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Universidade Federal de Campina Grande


Centro de Ciências e Tecnologia – CCT U
F
Unidade Acadêmica de Engenharia Química C
G
Disciplina: Laboratório de Química Analítica
Professora: Bianca Viana
ENGENHARIA QUÍMICA

PH E SOLUÇÃO TAMPÃO

Alunos:
Mateus Nícolas Araújo Azevedo – 117110023
Ravena Maria de Almeida Medeiros – 117110876
Rayanne Maiara de Aquino Diógenes – 117110337

Data de realização do experimento: 08/10/2018

Campina Grande - PB
22 de Outubro de 2018
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1. INTRODUÇÃO
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2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1. p – Funções

Os cientistas expressam a concentração de uma espécie em termos de


p-função ou p-valor, que é o logaritmo negativo (na base 10) da concentração
molar da espécie. Esses valores oferecem vantagem, pois permitem que as
concentrações, que variam de dez ou mais ordens de grandeza sejam expressas
em termos de números pequenos positivos. Para uma espécie X, o p-valor é
(SKOOG et al., 2008):
𝑝𝑋 = − log[𝑋] (Equação 2.1)

2.1.1. Potencial Hidrogeniônico

O potencial hidrogeniônico (pH) é uma p-função relacionada a


concentração de íons hidrogênio, enquanto a pOH está relacionada a
concentração dos íons hidroxila. A vantagem de utilizar esse método é que,
através dele, são reconhecidas todas as escalas de acidez e alcalinidade, pois
pode ser expresso em uma série de números positivos entre 0 e 14.
Uma solução neutra possui pH = 7, uma solução ácida possui pH < 7 e
uma básica possui um pH > 7. Uma definição alternativa de uma solução neutra,
aplicada a toda temperatura, é que as concentrações de íons hidrogênio e de
íons hidroxila são iguais. Nas soluções ácidas, a concentração de íons
hidrogênio excede a de íon hidroxila e, em contrapartida, nas soluções básicas,
a de íon hidroxila é maior. (VOGEL, 1989)

2.2. Constante do Produto Iônico da Água

As soluções aquosas contêm pequenas concentrações de íons hidrônio e


hidróxido como consequência da reação de dissociação.

2 𝐻2 𝑂 ↔ 𝐻3 𝑂+ + 𝑂𝐻 − (Reação 2.1)

Uma constante de equilíbrio pode ser definida a partir dessa reação:


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[𝐻3 𝑂 + ][𝑂𝐻 − ]
K= (Equação 2.2)
[𝐻2 𝑂]2

A concentração da água em soluções aquosas diluídas é enorme,


especialmente quando comparada com as concentrações dos íons hidrônio e
hidróxido. Assim, o termo [H2O]2 pode ser considerado constante, o que leva à
seguinte expressão:

𝐾[𝐻2 𝑂]2 = 𝐾𝑤 = [𝐻3 𝑂+ ][𝑂𝐻 − ] (Equação 2.3)

A constante Kw recebe um nome especial, o produto iônico da água. A 25


ºC a constante do produto iônico da água é 1,0 x 10-14. A partir da Equação 2.3,
pode-se estabelecer uma relação importante entre pH e pOH, como apresentado
a seguir (SKOOG et al., 2008):

− log 𝐾𝑤 = − log[𝐻3 𝑂 + ] − log[𝑂𝐻 − ]

𝑝𝐾𝑤 = 𝑝𝐻 + 𝑝𝑂𝐻

𝑝𝐻 + 𝑝𝑂𝐻 = 14 (Equação 2.4)

2.3. Solução Tampão

Ao ser adicionada uma substância de caráter básico ou ácido a uma


solução que tem certo pH, ou até mesmo diluir essa solução, verifica-se uma
mudança nesse pH. Assim, uma solução tampão tem como objetivo resistir a
essas mudanças no pH (SKOOG et al., 2008).
Um exemplo é a solução de ácido clorídrico (0,0001 mol.L -1) que tem um
pH aproximadamente igual a 4, na qual, observa-se uma mudança nesse valor
quando adicionada amônia (podendo até ser proveniente do ar). Sendo
necessário a utilização de um tampão para fazer a compensação desse pH
(VOGEL, 1989).
Soluções tampão normalmente são compostas por uma solução de um
ácido fraco (HA) com seu sal conjugado (A-), ou uma base fraca (MOH) e seu sal
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conjugado (M+). Ocorrendo uma reação de equilíbrio entre o ácido ou base com
seus sais conjugados (VOGEL, 1989).
Para um tampão de um ácido fraco, é dada a seguinte reação genérica:

𝐻𝐴 ↔ 𝐻 + + 𝐴− (Reação 2.2)

Já para o tampão de base fraca:

𝑀𝑂𝐻 ↔ 𝑀+ + 𝑂𝐻 − (Reação 2.3)

2.4. Cálculos de pH de Solução Tampão

Sabendo da relação de equilíbrio existente em uma solução de ácido fraco


e sua base conjugada, o nível de acidez pode variar, a depender da posição do
equilíbrio estabelecido, tomando como base a Reação 2.2, a solução tem caráter
básico se o sentido do equilíbrio está deslocado de modo a favorecer a formação
de A-, e ácido se favorecer a formação de HA (SKOOG et. al., 2008).
A constante de dissociação ácida (Ka) para a Reação 2.2 é dada por:

[𝐻 + ][ 𝐴− ]
𝐾𝑎 = (Equação 2.5)
[𝐻𝐴]

Reagrupando os termos da Equação 2.4, obtém-se:

[𝐻𝐴]𝐾𝑎
[𝐻 + ] = (Equação 2.6)
[ 𝐴− ]

Levando em consideração as concentrações analíticas do ácido (Ca) e do


sal (Cs) em solução, é sabido que a concentração de HA diminui à medida que
ele se dissocia, e esse decréscimo é dado pelos íons H+ dissociados, ou seja,
[HA] = Ca – [H+]. Já o sal é formado ao longo da reação, então sua concentração
analítica é acrescida dos íons H+ dissociados, ou seja, [A-] = Cs + [H+] (SKOOG
et. al., 2008).

Ca – [H+]
[𝐻 + ] = 𝐾𝑎 (Equação 2.7)
Cs + [H+]
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Entretanto, sabendo que se trata de um ácido fraco, a dissociação ocorre


em pequena escala de forma que a concentração de [H +], comparada as
concentrações analíticas do sal e do ácido, torna-se desprezível (VOGEL, 1989).
Assim, pode-se afirmar que:

[𝐻𝐴] ≈ Ca e [𝐴− ] ≈ Cs
Ca
[𝐻 + ] = 𝐾𝑎 (Equação 2.8)
Cs

Essa suposição não funciona bem para ácidos de Ka maiores que 10-3, ou
quando as concentrações do ácido e da base são muito pequenas (SKOOG et.
al., 2008).
A partir da Equação 2.7 é possível calcular o pH para um tampão de ácido
fraco. Para isso, é necessário tomar –log nos dois lados da equação, ficando:

𝐶𝑎
− log([𝐻 + ]) = − log (𝐶𝑠 𝐾𝑎 ) (Equação 2.9)
𝐶𝑎
𝑝𝐻 = 𝑝𝐾𝑎 − log (𝐶𝑠 ) (Equação 2.10)

Já para a Reação 2.3, observa-se que a constante de dissociação básica


(Kb) é dada por:
[𝑂𝐻 − ][ 𝑀+ ]
𝐾𝑏 = (Equação 2.11)
[𝑀𝑂𝐻]
𝐾𝑏 [𝑀𝑂𝐻]
[𝑂𝐻 − ] = (Equação 2.12)
[ 𝑀+ ]

𝐾
Sabendo que, 𝐾𝑤 = [𝑂𝐻 − ][𝐻 + ], então, [𝑂𝐻 − ] = 𝑤⁄[𝐻 + ], logo, a

Equação 2.11 ficará:


𝐾𝑤 𝐾 [𝑀𝑂𝐻]
⁄[𝐻 + ] = 𝑏[ 𝑀+] (Equação 2.13)

E a concentração hidrogeniônica será dada por:

𝐾𝑤 [ 𝑀+ ]
[𝐻 + ] = (Equação 2.14)
𝐾𝑏 [𝑀𝑂𝐻]
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Tendo o mesmo raciocínio que o tomado para o tampão ácido, pode-se


escrever:

𝐾𝑤 𝐶𝑠
[𝐻 + ] = (Equação 2.15)
𝐾𝑏 𝐶𝑏

E para encontrar o pH para um tampão de uma base fraca, deve


ser tomado o –log nos dois lados da Equação 2.14, então:

𝐾 𝐶𝑠
−𝑙𝑜𝑔([𝐻 + ]) = − log (𝐾𝑤 ) (Equação 2.16)
𝑏 𝐶𝑏

𝐶
𝑝𝐻 = 14 + log 𝐾𝑏 − log(𝐶 𝑠 ) (Equação 2.17)
𝑏

2.5. Propriedades da Solução Tampão

2.5.1. Efeito do Íon Comum

O efeito do íon comum é caracterizado pelo deslocamento do equilíbrio


químico de uma reação para o lado esquerdo, em virtude da adição de um íon já
existente no sistema.

Em uma solução saturada de cloreto de prata (AgCl), por exemplo, a


equação da dissociação iônica desse sal em meio aquoso é dada abaixo:

+ −
𝐴𝑔𝐶𝑙(𝑠) ↔ 𝐴𝑔(𝑎𝑞) + 𝐶𝑙(𝑎𝑞) (Equação 2.18)

Se adicionarmos a essa solução saturada uma solução aquosa de ácido


clorídrico (HCl), poderemos observar a formação de um precipitado de cloreto
de prata, pois, conforme dito, a solução estará saturada, portanto, já possuirá a
quantidade máxima de AgCl que pode ser dissolvida nesse volume de água e
em temperatura ambiente.

+ −
O mesmo podemos falar dos íons 𝐴𝑔(𝑎𝑞) e 𝐶𝑙(𝑎𝑞) eles possuíam as
maiores concentrações em mol/L possíveis.
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A dissociação do HCl em meio aquoso é dada pela equação a seguir:

+ −
𝐻𝐶𝑙(𝑎𝑞) ↔ 𝐻(𝑎𝑞) + 𝐶𝑙(𝑎𝑞) (Equação 2.19)

Observe que o íon cloreto (Cl-(aq)) é o íon comum ao equilíbrio. Desse


modo, quando se adiciona o HCl, aumenta-se a concentração de Cl-(aq). Segundo
o princípio de Le Chatelier: “Qualquer perturbação causada num sistema em
equilíbrio (como a adição do íon comum), favorece o sentido que irá compensar
a modificação imposta”; isso significa que com a adição de íons cloreto, eles
ficarão em excesso no sistema, o que favorecerá o deslocamento do equilíbrio
para os entido de consumi-los, ou seja, no sentido da reação para a esquerda,
da reação inversa, ocorrendo a formação de precipitado AgCl(s).

É importante ressaltar que o efeito do íon comum só afeta o deslocamento


de uma reação em equilíbrio, mas não altera a constante de equilíbrio (Kc) desde
que a temperatura seja mantida constante, pois ela só é afetada por uma
mudança na temperatura.

Além disso, o pH da solução também pode ser alterado: como o equilíbrio


é deslocado para a esquerda, diminui-se o grau de ionização do ácido ou da
base.

Por exemplo, se adicionarmos acetato de sódio (NaCH3COO) numa


solução aquosa de ácido acético diluído (CH3COOH), o deslocamento do
equilíbrio será para a esquerda, pois o íon comum, no caso, é o íon acetato
(CH3COO-(aq)). Esses íons terão que ser consumidos, formando-se ácido não
ionizado. O efeito do íon comum explica importantes processos químicos e
físicos (FOGAÇA, 2014).

2.5.2. Efeito da Diluição

Para que o pH de uma solução tampão não sofra variações consideráveis,


a diluição das espécies envolvidas não deve ser tão grande ao ponto de diminuir
em grande escala as concentrações dos ácidos ou bases e seus sais conjugados
(SKOOG et. al., 2008).
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2.5.3. Efeito da Adição de Ácidos e Bases

Ao adicionar-se pequenas quantidades de ácidos ou bases fortes em


soluções tampões, percebe-se que as variações de pH são muito pequenas
(SKOOG et. al., 2008).
Como exemplo, dada uma solução tampão composta por NH3 (0,200 mol
L-1) em NH4Cl (0,300 mol L-1), onde são consideradas as seguintes reações:

𝑁𝐻4+ + 𝐻2 𝑂 ↔ 𝑁𝐻3 + 𝐻3 𝑂+ (Reação 2.4)


𝑁𝐻3 + 𝐻2 𝑂 ↔ 𝑁𝐻4+ + 𝑂𝐻 − (Reação 2.5)

Esse tampão possui pH = 9,07, mas, mediante a adição de 100 ml de


NaOH (0,0500 mol L-1) a 400 ml do tampão, ocorre uma conversão de parte do
NH4+ do tampão em NH3 (devido à semelhança do íon OH- com a base):

𝑁𝐻4+ + 𝑂𝐻 − ↔ 𝑁𝐻3 + 𝐻2 𝑂 (Reação 2.6)

Então, nota-se que, a concentração da base aumenta (efeito do íon


comum), e a concentração do sal diminui (efeito do íon estranho), fazendo com
que o pH da solução se altere para 9,11 (cálculos encontram-se no exemplo
9.13 de SKOOG et. al., 2008).
Sendo assim, a variação no pH é de:

∆𝑝𝐻 = 9,11 − 9,07 = 0,04


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3. METODOLOGIA
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4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Após preparar as soluções de NH4Cl e NH4OH e medir os respectivos


pHs com o pHmetro, anotou-se os dados na Tabela 1.

Tabela 1 – Valor do pH de cada solução estudada.

Solução H2O NH4OH NH4Cl


pH 7,63 9,97 6,82

Fonte: Autores.

Misturou-se a solução de NH4OH no béquer com água e aferiu-se o pH:

pH (NH4OH+H2O): 9,81

A solução de cloreto de amônio foi introduzida completamente na solução


anterior (H2O + NH4OH). Após a solução tampão pronta, mediu-se o pH:

pH (NH4OH+ NH4Cl +H2O): 9,40

Tabela 2 – Valores de pH após adição de ácido e de base forte à solução


tampão.

Solução tampão: pH = 9,40 V= 25 mL


Volume (mL) HCl (0,5 M) NaOH (0,5 M)
0,5 9,26 9,68
1,0 8,65 10,57

Fonte: Autores.

Tabela 3 – Valores de pH após adição de água à solução tampão.


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Solução tampão: pH = 9,40 V= 25 mL


Volume H2O (mL) pH
0,5 9,39
1,0 9,01
2,0 9,02
2,5 8,98
3,0 8,95
4,0 8,94
5,0 8,93
6,0 8,89
8,0 8,88
10,0 8,84
12,0 8,83
15,0 8,83
18,0 8,81
23,0 8,74
28,0 8,75
33,0 8,78
38,0 8,74
43,0 8,60
48,0 8,61
Volume H2O (mL) pH
53,0 8,53
58,0 8,51
63,0 8,57
70,0 8,54
77,0 8,44
84,0 8,90
90,0 8,66

Fonte: Autores.
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4.2 Discussões dos resultados

4.2.1 Preparação da solução tampão

O pH da solução tampão foi estabelecida:


pH = 9
Com os reagentes já definidos, calculou-se a massa necessária e
preparou-se as soluções de Cloreto de Amônio e de Hidróxido de Amônio, a
0,284 M e a 0,100 M, respectivamente.
Nas três soluções iniciais notou-se que, na alíquota de água, o pH = 7,63
demonstra seu caráter neutro (próximo a 7), ou seja, a equivalência entre a
concentração de íons hidrogênio e hidroxila. Na solução de NH4OH observa-se
o pH básico (9,97) em função dos íons hidroxila e na de NH 4Cl percebe-se um
pH ácido (6,82) devido à presença de íons de Cloro.
Após a mistura de NH4OH em água, a reação de dissociação é
observada em (1).

NH4OH (aq) ↔ NH4+ (aq) + OH- (aq) (1)

A nova solução manteve aproximadamente o pH da solução anterior de


NH4OH: pH = 9,81.
O sal cloreto de amônio em solução é dada pela equação (2). É
classificado com um sal ácido.
NH4Cl (aq) + H2O (l) ↔ HCl (aq) + NH4OH (l) (2)

Ao adicionar NH4Cl à solução diluída de NH4OH obteve-se a reação (3).

NH4OH (aq) + NH4Cl (aq) ↔ NH4+ (aq) + Cl- (aq) + NH3 (aq) + H2O (l) (3)

Desse modo obteve-se a solução tampão. Então, mediu-se o pH:

pH (Experimental - Solução Tampão) = 9,40

Obteve-se uma solução tampão básica.


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Calcula-se, portanto, o erro percentual em relação ao pH estabelecido.


𝐸% = 4,4 %
Nota-se um erro de 4,4 %, baixo e revela que o experimento foi realizado
corretamente. A diferença entre o valor estabelecido e o experimental se deve à
precisão dos equipamentos e pela integridade dos reagentes, já que o uso
constante em laboratório influi na perda de características dos produtos químicos
utilizados.

4.2.2. Efeito do Ácido, Base e água na capacidade tamponante

Para as adições de ácido clorídrico e hidróxido de sódio (ambos a 0,5


M), a solução tampão não manteve o pH após o acréscimo de 1 mL de base,
assim como 1 mL de ácido, ou seja, a capacidade tamponante da solução foi
rompida. Isso ocorre devido aos íons comuns que potencializam a variação do
potencial hidrogeniônico. O íon Cl- presente em HCl é comum aos íons em
NH4Cl, aumentando a concentração deste sal, do mesmo modo que OH - contido
em NaOH também constitui NH4OH, resultando no aumento da concentração de
hidróxido de amônio. Os valores de pH podem ser observados nas figuras 1 e
2.
Na adição de água, uma alíquota de 90 mL não foi suficiente para romper
a capacidade tamponante, ou seja, a variação de pH foi menor que 1. Percebe-
se o decréscimo nos valores de pH para cada mL adicionado, mas em certas
quantidades de H2O o potencial hidrogeniônico torna a aumentar. Esse
comportamento pode ser explicado visto que o pH de uma solução tampão
permanece independente da diluição até que as concentrações das espécies
que ela contém sejam diminuídas a um ponto no qual as aproximações
[Concentração do sal] = [NH4+] e [Concentração da base] = [NH4OH] tornem-se
inválidas. Então, a capacidade tamponante seria ultrapassada caso mais água
fosse incrementada.
Utilizando o software Excel 2016, plotou-se os gráficos (figuras 1, 2 e 3)
a partir dos dados de pH e volume das tabelas 2 e 3.
Figura 1 –pH em função do volume de HCl.
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9.6

9.4

9.2

pH
9

8.8

8.6
0 0.2 0.4 0.6 0.8 1 1.2
Volume (mL)

Fonte: Autores.

Figura 2 –pH em função do volume de NaOH.

10.8
10.6
10.4
10.2
pH

10
9.8
9.6
9.4
9.2
0 0.2 0.4 0.6 0.8 1 1.2
Volume (mL)

Fonte: Autores.

Figura 1 –pH em função do volume de H2O.

9.6
9.4
9.2
9
pH

8.8
8.6
8.4
8.2
0 20 40 60 80 100
Volume (mL)
16

Fonte: Autores.
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5. CONCLUSÃO
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

VOGEL, ARTHUR I., Análise Química Quantitativa. 5ª ed., vol. Único.

SKOOG, Douglas A.; WEST, Donald M.; HOLLER, F. James; CROUCH, Stanley
R., Fundamentos de Química Analítica. 8ª ed., vol. Único.

FOGAÇA, J. Efeito do íon comum. Disponível em:


<http://www.brasilescola.com/quimica/efeito-ion-comum.htm>. Acessado em 18
de outubro de 2018.
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ANEXOS

 Cálculo da massa de NH4Cl necessária no preparo da solução:

Dados:
Concentração base: [NH4OH] = 0,1 M
Massa molar sal NH4Cl: 53,5 g.mol-1
pH estabelecido: 9
Volume: 0,1 L
Kb = 1,8 . 10-5
pKb = 4,74

Tem-se que o pH é dado pela fórmula:


𝑝𝐻 = 14 − 𝑝𝑂𝐻
Onde:
𝐶 𝑏𝑎𝑠𝑒
𝑝𝑂𝐻 = 𝑝𝐾𝑏 − log ( )
𝐶 𝑠𝑎𝑙
Então:
0,1
9 = 14 − 4,74 + log ( )
𝐶 𝑠𝑎𝑙
log 𝐶 𝑠𝑎𝑙 = −1,26
𝐶 𝑠𝑎𝑙 = 0,284 𝑀
Aplicando a fórmula da molaridade:
𝑚
𝐶 𝑠𝑎𝑙 = ( )
𝑀𝑀. 𝑉
𝑚 = 0,284 . 0,1 . 53,5
𝑚 = 1,52 𝑔

 Cálculo do erro percentual:

|𝒑𝑯𝒆𝒙𝒑𝒆𝒓𝒊𝒎𝒆𝒏𝒕𝒂𝒍−𝒑𝑯𝒆𝒔𝒕𝒂𝒃𝒆𝒍𝒆𝒄𝒊𝒅𝒐|
𝑬% = . 𝟏𝟎𝟎%
𝒑𝑯𝒆𝒔𝒕𝒂𝒃𝒆𝒍𝒆𝒄𝒊𝒅𝒐

|9,40 − 9|
𝐸% = . 100% = 4,4 %
9
20

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