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A HISTÓRIA DA MUSICA BRASILEIRA PODE SER DIVIDIDA EM DOIS PERÍODOS:

-Música erudita: abrange os Primórdios, a música do século XVIII e a Escola Mineira, o Classicismo,
o Romantismo, o Nacionalismo, as Vanguardas Modernistas e a Contemporânea.

-Música popular urbana: inclui as origens (Lundu, Modinha e Choro), primeira metade do século
XX (Teatro de Revista e Bossa Nova), segunda metade do século XX (Tropicália, Jovem Guarda, Iê Iê
Iê e MPB), samba e a música popular atual (sertanejo, rock brasileira, forró, lambada e música
eletrônica).

A música brasileira desenvolveu estilos tão únicos e originais como o samba, a bossa nova, a MPB,
o sertanejo, o pagode ou o funk carioca. O Samba tornou-se mundialmente famoso devido ao
carnaval mas outros géneros também conseguiram reconhecimento internacional, como por
exemplo a bossa nova, com músicas como “Garota de Ipanema”, de Tom Jobim e Vinicius de
Moraes, ou “Águas de Março”, com Tom Jobim chamando Elis Regina para cantar junto.

FORRÓ (NORDESTE)

O forró não é apenas um ritmo, mas um amplo gênero musical que engloba diversos estilos e
danças, típicos da região nordeste do Brasil como: xote, xaxado, baião, côco, rasta-pé, quadrilha,
entre outros. Muito tocado nas festas juninas, o forró se consolidou e se popularizou a partir da
década de 1950, ganhando espaço em outras partes do Brasil, graças principalmente à figura de
Luiz Gonzaga, o chamado “Rei do Baião.” Nascido em Exu, Pernambuco, Gonzagão veio para o Rio
de Janeiro, onde tornou-se muito popular após a gravação em 1946 da música “Baião”, marco
deste estilo que se tornaria referência do forró. A formação instrumental tradicional do forró é
constituída basicamente por sanfona (acordeom), triângulo e zabumba, e alguns instrumentos
complementares como pandeiro, agogô ou ganzá. Porém, com a “modernização” do forró e com a
exploração do gênero feita pela indústria fonográfica, hoje são usados instrumentos como o
violão, a guitarra, bateria e o teclado, em estilos mais modernos como o forró universitário, o
forró eletrônico, o brega, entre outros.

MÚSICA SERTANEJA E MÚSICA CAIPIRA

A moda de viola

As “modas” de viola são a essência da música sertaneja e caipira. A música sertaneja em sua
origem está ligada aos violeiros do Nordeste e do interior do Brasil que cantam suas alegrias e suas
tristezas embaladas ao som de suas violas. A música caipira é mais característica do interior de São
Paulo, Minas Gerais e da região Centro Oeste do Brasil, chamada assim principalmente na primeira
metade do século XX. Entretanto, a indústria fonografica misturou tudo isso, classificando-os como
“sertanejo de raiz”, (já que atualmente existem inúmeros estilos de “sertanejo”, como o sertanejo
romântico e o sertanejo universitário). Podemos citar alguns artistas do “sertanejo raíz”, dentre
eles: Alvarenga e Ranchinho, Tonico e Tinoco, Pena Branca e Xavantinho, Tião Carreiro e Pardinho,
Inezita Barroso, as Irmãs Galvão. A viola ainda está presente em diversos cantos do Brasil e há uma
nova geração de violeiros (como Ivan Vilela, João Paulo Amaral, Paulo Freire, entre outros) que
mantém viva a tradição da música caipira e ainda expandem o universo da viola tocando também
outros gêneros. Hoje em dia a chamada “música sertaneja” fugiu muito de sua essência, sofrendo
influências do country norte americano e da música pop. Sua instrumentação mudou, incluindo o
uso de guitarra, bateria, teclados, e as letras não mais se relacionam com a essência da música
caipira ou sertaneja.

MPB (MÚSICA POPULAR BRASILEIRA)

A MPB - sigla para Música Popular Brasileira - é um dos gênero musicais mais apreciados no Brasil
e também internacionalmente. Surgiu em meados da década de 1960 como um desdobramento
da bossa nova e apresentava influência de diversos estilos musicais, na busca de criar um
genuinamente nacional.

Com o Golpe Militar de 1964, esse tipo de música também se constitui um forte instrumento de
luta contra a repressão. Com um conteúdo contestador, as músicos se posicionavam de maneira
contrária às injustiças sociais e à ditadura imposta no país.