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MORDOMIA DA SALVAÇÃO

Romanos 8:18-24

Os sofrimentos do presente e as glórias do porvir


18 Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não
podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós. 19 A ardente
expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus. 20 Pois a criação
está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou,
21 na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção,
para a liberdade da glória dos filhos de Deus. 22 Porque sabemos que toda a criação,
a um só tempo, geme e suporta angústias até agora. 23 E não somente ela, mas
também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso
íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo. 24 Porque, na
esperança, fomos salvos. Ora, esperança que se vê não é esperança; pois o que
alguém vê, como o espera?

 A queda do homem trouxe maldição


o maldita é a terra por causa de ti Gênesis 3:17
 A salvação do homem significa a redenção da criação
o 19 A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de
Deus.
 Ao aceitar a oferta de Deus para a salvação o homem está mudando seu próprio
destino
 Mas também está aceitando o propósito integral de Deus para todos os
aspectos da vida e para o seu relacionamento com a criação
 O homem está assim reassumindo a função original como mordomo de Deus
 O propósito de Deus para o homem:
o E tomou o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar
e o guardar. Gênesis 2:15
 Servir; a salvação visa resgatar o propósito original
 Mordomia e salvação são indissociáveis
 Responsabilidade do homem:
o aceitar a salvação da sua própria alma
o tornar-se um filho de Deus pelo novo nascimento
o para poder ser guiado pelo Espírito Santo na obra da implantação do reino
de Deus na terra

SALVOS PARA SERVIR A DEUS

 Só quem nasce de novo pode ser um mordomo cristão


 Esperar que o não cristão seja mordomo é o mesmo que: Tentar moldar o barro
seco ou malhar o ferro frio
 O homem se tornou o grande predador da natureza
 Como reverter isso?
o precisa ser curado do pecado
o estrutura moral seja restaurada
o deixe de ser o destruidor da natureza, da sua própria natureza e, como
resultado, de tudo o mais ao seu redor
 Não há esperança para a terra fora da redenção do homem.
 A mordomia é característica essencial da natureza do ser humano nascido de
novo
 Ninguém pode ser mordomo de Deus sem nascer de novo e ninguém que é
nascido de novo pode deixar de ser mordomo de Deus
 Somos salvos para servir a Deus na terra, visando à redenção do homem na
totalidade do seu ser
o "E o próprio Deus de paz vos santifique completamente; e o vosso
espírito, e alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis
para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo" (ITessalonicenses 5.23)

SALVOS PARA SERVIR INTEGRALMENTE

 Não temos outra forma para expressar a nossa fé, que é um fato abstrato,
espiritual, a não ser, concretamente, por meio de coisas materiais, que são fruto
da graça de Deus em nossas mãos.
 Deus não é Senhor apenas da alma humana, mas de tudo, inclusive do corpo e
dos bens materiais desta vida
 A matéria, em si mesma, não é boa nem má. O homem é que, dependendo da
sua situação espiritual — perdido ou salvo
 Tudo o que criou, "viu Deus que era bom". Por isso, Deus não quer apenas a
metade do nosso ser.
 Ele nos quer por inteiro.
 Tudo o que somos, tudo o que temos, tudo deve estar no altar, para servir a
Deus a fim de resgatar para o propósito de Deus a totalidade da criação

SALVOS PARA SERVIR NO REINO

 Jesus diz a Nicodemos: "Se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de
Deus" (João 3.3).
 Motivo: "Deus amou o mundo." O motivo é o amor de Deus
 O modo como Deus demonstrou o seu amor foi dando seu Filho unigênito.
 O modo como o ser humano pode receber a dádiva do amor de Deus e não
perecer, é pela fé em Jesus. "Para que todo aquele que nele crê".
 A redenção da alma humana redime toda a criação que Deus entregou ao
homem para tomar conta
 Por amor à humanidade, Deus quer estender o seu reino, o seu domínio, a toda
a criação
 Deus quer restabelecer, por meio do evangelho, a centralidade da sua Palavra
 Dessa obra redentora integral, o cristão deve ser um agente responsável,
criativo, dinâmico. Isso é mordomia cristã.
 Você é um agente do reino de Deus, a serviço do Rei em regime de dedicação
total
 A implantação do Reino de Deus na terra começa pela salvação espiritual do
homem, mas, por causa do homem, abrange toda a criação.
 Essa é uma obra grande demais, séria demais, custou para Deus um preço alto
demais, para que tenhamos a pretensão de poder realizá-la com menos do que
a totalidade do que temos e somos

SALVOS PARA SERVIR ATÉ OS CONFINS DA TERRA

 Em Filipenses 2.12,13 lemos: "Efetuai a vossa salvação com temor e tremor,


porque Deus é o que opera em vós, tanto o querer como o efetuar".
 "efetuar" traz o sentido de acabar, realizar por completo, trabalhar
continuamente para completar a obra.
 Para o cristão basta-lhe o suficiente para as suas necessidades.
 Para o reino de Deus, não há limite. A iniciativa é de Deus, o poder é de Deus, a
glória é de Deus, mas cabe ao crente tornar efetiva até a perfeição, a sua
salvação e isso é mordomia cristã
 "Levantai os vossos olhos e vede os campos, que já estão brancos para a ceifa"
(João 4.35)
 Nunca os campos estiveram tão brancos para a ceifa e nunca os olhos dos
cristãos estiveram tão voltados para baixo
 Nunca uma geração de cristãos teve tantos recursos e tantas oportunidades
 Mas nunca as igrejas estiveram tão voltadas para dentro de si mesmas

SALVOS PARA SERVIR POR AMOR

 Foi por amor que Jesus pagou a culpa dos nossos pecados na cruz
 O amor de Deus é a causa e a essência da nossa fidelidade na mordomia para
com Deus
 Somos fiéis a Deus porque Deus nos ama e porque, reconhecendo o seu amor,
nós o amamos e também amamos àqueles a quem ele ama
 Ao sermos fiéis mordomos de Deus, não estamos fazendo nenhum favor a Deus.
 Nada do que possamos dar a Deus, nossa própria vida, poderá pagar o que
Deus fez por nós. Essa é a nossa consciência como mordomos de Jesus
 Deus não poderia amar o mundo menos do que amou porque o amor em Deus é
absoluto
 a graça de Deus é absoluta e eterna
 Foi essa graça incomensurável que nos salvou e fez de nós novas criaturas para
podermos voltar a ser mordomos de Deus como estava no projeto original do
Criador para nós
MORDOMIA CRISTÃ
MORDOMIA DA SALVAÇÃO
Romanos 8:18-24

Versículo-chave:
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu
Filho unigênito, para que todo aquele que nele crer não
pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16)

SALVOS PARA SERVIR POR AMOR

Foi por amor que Jesus pagou a culpa dos nossos pecados na cruz. O
amor de Deus é a causa e a essência da nossa fidelidade na mordomia
para com Deus. Somos fiéis a Deus porque Deus nos ama e porque,
reconhecendo o seu amor, nós o amamos e também amamos àqueles a
quem ele ama. Ao sermos fiéis mordomos de Deus, não estamos fazendo
nenhum favor a Deus.
Nada do que possamos dar a Deus, nossa própria vida, poderá pagar o
que Deus fez por nós. Essa é a nossa consciência como mordomos de
Jesus. Em João 3.16, a expressão traduzida em português por "'de tal
maneira que" é outos, um advérbio de modo. Assim, esse advérbio indica
o modo como Deus mostrou seu amor. O que o texto diz é que "O modo
como Deus demonstrou o seu amor foi dando o seu Filho unigênito". Deus
não poderia amar o mundo menos do que amou porque o amor em Deus
é absoluto, como todas as virtudes da sua perfeição, como diz o professor
Randolph Yeager no seu comentário.
O homem pode ter um amor maior ou menor e, por isso, interpreta "de tal
maneira" como sendo a forma superlativa do amor de Deus, mas a graça
de Deus é absoluta e eterna. Foi essa graça incomensurável que nos
salvou e fez de nós novas criaturas para podermos voltar a ser mordomos
de Deus como estava no projeto original do Criador para nós.
SOBRINHO, João Falcão. Tudo é vosso / João Falcão Sobrinho. – Rio
de Janeiro: Convicção, 2013. 112p.; 21 cm. 1. Vida cristã 2.
Doutrina bíblica I. Título. CDD 248.48
ISBN: 978-85-61016-43-2
Edição revista e ampliada: 2013