere. Tal função independe da
(depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim.
função exercida pelo substantivo:
A
existência é uma poesia.
-
EXPLICATIVAS: Explicam, dão um motivo ou razão. Ex.
Uma existência é a poesia.
É melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio lá
fora.
Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações
ou dois termos semelhantes de uma mesma oração. Por
exemplo:
Principais conjunções explicativas: que, porque, pois
(antes do verbo), porquanto.
A
menina segurou a boneca e mostrou quando viu as
Conjunções subordinativas
amiguinhas.
-
CAUSAIS
Deste exemplo podem ser retiradas três informações:
Principais conjunções causais: porque, visto que, já que,
1-) segurou a boneca
as amiguinhas
2-) a menina mostrou
3-) viu
uma vez que, como (= porque).
Ele não fez o trabalho porque não tem livro.
Cada informação está estruturada em torno de um ver-
bo: segurou, mostrou, viu. Assim, há nessa frase três ora-
ções:
-
COMPARATIVAS
Principais conjunções comparativas: que, do que, tão
como, mais
do
que, menos
do
que.
1ª oração: A menina segurou a boneca 2ª oração: e
mostrou 3ª oração: quando viu as amiguinhas.
Ela fala mais que um papagaio.
28

LÍNGUA PORTUGUESA

- CONCESSIVAS a) Temos uma OSA Causal, já que a oração subordinada Principais conjunções concessivas:
-
CONCESSIVAS
a)
Temos uma OSA Causal, já que a oração subordinada
Principais conjunções concessivas: embora, ainda que,
mesmo que, apesar de, se bem que.
Indicam uma concessão, admitem uma contradição,
um fato inesperado. Traz em si uma ideia de “apesar de”.
Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar de
estar cansada)
Apesar de ter chovido fui ao cinema.
(parte destacada) mostra a causa da ação expressa pelo
verbo da oração principal. Outra forma de reconhecê-la é
colocá-la no início do período, introduzida pela conjunção
como - o que não ocorre com a CS Explicativa.
Como não havia cemitério no local, precisavam enterrar
os mortos em outra cidade.
b)
As orações são subordinadas e, por isso, totalmente
dependentes uma da outra.
-
CONFORMATIVAS
Principais conjunções conformativas: como, segundo,
conforme, consoante
Interjeição é a palavra invariável que exprime emo-
ções, sensações, estados de espírito, ou que procura agir
Cada um colhe conforme semeia.
sobre o interlocutor, levando-o a adotar certo comporta-
Expressam uma ideia de acordo, concordância, confor-
mento sem que, para isso, seja necessário fazer uso de es-
midade.
truturas linguísticas mais elaboradas. Observe o exemplo:
Droga! Preste atenção quando eu estou falando!
-
CONSECUTIVAS
Expressam uma ideia de consequência.
No exemplo acima, o interlocutor está muito bravo.
Principais conjunções consecutivas: que (após “tal”,
Toda sua raiva se traduz numa palavra: Droga! Ele poderia
“tanto”, “tão”, “tamanho”).
Falou tanto que ficou rouco.
ter dito: - Estou com muita raiva de você! Mas usou sim-
plesmente uma palavra. Ele empregou a interjeição Droga!
As sentenças da língua costumam se organizar de for-
-
FINAIS
ma lógica: há uma sintaxe que estrutura seus elementos e
Expressam ideia de finalidade, objetivo.
os distribui em posições adequadas a cada um deles. As in-
Todos trabalham para que possam sobreviver.
terjeições, por outro lado, são uma espécie de “palavra-fra-
Principais conjunções finais: para que, a fim de que,
se”, ou seja, há uma ideia expressa por uma palavra (ou um
porque (=para que),
conjunto de palavras - locução interjetiva) que poderia ser
colocada em termos de uma sentença. Veja os exemplos:
-
PROPORCIONAIS
Bravo! Bis!
Principais conjunções proporcionais: à medida que,
bravo e bis: interjeição = sentença (sugestão): “Foi
quanto mais, ao passo que, à proporção que.
muito bom! Repitam!”
À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha.
Ai! Ai! Ai! Machuquei meu pé
ai: interjeição = senten-
ça (sugestão): “Isso está doendo!” ou “Estou com dor!”
-
TEMPORAIS
Principais conjunções temporais: quando, enquanto,
A
interjeição é um recurso da linguagem afetiva, em
logo que.
que não há uma ideia organizada de maneira lógica, como
Quando eu sair, vou passar na locadora.
são as sentenças da língua, mas sim a manifestação de um
suspiro, um estado da alma decorrente de uma situação
Diferença entre orações causais e explicativas
particular, um momento ou um contexto específico. Exem-
plos:
Quando estudamos Orações Subordinadas Adverbiais
(OSA) e Coordenadas Sindéticas (CS), geralmente nos de-
paramos com a dúvida de como distinguir uma oração
Ah, como eu queria voltar a ser criança!
ah: expressão de um estado emotivo = interjeição
Hum! Esse pudim estava maravilhoso!
causal de uma explicativa. Veja os exemplos:
hum: expressão de um pensamento súbito = interjeição
1º) Na frase “Não atravesse a rua, porque você pode ser
atropelado”:
O
significado das interjeições está vinculado à maneira
a) Temos uma CS Explicativa, que indica uma justificati-
va ou uma explicação do fato expresso na oração anterior.
b) As orações são coordenadas e, por isso, indepen-
dentes uma da outra. Neste caso, há uma pausa entre as
orações que vêm marcadas por vírgula.
Não atravesse a rua. Você pode ser atropelado.
Outra dica é, quando a oração que antecede a OC
(Oração Coordenada) vier com verbo no modo imperativo,
ela será explicativa.
como elas são proferidas. Desse modo, o tom da fala é que
dita o sentido que a expressão vai adquirir em cada contex-
to de enunciação. Exemplos:
Psiu! = contexto: alguém pronunciando essa expres-
são na rua; significado da interjeição (sugestão): “Estou te
chamando! Ei, espere!”
Psiu! = contexto: alguém pronunciando essa expres-
são em um hospital; significado da interjeição (sugestão):
Façam silêncio, que estou falando. (façam= verbo im-
perativo)
2º) Na frase “Precisavam enterrar os mortos em outra
cidade porque não havia cemitério no local.”
“Por favor, faça silêncio!”
Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio!
puxa: interjeição; tom da fala: euforia
Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte!
puxa: interjeição; tom da fala: decepção
As interjeições cumprem, normalmente, duas funções:
29

LÍNGUA PORTUGUESA

1) Sintetizar uma frase exclamativa, exprimindo alegria, tristeza, dor, etc. Você faz o que no
1) Sintetizar uma frase exclamativa, exprimindo alegria,
tristeza, dor, etc.
Você faz o que no Brasil?
Eu? Eu negocio com madeiras.
Ah, deve ser muito interessante.
2) Sintetizar uma frase apelativa
Cuidado! Saia da minha frente.
Saiba que: As interjeições são palavras invariáveis, isto é,
não sofrem variação em gênero, número e grau como os no-
mes, nem de número, pessoa, tempo, modo, aspecto e voz
como os verbos. No entanto, em uso específico, algumas in-
terjeições sofrem variação em grau. Deve-se ter claro, neste
caso, que não se trata de um processo natural dessa classe
de palavra, mas tão só uma variação que a linguagem afetiva
permite. Exemplos: oizinho, bravíssimo, até loguinho.
As interjeições podem ser formadas por:
Locução Interjetiva
Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma ex-
- simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô.
- palavras: Oba!, Olá!, Claro!
pressão com sentido de interjeição. Por exemplo : Ora bolas!
Quem me dera! Virgem Maria! Meu Deus! Ó de casa!
- grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu Deus!,
Ai de mim! Valha-me Deus! Graças a Deus! Alto lá!
Ora bolas!
Muito bem!
A
ideia expressa pela interjeição depende muitas ve-
Observações:
zes da entonação com que é pronunciada; por isso, pode
-
As interjeições são como frases resumidas, sintéticas.
Por exemplo: Ué! = Eu não esperava por essa!, Perdão! = Peço-
ocorrer que uma interjeição tenha mais de um sentido. Por
-lhe que me desculpe.
exemplo:
Oh! Que surpresa desagradável! (ideia de contra-
-
Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é o seu
riedade)
Oh! Que bom te encontrar.
tom exclamativo; por isso, palavras de outras classes gramati-
(ideia de alegria)
cais podem aparecer como interjeições.
Viva! Basta! (Verbos)
Classificação das Interjeições
Fora! Francamente! (Advérbios)
-
A interjeição pode ser considerada uma “palavra-frase”
Comumente, as interjeições expressam sentido de:
porque sozinha pode constituir uma mensagem. Ex.: Socorro!,
-
Advertência: Cuidado!, Devagar!, Calma!, Sentido!,
Ajudem-me!, Silêncio!, Fique quieto!
Atenção!, Olha!, Alerta!
- Afugentamento: Fora!, Passa!, Rua!, Xô!
-
Há, também, as interjeições onomatopaicas ou imita-
- Alegria ou Satisfação: Oh!, Ah!,Eh!, Oba!, Viva!
tivas, que exprimem ruídos e vozes. Ex.: Pum! Miau! Bumba!
Zás! Plaft! Pof! Catapimba! Tique-taque! Quá-quá-quá!, etc.
- Alívio: Arre!, Uf!, Ufa! Ah!
- Animação ou Estímulo: Vamos!, Força!, Coragem!,
-
Não se deve confundir a interjeição de apelo “ó” com a
Eia!, Ânimo!, Adiante!, Firme!, Toca!
sua homônima “oh!”, que exprime admiração, alegria, tristeza,
-
Aplauso ou Aprovação: Bravo!, Bis!, Apoiado!, Viva!,
etc. Faz-se uma pausa depois do” oh!” exclamativo e não a
Boa!
fazemos depois do “ó” vocativo.
-
Concordância: Claro!, Sim!, Pois não!, Tá!, Hã-hã!
“Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!” (Olavo Bilac)
-
Repulsa ou Desaprovação: Credo!, Irra!, Ih!, Livra!,
Oh! a jornada negra!” (Olavo Bilac)
Safa!, Fora!, Abaixo!, Francamente!, Xi!, Chega!, Basta!, Ora!
- Desejo ou Intenção: Oh!, Pudera!, Tomara!, Oxalá!
-
Na linguagem afetiva, certas interjeições, originadas de
- Desculpa: Perdão!
palavras de outras classes, podem aparecer flexionadas no di-
- Dor ou Tristeza: Ai!, Ui!, Ai de mim!, Que pena!, Ah!,
minutivo ou no superlativo: Calminha! Adeusinho! Obrigadinho!
Oh!, Eh!
-
Dúvida ou Incredulidade: Qual!, Qual o quê!, Hum!,
Epa!, Ora!
-
Espanto ou Admiração: Oh!, Ah!, Uai!, Puxa!, Céus!,
Quê!, Caramba!, Opa!, Virgem!, Vixe!, Nossa!, Hem?!, Hein?,
Cruz!, Putz!
-
Impaciência ou Contrariedade: Hum!, Hem!, Irra!,
Raios!, Diabo!, Puxa!, Pô!, Ora!
- Pedido de Auxílio: Socorro!, Aqui!, Piedade!
- Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve!, Viva!,
Adeus!, Olá!, Alô!, Ei!, Tchau!, Ô, Ó, Psiu!, Socorro!, Valha-
-me, Deus!
- Silêncio: Psiu!, Bico!, Silêncio!
Interjeições, leitura e produção de textos
Usadas com muita frequência na língua falada informal,
quando empregadas na língua escrita, as interjeições costu-
mam conferir-lhe certo tom inconfundível de coloquialidade.
Além disso, elas podem muitas vezes indicar traços pessoais
do falante - como a escassez de vocabulário, o temperamen-
to agressivo ou dócil, até mesmo a origem geográfica. É nos
textos narrativos - particularmente nos diálogos - que comu-
mente se faz uso das interjeições com o objetivo de caracte-
rizar personagens e, também, graças à sua natureza sinté-
tica, agilizar as falas. Natureza sintética e conteúdo mais
emocional do que racional fazem das interjeições presença
constante nos textos publicitários.
- Terror ou Medo: Credo!, Cruzes!, Uh!, Ui!, Oh!
Fonte:
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/
morf89.php
30
LÍNGUA PORTUGUESA Numeral é a palavra que indica os seres em termos numéricos, isto é,
LÍNGUA PORTUGUESA
Numeral é a palavra que indica os seres em termos
numéricos, isto é, que atribui quantidade aos seres ou os
situa em determinada sequência.
Os quatro últimos ingressos foram vendidos há pouco.
[quatro: numeral = atributo numérico de “ingresso”]
Eu quero café duplo, e você?
Os numerais multiplicativos são invariáveis quando
atuam em funções substantivas: Fizeram o dobro do esforço
[duplo:
numeral = atributo numérico de “café”]
A primeira pessoa da fila pode entrar, por favor!
[primeira:
numeral = situa o ser “pessoa” na sequên-
cia de “fila”]
Note bem: os numerais traduzem, em palavras, o que
e conseguiram o triplo de produção.
Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais
flexionam-se em gênero e número: Teve de tomar doses tri-
plas do medicamento.
Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e
número. Observe: um terço/dois terços, uma terça parte/
duas terças partes
Os numerais coletivos flexionam-se em número: uma
dúzia, um milheiro, duas dúzias, dois milheiros.
É comum na linguagem coloquial a indicação de grau
os números indicam em relação aos seres. Assim, quando
nos numerais, traduzindo afetividade ou especialização de
a expressão é colocada em números (1, 1°, 1/3, etc.) não se
sentido. É o que ocorre em frases como:
trata de numerais, mas sim de algarismos.
“Me empresta duzentinho
Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a
É artigo de primeiríssima qualidade!
ideia expressa pelos números, existem mais algumas pala-
O time está arriscado por ter caído na segundona. (=
vras consideradas numerais porque denotam quantidade,
segunda divisão de futebol)
proporção ou ordenação. São alguns exemplos: década,
dúzia, par, ambos(as), novena.
Emprego dos Numerais
Classificação dos Numerais
*Para designar papas, reis, imperadores, séculos e par-
tes em que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até
Cardinais: indicam contagem, medida. É o número bá-
décimo e a partir daí os cardinais, desde que o numeral
sico: um, dois, cem mil, etc.
venha depois do substantivo:
Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série
Ordinais
dada: primeiro, segundo, centésimo, etc.
João Paulo II (segundo)
Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a
D. Pedro II (segundo)
divisão dos seres: meio, terço, dois quintos, etc.
Ato II (segundo)
Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos
Século VIII (oitavo)
seres, indicando quantas vezes a quantidade foi aumenta-
Canto IX (nono)
Cardinais
Tomo XV (quinze)
Luís XVI (dezesseis)
Capítulo XX (vinte)
Século XX (vinte)
João XXIII ( vinte e três)
da: dobro, triplo, quíntuplo, etc.
*Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o or-
Leitura dos Numerais
dinal até nono e o cardinal de dez em diante:
Artigo 1.° (primeiro)
Separando os números em centenas, de trás para fren-
Artigo 9.° (nono)
Artigo 10 (dez)
Artigo 21 (vinte e um)
te, obtêm-se conjuntos numéricos, em forma de centenas
e, no início, também de dezenas ou unidades. Entre esses
*Ambos/ambas são considerados numerais. Significam
conjuntos usa-se vírgula; as unidades ligam-se pela con-
“um e outro”, “os dois” (ou “uma e outra”, “as duas”) e são
junção “e”.
1.203.726 = um milhão, duzentos e três mil, setecentos
e vinte e seis.
45.520 = quarenta e cinco mil, quinhentos e vinte.
largamente empregados para retomar pares de seres aos
quais já se fez referência.
Pedro e João parecem ter finalmente percebido a impor-
tância da solidariedade. Ambos agora participam das ativi-
dades comunitárias de seu bairro.
Flexão dos numerais
Obs.: a forma “ambos os dois” é considerada enfática.
Atualmente, seu uso indica afetação, artificialismo.
Os numerais cardinais que variam em gênero são um/
uma, dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/du-
zentas em diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatro-
centas, etc. Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, variam
em número: milhões, bilhões, trilhões. Os demais cardinais
são invariáveis.
Os numerais ordinais variam em gênero e número:
primeiro segundo
milésimo
primeira
segunda
milésima
primeiros
segundos
milésimos
primeiras
segundas
milésimas
31
LÍNGUA PORTUGUESA Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários um primeiro - - dois segundo dobro, duplo
LÍNGUA PORTUGUESA
Cardinais
Ordinais
Multiplicativos
Fracionários
um
primeiro
-
-
dois
segundo
dobro, duplo
meio
três
terceiro
triplo, tríplice
terço
quatro
quarto
quádruplo
quarto
cinco
quinto
quíntuplo
quinto
seis
sexto
sêxtuplo
sexto
sete
sétimo
sétuplo
sétimo
oito
oitavo
óctuplo
oitavo
nove
nono
nônuplo
nono
dez
décimo
décuplo
décimo
onze
décimo primeiro
-
onze avos
doze
décimo segundo
-
doze avos
treze
décimo terceiro
-
treze avos
catorze
décimo quarto
-
catorze avos
quinze
décimo quinto
-
quinze avos
dezesseis
décimo sexto
-
dezesseis avos
dezessete
décimo sétimo
-
dezessete avos
dezoito
décimo oitavo
-
dezoito avos
dezenove
décimo nono
-
dezenove avos
vinte
vigésimo
-
vinte avos
trinta
trigésimo
-
trinta avos
quarenta
quadragésimo
-
quarenta avos
cinqüenta
quinquagésimo
-
cinquenta avos
sessenta
sexagésimo
-
sessenta avos
setenta
septuagésimo
-
setenta avos
oitenta
octogésimo
-
oitenta avos
noventa
nonagésimo
-
noventa avos
cem
centésimo
cêntuplo
centésimo
duzentos
ducentésimo
-
ducentésimo
trezentos
trecentésimo
-
trecentésimo
quatrocentos
quadringentésimo
-
quadringentésimo
quinhentos
quingentésimo
-
quingentésimo
seiscentos
sexcentésimo
-
sexcentésimo
setecentos
septingentésimo
-
septingentésimo
oitocentos
octingentésimo
-
octingentésimo
novecentos
nongentésimo ou noningentésimo
-
nongentésimo
mil
milésimo
-
milésimo
milhão
milionésimo
-
milionésimo
bilhão
bilionésimo
-
bilionésimo
Preposição é uma palavra invariável que serve para ligar termos ou orações. Quando esta ligação acontece, normal-
mente há uma subordinação do segundo termo em relação ao primeiro. As preposições são muito importantes na estrutura
da língua, pois estabelecem a coesão textual e possuem valores semânticos indispensáveis para a compreensão do texto.
Tipos de Preposição
1.
Preposições essenciais: palavras que atuam exclusivamente como preposições: a, ante, perante, após, até, com, contra,
de, desde, em, entre, para, por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, dentro de, para com.
2.
Preposições acidentais: palavras de outras classes gramaticais que podem atuar como preposições: como, durante,
exceto, fora, mediante, salvo, segundo, senão, visto.
3.
Locuções prepositivas: duas ou mais palavras valendo como uma preposição, sendo que a última palavra é uma de-
las: abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de acordo com, em cima de, embaixo de, em frente a, ao redor
de, graças a, junto a, com, perto de, por causa de, por cima de,
por trás de.
A preposição, como já foi dito, é invariável. No entanto pode unir-se a outras palavras e assim estabelecer concordância
em gênero ou em número. Ex: por + o = pelo
por + a = pela.
Vale ressaltar que essa concordância não é característica
da preposição, mas das palavras às quais ela se une.
Esse processo de junção de uma preposição com outra palavra pode se dar a partir de dois processos:
32

LÍNGUA PORTUGUESA

1. Combinação: A preposição não sofre alteração. preposição a + artigos definidos o, os a
1.
Combinação: A preposição não sofre alteração.
preposição a + artigos definidos o, os
a
+ o = ao
preposição a + advérbio onde
a
+ onde = aonde
- Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois
termos e estabelece relação de subordinação entre eles.
Cheguei a sua casa ontem pela manhã.
Não queria, mas vou ter que ir à outra cidade para pro-
curar um tratamento adequado.
2.
Contração: Quando a preposição sofre alteração.
Preposição + Artigos
De + o(s) = do(s)
De + a(s) = da(s)
De + um = dum
De + uns = duns
De + uma = duma
De + umas = dumas
Em + o(s) = no(s)
Em + a(s) = na(s)
Em + um = num
Em + uma = numa
Em + uns = nuns
Em + umas = numas
- Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o
lugar e/ou a função de um substantivo.
Temos Maria como parte da família. / Nós a temos como
parte da família
Creio que conhecemos nossa mãe melhor que ninguém.
/ Creio que a conhecemos melhor que ninguém.
2. Algumas relações semânticas estabelecidas por meio
das preposições:
Destino = Irei para casa.
Modo = Chegou em casa aos gritos.
Lugar = Vou ficar em casa;
Assunto = Escrevi um artigo sobre adolescência.
Tempo = A prova vai começar em dois minutos.
A
+ à(s) = à(s)
Causa = Ela faleceu de derrame cerebral.
Por + o = pelo(s)
Por + a = pela(s)
Fim ou finalidade = Vou ao médico para começar o tra-
tamento.
Instrumento = Escreveu a lápis.
Preposição + Pronomes
Posse = Não posso doar as roupas da mamãe.
De + ele(s) = dele(s)
Autoria = Esse livro de Machado de Assis é muito bom.
De + ela(s) = dela(s)
Companhia = Estarei com ele amanhã.
De + este(s) = deste(s)
Matéria = Farei um cartão de papel reciclado.
De + esta(s) = desta(s)
Meio = Nós vamos fazer um passeio de barco.
De + esse(s) = desse(s)
Origem = Nós somos do Nordeste, e você?
De + essa(s) = dessa(s)
Conteúdo = Quebrei dois frascos de perfume.
De + aquele(s) = daquele(s)
Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso.
De + aquela(s) = daquela(s)
Preço = Essa roupa sai por R$ 50 à vista.
De + isto = disto
De + isso = disso
Fonte:
De + aquilo = daquilo
http://www.infoescola.com/portugues/preposicao/
De + aqui = daqui
De + aí = daí
De + ali = dali
Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. Subs-
tantivo é a classe gramatical de palavras variáveis, as quais
De + outro = doutro(s)
De + outra = doutra(s)
denominam os seres. Além de objetos, pessoas e fenôme-
nos, os substantivos também nomeiam:
Em + este(s) = neste(s)
Em + esta(s) = nesta(s)
Em + esse(s) = nesse(s)
Em + aquele(s) = naquele(s)
Em + aquela(s) = naquela(s)
Em + isto = nisto
Em + isso = nisso
Em + aquilo = naquilo
-lugares: Alemanha, Porto Alegre
-sentimentos: raiva, amor
-estados: alegria, tristeza
-qualidades: honestidade, sinceridade
-ações: corrida, pescaria
Morfossintaxe do substantivo
A + aquele(s) = àquele(s)
A + aquela(s) = àquela(s)
A + aquilo = àquilo
Dicas sobre preposição
1. O “a” pode funcionar como preposição, pronome
pessoal oblíquo e artigo. Como distingui-los? Caso o “a” seja
um artigo, virá precedendo um substantivo. Ele servirá para
determiná-lo como um substantivo singular e feminino.
A dona da casa não quis nos atender.
Como posso fazer a Joana concordar comigo?
Nas orações de língua portuguesa, o substantivo em
geral exerce funções diretamente relacionadas com o ver-
bo: atua como núcleo do sujeito, dos complementos ver-
bais (objeto direto ou indireto) e do agente da passiva.
Pode ainda funcionar como núcleo do complemento no-
minal ou do aposto, como núcleo do predicativo do sujeito,
do objeto ou como núcleo do vocativo. Também encontra-
mos substantivos como núcleos de adjuntos adnominais e
de adjuntos adverbiais - quando essas funções são desem-
penhadas por grupos de palavras.
33

LÍNGUA PORTUGUESA

Classificação dos Substantivos 1- Substantivos Comuns e Próprios Observe a definição: s.f. 1: Povoação maior
Classificação dos Substantivos
1- Substantivos Comuns e Próprios
Observe a definição: s.f. 1: Povoação maior que vila, com
muitas casas e edifícios, dispostos em ruas e avenidas (no Bra-
sil, toda a sede de município é cidade). 2. O centro de uma
cidade (em oposição aos bairros).
Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi ne-
cessário repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha,
mais outra abelha
No segundo caso, utilizaram-se duas palavras no plu-
ral.
Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas e
edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada cidade.
Isso significa que a palavra cidade é um substantivo comum.
Substantivo Comum é aquele que designa os seres de
No terceiro caso, empregou-se um substantivo no
singular (enxame) para designar um conjunto de seres da
mesma espécie (abelhas).
O substantivo enxame é um substantivo coletivo.
Substantivo Coletivo: é o substantivo comum que,
mesmo estando no singular, designa um conjunto de seres
da mesma espécie.
uma mesma espécie de forma genérica: cidade, menino, ho-
mem, mulher, país, cachorro.
Estamos voando para Barcelona.
Substantivo coletivo Conjunto de:
assembleia
pessoas reunidas
alcateia
lobos
O
substantivo Barcelona designa apenas um ser da es-
acervo
livros
pécie cidade. Esse substantivo é próprio. Substantivo Próprio:
antologia
trechos literários selecionados
é aquele que designa os seres de uma mesma espécie de
arquipélago
ilhas
forma particular: Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil.
banda
músicos
bando
desordeiros ou malfeitores
2
- Substantivos Concretos e Abstratos
banca
examinadores
batalhão
soldados
LÂMPADA
MALA
cardume
peixes
caravana
viajantes peregrinos
Os substantivos lâmpada e mala designam seres com
existência própria, que são independentes de outros seres.
cacho
frutas
São substantivos concretos.
cáfila
camelos
cancioneiro
canções, poesias líricas
Substantivo Concreto: é aquele que designa o ser que
colmeia
abelhas
existe, independentemente de outros seres.
chusma
gente, pessoas
Obs.: os substantivos concretos designam seres do mun-
concílio
bispos
do real e do mundo imaginário.
congresso
parlamentares, cientistas.
Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra,
elenco
atores de uma peça ou filme
Brasília, etc.
esquadra
navios de guerra
Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água, fantasma,
enxoval
roupas
etc.
falange
soldados, anjos
fauna
animais de uma região
Observe agora:
feixe
lenha, capim
Beleza exposta
flora
vegetais de uma região
Jovens atrizes veteranas destacam-se pelo visual.
frota
O
substantivo beleza designa uma qualidade.
girândola
horda
Substantivo Abstrato: é aquele que designa seres que
dependem de outros para se manifestar ou existir.
Pense bem: a beleza não existe por si só, não pode ser
observada. Só podemos observar a beleza numa pessoa ou
coisa que seja bela. A beleza depende de outro ser para se
manifestar. Portanto, a palavra beleza é um substantivo abs-
trato.
Os substantivos abstratos designam estados, qualidades,
ações e sentimentos dos seres, dos quais podem ser abstraí-
dos, e sem os quais não podem existir: vida (estado), rapidez
(qualidade), viagem (ação), saudade (sentimento).
junta
júri
navios mercantes, ônibus
fogos de artifício
bandidos, invasores
médicos, bois, credores, examinadores
jurados
legião
leva
malta
manada
matilha
molho
multidão
ninhada
nuvem
3
- Substantivos Coletivos
penca
pinacoteca
Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, outra
abelha, mais outra abelha.
Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas.
Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame.
quadrilha
ramalhete
rebanho
récua
soldados, anjos, demônios
presos, recrutas
malfeitores ou desordeiros
búfalos, bois, elefantes,
cães de raça
chaves, verduras
pessoas em geral
pintos
insetos (gafanhotos, mosquitos, etc.)
bananas, chaves
pinturas, quadros
ladrões, bandidos
flores
ovelhas
bestas de carga, cavalgadura
34
LÍNGUA PORTUGUESA repertório réstia Pertencem ao gênero feminino os substantivos que podem vir precedidos dos
LÍNGUA PORTUGUESA
repertório
réstia
Pertencem ao gênero feminino os substantivos que
podem vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas:
romanceiro
revoada
sínodo
A história sem fim
Uma cidade sem passado
As tartarugas ninjas
talha
tropa
Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes
turma
vara
peças teatrais, obras musicais
alhos ou cebolas
poesias narrativas
pássaros
párocos
lenha
muares, soldados
estudantes, trabalhadores
porcos
Formação dos Substantivos
Substantivos Biformes (= duas formas): ao indicar no-
mes de seres vivos, geralmente o gênero da palavra está
relacionado ao sexo do ser, havendo, portanto, duas for-
mas, uma para o masculino e outra para o feminino. Obser-
Substantivos Simples e Compostos
ve: gato – gata, homem – mulher, poeta – poetisa, prefeito
Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a
-
prefeita
terra.
O
substantivo chuva é formado por um único elemento
Substantivos Uniformes: são aqueles que apresentam
ou radical. É um substantivo simples.
uma única forma, que serve tanto para o masculino quanto
para o feminino. Classificam-se em:
Substantivo Simples: é aquele formado por um único
-
Epicenos: têm um só gênero e nomeiam bichos: a
elemento.
cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré macho e o jacaré
Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc. Veja
fêmea.
agora: O substantivo guarda-chuva é formado por dois ele-
-
Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam pes-
mentos (guarda + chuva). Esse substantivo é composto.
soas: a criança, a testemunha, a vítima, o cônjuge, o gênio,
Substantivo Composto: é aquele formado por dois ou
o
ídolo, o indivíduo.
mais elementos. Outros exemplos: beija-flor, passatempo.
-
Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das pes-
soas por meio do artigo: o colega e a colega, o doente e a
Substantivos Primitivos e Derivados
doente, o artista e a artista.
Meu limão meu limoeiro,
meu pé de jacarandá
Saiba que: Substantivos de origem grega terminados
em ema ou oma, são masculinos: o fonema, o poema, o
O
substantivo limão é primitivo, pois não se originou
sistema, o sintoma, o teorema.
de nenhum outro dentro de língua portuguesa.
-
Existem certos substantivos que, variando de gêne-
Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de
ro, variam em seu significado: o rádio (aparelho receptor)
nenhuma outra palavra da própria língua portuguesa. O
e
a rádio (estação emissora) o capital (dinheiro) e a capital
substantivo limoeiro é derivado, pois se originou a partir
(cidade)
da palavra limão.
Substantivo Derivado: é aquele que se origina de ou-
Formação do Feminino dos Substantivos Biformes
tra palavra.
-
Regra geral: troca-se a terminação -o por –a: aluno
Flexão dos substantivos
-
aluna.
O
substantivo é uma classe variável. A palavra é variá-
Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a ao
masculino: freguês - freguesa
-
vel quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por
-
exemplo, pode sofrer variações para indicar:
Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino
de três formas:
Plural: meninos
Feminino: menina
- troca-se -ão por -oa. =
patrão – patroa
Aumentativo: meninão
Diminutivo: menininho
- troca-se -ão por -ã.
=
campeão - campeã
-troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona
Flexão de Gênero
Exceções: barão – baronesa
ladrão- ladra
sultão
-
sultana
Gênero é a propriedade que as palavras têm de indicar
sexo real ou fictício dos seres. Na língua portuguesa, há
dois gêneros: masculino e feminino. Pertencem ao gênero
masculino os substantivos que podem vir precedidos dos
artigos o, os, um, uns. Veja estes títulos de filmes:
- Substantivos terminados em -or:
- acrescenta-se -a ao masculino = doutor – doutora
- troca-se -or por -triz:
=
imperador - imperatriz
O velho e o mar
Um Natal inesquecível
Os reis da praia
- Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa: côn-
sul - consulesa / abade - abadessa / poeta - poetisa / duque
-
duquesa
/ conde - condessa / profeta - profetisa
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LÍNGUA PORTUGUESA

Substantivos que formam o feminino trocando o -e final por -a: elefante - elefanta -
Substantivos que formam o feminino trocando o -e
final por -a: elefante - elefanta
-
Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo
fotográfico Ana Belmonte.
Observe o gênero dos substantivos seguintes:
-
Substantivos que têm radicais diferentes no masculi-
no e no feminino: bode – cabra / boi - vaca
-
-
Substantivos que formam o feminino de maneira es-
pecial, isto é, não seguem nenhuma das regras anteriores:
Masculinos: o tapa, o eclipse, o lança-perfume, o dó
(pena), o sanduíche, o clarinete, o champanha, o sósia, o
maracajá, o clã, o hosana, o herpes, o pijama, o suéter, o
soprano, o proclama, o pernoite, o púbis.
czar – czarina
réu - ré
Femininos: a dinamite, a derme, a hélice, a omoplata, a
Formação do Feminino dos Substantivos Uniformes
cataplasma, a pane, a mascote, a gênese, a entorse, a libido,
a
cal, a faringe, a cólera (doença), a ubá (canoa).
Epicenos:
Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros.
-
São geralmente masculinos os substantivos de ori-
gem grega terminados em -ma: o grama (peso), o quilo-
Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. Isso
grama, o plasma, o apostema, o diagrama, o epigrama, o
ocorre porque o substantivo jacaré tem apenas uma forma
telefonema, o estratagema, o dilema, o teorema, o trema, o
para indicar o masculino e o feminino.
eczema, o edema, o magma, o estigma, o axioma, o traco-
Alguns nomes de animais apresentam uma só forma
ma, o hematoma.
para designar os dois sexos. Esses substantivos são cha-
mados de epicenos. No caso dos epicenos, quando houver
Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc.
a
necessidade de especificar o sexo, utilizam-se palavras
macho e fêmea.
Gênero dos Nomes de Cidades:
A cobra macho picou o marinheiro.
A cobra fêmea escondeu-se na bananeira.
Com raras exceções, nomes de cidades são femininos.
Sobrecomuns:
A histórica Ouro Preto.
Entregue as crianças à natureza.
A dinâmica São Paulo.
A acolhedora Porto Alegre.
A
palavra crianças refere-se tanto a seres do sexo mas-
Uma Londres imensa e triste.
culino, quanto a seres do sexo feminino. Nesse caso, nem
Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre.
o
artigo nem um possível adjetivo permitem identificar o
sexo dos seres a que se refere a palavra. Veja:
Gênero e Significação:
A criança chorona chamava-se João.
A criança chorona chamava-se Maria.
Muitos substantivos têm uma significação no masculi-
no e outra no feminino. Observe: o baliza (soldado que, que
Outros substantivos sobrecomuns:
à
frente da tropa, indica os movimentos que se deve realizar
a
criatura = João é uma boa criatura. Maria é uma boa
em conjunto; o que vai à frente de um bloco carnavalesco,
criatura.
manejando um bastão), a baliza (marco, estaca; sinal que
o cônjuge = O cônjuge de João falec