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UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ

Faculdade de Ciências biológicas e de Saúde


Curso de Psicologia

PROJETO DE INTERVENÇÃO
PRÁTICA EM PSICOLOGIA ESCOLAR E EDUCACIONAL

CURITIBA
2019
UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ
Faculdade de Ciências biológicas e de Saúde
Curso de Psicologia

DANIELLE CRISTINE HUKAMI


ESTHER C. V. FERREIRA
LOUISE PECIN KOLODZEJCZYK
PATRICIA BUENO MARTINS O. CRUZ
TALISSA DE MORAES JUNG ARAUJO

PROJETO DE INTERVENÇÃO
PRÁTICA EM PSICOLOGIA ESCOLAR E EDUCACIONAL

Projeto de Intervenção apresentado ao curso de


Psicologia, da Universidade Tuiuti do Paraná, como
requisito avaliativo para obtenção da nota de 2º bimestre
da disciplina de Estágio Supervisionado em Psicologia
Escolar e Educacional.
Supervisor: Everton Adriano de Morais.

CURITIBA
2019
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1. IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO DE INTERVENÇÃO


1.1 TÍTULO
Projeto de Intervenção para a prática em Psicologia Escolar e Educacional.

1.2 TEMA
Pequeno demais para isso e grande demais para aquilo.

1.3 AUTORES
Danielle Cristine Hukami, Esther C. V. Viana Ferreira, Louise Pecin Kolodzejczyk,
Patrícia Bueno Martins O. Cruz e Talissa de Moraes Jung Araujo.

1.4 PROFESSOR SUPERVISOR


Everton Adriano de Morais.

2. DELIMITAÇÃO DO TEMA
2.1 ÁREA DE AÇÃO
Escola Bambinata Educação Infantil e Ensino Fundamental.

2.2 PERÍODO COBERTO PELA EXECUÇÃO DO PROJETO


O projeto iniciará no dia 09/08/2019 e finalizará dia 25/10/2019.

2.3 PÚBLICO ENVOLVIDO


Alunos do 6º ano A da Escola Bambinata.

3. JUSTIFICATIVA
3.1 LEGAL
Diante das determinações legais, a Universidade Tuiuti do Paraná exige o Estágio
Supervisionado para a obtenção do título de Psicólogo, na formação de profissionais
capacitados para atender às demandas do mercado de trabalho, conforme:
1. Lei 4.119 de 27/08/1962, que regulamenta a profissão de psicólogo e dispões sobre os
cursos universitários de Psicologia;
2. Decreto 53.464 de 21/01/1964, que regulamenta a Lei supracitada;
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3. Parecer 292/62 do Conselho Federal de Educação, que diz em parágrafo único: “é


também obrigatório, sob forma de estágio supervisionado, a prática de ensino das
matérias que sejam objeto de habilitação profissional;
4. O parecer do Conselho Federal de Educação n.º 403/63, que estabelece o currículo
mínimo dos cursos de formação em Psicologia no Brasil;
5. Lei 9.394 de 20/12/1996, que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional;
6. Lei Federal 11.788/2008, que regulamenta as atividades de estágio realizadas por
estudantes de todos os níveis de formação.

3.2 RELEVÂNCIA DO PROJETO E CONTRIBUIÇÕES PARA ÁREA


Este projeto tem o objetivo de atender às exigências curriculares do Curso de Psicologia
da Universidade Tuiuti do Paraná, especificamente na disciplina de Psicologia Escolar e
Educacional, a ser realizado na Escola Bambinata Educação Infantil e Ensino Fundamental.
Este projeto surgiu a partir das demandas apresentadas em entrevista com a psicóloga, pedagoga
e professoras do ensino fundamental do 6º, 7º, 8º e 9º ano e com base nas observações das
acadêmicas em sala de aula. A partir do relato das professoras e da pedagoga pode-se identificar
a preocupação com os papéis desenvolvidos na educação de uma criança, na escola e na família.
A família é o primeiro agente socializante, proporcionando à criança, desde os primeiros anos
de vida, os primeiros contatos com o mundo, transmitindo os primeiros ensinamentos. Da
mesma forma a escola tem o dever de dar continuidade à educação oferecida pela família,
completando ao introduzir a criança na construção do saber formal, integrando diversos saberes
que auxiliarão a se construiu como sujeito pertencente a sociedade. Este projeto de intervenção
justifica-se pela necessidade desses papéis desempenhados pela família e escola que se
complementam, uma não anula a outra. Durante a supervisão trouxemos relatos de alguns
alunos que estão na fase de transição e tem o comportamento infantilizado, enquanto as
professoras, e pedagoga relatam sintomas relacionados ao convívio familiar.
A partir das observações decidimos trabalhar com o 6º ano, compreendemos que estão
em um período complicado de transição, no qual o corpo está se transformando, no meio do
caminho entre a infância e a adolescência, com crise de autoimagem e medo da rejeição. Desse
modo, proporcionar um espaço para reflexão entre os direitos e deveres desse sujeito em
construção.

4. OBJETIVOS
4.1 GERAL
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Promover a vivência de situações em que alguns temas poderão ser trabalhados e


apreendidos pelos alunos do 6°A, considerando questões que envolvam a Psicologia escolar e
a demanda visualizada na Escola Bambinata, como forma de melhora das relações de
aprendizagem da turma e da prática dos acadêmicos na área de Psicologia escolar.

4.2 ESPECÍFICOS
 Possibilitar um espaço para que ocorram discussões acerca do entendimento dos
alunos sobre o processo deles na Escola, e o desenvolvimento emocional, físico
e cognitivo destes no período de transição do ensino fundamental I para o ensino
fundamental II;
 Melhorar as interações que ocorrem entre eles através de uma metodologia mais
flexível e lúdica, porém com questionamentos importantes, como por exemplo,
identidade grupal, responsabilidade, ser/pertencer, entre outros já indicados;

5. REFERENCIAL TEÓRICO
A Psicologia Escolar pensada como uma das áreas indicadas nos cursos de Graduação
efetiva a necessidade da flexibilidade do pensamento do psicólogo perante sua prática, de
acordo com os diferentes contextos em que esse se insere. Obviamente, a ética profissional e
alguns princípios primordiais continuarão sendo a base de todo profissional, como no caso, a
escuta humanizada, observação ativa, postura profissional e embasada, empatia/alteridade,
entendimento amplo sobre os processos emocionais, cognitivos, biológicos e sociais dos
indivíduos e grupos observados e analisados. Sendo assim, qual a diferença do psicólogo
escolar para as demais áreas de atuação? As demandas serão diversas, e algumas divergentes, e
partirão de todos os personagens que compõe a escola, então professores, alunos, funcionários,
equipe pedagógica, pais, entre outros. De modo que, as próprias motivações e queixas também
serão distintas. Assim, a diferença que existirá nas relações deste âmbito para os demais será
pelo mesmo motivo em que elas ocorrem, o processo de desenvolvimento humano do aluno. E
a diferenciação ocorrerá no substantivo ‘aluno’, afinal o processo educativo e de
desenvolvimento dependerá das formas e das interações que ocorrerão na escola para os
objetivos sejam alcançados. Assim, o psicólogo escolar deverá ser agente de mudanças, de
forma a participar do cotidiano da escola. Desse modo, deve atender as diversas demandas que
surgem e trabalhar nisso elaborando métodos e projetos que proporcionem a adaptação escolar
de forma eficaz, a socialização das crianças entre si e com os profissionais, o questionamento
dos conflitos implícitos, melhora da relação dentro da escola, humanização do processo de
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aprendizagem, verificação dos casos individuais para encaminhamento, análise dos ruídos
dentro do processo educacional, além da prevenção de comportamentos inadequados, como
brigas entre colegas, agressividade, ou seja, mediar as formas de interações na escola e entender
a construção da educação que ocorre no contexto trabalhado (Corrêa, Silveira & Abaid, s. n.).
De acordo com Mahoney (1993), quanto mais à escola tiver condições de oferecer e
cultivar, de forma genuína, os sentimentos ligados à consideração positiva, ao desejo de
compreender o outro e à valorização da própria pessoa, mais estará contribuindo para essa
integração, tornando a escola mais atraente. Sendo assim, é essencial a escola preocupar-se com
sentimentos e emoções dos alunos e como esses estão vivenciando este contexto, percebe-se
uma valorização na escola que atuamos de práticas que objetivam promover uma infância que
não nega as emoções, mas ao contrário, ensina a lidar com problemas e conflitos que surgem,
possibilitando o aluno responsabilizar-se deste cedo pelas próprias atitudes e formas de lidar
com os processos emocionais e afetivos entre aluno-aluno e aluno-professor. Assim, a indicação
de uma educação humanizada é de um ambiente que se importa pela afetividade e integralidade
de seus alunos, afinal muitas práticas escolares buscam a focalização na
intelectualidade/cognitivo da criança, esquecendo/reprimindo as outras necessidades do
desenvolvimento humano.
Verifica-se a importância da divisão do seguinte aporte teórico, para que assim, as
dúvidas e lacunas da prática sejam embasadas e construídas perante a ajuda dos teóricos da área
escolar, e especificamente, a Psicologia Escolar. Logo, para contextualizar o alvo das
observações e intervenção, se faz necessário recorrer à teoria do desenvolvimento psicossocial
de Erik Erikson. Fala-se aqui de um público específico, que durante seu desenvolvimento, passa
por questões e construções em sua identidade, em conjunto, com o meio social em que vive.
Por isso, do grupo de acadêmicas escolherem o autor, onde este contempla os conflitos que
existem nos momentos de transições da linha desenvolvimental do ser humano. E a dúvida
principal que esta prática exige em questionar é: “em que momento no desenvolvimento, o
grupo alvo está?”.
Para Elkind (1978), Erikson refere-se ao desenvolvimento humano passar por alguns
conflitos básicos, e necessários. Sendo nomeados aqui: 1)Confiança X Desconfiança durante o
primeiro ano de vida; 2) Autonomia X Dúvida no segundo e terceiro ano; 3) Iniciativa X Culpa,
nas idades de quatro a cinco anos; 4) Indústria X Inferioridade na faixa dos seis aos onze anos;
5) Identidade X Confusão de Papéis nas idades entre 12 aos 18 anos; 6)Intimidade X
Isolamento, período entre o final da adolescência até o começo da meia idade; 7)
Generatividade X Absorção em si mesmo situado na fase adulta e; 8) Integridade X Desespero
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que corresponde à velhice. Porém, para compreensão, utiliza-se apenas até o quinto conflito.
De modo que, no primeiro conflito existe a verificação (ou não) de que o mundo é ‘bom’, onde
este provém suas necessidades e a confiança acaba por estabelecer um sentimento de satisfação,
e possível espera das conformidades dos desejos do bebê. Assim, a esperança de que as
necessidades serão amparadas, acaba por qualificar a criança que passa por esse conflito de
modo positivo e suficiente. Portanto, a contrariedade se encontra na criança que é permeada por
modelos parentais idealizados e irreais. Verifica-se nesse fato, a impossibilidade da criança
conseguir aguardar que seus pedidos sejam respondidos, gerando uma desconfiança para todos
aqueles personagens de seu convívio social, sendo os pais, os únicos salvadores. Logo, a
necessidades de frustração gera também a motivação de uma espera, sendo assim, uma lacuna
para que haja eventuais períodos do ego. A importância da construção de cada etapa/estágio se
inicia no começo do desenvolvimento da criança, onde nada será perdido, mais somado para a
próxima fase. Com o encerramento da primeira etapa, tem-se o conflito de autonomia versus
vergonha e dúvida, momento este que a criança começa a lidar com ações de investigação do
mundo a seu redor, portanto, existe o começo de uma autonomia, que posteriormente, exigirá o
posicionamento estabelecido desta etapa. Assim, a aprendizagem é o processo inerente da
reação dos pais perante essa posição de exploração, atual característica do bebê, que antes não
tinha nenhum controle sobre seu corpo. Sendo assim, o mundo a ser explorado exige também
alguns controles perante esses pais, e as regras serão inseridas no mundo da criança, como
outrora de um passado de seus tutores. Logo, o controle pode ser estabelecido pela
culpabilização da criança perante seus atos, gerando sentimentos de vergonha em agir e ser, ou
de responsabilização que o ato de ser autônomo exige. Logo, as obrigações e limitações serão
concebidas no mundo do sujeito nesta etapa, estabelecendo o início, do que futuramente
chamaremos de superego. Pensando nessas duas possibilidades, tem a criança que busca a sua
autonomia, sabendo das limitações e regras que as permeiam, ou tem-se o sujeito que sentirá
que a sua escolha estará envolta por um mundo agressivo e mau, onde a vergonha regará suas
escolhas, e sua autonomia será penalizada pelo fato de ser insuficiente ao seguir o mundo social.
Por isso, os dois extremos serão negativos, sendo a autonomia exacerbada, o resultado de um
modelo rígido e sem possibilidades de satisfação, mas por outro lado, se for irresoluto demais,
a criança não conseguirá sentir confianças em suas possibilidades de escolhas, gerando o
sentimento de culpa e vergonha de seus atos. Na terceira etapa, iniciativa versus culpa, o
processo que ocorre é identificado pela capacidade de diferenciação dos outros, como uma das
possibilidades do ser. E também no processo de sair do triangulo familiar, sendo a busca da
participação efetiva que ela poderá assumir no sistema familiar, por conseguinte, a
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responsabilidade (iniciada no estágio anterior) exigirá que os modelos parentais comecem a dar
voz, e tarefas para a criança, onde o pertencimento reivindicará a construção do eu, que não
almejará apenas os seus pais (complexo de Édipo), mas o incisivo desta relação (o outro social
e moral). Portanto, como é de costume, as crianças nesta época costumam buscar papéis em
casa, e imitar os modelos que as rondam. Trazendo a especificidade do planejamento e a
realização, que exigirá a tomada de iniciativa, ou a fuga cobrada pela culpa. Já no quarto estágio,
indústria versus inferioridade, tem-se a entrada na criança no controle e adaptação ao
aprendizado intelectual. Portanto, o prazer da realização é o processo de satisfação da libido da
criança neste momento, onde suas energias começarão a buscar as respostas que um futuro
exige, para se pensar no que se pode fazer com toda essa atividade formal. Uma preparação
para “a entrada na vida” (Erikson, 1971), ou seja, é a entrada na escola primária, onde o mundo
da criança abrange-se além de seu lar, onde outros ambientes sociais começam a desempenhar
um importante papel em seu desenvolvimento, o que lhe exigirá maior sociabilização. Porém,
pela questão estabelecida no final da fase anterior, a criança encontrará dificuldade em
estabelecer essa saída de casa, e poderá regredir ao processo de infantilização e fuga das
responsabilidades escolares. Assim, o “formalismo” excessivo extinguirá o sentido da
realização das atividades. E por fim, ao se pensar no quinto estágio, verifica-se a entrada no
mundo da adolescência, fase esta marcada como uma das mais difíceis e problemáticas. Esta
conclusão é marcada pela instabilidade que esse lugar exige, como dinamismo e demanda de
um crescimento, pautada pela transição da infância para o mundo adulto. Assim, a estruturação
de uma identidade, levará o sujeito a caminhos de possibilidades e testes, para grupos diversos,
e transformações físicas e psicológicas, que confirmarão, ou não, a passagem harmoniosa e
concreta das etapas anteriores. Logo, as oscilações serão normais e, necessárias. Ao buscar o
pertencimento social, o jovem modificará suas ações e ideais a todo o momento, e isto
dependerá dos grupos em que se estabelece. Porém, como é demarcada pelos discursos sociais,
esta fase requer cuidado e acolhimento, pois as defesas do ego também serão ativadas nessa
confusão, portanto encontra-se o adolescente depressivo, agressivo, ansioso, sozinho, entre
outras questões. As regressões aqui serão visíveis também, afinal aquele que não consegue
adentrar, mesmo que em alguns instantes, no mundo adulto sentirá a falta do sujeito infantil,
levando a busca da criança perdida (Rabello & Passos, n.d.).
Debruçando-se nos temas pautados no projeto de intervenção, faz-se necessário pensar
nos objetivos que se almeja com tal prática e qual sua relevância no contexto escolar e além, a
psicologia escolar e educacional. Partindo do entendimento de que cabe a escola, proporcionar
meios de atividades quais os alunos exerçam de modo participativo, onde haja interação entre
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eles e que possam desenvolver sua criticidade. Diante desta compreensão, é de suma
importância atentar-se ao papel do aluno como sujeito que participa, interage, colabora e
contribui de alguma maneira em sala de aula e como isto ocorre (Silva, 2011). A escola
Bambinata é regida por uma pedagogia humanista que traz bases teóricas favorecendo a criança
em seu modo único, ou seja, valorizando as capacidades individuais e unificando, em uma
forma de ensino, a integração das diversas formas de conhecimento. Nesse modelo pedagógico
o aluno passa a ser ativo no processo de aprendizagem, deixando de se posicionar apenas como
um objeto ouvinte. E quando se fala em um papel ativo do indivíduo em busca de mudança
social, fala-se em protagonismo, que segundo Costa (2000) apud Silva (2009) o protagonismo
juvenil é uma forma concreta de exercer a cidadania e ao mesmo tempo voltar-se ao sujeito, no
sentido da formação de sua identidade, autoconceito e autoestima que são conceitos essenciais
nesta fase do desenvolvimento humano. Desse modo, entende-se que propiciar a vivência de
valores como tolerância, respeito mútuo, cooperação e alteridade, transmite ao aluno além da
construção de sua autonomia, a participação ativa e construtiva acerca das soluções de
problemas na escola (Silva, 2009). Ainda, segundo a autora, o protagonismo juvenil
compreende uma “relação dinâmica entre formação, conhecimento, participação,
responsabilização e criatividade como mecanismo de fortalecimento da perspectiva de educar
para a cidadania, levando-se em conta que o desenvolvimento permanente faz parte da condição
de sujeito” (p.12).
Tratando-se da formação da identidade, a definição desta, é dada por Osório (1992) apud
Gonçalves (2008) como:
O conhecimento por parte de cada indivíduo da condição
de ser uma unidade pessoal ou entidade separada e
distinta dos outros, permitindo-lhe reconhecer-se o
mesmo a cada instante de sua evolução ontológica e
correspondendo, no plano social, à resultante de todas as
identificações prévias feitas até o momento considerado.
Desse modo, acerca de um aspecto da personalidade, a identidade deriva-se de
identificações sucessivas que acontecem ao longo da vida e que derivam de interações do
indivíduo com o meio e pessoas referências para ele (Gonçalves, 2008). Sendo assim, ao longo
do processo do desenvolvimento, o indivíduo vai construindo sua identidade através da
identificação com os âmbitos familiares e que vão ampliando-se a outros convívios sociais, tal
como, a escola.
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Nos processos de construção de identidade na adolescência, as identificações grupais


são frequentes, de modo que, segundo Gonçalves (2008) podem dar-se pela “forma de vestir,
na linguagem e nos hábitos de lazer”. Comumente, a identificação com outros adolescentes
sobrepõe a influência familiar. Nesta fase, o adolescente passa por um “rompimento” dos laços
com a família para poder alcançar a independência almejada. Portanto, atribui demasiada
importância aos valores e atitudes realizados com seus pares. Ainda segundo a autora, isto faz
com que, a partir disso, o adolescente começa a “reinterpretar valores e atitudes expressos pelos
pais e outras pessoas próximas, caminhando em direção a uma interpretação própria”
(Gonçalves, 2008). Desse modo, através da interação com o grupo, a identidade grupal ocorre
por meio da formação do autoconceito pela vinculação a grupos sociais (Pimentel & Carrieri,
2011). A vivência grupal proporciona ao adolescente uma medida realista de suas habilidades
e capacidades, o que gera a construção de um autoconceito, podendo ser positivo ou negativo e
que tem influências diretas na autoestima do indivíduo (Gonçalves, 2008).
Portanto, o ambiente escolar se faz como um importante espaço social no processo de
formação da identidade dos alunos. Já que, este processo se constitui na intersecção das regras
e normas sociais, nos valores, crenças e padrões culturais, além de relações que se estabelecem
na escola (Golçalves, 2008). Considerando isto, faz-se necessário pensar a importância da falar
sobre a consciência dos direitos e deveres, e o exercício à cidadania. Onde, de acordo com
Tozoni-Reis e Campos (2014) o papel da escola neste contexto é de “realizar esta tarefa de
formação, através de um processo de conscientização que significa conhecer e interpretar a
realidade e atuar sobre ela, construindo-a” (p. 150). Na Escola Bambinata, pela sua visão
humanista, tal trabalho é realizado com clareza, de modo que, na grade curricular encontra-se
a disciplina de Formação Humana, ministrada por uma professora que também é psicóloga e
que dentro de suas especificidades, trabalha-se o contexto da cidadania, direitos e deveres,
autonomia, responsabilização, as mídias sociais, além de trabalhar assuntos presentes no
cotidiano dos alunos de uma forma reflexiva e etc. De acordo com Tonet (2006) pensando na
educação articulada com a formação humana, esta deve ser capaz de formar o homem integral,
indivíduos capazes de pensar com lógica, de ter autonomia moral, indivíduos que sejam capazes
de participar das transformações sociais, culturais, científicas e tecnológicas, de modo que se
tornem pessoas criativas, participativas e críticas. A Escola Bambinata, alinha sua
fundamentação teórica compreendendo a formação do aluno, pelos valores éticos e morais
(dignidade, boa convivência, amor e respeito ao próximo), inseridos na sociedade, que se
revelam nas atitudes do cotidiano. Pensando assim, é primordial que os alunos estejam aptos a
entender que o desenvolvimento da sociedade não é apenas um processo de ocupação dos
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espaços físicos, mas que acima de tudo, as relações da vida humana com o espaço geográfico,
e a convivência do ser humano, devem ocorrer de forma harmônica e saudável, com os
desdobramentos políticos, culturais, econômicos e humanos.
É necessária a conscientização para transformar a mentalidade, para que não se perca
sua identidade, a sociedade tem na família sua célula básica, ou seja, deve pensar sobre a
adaptação e mobilidade de novos empreendimentos, a partir da globalização, sendo este um dos
termos mais frequentemente empregados para descrever a atual conjuntura do sistema
capitalista e sua consolidação no mundo e seu sistema de comunicação e tecnologia.
Um dos assuntos emergentes que é pautado na disciplina de formação humana e
consequentemente, neste projeto de intervenção, é o bullying, que de acordo com Olweus
(1993) apud Costa e Pereira (2010) define-se como ações negativas da parte de uma ou mais
pessoas, que expõe repetidamente e ao longo do tempo algum indivíduo. Desse modo, pode-se
dizer que é “uma forma de afirmação de poder interpessoal através da agressão” (Neto, 2005).
Segundo Espinheira e Jólluskin (2009) a prática do bullying, pode acontecer de distintas
maneiras, seja de modo físico (bater, empurrar, chutar) ou de cunho psicológico e verbal
(ameaçar, xingar, chantagear e etc.). Diante de uma situação dessas no contexto escolar,
dificilmente a vítima desta prática revele o que está acontecendo, seja por medo, vergonha, por
não acreditar nas atitudes favoráveis da escola ou por receio às críticas (Neto, 2005).
Ao pensar na problemática do bullying, mesmo que ocorra no meio escolar, este deve
ser encarado como uma questão da sociedade em geral, já que à longo prazo, gera problemas
que causam graves danos ao psiquismo, de modo a interferir no desenvolvimento do indivíduo
de forma negativa (Fante, 2008a apud Freire & Aires, 2012). Portanto, ao se pensar em uma
intervenção ao bullying é necessário pensar no problema levando em consideração as
dimensões sociais, educacionais, familiares e individuais e a escola tendo como papel
desenvolver habilidades, competências, formação de saberes e opiniões, é de fundamental
importância buscar métodos de enfrentar tal problema e também preveni-lo (Freire & Aires,
2012).

6. CRONOGRAMA

DATA HORÁRIO ATIVIDADE OBJETIVOS


PROGRAMADA
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08:00 – 11:00 Apresentação/Dinâmica: Interação grupal.


09/08/2019
Mãe Minhoca.
08:00 – 11:00 Para que serve a escola? Compreender o que o
aluno pensa acerca do
16/08//2019
papel da escola em sua
vida.
23/08/2019 08:00 – 11:00 Recortes e colagens Identidade Individual.
08:00 – 11:00 Identidade social,
30/08/2019 Identidade grupal alteridade e
egocentrismo.
08:00 – 11:00 Compreender seus
direitos e deveres
06/09/2019 Direitos e Deveres
dentro do ambiente
escolar e familiar.

08:00 – 11:00 Relação ser e


13/09/2019 Lista do eu
pertencer.
08:00 – 11:00 Responsabilidade e
20/09/2019 Balão da Cooperação
auto responsabilidade.
27/09/2019 08:00 – 11:00 O jogo das relações Bullying.
08:00 – 11:00 Relação entre
04/10/2019 Auxílio Mútuo
professor e aluno.
11/10/2019 08:00 – 11:00 Teatro dos sentimentos Transição.
18/10/2019 08:00 – 11:00 Etiquetas Autonomia.
08:00 – 11:00 Analisar as mudanças
no discurso do aluno
após a intervenção,
Fechamento/Ressignificação com relação ao
25/10/2019
Para que serve a escola? primeiro
questionamento
realizado: “Para que
serve a escola?”.
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7. MÉTODO

1° ENCONTRO
Dinâmica: Mãe-Minhoca
Objetivo: Compreender a importância do trabalho em equipe e valorizar todos que estão dentro
do grupo suas potencialidades e seus desafios.
Participantes: Indefinido.
Tempo estimado: 20 min.
 Descrição: Essa dinâmica é baseada no “pega-pega”. Dessa forma, um dos participantes
é a cabeça da minhoca, essa pessoa deverá pegar os participantes. Cada participante que
for pego precisará compor uma parte da minhoca, se posicionando atrás do primeiro
participante, formando uma fila. No segundo momento os participantes são divididos
em dois grupos, cada grupo posicionado em fila. O objetivo é que o primeiro
participante de cada grupo pegue o último do grupo adversário.

2° ENCONTRO
Dinâmica: Para que serve a escola?
Objetivo: Compreender o que o aluno pensa acerca do papel da escola em sua vida.
Participantes: Indefinido.
Tempo estimando: 30 min.
Material: Folha sulfite e lápis ou caneta.
 Descrição: O aplicador deverá entregar uma folha de papel e um lápis ou caneta para
cada participante. E pedirá para que cada aluno responda à sua maneira “para que serve
a escola”. Essa questão será retomada no último encontro da intervenção.

3° ENCONTRO
Dinâmica: Recortes e colagens.
Objetivo: Possibilitar o autoconhecimento.
Participantes: Indefinido.
Tempo estimado: 40 min.
Material: Folha sulfite, tesoura, lápis de cor, canetinha, giz de cera, revistas e cola bastão.
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 Descrição: Cada participante, em uma folha sulfite, deverá recortar de revistas: objetos,
pessoas, desenhos, frases que evidenciem quem é aquele participante, o que gosta ou
não gosta e o que sonha.

4° ENCONTRO
Dinâmica: Identidade Grupal.
Objetivo: Perceber e se prontificar a ajudar um colega que está precisando de apoio,
incentivar a cooperação e a pro atividade.
Participantes: Indefinido.
Tempo estimado: 30 min.
Material: Bexigas, fita adesiva e lenço para vendar os olhos.
 Descrição: As bexigas devem ser cheias e coladas no chão, fazendo delas obstáculos
para que os alunos vendados tenham dificuldades para ultrapassar, porem alunos
poderão se prontificar a dirigir o aluno que está com a venda, permitindo esse aluno a
ultrapassar o caminho de bexigas sem tocar ou estourar elas.

5° ENCONTRO
Dinâmica – Direitos e Deveres
Objetivo: Conhecer os nossos direitos e saber quais são os nossos deveres.
Participantes: Indefinido.
Tempo estimado: 15 min.
Material: 12 Figuras (Imprimir em papel A4), 1 cartolina, tesoura, cola bastão, lápis de escrever,
borracha,12 papeis (10cm x 10cm).
 Descrição: O aluno deverá, previamente, dividir a cartolina ao meio e completar em
cada lado, as seguintes frases: “Tenho o dever de...”, “Tenho o direito de...”. Depois, os
cartazes serão expostos para que sejam visualizados por todos do grupo, havendo as
comparações do que cada um completou, sendo diferentes ou iguais dos colegas. E, à
posteriori, discussão sobre as escolhas de cada um.
Deveres:
1. Tenho o ...... de estudar.
2. Tenho o ...... de praticar a generosidade.
3. Tenho o ...... de ajudar nas tarefas domesticas.
4. Tenho o ...... de honrar pai e mãe ou os mais velhos.
5. Tenho o ...... de preservar a natureza.
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6. Tenho o ...... de jogar lixo no lixo.


7. Tenho o ...... de respeitar e ouvir os colegas.

Direitos:
1. Tenho ...... à alimentação
2. Tenho ...... à moradia
3. Tenho ...... à esporte e lazer
4. Tenho ...... à saúde
5. Tenho ...... à escola
6. Tenho ...... à segurança nas ruas
7. Tenho ...... à livre expressão

6° ENCONTRO
Dinâmica: Lista do eu.
Objetivo: Possibilitar o autoconhecimento e o pertencimento a um grupo.
Participantes: Indefinido.
Tempo estimado: 40 min.
Material: Folha sulfite e lápis ou caneta.
 Descrição: Cada participante, em uma folha sulfite, deverá responder a consigna que é
dada pelo aplicador. Após o preenchimento de todas perguntas, cada participante irá
falar suas respostas e assim os participantes que tiveram respostas parecidas em
consignas iguais, formaram subgrupos.
Lista:
 Nome;
 Idade;
 Cor Favorita;
 Qual estação do ano você prefere? Outono, inverno, primavera e verão;
 Você gosta de praia ou chácara?
 Qual matéria você mais gosta da escola?
 O que você mais gosta de fazer dentro da escola?
 Qual é seu filme favorito?
 Qual é sua comida favorita?
 O que você gosta de fazer em seu tempo livre?
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 O que você quer ser quando crescer?

7° ENCONTRO
Dinâmica: Balão da cooperação.
Objetivo: Cooperação e auto responsabilidade.
Participantes: Indefinido.
Tempo estimado: 20 min.
Material: Balão, caneta e papel.
 Descrição: Cada participante deverá escrever seu nome em um pedaço de papel e
colocar dentro do balão, em seguida deve enchê-lo. No segundo momento os
participantes deverão jogar seus balões para cima, sem deixá-los cair. O mediador da
dinâmica irá tirar um a um os participantes, porém os balões deverão permanecer e quem
continuar na dinâmica deverá se responsabilizar pelos balões, fazendo com que
permaneçam no ar. A dinâmica finalizará quando permanecer apenas um participante.

8° ENCONTRO
Dinâmica: O jogo das relações.
Objetivo: Compreender que através da partilha e do respeito pelo outro se estabelece uma
convivência mais justa.
Participantes: Indefinido.
Tempo estimado: 40 min.
Material: Não há.
 Descrição: Visualização de uma situação de bullying, através da encenação por parte
das acadêmicas de um acontecimento que envolva o tema. De modo que, no segundo
momento os próprios alunos, divididos em grupos, poderão reinventar a cena anterior,
criando uma história positiva numa mesma ocasião.

9º ENCONTRO
Dinâmica – Auxílio Mutuo.
Objetivo: Refletir a importância do próximo em nosso dia- a –dia.
Participantes: Indefinido.
Tempo estimado: 20 min.
Material: Pirulito.
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 Descrição: Todos em círculo, de pé. E dado um pirulito para cada participante, e os


seguintes comandos: todos devem segurar o pirulito com a mão direita, com o braço
estendido. Não pode ser obrado, apenas levado para a direita ou esquerda, mas sem
dobrá-lo. A mão esquerda fica livre.
 Primeiro solicita-se que desembrulhem o pirulito, já na posição correta (Braço
estendido, segurando o pirulito e de pé, em círculo). Para isso, pode se utilizar a mão
esquerda.
 O mediador da dinâmica recolhe os papeis e em seguida, dá a seguinte orientação: sem
sair do lugar em que estão todos devem chupar o pirulito! Aguardar ate que alguém
tenha a iniciativa de imaginar como executar esta tarefa, que só há uma: oferecer e todos
poderão chupar o pirulito.
 Encerram-se a dinâmica, cada um pode sentar e continuar chupando, se quiser o pirulito
que lhe foi oferecido. Abre-se a discussão que tem como fundamento maior dar abertura
sobre a reflexão de quanto precisamos do outro para chegar a algum objetivo e de que
é ajudando ao outro que seremos ajudados. Levantar questões de como podemos ajudar
os professores em sala, e possibilitar aos alunos a compreensão de que os professores
são autoridades essenciais para o desenvolvimento biopsicossocial.

10° ENCONTRO
Dinâmica: Teatro dos sentimentos
Objetivo: Encenar o momento de transição da infância para a adolescência.
Participantes: Indefinido.
Tempo estimado: 40 min.
 Descrição: As acadêmicas irão realizar duas encenações representando o
desenvolvimento da infância para a adolescência e os sentimentos que envolvem
essa mudança.

11° ENCONTRO
Dinâmica: Etiquetas
Objetivo: Promover a reflexão sobre autonomia.
Participantes: Indefinido.
Material: Bola, cartaz com várias palavras escritas: família, amizade, futuro, escola e vida.
Tempo estimado: 40 min.
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 Descrição: Os participantes deverão formar um círculo. O objetivo é que os


participantes lancem a bola (como na brincadeira de queimada), e quem for acertado
terá 1 minuto para escolher uma palavra (escrita nos cartazes) e fazer um comentário
sobre a mesma.

12° ENCONTRO
Dinâmica: Para que serve a escola?
Objetivo: Compreender o que o aluno pensa acerca do papel da escola em sua vida.
Participantes: Indefinido.
Tempo estimando: 30 min.
Material: Folha sulfite e lápis ou caneta.
 Descrição: Por fim, essa dinâmica tem como objetivo retomar à atividade do 2°
encontro. Com o intuito de analisar as mudanças no pensamento dos alunos, após a
intervenção, acerca da pergunta “para que serve a escola?”.

REFERÊNCIAS

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