Você está na página 1de 13

BLUEDORN, H.; BLUEDORN, L.

Ensinando o trivium: estilo clássico de ministrar a


educação cristã em casa. Vol. 1 – o trivium teórico. Brasília, DF: Editora Monergismo, 2016.

CONTEÚDO TEMA
Definimos a "educação clássica" de modo mais estrito. Buscamos e Definição de educação
aplicamos o modelo e o método clássicos da educação - o trivium. clássica.
tudo no intuito de aprender línguas, lógica e retórica para que
possamos realmente ler, pensar e falar, de modo que possamos usá-
las para servir o verdadeiro Deus vivo. Chamamos esse tipo de
educação de estilo clássico (p. 20).
As coisas no mundo são usadas para propósitos errados. Como A necessidade de
cristãos devemos pôr as coisas de volta na ordem devida. E para transformação.
uma verdadeira transformação, a mudança sempre deve começar no
interior, progredindo para fora. Assim como na regeneração (Ef
4.23-24). Conforme somos mudados por dentro, começamos a
transformar as coisas por fora (p. 22-23).
Não pode haver educação verdadeira sem referência a Deus (Sl Opinião sobre a
10.4). Se o propósito não tem Deus em vista, logo a educação é educação clássica
ateia, e por fim produzirá resultados ateus. [...] A educação que não grega.
serve a Deus é vazia, e esse vazio será preenchido por outros deuses,
a quem servirá. A educação estatal moderna faz o que fazia a
educação antiga: ensina sem referência a Deus! Por isso ela gera
ignorância (Pv 1.7; 9.10) (p. 25).
Grande parte da educação moderna é ensinada da perspectiva
naturalista, que pressupõe que todas as coisas são explicadas apenas
nos termos dos fenômenos naturais observáveis. Essa filosofia
deveria ser chamada “antissobrenatural”, por ter sido formulada
exatamente para excluir o sobrenatural e o Deus da Bíblia antes de
qualquer coisa (p. 27).
2 Tm 3.15-17 – Ela é o primeiro pressuposto, nos apresentando o O modelo bíblico de
modo correto de ver o mundo. A Bíblia é de onde extraímos educação começa com
a Revelação divina.
respostas de Deus, o aprendizado experiencial é uma ferramenta,
nunca um mestre (p. 28).
Dt 11.18-19; Gn 18.9; Ef 6.4 – A educação é jurisdição dos pais, Somente a família
conduzida pelo pai e pela mãe, e por quem mais eles escolherem possui jurisdição sobre
empregar para atingir objetivos específicos (p. 29). a educação dos filhos.
Gn 18.19a; Lv 20.26 – Toda educação é, em essência, religiosa. O objetivo da
Quanto mais cedo percebemos isso, melhor. A educação educação é a
verdadeiramente bíblica ensinará a distinguir o bem do mal, a santidade.
verdade da mentira, o certo do errado, o santo do profano (Lv 10.10;
Hb 5.14) (p. 30).
O modelo e o método clássico é um meio muito eficiente de preparo Por que seguir o
para servir a Deus no mundo. Dominando ferramentas básicas de modelo e o método
aprendizagem, ele cria estudantes autodidatas capazes de dominar clássico?
qualquer área por conta própria (p. 33).
Não devemos assemelhar o ensino doméstico ao da sala de aula de O que não fazer.
uma escola. A vantagem de instruir os filhos em casa é que muito
do que acontece em uma sala de aula se torna desnecessário (p. 33).
O objetivo acadêmico do ensino doméstico não é ensinar muitas
coisas com um nível excelente, mas instruir as coisas mais
importantes com excelência (p. 34).
Dt 6.7a – “Tua as inculcarás a teus filhos”: a ninguém mais é dada Quem deve controlar a
a responsabilidade de educar nossos filhos. Ela não é dada ao educação são os pais.
governo ou à igreja, mas a família. É preciso uma família, não uma
cidade, para educar a criança (p. 42).
Quando separamos os filhos dos pais, rompemos os tendões e
ligamentos da nossa cultura. O caminho para destruir a família é
separar os filhos dos pais. E o caminho para separar os filhos dos
pais é retirar da família a autoridade na educação (p. 43).
Dt 6.7b – Devemos instruir nossos filhos, e essa instrução deve O método de educação
caracterizar-se por conversações livres e fluentes que convidem os
filhos à investigação (Dt 6.20-21). Dt 6.7c – Quando estavam
juntos, os hebreus, se sentavam (refeições, lazer, etc). Isso implica
que o ensino deve ser realizado em coletivo pela família (p. 44).
Dt 6.9 – As Escrituras não eram tão acessíveis como hoje pois eram
feitas a mão. Assim, os hebreus escreviam suas lições em locais
visíveis. Portanto, o princípio é que devemos fazer uso de qualquer
meio possível para conhecermos melhor a Palavra de Deus (p. 46).
As escolas regulares criam um intercâmbio cultural fora do controle Problemas com as
dos pais: no ambiente infantil da escola, isso pode estabelecer escolas regulares.
valores conflitantes com os dos pais. As crianças não têm
maturidade para responder de forma adequada as pressões culturais.
É tarefa dos pais testá-las e instruí-las em situações controladas (p.
61).
Crianças e adolescentes não sabem o que é melhor para si, por isso E quando os filhos
Deus os colocou sob a guarda dos pais. O Senhor pode proteger querem a escola
nossos filhos se caírem em uma fornalha ardentes. Mas se nós regular?
mesmos os lançamos lá, não há razão para esperar que o Senhor os
livre. Se você deixar seu filho por conta própria, o seu coração já
estará perdido (Pv 29.15) (p. 72-73).
Trivium é uma palavra latina que significa "interseção entre três O trivium clássico
vias". As escolas antigas e as medievais estruturavam seu currículo
em três vias de aprendizado por meio de três matérias formais: a
gramática (normalmente o grego ou latim), pelo qual o aluno
aprende o domínio da língua e a habilidade de entender; lógica o
dialética, onde o aluno aprende a dominar declarações, definições,
argumentos e falácias, dando ao aluno a habilidade de raciocinar; e
a retórica, por meio da qual o aluno dominava o discurso criativo e
persuasivo capacitando-o a se comunicar (p. 82).
Durante os primeiros anos da criança ela absorve conhecimento Níveis de
(nível do conhecimento ou fase da gramática). uma vez que acumula conhecimento da
uma quantidade razoável de conhecimento e sua mente já tenha se criança.
desenvolvido, ela se torna ávida e capaz de raciocinar sobre as
coisas. Assim, por volta dos 12 ou 13 anos, a criança entra no nível
do entendimento ou fase lógica. Ela continua a acumular
conhecimento, mais a maior parte de suas escolhas é determinada
pelo entendimento. No fim da adolescência, quando preenchido seu
entendimento de modo suficiente, o aluno se tornará ávido e capaz
de se expressar de modo criativo e eficiente. Esse é o nível da
sabedoria ou fase retórica. para alimentar essa fase ele precisa de
mais conhecimento e ainda mais entendimento (p. 90).
Se treinarmos as crianças nas disciplinas que a equipam para o A educação que
autodidatismo, nós lhe abriremos todas as portas. Os primeiros e realmente é
maiores mestres em qualquer disciplina de aprendizado eram todos progressiva
autodidatas. Os alunos devem receber as ferramentas do
autodidatismo que os habilitarão a progredir e a se tornarem
criativos por si mesmos (p. 97).
É como chamamos a gramática, a lógica e a retórica. Elas são as Artes liberais
artes que liberam! A verdadeira educação em artes liberais significa
obter o domínio das habilidades que nos liberam dos professores,
de modo que possamos aprender sozinhos (p. 99).
A influência do idioma é poderosa. Para mudar a cultura devemos O poder do idioma na
mudar a língua. Isso alterará a forma com que as pessoas pensam e cultura
no que elas pensam e em que elas não pensam. Exatamente isso é
feito conosco na cultura. Neste momento somos ensinados a falar
uma versão da língua politicamente correta, não sexista,
multicultural. Em breve teremos uma cultura socialista, castrada e
totalmente desorientada (p. 107).
Alguns acreditam que o hebraico é um representante vivo da língua O hebraico pode ser a
original (língua santa) - Gn 11.1 língua original da
O pai de Noé teria conhecido Adão, e Noé e seus filhos teriam criação.
conhecido Éber, de quem a língua hebraica recebe o nome. "Éber"
significa "a região que está além", e "hebreu" significa "[o que é] do
outro lado". Por isso se supõe que o hebraico seja a língua
sobrevivente ao Dilúvio e a torre de Babel. A etimologia dos nomes
Adão, Eva, Caim, Noé etc. é hebraica. Deus concedeu a revelação
direta do AT na língua hebraica. Que todos nós falaremos hebraico
no céu é discutível, mas parece muito provável que o hebraico esteja
relacionado com a língua falada por Adão, a língua revelada por
Deus a Adão (p. 114-118).
A maior parte do nosso vocabulário provém do latim. O estudo do A importância de
latim desenvolve o vocabulário, a gramática e até melhora a estudar latim
pronúncia. Alunos que tiveram aulas de latim tendem a ter
pontuação maior em testes de referência do que outros grupos de
alunos (p. 116).
Bom seria, aprendermos a falar fluentemente as línguas antigas Aprendizado das
antes de aprender a lê-las e a escrevê-las (p. 124). Antes de estudar línguas clássicas
a gramática, devemos ser instruídos sobre o alfabeto e seu sistema
fonético. Deve-se aprender a ler e a pronunciar as letras, depois as
combinações, depois as sílabas e, em seguida, as palavras. Quando
uma criança é capaz de fazer isso na língua vernácula, também é
capaz de fazê-lo em outra língua (p. 125).
O latim não possui “w” em seu alfabeto, e as consoantes: “c”, “d”, Latim
“g”, “r” e “t” possuem o mesmo som. No latim moderno usam-se
mácrons (linhas horizontais) acima das vogais longas (ā, ē, ī, ō e ū)
(p. 126).
A primeira coisa a se aprender é o alfabeto. Deve-se passar um Grego e hebraico
tempo aprendendo todos os símbolos e seus sons. Só após isso o
estudante estará preparado para o estudo da gramática (p. 130).
Após o domínio do alfabeto e da fonética, o próximo passo é o Para o ensino de todas
sistema de sílabas para praticar a pronúncia. Depois deve-se ler um as línguas
texto interlinear, interlocunar ou interfoliado (p. 131). Isso ajudará
no reconhecimento dos sons da língua clássica, sua forma e
vocabulário (p. 132).
O objetivo do curso de línguas clássicas não é a leitura rápida, mas Objetivo do curso de
a compreensão total. Em vez de focar em dizer algo na língua línguas clássicas.
clássica, foca-se no que o autor quis dizer de forma exata (p. 142).
É a mais simples e elementar de todas as ciências. É a ciência do O que é lógica
raciocínio correto. A lógica detecta e descreve as leis necessárias e
inalteráveis do raciocínio correto. O aparato que realiza A lógica é
a mente. Por isso a lógica é uma ciência mental. O indivíduo que
não utiliza as potências da mente é incapaz de análise lógica e de
conclusão (p. 154-155).
Bem antes de nascermos, ainda quando estamos na barriga de nossa A lógica é uma
mãe, Deus nos concede a mente com o poder de avaliar todas as habilidade inata ao
experiências sensoriais segundo a lógica sistemática e estruturada homem
em nossa mente por ele. Essa lógica natural é uma faculdade inata
do ser humano e, como qualquer outra faculdade inata, sua
capacidade pode ser desenvolvida pelo uso (p. 155).
A rejeição do raciocínio lógico leva inevitavelmente ao abandono A consequência da
da moral genuína, que será substituída pela amoralidade. A rejeição da lógica
amoralidade é o conceito de que não há certo ou errado; existem
apenas escolhas pessoais. Isso por não haver nenhum padrão lógico
para julgar algo (p. 158).
O estudo da lógica se divide em duas partes: lógica formal e lógica Princípios do
informal. aprendizado de lógica
Lógica formal é o estudo da forma sistemática ou da estrutura do
argumento, como os silogismos. Ela inclui regras abstratas de
raciocínio lógico que os lógicos reduziram a um sistema de
fórmulas nos moldes da matemática. A lógica formal é a base de
todo o raciocínio e também consiste na base da chamada lógica
informal.
A lógica informal não é ausente de forma o sistema, mas apenas lida
mais com a substância do argumento que com sua formulação
sistemática. Pode-se dizer que ela é menos teórica e mais prática.
Ela inclui falácias lógicas e propaganda, se ocupando de
desenvolver métodos para detectar esses argumentos e lidar com
eles (p. 164).
A lógica formal se divide em dois modos de raciocinar: o dedutivo Lógica formal e
e o indutivo. raciocínio dedutivo
Raciocínio dedutivo: no raciocínio dedutivo as coisas são provadas
com certeza, descrevendo leis de inferência necessárias. Ele começa
com algumas afirmações consideradas verdadeiras, e a partir delas
constrói um argumento que sabemos chegar a uma conclusão
verdadeira. O raciocínio dedutivo inclui a lógica categórica e a
proposicional.
A lógica categórica abrange afirmações com termos quantificados:
"todos", "alguns" ou "nenhum". Isso inclui silogismos.
A lógica proposicional traduz o raciocínio em símbolos. ela abrange
afirmações não quantificados que relatam duas possibilidades: "e"
ou "se... então" ou "se, e somente se" (p. 164-165).
Raciocínio indutivo é o tipo de lógica que descreve as leis de Raciocínio indutivo
possibilidade e probabilidade, mas não prova nada com certeza.
Nele começamos com muitos fatos observáveis e, a partir deles,
especulamos as causas possíveis e seus feitos. Nenhum argumento
indutivo é considerado verdadeiro a menos que dê conta de todos os
fatos possíveis, o que, normalmente, não é possível.
O método científico experimental e a probabilidade estatística são
algumas das aplicações práticas do raciocínio indutivo (p. 165-166).
A lógica informal abrange o raciocínio cotidiano e pode ser Lógica informal
classificado em sete categorias: 1) classificação (análise das
relações entre as coisas a fim de organizá-las em classes de acordo
com suas similaridades ou diferenças); 2) definição (explica as
propriedades essenciais de algo utilizando elementos de definição
como gênero e espécie); 3) argumento (reconhece, expõe de
maneira visual, avalia e constrói argumentos lógicos de modo
eficiente); 4) resolução de problemas (resolve enigmas complexos);
5) falácias lógicas formais (erros que cometemos ao raciocinar) (p.
166-167); 6) técnicas de propaganda (se alguém faz então você deve
fazer) (p. 171); 7) métodos de manipulação (diapráxis ou técnica
Delphi).
A lógica informal é bastante útil em retórica embora a distinção
entre as duas possa às vezes parecer confusa, o melhor é ensinar os
ramos da lógica informal de moto separado (p. 172).
Não se estuda lógica para rebaixar outras pessoas e fazê-las se O propósito de se
sentirem pequenas. Aprende-se lógica para glorificar a Deus estudar lógica
mediante nossas obras. Mostrar como raciocinar a respeito de
determinado assunto ou apontar um erro no raciocínio de alguém
são habilidades que ultrapassam a simples mecânica do raciocínio
lógico. Quem exibe a lógica como ornamento de orgulho é carnal e
é como um anel de ouro no focinho de um porco (p. 173).
No passado, as habilidades com lógica elementar estavam Lógica elementar no
satisfatoriamente desenvolvidas no ambiente natural do lar: jogos ambiente natural do lar
como damas, xadrez dominó, jogos de cartas, jogos de formar
palavras e de estratégia; ouvir uma conversa instigadora ao
pensamento entre adultos; ler e ouvir boa literatura; narrar e
memorizar histórias (p. 175-176).
A matéria é formar o que chamamos de retórica e coisas como A matéria de retórica
redação persuasiva e oratória. comunicação eficaz, nossos
princípios culturais, valores e objetivos de um seriam transmitidos
de uma geração a outra em nossa cultura entraria em colapso. a
comunicação eficaz é também a ferramenta com que se pode
transformar a sociedade a cultura (p. 181-182).
Retórica não é sinônimo aproximado de sofismo, propaganda ou Definição e descrição
demagogia (discurso político ou escrito admirável ou persuasivo, da retórica
mas sem sinceridade). A oratória é, literalmente, a habilidade de
falar em público com o escopo de divulgar uma ideia ou causa ao
público. Nos tempos modernos, com o surgimento da imprensa, a
definição da retórica tornou-se mais inclusiva: “arte da
comunicação eficaz, da redação competente e convincente, e da
expressão oral, visual ou escrita”. Isto inclui o estudo de todos os
elementos da literatura e do discurso em público. A retórica ensina
a compor textos, resenhas e prosa, preparar e fazer discursos, e
construir argumentos para debates (p. 183).
No estudo clássico, a retórica se divide em 5 partes: 1) Inventio Retórica clássica
(determinação dos tópicos e argumentos para o discurso e redação);
2) Dispositio (organização dos tópicos e argumentos); 3) Elocutio
(preparação do discurso ou redação no estilo mais apropriado,
atrativo e convincente); 4) Memoria (memorização do discurso); e
5) Pronuntiatio (uso da voz e gestos ao discursar) (p. 184).
Alguns princípios para preparar os alunos dos primeiros anos para Preparação dos futuros
retórica nos anos posteriores são: 1) estabelecer uma boa base no alunos de retórica
sistema fônico intensivo, na ortografia e na gramática; 2) ler boa
literatura em voz alta para crianças e limitar a exposição a gravuras;
3) realizar exercícios de cópia, ditado, esquematização simples,
resumo e narração escrita; 4) realizar exercícios de narração oral,
recitação de cor e interpretação oral; 5) escrever cartas e diários,
primeiro, depois enviar artigos e editorais para informativos e
jornais, e inscrever-se em concurso de redação; 6) apresente
discursos ao vivo, concursos de retórica e debates, faça com que se
acostume com eles; 7) não o apresente à digitação até que tenha
dominado a habilidade de escrever à mão (186-188).
Cultura é o produto do trabalho e do pensamento de certa O que é cultura e qual
comunidade, transmitido ao longo das gerações. O veículo principal o seu veículo
para a transmissão da cultura é a língua (p. 201).
A principal instituição para transmitir a cultura e a família. A É a família quem
família transmite os princípios elementares e fundamentais do transmite a cultura
governo, da religião e da economia para a cultura. Quem educa faz
o papel da família. Quando se mudam os costumes da língua e a
natureza da família, altera-se a fundação da cultura. Seus costumes,
artes, filosofias, leis e outros terão a essência transformada com a
mudança. Portanto, do ponto de vista da transmissão da cultura,
deve-se prestar a maior atenção à família e língua (p. 202).
Em sentido estrito, o termo “clássico” pode se referir a obras e Que são os clássicos?
autores célebres da literatura das antigas Grécia e Roma. Falando
de forma rigorosa, trata-se dos “clássicos humanistas”. Mas nós
usamos o termo “clássicos” em sentido mais amplo que quer dizer
aquilo que é de boa forma e valor duradouro – independentemente
da época. Uma vez que esses critérios são subjetivos, sempre haverá
divergência quanto aos livros que satisfazem esses critérios. No fim,
deveremos trazer todos os clássicos à obediência a Cristo, caso
contrário eles serão inúteis. Se não pudermos utilizá-los para
promover o padrão bíblico da cosmovisão bíblica, não poderemos
utilizá-los (p. 221-222)
Podemos dividir a literatura em 4 categorias: fé, fato, ficção e Como classificar a
fantasia. literatura.
 Fé: o registro de Deus nas Escrituras. É um fato que
encontra-se em uma categoria própria. É dividida em AT
(Pentateuco, Históricos, Poéticos e Proféticos) e NT
(Históricos, Epístolas e Profético);
 Fato: o registro humano da compreensão da realidade.
Todos os registros do fato são seletivos por serem
selecionados e organizados pela perspectiva do autor.
Devido o pecado, o que o homem apresenta como factual
nunca é exatamente a realidade. Devemos sempre procurar
o fato. Os tipos de literaturas factuais incluem: cartas,
ensaios, discursos, períodos, livros, enciclopédias;
 Ficção: invenção baseada na realidade. Também está sujeita
às mesmas falhas do gato. As variedades da literatura de
ficção incluem: histórias, parábolas, poesia, teatro, ensaios,
humor, sátira, etc.;
 Fantasia: imaginação não baseada na realidade. É uma
classe especial de ficção (p. 222-224).
Argumenta-se que muitas crianças se tornaram insensíveis à A criança pode se
violência e assassinato por causa da exposição na televisão. A tornar insensível a
exposição à imoralidade da literatura pagã pode também criar calos imoralidade
de indiferença (Jr 6.15; 8.12) (p. 236).
Regras do tipo "não toque nisso, não experimente aquilo, não Muitas coisas na
brinque com isso" podem ser comparadas com o que dizemos às Antiga Aliança
criancinhas: "Não toque no fogão, não experimente vinho, não consistiam na
brinque com os cristais". Essas regras as mantêm seguras no período aplicação de princípios
em que não consegue entender os princípios para usar essas coisas morais a uma nação na
de maneira correta. Esse banimento não era em si uma lei moral infância
absoluta, mas a aplicação "infantil" do princípio moral absoluto de
que devemos nos separar das culturas dirigidas sobre pressupostos
pagãos (p. 248).
Devemos saber quão distante do evento se encontrava o escritor ou Guia para avaliação de
historiador. Em outras palavras, trata-se de uma fonte primária ou documentos históricos
secundária? (p. 256). Quanto mais vezes uma história foi
manuseada, em geral menos confiável se torna, pois as
interpretações e preconceitos estão normalmente vinculadas a cada
manuseio (p. 257).
1. Antes dos 10 anos, a criança está na primeira fase do Níveis de aprendizado
conhecimento. Ela essencialmente aprenda o idioma, constrói
vocabulário e adquire seu entendimento básico do mundo. Essa
criança precisa mais de treinamento do que de ensino. Deve ser
treinada na autodisciplina e receber informações relevantes. É isso
que estabelece os fundamentos adequados para mais estudos
formais posteriormente.
2. Por volta dos 10 anos a criança entra na segunda fase do
conhecimento. Ela desenvolve as capacidades de pensamento mais
abstrato. Pode lidar com conceitos matemáticos abstratos e discernir
entre o substantivo e o verbo. Até os 12 anos o conhecimento
começa a progredir em direção ao nível abstrato, mas as habilidades
de raciocínio e comunicação ainda não se encontra plenamente
desenvolvidas.
3. Jovens entre os 13 e os 15 anos estão na fase do entendimento.
Começam a desenvolver as habilidades de raciocínio. São capazes
de lidar com álgebra e geometria. Devem desenvolver o aparato
crítico para o pensamento. Deve ser mais indagador e analítico. A
mente deve ser treinada para raciocinar corretamente sobre as
coisas, para avaliar premissas e conclusões.
4. Jovens entre 16 e 18 anos estão na fase da sabedoria. Começam
a desenvolver habilidades relacionadas à comunicação e â
aplicação. Querem expressar de modo criativo e eficiente o que
aprenderam e pôr tudo isso em prática.
5. Jovens entre 19 e 20 anos estão na última fase. As capacidades
de conhecimento, entendimento e sabedoria devem estar
plenamente desenvolvidas e, durante essa fase, devem estar em
uníssono com a capacidade moral de consciência conforme
desenvolvem a responsabilidade bíblica descrita por Moisés (Nm
14.29) (p. 296).
Pesquisas indicam que se começarmos a educação formal cedo Os males da educação
demais ela causará problemas do desenvolvimento da criança. Há formal precoce
uma pressão imposta aos sistemas infantis que ainda não estão
plenamente desenvolvidos. Nos primeiros anos, o cérebro ainda não
está preparado para lidar com pensamentos abstratos complexos. Se
forçado a ir além do seu desenvolvimento, carecerá de compreensão
adequada e armazenará as informações em lugares menos acessíveis
(p. 308).
Se colocarmos uma boa base de autodisciplina e moral nos Uma base moral para
primeiros anos, a educação formal dos anos subsequentes será mais os estudos
produtiva. Em vez de focar somente em questões acadêmicas nos
primeiros anos, devemos também treinar nossos filhos no bom
comportamento e no desenvolvimento da perspectiva moral,
ensinando atividades domésticas, envolvendo-os na prestação de
serviços a terceiros e levando a cabo com eles projetos que tem por
objetivo inculcar neles traços de diligência, perseverança, atenção a
detalhes e coisas do tipo. Quanto mais lermos para as crianças,
maior será a capacidade mental delas e também o vocabulário, os
locais de categorias de pensamento e o amor em aprender (p. 309).

Página 86, parágrafo 3, verso 1: a palavra "sequência" está separada de modo errado.

Página 91, parágrafo 3, versos 2-3: "em verso s em prosa". Acredito que a letra "s" deve ser
trocada por uma letra "e".

Página 126; parágrafo 1; verso 5: o “j” está fora das aspas.

Página 139; parágrafo 4; verso 5: “da noss[a] era”.

Página 159; parágrafo 2; verso 1-2: "alguma outra coisa tomar seu lugar" - "toma" está escrito
de forma errada.

Página 172; figura 6A: a palavra "definição" está escrita de modo errado.
Página 220; parágrafo 3; verso 6: “suscitou a cidade cont[r]a ele”. Verso 8: “com [a]
incredulidade dos ouvintes”.

Página 230; parágrafo 3; verso 7: "todas as coisas devem [ser] feitas para servir"

Página 243; parágrafo 2: a pergunta parece não estar coesa.

Página 306; parágrafo 2; verso 4: a palavra "Bíblia" deve ficar no singular.