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Faculdade de Faculdade de

Faculdade de PUC PUC Faculdade de Medicina


Medicina de Medicina de
Medicina do ABC Campinas Goiás de Presidente Prudente
Catanduva Jundiaí

TESTE DE PROGRESSO UNIFICADO


OUTUBRO/2014

Nome do Aluno CPF

INSTRUÇÕES

 Verifique se este caderno de prova contém um total de 120 questões, numeradas de 1 a 120.
 Caso contrário solicite ao fiscal da sala um outro caderno completo.
 Para cada questão existe apenas UMA resposta correta.
 Você deve ler cuidadosamente cada uma das questões e escolher uma resposta.
 Essa resposta deve ser marcada na FOLHA DE RESPOSTAS que você recebeu.
VOCÊ DEVE:

 Procurar, na FOLHA DE RESPOSTAS, o número da questão a que você está respondendo.


 Verificar no caderno de prova qual a letra (A, B, C, D) da resposta que você escolheu.
 Marcar essa letra na FOLHA DE RESPOSTAS fazendo um traço bem forte no quadrinho que
aparece abaixo dessa letra.

ATENÇÃO

 Marque as respostas com caneta esferográfica de tinta azul ou preta.


 Marque apenas uma letra para cada questão, mais de uma letra assinalada implicará anulação dessa
questão.
 Responda a todas as questões.
 Não será permitida qualquer espécie de consulta, nem o uso de aparelhos eletrônicos.
 Você terá 4h (quatro horas) para responder a todas as questões e preencher a Folha de Respostas.

"Direitos autorais reservados. Proibida a reprodução, ainda que parcial, sem autorização prévia".

edudata
1. A - P. falciparum: É a espécie mais agressiva nos casos de 6. B - A idade materna acima de 35 anos corresponde ao início
malária da Amazônia legal. Algumas linhagens, variantes do P. do aumento exponencial de risco para a ocorrência de aberrações
falciparum, tem apresentado um tempo de geração mais curta em cromossômicas numéricas devido à não disjunção meiótica.
seres humanos que podem variar entre 36 e 48horas. Alguns testes bioquímicos (teste triplo, que se refere à dosagem
de três marcadores bioquímicos do soro da gestante: a alfa-
fetoproteína - αFP, o estriol não conjugado - uE3 e a
REY, Luís. Parasitologia: parasitos e doenças parasitárias do gonadotrofina coriônica humana livre - β-HCG). A dosagem
homem nos trópicos ocidentais. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara dessas três substâncias identifica, além da Sindrome de Down e
Koogan, 2008. trissomia 18 (síndrome de Edwards), fetos com risco de defeitos
AMATO NETO, V. et al. Parasitologia: uma abordagem clínica. de fechamento do tubo neural. A translucêncianucal (TN) é um
Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. acúmulo de líquido na região cervical posterior (nuca do feto) que
é fisiológica na fase entre 11 e 13 semanas. Os fetos portadores
da síndrome de Down (trissomiado 21 ) possuem a
2. C - Amebíase por Entamoebahistolytica: O sinal clínico que translucêncianucal aumentada.
melhor define a doença é diarreia com sangue, apesar de ser
mostrada a imagem de um cisto de Entamoebahistolytica.
THOMPSON. Genética Médica. 7a.ed., Rio de Janeiro, Elsevier,
2008.
REY, Luís. Parasitologia: parasitos e doenças parasitárias do
homem nos trópicos ocidentais. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2008. 7. D - A bacterioscopia de Gram mostrou diplococos Gram
AMATO NETO, V. et al. Parasitologia: uma abordagem clínica. negativos (intra e extracelulares) que sugere o agente etiológico
Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. Neisseriameningitidis. Os sinais e sintomas relatados são
coerentes com o quadro, que são compatíveis com a idade do
paciente.
3. B - O aumento do hematócrito acontece a partir do 3ºdia (72 Referências
horas) da infecção,portanto, na fase inicial da doença, pode não
Wallach, Jacques B.; Snyder, L. Michael. Wallach interpretação
estar presente. Nas primeiras 24 horas, raramente há alteração
de exames laboratoriais. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
de plaquetas, que ocorre também a partir de 72 horas da
Koogan, 2013.
infecção. O antígeno viral não estruturado (NS1) é conhecido
também como teste rápido para a dengue e já é aplicado em Trabulsi, L.R.; Alterthum, F. Microbiologia. 5ªed. São Paulo:
diversos pronto atendimentos, com alta sensibilidade nas Atheneu, 2008.
primeiras 72 horas da doença, diminuindo a sensibilidade a partir Tortora, G. J. Funke, B.R.; Case, C.L. Microbiologia. 10ª ed. Porto
de então, no paciente já estaria, portanto positivo. E os anticorpos Alegre: Artmed, 2012.
IgM aparecem a partir do 7º dia da infecção que é a sorologia
tradicional para a dengue.
8. B - LACAZ, Carlos da Silva. Tratado de Micologia Médica. 9ª
Edição. São Paulo, Sarvier, 2002.
Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, KONEMAN. Diagnóstico Microbiológico. Guanabara Koogan, 6ª ed.,
Departamento de Vigilância Epidemiológica. Doenças Infecciosas 2008.
e Parasitárias. Série B: Textos Básicos de Saúde. TRABULSI, L.R.(org). Microbiologia. Atheneu Editora, 6ªed., 2004.

4. A - Na história correspondente a origem da lenda menciona- 9. A - As gestantes A e C apresentaram IgM POSITIVA para
se que todos os filhos dos fazendeiros serão afetados. Assim Toxoplasmose, um marcador de infecção aguda, e embora a
como todos os filhos de suas filhas. Este padrão de transmissão gestante C apresentasse IgG POSITIVA para toxoplasma, esta é
de herança monogênica,é típico de genes recessivos ligados ao de baixa avidez, indicando a não maturidade da resposta imune
cromossomo x. Em que os homens são afetados e relacionados associada à infecção aguda.
entre si por suas mães, normais e portadoras do genemutado.

Referências:
NUSSBAUM, R. L.; McINNES, R. R.; WILLARD, H. F. Thompson
ABBAS A.K., LICHTMAN A.H. & POBER J.S. Imunologia celular e
& Thompson: genética médica. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara
molecular. 6. ed., Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.
Koogan, 2002.
MURPHY, K., TRAVERS, M. & WALPORT. M.Imunobiologia de
Janeway. 7ª Ed., IncluiCD-ROM,PortoAlegre:Editora:Artmed, 2009.
5. C - As translocações robertsonianas ocorrem entre os VOLTARELLI,J., editor. Imunologia clínica na prática médica. 1ª. Ed.,
cromossomos acrocêntricos do cariótipo humano (cromossomos: Editora: Atheneu, 2008.
21, 22, 13, 14 e 15). De acordo com a figura apresentada, a
translocação foi entre os cromossomos 21 o que determina um
fenótipo clínico compatível com a síndrome de Down. 10. Anulada

NUSSBAUM, R. L.; McINNES, R. R.; WILLARD, H. F. Thompson


& Thompson: genética médica. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2002.

2 Teste de Progresso Unificado – outubro/2014


11. Anulada 15. C - Os inibidores da ECA (enzima conversora de
angiotensina) são drogas mais indicadas no hipertenso diabético,
pois segundo estudos tem efeito nefroprotetor e inibe a
progressão da vasculopatia diabética. No caso acima, devido o
perfil lipídico desfavorável (HDL baixo e LDL elevado) deve ser
evitados o uso de diuréticos e beta bloqueadores de primeira
geração como o propranolol, pois estas drogas pioram o perfil
lipídico, segundo dados da literatura, cabe ressaltar também o
12. D - O Metotrexato é considerado um inibidor competitivo, pois efeito dos diuréticos na excreção do ácido úrico.
compete com o ácido fólico pelo sítio catalítico da enzima DHFR.
Isso se deve ao fato de que o Metotrexato apresenta estrutura
GOODMAN & GILMAN – As bases farmacológicas da
molecular relativamente semelhante à estrutura do ácido fólico.
Terapêutica. 12ªed, 2012.
VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão – 2010.
DEVLIN, T.M. Manual de Bioquímica com Correlações Clínicas.
Tradução da 6ª ed. São Paulo: Blücher;2007.
CHAMPE, P. C. et al. Bioquímica Ilustrada. 3ª ed. Rio de Janeiro: 16. A - Resposta correta: Bloqueio dos receptores
ArtMed; 2006. dopaminérgicos no sistema nervoso central; Apesar de ser um
STRYER, L. Bioquímica. 6ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara antiemético a metoclorpramida tem efeito bloqueando os
Koogan; 2008. receptores dopaminérgicos do SNC o que acarreta o quadro
similar a da síndrome de Parkinson.

13. B - A vitamina D é produzida endogenamente na pele sob GOODMAN & GILMAN: As bases farmacológicas da terapêutica –
ação de radiação UV, tendo como substrato precursor o 11ªEd., 2007.
colesterol. Como fonte alimentares suas maiores concentrações
se encontra nos peixes tal como salmão. Sua ativação ocorre RANGHP &DALE MM. Farmacologia - 6ª Ed. 2007.
primeiro no fígado produzindo 25-hidroxicolecalciferol e
posteriormente nos rins originando 1,25-diidroxicolecalciferol, 17. C - O componente simpático ajuda a restaurar a pressão
metabolicamente ativo na produção da proteína carreadora de arterial, aumentando a frequência cardíaca, a contratibilidade, a
cálcio no intestino, permitindo sua absorção. A deficiência de resistência periférica total e a pressão sistêmica média. No
vitamina D diminui a mineralização óssea desenvolvendo paciente apresentado na questão, o componente simpático do
raquitismo na infância e osteomalácia nos adultos ou idosos. mecanismo barorreceptor está ausente.

Referências: GUYTON, A.C. Tratado de Fisiologia Médica. 10a ed. Rio de


BAYNES, J. W.; DOMINICZAK, M. H. Bioquímica médica. 2. ed. Janeiro: Guanabara Koogan; 2002.
São Paulo: Elsevier, 2007. BERNE, R.M.; KOEPPEN, B.M., STANTON, B.A. Fisiologia. 5a
CHAMPE, P. C.; HARVEY, R. A. Bioquímica ilustrada. 4. ed. ed. Rio de Janeiro: Elsevier; 2004.
Porto Alegre: Artes Médicas, 2009. ROADNEY, A. & RHOADES, G.A.T. Fisiologia Médica. 2a ed. Rio
JUNIOR, Edson Pedroza dos Santos et al. Epidemiologia da de Janeiro: Guanabara Koogan; 2005.
Deficiência da Vitamina D. Revista Científica do ITPAC,
Araguaína, v.4, n.3, Pub.2, Julho 2011. ISSN 1983—6708.
18. D - Na via esteroidogênica, verifica-se a ação da enzima 17β-
HidroxiesteroideDesidrogenase na conversão de Androstenediona
14. D - Durante o jejum inicial, de poucas horas, o fígado mantém em Testosterona, na conversão de Estrona em Estradiol. Já a
o nível de glicose sanguínea, visando à manutenção da energia enzima aromatase é essencial para a conversão de andrógenos
de células de tecidos extra-hepáticos, a partir da degradação do em estrógenos.
glicogênio hepático, através da via metabólica da
glicogenólise.Conforme o período de jejum aumenta, o fígado
passa a produzir glicose e corpos cetônicos para a manutenção GUYTON, A.C. Tratado de Fisiologia Médica. 10a ed. Rio de
da energia de células de tecidos extra-hepáticos. A glicose é Janeiro: Guanabara Koogan; 2002.
produzida à partir da gliconeogênese e os corpos cetônicos, à BERNE, R.M.; KOEPPEN, B.M., STANTON, B.A. Fisiologia. 5a
partir de ácidos graxos e aminoácidos.Os carbonos dos ed. Rio de Janeiro: Elsevier; 2004.
aminoácidos das proteínas musculares são utilizados para a ROADNEY, A. & RHOADES, G.A.T. Fisiologia Médica. 2a ed. Rio
síntese de glicose e corpos cetônicos e os nitrogênios, originados de Janeiro: Guanabara Koogan; 2005.
dos radicais aminos, são convertidos em uréia. Em decorrência, a
excreção de uréia é maior durante o jejum; entretanto, conforme o
período de jejum aumenta, o cérebro começa a utilizar 19. B - O baixo pH no plasma (normal= 7,4) indica que o
preferencialmente corpos cetônicos e diminui a utilização de indivíduo tem acidose. O fato da concentração de
glicose plasmática. Portanto, conforme o período de jejum bicarbonato plasmático também ser baixa (normal= 24
progride, diminui a degradação de proteína muscular para mEq/L) indica que o indivíduo tem acidose metabólica.
fornecer aminoácidos para a gliconeogênese e menor quantidade Entretanto, ele também parece ter acidose respiratória,
de uréia é produzida. Enquanto tiver reserva de triglicerídeos, porque sua PCO2 plasmática é alta (normal= 40 mmHg). A
preferencialmente os corpos cetônicos é que serão os elevação da PCO2 é resultado da respiração prejudicada
responsáveis pela manutenção da energia de células de tecidos em função da parada cardiopulmonar. Portanto, o indiviúdo
extra-hepáticos; salvo exceções como os eritrócitos.
tem acidose mista com uma combinação de acidose
metabólica e respiratória.
SMITH, C.; MARKS, A.D.; LIEBERMAN, M. Bioquímica Médica
Básica de Marks. 2ª edição, Porto Alegre, Artmed, 2007.
GUYTON, A.C.; HALL, J. E. Tratado de fisiologia médica. 12. ed. Rio
de Janeiro: Elsevier, 2011.
BERNE & LEVY- Koeppen, B.M. & Stanton, B.. Fisiologia. 6. ed. Rio
de Janeiro: Elsevier, 2009.

Teste de Progresso Unificado – outubro/2014 3


20 D - Uma dieta rica em carboidratos aumenta a secreção da 25. A - A úlcera é uma das complicações mais graves das
insulina, que a ativa a enzima reguladora da síntese de ácidos varizes, quase sempre se localiza no terço inferior da perna,
graxos: acetilCoAcarboxilase; com isso, aumenta a síntese de pouco acima do maléolo interno. A cicatrização se em três fases
ácidos graxos e a lipogênese. histológicas: inflamatória, proliferativa, e de remodelação, levando
cerca de 30 dias quando se trata a sua etiopatogenia e as
Baynes, John W.;Dominiczak, Marek H. , Bioquímica médica. complicações com curativos simples compressivos e cuidados de
Editora(s) Elsevier higiene. O mais conhecido e clássico dos curativos fechados é a
“BOTA DE UNNA” que além de atuar sobre a lesão, reduz a
estase venosa crônica. A sua restrição é para as úlceras
21. A - As anomalias branquiais do segundo arco são as mais infectadas e com muita secreção.
comuns e a apresentação mais comum se faz sob a forma de
cisto. Nódulo de consistência fibroelástica, situado na borda Clínica Cirúrgica, Rodrigues JJG, Machado MCC, Rasslan S.
anterior do músculo esternocleidomastoideo, 1/3 superior, Manole, 2008. Capítulo 97 – Varizes dos Membros Inferiores,
próximo ao ângulo mandibular, podendo ser indolor ou surgindo Muraco Neto B, Sitrângulo Júnior CJ, Campos Júnior W,1388-
subitamente após uma infecção de vias aéreas superiores. 1417.
Aparece com mais frequência nas crianças e adultos jovens, mas
podem aparecer em qualquer fase da vida. O diagnóstico pode
ser confirmado pelo Ultra-Som e citologia, o tratamento é a 26. D - A Tomografia Computadorizada é o padrão ouro para o
exérese cirúrgica por meio de cervicotomia transversa. diagnóstico de litíase do trato urinário.

Referências: Clínica Cirúrgica, Rodrigues JJG, Machado MCC, Rasslan S.


Clínica Cirúrgica, Rodrigues JJG, Machado MCC, Rasslan S. Manole, 2008. Capítulo 88 – Litíase Urinária, Mitre AI, Mazzucchi
Manole, 2008. Capítulo 18 – Tumores da Região Cervical, E, 1193-1204.
Tavares MR, Michaluart Júnior P, Arap SS, 235-47.
27. B - As fases da cicatrização são: PROLIFERATIVA:
22. C - O tratamento deve ser iniciado no primeiro ano de vida e coagulação e inflamação, epitelização, profliferação vascular,
o testículo deve estar posicionado na bolsa testicular antes do proliferação de componentes dérmicos; REMODELAÇÃO:
segundo ano de vida. A laparoscopia tem indicação exclusiva contração, maturação e reabsorção do colágeno.
para avaliação e tratamento dos testículos impalpáveis. Sua
acurácia na localização e avaliação do testículo intra-abdominal Referências:
se aproxima de 100% e permite que os testículos localizados Clínica Cirúrgica, Rodrigues JJG, Machado MCC, Rasslan S.
sejam tratados por técnica laparoscópica no mesmo ato, Manole, 2008. Capítulo 09 – Cicatrização de Feridas, Herson MR,
otimizando o procedimento. Kamamoto, F, Ferreira MC, 121-129.

Clínica Cirúrgica, Rodrigues JJG, Machado MCC, Rasslan S.


Manole, 2008. Capítulo 90 – Malformações do Trato 28. C - O conceito mais importante do atendimento no trauma é
Genitourinário, Silva FAQ, Giron AM, Denes FT, 1243-1304. iniciar o tratamento onde há risco imediato de vida, e a obtenção
de uma via aérea segura com imobilização da coluna é o primeiro
passo do tratamento.
23. B - A investigação inicial em pacientes com icterícia
obstrutiva geralmente começa com ultrassonografia abdominal, Clínica Cirúrgica, Rodrigues JJG, Machado MCC, Rasslan S.
que algumas vezes pode demonstrar o tumor primário, dilatação Manole, 2008. Capítulo 128 – Atendimento Hospitalar do
das vias biliares intra-hepática e evidenciar a presença de Traumatizado, Zamboni V, Colllet e Silva FS, 1865-78.
metástases hepáticas ou mesmo cálculos nos canais hepáticos.

COELHO, J C U. Aparelho Digestivo – Clinica e Cirurgia 3a


29 A - Blackbook – Cirurgia. Andy Petroianu, Marcelo Eller
edição 2005. a
Miranda, Teynaldo Gomes de Oliveira. 1 ed. 2008. P.276-
Clínica Cirúrgica, Rodrigues JJG, Machado MCC, Rasslan S.
Manole, 2008. Capítulo 59 – Adenocarcinoma do Pâncreas, 286.
Montagnini AL, Perini MV, Cunha JEM, 795-807.
30. C - Durante a dissecção do saco herniário é preciso cuidado
para estirar e lacerar o plexo pampiniforme, o que pode trombosar
24 . D - Os principais componentes da secreção gástrica são os vasos venosos e levar ao desenvolvimento de orquite.
NaCl e o KCl e a secreção de HCl é tal que o pH pode estar
abaixo de 2,0. As concentrações dos vários íons variam com o
1- Franklin R. Perguntas e respostas comentadas de cirurgia
ritmo de secreção: com secreção a ritmo alto, o HCl é o principal
geral. Hérnias. Ed. Rubio. Cap 6, pag 101.
soluto, e a solução tende à isotonicidade com o plasma. Para
ritmos basais de secreção predomina o NaCl como soluto e o
+
fluido é hipotônico ao plasma. A concentração de K , sempre
maior que a plasmática, eleva-se com o ritmo de secreção.A
permanência da Sonda Naso-Gástrica aberta haverá uma perda
demasiada de ácido pelo estômago juntamente com potássio e
cloro levando a alcalose metabólica hipocalêmica e
hipoclorêmica.

Clínica Cirúrgica, Rodrigues JJG, Machado MCC, Rasslan S.


Manole, 2008. Capítulo 3 – Equilíbrio Hidroeletrolítico em Cirurgia,
Cirino LMI, 31-40.

4 Teste de Progresso Unificado – outubro/2014


31 B - O volvo de sigmoide produz a radiografia simples de 35. D - O “sinal do cinto de segurança” indica um traumatismo de
abdome uma imagem típica de U invertido ou grão de café, com a alta energia cinética com aumento brusco da pressão intra-
parte convexa do volvo posicionado sobre o quadrante superior abdominal e compressão de vísceras ocas e desaceleração com
(oposto ao ponto de obstrução). O enemahiperosmolar radiopaco ruptura mesenterial com consequente sangramento. Peritonite,
(gastrografina) mostra um estreitamento ao lado da obstrução e o hipotensão e choque podem estar presentes já no exame
sinal patognomônico de bico de pato. A conduta inicial no volvo primário.
de sigmoide é a ressuscitação seguida por distorção endoscópica.
A distorção costuma ser mais facilmente realizada com uso de Utiyama E M, Steinman E, Birolini D. Cirurgia de Emergência. 2ª
retossigmoidoscopia rígida, mas o sigmoidoscópico ou ed. Editora Atheneu, São Paulo. 2011:367
colonoscópico flexíveis também podem ser eficazes.

1- Schwartz SI, Brunicardi FC. Schwartz: Princípios de cirurgia: 36. B - Traumatismos torácicos de alta energia com afundamento
auto avaliação, pré-teste e revisão (Nona edição). Ed Revinter, de tórax, com frequência são acompanhados de contusão
2013. Cap.29, pag.302. pulmonar que levam à insuficiência respiratória aguda de
instalação insidiosa, porém com evolução de média a alta
gravidade.
32. A - Segundo o ATLS, as medidas de primeira prioridade e
salvadoras para doentes queimados incluem estabelecer o Utiyama E M, Steinman E, Birolini D. Cirurgia de Emergência. 2ª
controle da via aérea, interromper o processo de queimadura e ed. Editora Atheneu, São Paulo. 2011:292.
obtenção de acessos venosos. Seguido da transferência da vítima
para um centro de referencia em queimaduras, simultaneamente
com avaliação primaria e reanimação (ABC da reanimação) do 37. C - flegmasia alba dolens, caracteriza-se por apresentar
doente queimado. aumento de volume global do membro e palidez cutânea por
oclusão venosa proximal, ou seja, no segmento ílio-femoral.
1. American College of Surgeons. Suporte Avançado de Vida no
Trauma para Médicos (ATLS). Manual do Curso de Alunos. Brito- Cirurgia Vascular- Segunda Edição
Editado pelo American College of Surgeons. 2008; 9: 212-219. Maffei- Doenças Vasculares Periféricas- Quarta Edição
Rutherford- Cirurgia Vascular- Sexta Edição
33. C - O Consenso do Colégio Americano de Cardiologia(1997),
recomenda a antibioticoprofilaxia para a prevenção da
38. A - Sabiston tratado de cirurgia : as bases biológicas da
Endocardite Bacteriana em pacientes portadores de defeitos
prática cirúrgica moderna /Sabiston ; editores Courtney M.
cardíacos estruturais complexos(próteses valvares, defeitos
Townsend ... [et al.] ; tradução André Luis de Souza Melgaço ...
valvares graves, cardiopatias congênitas complexas,
[et al.]16.ed.Rio de Janeiro \Guanabara Koogan 2003.
miocardiopatia hipertrófica) que irão se submeter a procedimentos
cirúrgicos nos quais a chance de infecção por bactérias
causadoras de endocardite é alta(extrações dentárias complexas, 39. B - Manual do Ministério da Saúde sobre Cirurgia
procedimentos invasivos do sistema respiratório, digestório ou
urinário). Segura. Publicação: Jun/2013

th
Jarrell BE, Carabasi RA, Kennedy E, eds. NMS Surgery. 5 ed. 40. D - Processos agudos repetidos em pacientes portadores de
Philadelphia, PA: Lippincott Williams & Wilkins. 2008:72-73.
colelitíase podem determinar o aparecimento de processos
inflamatórios crônicos junto à vesícula biliar com aderências
34. A - A colangite ascendente geralmente ocorre firmes do duodeno e do cólon na parede da vesícula. A
secundariamente à contaminação bacteriana da via biliar fístulização destas vísceras ocas para a luz da vesícula, podem
obstruída. Em 80% dos casos a obstrução é devida à originar a migração de cálculo biliar de grande dimensão para a
coledocolitíase e o restante representado por doenças malignas luz intestinal impactando na válvula ileocecal e consequente
das vias biliares, tumores ampolares e peri-ampolares e obstrução do intestino delgado. A fistulização para o cólon é bem
estenoses benignas. O quadro clínico clássico composto por febre mais rara. Os dados radiológicos confirmam o diagnóstico de
com calafrios, dor no hipocôndrio direito e icterícia é conhecida obstrução intestinal do intestino delgado, pois não existe ar nos
pelo epônimo de Tríade de Charcot. Alterações sensoriais e cólons. A presença de aerobilia fala a favor da fistulização entre o
hipotensão arterial acompanham as formas mais graves e duodeno e a vesícula biliar. A este quadro particular e raro de
constituem a Pêntade de Reynold Impõe-se tratamento urgente obstrução intestinal dá-se o nome de íleo biliar(cálculo biliar
imediato com antibióticos de largo espectro e drenagem da via impactado na válvula ileocecal)
biliar.
Postgrad Med J.1984 Oct;60(708):698-9.Cholecystoduodenocolic
Townsend CM (Ed) et al. Sabiston Textbook of Surgery: the fistula and gallstone ileus.
biological basis of modern surgical practice. 17th ed. Elsevier, Gibbons CP, Ross B
Philadelphia, PA. 2004:1477

Teste de Progresso Unificado – outubro/2014 5


41. A - A frequência do tremor em Parkinson é rápida, o que leva 47. D - A vacina para HPV pode ser administrada tecnicamente
a escrita pequena e bem tremida. em qualquer momento, mesmo em pessoas com mais de 30 anos
do gênero masculino ou feminino. O benefício é possível em
Tratado de Geriatria e Gerontologia. Freitas, E.V.; Py, L.; Neri, A. qualquer caso.
L.; Cançado, F. A. X.C.; Gorzoni, M.L.; Doll, J. 3ª. Edição.
Grupo Editorial Nacional (GEN), 2011. Tratado de hepatites virais – Roberto Focaccia – Editora Atheneu
Doenças sexualmente transmissíveis – Walter Belda Junior -
Editora Atheneu
42. C - O quadro descrito é de abstinência alcoólica grave,
conhecido como Delirium Tremens. O diagnóstico fica claro pela Tratado de infectologia - Roberto Focaccia – Editora Atheneu
presença de confusão mental e alucinações, tendo-se descartado
inicialmente a presença de alteração neurológica devido à 48. A - Afluoroquinolona respiratória é uma alternativa
ausência de trauma craniencefalico. É importante que o aluno preconizada para o tratamento da PAC em domicílio em pacientes
saiba que, nesses casos, o tratamento para o quadro como um com comorbidades ou uso recente de antibióticos. Ausência de
todo é feito com benzodiazepínicos. Não há indicação de febre e/ou dor torácica não descarta o diagnóstico de PAC. A
antipsicóticos e anticonvulsivantes em um primeiro momento, presença da idade > 65 anos é critério de gravidade, mas
como os sintomas talvez pudessem indicar (presença de isoladamente, não define a necessidade de internação. Não está
alucinações e um episódio de convulsão). indicada a coleta de culturas para definição do germe causador
da PAC como rotina, apenas em casos muito graves, com falha
BOTEGA, NJ. Prática psiquiátrica no Hospital Geral – terapêutica ou com antecedentes epidemiológicos específicos
Interconsultas e Emergências. Porto Alegre: Ed. Artmed, 2011.
Diretrizes brasileiras para pneumonia adquirida na comunidade
43. B - Fatores preditore para uma evolução desfavorável: idade em adultos imunocompetentes. J BrasPneumol. 2009;35(6):574-
< 50 anos, co-infecção pelo HIV, co-infecção VHB (vírus da 601.
hepatite B), alcoolismo, obesidade e biópsia hepática (mais
importante). 49. D - O quadro clínico sugere a presença de descompensação
diabética do tipo cetoacidótica, com pH abaixo do normal e
Tratado de Gastroenterologia – FBG Gastroenterologia da glicemia capilar elevada, devido ao uso irregular da insulina de
graduação a pós graduação ação prolongada. Nestes casos devesse hidratar adequadamente
Dani – Gastroenterologia essencial o paciente, sem reposição de bicarbonato com este pH, e
utilização de insulina regular intravenosa, se possível em bomba
de insulina, em pequenas doses. Devido a acidose metabólica, os
44. D - Por se tratar de um quadro de púrpura com plaquetopenia níveis de potássio sérico tendem a se elevar no meio extra-celular
isolada no hemograma, em um paciente jovem, sem outras e como a dosagem está no limite inferior, após a reversão da
manifestações clínicas, o diagnóstico provável é de uma púrpura cetoacidose, os níveis de potássio tendem a ficar abaixo do
trombocitopênica idiopática (PTI). Ele deve ser tratado normal e risco de arritmias graves. Portanto o potássio deve ser
inicialmente como uma PTI, que é a administração somente de reposto, por via intravenosa, no início do tratamento.
corticoide. Por ser um quadro autoimune, a transfusão de
concentrado de plaquetas não está indicada.
Protocolo da Unidade de Emergência. Ministério da Saúde, 2014

Cecil Tratado de Medicina nterna – 23ª edição, 2009;


HarissonMedicina Interna - 17ª edição, 2008; 50. C - A mortalidade nos casos de Steven-Jonhson é de 5%, na
transição entre STJ e NET 10-15% e em NET de 30-40%. A
Current Medical DiagnosisTreatment – 14ª edição, 2005. Síndrome da angustia respiratória no adulto e a falência de
múltiplos órgãossão as causas mais comuns de morte. Elas são
45. A - Homem idoso com sintomas de prostatismo e retenção frequentemente precipitadas por septicemia, na maioria das vezes
urinária, com risco elevado de câncer de próstata e deve-se resultadas de infecções por S. aureus e
realizar a dosagem do PSA, com elevada sensibilidade Pseudomonasaeruginosas
diagnóstica, sempre precedido do toque retal e depois ultrassom
pélvico, para complementação. Rook, dermatology Braun-Faucos’sDermatology 3rd Ed, 2009

Harrison 17ª Edição – Medicina Interna – Volume I – pág 595 51. B - Na suspeita de melanoma primário da pele, sempre que
Cecil – Medicina – Goldman- Ansiello – Volume I – 23ª edição, possível, a biópsia deve ser excisional, ou seja, a retirada
capítulo 211, pág. 1745 completa da lesão, até o subcutâneo, com margem de 1 a 2 mm.
A biópsia incisional, que é a remoção parcial da lesão, é aceitável
46. C - Paciente apresenta quadro clínico de infecção do trato quando a suspeita de melanoma for remota, ou se a lesão for
urinário e desidratação, com hipotensão arterial refratária a muito extensa, procurando-se retirar a amostra da área com
reposição volêmica (caracteriza choque séptico) e aspecto clínico de maior profundidade. Não se deve utilizar
antibioticoterapia. Deve ser internado numa Unidade de Terapia diagnóstico por citologia oncótica, através da técnica de biópsia
intensiva, devido á gravidade do paciente e necessidade de aspirativa por agulha fina, na abordagem da lesão primária.
controles rigorosos. A presença de plaquetopenia, distúrbios de
coagulação e piora da função renal são secundários á infecção Sampaio SAP, RivittiEA. Melanoma. Dermatologia. 3a ed. São Paulo:
grave e devem ser revertidos após início do tratamento. Artes Médicas; 2008.
Ministério da Saúde. Secretaria de atenção à Saúde. Portaria No 357,
Diretrizes Internacionais para tratamento da Sepse Grave e de 8 de abril de 2013. Aprova as Diretrizes Diagnósticas e
Choque Séptico, 2012, Campanha de Sobrevivência á Sepse. Terapêuticas do Melanoma Maligno Cutâneo. INCA. Melanoma.
Disponível em:
http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/pe
le_melanoma/)

6 Teste de Progresso Unificado – outubro/2014


52. D - Segundo recomendação da Diretriz de Hipertensão a 57. C - O acidente com material biológico deve sempre ser
reavaliação deverá ocorrer em 2 meses e mudanças no estilo de investigado o acidentado e a fonte. Neste caso por ter decorrido
vida; mais de 30 diassomente após diagnóstico sorológico as medidas
devem ser implementadas.
VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão. ArqBrasCardiol 2010;
95(1 supl.1): 1-51. Tratado de hepatites virais – Roberto Focaccia – Editora Atheneu
Doenças sexualmente transmissíveis – Walter beldajunior -
Editora Atheneu
53. A - Os sintomas da paciente de rebaixamento do nível de
consciência, tontura e palidez cutâneo-mucosa são oriundos do Tratado de infectologia - Roberto Focaccia – Editora Atheneu
baixo débito cardíaco.Ao analisarmos o ECG, percebemos que há
uma total dissociação do ritmo atrial (onda p) e ventricular (QRS) 58. A - O exame para diagnóstico de lúpus é o fator antinuclear.
o que indica um bloqueio átrio ventricular grau 3. Uma das causas Nos casos de lúpus FAN-negativo deve-se pedir o anti-Ro ou anti-
frequentes deste bloqueio é o infarto agudo do miocárdio. A chave SSA. Para verificar atividade da doença deve-se verificar
para o diagnóstico está no supra-desnivelamento de ST na atividade renal e hematológica (hemograma e sedimento urinário),
parede inferior (D2, D3, AVF) e na imagem em espelho da parede consumo de complemento e a presença do único anticorpo que
dorsal (infradesnivelamento de V1-V2-V3).O infarto ínfero dorsal varia no soro de acordo com a atividade da doença: anti-DNA
particularmente cursa com sintomas de baixo débito cardíaco e a dupla hélice.
expansão volêmica é fundamental para o tratamento inicial. Como
se trata ainda de um bloqueio AV de terceiro grau, torna-se
necessária a passagem de marcapassotransvenoso. Wiik AS. Anti-nuclear autoantibodies: clinical utility for diagnosis,
prognosis, monitoring, and planning of treatment strategy in
systemic immunoinflammatory diseases. Scan J Rheumatol 2005;
Referências: 34:260-268.
a
Serrano, Carlos. Tratado de cardiologia da SOCESP,2 edição Sheldon J. Laboratory testing in autoimmune rheumatic disease.
Manole, 2008 Best Pract Res ClinRheumatol 2004; 18:249-269.
KLIPPEL, J. H. et al. (Ed.). Primer on the rheumatic diseases. 13.
ed. Atlanta: Arthritis Foundation, 2008.
54. D - Paciente apresenta níveis de PA muito elevados,
KLIPPEL, J. H.; DIEPPE, P. A. (Ed.). Pratical rheumatology.
abruptamente, sugerindo o diagnóstico de crise hipertensiva, com
London: Times Mirror, 1995
comprometimento de um órgão alvo (cérebro). Diante da ausência
de sinais de localização neurológica, teoricamente se afasta
acidente vasculo encefálico (AVE) e realizando o exame do fundo 59. B - Guia para o controle da hanseníase. Ministério da Saúde.
de olho confirmaria a presença de edema cerebral sugerida pelos 2002
sinais e sintomas. A realização de uma tomografia não seria
indicada para confirmação diagnóstica
60. C - A sepse é uma causa de morbimortalidade que vem
VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial, Sociedade crescendo e preocupando tanto médicos como gestores de
Brasileira de Cardiologia, 2011. saúde. O reconhecimento precoce dessa patologia tem
implicação direta na assistência e na sobrevida dos pacientes.
Portanto, é importante que o aluno de medicina esteja preparado
55. C - O traçado eletrocardiográfico é típico de uma taquicardia para diagnosticá-la e tratá-la rapidamente.
com QRS estreito e ritmo regular, com presença de uma onda P
acoplada a parte final do complexo QRS (chamado P'), nas www.sepsenet.org
derivações D2 e V1. Este tipo de traçado sugere a presença de
dupla via nodal, com taquicardia por reentrada nodal e seu
tratamento consiste em realizar uma manobra vagal ou adenosina 61. B - As mulheres de 69 anos sem história de câncer e as
intravenosa. A história contada sugere patologia congênita e sem últimas duas citologias negativas, podem ser dispensadas do
cardiopatia estrutural pelo exame e ausência de sintomas. rastreamento.Ocâncer de colo de útero é pouco incidente após
esta idade, o que justifica o maior empenho em rastrea-lo na faixa
Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre Análise e etária entre25 a 69 anos. a exceção a esta regra é o antecedente
Emissão de Laudos Eletrocardiográficos (2009) de lesões previas e a falta de rastreio anterior.

56. B - Paciente com retocolite ulcerativa que levou a perda de Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer de Colo de
peso é uma doença autoimune e provavelmente, o quadro Útero. Ministério da Saúde, 2011.
articular tem associação fisiopatogênica com o intestinal, portanto
inflamatório. A presença de edema articular caracteriza artrite e
de 5 articulações, poliartrite. O tratamento inicial deve ser com
sulfassalazina e metotrexato, não podendo ser afastado o uso de
agentes biológicos caso não haja resposta adequado

Damião AOMC, Sipahi AM: Doença Inflamatória Intestinal. In:


Gastroenterologia. Rio de Janeiro: MEDSI Editora Médica e
Científica Ltda p.1105-1149, 2004.
Gravallese EM, Kantrowitz FG: Arthritic manifestations of
inflammatory bowel disease. Am J Gastroenterol 83: 703-709,
1988.
Scarpa R, Del Puente A, D’Arienzo A, Girolamo C, Valle G,
Panarese A, Lubrano E, Oriente P. The arthritis of ulcerative
colitis: clinical and genetics aspects. J Rheumatol 19: 373-376,
1992

Teste de Progresso Unificado – outubro/2014 7


62. C - Segundo o critério de Rotterdam, há necessidade de dois 66. D - A Hidradenite supurativa édescrita na questão com vários
de três critérios para o diagnóstico da SOP, na ausência de outras detalhes incluindo a queixa de lesões vulvares recorrentes,
causas de hiperandrogenismo. Os três critérios são oligo ou dolorosas e drenantes. Ao exame físico mostra múltiplos
anovulação (o que se expressa pelos ciclos abscessos e cicatrizes profundas nos lábios. Nota-se uma
oligoespaniomenorreicos), hiperandrogenismo (clínico OU secreção de odor podre a partir das lesões. Pode haver
laboratorial) e ovários com padrão micropolicístico ou com volume concomitância com o aparecimento ocasional de lesões similares
3
aumentado (>10 cm ). No caso apresentado, a paciente preenche na axila.
os três critérios, mas há necessidade de descartar outras causas
de hiperandrogenismo, apesar de a SOP ser realmente a causa Projeto Diretrizes da AMB -
mais comum, e provável neste caso. Como informado nos http://www.projetodiretrizes.org.br/novas_diretrizes_sociedades.p
critérios, o hiperandrogenismo não precisa ser laboratorial, basta hp
ser clínico. O uso de pílula anticoncepcional combinada é um
Medicina Baseada em Evidência Cochrane Library –
tratamento reconhecido, mesmo naquelas sem necessidade de
http://www.cochrane.org/reviews/en/topics/87.html
anticoncepção. No longo prazo, a SOP se associa a risco
aumentado para resistência insulínica, síndrome metabólica e Manual de Ginecologia da Febrasgo - http://www.febrasgo.org.br
diabetes mellitus tipo 2.
67. C - As células da teca produzem androgênios sob ação do
Rotterdam ESHRE/ASRM-Sponsored PCOS consensus workshop LH e nas células da granulosa sob ação do FSH são
group.Hum Reprod. 2004;19(1):41-7 aromatizadas em estrogênios
Lee TT, Rausch ME. Radiographics 2012; 2012; 32:1643
Moran LJ et al. Hum Reprod Update. 2010;16(4):347-63 Referências:
Speroff L. Endocrinologia ginecológica clínica e infertilidad. 5. ed.
Barueri: Manole; 1995. p. 43-44.
63. B - O FSH deve ser colhido no dia 3 do ciclo, com indicação
de reserva ovariana, a prolactina não tem indicação para reserva
ovariana e sim para hiperprolactinemia e pode ser colhido nas 2 68. B - O misoprostol não deve ser utilizado naquelas com
fases do ciclo, a progesterona pode ser colhida nas 2 fases do cesárea prévia. Não se deve utilizar misoprostol em pacientes
ciclo, mas esta não tem ndicação para reserva ovariana e sim com cicatriz uterina pois pode haver ruptura uterina.
para corpo luteo-ovulaçao,o hormônio antimulleriano pode ser
colhido nas 2 fases do ciclo e com indicaçao para reserva
Projeto Diretrizes da AMB.
ovariana
http://www.projetodiretrizes.org.br/novas_diretrizes_sociedades.p
hp
Fundamentos e avanços na propedêutica, diagnostico e
tratamento Medicina Baseada em Evidência Cochrane Library -
http://www.cochrane.org/reviews/en/topics/87.html
Jose Mendes Aldrighi,Vilmar Marques de Oliveira,Andre Lima de
Manual de Obstetrícia da Febrasgo - http://www.febrasgo.org.br
Oliveira

64. D - Como o sangramento parece vir do interior do utero e não 69. C - Internação, corticoterapia e observação clínica. Pacientes
com placenta prévia que apresentam sangramento e que a mãe
da superficie do colo, faz-se necessário investigar o endométrio.
esta estável hemoinamicamente e o feto apresenta sua vitalidade
Quanto a citologia asc-us o ministerio da saúde preconiza repetir
a coleta em seis meses preservada, a conduta éinternação para observação clínica e
laboratorial da mãe e do feto, e para a realização de
corticoprofilaxia quando a gestação esta entre 24 e 34 semanas
Philip DiSaia, William Creasman - ClinicalGynecologicOncology – para auxiliar na maturação pulmonar, prevenir hemorragia
Elsevier – 2012 intracraniana e enterocolitenecrosante do RN.
Diretrizes Brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do
útero – INCA – 2011 Projeto Diretrizes da AMB -
Textbook of Gynaecological Oncology – European society of http://www.projetodiretrizes.org.br/novas_diretrizes_socieda
Gynecologic Oncology - 2013 des.php
Medicina Baseada em Evidência Cochrane Library -
65. A - A questão aponta para uma faixa etária de maior risco http://www.cochrane.org/reviews/en/topics/87.html
para câncer de mama e os 12 anos após o parto sugerem não se Manual de Obstetrícia da Febrasgo -
tratar de mastite puerperal, assim, a biópsia se mostra de suma http://www.febrasgo.org.br
importância para assegurar de que se trata ou não de um
carcinoma do tipo inflamatório.
70. D - Mola hidatiforme com sinais de hipertireoidismo
Projeto Diretrizes da AMB - descompensado. Pacientes com mola hidatiforme podem
apresentar sangramento uterino de pequena a grande
http://www.projetodiretrizes.org.br/novas_diretrizes_socieda
intensidade, podendo também este ser intermitente. Não
des.php háausculta de batimentos cardíacos fetais. Em algumas pacientes
Medicina Baseada em Evidência Cochrane Library – com mola hidatiformepodemos observar hipertireoidismo
http://www.cochrane.org/reviews/en/topics/87.html bioquímico, mas somente algumas destas vão apresentar quadro
Manual de Ginecologia da Febrasgo- clínico de hipertireoidismo.
http://www.febrasgo.org.br
Projeto Diretrizes da AMB -
http://www.projetodiretrizes.org.br/novas_diretrizes_sociedades.php
Medicina Baseada em Evidência Cochrane Library -
http://www.cochrane.org/reviews/en/topics/87.html
Manual de Obstetrícia da Febrasgo - http://www.febrasgo.org.br

8 Teste de Progresso Unificado – outubro/2014


71. A - Pré-Natal – Sérgio Peixoto 78. A - Pacientes menopausadas sem contra indicações para
terapia de reposição hormonal, podem utilizar estrogenioterapia
vaginal (local) por 30 dias, antes da coleta, melhorando o trofismo
72. D - Paciente com eclampsia expõe o feto intra uterinamente à local, facilitando a coleta, diminuindo a chance de achados
acidose e hipóxia. A cesárea deva ser realizada com brevidade, acelulares ou alterações celulares causadas pela atrofia local.
contudo, após estabilização da paciente. O uso de corticoterapia
se restringe até 34ª semana de gravidez, portanto, não estaria em
questão. Referências:
Ginecologia, UNIFESP. Manoel Girão, Geraldo R. de Lima,
Edmundo Baracat.
Referências:
Obstetrícia, Marcelo Zugaib, 2ª edição.
Obstetrícia, BussamaraNeme. 79. C - Paciente com diagnóstico prévio de endometriose, com
prole constituída, exames sem alterações dignas de nota, próximo
do período da menopausa, poderá ser abordada com uso de
73. B - Utilização de ácido fólico para diminuir risco de análogos de GnRH. A cirurgia, não encontra respaldo neste
malformação é intervenção extremamente necessária para momento, uma vez que não está documentada nenhuma
diabetes e gestação, assim como o controle do peso. alteração morfológica uterina, condição debilitante uterina
Frequentemente estas pacientes estão em uso de ECAs devendo associada, endometriomas de grande volume, bem como, não foi
ser trocada a medicação. Da mesma forma, a preferência é a esgotada a terapia clínica (no caso, análogo).
utilização do controle por insulina, a despeito de trabalhos
recentes não contra-indicando as medicações antidiabetogênicas.
Tratado de Ginecologia, Novak &Berek.

Rotinas em Obstetrícia, Fernando Freitas, Sérgio Costa, José


Ramos, José Magalhães. 80. A - A amnioscopia é um método propedêutico importante
Obstetrícia, Marcelo Zugaib para o diagnóstico de várias situações, porém das alternativas
apresentadas a melhor é a que pesquisa o sofrimento fetal
crônico e a prenhez prolongada.
74. D - Paciente com prematuridade extrema, fora de trabalho de
parto, justifica-se o corticóide e a conduta expectante Peixoto S.Pré-natal.SãoPaulo:Rocca; 2004

Referências: 81. B - Diretriz de 2014 do Serviço de Vigilância


Obstetrícia, Manual da Febrasgo. Vários autores.
Obstetrícia, Marcelo Zugaib. Epidemiológica da Secretaria do Estado de São Paulo.

82. D - A indicação da vacina contra varicela é apenas aos 12


75. A - Sangue materno e do parceiro sendo negativos não meses de vida pela SBIN e pelo PNI aos 15 meses (tetra viral), a
haveria a possibilidade de produção de anticorpos maternos e varicela materna não conta indica a amamentação. Logo a
destruição das hemácias fetais que necessariamente serão Rh resposta correta é apenas a aplicação da VZIG.
negativas.

Referências:
Ministério da Saúde [homepage na internet]. Manual técnico
MARCONDES, E. – Pediatria Básica – Sarvier
Gestação de alto risco [acessado em 12 de jul de 2012].
Disponível em: http://portalsaude.saude.gov.br/.
83. C - Objetivos claros do Método Canguru: A equipe
responsável pela assistência ao RN devera ser habilitada para
76. C - Pacientes com mãe com câncer de mama, devem fazer
promover: a aproximação, o mais precocemente possível, entre a
rastreio entre 35-40 anos com mamografia, e controle anual. No
mãe e o bebe, para fortalecer o vinculo afetivo; o estimulo, logo
caso, paciente deverá ser tranquilizada e acompanhada
que possível, ao reflexo de sucção ao peito, necessário para o
clinicamente. A punção com agulha grossa não está indicada pelo
aleitamento materno e para estimular a contratilidade uterina; a
aspecto e tamanho do cisto.
garantia de acesso aos cuidados especializados necessários para
a atenção ao RN em risco.
Tratado de Ginecologia, Novak &Berek.
Atenção Humanizada ao Recém-Nascido de Baixo Peso –
77. D - A vaginosecitolítica écausada pelo excesso de acidez Método Canguru – Normas e Manuais Técnicos – Ministério da
vaginal produzida por farta população de lactobacilos vaginais e Saúde – Brasilia DF 2011.
desencadeia quadro clínico descrito na questão.
84. D - O prolapso retal e a imagem dos ovos confirmam o
Projeto Diretrizes da AMB - diagnóstico Trichuristrichiura
http://www.projetodiretrizes.org.br/novas_diretrizes_socieda
des.php MARCONDES, E. – Pediatria Básica – Sarvier
Medicina Baseada em Evidência Cochrane Library -
http://www.cochrane.org/reviews/en/topics/87.html
Manual de Ginecologia da Febrasgo -
http://www.febrasgo.org.br

Teste de Progresso Unificado – outubro/2014 9


85. C - O caso clínico é de diarreia aguda com desidratação 91. C - Muitas causas estão associadas a febre prolongada,
(clínica e exame físico), não tem indicação de hidratação venosa exantema adenopatia e faringite. Conjuntivite seca é sugestiva de
de imediato. Doença de Kawasaki. A fissura nos lábios, embora comum na
Doença de Kawasaki, pode acontecer em outras situações como
Referências: longos períodos de febre de qualquer causa e se a criança vier a
desidratar. A leucometria é comum a muitas doenças, mas o
MARCONDES, E. – Pediatria Básica – Sarvier aumento das plaquetas associada a constelação de sintomas e
sinais é encontrada somente na DK. O Sarampo tem febre
86. D - A presença de leucocitúria, nitrito e leucoesterase positiva bifásica e exantema crânio caudal. O quadro de Rubéola tem
no lactente febril possui alta sensibilidade e especificidade para o como característica a presença de febre, adenopatia e exantema
diagnóstico de infecção do trato urinário. A confirmação é feita maculopapular. O exantema súbito acomete crianças menores de
com a urocultura, com crescimento de pelo menos 50.000 2 anos com exantema maculo papular de pele sã, sem
colônias através da sondagem vesical. O tratamento visa a acometimento de mucosa oral. O tratamento da escarlatina é feito
erradicação do agente infeccioso e prevenir a ocorrência de com Penicilina Benzatina e o tratamento com Vitamina A è usado
cicatriz renal. No lactente em regular estado geral, faz-se no sarampo complicado com diarreia.
necessária a internação hospitalar e o início de antibioticoterapia
endovenosa devido ao alto risco de infecções mais graves como a Newburger JW, Takahashi M, Gerber MA, et al. Diagnosis,
pielonefrite ou a sepse. treatment, and long-term management of Kawasaki disease: a
statement for health professionals from the Committee on
Tratado de Pediatria – Sociedade Brasileira de Pediatria – 3
a Rheumatic Fever, Endocarditis, and Kawasaki Disease, Council
edição on Cardiovascular Disease in the Young, American Heart
Association. Pediatrics 2004; 114: 1708-33.
Magalhães CM, Vasconcelos PA, Pereira MR, Alves NR, Gandolfi
87. A - O lactente em aleitamento materno exclusivo pode L, Pratesi R. Kawasaki disease: a clinical and epidemiological
apresentar variação no hábito intestinal, sendo considerado study of 70 children in Brazil. Trop Doct. 2009; 39: 99-101.
normal tanto a evacuação pastosa diária quanto aquela realizada Berhman et als Nelson Textbook of Pediatrics 19Ed pg 862
1 a 2 vezes na semana, não havendo critérios para encaixá-lo em
um paciente constipado (critérios de Roma III).
92. A - A tiragem respiratória representa aumento do esforço
Tratado de Pediatria – Sociedade Brasileira de Pediatria – 3
a respiratório, o que representa necessidade de uso da musculatura
edição acessória para compensar a dificuldade de ventilação e/ou
oxigenação e pode levar à fadiga respiratória.A febre, o choro
persistente e a inapetência podem estar presentes em várias
88. C - A síndrome nefrítica é uma doença imunologicamente situações clínicas sem maior gravidade e não representam sinais
mediada associada a faringite ou amigdalite por determinadas de insuficiência respiratória
cepas nefrogênicas, onde ocorre formação de imunocomplexos
nos glomérulos. Clinicamente manifesta-se como edema, Toshio Matsumoto. Insuficiência respiratória. In:Tratado de
hipertensão arterial e hematúria, podendo ter como complicações Pediatria. Lopez FA,Júnior DC. Sociedade Brasileira de Pediatria.
congestão cardiocirculatória e encefalopatia hipetensiva. O 2ª edição . Ed. Manole. 2010
tratamento consiste em restrição hídrica, diuréticos, hipotensores
e antibioticoterapia.
93. B - Dar alta para casa com instruções, pois ele não sofreu
Tratado de Pediatria – Sociedade Brasileira de Pediatria – 3
a perda da consciência, tem estado mental normal e nenhum
edição achado focal, então imageamento do cérebro não esta indicado. A
criança pode ter alta para casa com instruções para retornar se
apresentar um comportamento anormal, sonolência não usual,
89. B -Segundo o Manual de Recomendações para o Controle da incapacidade de acordar do sono, cefaleia aumentando, crise
Tuberculose no Brasil, recomenda-se a prevenção da infecção convulsiva ou vômitos mais de duas vezes.
tuberculosa em recém-nascidos coabitantes de caso índice
bacilífero. Nestes casos, o recém-nascido não deverá ser Kliegman,Stanton, St. Geme, Schor, Behrman. Nelson textbook of
vacinado ao nascer; deverá ser administrado isoniazida como Pediatrics – 19 edition – Editora Elsevier – 2011.
quimioprofilaxia por três meses, e após este período realizar a Lopes FA,Campos Jr.D.Tratadode Pediatria.SociedadeBrasileira
prova tuberculínica – PPD. Se o resultado da PT for ≥ 5mm, a de Pediatria- 3 Ed- Editora Manole-2013
quimioprofilaxia – QP deve ser mantida por mais três a seis
meses, caso contrário interrompe-se o uso da isoniazida e vacina-
se com BCG 94. C - Os acidentes com animais peçonhentos no Brasil são
muito comuns, sendo o acidente botrópico um dos que apresenta
Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no maior incidência. Este é um caso com quadro clínico clássico de
Brasil – MS, 2011 acidente botrópico apresentando edema e dor local, e alteração
do tempo de coagulação.

90. A - O quadro sugere o quadro de HERPANGINA, que é uma Fundação Nacional de Saúde. Manual de diagnóstico e
faringoamigdalite viral, causada na maioria dos casos pelo tratamento de acidentes por animais peçonhentos.2 ed. Brasília;
coxsackie A. Considerada uma doença benigna, o tratamento se 2001.
resume a sintomáticos, isto é, antitérmicos e analgésicos, para
conforto do paciente. Cardoso, JLC, França, OSF, Wen, FH, Málaque, CMS, Haddad
Jr, V. Animais peçonhentos no Brasil: biologia,clínica e
terapêutica. São Paulo: Sarvier; 2002
Tratado de Pediatria- Nelson-2009
Tratado de Pediatria-SBP-2009

10 Teste de Progresso Unificado – outubro/2014


95. A - O diagnóstico de cefaléia tipo tensional, segundo critérios 99. B - Manual técnico para o diagnóstico da infecção pelo HIV,
da SIC, é feito na presença de dor de caráter contínuo que pode Ministério da Saúde 2013.
limitar, mas não atrapalhar as atividades da criança; a dor é em
aperto ou em pressão, geralmente bilateral, com duração entre 30
minutos e sete dias e ausência de náuseas, vômitos, fotofobia e 100. A - Questão clássica de síndrome de Löefller: migração
fonofobia. Há grande dificuldade na abordagem diagnóstica e radiológica com eosinofilia relativa importante.
epidemiológica da cefaléia tipo tensional, devido à imprecisão de
sua definição e, na prática clínica, esse diagnóstico é feito por MURAHOVSCHI, J. – Pediatria: Diagnóstico + tratamento, Sarvier
exclusão naquela criança com quadro de cefaléia recorrente que
não preenche critérios estabelecidos para a enxaqueca sem aura.
101. B - Jekel, JF; Katz, DL; Elmore, JG. Epidemiologia,
Bioestatística e Medicina Preventiva. 2ª edição. Porto Alegre:
1. Resegue R, Zuccolotto SMC. Cefaléiarecorrente In: Sucupira Editora Artmed, 2005. 432 p.
ACSL, Bricks LF, Kobinger MEBA, Saito MI, Zuccolotto SMC.
Pediatria em consultório. 4ª ed. São Paulo: Sarvier; 2000.p.458- Medronho, RA; et al. Epidemiologia. 2ª edição. São Paulo: Editora
67. Atheneu, 2009. 685 p.
2. Arruda MA. Abordaje de lascefaleas em la infância. Rouquayrol, MZ; Gurgel, M. Epidemiologia e Saúde. 7ª edição.
Neuroeje1998;12:27-31. Rio de Janeiro: Med Book Editora Cientifica Ltda, 2013. 736 p.
3. Gherpelli JL, NagaePoetscher LM, Souza AM, Bosse EM,
Rabello GD, Diament A, et al. Migraine in childhood and 102. D - Os efeitos colaterais mais comuns relacionados com o
adolescence. A critical study of the diagnostic and of the influence uso de benzodiazepínicos são sonolência, fadiga, fraqueza,
of age on clinical findings. Cephalalgia1998;18:333-41. prejuízo da coordenação motora e alterações cognitivas. Com o
aumento da dose, o risco de sedação excessiva, fraqueza,
ataxia,incoordenação, confusão e exarcebação da depressão
96. D - Trata-se de puberdade normal, que no sexo feminino aumentam. Em particular, indivíduos idosos tratados com
pode se iniciar desde os oito até os 13 anos de idade. O benzodiazepínicos tem maior risco de sofrer quedas,
estadiamento de Tanner deve ser realizado em duas etapas: principalmente com o uso de fármacos de meia vida-longa e
mamas (M) e pêlos (P), separadamente. Algumas adolescentes durante a primeira semana de uso (Ray, Thapaet al.,2000), bem
poderão estar em fases diferentes para cada uma destas como de se envolver em acidentes automobilísticos.
características (por exemplo M2P3), visto que a maturação das
mesmas obedece a mecanismos hormonais e genéticos
diferentes. O aparecimento do broto mamário (telarca, M2) pode Tratado de geriatria e gerontologia, 3ª ed., cap. 29 e 93.
ser observado inicialmente em apenas uma mama; a mama
contralateral geralmente começará a crescer semanas a meses
103. A - DUNCAN, B.B.; SCHMIDT, M.I.; GIUGLIANI, E.R.J. e
depois. O carcinoma adrenocortical costuma estar associado a
cols. Medicina ambulatorial: condutas de Atenção Primária
hipertensão arterial sistêmica, sinais de virilização ou mesmo de
baseadas em evidências. 4ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2013.
hipoglicemia, não observados na paciente descrita. O
fibroadenoma, mais comum entre 20 e 30 anos de idade, costuma
se apresentar como tumor móvel, bem delimitado, com maior 104. B - DUNCAN, B.B.; SCHMIDT, M.I.; GIUGLIANI, E.R.J. e
ocorrência no quadrante súpero-lateral. cols. Medicina ambulatorial: condutas de Atenção Primária
baseadas em evidências. 4ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2013.
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107. A - DUNCAN, B.B.; SCHMIDT, M.I.; GIUGLIANI, E.R.J. e
97. B - Cada vez mais se da importância para a reanimação cols. Medicina ambulatorial: condutas de Atenção Primária
neonatal na sala de parto como prevenção da asfixia perinatal e baseadas em evidências. 4ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2013.
óbito neonatal; cor não deve mais ser utilizada como parâmetro
para avaliar a vitalidade do RN; deve-se usar a relação 3:1 na
sala de parto; a ventilação é o ponto crítico para o sucesso da
108. C -DUNCAN, B.B.; SCHMIDT, M.I.; GIUGLIANI, E.R.J. e
cols. Medicina ambulatorial: condutas de Atenção Primária
reanimação.
baseadas em evidências. 4ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2013.

Pediatria Básica (Eduardo Marcondes),


Pediatria: Diagnóstico + Tratamento (Jayme Murahovschi), 109. B -DUNCAN, B.B.; SCHMIDT, M.I.; GIUGLIANI, E.R.J. e
cols. Medicina ambulatorial: condutas de Atenção Primária
Manual de Reanimação Neonatal da SBP
baseadas em evidências. 4ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2013.

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111. A - Jekel, JF; Katz, DL; Elmore, JG. Epidemiologia, 119. B - ROUQUAYROL, M. Z.; ALMEIDA FILHO, N.
Bioestatística e Medicina Preventiva. 2ª edição. Porto Alegre: Epidemiologia & saúde. 6. ed. Rio de Janeiro: Medsi, 2003.
Editora Artmed, 2005. 432 p. ALMEIDA FILHO, N.; ROUQUAYROL, M. Z. Introdução à
Medronho, RA; et al. Epidemiologia. 2ª edição. São Paulo: Editora epidemiologia moderna. 4. ed. Rio deJaneiro:Medsi: Guanabara
Atheneu, 2009. 685 p. Koogan, 2006.
Rouquayrol, MZ; Gurgel, M. Epidemiologia e Saúde. 7ª edição.
Rio de Janeiro: Med Book Editora Cientifica Ltda, 2013. 736 p.
120. A - A PNAN adota as recomendações internacionais de
aleitamento materno exclusivo até o sexto mês e continuado até o
112. C - Jekel, JF; Katz, DL; Elmore, JG. Epidemiologia, segundo ano de vida, mostrando que pelo menos 95% das
Bioestatística e Medicina Preventiva. 2ª edição. Porto Alegre: crianças brasileiras foram alguma vez amamentadas, mas esse
Editora Artmed, 2005. 432 p. número cai drasticamente ao longo dos dois primeiros anos de
Medronho, RA; et al. Epidemiologia. 2ª edição. São Paulo: Editora vida (Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde, 2006). A
Atheneu, 2009. 685 p. transição do aleitamento materno para os alimentos consumidos
pela família é o período denominado como alimentação
Rouquayrol, MZ; Gurgel, M. Epidemiologia e Saúde. 7ª edição. complementar, que deve ser iniciada aos seis meses de idade e
Rio de Janeiro: Med Book Editora Cientifica Ltda, 2013. 736 p.
concluída aos 24 meses. A introdução de alimentos deve ser feita
em tempo oportuno, em quantidade e qualidade adequadas a
113. B - Jekel, JF; Katz, DL; Elmore, JG. Epidemiologia, cada fase do desenvolvimento infantil. Esse é o momento em que
Bioestatística e Medicina Preventiva. 2ª edição. Porto Alegre: os primeiros hábitos são adquiridos e formados e a correta
Editora Artmed, 2005. 432 p. inserção dos alimentos tem o papel de promoção à saúde e
hábitos saudáveis, além de proteger a criança de deficiências de
Medronho, RA; et al. Epidemiologia. 2ª edição. São Paulo: Editora
micronutrientes e doenças crônicas na idade adulta.
Atheneu, 2009. 685 p.
Rouquayrol, MZ; Gurgel, M. Epidemiologia e Saúde. 7ª edição.
Rio de Janeiro: Med Book Editora Cientifica Ltda, 2013. 736 p. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde.
Departamento de Atenção Básica. Política Nacional de
Alimentação e Nutrição / Ministério da Saúde. Secretaria de
114. D - Jekel, JF; Katz, DL; Elmore, JG. Epidemiologia, Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. – Brasília :
Bioestatística e Medicina Preventiva. 2ª edição. Porto Ministério da Saúde, 2012. 84 p. : il. – (Série B. Textos Básicos de
Alegre:Editora Artmed, 2005. 432 p. Saúde).
Medronho, RA; et al. Epidemiologia. 2ª edição. São Paulo: Editora
Atheneu, 2009. 685 p.
Rouquayrol, MZ; Gurgel, M. Epidemiologia e Saúde. 7ª edição.
Rio de Janeiro: Med Book Editora Cientifica Ltda, 2013. 736 p.

115. A - Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em


Saúde. Departamento de Análise de Situação de Saúde. Manual
de Instruções para o preenchimento da Declaração de Óbito /
Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde,
Departamento de Análise de Situação de Saúde. – Brasília:
Ministério da Saúde, 2011.54 p.: il. (Série A. Normas e Manuais
Técnicos).

116. D - Jekel, JF; Katz, DL; Elmore, JG. Epidemiologia,


Bioestatística e Medicina Preventiva. 2ª edição. Porto Alegre:
Editora Artmed, 2005. 432 p.
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Atheneu, 2009. 685 p.
Rouquayrol, MZ; Gurgel, M. Epidemiologia e Saúde. 7ª edição.
Rio de Janeiro: Med Book Editora Cientifica Ltda, 2013. 736 p.

117. B - Jekel, JF; Katz, DL; Elmore, JG. Epidemiologia,


Bioestatística e Medicina Preventiva. 2ª edição. Porto Alegre:
Editora Artmed, 2005. 432 p.
Medronho, RA; et al. Epidemiologia. 2ª edição. São Paulo: Editora
Atheneu, 2009. 685 p.
Rouquayrol, MZ; Gurgel, M. Epidemiologia e Saúde. 7ª edição.
Rio de Janeiro: Med Book Editora Cientifica Ltda, 2013. 736 p.

118. D - Jekel, JF; Katz, DL; Elmore, JG. Epidemiologia,


Bioestatística e Medicina Preventiva. 2ª edição. Porto Alegre:
Editora Artmed, 2005. 432 p.
Medronho, RA; et al. Epidemiologia. 2ª edição. São Paulo: Editora
Atheneu, 2009. 685 p.
Rouquayrol, MZ; Gurgel, M. Epidemiologia e Saúde. 7ª edição.
Rio de Janeiro: Med Book Editora Cientifica Ltda, 2013. 736 p

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