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PNEUMÁTICA

INDUSTRIAL

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SUMÁRIO

PNEUMÁTICA INDUSTRIAL .............................................................................................................. 1

1. CAPÍTULO 1 TECNOLOGIA PNEUMÁTICA INDUSTRIAL ............................................................................ 8


1.INTRODUÇÃO ...................................................................................................................................................... 8
1. O AR COMPRIMIDO NA INDÚSTRIA ................................................................................................................. 10
2. PROPRIEDADES FÍSICAS DO AR ....................................................................................................................... 11
Compressibilidade.................................................................................................................................... 11
Figura 1 – Processo de compressão do ar realizado pelo êmbolo do cilindro (PARKER, 2000). ........ 12
Elasticidade .............................................................................................................................................. 12
Figura 2 – Processo de elasticidade do ar devido a sua expansão para retornar ao estado inicial
(PARKER, 2000). .................................................................................................................................. 12
Difusibilidade ........................................................................................................................................... 12
Figura 3 – Processo de difusibilidade do ar, no qual uma mistura homogênea de ar com
qualquer meio gasoso é causada pela abertura de uma válvula conectora (PARKER, 2000). ............ 12
Expansibilidade ........................................................................................................................................ 13
Figura 4 – Processo de expansibilidade do ar (PARKER, 2000). .......................................................... 13
3. PESO DO AR ............................................................................................................................................... 13
Figura 5 – Dois balões contendo o mesmo peso de ar colocados em uma balança de precisão a
fim de promover o equilíbrio entre eles (PARKER, 2000). .................................................................. 13
Figura 6 – Retirada de ar em um dos balões com uso de uma bomba de vácuo (PARKER, 2000). ..... 14
Figura 7 – Desequilíbrio na balança causada pela ausência de peso no balão à esquerda
(PARKER, 2000). .................................................................................................................................. 14
4. O AR QUENTE É MAIS LEVE QUE O AR FRIO ..................................................................................................... 14
Figura 8 – Experiência com dois balões com gargalos abertos onde um deles entra em contato
com uma chama ocasionando aquecimento de ar em seu interior e a saída deste ar. Daí o ar
quente torna-se mais leve que o ar frio gerando desequilíbrio na balança (PARKER, 2000).............. 15
5. A ATMOSFERA TERRESTRE ............................................................................................................................. 15
Figura 9 – Ilustração da atmosfera terrestre formada por diferentes camadas gasosas em
função das distâncias em relação à superfície do planeta (PARKER, 2000). ....................................... 15
6. PRESSÃO ATMOSFÉRICA ................................................................................................................................ 16
Figura 10 – Aplicação da pressão atmosférica em todos os corpos a qual atua em todos os
sentidos e direções (PARKER, 2000). .................................................................................................. 16
Figura 11 – Variação de pressão atmosférica em função da altitude e da profundidade
(PARKER, 2000). .................................................................................................................................. 17
7. MEDIÇÃO DA PRESSÃO ATMOSFÉRICA ............................................................................................................. 18
Figura 12 – Ilustração do barômetro de Torricelli (PARKER, 2000). .................................................... 18
8. EFEITOS COMBINADOS ENTRE AS TRÊS VARIÁVEIS FÍSICAS DO GÁS ........................................................................ 18
9.1 Lei Geral dos Gases Perfeitos ................................................................................................................. 18
Figura 13 – Variação de pressão, volume e temperatura do ar contido no cilindro com êmbolo
(PARKER, 2000). .................................................................................................................................. 19
9.2 Princípio de Pascal ................................................................................................................................ 19
Figura 14 – Sistema pneumático onde a pressão interna atua em todas as paredes com a
mesma direção e sentido (PARKER, 2000). ......................................................................................... 20
9. EXEMPLOS EXPERIMENTAIS............................................................................................................................ 21
10.1 Exemplo de Aplicação da Lei Geral dos Gases Perfeitos ...................................................................... 21
10.2 Exemplo de Aplicação do Princípio de Pascal ..................................................................................... 22
Figura 15 – Ilustração do tijolo com as suas respectivas dimensões em vistas obtidas nas partes
superior (área A1), frontal (área A2)e lateral esquerdo (área A3). ....................................................... 23
10. EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO ................................................................................................................................ 24
Figura 16 – Cilindro com êmbolo em seu estágio inicial (à esquerda); cilindro com corpo M
sobre o êmbolo comprimindo o gás (à direita) (VILLAS BOAS et al., 2004). ....................................... 24
Figura 17 – Sistema êmbolo-cilindro contendo gás ideal a um volume V0 (VILLAS BOAS et al.,
2004)................................................................................................................................................... 25
Figura 18 – Sistema êmbolo-cilindro com peso igual a 2P (VILLAS BOAS et al., 2004). ...................... 26
11. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS........................................................................................................................ 28
2. CAPÍTULO 2 - TECNOLOGIA DE ACIONAMENTO PNEUMÁTICO ............................................................. 29

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Figura 19 - Sistema de acionamento pneumático. ............................................................................. 29


A tabela 01 mostra uma comparação entre os sistemas elétrico, pneumático, hidráulico e
mecânico do ponto de vista de energia, comando e acionamento. ................................................... 30
Tabela 02 - Comparação da energia, comando e acionamento entre os sistemas elétrico,
pneumático, hidráulico e mecânico.................................................................................................... 30

3. CAPÍTULO 3 - CARACTERÍSTICAS DOS SISTEMAS PNEUMÁTICOS .......................................................... 31


Tabela 3.1 - Comparação da tecnologia de acionamento para os sistemas elétrico, pneumático
e hidráulico. ........................................................................................................................................ 32
Tabela 3.2 - Comparação da tecnologia de sistemas de comando para os sistemas elétrico,
pneumático e hidráulico. .................................................................................................................... 32

4. CAPÍTULO 4 - CIRCUITOS PNEUMÁTICOS .............................................................................................. 33


1. SISTEMA DE AR COMPRIMIDO ........................................................................................................................ 33
Figura 20 – Constituição de um sistema de ar comprimido................................................................ 33
Figura 21 – Diagrama de blocos. ......................................................................................................... 34
1.1. Elementos de Produção de Ar Comprimido - Compressores....................................................................... 35
Figura 22 – Exemplo ilustrativo de um compressor de ar (em detalhe, sua simbologia). .................. 35
1.2 Sistema de Produção e Preparação do Ar Comprimido ................................................................................ 35
Figura 23 - Geração, tratamento e distribuição do ar comprimido. ................................................... 36
2. COMPRESSORES .......................................................................................................................................... 37
Figura 24 - Classificação dos compressores existentes. ...................................................................... 37
Figura 25 - Região de atuação de cada compressor no gráfico pressão X volume. ............................ 38
1.3.1. Compressor de Deslocamento Positivo ......................................................................................... 39
Figura 26 – Ilustração do compressor de deslocamento positivo....................................................... 39
1.3.2.Compressor de Deslocamento Dinâmico ........................................................................................ 39
Figura 27 – Ilustração do compressor de deslocamento dinâmico..................................................... 39
1.3.3. Compressor Dinâmico de Fluxo Radial ........................................................................................... 40
Figura 28 – Compressor dinâmico de fluxo radial. .............................................................................. 40
1. Compressor de Parafuso................................................................................................................................. 41
Figura 29 – Esquema ilustrativo para o ciclo de trabalho do compressor tipo parafuso. ................... 42
2. Compressor de Simples Efeito (ou Tipo Tronco)............................................................................................. 42
Figura 30 – Etapas do ciclo de trabalho de um compressor de simples efeito. .................................. 43
3. Compressor de Duplo Efeito (ou Tipo Cruzeta) .............................................................................................. 43
Figura 31 – Etapas do ciclo de trabalho de um compressor de duplo efeito. ..................................... 44
3. COMPLEMENTAÇÃO SOBRE OS COMPRESSORES ................................................................................................. 44
1. Cilindros (ou Cabeçotes) ................................................................................................................................. 44
2. Êmbolo (ou Pistão) ......................................................................................................................................... 44
Figura 32 – Formatos dos êmbolos em função das articulações existentes: em A, para êmbolos
de simples efeito; em B, para êmbolos de duplo efeito. .................................................................... 45
3. Sistema de Refrigeração dos Compressores (ou Resfriamento Intermediário) .............................................. 45
3.1. Resfriamento a Água ......................................................................................................................... 46
Figura 33 – Esquema de funcionamento de um sistema de refrigeração intermediário a água
com compressor de dois estágios e duplo efeito. .............................................................................. 46
3.2. Resfriamento a Ar ............................................................................................................................. 47
3.2.1. Circulação ............................................................................................................................ 48
3.2.2. Ventilação Forçada .............................................................................................................. 48
3.3. Manutenção do Compressor............................................................................................................. 48
4. Considerações sobre Irregularidades na Compressão .................................................................................... 48
5. Preparação do Ar Comprimido ....................................................................................................................... 49
5.1 Umidade ............................................................................................................................................. 49
5.2 Resfriador Posterior ........................................................................................................................... 52
Figura 34 – Ilustração do resfriador posterior. ................................................................................... 52
5.3 Resfriador de Ar Comprimido ............................................................................................................ 54
Figura 35 – Ilustração de um resfriador de ar comprimido e seus respectivos componentes. .......... 54
5.4 Desumidificação do Ar ....................................................................................................................... 55
5.5 Secagem por Refrigeração ................................................................................................................. 56
Figura 36 – Ilustração do processo de secagem do ar comprimido por refrigeração e seus
respectivos componentes. .................................................................................................................. 57
5.6 Secagem por Absorção....................................................................................................................... 57
Figura 37 – Ilustração do processo de secagem de ar por absorção. ................................................. 58
5.7 Secagem por Adsorção....................................................................................................................... 58

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Figura 37 – Ilustração do processo de secagem de ar por adsorção. ................................................. 59


Figura 38 – Instalação de produção de ar comprimido e seus respectivos componentes.................. 60
6. Rede de Distribuição....................................................................................................................................... 61
7. Layout ............................................................................................................................................................. 61
8. Formato .......................................................................................................................................................... 62
Figura 39 – Rede de distribuição em anel fechado. ............................................................................ 62
9. Válvulas de Fechamento na Linha de Distribuição ......................................................................................... 63
Figura 39 – Ilustração de uma linha de distribuição pneumática com várias válvulas de
fechamento. ....................................................................................................................................... 63
10. Ligações entre os Tubos ............................................................................................................................... 63
11. Curvadas ....................................................................................................................................................... 64
Figura 40 – Ilustração de uma curvatura em 90º. ............................................................................... 64
12. Inclinação...................................................................................................................................................... 64
13. Drenagem de Umidade ................................................................................................................................. 65
Figura 41 – Esquema do processo de drenagem de condensados. .................................................... 65
14. Tomadas de Ar .............................................................................................................................................. 66
Figura 42 – Ilustração de tomadores de ar comprimido. .................................................................... 66
15. Vazamentos .................................................................................................................................................. 66
Figura 43 – Tipos de vazamentos causadores de perdas de potência. ............................................... 67
16. Tubulações Secundárias ............................................................................................................................... 67
17. Conexões para Tubulações Secundárias ....................................................................................................... 68
Figura 44 – Ilustração de uma conexão instantânea. ......................................................................... 69
18. Exercícios de Fixação .................................................................................................................................... 70
19. Referências Bibliográficas ............................................................................................................................. 74
4. MOTORES PNEUMÁTICOS ............................................................................................................................. 75
Figura 45 - Classificação dos motores pneumáticos. .......................................................................... 75
2.1. Motores Rotativos ................................................................................................................................ 77
2.1.1.Motor de Palhetas ..................................................................................................................................... 77
Figura 46 - Motor de palhetas. ........................................................................................................... 77
2.1.2 Motor de Engrenagens e Motor Roots ...................................................................................................... 77
2.2. Motores de Pistões ............................................................................................................................... 78
Figura 47 - Motor de pistões radiais. .................................................................................................. 78
Figura 48 - Motor de pistões axiais. .................................................................................................... 78
Figura 49- Esquema de funcionamento do motor de pistões axiais. .................................................. 79
2.3 Motores de Turbina ............................................................................................................................... 79
5. ATUADORES LINEARES .................................................................................................................................. 79
5.1. Cilindro de Simples Ação....................................................................................................................... 79
Figura 50 - Cilindro de simples ação. .................................................................................................. 80
5.1.2. Cilindro de Dupla Ação ............................................................................................................................. 80
Figura 51 - Cilindro de dupla ação. ..................................................................................................... 81
5.1.3. Cilindros de Membrana ............................................................................................................................ 81
Figura 52 - Cilindro de membrana. ..................................................................................................... 81
5.1.4. Cilindro de Dupla Ação com Haste Passante ............................................................................................ 82
Figura 53 - Cilindro de dupla ação com haste passante. ..................................................................... 82
5.1.5. Cilindro Sem Haste ................................................................................................................................... 82
Com tubo fendido .................................................................................................................................... 82
Figura 54 - Cilindro sem haste com tubo fendido. .............................................................................. 83
Com imã ................................................................................................................................................... 83
Figura 55 - Cilindro sem haste com imã. ............................................................................................. 83
Com cabo ou fita ...................................................................................................................................... 83
Figura 56 - Cilindro sem haste com cabo ou fita. ................................................................................ 83
5.1.6. Cilindro de Múltiplas Posições .................................................................................................................. 84
Figura 57 - Cilindro de múltiplas posições. ......................................................................................... 84
5.1.7. Cilindro Tandem ....................................................................................................................................... 84
Figura 58 - Cilindro tandem. ............................................................................................................... 84
5.1.8. Cilindro de Percussão ............................................................................................................................... 85
Figura 59 - Cilindro de percussão........................................................................................................ 85
5.1.9. Cilindro Telescópico .................................................................................................................................. 85
Figura 60 - Cilindro telescópico........................................................................................................... 86
5.1.10. Cilindros de Impacto ............................................................................................................................... 86
5.1.11. Cilindros com Amortecimento ................................................................................................................ 86
5.2. Atuadores Oscilantes ............................................................................................................................ 86

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Figura 61 – Ilustração do atuador oscilante e sua respectiva simbologia. .......................................... 86


5.3. Atuadores Rotativos ............................................................................................................................. 87
Figura 62 - Cilindro rotativo. ............................................................................................................... 87
Figura 63 - Cilindro de aleta giratória. ................................................................................................ 87
5.4. Unidades Hidropneumáticas ................................................................................................................ 88
Figura 64- Unidade hidropneumática. ................................................................................................ 88
5.5. Execução Prática de um Cilindro Pneumático ...................................................................................... 88
Figura 65 - Execução construtiva de um cilindro de dupla ação. ........................................................ 89
Figura 66 - Tipo de vedação para êmbolos. ........................................................................................ 90
Figura 67- Tipos de fixação dos cilindros nas máquinas. .................................................................... 91
5.6. Amortecimento de Fim de Curso .......................................................................................................... 91
Figura 68 - Sistema de amortecimento do cilindro. ............................................................................ 92
5.7. Dimensionamento e Características de um Cilindro Pneumático ......................................................... 92
5.7.1. Exercícios .................................................................................................................................................. 92
Exercício 01 .............................................................................................................................................. 92
Figura 69 - Cilindro de dupla ação. ..................................................................................................... 92
Exercício 02 .............................................................................................................................................. 94
Figura 70 - Cilindro de dupla ação. ..................................................................................................... 94
5.7.2. Flambagem nos cilindros .......................................................................................................................... 95
Figura 71 - Condições de flambagem no cilindro. ............................................................................... 96
6. OUTROS DISPOSITIVOS PNEUMÁTICOS ............................................................................................................. 96
6.1. Mesa Pneumática ........................................................................................................................................ 96
Figura 72 - Mesa pneumática. ............................................................................................................ 97
6.2. Pinça Pneumática ........................................................................................................................................ 97
Figura 73 - Pinça pneumática.............................................................................................................. 97
7. VÁLVULAS PNEUMÁTICAS .............................................................................................................................. 98
Figura 74 - Esquema de um cilindro com válvulas. ............................................................................. 98
Figura 75 - Simbologia de comutação da válvula. ............................................................................... 99
Tabela 76 - Tipos de válvulas direcionais. ......................................................................................... 100
Tabela 77 - Denominação das conexões das válvulas. ...................................................................... 101
7.1. Válvulas Direcionais ............................................................................................................................ 101
7.1.1. Princípio de Funcionamento ................................................................................................................... 101
Figura 78 – Funcionamento de uma válvula 3/2 vias acionada por botão e com retorno por
mola. ................................................................................................................................................. 101
7.1.2. Acionamento das Válvulas Direcionais ................................................................................................... 101
Figura 79 - Tipos de acionamento manual, mecânico, pneumático e elétrico. ................................ 102
7.1.3 Execução Construtiva das Válvulas .......................................................................................... 102
7.1.3.1. Válvulas de assento ............................................................................................................................. 102
Figura 80 - Execução em assento. ..................................................................................................... 102
7.1.3.2. Válvulas de êmbolo deslizante ............................................................................................................ 103
Figura 81 - Execução em êmbolo. ..................................................................................................... 103
7.1.4. Exaustão Cruzada ................................................................................................................................... 104
Figura 82 - Válvula 3/2 vias com exaustão cruzada. A parte escura representa ar. .......................... 104
Figura 83 - Válvula 3/2 vias sem exaustão cruzada. A parte escura representa ar. .......................... 105
7.1.5. Tipos de Válvulas Direcionais ................................................................................................................. 105
Figura 84 - Válvula 3/2 vias com acionamento pneumático e exemplo de circuito. A parte
escura representa ar. ........................................................................................................................ 106
Figura 85 - Válvula 5/2 vias bi-estável e exemplo de circuito. A parte escura representa ar. .......... 107
Figura 86 - Válvula 3/2 vias servo-comandada. ................................................................................ 108
Figura 87- Válvula 3/2 vias servo-comandada acionada por botão. ................................................. 108
Figura 88 – Válvula 5/2 vias de êmbolo acionada pneumaticamente. ............................................. 109
Figura 89 - Válvulas 3/2 vias acionadas por solenóide. ..................................................................... 109
7.1.6. Especificação das Válvulas Direcionais ................................................................................................... 109
7.2.Válvulas de Bloqueio ........................................................................................................................... 110
7.2.1. Válvula de Retenção ............................................................................................................................... 110
Figura 90 - Válvula de retenção. ....................................................................................................... 110
7.2.2. Válvula Alternadora (“OU”) .................................................................................................................... 110
Figura 91 - Válvula alternadora e exemplo de circuito. .................................................................... 110
7.2.3. Válvula de Duas Pressões (“E”) ............................................................................................................... 111
Figura 92 - Válvula de duas pressões. ............................................................................................... 111
7.2.4. Válvula de Escape Rápido ....................................................................................................................... 111
Figura 93 - Válvula de escape rápido. ............................................................................................... 112

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7.3. Válvulas de Fluxo ................................................................................................................................ 112


Figura 94 - Seções de passagem. ...................................................................................................... 113
7.3.1. Válvula Reguladora Unidirecional ........................................................................................................... 113
Figura 95 - Válvula reguladora de fluxo unidirecional. ..................................................................... 113
Figura 96 - Diferentes montagens da válvula reguladora no circuito pneumático. .......................... 114
7.3.2. Válvulas de Fechamento ......................................................................................................................... 114
Figura 97 - Válvula de fechamento. .................................................................................................. 114
7.4. Válvulas de Pressão ............................................................................................................................ 114
7.4.1 Válvula Regulador de Pressão.................................................................................................................. 114
7.4.2 Válvula Limitadora de Pressão ................................................................................................................. 115
Figura 92 - Válvula limitadora de pressão. ....................................................................................... 115
7.4.3 Conversores pneumático-elétrico ou pressostatos ................................................................................. 115
Figura 93 - Pressostatos de calibragem fixa e variável. .................................................................... 116
7.5. Regulagem dos compressores ............................................................................................................ 116
7.5.1. Regulagem de marcha vazio ................................................................................................................... 116
Figura 94 - Regulagem por descarga. ................................................................................................ 117
Figura 95 - Regulagem por fechamento............................................................................................ 117
Figura 97 - Regulagem por garras. .................................................................................................... 118
7.5.2. Regulagem de carga parcial .................................................................................................................... 118
7.5.3 Regulagem intermitente .......................................................................................................................... 118
Figura 98 - Regulagem intermitente. ................................................................................................ 119
8. TEMPORIZADORES PNEUMÁTICOS ................................................................................................................. 119
Figura 99 - Válvula temporizadora que retarda a emissão do sinal. ................................................. 120
Figura 100 - Válvula temporizadora que retarda a interrupção do sinal. ......................................... 120
9. AMPLIFICADORES PNEUMÁTICOS .................................................................................................................. 121
9.1 Amplificador de Pressão Mono estágio ................................................................................................. 121
Figura 101 - Amplificador de Pressão Mono estágio. ....................................................................... 121
9.2 Amplificador de Pressão de Duplo Estágio ................................................................................................. 121
Figura 102 - Amplificador de pressão de duplo estágio. ................................................................... 122
10. CIRCUITOS PNEUMÁTICOS ........................................................................................................................... 122
Figura 103 - Circuito real e sua representação simbólica. ................................................................ 123
Figura 104 - Circuito para motores pneumáticos. ............................................................................ 124
Figura 105 - numeração dos elementos pneumáticos no circuito. ................................................... 125
Figura 106 - Numeração de um circuito pneumático. ...................................................................... 126
10.1. Seqüência de Movimento dos Pistões ..................................................................................................... 126
Figura 107 - Diagramas de trajeto-tempo (esquerda) e trajeto-passo (direita). ............................... 127
Figura 108 - Diagrama de comandos. ............................................................................................... 127
10.2 Métodos de Projeto de Circuitos Pneumáticos ........................................................................................ 128
10.2.1 Método Intuitivo ................................................................................................................................... 128
Figura 109 - Representação da válvula acionada. ............................................................................. 132
Figura 110 - Válvula com rolete escamoteável. ................................................................................ 133
10.2.2 Método Passo-a-Passo .......................................................................................................................... 134
11. EXEMPLOS DE APLICAÇÃO DE PNEUMÁTICA .................................................................................................... 139
Figura 111 - Prensa de dobra e estampagem e seu circuito pneumático. ........................................ 140
Figura 112 - Rebitador e seu circuito pneumático. ........................................................................... 141
Figura 113 - Dispositivo de montagem de rolamentos e seu circuito pneumático. .......................... 142
Figura 114 - Dispositivo de injeção para decoração de bolos e seu circuito penumático. ................ 143
12. ELETROPNEUMÁTICA .................................................................................................................................. 143
Figura 115 - Botões fechador, abridor e comutador......................................................................... 144
Figura 116 - Relé. .............................................................................................................................. 144
Figura 117 - Circuito eletropneumático simples. .............................................................................. 145
Figura 118 - Circuito de controle e de potência. ............................................................................... 145
Figura 119 - Circuito eletropneumático. ........................................................................................... 146
Figura 120 - Circuitos ligar e desligar dominante e exemplo de circuito. ......................................... 147
Figura 121 - Circuito eletropneumático que realiza a seqüência direta A+B+A-B-. .......................... 147
Figura 122 - Subcircuito responsável por um evento da seqúência no método passo-a-passo. ...... 148
Figura 123 - Circuito eletropneumático que comanda a seqüência A+B+C+C-A-B-. ......................... 148
13. SENSORES PNEUMÁTICOS............................................................................................................................ 149
Figura 124- Princípios de reflexão (a), barreira de ar (b) e pressostático (c), respectivamente. ...... 149
13.1. Sensor de Reflexão .................................................................................................................................. 149
Figura 125 - Sensor de reflexão e seu símbolo. ................................................................................ 150
Figura 126 - Curva característica do sensor pneumático. ................................................................. 151

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Figura 127 - Curvas características para a distância radial e axial. ................................................... 152
Figura 128 - Exemplo de circuito pneumático com o sensor. ........................................................... 152
13.2. Barreira de ar ........................................................................................................................................... 153
Figura 129 - Sensor barreira de ar com bico receptor passivo e alimentado e seus respectivos
símbolos............................................................................................................................................ 153
Figura 130 - Funcionamento do sensor. ........................................................................................... 154
Figura 131 - Montagem garfo. .......................................................................................................... 154
Figura 132 - Exemplo de circuito pneumático com o sensor. ........................................................... 155
13.3. Sensores e interruptores pressostáticos ................................................................................................. 155
Bico pressostático ............................................................................................................................. 155
Figura 133 - Sensor tipo bico pressostático. ..................................................................................... 155
Figura 134 - Interruptor pressostático. ............................................................................................. 156
14. BIBLIOGRAFIA ........................................................................................................................................... 157
HIDRÁULICA E TÉCNICAS .................................................................... Erro! Indicador não definido.
DE COMANDO .................................................................................... Erro! Indicador não definido.
15. INTRODUÇÃO À HIDRÁULICA ....................................................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
15.1. Histórico ......................................................................................................... Erro! Indicador não definido.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 7


8

1. CAPÍTULO 1 TECNOLOGIA PNEUMÁTICA INDUSTRIAL

Introdução

"Pelas razões mencionadas e à vista, posso chegar à conclusão de que o homem


dominará e poderá elevar-se sobre o ar mediante grandes asas construídas por si, contra
a resistência da gravidade".

A frase, de Leonardo Da Vinci, demonstra apenas uma das muitas possibilidades


de aproveitamento do ar na técnica, o que ocorre hoje em dia em grande escala. Como
meio de racionalização do trabalho, o ar comprimido vem encontrando, cada vez mais,
campo de aplicação na indústria, assim como a água, a energia elétrica, etc.

Somente na segunda metade do século XIX é que o ar comprimido adquiriu


importância industrial. No entanto, sua utilização é anterior a Da Vinci, que em diversos
inventos dominou e usou o ar.

No Velho Testamento, são encontradas referências ao emprego do ar comprimido:


na fundição de prata, ferro, chumbo e estanho. A história demonstra que há mais de 2000
anos os técnicos construíam máquinas pneumáticas, produzindo energia pneumática por
meio de um pistão. Como instrumento de trabalho, utilizavam um cilindro de madeira
dotado de êmbolo.

Os antigos aproveitavam ainda a força gerada pela dilatação do ar aquecido e a


força produzida pelo vento. Em Alexandria (centro cultural vigoroso no mundo helênico),
foram construídas as primeiras máquinas reais, no século III a.C.. Neste mesmo período,
Ctesibios fundou a Escola de Mecânicos, também em Alexandria, tornando-se, portanto,
o precursor da técnica para comprimir o ar. A Escola de Mecânicos era especializada em
Alta Mecânica, e eram construídas máquinas impulsionadas por ar comprimido.

No século III d.C., um grego, Hero, escreveu um trabalho em dois volumes sobre
as aplicações do ar comprimido e do vácuo.

Contudo, a falta de recursos materiais adequados, e mesmo incentivos, contribuiu


para que a maior parte destas primeiras aplicações não fosse prática ou não pudesse ser
convenientemente desenvolvida. A técnica era extremamente depreciada, a não ser que

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 8


9

estivesse a serviço de reis e exércitos, para aprimoramento das máquinas de guerra.


Como consequência, a maioria das informações perdeu-se por séculos.

Durante um longo período, o desenvolvimento da energia pneumática sofreu


paralisação, renascendo apenas nos séculos XVI e XVII, com as descobertas dos grandes
pensadores e cientistas como Galileu, Otto Von Guericke, Robert Boyle, Bacon e outros,
que passaram a observar as leis naturais sobre compressão e expansão dos gases. Leibinz,
Huyghens, Papin e Newcomem são considerados os pais da Física Experimental, sendo
que os dois últimos consideravam a pressão atmosférica como uma força enorme contra o
vácuo efetivo, o que era objeto das Ciências Naturais, Filosóficas e da Especulação
Teológica desde Aristóteles até o final da época Escolástica.

Encerrando esse período, encontra-se Evangelista Torricelli, o inventor do


barômetro, um tubo de mercúrio para medir a pressão atmosférica. Com a invenção da
máquina a vapor de Watts, tem início a era da máquina. No decorrer dos séculos,
desenvolveram-se várias maneiras de aplicação do ar, com o aprimoramento da técnica e
novas descobertas. Assim, foram surgindo os mais extraordinários conhecimentos físicos,
bem como alguns instrumentos.

Um longo caminho foi percorrido, das máquinas impulsionadas por ar


comprimido na Alexandria aos engenhos pneumo-eletrônicos de nossos dias. Portanto, o
homem sempre tentou aprisionar esta força para colocá-la a seu serviço, com um único
objetivo: controlá-la e fazê-la trabalhar quando necessário. Atualmente, o controle do ar
suplanta os melhores graus da eficiência, executando operações sem fadiga,
economizando tempo, ferramentas e materiais, além de fornecer segurança ao trabalho.

O termo pneumática é derivado do grego Pneumos ou Pneuma (respiração, sopro)


e é definido como a parte da Física que se ocupa da dinâmica e dos fenômenos físicos
relacionados com os gases ou vácuos. É, também, o estudo da conservação da energia
pneumática em energia mecânica, através dos respectivos elementos de trabalho.
Embora a pneumática seja um dos mais velhos conhecidos da Humanidade, somente na
segunda metade do Século XIX é que o ar comprimido adquiriu importância industrial.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 9


10

1. O Ar Comprimido na Indústria
A utilização do ar comprimido é de grande interesse industrial, pois é considerada
uma fonte de energia limpa e de simples utilização. Mas, como toda instalação industrial,
a pneumática possui vantagens e desvantagens.

Vantagens

- incremento da produção com investimento relativamente pequeno;

- redução dos custos operacionais;

- robustez dos componentes pneumáticos;

- facilidade de implantação;

- resistência a ambientes hostis;

- simplicidade de manipulação;

- segurança;

- redução do número de acidentes.

Desvantagens

- o ar comprimido necessita de uma boa preparação para realizar o trabalho proposto:


remoção de impurezas, eliminação de umidade para evitar corrosão nos equipamentos,
engates ou travamentos e maiores desgastes nas partes móveis do sistema;

- os componentes pneumáticos são normalmente projetados e utilizados a uma pressão


máxima de 1.723,6 kPa. Portanto, as forças envolvidas são pequenas se comparadas a
outros sistemas. Assim, não é conveniente o uso de controles pneumáticos em operação
de extrusão de metais. Provavelmente, o seu uso é vantajoso para recolher ou transportar
as barras extrudadas;

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 10


11

- velocidades muito baixas são difíceis de ser obtidas com o ar comprimido devido às
suas propriedades físicas. Neste caso, recorre-se a sistemas mistos (hidráulicos e
pneumáticos);

- o ar é um fluido altamente compressível, portanto, é impossível se obterem paradas


intermediárias e velocidades uniformes;

- o ar comprimido é um poluidor sonoro quando são efetuadas exaustões para a


atmosfera. Esta poluição pode ser evitada com o uso de silenciadores nos orifícios de
escape.

2. Propriedades Físicas do Ar

Apesar de insípido, inodoro e incolor, percebemos o ar através dos ventos, aviões


e pássaros que nele flutuam e se movimentam; sentimos também o seu impacto sobre o
nosso corpo. Concluímos facilmente que o ar tem existência real e concreta, ocupando
lugar no espaço.

Compressibilidade

O ar, assim como todos os gases, tem a propriedade de ocupar todo o volume de
qualquer recipiente, adquirindo seu formato, já que não tem forma própria. Assim,
podemos encerrá-lo num recipiente com volume determinado e, posteriormente,
provocar-lhe uma redução de volume usando uma de suas propriedades: a
compressibilidade (Figura 1).

Podemos concluir que o ar permite reduzir o seu volume quando sujeito à ação
de uma força exterior.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 11


12

Figura 1 – Processo de compressão do ar realizado pelo êmbolo do cilindro


(PARKER, 2000).

Elasticidade

É a propriedade que possibilita ao ar voltar ao seu volume inicial uma vez


extinto o efeito (força) responsável pela redução do volume (Figura 2).

Figura 2 – Processo de elasticidade do ar devido a sua expansão para retornar ao


estado inicial (PARKER, 2000).

Difusibilidade

É a propriedade do ar que lhe permite misturar-se homogeneamente com


qualquer meio gasoso que não esteja saturado (Figura 3).

Figura 3 – Processo de difusibilidade do ar, no qual uma mistura homogênea de ar


com qualquer meio gasoso é causada pela abertura de uma válvula
conectora (PARKER, 2000).

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 12


13

Expansibilidade

É a propriedade do ar que lhe possibilita ocupar totalmente o volume de qualquer


recipiente, adquirindo o seu formato (Figura 4).

Figura 4 – Processo de expansibilidade do ar (PARKER, 2000).

3. Peso do Ar
Como toda matéria concreta, o ar tem peso.

A experiência da Figura 5 mostra a existência do peso do ar. Temos dois balões


idênticos, hermeticamente fechados, contendo ar com a mesma pressão e temperatura.
Colocando-os numa balança de precisão, os pratos se equilibram.

Figura 5 – Dois balões contendo o mesmo peso de ar colocados em uma balança de


precisão a fim de promover o equilíbrio entre eles (PARKER, 2000).

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 13


14

De um dos balões, retira-se o ar através de uma bomba de vácuo (Figura 6).

Figura 6 – Retirada de ar em um dos balões com uso de uma bomba de vácuo


(PARKER, 2000).

Coloca-se outra vez o balão na balança (já sem o ar) e haverá o desequilíbrio
causado pela falta do ar (Figura 7). Um litro de ar, a 0°C e ao nível do mar, tem o seu
peso igual a 1,293 x 10-3 kgf.

Figura 7 – Desequilíbrio na balança causada pela ausência de peso no balão à


esquerda (PARKER, 2000).

4. O Ar Quente é Mais Leve que o Ar Frio

Uma experiência que mostra este fato é a seguinte: Uma balança equilibra dois
balões idênticos, abertos (Figura 8). Expondo-se um dos balões em contato com uma
chama, o ar do seu interior se aquece, escapa pela boca do balão tornando-se, assim,
menos denso. Conseqüentemente, há um desequilíbrio na balança.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 14


15

Figura 8 – Experiência com dois balões com gargalos abertos onde um deles entra
em contato com uma chama ocasionando aquecimento de ar em seu
interior e a saída deste ar. Daí o ar quente torna-se mais leve que o ar
frio gerando desequilíbrio na balança (PARKER, 2000).

5. A Atmosfera Terrestre

A camada atmosférica do nosso planeta é formada por gases, principalmente por


oxigênio (O2) e nitrogênio (N2), que envolve toda a superfície terrestre, responsável pela
existência de vida no planeta. A Figura 9 ilustra as distintas camadas que compõem a
atmosfera da Terra em função das suas respectivas distâncias.

Figura 9 – Ilustração da atmosfera terrestre formada por diferentes camadas


gasosas em função das distâncias em relação à superfície do planeta
(PARKER, 2000).
ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 15
16

Pelo fato do ar ter peso, as camadas inferiores são comprimidas pelas camadas
superiores. Assim, as camadas inferiores são mais densas que as superiores. Concluímos,
portanto, que um volume de ar comprimido é mais pesado que o ar à pressão normal ou à
pressão atmosférica. Quando dizemos que um litro de ar pesa 1,293 x 10-3 kgf ao nível do
mar, isto significa que, em altitudes diferentes, o peso tem valor diferente.

6. Pressão Atmosférica
Sabemos que o ar tem peso. Portanto, vivemos sob esse peso.

A atmosfera exerce sobre nós uma força equivalente ao seu peso, mas não a
sentimos, pois ela atua em todos os sentidos e direções com a mesma intensidade
(Figura 10).

Figura 10 – Aplicação da pressão atmosférica em todos os corpos a qual atua em


todos os sentidos e direções (PARKER, 2000).

A pressão atmosférica varia proporcionalmente à altitude considerada. Esta


variação pode ser notada na Figura 11, onde, em regiões mais altas, a pressão atmosférica
é menor que em regiões ao nível do mar. Da mesma forma que, em regiões mais
profundas, a pressão torna-se maior que a das demais regiões.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 16


17

Figura 11 – Variação de pressão atmosférica em função da altitude e da


profundidade (PARKER, 2000).

Para facilitar ainda mais este entendimento, é apresentada uma tabela contendo os
valores da pressão atmosférica em função da altitude em que esta pressão se encontra.

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18

7. Medição da Pressão Atmosférica


Nós geralmente pensamos que o ar não tem peso. Mas, o oceano de ar cobrindo a
terra exerce pressão sobre ela.

Torricelli, o inventor do barômetro (Figura 12), mostrou que a pressão


atmosférica pode ser medida por uma coluna de mercúrio. Enchendo-se um tubo com
mercúrio e invertendo-o em uma cuba cheia com mercúrio, ele descobriu que a atmosfera
padrão, ao nível do mar, suporta uma coluna de mercúrio de 760 mm de altura.

Figura 12 – Ilustração do barômetro de Torricelli (PARKER, 2000).

A pressão atmosférica ao nível do mar mede ou é equivalente a 760 mm de


mercúrio. Qualquer elevação acima desse nível deve medir evidentemente menos do que
isso. Num sistema hidráulico, as pressões acima da pressão atmosférica são medidas em
kgf/cm2. As pressões abaixo da pressão atmosférica são medidas em unidade de
milímetros de mercúrio.

8. Efeitos Combinados entre as Três Variáveis Físicas do Gás


8.1 Lei Geral dos Gases Perfeitos

As leis de Boyle-Mariotte, Charles e Gay Lussac referem-se a transformações de


estado, nas quais uma das variáveis físicas permanece constante.

Geralmente, a transformação de um estado para outro envolve um relacionamento


entre todas sendo, assim, a relação generalizada é expressa pela fórmula:

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p1V1 p2V2
 (Eq.01)
T1 T2

onde p1 e p2 são as pressões nos estados 1 e 2, V1 e V2 são os volumes nos estados 1 e 2 e


T1 e T2 são as temperaturas nos estados 1 e 2.

De acordo com a Equação 1, são conhecidas as três variáveis do gás (pressão,


volume e temperatura). Por isso, se qualquer uma delas sofrer alteração, o efeito nas
outras poderá ser previsto, conforme ilustra a Figura 13.

Figura 13 – Variação de pressão, volume e temperatura do ar contido no cilindro


com êmbolo (PARKER, 2000).

8.2 Princípio de Pascal

Constata-se que o ar é muito compressível sob ação de pequenas forças. Quando


contido em um recipiente fechado, o ar exerce uma pressão igual sobre as paredes, em
todos os sentidos (Figura 14).

Por Blaise Pascal temos: "A pressão exercida em um líquido confinado em forma
estática atua em todos os sentidos e direções, com a mesma intensidade, exercendo
forças iguais em áreas iguais".

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20

Figura 14 – Sistema pneumático onde a pressão interna atua em todas as paredes


com a mesma direção e sentido (PARKER, 2000).

A expressão matemática que define a pressão num ponto da superfície da parede é


dada por:


F
p (Eq. 02)
A


onde p é a pressão dada pela aplicação de uma força F sobre a superfície da parede de
área A.


No Sistema Internacional (SI), a grandeza física força F é dada em newton (N), a
área A é dada em metro quadrado (m2) e a pressão p é dada em newton por metro
quadrado (N/m2).


Já no Sistema Metro-Quilograma-Segundo (MKS), a força F é dada em
quilograma-força (kgf), a área A é dada em centímetro quadrado (cm2) e a pressão p é
dada em quilograma-força por centímetro quadrado (kgf/cm2).

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21

Nota: Pascal não faz menção ao fator atrito existente quando o líquido está em
movimento, pois baseia-se na forma estática e não nos líquidos em movimento.

9. Exemplos Experimentais

9.1 Exemplo de Aplicação da Lei Geral dos Gases Perfeitos

1. Um recipiente provido de êmbolo contém um gás ideal, de tal forma que V1 = 2,0 l,
p1 = 3,495 atm e T1 = 233 K. O êmbolo é comprimido, reduzindo o volume em 40 %. De
quanto devemos aquecer esse gás para que a pressão se torne igual a 7,825 atm?

Solução:

Já que a massa do gás não varia, pode-se usar a Lei Geral dos Gases (Eq. 01):

p1V1 p2V2

T1 T2

Porém:

V2 = V1 – 0,4V1 = 0,6 V1 = 0,6 * 20 l  V2 = 1,2 l

Com os dados disponíveis, podemos, portanto, calcular T2:

3,495 * 2,0 7,825 *1,2 9,39 9,39


  0,03  T2  T2  313 K
233 T2 T2 0,03

Como o problema pede de quanto devemos aquecer o gás, temos:

T = T2 – T1 = (313 – 233) K  T = 80 K (RESPOSTA)

2. Certa massa de gás perfeito é colocada, a 27 ºC, num recipiente de 5,0 l de capacidade,
exercendo em suas paredes uma pressão equivalente a 2,0 atm. Mantendo-se a massa e
transferindo-se o gás para um outro recipiente de 3,0 l de capacidade, quer-se ter esse gás
sob pressão de 5,0 atm. Para tanto, a que temperatura deve-se levar o gás?
ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 21
22

Solução:

Antes de tudo, é preciso converter a temperatura na escala kelvin através da seguinte


expressão:

K
TK = TC + 273 = (27 + 273) ºC *  TK = T1 = 300 K
ºC

Com a Lei Geral dos Gases, temos:

p1V1 p2V2

T1 T2

Assim:

2,0 * 5,0 5,0 * 3,0 15,0 15,0


  0,033  T2  T2  454,54 K
300 T2 T2 0,033

Passando para a escala Celsius, temos, portanto:

C
TC = TK - 273 = (454,54 + 273) K *  TC = T2 = 181,54 °C (RESPOSTA)
K

9.2 Exemplo de Aplicação do Princípio de Pascal

3. Uma força de intensidade 2,00 N é aplicada perpendicularmente a uma superfície


através de um pino de 1,00 mm2 de área. Determine a pressão, em N/m2, que o pino
exerce sobre a superfície.

Solução:

Como a pressão pedida é em N/m2, a área da superfície deve ser expressa em m2. Assim:

A = 1,00 mm2 (sendo 1 mm = 1,00 * 10-3 m)

A = 1,00 * (1,00 * 10-3 m)2  A = 1,00 * 10-6 mm2.

Sendo F = 2,00 N, a pressão dada na Eq. II é:

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23


F 2,00  N 
p  6  2 
 p  2,00 *10 6 N/m 2 (RESPOSTA)
A 1,00 *10  m 

4. Um tijolo tem dimensões 5 cm x 10 cm x 20 cm e massa 200 g (Figura 15). Determine


as pressões, expressas em N/m2, que ele pode exercer quando apoiado sobre uma

superfície horizontal. Adote g  10 m/s 2 .

Figura 15 – Ilustração do tijolo com as suas respectivas dimensões em vistas obtidas


nas partes superior (área A1), frontal (área A2)e lateral esquerdo (área
A3).

Solução:

 
O tijolo exerce sobre a superfície horizontal uma pressão devida ao seu peso: P  m * g

  
Sendo m = 200 g = 0,2 kg e g  10 m/s 2 , temos: P  0,2 *10 P  2,0 N (I)

Como o tijolo possui três faces sobre as quais pode ser apoiado, ele pode exercer três
pressões diferentes:

A1 = 10 cm x 20 cm = 200 cm2 = 200 x (10-2)2 m2 = 200 x 10-4 m2 = 2,0 x 102 x 10-4 m2


A1 = 2,0 x 10-2 m2 (II)

A2 = 5 cm x 20 cm = 100 cm2 = 100 x (10-2)2 m2 = 100 x 10-4 m2 = 1,0 x 102 x 10-4 m2 A2


= 1,0 x 10-2 m2 (III)

A3 = 5 cm x 10 cm = 50 cm2 = 50 x (10-2)2 m2 = 50 x 10-4 m2 = 0,5 x 102 x 10-4 m2

A3 = 0,5 x 10-2 m2 (IV)

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24

Portanto:


P 2,0  N 
p  2  2 
2,0 *10  m 
 p  1,0 *10 2 N/m 2
1
A 1
1


P 2,0  N  (RESPOSTAS)
p   2  2 
 p  2,0 *10 2 N/m 2
2
A 2
1,0 *10  m  2


P 2,0  N 
p      p3  4,0 *10 N/m
2 2
3
A 3
0,5 *10 2  m 2 

10. Exercícios de Fixação


1 – Um cilindro contendo uma amostra de gás perfeito, à temperatura ambiente, é vedado
por um êmbolo por um êmbolo que pode deslizar livremente, sem qualquer atrito (Figura
16, à esquerda). O volume inicialmente ocupado pelo gás é V0 e a pressão exercida sobre
ele, pelo êmbolo e pela coluna de ar acima dele, é igual a 12 N/cm 2. Colocando-se sobre
ele o êmbolo, cuja área é de 100 cm2, um corpo de massa 40 kg (Figura 16, à direita), o
gás é comprimido, sua pressão aumenta e seu volume passa a ser V.


Dado: aceleração gravitacional no local: g  10 m/s 2 .

Figura 16 – Cilindro com êmbolo em seu estágio inicial (à esquerda); cilindro com
corpo M sobre o êmbolo comprimindo o gás (à direita) (VILLAS
BOAS et al., 2004).

a) Determine, em N/cm2, a pressão adicional exercida sobre o gás pelo peso do corpo de
massa 40 kg.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 24


25

b) Demonstre que, se a transformação sofrida pelo gás for isotérmica, vale a relação
V 3
 .
v 0
4

2 – (Vunesp-SP) Um cilindro reto, contendo gás ideal à temperatura de 300 K, é vedado


por um êmbolo pesado que pode deslizar livremente. O volume ocupado pelo gás é V0 e a
pressão exercida sobre ele pelo peso do êmbolo e da coluna de ar acima dele é igual a 12
N/cm2. Quando a temperatura passa para 350 K, o gás expande-se e seu volume aumenta.
Para que ele volte ao seu valor original, V0, mantendo a temperatura de 350 K, aplica-se

sobre o êmbolo uma força adicional F , vertical, como mostra a Figura 17.

Figura 17 – Sistema êmbolo-cilindro contendo gás ideal a um volume V0 (VILLAS


BOAS et al., 2004).

a) Calcule a pressão do gás na situação final, isto é, quando está à temperatura de 350 K,
ocupando o volume V0.


b) Sabendo que o pistão tem área de 255 cm2, calcule o valor da força adicional F que
faz o volume ocupado pelo gás voltar ao seu valor original.

3 – (MACK – SP) Um gás perfeito, a 27 ºC, está aprisionado em um cilindro indilatável


 
(Figura 18), por um êmbolo de peso P . Coloca-se sobre o êmbolo um peso 2 P e aquece-
se o gás a 127 ºC.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 25


26

Figura 18 – Sistema êmbolo-cilindro com peso igual a 2P (VILLAS BOAS et al.,


2004).

Sendo V o volume inicial do gás, o seu volume final será:

V 8V 4V 4V 2V
a) . b) . c) . d) . e) .
2 9 9 3 3

4 – A cápsula de um toca-discos tem 2 g de massa e a ponta da agulha apresenta área


igual a 10-6 cm2. Determine a pressão que a agulha exerce sobre o disco, expressa em

N/m2. Adote, para a aceleração da gravidade, o valor g  10 m/s 2 .

5 – Nos Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver, realizados recentemente no mês de


Fevereiro, os atletas da patinação artística exerciam sobre a superfície do gelo A uma

força-peso P com os patins gerando, assim, a pressão p. Vale ressaltar que a área de
contato entre as lâminas dos patins e o gelo é mínima e, com isso, a pressão p tende a ser
maior.
Vamos supor que a força-peso exercida pela campeã olímpica da patinação artística
feminina, a sul coreana Yu Na Kim, seja de 440 N, e que a superfície de contato no gelo
com a ponta de um dos patins seja de 2,58 mm2 para executar o giro em torno de seu
eixo. Em seguida, ao patinar para uma dada direção, a área de contato no gelo com uma
das lâminas seja de 15,0 mm2. Calcule:

a) as duas pressões exercidas pela patinadora, dadas em N/m2;

b) faça a comparação entre as duas pressões a fim de saber qual delas tem a maior
pressão. Justifique a sua resposta.

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27

6 – Um paralelepípedo de massa 5 kg tem 2 m de comprimento, 0,5 m de largura e 0,2 m



de altura. Sendo g  10 m/s 2 , determine as pressões que esse paralelepípedo pode exercer
quando apoiado sobre uma superfície horizontal.

7 – (CESGRANRIO-RJ) Você está em pé sobre o chão de uma sala. Seja p a pressão


média sobre o chão debaixo das solas dos seus sapatos. Se você suspende um pé,
equilibrando-se numa perna só, essa pressão média passa a ser:

1 1
a) p b) p c) p2 d) 2p e)
2 p2

8 – (Acafe – SC) Um prego é colocado entre dois dedos que produzem a mesma força, de
modo que a ponta do prego é pressionada por um dedo e a cabeça do pego pelo outro. O
dedo que pressiona o lado da ponta sente dor em função de:

a) a pressão ser inversamente proporcional à área para uma mesma força.

b) a força ser diretamente proporcional à aceleração e inversamente proporcional à


pressão.

c) a pressão ser diretamente proporcional à força para uma mesma área.

d) a sua área de contato ser menor e, em conseqüência, a pressão também.

e) o prego sofrer uma pressão igual em ambos os lados, mas em sentidos opostos.

9 – (UCSal – BA) Um recipiente, de paredes rígidas e forma cúbica, contém gás à


pressão de 150 N/m2. Sabendo-se que cada aresta do recipiente é igual a 10 cm, a força
resultante sobre cada uma das faces do recipiente, em newtons, tem intensidade:

a) 1,5 x 10-1. b) 1,5. c) 1,5 x 10. d) 1,5 x 102. e) 1,5 x 103.

10 – Num frasco de paredes indeformáveis e volume interno igual a 5,0 l encontramos


um gás perfeito à temperatura de -73 ºC. Nessas condições, a pressão exercida equivale a
38 cm Hg. Mudando-se esse gás para um reservatório de capacidade igual a 2,0 l, de

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 27


28

quanto devemos aquecê-lo para que a pressão torne-se igual a 2,0 atm? Dado: 1 atm = 76
cm Hg.

11. Referências Bibliográficas

VILLAS BOAS, N.; DOCA, R. H. & BISCUOLA, G. J. Tópicos de Física 2 -


Termologia, Ondulatória, Óptica. São Paulo, SP, 2004. Editora Saraiva. Pp. 102:104.

PARKER TRAINING. Tecnologia Pneumática Industrial – Apostila M1001 BR.


1. Introdução. Agosto/2000. Pp. 4.

PARKER TRAINING. Tecnologia Pneumática Industrial – Apostila M1001 BR.


1. Implantação. Agosto/2000. Pp. 5:9.

RAMALHO Jr., F; FERRARO, N. G. & SOARES, P. A. T. Os Fundamentos da


Física, Volume 1, Mecânica. São Paulo, SP, 2004, 8ª Edição. Pp. 383:384.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 28


29

2. CAPÍTULO 2 - TECNOLOGIA DE ACIONAMENTO PNEUMÁTICO

Assim, como no caso dos motores elétricos, o sistema de acionamento pneumático é

constituído pelos elementos mostrados na figura 19.

Figura 19 - Sistema de acionamento pneumático.

Os sistemas de comando são os responsáveis por controlar o atuador pneumático


mediante a informação dos sensores. Pode consistir num microcomputador por exemplo.
Já o sistema de comando de potência vai converte os sinais recebidos do sistema de
comando em sinais de níveis de energia coerente para acionar os atuadores.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 29


30

A tabela 01 mostra uma comparação entre os sistemas elétrico, pneumático,


hidráulico e mecânico do ponto de vista de energia, comando e
acionamento.

Tabela 02 - Comparação da energia, comando e acionamento entre os sistemas


elétrico, pneumático, hidráulico e mecânico.

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31

3. CAPÍTULO 3 - CARACTERÍSTICAS DOS SISTEMAS PNEUMÁTICOS

Analisando as características do ar comprimido comentadas anteriormente podemos


entender as caraterísticas dos sistemas pneumáticos.

Entre as vantagens da utilização do ar comprimido temos:

· Facilidade de obtenção (volume ilimitado);

· Não apresenta riscos de faísca em atmosfera explosiva;

· Fácil armazenamento;

· Não contamina o ambiente (limpo e atóxico);

· Não necessita de linhas de retorno (escape para a atmosfera), ao contrário de sistemas


elétricos e hidráulicos;

· Acionamentos podem ser sobrecarregados até a parada.

No entanto, o ar apresenta vapord'água (umidade) como comentado. Esse vapor d'água


pode se condensar ao longo da linha pneumática dependendo das condições de pressão e
temperatura ao longo da linha. Se não houver um sistema para retirar a água, ela pode se
acumular causando corrosão das tubulações.

O ar apresenta também uma baixa viscosidade. A viscosidade mede a facilidade com que
um fluido (gás ou líquido) escoa. Se um fluido tem baixa viscosidade implica que ele
pode escoar por pequenos oríficios e portanto a chance de ocorrer vazamentos é muito
grande. Assim, vazamentos de ar em linhas pneumáticas são muito comuns.

Outro ponto importante é a compressibilidade do ar. Se considerarmos um atuador


pneumático que é essencialmente um pistão acionado pelo ar não conseguimos fazer esse
pistão parar em posições intermediárias com precisão, pois o esforço na haste do pistão
comprime o ar retirando o pistão da sua posição inicial de parada. Por isso, os atuadores
pneumáticos possuem apenas duas posições limitadas por batentes mecânicos, uma vez
que não é possível atingir posições intermediárias com precisão. Esse problema já não
ocorre com os atuadores hidráulicos, pois o óleo é incompressível. Aliás, algumas
máquinas que exigem alta precisão de posicionamento usam atuadores hidráulicos.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 31


32

Nesse sentido os circuitos pneumáticos são análogos aos circuitos eletrônicos digitais e os
circuitos hidráulicos são análogos aos circuitos eletrônicos analógicos. Outra dificuldade
imposta pela compressibilidade do ar é o controle e estabilidade da velocidade dos
atuadores. Os atuadores pneumáticos não apresentam velocidades uniformes ao longo de
seu curso.

As tabelas 3.1 e 3.2 comparam as características das tecnologias de acionamento e


sistemas de comando para os sistemas hidráulico, elétrico e pneumático.

Tabela 3.1 - Comparação da tecnologia de acionamento para os sistemas elétrico,


pneumático e hidráulico.

Tabela 3.2 - Comparação da tecnologia de sistemas de comando para os sistemas


elétrico, pneumático e hidráulico.

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33

4. CAPÍTULO 4 - CIRCUITOS PNEUMÁTICOS

1. Sistema de Ar Comprimido

Um sistema de ar comprimido típico consiste na compressão, refrigeração,


armazenamento e em equipamento da distribuição, como ilustra a Figura 20.

Figura 20 – Constituição de um sistema de ar comprimido.

Pelo sistema acima ilustrado, têm-se os seguintes itens:

a) Filtro de entrada: o ar drenado deve ser filtrado para remoção de poeira e demais
impurezas contaminantes.

b) Compressão: o ar filtrado é comprimido por compressores que podem ser de


deslocamento positivo ou dinâmico.

c) Refrigeração: uma importante etapa do processo é a refrigeração, pois durante o


processo de compressão o ar tem sua temperatura elevada. Nessa etapa, ocorre a
condensação secando o ar, tornando fácil o dreno da água.

d) Armazenamento: um tanque receptor é colocado, tipicamente abaixo do refrigerador


para atender a demanda de ar requerida. Alguns sistemas fornecem tanques adicionais.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 33


34

e) Secagem: o ar refrigerado pressurizado carrega ainda uma quantidade significativa de


umidade e de lubrificantes do processo da compressão, que deve ser removido antes que
o ar possa ser usado.

f) Distribuição: um sistema de tubulações e seus reguladores distribuem ar levando-os


aos pontos de uso. A distribuição inclui válvulas de isolação, filtros de impurezas, drenos
de líquidos, receptores intermediários para armazenamento. As perdas da pressão na
distribuição são compensadas tipicamente por uma pressão mais elevada na descarga do
compressor.

g) Ponto do uso: uma tubulação guia o ar comprimido, do alimentador a uma válvula de


isolação final, um filtro, um regulador e, finalmente, às mangueiras que fornecem
processos ou ferramentas pneumáticas.

1.1. Cadeia de Comando

O diagrama de blocos (Figura 21) mostra a disposição dos elementos em um


circuito pneumático. O fluxo de sinais é de baixo para cima, a alimentação é um fator
importante e deve ser representada. É recomendável representar elementos necessários à
alimentação na parte inferior e distribuir a energia.

Figura 21 – Diagrama de blocos.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 34


35

1.1. Elementos de Produção de Ar Comprimido - Compressores

Os compressores são máquinas destinadas a elevar a pressão de um certo volume


de ar, admitido nas condições atmosféricas, até uma determinada pressão, exigida na
execução dos trabalhos realizados pelo ar comprimido (Figura 22).

Figura 22 – Exemplo ilustrativo de um compressor de ar (em detalhe, sua


simbologia).

Basicamente existem dois tipos de compressores, classificados de acordo com o


processo de compressão de ar: compressores de deslocamento positivo e compressores de
deslocamento dinâmico.

1.2 Sistema de Produção e Preparação do Ar Comprimido

A figura 23 mostra as etapas que o ar comprimido passa desde a sua geração e tratamento
até

ser distribuído nas máquinas. Em geral, o ar comprimido é produzido de forma


centralizada e

distribuído na fábrica. Para atender às exigências de qualidade, o ar após ser


comprimido

sofre um tratamento que envolve:

Filtração

Resfriamento

Secagem

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 35


36

Separação de impurezas sólida e líquidas inclusive vapor d'água

Figura 23 - Geração, tratamento e distribuição do ar comprimido.

Nessa figura cada equipamento por onde o ar passa é representado, por um símbolo. Em

pneumática existe uma simbologia para representar todos os equipamentos pneumáticos.

Assim estão representados na figura por exemplo, os símbolos do filtro, compressor,

motor (elétrico ou de combustão), resfriador, secador e reservatório.

Na figura 23 vemos que o ar é aspirado pelo compressor, que é a máquina responsável

por comprimir o ar. A taxa de compressão é em geral 1:7, ou seja, o ar atmosférico à 1

bar é comprimido para 7 bar. Na entrada do compressor existe um filtro para reter

partículas sólidas do ar do meio ambiente. Ao ser comprimido, o ar aquece aumentando a

temperatura em 7 vezes, como já visto. Assim é necessário resfriá-lo, pois a alta

temperatura pode danificar a tubulação. Após o resfriamento o ar passa por um processo

de secagem na tentativa de remover a água do ar que está sob a forma de vapor, além

disso sofre uma filtração para eliminar partículas sólidas introduzidas pelo compressor,

por exemplo. O ar então é armazenado num reservatório que tem duas funções:

 Garantir uma reserva de ar de maneira a garantir que a pressão da linha se mantenha

constante, evitando que o compressor tenha que ser ligado e desligado várias vezes.

Note que o consumo de ar na fábrica é variável ao longo do expediente.

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37

· Alguns compressores, como o compressor de êmbolo (ver adiante) geram pulsos de

pressão na compressão do ar. O reservatório evita que esses pulsos de pressão sejam

transmitidos para linha pneumática da fábrica.

Do reservatório, o ar é distribuído na fábrica e em cada máquina existe uma unidade de

tratamento de ar (descrita adiante no ítem 5.7) que irá ajustar as características do ar

comprimido de acordo com as necessidades específicas da máquina. O ar comprimido é

então convertido em trabalho mecânico pelos atuadores pneumáticos.

2. Compressores
O compressor é uma máquina responsável por transformar energia mecânica (ou elétrica)

em energia penumática (ar comprimido), através da compressão do ar atmosférico. A

figura 24 mostra a classificação dos compressores existentes que serão descritos a seguir.

Figura 24 - Classificação dos compressores existentes.

Os compressores de êmbolo e rotativo se caracterizam por comprimir mecanicamente um

volume fixo de ar em cada ciclo. Já o turbo-compressor comprime o ar forçando o seu

escoamento por um bocal (difusor), ou seja, transforma a sua energia cinética em energia

de pressão.

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A figura 25 indica a região de atuação de cada compressor no gráfico pressão em função

da vazão de operação.

Figura 25 - Região de atuação de cada compressor no gráfico pressão X volume.

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2.1.1. Compressor de Deslocamento Positivo

Este tipo de compressor é baseado fundamentalmente na redução de volume, onde


o ar é admitido em uma câmara isolada do meio externo e o seu volume é gradualmente
diminuído, processando-se a compressão (Figura 26).

Figura 26 – Ilustração do compressor de deslocamento positivo.

Assim que a pressão é atingida, tem-se a abertura das válvulas de descarga, ou


seja, o ar é empurrado para o tubo de descarga durante a contínua redução de volume da
câmara de compressão.

2.1.2.Compressor de Deslocamento Dinâmico

Este tipo de compressor é baseado na obtenção do aumento da pressão através de


conversão de energia cinética em energia de pressão, durante a passagem do fluxo de ar
(Figura 27).

Figura 27 – Ilustração do compressor de deslocamento dinâmico.

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40

O ar admitido é colocado em contato com impulsores (rotor laminado) dotados de


alta velocidade. Este ar é acelerado atingindo altas velocidades e, conseqüentemente, a
energia cinética ao ar é transmitida pelos impulsores. Posteriormente, seu escoamento é
retardado por meio de difusores, obrigando a um aumento na pressão.

2.1.3. Compressor Dinâmico de Fluxo Radial

O ar é acelerado a partir do centro de rotação, em direção à periferia, ou seja, é


admitido pela primeira hélice (rotor dotado de lâminas dispostas radialmente),
axialmente, é acelerado e expulso radialmente (Figura 28).

Figura 28 – Compressor dinâmico de fluxo radial.

Quando vários estágios estão reunidos em uma carcaça única, o ar é obrigado a

passar por um difusor antes de ser conduzido ao centro de rotação do estágio seguinte,

causando a conversão de energia cinética em energia de pressão.

A relação de compressão entre os estágios é determinada pelo desenho da hélice, sua

velocidade tangencial e a densidade do gás.

O resfriamento entre os estágios, a princípio, era realizado através de camisas d'água nas

paredes internas do compressor. Atualmente, existem resfriadores intermediários

separados, de grande porte, devido à sensibilidade à pressão, por onde o ar é dirigido após

dois ou três estágios, antes de ser injetado no grupo seguinte. Em compressores de baixa

pressão não existe resfriamento intermediário.


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41

Os compressores de fluxo radial requerem altas velocidades de trabalho, como por

exemplo, 334, 550, 834 até 1667 r.p.s.. Isto implica também em um deslocamento

mínimo de ar de 0,1667 m3/s.

As pressões influem na sua eficiência, razão pela qual geralmente são geradores de ar

comprimido. Assim, comparando-se a sua eficiência com a de um compressor de

deslocamento positivo, esta seria menor. Por isso, esses compressores são empregados

quando se exigem grandes volumes de ar comprimido.

1. Compressor de Parafuso

Este compressor é dotado de uma carcaça onde giram dois rotores helicoidais em

sentidos opostos. Um dos rotores possui lóbulos convexos, o outro uma depressão

côncava e são denominados, respectivamente, rotor macho e rotor fêmea.

Os rotores são sincronizados por meio de engrenagens; entretanto existem fabricantes que

fazem com que um rotor acione o outro por contato direto.

O processo mais comum é acionar o rotor macho, obtendo-se uma velocidade menor do

rotor fêmea. Estes rotores revolvem-se numa carcaça cuja superfície interna consiste de

dois cilindros ligados como um "oito".

Nas extremidades da câmara existem aberturas para admissão e descarga do ar. O

ciclo de compressão pode ser seguido pelas Figuras 3A, 3B, 3C e 3D.

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Figura 29 – Esquema ilustrativo para o ciclo de trabalho do compressor tipo


parafuso.

O ar à pressão atmosférica ocupa espaço entre os rotores e, conforme eles giram, o


volume compreendido entre os mesmos é isolado da admissão. Em seguida, começa a
decrescer, dando início à compressão. Esta prossegue até uma posição tal que a descarga
é descoberta e o ar é descarregado continuamente, livre de pulsações. No tubo de
descarga existe uma válvula de retenção, para evitar que a pressão faça o compressor
trabalhar como motor durante os períodos em que estiver parado.

2. Compressor de Simples Efeito (ou Tipo Tronco)

Este tipo de compressor leva este nome por ter somente uma câmara de
compressão, ou seja, apenas a face superior do pistão aspira o ar e comprime; a câmara
formada pela face inferior está em conexão com o carter. O pistão está ligado diretamente
ao virabrequim por uma biela (este sistema de ligação é denominado tronco), que
proporciona um movimento alternativo de sobe e desce ao pistão, e o empuxo é
totalmente transmitido ao cilindro de compressão.

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Iniciado o movimento descendente, o ar é aspirado por meio de válvulas de


admissão, preenchendo a câmara de compressão. A compressão do ar tem início com o
movimento da subida. Após obter-se uma pressão suficiente para abrir a válvula de
descarga, o ar é expulso para o sistema. A Figura 30 ilustra o ciclo de trabalho do
compressor de pistão de simples efeito.

Figura 30 – Etapas do ciclo de trabalho de um compressor de simples efeito.

3. Compressor de Duplo Efeito (ou Tipo Cruzeta)

Este compressor é assim chamado por ter duas câmaras, ou seja, as duas faces do
êmbolo aspiram e comprimem. O virabrequim está ligado a uma cruzeta por uma biela; a
cruzeta, por sua vez, está ligada ao êmbolo por uma haste. Desta maneira consegue
transmitir movimento alternativo ao êmbolo, além do que, a força de empuxo não é mais
transmitida ao cilindro de compressão e, sim, às paredes guias da cruzeta. O êmbolo
efetua o movimento descendente e o ar é admitido na câmara superior, enquanto que o ar
contido na câmara inferior é comprimido e expelido. Procedendo-se o movimento oposto,
a câmara que havia efetuado a admissão do ar realiza a sua compressão e a que havia

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comprimido efetua a admissão. Os movimentos prosseguem desta maneira, durante a


marcha do trabalho. A Figura 5 ilustra o ciclo de trabalho do compressor de duplo efeito.

Figura 31 – Etapas do ciclo de trabalho de um compressor de duplo efeito.

3. Complementação sobre os Compressores


1. Cilindros (ou Cabeçotes)

São executados, geralmente, em ferro fundido perlítico de boa resistência


mecânica, com dureza suficiente e boas características de lubrificação devido à presença
de carbono sob a forma de grafite.

Pode ser fundido com aletas para resfriamento com ar, ou com paredes duplas
para resfriamento com água (usam-se geralmente o bloco de ferro fundido e camisas de
aço).

2. Êmbolo (ou Pistão)

O seu formato varia de acordo com a articulação existente entre ele e a biela.

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Nos compressores de simples efeito (Figura 6A), o pé da biela se articula


diretamente sobre o pistão e este, ao subir, provoca empuxo na parede do cilindro. Em
conseqüência, o êmbolo deve apresentar uma superfície de contato suficiente. No caso de
duplo efeito (Figura 6B), o empuxo lateral é suportado pela cruzeta e o êmbolo é
rigidamente preso à haste. Os êmbolos são feitos de ferro fundido ou ligas de alumínio.

Figura 32 – Formatos dos êmbolos em função das articulações existentes: em A,


para êmbolos de simples efeito; em B, para êmbolos de duplo efeito.

3. Sistema de Refrigeração dos Compressores (ou Resfriamento Intermediário)

Remove o calor gerado entre os estágios de compressão:

- manter baixa a temperatura das válvulas, do óleo lubrificante e do ar que está sendo
comprimido (com a queda de temperatura do ar a umidade é removida);

- aproximar a compressão da isotérmica, embora esta dificilmente possa ser atingida,


devido à pequena superfície para troca de calor;

- evitar deformação do bloco e cabeçote, devido às temperaturas;

- aumentar a eficiência do compressor.

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O sistema de refrigeração compreende duas fases: resfriamento dos cilindros de


compressão e resfriamento do resfriador intermediário.

Um sistema de refrigeração ideal é aquele em que a temperatura do ar na saída do


resfriador intermediário é igual à temperatura de admissão deste ar. O resfriamento pode
ser realizado por meio de ar em circulação, ventilação forçada e água, sendo que o
resfriamento à água é o ideal porque provoca condensação de umidade; os demais não
provocam condensação.

3.1. Resfriamento a Água

Os blocos dos cilindros são dotados de paredes duplas, entre as quais circula água.
A superfície que exige um melhor resfriamento é a do cabeçote, pois permanece em
contato com o gás ao fim da compressão. No resfriador intermediário empregam-se, em
geral, tubos com aletas. O ar a ser resfriado passa em torno dos tubos, transferindo o calor
para a água em circulação. A Figura 33 ilustra o esquema de funcionamento de um
sistema de refrigeração intermediário a água com compressor de dois estágios e duplo
efeito.

Figura 33 – Esquema de funcionamento de um sistema de refrigeração


intermediário a água com compressor de dois estágios e duplo efeito.

Esta construção é preferida, pois permite maior vazão e maior troca de calor.

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A água utilizada para este fim deve ter baixa temperatura, pressão suficiente, estar
livre de impurezas e ser mole, isto é, conter pouco teor de sais de cálcio ou outras
substâncias.

O processo de resfriamento se inicia, geralmente, pela circulação de água através


da câmara de baixa pressão, entrando posteriormente em contato com o resfriador
intermediário. Além de provocar o resfriamento do ar, uma considerável quantidade de
umidade é retida, em conseqüência da queda de temperatura provocada no fluxo de ar
proveniente do estágio de baixa pressão.

Em seguida, a água é dirigida para a câmara de alta pressão, sendo eliminada do


interior do compressor, indo para as torres ou piscinas de resfriamento. Aqui, todo o calor
adquirido é eliminado da água, para que haja condições de reaproveitamento.
Determinados tipos de compressores necessitam de grandes quantidades de água e,
portanto, não havendo um reaproveitamento, haverá gastos. Este reaproveitamento se faz
mais necessário quando a água disponível é fornecida racionalmente para usos gerais.

Os compressores refrigeradores à água necessitam atenção constante, para que o


fluxo refrigerante não sofra qualquer interrupção, o que acarretaria um aumento sensível
na temperatura de trabalho.

Determinados tipos de compressores possuem, no sistema de resfriamento


intermediário, válvulas termostáticas, visando assegurar o seu funcionamento e
protegendo-o contra a temperatura excessiva, por falta d'água ou outro motivo qualquer.
O resfriamento intermediário pela circulação de água é o mais indicado.

3.2. Resfriamento a Ar

Compressores pequenos e médios podem ser vantajosamente resfriados a ar num


sistema muito prático, particularmente em instalações ao ar livre ou onde o calor pode ser
retirado facilmente das dependências.

Nestes casos, o resfriamento a ar é a alternativa conveniente. Existem dois modos


básicos de resfriamento por ar: circulação e ventilação forçada.

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3.2.1. Circulação

Os cilindros e os cabeçotes geralmente são aletados a fim de proporcionar maior


troca de calor, o que é feito por meio da circulação do ar ambiente e com auxílio de
hélices nas polias de transmissão.

3.2.2. Ventilação Forçada

A refrigeração interna dos cabeçotes e resfriador intermediário é conseguida


através de ventilação forçada, ocasionada por uma ventoinha, obrigando o ar a circular no
interior do compressor.

3.3. Manutenção do Compressor

Esta é uma tarefa importante dentro do setor industrial. É imprescindível seguir as


instruções recomendadas pelo fabricante que, melhor do que ninguém, conhece os pontos
vitais de manutenção.

Um plano semanal de manutenção será previsto, e nele será programada uma


verificação no nível de lubrificação, nos lugares apropriados e, particularmente, nos
mancais do compressor, motor e no carter.

Neste mesmo prazo será prevista a limpeza do filtro de ar e a verificação


experimental da válvula de segurança, para comprovação do seu real funcionamento.

Será prevista também a verificação da tensão das correias.

Periodicamente, será verificada a fixação do volante sobre o eixo de manivelas.

4. Considerações sobre Irregularidades na Compressão

Como na compressão o ar é aquecido, é normal um aquecimento do compressor.


Porém, às vezes o aquecimento exagerado pode ser devido a uma das seguintes causas:

a) falta de óleo no carter;

b) válvulas presas;

c) ventilação insuficiente;

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d) válvulas sujas;

e) óleo do carter viscoso demais;

f) válvulas de recalque quebradas; e

g) filtro de ar entupido.

Em caso de "batidas" ou barulho anormal, observar os itens seguintes:

a) carvão no pistão;

b) folga ou desgaste nos pinos que prendem as buchas e os pistões;

c) jogo nos mancais das buchas no eixo das manivelas;

d) desgaste nos mancais principais;

e) válvulas mal assentadas; e

f) volante solto.

Se os períodos de funcionamento são mais longos que os normais, isto pode ser devido a:

a) entupimento do filtro de ar;

b) perda de ar nas linhas;

c) válvulas sujas ou emperradas; e

d) necessidade de maior capacidade de ar.

5. Preparação do Ar Comprimido

5.1 Umidade

O ar atmosférico é uma mistura de gases, principalmente de oxigênio e nitrogênio,


e contém contaminantes de três tipos básicos: água, óleo e poeira.

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As partículas de poeira, em geral abrasivas, e o óleo queimado no ambiente de


lubrificação do compressor, são responsáveis por manchas nos produtos.

A água é responsável por outra série de inconvenientes que mencionaremos


adiante. O compressor, ao admitir ar, aspira também os seus compostos e, ao comprimir,
adiciona a esta mistura o calor sob a forma de pressão e temperatura, além de adicionar
óleo lubrificante.

Os gases sempre permanecem em seu estado nas temperaturas e pressões normais


encontradas no emprego da pneumática. Componentes com água sofrerão condensação e
ocasionarão problemas.

Sabemos que a quantidade de água absorvida pelo ar está relacionada com a sua
temperatura e volume. A maior quantidade de vapor d'água contida num volume de ar
sem ocorrer condensação dependerá da temperatura de saturação ou ponto de orvalho a
que está submetido este volume.

No ar comprimido temos ar saturado. O ar estará saturado quando a pressão


parcial do vapor d'água for igual à pressão de saturação do vapor d'água, à temperatura
local. O vapor é superaquecido quando a pressão parcial do vapor d'água for menor que a
pressão de saturação. Enquanto tivermos a presença de água em forma de vapor
normalmente superaquecido, nenhum problema ocorrerá.

Analisemos agora: um certo volume de ar está saturado com vapor d'água, isto é,
sua umidade relativa é 100%; comprimimos este volume até o dobro da pressão absoluta,
o seu volume se reduzirá à metade.

Logicamente, isto significará que sua capacidade de reter vapor d'água também
foi reduzida à metade devido ao aumento da pressão e redução do seu volume. Então o
excesso de vapor será precipitado como água. Isto ocorre se a temperatura for mantida
constante durante a compressão, ou seja, processo isotérmico de compressão.

Entretanto, isso não acontece; verifica-se uma elevação considerável na


temperatura durante a compressão.

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Como foi mencionada anteriormente, a capacidade de retenção da água pelo ar


está relacionada com a temperatura, sendo assim, não haverá precipitação no interior das
câmaras de compressão. A precipitação de água ocorrerá quando o ar sofrer um
resfriamento, seja no resfriador ou na linha de distribuição.

Isto explica porque no ar comprimido existe sempre ar saturado com vapor d'água
em suspensão, que se precipita ao longo das tubulações na proporção em que se resfria.

Quando o ar é resfriado à pressão constante, a temperatura diminui, então a


parcial do vapor será igual à pressão de saturação no ponto de orvalho. Qualquer
resfriamento adicional provocará condensação da umidade.

Denomina-se Ponto de Orvalho o estado termodinâmico correspondente ao início


da condensação do vapor d'água, quando o ar úmido é resfriado e a pressão parcial do
vapor é constante.

A presença desta água condensada nas linhas de ar, causada pela diminuição de
temperatura, terá como conseqüências:

- oxida a tubulação e componentes pneumáticos;

- destrói a película lubrificante existente entre as duas superfícies que estão em contato,
acarretando desgaste prematuro e reduzindo a vida útil das peças, válvulas, cilindros, etc.;

- prejudica a produção de peças;

- arrasta partículas sólidas que prejudicarão o funcionamento dos componentes


pneumáticos;

- aumenta o índice de manutenção;

- impossibilita a aplicação em equipamentos de pulverização;

- provoca golpes de ariete nas superfícies adjacentes; etc.

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Portanto, é da maior importância que grande parte da água, bem como dos
resíduos de óleo, seja removida do ar para evitar redução de todos os dispositivos e
máquinas pneumáticas.

5.2 Resfriador Posterior

Como vimos no tópico anterior, a umidade presente no ar comprimido é


prejudicial, supondo que a temperatura de descarga de uma compressão seja de 130 ºC,
sua capacidade de retenção de água é de 1,496 kg/m3 e à medida que esta temperatura
diminui, a água precipita-se no sistema de distribuição, causando sérios problemas.

Para resolver de maneira eficaz o problema inicial da água nas instalações de ar


comprimido, o equipamento mais completo é o resfriador posterior (Figura 8), localizado
entre a saída do compressor e o reservatório, pelo fato de que o ar comprimido na saída
atinge sua maior temperatura.

Figura 34 – Ilustração do resfriador posterior.

O resfriador posterior é simplesmente um trocador de calor utilizado para resfriar


o ar comprimido. Como conseqüência deste resfriamento, permite-se retirar cerca de 75
% a 90 % do vapor de água contido no ar, bem como vapores de óleo; além de evitar que
a linha de distribuição sofra uma dilatação, causada pela alta da temperatura de descarga
do ar. Ainda mais, devido às paradas e à presença de umidade, poderemos ter na linha
choques térmicos e contrações, acarretando trincamentos nas uniões soldadas, que viriam

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a ser ponto de fuga para o ar, além de manter a temperatura do ar compatível com as
vedações sintéticas utilizadas pelos componentes pneumáticos.

Um resfriador posterior é constituído basicamente de duas partes: um corpo


geralmente cilíndrico onde se alojam feixes de tubos confeccionados com materiais de
boa condução de calor, formando no interior do corpo uma espécie de colméia. A
segunda parte é um separador de condensado dotado de dreno.

O ar proveniente do compressor é obrigado a passar através dos tubos, sempre em


sentido oposto ao fluxo da água de refrigeração, que é mudado constantemente de direção
por placas defletoras, garantindo, desta forma, uma maior dissipação de calor.

Na saída, está o separador. Devido à sinuosidade do caminho que o ar deve


percorrer, provoca a eliminação da água condensada, que fica retida numa câmara.

A parte inferior do separador é dotada de um dreno manual ou automático na


maioria dos casos, através do qual a água condensada é expulsa para a atmosfera.

Deve-se observar cuidadosamente a temperatura da água fornecida para o


resfriamento do ar. Do contrário, se o fluido refrigerante for circulado com uma
temperatura elevada ou se o volume necessário de água para o resfriamento for
insuficiente, o desempenho do resfriador poderá ser comprometido.

A temperatura na saída do resfriador dependerá da temperatura com que o ar é


descarregado, da temperatura da água de refrigeração e do volume de água necessário
para a refrigeração. Certamente, a capacidade do compressor influi diretamente no porte
do resfriador.

Devido ao resfriamento, o volume de ar disponível é reduzido e, portanto, a sua


energia também sofre redução.

Contudo, o emprego do resfriador posterior não representa perda real de energia,


já que o ar deveria, de qualquer forma, ser resfriado na tubulação de distribuição,
causando os efeitos indesejáveis já mencionados.

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54

Com o resfriador estes problemas são minimizados.

5.3 Resfriador de Ar Comprimido

Um sistema de ar comprimido (Figura 35) é dotado, geralmente, de um ou mais


reservatórios, desempenhando grandes funções junto a todo o processo de produção.

Figura 35 – Ilustração de um resfriador de ar comprimido e seus respectivos


componentes.

Em geral, o reservatório possui as seguintes funções:

- armazenar o ar comprimido;

- resfriar o ar auxiliando a eliminação do condensado;

- compensar as flutuações de pressão em todo o sistema de distribuição;

- estabilizar o fluxo de ar;

- controlar as marchas dos compressores; etc.

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Os reservatórios são construídos no Brasil conforme a norma PNB 109 da ABNT


(Associação Brasileira de Normas Técnicas), que recomenda: “Nenhum reservatório deve
operar com uma pressão acima da Pressão Máxima de Trabalho permitida, exceto
quando a válvula de segurança estiver dando vazão; nesta condição, a pressão não deve
ser excedida em mais de 6% do seu valor.”

Quanto à localização do reservatório de ar comprimido, eles devem ser instalados


de modo que todos os drenos, conexões e aberturas de inspeção sejam facilmente
acessíveis. Em nenhuma condição, o reservatório deve ser enterrado ou instalado em
local de difícil acesso; deve ser instalado, de preferência, fora da casa dos compressores,
na sombra, para facilitar a condensação da umidade e do óleo contidos no ar comprimido;
deve possuir um dreno no ponto mais baixo para fazer a remoção deste condensado
acumulado em cada 8 horas de trabalho; o dreno, preferencialmente, deverá ser
automático. Os reservatórios são dotados ainda de manômetro, válvulas de segurança, e
são submetidos a uma prova de pressão hidrostática, antes da utilização.

5.4 Desumidificação do Ar

A presença de umidade no ar comprimido é sempre prejudicial para as


automatizações pneumáticas, pois causa sérias conseqüências.

É necessário eliminar ou reduzir ao máximo esta umidade. O ideal seria eliminá-la


do ar comprimido de modo absoluto, o que é praticamente impossível.

Ar seco industrial não é aquele totalmente isento de água; é o ar que, após um


processo de desidratação, flui com um conteúdo de umidade residual de tal ordem que
possa ser utilizado sem qualquer inconveniente. Com as devidas preparações, consegue-
se a distribuição do ar com valor de umidade baixo e tolerável nas aplicações
encontradas.

A aquisição de um secador de ar comprimido pode figurar no orçamento de uma


empresa como um alto investimento. Em alguns casos, verificou-se que um secador
chegava a custar 25 % do valor total da instalação de ar. Mas cálculos efetuados
mostravam também os prejuízos causados pelo ar úmido: substituição de componentes
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pneumáticos, filtros, válvulas, cilindros danificados, impossibilidade de aplicar o ar em


determinadas operações como pintura, pulverizações e ainda mais os refugos causados na
produção de produtos. Concluiu-se que o emprego do secador tornou-se altamente
lucrativo, sendo pago em pouco tempo de trabalho, considerando-se somente as peças
que não eram mais refugadas pela produção. Os meios utilizados para secagem do ar são
múltiplos. Vamos nos referir aos três mais importantes, tanto pelos resultados finais
obtidos quanto por sua maior difusão.

5.5 Secagem por Refrigeração

O método de desumidificação do ar comprimido por refrigeração consiste em


submeter o ar a uma temperatura suficientemente baixa, a fim de que a quantidade de
água existente seja retirada em grande parte e não prejudique de modo algum o
funcionamento dos equipamentos, porque, como mencionamos anteriormente, a
capacidade do ar de reter umidade está em função da temperatura.

Além de remover a água, provoca, no compartimento de resfriamento, uma


emulsão com o óleo lubrificante do compressor, auxiliando na remoção de certa
quantidade.

O método de secagem por refrigeração é bastante simples, como ilustra a Figura


36: o ar entra, inicialmente, em um pré-resfriador, também conhecido como trocador de
calor (Figura 36A), sofrendo uma queda de temperatura causada pelo ar que sai do
resfriador principal (Figura 36B).

No resfriador principal o ar é resfriado ainda mais, pois está em contato com um


circuito de refrigeração.

Durante esta fase, a umidade presente no ar comprimido. forma pequenas gotas de


água corrente chamadas condensado e que são eliminadas pelo separador (Figura 36C),
onde a água depositada é evacuada através de um dreno (Figura 36D) para a atmosfera.

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A temperatura do ar comprimido é mantida entre 0,65 ºC e 3,2 ºC no resfriador


principal, por meio de um termostato que atua sobre o compressor de refrigeração (Figura
36E).

O ar comprimido seco volta novamente ao trocador de calor inicial (Figura 36-A),


causando o pré-resfriamento no ar úmido de entrada, coletando parte do calor deste ar. O
calor adquirido serve para recuperar sua energia e evitar o resfriamento por expansão, que
ocasionaria a formação de gelo, caso fosse lançado a uma baixa temperatura na rede de
distribuição, devido à alta velocidade.

Figura 36 – Ilustração do processo de secagem do ar comprimido por refrigeração e


seus respectivos componentes.

5.6 Secagem por Absorção

É a fixação de um absorto, geralmente líquido ou gasoso, no interior da massa de


um absorto sólido, resultante de um conjunto de reações químicas. Em outras palavras, é
o método que utiliza em um circuito uma substância sólida ou líquida, com capacidade de
absorver outra substância líquida ou gasosa.

Este processo é também chamado de Processo Químico de Secagem, pois o ar é


conduzido no interior de um volume através de uma massa higroscópica, insolúvel ou
deliquescente que absorve a umidade do ar, processando-se uma reação química.

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As substâncias higroscópicas são classificadas como insolúveis quando reagem


quimicamente com o vapor d'água, sem se liquefazerem. São deliqüescentes quando, ao
absorver o vapor d'água, reagem e tornam-se líquidas. A Figura 37 ilustra este processo
de secagem de ar por absorção.

Figura 37 – Ilustração do processo de secagem de ar por absorção.

As principais substâncias utilizadas são: cloreto de cálcio, cloreto de lítio e o dry-


o-lite.

Com a conseqüente diluição das substâncias, é necessária uma reposição regular,


caso contrário o processo torna-se deficiente.

A umidade retirada e a substância diluída são depositadas na parte inferior do


invólucro, junto a um dreno, de onde são eliminadas para a atmosfera.

5.7 Secagem por Adsorção

É a fixação das moléculas de um adsorvato na superfície de um adsorvente


geralmente poroso e granulado, ou seja, é o processo de depositar moléculas de uma
substância (exemplo, água) na superfície de outra substância, geralmente sólida
(exemplo, o óxido de silício, SiO2, também conhecido como silicagel). Este método
também é conhecido por Processo Físico de Secagem, porém seus detalhes são
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desconhecidos. É admitido como teoria que na superfície dos corpos sólidos existem
forças desbalanceadas, influenciando moléculas líquidas e gasosas através de sua força de
atração; admite-se, portanto, que as moléculas (adsorvato) são adsorvidas nas camadas
mono ou multimoleculares dos corpos sólidos, para efetuar um balanceamento
semelhante à Lei dos Octetos dos átomos. O processo de adsorção é regenerativo; a
substância adsorvente, após estar saturada de umidade, permite a liberação de água
quando submetida a um aquecimento regenerativo. A Figura 12 ilustra este processo de
secagem de ar por adsorção.

Figura 37 – Ilustração do processo de secagem de ar por adsorção.

Para secar o ar existem as torres duplas, que são preenchidas com óxido de Silício
(SiO2 - Silicagel), alumina ativa (Al2O3), rede molecular (Na Al O2 Si O2) ou ainda
Sorbead.

Através de uma válvula direcional, o ar úmido é orientado para uma torre, onde
haverá a secagem do ar. Na outra torre ocorrerá a regeneração da substância adsorvente,
que poderá ser feita por injeção de ar quente; na maioria dos casos por resistores e
circulação de ar seco.

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Havendo o aquecimento da substância, provocaremos a evaporação da umidade.


Por meio de um fluxo de ar seco a água em forma de vapor é arrastada para a atmosfera.

Terminado um período de trabalho preestabelecido, há inversão na função das


torres, por controle manual ou automático na maioria dos casos; a torre que secava o ar
passa a ser regenerada e outra inicia a secagem. Ao realizar-se a secagem do ar com as
diferentes substâncias, é importante atentar para máxima temperatura do ar seco, como
também para a temperatura de regeneração da substância. Estes são fatores que devem ser
levados em conta para um bom desempenho do secador.

Na saída do ar deve ser prevista a colocação de um filtro para eliminar a poeira


das substâncias, prejudicial para os componentes pneumáticos, bem como deve ser
montado um filtro de Carvão Ativo antes da entrada do secador, para eliminar os resíduos
de óleo, que, em contato com as substâncias de secagem, causam sua impregnação,
reduzindo consideravelmente o seu poder de retenção de umidade.

Como vimos, é de grande importância a qualidade do ar que será utilizado. Esta


qualidade poderá ser obtida desde que os condicionamentos básicos do ar comprimido
sejam concretizados, representando menores índices de manutenção, maior durabilidade
dos componentes pneumáticos, ou seja, será obtida maior lucratividade em relação à
automatização efetuada. A Figura 38 ilustra o esquema de uma instalação para produção,
armazenamento e condicionamento de ar comprimido.

Figura 38 – Instalação de produção de ar comprimido e seus respectivos


componentes.
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6. Rede de Distribuição

Aplicar, para cada máquina ou dispositivo automatizado, um compressor próprio,


é possível somente em casos esporádicos e isolados. Onde existem vários pontos de
aplicação, o processo mais conveniente e racional é efetuar a distribuição do ar
comprimido situando as tomadas nas proximidades dos utilizadores. A rede de
distribuição de ar comprimido compreende todas as tubulações que saem do reservatório,
passando pelo secador e que, unidas, orientam o ar comprimido até os pontos individuais
de utilização.

A rede possui duas funções básicas:

1. Comunicar a fonte produtora com os equipamentos consumidores; e

2. Funcionar como um reservatório para atender às exigências locais.

Um sistema de distribuição perfeitamente executado deve apresentar os seguintes


requisitos:

- pequena queda de pressão entre o compressor e as partes de consumo, a fim de manter a


pressão dentro de limites toleráveis em conformidade com as exigências das aplicações;

- não apresentar escape de ar; do contrário haveria perda de potência;

- apresentar grande capacidade de realizar separação de condensado;

Ao serem efetuados o projeto e a instalação de uma planta qualquer de


distribuição, é necessário levar em consideração certos preceitos. O não-cumprimento de
certas bases é contraproducente e aumenta sensivelmente a necessidade de manutenção.

7. Layout

Visando melhor desempenho na distribuição do ar, a definição do layout é


importante. Este deve ser construído em desenho isométrico ou escala, permitindo a
obtenção do comprimento das tubulações nos diversos trechos. O layout apresenta a rede
principal de distribuição, suas ramificações, todos os pontos de consumo, incluindo
futuras aplicações; qual a pressão destes pontos, e a posição de válvulas de fechamento,
moduladoras, conexões, curvaturas, separadores de condensado, etc. Através do layout,
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pode-se então definir o menor percurso da tubulação, acarretando menores perdas de


carga e proporcionando economia.

8. Formato

Em relação ao tipo de linha a ser executado, anel fechado (circuito fechado) ou


circuito aberto, devem-se analisar as condições favoráveis e desfavoráveis de cada uma.
Geralmente a rede de distribuição é em circuito fechado, em torno da área onde há
necessidade do ar comprimido.

Deste anel partem as ramificações para os diferentes pontos de consumo, como


ilustra a Figura 39.

Figura 39 – Rede de distribuição em anel fechado.

O anel fechado auxilia na manutenção de uma pressão constante, além de


proporcionar uma distribuição mais uniforme do ar comprimido para os consumos
intermitentes. Dificulta, porém, a separação da umidade, porque o fluxo não possui uma
direção; dependendo do local de consumo, circula em duas direções.

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Existem casos em que o circuito aberto deve ser feito. Por exemplo: área onde o
transporte de materiais e peças é aéreo, pontos isolados, pontos distantes, etc. Neste caso,
são estendidas linhas principais para o ponto.

9. Válvulas de Fechamento na Linha de Distribuição

São de grande importância na rede de distribuição para permitir a divisão desta


em seções, especialmente em casos de grandes redes, fazendo com que as seções tornem-
se isoladas para inspeção, modificações e manutenção (Figura 39). Assim, evitamos que
outras seções sejam simultaneamente atingidas, não havendo paralisação do trabalho e da
produção.

Figura 39 – Ilustração de uma linha de distribuição pneumática com várias válvulas


de fechamento.

As válvulas mais aplicadas até 2" são do tipo de esfera, diafragma. Acima de 2"
são utilizadas as válvulas tipo gaveta.

10. Ligações entre os Tubos

Processam-se de diversas maneiras, rosca, solda, flange, acoplamento rápido,


devendo apresentar a mais perfeita vedação.

As ligações roscadas são comuns, devido ao baixo custo e facilidade de


montagem e desmontagem. Para evitar vazamentos nas roscas é importante a utilização
da fita Teflon, devido às imperfeições existentes na confecção das roscas.

A união realizada por solda oferece menor possibilidade de vazamento, se


comparada à união roscada, apesar de um custo maior. As uniões soldadas devem estar
cercadas de certos cuidados, as escamas de óxido têm que ser retiradas do interior do
tubo, o cordão de solda deve ser o mais uniforme possível.

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De maneira geral, a utilização de conexões roscadas se faz até diâmetros de 3".


Para valores acima, normalmente recomendam-se conexões soldadas, que podem ser por
topo para tubos, soquete para curvas, flanges e válvulas. Para instalações que devem
apresentar um maior grau de confiabilidade, recomenda-se uso de conexões flangeadas e
soldadas. Para instalações provisórias, o ideal é o acoplamento rápido, também estanque.
Na desmontagem não existem perdas de tubo e não há necessidade de fazer cortes para a
remoção.

11. Curvadas

As curvas devem ser feitas no maior raio possível, para evitar perdas excessivas
por turbulência. Evitar sempre a colocação de cotovelos 90° (Figura 40). A curva mínima
deve possuir na curvatura interior um raio mínimo de duas vezes o diâmetro externo do
tubo.

Figura 40 – Ilustração de uma curvatura em 90º.

12. Inclinação

As tubulações devem possuir uma determinada inclinação no sentido do fluxo


interior, pois, enquanto a temperatura de tubulação for maior que a temperatura de saída
do ar após os secadores, este sairá praticamente seco; se a temperatura da tubulação
baixar, haverá, embora raramente, precipitação de água.

A inclinação serve para favorecer o recolhimento desta eventual condensação e


das impurezas devido à formação de óxido, levando-as para o ponto mais baixo, onde são
eliminadas para a atmosfera, através do dreno.

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O valor desta inclinação é de 0,5 a 2% em função do comprimento reto da


tubulação onde for executada.

Os drenos, colocados nos pontos mais baixos, de preferência devem ser


automáticos. Se a rede é relativamente extensa, recomenda-se observar a colocação de
mais de um dreno, distanciados aproximadamente 20 m a 30 m um do outro.

13. Drenagem de Umidade

Com os cuidados vistos anteriormente para eliminação do condensado, resta uma


umidade remanescente, a qual deve ser removida ou até mesmo eliminada, em caso de
condensação da mesma.

Para que a drenagem eventual seja feita, devem ser instalados drenos
(purgadores), que podem ser manuais ou automáticos, com preferência para o último tipo.
Os pontos de drenagem devem se situar em todos os locais baixos da tubulação, fim de
linha, onde houver elevação de linha, etc.

Nestes pontos, para auxiliar a eficiência da drenagem, podem ser construídos


bolsões, que retêm o condensado e o encaminham para o purgador. Estes bolsões,
construídos, não devem possuir diâmetros menores que o da tubulação. O ideal é que
sejam do mesmo tamanho. A Figura 41 ilustra o processo de drenagem de condensados.

Figura 41 – Esquema do processo de drenagem de condensados.

Como mencionamos, restará no ar comprimido uma pequena quantidade de vapor


de água em suspensão, e os pontos de drenagem comuns não conseguirão provocar sua
eliminação.

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Com este intuito, podem-se instalar separadores de condensado, cujo princípio de


funcionamento é simples: obrigar o fluxo de ar comprimido a fazer mudanças de direção;
o ar muda facilmente, porém as gotículas de umidade chocam-se contra os defletores e
neles aderem, formando gotas maiores, que escorrem para o dreno.

14. Tomadas de Ar

Devem ser sempre feitas pela parte superior da tubulação principal, para evitar os
problemas de condensado já expostos. Recomenda-se ainda que não se realize a
utilização direta do ar no ponto terminal do tubo de tomada. No terminal, deve-se colocar
uma pequena válvula de drenagem e a utilização deve ser feita um pouco mais acima,
onde o ar, antes de ir para a máquina, passa através da unidade de condicionamento. A
Figura 42 ilustra o processo de distribuição de ar comprimido por meio de terminais.

Figura 42 – Ilustração de tomadores de ar comprimido.

15. Vazamentos

As quantidades de ar perdidas através de pequenos furos, acoplamentos com


folgas, vedações defeituosas, etc., quando somadas, alcançam elevados valores. A
importância econômica desta contínua perda de ar torna-se mais evidente quando
comparada com o consumo de um equipamento e a potência necessária para realizar a
compressão. A Figura 43 apresenta as perdas de potência em função de vazamento
causado por cada tipo de furo.

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Figura 43 – Tipos de vazamentos causadores de perdas de potência.

Desta forma, um vazamento na rede representa um consumo consideravelmente


maior de energia, que pode ser verificado através da tabela.

É impossível eliminar por completo todos os vazamentos, porém estes devem ser
reduzidos ao máximo com uma manutenção preventiva do sistema, de 3 a 5 vezes por
ano, sendo verificados, por exemplo: substituição de juntas de vedação defeituosa,
engates, mangueiras, tubos, válvulas, aperto das conexões, restauração das vedações nas
uniões roscadas, eliminação dos ramais de distribuição fora de uso e outras que podem
aparecer, dependendo da rede construída.

16. Tubulações Secundárias

A seleção dos tubos que irão compor a instalação secundária e os materiais de que
são confeccionados são fatores importantes, bem como o tipo de acessório ou conexão a
ser utilizado.

Devem-se ter materiais de alta resistência, durabilidade, etc.

O processo de tubulação secundária sofreu uma evolução bastante rápida. O tubo


de cobre, até bem pouco tempo, era um dos mais usados. Atualmente ele é utilizado em
instalações mais específicas, montagens rígidas e locais em que a temperatura e a pressão
são elevadas.

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Hoje são utilizados tubos sintéticos, os quais proporcionam boa resistência


mecânica, apresentando uma elevada força de ruptura e grande flexibilidade.

São usados tubos de polietileno e tubos de nylon, cujas características são:

- polietileno: aplicação de vácuo até pressões de 700 kPa e temperatura de trabalho de -


37°C a 40°C; e

- Nylon ®: é mais resistente que o polietileno, sendo mais recomendado para aplicação
de vácuo até 1700 kPa e temperatura de 0°C a 70°C.

17. Conexões para Tubulações Secundárias

A escolha das conexões que serão utilizadas num circuito é muito importante.
Devem oferecer recursos de montagem para redução de tempo, ter dimensões compactas
e não apresentar quedas de pressão, ou seja, possuir máxima área de passagem para o
fluido. Devem também ter vedação perfeita, compatibilidade com diferentes fluidos
industriais, durabilidade e permitir rápida remoção dos tubos em casos de manutenção,
sem danificá-los.

As conexões para tubulações secundárias podem ser múltiplas, espigões, conexão


com anel apressor ou olivas etc.

Dependendo do tipo de conexão utilizado, o tempo de montagem é bem elevado,


devido às diversas operações que uma única conexão apresenta: ser roscada no corpo do
equipamento, roscar a luva de fixação do tubo, ou antes, posicionar corretamente as
olivas.

Deve haver um espaço razoável entre as conexões, para permitir sua rotação. Em
alguns casos, isso não é possível.

Estes meios de ligação, além de demorados, danificam o tubo, esmagando,


dilatando ou cortando. Sua remoção é difícil, sendo necessário, muitas vezes, cortar o
tubo, trocar as olivas e as luvas de fixação do tubo; isso quando a conexão não é
totalmente perdida.

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Uma nova concepção em conexões, para atender a todas as necessidades de


instalação de circuitos pneumáticos, controle e instrumentação e outros, é o das conexões
instantâneas, que são semelhantes a um engate rápido, como ilustra a Figura 44.

Figura 44 – Ilustração de uma conexão instantânea.

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18. Exercícios de Fixação

No que se referem às cores definidas pela norma americana ANSI para o sistema
pneumático, julgue os itens a seguir.

1. A cor vermelha indica pressão de alimentação ou pressão normal do sistema sendo,


portanto, a pressão do processo de transformação de energia.

2. A cor amarela indica a intensificação da pressão do sistema de transformação de


energia.

3. As cores azul e verde indicam, respectivamente, fluxo em descarga e linha de


drenagem.

Julgue o item a seguir a respeito dos tipos de compressores de deslocamento.

4. Os compressores de deslocamento positivo trabalham no momento em que a pressão


do ar é atingida, provocando a abertura de válvulas de descarga, ou seja, o ar é
simplesmente empurrado para o tubo de descarga durante a contínua diminuição do
volume da câmara de compressão.

Quanto aos tipos fundamentais de compressores, julgue os itens a seguir.

5. No compressor dinâmico de fluxo radial, o ar é acelerado a partir da segunda hélice,


axialmente, sendo acelerado e expulso radialmente.

6. Entre os estágios que estabelecem a relação com os compressores de deslocamento


positivo de parafuso estão o desenho da hélice, a velocidade tangencial e a densidade do
gás.

7. Os compressores de deslocamento positivo de para fuso são dotados de duas carcaças


onde giram dois rotores helicoidais, cada, em sentidos opostos. Um dos rotores possui
lóbulos convexos, o outro uma depressão côncava e são denominados, respectivamente,
rotor macho e rotor fêmea.

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8. Os compressores de deslocamento positivo do tipo tronco são constituídos de apenas


uma face superior do pistão para aspirar e comprimir o ar, sendo a sua câmara formada
pela face inferior que está em conexão com o carter.

Sobre a complementação dos compressores, julgue os itens a seguir.

9. Os cilindros dos compressores são confeccionados em ferro fundido perlítico de boa


resistência mecânica, com dureza suficiente e boas características de lubrificação devido
à presença de carbono sob a forma de grafite. Porém, não pode ser fundido com aletas
pois poderá causar problemas durante o seu resfriamento com ar.

10. O êmbolo também é conhecido como pistão.

11. Entre os estágios de refrigeração dos compressores está a diminuição da eficiência do


compressor.

12. O resfriamento no sistema dos compressores pode ser realizado por meio de ar em
circulação, ventilação forçada e água, sendo que esta última é o ideal porque provoca
condensação de umidade; os demais não provocam condensação.

13. Entre os modos básicos de resfriamento por ar têm-se a circulação e a ventilação


forçada.

14. O resfriamento por ar através de ventilação forçada é feito através dos cilindros e dos
cabeçotes, que geralmente são aletados a fim de proporcionar maior troca de calor, o que
é feito por meio da circulação do ar ambiente e com auxílio de hélices nas polias de
transmissão.

No que se refere à manutenção dos compressores e à preparação dos compressores,


julgue os itens a seguir.

15. O plano de manutenção dos compressores é previsto mensalmente, uma vez em que é
programada a verificação no nível de lubrificação, nos lugares apropriados e,
particularmente, nos mancais do compressor, motor e no carter.

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16. O estado termodinâmico correspondente ao início da condensação do vapor d'água,


quando o ar úmido é resfriado e a pressão parcial do vapor é constante é denominado
ponto de orvalho.

17. A presença desta água condensada nas linhas de ar, causada pela diminuição de
temperatura, terá, entre as conseqüências, a oxidação na tubulação e nos componentes
pneumáticos, o aumenta do índice de manutenção e a provocação de golpes de ariete nas
superfícies adjacentes.

18. A umidade presente no sistema pneumático é prejudicial durante os trabalhos de


compressão do ar. Para resolver de maneira eficaz o problema inicial da água nas
instalações de ar comprimido, o equipamento mais completo é o resfriador posterior,
localizado entre a entrada do compressor e o reservatório, pelo fato de que o ar
comprimido na entrada atinge sua maior temperatura.

19. Entre as funções do reservatório de ar comprimido está na estabilização do ar e o


controle das marchas dos compressores.

20. Pode-se admitir na Norma PNB 109 da ABNT que, em casos extremos, a pressão
máxima de trabalho dos reservatórios de ar deve ser superior a 6 %.

21. Pelo processo de secagem do ar comprimido, o método de desumidificação do ar


comprimido por refrigeração consiste em submeter o ar a uma temperatura
suficientemente alta, a fim de que a quantidade de água existente seja retirada em grande
parte e não prejudique de modo algum o funcionamento dos equipamentos, porque a
capacidade do ar de reter umidade está em função da temperatura.

22. A fixação de um líquido ou gasoso no interior da massa de um absorto sólido,


resultante de um conjunto de reações químicas, é o resultado do método de secagem por
absorção.

23. A secagem por adsorção é o processo de depositar moléculas de uma substância na


superfície de outra substância, geralmente sólida, como o óxido de silício, também
conhecido como silicagel. Porém, este processo também é conhecido por outro nome:
Processo Químico de Secagem.

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Acerca da rede de distribuição, layout e formato do sistema pneumático, julgue os itens a


seguir.

24. Entre as funções básicas de uma rede de distribuição de ar comprimido estão a


comunicação da fonte produtora com os equipamentos consumidores e o funcionamento
como um reservatório para atender às exigências no local onde será instalada.

25. Um sistema de distribuição perfeitamente executado deve apresentar apenas como


requisito a apresentação do escape de ar.

26. O layout é um desenho isométrico ou escala que permite obter o dimensionamento


das tubulações nos diversos trechos, apresentando a rede principal de distribuição, suas
ramificações e todos os pontos de consumo, incluindo futuras aplicações.

27. O anel aberto auxilia na manutenção de uma pressão constante, além de proporcionar
uma distribuição mais uniforme do ar comprimido para os consumos intermitentes.

Acerca das válvulas de fechamento e tubulações do sistema pneumático, julgue os itens a


seguir.

28. As válvulas de fechamento são de grande importância, especialmente em casos de


grandes redes, fazendo com que as seções tornem-se isoladas para inspeção,
modificações e manutenção.

29. Quanto aos diâmetros das válvulas de fechamento, a do tipo esfera tem o diâmetro
acima de 2 polegadas.

30. Nas ligações entre tubos e conexões no circuito pneumático, têm-se as aplicações
com rosca, solda, flange, acoplamento rápido, cuja vedação tem se ser a mais perfeita.

31. A curva mínima em uma tubulação deve possuir na curvatura interior um raio mínimo
de duas vezes e meia o diâmetro interno do tubo.

Acerca da drenagem de umidade e das tomadas de ar o circuito pneumático, julgue os


itens a seguir.

32. Os drenos também podem ser chamados de purgadores.

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33. Os drenos podem ser manuais ou automáticos, porém o dreno manual é o preferido
para que seja feita uma eventual drenagem.

34. As tomadas de ar devem ser sempre feitas pela parte inferior da tubulação principal,
evitando problemas de condensado já expostos.

Acerca dos vazamentos em um circuito pneumático, julgue o item a seguir.

35. Para provocar um escape de ar com 0,01 m3/s de vazão, a uma pressão de 588 kPa e
potência de 3,1 kW, é necessário que o diâmetro do furo da tubulação seja de 1 mm.

Julgue os itens a seguir no que se referem às tubulações e conexões secundárias.

36. A seleção dos tubos que irão compor a instalação secundária e os materiais de que são
confeccionados são fatores importantes, bem como o tipo de acessório ou conexão a ser
utilizado. Para isso, os materiais devem ter, entre outros, durabilidade e alta resistência.

37. Os tubos sintéticos são os mais utilizados atualmente, pois proporcionam boa
resistência mecânica, apresentam uma elevada força de ruptura e grande flexibilidade.

38. Os tubos de Nylon ® têm aplicação de vácuo de até pressões de 700 kPa e
temperatura de trabalho de 0 °C a 70°C.

39. Os tubos de polietileno têm aplicação de vácuo até pressões de 1.700 kPa e
temperatura de trabalho de -37°C a 40°C.

40. Uma nova concepção em conexões, para atender a todas as necessidades de instalação
de circuitos pneumáticos, controle e instrumentação e outros, é do tipo conexão
instantânea, que são semelhantes a um engate rápido.

19. Referências Bibliográficas

PARKER TRAINING. Tecnologia Pneumática Industrial – Apostila M1001 BR.


1. Implantação. Agosto/2000. Pp. 11:24.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 74


75

4. Motores Pneumáticos

São responsáveis por transformar energia pneumática em trabalho mecânico realizando a


operação inversa dos compressores. A figura 45 ilustra a classificação dos motores
pneumáticos.

Figura 45 - Classificação dos motores pneumáticos.

Entre as características dos motores pneumáticos temos:

· Inversão simples e direta do sentido de rotação;

· Regulagem progressiva de rotação e torque.

· Alta relação peso/potência;

· Possibilidade de operação com outros fluidos.

O gráfico da figura 46 indica a curva de torque (M) e potência (P) em função da rotação
(n) de um motor pneumático.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 75


76

Figura 46 - Curva de torque e potência em função da rotação dos motores pneumáticos.

onde nN é a rotação nominal, n0 a rotação em vazio, MN o torque nominal, MA o torque


de arranque, MW o torque de parada por sobrecarga e PN a potência nominal. Dado que o
torque varia linearmente com a rotação, ou seja:

( ) (3)

a potência será quadrática com a rotação, ou seja:

( ) (4)

e portanto existe uma rotação que nos dá a potência máxima, que é a rotação nominal.

Entre os critérios para a escolha de um motor pneumático temos:

Torque necessário sob carga e no arranque;

Rotação com carga correspondente;

Desvio admissível da rotação com variação de carga;

Consumo de ar e rendimento.

A construção mecânica desses motores é similar a dos compressores pneumáticos já

descritos. A seguir são descritos brevemente cada tipo de motor.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 76


77

2.1. Motores Rotativos

2.1.1.Motor de Palhetas

A figura 46 ilustra um motor de palhetas. Seu funcionamento é exatamente o oposto do

compressor de palhetas. A expansão do ar nas câmaras entre as palhetas também é

proveitada na realização de trabalho mecânico. A rotação é facilmente invertida

dependendo da entrada do ar. A faixa de rotação de um motor de palheta varia de 200

rpm até 10000 rpm e a de potência varia de 50W até 20 kW. É muito usado em

parafusadeiras pneumáticas.

Figura 46 - Motor de palhetas.

2.1.2 Motor de Engrenagens e Motor Roots

A geração do torque ocorre pela pressão do ar exercida nos flancos dos dentes de duas

engrenagens engrenadas. Uma engrenagem está fixa ao eixo e a outra livre. Podem ser

fabricados com dentes retos, helicoidais ou em "V". Nos motores de dentes retos não há

aproveitamento da expansão de volume de ar. A faixa de rotação varia de 1000 r.p.m. à

3000 r.p.m. e a faixa de potência vai até 70 kW. O motor roots apresenta o mesmo

princípio sendo de igual construção ao compressor roots.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 77


78

2.2. Motores de Pistões

Entre as características desse motor temos:

Elevado torque de arranque e na faixa de rotação;

Baixa rotação (até 5000 r.p.m.);

Faixa de potência varia de 2Waté 20 kW;

Comando de fornecimento de ar por distribuidor rotativo.

A figura 47 ilustra um motor de pistões radiais em execução estrela onde a transformação

do movimento linear do pistão ocorre por um mecanismo biela-manivela (como no motor

de automóvel). São utilizados em equipamentos de elevação.

Figura 47 - Motor de pistões radiais.

A figura 48 ilustra um motor de pistões axiais onde a transformação ocorre por disco

oscilante como ilustrado na figura 49. Esse motor apresenta uniformidade no movimento

de rotação com um funcionamento silencioso e sem vibrações, sendo utilizado em

equipamentos de elevação.

Figura 48 - Motor de pistões axiais.


ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 78
79

Figura 49- Esquema de funcionamento do motor de pistões axiais.

2.3 Motores de Turbina

Opera de forma contrária ao turbo-compressor, ou seja, a energia cinética do ar é

convertida em movimento rotativo. Apresentam péssimo rendimento devido às altas

perdas de ar, sendo econômico apenas para baixas potências, no entanto são capazes de

atingir rotações elevadíssimas com baixo torque que variam de 80.000 r.p.m. até 400.000

r.pm. Para baixas rotações e altos torques não é vantajoso a sua utilização pois necessita

de ser acoplado a um redutor.

Uma aplicação clássica é a "broca do dentista" que chega atingir 500.000 r.p.m..

Também usado em fresadoras e retificadoras de alta rotação.

5. Atuadores Lineares

5.1. Cilindro de Simples Ação

A figura 50 descreve esse tipo de atuador juntamente com o seu símbolo e características

construtivas. Consiste de um pistão com uma mola. Ao se reduzir a pressão a mola

retorna o pistão. Entre as suas características temos:

· Consumo de ar num sentido;

· Forças de avanço reduzida (em 10%) devido à mola;

· Maior comprimento e cursos limitados;

· Baixa força de retorno (devido à mola).

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 79


80

Figura 50 - Cilindro de simples ação.

Tem várias aplicações, em especial em situações de segurança, como freios de caminhão,

onde os freios ficam normalmente fechados sob ação da mola, abrindo apenas quando o

motor do caminhão está funcionando e fornecendo pressão. Em caso de falha do motor os

freios travam.

5.1.2. Cilindro de Dupla Ação

A figura 51 descreve esse tipo de atuador juntamente com o seu símbolo e características

construtivas. A atuação é feita por ar comprimido nos dois sentidos.

Entre as suas características temos:

· Atuação de força nos dois sentidos, porém com força de avanço maior do que a de

retorno;

· Não permite cargas radiais na haste;

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 80


81

Figura 51 - Cilindro de dupla ação.

É o mais utilizado possuindo inúmeras aplicações, como prensas, fixadores, etc… O

curso não pode ser muito grande pois surgem problemas de flambagem.

5.1.3. Cilindros de Membrana

A figura 52 descreve esse tipo de atuador. Consiste num cilindro de simples ação com

grande diâmetro possuindo uma membrana ao invés de um pistão. A idéia é fornecer altas

forças (até 25000 N) num curso limitado (60 mm) (por problemas de espaço, por

exemplo).

Figura 52 - Cilindro de membrana.

É utilizado em aplicações como prensas, mas principalmente no acionamento de

servoválvulas hidráulicas.

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82

5.1.4. Cilindro de Dupla Ação com Haste Passante

A figura 53 descreve esse tipo de atuador. Consiste num cilindro de dupla ação com haste

em ambos os lados. Entre as suas características temos:

Possibilidade de realizar trabalho nos dois sentidos;

Absorve pequenas cargas laterais;

Força igual nos dois sentidos.

Figura 53 - Cilindro de dupla ação com haste passante.

5.1.5. Cilindro Sem Haste

Estes cilindros são aplicados onde são necessários cursos muito grandes e surgem

problemas de flambagem na haste de um cilindro comum. Apresentam a mesma área em

ambos os lados e por isso mesma força de avanço e retorno. São aplicados em

acionamento de portas, alimentador de peças, etc... Existem três tipos descritos a seguir.

Com tubo fendido

A figura 54 descreve esse tipo de cilindro. Essa montagem permite absorver elevados

momentos e forças transversais, no entanto a vedação consiste num ponto crítico. É

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 82


83

utilizado em particular em catapultas de porta aviões, onde é acionado por vapor

superaquecido.

Figura 54 - Cilindro sem haste com tubo fendido.

Com imã

A figura 55 descreve esse tipo de cilindro. Não tem problemas de vedação como o

anterior, mas a transmissão da força é limitada pelo imã. É utilizado em robôs

cartesianos.

Figura 55 - Cilindro sem haste com imã.

Com cabo ou fita

A figura 56 descreve esse tipo de cilindro. Não há problema de flambagem, pois as fitas

estão sobre tração. Muito usado no acionamento de portas.

Figura 56 - Cilindro sem haste com cabo ou fita.

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84

5.1.6. Cilindro de Múltiplas Posições

A figura 57 descreve esse tipo de atuador juntamente com o seu símbolo e exemplo de

aplicação. Consiste em dois ou mais cilindros montados em conjunto para alcançar várias

posições. Com n cilindros de cursos desiguais, pode-se obter 2n posições distintas.

Figura 57 - Cilindro de múltiplas posições.

É aplicado em mudança de desvios (ver figura 57), acionamento de válvulas, etc..

5.1.7. Cilindro Tandem

A figura 58 descreve esse tipo de atuador juntamente com o seu símbolo e característica

construtiva. Consiste em dois cilindros acoplados mecanicamente em série. É aplicado

principalmente em pregadores penumáticos. Entre as suas características temos:

Grande força com pequeno diâmetro;

Grande dimensão de comprimento;

Somente para pequenos cursos.

Figura 58 - Cilindro tandem.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 84


85

5.1.8. Cilindro de Percussão

A figura 59 descreve esse tipo de cilindro juntamente com o seu símbolo e característica

construtiva. É usado para gerar um alta força de impacto e alta velocidade (7,5 a 10 m/s).

Funciona da seguinte forma:

· Inicialmente é aplicado pressão nas câmaras A e B (ver figura 6.1.8.1), e o valor da

pressão é aumentado em ambos os lados;

· Num certo instante, a câmara A é exaurida (pressão atmosférica) e o pistão é

empurrado pela pressão da câmara B;

· Ao se movimentar um pouco a área em que a pressão da câmara B atua tem seu

diâmetro aumentado bruscamente como mostrado na figura, o que faz com que o pistão

seja acelerado violentamente;

· A energia cinética do pistão é convertida em força de impacto.

Figura 59 - Cilindro de percussão.

Apresenta um pequeno curso. É aplicado em prensas pneumáticas para forjamento,

britadeiras, rebitadeiras, etc..

5.1.9. Cilindro Telescópico

A figura 60 descreve esse tipo de atuador. É composto de vários cilindros montando em

série um dentro do outro. Apresenta curso longo e dimensões reduzidas de comprimento,

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86

porém um diâmetro grande face à força gerada. É aplicado em máquinas que precisam de

um longo curso e comprimento reduzido.

Figura 60 - Cilindro telescópico.

5.1.10. Cilindros de Impacto

O uso de cilindros normais para trabalho de deformação é limitado. O cilindro de


impacto é utilizado para se obter energia cinética elevada.

5.1.11. Cilindros com Amortecimento

Projetado para controlar movimentos de grandes massas e desacelerar o pistão nos


fins de curso, tem a sua vida útil prolongada em relação aos tipos sem amortecimento.

Este amortecimento tem por finalidade de evitar as cargas de choque, transmitidas aos
cabeçotes e ao pistão, no final de cada curso, absorvendo-as.

5.2. Atuadores Oscilantes

Estes atuadores têm a finalidade de converter a energia pneumática em energia


mecânica através do momento torsor limitado por um determinado número de graus
(Figura 61).

Figura 61 – Ilustração do atuador oscilante e sua respectiva simbologia.

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87

5.3. Atuadores Rotativos

Transformam o movimento linear do cilindro de dupla ação num movimento rotativo

com ângulo limitado de rotação. A figura 62 descreve esse tipo de cilindro juntamente

com o seu símbolo e a sua característica construtiva. Nesse caso a conversão do

movimento é feita utilizando-se um sistema pinhão-cremalheira. A rotação tem ângulo

limitado podendo ser regulada de 45º até 720º.

Figura 62 - Cilindro rotativo.

A figura 63 ilustra um outro tipo de cilindro chamado cilindro de aleta giratória. Seu

ângulo é limitado em 300º e apresentam problemas de vedação. São aplicados para girar

peças, curvar tubos, acionar válvulas, etc.

Figura 63 - Cilindro de aleta giratória.

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88

5.4. Unidades Hidropneumáticas

A compressibilidade do ar não permite um posicionamento preciso dos cilindros

pneumáticos bem como manter uma velocidade constante na presença de cargas

variáveis. No entanto, em muitos casos não é conveniente usar um sistema hidráulico,

pois apenas a alimentação pneumática está disponível na empresa. Nesse caso utilizam-se

as unidades hidroneumáticas como mostrado na figura 64. O acionamento é pneumático,

no entanto há um cilindro hidráulico que se desloca juntamente em paralelo, fornecendo a

rigidez necessária ao movimento e aumentando a estabilidade da velocidade e posição do

circuito pneumático. O circuito hidráulico pode ser ajustado através de um

estrangulamento variável.

Figura 64- Unidade hidropneumática.

5.5. Execução Prática de um Cilindro Pneumático

A figura 65 mostra a execução construtiva de um cilindro de dupla ação.

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89

Figura 65 - Execução construtiva de um cilindro de dupla ação.


1- Camisa: feita de um tubo de aço trefilado a frio sem costura;

2 e 3 - Tampas de alumínio fundido;

4 - haste do êmbolo: feita de aço e pode ter proteção anti-corrosiva. As roscas são

laminadas reduzindo o risco de ruptura;

5 - anel circular: reponsável pela vedação da haste;

6 - bucha de guia: guia a haste;

7 - anel limpador: evita a entrada de impurezas;

8 - guarnição duplo lábio: veda ambos os lados do pistão;

9 - juntas tóricas ou "O-ring": atua como vedação.

A figura 66 descreve os diversos tipos de vedação usados no êmbolo além da guarnição

duplo lábio mostrada acima.

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Figura 66 - Tipo de vedação para êmbolos.

A figura 67 ilustra as diversas montagens de fixação dos cilindros nas máquinas.

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91

Figura 67- Tipos de fixação dos cilindros nas máquinas.

5.6. Amortecimento de Fim de Curso

Na figura 68 está representado também um sistema de amortecimento que evita o

impacto entre o êmbolo e a tampa. Esse sistema está melhor ilustrado na figura 68

abaixo.

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92

Figura 68 - Sistema de amortecimento do cilindro.

Essencialmente, ao chegar próximo do final do curso a haste (1) obstrui o canal principal

de saída do ar que é obrigado a passar pelo estrangulamento (2) amortecendo assim o

movimento do êmbolo. No sentido oposto, o ar passa pela válvula de retenção (3)

exercendo pressão sobre toda a área do êmbolo e movendo-o.

5.7. Dimensionamento e Características de um Cilindro Pneumático

A seguir são resolvidos alguns exercícios ilustrando o dimensionamento de um cilindro

pneumático.

5.7.1. Exercícios

Exercício 01
Considerando o cilindro de dupla ação mostrado na figura 69 e dado as informações

abaixo, calcule a força exercida pelo cilindro nos dois sentidos e a vazão V0 en condições

normais.

Figura 69 - Cilindro de dupla ação.


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93

Diâmetro do êmbolo d1: 63 mm

Diâmetro da haste d2: 20 mm

Curso h: 500 mm

Volume adicional VT: 30 cm3

Pressão de trabalho p1: 6 bar

Número de cursos n: 20/min

TemperaturaT1: 30ºC

Solução: Pa=6+1= 7 bar

( )

Força de avanço: Fv=Pa*Ae-Patm*AH  PaPe*Ae=60(N/cm2)*31,2cm2=1872

Força de retorno: FR=Pa*AH -Patm*Ae  PaPe*AH=60(N/cm2)*28 cm2=1680

Volume de ar no avanço: Vv= Ae*h+VT, onde VT é o volume adicional ou morto, ou

seja, a soma dos volumes de pequenos espaços dentro do atuador além do cilindro.

Deve ser considerado no avanço e no retorno. Assim:

Vv= (Ae*h+VT)*n=(1590 cm3/ciclo)*20=31800 cm3/min=31,8 l/min

No retorno: VR= (AH*h+VT)*n=(1400 cm3/ciclo)*20=28000 cm3/min=28 l/min

Portanto o consumo de ar total à 7bar e 30ºC é Vtotal=31,8+28=59,8 l/min

Á 1 bar e 20°C:

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94

Exercício 02
Considere o cilindro de dupla ação mostrado na figura 70 e dado as informações abaixo.

Figura 70 - Cilindro de dupla ação.

Diâmetro do êmbolo d1 63 mm

Diâmetro da haste d2 20 mm

Pressão de trabalho pe 6 bar (relativa)

Curso h 500 mm

Esse cilindro deve elevar verticalmente uma massa de 48 Kg por um curso de 1m,

imprimindo uma aceleração de 10m/s2. Qual o diâmetro de êmbolo necessário, com uma

pressão relativa máxima de trabalho de 5 bar (50 N/cm2) supondo um rendimento de 0,9?

Solução:

Força total no êmbolo: FV = FG + FA

Força da gravidade: FG = m*g = (48 Kg)*(0,81 m/s2) = 470 N

Força de aceleração: FA = m*a = (48 Kg)*(10m/s2) = 480 N

Força teórica sem atrito: FV1 = 950 N

A força efetiva vale: 

A área e diâmetro do êmbolo valem:

√ 

mas o diâmetro mais próximo no catálogo é 63mm.


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95

5.7.2. Flambagem nos cilindros

Outro ponto importante a se considerar no dimensionamento dos cilindros é a questão da


flambagem da haste que é crítica para grandes cursos. A força crítica de flambagem (Fcrit)
é dada pela equação:

onde E é o módulo de elasticidade, J o momento de inércia da haste, d o diâmetro da

haste, C um coeficiente de segurança (2,5 a 5). Sk é o comprimento total livre definido na

figura 71 para diferentes montagens do pistão, e L é o comprimento real submetido a

flambagem. Os fabricantes fornecem gráficos da carga crítica (em termos de pressão) em

função do curso, e diâmetro do cilindro.

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96

Figura 71 - Condições de flambagem no cilindro.

6. Outros Dispositivos Pneumáticos

6.1. Mesa Pneumática

A figura 72 ilustra uma mesa pneumática ou “almofada de ar”. Essencialmente, consiste

numa chapa de metal com dutos no seu interior que direcionam o fluxo de ar para a

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97

região de contato entre a chapa e o solo. Muito útil para reduzir o atrito no transporte de

altas cargas sendo também muito utilizada em máquinas de precisão (mesas de medição).

Figura 72 - Mesa pneumática.

6.2. Pinça Pneumática

A figura 73 ilustra um dispositivo que atua como uma pinça em máquinas ferramentas

para prender a ferramenta de usinagem. Trata-se essencialmente de um pistão de simples

ação. Permite a fixação rápida e com grandes forças da ferramenta.

Figura 73 - Pinça pneumática.

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98

7. Válvulas Pneumáticas
As válvulas comandam e influenciam o fluxo de ar comprimido. Existem quatro tipos de

válvulas:

Válvulas Direcionais: comandam a partida, parada e sentido de movimento do atuador;

Válvulas de Bloqueio: bloqueiam o fluxo de ar preferencialmente num sentido e o


liberam

no sentido oposto;

Válvulas de Fluxo: influenciam a vazão de ar comprimido;

Válvulas de Pressao: influenciam a pressão do ar comprimido ou são comandadas pela

pressão.

A figura 74 ilustra um esquema envolvendo um cilindro, uma válvula de fluxo e uma


válvula

direcional.

Figura 74 - Esquema de um cilindro com válvulas.

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99

As válvulas são representadas por símbolos gráficos. A figura 75 ilustra como o símbolo

é usado para representar a comutação de uma válvula direcional. O símbolo é formado

por dois “quadrados”, cada um representando uma posição da válvula. Assim na posição

de “retorno” a câmara do pistão está ligada na atmosfera enquanto que na posição de

avanço a rede está alimentando o pistão.

Figura 75 - Simbologia de comutação da válvula.

Essa válvula possui duas posições de comutação e 3 conexões, sendo por isso, chamada

válvula 3/2 vias. Assim a nomenclatura das válvulas obedece à seguinte regra:

uma válvula m/n vias significa que é uma válvula que possui m conexões e n posições e

comutação. A tabela 76 ilustra diversos tipos de válvulas direcionais.

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100

Tabela 76 - Tipos de válvulas direcionais.

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101

Diferentes configurações mecânicas de válvulas podem ser representadas por um símbolo

se possuírem a mesma função.

A tabela 77 indica a notação para se denominar as conexões das válvulas.

Tabela 77 - Denominação das conexões das válvulas.

7.1. Válvulas Direcionais

7.1.1. Princípio de Funcionamento


A figura 78 ilustra o funcionamento de uma válvula 3/2 vias acionada por botão e com

retorno por mola, mostrando a sua posição de repouso e a posição acionada.

Figura 78 – Funcionamento de uma válvula 3/2 vias acionada por botão e com
retorno por mola.

7.1.2. Acionamento das Válvulas Direcionais


As válvulas direcionais podem ser acionadas de forma manual, mecânica, pneumática e

elétrica como mostrado na figura abaixo.

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102

Figura 79 - Tipos de acionamento manual, mecânico, pneumático e elétrico.

As válvulas com acionamento elétrico são usadas em eletropneumática.

7.1.3 Execução Construtiva das Válvulas

Existem dois tipos de execução construtiva de válvulas: válvulas de assento e válvulas de

êmbolo deslizante.

7.1.3.1. Válvulas de assento

A execução em assento é ilustrada na figura 80.

Figura 80 - Execução em assento.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 102


103

Entre as características da execução em assento temos:

Estanqueidade perfeita;

Requerem elevadas forças de acionamento devido ao diâmetro do seu

êmbolo;

Comutam rapidamente com curso reduzido;

Insensíveis à impureza;

Comutam de modo brusco (devido à variação brusca de área do êmbolo).

7.1.3.2. Válvulas de êmbolo deslizante

A execução em êmbolo é ilustrada na figura 81.

Figura 81 - Execução em êmbolo.

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104

Entre as características da execução em êmbolo temos:

Construção simples e pequeno volume construtivo;

Estanqueidade condicional (depende da pressão);

Requer pequena força de acionamento devido ao diâmetro do seu êmbolo;

Curso de comutação longo;

Sensíveis à impureza;

7.1.4. Exaustão Cruzada

Ocorre quando há comunicação simultânea entre todas as conexões durante a comutação

por apenas alguns segundos. Isto provoca escape de ar que não é usado no trabalho. A

figura 82 ilustra uma válvula 3/2 vias com execução de assento que apresenta exaustão

cruzada.

Figura 82 - Válvula 3/2 vias com exaustão cruzada. A parte escura representa ar.

A forma de evitar isso é alterando o mecanismo da válvula. A figura 83 ilustra uma

válvula 3/2 vias que não apresenta exaustão cruzada.

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105

Figura 83 - Válvula 3/2 vias sem exaustão cruzada. A parte escura representa ar.

7.1.5. Tipos de Válvulas Direcionais

As válvulas pneumáticas podem ser pré-operadas pneumaticamente. Nesse caso, o

impulso de comando não é efetuado sobre a válvula principal, mas sobre uma válvula de

pilotagem adicional, que por sua vez aciona a válvula principal através da pressão do ar.

Com isso se reduz a força de acionamento necessária. É usada em válvulas de assento que

requerem elevadas forças de acionamento ou em válvulas de comando eletromagnético,

para poder utilizar pilotos elétricos de pequenas dimensões. Os tempos de comutação são

mais longos e necessitam uma fonte de pressão. A figura 84 ilustra esse tipo de válvula

na execução de assento e sua representação no circuito pneumático.

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106

Figura 84 - Válvula 3/2 vias com acionamento pneumático e exemplo de circuito. A


parte escura representa ar.

A figura 85 ilustra um outro tipo de válvula acioanada pneumaticamente chamada “bi-

estável” que trabalha segundo o princípio de assento flutuante. Esta válvula é comutada

alternadamente por impulsos, mantendo a posição de comando até receber um novo

impulso (bi-estável). O pistão de comando se desloca no sistema de corrediça.

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107

Figura 85 - Válvula 5/2 vias bi-estável e exemplo de circuito. A parte escura


representa ar.

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108

Esse tipo de válvula é muito utilizado em pneumática. A figura 85 também ilustra o uso

dessa válvula no circuito pneumático.

A figura 86 ilustra uma válvula direcional 3/2 vias servo-comandada.

Consiste num sistema mecânico que aciona um sistema pneumático que aciona a válvula

principal. A força para acionamento do sistema mecânico está em torno de 1,8N.

Figura 86 - Válvula 3/2 vias servo-comandada.


Acionando-se a alavanca do rolete abre-se a válvula de servo-comando. O ar comprimido

flui para a membrana e movimenta o prato da válvula principal para baixo.

A comutação da válvula se efetua em duas etapas. Primeiro, fecha-se a passagem de A

para R, depois abre-se a passagem de P para A. O retorno efetua-se ao soltar a alavanca

do rolete. Isto provoca o fechamento da passagem do ar para a membrana e posterior

exaustão. A figura 87 ilustra uma válvula 3/2 vias servo-comandada acionada por botão.

Figura 87- Válvula 3/2 vias servo-comandada acionada por botão.

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109

A figura 88 ilustra uma válvula 5/2 vias de êmbolo deslizante acionada pneumaticamente.

Figura 88 – Válvula 5/2 vias de êmbolo acionada pneumaticamente.

A figura 89 ilustra duas válvulas 3/2 vias acionadas por solenóide (acionamento

eletromagnético) que são usadas em eletropneumática.

Figura 89 - Válvulas 3/2 vias acionadas por solenóide.

7.1.6. Especificação das Válvulas Direcionais

As válvulas são especificadas mediante o valor nominal de vazão de ar (QN). O valor de


QN é um valor de aferição para pressão de 6 bar, relacionado com uma queda de pressão
de 1 bar na válvula e uma temperatura de 20°C e está especificado no catálogo do
fabricante. A vazão da válvula nas condições de operação deve ser calculada usando-se
gráficos fornecidos pelos fabricantes. Além da vazão nominal deve-se especificar o
tamanho das conexões.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 109


110

7.2.Válvulas de Bloqueio

7.2.1. Válvula de Retenção

Essas válvulas permitem o fluxo livre num sentido e bloqueiam completamente o fluxo

no sentido oposto. São construídas na execução de assento com mola como mostrado na

figura 90 São muito usadas em conjunto com uma válvula de fluxo para ajustar a

velocidade dos atuadores pneumáticos (ver adiante).

Figura 90 - Válvula de retenção.

7.2.2. Válvula Alternadora (“OU”)


A figura 91 ilustra esse tipo de válvula (e seu símbolo) que é equivalente ao elemento

lógico "OU" da eletrônica digital. Ela somente fornece sinal de saída quando pelo menso

tiver um sinal de pressão numa conexão de entrada. É usada quando se deseja acionar o

atuador pneumático por dois tipos de válvulas como mostrado na figura 91.

Figura 91 - Válvula alternadora e exemplo de circuito.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 110


111

7.2.3. Válvula de Duas Pressões (“E”)

A figura 92 ilustra esse tipo de válvula (e seu símbolo) que é equivalente ao elemento

lógico "E" da eletrônica digital. Somente fornece saída em A quando existirem dois sinais

de entrada Px e Py simultâneos e de mesmo valor. Existindo diferença de tempo nos sinais

de entrada Px e Py, o sinal atrasado vai para saída. Quando há diferença de pressão dos

sinais de entrada, a pressão maior fecha um lado da válvula e a pressão menor vai para a

saída A. É muito usada em comandos de segurança quando se deseja que o atuador seja

acionado somente quando duas válvulas são pressionadas simultaneamente como

mostrado no circuito da figura 92.

Figura 92 - Válvula de duas pressões.

7.2.4. Válvula de Escape Rápido

A figura 93 ilustra esse tipo de válvula e seu símbolo. Através dessa válvula é possível

exaurir grandes volumes de ar comprimido aumentando a velocidade dos cilindros.

Quando há pressão em P o elemento de vedação adere ao assento do escape e o ar atinge

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 111


112

a saída para o atuador. Quando a pressão em P deixa de existir, o ar que agora retorna

pela conexão A, movimenta o elemento de vedação contra a conexão P e provoca o seu

bloqueio (ver figura 93). Dessa forma o ar pode escapar por R rapidamente para a

atmosfera, evitando que o ar passe por uma canalização longa e de diâmetro pequeno que

reduze o seu fluxo. Essa válvula é colocada diretamente na saída do cilindro como

mostrado na figura 93.

Figura 93 - Válvula de escape rápido.

7.3. Válvulas de Fluxo

Essas válvulas reduzem a seção de passagem para modificar a vazão do ar comprimido e

assim controlar a velocidade dos atuadores. Para uma dada seção de passagem a vazão

depende somente da diferença de pressão entre as duas extremidades da seção. A figura

94 ilustra os diferentes tipos de seção de passagem e seus símbolos.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 112


113

Figura 94 - Seções de passagem.

7.3.1. Válvula Reguladora Unidirecional

Trata-se da combinação em paralelo de uma válvula estranguladora variável e uma

válvula de retenção. É usada quando se deseja regular o fluxo num único sentido. A

figura 95 ilustra essa válvula, seu símbolo e sua montagem no circuito pneumático.

Figura 95 - Válvula reguladora de fluxo unidirecional.

A figura 96 ilustra um detalhe de montagem dessa válvula no circuito do atuador. Na

montagem do circuito da esquerda somente um lado do pistão está submetido à pressão

do ar, assim se ocorrer uma aplicação de carga brusca na haste do pistão (tração ou

compressão) o mesmo irá se mover (a válvula de retenção permite o fluxo fácil de ar), ou

seja, esse tipo de circuito não dá rigidez ao movimento da haste. Já no circuito da direita

ambos os lados do pistão estarão sob pressão, pois o estrangulamento impõe uma perda

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 113


114

de carga para a saída de ar do pistão. Assim esse circuito dá mais rigidez ao movimento

do pistão que não fica sujeito à oscilações devido a variações da carga.

Figura 96 - Diferentes montagens da válvula reguladora no circuito pneumático.

7.3.2. Válvulas de Fechamento

São essencialmente "torneiras" pneumáticas que bloqueiam manualmente o fluxo de ar. A

figura 97 ilustra esse tipo de válvula cuja construção é similar a torneira hidráulica

doméstica.

Figura 97 - Válvula de fechamento.

7.4. Válvulas de Pressão

7.4.1 Válvula Regulador de Pressão

Essa válvula é usada para limitar a pressão que alimenta um equipamento pneumático já
tendo sido explicada no ítem 5.6.2.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 114


115

7.4.2 Válvula Limitadora de Pressão

São utilizadas como válvulas de segurança ou alívio contra sobre pressões. A figura 98

ilustra esse tipo de válvula. No momento em que um valor de pressão pré-estabelecido é

superado, abre-se uma passagem no interior da válvula contra a pressão de uma mola e o

ar comprimido é exaurido para atmosfera.

Figura 92 - Válvula limitadora de pressão.

7.4.3 Conversores pneumático-elétrico ou pressostatos

Serve para transformar um sinal de entrada pneumático num sinal de saída elétrico. Em

geral a pressão age sobre um êmbolo (ou membrana) que se desloca efetuando o contato.

A regulagem da pressão em que o contato ocorre é feita regulando-se a distância entre

que o êmbolo deve mover para realizar o contato. A figura 93 ilustra um pressostato de

calibragem fixa e um variável.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 115


116

Figura 93 - Pressostatos de calibragem fixa e variável.

7.5. Regulagem dos compressores

Para combinar o volume de fornecimento com o consumo de ar é necessária uma

regulagem dos compressores. Em geral os sistemas de regulagem envolvem o uso de

válvulas pneumáticas como mostrado adiante. Dois valores limites pré-estabelecidos de

pressão máxima/mínima influenciam o volume de ar fornecido. Existem três tipos de

regulagem descritos a seguir.

7.5.1. Regulagem de marcha vazio

Regulagem por descarga

Quando alcançada a pressão regulada, o ar escapa livre da saída do compressor através de

uma válvula limitadora de pressão como mostrado na figura 94. Uma válvula de retenção

evita que o reservatório se esvazie ou retorne para o compressor.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 116


117

Figura 94 - Regulagem por descarga.


Regulagem por fechamento
Nesta regulagem se fecha o lado da sucção como mostrado na figura 95. O compressor
não pode mais aspirar e funciona em vazio. Esta regulagem é encontrada em
compressores rotativos e de êmbolo.

Figura 95 - Regulagem por fechamento.


Regulagem por garras
É empregada em compressores de êmbolo. Mediante garras, mantém-se aberta a válvula
de sucção, evitando que o compressor continue comprimindo como mostrado na figura
96.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 117


118

Figura 97 - Regulagem por garras.

7.5.2. Regulagem de carga parcial

Regulagem na rotação

Ajusta-se o regulador de rotação do motor que aciona o compressor. A regulagem pode

ser manual ou automática dependendo da pressão de trabalho.

Regulagem por estrangulamento

É encontrado em compressores rotativos e em turbo-compressores. A regulagem é feita

estrangulando-se o funil de sucção do compressor.

7.5.3 Regulagem intermitente

Ao alcançar a pressão máxima, o motor que aciona o compressor é desligado, e quando a

pressão atinge um valor mínimo, o motor liga novamente e o compressor volta a

trabalhar. A ação de ligar e desligar é comandada por um interruptor pneumático

chamado pressostato, como mostrado na figura 98.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 118


119

Figura 98 - Regulagem intermitente.


.
A freqüência de comutações pode ser regulada no pressostato e para que os períodos de

comando possam ser limitados a uma medida aceitável, é necessário um grande

reservatório de ar comprimido.

8. Temporizadores Pneumáticos

Servem para criar um retardo no envio ou na recepção de um sinal de comando. A figura

99 ilustra um temporizador que retarda a emissão do sinal e sua simbologia. A aplicação

do sinal em X, provoca após um tempo de retardo, o aparecimento de um sinal de saída

em A. A temporização é obtida através de um progressivo aumento da pressão no

pequeno reservatório provocado pela entrada do sinal X que por sua vez passa através de

um estrangulamento regulável. Após um tempo t a pressão é suficiente paa comandar o

êmbolo da válvula 3/2 vias. Interligando as conexões P com A. Ao cessar o sinal em X, o

ar do reservatório sai pela membrana de retenção do estrangulmento. O gráfico da figura

99 também ilustra os sinais em X e A em função do tempo.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 119


120

Figura 99 - Válvula temporizadora que retarda a emissão do sinal.

A figura 100 ilustra uma válvula temporizadora que retarda a interrupção do sinal e sua

simbologia. O princípio de funcionamento é análogo à válvula anterior. O gráfico da

mesma figura ilustra os sinais em X e A em função do tempo.

Figura 100 - Válvula temporizadora que retarda a interrupção do sinal.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 120


121

9. Amplificadores Pneumáticos

Os sinais de pressão gerados por alguns dispositivos pneumáticos como os sensores como

será visto adiante são muito pequenos, da ordem de até mbar. Assim os amplificadores

são usados para amplificar o sinal pneumático.

9.1 Amplificador de Pressão Mono estágio

São usados para pressões de comando de 0,1 a 0,5 bar. A figura 101 ilustra esse tipo de

amplificador. Inicialmente P está bloqueado e A está em exaustão. Recebendo o sinal X,

o diafragma é atuado erguendo o pistão de comando e abrindo a passagem de P para A. P

está conectado à pressão normal de até 8 bar. O sinal de A é usado para o comando de

elementos que trabalham com média pressão. Eliminando o sinal em X, o pistão de

comando fecha a passagem de P para A que retorna para exaustão. A amplificação de

pressão é dada pela razão PA/PX. O ganho desse amplificador pode chegar até 10 vezes.

Figura 101 - Amplificador de Pressão Mono estágio.

9.2 Amplificador de Pressão de Duplo Estágio

Quando for necessário ganhos maiores de amplificação são usados os amplificadores de

duplo estágio que permitem atingir amplificações de até 12.000 vezes. A figura 102

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 121


122

ilustra esse tipo de amplificador. Na posição de repouso a válvula 3/2 vias está fechada de

P para A. Na entrada PX existe uma alimentação contínua de ar (0,1 a 0,2 bar) que escapa

pela saída RX para a atmosfera (consumo contínuo de ar).

Existindo um sinal de comando em X a membrana fecha a passagem de ar de P X para RX.

A pressão PX aciona a membrana de comando do amplificador que move o êmbolo de

comando comunicando P com A e fechando R. Eliminando a pressão em X a mola

retorna a membrana e portanto o êmbolo de comando que fecha a passagem de P para A

voltando ao estado inicial.

Figura 102 - Amplificador de pressão de duplo estágio.

10.Circuitos Pneumáticos

Os circuitos pneumáticos são compostos de válvulas pneumáticas e são responsáveis por

comandar os atuadores pneumáticos. Como já comentado na introdução, os circuitos

pneumáticos são equivalentes a circuitos eletrônicos digitais, uma vez que cada atuador

possui apenas duas posições (0 ou 1).

Um circuito pneumático deve ser representado por símbolos. A figura 103 ilustra a

montagem real de um circuito pneumático que controla um pistão de dupla ação e ao lado

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 122


123

a sua representação simbólica. Note que a posição das válvulas acionadas por rolete (1.2

e 1.3) são representadas apenas por pequenos traços na posição em que elas devem ser

montadas juntamente com o número da válvula.

Figura 103 - Circuito real e sua representação simbólica.

O circuito é iniciado ao se pressionar a válvula 1.4 . A válvula bi-estável 1.1 comuta e

move o pistão. Ao final do curso a haste pisa na válvula 1.3 que comuta novamente a

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 123


124

válvula 1.1 retornando o pistão. Se a válvula 1.4 for mantida pressionada o pistão fica

indo e voltando até que o botão 1.4 seja liberado.

A figura 104 ilustra um circuito pneumático para o acionamento de motores pneumáticos.

Figura 104 - Circuito para motores pneumáticos.

Num circuito penumático encontramos os seguintes elementos:

Elementos de trabalho: cilindros e motores pneumáticos

Elementos de comando e de sinais: válvulas direcionais 4/2 vias, 3/2 vias, etc.

Elementos de alimentação: unidade de tratamento, válvulas de fechamento e de

segurança.

A figura 105 ilustra como esses elementos devem ser numerados.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 124


125

Figura 105 - numeração dos elementos pneumáticos no circuito.

Os elementos de trabalho são numerados como 1.0, 2.0, etc.. Para as válvulas, o primeiro

número está relacionado a qual elemento de trabalho elas influem. Para as válvulas de

comando, que acionam diretamente o pistão, o número a direita do ponto é 1. Para as

válvulas de sinais o número a direita do ponto é par (maior do que zero) se a válvula é

responsável pelo avanço do elemento de trabalho e ímpar (maior do que 1) se a válvula

válvula é responsável pelo retorno do elemento de trabalho. Para os elementos de

regulagem (válvulas de fluxo) o número a direita do ponto é o número "0" seguido de um

número par (maior do que zero) se a válvula afeta o avanço e ímpar (maior do que 1) se a

válvula afeta o retorno do elemento de trabalho.

Para os elementos de alimentação o primeiro número é "0" e o número depois do ponto

corresponde à seqüência com que eles aparecem. A figura 106 ilustra como fica a

numeração completa de um circuito pneumático.

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126

Figura 106 - Numeração de um circuito pneumático.

10.1. Seqüência de Movimento dos Pistões

O circuito pneumático é projetado mediante a seqüência de acionamento dos pistões que

podem ser especificadas na forma de gráficos trajeto-passo, gráficos trajeto tempo, ou

letras com os sinais + (avançar) ou - (retornar) como mostrado na figura 107.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 126


127

Figura 107 - Diagramas de trajeto-tempo (esquerda) e trajeto-passo (direita).

Pode-se representar o acionamento das válvulas através do diagrama de comandos como

mostrado na figura 108.

Figura 108 - Diagrama de comandos.

Para o projeto do circuito pneumático é importante identificar se a seqüência é direta ou

indireta. Para isso dividimos a seqüência ao meio como mostrado abaixo. Se as letras

estiverem na mesma ordem da seqüência trata-se de uma seqüência direta, caso contrário

é um seqüência indireta. Abaixo temos vários exemplos de seqüências diretas e indiretas.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 127


128

Em seqüências que apresentam movimento simultâneo de dois ou mais cilindros, pode-se

inverter a ordem dos cilindros dentro dos parênteses sem alterar a seqüência original.

Desta forma, seqüências que aparentemente são indiretas podem ser constituídas em

seqüências diretas como mostrado abaixo.

10.2 Métodos de Projeto de Circuitos Pneumáticos

Serão descritos adiante dois métodos para o projeto de um circuito pneumático: método

intuitivo e métdo passo-a-passo. Se a seqüência de acionamento for direta podemos usar

o método intuitivo, caso contrário (seqüência indireta) devemos usar o método passo-a-

passo para evitar o problema de sobreposição de sinais que será descrito adiante.

10.2.1 Método Intuitivo

Considere o projeto de um circuito pneumático que execute a seqüência direta A+B+A-

B-. A seguir descrevemos as etapas para o projeto desse circuito usando o método

intuitivo.

1. Etapa: desenhar os elementos de trabalho

2. Etapa: desenhar as válvulas de comando principal

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 128


129

3. Etapa: desenhar os elementos de sinal

4. Etapa: desenhar todas as linhas de trabalho, pilotagem, alimentação de ar e


exaustão

5. Etapa: de acordo com os passos da seqüência de movimento, desenhar os acionadores

dos elementos de sinal e representar a posição de cada uma das válvulas piloto entre os

cilindros.

1º passo: acionando um botão de partida, deverá ocorrer o avanço do cilindro A, que é o

primeiro passo da seqüência de movimentos.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 129


130

2º passo: quando o cilindro A alcançar o final do curso de avanço, acionará o rolete de

outro elemento de sinal cuja função é pilotar o avanço do cilindro B, que é o segundo

passo da seqüência de movimentos

3º passo: quando o cilindro B alcançar o final do curso de avanço, será acionado o rolete

de outro elemento de sinal cuja função é pilotar o retorno do cilindro A, que é o terceiro

passo da seqüência de movimentos.

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131

4º passo: quando o cilindro A alcançar o final do curso de retorno, acionará o rolete de

outro elemento de sinal cuja função é pilotar o retorno do cilindro B, que é o último passo

da seqüência de movimentos

5. Fim do ciclo: esquema final para A+B+A-B

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 131


132

O circuito final deve ser sempre representado na sua posição de partida. As válvulas que

estiverem "pisadas" devem ser representadas como na figura 109.

Figura 109 - Representação da válvula acionada.

A figura abaixo ilustra um circuito pneumático projetado usando o método intuitivo para

a seqüência indireta A+B+B-A-.

Esse circuito não funciona. Acionando-se a válvula 1.2, o cilindro A deveria avançar.

Entretanto, note que o cilindro B, parado na sua posição final traseira, mantém acionada a

válvula 1.3 pressurizando o piloto Y da válvula 1.1, o que evita que a válvula 1.2 dê a

partida no circuito. Outra sobreposição de sinais ocorre quando o cilindro B acionar a

válvula 2.3 que deve pilotar o retorno do cilindro B. No entanto, o cilindro A mantém

acionada a válvula 2.1 pressurizando o piloto Z da válvula de comando 2.1 e evitando

que a válvula 2.3 possa pilotar o retorno do cilindro B. Uma forma de contornar esse

problema nesse circuito é utilizar válvulas com roletes escamoteáveis como mostrado

abaixo.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 132


133

Essas válvulas são acionadas somente num sentido e não no outro como mostrado na

figura 110 Na representação de sua posição devemos desenhar uma seta indicando o

sentido de acionamento (ver figura 110).

Figura 110 - Válvula com rolete escamoteável.

A desvantagem da utilização desse tipo de válvula é que ela deve ser montada alguns

mílimetros antes do final (ou começo) do curso do cilindro, o que faz com que, por

alguns segundos, ocorra superposição dos movimentos dos dois cilindros, o que nem

sempre é desejável. Por exemplo, enquanto o pistão que executa uma prensagem não

parar o pistão que fixa a peça não pode se mover.

Uma outra solução seria usar válvulas temporizadoras como mostrado abaixo.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 133


134

Nesse caso a válvula introduz um atraso no acionamento das válvulas eliminando o

problema de sobreposição de sinais. No entanto essa é uma solução antieconômica, pois

as válvulas temporizadoras são mais caras do que válvulas 3/2 vias comuns. A solução é

usar o método apresentado a seguir.

10.2.2 Método Passo-a-Passo

Considere o projeto de um circuito pneumático que execute a seqüência direta A+B+B-

A-. A seguir descrevemos as etapas para o projeto desse circuito usando o método passo-

a-passo.

1. Etapa: dividir a seqüência de movimentos do circuito em grupos lembrando que cada

movimento (passo) da seqüência corresponde a um grupo. Em geral, teremos um número

par de grupos de alimentação de ar, com exceção das seqüências com movimentos

simultâneos que poderão apresentar um número ímpar de grupos.

2. Etapa: desenhar os elementos de trabalho do circuito ligados às suas respectivas

válvulas de comando de duplo piloto.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 134


135

3. Etapa: desenhar o comando passo a passo com tantos grupos de alimentação de ar

quantos forem encontrados na primeira etapa. O número de válvulas necessárias para

controlar as linhas de alimentação de ar é igual ao número de grupos encontrados na

divisão da seqüência. Para quatro grupos temos:

Pilotando-se a válvula 0.1 do lado esquerdo a linha 1 será pressurizada, e com isso a

válvula 0.4 será pilotada do lado direito descarregando a linha IV para a atmosfera. Uma

a uma as válvulas distribuidoras 0.1, 0.2, 0.3 e 0.4 serão pilotadas pelos elementos de

sinal de acordo com a ordem de acionamento dos elementos de sinal, pressurizando uma

linha de alimentação de ar de cada vez para que ocorra a seqüência de movimentos do

circuito. Por convenção, a última linha sempre deve esta pressurizada na partida do

circuito.

4. Etapa: ligar os pilotos das válvulas de comando dos cilindros às linhas de alimentação

de ar de acordo com os grupos determinados na divisão da seqüência de movimentos do

circuito.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 135


136

Assim, devemos ligar os pilotos de avanço dos cilindros A e B nas linhas I e II,

respectivamente, e os pilotos de retorno dos cilindros B e A nas linhas III e IV,

respectivamente.

5. Etapa: desenhar os elementos de sinal pilotando as válvulas do comando passo-apasso

de acordo com a seqüência de movimentos do circuito. Os elementos de sinal devem ser

acionados por rolete mecânico, com exceção daqueles que são responsáveis pela partida,

geralmente acionados por botão. Todos os elementos de sinal devem ser alimentados

pelas linhas referentes aos grupos do comando passo a passo, sendo que o ar da linha

atuante deverá ser usado para pilotar a linha posterior.

Para a seqüência em questão temos:

1º passo: mudança da alimentação de ar do grupo IV para o grupo I para que o cilindro A

avance (partida).

Acionando-se 1.2, ocorre a mudança de alimentação de ar da linha IV para a linha I do

comando passo a passo e o cilindro A avança.

2º passo: mudança da alimentação de ar do grupo I para o grupo II para que o cilindro B

avance.

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137

Quando o cilindro A aciona a válvula 2.2, a alimentação da linha I muda para a linha II

do comando para que o cilindro B avance.

3º passo: mudança da alimentação de ar do grupo II para o grupo III para que o cilindro B

retorne

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 137


138

4º passo: mudança da alimentação de ar do grupo III para o grupo IV para que o cilindro

A retorne.

Fim do ciclo: quando o cilindro A alcança o final do curso de retorno, encerra-se a

seqüência do ciclo. Uma nova partida é obtida pressionando-se o botão 1.2

6. Etapa: eliminar as extremidades das linhas de alimentação de ar comprimido referentes

a todos os grupos do comando passo-a-passo.

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139

11. Exemplos de Aplicação de Pneumática

Vejamos alguns exemplos de aplicação de sistemas pneumáticos. A figura 111 ilustra

uma prensa de dobra e estampagem acionada por 4 cilindros. São colocadas chapas de

metal manualmente. O cilindro 1 fixa a chapa, os cilindros 2 e 3 dobram a chapa e o

cilindro 4 fura a chapa. A seqüência de acionamento dos cilindros e o circuito

pneumático que a controla são mostrados na figura 111.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 139


140

Figura 111 - Prensa de dobra e estampagem e seu circuito pneumático.

A figura 112 mostra um rebitador e a seqüência de acionamento dos pistões. As peças são

introduzidas manualmente no dispositivo. O cilindro A fixa a peça e ambos os cilindros B

introduzem os rebites, mantendo-os fixos. O cilindro 3 remacha as extremidades dos

rebites. As peças prontas são extraídas manualmente. O circuito pneumático que controla

o movimento também é mostrado.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 140


141

Figura 112 - Rebitador e seu circuito pneumático.

A figura 113 mostra um dispositivo para a montagem de rolamentos e a seqüência de

acionamento dos cilindros. Após a montagem das peças os rolamentos são fixados por

um cilindro A. O cilindro B aciona uma bomba que introduz a graxa no rolamento. O

número de bombeamentos é regulável, pois podem haver rolamentos de diversas

medidas.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 141


142

Figura 113 - Dispositivo de montagem de rolamentos e seu circuito pneumático.

A figura 114 mostra um dispositivo de injeção para a decoração de bolos e a seqüência de

acionamento dos cilindros. O bolo deve ser recoberto de chocolate. O sistema de injeção

é aberto pelo cilindro A. Simultaneamente se realiza o avanço dos cilindros B e C. O

cilindro B avança lentamente a forma do bolo, enquanto que o cilindro C guia a pistola de

injeção com movimentos oscilantes transversalmente ao curso longitudinal. Quando o

cilindro B alcança a posição final o cilindro A fecha o sistema de injeção de chocolate e

os cilindros B e C retornam a sua posição inicial.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 142


143

Figura 114 - Dispositivo de injeção para decoração de bolos e seu circuito


penumático.

12. Eletropneumática

Em eletropneumática o comando é executado por um circuito elétrico do tipo Controlador

Lógico Programável (CLP) ou através de um microcomputador. Utiliza válvulas

pneumáticas direcionais atuadas por solenóides apenas para comandar diretamente os

pistões. Na verdade o solenóide aciona um sistema pneumático que aciona a válvula. Os

componentes (válvulas) que realizam o controle são substituídos por relés, comutadores

de potência, interruptores, pressostatos e sensores elétricos. É recomendada para

ambientes em que não há risco de explosão.

A figura 115 ilustra alguns elementos básicos de eletropneumática e seus símbolos. O

botão fechador está normalmente aberto enquanto que o abridor está normalmente

fechado. O comutador abre e fecha contatos ao mesmo tempo.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 143


144

Figura 115 - Botões fechador, abridor e comutador.

Outro elemento muito usado é o relé. O relé consiste num elemento de comutação

acionado eletromagneticamente como mostrado na figura 116. Note na figura que un relé

pode ligar e desligar vários circuitos, pois podem existir várias chaves que são atuadas

(mecanicamente) pela sua bobina.

Figura 116 - Relé.

A figura 117 ilustra um circuito eletropneumático simples em que o interruptor S1 aciona

o solenóide Y1 da válvula do pistão. Note o símbolo do solenóide da válvula. Os pólos +

e - representam os pólos da rede elétrica.

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 144


145

Figura 117 - Circuito eletropneumático simples.

No entanto, devido às altas correntes que são em geral necessárias para acionar a válvula

o circuito de acionamento é separado do circuito de controle. Assim o interruptor S1

acionaria um relé de baixa corrente K1 que acionaria o solenóide Y1 como mostrado na

figura 118.

Figura 118 - Circuito de controle e de potência.

A figura 119 ilustra um circuito eletropneumático que comanda um cilindro de dupla

ação acionada por uma válvula 5/2 vias. K1 e K2 são relés e Y1 e Y2 os solenóides das

bobinas. Note que agora temos apenas interruptores elétricos (S1, S2 e S3).

ELISEUAVELINO ZANELLA JUNIOR - 2014 Página 145


146

Figura 119 - Circuito eletropneumático.

A figura 120 ilustra dois circuitos em que o relé se mantém ligado ao ser acionado

somente desligando quando acionado o botão desliga. Ao lado temos um exemplo de

aplicação. O circuito é chamado "ligar dominante" quando ao pressionar simultaneamente

os botões liga e desliga o circuito liga, e "desligar dominante" caso contrário.

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Figura 120 - Circuitos ligar e desligar dominante e exemplo de circuito.

O projeto dos circuitos eletropneumáticos segue o mesmo processo que os circuitos

pneumáticos, podendo se usar os dois métodos (intuitivo e passo-a-passo). A figura 121

ilustra um circuito eletropneumatico que executa a seqüência direta A+B+AB-, projetado

usando o método intuitivo. Aqui também há problemas com sobreposição de sinais e para

seqüências indiretas devemos usar o método passo-a-passo.

Figura 121 - Circuito eletropneumático que realiza a seqüência direta A+B+A-B-.


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No caso do método passo-a-passo cada evento do circuito será realizado pelo sub-circuito

ilustrado na figura 122.

Figura 122 - Subcircuito responsável por um evento da seqúência no método passo-


a-passo.

Assim, note que cada relé Ki se mantém ligado, arma o subcircuito do evento seguinte e

desarma o subcircuito do evento anterior. A figura 123 ilustra um circuito

eletropneumático que comanda a seqüência indireta A+B+C+C-A-B-.

Figura 123 - Circuito eletropneumático que comanda a seqüência A+B+C+C-A-B-.

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Note que, como no circuito pneumático o último subcircuito deve estar ligado para que o

circuito possa ser iniciado, por isso é necessário o botão de rearme mostrado.

13.Sensores Pneumáticos

São em geral sensores de presença (veja também a seção 9), podendo ser usado em

alguns casos para verificar dimensões de peças. Substituem os sensores elétricos de

presença em locais que há risco de explosão. Os sensores pneumáticos são baseados em 3

princípios básicos:

Princípio de reflexão;

Princípio de barreira de ar;

Princípio pressostático;

A figura 124 ilustra esses 3 princípios.

Figura 124- Princípios de reflexão (a), barreira de ar (b) e pressostático (c),


respectivamente.

13.1. Sensor de Reflexão

A figura 125 ilustra esse tipo de sensor e seu símbolo.

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Figura 125 - Sensor de reflexão e seu símbolo.

O jato de ar que sai do bocal em forma anular, na ausência de obstáculos, gera uma

pressão negativa no canal central pelo efeito "Venturi", ou seja, que a pressão do ar

escoando em alta velocidade é menor do que a pressão do ar em baixa velocidade.

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Aproximando-se um objeto, pela reflexão do ar, a pressão no canal central passa a ser

positiva. Se o objeto chegar a vedar o bocal a pressão no canal central será a mesma

pressão do canal anular graças a pequena comunicação lateral entre eles. Com uma

pressão de alimentação de 0,1 a 0,5 bar o sinal de saída situa-se entre 0,5 a 2 mbar, sendo

portanto necessário um amplificador. A curva característica que descreve o

comportamento anterior está ilustrada na figura 126.

Figura 126 - Curva característica do sensor pneumático.

A figura 127 ilustra curvas características mais detalhadas do sensor de reflexão não

somente variando a distância axial, mas também a distância radial.

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Figura 127 - Curvas características para a distância radial e axial.

A figura 128 ilustra a montagem desse sensor num circuito pneumático em que um

cilindro é acionado toda vez que o sensor detecta a presença de uma peça. Como o sensor

é alimentado com uma baixa pressão é necessário uma válvula redutora de pressão na

alimentação e uma amplificação na saída do sensor.

Figura 128 - Exemplo de circuito pneumático com o sensor.

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13.2. Barreira de ar

São compostas de um bico emissor e um bico receptor que permitem detectar a presença

de objetos entre eles como mostra a figura 129. No caso mais simples o bico receptor é

um elemento passivo, no entanto para diminuir a sensibilidade para evitar influências

externas, alimenta-se também o bico receptor. Esses sensores são em geral sensíveis à

interferências externas.

Figura 129 - Sensor barreira de ar com bico receptor passivo e alimentado e seus
respectivos símbolos.

A figura 130 ilustra o funcionamento de um sensor com o bico receptor alimentado.

Ambos os bicos emitem um jato de ar e portanto há um sinal de pressão em A. Quando

um objeto é colocado entre os bicos o sinal em A desaparece. O sensor é limentado com

uma pressão de 0,1 a 0,5 bar, sendo o sinal de saída gerado da ordem de 0,5mbar, sendo

portanto necessário um amplificador. As distâncias detectáveis estão em até 80mm.

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Figura 130 - Funcionamento do sensor.

A figura 131 ilustra uma montagem desse tipo de sensor chamada "garfo" e seu

respectivo símbolo. Nesse caso, o bico sensor e receptor são alojados no mesmo corpo.

Figura 131 - Montagem garfo.

São aplicados na detecção de peças finas, leitura de código de barra (no caso "rasgos"

numa chapa), etc…

A figura 132 ilustra um circuito pneumático simples que emprega esse tipo de sensor. No

caso um cilindro é acionado quando ocorre a detecção de uma peça. Como o sensor é

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alimentado com uma baixa pressão é necessário uma válvula redutora de pressão na

alimentação e uma amplificação na saída do sensor.

Figura 132 - Exemplo de circuito pneumático com o sensor.

13.3. Sensores e interruptores pressostáticos

O princípio é similar ao dos sensores anteriores, no entanto podem ser alimentado com

pressão normal e neste caso não necessitam de amplificação posterior.

Bico pressostático

A figura 133 ilustra esse tipo de sensor e seu símbolo.

Figura 133 - Sensor tipo bico pressostático.

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Pelo efeito do fluxo de ar que sai livremente do bico, cria-se uma pressão negativa no

canal decomando (efeito "Venturi"). Cobrindo-se parcialmente o canal de saída, gera um

incremento de comando que pode chegar à pressão de alimentação, caso a obstrução do

bico seja total. Com um projeto adequado e um estrangulamento na alimentação pode-se

utilizar a pressão normal tornando supérfluo o uso de amplificadores com um consumo

reduzido de ar.

Interruptor pressostático.

A figura 134 ilustra esse tipo de sensor e seu símbolo. O princípio é similar ao anterior,

no entanto agora, há uma válvula 3/2 vias que comuta quando o canal de comando é

obstruído.

Figura 134 - Interruptor pressostático.

A vantagem dos sistemas pressostáticos reside na utilização da pressão normal que

possibilita um sinal de comando de valor elevado, dispensando assim amplificadores e

válvulas redutoras de pressão.

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14. Bibliografia

1. Hasebrink, J.P, "Manual de Pneumática - Fundamentos", Vol.1 Parte 1, Rexroth -


Divisão Pneumática, Diadema, SP, Brasil, 1990.
2. Meixner, H. e Kobler, R., "Introdução à Pneumática", Livro Didático, FESTO
Didactic, São Paulo, SP, Brasil, 1977.
3. "Manutenção de Instalações e Equipamentos Pneumáticos", Livro Didático, FESTO
Didactic, São Paulo, SP, Brasil, 1977.
4. Moreira, I. S., "Técnicas de Comando Pneumático", SENAI-SP, São Paulo, SP,
Brasil, 1991.

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