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Alvenaria

Profº Orlando Sodré Gomes


Estrutural 2016.2
APRESENTAÇÃO
O curso de Alvenaria Estrutural será apresentado
em forma de treinamento profissional, visando a
prática construtiva e ao dimensionamento.

Seguirá as prescrições das normas brasileiras e


eventuais adaptações das normas internacionais,
especialmente o Eurocode 6.

No dimensionamento serão estudados as


verificações de tensões locais o Método do
Estado Limite Último.
APRESENTAÇÃO
Os temas serão apresentados obedecendo-se à seguinte
programação:
Alvenaria em BLOCOS VAZADOS DE CONCRETO e BLOCOS
CERÂMICOS
1. Introdução e dados sobre os materiais.
2. Modulação das paredes e comportamento estrutural.
3. Flexão composta: Resistência dos Materiais.
4. Prescrições construtivas e patologias.
5. Alvenaria não armada, índice de esbeltez, rigidez, alvenaria
armada.
6. Flexão pura.
7. Flexão: casos especiais.
8. Força normal.
9. Juntas de dilatação.
OBJETIVO
O objetivo do MINI-CURSO é apresentar os
alguns conceitos fundamentais do sistema
construtivo em Alvenaria Estrutural por meio de
aulas teóricas.

Busca-se a orientação de estudantes e


profissionais especializados na elaboração de
projetos, execução e dimensionamento, e visa
fornecer aos participantes conceitos para
avaliação de técnicas modernas relativas à área
em ênfase.
INTRODUÇÃO
É um dos métodos mais antigos de construção e
erradamente qualificado como método alternativo.
As estruturas metálicas e de concreto armado surgiram
após o sistema construtivo em alvenaria.
As construções da Mesopotâmia eram em alvenaria,
assim como as construções gregas e romanas.
HISTÓRICO
Na Europa: surgiram os primeiros blocos de concreto no
século XIX que substituíram as pedras. Surgem as
construções em alvenaria de blocos de concreto.

Inglaterra: os primeiros blocos de concreto foram


patenteados por Gibbs em 1850.

Vírginia-U.S.A.: J. Bresser inicia a produção de blocos de


concreto em escala industrial em 1904, usando máquinas
vibro-prensas automáticas.

Brasil: na década de 1940 foram usados blocos de


concreto para paredes de vedação, sendo que a
normalização desse produto só foi feita em 1982 por meio
da NBR 7173.
HISTÓRICO
Na década de 1950 a alvenaria estrutural foi
normalizada na Europa e U.S.A., e com isso
ocorreu um grande desenvolvimento desse
sistema construtivo.

O aumento da construção em alvenaria estrutural


sem uma normalização adequada ocasionou o
surgimento de diversas patologias nas obras,
especialmente no quesito durabilidade.

Em 1984 surge a primeira norma brasileira que


trata dos blocos vazados de concreto.
HISTÓRICO
O aumento da construção em alvenaria estrutural
sem uma normalização adequada ocasionou o
surgimento de diversas patologias nas obras,
especialmente no quesito durabilidade.
O IBRACON promoveu 1979 um simpósio para
tratar sobre as pesquisas necessárias para
aprimorar a qualidade das obras em alvenaria
estrutural.
Em 1984 surge a primeira norma brasileira que
trata dos blocos vazados de concreto.
NORMALIZAÇÃO TÉCNICA
ABNT NBR 15812-1:2010 – Alvenaria Estrutural – Blocos
Cerâmicos - Projetos
NORMALIZAÇÃO TÉCNICA
ABNT NBR 15812-2:2010 – Alvenaria Estrutural – Blocos
Cerâmicos – Execução e Controle de Obras
NORMALIZAÇÃO TÉCNICA
ABNT NBR 15961-1:2011 – Alvenaria Estrutural – Blocos de
Concreto – Projeto
NORMALIZAÇÃO TÉCNICA
ABNT NBR 15961-2:2011 – Alvenaria Estrutural – Blocos de
Concreto – Execução e controle de Obras
Classificação

Classificação quanto à FUNÇÃO

Alvenaria

Fechamento Estrutural
Classificação

Classificação quanto ao MATERIAL

Alvenaria
Estrutural

Blocos
Blocos
Vazados de
Cerâmicos
Concreto
Classificação
Classificação quanto ao TIPO

Alvenaria
Estrutural

Parcialmente
Não Armada Armada
Armada
Alvenaria Estrutural

Materiais e Componentes:
Bloco + Argamassa + Grout + Aço=
ALVENARIA.
Sistemas Estruturais
Sistema Estrutural
com vigas e pilares de Alvenaria Estrutural
concreto armado não armada

O arranjo estrutural O sistema estrutural é


é formado por formado principalmente
pórticos espaciais. por chapas.
Forças Atuantes
As paredes
servem de
apoios para as
lajes (cargas
uniformemente
distribuídas
kN/m2) e
transmitem as
cargas em
linha (kN/m)
até os apoios.
Forças Atuantes
Por vezes existem cargas pontuais sobre as paredes (kN).
Forças Atuantes
Forças Verticais nas Lajes e Paredes Estruturais
Se a parede
tiver aberturas o
fluxo de forças
passa nos
trechos entre
essas aberturas.
Se a parede não
tiver aberturas o
fluxo de forças
se dá o longo da
parede.

As forças atuantes nas paredes são somadas.


Elementos Estruturais
ARRANJO TÍPICO DOS ELEMENTOS
Grout Aço Viga
Grout
Verga

Grout

Viga

Aço
Pilar
Blocos
Blocos Vazados de Concreto
Bloco vazado: componente de alvenaria cuja área
líquida é igual ou inferior a 75% da área bruta.
1. Área bruta: área da seção perpendicular aos eixos dos furos, sem
desconto das áreas dos vazios.
2. Área líquida: área média da seção perpendicular aos eixos dos
furos, descontadas as áreas máximas dos vazios.
3. Dimensões nominais: dimensões comerciais dos blocos,
indicadas pelos fabricantes, múltiplas do módulo M=10 cm e seus
submódulos M/2 e M/4.
4. Dimensões reais: aquelas obtidas ao medir cada bloco, conforme
PROJETO NBR 12118:2005, equivalentes à dimensão nominal
diminuídas em 1 cm, que corresponde à espessura média da junta
de argamassa.
Blocos
Blocos Vazados de Concreto
Bloco vazado: componente de alvenaria cuja área
líquida é igual ou inferior a 75% da área bruta.
5. Blocos modulares: blocos com dimensões coordenadas, para a
execução de alvenarias modulares, isto é, alvenarias com dimensões
múltiplas do módulo M = 10 cm e seus submódulos M/2 e M/4.
6. Família de blocos: conjunto de componentes de alvenaria que interagem
modularmente entre si e com outros elementos construtivos.

Os blocos que compõem a família, segundo suas dimensões, são


designados como bloco inteiro (bloco predominante), blocos de amarração L
e T (blocos para encontro de paredes), blocos compensadores A e B (blocos
para ajustes de modulação) e blocos canaleta;

Classe: diferenciação dos blocos segundo o seu uso.


Blocos
Blocos
Blocos
Tabela 1 – Dimensões Reais
FAMÍLIAS DE BLOCOS

Nominal 20 15 12,5 10 7,5

Módulo M - 20 M - 15 M - 12,5 M - 10 M - 7,5


Designação
Amarração 1/2 1/2 1/2 1/2 1/2 1/3 1/2 1/2 1/3 1/2

Linha 20 x 40 15 x 40 15 x 30 12,5 x 40 12,5 x 25 12,5 x 37,5 10 x 40 10 x 30 10 x 30 7,5 x 40

Largura (mm) 190 140 140 115 115 115 90 90 90 65

Altura (mm) 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190

Inteiro 390 390 290 390 240 365 390 190 290 390

Meio 190 190 140 190 115 - 190 90 - 190

2/3 - - - - - 240 - - 190 -

1/3 - - - - - 115 - - 90 -
Comprimento
(mm) Amarração
- 340 - - - - - - - -
L
Amarração
- 540 440 - 365 365 - 290 290 -
T
Compensa
90 90 - 90 - - 90 - - 90
dor A
Compensa
40 40 - 40 - - 40 - - 40
dor B
Blocos
Tabela 2 – Designação por CLASSE, LARGURA dos
blocos e ESPESSURA mínima das paredes dos blocos.
Paredes Transversais

Classe Designação Paredes Paredes1) Espessura equivalente2)


Longitudinais1)
mm mínima mm/m
mm
M-15 25 25 188
A
M-20 32 25 188
M-15 25 25 188
B
M-20 32 25 188
M-10 18 18 135
M-12,5 18 18 135
C
M-15 18 18 135
M-20 18 18 135
M-7,5 15 15 113
M-10 15 15 113
D M-12,5 15 15 113
M-15 15 15 113
M-20 15 15 113
1) Média das medidas das paredes tomadas no ponto mais estreito.

2) Soma das espessuras de todas as paredes transversais aos blocos (em milímetros), dividida pelo comprimento nominal do
bloco (em metros).
Blocos
As tolerâncias permitidas nas dimensões dos
blocos indicadas na Tabela 1, são de  2,0 mm
para a largura e  3,0 mm para a altura e
comprimento.

A espessura mínima de qualquer parede de bloco


deve atender à Tabela 2.

A tolerância permitida nas dimensões das


paredes é de – 1,0 mm para cada valor individual.
Blocos
A menor dimensão do furo não deve ser inferior a:

Dfuro=Lbloco+2(emín+5)
onde
Dfuro= menor dimensão do furo em mm;
Lbloco= largura do bloco em mm;
emín= espessura mínima em mm (Tabela ).

Os blocos classe A e B devem ter mísulas de


acomodação com raio mínimo 40 mm, e os
blocos classe C devem ter mísulas com raio
mínimo de 20 mm, com centro tomado no
encontro da face externa da parede
longitudinal com o eixo transversal do bloco.
Blocos
Características Físico-Mecânicas
Os blocos vazados de concreto devem atender aos
limites de resistência, absorção e retração linear por
secagem, estabelecidos na Tabela 3.
Tabela 3 – Requisitos para Resistência Característica à Compressão,
Absorção e Retração
Absorção Média em %
Classe Resistência Característica (1) Retração

fbk em Mpa Agregado Normal Agregado Leve em %


 13,0%
A  6,0
(média)
B  4,0
 10,0%  0,065%
C  3,0  16,0%
(individua)
D  2,0
Blocos
Separar, para fins de ensaio, aleatoriamente blocos que
constituirão amostra representativa de todo o lote do qual
foram retirados.
Tabela – Tamanho da amostra
Número de blocos Número de blocos Número mínimo de blocos para ensaio Número de blocos
do lote da amostra dimensional e resistência à compressão para ensaios de
absorção e área
líquida

Critério Critério estabelecido


estabelecido em em 6.4.2
6.4.1
Até 5000 7 ou 9 6 4 3
10000 8 ou 11 8 5 3
20000 10 ou 13 10 6 3
Blocos
Blocos
BLOCOS CERÂMICOS
Bloco estrutural de
Bloco estrutural com
paredes vazadas
paredes externas
maciças e internas
Bloco estrutural vazadas
com paredes
externas e
internas
maciças

Bloco estrutural
perfurado
Blocos
BLOCOS CERÂMICOS
Blocos
BLOCOS CERÂMICOS
Blocos
BLOCOS CERÂMICOS
Bloco estrutural de
paredes vazadas

Bloco estrutural vazado


com paredes externas
maciças e internas vazadas
Blocos

As dimensões nominais são as dimensões reais


acrescidas de 1 cm relativo à junta.

Tensão de ruptura

fbk
Resistência
característica à
compressão: Valor característico
Bloco
(quantil de 5% na
curva de Gauss)
Bloco classe A: fbk ≥ 6,0 MPa
Bloco classe B: fbk ≥ 4,5 MPa
Blocos
Resistência à compressão dos blocos
vazados de concreto e cerâmicos
Os valores de fbk devem ser considerados acima de 3 MPa,
sendo essa resistência obtida considerando-se a área bruta
do bloco.

A resistência característica à compressão estimada é dada


por:
 fb(1)  fb(2)   fb(i -1) 
fbk,est  2  - fbi
 i -1 
Os valores de fb(1) , fb(2) , ... fb(i-1) são os valores de resistência à compressão
individual dos corpos-de-prova da amostra ordenados em ordem
crescente.
Blocos
Tem-se i = n/2 se n for par; tem-se i = (n-1)/2 se n for
ímpar, sendo n a quantidade de blocos da amostra.

Após o cálculo da tensão fbk,est deve-se analisar:


a) se fbk,est ≥ fbm (média da resistência à compressão de
todos os corpos-de-prova da amostra) daí adota-se fbm
como a resistência característica do lote fbk;
b) se o valor fbk,est < ϕfb(1) , sendo fb(1) o menor valor obtido
nos ensaios dos corpos-de-prova, a resistência
característica á compressão é dada por fbk = ϕfb(1) (Tabela
4);
c) se ϕfb(1) < fbk,est < fbm a resistência característica à
compressão será fbk = fbk,est.
Blocos
Resistência à Compressão dos Blocos Vazados
de Concreto e Cerâmicos

A Tabela 4 faz parte da NBR 15270-2:2005 para componentes


cerâmicos, e a Tabela 5 da NBR 6136 (blocos vazados de
concreto) fornecem os mesmos valores, e essa última só
não contém a nota n≥13.
Blocos
Peso Próprio da Alvenaria
Na determinação das forças atuantes sobre
uma parede estrutural, além das sobrecargas
normalizadas e do peso próprio das lajes, deve
ser considerado o peso próprio das alvenarias.

As tabelas a seguir mostram o peso unitário


(por m2) de diversos tipos de alvenaria,
consideradas como as mais comuns.
Blocos
Blocos
Materiais
1) Agregados Miúdos (AREIAS):
Devem ser isentos de impurezas (matéria orgânica),
composto de partículas arredondadas e com granulometria
uniforme.
As areias muito finas produzem argamassas de melhor
manuseio, mas com grande deformabilidade e baixa
resistência a compressão.
É o agregado inerte na mistura e tem a função de reduzir a
proporção dos aglomerantes e de diminuir os efeitos nocivos
do excesso de cimento.
A granulometria influencia as propriedades da argamassa
no estado fresco: a consistência, a coesão e a retenção de
água; no estado endurecido influencia a permeabilidade e a
densidade.
Materiais
2) Cimento: CP comum, ARI, AF, Pozolânico, MRS, ARS.
O aumento da proporção de cimento da argamassa no
estado fresco acarreta maior exsudação, menor tempo de
endurecimento e aumento da retração e coesão.
No estado endurecido com esse aumento ocorre o
acréscimo da resistência à compressão e da aderência
superficial.
Materiais
3) Cal Hidratada
É normalmente utilizada para as argamassas de
assentamento; podem também ser utilizados cales
extintos em obra.
No estado fresco da argamassa a cal possibilita um
aumento da trabalhabilidade, retenção de água e coesão;
diminui a exsudação e retração na secagem.
No estado endurecido o acréscimo da proporção de
cal provoca um aumento na aderência superficial, na
capacidade de deformação e da resistência ao logo do
tempo
Materiais
4) Água
A quantidade de água deve ser avaliada de modo a
garantir boa produtividade no assentamento sem causar
a segregação dos constituintes.

A água deve ser cristalina e isenta de produtos


orgânicos.
A adição de água durante o assentamento da
alvenaria, para repor a água evaporada e manter
constante sua fluidez, deve ser feita com cuidado, e se
possível deve ser evitada.
Materiais
5) Aditivos
De acordo com as especificações brasileiras.

Nas argamassas industrializadas a cal é substituída


por aditivos, plastificantes ou incorporadores de ar.
Os aditivos são usados para aumentar a coesão da
mistura ainda fresca.

6) Aço
De acordo com as especificações brasileiras.
Argamassa
A argamassa de assentamento garante o monolitismo e a solidez da
parede.

A função principal da argamassa é a de transmitir todas as ações


verticais e horizontais atuantes de forma a solidarizar as unidades,
formando uma estrutura única.

Compatibiliza as deformações entre os blocos e corrige as


irregularidades causadas pelas variações dimensionais dos mesmos.

Ligar os componentes da estrutura; vedar as juntas.

Componentes

Cimento + Cal + Água + Areia + Aditivos

Os aditivos são usados em função da utilização da argamassa.


Argamassa
Nomenclatura
A resistência da argamassa é obtida pela análise
estatística dos resultados dos ensaios de corpos-de-
prova normalizados.

Tensão de ruptura

fak Valor
característico
Argamassa (quantil de 5% na
curva de Gauss)
Argamassa
Argamassa
Argamassa

Slump= Abatimento de Tronco de Cone


Avalia a trabalhabilidade da argamassa.
Argamassa
ARGAMASSAS PADRONIZADAS PELA ASTM
As denominações foram retiradas desta palavra MASON.
TIPO M: alta resistência; para alvenaria armada e não-armada
submetidas a altas cargas de compressão. São apropriadas para
pressões de terra solicitação de vento, terremoto, ou seja, para
estruturas abaixo e acima do nível do solo.
TIPO S: tem uma alta resistência de aderência (própria para
solicitações de tração); recomendada para estruturas submetidas à
força de compressão de magnitude corrente, mas que requerem
resistência de aderência quando solicitadas a flexão (pressão de
solos em arrimos, vento, terremoto).
Sua excelente durabilidade recomenda-a para paredes junto ao solo
(fundações, arrimos e pisos).
Argamassa
ARGAMASSAS PADRONIZADAS PELA ASTM
As denominações foram retiradas desta palavra MASON.
TIPO N: é usual para estruturas acima do nível do solo;
recomendada para paredes externas internas e para a técnica
do “veneer”; sua trabalhabilidade, resistência a compressão, a
flexão e custo, são parâmetros que a recomendam para as
aplicações usuais.
TIPO O: o alto teor de cal confere a esta argamassa uma baixa
resistência; é recomendada para paredes não estruturais
(externa e interna) e paredes que utilizem a técnica do
“veneer” que não estejam sujeita a umidade. É usada em
prédios de um e dois andares possuindo boa trabalhabilidade
e baixo custo.
Argamassa
Tabela ASTM C 270 - Dosagem de Argamassas
(partes em volume)
Argamassa
Argamassa
Argamassa

A resistência característica do bloco deve ser calculada


com a sua área liquida:

A resistência da argamassa deve ser obtida em corpos-


de-prova cúbicos com 4 cm de lado, moldados em duas
camadas com 30 golpes de soquete.
Grout
É um micro-concreto (concreto com agregados miúdos).

AGREGADOS MIÚDOS PEDRISCOS

A função do grout é preencher os vazados dos blocos


em locais especificados no projeto.

Componentes:
Cimento + Cal + Água + Areia +
+ Pedriscos + Aditivos (em função da utilização).
Grout
O grout é um microconcreto com suficiente fluidez
para preencher os vazios dos blocos
completamente e sem separação dos
componentes.
Ao aumentar a área da seção se tem maior
resistência à compressão da parede; tem a
finalidade de solidarizar as armaduras à alvenaria,
preenchendo as cavidades onde estas se
encontram.
Também é usado como material de enchimento em
reforços estruturais e em zonas de concentração
de tensões.
Grout
As principais propriedades do grout são:
a) a consistência da mistura deve ter coesão e
fluidez suficiente para preencher todos os
furos dos blocos;
a) a retração não deve levar à separação entre o
grout e as paredes internas dos blocos;
a) a resistência à compressão do grout, as
propriedades mecânicas dos blocos e da
argamassa, definirão as características à
compressão da alvenaria.
Grout
O lançamento do grout, em geral, é realizado em
duas ou três camadas ao longo da altura da
parede, conforme a fluidez do material.

O aumento no número de camadas de


lançamento permite que se use um grout com
menor fator água/cimento, desse modo se tem
mais controle no preenchimento dos furos
verticais dos blocos, diminuindo a possibilidade
de segregação e de ocorrência de vazios na
parede.
Grout
A pressão hidráulica da coluna líquida por vezes é
suficiente para o adensamento, porém, pode ser
necessário fazer uso de vibradores de agulha de pequeno
diâmetro, ou compactá-lo manualmente com barras de
aço.

Os grouts industrializados são à base de cimento de


alta resistência inicial, com agregados graduados,
adições, aditivos plastificantes e compensadores de
retração; têm alta fluidez, baixa retração na secagem e
resistências iniciais superiores a 30 MPa aos três dias.
Grout

A resistência do grout é obtida pela análise estatística


dos resultados dos ensaios de corpos-de-prova
normalizados.

Tensão de ruptura

Nomenclatura: fgk Valor característico


(quantil de 5% na
Grout curva de Gauss)
Grout
Grout
Estas tabelas visam facilitar o orçamento para a
cubicagem do grout em blocos vazados de concreto com
função estrutural.
Grout
Volume de Grout: Preenchimento Vertical dos
Vazios dos Blocos de Concreto
DOSAGEM
Dosagem Experimental
(Argamassa e Grouts)
Deve-se garantir: resistência e trabalhabilidade.
1) TRABALHABILIDADE
É medida pela consistência, sendo função:
a) do fator A/C, que é fixado para a resistência de dosagem aos 28
dias (fad28 ou fgd28 );
b) da características da obra;
c) do teor de cal em relação ao cimento (em volume), sendo que
- ARGAMASSA: Cal / C  0,25;
- GROUTS: Cal / C  0,10.
d) da dimensão máxima do agregado do GROUT, que deve atender à:
Øagregado  1/3 da menor dimensão do vazado a preencher.
DOSAGEM
Dosagem Experimental
(Argamassa e Grouts)
Deve-se garantir: resistência e trabalhabilidade.
2) RESISTÊNCIA
Desvio padrão conhecido (curva de Gauss):
faj= fak+1,65sd
fgj = fgk+1,65sd
sd = xnsn
onde n é o número de ensaios à compressão, sendo
fak = resistência característica da argamassa;
fgk = resistência característica do grout;
Sd = desvio padrão da dosagem.

fgk ≥ 15 MPa
Prismas
Prismas
Prismas
Prismas
Prismas
Aços
Aços
De acordo com o valor característico da resistência de
escoamento, as barras e os fios são classificados nas
categorias CA-25, CA-50, CA-60.

De acordo com o processo de fabricação, as barras e


os fios são classificados em classes A (laminação a
quente sem posterior deformação a frio) que apresentam
patamar de escoamento e B (com deformação a frio) que
não apresentam esse patamar. Para projeto, devem ser
usados os diâmetros e seções transversais nominais
indicadas na NBR 7480.
Aços
Tipos de Superfície
Os fios e barras podem ser lisos ou providos de
saliências ou mossas.
Para cada categoria de aço, o coeficiente de
conformação superficial mínimo determinado por meio de
ensaios de acordo com a NBR 7477 deve atender ao
indicado na NBR 7480.

Massa Específica
Pode-se assumir para massa específica do aço de
armadura passiva o valor de 7.850 kg/m3.
Aços
Coeficiente de Dilatação Térmica
O valor de 10-5/°C pode ser considerado para
coeficiente de dilatação térmica do aço, para intervalos
de temperatura entre -20 e 150°C.

Módulo de Elasticidade
Na falta de ensaios ou valores fornecidos pelo
fabricante, o módulo de elasticidade do aço pode ser
admitido igual a 210 GPa.
Aços
Aço com Patamar de Escoamento
Tem-se um trecho elástico
e linear (lei de Hooke 1 ),
depois um trecho elástico
não-linear 2 e logo após
ocorre o escoamento 3.
O escoamento ocorre
quando há variação da
deformação específica
para uma tensão
constante.
Após o escoamento tem-
se o encruamento do aço,
até ser atingida a sua
tensão de ruptura 4.
Aços
Aço sem Patamar de Escoamento

Nesse tipo de aço não


existe o trecho 3
mostrado no gráfico
anterior.

Nota: os aços sem


patamar de
escoamento são
produzidos a partir de
aços com patamar de
escoamento.
Aços
Diagrama Teórico para Aço com Patamar de
Escoamento

Nota: a deformação
específica máxima
à compressão é
limitada em 0,35%
para haver
compatibilidade
com a deformação
específica máxima
do concreto na
flexão.
Aços
Características dos Aços Brasileiros
Aços

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