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Planejamento

Tributário no
Comércio Exterior
João Thiago Fillus
Advogado formado pela Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI-SC) e
Administrador de Empresas formado pela Pontifícia Universidade Católica
do Paraná (PUC-PR), Mestre em Gestão de Políticas Públicas pela
Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI-SC), Especialista em Direito
Tributário e Processo Tributário pelo Instituto Brasileiro de Estudos
Tributários (IBET), em Curitiba, PR. Especialista (MBA) em Gestão
Empresarial pelo Instituto Nacional de Pós-Graduação (INPG). Professor
Titular da Disciplina de Direito Tributário dos Cursos de Direito, Ciências
Contábeis e Comércio Exterior da Univali (SC). Professor Convidado de
diversas Pós Graduações da Univali (SC). Sócio do Escritório Braga,
Ronconi & Fillus Advogados Associados, em Itajaí (SC). Atuante na área
tributária, aduaneira e penal tributária.

Contato

João Thiago Fillus


www.brfadvogados.com.br
joaothiago@brfadvogados.com.br
fillus@univali.br
55 47 3083-2345
55 47 99609-9600

Objetivos
 Expor as principais características do Direito Tributário
Brasileiro
 Verificar a legislação aplicável ao Direito Tributário
 Identificar a tipologia tributária
 Compreender os fenômenos principiológicos tributários
decorrentes das regras de estrutura definidas na Magna
Carta de 1988
 Verificar as competências tributárias, e demais características
 Conhecer o Planejamento Tributário e suas ferramentas no
Comércio Exterior
 Conhecer os Regimes Aduaneiros Especiais (Decreto
6.759/2009 - Portaria SECEX n 23/2011), e seus
fundamentos juridicos-praticos

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Atos praticados pelo Contribuinte

 Elisão = planejamento dentro da legislação.


 Evasão = é a forma ilícita de não recolher
tributos – realiza atividade a margem da lei ou
contrariamente a esta – passível de sanção
penal.
 Elusão = planejamento tributário impedido
em face da norma antielisiva*.

Planejamento Tributário
 Conceito:
 Denomina-se planejamento fiscal ou tributário lato sensu a
análise do conjunto de atividades atuais ou dos projetos
de atividades econômico-financeiras do contribuinte
(pessoa física ou jurídica), em relação ao seu conjunto de
obrigações fiscais com o escopo de organizar suas
finanças, seus bens, negócios, rendas e demais
atividades com repercussões tributárias, de modo que
venha a sofrer o menor ônus fiscal possível. (MARINS,
James).

Planejamento Tributário
 Necessário ao pleno desenvolvimento das atividades
econômico-financeiras do contribuinte, seja no Comércio
Internacional ou Interno.
 Possível redução da carga tributária direta e imediata.
 Planejar é lícito, exceto sua aplicação à margem da
legislação aduaneira e tributária.
 Necessário pleno conhecimento legal para fins de
aplicação correta e segura de qualquer
planejamento tributário, em qualquer área de
atuação.

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Planejamento Tributário
 Poderá ser administrativo ou judicial
 Ferramentas legais para o “planejar tributário”:
 Imunidade
 Isenção
 Alíquota Zero
 Não Incidência
 Redução de base de cálculo
 Alíquotas diferenciadas (TTD´s)
 Suspensão do crédito tributário

Planejamento Tributário
 E como cotejar o Planejamento
Tributário ao Comércio Exterior no
Brasil?
 Aduana
 Receita Federal do Brasil
 Alfândega

ADUANA

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Aduana
 Norma constitucional balizadora:

Art. 237. A fiscalização e o controle sobre o


comércio exterior, essenciais à defesa dos
interesses fazendários nacionais, serão exercidos
pelo Ministério da Fazenda.

 Conceito: Órgão vinculado à Receita Federal do


Brasil, com especial atenção ao controle das
atividade de importação e exportação de mercadorias
e serviços no Brasil.

Aduana
 Caráter universal – “Desconhece-se nação
politicamente organizada que não disponha de
uma instituição aduaneira”.
 Função: Administrativa e Fiscal.
 Base legal: Decreto 6.759/2009 – Regulamento
Aduaneiro. Artigos 2º ao 25.
 Aduana x Alfândega.
 Atualmente atua como “Regulatória” e não mais
“Arrecadadora” (1992).

Aduana
 Estudo inédito realizado pela Confederação Nacional
da Indústria (CNI) traça um retrato dramático da
burocracia que recai sobre o comércio exterior
brasileiro. As exportações brasileiras, apesar da
informatização de parte dos processos, ainda são
sujeitas a 46 procedimentos diferentes,
administrados por 12 órgãos, que afetaram 23% das
vendas ao exterior realizadas no ano passado. Nas
importações, são 72 obrigações controladas por 16
órgãos do governo, com impacto sobre 59% das
compras. (Estadão, 22.05.2018)

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Aduana

Princípio da
Hierarquia das
Normas

Hierarquia das Normas


 Forma de criação de um sistema lógico e
organizado.
 Prevista no art. 59 da Constituição Federal de
1988.
 Criada para atingir um ideal de Justiça, trazendo
maior segurança jurídica ao ordenamento civil,
comercial, etc.

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Hierarquia das Normas
 Pirâmide de Kelsen: idealizador da criação
de um sistema ordenado para facilmente
identificar qual o grau de “importância” da
norma.

Hierarquia das Normas


Federais
1º nível hierárquico  CONSTITUIÇÃO FEDERAL
Sub-nível  EMENDAS À CONSTITUIÇÃO

 LEI COMPLEMENTAR
 LEI ORDINÁRIA
 LEI DELEGADA
2º nível hierárquico  MEDIDA PROVISÓRIA
 TRATADOS INTERNACIONAIS
 DECRETO LEGISLATIVO
 RESOLUÇÕES

3º nível hierárquico  DECRETOS


 INSTRUÇÕES NORMATIVAS

Atos Administrativos Normativos


Decretos
Regulamentos
Regimentos
Resoluções administrativas
Deliberações
Atos
Instruções
Circulares
Portarias

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Código Tributário Nacional
 Art. 96. A expressão "legislação
tributária" compreende as leis, os tratados
e as convenções internacionais, os
decretos e as normas complementares
que versem, no todo ou em parte, sobre
tributos e relações jurídicas a eles
pertinentes.

Código Tributário Nacional


Art. 97. Somente a lei pode estabelecer:

I - a instituição de tributos, ou a sua extinção;


II - a majoração de tributos, ou sua redução, ressalvado o disposto nos artigos 21,
26, 39, 57 e 65;
III - a definição do fato gerador da obrigação tributária principal, ressalvado o
disposto no inciso I do § 3º do artigo 52, e do seu sujeito passivo;
IV - a fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálculo, ressalvado o disposto
nos artigos 21, 26, 39, 57 e 65;
V - a cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus
dispositivos, ou para outras infrações nela definidas;
VI - as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de
dispensa ou redução de penalidades.
§ 1º Equipara-se à majoração do tributo a modificação da sua base de cálculo, que
importe em torná-lo mais oneroso.
§ 2º Não constitui majoração de tributo, para os fins do disposto no inciso II deste
artigo, a atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo.

Código Tributário Nacional


Art. 98. Os tratados e as convenções
internacionais revogam ou modificam a legislação
tributária interna, e serão observados pela que
lhes sobrevenha.

Art. 99. O conteúdo e o alcance dos decretos


restringem-se aos das leis em função das quais
sejam expedidos, determinados com observância
das regras de interpretação estabelecidas nesta
Lei.

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Código Tributário Nacional
 Art. 100. São normas complementares das leis, dos tratados e
das convenções internacionais e dos decretos:
I - os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas;
II - as decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição
administrativa, a que a lei atribua eficácia normativa;
III - as práticas reiteradamente observadas pelas autoridades
administrativas;
IV - os convênios que entre si celebrem a União, os Estados, o
Distrito Federal e os Municípios.
Parágrafo único. A observância das normas referidas neste artigo
exclui a imposição de penalidades, a cobrança de juros de mora e a
atualização do valor monetário da base de cálculo do tributo.

Sistema Tributário
Nacional

Tipologia Tributária
 Sistema Tributário Nacional
 Constituição Federal de 1988 – Título VI,
Capítulo I, artigos 145 a 167.

 Código Tributário Nacional


 Meramente acessório da Constituição Federal
quanto à tipologia tributária.

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Conceito
 Conjunto de tributos e regras jurídicas
tributárias vigentes em um país em
determinada época
 Trata-se de um sistema, portanto tem
caráter lógico e é organizado de acordo
com a hierarquia das normas federais
 Imperioso

Características
 Tipos:
 racional (planejado racionalmente)
 histórico (resulta de evolução histórica)
 Requisitos:
 corresponder às necessidades sociais, econômicas e
jurídicas do país.
 justiça, certeza, economia.

 Base legal:
 Constituição Federal de 1988 – Título VI, Capítulo I,
artigos 145 a 167.

Características
 Eminentemente constitucional, sendo
considerado assim um sistema legal sui generis;
 É fundamental para a regulamentação e
controle das incidências tributárias, vez que
dispõe sobre todos os assuntos relevantes à
tributação (espécies de tributos, incidência, fatos
geradores, etc.).
 Rígido vez que a Constituição Federal de 1988
é de difícil modificação legislativa.

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Pessoas Jurídicas Tributantes
 União Federal
 Poderáinstituir somente os tributos de sua
competência (art. 153 e 154 da CF/88)
 Estados da Federação
 Poderãoinstituir somente os tributos de sua
competência (art. 155 da CF/88)
 Municípios
 Poderãoinstituir somente os tributos de sua
competência (art. 156 da CF/88)

Constituição Federal de 1988


 Caracteriza os tributos em três espécies
no art. 145:
Art. 145. A União, os Estados, o Distrito
Federal e os Municípios poderão instituir os
seguintes tributos:
I – impostos;
II – taxas [...];
III – contribuição de melhoria [...].

Constituição Federal de 1988


 Define o empréstimo compulsório no art.
148, dentro das especificações ditadas
pelo “caput” e pelos incisos I, II, e
Parágrafo Único.
 Define, ainda, as contribuições (sociais,
de intervenção no domínio econômico, de
interesse de categoria profissional ou
econômica) no art. 149, parágrafos e
incisos

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Correntes teóricas
 Existem diversas correntes teóricas
objetivando determinar o número de
espécies tributárias, contudo, segundo o
disposto na Constituição Federal de 1988,
existem claramente 05 (cinco) identidades
específicas, com naturezas jurídicas bem
definidas = CORRENTE
QUINQUINPARTIDA.

Código Tributário Nacional


 Lei que organiza a formação, aplicação e
demais atos relacionados a tributação no
país.
 Datado de 1966 – Lei nº 5.172
 Somente tem validade o que não contraria
a Constituição Federal de 1988; sendo
assim, muito do que se refere aos tributos
em espécie se encontra tacitamente
revogada.

Conceito de Tributo
 Toda prestação pecuniária compulsória,
em moeda ou cujo valor nela se possa
exprimir, que não constitua sanção de ato
ilícito, instituída em lei e cobrada mediante
atividade administrativa plenamente
vinculada (CTN, art. 3º)

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Conceito de Tributo
 Prestação pecuniária  Em moeda ou cujo
compulsória: valor nela se possa
pagamento em valor exprimir: o quantum a
monetário obrigatório ser pago pelo
(ex lege) ao contribuinte deverá ser
contribuinte, em moeda, em
independente da sua espécie.
vontade.

Conceito de Tributo
 Que não constitua sanção  Instituída em lei:
de ato ilícito: não pode obrigatoriamente deverá o
decorrer de uma ação ilegal tributo estar contido em uma
do contribuinte. “lei”, esta de caráter formal e
material (ordinária,
 cobrada mediante atividade complementar).
administrativa plenamente
vinculada: o Ente tributante
não pode, por oportunidade
ou conveniência, agir da
forma que lhe convier =
vinculado ao comando da lei.

Tipologia Tributária
 Conceito: a tipologia tributária é a forma de
identificação da natureza jurídica dos tributos, sendo
definida no art. 4° do Código Tributário Nacional

 Base legal:
Art. 4º. A natureza jurídica específica do tributo é
determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação,
sendo irrelevantes para qualificá-la:
I - a denominação e demais características formais
adotadas pela lei;
II - a destinação legal do produto da sua arrecadação.

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Nomen iuris
 O nome indicado ao tributo é irrelevante
para a sua classificação;
 Art. 4º, inciso I do Código Tributário
Nacional.

Irrelevância da Destinação Legal do


Produto da Arrecadação
 O produto da arrecadação do tributo
igualmente não se presta para a
identificação de sua natureza jurídica;
 Art. 4º, inciso II, do CTN.

Binômio identificador
 Hipótese de Incidência x Base de Cálculo

 Comparação entre o fato gerador in


abstracto e a base de cálculo do tributo –
exata correlação para a identificação.

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Espécies tributárias
 Imposto
 Taxa
 Contribuição de melhoria
 Contribuições
 Empréstimo compulsório

Imposto
 IMPOSTO é o tributo cuja obrigação tem
por fato gerador uma situação
independente de qualquer atividade
específica, relativa ao contribuinte (CTN,
art. 16).
 Art. 145, inciso I, da CF/88.

Imposto
 Imposto de Importação (art. 153, I da
CF/88)
 Imposto de Exportação (art. 153, II da
CF/88)
 Imposto de Circulação de Mercadorias
(art. 155, II, da CF/88)
 Imposto Predial e Territorial Urbana (art.
156, II da CF/88)

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Imposto
 Podem ser reais (quando recaem sobre a coisa,
como os impostos sobre a propriedade) ou
pessoais (quando recaem sobre as pessoas,
como os impostos sobre a renda).
 Sempre que possível, os impostos terão caráter
pessoal e serão graduados segundo a
capacidade econômica do contribuinte (art. 145,
§1° da CRFB/88).
 Princípio da Capacidade Contributiva.
 É vedada a vinculação da receita de impostos a
órgão, fundo ou despesa (art. 167, inciso IV, da
CF/88).

Imposto
 Podem ser classificados quanto à natureza econômica
do fato gerador: a) sobre comércio exterior (II, IE); b)
patrimônio (IPTU, IPVA); c) renda (IRPJ, IRPF) ; d)
circulação (ICMS, ISS) e; e) impostos especiais.
 Representa uma prestação não vinculada ao
contribuinte, sendo sua arrecadação independente de
uma contraprestação da Administração Pública.
 O imposto é indivisível.
 Tem como objetivo atender aos interesses da
coletividade.

Taxa
 TAXA é o tributo cobrado em razão do
poder de polícia ou pela utilização, efetiva
ou potencial, de serviços públicos
específicos e divisíveis, prestados ao
contribuinte ou posto a sua disposição.
 Art. 145, inciso II, da CF/88.

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Taxa
Características:
1. É um tributo vinculado, pois está ligado a
atividade estatal específica em relação ao
contribuinte.
2. Compulsória (ex lege).
3. Exemplos: taxa de vistoria, taxa de licença e
funcionamento de estabelecimentos, taxa de
anúncio público, etc.
4. Não pode ter base de cálculo de impostos (art.
145, §2°, da CF/88).

Tarifa
 TARIFA (PREÇO PÚBLICO) é aquela onde o
contribuinte de forma facultativa mas firmada em
contrato, paga ao Estado ou a um ente não estatal
pelo uso de bem ou pela prestação de serviço.

Características:
1. Não é Tributo!
2. Eminentemente prestado por Concessionária, Empresa
Pública ou de Economia Mista.
3. Facultativa. Não é obrigatória ao contribuinte (ex voluntate).
4. Exemplos: Água, Luz.
5. Terá base de cálculo proporcional e relacionada ao serviço
prestado.

Contribuição de Melhoria
 CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA é o tributo
instituído para fazer face ao custo de obras
públicas de que decorra valorização
imobiliária, tendo como limite total a despesa
e como limite individual o acréscimo de valor
que a obra resultar para cada imóvel
beneficiado.

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Contribuição de Melhoria
 Base legal: art. 145, III, da CF/88 c/c art. 81 do
CTN;
 Valorização imobiliária como obrigação para a
atuação estatal da tributação;
 Somente obra pública pronta permite a
aplicação do tributo;
 O quantum da valorização é utilizada para a
percepção do tributo, e não o valor do imóvel;
 Limite individual = base de cálculo.

Empréstimo Compulsório
 Tributo instituído pela União Federal para
atender a despesa extraordinária
decorrentes de calamidade pública, de
guerra externa ou sua iminência e nos
casos de investimento público de caráter
urgente e de relevante interesse nacional.

Empréstimo Compulsório
 Base legal: Art. 148, incisos I e II, e Parágrafo
único da Magna Carta de 1988;
 Privativo da União;
 Somente mediante Lei Complementar;
 Deverá a Lei trazer a forma e o quando da
devolução do montante pago pelo contribuinte,
sob pena de inconstitucionalidade;
 Necessariamente vinculado: arrecadação =
despesa.

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Contribuição Social
 Base legal: Art. 149 da Constituição
Federal de 1988;
 Exclusivas da União Federal;
 Dividem-se em quatro formas:
 Sociais gerais
 De intervenção no domínio econômico
 De interesse de categorias profissionais ou
econômicas
 De seguridade social

Contribuições sociais gerais


 Trata-se de contribuição voltada ao
custeio dos direitos sociais e/ou das
metas fixadas na Ordem Social, Título
VIII, da Lei Superior;
 Obedece ao princípio da anterioridade
genérica;
 Ex: FGTS.

De intervenção no domínio
econômico
 Denominado comumente pela sigla CIDE, as
contribuições desta espécie somente atingem
setores determinados da atividade econômica;
 Somente quem explora sob o regime de direito
privado a atividade econômica de regulação
estatal está obrigado a pagar a contribuição
específica (CIDE);
 Súmula 553 do STF - AFRMM
 Ex: CIDE-combustível.

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De interesse de categorias
profissionais ou econômicas
 Voltada a subsidiar a organização de classes
profissionais ou econômicas, fornecendo, assim,
recursos à manutenção da entidade associativa;
 Somente a sujeito passivo diretamente
relacionado com a atividade profissional ou
econômica é que pode figurar no pólo
obrigacional do pagamento da exação;
 Ex: OAB, CRA, CRM.

De seguridade social
 É o tributo instituído e cobrado das empresas e/ou dos
trabalhadores, para manter o custeio, em benefício
deste, de sistema de previdência e assistência social;
 Tripé da seguridade social: saúde, previdência e
assistência social (art. 194 da CF);
 Base legal: Art. 195, I, II, III e seu §6º, bem como o art.
194, inciso VII, todos da CF/88;
 Exceção ao princípio da anterioridade genérica (art. 195,
§6º da CF/88).
 Ex: PIS - Importação, COFINS – Importação.

Limitações ao Poder
de Tributar

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Normas Jurídicas
 Regras de estrutura = princípios = regras
para a elaboração de regras.

 Regras de comportamento = regulam a


conduta e atividade das pessoas.

Características
 Os princípios (regras de estrutura) se irradiam
por todo o sistema constitucional, conferindo-lhe
racionalidade e norteando o processo de
interpretação da Constituição Federal.
 Para serem válidas, as regras de
comportamento devem ser editadas em
conformidade com os princípios, sob pena de
serem consideradas inconstitucionais.
 Para o Direito Tributário, as normas tributárias
(legislação) somente serão válidas se forem
editadas de acordo com os princípios (ou
limitações) constitucionais tributários.

Limitações ao poder de tributar


 Conceito: São princípios e normas jurídicas
constitucionais que tem por objetivo a garantia
do cidadão contra o abuso do poder de tributar
por parte do Estado.
 Gerais: atingem a todas as esferas de governo
e a todos os tributos (art. 150, incisos I, II, III, IV,
V da CRFB/88).
 Parciais: incidem apenas sobre determinadas
entidades e/ou tributos (art. 150, VI, 151 e 152
da CRFB/88).

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Princípios Constitucionais
Tributários
Conceito: são os princípios presentes na
Constituição Federal de 1988 que
disciplinam sobre questões tributárias.
Base Legal: Art. 150, incisos, parágrafos
e alíneas, da Magna Carta de 1988.

Princípios Tributários

 Princípio da estrita legalidade tributária (art. 150,


inciso I): consiste em um comando de que somente
através de lei os Entes Tributantes poderão instituir ou
majorar tributos.
 Princípio da reserva legal (art. 150, inciso I): o tributo
instituído por lei somente poderá ser cobrado após a
regulamentação da lei que instituiu o tributo.
 Princípio da isonomia ou igualdade tributária (art. 150,
inciso II): consiste na proibição de tratamento desigual
entre contribuintes na mesma situação, sendo vedada
qualquer distinção em face de ocupação profissional.

Princípios Tributários - Temporais

 Princípio da irretroatividade (art. 150, inciso III, “a”):


dispõe que as leis tributárias, uma vez publicadas, estão
sujeitas a determinado período de tempo, ou seja, não
podem retroagir para atingir atos praticados no passado
por contribuintes.
 Princípio da anterioridade (art. 150, inciso III, “b”):
define que a lei tributária que institui ou majora tributos
somente poderá produzir efeitos no próximo exercício
financeiro (1o de Janeiro a 30 de Dezembro).
 Princípio da nonagesimal (art. 150, inciso III, “c”):
determina que os tributos somente poderão ser exigidos
depois de decorridos noventa dias da data em que haja
sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou,
observado o disposto na alínea b do art. 150 da CF/88.

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Princípios Tributários - Temporais
 Exercício Financeiro = de 01 de janeiro a
31 de dezembro;
 Determinados tributos não obedecem as
regras definidas nos princípios tributários
= anterioridade e nonagesimal, mas a
irretroatividade é imperiosa;
 Exceções: Impostos Extrafiscais (ex. = II,
IE, IOF)

Exceções às anterioridades de exercício e


mínima
Imposto Anterioridade Nonagesimal

II Excepcionado Excepcionado

IE Excepcionado Excepcionado

IPI Excepcionado Não-Excepcionada


IR Não-Excepcionado Excepcionado*

IOF Excepcionado Excepcionado

IPVA Não-Excepcionado Excepcionado*

IPTU Não-Excepcionado Excepcionado*

Princípios Tributários
 Princípio do não confisco (art. 150, inciso IV): consiste
na incapacidade do Poder Público decretar a perda da
propriedade (lato sensu) em caráter impessoal pela via
do tributo.
 Princípio da não limitação ao tráfego (art. 150, inciso
V): impede que os Entes Tributantes criem limitações
para os contribuintes quanto ao aspecto de tráfego (ir e
vir) de pessoas ou bens.
 Princípio da uniformidade geográfica (art. 151, inciso
I): significa que os tributos criados pela União deverão
ser uniformes, não podendo beneficiar
especificadamente determinados Estados da
Federação.

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Imunidade x Isenção
x Alíquota Zero x Não-
incidência

Imunidade
 Forma legal de não pagamento de um
tributo = “hipótese de não-incidência
legalmente qualificada (constitucional)”.
 Sempre definida na Constituição Federal –
lista taxativa;
 Efeito: torna a pessoa física ou jurídica
que pratica o fato imponível imune da
incidência da regra tributária;
 Condicionada ou Incondicionada;
 Somente para “IMPOSTOS”.

Imunidade: Art. 150, inciso VI, da


CF/88
 Instituir impostos sobre:
a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros;
b) templos de qualquer culto;
c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas
fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições
de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os
requisitos da lei;
d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão;
e) fonogramas e videofonogramas musicais produzidos no Brasil
contendo obras musicais ou literomusicais de autores brasileiros e/ou
obras em geral interpretadas por artistas brasileiros bem como os
suportes materiais ou arquivos digitais que os contenham, salvo na
etapa de replicação industrial de mídias ópticas de leitura a laser.
(Incluída pela Emenda Constitucional nº 75, de 15.10.2013)

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Isenção
 Conceito: forma legal “infraconstitucional” de não-
incidência de um tributo – desejo expresso pelo
Legislador Comum;
 Âmbito Federal, Estadual e Municipal;
 Definida no art. 150, §6º da Constituição Federal de
1988;
 Sempre em lei ordinária, e instituída através de lei;
 Somente tributos de sua competência (art. 151, III,
CF/88)
 Pode ser utilizada para isentar o pagamento de qualquer
espécie de tributo (desde que se comprove a
compensação de receita = LC 101/2000 = LRF).

Isenção
 Em Santa Catarina, destaca-se a Lei Estadual nº 13.992
de 15 de fevereiro de 2007 – “Programa Pró-emprego”
 Revogados os dispositivos normativos das isenção
“Pró-emprego” em 2011, por meio da Decreto nº
544/2011;
 Criação pela SEFAZ/SC dos Tratamentos Tributários
Diferenciados – TTD´s, Regimes Especiais de
Importação, quais denominados nºs 409/410/411,
aplicados para operações de importação nas
modalidades “direta” (Portaria SECEX nº 23/2011), “por
conta e ordem de terceiros” (IN/SRF nº 225/2002) e por
“encomenda predeterminada de mercadoria para
revenda” (IN/SRF nº 694/2006)

Isenção
 - TTD 409, caso possua atualmente tratamento tributário
diferenciado com dispensa de garantia, mediante
pagamento antecipado do imposto devido na saída
subsequente;
 - TTD 410, caso possua atualmente tratamento tributário
diferenciado com dispensa de garantia, sem a
obrigatoriedade de promover pagamento antecipado do
imposto devido na saída subsequente; ou
 - TTD 411, caso possua atualmente tratamento tributário
diferenciado com garantia apresentada e aprovada e cujo
vencimento seja posterior a Dezembro/2012.

24
Constituição Federal, art. 150, §6º
§ 6.º Qualquer subsídio ou isenção, redução de
base de cálculo, concessão de crédito
presumido, anistia ou remissão, relativos a
impostos, taxas ou contribuições, só poderá ser
concedido mediante lei específica, federal,
estadual ou municipal, que regule
exclusivamente as matérias acima enumeradas
ou o correspondente tributo ou contribuição,
sem prejuízo do disposto no art. 155, § 2.º, XII,
g. (Redação dada pela Emenda Constitucional
nº 3, de 1993)

Alíquota zero
 Forma de benefício fiscal concedido por
um Ente Tributante para tributos de sua
competência;
 Ocorre a incidência do tributo, mas a
alíquota aplicada é de 0%;
 As demais obrigações acessórias
permanecem (emitir nota, escriturar livros
contábeis, etc).

Não-incidência

 Toda situação em que o fato praticado pelo


Contribuinte que não se subsume perfeita e
rigorosamente ao tipo tributário legalmente
previsto;
 Ex: Contribuinte que adquire um carro está
sujeito ao IPVA e não ao IPTU, em razão de que
a norma tipificadora da tributação se resume a
“veículo automotor”;
 Não pode ser utilizada de forma extensiva (art.
108, §1º do Código Tributário Nacional)

25
Competência
Tributária

Competência Tributária
 Geral: competência significa aquele que
detém a outorga legal para a realização de
determinado ato.
 Específico: poder atribuído pela
Constituição Federal aos entes
públicos/tributantes para instituir, cobrar e
fiscalizar tributo, compreendendo a
competência legislativa, administrativa e
judicial.

Tipicidade - Impostos
 União Federal
 Art. 153 da CRFB/88.
 Art. 154 da CRFB/88.
 Impostos Extraordinários

 Novos

 Guerra

 Estados / DF
 Art. 155 da CRFB/88.
 Municípios / DF
 Art. 156 da CRFB/88.

26
Tipicidade - Taxas
 Livre para todas as Pessoas Políticas de
Direito Público Tributantes (União Federal,
Estados, Municípios e Distrito Federal),
desde que respeitadas as competências
territoriais e legais de cada um.
 Art. 145, inciso II da CRFB/88.

Tipicidade - Contribuição de
Melhoria
 Livre para todas as Pessoas Políticas de
Direito Público Tributantes (União Federal,
Estados, Municípios e Distrito Federal),
desde que respeitadas as competências
territoriais e legais de cada um.
 Art. 145, inciso III da CRFB/88.

Tipicidade – Empréstimos
Compulsórios
 Privativa da União Federal, nos termos do
art. 148 da CRFB/1988.
 Necessário respeitar os preceitos
Constitucionais e também da Lei
Complementar instituidora.

27
Tipicidade – Contribuições
 Privativa da União Federal, conforme
determinado pelo art. 149 da CRFB/1988.
 Sociais Gerais
 CIDE
 Categoria Profissional ou Econômica
 Seguridade Social

Termos tributários
 Bis in idem: quando a  Elisão: planejamento tributário
mesma pessoa política – não constitui qualquer
tributa por duas ou mais ofensa ao ordenamento
vezes o mesmo fato gerador jurídico
ou base de cálculo.
 Evasão: é a forma ilícita de
 Bitributação: duas ou mais não recolher tributos – realiza
pessoas políticas tributam atividade a margem da lei ou
um mesmo fato gerador ou contrariamente a esta –
base de cálculo (ex: Estado passível de sanção penal
e Município).

Tributação no Brasil

28
Tributação Interna
 Competência da União Federal:
 Imposto de Renda Pessoa Jurídica e Física
 Artigo 153, III da Constituição Federal de 1988.
 Lei nº 5.172/1966 – Código Tributário Nacional.
 Lei nº 4.506/1964 – Lei do IRPF/IRPJ.
 Decreto nº 3.000/99 – Regulamento do IRPF/IRPJ.

 Imposto Sobre Produtos Industrializados - IPI


 Artigo 153, IV e §3º, da Constituição Federal.
 Lei nº 5.172/1966 - Código Tributário Nacional, Artigos 46 a 51.
 Lei nº 4.502/1964.
 Regulamento do IPI (RIPI): Decreto nº 7.212/2010.
 Tabela de Incidência do IPI (TIPI): Decreto nº 6.006/2006.

Tributação Interna
 Competência da União Federal:
 Imposto de Operações Financeiras - IOF
 Artigo 153, V da Constituição Federal de 1988.

 Lei nº 5.153/1966 – Instituidora do Imposto no Brasil

 Lei nº 8.894/1994 – Atualiza a aplicação da IOF

 Regulamento da IOF: Decreto nº 6.306/2007

 Imposto Territorial Rural - ITR


 Artigo 153, VI da Constituição Federal de 1988.

 Lei nº 9.393/1996 – Instituidora do Imposto no Brasil

 Regulamento da IOF: Decreto nº 4.449/2002

 Imposto sobre Grandes Fortunas - IGF


 Artigo 153, VII da Constituição Federal de 1988
 Sem regulamentação por Lei Complementar

Tributação Interna
 Competência da União Federal:
 Empréstimos Compulsórios
 Art. 148, incisos I e II da CRFB/1988

 Contribuições
 Art. 149 e 195 da CRFB/1988
 Trabalhistas:
 PIS/PASEP – Cumulativo Lei nº 9.718/1998 = Não-Cumulativo Lei
nº 10.637/2002.
 COFINS – Cumulativo Lei nº 9.718/1998 = Não-Cumulativo Lei nº
10.833/2003.
 CSLL – Lei nº 7.689/2009.
 Fundos:
 FGTS – Lei nº 8.036/1990. Lei Complementar nº 110/2001.
 FUNRURAL – Lei nº 8.540/1992.

29
Tributação Interna
 Competência dos Estados:
 Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doações -
ITCMD
 Artigo 155, I da Constituição Federal de 1988
 Lei 5.172/1966 (art. 35 e ss.) – CTN
 Em Santa Catarina – Lei Estadual nº 13.136/2004
 Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços - ICMS
 Artigo 155, II da Constituição Federal de 1988.
 Lei Complementar nº 87/96 (Lei Kandir)
 Lei Estadual (ICMS/SC) nº Lei Estadual (ICMS/SC) nº 10.297/1996
 Decreto nº 2.870/2001
 Resolução Senado Federal nº 13/2012
 Imposto de Propriedade de Veículos Automotores
 Artigo 155, III da Constituição Federal de 1988
 Lei Estadual nº 7.543/1988

Tributação Interna
 Competência dos Municípios:

 Imposto de Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU


 Artigo 156, I da Constituição Federal de 1988

 Lei 5.172/1966 (art. 32 e ss.) – CTN

 Imposto de Transmissão de Bens Inter Vivos - ITBI


 Artigo 156, II da Constituição Federal de 1988.

 Lei 5.172/1966 (art. 35 e ss.) – CTN

 Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza - ISSQN


 Art. 156, inciso III, da Magna Carta de 1988.

 Lei 5.172/1966 (art. 35 e ss.) – CTN

 Lei Complementar nº 116/2003.

Tributação no Comércio Exterior


 Tributação nas operações de importação e exportação:

 Competência da União Federal:


 Imposto de Importação
 Artigo 153, I e §1º, da Constituição Federal de 1988.
 Lei nº 5.172/1966 - Código Tributário Nacional - CTN, Artigos 19 a 22.
 Decreto – Lei nº 37/1966.
 Regulamento Aduaneiro: Decreto nº 6.759/2009 (Artigos 69 a 189).

 Imposto de Exportação
 Artigo 153, II da Constituição Federal de 1988.
 Regulamento Aduaneiro: Decreto nº 6.759/2009 (Artigos 212 a 236).

30
Tributação no Comércio Exterior
 Imposto Sobre Produtos Industrializados – IPI
 Artigo 153, IV e §3º, da Constituição Federal.
 Lei nº 5.172/1966 - Código Tributário Nacional, Artigos 46 a 51.
 Lei nº 4.502/1964.
 Regulamento do IPI (RIPI): Decreto nº 4.544/2002.
 Regulamento Aduaneiro: Decreto nº 6.759/2009 (Artigo 237).
 Tabela de Incidência do IPI (TIPI): Decreto nº 7.212/2010.

 Taxa de Utilização do SISCOMEX – TUS


 Lei nº 9.716/1998.
 Instrução Normativa nº 702/2006 da RFB.
 Regulamento Aduaneiro: Decreto nº 6.759/2009 (Artigo 306).

 Taxa do MERCANTE
 Lei 10.893/2004

Tributação no Comércio Exterior


 Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante –
AFRMM
 Lei nº 10.893/2004.
 Regulamento Aduaneiro: Decreto nº 6.759/2009 (Artigo 249 à 297).
 Decreto nº 8.257/2014 - Competência RFB.

 PIS-Importação e COFINS-Importação
 Artigos 149, §2ª, a, e 195, I b, IV, da Constituição Federal de 1988.
 Lei nº 10.865/2004.
 Lei Complementar nº 70/1991.
 Leis nº 9.715/1998, 9.718/1998, 10.833/2003 (Medida Provisória nº
 135/03) e Lei 10.865/04 (Medida Provisória nº 164/2004).
 Regulamento do PIS/Pasep e Cofins, Decreto nº 4.524/2002.
 Regulamento Aduaneiro: Decreto nº 6.759/2009 (Artigo 249 à 297).

Tributação no Comércio Exterior


 Competência dos Estados da Federação:
 Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços - ICMS
 Artigo 155, II da Constituição Federal de 1988.
 Lei Complementar nº 87/96 (Lei Kandir)
 Lei Estadual (ICMS/SC) nº Lei Estadual (ICMS/SC) nº 10.297/1996
 Decreto nº 2.870/2001
 Resolução Senado Federal nº 13/2012

 Competência dos Municípios:


 Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza - ISSQN
 Art. 156, inciso III, da Magna Carta de 1988.
 Lei Complementar nº 116/2003.

31
Regimes Aduaneiros
Especiais

DRAWBACK
 Regime aduaneiro que possibilita às indústrias
exportadoras importar insumos, matérias-primas,
materiais secundários, embalagens, partes e peças,
destinados a integrar produtos industrializados que, por
sua vez, serão posteriormente reexportados.

 Decreto-Lei nº 37/66; Art. 383 a 403 do Decreto nº


6.759/2009; Portaria Secex nº 23/2011.

32
DRAWBACK - Conceito
 O regime aduaneiro especial de drawback,
instituído em 1966 pelo Decreto Lei nº 37, de
21/11/66, consiste na suspensão ou eliminação
de tributos incidentes sobre insumos importados
para utilização em produto exportado. O
mecanismo funciona como um incentivo às
exportações, pois reduz os custos de produção
de produtos exportáveis, tornando-os mais
competitivos no mercado internacional.

DRAWBACK - Suspensão
 Prazo para a exportação: 01 ano prorrogável por igual período.
 Marco inicial: data de registro da primeira Declaração de
Importação vinculada ao ato concessório de drawback.
 No caso de importação de insumo destinado à fabricação de
bem de capital de longo ciclo de produção, o prazo de validade
do ato concessório de drawback poderá ser prorrogado para até
05 (cinco) anos.
 Concessão: Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
(SECEX/MDIC).
 Art. 386 e ss. do Decreto nº 6.759/2009; IN/SRF nº 845/2008;
Portaria SECEX nº 23/2011.

DRAWBACK - Restituição
 A empresa exportadora solicita a restituição dos tributos
pagos com relação aos insumos utilizados na fabricação de
um produto que restou exportado.
 A restituição dos tributos é feita sob a forma de crédito
tributário, qual concedido pela Receita Federal do Brasil
após a comprovação dos requisitos definidos em Lei.
 A restituição é válida apenas para o Imposto de Importação
e para o IPI. Prazo de 90 dias para solicitação.
 Modalidade pouco conhecida e utilizada.
 Art. 397 do Decreto nº 6.759/2009; IN/SRF nº 81/98.

33
DRAWBACK - Isenção
 Após concluir a operação de exportação, o fabricante que
exportou as mercadorias poderá importar os insumos
utilizados naquele produto, sem encargos tributários, para
recompor os seus estoques.
 A empresa exportadora tem o prazo de 01 (um) ano,
prorrogável por mais um ano, para solicitar este benefício.
 Concessão: SECEX.
 Art. 393 do Decreto nº 6.759/2009; Portaria SECEX nº
23/2011.

DRAWBACK Interno ou “Verde e Amarelo”


 Revogado pelo Drawback Integrado, desde a data de 27.04.2010.
 As empresas exportadoras poderão adquirir os insumos de produção
no mercado interno, com suspensão do IPI.
 Para obter este benefício, as empresas deverão elaborar um Plano de
Exportação, que constará de requerimento a ser dirigido à Delegacia
da Receita Federal com jurisdição em sua área. Este deve conter as
seguintes informações:
• identificação completa do exportador e do fornecedor dos insumos;
• relação dos produtos a serem exportados e dos insumos a serem
utilizados, em ambos os casos com a indicação dos respectivos
valores e quantidades e com os respectivos códigos da TIPI
(classificação do IPI);
• prazo previsto para a exportação; e
• declaração em que o exportador assume o compromisso de
recolher o IPI, em caso de não cumprimento da meta de
exportação.
 IN/SRF nº 845/2008; Portaria SECEX nº 21/2008.

DRAWBACK Integrado
 Suspende, por um período de um 01 (um) ano prorrogável por mais 01
(um) ano, a incidência de tributos federais – Imposto de Importação,
Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Contribuição para o
PIS/Pasep, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social
(Cofins), Contribuição para o PIS/Pasep-Importação e Cofins-Importação
– sobre aquisições no mercado interno ou externo, de forma combinada
ou não, de insumos empregados ou consumidos no processo de
fabricação bens exportáveis.
 Produtos utilizados na fabricação de bens de capital, cujo ciclo de
produção é longo, poderão receber suspensão tributária por até 05
(cinco) anos.
 Utilização por meio de Ato Concessório da SECEX/MDIC.
 Portaria Conjunta nº 467, de 25 de março de 2010, assinada pela
Secretaria de Comércio Exterior (SECEX/MDIC) e pela Receita Federal
do Brasil (RFB).

34
35
Regime de Admissão Temporária
 Conceito: os bens em admissão temporária terão
o benefício da suspensão dos tributos federais
(II, IPI, PIS e COFINS), desde que haja garantia
das obrigações fiscais, que os bens permaneçam
no País por prazo determinado e que,
posteriormente, sejam reexportados.
 Total (suspensão) ou parcial (proporcional)
 Base Legal: art. 353 e ss. do Decreto nº
6.759/2009; IN/SRF nº 285/03.

Regime de Admissão Temporária


 Art. 354 do Decreto nº 6.759/2009 = Suspensão Total do
pagamento de tributos – prazo determinado.
 O Regime Aduaneiro Especial de Admissão Temporária é
o que permite a importação de bens que devam
permanecer no País durante prazo fixado, com
suspensão total do pagamento de tributos, ou com
suspensão parcial, no caso de utilização econômica, na
forma e nas condições deste Capítulo.
• Art. 373, § 1º Para os efeitos do disposto nesta Seção,
considera-se utilização econômica o emprego dos bens na
prestação de serviços ou na produção de outros bens.

Regime de Admissão Temporária


 Admissão temporária de bens destinados a competições desportivas
internacionais
 Admissão temporária de bens destinados a atividades clínicas e
cirúrgicas de caráter humanitário
 Admissão temporária de bens relacionados com a visita ao Brasil de
dignitários estrangeiros
 Admissão temporária de bens de caráter cultural
 Admissão temporária de bens destinados a feiras, exposições,
congressos e outros eventos científicos, técnicos, comerciais ou
industriais
 Circulação de material promocional nos Estados-Partes do Mercosul
 Circulação de Bens Integrantes de Projetos ou Eventos Culturais no
Mercosul
 Eventos internacionais realizados no Brasil

36
Trânsito Aduaneiro
 Art. 315 do Decreto nº 6.759/2009:
Conceito: O regime especial de trânsito
aduaneiro é o que permite o transporte de
mercadoria, sob controle aduaneiro, de um ponto a
outro do território aduaneiro, com suspensão do
pagamento de tributos.
 Termo de Responsabilidade firmada na data do
Registro de Declaração de Admissão no regime.
 DTA = Declaração de Transporte Aduaneiro.

Trânsito Aduaneiro
 DTC: Declaração de Trânsito de Contêiner - para
curtas distâncias – Porto de Itajaí para
MULTILOG, p. ex.
A Declaração de Trânsito de Contêiner (DTC) ampara as
operações de transferência de contêineres, contendo
carga, descarregadas do navio, no pátio do porto e
destinadas a armazenamento em recinto alfandegado
jurisdicionado à mesma unidade da SRF.

Entreposto Aduaneiro
 Conceito: Regime Aduaneiro Especial que
permite a armazenagem de mercadoria
estrangeira em recito alfandegado de uso
público.
 Art. 404 e ss. do Decreto nº 6.759/2009.
 Suspensão dos impostos federais, e das
contribuições para o PIS/PASEP-Importação e
COFINS-Importação.
 Lei nº 10.865/2004.

37
Exceções Tarifárias – “Ex Tarifário”
 Conceito: O regime de Ex-Tarifário consiste na
redução temporária da alíquota do imposto de
importação de bens de capital (BK) e de informática
e telecomunicação (BIT), assim grafados na Tarifa
Externa Comum do Mercosul (TEC), quando não
houver a produção nacional equivalente. Ou seja,
representa uma redução no custo do investimento.
 II e IPI.
 Resolução CAMEX 66/2014.
 Decreto 4.732/2003.

Exceções Tarifárias – “Ex Tarifário”


 A importância desse regime consiste em três
pontos fundamentais:
 Viabiliza aumento de investimentos em bens de capital (BK) e de
informática e telecomunicação (BIT) que não possuam produção
equivalente no Brasil;
 Possibilita aumento da inovação por parte de empresas de diferentes
segmentos da economia, com a incorporação de novas tecnologias
inexistentes no Brasil, com reflexos na produtividade e competitividade
do setor produtivo – conforme preconizado nas diretrizes do Plano Brasil
Maior - PBM;
 Produz um efeito multiplicador de emprego e renda sobre segmentos
diferenciados da economia nacional.

Exceções Tarifárias – “Ex Tarifário”


 A concessão do regime é dada por meio de
Resolução CAMEX nº 66/2014 da Câmara de
Comércio Exterior (Camex), após análise, pelo
Comitê de Análise de Ex-Tarifários (CAEx), dos
pareceres elaborados pela SDP.
 Prazos de 30 dias.
 Lista de ex tarifários vigentes - MDIC.
 Decisão CMC n. 25/2012 - elevação transitória
da TEC de 100 para 200 produtos (II).

38
Acordos Internacionais
 Convenções e Tratados Internacionais
ratificados pelo Brasil e que geram
interferência no regime de tributação da
importação/exportação de mercadorias no
país:
ALADI – Associação Latino-Americana de Integração
MERCOSUL – Mercado Comum do Sul
SGPC – Sistema Global de Preferências Comerciais
GATT/OMC – Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio

Acordos Internacionais
ALADI – Associação Latino-Americana de Integração
1980
Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, México, Panamá,
Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela
Redução da carga
Só I.I. (diretamente) - Margem de Preferência Percentual

MERCOSUL – Mercado Comum do Sul


1991
Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai, Venezuela e Bolívia
Redução da carga
Só I.I. (diretamente) - Margem de Preferência Percentual

Acordos Internacionais
Sistema Global de Preferências Comerciais
1991
43 países em desenvolvimento (membros do G-77)
Redução da carga
Só I.I. (diretamente) – Margem de Preferência Percentual

Organização Mundial do Comércio/GATT


1995
160 países
Redução da carga
Só I.I. (diretamente) – alíquota máxima

39
Norma Geral Antielisiva

Norma Geral Antielisiva


 Criação da Lei Complementar nº 104/2001.
 Código Tributário Nacional:
 Art. 116, § único
 116. Salvo disposição de lei em contrário,
considera se ocorrido o fato gerador e existentes
os seus efeitos:
 Parágrafo único. A autoridade administrativa, poderá
desconsiderar atos ou negócios jurídicos praticados
com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato
gerador do tributo ou a natureza dos elementos
constitutivos da obrigação tributária, observados os
procedimentos a serem estabelecidos na lei ordinária.

Norma Geral Antielisiva


 Decisões do CARF – Conselho
Administrativo de Recursos Federais vem
ampliando indiretamente a interpretação
do art. 116, § único do CTN;
 Jurisprudência – Superior Tribunal de
Justiça – contrário à norma antielisiva;
 Ainda carece de regulamentação federal -
Lei Ordinária.

40
Reflexos da Norma Geral
Antielisiva
 Carece de regulamentação por Lei
Ordinária Federal, porém existem diversos
Projetos de Lei em tramitação no
Congresso Nacional para tal;
 Insegurança Jurídica?
 Tributação excessiva X planejamento
tributário?

Superior Tribunal de Justiça


 Decisão paradigma pelo STJ no ano de
2005;
 “A interpretação econômica é medida que
se impõe, uma vez que a realidade
econômica há de prevalecer sobre a
simples forma jurídica” – REsp nº
696.745/CE (2005).

Exemplo de “Elusão Fiscal”


 P. Ex: João pretende vender um imóvel de R$ 100 mil à
Maria. Sobre essa compra e venda incidiria o ITBI
municipal. No entanto, ambos, pretendendo não pagar o
imposto, criam uma sociedade comercial. João integraliza
sua quotas com o imóvel citado e Maria integraliza com R$
100 mil em dinheiro. Alguns dias após a constituição da
sociedade, João e Maria extinguem a pessoa jurídica.
Resolvem que João receberá sua parte em dinheiro e
Maria receberá o imóvel. Assim, tendo em vista a
imunidade ao ITBI descrita no art. 156, § 2º, I, CF, haverá a
transferência de propriedade do imóvel de João para Maria
sem a incidência de ITBI. Logo, o ato aqui praticado é
teoricamente lícito, mas simulado.

41
Contato

João Thiago Fillus


www.brfadvogados.com.br
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55 47 3083-2345
55 47 99609-9600

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