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SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS
CURSO DE PEDAGOGIA

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM


PEDAGOGIA - GRAU LICENCIATURA

ITUIUTABA/MG
2018
Reitor da Universidade Federal de Uberlândia
PROF.DR. VALDER STEFFEN JÚNIOR

Vice-Reitor da Universidade Federal de Uberlândia


PROF.DR. ORLANDO CÉSAR MANTESE

Pró-Reitora de Graduação
PROF. DR. ARMINDO QUILLICI NETO

Pró-Reitora de Assistência Estudantil


PROFA. DRA. ELAINE SARAIVA CALDERARI

Pró-Reitor de Extensão e Cultura


PROF. DR. HÉLDER ETERNO DA SILVEIRA

Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação


PROF.DR. CARLOS HENRIQUE DE CARVALHO

Pró-Reitor de Planejamento e Administração


PROF.DR. DARIZON ALVES DE ANDRADE

Pró-Reitora de Gestão de Pessoas


PROF.DR. MÁRCIO MAGNO COSTA

Diretor de Ensino
PROF. Dr. GUILHERME SARAMAGO DE OLIVEIRA

Diretor do Instituto de Ciências Humanas


PROF. DR. HÉLIO CARLOS MIRANDA DE OLIVEIRA

Coordenadora do Curso de Graduação em Pedagogia


PROFA. DRA. MICAL DE MELO MARCELINO (2016-2018)
PROFA. DRA. LUCIA HELENA MOREIRA DE MEDEIROS OLIVEIRA (2018)

Secretaria do Curso de Pedagogia


LARA RIBEIRO FRANCO

Revisão Técnico-Pedagógica
Divisão de Projetos Pedagógicos – DIPED/DIREN/PROGRAD

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EQUIPE DE ELABORAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO
Núcleo Docente Estruturante – Curso de Graduação em Pedagogia
Presidenta: Leonice Matilde Richter (05/2016 – Atual)
Membros: Fernanda Duarte Araujo Silva
Glaucia Signorelli de Queiroz
Maria Aparecida Augusto Satto Vilela
Mical de Melo Marcelino
Vilma Aparecida de Souza

Integrantes dos Grupos de Trabalho


Armindo Quillici Neto
Betânia de Oliveira Laterza Ribeiro
Claudio Gonçalves Prado
Cristiano Silva Ribeiro
Fernanda Duarte Araujo Silva
Fernando Silva Paula
Glaucia Signorelli de Queiroz Gonçalves
Karina Klinke
Kênia Mendonça Diniz (Professora substituta)
Leonice Matilde Richter
Lilian Calaça da Silva
Lucia de Fatima Valente
Lúcia Helena Moreira de Medeiros Oliveira
Luciane Ribeiro Dias Gonçalves
Maria Aparecida Augusto Satto Vilela
Maria Célia Borges
Mauro Machado Vieira
Mical de Melo Marcelino
Rafaela Rodrigues Nogueira (Professora substituta)
Sauloéber Társio de Souza
Simone Aparecida dos Passos
Valeria Moreira Rezende
Vânia Aparecida Martins Bernardes
Vilma Aparecida de Souza
Waléria Furtado Pereira

Colegiado do Curso de Pedagogia


Mical de Melo Marcelino (Presidenta)
Fernanda Duarte Araujo Silva
Leonice Matilde Richter
Mauro Machado Vieira
Vilma Aparecida de Souza
Larissa Moreira Ribeiro (Estudante)

NDE - Gestão 2010 – 05/2016


Armindo Quillici Neto
Betânia de Oliveira Laterza Ribeiro (Presidenta)
Karina Klinke

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Leonice Matilde Richter
Lilian Calaça da Silva
Lucia de Fatima Valente
Sauloéber Társio de Souza
Valeria Moreira Rezende

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SUMÁRIO
I Identificação do Curso................................................................................................................06
II Endereços...................................................................................................................................07
III Apresentação............................................................................................................................08
IV Justificativa...............................................................................................................................10
4.1 Pedagogia e as orientações legais ...........................................................................................11
4.2 História do curso de Pedagogia/ICHPO...................................................................................20
4.3 Análise da realidade: problematizações, potencialidades e dificuldades .................................28
4.4 Proposições e reformulações .....................................................................................................33
V Princípios e Fundamentos.........................................................................................................36
VI Perfil Profissional do/a Egresso/a............................................................................................47
VII Objetivos do Curso..................................................................................................................52
VIII Estrutura Curricular............................................................................................................53
8.1 Ciclo de Formação.....................................................................................................................53
8.1.1 Primeiro Ciclo de Formação: Pessoas fazedoras de história..................................................53
8.1.2 Segundo Ciclo de formação: Diálogos interculturais ........................................................... 55
8.1.3 Terceiro Ciclo de Formação: Práxis transformadora .............................................................57
8.1.4 Círculo de Cultura...................................................................................................................59
8.2. Eixo da Práxis...........................................................................................................................61
8.2.1 PROINTER: estrutura e organização .....................................................................................64
8.2.2 Estágio curricular supervisionado: normas legais e concepções............................................75
8.2.2.1 Estrutura e organização do Estágio Supervisionado.............................................................76
8.2.3 Trabalho de Conclusão de Curso.............................................................................................79
8.3 Estrutura curricular do curso de acordo com os Núcleos de Formação (02/2015) ................81
8.3.1 Núcleo de estudos de formação geral, das áreas específicas e interdisciplinares, e do campo
educacional........................................................................................................................................82
8.3.2 Núcleo de aprofundamento e diversificação de estudos das áreas de atuação profissional...84
8.3.2.1 Prática como Componente Curricular ..................................................................................86
8.3.3 Núcleo de estudos integradores para enriquecimento curricular............................................86
8.3.4 Disciplinas Optativas..............................................................................................................89
8.4. Atendimento aos requisitos legais e normativos .......................................................................91
8.5. Fluxo Curricular do Curso de Graduação em Pedagogia – Grau Licenciatura........................93
8.6. Representação Gráfica do Perfil de Formação – Licenciatura ...............................................99
8.7 Processo de Transição entre Versões Curriculares e Migração De Estudantes ......................104
IX Diretrizes gerais para o desenvolvimento metodológico do ensino .....................................111
X Atenção ao/à estudante ..............................................................................................................113
10.1 Acesso e permanência...............................................................................................................113
10.2 Combate à evasão e retenção...................................................................................................113
10.3 Atendimento Educacional Especializado.................................................................................115
XI Processos de avaliação da aprendizagem, do curso e externa...............................................118
11.1 Avaliação da/para a aprendizagem..........................................................................................118
11.2 Avaliação do corpo docente pelos/as estudantes.....................................................................120
11.3. Avaliação do Curso.................................................................................................................120
11.4 Avaliação Externa - Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes...................................121
XII Acompanhamento de egressos/as ..........................................................................................122
XIII Considerações finais ..............................................................................................................124
XIV Referências ............................................................................................................................125
Anexos .............................................................................................................................................131
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I Identificação do Curso
Denominação: Curso de Graduação em Pedagogia
Grau: Licenciatura
Modalidade: Presencial
Titulação conferida: Licenciada/o em Pedagogia
Carga horária: 3.380 horas
Ano de início de funcionamento do curso: 2007

Duração do curso:
Diurno integral
Tempo mínimo de integralização curricular: 4 anos (8 semestres)
(cf. CNE/CP n. 02/2015)
Tempo máximo de integralização curricular: 6 anos (12 semestres)

Noturno
Tempo mínimo de integralização curricular: 4,5 anos (9 semestres)
(cf. CNE/CP n. 02/2015)
Tempo máximo de integralização: 7 anos (14 semestres)

Portaria de reconhecimento: nº 408 de 11 de outubro de 2011 MEC/SESu registro e-MEC


200804733
Portaria de renovação do reconhecimento nº 286 de 21 de dezembro de 2012 MEC/SERES
D.O.U. de 27 de dezembro de 2012.
Número do ato de criação do curso: Resolução nº 02/2006 do Conselho Universitário/UFU
Regime Acadêmico: Semestral
Ingresso: Anual
Turno(s) de oferta: Integral e Noturno
Número de vagas oferecidas: 75 vagas anuais, sendo 35 para Diurno Integral e 40 para
o Noturno. (cf. Resolução 17/2009 do Conselho Universitário)

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II Endereços
Da instituição
Universidade Federal de Uberlândia - UFU
Av. João Naves de Ávila, 2121 - Bairro Santa Mônica; Prédio da Reitoria,
Campus Santa Mônica - Uberlândia-MG - CEP 38400-902

Da Unidade Acadêmica
Instituto de Ciências Humanas – ICHPO
Rua 20, nº 1600 - Bairro Tupã, Ituiutaba - MG - CEP 38304-402

Do curso de Graduação em Pedagogia


Rua 20, 1600 - Bloco 1C - 1º Andar - Bairro Tupã, Ituiutaba - MG - CEP 38304-402

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III Apresentação

No contexto de expansão do ensino superior no Brasil, o Campus Pontal foi criado pela
Resolução 02/2006 do Conselho Universitário da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), que
aprovou também a criação da Unidade Acadêmica, então denominada Faculdade de Ciências
Integradas do Pontal (FACIP), atual Instituto de Ciências Humanas (ICHPO), na cidade de
Ituiutaba. Inicialmente, a unidade foi constituída de 09 cursos de graduação, dentre eles, o curso de
Pedagogia, que recebeu 05 vagas de professores/as para a elaboração e implantação inicial do
projeto acadêmico. Após discussão no âmbito da Unidade, o projeto foi aprovado pelo Conselho de
Graduação da UFU, em 09 de fevereiro de 2007.
O curso de Pedagogia, ao longo da sua trajetória, passou por mudanças legais, processos de
avaliação do curso e outras significativas reestruturações marcadas, especialmente, por
modificações no seu quadro docente, pesquisas, discussões, debates, reflexões e tomadas de
decisões. No ano de 2010, criamos o Núcleo Docente Estruturante (NDE) da Pedagogia, instituído a
partir da Comissão Nacional de Avaliação do Ensino Superior (Conaes), regulamentado no âmbito
da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) pela Resolução nº 49/2010, do Conselho de
Graduação. O NDE contou com a participação de diferentes membros do curso e com a
coordenação da Prof.ª Dr.ª Betânia Laterza Ribeiro de Oliveira até maio de 2016, sendo a
presidência assumida a partir daquele momento pela Prof.ª Dr.ª Leonice Matilde Richter.
No primeiro momento, o referido Núcleo enviou um formulário para todos/as os/as
professores/as do curso com objetivo de levantar os principais problemas relativos às concepções
epistemológicas, conteúdos e aspectos metodológicos do PPP para que as respostas obtidas
subsidiassem as mudanças a serem concretizadas. Entretanto, naquele momento, em razão de
afastamentos de vários/as docentes do curso para qualificação, não foi oportuno uma reestruturação
mais abrangente no Projeto. Mantivemos o PPP e nos detivemos apenas na alteração do fluxo
curricular, agregando alguns conteúdos e excluindo outros para melhor composição do currículo.
No ano de 2017, o processo de reestruturação do PPP foi intensificado com o
estabelecimento de uma metodologia de avaliação e reelaboração que culminou com a redação do
projeto que ora apresentamos. Como base metodológica, o NDE e o curso têm seguido princípios,
tais como: da participação de todos e todas, da problematização, da dialogicidade, da deliberação
coletiva, da valorização da cultura das pessoas envolvidas e de processos dialéticos para provocar a
reflexão sobre a realidade do curso e propor alternativas historicamente assumidas por nós.

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Para sustentar tais valores assumidos pelo grupo, o NDE elaborou uma proposta de trabalho
organizada em três frentes: com os/as estudantes; com os/as docentes/técnicos; e metodologia de
elaboração da nova redação do PPP. Nesse processo, nós, professoras/es, estudantes e técnicos,
coletivamente, avaliamos a nossa realidade de trabalho, os princípios e fundamentos do PPP, a
concepção de formação e organização curricular que realmente realizamos no curso; a efetividade
do eixo da práxis. Problematizamos nossas práticas avaliativas; a distância da dialogicidade da
nossa cultura pedagógica, os sentidos que o Círculo de Cultura1 têm assumido historicamente no
curso, os impactos das avaliações dessas dimensões no fluxo curricular e tantas outras dimensões
avaliadas.
Na organização metodológica, para provocar a participação estudantil nesse processo,
realizamos, inicialmente, um movimento de avaliação individual, mediado por questionários
realizados por todos/as os/as estudantes do curso, em que constavam elementos como: a análise dos
princípios e fundamentos do curso, a relação pedagógica discente/professor/a, a estruturação
curricular, o eixo da práxis, dentre outros aspectos.
Também para provocar a avaliação e participação dos/as estudantes, confeccionamos quatro
oficinas de problematização por meio de diferentes linguagens, tais como: encenações, músicas e
registros iconográficos. Foram selecionados como temas aspectos centrais do projeto como o
histórico do curso, o círculo de cultura, o eixo da práxis e os ciclos de formação. Tais oficinas
envolveram estudantes e professores/as, tanto na organização, quanto na vivência deste movimento,
que culminaram com rodas de conversa sobre as temáticas problematizadas. Todo esse processo e
os debates foram registrados por alguns/algumas estudantes e professoras que assumiram a função
de relatoras. Posteriormente, esses registros foram analisados e categorizados, a fim de elencar os
temas geradores que, em outro momento, foram debatidos em plenárias envolvendo todos/as os/as
estudantes e docentes do curso. Os temas erigidos foram: práticas de avaliação da aprendizagem,
dialogicidade e participação de todos/as, dificuldades com a escrita acadêmica, planejamento entre
os ciclos e entre o eixo da práxis e saúde mental dos estudantes.
As plenárias provocaram muitas inquietações, mas também ideias e possibilidades. Ao longo
delas, cada tema foi debatido e deliberamos indicações importantes que foram consideradas em todo
o processo de reformulação do PPP.

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De acordo com o projeto em vigência, o Círculo de Cultura constituiu-se como um espaço de reflexão, inspirada na
metodologia proposta por Paulo Freire, que tem como objetivo propiciar uma síntese de cada um dos ciclos de
formação, sob o qual se organizam o PPP. Sobre o tema, conferir o item 8.1.4 deste documento.
.

9
Com os/as docentes e técnicos/as, a metodologia indicada pelo NDE foi a realização de
rodas de conversas sobre as principais dimensões do curso: epistemologia que sustentamos, eixo da
práxis, histórico e orientações legais, Círculo de Cultura, ciclos de formação e organização
curricular. Esse processo foi relatado e registrado em forma de atas, nas quais descrevemos
confronto de ideias, debates, idas e vindas, consensos e dissensos que culminaram em deliberações
pactuadas e assumidas por esse coletivo. Para essa organização, constituímos Grupos de Trabalho
(GT) que elaboraram e desenvolveram metodologias de problematização de cada uma das temáticas
supracitadas, envolvendo todos/as os/as docentes do curso. Os GT também construíram propostas
de registros dos debates e das reformulações indicadas no grupo.
Para o diálogo sobre os dados construídos nesses dois movimentos (com os/as estudantes e
entre as/os docentes) de problematização da realidade do curso, realizamos numerosas reuniões do
NDE em caráter ampliado, com o envolvimento das/os demais colegas. Assim, ao longo desses
processos, definimos e registramos “acordos” diante das dificuldades elencadas e/ou possibilidades
identificadas.
Por fim, como metodologia para reformulação da redação e/ou reformulações do PPP,
tomamos como ponto de partida esses “acordos” que foram a base para a primeira versão do texto.
Posteriormente, também em reuniões ampliadas do NDE, realizamos a leitura dessa primeira
versão, momento em que o grupo indicou novas inquietações e sugestões assumidas na
reformulação final do projeto.
Ao longo de todo esse processo, vale ressaltar que nem todas/os estiveram presentes na
mesma intensidade; contudo, o NDE teve como uma das questões mais relevantes a busca por um
projeto que registrasse efetivamente indicações coletivas e assumidas pelo grupo envolvido.

IV Justificativa

A reelaboração do PPP do curso de Pedagogia decorre da mobilização histórica, política e


epistemológica da trajetória do curso ao longo dos mais de 10 anos de sua existência (com a
formação de treze turmas de estudantes), da avaliação do Curso de Pedagogia pelo MEC, das
atividades realizadas nos Círculos de Cultura (2012, 2013, 2014, 2015), das alterações legais
nacionais na formação de professores/as, especialmente com a Resolução nº 2, de 1º de julho de
2015 que regulamenta as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial em nível
superior e para a formação continuada, com a reformulação do Projeto Institucional de Formação e

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Desenvolvimento do Profissional da Educação da UFU (Resolução SEI Nº 32/2017) conduzida pelo
Fórum de Licenciatura e, sobremaneira, pelo processo de avaliação da realidade do nosso curso,
realizada por meio da metodologia destacada na seção “apresentação” deste Projeto. Nesta
reformulação considera-se, ainda, o primeiro PPP do Curso, elaborado em 2006, que assumiu como
sustentação o referencial freireano que, nesta versão, reafirmamos após intensos debates entre os/as
atuais docentes do curso, técnico/a e estudantes.
Esse processo de reformulação foi conduzido pelo NDE e aprovado pelo Colegiado (Ata,
n.02/2018) e encontra-se destacado ao longo das diferentes seções do projeto.

4.1 Pedagogia e as orientações legais

No presente PPP, as orientações legais da Pedagogia são apresentadas, ainda que


brevemente, para registrar a história de luta e busca da garantia de identidade; outrossim, por
retratar, em grande parte, as demandas de reformulação do curso diante das medidas legais, como a
atual Resolução nº 2, de 1º de julho de 2015, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a
Formação Inicial e Continuada em Nível Superior de Profissionais do Magistério para a Educação
Básica.
Atualmente, a Resolução do CNE/CP nº. 1, de 15 de maio de 2006, vigora como Diretriz
Curricular Nacional para o Curso de Graduação em Pedagogia - licenciatura, referência que registra
a história de luta da área desde a LDB (Lei 9.394/96), para que o curso tivesse, a partir de uma
ampla discussão com a comunidade acadêmica, diretrizes nacionais. Essa trajetória faz parte da
busca do espaço do curso desde a década de 1930, com a sua regulamentação para formação do/a
professor/a da Escola Normal e o bacharelado para os técnicos/as da educação, por meio do
Decreto-Lei n.° 1190/1939.
Essa formação denominada de esquema 3+1, por ofertar três anos de formação voltados para
o bacharelado e, no último ano, a formação pedagógica necessária à docência, foi muito criticada
por evidenciar a dicotomia entre o conteúdo e a forma, a teoria e a prática. Depois desse Decreto-
Lei, tanto o Parecer 251/62, que adequou a formação do pedagogo à Lei 4.024/61, quanto o Parecer
252/69, que regulamentou essa mesma Lei, segundo a prescrição da Reforma Universitária, Lei n°
5540/68, foi conduzida por Valnir Chagas e tentou definir o Curso de Pedagogia no Conselho
Federal de Educação (CFE), seguindo, contudo uma perspectiva autoritária e centralizada.

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Vale salientar que ainda vivemos as consequências culturais do Parecer 252/69, que definia
as quatro habilitações do curso de Pedagogia, oferecendo um diploma único de licenciado para a
formação de professores e especialistas da educação. Quem pode ser especialista pode ser professor,
ou seja, “quem pode o mais pode o menos” (BRZEZINSKI, 1996, p.45). De tal modo, a história da
definição de currículos mínimos para a formação de profissionais destinados ao trabalho docente e
não docente (planejamento, supervisão, administração e inspeção escolar e orientação educacional),
no âmbito de escolas e de sistemas escolares, foi se constituindo em uma história distante da
realidade de educadores, com base na “fragmentação e a divisão do trabalho pedagógico e, mais
especificamente a do trabalho intelectual, os especialistas” (Ibid, p. 77). Essa legislação
regulamentou por cerca de trinta anos a formação no curso de Pedagogia, até que a Lei 9.394/96
trouxe, mesmo que de forma ambígua, novas exigências.
Desse modo, após a aprovação da Lei 5692/1971, o CFE, mais uma vez, desencadeou ações
para normatizar a formação do/a professor/a e do/a especialista em educação, previstas pela
legislação, com a criação da organização do sistema educacional em primeiro e segundo graus,
denominados Ensino Fundamental e Médio com a aprovação da LDB 9394/96.
O movimento de abertura política no Brasil na década de 1980 significou, além da liberdade
de pensamento e manifestação de ideias, a oportunidade para que os/as docentes universitários
exteriorizassem o descontentamento em relação às decisões dos órgãos oficiais no que se refere à
formação do/a professor/a. Diante das críticas sobre as ações do CFE, o MEC, a partir de 1977,
nomeou Comissões de Especialistas da Área de Educação, com a finalidade de envolver as
universidades no debate.
Nesse movimento foram desenvolvidos encontros, seminários e pesquisas para diagnosticar
as condições da realidade da formação do/a professor/a no Brasil (BRZEZINSKI, 1996), como o
Encontro Nacional do Projeto de Reformulação dos Cursos de Preparação de Recursos Humanos
para a Educação realizado pelo MEC, entre 21 a 25 de novembro de 1983, em Belo Horizonte.
Nesse encontro, o referido Comitê passou a constituir-se como Comissão Nacional de
Reformulação dos Cursos de Formação do Educador (Conarcfe) com a finalidade de acompanhar e
dar continuidade ao processo de definição sobre a formação do/a professor/a no país.

A atuação dos educadores neste período, 1983, com o apoio dos Comitês (Nacional
e Estaduais), da ANDE, CEDES, SBPC, ANPED e participação de estudantes foi
de fundamental importância na medida em que foram lançadas as bases para que se
iniciasse a construção de uma proposta alternativa para a formação do educador no
Brasil. É preciso acrescentar ainda que, neste momento (e mesmo antes e depois
dele), outras entidades científicas se preocuparam com a formação dos

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profissionais da educação, se pronunciaram e se pronunciam contra a forma
centralizada das decisões do Conselho Federal da Educação e outros organismos
governamentais, buscando alternativas para a referida questão. (ANFOPE,1998,
p.6)

Em julho de 1990, a Conarcfe transformou-se em Associação Nacional pela Formação dos


Profissionais da Educação (Anfope), expandindo sua estrutura e transformando-se em uma entidade
com a participação de representantes de quem organiza e desenvolve o aprofundamento de estudos
e decisões sobre a formação do/a professor/a no Brasil. Da proposta do Comitê Regional de São
Paulo permaneceu a ideia da formação do/a professor/a como educador/a para as diferentes etapas
ou modalidades de ensino e também a da docência como a base da identidade profissional de todo o
educador.
A Anfope tem assumido, desde então, uma ação propositiva de alternativas para a política
nacional de formação dos/as profissionais da educação, apresentando como atividade central a
busca pela definição de uma política nacional para a profissionalização e valorização do magistério.
Ao longo desse período, a defesa histórica da Anfope foi se consolidando no aprimoramento da
concepção de docência, entendida como trabalho pedagógico e caracterizada como a base da
formação para o curso de formação dos/as profissionais da educação.
Pautados nessa concepção, sete princípios norteiam as teses anfopianas na construção de
uma base comum nacional para os cursos de formação dos/as profissionais da educação: uma sólida
formação teórica e interdisciplinar; a unidade entre teoria/prática; a gestão democrática; o
compromisso social; o trabalho coletivo e interdisciplinar; a incorporação da concepção de
formação continuada; e, por fim, um processo de avaliação permanente.
Com a LDB (Lei n.º 9.394), a existência legal do curso de Pedagogia e de seu campo
epistêmico foi garantida em nosso país ao estabelecer em seu artigo 64 que:

A formação dos profissionais de educação para administração, planejamento,


inspeção, supervisão e orientação educacional para a educação básica será feita em
cursos de graduação em Pedagogia ou em nível de pós-graduação, a critério da
instituição de ensino, garantida nessa formação, a base comum nacional. (BRASIL,
1996)

Os preceitos legais estabelecidos indicam para este curso a condição de um “bacharelado


profissionalizante”, destinado a formar os/as especialistas em gestão administrativa e coordenação
pedagógica para os sistemas de ensino, seja em cursos de graduação, seja de pós-graduação. No
entanto, o que é a base comum nacional não fica claro no texto legal. Talvez possamos enxergar
uma similaridade com a nomenclatura também utilizada pela Anfope, mas, ao mesmo tempo, o

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texto não esclarece seu significado e sentido, além de não determinar por normatizações posteriores
como isso se daria. Assim, com a LDB (n° 9.394/96), foram desencadeadas, novamente, ações do
MEC e do Conselho Nacional da Educação (CNE) no sentido de redefinir a formação do/a
profissional do magistério, segundo as novas possibilidades colocadas pela legislação, mesmo sem
muita clareza do termo utilizado.
Para essa legislação, vigente até maio de 2006, a formação do/a professor/a para atuar na
Educação Infantil e nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental foi retirada do âmbito dos Cursos de
Pedagogia, pois as determinações do Parecer 133/2001 impediram os cursos de Pedagogia das
Instituições de Ensino Superior não universitária de formar professores de Educação Infantil e dos
anos iniciais do Ensino Fundamental.
Depois de muitos embates, ocorridos por ocasião da formulação de normas complementares
à LDB, a atribuição da formação de professores/as para a Educação Infantil e os Anos Iniciais do
Ensino Fundamental ficou assegurada também para o curso de Pedagogia, mas apenas para aqueles
que se situam em instituições universitárias (universidades ou centros universitários). Para os cursos
de Pedagogia fora destas instituições não existiu, a partir daí, permissão para a citada formação
(Parecer CNE-CES 133/2001). Pela LDB 9394/96, fica esta formação destinada ao Curso Normal
Superior, conforme artigo 63: “os institutos superiores de educação manterão: I - cursos formadores
de profissionais para a educação básica, inclusive o curso normal superior, destinado à formação de
docentes para a educação infantil e para as primeiras séries do ensino fundamental”. (BRASIL,
1996)
A partir do Decreto n° 3554/2000, de 07/08/2000, modifica-se a exigência em relação ao
curso Normal Superior, com o seguinte texto: “A formação em nível superior de professores para a
atuação multidisciplinar, destinada ao magistério na educação infantil e nos anos iniciais do ensino
fundamental far-se-á, preferencialmente, em cursos normais superiores.” (BRASIL, 2000)
A LDB estabeleceu uma nova estrutura institucional, os Institutos Superiores de Educação –
ISE – e suas diversas modalidades de formação, enquanto espaços privilegiados para a formação de
professores/as, tal como definido por esse Decreto. Isso provocou a descaracterização do Curso de
Pedagogia como licenciatura e a tentativa de colocá-lo como um bacharelado, uma vez que a
legislação determinava que os/as professores/as para a Educação Básica fossem formados/as,
preferencialmente, nos ISEs no curso Normal Superior.
Assim, identificamos na década de 1990 no Brasil, dois lugares para formar professores/as:
o curso Normal Superior, dentro dos Institutos Superiores de Educação, e o curso de Pedagogia, em

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Universidades e Centros Universitários. Dois espaços diferentes, com concepções diferentes,
abrigando a mesma formação. Configura-se, dessa maneira, um paradoxo na LDB 9394/96 e nos
seus documentos normatizadores. De um lado, cria os Institutos Superiores de Educação (Resolução
01/99), definindo o Curso Normal Superior como espaço preferencial para a formação dos
professores da Educação Básica (Decreto 3.554/2000); e, de outro, preserva esta função ao curso de
Pedagogia (Art.62 da LDB 9394/96), tendo como consequência dois cursos em espaços distintos,
com a mesma atribuição acadêmica.
Por isso, no tocante ao curso de Pedagogia, a LDB 9394/96 consiste em ambiguidades e
interpretações diferenciadas, uma vez que, além de possibilitar a criação de uma nova instituição
responsável pela formação do/a professor/a da Educação Básica, alterou, por meio dos seus
desdobramentos em pareceres, decretos e resoluções, a organização de todos os cursos de
licenciatura a partir de duas resoluções.
Em 2002, foi criada a primeira Resolução do CNE/CP n° 01/02, que instituiu as Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Formação de Professores para a Educação Básica, em nível superior,
curso de licenciatura, de graduação plena e a segunda Resolução CNE/CP n° 02/02, que instituiu a
duração e a carga horária dos cursos destinados à formação de professores da Educação Básica.
Assim, o período entre o final da década de 1990 e o início de 2000 pode ser considerado como um
momento de mudanças e rupturas para o curso de Pedagogia e a formação de professores/as no
Brasil.
Nessa perspectiva, a concepção de pedagogo/a, especialista em educação para atuar apenas
nas instituições de educação formal, não conseguiu abarcar as possibilidades do trabalho
pedagógico emergentes na realidade social mais ampla. Vários são os espaços e instituições que
hoje demandam um profissional da educação, além do ambiente escolar. Esta lacuna, na nossa
visão, não foi suprida por tantas modificações no perfil da formação do curso de Pedagogia.
Ainda, para completar o quadro de mudanças, mais uma vez o Conselho Nacional de
Educação, por meio da Resolução n° 1, de 1° de fevereiro de 2005, estabeleceu as normas para o
apostilamento em diplomas de curso de graduação em Pedagogia do direito ao exercício do
magistério nos quatro anos iniciais do Ensino fundamental, com a exigência curricular de três
aspectos: metodologias do magistério para os quatro primeiros anos do Ensino Fundamental;
disciplina, estrutura e funcionamento do ensino; e trezentas horas de estágio supervisionado. De
acordo com a Resolução, atendidas estas exigências, poderia ser apostilado o magistério no curso de

15
Pedagogia em graduação plena, nas instituições não universitárias, impedidas anteriormente pelo
Parecer 133/2001.
Nesse cenário, a Resolução CNE/CP nº 1/2006, que institui as Diretrizes Nacionais do curso
de Pedagogia, coloca:

[...] à formação inicial para o exercício da docência na Educação Infantil e nos


Anos Iniciais do Ensino Fundamental, nos cursos de Ensino Médio de modalidade
Normal e em cursos de Educação profissional na área de serviços e apoio escolar,
bem como em outras áreas nas quais sejam previstos conhecimentos pedagógicos.
A formação oferecida abrangerá integradamente a docência, a participação da
gestão e avaliação de sistemas e instituições de ensino em geral, a elaboração, a
execução, o acompanhamento de programas e atividades educativas. (BRASIL,
2005, p. 6)

O curso de Pedagogia, nesse contexto, ficou responsável pela formação do/a professor/a e
deveria integrar também a formação do/a pedagogo/a, sem denominação das habilitações, mas com
atividades de gestão e coordenação do ensino ou como atividades educativas. As Diretrizes
Nacionais do curso fundamentam que este trabalho pedagógico, ora classificado como docência em
várias áreas, ora como a participação no planejamento, gestão e avaliação de estabelecimentos de
ensino, de sistemas educativos escolares, bem como organização e desenvolvimento de programas
não escolares, pode ser realizado, como o próprio texto diz, em espaços escolares e não escolares
que têm a docência como base.
Para a organização curricular, as Diretrizes propõem a criação de três núcleos: um de
estudos básicos, outro de aprofundamento e diversificação de estudos e, o terceiro, de estudos
integradores. Em sua duração, difere da legislação acerca das demais licenciaturas, propondo a
seguinte configuração: 2800 horas de atividades formativas; 300 horas de estágio curricular e 100
horas de atividades complementares.
A Resolução CNE/CP nº 1/2006 define o curso de Pedagogia como um curso de
licenciatura, de formação de professores/as prioritariamente para a Educação Infantil e Anos
Iniciais do Ensino Fundamental e defende a Pedagogia como campo teórico-investigativo da
educação, do ensino, do trabalho pedagógico que se realiza na práxis social.

A educação do licenciado em Pedagogia deve, pois, propiciar, por meio de


investigação, reflexão crítica e experiência no planejamento, execução, avaliação
de atividades educativas, a aplicação de contribuições de campos de
conhecimentos, como o filosófico, o histórico, o antropológico, o ambiental-
ecológico, o psicológico, o lingüístico, o sociológico, o político, o econômico, o
cultural. O propósito dos estudos destes campos é nortear a observação, análise,
execução e avaliação do ato docente e de suas repercussões ou não em
aprendizagens, bem como orientar práticas de gestão de processos educativos

16
escolares e não-escolares, além da organização, funcionamento e avaliação de
sistemas e de estabelecimentos de ensino. (BRASIL, 2005, p. 6)

Desaparecem, assim, as terminologias de habilitação no curso de Pedagogia: orientação


educacional, supervisão escolar, administração escolar e inspeção escolar para aparecer um conceito
mais amplo sobre as finalidades de formação do/a pedagogo/a, compreendendo-o como um/a
professor/a que também se desenvolverá nas ações de planejamento, execução e avaliação de
atividades educativas. De fato, as Diretrizes apontam, a partir do histórico já descrito, o currículo
como campo de lutas e contradições.

Os currículos são a expressão do equilíbrio de interesses e forças que gravitam


sobre o sistema educativo num dado momento, enquanto que através deles se
realizam os fins da educação no ensino escolarizado. [...] O currículo, em seu
conteúdo e nas formas através das quais se nos apresenta e se apresenta aos
professores e alunos, é uma opção historicamente configurada, que se sedimentou
dentro de uma determinada trama cultural, política, social e escolar; está carregado,
portanto, de valores e pressupostos que é preciso decifrar. (SACRISTÁN, 2000,
p.17)

Este movimento dialético que acompanha esta “trama” na elaboração de uma legislação
nacional das diretrizes para o currículo do curso de Pedagogia precisa ser compreendido neste
campo, pois está envolvida em tensões e discordâncias, como apontam Kuenzer e Rodrigues (2006)
e Libâneo (2006), que sustentam que a Resolução trouxe uma redução da formação do/a pedagogo/a
a formação do/a professor/a. Segundo esses/as autores/as, a Pedagogia, ao longo de sua história, já
havia conquistado espaços de atuação que foram eliminados pelas diretrizes, quando forma,
prioritariamente, o/a professor/a da Educação Infantil e dos anos iniciais do Ensino Fundamental.
Nesse sentido, é importante historicizar os conflitos internos, desvelando as posições
antagônicas e comuns em relação à formação do/a pedagogo/a, essencialmente no que se refere à
base docente na formação.
Sabemos que a defesa da Anfope não é unânime no universo acadêmico. Existe um grupo, do
qual podem ser apontados/as como representantes Libâneo (1997, 1999, 2002, 2004, 2006) e
Pimenta (1991, 1996, 1997, 2002, 2004), que discordam de várias teses defendidas, inclusive a da
base docente e a da exclusividade da docência no curso de Pedagogia. Para eles,

O curso de Pedagogia destinar-se-á à formação de profissionais interessados em


estudos do campo teórico-investigativo da educação e no exercício técnico-
profissional como pedagogos no sistema de ensino, nas escolas e em outras
instituições educacionais, inclusive as não-escolares. (LIBÂNEO; PIMENTA,
2002, p. 15)

17
Este “campo de lutas”, evidenciado pela história e constituição da identidade do curso de
Pedagogia, busca, ao longo de sua trajetória, um status ou um locus para a formação do/a
profissional da educação. As várias legislações denunciam, pela ambiguidade, a dificuldade em
encontrar um consenso neste campo de formação. Em uma análise preliminar, poderíamos inferir
que as teses da Anfope foram consideradas no texto final das Diretrizes, bem como a tentativa de
uma aproximação com o outro grupo essencialmente formado por Libâneo e Pimenta, ampliando a
atuação do/a pedagogo/a para além das instituições escolares. O texto das Diretrizes, ao mesmo
tempo em que amplia para estas possibilidades, limita a formação na docência para a Educação
Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental.
Em síntese, em meio a este conturbado histórico, a Pedagogia também enfrenta a “crise
epistêmica”, evidenciada no fato de que, para alguns/algumas, ela deve ser considerada como
Ciência da educação e, para outros/as, como uma teoria pedagógica dentro da Didática.
Após mais de uma década do primeiro PPP do curso de Pedagogia, essas questões parecem-
nos essenciais para a reflexão sobre a formação do/a pedagogo/a, pois a compreensão da Pedagogia
como uma das ciências da educação recoloca o status e a importância da área para a interpretação
da complexidade dos fenômenos educativos.

A Pedagogia, com isso, é um campo de estudos com identidade e problemáticas


próprias. Seu campo compreende os elementos da ação educativa e sua
contextualização, tais como o aluno como sujeito do processo de socialização e
aprendizagem; os agentes de formação (inclusive a escola e o professor); as
situações concretas em que se dão os processos formativos (entre eles o ensino); o
saber como objeto de transmissão/assimilação; o contexto socioinstitucional das
instituições (entre elas as escolas e salas de aula). Resumidamente, o objetivo do
pedagógico se configura na relação entre os elementos da prática educativa: o
sujeito que se educa, o educador, o saber e os contextos em que ocorre.
(LIBÂNEO, 2004, p. 38)

Identificar e inserir a Pedagogia neste campo epistêmico pode contribuir para modificar
ações e interpretações que não a enxergam como ciência da educação. A partir desta configuração,
Libâneo (2004) reitera que

[...] na busca da legitimidade dos estudos científicos denominados de Pedagogia é


considerar a educação, a prática educativa como objeto de estudo e, portanto, um
fenômeno passível de ser descrito e explicado dentro da totalidade da vida social,
mediante procedimentos metodológicos e formulação de conceitos compatíveis
com os processos de investigação das ciências sociais. (p. 136)

18
Em suma, nesta tese, a Pedagogia pode ser compreendida como uma das ciências da
educação que contribui com o seu olhar para o objeto de estudo (prática educativa) e, dessa forma,
reafirma o seu lugar e espaço na busca de uma formação inicial que possibilite a determinação de
sua epistemologia.
Como orientação legal atual, tivemos novas demandas por meio da Resolução nº 2, de 1º de
julho de 2015, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial e
Continuada em Nível Superior de Profissionais do Magistério para a Educação Básica, definindo
princípios, fundamentos, dinâmica formativa e procedimentos a serem observados nas políticas, na
gestão e nos três programas e cursos de formação, bem como no planejamento, nos processos de
avaliação e de regulação das instituições de educação que as ofertam. No Artigo 2.º, segundo o
documento,

As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial e Continuada em


Nível Superior de Profissionais do Magistério para a Educação Básica aplicam-se à
formação de professores para o exercício da docência na educação infantil, no
ensino fundamental, no ensino médio e nas respectivas modalidades de educação
(Educação de Jovens e Adultos, Educação Especial, Educação Profissional e
Tecnológica, Educação do Campo, Educação Escolar Indígena, Educação a
Distância e Educação Escolar Quilombola), nas diferentes áreas do conhecimento e
com integração entre elas, podendo abranger um campo específico e/ou
interdisciplinar. (BRASIL, 2015, p.3)

Em relação à formação inicial para o magistério de Educação Básica, no ensino superior, a


Resolução estabelece, no artigo 13, mudanças para a estrutura e a organização do currículo.

Os cursos de formação inicial de professores para a educação básica em nível


superior, em cursos de licenciatura, organizados em áreas especializadas, por
componente curricular ou por campo de conhecimento e/ou interdisciplinar,
considerando-se a complexidade e multirreferencialidade dos estudos que os
englobam, bem como a formação para o exercício integrado e indissociável da
docência na educação básica, incluindo o ensino e a gestão educacional, e dos
processos educativos escolares e não escolares, da produção e difusão do
conhecimento científico, tecnológico e educacional, estruturam-se por meio da
garantia de base comum nacional das orientações curriculares. § 1º Os cursos de
que trata o caput terão, no mínimo, 3.200 (três mil e duzentas) horas de efetivo
trabalho acadêmico, em cursos com duração de, no mínimo, 8 (oito) semestres ou 4
(quatro) anos, compreendendo: I - 400 (quatrocentas) horas de prática como
componente curricular, distribuídas ao longo do processo formativo; II - 400
(quatrocentas) horas dedicadas ao estágio supervisionado, na área de formação e
atuação na educação básica, contemplando também outras áreas específicas, se for
o caso, conforme o projeto de curso da instituição; III - pelo menos 2.200 (duas mil
e duzentas) horas dedicadas às atividades formativas estruturadas pelos núcleos
definidos nos incisos I e II do artigo 12 desta Resolução, conforme o projeto de
curso da instituição; IV - 200 (duzentas) horas de atividades teórico-práticas de

19
aprofundamento em áreas específicas de interesse dos estudantes, conforme núcleo
definido no inciso III do artigo 12 desta Resolução, por meio da iniciação
científica, da iniciação à docência, da extensão e da monitoria, entre outras,
consoante o projeto de curso da instituição. (BRASIL, 2015. P.11)

Ainda, quanto ao artigo 13, dentre as reformulações indicadas na Resolução, destacamos o


aumento da carga horária nos cursos de licenciatura e a inserção de novos temas para serem
agregados aos Currículos.

§ 2º Os cursos de formação deverão garantir nos currículos conteúdos específicos


da respectiva área de conhecimento ou interdisciplinares, seus fundamentos e
metodologias, bem como conteúdos relacionados aos fundamentos da educação,
formação na área de políticas públicas e gestão da educação, seus fundamentos e
metodologias, direitos humanos, diversidades étnico-racial, de gênero, sexual,
religiosa, de faixa geracional, Língua Brasileira de Sinais (Libras), educação
especial e direitos educacionais de adolescentes e jovens em cumprimento de
medidas socioeducativas. § 3º Deverá ser garantida, ao longo do processo, efetiva e
concomitante relação entre teoria e prática, ambas fornecendo elementos básicos
para o desenvolvimento dos conhecimentos e habilidades necessários à docência. §
4º Os critérios de organização da matriz curricular, bem como a alocação de
tempos e espaços curriculares, se expressam em eixos em torno dos quais se
articulam dimensões a serem contempladas, como previsto no artigo 12 desta
Resolução. 12 § 5º Nas licenciaturas, curso de Pedagogia, em educação infantil e
anos iniciais do ensino fundamental a serem desenvolvidas em projetos de cursos
articulados, deverão preponderar os tempos dedicados à constituição de
conhecimento sobre os objetos de ensino, e nas demais licenciaturas o tempo
dedicado às dimensões pedagógicas não será inferior à quinta parte da carga
horária total. § 6º O estágio curricular supervisionado é componente obrigatório da
organização curricular das licenciaturas, sendo uma atividade específica
intrinsecamente articulada com a prática e com as demais atividades de trabalho
acadêmico. (BRASIL, 2015, p.11)

Essa normatização que deve ser efetivada nos cursos de formação de professores/as até julho
de 2018 provocou significativas reformulações e debates institucionais na UFU no âmbito do
Fórum de Licenciatura, sistematizada na Resolução SEI Nº 32/2017, especialmente quanto à
organização da estrutura curricular, nomenclaturas e distribuição de Carga Horária.
Na presente reformulação do nosso PPP tomamos como base as demandas oficiais/legais e
as orientações institucionais sem desconsiderar as marcas históricas do nosso curso que
apresentamos, ainda que de forma sucinta, na próxima seção.

4.2 História do curso de Pedagogia/ICHPO


A Pedagogia do campus Pontal faz parte dos cursos de graduação-licenciatura da UFU. Esta
é uma “Fundação Pública, integrante da Administração Federal Indireta, que teve autorização para

20
funcionar pelo Decreto-lei n. 762, de 14 de agosto de 1969 e federalizada pela Lei no. 6.532, de 24
de maio de 1978” (PIDE, 2017, p.10). De acordo com o Plano Institucional de Desenvolvimento e
Expansão da UFU (PIDE, 2016-2021), atualmente, a instituição conta com trinta Unidades
Acadêmicas, sendo uma delas a Instituto de Ciências Humanas (ICHPO), que funciona como
campus avançado no município de Ituiutaba, desde 2006.
O reconhecimento do curso de Pedagogia se deu pela Portaria nº 408, de 11 de outubro de
2011 MEC/SESu, registro e-MEC 200804733, e a renovação do Reconhecimento pela Portaria
Ministério da Educação – Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior -
MEC/SERES de nº 286, de 21 de dezembro de 2012, D.O.U. de 27 de dezembro de 2012.
No período de 2007 a 2009, o curso de Pedagogia, assim como todas as atividades da
ICHPO ocorreram em espaços alugados, como as salas de aulas e laboratórios que funcionavam na
Fundação Educacional de Ituiutaba - Feit, a qual, ainda hoje, abriga algumas das atividades do
Campus Pontal, devido à demanda de espaço físico.
Inicialmente, nosso curso ofertava 80 vagas, sendo 40 para o turno integral e 40 para o turno
noturno, com regime semestral e entrada anual. Posteriormente, as Resoluções nº 17/2009, de 28 de
agosto de 2009, e a n° 31/2011, de 30 de setembro de 2011, do Conselho Universitário, aprovaram a
reestruturação das vagas e cursos de Graduação da ICHPO. Por meio destas, foram criados os
cursos de Engenharia de Produção e Serviço Social o que demandou a redução do número de vagas
da Pedagogia, a qual, no turno integral, passou a oferecer 35 vagas. Considerando a oferta de vagas
nos dois turnos, que até o ano de 2010 era de 80 anuais e após 2010 passou a ser de 75 anuais, e
também o prazo de integralização dos cursos, de 4 anos e meio para o integral e 5 anos para o
noturno, os/as estudantes que ingressaram em 2012 deveriam concluir o curso em 2016.
Tendo em vista as considerações sobre o número de ingressantes, apresentamos, na Tabela
01, dados do período de 2007 a 2012.
Tabela 01 - Vagas Ofertadas 2007 – 2012
Vagas ofertadas Vagas Preenchidas
Ano Integral Noturno Total Integral Noturno Total
2007 40 40 80 40 40 80
2008 40 40 80 40 32 72
2009 40 40 80 40 38 78
2010 40 40 80 21 9 30
2011 35 40 75 38 30 68
2012 35 40 75 40 24 64
Totais 230 240 470 219 173 392
Fonte: Elaborado pelos Grupos de Trabalho a partir de dados da Secretaria do Curso Pedagogia (ICHPO)

21
Observamos que, lamentavelmente, ao longo do período destacado, o Curso não conseguiu
preencher todas as vagas oferecidas. Em 2010, houve um decréscimo significativo, de mais de 50%,
com uma recuperação nos dois anos seguintes, mas ainda sem completar as 80 vagas ofertadas. Em
grande medida, essa questão foi enfrentada com o ingresso do Curso de Pedagogia na plataforma
Sistema de Seleção Unificada (SISU) que, com a democratização acesso, passou a atender
estudantes de diferentes regiões do País.
Em relação aos/às concluintes, segundo dados da coordenação do curso, verificamos que até
o ano de 2016, 99 estudantes do turno integral e 117 do noturno finalizaram a Graduação em
Pedagogia, totalizando 216 egressos/as (Tabela 2).

Tabela 02 - Formandos/as Pedagogia ICHPO/UFU


Ano Semestre Integral Noturno Total Ano

2011 1º 20 1 21 53
2º 3 29 32
2012 1º 2 1 3 33
2º 13 17 30
2013 1º 15 2 17 45
2º 7 21 28
2014 1º 3 8 11 12
2º 1 - 1
2015 1º 2 5 7 44
2º 20 17 37
2016 1º 8 10 18 29
2º 5 6 11
99 117 216 216
Fonte: Elaborado pelos Grupos de Trabalho a partir de dados da Secretaria do Curso Pedagogia (ICHPO)

De acordo com a Tabela 2, identificamos, ao entrecruzar com os dados da Tabela anterior e


com o número de vagas ofertadas ao longo da história do curso, que há um número significativo de
estudantes formados/as. Entretanto, a partir das mesmas informações, depreendemos também que o
índice de evasão é expressivo. Segundo dados levantados com os/as estudantes e os/as docentes do
curso, por meio de questionários, plenárias, dentre outras ações realizadas, a saída do curso sem
concluí-lo advém de um conjunto de problemas, sobre os quais buscamos intervir com a presente
reformulação.
Ressaltamos que, do contingente de egressos/as, tivemos, até início de 2017, a defesa de 218
Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC). Na avaliação do conjunto de TCC (ICHPO-UFU 2011-

22
2017), verificamos que dos/as 218 estudantes que defenderam seus trabalhos, apenas duas não
concluíram o curso e foram jubiladas (0,9%).
Com base na análise dos TCC defendidos, foi possível identificarmos ainda, o agrupamento
por temas de pesquisa. Constatamos quatro grandes grupos temáticos que possuem certo equilíbrio
quando consideramos a quantidade de TCC apresentados, de forma que, com exceção da subárea do
CNPq “Orientação e Aconselhamento”, em todas as outras houve trabalhos desenvolvidos,
conforme podemos observar no Gráfico 1.

Gráfico 01 - Subáreas da Educação de vinculação dos 218 TCC’s

Fonte: Elaborado pelos Grupos de Trabalho a partir de dados da Secretaria do Curso Pedagogia (ICHPO)

Como podemos verificar, o conjunto de TCC desenvolvidos no curso de Pedagogia, nessa


primeira década, expressa de forma bastante equitativa quatro das subáreas da educação definidas
pelo CNPq. Contudo, ainda não identificamos os motivos ou a origem da escolha dos temas por
todos/as discentes. A Quadro 01 apresenta os números levantados, a partir da indicação dos/as
próprios/as orientadores/as sobre a natureza das atividades desenvolvidas que resultaram em
trabalhos de conclusão de curso.

Quadro 01 - Atividades Acadêmicas que resultaram em TCC’s


ATIVIDADE No. DE TCC’s PERCENTUAL
01 Iniciação Científica 30 14%
02 Estágio Curricular 21 10%
03 Disciplina (ensino de 14 6%
graduação)
04 Projeto de Extensão 13 6%

23
05 PIBID 12 6%
06 PET 04 1,5%
07 Estágio Não Curricular 01 0,5%
08 Sem indicação de atividade 123 56%
TOTAL 218 100%
Fonte: Elaborado pelos Grupos de Trabalho a partir de dados da Secretaria do Curso Pedagogia (ICHPO)

As informações evidenciam a justificativa para a produção das pesquisas de quase metade


dos TCC (44% ou 95) desenvolvidos no curso de Pedagogia da ICHPO. Destacamos, com base nos
dados parciais coletados, que os trabalhos se vinculam essencialmente à iniciação científica.
Contudo na reestruturação deste Projeto Pedagógico esperamos que as disciplinas do curso, em
diálogo com a Prática como Componente Curricular e os Estágios Supervisionados, propiciem
reflexões e problematizações que concorram para a construção da maioria dos TCC, revelando o
trabalho desenvolvido em relação à práxis pedagógica.
No que concerne à extensão, identificamos, pelo Quadro 01, que há investimento do curso
em atividades que a valorizem, seja por meio de projetos específicos ou pela atuação de nossos/as
estudantes em programas dessa natureza, como bolsistas ou voluntários/as. Essas ações se revelam
significativas, muitas vezes, para a escolha do campo de atuação profissional dos/as discentes.
Destacamos que o curso realiza também ações profícuas no âmbito da pesquisa. Ao longo da
sua trajetória, foram organizados o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Fundamentos da Educação
(NEPE), o qual reúne professores/as do curso de Pedagogia que atuam na área de fundamentos da
Educação: História, Filosofia, Sociologia, Antropologia e Psicologia; o Núcleo Organização do
Trabalho Docente e Formação de Professores: Políticas e Práticas Educacionais, que reúne docentes
do curso de Pedagogia que atuam na área de Prática, Metodologia e Formação de Professores e o
Núcleo de Pesquisas em Gênero, Educação e Diversidade que congrega professores/as da
Pedagogia e da História.
O NEPE foi criado em 2007, quando da implantação do Campus do Pontal. É um órgão
complementar da ICHPO, com sede localizada na sala 15 do Prédio do CTInfra I, que tem como
objetivo trabalhar questões de ordem educacional, enfocando os processos educativos e seus atores,
suas instituições (escolares ou não), as práticas e ideias pedagógicas. O NEPE foi constituído com
um grupo de professores bastante restrito e duas linhas de pesquisa: a) Memória e História da
Educação e b) Educação, Gênero, Etnia e Políticas Públicas. Posteriormente, com a chegada de
novos professores, foram criadas as linhas c) Pensamento Pedagógico Educacional e d) Psicologia e

24
Ensino Superior. Até 2017, o núcleo contava com 18 pesquisadores distribuídos pelas diferentes
linhas e 16 de mestrado e/ou doutorado.
Desde 2008, estabeleceu-se parcerias para a realização de eventos de pesquisa e de estudos,
como o I Simpósio Internacional Política, Gestão e Educação (com a presença de Peter McLaren) e
em 2009, realizou-se o I Seminário Internacional de Educação do Pontal do Triângulo Mineiro
(com as presenças de Roger Dale -Universidade de Bristol e Almerindo Janela Afonso -
Universidade do Minho – Portugal). No mesmo período, deu-se início ao SEMEP (Seminários de
Estudos e Pesquisas) que ocorre anualmente com atividades de estudos e encontros com
pesquisadores. Desde então, contamos com a participação de Circe Bittencourt (PUC-SP), Maria do
Carmo Martins (UNICAMP), Antonio Abreu Freire (Universidade do Minho, Portugal), Luiz
Bezerra Neto (UFSCAR), Elizabeth Farias da Silva (UFSC), Paula Leonardi (USF), José Sanfelice
e Débora Mazza (UNICAMP), iniciativa da linha Memória e História da Educação.
Diversos projetos de pesquisa já foram desenvolvidos pelos/as membros nesses 10 anos do
NEPE, com a participação em projetos coletivos da unidade, pelos quais o Núcleo foi contemplado
com dois espaços (CTINFRA I e II), nos anos de 2007 e 2008. As atividades desenvolvidas pelos/as
professores/as vinculados/as ao núcleo buscam promover a pesquisa nesse campus fora de sede,
sedimentando o caminho para a introdução de programa de pós-graduação com cursos lato sensu,
num primeiro momento, e stricto sensu, posteriormente.
O Núcleo Organização do Trabalho Docente e Formação de Professores: Políticas e Práticas
Educacionais investiga o campo da Didática, Estágio Supervisionado, Currículo, Política
Educacional e Construções do Conhecimento nas áreas específicas. Esse Núcleo tem como objetivo
tratar de temáticas que se referem à atuação e prática docente, programas e legislações
educacionais, saberes difundidos pelos conteúdos escolares, dentre outras.
O Núcleo de Pesquisas em Gênero, Educação e Diversidade, por sua vez, congrega
professores/as da Pedagogia e da História que atuam nas áreas relacionadas à inclusão, educação
especial, direitos humanos, questões geracionais, relações étnico-raciais, gênero e sexualidade. Este
Núcleo trata sobre estudos acerca das práticas e saberes docentes direcionadas às pessoas que são
público alvo da educação especial (pessoas com deficiência, transtornos globais do
desenvolvimento e altas habilidades/superdotação), à cultura e história africana e afro-brasileira, ao
papel da escola frente à diversidade étnica, de gênero e sexualidade etc. Destacamos, em relação às
pesquisas desenvolvidas por esse grupo, o trabalho realizado no NEPERE – Núcleo de Estudos e
Pesquisas para as relações étnico-raciais e ações afirmativas, criado em 2011. Atualmente, ele é

25
composto cinco professores/as doutores/as, dois mestres e 27 estudantes. Os estudos estão
agrupados em cinco linhas de pesquisa: 1) Ações afirmativas e políticas públicas, 2) Educação
Especial, Diferenças e Diversidades, 3) Formação profissional e relações raciais, 4) Professore(a)s
negro(a)s e sua inserção no magistério, 5) Relações étnico-raciais, africanidades e culturas
populares.
Envolvendo as atividades de ensino, pesquisa e extensão, o curso de Pedagogia passou a
contar, em 2008, com a implementação do Laboratório de Pesquisa e Ensino em Pedagogia –
(LABPED), ainda que em um espaço compartilhado com o Laboratório do curso de Matemática.
Em 2012, obtivemos um espaço próprio ao migrarmos para o Campus Pontal, localizado no Bloco
B, sala 308, 3º andar.
O LABPED, seguindo o Regimento Geral dos Laboratórios de Ensino dos Cursos de
Graduação, aprovado por meio da Resolução nº 04/2014 do Conselho da Faculdade de Ciências
Integradas do Pontal (ICHPO), apresenta, dentre algumas de suas finalidades,

I - o desenvolvimento das habilidades e competências do discente, prevista nos


Projetos Políticos Pedagógicos do curso; II - a aprendizagem participativa; III-
ambientes de trabalho adequados para ministrar aulas práticas das diversas
disciplinas ministradas nos Cursos de Graduação da ICHPO, visando o melhor
entendimento dos seus conteúdos. (ICHPO, Art. 3º, 2014)

Os propósitos dos laboratórios revelam a importância do diálogo das atividades realizadas


pelos/as docentes do curso de Pedagogia no LABPED com esse documento, almejando criar uma
ambiência que promova a participação de discentes, docentes e técnico do Laboratório, favorecendo
a produção de conhecimento e aquisição de aprendizagem de modo colaborativo. Nesse sentido, o
Laboratório constitui-se como um espaço que atende aos/às discentes e docentes do curso de
Pedagogia por meio de uso do computador para pesquisas, leituras e estudos, realização de aulas,
oficinas, projeção de filmes, reuniões, dentre outras ações. Ele também recebe a visita de
professores/as e estudantes de escolas públicas de Ituiutaba que têm alunos/as atuantes da
Pedagogia como bolsistas e estagiários/as. Ressaltamos que o trabalho realizado no LABPED está
em consonância ao que está proposto no Regimento Interno de Funcionamento e Organização do
Laboratório de Pedagogia, com vistas ao seu uso, de modo a garantir a ampliação das práticas
formativas para além da sala de aula. (PEDAGOGIA, 2014)
O curso também conta com o Laboratório/Brinquedoteca de Estudos Teóricos e Práticos do
Brincar (LABRIN) que passou pelo mesmo processo de ampliação, sendo inaugurado em agosto de
2010, tendo seu espaço físico expandido em 2012 ao se instalar no campus Pontal, Bloco B, sala

26
316, 3º andar. Conta hoje com uma coordenadora e dois/duas bolsistas do Programa de Bolsa de
Graduação, sendo apenas uma com remuneração e seis monitoras voluntárias, estudantes de
Pedagogia.
O objetivo do LABRIN é oportunizar estudos teóricos e práticos relacionados ao brincar,
ações integradas que promovam o ensino, a pesquisa e a extensão, que estimulem o
desenvolvimento de novas práticas e experiências pedagógicas no âmbito do curso de Pedagogia e
comunidade externa e que promovam o contato dos/as bolsistas e demais graduandos/as com as
realidades educativas e sociais, estimulando o desenvolvimento de uma consciência crítica do seu
papel perante a sociedade.
Destacamos a seguir algumas ações que vem sendo desenvolvidas no LABRIN, desde a sua
criação.
✓ Cursos e oficinas para professores da rede pública e estudantes de graduação;
✓ Curso de formação de brinquedista em parceria com a Associação Brasileira de
Brinquedotecas – ABBRIN;
✓ Brinquedoteca Itinerante – parceira com escolas públicas;
✓ Ação social nos bairros;
✓ Campanha de arrecadação de jogos e brinquedos;
✓ Gincana de arrecadação de material reciclável para confecção de jogos e brinquedos;
✓ Oficina de produção de jogos pedagógicos;
✓ Minicurso – Brinquedoteca universitária;
✓ Minicurso oferecido na semana da Pedagogia;
✓ Organização da brinquedoteca da E. M. Clorinda Martins Junqueira;
✓ Apoio aos estágios e ao Pibid;
✓ Intervenções na escola – Contação de escolas;
✓ Participação no evento Criança Integração em parceria com a TV Integração e Sesi;
✓ PEIC 2016 – Brinquedoteca vai às creches (Contação de histórias)
✓ Grupo de estudos com professores da creche sobre o brincar;
✓ Formação continuada de professores;
✓ Oficina ministrada no Festival de Inverno de Outro Preto: Contando e recontando
histórias: uma viagem com escritores mineiros;
✓ Produção de artigo intitulado: “Experiências vivenciadas na oficina Contando e
recontando histórias: uma viagem com escritores mineiros”;

27
✓ Produção de TCC a partir das experiências de uma aluna bolsista da brinquedoteca,
intitulado: “Brinquedoteca escolar: espaço de aprendizagem por meio do lúdico”.

Com base na história de mais de dez anos da Pedagogia/ICHPO verificamos uma trajetória
de trabalho e consolidação do curso, mas também de novas demandas, as quais emergiram de forma
significativa na avaliação e análise da realidade que relatamos na seção seguinte.

4.3 Análise da realidade: problematização, potencialidades e dificuldades

A análise da realidade ao longo de nossa trajetória permite identificar muitos aspectos


relevantes tanto no tocante à atuação do curso, de modo geral, como na sua inserção na comunidade
por meio de ações diretas e indiretas, como a formação inicial de estudantes de Ituiutaba e região e
a realização de atividades formativas oferecidas pelos/as professoras do curso no apoio à formação
continuada dos/as profissionais da educação já em atuação nas escolas de Educação Básica. Muitas
dessas ações de apoio à formação continuada dos/as profissionais da educação foram
implementadas no âmbito da extensão, por meios de programas e projetos da Proexc/UFU,
promovendo a integração do curso de Pedagogia com a comunidade externa, em especial com a
Educação Básica. Dentre esses programas, destaca-se o Programa de Extensão Integração
UFU/Comunidade (PEIC) que já realizou várias ações como, por exemplo, projetos envolvendo a
educação infantil, a alfabetização e letramento com estudantes que apresentam necessidades
educacionais especiais, cursos de formação inicial com vistas a contribuir com o desenvolvimento
acadêmico do/a discente da Pedagogia, assim como para a formação continuada dos/as
professores/as das escolas públicas e fortalecer a função social da universidade pública, democrática
e gratuita.
Cursos de formação continuada também foram ofertados por meio da Rede UFU e
aprovação de projetos de professoras da Pedagogia em editais de extensão, tanto na modalidade de
aperfeiçoamento como na modalidade lato sensu, sendo que esta contou com a participação de uma
média de 60 egressos do curso de Pedagogia.
Outras ações também se destacam na direção da integração com a comunidade externa,
como o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid), com foco especial na
formação de professores/as alfabetizadores/as, de professores/as para a educação infantil, na área de
gestão e na participação de subprojetos interdisciplinares.

28
No âmbito da pesquisa, destacam-se a aprovação de projetos em editais do Programa de
Iniciação Cientifica (Pibic) com a concessão de bolsas de Iniciação Científica (IC) ou com Projetos
de Pesquisa em Iniciação Voluntária (Pivic), contribuindo com a formação científica dos/as
estudantes de graduação.
Outras atividades realizadas pelo curso ao longo de sua trajetória merecem ser destacadas,
tendo em vista sua relevância na formação do/as discentes, como as atividades do Círculo de
Cultura, realizados ao final de cada Ciclo de Formação. Estas promovem um movimento de
problematização e a construção de uma síntese do processo formativo vivenciados pelos/as
discentes. No total, realizamos mais de dez Círculos de Cultura, desde o início do curso, em 2006.
Além do Círculo de Cultura, o Seminário de Prática Educativa e Estágio Supervisionado
(Sepees) caracteriza-se como outra atividade realizada pelo curso que tem como objetivo ampliar o
espaço de socialização e reflexão entre discentes do curso de Pedagogia, demais licenciaturas da
ICHPO e docentes em exercício das escolas da rede pública para pensar a prática como componente
curricular e o Estágio Supervisionado do Curso de Pedagogia. Ele acontece anualmente e já contou
com cinco edições, possibilitando às/aos estudantes apresentarem trabalhos oriundos de atividades
desenvolvidas ao longo dos períodos nos Projetos Integrados de Práticas Educativas e Estágios
Supervisionados e de outros programas de ensino como o Pibid.
Além do Seppes, outros eventos científicos destacaram-se nesse percurso, a título de
exemplo, os Seminários de Inclusão, os Congressos Étnico-Raciais, e o recente XI Encontro
Estadual da Anpae/MG.
Outra ação relevante no processo de formação discente refere-se ao Programa de Mobilidade
Nacional e Internacional que teve a participação de sete estudantes do curso, contribuindo para uma
formação universitária plural e diversa, por meio de oportunidades de vivenciar diferentes
contextos.
O curso de Pedagogia também participa de ações no âmbito do Programa Institucional
de Graduação Assistida (Prossiga), tendo como foco o combate à retenção e à evasão nos cursos de
graduação.
Salientamos ainda a inserção de muitos/as egressos/as do curso em programas de mestrado e
doutorado e aprovação em concurso público na área de formação, dentre tantos outros aspectos que
apontam seu empenho com o ensino, pesquisa e extensão, sobretudo pautada no compromisso
social, político e ideológico do curso.

29
A materialização dessas ações nesta década é importante, sobremaneira, ao avaliarmos as
condições de trabalho nas quais o curso iniciou suas atividades, com estrutura física deficitária e
problemas organizacionais provocados pela realidade de campus fora de sede. Assim, na avaliação
da realidade específica do nosso curso, que vive esses dilemas históricos da Pedagogia, as
problemáticas diagnosticadas na avaliação pelos/as professores/as, estudantes e técnicos/as tem
importância central no movimento de avaliação institucional, pois o sentido primeiro desse processo
é buscar alternativas e possibilidades para a sua superação. Assim, nos dedicamos aqui a registrar as
principais questões levantadas no processo de avaliação do curso.
Como destacamos na seção de apresentação do projeto, a mobilização dos/as estudantes para
a avaliação do curso ocorreu por meio de: 1) questionário individual respondido no início do ano de
2017; 2) participação de oficinas que tinham como foco questões centrais do projeto atual; 3)
realização de rodas de conversas em pequenos grupos sobre as provocações das oficinas; 4)
plenárias com temas elencados a partir dos dados relatados nas rodas de conversa após as oficinas.
Destacamos que, na terceira e quarta atividade ocorreram os registros com a colaboração de três
relatoras; 5) Categorização dos dados. Esse processo provocou o diálogo e embates, mas
sobremaneira, a busca coletiva de alternativas. Assim, optamos aqui em apontar a síntese das
propostas aprovadas nas plenárias que indicam alternativas aos problemas avaliados no curso
naquele contexto, em 2017:
✓ A avaliação da/para a aprendizagem deve assumir a perspectiva formativa, de
construção, o que demanda devolutiva por parte dos/as professores/as dos limites
identificados no processo de aprendizagem dos/as estudantes. A avaliação precisa ser
planejada por parte dos dois lados – do/a docente e do/a discente, levando em conta
diversidade de instrumentos, a necessidade da devolutiva para que a avaliação se constitua
como instrumento de aprendizagem.
✓ Necessidade dos/as professores/as assumirem critérios avaliativos claros, assim como
dialogar sobre os extremos de rigorosidade da avaliação no curso que transita entre o
liberalismo e elevado rigorismo. Destaca-se, ainda, a indicação de propostas de práticas
interdisciplinares de avaliação por período.
✓ Diante da limitada participação de docentes em atividades caras ao projeto do curso,
destaca-se a necessidade de estratégias a serem executadas por todos. Os/as estudantes
indicam uma carta aberta apresentando o problema.

30
✓ A falta de diálogo e planejamento entre professores foi fortemente debatida nas
plenárias. Como indicativo os professores aprovaram em reunião ampliada do NDE a
realização quinzenal, às quartas-feiras, de um planejamento coletivo.
✓ O número de optativas foi outra demanda levantada, o que foi enfrentado com a
ampliação de oferta, como podemos identificar no fluxo curricular.
✓ A dificuldade de diálogo para a promoção do Círculo de Cultura realmente coletivo
foi apontada e, como sugestão, deliberamos a constituição de comissões a cada edição do
mesmo, com um/a representante, no mínimo, de cada turma para atuar como mediador/a.
✓ A questão da proximidade dos temas nas ementas foi apontada. Indicou-se a
reavaliação das ementas para garantir os objetivos de cada uma delas e, quando necessário,
aprofundando o conteúdo.
✓ Realocar a disciplinas “Aprendizagem e informática na sala de aula” para o primeiro
período do curso devido às demandas dos estudantes ingressantes.
✓ Os/as estudantes reafirmam a necessidade de ampliar a dedicação ao curso, o que
também envolve a postura dos/as professores/as.
✓ Necessidade da disciplina “Leitura e escrita acadêmica”. Questão atendida pela
inclusão de um PROINTER dedicado a essa temática, como um laboratório de leitura e
escrita.
✓ A falta de clareza do sentido do Eixo da práxis no projeto, especialmente do então
Projeto Interdisciplinar de Prática Educação (PIPE), foi indicada. Como alternativa apontam
a apresentação do eixo como ocorreu no presente ano, com as oficinas de problematização
do PPP, na qual os estudantes discutiram o seu sentido ao longo de todo o curso.
✓ A superação do que definiram como “lógica produtivista” do curso foi também
apontada na avaliação. As demandas por publicações nem sempre são acompanhadas do
sentido e significado, cultura que deve ser revista e problematizada.
✓ A falta de iniciativa também por parte dos alunos (participação, planejamento de
estudo, entre outros) foi assumida e apontada como processo que remonta ao sentido e ao
compromisso que os/as estudantes têm com o curso.
✓ Ao lado da temática avaliação, o tema “diálogo entre os/as professores/as” foi
também recorrente nas rodas de conversa e nas plenárias envolvendo os/as estudantes.
✓ Foi sugerido ainda pelos/as estudantes que se elabore no PPP um cronograma de
implementação para garantir as deliberações.

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✓ Os/as estudantes indicaram, ainda, a contradição do Pibid não ser considerado como
carga horária para o Estágio Supervisionado.
✓ A limitação de formação de conteúdos, especialmente da Matemática, foi
apresentada como uma carência da formação no curso, pois entendem que é necessário
conteúdo e forma para uma ação pedagógica de qualidade e a existência de uma disciplina
de “Construção de conhecimento em Matemática”, com carga horária de 60h, não garante.
Como indicativo, apontamos a possibilidade de trabalhos interdisciplinares e/ou envolverem
o eixo da práxis, ampliando o número de disciplinas da área. Vale salientar que assumimos,
no curso, um PROINTER com foco na área, assim como a elaboração de uma disciplina
optativa.
✓ A falta de atenção dos/as professores/as à realidade do/a estudante do curso que
trabalha foi apontada como contraditória, especialmente em um curso público de formação
docente.
✓ Por fim, o tema saúde mental dos/as estudantes do curso foi indicado com relatos
dos/as próprios/as discentes sobre as dificuldades emocionais que enfrentam. Tal demanda
pode e deve ser analisada e considerada pelo curso. Contudo, requer ações institucionais e
políticas quanto ao acompanhamento e a permanência dos/as estudantes no curso.

No que se refere ao processo de avaliação dos/as professores/as do curso, analisamos e


categorizamos as possibilidades e os problemas que foram apontados no debate coletivo que
ocorreu no NDE, em caráter ampliado com a participação dos/as docentes do curso ao longo de
mais de vinte e cinco reuniões em 2017, as/os quais foram registradas em atas.
✓ Distância entre nosso Projeto e as práticas realizadas;
✓ Dificuldade da efetivação do eixo da práxis, provocada especialmente pela falta de
diálogo e planejamento coletivo;
✓ Limites da organização e efetivação dos ciclos de formação;
✓ Demandas quanto à reorganização do fluxo curricular para atender aos ciclos
formativos e ao eixo da práxis;
✓ O número de evasão caracteriza também um grave problema, mas que envolve uma
complexidade de fatores, o que não exime o curso da responsabilidade em sua atuação
política e pedagógica para enfrentar a questão;

32
✓ Sobre o TCC, salientamos o curto espaço de tempo de orientação, restrito a um único
semestre entre orientando/a e orientador/a;
✓ Dificuldades quanto à dimensão emocional dos/as estudantes;
✓ Falta de compromisso de colegas com a prática pedagógica;
✓ Condições de trabalho limitadas tanto ao desenvolvimento do ensino quanto à
pesquisa e à extensão;
✓ O interesse dos/as estudantes pelo curso;
Os dados elencados provocaram no grupo muitas problematizações e, nesse movimento,
elaboramos as proposições que desencadearam na reformulação do presente PPP do curso.

4.4 Proposições e reformulações

As demandas pela atualização do curso de Pedagogia no que concerne à Resolução 02/215,


ao Projeto Institucional de Formação e Desenvolvimento do Profissional da Educação (Resolução
32/2017) e às normas de elaboração e/ou reformulação de Projetos Pedagógicos de Cursos de
Graduação (Resolução 15/2016), associadas à vivências e experiências na última década e,
especialmente, às avaliações da realidade atual do curso, nos mobilizaram a reformular o processo
de formação de professores/as no âmbito da Pedagogia da ICHPO/UFU, em um movimento no qual
redimensionamos a perspectiva teórica dos princípios e fundamentos do Projeto original, a
composição dos ciclos de formação, a configuração do Círculo de Cultura, a lógica do eixo da
práxis, especialmente a relação da prática como componente curricular e sua interação com as
demais disciplinas, com os Estágios Supervisionados e com o TCC. Além da organização dos
núcleos, as redefinições de aspectos relativos aos conteúdos curriculares e carga horária consonante
à nova legislação, assim como outras mudanças destacadas ao longo do projeto que estão em
sintonia com as nossas aspirações coletivas.
Como proposições definidas destacam-se as seguintes mudanças:
✓ Cientes das demandas, especialmente das classes populares que compõem nosso
curso, quanto à dificuldade em permanecerem por muitos anos na formação inicial e, cientes
da necessidade de mantermos a qualidade formativa, o que inviabiliza a exclusão de
conteúdos essenciais, especialmente diante da demanda de ampliação de Carga Horária
proposta pela Resolução 02/2015, reorganizamos o tempo de duração do curso. Para tanto,
propomos que o curso de Pedagogia Integral passe de 4 anos e meio (9 períodos) para 4 anos

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(8 períodos) e do Noturno, de 5 anos (10 períodos) para 4 anos e meio (9 períodos). No caso
do noturno, será ampliada a carga horária de disciplinas aos sábados.
✓ A reorganização do eixo da práxis foi marcada pela exclusão da nomenclatura
Projeto Interdisciplinar de Prática Educativa (PIPE). Passamos a utilizar a denominação
Projetos Interdisciplinares (PROINTER). Assim, deliberamos sobre a reconfiguração dos
cinco Pipes com a organização de seis PROINTERs (1º ao 6º período), além do Seminário
Institucional das Licenciaturas (SEILIC), que até o momento equivalia ao nosso PIPE 5, no
qual organizávamos o Seminário de Prática Educativa e Estágio Supervisionado (Sepees). A
Prática como componente curricular passa a compor 405 horas no novo currículo do curso.
✓ Para a tentativa de suprir a falta de diálogo entre as disciplinas dos períodos e dos
ciclos formativos, propomos a definição de eixos que terão o PROINTER como articulador
da formação até o sexto período e do eixo da práxis ao longo da formação, envolvendo o
PROINTER, o SEILIC, o Estágio Supervisionado e o TCC. Para tanto, cada ciclo formativo
tem uma problematização geral, assim como cada período. A organização dos
temas/problemas dos PROINTER foi definida com base nas lacunas e fragilidades
identificadas na avaliação do curso, realizada por discentes, docentes e técnico/a.
✓ No novo projeto indicamos a criação de um/a coordenador/a do PROINTER para
trabalhar de forma articulada ao coordenador/a de Estágio, assim como a deliberação de
reuniões periódicas de planejamento coletivo entre os/as docentes de cada período e por
ciclos, com o objetivo de atender às demandas do Projeto Interdisciplinar.
✓ Quanto ao TCC evidenciamos, no Quadro 01, a limitada relação deste com o
processo de problematização do eixo da práxis. De tal modo, propomos agregar ao objetivo
do SEILIC a função de gerar momentos e vivências importantes para os/as estudantes
apresentarem as produções e reflexões realizadas ao longo do eixo em rodas de conversa
com os/as professores/as, para assim colaborar com a delimitação do tema do TCC.
Indicamos, ainda, que nos mesmo evento, sejam organizados processos de apresentação em
que todas/os professores/as anunciem suas áreas de pesquisa. A matrícula em TCC I e II que
até o momento ocorria por turma, sendo ministrada por um/a professor/a do curso, passa a
ser por matrícula com o próprio orientador/a. Assim, busca-se ampliar a relação entre
estudante e orientador/a.

34
✓ Os/as estudantes teceram críticas quanto ao número de disciplinas optativas
ofertadas. Assim, ampliamos o número e buscamos atender às demandas dos/as estudantes
na avaliação em termos das áreas de interesse.
✓ A mudança da disciplina Aprendizagem e informática na sala de aula para
Aprendizagem e tecnologia na sala de aula não foi apenas uma mudança de nomenclatura,
uma vez que envolve a essência desse componente curricular que passa a ter uma proposta
de tratar das tecnologias de informação e comunicação – TIC, não apenas com o foco no uso
do computador. Essa mesma disciplina, pela demanda dos/as estudantes, passou para o 1.º
período.
✓ A disciplina Didática II, que continua no 2.º período, sofreu mudanças em relação ao
conteúdo e carga horária (de 30h para 60h) para atender aos conteúdos tratados na disciplina
Organização do Trabalho Cotidiano na Sala de Aula que foi excluída. Como os/as discentes
relataram sua relevância, seu conteúdo será incorporado à Didática II.
✓ A criação da disciplina Educação para as relações étnico-raciais e formação docente
(30h) além de atender à determinação legal, completa a formação do segundo ciclo do curso
que tem como tema “Diálogos interculturais”.
✓ Realizamos, ainda, a mudança de período de muitas disciplinas com o intento de
organizar os ciclos de formação, assim como articular os temas dos PROINTERs (elencados
a partir das lacunas identificadas na avaliação da realidade do curso) às demais disciplinas
do período.
Quadro 02 - Mudanças no fluxo curricular do curso de Pedagogia
Disciplinas/componentes Disciplinas/component Disciplinas reformuladas
incluídos es excluídos
Educação para as Planejamento Nova nomenclatura: Educação, Sociedade e
Relações Étnico-raciais e Educacional (30h). Cidadania para a ser denominada de
Formação Docente (30h). Sociologia da educação II.
Corpo e Sexualidade Construção do Práticas Pedagógicas em instituições sociais
(30h). Conhecimento não escolares de 60h passa para 30h.
Interdisciplinar I
(30h).
Projeto Interdisciplinar Organização do Nova Nomenclatura:
(PROINTER I, II, III, IV, Trabalho Cotidiano na Psicologia da Educação passa a ser
V, VI) Sala de Aula (60h). denominada de Psicologia da Educação I.
Seminário Institucional Escolas Abertas à Nova Nomenclatura:
das Licenciaturas Diversidade (60h). Desenvolvimento, Ensino e Aprendizagem
(Seilic). passa a ser denominada de Psicologia da
Educação II.
Projeto Integrado de Nova nomenclatura:

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Prática Educativa Movimentos Sociais e Gestão passa a ser
(PIPEs I, II, III, IV, denominada de Movimentos Sociais e
V). Educação.
Nova Carga Horária:
Educação de Jovens e Adultos de 60h passa
para 30h
Nova Nomenclatura:
Construção do Conhecimento em Educação
Física passa a ser revista com a exclusão,
reformulação e inserção de novos conteúdos,
passando a ser denominada de Corpo e
Sexualidade. De 60h passa para 30h
Mudança de Carga horária:
Didática II de 30h passa para 60h
Nova nomenclatura:
Aprendizagem e Informática na Sala de Aula
passa a ser denominada de Aprendizagem e
tecnologia na Sala de Aula.
Nova nomenclatura:
História, Educação e Cultura brasileira passa
a ser denominada de História da Educação II.
Nova nomenclatura:
Pensamento Filosófico brasileiro passa a ser
denominada de Filosofia da Educação II.
Nova nomenclatura:
Processo de Alfabetização passa a ser
denominada de Processo de Alfabetização I.
Nova nomenclatura:
Alfabetização e Letramento passa a ser
denominada de Processo de Alfabetização II.
Nova nomenclatura:
Currículo e Educação Infantil passa a ser
denominada Educação Infantil e Pedagogia
da Infância.
Fonte: Elaborado pelo Núcleo Docente Estruturante do Curso de Pedagogia.

V Princípios e Fundamentos

“O conhecimento, pelo contrário, exige uma presença curiosa do sujeito em face do mundo. Requer sua ação
transformadora sobre a realidade. Demanda uma busca constante. Implica em invenção e em reinvenção. Reclama
a reflexão crítica de cada um sobre o ato mesmo de conhecer, pelo qual se reconhece conhecendo e, ao
reconhecer-se assim, percebe o “como” de seu conhecer e os condicionamentos a que está submetido seu ato”
Paulo Freire

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No processo de construção do atual PPP do curso, assumimos a tentativa de efetivar a
participação e a definição coletiva das bases de formação que o sustentam. Em tal processo,
ressaltamos, de antemão, a diversidade do grupo (docentes, discentes, técnica/o) que o concebeu,
especialmente quanto às perspectivas epistemológicas dos/as docentes que colaboraram para este
fim. Nisto, a particularidade deste documento transita desde a proposta metodológica para provocar
o diálogo acerca do PPP até a redação do presente documento. Na metodologia de avaliação e da
análise da nossa realidade, assim como, no debate entre os pares acerca dos princípios e
fundamentos que têm sustentado esta proposta de trabalho, assumimos acordos, ainda que datados,
acerca da concepção de formação com a qual nos comprometemos enquanto coletivo. É a propósito
deste aspecto que discorremos a seguir sobre a construção dos princípios e dos fundamentos do
nosso curso. Deste modo, profissionalmente buscando um PPP exequível, votamos e concordamos
com a permanência das bases do referencial freireano, concebido neste primeiro PPP (2006) do
curso de Pedagogia da ICHPO.
Assim, fazemos sublinhar que a concepção de sociedade, de ser humano, de ciência e de
educação presentes no referencial freireano configura-se, em nossa visão, como uma proposta
contra-hegemônica diante da força do capitalismo e da realidade lúgubre da nossa “democracia”
atual. Cientes da conjuntura econômica, política, social e cultural que vivemos no Brasil, avaliamos
os desafios tensionados de tal projeto educativo assumido, uma vez que os ideais capitalistas têm
marcado fortemente o combate a toda proposta de prática democrática como alternativa a uma
sociedade de caráter desigual, excludente e desumana com a forte retomada do conservadorismo e
autoritário. Esta realidade afeta de forma objetiva e subjetiva as nossas práticas de formação na
materialidade de uma instituição pública de educação, concretamente criada em uma política
recente de expansão do ensino superior no Brasil, que em si carrega velhas e novas contradições na
reflexão sobre a função social da universidade e, em especial, dos cursos de formação docente.
Diante deste cenário, estamos comprometidos/as com uma formação contra-hegemônica que
colabora com a sustentação de uma sociedade mais justa, seja diante das nossas diferenças, seja em
relação ao momento político vivido. Estamos em comum acordo (ainda que a participação no
processo de elaboração do PPP não tenha sido unânime) quanto à necessidade de resistir a uma
educação que reproduz relações desiguais e que sustenta os ideais do capital.
Estamos conscientes da complexidade de tal tarefa, sobretudo em um contexto no qual
ocorre no Brasil um rápido e vertiginoso ataque ao Estado de Direito, como retrata o impeachment
da então presidenta eleita, Dilma Rousseff. Michel Temer assumiu a presidência do país em 2016 e

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colocou em ação um pacote de medidas políticas que levaram ao arrefecimento os parcos direitos
historicamente conquistados pelos/as trabalhadores/as, desde a predominância da estrutura
produtiva urbano-industrial pós-década de 1930. Neste contexto, defendemos uma concepção de
sociedade que se confronta com a dominação do capital. Tal enfrentamento, segundo Mészáros
(2011), demanda uma reação contra as relações de opressão, uma vez que o sucesso no seu combate
requer “as forças do genuíno internacionalismo, sem as quais a perversa dinâmica global do
desenvolvimento transnacional não pode ser nem temporariamente combatida” (MÉSZÁROS,
2011, p. 246). Se o capital age em um processo de construção de hegemonias transnacionais, o
combate contra-hegemônico requer uma ação pensada em tamanha abrangência e tal processo não
pode ser confinado à dependência e à oposição ao perverso globalismo do capital. Precisamos ser
propositivos em uma ordem alternativa, instituída e administrada com base na igualdade em termos
positivos substantivos. Contudo, como na localidade do nosso curso de Pedagogia, podemos somar
forças nesta luta propositiva?
Diante dos apontamentos de Mészáros (2011), sentimo-nos mobilizados às soluções quando
o autor escreve que o enfrentamento indica a “adoção de um princípio estruturador realmente
democrático e cooperativo nos próprios microcosmos da reprodução social” (MÉSZÁROS, 2011,
p.248). Isso nos lança a uma relação de enfrentamento na materialidade das nossas ações e, nesse
processo, a resistência nos dias atuais torna-se ainda mais necessária diante da forte reforma
empreendida sob o domínio do capitalismo neoliberal que afeta de forma estratégica as políticas
globalmente estruturadas. Distinto do liberalismo clássico que buscava a redução do Estado para o
mercado lucrar livremente sem as amarras das legislações e das políticas de proteção aos direitos
dos/as trabalhadores/as, o neoliberalismo assume a força, no sentido de reconfigurar suas bases
atendendo aos interesses do capital, em um movimento em que há o próprio enfraquecimento dos
Estados Nacionais. Diante da força do capital financeiro, que passou a ditar as regras do mundo em
um processo de aprofundamento das desigualdades sociais, o Estado desmantela os direitos do/a
trabalhador/a e apoia a ampliação da exploração do capital. Esse ideário que envolve quase a
liberdade total do capital está associado à forte redução dos gastos públicos, privatizações diretas e
indiretas, novas formas de controle, precarização do trabalho e reforma do aparelho do Estado com
o discurso da substituição do modelo centralizador-burocrático de gestão por um modelo flexível.
Todas essas características permitem o aprofundamento brutal das relações de exploração, logo,
compreendemos que, as forças econômicas operam de forma supra e transnacionais para romper as

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fronteiras nacionais diante do grande capital, o que ocorre em paralelo à redefinição das relações
entre as próprias nações e no âmbito da organização de cada Estado.
Essa reconfiguração vivida, especialmente a partir da crise de 1970, viabilizada por uma
ampla transformação nas tecnologias, não apenas colocou a dimensão financeira como o
mecanismo central de funcionamento do mundo, como ridiculariza qualquer defesa de uma
sociedade distinta da capitalista. No Brasil, tal processo é assumido de forma mais explícita no
governo, do então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso (1995-2003), embora já
iniciado com Fernando Collor de Melo (1990-1992) e Itamar Franco (1992-1995). E, a contragosto
da classe trabalhadora, os interesses do capital não encontraram resistência decisiva na gestão do
Partido dos Trabalhadores, como historicamente, esperávamos que acontecesse.
Na atual conjuntura, diante do governo ilegítimo de Michel Temer (2016), vivemos um
período de ajustes fiscais e de negação dos direitos básicos, em que até mesmo os movimentos
grevistas têm sido impedidos, enquanto se anunciam medidas que sinalizem ao mercado financeiro
internacional que o país é um campo seguro para investimento diante da proteção do próprio Estado
aos interesses do capital, especialmente com a ampliação da desregulamentação das leis
trabalhistas. Efetiva-se, por fim, uma aliança, ainda mais explícita, entre um poder político nacional
vendido ao poder econômico do capital internacional.
Com modelos alternativos de financiamento e a entrada de financiadores privados para
desenvolver serviços do setor público, o neoliberalismo encontra um campo rico para a ampliação
dos lucros, seja com as terceirizações diretas ou com as parcerias público-privadas. Observamos,
hoje, no país, uma diminuição das funções reguladoras do Estado sobre o mercado, o qual,
inversamente, passa a desregular o setor público, no sentido de lançar ali princípios que o regeriam.
Assim, além de evidenciarmos o esvaziamento do seu papel, principalmente no que se refere às
obrigações sociais efetivadas por meio das políticas públicas, libera o serviço público ao mercado
como campo para sua atuação gerando a interpenetração entre eles. Essas mudanças indicam, não
apenas alterações objetivas no mundo do trabalho, mas também processos subjetivos que obrigam a
classe trabalhadora se adequar ao novo modelo de trabalho flexível e ainda mais precarizado.
Assim, a visão de ser humano que passa a atender aos interesses do mundo capitalista neoliberal
não é mais a do/a trabalhador/a especializado/a que tanto foi explorado/a no modelo fordista, mas
que já não consente aos interesses de exploração atual do capital.
Como defendido na década de 1990, no Relatório da Comissão Internacional sobre a
Educação para o século XXI, mais conhecido como Relatório Delors, é necessário um novo

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indivíduo. Para isso, a educação deveria se sustentar em pilares como: aprender a conhecer,
aprender a fazer, aprender a conviver, aprender a ser. Tal ideal sustenta as bases de um novo
individualismo exacerbado com duros processos de responsabilização individual pela própria
condição de vida de cada pessoa e dos resultados que cada um/a obtém.
A formação desse/a novo/a trabalhador/a pressiona a reconfiguração no âmbito educacional,
mas em uma relação de poder, na qual não é apenas no âmbito do Estado Nacional que tais
interesses são disputados, mas sim, de acordo com a posição que cada país ocupa na divisão
internacional do trabalho. Um processo em que os organismos internacionais têm um papel
importante, tanto na difusão do ideal neoliberal no mundo, quanto na organização das relações
internacionais para garantir os interesses do mercado na própria divisão do trabalho.
Assim, compreendemos a posição em orientar os países pobres a dar atenção, por exemplo,
ao ensino primário, enquanto se justifica o limitado foco no ensino superior. Em tal lógica,
destacamos o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BM) que atuam no âmbito
da difusão de tais ideias, especialmente ao relacionar processos de financiamentos à oferta de
orientação e treinamentos no campo educacional. Na década de 1990, no âmbito educacional o BM
ampliou sua expressividade, especialmente com a organização da Conferência Mundial de
Educação para Todos (Tailândia, 1990) e a Conferência de Nova Delhi (1993). Como destaca
Robertson, nos dias atuais:

[...] convoca um papel expandido do Grupo BM fundamentando-se naquilo que


chama de “modernização multilateral”, e um papel central para o setor privado
através de mecanismos como as PPPs, com o fim de suprir as necessidades dos
mais pobres. No entanto, sua própria visão do que deve ser feito continua a ser
formada por uma agenda que prevê menos regulação e não mais como fundamento
para a competitividade. (ROBERTSON, 2012, p. 293)

Desta sorte, o BM tem intensificado sua defesa neoliberal, mesmo diante da crise do capital
com seu ápice em 2008. Igualmente, o ingresso do setor privado no âmbito do oferecimento do
serviço financiado pelo setor público retrata a roupagem da relação público-privado que no Brasil é
percebida de forma muito efetiva no ensino superior.
No governo de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), mudanças favoráveis ao mercado
financeiro da educação superior tornaram-se ainda mais efetivas, pois ocorreu um incentivo à
expansão do Ensino Público Superior, tendo como base, principalmente, o Programa Universidade
para Todos (PROUNI) que atende, via instituições privadas, àqueles que não têm acesso ao limitado
número de vagas em instituições públicas; o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino

40
Superior (FIES) que financia matrículas em cursos superiores não gratuitos; o Programa
Universidade Aberta do Brasil (UAB) que oferece, por meio da educação a distância, cursos de
educação superior; e o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das
Universidades Federais (REUNI), cujo foco é a ampliação do ensino superior público com o apoio
federal à expansão física, acadêmica e pedagógica.
Sem negar a expressiva expansão e interiorização de instituições públicas de ensino superior,
é importante considerar que, de acordo com o Censo da Educação Superior de 2014, publicado em
2016, do total geral de 8.081.369 vagas para cursos de graduação no Brasil, 7.287.421 estavam na
rede privada e apenas 793.948 na rede pública. Além disso, a limitação de recursos para a educação
pública coloca em risco o trabalho de ensino, pesquisa e extensão especialmente, de campi
recentemente criados, como é o caso do campus do Pontal que recebe o nosso curso de licenciatura
em Pedagogia. Ainda, soma-se a isso a precarização do trabalho, a ampliação da relação número de
estudantes por professor/a, a limitação do financiamento, as estruturas físicas precárias, a ampliação
do produtivismo gestado pelas agências de financiamento (Sistema Qualis) e tantas outras lógicas
expressas em nossa realidade, que não raro pressionam a universidade a uma postura mercadológica
que suplanta sua função social em seu tripé de atuação: ensino, pesquisa e extensão.
Nesta realidade tensionada, a ciência é um campo de disputa, especialmente na área das
Ciências Humanas, uma vez que, na lógica expressa, não apenas o que se pesquisa é delimitado por
agências de financiamento, mas também como se explora o conhecimento produzido. No âmbito
acadêmico, as áreas sociais precisam disputar com as demais, de forma desigual diante dos
interesses do capitalismo na produção de conhecimento; assim, a relação de poder se estabelece
desconsiderando as especificidades dos campos de conhecimento.
Nisto, a disputa ideológica no campo da produção do conhecimento, desde as marcas da
influência positivista nas ciências humanas, faz com que reafirmamos no presente PPP, os
princípios da pesquisa socialmente empenhada com a produção de conhecimento em uma
perspectiva crítica, que diz do compromisso com o desenvolvimento humano, social e cultural,
assim como o compromisso da universidade em compartilhar o saber e transformar a realidade.
Cientes de que ao não percebermos, como expressa Freire (2012), “a realidade como totalidade, na
qual se encontram as partes em processo de interação, se perde o homem na visão ‘focalista’ da
mesma. A percepção parcializada da realidade rouba ao homem a possibilidade de uma ação
autêntica sobre ela”. (FREIRE, 1983, p. 21). Por fim, nesta direção, como princípios e fundamentos
que pretendemos no processo de formação no curso de licenciatura em Pedagogia, assumimos uma

41
concepção de ciência ética, comprometida com a mudança do mundo pela e na ação transformadora
da realidade.
Esta concepção no campo da ciência demanda de nós uma clareza quanto aos fundamentos e
princípios da relação entre pesquisa, extensão e ensino, no âmbito de um curso de formação de uma
universidade pública, assim como a explicitação, em cada uma dessas dimensões, quanto ao
compromisso político que as envolvem. Com base em Freire (1981, 1983; 2005), podemos dizer
que temos um acordo com a transformação da realidade social. Tal compromisso não nos permite
um comportamento ambíguo, assim como na ação política, nos contrapomos a uma perspectiva
produtivista que rege a vida atual na academia, também questionamos o status diferenciado que a
pesquisa, a extensão e o ensino assumem, não raro inferiorizando as duas últimas.
De tal modo, o ensino é compreendido como um campo político complexo que deve superar
a postura do/a “professor/a transmissor/a” para assumir a atitude do/a “professor/a libertador/a”,
sem negar os limites da educação no conjunto geral das práticas sociais. (SAUL, 1986) Assim, na
formação das/os estudantes do curso de Pedagogia, entendemos o ser humano, “como um ser que
trabalha, que tem um pensamento/linguagem, que atua e é capaz de refletir sobre si mesmo e sobre
a sua própria atividade, que dele se separa, somente ele, ao alcançar tais níveis, se fez um ser da
práxis.” (FREIRE, 1983, p. 25). Não somos seres de adaptação, mas da transformação intencional e
relacional com e no mundo e este, por sua vez, não é apenas natureza, mas cultural e histórico.
Quanto aos princípios específicos no âmbito da extensão, a forma como pensamos e
praticamos essa relação da universidade com comunidade requer, segundo Freire (1983), a sua
reflexão filosófica, uma vez que a ação extensionista carrega, seja qual for o setor, o estigma da

[...] necessidade que sentem aqueles que a fazem, de ir até a “outra parte do
mundo”, considerada inferior, para, à sua maneira, “normalizá-la”. Para fazê-la
mais ou menos semelhante a seu mundo. Daí que, em seu “campo associativo”, o
termo extensão se encontre em relação significativa com transmissão, entrega,
doação, messianismo, mecanicismo, invasão cultural, manipulação, etc. E todos
estes termos envolvem ações que, transformando o homem em quase “coisa”, o
negam como um ser de transformação do mundo. Além de negar, como veremos, a
formação e a constituição do conhecimento autênticos. Além de negar a ação e a
reflexão verdadeiras àqueles que são objetos de tais ações. (FREIRE, 1983, p. 13)

Para Freire (1983), a ideia de substituição dos procedimentos empíricos por técnicas
“elaboradas” é um “problema antropológico, epistemológico e também estrutural”. Não pode, por
isso mesmo, ser resolvido através do equívoco gnosiológico a que conduz o conceito de

42
‘extensão’”. E é, neste sentido, que ele se contrapõe à “extensão” com a perspectiva da
“comunicação”, pois ela:

[...] implica numa reciprocidade que não pode ser rompida. Por isto, não é possível
compreender o pensamento fora de sua dupla função: copioscitiva e comunicativa.
Esta função, por sua vez, não é a extensão do conteúdo significante do significado,
objeto do pensar e do conhecer. Comunicar é comunicar-se em torno do significado
significante. Desta forma, na comunicação, não há sujeitos passivos. Os sujeitos
cointencionados ao objeto de seu pensar se comunicam seu conteúdo. O que
caracteriza a comunicação enquanto este comunicar comunicando-se, é que ela é
diálogo, assim como o diálogo é comunicativo. Em relação dialógica-
comunicativa, os sujeitos interlocutores se expressam, como já vimos, através de
um mesmo sistema de signos linguísticos. (FREIRE, 1983, p. 45)

Assim, seja no âmbito do ensino, da pesquisa ou da extensão, o conhecimento não pode


assumir a ideia de verdade dogmática, a ser transferida e imposta ao/às outros/as, mas sempre uma
construção teórico/prática datada. Nessa relação, conhecer

[...] na dimensão humana, que aqui nos interessa, qualquer que seja o nível em que
se dê, não é o ato através do qual um sujeito, transformado em objeto, recebe, dócil
e passivamente, os conteúdos que outro lhe dá ou impõe. O conhecimento, pelo
contrário, exige uma presença curiosa do sujeito em face do mundo. Requer sua
ação transformadora sobre a realidade. Demanda uma busca constante. Implica em
invenção e em reinvenção. Reclama a reflexão crítica de cada um sobre o ato
mesmo de conhecer, pelo qual se reconhece conhecendo e, ao reconhecer-se assim,
percebe o “como” de seu conhecer e os condicionamentos a que está submetido seu
ato. Conhecer é tarefa de sujeitos, não de objetos. E é como sujeito e somente
enquanto sujeito, que o homem pode realmente conhecer. (FREIRE, 1983, p.16)

Quanto à concepção de ser humano, assumimos baseados em Freire (2010, p.83), a visão de
ser histórico e de historicidade. Por isso, nos reconhecemos como seres que estamos sendo, sempre
como seres inacabados, inclusos, estamos em e com uma realidade histórica que também é
igualmente inacabada. Essa consciência da inconclusão leva a pessoa ao permanente movimento de
busca do ser mais. Contudo, em uma sociedade opressora, em que a vocação dos homens à
humanização é negada, conforme Freire (2005), na injustiça, na exploração, na opressão, na
violência dos opressores” sobre os/as oprimidos/as, é necessária a ação revolucionária de uma
educação problematizadora/libertadora.
Por outro lado, a desumanização não se verifica apenas nos que têm sua humanidade
roubada, mas também, ainda que de forma diferente, nos que a roubam. É distorção da vocação do
ser mais, uma vez que a violência dos/as opressores/as também os/as faz desumanizados/as. A luta
dos/as oprimidos/as contra quem os/as fez menos só tem sentido quando os/as oprimidos/as, ao

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buscarem recuperar a sua humanidade, que é uma forma de criá-la, não se sentem idealisticamente
opressores/as, nem se tornam, de fato, opressores/as dos/as opressores/as, mas restauradores/as da
humanidade em ambos/as. É aí que reside a grande tarefa humanista e histórica dos/as oprimidos/as:
libertar-se a si e aos/às opressores/as.
Nesse sentido, por exemplo, no âmbito educacional, ao fazer uma formação para as pessoas
ingressarem e galgar postos no mercado de trabalho para a manutenção da opressão ou almejando
tornar-se um/a opressor/a, estamos apenas reproduzindo uma relação opressora. A ação libertadora é,
antes de tudo, a libertação do desejo de tornar-se opressor/a e esta chegará pela “práxis de sua busca;
pelo conhecimento e reconhecimento da necessidade de lutar por ela” (FREIRE, 2005, p.35). Por
isso, necessitamos de uma formação que desvele o mundo da opressão e que se comprometa com a
sua transformação, e neste mesmo processo, transformada a realidade opressora, a Pedagogia deixa
de ser do/a oprimido/a e passa a ser a Pedagogia dos homens em processo de permanente libertação,
em todos os seus sentidos, sejam políticos, éticos ou estéticos.
O caráter político que precisa ser identificado em toda educação é, para nós, essencial, pois
entendemos que “não há nem jamais houve prática educativa em espaço e tempo nenhum de tal
maneira neutra, comprometida apenas com ideias preponderantemente abstratas e intocáveis”
(FREIRE, 1992, p.78). Estamos sempre comprometidos com um projeto de mundo/sociedade e isso

Demanda que o educador assuma a politicidade de sua prática. Não basta dizer que
a educação é um ato político assim como não basta dizer que o ato político é
também educativo. É preciso assumir realmente a politicidade da educação. Não
posso pensar-me progressista se entendo o espaço da escola como meio neutro,
com pouco ou quase nada a ver com a luta de classes, em que os alunos são vistos
apenas como aprendizes de certos objetos de conhecimento aos quais empresto um
poder mágico. Não posso reconhecer os limites da prática educativo-política em
que me envolvo se não sei, se não estou claro em face de/a favor de quem pratico.
Ou a favor de quem pratico me situa num certo ângulo, que é de classe, em que
divisa o contra quem pratico e, necessariamente, o porquê pratico, isto é, o próprio
sonho, o tipo de sociedade de cuja invenção gostaria de participar. (FREIRE, 2001,
p.25)

Assim, o princípio da dialogicidade em oposição ao da antidialogicidade foi defendido


acentuadamente nas plenárias que envolveram os/às estudantes e os/as professores/as deste curso na
construção do atual PPP. Contudo, percebemos na análise do grupo que esta é uma das maiores
dificuldades que temos para a consolidação da prática pedagógica almejada. Este diálogo diz
respeito às diferenças de ideias e posições. Para Freire, “viver a abertura respeitosa aos outros e, de
quando em vez, de acordo com o momento, tomar a própria prática de abertura ao outro objeto da

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reflexão crítica deveria fazer parte da aventura docente” (FREIRE, 1996, p.153). Contudo, a
dificuldade pode ser superada; por isso, o princípio da ética nas relações humanas sob a forma de
respeito com o/a outro/a, como salienta Freire “o que, sobretudo me move a ser ético é saber que,
sendo a educação, por sua própria natureza, diretiva e política, eu devo, sem jamais negar o meu
sonho ou minha utopia aos educandos, respeitá-los.” (FREIRE, 1992, p.78).
Ainda nos orientamos pelo princípio da coerência entre a palavra e nossas práticas, que diz
em diminuir a distância entre o que dizemos e o que fazemos, ou seja, conforme Freire (1992), a
ideia de que ensinar exige a corporeificação das palavras pelo exemplo. Este princípio, sustentáculo
de uma concepção de educação que se pretende progressista, também se relaciona à necessária
articulação entre a teoria e a prática na atividade e na formação docente.
Procuramos seguir, ainda, o princípio democrático que na concepção freireana, “não é negar
a politicidade e a diretividade da educação, tarefa de resto impossível de ser convertida em ato, mas,
assumindo-as, viver plenamente a coerência entre a minha opção democrática e a minha prática
educativa, igualmente democrática.” (FREIRE, 1992, p.79). Nisso, o respeito ao contexto cultural é
um princípio que se relaciona a outros já enunciados, uma vez que, “implica necessariamente o
respeito ao contexto cultural. A localidade dos[as] educandos[as] é o ponto de partida para o
conhecimento que eles[elas] vão criando do mundo. ‘Seu’ mundo, em última análise, é a primeira e
inevitável face do mundo mesmo.” (FREIRE, 1992, p.86).
Na perspectiva de compreender o uno e o diverso, o eu e o/a outro/a em uma relação
dialógica, somos convocados/as a enxergar as relações imbricadas entre o local e universal, como
destaca Freire:

Para mim vem sendo difícil, impossível mesmo, entender a interpretação de meu
respeito ao local, como negação do universal (...) Creio que o fundamental é deixar
claro ou ir deixando claro aos educandos esta coisa óbvia: o regional emerge do
local tal qual o nacional surge do regional e o continental do nacional como o
mundial emerge do continental. (FREIRE, 1992, p.87)

Desta sorte, incorporar as pessoas como fazedoras de história apresenta-se outro importante
princípio, pois,
Fazendo-se e refazendo-se no processo de fazer história, como sujeitos e objetos,
mulheres e homens, virando seres da inserção no mundo e não da pura adaptação
ao mundo, terminaram por ter no sonho também um motor da história. Não há
mudança sem sonho como não há sonho sem esperança. (...) Não posso entender os
homens e as mulheres, a não ser mais do que simplesmente vivendo, histórica,
cultural e socialmente existindo, como seres fazedores de seu caminho que, ao

45
fazê-lo, se expõem ou se entregam ao caminho que estão fazendo e que assim os
refaz também. (FREIRE, 1992, p.91 e 97)

Diante do exposto, sustentamos, portanto, neste projeto, uma concepção de educação


freireana em que os processos educativos trazem novos significados, tanto para o/a professor/a,
quanto para os/as educandos/as. Assim,

Na linha progressista, ensinar implica, pois, que os educandos, em certo sentido,


penetrando o discurso do professor, se apropriem da significação profunda do
conteúdo sendo ensinado. O ato de ensinar, vivido pelo professor ou professora, vai
desdobrando-se, da parte dos educandos, no ato de estes conhecerem o ensinado.
Por sua vez, o(a) professor(a) só ensina em termos verdadeiros na medida em que
conhece o conteúdo que ensina, quer dizer, na medida em que se apropria dele, em
que o apreende. Neste caso, ao ensinar o professor ou a professora reconhece o
objeto já conhecido. Em outras palavras, refaz a sua cognoscitividade na
cognoscitividade dos educandos. (...) Por isso, ensinar é um ato criador, um ato
crítico e não mecânico. A curiosidade do(a) professor(a) e dos alunos, em ação, se
encontra na base do ensinar-aprender. (Ibid, p.81)

Por fim, entendemos que Paulo Freire se refere à necessidade dos/as oprimidos/as de extirpar
de dentro de si o/a opressor/a que historicamente lhe foi inserido/a. Neste processo de libertação,
os/as oprimidos/as precisam reconhecer-se como homens/mulheres na sua vocação ontológica e
histórica de ser mais. Dessa forma, este/a oprimido/a deixa de ser coisificado/a pelo/a outro/a e passa
ser sujeito/a do seu destino social. Quando falamos dos/as oprimidos/as no contexto atual, estamos
dizendo de todos/as aqueles/as que vivem a exclusão, sejam eles/as os/as índios/as, os/as negros/as,
as pessoas com necessidades educacionais especiais, as mulheres, os/as homossexuais; enfim, toda a
diversidade presente em uma sociedade pluricultural como a nossa.
De tal modo, sintetizamos, com base no referencial freireano, os princípios e os fundamentos
que julgamos essenciais, tanto no âmbito da pesquisa, do ensino e da extensão, assim como em
relação ao caráter político das nossas relações no mundo; a concepção dialógica de construção do
conhecimento; o respeito ao/à outro/a/diverso/a; a coerência entre a palavra e nossas práticas; o
princípio democrático; o respeito ao contexto cultural de cada pessoa e a compreensão do ser
humano como fazedores de história. E, por fim, não podemos deixar de mencionar o princípio da
tarefa de ensinar como um trabalho profissional, em uma perspectiva que se comprometa
referendada pela obra “Professora sim, tia não: cartas a quem ousa ensinar” de Paulo Freire, na qual
o autor se põe a apontar as armadilhas ideológicas dessa relação que ao dar a “ilusão de adocicar” a
profissão, na verdade tenta suprimir a capacidade de luta quando se reduz à condição de professora à

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de tia; luta que se dá na sua prática diante da visão política da educação. Tal processo como
professor/a libertador/a “exige amorosidade, criatividade, competência científica mas recusa a
estreiteza cientificista, que exige a capacidade de brigar pela liberdade sem a qual a própria tarefa
fenece” (FREIRE, 1997, p.9).

VI Perfil Profissional do/a Egresso/a

Ninguém nasce feito, ninguém nasce marcado para ser isso ou


aquilo. Pelo contrário, nos tornamos isso ou aquilo. ‘Somos
programados, mas, para aprender’. A nossa inteligência se
inventa e se promove no exercício social de nosso corpo
consciente. Se constrói. Não é um dado que, em nós, seja um a
priori da nossa história individual e social. (FREIRE, 1993,
p.104)

Para descrever a caracterização do/a egresso/a, utilizaremos quatro fontes: a primeira refere-
se às características traçadas nas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Graduação em
Pedagogia, licenciatura, de 2006; a segunda apresenta as características definidas pelo grupo de
professores da ICHPO na área de Ciências Humanas, a partir das discussões realizadas em
novembro de dezembro de 2006, com os gestores da Secretaria Municipal de Ituiutaba e da
Superintendência Regional de Ensino, no sentido de priorizar as necessidades locais e regionais.
Esses dois primeiros agrupamentos de perfis constavam do Projeto Pedagógico anterior. A terceira
evidencia o perfil apresentado nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial em
nível superior de 2015; e a quarta apresenta a caracterização do profissional a ser formado, segundo
o Plano Institucional de Desenvolvimento e Expansão – PIDE (2016-2021), da Universidade
Federal de Uberlândia.
De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de Pedagogia, (Resolução
CNE/CP nº 1, 15 maio 2006), instituem-se como perfil do egresso:
I atuar com ética e compromisso com vistas à construção de uma sociedade
justa, equânime, igualitária;
II compreender, cuidar e educar crianças de zero a cinco anos, de forma a
contribuir, para o seu desenvolvimento nas dimensões, entre outras, física,
psicológica, intelectual, social;
III fortalecer o desenvolvimento e as aprendizagens de crianças do Ensino
Fundamental, assim como daqueles que não tiveram oportunidade de escolarização
na idade própria;
IV trabalhar, em espaços escolares e não-escolares, na promoção da
aprendizagem de sujeitos em diferentes fases do desenvolvimento humano, em
diversos níveis e modalidades do processo educativo;

47
V reconhecer e respeitar as manifestações e necessidades físicas, cognitivas,
emocionais e afetivas dos educandos de 0 a 10 anos, nas suas relações individuais e
coletivas;
VI ensinar Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, História, Geografia,
Artes, Educação Física, de forma interdisciplinar e adequada às diferentes fases do
desenvolvimento humano, particularmente da criança de 0 a 10 anos;
VII relacionar as linguagens dos meios de comunicação à educação, nos
processos didático-pedagógicos, demonstrando domínio das tecnologias de
informação e comunicação adequadas ao desenvolvimento de aprendizagens
significativas;
VIII promover e facilitar relações de cooperação entre a instituição educativa, a
família e a comunidade;
IX identificar problemas socioculturais e educacionais com postura
investigativa, integrativa e propositiva em face de realidades complexas, com vistas
a contribuir para superação de exclusões sociais, étnico-raciais, econômicas,
culturais, religiosas, políticas e outras;
X demonstrar consciência da diversidade, respeitando as diferenças de natureza
ambiental-ecológica, étnico-racial, de gêneros, faixas geracionais, classes sociais,
religiões, necessidades especiais, escolhas sexuais, entre outras;
XI desenvolver trabalho em equipe, estabelecendo diálogo entre a área
educacional e as demais áreas do conhecimento;
XII participar da gestão educacional nas instituições escolares contribuindo para
elaboração, implementação, coordenação, apoio, assessoramento, acompanhamento
e avaliação do projeto pedagógico;
XIII participar da gestão das instituições educacionais planejando, executando,
acompanhando e avaliando projetos e programas educacionais, em ambientes
escolares e não escolares;
XIV realizar pesquisas que proporcionem conhecimentos, entre outros: sobre
alunos e alunas e a realidade sociocultural em que estes desenvolvem suas
experiências não escolares; sobre processos de ensinar e de aprender, em diferentes
meios ambiental-ecológicos; sobre propostas curriculares; e sobre organização do
trabalho educativo e práticas pedagógicas; e
XV utilizar, com propriedade, instrumentos próprios para construção de
conhecimentos pedagógicos e científicos. (MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, 2006)

A partir desta caracterização, os/as professores/as da área de Ciências Humanas da


ICHPO/UFU definiram como perfil do/a egresso/a:

✓ Formação do ser humano com capacidade de desenvolver uma visão crítica e


reflexiva de sua participação no mundo do trabalho a partir de uma postura ética para a
compreensão da diversidade tanto local quanto global.
✓ Desenvolvimento de atitudes autônomas em uma perspectiva de responsabilidade
social e solidária.
✓ Compreensão do ser humano como ser histórico com uma postura interdisciplinar,
colaborando com a construção de uma sociedade inclusiva.

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✓ Formação do profissional com capacidade para produzir, sistematizar e socializar
conhecimentos e tecnologias. (ICHPO, 2006)

Em julho de 2015, a Resolução n.º 2, do Conselho Nacional de Educação, definiu as


“Diretrizes Nacionais para a formação inicial em nível superior (cursos de licenciatura, cursos de
formação pedagógica para graduados e cursos de segunda licenciatura) e para a formação
continuada” (MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, 2015, p.1). Nos artigos 7.º e 8.º, do capítulo III –
Do(a) Egresso(a) da formação inicial e continuada, elencaram-se os conhecimentos e habilidades a
serem desenvolvidos pelas universidades nos/as estudantes, assim como o perfil daqueles/as que
concluíram cursos de licenciatura ou cursos após a graduação. Segundo as Diretrizes, em seu Artigo
7.º, esses cursos devem possibilitar que os/as discentes, possam ter:

I - o conhecimento da instituição educativa como organização complexa na função


de promover a educação para e na cidadania;
II - a pesquisa, a análise e a aplicação dos resultados de investigações de interesse
da área educacional e específica;
III - a atuação profissional no ensino, na gestão de processos educativos e na
organização e gestão de instituições de educação básica.
Parágrafo único. O PPC, em articulação com o PPI e o PDI, deve abranger
diferentes características e dimensões da iniciação à docência, entre as quais:
I - estudo do contexto educacional, envolvendo ações nos diferentes espaços
escolares, como salas de aula, laboratórios, bibliotecas, espaços recreativos e
desportivos, ateliês, secretarias;
II - desenvolvimento de ações que valorizem o trabalho coletivo, interdisciplinar e
com intencionalidade pedagógica clara para o ensino e o processo de ensino-
aprendizagem;
III - planejamento e execução de atividades nos espaços formativos (instituições de
educação básica e de educação superior, agregando outros ambientes culturais,
científicos e tecnológicos, físicos e virtuais que ampliem as oportunidades de
construção de conhecimento), desenvolvidas em níveis crescentes de complexidade
em direção à autonomia do estudante em formação;
IV - participação nas atividades de planejamento e no projeto pedagógico da
escola, bem como participação nas reuniões pedagógicas e órgãos colegiados;
V - análise do processo pedagógico e de ensino-aprendizagem dos conteúdos
específicos e pedagógicos, além das diretrizes e currículos educacionais da
educação básica;
VI - leitura e discussão de referenciais teóricos contemporâneos educacionais e de
formação para a compreensão e a apresentação de propostas e dinâmicas didático-
pedagógicas;
VII - cotejamento e análise de conteúdos que balizam e fundamentam as diretrizes
curriculares para a educação básica, bem como de conhecimentos específicos e
pedagógicos, concepções e dinâmicas didático-pedagógicas, articuladas à prática e
à experiência dos professores das escolas de educação básica, seus saberes sobre a
escola e sobre a mediação didática dos conteúdos;

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VIII - desenvolvimento, execução, acompanhamento e avaliação de projetos
educacionais, incluindo o uso de tecnologias educacionais e diferentes recursos e
estratégias didático-pedagógicas;
IX - sistematização e registro das atividades em portfólio ou recurso equivalente de
acompanhamento.
Art. 8º O(A) egresso(a) dos cursos de formação inicial em nível superior deverá,
portanto, estar apto a:
I - atuar com ética e compromisso com vistas à construção de uma sociedade justa,
equânime, igualitária;
II - compreender o seu papel na formação dos estudantes da educação básica a
partir de concepção ampla e contextualizada de ensino e processos de
aprendizagem e desenvolvimento destes, incluindo aqueles que não tiveram
oportunidade de escolarização na idade própria;
III - trabalhar na promoção da aprendizagem e do desenvolvimento de sujeitos em
diferentes fases do desenvolvimento humano nas etapas e modalidades de educação
básica;
IV - dominar os conteúdos específicos e pedagógicos e as abordagens teórico-
metodológicas do seu ensino, de forma interdisciplinar e adequada às diferentes
fases do desenvolvimento humano;
V - relacionar a linguagem dos meios de comunicação à educação, nos processos
didático-pedagógicos, demonstrando domínio das tecnologias de informação e
comunicação para o desenvolvimento da aprendizagem;
VI - promover e facilitar relações de cooperação entre a instituição educativa, a
família e a comunidade;
VII - identificar questões e problemas socioculturais e educacionais, com postura
investigativa, integrativa e propositiva em face de realidades complexas, a fim de
contribuir para a superação de exclusões sociais, étnico-raciais, econômicas,
culturais, religiosas, políticas, de gênero, sexuais e outras;
VIII - demonstrar consciência da diversidade, respeitando as diferenças de natureza
ambiental-ecológica, étnico-racial, de gêneros, de faixas geracionais, de classes
sociais, religiosas, de necessidades especiais, de diversidade sexual, entre outras;
IX - atuar na gestão e organização das instituições de educação básica, planejando,
executando, acompanhando e avaliando políticas, projetos e programas
educacionais;
X - participar da gestão das instituições de educação básica, contribuindo para a
elaboração, implementação, coordenação, acompanhamento e avaliação do projeto
pedagógico;
XI - realizar pesquisas que proporcionem conhecimento sobre os estudantes e sua
realidade sociocultural, sobre processos de ensinar e de aprender, em diferentes
meios ambiental-ecológicos, sobre propostas curriculares e sobre organização do
trabalho educativo e práticas pedagógicas, entre outros;
XII - utilizar instrumentos de pesquisa adequados para a construção de
conhecimentos pedagógicos e científicos, objetivando a reflexão sobre a própria
prática e a discussão e disseminação desses conhecimentos;
XIII - estudar e compreender criticamente as Diretrizes Curriculares Nacionais,
além de outras determinações legais, como componentes de formação
fundamentais para o exercício do magistério.
Parágrafo único. Os professores indígenas e aqueles que venham a atuar em escolas
indígenas, professores da educação escolar do campo e da educação escolar
quilombola, dada a particularidade das populações com que trabalham e da
situação em que atuam, sem excluir o acima explicitado, deverão:

50
I - promover diálogo entre a comunidade junto a quem atuam e os outros grupos
sociais sobre conhecimentos, valores, modos de vida, orientações filosóficas,
políticas e religiosas próprios da cultura local;
II - atuar como agentes interculturais para a valorização e o estudo de temas
específicos relevantes. (MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, Art. 7º, 2015)

O Plano Institucional de Desenvolvimento e Expansão – PIDE (2016-2021) da


Universidade Federal de Uberlândia, por meio da Resolução n.º 03/2017, do Conselho
Universitário, de 9 de março de 2017, no item sobre Organização didático-pedagógica, trata
sobre o perfil do/a egresso/a. De acordo com o documento, a Universidade tem sua
organização pautada pelo tripé ensino, pesquisa e extensão, contemplando nos cursos
ofertados uma ampla formação técnico-científica, cultural e humanística, preparando o/a
profissional para que apresente:
✓ Autonomia intelectual que o capacite a desenvolver uma visão histórico-social,
necessária ao exercício de sua profissão como profissional crítico, criativo e ético e
capaz de compreender, intervir e transformar a realidade;
✓ Capacidade para estabelecer relações solidárias, cooperativas e coletivas;
✓ Capacidade para produzir, sistematizar e socializar conhecimentos e
tecnologias;
✓ Capacidade para compreender as necessidades dos grupos sociais e
comunidades em relação a problemas socioeconômicos, culturais, políticos e
organizacionais, de forma a utilizar racionalmente os recursos disponíveis, além de
preocupar-se em conservar o equilíbrio do ambiente;
✓ Constante desenvolvimento profissional que lhe possibilite exercer uma prática
de formação continuada e empreender inovações na sua área de atuação. (UFU, 2017)

Subsidiando-nos pelas demandas de formação apontados nas quatro dimensões que


compõem o perfil dos/as egressos/as, verificamos a necessidade de reestruturar o Projeto Político
Pedagógico. Um dos intuitos é intensificar uma formação que possibilite aos/às estudantes de
Pedagogia atuarem profissionalmente em espaços escolares e não escolares, na gestão ou na
docência, realizarem pesquisas sobre educação; em suma, terem um aporte teórico-metodológico
que contribua para uma práxis pedagógica transformadora que se coaduna com os objetivos do
curso.

51
VII Objetivos do Curso
Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Por isso aprendemos sempre. Paulo Freire

O curso de Pedagogia da ICHPO/UFU tem como objetivo geral formar profissionais da


educação, capazes de entender e contribuir, efetivamente, para a melhoria das condições em que se
desenvolve a educação na realidade brasileira, comprometidos/as com um projeto de transformação
social. Tal objetivo está em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais, como define o
Artigo 8º (02/2015), destacado aqui na seção “Perfil Profissional do/a Egresso/a”.
No curso, nossos objetivos, em consonância aos definidos no PPP de 2007, continuam a ser
regido pela Resolução CNE/CP Nº 1, de 2006, que define no Artigo 4º que

O curso de Licenciatura em Pedagogia destina-se à formação de professores para


exercer funções de magistério na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino
Fundamental, nos cursos de Ensino Médio, na modalidade Normal, de Educação
Profissional na área de serviços e apoio escolar e em outras áreas nas quais sejam
previstos conhecimentos pedagógicos.
Parágrafo único. As atividades docentes também compreendem participação
na organização e gestão de sistemas e instituições de ensino (BRASIL, 2006)

Nesse sentido, o curso de Pedagogia da ICHPO/UFU define como objetivo a formação do/a
profissional da educação para atuar:

a) no magistério da Educação Infantil (0 a 5 anos) e nos Anos Iniciais do Ensino


Fundamental (6 a 10 anos);
b) no nível médio, em disciplinas pedagógicas de cursos de formação docente;
c) na gestão educacional do trabalho pedagógico, na educação escolar e não escolar;
d) na produção e na difusão do conhecimento científico e tecnológico do campo
educacional e de diversas áreas emergentes da educação.

Propõe-se, assim, a formação do/a pedagogo/a sustentado no tripé docência, gestão e


pesquisa. Desse modo, o/a profissional será formado/a para atuar na docência e na organização do
trabalho pedagógico, incluindo o planejamento, a execução, o assessoramento e a avaliação de
sistemas, unidades e projetos educativos, além da pesquisa e difusão do conhecimento científico
área educacional.

52
VIII Estrutura Curricular
O homem, como um ser histórico, inserido num
permanente movimento de procura, faz e refaz
constantemente o seu saber.
Paulo Freire

8.1 Ciclo de Formação

O currículo do curso de licenciatura em Pedagogia da ICHPO/UFU está organizado em três


ciclos de formação ou de desenvolvimento humano que se articulam trazendo a pessoa como centro
da aprendizagem, considerando as suas dimensões para o processo educativo. Nesta perspectiva, os
ciclos visam a introduzir, na organização curricular, uma temporalidade que leve em conta o caráter
processual da construção do conhecimento e as especificidades do momento de formação da/o
estudante. Para tanto, ele se organiza nas temáticas:

a) Ciclo 1: Pessoas fazedoras de história


b) Ciclo 2: Diálogos interculturais
c) Ciclo 3: Práxis transformadora.

Nesta organização, cada Ciclo de Formação compreende um período de três semestres


letivos evidenciando a questão da diferença, da multiplicidade de formas de existir, de aprender, de
interpretar o mundo, coerentes com os princípios freireanos explicitados anteriormente. Por fim, as
disciplinas estão organizadas a partir dos objetivos e tema gerador de cada Ciclo, articulando
dimensões formativas e possibilidades de aprofundamento de diferentes áreas do conhecimento para
que se consiga discutir os princípios de formação elencados no presente PPP.

8.1.1 Primeiro Ciclo de Formação: Pessoas fazedoras de história

O primeiro Ciclo “Pessoas fazedoras de história” corresponde aos três primeiros semestres
letivos do curso de Pedagogia. Neste contexto introdutório à formação do/a pedagogo/a temos como
objetivo geral fazer com que os/as estudantes e os/as professores/as se reconheçam agentes da
transformação social. Para Paulo Freire (1983), o homem não se limita ao tempo e ao espaço, nem
às suas raízes; assim, o ser humano é sujeito por vocação, sendo capaz de lançar-se num domínio

53
que lhe é exclusivo, o de construir a sua história e a sua cultura. Ele insurge da natureza para
transformá-la por sua capacidade de discernimento.
Neste ciclo de formação, a história, o mundo social e a cultura são tratados como produções
exclusivamente humanas, elaboradas em um jogo dialético que, de forma alguma, é neutro. Há que
se ver e ser visto, pensar e ser pensado; é necessário conhecer, refletir e exprimir. Ainda, segundo
Freire (1983),
Se, por outro lado, este mundo histórico-cultural fosse um mundo criado, acabado,
já não seria transformável. Mais ainda: se fosse um mundo acabado, não seria
mundo, como tampouco o homem seria homem. O homem é homem e o mundo é
histórico-cultural na medida em que, ambos inacabados, se encontram numa
relação permanente, a qual o homem, transformando o mundo, sofre os efeitos de
sua própria transformação. Neste processo histórico-cultural dinâmico, uma
geração encontra uma realidade objetiva marcada por outra geração e recebe,
igualmente, através desta, as marcas da realidade. (FREIRE, 1983, p. 76).

Assim, esperamos que o/a estudante que passa pela universidade participe de uma
experiência transformadora, alargando o horizonte de seus conhecimentos de forma que se perceba
inserido/a em uma cultura que demanda ser criticada e construída de uma forma ainda melhor do
que se pratica. Neste ciclo, busca proporcionar à/ao estudante saber-se como um/a agente de
transformação social, estimulando a criação cultural, o desenvolvimento do espírito científico e do
pensamento crítico pelas práticas do ensino, da pesquisa e da extensão universitária visando o
desenvolvimento da ciência, da tecnologia e da criação e da difusão da cultura, conforme expressa a
LDB 9394/96.
Nisto, despindo-se das certezas hegemônicas, este ciclo se orienta para o sujeito reconhecer-
se fazedor de história. Aqui as práticas realizadas disciplinarmente visam a analisar e a descrever os
processos de construção histórico-sociais da educação, dos sistemas educacionais, das instituições
escolares, do pensamento pedagógico e da profissão do/a docente e do/a gestor/a educacional. Neste
sentido, procuramos a problematização dos conhecimentos vividos junto à Filosofia, à Sociologia, à
História e às Políticas da Educação, contribuindo para uma construção e reconstrução de
identidades.
Esperamos que a organização em ciclo promova um encontro com os saberes, as
metodologias e as didáticas das diferentes áreas do conhecimento. Nesta diretriz, também se
organiza o Prointer, projeto institucional que procura amalgamar esses momentos de discussão e de
reflexão, proporcionando uma experiência voltada à compreensão destas pessoas fazedoras de
história.

54
Figura 01 - Ciclo Pessoas fazedoras de história

Pedagogia: Identidade,
Teoria e Prática.
Psicologia da Educação I
História da Educação I Didática II
PROINTER II
Política e Gestão da PROINTER I
Educação História da Educação II
II
Filosofia da Educação I Pessoas Fazedoras Sociologia da Educação I
Aprendizagem e
Sujeito Fazedores
de História
Tecnologia na Sala de Aula Construção do
de História Conhecimento
Didática I em História

Fundamentos da Psicologia da
Educação Infantil PROINTERIII
Educação II
Construção do Conhecimento
Princípios Éticos
em Língua Portuguesa
Freireanos
Sociologia da Educação II

Fonte: Elaborado pelo Núcleo Docente Estruturante do Curso de Pedagogia.

8.1.2 Segundo Ciclo de formação: Diálogos interculturais

Historicamente, a Ciência e a Sociedade estiveram a favor da construção do outro –


masculino, hétero, cristão - imposto como padronizante para qualquer expectativa do que
poderia ser socialmente referendado como o apropriado. No mesmo sentido, a Universidade
veio por muito tempo produzindo o conhecimento (ou o desconhecimento) sobre o outro na
ótica da fantasia ocidental. No entanto, fundamentados por uma crítica a este processo
civilizatório, este ciclo de formação promove um conhecimento histórico-crítico, reconhecendo
inicialmente a impossibilidade de existência “de processos políticos subjacentes à produção de
conhecimento e a determinadas formas de contar a história que, geralmente, são apresentados
como neutros (Ex: a cristianização e o colonialismo)” (ARAÚJO; MAESO, 2013, p. 14).

55
O processo histórico de dominação colonial deixou marcas profundas nas relações sociais
brasileiras. Tais sinais não ficaram esquecidos no passado, pois, a forma hierarquizante como as
diferenças culturais dos povos colonizados é tratada persiste na atualidade. O encontro dos
colonizadores com os colonizados colocou em confronto culturas marcadas por concepções de
mundos diferenciadas; a situação atual é um legado do colonialismo, acentuada por relações
capitalistas e patriarcais. Segundo Spivak (2010), geralmente as discriminações são múltiplas ou
agravadas por diferentes motivos, tais como: idade, sexo, nacionalidade, idioma, religião,
condição socioeconômica etc. Nesta relação de alteridade, concepções culturais dos colonizados
foram classificadas como inferiores, demoníacas e exóticas, consequentemente silenciadas e
invisibilizadas.
Santos (2010) alerta que as diferenças foram transformadas em desigualdades. Na busca
de enfrentamento e superação desta realidade, este ciclo debaterá a cultura não apenas na
perspectiva monolítica; buscará alargar as discussões sobre a diversidade cultural, na qual a
cultura é fruto das relações humanas (HALL, 2003). Desta forma, as diversas identidades dos
povos colonizados e não-colonizados tornam-se prioritárias para uma possibilidade de
transformação social. Assim, a diversidade cultural constitui-se, nesta perspectiva, o valor
utópico transformador da sociedade e de resistência ao currículo hegemônico.
Portanto, essas questões relacionadas com as diferenças e o tratamento delas no
cotidiano escolar são prioritárias para a formação profissional do/a educador/a, pois, este/a terá
que, no seu desempenho profissional, tratar a tensão entre a perspectiva de defesa do direito à
diferença com o combate à desigualdade social. Globalização, multiculturalismo, questões de
gênero e de raça, novas formas de comunicação, manifestações culturais e religiosas, diversas
formas de violência e exclusão social configuram novos e diferenciados cenários sociais,
políticos e culturais; e este Ciclo não ignora esta realidade e seus impactos no cotidiano escolar.
Baseando-se no multiculturalismo crítico, de acordo com McLaren (1997), é de suma
importância, para a formação de educador/as, bases culturais que lhes permitam identificar e
posicionar-se frente a transformações em curso e incorporar-se à vida produtiva e sociopolítica.
Esse desafio apresenta-se como a necessidade de se formar educador/as preparados/as para lidar
com a diversidade cultural em sala de aula, mas acima de tudo, preparados/as para criticar o
currículo e suas práticas. Outra postura relevante é o diálogo entre os diversos campos do
conhecimento, a interdisciplinaridade, que para além de um conceito, neste ciclo, assume a

56
concepção de Fazenda (1979), uma atitude pedagógica, comprometida em superar a
fragmentação do conhecimento.

Figura 02 - Ciclo Diálogos Interculturais

Construção do Corpo e
Conhecimento em Sexualidade Processo de
Construção de Geografia Alfabetização I
Conhecimento em Arte PROINTER V
Filosofia da Educação II PROINTER IV Estágio Gestão Democrática
Supervisionado I da Escola
Currículos e o Trabalho Diálogos
Pedagógico Construção do Conhecimento
Sujeito Fazedores
Interculturais de Matemática
Direito à Infância e
à Educação de História Antropologia Cultural
Literatura Infantil

Estágio
PROINTER VI
Supervisionado
II
Educação para as Processo de
Relações Étnico- Aprendizagem e Alfabetização II
Raciais e Formação Educação
Docente Inclusiva Jogos, Brinquedos
e Brincadeiras
Construção do
Conhecimento de Ciências

Fonte: Elaborado pelo Núcleo Docente Estruturante do Curso de Pedagogia.

8.1.3 Terceiro Ciclo de Formação: Práxis transformadora

O Ciclo “Práxis transformadora” corresponde aos últimos semestres letivos do curso de


Pedagogia. Tal ciclo tem como objetivo proporcionar aos/às estudantes a vivência da formação
em suas múltiplas dimensões, compreendendo a atuação do/a pedagogo/a em uma proposta que
considera a totalidade e a complexidade do processo educativo; em uma perspectiva em que
fazer-se e entender-se docente é um processo de contínuas e constantes mudanças, evidenciando
seu inacabamento. Segundo Freire (1996), ser professor/a requer a consciência de que as

57
experiências vividas na profissão não têm necessidade de se perpetuar, repetindo-se
indefinidamente. Exige também, uma disposição às transformações que ocorrem, uma vez que
ele/a é um ser social, político, histórico e cultural, revelando a humanidade de cada um/a.
A formação, entendida dessa forma, requer o contato e a vivência com diferentes
espaços e tempos, não se restringindo a um modelo de organização institucional específico,
tendo em vista que ser pedagogo/a se constitui como uma atividade intencional “na articulação
entre conhecimentos científicos e culturais, valores éticos e estéticos inerentes a processos de
aprendizagem, de socialização e de construção do conhecimento, no âmbito do diálogo entre
diferentes visões de mundo.” (BRASIL, 2006, p.1). Desse modo, identifica-se a relevância do
contato teórico e de experiências que ampliem o conhecimento dos/as discentes do curso de
Pedagogia em relação aos tempos e espaços diferenciados de organização do trabalho
pedagógico. Nessa direção, as instituições escolares e não escolares são entendidas como
ambientes pedagógicos, pois são “um texto para ser constantemente lido, interpretado, escrito e
reescrito” (FREIRE, 1996, p.60). Ressaltamos que a (re)leitura do mundo se faz pelos saberes
adquiridos no ambiente acadêmico, no diálogo com o outro em diferentes situações, na
formação ética e estética, dentre outros. Com esse intuito, o último Ciclo deve contribuir, por
meio das disciplinas, para que os/as discentes tenham condições de intervir nos locais onde
convivem ao longo do curso, assim como naqueles em que atuarão profissionalmente. Para isso,
a configuração dos componentes curriculares deve atender a essa demanda, contribuindo para
que o esperado do/a futuro/a egresso/a, quanto ao seu perfil, seja alcançado. A interlocução
entre as disciplinas, o Estágio Supervisionado e o TCC II é imprescindível para responder ao
que propõe o Círculo de cultura: o que é ser educador? Este Ciclo resguarda a ideia de processo,
de questionamento, de provisoriedade do conhecimento, de compreensão e explicação do
cotidiano escolar, possibilitando o contato com tempos e espaços que contribuam para a
formação inicial do/a docente que se perceberá em permanente (re)construção ao longo de sua
carreira.

58
Figura 03 - ciclo Práxis Transformadora

Pesquisa em
Estágio Avaliação
Educação
SEILIC Supervisiona Educacional
do IV
Política Movimentos Sociais e
Educacional Estágio Educação
Contemporânea Supervisionado TCC I
Práxis
III Transformadora Práticas Pedagógicas
Educação infantil e em Instituições
a Pedagogia da Sociais Não Escolares
Infância

TCC II
Educação de Jovens
e Adultos Língua Brasileira
de Sinais
Organização do Trabalho
Pedagógico

Fonte: Elaborado pelo Núcleo Docente Estruturante do Curso de Pedagogia.

8.1.4 Círculo de Cultura

No presente projeto, ao final de cada Ciclo de Formação, vivenciamos a problematização, a


provocação e a construção de uma síntese do processo formativo constituído no ciclo. Esse processo
ocorre em Círculos de Cultura; concepção freireana de educação que pressupõe processos
pedagógicos horizontais entre educandos/as e educadores/as; respeito à diversidade sociocultural
dos/as envolvidos/as na materialidade de sua localidade e que compreende educação como
humanização. A estrutura circular do Círculo de Cultura incita relações horizontais, nas quais o/a
professor/a se configura como um/a animador/a do debate e o/a educando/a traz suas contribuições,
e assim, coletivamente, construímos conhecimentos. Esta perceptiva não minimiza o papel do/a
educador/a, ao contrário exige dele/a um conhecimento profundo dos/as estudantes, assim como

59
maturidade intelectual sobre o tema em estudo/debate para contribuir de forma significativa com o
processo pedagógico.
[...] o Círculo de Cultura é um caminho para romper com as amarras da
fragmentação e propor uma formação contra-hegemônica, no sentido da formação
omnilateral de dimensões a serem desenvolvidas, que certamente permeia o
conhecimento histórico-científico, mas igualmente os planos bio-psíquico, ético-
político, lúdico e estético (COIMBRA; RICHTER, 2016, p. 145)

A relação entre o Ciclo de Formação e o Círculo de Cultura indica que o objetivo central do
Círculo, como parte do Projeto Político Pedagógico do Curso, é propiciar a síntese de cada ciclo
coletivamente entre estudantes e professoras/es sob a forma de uma atividade do Núcleo de
Formação Acadêmico-científico-cultural. Essa síntese tem como base três temas geradores
constituído em problematizações diretamente relacionadas aos objetivos de cada Ciclo, assim
caracterizadas, respectivamente:

✓ O que é fazer história?


✓ O que é dialogar interculturalmente?
✓ Como provocar a transformação da realidade mediada pela educação?

De tal modo, metodologicamente, a responsabilidade pelo planejamento do Círculo de


Cultura é coletiva, envolve os/as professores/as do curso, inclusive com a participação de
estudantes definidos/as pelos pares como representantes de cada ciclo. Para a coordenação desse
processo, indica-se a composição de uma comissão periodicamente recomposta. Quanto aos
princípios deste, destacamos:
✓ A centralidade da problematização: o aprofundamento da complexidade da análise da
realidade, com a formulação de novas perguntas diante das sínteses datadas;
✓ A exploração de múltiplas linguagens de elaboração e registro das sínteses;
✓ A utilização de diferentes espaços, tanto na universidade, quanto externos;
✓ A organização circular para ampliar a relação entre os/as envolvidos/as;
✓ A dialogicidade como base para a construção do conhecimento;
✓ A valorização da cultura local, das/os estudantes e professoras/es;
✓ E, ainda, as sínteses dos Círculos de Cultura são elaboradas coletivamente, com a
participação das/os estudantes do ciclo e docentes.

60
Pautados/as nessa concepção e na metodologia a ser construída por todos/as, esperamos a
produção de conhecimentos, como também novas problematizações por parte de docentes e
discentes quanto à síntese em edificação, num movimento dialético em que a síntese não é a
conclusão, mas base para uma nova tese.
Esse movimento tem sido importante ao longo da história do curso impactando na formação
dos/as estudantes e dos/as professores/as. Nosso desafio é provocar efetivamente a relação entre os
ciclos formativos, o Eixo da Práxis e os Círculos de Cultura. Outrossim, desejamos materializar os
Círculos de Cultura como relação pedagógica/política em todo a formação constituída no curso,
para assumir coerência com o referencial freireano.

8.2. Eixo da Práxis

O eixo da práxis educativa do curso de Pedagogia dá sustentação aos ciclos de formação,


processo demonstrado na figura abaixo:

Figura 04 - Ciclos de formação e Eixo da práxis educativa

CICLO 1

PESSOAS
FAZEDORAS DE
HISTÓRIA

Fonte: Elaborado pelo Núcleo Docente Estruturante do Curso de Pedagogia.

61
Este eixo orienta-se, em seu conjunto, pelo princípio da articulação teoria-prática
pedagógica para a compreensão da realidade. Toma-se como premissa que a teoria e a prática são
indissociáveis e, portanto, não se reduzem ao praticismo nem a pura teorização. Entendidas dessa
forma, teoria e prática é práxis, ou seja, uma atividade social orientada e consciente, por isso
transformadora, condição sine qua non para o êxito da prática educativa.
Vazquez (1997, p. 207), ao discutir essa relação intrínseca da teoria e da prática, afirma que,

[...] entre a teoria e a atividade prática transformadora se insere um trabalho de


educação das consciências, de organização dos meios materiais e planos concretos
de ação; tudo isso como passagem indispensável para desenvolver ações reais,
efetivas. Nesse sentido uma teoria é prática na medida em que materializa, através
de uma série de mediações, o que antes só existia idealmente, como conhecimento
da realidade ou antecipação ideal de sua transformação.

Tendo como base essa concepção, o eixo da práxis pedagógica do curso de Pedagogia tem
por finalidade propiciar:

✓ Uma formação pedagógica fundada numa noção crítica e ampla de docência, que
toma o/a professor/a como profissional capaz de pensar os propósitos e as condições da
educação e que, cotidianamente, lida com questões relacionadas ao significado da
prática educativa, a seus objetivos e contextos. Uma formação pedagógica que,
portanto, não se restringe a um fazer profissional do/a professor/a somente às situações
isoladas de uma sala de aula, mas que amplie sua atenção para os condicionantes
sociais, históricos e pedagógicos que caracterizam os processos de ensinar e aprender.
✓ Uma formação pedagógica vinculada aos valores e aspirações democráticas, que
prepare profissionais capazes de contribuir para o desenvolvimento dos sujeitos e da
sociedade como um todo. Uma formação pedagógica, portanto, que prepare o/a
professor/a para reconhecer e valorizar a diversidade cultural, para promover a inclusão
e a emancipação dos indivíduos e grupos sociais; compreender as expectativas e as
demandas sociais e que o/a prepare para traduzir essa orientação nas relações que venha
a estabelecer com a comunidade na qual se insira.
✓ Uma formação pedagógica que toma a escola pública como o seu principal foco de
estudo, investigação, acompanhamento e intervenção na implementação de uma prática
pedagógica transformadora - práxis. Uma formação pedagógica, portanto, que prepare

62
o/a professor/a para o estabelecimento de vínculos e compromissos com o ensino
público brasileiro.
✓ Uma formação pedagógica que permita a articulação entre ensino, pesquisa e
extensão, fundada no domínio dos conhecimentos científicos, capaz de introduzir os/as
futuros/as professores/as em processos de indagação sistemática sobre os problemas do
ensino e da aprendizagem, tanto em uma perspectiva interdisciplinar quanto em sua área
específica.
✓ Uma formação pedagógica que contemple a prática como trabalho consciente e
crítico, que dê conta dos múltiplos saberes e fazeres do trabalho docente.

Assim, permeando todo o processo formativo, a relação teoria e prática se perspectiva como
um movimento contínuo entre saber e fazer na busca de significados para o trabalho do/a
pedagogo/a, seja na gestão de processos educativos, seja na docência. Neste sentido, a prática como
componente curricular toma centralidade e tem sido alvo de deliberações oficiais que visam nortear
sua implementação nos cursos de licenciatura.
Conforme a Resolução CNE/CP nº 2, de 19 de fevereiro de 2002, a prática pedagógica não
poderá ficar reduzida a um espaço isolado, que a restrinja ao estágio, desarticulada do restante do
curso. O documento expressa a exigência de 400 horas de prática como componente curricular,
permeando toda a formação do/a professor/a, devendo aparecer no interior das áreas que
constituírem os componentes de formação, e não apenas nas disciplinas pedagógicas.
A Resolução CNE/CP nº 2, de 1º de julho de 2015 em seu Artigo 13, §1º, inciso I, da mesma
forma, estabelece 400 horas de prática como componente curricular que deverão ser distribuídas ao
longo do processo formativo, desenvolvidas como núcleo ou como parte de disciplinas ou de outras
atividades formativas.
O Parecer CNE/CP nº 2/2015, aprovado em 09 de junho de 2015, reitera os Pareceres
28/2001 e 15/2005 e define que a atividade prática produzida no âmbito do ensino deverá ser
concebida como um trabalho consciente, de apoio ao processo formativo, capaz de sistematizar os
múltiplos modos de ser da atividade acadêmico-científica.
Corroborando o conceito de prática dos referidos Pareceres, e considerando a prática como o
fio condutor da construção do conhecimento docente, pretende-se articular teoria e prática, ação e
reflexão ao longo do processo formativo, a fim de alcançar os seguintes objetivos: oportunizar a
prática dos estudantes na realidade social, portanto, em instituições escolares e não-escolares;

63
suscitar momentos de reflexão avaliativa constantes sobre os efeitos da ação na prática pedagógica;
gerar uma atitude científica e didática do aluno e do professor, contribuindo para que o processo de
formação seja marcado pela experiência de pesquisa; ampliar a concepção de Educação; oportunizar
a reconstrução dos saberes acadêmicos, possibilitando um questionamento e reflexão contínuos
sobre a prática pedagógica, de um modo mais articulado; propiciar estudos e reflexões
interdisciplinares com as diversas áreas do conhecimento que compõe o currículo do curso.
Para isso, o eixo da práxis educativa do curso de Pedagogia, em consonância com os Ciclos
de Formação, inicia-se com o PROINTER I e se estende até PROINTER VI (1º ao 6º período),
perpassa pelo SEILIC, tem continuidade no Estágio Supervisionado e se encerra, ao final do curso,
com o Trabalho de Conclusão, conforme Figura 05.

Figura 05 – Eixo da práxis educativa

Fonte: Elaborado pelo Núcleo Docente Estruturante do Curso de Pedagogia.

8.2.1 PROINTER: estrutura e organização

Para dar sentido à prática como componente curricular, o Projeto Institucional de Formação
e Desenvolvimento do Profissional da Educação da Universidade Federal de Uberlândia, criou o
Projeto Interdisciplinar (PROINTER), de caráter teórico-prático, que integra as dimensões do
ensino, da pesquisa e da extensão, constituindo-se em práticas específicas, conforme indica o artigo
12 da Resolução nº 15/2011, do CONGRAD.
Esse componente curricular, com carga horária teórica e prática, tem como objetivo
introduzir a concepção da prática como práxis que se deseja, para alicerçar a formação desde o

64
início do curso, integrado com outro componente, o Seminário Institucional da Licenciatura (Seilic)
constituindo como um momento de interlocução entre a universidade, a escola e a sociedade como
um todo. Nesse sentido, contribui para promover atividades, discussões e reflexões que favoreçam o
conhecimento do que está sendo produzido, assim como os desafios, dificuldades e perspectivas
enfrentadas pelo curso de Pedagogia da ICHPO, identificando-se pontos em comum e questões
específicas.
Ressalta-se que o SEILIC é fruto de um processo que se inicia com o diálogo entre as
disciplinas do curso de Pedagogia, articuladas em torno dos Projetos Interdisciplinares –
PROINTER e concluído na organização de um evento específico. Segundo o artigo 16, da
Resolução SEI Nº 32/2017, do Conselho Universitário, de 27 de outubro de 2017, o SEILIC tem
como centralidade a socialização de ações desenvolvidas e resultados apresentados pelos
PROINTER, sobretudo, os conhecimentos acadêmicos que dialogaram/dialogam com os saberes da
comunidade, buscando enfatizar o protagonismo de ambos no mesmo processo (UFU, 2017, p.7).
Nessa dinâmica, os sujeitos da universidade e da comunidade externa, participantes dos projetos
poderão compartilhar suas experiências, os conhecimentos elaborados, os resultados e produtos do
trabalho realizado, socializando-os e colocando-os para o debate e a reflexão, necessários à
interdisciplinaridade e ao conhecimento crítico na formação e no trabalho docente com a
perspectiva da práxis.
Propomos, ainda, que o SEILIC seja um momento importante no diálogo entre estudantes,
professores/as e comunidade, com a edificação de sínteses, mas também novas provocação, a partir
das quais os/as estudantes possam sustentar a elaboração de temas/problemas do TCC, trabalho no
qual aprofundará em áreas problematizadas ao longo dos PROINTERs e estágios e, assim, com o
TCC, poderemos construir novas sínteses.
Ainda sobre o objetivo do PROINTER, espera-se iniciar previamente os/as licenciandos/as
no trabalho com projetos educacionais, para que se apropriem de temas, conceitos, categorias,
problemas, próprios das atividades teórico-práticas e abordagens metodológicas no âmbito da
pesquisa e do ensino, para investigação, conhecimento e intervenção planejada em situações,
condições e processos concretos do trabalho docente na escola e no contexto mais amplo da
realidade social em que se insere. (UFU, 2017, p. 18)
Dessa forma, a pesquisa deve ser uma atitude cotidiana, em que aprendamos a ler a realidade
sempre criticamente, a reconstruir processos, a questionar, pois “o espírito questionador também

65
está na base da capacidade de aprender na e da vida.” (DEMO, 2002, p. 13). Esse conceito de
pesquisa entende que:

Uma coisa é aprender pela imitação, outra pela pesquisa. Pesquisar não é somente
produzir conhecimento, é sobretudo aprender em sentido criativo. É possível
aprender escutando aulas, tomando nota, mas aprende-se de verdade quando se
parte para a elaboração própria, motivando o surgimento do pesquisador, que
aprende construindo. (DEMO, 2002, p.44)

Partimos do princípio de uma busca da prática educativa reflexiva, orientada por princípios
freireanos, que insiste em um processo inquietante de desenvolver as habilidades para o
questionamento, a crítica e a reflexão sobre o contexto e as ações praticadas.
Nesta relação delicada de imbricação da teoria com a prática e do ensino com a pesquisa,
Freire (1997, p. 29) considera:

Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses que fazeres se encontram
um no corpo do outro. Enquanto ensino continuo buscando, reprocurando. Ensino
porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para
constatar, constatando, intervenho, intervindo educo e me educo. Pesquiso para
conhecer o que ainda não conheço e comunicar ou anunciar a novidade.

Assim, mais do que simplesmente expressar um caminho fixo e único, o eixo da práxis
educativa do curso de Pedagogia expressa propostas que visam a fomentar investigações, reflexões
e proposições de atividades práticas consideradas importantes para a formação do/a pedagogo/a que
irá atuar na gestão e docência da Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental e em
espaços não escolares.
Por fim, o PROINTER tem uma perspectiva importante no curso de Pedagogia/ICHPO tanto
no sentido da efetivação do eixo da práxis, ao buscar, em cada período, ser o articulador dos
componentes curriculares, bem como oferecer-se como base da constituição dos Ciclos, ao articular
suas propostas de formação por meio de perguntas geradoras que dialoguem com o tema de cada
ciclo. Assim, em cada período, construímos uma pergunta/problema do Projeto Interdisciplinar,
visando a construir, na interação entre todos os componentes curriculares do período, relações
teórico-práticas para a construção de conhecimentos que buscam dar respostas, datadas, aos
problemas lançados.
A seguir, apresentamos a proposta do Projeto Interdisciplinar – PROINTER:

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PROINTER I – Identidade profissional docente
Tema: A construção da identidade do profissional da educação
Pergunta/problema: Que tramas da vida pessoal, familiar e social influenciam na construção de
nossa identidade profissional?
Objetivos:
✓ Reconhecer a reflexão como elemento importante para o desenvolvimento pessoal e
profissional docente dentro dos contextos da prática e da formação.
✓ Pensar a construção da identidade profissional como um movimento do sujeito
historicamente situado, considerando o caráter dinâmico da profissão docente como prática
social.
✓ Refletir sobre os desafios da profissão docente no contexto atual.
✓ Compreender a importância do processo de escolarização vivido para a ressignificação da
docência.
✓ Criar condições para os/as alunos/as analisarem/articularem os conhecimentos que
constroem o perfil do profissional da educação: os saberes, o saber-fazer, as competências e
as habilidades que servem de base para o trabalho docente no espaço escolar.
✓ Desenvolver habilidades de estudos, de pesquisa e de produção de conhecimentos.
✓ Articular o PROINTER à temática do Ciclo 1: as pessoas como fazedoras de história.
✓ Configurar a pergunta problema do PROINTER I como articuladora das disciplinas do
primeiro período.
Proposta de trabalho: discussão e análise sobre a identidade profissional docente, partindo das
memórias que os/as estudantes têm de seus/suas professores/as, desde os anos iniciais de
escolarização. Serão convidados/as a participar do Ateliê biográfico, cujo objetivo é produzir
inspirações para a escrita do memorial. O Ateliê terá como tema a formação e identidade docente e
será desenvolvido em dois momentos: i) o primeiro momento versará sobre a trajetória escolar: dos
anos iniciais aos anos finais da educação básica, perpassando pelas práticas docentes, experiências
escolares e outros elementos presentes nessa fase de escolarização que trazem lembranças que
podem ser ressignificadas; ii) o segundo momento refere-se à escolha da profissão: ser professor/a e
as influências da vida pessoal e escolar. Os Ateliês serão realizados em pequenos grupos, lançando
mão da narrativa oral e escrita. Será sugerido aos/às estudantes que tragam para estes momentos,
fotografias da vida escolar, boletins, cadernos da infância ou outros elementos que os/as ajudem a
rememorar esta fase. Em cada momento serão incentivados a relatar trajetórias, discutir contextos

67
históricos, sociais e políticos de cada etapa vivida, para, enfim, realizar a produção escrita de suas
narrativas, cujo produto será o Memorial de Formação. Entre os dois momentos do Ateliê, serão
lidos e discutidos textos que relatam histórias de vida de professoras e professores, bem como textos
referentes à docência na contemporaneidade.

PROINTER II – Linguagem
Tema: Escrita acadêmica e expressão subjetiva
Pergunta/problema: Como nos construímos professoras/es no cenário acadêmico e de que forma
esse trabalho colabora na transformação social?
Objetivos:
✓ Revisitar conceitos e conteúdos da Língua Portuguesa aplicados à leitura e a produção do
texto acadêmico.
✓ Conhecer as características próprias do texto acadêmico, bem como com as estratégias
necessárias para sua leitura e interpretação.
✓ Mobilizar essas mesmas características na produção de seus próprios textos, articulando as
diversas vozes discursivas que o compõe.
✓ Familiarizar-se com os gêneros textuais acadêmicos mais comuns na área da Educação.
✓ Preparar o corpo discente para a divulgação da pesquisa por meio da escrita.
✓ Experienciar a leitura e a produção do texto acadêmico, bem como o uso de estratégias de
revisão e reescrita do próprio texto, por meio da produção de um diário reflexivo/ensaio
livre durante o curso da disciplina.
✓ Articular o PROINTER com o ciclo de formação “Pessoas fazedoras de história”
✓ Configurar a pergunta problema do PROINTER II como articuladora das disciplinas do
segundo período.
Proposta de trabalho: No PROINTER II – Linguagem pretende-se criar uma oficina de
experimentação da linguagem, visando a recuperar e ampliar conhecimentos da Língua Portuguesa
e dos meios de expressão linguística que são esperados (a) do/a docente em formação que terá como
tarefa, em sua atuação profissional, ensinar a ler e escrever e (b) do/a acadêmico/a que deverá
dominar tais conhecimentos para a leitura e produção de textos, mobilizando o legado já existente,
mas também posicionando-se criticamente, o que é próprio do fazer universitário. Para tanto, os
encontros versarão sobre conteúdos da Língua Portuguesa, articulados com a especificidade do ato
de ler e escrever na Universidade, no formato de oficinas de leitura e escrita. Ao longo do semestre,

68
os/as discentes produzirão um diário reflexivo acerca da sua experiência universitária, material que
servirá de base para a produção de um ensaio livre, num exercício de autoral de escrita.

PROINTER III
Tema: Conhecimentos matemáticos
Pergunta/problema: Quais os conhecimentos matemáticos e didáticos necessários à docência na
Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental?
Objetivos:
✓ Apropriar dos conhecimentos matemáticos a fim de compreender a ideia de número e seus
usos sociais, acumulando conhecimentos didático-pedagógicos que possibilitem estratégias
metodológicas para atuar com alunos/as dos anos iniciais do Ensino Fundamental,
trabalhando com as competências e habilidades necessárias para a aprendizagem
matemática, buscando a formação de pessoas fazedoras de história;
✓ Experenciar formas de intervenções pedagógicas matemáticas significativas, com estratégias
de atendimento diferenciado, para garantir a efetiva aprendizagem dos/as alunos/as e
enriquecimento do processo pedagógico desde o período pré-operatório;
✓ Propiciar situações pedagógicas que envolvam observações sistemáticas, resoluções de
situações-problema, comunicação matemática e estabelecer conexões diversas, por meio de
jogos e brincadeiras matemáticas.
✓ Reconhecer a brinquedoteca escolar como espaço de ensino e aprendizagem da Matemática.
✓ Diagnosticar e analisar as práticas educativas com o olhar de pesquisador/a e desenvolver o
processo de iniciação científica, tendo a educação como objeto de estudos.
✓ Articular o conteúdo do PROINTER à temática do Ciclo 1: Pessoas Fazedoras de História.
✓ Configurar a pergunta problema do PROINTER III como articuladora das disciplinas do
terceiro período.

Proposta de trabalho: o PROINTER III centralizar-se-á na construção do conhecimento


matemático na Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental, a partir do questionamento
dos diversos conteúdos, por meio da ludicidade e do trabalho em grupo.

PROINTER IV – Educação Infantil


Tema: Organização de tempos e espaços na Educação Infantil

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Pergunta/problema: Quais os princípios, fundamentos e práxis necessária para a garantia do
respeito à criança pequena como sujeito de direitos?
Objetivos:
✓ Observar, registrar e refletir sobre aspectos relacionados à organização dos espaços e a
construção de ambientes nas instituições de Educação Infantil.
✓ Realizar estudos e debates sobre a organização dos espaços e construção de ambientes na
Educação Infantil.
✓ Diagnosticar e analisar as práticas educativas com o olhar de pesquisador e desenvolver o
processo de iniciação científica, tendo a educação como objeto de estudos.
✓ Articular o PROINTER com a temática do Ciclo 2: Diálogos Interculturais
✓ Configurar a pergunta problema do PROINTER IV como articuladora das disciplinas do
quarto período.
Proposta de trabalho: No PROINTER IV, pretende-se realizar grupos de estudos e debates sobre a
organização dos espaços e construção de ambientes na Educação Infantil, além de momentos de
observação da forma como esses espaços se organizam nas instituições que atendem esta fase
escolar. Far-se-á um diagnóstico da realidade encontrada, a qual será analisada à luz do referencial
teórico estudado. Além da observação nas escolas, lançaremos mão de entrevistas com professores
e de fontes iconográficas. Será proposto ainda a organização de ambientes educativos, próprios para
atender crianças da Educação Infantil. Em forma de oficinas, os/as estudantes construirão material
para ambientação e organização de uma sala de aula. Toda a experiência discutida e analisada, tanto
em seus aspectos pedagógicos como sociais e políticos e profissionais. A partir das problemáticas
abordadas nas observações sobre a organização dos espaços e ambientes e dos estudos realizados,
construir um artigo sobre a organização dos espaços na Educação Infantil.

PROINTER V – Ensino Fundamental


Tema: Práticas de alfabetização no Ensino Fundamental
Pergunta/problema: Que conhecimentos mobilizar e/ou construir para que a leitura e a escrita
propiciem formação inicial significativa para ampliar o capital cultural docente?
Objetivos:
✓ Analisar práticas alfabetizadoras, reconhecendo e apreendendo os princípios pedagógicos
subjacentes a elas.

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✓ Conhecer, analisar e planejar formas de organização do trabalho pedagógico como
possibilidades de realização de um trabalho interdisciplinar, mais especificamente, por meio
de sequências didáticas e projetos de ensino, com enfoque na alfabetização.
✓ Compreender o conceito de interdisciplinaridade em interface com a ludicidade, e suas
contribuições no processo de alfabetização.
✓ Experenciar formas de intervenções pedagógicas significativas, com estratégias
diversificadas com vistas a uma aprendizagem exitosa dos/as alfabetizandos/as.
✓ Realizar estudos e debates sobre a organização dos espaços e construção de ambientes
alfabetizadores.
✓ Analisar e elencar critérios para a seleção e utilização de livros didáticos.
✓ Planejar atividades com jogos didáticos para a alfabetização.
✓ Reconhecer a brinquedoteca escolar com espaço de formação do aluno leitor/escritor.
✓ Explorar atividades de alfabetização que envolvam novas tecnologias digitais, com uso de
computadores e internet.
✓ Reconhecer a sala de aula, suas relações e as práticas educativas alfabetizadoras como
espaço de pesquisa.
✓ Desenvolver habilidades de estudos, de pesquisa e de produção de conhecimentos.
✓ Diagnosticar e analisar as práticas educativas com o olhar de pesquisador.
✓ Desenvolver o processo de iniciação científica, tomando as práticas em alfabetização como
objeto de estudos.
✓ Articular o PROINTER à temática do Ciclo 2: Diálogos Interculturais
✓ Configurar a pergunta problema do PROINTER V como articuladora das disciplinas do
quinto período.

Proposta de trabalho: No PROINTER V pretende-se discutir e analisar práticas de alfabetização a


partir de alguns questionamentos junto aos/as estudantes em formação: de que práticas
alfabetizadoras estamos falando? O que entendemos por ensinar e aprender? Que concepções de
ensino e de aprendizagem norteiam nossas práticas e a organização das atividades escolares? Que
recursos teórico-metodológicos utilizar? Que alunos queremos formar? Diante desses
questionamentos e da mobilização dos/as estudantes para refletirem sobre essas questões, serão
propostas as seguintes atividades: debate e estudos sobre alfabetização e sua correlação com a
interdisciplinaridade e o lúdico; estudo e análise de práticas alfabetizadoras significativas que

71
possam contribuir efetivamente para aprendizagem das crianças; diagnóstico e análise das práticas
alfabetizadoras problematizando-as com o olhar de pesquisador; apropriação do processo de
iniciação científica, sobretudo, elaborando os instrumentos teóricos e metodológicos para
pesquisa e a construção de conhecimentos; elaboração de projetos didáticos e/ou sequências
didáticas que respondam às necessidades problematizadas sobre as práticas alfabetizadoras; leituras
e discussões teóricas; oficinas de construção de material didático; visitas às escolas para
ambientação com o contexto escolar; convite aos professores dos anos iniciais do Ensino
Fundamental para participarem de ações conjuntas na universidade. O trabalho colaborativo e o
diálogo constante entre professores formadores, estudantes e professores em exercício, serão
princípios norteadores dessa proposta.

PROINTER VI – Arte, Cultura e Sociedade


Tema: Conhecimentos e práticas artístico-culturais: ensino, aprendizagem e metodologias.
Pergunta/problema: Como provocar o processo criativo no exercício da docência na Educação
infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental?
Objetivos:
✓ Compreender o sujeito como ser cultural inserido em um mundo social que se manifesta em
produções elaboradas de forma intencional e dialogante com o vivido.
✓ Refletir sobre a arte, a cultura e a história na educação e a formação de professores/as para o
ensino da atividade artística e cultural na escola e nos espaços não escolares;
✓ Pautar discussões em torno do fazer, pensar, contextualizar e veicular as temáticas relativas
aos/às artistas, às obras e aos sujeitos nos contextos escolares de forma crítica socializando
as experiências e resultados na forma de manifestação destes conhecimentos, como
exposições, espetáculos, mostras e demais formatos atinentes ao universo da arte e da
cultura e o seu ensino;
✓ Realizar ações interdisciplinares junto a outros elementos da práxis educativa do curso de
Pedagogia em possíveis relações que se estabeleçam entre a universidade, a escola e a
sociedade em geral, ponderando acerca dos trabalhos práticos e teóricos com ênfase na
cultura, na arte e na sociedade como tema da construção da identidade brasileira.
✓ Configurar a pergunta problema do PROINTER VI como articuladora das disciplinas do
sexto período.

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Objetivos específicos
✓ Promover atividades, discussões e reflexões que favoreçam o conhecimento do que está
sendo produzido acerca da arte e da cultura no ambiente escolar, analisando-se os
instrumentos de pesquisa, ensino e avaliação em suas diferentes metodologias da práxis
pedagógica.
✓ Construir, ao longo da organização e realização do PROINTER Arte, Cultura e Sociedade
um diálogo proveitoso e constante com os estágios supervisionados por meio da socialização
de atividades teórico-práticas relativas ao ensino, à pesquisa e à extensão.
✓ Compreender o sujeito como possuidor de múltiplos interesses, culturas, saberes e
dimensões, considerando-se o conteúdo das temáticas dos três Ciclos do curso de Pedagogia,
articuladores das disciplinas.

Proposta de trabalho:
- Debates e práticas em torno do fazer, pensar, contextualizar e veicular as temáticas relativas aos
artistas, às obras e os sujeitos nos contextos escolares. Neste sentido, o mesmo tende a uma
abordagem que aponta para a necessidade de se pensar junto aos/às professores/as da Educação
Infantil e dos anos iniciais do Ensino Fundamental ponderações acerca dos trabalhos práticos e
teóricos no cotidiano da escola com ênfase na cultura, na arte e na sociedade como tema da
construção da identidade brasileira.
- Atividades científico-culturais que congreguem pesquisas relacionadas às linguagens artísticas
(artes visuais, cinema, dança, música, literatura, teatro etc.) e às práticas culturais tendo como foco
de discussão a contextualização, a produção, a fruição, o ensino e a difusão da cultura e da arte.
- Organização e socialização de manifestação das linguagens artísticas (artes visuais, cinema, dança,
música, literatura, teatro etc.) em forma de exposições, espetáculos, mostras e demais formatos
atinentes ao universo da arte e da cultura por meio de atividades interdisciplinares e extensionistas.

VII - Seminário Institucional de Licenciaturas


Tema: Seminário Institucional das Licenciaturas (SEILIC): saberes acadêmicos em interface com os
saberes comunitários
Objetivos:

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✓ Socializar as experiências e resultados alcançados nos seis Projetos Interdisciplinares –
PROINTER do curso de Pedagogia, organizados em: I- Identidade, II- Linguagem, III-
Matemática, IV- Educação Infantil, V- Ensino Fundamental e VI- Arte, cultura e educação.
✓ Promover a articulação entre teoria e prática, com base na apresentação dos trabalhos
produzidos ao longo dos seis PROINTER: memoriais, diários reflexivos/ensaio, artigos,
projetos pedagógicos, exposição, espetáculo ou mostra.
✓ Promover debates acerca dos conhecimentos produzidos pelos/as estudantes e docentes da
educação básica e da universidade, a partir de seus múltiplos interesses, culturas, saberes e
dimensões, considerando-se o conteúdo das temáticas dos três Ciclos de formação do curso
de Pedagogia e aos PROINTER e demais elementos do eixo da práxis.
✓ Construir, ao longo da organização e realização do SEILIC, um diálogo profícuo e constante
com os estágios supervisionados e atividades de extensão e pesquisa.
✓ Refletir, junto ao compósito dos trabalhos produzidos nos PROINTER, em consonância com
outros elementos da práxis educativa do curso de Pedagogia, as possíveis relações que se
estabeleceram entre a universidade, a escola e a sociedade em geral; sobretudo, os saberes
acadêmicos e os comunitários, ressaltando os enfrentamentos, os desafios e as perspectivas.
✓ Realizar rodas de conversa para estabelecer diálogos entre professores/estudantes na
perspectiva de construção dos temas dos TCCs como fruto da construção do eixo da práxis.

Proposta de trabalho:
- Socialização das experiências e resultados alcançados nos seis Projetos Interdisciplinares –
PROINTER do curso de Pedagogia, organizados em: I- Identidade, II- Linguagem, III- Matemática,
IV- Educação Infantil, V- Ensino Fundamental e VI- Arte, cultura e educação e os conteúdos das
temáticas dos três Ciclos do curso de Pedagogia, articuladores das disciplinas currículo: Ciclo I:
pessoas fazedoras de história, Ciclo II: Diálogos interculturais e Ciclo III: Tempos e espaços de
formação.
- Atividades, discussões e reflexões coletivas que favoreçam o conhecimento do que está sendo
produzido acerca do ambiente escolar, assim como dos desafios, dificuldades e perspectivas,
analisando-se os variados instrumentos de pesquisa utilizados pelos/as graduandos/as e as
diferenciadas metodologias de planejamento da práxis pedagógica, além de ressaltar a relação dos
conhecimentos acadêmicos e os comunitários como protagonistas do mesmo processo.

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- Organização do SEILIC por meio da participação coletiva de professores, professoras e estudantes
da Universidade, assim como a comunidade escolar, cuja dinâmica de trabalho é a divulgação,
análise, problematização e reflexão sobre o que foi realizado ao longo dos PROINTER e dos
Estágios supervisionados do curso de Pedagogia. Ressalta-se que, para a concretização do trabalho
desenvolvido nos projetos interdisciplinares, é necessária a participação efetiva das instituições de
ensino públicas de Ituiutaba-MG e região, pois entende-se que elas não são meras espectadoras
desse processo.

8.2.2. Estágio curricular supervisionado: normas legais e concepções

De acordo o Art. 1º da Lei 11788/2008, CP 2/2002 do CNE, a Resolução 24/2012/Congrad e


o Projeto Institucional de Formação e Desenvolvimento do Profissional da Educação 32/2017 da
Universidade Federal de Uberlândia, o estágio é “um ato educativo escolar supervisionado,
desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo dos
estudantes que estejam frequentando o ensino regular e, suas atividades, serão desenvolvidas junto
à parte concedente, portanto, é um componente curricular obrigatório das licenciaturas”.
A Resolução 2/2015 do CNE no art. 13 estabelece 400 (quatrocentas) horas dedicadas ao
estágio curricular supervisionado na área de formação e atuação na educação básica, contemplando
também outras áreas específicas, se for o caso, conforme o projeto de curso da instituição. No § 6º
da referida Resolução, o estágio curricular supervisionado é uma atividade específica
constitutivamente articulada com a prática e com as demais atividades do trabalho acadêmico.
A partir das orientações legais e pautado na concepção de que o estágio constitui-se um
movimento essencial à formação para o exercício da docência, o curso de Pedagogia o elege como
um espaço de aprofundamento das questões previamente levantadas no PROINTER com vistas à
imersão do estudante na realidade profissional.
A perspectiva teórica assumida neste projeto permite afirmar que o estágio, como uma
atividade teórica, constitui-se instrumentalizadora da práxis e se concretiza por meio dos espaços de
pesquisa. Desse modo, o estágio como pesquisa constitui-se um espaço de reflexão sobre a carreira
docente: o que é ser professor, o seu papel e da escola na sociedade e a sua condição como aprendiz
na profissão, além das atividades de sala de aula. Segundo Lima (2012, pp.24-30), tal movimento
formativo se concretiza a partir de três dimensões da aprendizagem da profissão docente: a hora da
prática é também a hora da teoria; a hora da prática é uma oportunidade de práxis docente; o estágio

75
é um espaço de pesquisa e reflexão. Nesse viés, apresenta-se o Estágio Supervisionado do curso de
Pedagogia na intenção de que os estudantes possam experimentar e materializar um processo
instrumentalizador da práxis educativa.
O estágio requer planejamento, acompanhamento e avaliação constantes e isso será feito por
intermédio do coordenador de estágio indicado pelo Colegiado do Curso e nomeado pela Unidade
Acadêmica, conforme os trâmites estabelecidos pela Resolução 24/2012 do Congrad.

8.2.2.1 Estrutura e organização do Estágio Supervisionado

Para cursar Estágio Supervisionado I o/a discente do curso de Pedagogia deverá ter
cumprido, no mínimo, 1.100 horas em componentes curriculares.
Na organização curricular do curso de Pedagogia oferecido pela ICHPO-UFU está
contemplada a licenciatura para a docência na Educação Infantil, nos anos iniciais do Ensino
Fundamental para a gestão de processos educativos escolares e não-escolares, no planejamento,
implementação, coordenação, acompanhamento e avaliação de projetos educacionais e apresenta
uma carga horária de 405 horas, assim distribuídas:

a) 90 horas, no 5º período – Gestão Escolar;


b) 120 horas no 6.º período – Ensino Fundamental;
c) 105 horas no 7º período – Educação Infantil;
d) 90 horas no 8.º período – Espaços não escolares.

O Estágio Supervisionado, articulado aos demais componentes curriculares do curso de


Pedagogia e respectivos professores, será realizado da seguinte forma:

Estágio Supervisionado I
Tema: Ação da prática educativa problematizada: a atuação do/a pedagogo/a no âmbito da gestão
escolar numa perspectiva democrática
Objetivo: Atuar na realidade da escola campo, a partir da compreensão das relações que se
estabelecem no âmbito da gestão de sistemas e unidades escolares e sua influência no processo de
organização do trabalho pedagógico da escola.

76
Proposta de trabalho: Realizar estudos e debates sobre: o Estágio Supervisionado e a práxis
educativa; o Estágio supervisionado e a relação teoria/prática no âmbito da gestão educacional e
escolar; a atuação do/a pedagogo/a no âmbito da gestão escolar; o trabalho pedagógico no âmbito
da gestão escolar. Agir na realidade da escola, a partir das observações e análises feitas, no que se
refere à gestão escolar e educacional. Re-visitar os estudos e relatórios realizados ao longo do
PROINTER, considerando a realidade analisada e a relação com o âmbito da gestão educacional e
escolar. Problematizar a atuação do pedagogo e a organização e gestão escolar numa perspectiva
democrática. A partir das problemáticas abordadas nas observações, planejar, implementar e
avaliar atividades e projetos educativos, como uma proposta de intervenção na instituição estagiada
com foco na gestão escolar.
Quadro 03 - Estágio Supervisionado I
Componente Carga horária Núcleos de Categoria Pré-requisito
Curricular Formação
T P Total
Estágio 30 60 90 Pedagógica Obrigatória 1.100h
Supervisionado I
Fonte: Elaborado pelo Núcleo Docente Estruturante do Curso de Pedagogia.

Estágio Supervisionado II
Tema: A práxis nos anos iniciais do Ensino Fundamental
Objetivo: Observar e avaliar a ação docente que atua nos Anos iniciais do Ensino Fundamental.
Proposta de trabalho: Observar, registrar e refletir sobre aspectos relacionados a organização de
instituições dos anos inicias do Ensino Fundamental; observar práticas de docentes que atuam nos
Anos iniciais do Ensino Fundamental. A partir das problemáticas que forem construídas no
cotidiano escolar os estagiários deverão propor um projeto de intervenção em áreas específicas ou
transversais, como, por exemplo, educação étnico-racial e a educação ambiental. Execução e
avaliação dos projetos para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental com a análise e discussão dos
processos vivenciados pelos grupos de trabalho (acompanhamento e avaliação de todos os
estagiários no desenvolvimento dos projetos). Elaboração de um relatório de estágio que contemple
os estudos e vivências desenvolvidas no estágio do Ensino Fundamental. Desenvolver um trabalho
interdisciplinar com o PROINTERIV que também aborda questões referentes ao trabalho no Ensino
Fundamental. Articular o conteúdo com a temática do Ciclo: Diálogos Interculturais.

77
Quadro 04 - Estágio Supervisionado II
Componente Carga horária Núcleos de Categoria Pré-requisito
Curricular Formação
T P Total
Estágio 30 90 120 Pedagógica Obrigatória Estágio
Supervisionado II Supervisionado I
Fonte: Elaborado pelo Núcleo Docente Estruturante do Curso de Pedagogia.

Estágio Supervisionado III

Tema: Educação Infantil: quais as possibilidades de trabalho?


Objetivo: Observar e analisar instituições de Educação Infantil como espaços de formação das
crianças.
Proposta de trabalho: Observar, registrar e refletir sobre aspectos relacionados à organização das
instituições de Educação Infantil a partir dos seguintes itens: rotina, material pedagógico utilizado,
processo ensino e aprendizagem, avaliação e a dinâmica da sala de aula. Realizar estudos e debates
sobre a organização e o trabalho desenvolvido nesse nível de ensino. A partir das problemáticas
abordadas nas observações planejar e desenvolver uma atividade de intervenção na instituição
estagiada. Construir um relatório sobre o estágio vivenciado na Educação Infantil. Desenvolver um
trabalho articulado com o SEILIC que será no mesmo semestre letivo. Dialogar com as pesquisas e
estudos realizados pelos/as discentes no PROINTER III que também tem como objeto de estudo a
Educação Infantil. Articular o conteúdo com a temática do Ciclo: Diálogos Interculturais.

Quadro 05 - Estágio Supervisionado III


Componente Carga horária Núcleos de Categoria Pré-requisito
Curricular Formação
T P Total
Estágio 30 75 105 Pedagógica Obrigatória Estágio
Supervisionado III Supervisionado II
Fonte: Elaborado pelo Núcleo Docente Estruturante do Curso de Pedagogia.

Estágio Supervisionado IV

Tema: Processos e relações pedagógicas em instituições sociais não escolares: a atuação do/a
pedagogo/a
Objetivo: Identificar questões problematizadoras no contexto de instituições sociais não escolares a
partir do diagnóstico e análise realizados ao longo do eixo da práxis educativa.

78
Proposta de trabalho: Imersão no contexto profissional, tendo como ponto de partida a
problematização das práticas educativas e análise da organização do trabalho pedagógico realizadas
em instituições sociais não escolares. Elaboração de projetos de trabalho com o estudo de
referências teóricas que possibilitem a contribuição no espaço não escolar. Nesse momento, os/as
alunos/as terão a oportunidade de compreender a complexidade do espaço educativo e criar/elaborar
um projeto para a sua atuação. São articuladas assim, as funções necessárias a/ao pedagogo/a, já
traçadas na caracterização do/a egresso/a do curso que possibilitam a sua inserção em espaços não
escolares.
Quadro 06 - Estágio Supervisionado IV
Componente Carga horária Núcleos de Categoria Pré-requisito
Curricular Formação
T P Total
Estágio 30 60 90 Pedagógica Obrigatória Estágio
Supervisionado IV Supervisionado III
Fonte: Elaborado pelo Núcleo Docente Estruturante do Curso de Pedagogia.

O detalhamento do estágio constará em normas específicas aprovadas nos âmbitos do


Colegiado do Curso de Pedagogia, Grau Licenciatura, com anuência do NDE e da Unidade
Acadêmica. Essas normas serão encaminhadas em formato digital para a Diretoria de Ensino
(DIREN).

8.2.3 Trabalho de Conclusão de Curso

O TCC é componente curricular obrigatório da Pedagogia Campus Pontal desde o início do


curso, em 2007. Assim, contempla as determinações da Resolução SEI n. 32/2017. Para cursar o
TCC I, o/a discente deverá ter cumprido, no mínimo, 2.000 horas em componentes curriculares.
Quanto à organização, o TCC do curso de Pedagogia configura-se como movimento de
síntese de todo o processo vivenciado ao longo da formação inicial, articulado aos PROINTER, ao
Seilic, aos Estágios Supervisionados e às demais ações realizadas no eixo da práxis educativa.
Traduz-se em momentos de reflexão realizados à luz de teorias subjacentes à temática escolhida
pelos/as estudantes, sob orientação de um/a professor/a, e que serão apresentadas na forma de artigo
científico ou de monografia.
A construção do TCC, propriamente dita, se iniciará na disciplina Pesquisa em Educação
com a organização do material de ensino, de pesquisa e de extensão levantados ao longo da

79
formação inicial e que resultará na produção de um projeto de pesquisa a ser desenvolvido nas
disciplinas de TCC I e II.
Em meio a essa dinâmica de disciplinas, será realizado o Seminário Institucional das
Licenciaturas (SEILIC) que, entre seus objetivos, proporcionará momentos de rodas de conversa
entre os/as estudantes/as e os/as professores/as do curso para definição das orientações do TCC. Na
oportunidade, os/as professores/as apresentarão suas áreas de estudo e pesquisa e, estabelecidas
afinidades com os projetos dos/as estudantes, estes/as farão matrícula na disciplina TCC I com o/a
professor/a orientador/a. Para a divisão das orientações de TCC, considerar-se-á o número de
docentes2 e de estudantes. Haverá prioridade para orientação daqueles/as que já desenvolvem
iniciação científica.
A organização e a distribuição das orientações serão realizadas pelo/a professor/a
coordenador/a de TCC a ser nomeado/a em Portaria do Curso, sendo responsável também por
organizar as bancas de qualificação e defesa, elaborar as normas e resolução de TCC, assim como
outras responsabilidades desse processo.
Em TCC I, serão tratadas as abordagens filosóficas que orientam as pesquisas, processos e
procedimentos que envolvem a introdução ao fazer científico, enquanto fazer organizado, ética e
pesquisa, os diversos delineamentos de pesquisa, construção dos instrumentos para coleta de
informações, assim como execução do projeto de pesquisa elaborado na disciplina Pesquisa em
Educação.
O projeto de pesquisa deve estar inserido em um dos três núcleos de pesquisa do curso de
Pedagogia, a saber:
1 - Núcleo de Estudos e Pesquisas em Fundamentos da Educação (História, Filosofia, Sociologia,
Antropologia e Psicologia);
2 – Núcleo de Organização do Trabalho Docente e Formação de Professores: Políticas e Práticas
Educacionais (disciplinas relacionadas à Prática, Metodologia e Formação de Professores); e
3 - Núcleo de Pesquisas em Gênero, Educação e Diversidade (disciplinas que tratem sobre inclusão,
educação especial, minorias, etnia/raça, diversidade sexual e de gênero, dentre outras temáticas
correlatas.)
Com carga horária de 30h teóricas, em TCC I, os/as estudantes serão supervisionados/as
pelos/as professores/as que compõem os núcleos do curso e deverão desenvolver a revisão
bibliográfica do tema estudado, apresentando a parte teórica proposta no projeto para elaboração do
2
Salientamos que os/as professores afastados/as por licença (capacitação, saúde), doutorado e pós-doutorado não
entram no cômputo da divisão.

80
artigo científico/monografia a uma banca de qualificação, organizada pelo/a professor/a
coordenador/a. As bancas serão compostas pelo/ orientador/a e mais dois/duas docentes,
professores/as do núcleo, que emitirão parecer (presencialmente ou por escrito) sobre a
fundamentação teórica do trabalho, dando encaminhamento ao mesmo.
Na disciplina de TCC II, com 30 horas teóricas, será elaborado o artigo
científico/monografia, conforme normas e técnicas da ABNT. Com essa finalidade, será organizada
a coleta, análise e tabulação dos dados da investigação, apresentação oral e escrita dos trabalhos de
pesquisa realizados. Da mesma forma, nessa disciplina, o/a discente fará a matrícula com o/a
orientador/a (professor/a que esteja vinculado a um dos núcleos), que conduzirá o Trabalho de
Conclusão de Curso ao seu término, com a defesa pública dos resultados alcançados por meio da
pesquisa.
Os TCC’s serão avaliados por uma Banca Examinadora constituída por, no mínimo,
dois/duas professores/as do curso de Pedagogia, sendo o/a professor/a orientador/a e outro/a docente
do curso afeito à área temática em que se enquadra o trabalho. O/A terceiro/a membro/a poderá ser
especialista da área de outras unidades acadêmicas da UFU ou de outras instituições de ensino
superior.
As bancas serão presididas pelos/as orientadores/as durante o Seminário de TCC, organizado
semestralmente pelo/a coordenador/a de TCC. A defesa compreenderá: apresentação oral (15
minutos); arguição pelos membros da banca (15 minutos para cada docente); réplica do/a estudante
(até 10 minutos). Ao final, o/a presidente solicitará aos presentes que se ausentem para a discussão
do conceito que será expresso na ata enquanto: aprovado ou reprovado.
As indicações da banca, caso o trabalho seja aprovado, devem ser analisadas pelo/a discente
em conjunto com seu/sua orientador/a para as devidas correções e, posterior, inserção do trabalho
no repositório institucional.
Tendo em vista as alterações apresentadas neste Projeto quanto ao Trabalho de Conclusão de
Curso, será necessário reformular o Manual de Regulamentação do Trabalho de Conclusão de
Curso de Pedagogia, disponível no sítio do curso, assim como de uma Resolução específica com as
demais normas e diretrizes para o desenvolvimento dos TCC’s.

8.3. Estrutura curricular do curso de Pedagogia por Núcleos de Formação (02/2015)

81
A proposta até o momento apresentada nesta seção busca coadunar a organização do curso
de Pedagogia/ICHPO às novas demandas das Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação
inicial e continuada em nível superior (cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica
para graduados e cursos de segunda licenciatura) e para a formação continuada (Resolução
02/2015), assim como da Resolução SEI n.32/2017 do CONSUN, fruto do trabalho realizado no
Fórum de Licenciaturas.
Na tabela a seguir, destacamos a composição em termos de carga horária dos Núcleos do
curso, considerando o Artigo 12º da 02/2015, sendo o: 1) Núcleo de estudos de formação geral, das
áreas específicas e interdisciplinares, e do campo educacional, seus fundamentos e metodologias, e
das diversas realidades educacionais; 2) Núcleo de aprofundamento e diversificação de estudos
das áreas de atuação profissional; e 3) Núcleo de estudos integradores para enriquecimento
curricular.

Tabela 03 – Estrutura Curricular por Núcleos de Formação e o Percentual de Carga Horária


Núcleos de Formação CH Total Percentual
Núcleo I - Núcleo de estudos de formação geral, das áreas 1.515 44,82%
específicas e interdisciplinares, e do campo educacional, seus
fundamentos e metodologias, e das diversas realidades
educacionais.
Núcleo II - Núcleo de aprofundamento e diversificação de estudos 1.545 45,71%
das áreas de atuação profissional incluindo os conteúdos
específicos e pedagógicos.
Núcleo III – Núcleo de estudos integradores para enriquecimento 200 5,91%
curricular.
Disciplinas Optativas gerais e específicas de licenciatura 120 3,56%
pertencentes a qualquer núcleo de formação
TOTAL 3.380 100%
Fonte: Elaborado pelo Núcleo Docente Estruturante do Curso de Pedagogia.

8.3.1 Núcleo de estudos de formação geral, das áreas específicas e interdisciplinares, e do campo
educacional.

O Núcleo de estudos de formação geral, das áreas específicas e interdisciplinares, e do


campo educacional, seus fundamentos e metodologias, e das diversas realidades educacionais, tem
como foco a formação densa de fundamentos, conceitos, princípios, conteúdos pedagógicos e
específicos para a formação do/a estudante.

82
No curso de Pedagogia/ICHPO, compreendendo as áreas de habilitação delineadas na
Resolução 01/2016, as disciplinas que compõem esse Núcleo visam à formação de conhecimentos
pedagógicos e específicos essenciais à atuação do/a pedagogo/a, como: alfabetização, literatura
infantil, Libras, construção do conhecimento em Matemática, História, Geografia, Ciências, Arte e
Língua Portuguesa. As disciplinas que colaboram para a compreensão da realidade, sua relação com
a educação, análise e intervenção propositiva na atividade docente, como a Filosofia, a Sociologia, a
História da Educação e a Antropologia, estão presentes neste Núcleo.
Fazem parte, ainda, as disciplinas necessárias à própria formação acerca da história e
identidade do/a Pedagogo/a no país, conhecimento caro à formação de profissionais cientes dos
desafios políticos, culturais e legais que envolvem a atuação dos/as pedagogos/as no Brasil, como
trabalhamos na justificativa deste Projeto.
Na Tabela 04, elencamos as disciplinas que fazem parte desse Núcleo sem desconsiderar a
perspectiva dos ciclos que envolvem a nossa proposta pedagógica.

Tabela 04 – Núcleo (I) de estudos de formação geral, das áreas específicas e interdisciplinares,
e do campo educacional
Componentes Obrigatórios CH Teórica CH Prática CH Total
Antropologia Cultural 30 - 30
Aprendizagem e Tecnologia na Sala de Aula 30 - 30
Construção do Conhecimento de Ciências 60 - 60
Construção do Conhecimento de Matemática 60 - 60
Construção do Conhecimento em Arte 60 - 60
Construção do Conhecimento em Geografia 60 - 60
Construção do Conhecimento em História 60 - 60
Construção do Conhecimento em Língua 60 - 60
Portuguesa
Currículo e o Trabalho Pedagógico 60 - 60
Educação de Jovens e Adultos 30 15 45
Educação Infantil e a Pedagogia da Infância 60 - 60
Filosofia da Educação I 60 - 60
Filosofia da Educação II 60 - 60
Fundamentos da Educação Infantil 60 - 60
História da Educação I 60 - 60

83
História da Educação II 60 - 60
Jogos, Brinquedos e Brincadeiras 30 - 30
Língua Brasileira de Sinais 60 - 60
Literatura Infantil 30 - 30
Organização do Trabalho Pedagógico 60 - 60
Pedagogia: Identidade, Teoria e Prática 60 - 60
Processo de Alfabetização I 60 15 75
Processo de Alfabetização II 60 15 75
Psicologia da Educação I 60 - 60
Psicologia da Educação II 60 - 60
Sociologia da Educação I 60 - 60
Sociologia da Educação II 60 - 60
Total geral 1.470 45 1.515
Fonte: Elaborado pelo Núcleo Docente Estruturante do Curso de Pedagogia.

8.3.2 Núcleo de aprofundamento e diversificação de estudos das áreas de atuação profissional

O Núcleo de aprofundamento e diversificação de estudos das áreas de atuação profissional,


incluindo os conteúdos específicos e pedagógicos, delineado nas Diretrizes Curriculares Nacionais,
busca ampliar a formação sustentada por ações investigativas sobre as áreas de atuação profissional,
seja em processos educativos, organizacionais e de gestão. Na organização do nosso curso este
Núcleo está em diálogo constante com os demais Núcleos, especialmente provocado na sustentação
das disciplinas pelo eixo da práxis. Assim, incluímos aqui os Projetos Interdisciplinares, o Seilic e
os Estágios Supervisionados que devem culminar na definição de temas/áreas de investigação para
o Trabalho de Conclusão de Curso, o qual é sustentado por projeto elaborado na disciplina de
Pesquisa em educação, que também faz parte deste Núcleo.
Incluímos, ainda, disciplinas que colaboram na formação da visão da docência como prática
educativa intencional, o que envolve tanto a formação política, de planejamento, didática,
metodológica, de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), avaliativa e gestão,
considerando-se o espaço escolar e não escolar. Inserimos, também, disciplinas que abarcam
questões relativas à diversidade étnico-racial, de gênero, de faixa geracional, dentre outras
necessárias para a garantia do direito à educação básica a grupos historicamente marginalizados,
propiciando a formação para uma prática pedagógica inclusiva

84
Tabela 05 - Núcleo (II) de aprofundamento e diversificação de estudos das áreas de atuação
profissional

Componentes Obrigatórios CH Teórica CH Prática CH Total


Aprendizagem e Educação Inclusiva 60 - 60
Avaliação Educacional 30 - 30
Corpo e Sexualidade 30 - 30
Didática I 60 - 60
Didática II 60 - 60
Direito à Infância e à Educação 30 - 30
Educação para as Relações Étnico- 30 - 30
raciais e Formação Docente
Estágio Supervisionado I 30 60 90
Estágio Supervisionado II 30 90 120
Estágio Supervisionado III 30 75 105
Estágio Supervisionado IV 30 60 90
Gestão Democrática da Escola 60 - 60
Movimentos Sociais e Educação 30 - 30
Pesquisa em Educação 60 - 60
Política e Gestão da Educação 60 - 60
Política Educacional Contemporânea 60 - 60
Práticas Pedagógicas em Instituições 30 - 30
Sociais Não Escolares
Princípios Éticos Freireanos 60 - 60
Projeto Interdisciplinar I 30 15 45
Projeto Interdisciplinar II 30 15 45
Projeto Interdisciplinar III 30 15 45
Projeto Interdisciplinar IV 30 15 45
Projeto Interdisciplinar V 30 15 45
Projeto Interdisciplinar VI 30 15 45
Seminário Institucional das 30 60 90
Licenciaturas
Trabalho de Conclusão do Curso I 30 30 60

85
Trabalho de Conclusão do Curso II 30 30 60
Total geral 1.050 495 1.545
Fonte: Elaborado pelo Núcleo Docente Estruturante do Curso de Pedagogia.

8.3.2.1 Prática como Componente Curricular

O eixo da práxis que compõe o presente projeto é composto pela Prática como componente
Curricular, Estágio Supervisionado e Trabalho de Conclusão de Curso. Sendo que a Prática como
Componente Curricular será desenvolvida desde o primeiro ao sexto período, o SEILIC no sétimo
período e as disciplinas Processo de Alfabetização I (60 T 15 P), Processo de Alfabetização II (60 T
15 P) e Educação de Jovens e Adultos (30 T 15 P), as quais estão no cômputo das 405 horas de
Prática como Componente Curricular.

Tabela 06 - Prática como Componente Curricular


Componente Curricular CH Teórica CH Prática Total
Projeto Interdisciplinar I 30 15 45
Projeto Interdisciplinar II 30 15 45
Projeto Interdisciplinar III 30 15 45
Projeto Interdisciplinar IV 30 15 45
Projeto Interdisciplinar V 30 15 45
Projeto Interdisciplinar VI 30 15 45
Seminário Institucional das Licenciaturas 30 60 90
Processo de Alfabetização I - 15 15
Processo de Alfabetização II - 15 15
Educação de Jovens e Adultos - 15 15
Total Geral 210 195 405
Fonte: Elaborado pelo Núcleo Docente Estruturante do Curso de Pedagogia.

8.3.3 Núcleo de estudos integradores para enriquecimento curricular

Este Núcleo diz respeito a uma formação acadêmica que não se restringe às atividades
pedagógicas circunscritas às disciplinas e propostas delineadas no curso. Assim, participar de
mobilidade estudantil, seminários, monitorias, projetos de iniciação científica, atividades de
86
extensão e tantas outras possibilidades de adensamento da formação, conforme objetivo dessa
orientação das Diretrizes Curriculares Nacionais.
O/a estudante deverá desenvolver, no mínimo, 200 horas de Atividades Acadêmicas
Complementares ao longo do curso. Destacando-se, ainda, que neste Núcleo, das 200 horas, 100
horas serão dedicadas à extensão, de modo a garantir que 10% da carga horária total do curso seja
destinada a esse eixo do tripé universitário.
No Quadro 07, destacamos as atividades complementares consideradas no curso. Atividades
apresentadas pelos/as estudantes e não elencadas no quadro podem ser analisadas pela Comissão de
acompanhamento das Atividades Acadêmicas Complementares e aprovadas pelo Colegiado do
Curso.

Tabela 07 – Núcleo (III) de estudos integradores para enriquecimento curricular


Componentes Curriculares CH Total
Atividades Acadêmicas Complementares 200
Fonte: Elaborado pelo Núcleo Docente Estruturante do Curso de Pedagogia.

Quadro 07 - Atividades complementares que compõem a avaliação das 200 horas de


enriquecimento curricular

CÓDIGO CATEGORIA DE ATIVIDADE FORMA DE COMPROVAÇÃO VALOR EM HORAS


Representação estudantil Atas ou documentos similares que atestem a 10 horas por ano de mandato,
(Colegiado da Graduação, nomeação e a exoneração ou término do respeitando o teto de 40 horas
Conselho do Instituto, Conselhos mandato, emitidas pelo órgão colegiado para o total de atividades deste
ATCO0708 Superiores, Diretório e Centro competente. tipo.
Acadêmico, UNE).

Disciplina Facultativa, cursada Histórico Escolar 10 horas por disciplina cursadas


com aproveitamento, na UFU ou integralmente respeitando o teto
ATCO0240 em outra Instituição de Ensino de 20 horas.
Superior, em curso devidamente
reconhecido pelo MEC.
Projetos e/ou Atividades de Documento que ateste o cumprimento das 20 horas por semestre,
ATCO0884 Pesquisa com Bolsa Pibic atividades previstas no projeto, emitido pelo respeitando o teto de 80 horas
(CNPq, FAPEMIG e Pibid) orientador e/ou pelo órgão competente. para atividades deste tipo.
Participação em Projetos de Documento que ateste o cumprimento das 15 por atividade respeitando o
ATCO0682 Ensino ou Extensão/PIBEG, atividades previstas no projeto, emitido pelo teto de 60 horas para atividades
PEIC, PIEX com bolsa orientador e/ou pelo órgão competente. deste tipo.
Atuação como Documento emitido pelo orientador da 10 horas, respeitando o teto de 60
colaborador/voluntários em atividade, devidamente validado pelo horas para atividades deste tipo
ATCO0131
projetos e/ou atividades de Colegiado do Curso.
pesquisa, ensino e extensão.
Atividade de monitoria em Documento emitido pela Diretoria da 30 horas por semestre de
disciplina de graduação Unidade, atestando a participação e o monitoria, respeitando o teto de
ATCO0076
desempenho do aluno na atividade. 90 horas para o total de atividades
deste tipo.
Exercício de monitoria em Certificado emitido pela entidade promotora 05 horas por evento organizado,
ATCO0282
eventos ou responsável pelo evento. respeitando o teto de 50 horas

87
para atividades deste tipo.
Participação, como ouvinte, em Certificado de participação, emitido pela Igual à carga horária especificada
congressos, simpósios, entidade promotora e constando a carga no certificado de participação,
ATCO0765
seminários, semanas, colóquios e horária da atividade. respeitando o teto de. 50 horas
afins. durante o curso.
Apresentação de Trabalho em Certificado de apresentação emitido pela 10 horas por trabalho completo e
Evento entidade promotora. 05 horas para Posters, resumo
expandido ou relatos de
ATCO0026
experiências apresentados,
respeitando o teto de 60 horas
para atividades deste tipo.
Publicação de trabalho em Cópia do material publicado (folha de rosto 05 horas por publicações em
ATCO0952 Eventos/Anais e periódicos do evento e primeira página do trabalho anais, respeitando o teto de 60
publicado). horas para atividades deste tipo.
Publicação de resumo completo Cópia do material publicado (folha de rosto 02 horas por resumo publicado
ATCO0939 em anais de evento do evento e resumo na íntegra). em anais, respeitando o teto de 30
horas para Atividades deste tipo.
Publicação de artigos científicos Cópia do material publicado na íntegra 10 horas por artigo publicado.
ATCO0905
com ISSN e conselho editorial
Publicação de artigos em Cópia do material publicado na íntegra e 05 horas por artigo publicado.
ATCO0918 periódicos de divulgação certificado do editor do periódico.
científica sem ISSN.
Desenvolvimento (autoria) de Certificado emitido pelo coordenador ou 10 horas por material
material informacional ou organizador do projeto. desenvolvido, respeitando o teto
ATCO0212
didático (livros, CD-Roms, de 30 horas para atividades deste
vídeos, etc.) tipo.
Desenvolvimento ou participação Certificado emitido pelo coordenador ou 10 horas por material
no desenvolvimento de organizador do projeto. desenvolvido, respeitando o teto
ATCO0222 instrumentos de pesquisa, guias de 20 horas para atividades deste
ou catálogos Didáticos ou tipo.
científicos.
Produção ou participação na Documento que ateste o cumprimento desta 10 horas por produção,
produção de objetos artísticos atividade emitido pela entidade promotora. respeitando o teto de 30 horas
ATCO0834
(artes plásticas, literatura, para o total de atividades deste
música, etc) tipo.
Participação em mini-cursos, Certificado de participação, emitido pela Igual à carga horária especificada
palestras, oficinas, etc. entidade promotora, constando a carga no certificado de participação,
ATCO0621
horária da atividade. respeitando o teto de 80 horas
durante o curso.
Ministração de palestras, mini- Documento que ateste o cumprimento desta 10 horas por palestra, respeitando
ATCO0334
cursos e oficinas atividade emitido pela entidade promotora. o teto máximo de 50 horas.
Participação como ouvinte em Certificado de participação, emitido pela 10 horas por atividade, durante o
ATCO0430 eventos científico-culturais entidade promotora, constando a carga curso.
artísticos horária da atividade.
Atividades pedagógico-cultural Certificado da instituição promotora ou do 10 horas por atividade,
(pré-circulo de cultura, viagens coordenador do projeto, constando carga respeitando o teto de 50 horas.
ATCO0129 artístico culturais, visitas técnicas horária.
orientadas a museus, arquivos,
instituições educativas e outros)
Pesquisa de campo relacionada a Parecer final do Relatório da atividade 05 horas por relatório final da
projetos de pesquisa, extensão ou desenvolvida e assinado pelo orientador da atividade, respeitando o teto de 50
ATCO0804 complementares a atividades de atividade. horas.
ensino (PROINTERI, II, III, IV,
V e VI).
Mobilidade Internacional - Documento que ateste o cumprimento desta 30 horas por participação com o
intercâmbio entre instituições atividade emitido pela coordenação do curso teto máximo de 30 horas.
ATCO0343
acadêmicas de ensino superior; da instituição receptora e convalidação da
instituição de origem;
Mobilidade Nacional - Documento que ateste o cumprimento desta 20 horas por participação
intercâmbio entre instituições atividade emitido pela coordenação do curso respeitando o teto máximo de 20
ATCO0345
acadêmicas de ensino superior; da instituição receptora e convalidação da horas;
instituição de origem;
ATCO0164 Círculos de Cultura. Certificado emitido pela coordenação da 20 horas por circulo de cultura,

88
comissão do Círculo de Cultura, constando a respeitando o teto máximo de 60
carga horária. horas. Obrigatório.
Participação em Comissão de Certificado emitido pelo presidente da 05 horas por participação,
ATCO0482 processo eleitoral (coordenação comissão constando a carga horária. respeitando o teto máximo de 20
de curso, colegiado, e outros) horas.
Participação em processo Certificado emitido pelo presidente da 05 horas por participação,
ATCO0653 seletivo em programas comissão constando a carga horária. respeitando o teto máximo de 20
institucionais horas.
Participação em Mesa Redonda Certificado emitido pela instituição 10 horas por atividade,
ATCO0610 de Eventos Educacionais promotora eo evento, constando a carga respeitando o teto máximo de 30
horária. horas.
Participação em curso de Certificado emitido pela instituição, Igual à carga horária especificada
informática em instituições constando a carga horária. no certificado de participação,
ATCO0509
reconhecidas respeitando o teto de 50 horas
durante o curso.
Participação em curso de língua Certificado emitido pela instituição, Igual à carga horária especificada
estrangeira em instituições constando a carga horária. no certificado de participação,
ATCO0510
reconhecidas respeitando o teto de 50 horas
durante o curso.
Membro da comissão Certificado emitido pela instituição 05 horas por atividade,
ATCO0308 organizadora de evento promotora eo evento, constando a carga respeitando o teto máximo de 20
horária. horas.
Quaisquer outra atividade que Definida pela instância responsável pela
ATCO0000 não se enquadrar nas categorias aprovação da atividade (comissão ou
acima, sujeito a aprovação da colegiado.
comissão de verificação das
atividades complementares e,
caso necessário, sujeito a
aprovação do colegiado do curso.
Fonte: Elaborado pela Comissão de Atividades Complementares Pedagogia/ICHPO.

8.3.4 Disciplinas optativas

De acordo o Regimento Geral da UFU, Artigo 99, Inciso V, as disciplinas optativas são de
livre escolha do/a estudante dentro de um elenco estabelecido no currículo ou programa, visando
sua especialização em algum aspecto de sua formação profissional ou acadêmica. Assim, nesse
Núcleo, incluímos disciplinas que, direta ou indiretamente, provocam a formação do/a pedagogo/a
para atuação nos diferentes campos para os quais está habilitado/a.
A Resolução SEI n. 32/2017, do Conselho Universitário, define, também, em seu Artigo 11,
que cada curso deverá ofertar um rol de disciplinas optativas de licenciatura, devendo o/a
licenciando/a integralizar uma carga horária mínima nesse componente curricular. Assim nas
Tabelas 07 e 08 organizamos essa divisão entre disciplinas optativas gerais e optativas de
licenciatura. As Disciplinas Optativas no curso de Pedagogia poderão ser cursadas a partir da
integralização de 720 horas de componente curricular. O/a estudantes deverá cumprir o mínimo de
120 horas em disciplinas optativas, sendo que destas 60 horas seja, no mínimo, em disciplinas
optativas de licenciatura.

89
Os/as discentes poderão cursar, como optativas, quaisquer disciplinas oferecidas por outros
cursos da UFU, desde que sejam de áreas afins à formação do curso de Pedagogia e sejam
aprovadas pelo colegiado do curso.
Tabela 08 - Disciplinas optativas gerais
Componentes Obrigatórios CH Teórica CH Prática Total
Conteúdos e Metodologias de Ensino da 30 30 60
Matemática
Educação Ambiental 60 - 60
Educação Patrimonial 30 30 60
Foucault e a Educação: Cuidado de Si 60 - 60
Metodologia do Trabalho Científico 60 - 60
Fonte: Elaborado pelo Núcleo Docente Estruturante do Curso de Pedagogia.

Tabela 09 - Disciplinas optativas de licenciatura


Componentes obrigatórios CH Teórica CH Prática Total
Educação do Campo 30 30 60
Educação e Transformação Social 60 - 60
História da Infância no Brasil 45 15 60
Pedagogia de Projetos na Educação Infantil 30 30 60
Teatro na Escola 30 30 60
Fonte: Elaborado pelo Núcleo Docente Estruturante do Curso de Pedagogia.

Tabela 10- Síntese da distribuição de Carga Horária por componentes curriculares


Componente Curricular CH total Percentual
Disciplinas Obrigatórias 2.130* 63.02%
Disciplinas Optativas Gerais 60 1.77%
Disciplinas Optativas de Licenciatura 60 1.77%
Prática como Componente Curricular 405 11.99%
Estágio Supervisionado 405 11.99%
Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) 120 3.55%
Atividades Acadêmicas Complementares 200 5.91%
Total Geral 3.380 100%
Fonte: Elaborado pelo Núcleo Docente Estruturante do Curso de Pedagogia.

90
*Carga Horária das disciplinas obrigatórias sem computar 45 horas de Prática das disciplinas de
Processo de Alfabetização I (60 T 15 P), Processo de Alfabetização II (60 T 15 P) e Educação de
Jovens e Adultos (30 T 15 P), as quais estão no cômputo das 405 horas de Prática como
Componente Curricular.

8.4. Atendimento aos requisitos legais e normativos

A inserção a um universo cultural diferenciado e a um conhecimento mais amplo possibilita


que jovens e adultos/as possam minimizar ou dirimir preconceitos, ter mais informação, lidar
melhor com o diverso e o diferente de modo a transformar os locais em que estudam, trabalham
e/ou convivem, espaços dignos de formação humana.
Nesse sentido, é de suma importância analisar de que modo se constrói uma sociedade
inclusiva que precisa vivenciar a diversidade em instituições educacionais, uma vez que é nelas que
muitas pessoas se relacionam diariamente. Tendo em vista a conjuntura em que vivemos, tratar e
valorizar a diversidade em um curso de formação professoras/es é necessário, uma vez que os
espaços escolares podem ser reforçadores das diferenças, transformando-as em desigualdades. Por
isso, precisamos compreender as individualidades, apontando o que é salutar na diversidade, mas
sem distinguir, separar e excluir.
Tendo em vista esses pressupostos, destacamos, no Quadro 08, os ciclos e/ou
disciplinas/componentes curriculares que atendem às demandas legais e normativas.

Quadro 08 - Demandas legais e normativas de disciplina/componentes curriculares


Referências legais Disciplinas/componentes curriculares

Educação para as relações étnico-raciais ✓ Educação para as Relações


Étnico-raciais e Formação
-Lei 10639/2003 (obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro- Docente
Brasileira") ✓ Antropologia Cultural
- Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações ✓ Aprendizagem e Educação
Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Inclusiva
Africana (Resolução nº 1, de 17 de junho de 2004)
-Lei 11645/2008 (obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro- *Além das componentes curriculares
Brasileira e Indígena”) aqui elencadas, tal demanda faz parte do
foco, especialmente no Segundo Ciclo
- Resolução n. 04/2014, do Conselho de Graduação (Estabelece a inclusão de formação (Diálogos Interculturais),
de conteúdos e atividades curriculares concernentes à Educação das sendo transversalmente trabalhada.
Relações Étnico-raciais e Histórias e Culturas Afro-Brasileira, Africana e
Indígena, nos Projetos Pedagógicos da Educação Básica, da Educação
Profissional Técnica de Nível Médio e da Educação Superior da UFU)

91
Libras: ✓ Língua Brasileira de Sinais

-Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005 (Regulamenta a Lei no


10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de
Sinais/LIBRAS, o art. 18 da Lei no 10.098, de 19 de dezembro de 2000)
-Resolução n. 13/2008, do Conselho de Graduação (Dispõe sobre a criação
das disciplinas Língua Brasileira de Sinais – Libras I e Língua Brasileira de
Sinais – Libras II)
Educação em Direitos Humanos: ✓ Aprendizagem e Educação
Inclusiva
- Diretrizes Nacionais para a Educação em Direitos Humanos (Parecer ✓ Direito à Infância e à Educação
CNE/CP Nº: 8/2012)
-Resolução nº 1, de 30 de maio de 2012 (Estabelece Diretrizes Nacionais
para a Educação em Direitos Humanos)
Educação Ambiental: ✓ Estágio Supervisionado II e III
(intervenção na Educação
-Decreto nº 4.281, de 25 de junho de 2002 Infantil e Ensino Fundamental)
(Regulamenta a Lei no 9.795, de 27 de abril de 1999, que ✓ Educação Ambiental (optativa
institui a Política Nacional de Educação Ambiental, e dá oferecida pelo curso de
outras providências) Geografia)
Educação inclusiva, questão de Gênero, sexualidade e educação especial: ✓ Corpo e Sexualidade
✓ Aprendizagem e Educação
-Resolução 02/2015 (parágrafo 2º do artigo 13): diversidades de gênero, Inclusiva
sexual, religiosa, de faixa geracional, educação especial, direitos ✓ Psicologia da Educação II
educacionais de adolescentes e jovens em cumprimento de medidas ✓ Educação de Jovens e
socioeducativas. Adultos
✓ Práticas Pedagógicas em
Instituições Sociais Não
Escolares
✓ Estágio Supervisionado IV
(Instituições Sociais não
Escolares)
*Além dos componentes
curriculares aqui elencados, tal
demanda faz parte do foco,
especialmente no Segundo Ciclo de
formação (Diálogos Interculturais),
sendo transversalmente trabalhada.
Extensão: ✓ SEILIC (90 h)
-PNE 13005/2014 - Estratégia 12.7: (“assegurar no mínimo 10% do total de ✓ Círculo de cultura (60 h)
créditos curriculares exigidos para a graduação em programas e projetos de ✓ Atividades
extensão universitária)” complementares (100 h)
✓ Práticas Pedagógicas em
-Resolução 02/2015 Instituições Sociais Não
Escolares (30 h)
✓ Construção do
Conhecimento em Arte (60 h)

Total: 340 horas


Fonte: Elaborado pelo Núcleo Docente Estruturante do Curso de Pedagogia.

92
8.5. Fluxo Curricular do Curso de Graduação em Pedagogia – Grau Licenciatura

Fluxo Curricular do Curso de Pedagogia Integral – Grau Licenciatura

Componente Natureza Carga Horária Requisitos Unidade


Per. (Optativa, Acadêmic
Curricular Obrigatória) a ofertante
Teór. Prát. Total Pré-req. Correq.

Aprendizagem e Tecnologia na
Obrigatória 30 - 30 Livre Livre ICHPO
Sala de Aula

Didática I Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO

Filosofia da Educação I Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO

História da Educação I Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO



Pedagogia: Identidade, Teoria e
Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO
Prática

Política e Gestão da Educação Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO

Projeto Interdisciplinar I Obrigatória 30 15 45 Livre Livre ICHPO

ENADE – Ingressante* Obrigatória - - - - - -

Construção do Conhecimento em
Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO
História

Didática II Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO

História da Educação II Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO


Projeto Interdisciplinar II Obrigatória 30 15 45 Livre Livre ICHPO

Psicologia da Educação I Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO

Sociologia da Educação I Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO

Construção do Conhecimento em
Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO
Língua Portuguesa

Fundamentos da Educação Infantil Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO

3º Princípios Éticos Freireanos Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO

Projeto Interdisciplinar III Obrigatória 30 15 45 Livre Livre ICHPO

Psicologia da Educação II Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO

93
Sociologia da Educação II Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO

Construção do Conhecimento em
Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO
Arte

Construção do Conhecimento em
Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO
Geografia

Currículo e o Trabalho Pedagógico Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO

4º Direito à Infância e à Educação Obrigatória 30 - 30 Livre Livre ICHPO

Filosofia da Educação II Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO

Literatura Infantil Obrigatória 30 - 30 Livre Livre ICHPO

Projeto Interdisciplinar IV Obrigatória 30 15 45 Livre Livre ICHPO

Antropologia Cultural Obrigatória 30 - 30 Livre Livre ICHPO

Construção do Conhecimento de
Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO
Matemática

Corpo e Sexualidade Obrigatória 30 - 30 Livre Livre ICHPO

Educação de Jovens e Adultos Obrigatória 30 15 45 Livre Livre ICHPO



Estágio Supervisionado I ** Obrigatória 30 60 90 1.100 horas Livre ICHPO

Gestão Democrática da Escola Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO

Processo de Alfabetização I Obrigatória 60 15 75 Livre Livre ICHPO

Projeto Interdisciplinar V Obrigatória 30 15 45 Livre Livre ICHPO

Aprendizagem e Educação
Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO
Inclusiva

Construção do Conhecimento de
Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO
Ciências

Educação para as Relações Étnico-


Obrigatória 30 - 30 Livre Livre ICHPO
raciais e Formação Docente
Estágio
6º Estágio Supervisionado II Obrigatória 30 90 120 Supervisionado Livre ICHPO
I

Jogos, Brinquedos e Brincadeiras Obrigatória 30 - 30 Livre Livre ICHPO

Pesquisa em Educação Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO

Processo de Alfabetização II Obrigatória 60 15 75 Livre Livre ICHPO

94
Projeto Interdisciplinar VI Obrigatória 30 15 45 Livre Livre ICHPO

Educação Infantil e a Pedagogia da


Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO
Infância
Estágio
Estágio Supervisionado III Obrigatória 30 75 105 Supervisionado Livre ICHPO
II

Organização do Trabalho
Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO
Pedagógico

Política Educacional
Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO
Contemporânea

Seminário Institucional das


Obrigatória 30 60 90 Livre Livre ICHPO
Licenciaturas

Trabalho de Conclusão de Curso I


Obrigatória 30 30 60 2.000 horas Livre ICHPO
***

Avaliação Educacional Obrigatória 30 - 30 Livre Livre ICHPO

Estágio
Estágio Supervisionado IV Obrigatória 30 60 90 Supervisionado Livre ICHPO
III

Língua Brasileira de Sinais Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO

8º Movimentos Sociais e Educação Obrigatória 30 - 30 Livre Livre ICHPO

Práticas Pedagógicas em
Obrigatória 30 - 30 Livre Livre ICHPO
Instituições Sociais Não Escolares
Trabalho de
Trabalho de Conclusão de Curso II Obrigatória 30 30 60 Conclusão de Livre ICHPO
Curso I

ENADE – Concluinte* Obrigatória - - - - - -

Atividades Acadêmicas
Obrigatória - - 200 Livre Livre -
Complementares****

Disciplinas Optativas Gerais ***** Optativa - - 60 720 horas Livre -

Disciplinas Optativas de Licenciatura***** Optativa - - 60 720 horas Livre -

Educação e Transformação Social Optativa 60 - 60 720 horas Livre ICHPO


Optativas de Licenciatura

Educação do Campo Optativa 30 30 60 720 horas Livre ICHPO

História da Infância no Brasil Optativa 45 15 60 720 horas Livre ICHPO

Pedagogia de Projetos na Educação


Optativa 30 30 60 720 horas Livre ICHPO
Infantil

30 ICHPO
Teatro na Escola Optativa 30 60 720 horas Livre

95
Conteúdos e Metodologias de Optativa 30 30 60 720 horas Livre ICHPO
Ensino da Matemática
Optativas Gerais

Educação Ambiental Optativa 60 - 60 720 horas Livre ICHPO

Educação Patrimonial Optativa 30 30 60 720 horas Livre ICHPO

Foucault e a Educação: Cuidado de


Si Optativa 60 - 60 720 horas Livre ICHPO

Metodologia do Trabalho Optativa 60 - 60 720 horas Livre ICHPO


Científico
Observações:
* O ENADE é componente curricular obrigatório, conforme Lei Nº10.861 de 14 de abril de 2004 (SINAES).
**Para cursar Estágio Supervisionado I o/a discente deverá ter cumprido, no mínimo, 1.100 horas em componentes
curriculares.
*** Para cursar o Trabalho de Conclusão de Curso I o/a discente deverá ter cumprido, no mínimo, 2.000 horas em
componentes curriculares.
**** As Atividades Acadêmicas Complementares serão desenvolvidas ao longo do curso.
***** As Disciplinas Optativas poderão ser cursadas a partir da integralização de 720 horas. O/A estudante deverá
cumprir o mínimo de 120 horas em disciplinas optativas, sendo que destas 60 horas seja, no mínimo, em disciplinas
optativas de licenciatura. Os/as discentes poderão cursar, como optativas, quaisquer disciplinas oferecidas pela própria
unidade ou por outras unidades acadêmicas da UFU, desde que sejam de áreas afins à formação do Curso de Pedagogia e
sejam aprovadas pelo colegiado do curso.

Fluxo Curricular Curso de Pedagogia Noturno – Grau Licenciatura

Natureza Carga Horária Requisitos Unidade


Componente
Per. (Optativa, Acadêmica
Curricular Obrigatória) Corre Ofertante
Teór. Prát. Total Pré-req.
q.
Aprendizagem e Tecnologia na Sala
Obrigatória 30 - 30 Livre Livre ICHPO
de Aula

Didática I Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO

Filosofia da Educação I Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO

História da Educação I Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO



Pedagogia: Identidade, Teoria e
Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO
Prática

Política e Gestão da Educação


Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO

Projeto Interdisciplinar I Obrigatória 30 15 45 Livre Livre ICHPO

ENADE – Ingressante* Obrigatória - - - - - -

Construção do Conhecimento em
2° História
Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO

96
60
Didática II Obrigatória - 60 Livre Livre ICHPO

História da Educação II Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO

Projeto Interdisciplinar II Obrigatória 30 15 45 Livre Livre ICHPO

Psicologia da Educação I Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO

Sociologia da Educação I Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO

Construção do Conhecimento em
Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO
Língua Portuguesa

Fundamentos da Educação Infantil Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO

Princípios Éticos Freireanos Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO



Projeto Interdisciplinar III Obrigatória 30 15 45 Livre Livre ICHPO

Psicologia da Educação II Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO

Sociologia da Educação II Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO

Construção do Conhecimento em
Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO
Arte

Construção do Conhecimento em
Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO
Geografia

Currículo e o Trabalho Pedagógico Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO

4º Direito à Infância e à Educação Obrigatória 30 - 30 Livre Livre ICHPO

Filosofia da Educação II Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO

Literatura Infantil Obrigatória 30 - 30 Livre Livre ICHPO

Projeto Interdisciplinar IV Obrigatória 30 15 45 Livre Livre ICHPO

Antropologia Cultural Obrigatória 30 - 30 Livre Livre ICHPO

Construção do Conhecimento de
Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO
Matemática

5º Corpo e Sexualidade Obrigatória 30 - 30 Livre Livre ICHPO

Estágio Supervisionado I ** Obrigatória 30 60 90 1.100 horas Livre ICHPO

Gestão Democrática da Escola Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO

97
Processo de Alfabetização I Obrigatória 60 15 75 Livre Livre ICHPO

Projeto Interdisciplinar V Obrigatória 30 15 45 Livre Livre ICHPO

Aprendizagem e Educação Inclusiva Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO

Construção do Conhecimento de
Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO
Ciências

Educação para as Relações Étnico-


Obrigatória 30 - 30 Livre Livre ICHPO
raciais e Formação Docente
Estágio
6° Estágio Supervisionado II Obrigatória 30 90 120 Supervisionado Livre ICHPO
I

Jogos, Brinquedos e Brincadeiras Obrigatória 30 - 30 Livre Livre ICHPO

Processo de Alfabetização II Obrigatória 60 15 75 Livre Livre ICHPO

Projeto Interdisciplinar VI Obrigatória 30 15 45 Livre Livre ICHPO

Educação Infantil e a Pedagogia da


Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO
Infância
Estágio
Estágio Supervisionado III Obrigatória 30 75 105 Supervisionado Livre ICHPO
II

7º Pesquisa em Educação Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO

Política Educacional
Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO
Contemporânea

Seminário Institucional das


Obrigatória 30 60 90 Livre Livre ICHPO
Licenciaturas

Avaliação Educacional Obrigatória 30 - 30 Livre Livre ICHPO


Estágio
Estágio Supervisionado IV Obrigatória 30 60 90 Supervisionado Livre ICHPO
III
Movimentos Sociais e Educação Obrigatória 30 - 30 Livre Livre ICHPO

Práticas Pedagógicas em
Obrigatória 30 - 30 Livre Livre ICHPO
Instituições Sociais Não Escolares

Trabalho de Conclusão de Curso I


Obrigatória 30 30 60 2.000 horas Livre ICHPO
***

Educação de Jovens e Adultos Obrigatória 30 15 45 Livre Livre ICHPO

Língua Brasileira de Sinais Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO

Organização do Trabalho
9º Obrigatória 60 - 60 Livre Livre ICHPO
Pedagógico
Trabalho de
Trabalho de Conclusão de Curso II Obrigatória 30 30 60 Conclusão de Livre ICHPO
Curso I

ENADE – Concluinte* Obrigatória - - - - - -

98
Atividades Acadêmicas Complementares**** Obrigatória - - 200 Livre Livre -

Disciplinas Optativas Gerais ***** Optativa - - 60 720 horas -

Disciplinas Optativas de Licenciatura ***** Optativa - - 60 720 horas Livre -

Educação do Campo Optativa 30 30 60 720 horas Livre ICHPO


Optativas de
Licenciatura

Educação e Transformação Social Optativa 60 - 60 720 horas Livre ICHPO

História da Infância no Brasil Optativa 45 15 60 720 horas Livre ICHPO

Pedagogia de Projetos na Educação Optativa 30 30 60 720 horas Livre ICHPO


Infantil

Teatro na Escola Optativa 30 30 60 720 horas Livre ICHPO

Conteúdos e Metodologias de
Ensino da Matemática Optativa 30 30 60 720 horas Livre ICHPO
Optativas Gerais

Educação Ambiental Optativa 60 - 60 720 horas Livre ICHPO

Educação Patrimonial Optativa 30 30 60 720 horas Livre ICHPO


Foucault e a Educação: Cuidado de
Si Optativa 60 - 60 720 horas Livre
ICHPO
Metodologia do Trabalho
Científico Optativa 60 - 60 720 horas Livre ICHPO

Observações:
* O ENADE é componente curricular obrigatório, conforme Lei Nº10.861 de 14 de abril de 2004 (SINAES).
**Para cursar Estágio Supervisionado I o/a discente deverá ter cumprido, no mínimo, 1.100 horas em componentes
curriculares.
*** Para cursar o Trabalho de Conclusão de Curso I o/a discente deverá ter cumprido, no mínimo, 2.000 horas em
componentes curriculares.
**** As Atividades Acadêmicas Complementares serão desenvolvidas ao longo do curso.
***** As Disciplinas Optativas poderão ser cursadas a partir da integralização de 720 horas. O/a estudante deverá
cumprir o mínimo de 120 horas em disciplinas optativas, sendo que destas 60 horas seja, no mínimo, em disciplinas
optativas de licenciatura. Os/as discentes poderão cursar, como optativas, quaisquer disciplinas oferecidas pela própria
unidade ou por outras unidades acadêmicas da UFU, desde que sejam de áreas afins à formação do Curso de Pedagogia
e sejam aprovadas pelo colegiado do curso.

8.6. Representação Gráfica do Perfil de Formação – Licenciatura

99
Representação Gráfica do Perfil de Formação em Pedagogia – Licenciatura (Integral)

Universidade Federal de Uberlândia - Curso de Graduação em Pedagogia - Licenciatura (Integral)


1o P 2o P 3o P 4o P 5o P 6o P 7o P 8o P
Teor Prát Total Teor Prát Total Teor Prát Total Teor Prát Total Teor Prát Total Teor Prát Total Teor Prát Total Teor Prát Total
1- Historia da 8- História da 14 - Co nstrução do 20 - Currículo e o 27 - P ro cesso de 35 - P ro cesso de 43 - Organização do 49 - M o vimento s
Co nhecimento em Trabalho P edagó gico A lfabetização I A lfabetização II Trabalho P edagó gico So ciais e Educação
Educação I Educação II
Língua P o rtuguesa
60 0 60 60 0 60 60 0 60 60 0 60 60 15 75 60 15 75 60 0 60 30 0 30
2- Didática I 9 - Didática II 15- P rincípio s Ético s 21- Co nstrução do 28 - Gestão 36 - A prendizagem e 44 - Educação Infantil e 50 - A valiação
Freireano s Co nhecimento em Demo crática da Educação Inclusiva a P edago gia da Educacio nal
A rte Esco la Infância
60 0 60 60 0 60 60 0 60 60 0 60 60 0 60 60 0 60 60 0 60 30 0 30
3 - P o lítica e Gestão 10 - P sico lo gia da 16 - P sico lo gia da 22 - Co nstrução do 29 - Co nstrução do 37 - Co nstrução do 45 - P o lítica 51- P ráticas
da Educação Educação I Educação II Co nhecimento em Co nhecimento de Co nhecimento de Educacio nal P edagó gicas em
Geo grafia M atemática Ciências Co ntempo rânea Instituiçõ es So ciais
Não Esco lares
60 0 60 60 0 60 60 0 60 60 0 60 60 0 60 60 0 60 60 0 60 30 0 30
4 - A prendizagem e 11- Co nstução do 17 - Fundamento s da 23 - Literatura Infantil 30 - Co rpo e 38 - Jo go s, 52 - Língua B rasileira
Tecno lo gia na Sala Co nhecimento em Educação Infantil Sexualidade B rinquedo s e de Sinais
de A ula Histó ria B rincadeiras

30 0 30 60 0 60 60 0 60 30 0 30 30 0 30 30 0 30 60 0 60
5- P edago gia: 12 - So cio lo gia da 18 - So cio lo gia da 24 - Direito à Infância 31- A ntro po lo gia 39- Educação para as
Identidade, Teo ria e Educação I Educação II e à Educação Cultural Relaçõ es Étnico -
P rática raciais e Fo rmação
Do cente
60 0 60 60 0 60 60 0 60 30 0 30 30 0 30 30 0 30
6- Filo so fia da 25 - Filo so fia da 32 - Educação de 40 - P esquisa em 2000 46 - Trabalho de 46 53 - Trabalho de
Educação I Educação II Jo vens e A dulto s Educação Co nclusão de Curso I Co nclusão de Curso II
***

60 0 60 60 0 60 30 15 45 60 0 60 30 30 60 30 30 60
7 - P ro jeto 13- P ro jeto 19 - P ro jeto 26 - P ro jeto 33 - P ro jeto 41- P ro jeto 47 - Seminário
Interdisciplinar I Interdisciplinar II Interdisciplinar III Interdisciplinar IV Interdisciplinar V Interdisciplinar VI Institucio nal das
Licenciaturas

30 15 45 30 15 45 30 15 45 30 15 45 30 15 45 30 15 45 30 60 90
ENA DE Ingressante* 1.10 0 34- Estágio 34 42 - Estágio 42 48 - Estágio 48 54 - Estágio
Supervisio nado I ** Supervisio nado II Supervisio nado III Supervisio nado IV

30 60 90 30 90 120 30 75 105 30 60 90

Legenda: ENA DE Co ncluinte*

pré-requisito
có-requisito Disciplinas Optativas de Licenciatura **** Disciplinas Optativas Gerais ****

720 1- Educação do 720 2 - Educação e 720 3- Histó ria da Infância 720 1- Co nteúdo s e 720 2 - Educação 720 3- Educação
Campo Transfo rmação So cial no B rasil M eto do lo gias de A mbiental P atrimo nial
Ensino da
M atemática
30 30 60 60 0 60 45 15 60 30 30 60 60 0 60 30 30 60
720 4- P edago gia de 720 5 - Teatro na Esco la 720 4 -Fo ucault e a 720 5 - M eto do lo gia do
P ro jeto s na Educação : Cuidado Trabalho Científico
Educação Infantil de Si

30 30 60 30 30 60 60 0 60 60 0 60
101
Representação Gráfica do Perfil de Formação em Pedagogia – Licenciatura (Noturno)

102
103
8.7 Processo de Transição entre Versões Curriculares e Migração De Estudantes

No processo de implementação da nova versão do projeto pedagógico do curso de Graduação em Pedagogia – Campus Pontal, deverá ser garantida a
integralização do curso em sua versão anterior para os estudantes ingressantes no período de 2015 a 2018. Sendo assim, estima-se que o período de transição
entre as versões curriculares terá a duração de cinco anos, em que o novo currículo coexistirá com o antigo. Assim, não haverá migração curricular, sendo
garantidos ambos os currículos. Para tanto, realizou-se estudo de equivalência entre as disciplinas constantes do novo e do antigo currículo. Considerando os
critérios de cotejamento dispostos das Normas Gerais de Graduação da UFU (Resolução15/2011, do Conselho de Graduação), chegou-se aos seguintes quadros
de equivalências para fins de oferta única, considerando as turmas por ano de ingresso. Os casos omissos não previstos nesse plano de equivalência serão
deliberados pelo colegiado do Curso.

104
2018 INTEGRAL Currículo Novo 2019-1
Carga Horária Saldo Carga Horária
Componente Curricular Código Componente Curricular
T P Total T P Total

2º GPDO11 Direito à Infância e Educação 30 - 30 0 Direito à Infância e Educação 30 - 30

3º GPD015 Princípios Éticos Freireanos 60 - 60 0 Princípios Éticos Freireanos 60 - 60

3.º GPD024 Construção do Conhecimento em Arte 60 - 60 0 Construção do Conhecimento em Arte 60 - 60

4º GPD021 Psicologia da Educação 60 - 60 0 Psicologia da Educação I 60 - 60

4º GPD023 Construção do Conhecimento em Geografia 60 - 60 0 Construção do Conhecimento em Geografia 60 - 60

4º GPD025 Currículo e o Trabalho Pedagógico 60 - 60 0 Currículo e o Trabalho Pedagógico 60 - 60


+15
5.º GPD028 Processo de Alfabetização 60 - 60 Processo de Alfabetização I 60 15 75

5.º GPD031 Aprendizagem e Educação Inclusiva 60 - 60 0 Aprendizagem e Educação Inclusiva 60 - 60


Aprendizagem e Informática em Sala de 0 Aprendizagem e Tecnologia na Sala de
6.º GPD038 30 - 30 30 - 30
Aula Aula
6.º GPD037 Política Educacional Contemporânea 60 - 60 0 Política Educacional Contemporânea 60 - 60

7.º GPD042 Jogos, Brinquedos e Brincadeiras 30 - 30 0 Jogos, Brinquedos e Brincadeiras 30 - 30

7.º GPD040 Organização do Trabalho Pedagógico 60 - 60 0 Organização do Trabalho Pedagógico 60 - 60

7.º GPD041 Avaliação Educacional 30 - 30 0 Avaliação Educacional 30 - 30

8.º GPD048 Currículo e Educação Infantil 60 - 60 0 Educação Infantil e a Pedagogia da Infância 60 - 60

9.º GPD052 Gestão Democrática da Escola 60 - 60 0 Gestão Democrática da Escola 60 - 60

SALDO TOTAL: +15

105
2018 NOTURNO Currículo Novo 2019-1
Carga Horária Saldo Carga Horária
Componente Curricular Código Componente Curricular
T P Total T P Total

3º GPD015 Princípios Èticos Freireanos 60 - 60 0 Princípios Éticos Freireanos 60 - 60

3.º GPD024 Construção do Conhecimento em Arte 60 - 60 0 Construção do Conhecimento em Arte 60 - 60

4º GPD021 Psicologia da Educação 60 - 60 0 Psicologia da Educação I 60 - 60

4º GPD023 Construção do Conhecimento em Geografia 60 - 60 0 Construção do Conhecimento em Geografia 60 - 60

4º GPD025 Currículo e o Trabalho Pedagógico 60 - 60 0 Currículo e o Trabalho Pedagógico 60 - 60

5.º GPD031 Aprendizagem e Educação Inclusiva 60 - 60 0 Aprendizagem e Educação Inclusiva 60 - 60

5.º GPD028 Processo de Alfabetização 60 - 60 +15 Processo de Alfabetização I 60 15 75

6.º GPD037 Política Educacional Contemporânea 60 - 60 0 Política Educacional Contemporânea 60 - 60

7.º GPD040 Organização do Trabalho Pedagógico 60 - 60 0 Organização do Trabalho Pedagógico 60 - 60

7.º GPD041 Avaliação Educacional 30 - 30 0 Avaliação Educacional 30 - 30


Aprendizagem e Informática na Sala de Aprendizagem e Tecnologia em Sala de
7.º GPD038 30 - 30 0 30 - 30
Aula Aula
8.º GPD042 Jogos, Brinquedos e Brincadeiras 30 - 30 0 Jogos, Brinquedos e Brincadeiras 30 - 30

9º GPDO11 Direito à Infância e Educação 30 - 30 0 Direito à Infância e Educação 30 - 30

9.º GPD048 Currículo e Educação Infantil 60 - 60 0 Educação Infantil e a Pedagogia da Infância 60 - 60

10.º GPD052 Gestão Democrática da Escola 60 - 60 0 Gestão Democrática da Escola 60 - 60

SALDO TOTAL: +15

As demais disciplinas integrantes do 3.º aos 9º períodos (Integral) e 3.º ao 10º períodos (Noturno) pertencentes ao antigo currículo deverão ser oferecidas
concomitantemente à oferta das disciplinas do novo currículo, uma vez que não apresentam as características necessárias para concessão de equivalência com
as novas disciplinas.

106
2017 INTEGRAL Currículo Novo 2019-1
Carga Horária Saldo Carga Horária
Componente Curricular Código Componente Curricular
T P Total T P Total
+15
5.º GPD028 Processo de Alfabetização 60 - 60 Processo de Alfabetização I 60 15 75

5.º GPD031 Aprendizagem e Educação Inclusiva 60 - 60 0 Aprendizagem e Educação Inclusiva 60 - 60


Aprendizagem e Informática em Sala de 0
6.º GPD038 30 - 30 Aprendizagem e Tecnologia na Sala de Aula 30 - 30
Aula
6.º GPD037 Política Educacional Contemporânea 60 - 60 0 Política Educacional Contemporânea 60 - 60

7.º GPD042 Jogos, Brinquedos e Brincadeiras 30 - 30 0 Jogos, Brinquedos e Brincadeiras 30 - 30

7.º GPD040 Organização do Trabalho Pedagógico 60 - 60 0 Organização do Trabalho Pedagógico 60 - 60

7.º GPD041 Avaliação Educacional 30 - 30 0 Avaliação Educacional 30 - 30

8.º GPD048 Currículo e Educação Infantil 60 - 60 0 Educação Infantil e a Pedagogia da Infância 60 - 60

9.º GPD052 Gestão Democrática da Escola 60 - 60 0 Gestão Democrática da Escola 60 - 60

SALDO TOTAL: +15

107
2017 NOTURNO Currículo Novo 2019-1
Carga Horária Saldo Carga Horária
Componente Curricular Código Componente Curricular
T P Total T P Total

5.º GPD031 Aprendizagem e Educação Inclusiva 60 - 60 0 Aprendizagem e Educação Inclusiva 60 - 60

5.º GPD028 Processo de Alfabetização 60 - 60 +15 Processo de Alfabetização I 60 15 75

6.º GPD037 Política Educacional Contemporânea 60 - 60 0 Política Educacional Contemporânea 60 - 60

7.º GPD040 Organização do Trabalho Pedagógico 60 - 60 0 Organização do Trabalho Pedagógico 60 - 60

7.º GPD041 Avaliação Educacional 30 - 30 0 Avaliação Educacional 30 - 30


Aprendizagem e Informática na Sala de Aprendizagem e Tecnologia em Sala de
7.º GPD038 30 - 30 0 30 - 30
Aula Aula
8.º GPD042 Jogos, Brinquedos e Brincadeiras 30 - 30 0 Jogos, Brinquedos e Brincadeiras 30 - 30

0
9º GPDO11 Direito à Infância e Educação 30 - 30 Direito à Infância e Educação 30 - 30
0
9.º GPD048 Currículo e Educação Infantil 60 - 60 0 Educação Infantil e a Pedagogia da Infância 60 - 60

10.º GPD052 Gestão Democrática da Escola 60 - 60 0 Gestão Democrática da Escola 60 - 60

SALDO TOTAL: +15

As demais disciplinas integrantes do 5.º aos 9º períodos (Integral) e 5.º ao 10º períodos (Noturno) pertencentes ao antigo currículo deverão ser oferecidas
concomitantemente à oferta das disciplinas do novo currículo, uma vez que não apresentam as características necessárias para concessão de equivalência com
as novas disciplinas.

108
2016 INTEGRAL Currículo Novo 2019-1
Carga Horária Saldo Carga Horária
Componente Curricular Código Componente Curricular
T P Total T P Total

7.º GPD042 Jogos, Brinquedos e Brincadeiras 30 - 30 0 Jogos, Brinquedos e Brincadeiras 30 - 30

7.º GPD040 Organização do Trabalho Pedagógico 60 - 60 0 Organização do Trabalho Pedagógico 60 - 60

7.º GPD041 Avaliação Educacional 30 - 30 0 Avaliação Educacional 30 - 30

8.º GPD048 Currículo e Educação Infantil 60 - 60 0 Educação Infantil e a Pedagogia da Infância 60 - 60

9.º GPD052 Gestão Democrática da Escola 60 - 60 0 Gestão Democrática da Escola 60 - 60

SALDO TOTAL: 0

2016 NOTURNO Currículo Novo 2019-1


Carga Horária Saldo Carga Horária
Componente Curricular Código Componente Curricular
T P Total T P Total

7.º GPD040 Organização do Trabalho Pedagógico 60 - 60 0 Organização do Trabalho Pedagógico 60 - 60

7.º GPD041 Avaliação Educacional 30 - 30 0 Avaliação Educacional 30 - 30


Aprendizagem e Informática na Sala de Aprendizagem e Tecnologia em Sala de
7.º GPD038 30 - 30 0 30 - 30
Aula Aula
8.º GPD042 Jogos, Brinquedos e Brincadeiras 30 - 30 0 Jogos, Brinquedos e Brincadeiras 30 - 30

9º GPDO11 Direito à Infância e Educação 30 - 30 0 Direito à Infância e Educação 30 - 30

9.º GPD048 Currículo e Educação Infantil 60 - 60 0 Educação Infantil e a Pedagogia da Infância 60 - 60

10.º GPD052 Gestão Democrática da Escola 60 - 60 0 Gestão Democrática da Escola 60 - 60

SALDO TOTAL: 0

109
As demais disciplinas integrantes do 7.º aos 9º períodos (Integral) e 7.º ao 10º períodos (Noturno) pertencentes ao antigo currículo deverão ser oferecidas
concomitantemente à oferta das disciplinas do novo currículo, uma vez que não apresentam as características necessárias para concessão de equivalência com
as novas disciplinas.

2015 INTEGRAL Currículo Novo 2019-1


Carga Horária Saldo Carga Horária
Componente Curricular Código Componente Curricular
T P Total T P Total

9.º GPD052 Gestão Democrática da Escola 60 - 60 0 Gestão Democrática da Escola 60 - 60

SALDO TOTAL: 0

2015 NOTURNO Currículo Novo 2019-1


Carga Horária Saldo Carga Horária
Componente Curricular Código Componente Curricular
T P Total T P Total

9º GPDO11 Direito à Infância e Educação 30 - 30 0 Direito à Infância e Educação 30 - 30

9.º GPD048 Currículo e Educação Infantil 60 - 60 0 Educação Infantil e a Pedagogia da Infância 60 - 60

10.º GPD052 Gestão Democrática da Escola 60 - 60 0 Gestão Democrática da Escola 60 - 60

SALDO TOTAL: 0

110
IX Diretrizes gerais para o desenvolvimento metodológico do ensino

A proposta metodológica dos/as docentes do curso de Pedagogia da ICHPO/UFU tem como


referência os estudos desenvolvidos por Freire (1997, 1996, 1992, 1991) que priorizam o ato de
ensinar como uma atividade complexa e concebem a linguagem como um instrumento humanístico,
político e social de integração do homem em seu contexto. Assim, “não é no silêncio que os homens
se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão” (FREIRE, 1991, p. 92). A discussão e a
reflexão crítica nos levam a pensar sobre “(...) o papel dos homens no mundo e com o mundo, como
seres da transformação e não da adaptação.” (Ibidem, p. 136). Assim, é necessária a compreensão de
que o ensino é uma atividade complexa, que se desenvolve em contextos singulares e imprevisíveis,
carregados de conflitos de valor que requerem opções éticas e políticas.
Sobre a relação entre o ato de ensinar e o de aprender, as autoras Pimenta e Anastasiou
(2002) destacam que o processo de aprendizagem deve ser pensado como um processo
compartilhado de trabalhar os conhecimentos, no qual estão relacionados e interdependentes o
conteúdo, a forma de ensinar e os resultados do processo. Nessa perspectiva, aprender é algo mais
amplo que memorizar, mas significa que o sujeito consegue utilizar a observação ou a experiência,
comparar, refletir sobre os aspectos do conteúdo estudado.
Assim, coadunamos com as ideias de Pimenta e Anastasiou quando afirmam que “(...) o
entendimento da natureza de ensinar, que necessariamente enquanto atividade social tem como
compromisso assegurar que todos/as aprendam, à medida que a escolaridade contribui para a
humanização e, portanto, para a redução das desigualdades sociais” (2002, p.203-204). Por isso, no
exercício da docência, só podemos garantir o êxito na tarefa de ensinar, e afirmar que houve ensino
se, de fato, tiver ocorrido a aprendizagem. Portanto, “o ensino desencadeia necessariamente a ação
de aprender” (Ibidem, p. 205), ou então, não houve ensino.
Por isso, acreditamos que todo o processo de ensino e aprendizagem é indissociável das
etapas de ensino, aprendizagem e avaliação. Não há momentos estanques ou fragmentados.
Aprende-se o tempo todo, em todas as etapas do processo. Então, “a esse processo compartilhado de
trabalhar os conhecimentos, no qual concorrem conteúdo, forma de ensinar e resultados
mutuamente dependentes, é que estamos denominando de processo de ensinagem” (PIMENTA;
ANASTASIOU, 2002, p. 214).
O/A professor/a utilizará estratégias que mobilizam os/as discentes/as a construírem
habilidades tais como: analisar, interpretar, compreender, criticar, levantar características, observar
consequências, agrupar, comentar, explicar, expor, conceituar, interpretar, comparar, concluir,
justificar, resumir, ler, escrever, dentre outros. Tais práticas permitem ao/à estudante compreender o
estudo como necessidade para sua formação histórica e crítica, percebendo o significado de cada
conteúdo para a formação do sujeito autônomo, que poderá conquistar, de fato, a cidadania crítica.
Outro aspecto importante da metodologia do ensino no Curso é o insistente trabalho
direcionado a conquistar uma integração cada vez maior entre as diversas áreas do conhecimento,
com a busca do trabalho interdisciplinar entre as disciplinas de um mesmo período, nos ciclos de
formação articuladas pelo eixo da práxis. Nesse sentido, o aperfeiçoamento desse processo nos
conduzirá a uma prática cada vez mais interdisciplinar, na qual “a cooperação entre as várias
disciplinas provoca intercâmbios reais; isto é, existe a verdadeira reciprocidade nos intercâmbios e,
consequentemente, enriquecimentos mútuos” (SANTOMÉ, 1998, p. 70).
Dessa forma, as estratégias de ensino devem ser ricas e variadas, buscando superar o ensino
livresco, a transmissão mecânica do conhecimento por meio da aula tipicamente expositiva, da
cópia, da decoração e do uso de instrumentos de verificação memorativa. Portanto, buscamos
processos relacionais mais complexos, nos quais as ações docentes e discentes superam as ações de
dar e assistir passivamente as tradicionais aulas expositivas, recorrendo a outras estratégias que
permitam a ação ativa do/a discente, favorecendo-lhe a construção de diversas habilidades e a real
apreensão do conhecimento.
Indicamos, assim, algumas das estratégias que adotaremos na metodologia do Curso de
Pedagogia: A aula expositiva dialogada, que supera a tradicional, pois conta com a participação
dos/as estudantes contribuindo com a exposição, perguntando, respondendo e questionando,
facilitando a análise e a síntese dos conceitos apresentados, que ainda podem ser explicitados de
forma escrita, oral, formulação de perguntas, esquemas, portfólio, o mapa conceitual, dentre outras
atividades; o estudo de texto; o estudo dirigido; a discussão por meios informatizados; a solução de
problemas; o grupo de verbalização e de observação; a dramatização; o Seminário; o estudo de
caso; o júri simulado; o simpósio; o painel integrado; dentre outros.
O ensino por meio da pesquisa também será abordado nas diversas disciplinas do curso, uma
vez que nossa opção é pela organização curricular sob a forma de ciclos de formação humana, tendo
o eixo da práxis educativa como configurador da formação inicial no curso de Pedagogia da
ICHPO/UFU.
Considerando tudo isso, destacamos também a ideia de indissociabilidade entre ensino,
pesquisa e extensão, utilizando variadas e ricas estratégias, cuidadosamente planejadas com o

112
objetivo de garantir a efetivação do binômio ensinar-aprender. A articulação do ensino, pesquisa e
extensão é um princípio da formação inicial como um processo educativo, entendido como uma
prática social que pressupõe a articulação necessária entre a teoria e a prática, compondo e
recompondo momentos de reflexão e pesquisa sobre esta prática, tecendo uma trama de significados
e contextos que propiciem o sentido na aprendizagem do curso de Pedagogia da ICHPO/UFU.

X Atenção ao/à estudante

10.1 Acesso e permanência

No âmbito institucional, os/as discentes do curso de Pedagogia, no campus Pontal, são


atendidos/as pela política de assistência estudantil mantida pela UFU, os princípios da política
estudantil da instituição se expressam atualmente no Plano Institucional de Desenvolvimento e
Expansão (2016-2021, p. 61) que sinala para os/as graduandos/as:
I – gratuidade do ensino;
II – igualdade de condições para o acesso, a permanência e a conclusão de curso na UFU;
III – formação amparada na sustentação do pleno desenvolvimento integral dos estudantes;
IV – garantia da democratização e da qualidade dos serviços prestados à comunidade estudantil;
V – liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber;
VI – orientação humanística e preparação para o exercício pleno da cidadania;
VII – defesa em favor da justiça social e eliminação de todas as formas de preconceitos; e,
VIII – pluralismo de ideias e reconhecimento da liberdade como valor ético central.
Dentre os programas assistenciais, os/as discentes do curso de Pedagogia ainda são
atendidos pelas Bolsas Assistenciais que abarcam moradia, transporte e alimentação, além de
também contarem com atendimento pedagógico-psicológico no Campus. Nisto, também se destaca
o diálogo permanente entre a coordenação do curso e os/as profissionais da PROAE para
acompanhamento dos/as alunos com dificuldades psicológicas e/ou pedagógicas que tenham relação
com sua vida acadêmica/universitária.

10.2 Combate à evasão e retenção

A UFU mantém em funcionamento uma série de dispositivos que visam ao atendimento ao


estudante no tocante ao seu desenvolvimento acadêmico. Um desses dispositivos é o tempo previsto

113
no plano de trabalho docente destinado ao atendimento às/aos estudantes, o mesmo está em
consonância com a Resolução CONSUN 01/1982, com as Leis 8.112/1990 e 9.394/1996, bem como
com as orientações para o preenchimento do plano de trabalho docente emitidas pela Comissão de
Avaliação dos planos de trabalho da ICHPO. Disto, o/a docente do curso de Pedagogia deve dispor
de, pelo menos, quatro horas de sua jornada para realização de atendimento extraclasse ao/a
estudante, momento que pode ser utilizado para sanar dúvidas e aprofundar conhecimentos relativos
à determinada disciplina em curso.
Além do atendimento realizado pelo docente, o curso de Pedagogia também faz ampla
utilização do Edital de Monitoria publicado semestralmente pela PROGRAD. Este edital é um
interessante meio de apoio ao/a estudante, uma vez que como disposto no sítio eletrônico da
PROGRAD, “a monitoria é uma experiência pedagógica que visa desenvolver no[a] discente o
interesse pela carreira do magistério superior [...] proporcionar a cooperação entre o corpo discente
e o corpo docente, em benefício da qualidade do ensino ministrado na Instituição”. O curso de
Pedagogia assim, como a PROGRAD, entende que o exercício da monitoria deve ser incentivado,
pois se trata de uma experiência em que o/a discente se forma ao mesmo tempo que auxilia o/a
colega em sua formação.
Contamos ainda com o Programa de Bolsa Graduação (PBG), organizado em subprogramas
temáticos com focos específicos e destina bolsas a estudantes de graduação que se envolvam em
projetos nas seguintes temáticas: InclUFU (educação inclusiva), Cursos Noturnos, Aprimoramento
Discente, Educação Básica e Profissional, Experiência Institucional, Apoio aos Laboratórios de
Ensino, Projetos Pedagógicos dos Cursos e Tutorial. (PIDE/UFU, 2016, p. 58-59). O PBG, no
âmbito do curso de Pedagogia, tem apoiado estudantes atuando no Laboratório de Pedagogia
(LABPED), no Laboratório Brinquedoteca (LABRIN), Centro de Ensino, Pesquisa, Extensão e
Atendimento em Educação Especial (CEPAE) em ações voltadas para o PPP do curso para as
escolas de Educação Básica, com as temáticas de leitura, educação para as relações étnico-raciais,
educação inclusiva, entre outras.
Ainda no tocante às medidas que têm por objetivo evitar a evasão e combater a retenção,
faz-se necessário mencionar o Programa Institucional de Graduação Assistida (PROSSIGA), o
mesmo, conforme o site da PROGRAD é composto por “conjunto de subprogramas que têm como
foco o combate assertivo à retenção e à evasão nos cursos de graduação da Universidade Federal de
Uberlândia – UFU”. A participação do curso de Pedagogia no PROSSIGA tem se dado por meio de
proposta submetida e aprovada nos editais de 2016 e 2017, no subprograma de Combate à Retenção

114
(PROCOR), com vistas a dirimir os problemas relacionados ao uso da Língua Portuguesa – a saber,
a leitura e a escrita acadêmicas. A idealização da proposta “EscrevinhAção: leitura e escrita na
Universidade I e II” que foi contemplada em tais editais, foi precedida por um levantamento feito
entre os/as discentes a respeito das principais dificuldades encontradas pelos/as mesmos/as para
realização de suas tarefas acadêmicas.
Nesse levantamento, a maioria apontou como principal dificuldade relacionada à leitura, o
entendimento da linguagem acadêmica e a falta de domínio da terminologia acadêmica. Apontaram
também dificuldades em administrar a polifonia discursiva presente nos textos acadêmicos,
afirmando que, muitas vezes, não conseguirem distinguir o que são as palavras do autor do texto e o
que são palavras de autores citados por ele/a. Quanto à escrita, ressaltam que se sentem perdidos/as
ao serem introduzidos/as num novo modo de escrever – a saber, o modo acadêmico – e lamentam
não ter um suporte mais individualizado e voltado especificamente para as dificuldades próprias
dessa tarefa. Tais dados, além de terem motivado a participação do curso no PROSSIGA, têm
motivado constantes discussões no âmbito do NDE, estendidas a todo o corpo docente, para a
construção de ferramentas de superação desses problemas, por meio da potencialização dos
dispositivos anteriormente mencionados, bem como melhor aproveitamento de espaços como o
Laboratório de Ensino de Pedagogia.
Como iniciativa de protagonismo estudantil, o Centro Acadêmico Paulo Freire do curso de
Pedagogia mantém, com o apoio da coordenação do curso, um sistema de “amadrinhamento” (com
marca de gênero feminino intencional) em que, no início de cada letivo, um/a estudante veterano/a
adota um/a estudante ingressante, comprometendo-se a auxiliá-lo/a como par mais experiente, não
só na vida acadêmica como também na sua inserção como um todo na vida universitária.

10.3 Atendimento Educacional Especializado

O CEPAE é o órgão responsável pelo atendimento educacional especializado da


ICHPO/UFU. Ele é fruto de uma política de inclusão do governo federal, sistematizada no
documento orientador Programa Incluir - Acessibilidade na Educação Superior (BRASIL, 2013).
Este programa propõe uma política articulada em relação à acessibilidade na educação superior,
sustentando que:

A inclusão de pessoas com deficiência na educação superior deve assegurar-lhes, o


direito à participação na comunidade com as demais pessoas, as oportunidades de
desenvolvimento pessoal, social e profissional, bem como não restringir sua

115
participação em determinados ambientes e atividades com base na deficiência.
Igualmente, a condição de deficiência não deve definir a área de seu interesse
profissional. Para a efetivação deste direito, as IES devem disponibilizar serviços e
recursos de acessibilidade que promovam a plena participação dos estudantes.
(BRASIL, 2013, p. 11-12).

Verificamos que a perspectiva inclusivista apresentada no documento revela a necessidade


de garantir a participação e desenvolvimento de todos/as os/as estudantes com deficiência,
dirimindo barreiras que possam impossibilitar seu pleno direito à educação na universidade,
promovendo estratégias por meio de atendimento educacional especializado.
Nessa perspectiva, o CEPAE constitui-se como um núcleo de acessibilidade que se
fundamenta em 3 eixos estruturantes: currículo, comunicação e informação, programas de extensão
e programas de pesquisa (BRASIL, 2013), desenvolvendo e orientando a promoção de serviços e
produção de recursos necessários aos/às estudantes com necessidades educacionais especiais – NEE
atendidos.
Em 2017, o número de discentes identificados com deficiência/transtorno no Campus Pontal
era 14 (quatorze), conforme o Quadro abaixo.
Quadro 09 - Número de estudantes, cursos que estão matriculados e tipo de NEE
Cursos de N. de estudantes com Tipo de deficiência/transtorno
graduação deficiência/transtorno
Geografia 02 Baixa visão
02 TDAH – Transtorno de déficit de atenção e
hiperatividade
História 01 Baixa visão
01 Deficiência física
01 TDAH – Transtorno de déficit de atenção e
hiperatividade
Serviço Social 02 Deficiência física
Ciências 01 Deficiência física
Biológicas
Matemática 01 Deficiência física
Ciências contábeis 01 Surdez
Administração 01 Deficiência auditiva
01 Deficiência Intelectual
Fonte: Dados da pesquisa Dias (2017)

Tendo em vista as especificidades dos/as estudantes, de acordo com os dados apresentados,


o CEPAE realiza ações que contribuem, conforme Sassaki (2009), com a acessibilidade
metodológica, comunicacional e atitudinal e aprendizagem por meio de serviços como digitalização

116
de artigos, capítulos de livros, monitorias, acompanhamento em provas, produção de material
didático, bem como reuniões para identificação de demandas dos/as estudantes atendidos/as, curso
de Libras para discentes e docentes da ICHPO e comunidade em geral, seminários de inclusão,
dentre outras ações. Destaca-se que no CEPAE, além do ensino, as atividades pautam-se também,
pela pesquisa e pela extensão.
Em relação à pesquisa, desenvolveu projetos de iniciação científica voluntária, no período de
2016-2017, que contribuíram para a coleta de dados quanto à inclusão na educação básica e superior
em Ituiutaba, por meio dos projetos de três estudantes do curso de Pedagogia, a saber:
“Atendimento Educacional Especializado: sala de recursos como instrumento de inclusão de alunos
com necessidades educacionais especiais nas escolas comuns”, “Reflexões sobre a visão dos
professores sobre o ato de incluir”, “A inclusão de alunos com deficiência na educação superior:
análise de instituições de uma cidade do Triângulo Mineiro”. Ressaltamos que, nesta pesquisa,
identificou-se a percepção dos estudantes com deficiência da ICHPO quanto ao acesso e a
permanência nesse nível de ensino.
As ações de extensão empreendidas em 2016 foram organizadas por meio do projeto
“Educação inclusiva: intervenções e práticas pedagógicas em instituições de educação básica”,
aprovado pelo edital do PEIC/2016. Duas bolsistas participaram dele, uma do curso de Pedagogia,
desenvolvendo “intervenções e práticas pedagógicas relacionadas à alfabetização e letramento na
área da língua portuguesa e matemática com estudantes que apresentavam necessidades
educacionais especiais” em duas escolas públicas da cidade de Ituiutaba (UFU, 2015, p.1). Outro
projeto realizado no mesmo período foi “Alfabetização e letramento por meio da arte: uma leitura
singular do mundo”, aceito em edital do Programa de extensão e cultura popular – PECP. Este teve
como objetivo “contribuir para a alfabetização e letramento de discentes com necessidades
educacionais especiais, por meio de intervenções pedagógicas de cunho artístico-cultural” (UFU,
2016, p.8). Neste último, as duas bolsistas eram estudantes do curso de Pedagogia e promoveram
ações em uma escola pública da cidade de Ituiutaba.
Salientamos que o trabalho desenvolvido no CEPAE conta com dois estagiários bolsistas
que cumprem 20 horas semanais, além dos estagiários, há monitores (de acordo com o número de
estudantes que precisam do atendimento), graduandos dos cursos de licenciatura e bacharelado da
ICHPO, alguns do curso de Pedagogia, que cumprem 12 horas semanais, atendendo aos/as
educandos/as, de acordo as necessidades destes/as. Esse Centro torna-se um espaço de formação
acadêmica, profissional e, principalmente, humana no qual se constroem ações e reflexões que

117
possibilitam o diálogo entre todos/as. Desse modo, é um local de política de permanência na
universidade que contribua para uma melhor compreensão do que se constitui a inclusão, a
educação inclusiva, dentre outras temáticas relevantes, formando profissionais mais críticos para
atuar em diferentes espaços.

XI Processos de avaliação da aprendizagem, do curso e externa


11.1 Avaliação da/para a aprendizagem

O sentido da avaliação no processo pedagógico é a aprendizagem, princípio que assumimos


como premissa no presente projeto e está em consonância com a perspectiva da avaliação delineada
no PIDE (2016-2021) da UFU. Avaliamos para aprender e aprendemos no próprio processo
avaliativo, em uma relação dialética entre ensino, aprendizagem e avaliação. Essa concepção
demanda ações contínuas de identificação das dificuldades para intervir e colaborar com a sua
superação, provocando quando necessário, a reorganização do trabalho pedagógico.
A concepção de formação por ciclos, a partir do eixo da práxis educativa, requer, assim
como se compreende o desenvolvimento humano, uma perspectiva processual, dinâmica e dialética
da avaliação. Como sustenta Freitas (2003, p. 51) os ciclos procuram contrariar a lógica “seriada e
sua avaliação. Só por isso, já devem ser apoiados. Não eliminam a avaliação formal, muito menos a
informal, mas redefinem seu papel e a associam com ações complementares”.
Contudo, estamos cientes da nossa distância para a efetivação deste princípio, especialmente
ao analisarmos os dados construídos a partir das rodas de conversa e das plenárias de
problematização no curso com as/os estudantes, em 2017, na avaliação do nosso PPP, quando uma
das categorias mais citadas foi a avaliação. Identificamos nos relatos, registros de práticas
excessivas de aplicação de instrumentos avaliativos; falta de diálogo dos/as docentes sobre a
avaliação proposta; limitada intervenção diante das dificuldades identificadas; avaliação centrada na
linguagem escrita, falta de critérios avaliativos claros, diferentes graus de rigorosidade, dentre
outras questões.
Neste sentido, compreendemos a necessidade de aproximar o “dito” do “feito”, pois como
insistia Freire, no livro “Pedagogia da autonomia”, ensinar exige a corporeificação das palavras
pelo exemplo, uma vez que “as palavras a que falta a corporeidade do exemplo pouco ou quase
nada valem” (FREIRE, 2002, p. 16). Assim, ao assumir a referência freireana, o curso precisa
superar qualquer emprego da avaliação em uma lógica punitiva, meramente quantitativa, que não se

118
compromete com as aprendizagens e que, não raro, ocorre de forma estanque ao final com o
objetivo de atribuir nota. Portanto, assumimos coletivamente, objetivos e princípios que buscamos
sustentar no curso:
✓ Avaliação como parte do processo pedagógico;
✓ Realizar a intervenção para a promoção da aprendizagem dos/as discentes, especialmente
por meio da identificação e registro, por parte dos/as docentes, das dificuldades identificadas
nos instrumentos de avaliativos realizados, assim como, por meio da autoanálise dos/as
estudantes;
✓ Com base nas dificuldades identificadas na avaliação planejar estratégias para superá-las
e/ou aprimorar o processo em curso;
✓ Ampliar a qualidade das avaliações em detrimento da mera quantidade de instrumentos
aplicados;
✓ Planejar propostas coletivas de avaliação entre os/as professores/as do período/ turma ou
mesmo avaliações aprofundadas ao longo do ciclo formativo;
✓ A avaliação deve oferecer informações para mudanças ou referendar os procedimentos de
ensino; perceber o nível de aprendizagem individual e coletiva de cada conteúdo;
possibilitar a comparação do/a estudantes com ele/a próprio/a no início, no decorrer e no
final de cada período, para perceber sua evolução; fornecer ao/à estudante e ao/à professor/a
informações sobre o desempenho de cada um/a, para que possam agir em prol de uma
melhor aprendizagem; servir como indicador para avaliação institucional;
✓ A prática pedagógica como relação que valoriza a contribuição de cada integrante, sua
cultura e da localidade com a qual os/as discentes se identificam, demanda processos
intensos de avaliação;
✓ Utilizar instrumentos avaliativos com a atenção às diferentes linguagens necessárias na
formação de professores/as, como: observação/intervenção problematizadora; trabalhos
coletivos, testes, provas escritas dissertativas ou fechadas, portfólios, seminários, painel
integrado, diário reflexivo, auto avaliação, trabalho monográfico, entrevista, conselho de
turma, relatório, artigo entre outros.
✓ A avaliação da/para a aprendizagem é uma das dimensões a ser considerada na avaliação
institucional.
✓ Uma concepção de educação que busca a justiça e a igualdade social por meio da garantia da
aprendizagem de todos/as, demanda uma avaliação democrática que resista às marcas de

119
uma formação acadêmica marcada culturalmente por valores classificatórios, competitivos,
meritocráticos e excludentes. Assim, é necessário entender a complexidade e as resistências
políticas, epistemológicas, éticas e técnicas presentes na universidade em relação à avaliação
formativa.

11.2 Avaliação do corpo docente pelos/as estudantes

Para o desenvolvimento desta proposta, tomamos a concepção de avaliação que compreende


que a educação é o processo de construção coletiva, não é ser unilateral; ao contrário, envolve a
todas as dimensões e pessoas do processo pedagógico, como aponta Freire (2005), ninguém educa
ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si. Assim, faz parte deste projeto
o intento de garantir uma cultura do diálogo, no qual os/as estudantes avaliam de forma processual
as/os professores/as do curso com a intenção de provocar relações pedagógicas mais formativas e
que nesse movimento o/a docente se perceba como ser inacabado que é, e assim, compreenda a
avaliação discente como fonte para seu aprimoramento.
Na proposta de avaliação diagnóstica do curso, coordenada pelo NDE no primeiro
semestre de 2017, a avaliação foi um tema muito debatido nas plenárias, dentre elas a avaliação
dos/as docentes, uma vez que para os/as estudantes nem sempre há por parte dos/as docentes,
abertura para essa prática. Assim, a avaliação do corpo docente, por parte dos estudantes, tem sido
demanda importante a ser trabalhada pelo NDE. Deste modo, almejamos a formulação de
instrumentos a serem desenvolvidos, especialmente com a intenção da intervenção para melhorar o
processo pedagógico. Fazemos, ainda, uso do instrumento oficial da Comissão Própria de
Avaliação/UFU com levantamento de dados semestrais, os quais os/as docentes têm acesso.
Portanto, como em relação ao/à estudantes, a avaliação docente tem como objetivo principal
colaborar para o aprimoramento da prática pedagógica do/a docente.

11.3. Avaliação do Curso

O Núcleo Docente Estruturante (NDE) do curso de Pedagogia desempenha papel importante


na avaliação do PPP, com o objetivo de avançar na edificação da qualidade da formação de
pedagogos/as, notadamente, comprometidas/os social e politicamente com a educação pública do
nosso país. O NDE busca envolver os/as estudantes, professores/as, técnicos/as, colegiado,

120
coordenação e outros segmentos abrangidos no processo de avaliação do curso, com a participação
desde a construção de estratégias e de instrumentos avaliativos para a compreensão da realidade, até
a análise, planejamento e intervenção, diante das dificuldades identificadas. A avaliação do curso
caminha, neste sentido, em interação constante com a reelaboração do Projeto Político Pedagógico
da Pedagogia. Assim, o NDE, como indica a resolução n. 25/2012 do Congrad, busca implementar
o que entendemos como avaliação institucional processual, formativa e participativa.

11.4 Avaliação Externa - Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes

A avaliação externa é uma dimensão importante na análise da realidade e constituição do


PPP do curso. Assim, mesmo diante das críticas aos interesses políticos e ideológicos díspares em
relação à temática, este é um aspecto a ser considerado, tanto no âmbito da avaliação institucional,
quanto na elaboração de políticas públicas de educação. O Enade auxilia o curso no conhecimento
acerca do perfil dos/as estudantes e, quando integrados aos dados das avaliações internas do curso e
da instituição, realizada pela Comissão Própria de Avaliação da UFU, agrega evidências para o
aprimoramento da qualidade do curso.
A avaliação externa no Ensino Superior tem como marco importante a Lei n. 10.861 de 14
de abril de 2004, que institui o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinais), com
avaliação das instituições, dos cursos e do desempenho dos/as estudantes. Esse processo avaliativo
é coordenado e supervisionado pela Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior
(Conaes). Integra o Sinais, para a avaliação do desempenho dos/as discentes, o Exame Nacional de
Desempenho dos Estudantes (Enade), regulamentado pela Portaria n. 107, de 22 de junho de 2004,
segundo a qual o Enade é aplicado a uma amostra de estudantes de cada curso, em áreas
selecionadas a cada ano, garantida uma nova aplicação em tais áreas em um prazo máximo de três
anos.
De acordo com a Portaria n. 107/2004, em seu Artigo 3º, o objetivo do Enade é avaliar o
desempenho dos/as estudantes com relação aos conteúdos programáticos previstos nas diretrizes
curriculares dos respectivos cursos de graduação, o desenvolvimento de competências e habilidades
para o aprofundamento geral e profissional, além de conhecimentos acerca da realidade brasileira e
mundial. Assim, o Enade é um componente curricular obrigatório, sendo a participação estudantil
condição indispensável para a integralização curricular.

121
O curso de Pedagogia do Campus Pontal participou, ao longo da sua trajetória, de três
Enades: em 2011, 2014 e, recentemente, em 2017, sem ter, ainda, acesso aos resultados da última
avaliação.
Em 2011 participaram do Enade 62 estudantes, edição da avaliação na qual o curso obteve
nota 1. Tal resultado gerou significativa preocupação entre os/as docentes e motivou o grupo à
organização de reuniões com os/as estudantes participantes da prova para compreender tal
resultado. Dentre os fatores, alegaram não estarem de acordo com a prática, política e perspectiva
do Enade, assim compareceram no dia da prova, mas, segundo os/as mesmos/as, não realizaram a
avaliação. Todavia, ainda que, sem evidências efetivas das variáveis que levaram àquela nota, a
análise desse resultado deve ser considerada. Em 2014, a prova do Enade foi realizada por 55
estudantes, o que conferiu a nota 3 ao curso. Esse resultado, à época, foi avaliado com inquietação,
mas considerado positivo quando avaliado o processo do próprio curso em relação ao resultado de
2011.

XII Acompanhamento de egressos/as

O acompanhamento de estudantes egressas/os do curso de Pedagogia, em seu desempenho


profissional é um aspecto caro ao Projeto Pedagógico que foi executado durante os dez primeiros
anos de existência e permanece como uma preocupação no Projeto que ora se propõe, o que se
justifica pelos seguintes aspectos:

✓ a concordância com o fato de que a formação do/a professor/a não se encerra na em sua
etapa inicial (a graduação) e com o fato de que a manutenção de um diálogo constante com a
instituição formadora pode significar valiosa contribuição para a formação continuada;
✓ a percepção de que o contato constante com os/as egressos/as e seu desenvolvimento
profissional nos possibilita avaliarmos em que medida temos conseguido cumprir os
aspectos que delineamos, no Projeto Político Pedagógico, como Perfil de Egresso;
✓ a contribuição que os/as egressos/as – agora profissionais atuantes – podem nos dar no
sentido de afinar a formação que oferecemos às características e demandas da(s)
comunidade(s) escolar(es) do nosso entorno; e

122
✓ a possibilidade de parcerias de trabalho que aproximem a Universidade da comunidade
escolar em que atuam as/os egressas/os, com vistas ao fortalecimento da extensão
universitária e da noção de práxis que sustenta o Projeto aqui apresentado.

Nesse sentido, algumas ações têm sido empreendidas no acompanhamento de nossas/os


egressas/os:
a) Participação dos/as egressos/as nos Círculos de Cultura
Conforme já explicitado, o Círculo de Cultura é realizado anualmente e caracteriza-se como
um momento de síntese das discussões realizadas nas disciplinas no âmbito de cada Ciclo de
Formação. Em todas as edições, ocorreram espaços em que contamos com a presença das/os
estudantes egressos não só como participantes, mas em atividades protagonizadas pelas/os
mesmas/os: seja no diálogo direcionado ao corpo docente do curso de Pedagogia, seja no diálogo
direcionado às/aos estudantes em formação ou em outras atividades de diversas naturezas.

b) Seminário de Prática Educativa e Estágio Supervisionado (SEPEES)


Assim como o Círculo de Cultura, o SEPEES foi, na primeira década de funcionamento do
curso, uma atividade curricular, de natureza acadêmica, que encerrava, com a divulgação de
resultados, as atividades desenvolvidas no Projeto Integrado de Prática Educativa (PIPE) e no
Estágio Supervisionado.
Da mesma forma que o Círculo de Cultura, o evento constituiu-se, ao longo de sua existência,
como um espaço de reencontro e trocas com as/os estudantes egressas/os, hoje docentes atuantes
nas redes públicas da cidade de Ituiutaba e região, que representam parte significativa do público do
evento, não apenas como ouvintes, mas também com apresentação de trabalhos, oferecimento de
oficinas e minicursos.
Na nova versão do Projeto do curso de Pedagogia, tal função continuará sendo cumprida pelo
SEILIC, de maneira mais sistemática, com a garantia de espaços para que esse diálogo ocorra de
maneira ainda mais efetiva.

c) Participação em momentos de avaliação do curso e do PPP


Além da participação nos eventos do curso, há uma preocupação em convidar estudantes
egressas/os para participarem de outros momentos dedicados à avaliação do curso, seu Projeto
Pedagógico e sua execução.

123
Exemplo disso foram as ações que deram origem a esse Projeto que contou, para sua
elaboração, com intervenções de estudantes egressas/os que, convidadas/os, participaram das
oficinas de discussão do Projeto, bem como das plenárias realizadas com as/ os discentes, nas quais
elencamos problematizações, assim como indicações de alternativas de intervenção e deliberações
de ações a seguir.

d) Grupo “Egressos/as do curso de Pedagogia – ICHPO/UFU”

Com o advento das redes sociais e visando a ampliar a comunicação com as/os egressos, bem
como alcançar àquelas/es que estão geograficamente distantes, o NDE, criou, no ano de 2018, um
grupo fechado com moderação no Facebook. O grupo virtual pretende-se um espaço de interação e
de cooperação e tem demonstrado sua potencialidade, contando já com mais de 100 membros
ativos.

XIII Considerações finais

O presente PPP da Pedagogia, impactado pela avaliação diagnostica realizada no curso,


mobilizou novos acordos teórico-práticos entre os/as professores/as, técnico/a e estudantes. Não
obstante, o PPP não é apenas um documento, o papel, mas principalmente o que fazemos
diuturnamente. Assim, por exemplo, só dizer do Círculo de Cultura no projeto não garante que
vivamos um curso freireano. Para que isso seja verdadeiro, o curso deve ser, sobretudo, a edificação
de uma práxis educativa transformadora que pode dar coerência e legitimidade ao referencial de
Paulo Freire. Como definimos na Ata n.03/2017 do NDE ampliado:

Projeto somos todos nós que estamos nos dedicando, seja ao eixo da práxis, às
aulas, ao círculo de cultura em busca de aproximação com os princípios freireanos.
Então a minha proposta é que não adianta sair daqui seja com esse documento ou
com outro em que nós não estejamos realmente refletidos nele, comprometidos
com ele. Assim, não pode ser o PPP do “fulano” ou “ciclano”, caso contrário nem
adianta esse processo que estamos desenvolvendo. Penso que nosso projeto pode
não ser o melhor, mas precisamos construir um projeto que realmente seja
construído coletivamente e que todos/as o assumam. (PEDAGOGIA, 2017)

Cientes de que o planejamento precisa estar em constante processo de avaliação,


registramos aqui a proposta, como parte do trabalho do NDE do curso, da realização de fóruns de

124
acompanhamento e avaliação das reformulações do PPP da Pedagogia no âmbito da avaliação
institucional.
Salientamos, ainda, o interesse do curso em colaborar com a realização da Pós-Graduação
para atender às demandas dos/as professores/as da Educação Básica de Ituiutaba e região, assim
como dos/as nossos/as estudantes egressos. Essa busca mobilizou o desenvolvimento de
Especializações como as desenvolvidas no ano de 2017: “Educação Infantil: gestão, docência,
saberes e práticas educacionais”, “Docência em Ensino Médio: diversidade, inclusão e EJA”,
“Educação de Jovens e Adultos para a juventude” e “Inclusão da diversidade no espaço escolar”.
Por fim, faz parte da expectativa do curso de Pedagogia do Campus Pontal a edificação do
Programa de Pós-Graduação em Educação, nível mestrado, especialmente pela trajetória do curso
que hoje conta com um quadro docente qualificado e está localizado em uma região com
significativa demanda, por parte dos/as professores/as da Educação Básica, dentre eles/as muitos
egressos do curso de Pedagogia. Para a efetivação desse projeto, temos concretizado nossos
Núcleos de pesquisa, o que será fortalecido por esta nova versão do PPP da Pedagogia, uma vez que
faz parte da proposta a articulação dos TCCs, na Graduação, às áreas dos Núcleos de pesquisa.
Tais proposições estão em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais que
sustentam a necessidade da articulação entre a graduação e pós-graduação e entre pesquisa e
extensão como princípio pedagógico essencial ao exercício e aprimoramento da formação docente,

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das vagas e Cursos de Graduação da Faculdade de Ciências Integradas do Pontal (ICHPO) para a
criação de dois novos Cursos e dá outras providências, 2009.

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Altera o art. 2o da Resolução no 02/2006, do Conselho Universitário, que “Dispõe sobre a criação
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130
ANEXOS

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