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18 CAMARA aap es 0 Centro Coronario situa-se no alto da cabecae € =o mais resplandecente. Sua construcdo difere um pouco da dos outros centros. 0s hindus o chamam de "Lotus das cfu Mil Pétalas", em virtude deste centro possuir 960 raios ou pétalas. Além disso, em seu centro, um pequeno vér- COLEGIO DOS MAGOS tice existe, branco e brilhante com o niicleo cor de ou ro, possuindo 12 ondulacées. A sua parte externa recebe o raio violeta que passa pe lo Centro Laringeo e a parte interna recebe o raio amarelo do Centro Cardiaco. ~~ Quando em total atividade é o mais refulgente, cheio de efeitos cromaticos inima gindveis, vibrando com uma rapidez inconcebivel. a A atividade deste centro desperta também a glandula pineal, ao mesmo tempo que excita o funcionamento de uma outra glandula, também situada na cabeca: a pituitd~ ria. A atividade conjunta da pineal e da pituitdria faz com que o Iniciado se com nique diretamente com 0 plano mental, sem precisar suportar as vibracées mais gros, seiras do plano astral. ~ (Trecho extraido de "Os Chacras" - C.W. Leadbeater) “Qutra particularidade acompanha o seu desenvolvimento. No principio é, como to- dos os demais chacras, uma depressao do duplo etéreo pela qual penetra a divina e- nergia procedente do exterior. Mas quando o homem se reconhece rei da divina luz e se mostra magnanimo com tudo o que o rodeia, o chacra coronario reverte, por assim dizer, de dentro para fora, e ja na é um canal receptor, mas uma radiante fonte de energia, ndo uma depressao, mas uma proeminéncia ereta sobre a cabeca como uma capula, como uma verdadeira coroa de gloria. ‘As imagens pictéricas e esculturais das divindades e excelsas personagens do 0 - riente, costumam mostrar esta proeminéncia, como se vé na estatua do Senhor Buda , em Borobudur (Ilha de Java). Este é 0 método usual de representar a proeminéncia,e de tal forma aparece sobre a cabeca de milhares de imagens do Senhor Buda, no mun- do Oriental. Em alguns casos, dois tercos deste chacra sao representados em forma de abdboda, constituida pelas novecentas e sessenta pétalas e em cima outra abdboda menor,cons tituida pelas doze radiacées do vortice subalterno. ~ Também se nota essa proeminéncia na simbologia crista, por exemplo, nas coroas dos vinte e quatro ancides, que as retiravam diante do trono do Senhor. No homem muito evoluido, o chacra corondrio fulgura com tanto esplendor, que cin ge a sua cabeca como uma verdadeira coroa; e o significado da passagem do Apocalip se acima citada é que tudo quanto o homem conseguiu, o magnifico Karma acumulado , toda a assombrosa energia espiritual que engendra, tudo deita perpetuamente aos pés do Logos, para que o empregue em Sua obra. Assim frequentemente retira do tro- no do Senhor sua durea coroa, porque continuamente restaura a energia proveniente de seu interior". (Trecho extraido de "Loga Secreto" - Molinero) "A boca do espirito nao teria tamanha importancia, se os deuses nao houvesse, por bem colocd-la no alto da cabeca. Diferencia-se totalmente da boca fisica, cuja localizacdo faz com que digamos sem pre o que pensamos, enquanto as 'palavras espirituais' estao mito adiante em no: so cérebro. Nao podemos imaginar que isto seja simplesmente uma obra caprichosa da natureza dos deuses, mas sim o resultado matematico das funcdes de coordenacao do corpo es— piritual, em relacio ao psiquico e o espiritual. Em diversas ocasides ja temos afirmado que o nosso inconsciente pertence ao espi vito, embora jamais Ihe tenhamos dado uma localizacao precisa dentro do mesmo. Mas. hoje deverao compreender que quando o nosso terceiro olho nos da a visio de uma i- magem onirica ou nao, ou quando a nossa chacra laringea recebe qualquer tipo de som que possa ser interpretado como uma mensagem, em ambos os casos estamos recebendo | a voz do nosso inconsciente, ditada pela boca do espirito, isto é, a chacra corona 18 Camara~7 Portanto, a diferenca entre as duas bocas esta em que a fisica representa o auto falante dos nossos pensamentos ou da nossa meméria; enquanto a espiritual é a voz direta do inconsciente e ao mesmo tempo o seu registro. Para esclarecer estes aspectos, teremos que voltar novamente a nos ocupar das ca madas teliricas. Como ja sabemos, a cabeca do homem esta dentro da camada do ar que, no esquecamos, vai até 2,10 m, altura maxima de alguém ji considerado gigan- tesco; a partir dela, nasce a camada da agua, que nao passa de ser o estado primi- tivo da Terra, antes da mencionada separacao das aguas de cima das de baixo, a qual se refere a Biblia. Nessa camada de Agua, naturalmente representada no estado gasoso, esta todo o ar quivo inconsciente dos seres habitantes deste planeta. O ar é o grande veiculo, cm dutor dessas vivéncias do subconsciente coletivo 4 individualidade da boca espiri- tual ou chacra coronario. Mas a boca, tanto fisica como espiritual, teve sempre uma dupla missao. A primei ra, além de extroverter palavras e ingerir alimentos, serve ainda, para 90% das ~ pessoas, como Srgao respiratério, com o qual anulam ou dificultam a respiracio na~ sal, auténtica criacdo para esse intuito. A boca do espirito esta também carregada de mitas missdes. A primeira represen- ta a voz do inconsciente: particular, quando se trata do proprio espfrito, e cole~ tivo, quando se mantéme alimenta com a camada de agua ja citada. Além disso, é também a boca nutritiva por onde penetram o prana e paraprana, assim como as ener- gias césmicas superiores ou as positivas terrestres a serem distribuidas nos trés corpos que se unem na ioga. Mas ela tem um atributo a mais, que consiste no fato de n§o estar desprovida de boca fisica, e vamos agora expor sua analogia coma boca espiritual. 0 homem, se nao o homem comum pelo menos aquele cujos conhecimentos e preparacao podem quelifi car como super-homem, mago ou gndstico, diz miitas vezes ‘algo’ que nao provém da sua sabedoria consciente ou subconsciente e forcosamente denomina de inspiracdo. Nesse caso, a sua voz fisica se torna um arauto dos deuses, avatares, devas ou ain da dos mestres da sabedoria profunda, que velam por nés dentro das hierarquias da. fraternidade branca. A boca fisica se assemelha 4 espiritual quando em vez de rece ber, devolve as energias cristalizadas do nosso kundalini para deposité-las nas maos dos deuses. Se alguém, nao discipulo meu, lesse estas Ultimas frases, as consideraria hermé— ticas e inexplicdveis, mas meus discipulos sabem que, nas oferendas de ordem men - tal ou mantrica, feitas em nossos templos, dirigimos energias ja cristalizadas, vindas do exterior do nosso proprio ser: Os guardides das nossas portas cardiacas as deixam passar, sabedores de que elas nao irdo se aninhar na cabeca, mas a atra- vessarao, para sair pela boca espiritual como um beijo que se cristalizara no cos~ mo, onde os deuses esperam de bracos abertos as oferendas conscientes dos homens . Mas voltemos 4s particularidades da nossa chacra coronaria. Ser ao mesmo tempo voz, intengo e pensamento do nosso inconsciente,é algo suma- mente complicado para aqueles que ja estao acostumados, se ndo a saber o que di - zem, .pelo menos a dizer o que sabem, Este é o grande mistério dessa nossa chacra, voz e sabedoria ao mesmo tempo, que nao se relega aos mandatos conhecidos com 0 no me de légica, ética, moral ou a qualquer daqueles atributos normalmente conhecidos sob o nome de consciéncia. A sabedoria do inconsciente é, sem divida, anterior 4 é poca em que o homem surgiu na Terra e portanto no se baseia e nem segue nenhum dos atributos ou leis que regem o nosso planeta. Deixem que eu lhes fale um pouco do inconsciente, o que de modo algum significa querer 'interpreté-lo' pois, como afirma Jung com mita propriedade, no dia em que sejamos capazes de interpretar o nosso inconsciente, ele perdera todo o mistério que o envolve e passaremos a chami-lo de consciente. A verdade é que nesse tao com Plicado mecanismo que é a boca do espirito, nossa chacra coronaria, estado encerra dos todos os mistérios da vida e da morte, do nosso passado_e do nosso futuro; pois © inconsciente é 0 arquivo da experiéncia cosmica, onde esto todos os fracassos e @xitos do arduo labor que representa a criacdo de um filho de Deus, na realidade tao diversa da imagem e semelhanca do Criador. & fato comprovado que muitas vezes o inconsciente facilita o nosso trabalho, dando signos, imagens e simbolos tao fa- ceis de serem interpretados, que somente a nossa egolatria, por ser o mais denso dos véus de Isis, conseguira negé-los. 0 inconsciente nao pretende nem enganar-nos e nem confundir-nos; somos nds os que nos tornamos tdo materiais, que pretendemos recusar a verdade da nossa razio de ser_e de existir. Entdo surge a andlise racio~ nal de todas as coisas que se antepdem visdo clara do nosso mundo inconsciente; para se chegar a ele deve-se lutar contra Aristételes e contra Tomis de Aquino, c= vitar o 'materialismo espiritual' e compreender que, para se chegar ao inconscien- te, temos que buscd-lo, elevando-nos até a regiao telurica das aguas e tomando ali © banho de sabedoria. E, quando baixarmos 4 Terra, o faremos de forma que os nossos pés nao se afundem na lama e nem se obstruam os nossos sentidos, para que possamos compreender que o fogo nao é somente destruicdo, mas também luz e calor" (Trecho extraido de "Adonai" - Dr. Jorge Adoum) "Aquela luz foi subindo, perfurando a espinha dorsal; porém, ao contrario do que sucedeu nas vezes anteriores, nao sentiu dor alguma e sim uma sensacdo agradavel. Bra aquela luz que dava vida aos anjos que pululavam nela, ou eram os anjos que a cendiam e formavam aquela luz? Ninguém podera resolver esse problema, uma vez que ambos possuem uma s6 natureza. Aquela luz invadiu, por fim, todo o seu sangue e 0 novo iniciado acreditou ver, em redor de si, uma espécie de couraga luminosa que impedia toda relagao com o mundo exterior. E quando desapareceram diante dele, co— mo que por encanto, todos os demdnios e fantasmas do inferno, o jovem sentiu-se for te e valoroso, com uma penetracao Gnica para compreender as coisas e com um atrevi mento que nunca havia experimentado antes. Avivou-se sua imaginacZo de tal manei — ra, que podia atravessar o passado e o futuro 4 vontade. Sentiu que era a fonte de uma sade inesgotdvel e que era capaz de dar de beber a todo o windo desta fonte,e ardia de desejo de o fazer. A luz continuava subindo, por etapas, na medula. Quando chegou & regido do baco, Adonis comecou a sentir e compreender 0 significado do equilibrio de todo o siste ma nervoso. Conselho, justica e caridade foram as qualidades que se apoderaram de le. Ao mesmo tempo que se sentiauma fonte de saide, julgava-se também o depositario dos pensamentos puros, tendo o dever de derramar esses tesouros sobre todo ser. Ni tinha mais necessidade de dominar as paixdes, porque estas nao existiam mais nele. Compreendeu que, neste estado, corpo, alma e espirito se achavam em harmonia, sen- do, portanto, facil de comunicar-se com seres que habitavam regides superiores. A luz subiu mais um grau, mais uma porta se abriu e brilhou um sol, inundando o figado e os intestinos. 0 talento brota na mente, adquirindo a prudéncia e a cordu ra, Este fendmeno se produziu como o despertar gradual para a compreensao, e logo comecou a ver as formas de pensamento que foram criadoras dos anjos e dos demnivs. Sempre subindo, a luz chegou ao coracio, que comecou a brilhar como um sol. Aqui a vitalidade e a atividade mental aumentaram e todo o sistema glandular iniciou um trabalho excessivo. Neste estado, Adonis percebia, com sua mente, as coisas e iden tificava-as por suas qualidades. Diante da grandeza deste fendmeno, sentiu-se mo desto e humilde. Agora podia concentrar sua vontade num sé objeto. Sentiu a estabi lidade, a perseveranca, a paciéncia, a verdadeira fé e o equilibrio entre a dor e © prazer. Ao chegar a luz a garganta, abriu-se uma porta a mais. Tudo o que se pode dizer neste estado é repetir o axioma: 'Quem sabe nao pode falar e quem fala nao sabe’ Somente algumas palavras podemos dedicar As sensacées externas e a suas qualidades. Estimulou-se o seu sistema simpatico, onde se acham as causas e os efeitos das coi sas. Aqui reside o verdadeiro entendimento, a esperanca e a generosidade. Aqui se despertam a ldgica, a resoluco, a veracidade, o agir corretamente, a harmonia de viver, a super-acdo, o proveito da experiéncia e, sobretudo, o poder de estudar a natureza interna, ouvindo sempre a voz do siléncio, que guia o homem em todos os seus trabalhos e atos, sem equivocar-se jamais. Quando a luz atingiu a metade da cabeca, abriu-se um olho, cujas pdlpebras estavam cerradas e comecou a ver o que nenhum olho humano havia jamais visto, e a ouvir o que ninguém nunca tinha ouvido. Sentiu-se dono de tudo e 0 sénhor dos espiritos e dos corpos. Enquanto Adonis se a chava contemplando e discorrendo, neste estado, experimentou algo parecido com um desfalecimento, sentindo-se logo identificado coma luz, e ambos, ele e a luz, se escaparam pelo vértice da cabeca. Era a luz, era o mundo, era a vida e o saber.... Adonis sentiu que podia sair 4 vontade por aquela porta e voltar a seu corpo, sem interrupcao". 18 Cimara-7 44~ Anote-se, entretanto, a importancia capital do disco energético epifisario (ou corondrio) que poderiamos considerar a estacao energética de maior envergadura e, talvez mesmo, o elemento redistribuidor e orientador da nutric’o energética para os demais discos e, respectivamente, para toda cadeia de unidades semelhantes que se sucedem. Neste disco, estaria o impulso dos mecanismos psicoldgicos mais nobres, quais sejam os fatores espirituais, manifestados nas telas da zona consciente dien cefalica através da glandula pineal". (Energética do Psiquismo ~ Dr.Jorge Andrea) DEPOIMENTO DE UM ALUNO Ja fazia algum tempo que eu vinha praticando regularmente os exercicios para es- timlo dos chacras. As sensacées eram as mais variadas, desde calor na regiao ati- vada, até a visio das cores que pulsavam e giravam, fluindo por todas as partes de meu corpo. Mas um dia aconteceu algo nuito interessante. Estava eu sentado de pernas cruzadas, 4 maneira oriental, como indicado no exer- cicio, praticando 0 estimulo do chacra coronario. De repente, senti uma dor muito estranha na base da coluna. Era uma dor como se fosse causada por alguma queimadu- ra intensa. Mas uma queimadura que ardia, nio na pele, mas bem no interior de meu corpo. Consegui superar a dor, mantendo a atencao ainda no alto da cabeca. E logo em seguida, a sensacao de queimadura comecou a subir ao longo de minha coluna, co- mo se destruisse, em sua ascensio, carnes e tecidos. Era realmente algo muito for- te, muito dolores. Deixei que acontecesse, porque ja tinha compreendido que era 0 Fogo Serpentino que, enfim, encontrara seu caminho para o alto. E 0 Fogo chegou ao chacta corona ~ rio e transformou-se em luz. Foi uma explosao siibita e maravilhosa. Por alguns ins. tantes, harmonizei-me com um plano de consciéncia onde as formas eram todas de luz. Naquele momento, alguma coisa mudou em mim. Dai para frente, continuei minha vida, meu trabalho, mas algo muito incrivel tinha acontecido. Podia, imediatamente, sen-~ tir o que se passava na alma das pessoas, o passado e o futuro rasgaram todos os seus véus diante de meus olhos. Minha consciencia saia e entrava de meu corpo fisi co e atuava em outros planos de existéncia, completamente conscia de seu dever. Minha vida material continuou, sem nenhuma interrupedo, mas eu mudei. Hoje em dia sou extremamente feliz, dono de uma paz profunda e intensa, que nada consegue aba~ lar. E sei porque estou aqui, neste mundo de matéria, sei qual o meu papel, a mi ~ nha wissao, a minha razao de existir. E espero realmente que todos possam passar um dia por tudo isso que passei. Sei que tudo depende apenas de pratica, de exerci cios, Existem zonas.em nosso corpo espiritual que precisam ser ativadas e isto. so e consegue através de exercicios. Mas a recompensa é tao maravilhosa que vale a pena praticar! (A.T.) "0 desejo de aprender nao contém sempre a faculdade de adquirir. & verdade que posso dar-vos o mestre, porém o resto depende de vos". (Zanoni ~ Sir Eduardo B.Lyt ton) Exereicio n? 16 - Sente-se, se possivel a waneira oriental, e descanse as maos sobre os joelhos, palmas pata cima. Fixe na mente a cor lilaz. Inspire lentamente, prenda a respiracdo pelo maior tempo que puder, sem fazer esforco. Exale lentamen- te. Enquanto isto, mentalmente, dirija a cor lilaz para o alto de sua cabeca, no Centro Coronario, imagine-o impregnado de lilaz, sinta-o vibrar, pulsar. Continue assim durante 10 a 15 minutos. A seguir deite-se e faca alguns minutos de relaxa ~ mento.